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RELAÇÕES DE INTENSIDADE DE INFESTAÇÃO POR

DIATRAEA

SACCHARALIS

(FABRICIUS,

1794)

NA

PRODUTIVIDADE EM VARIEDADES COMERCIAIS DE CANA- DE-AÇÚCAR

Carlos Alberto da Silva FERREIRA 1 ; Paulo Marçal FERNANDES 1 ; Vilmar de Araújo PONTES JÚNIOR 1

1- Universidade Federal de Goiás, Goiânia, GO. E-mail: agronomocarlos@yahoo.com.br

INTRODUÇÃO

A cultura da cana-de-açúcar propicia um agroecossistema que abriga numerosas espécies de insetos, sendo que algumas delas, dependendo da época do ano e da região, podem ocasionar sérios prejuízos econômicos. Dentre elas, a Diatraea saccharalis, que é a praga mais importante da cana-de-açúcar, devido a sua ampla distribuição geográfica e prejuízos que ocasionam durante todo o desenvolvimento da cultura. Os danos diretos provocados pelo inseto são decorrentes da sua alimentação por meio dos tecidos da planta. Já os danos indiretos estão relacionados com a entrada de microrganismos oportunistas, responsáveis pela podridão vermelha.

OBJETIVO

Estudar

a

relação

entre

o

índice

de

infestação

de

D.

saccharalis e a produtividade de variedades comerciais de

cana-de-açúcar.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi instalado no município de Goianésia – GO, em área pertencente à usina Jalles Machado S/A (15º17’S, 48º56’W, 602 m). Foram utilizadas dezesseis variedades comerciais de cana-de-açúcar. O delineamento experimental empregado foi o de blocos ao acaso com quatro repetições, sendo as parcelas constituídas de quatro linhas de 15 m e área útil com 90 m 2 e espaçamento de 1,5 m entre linhas. Para o cálculo da produtividade, foram colhidas e pesadas as canas-de-açúcar de cada parcela. O monitoramento da D. saccharallis foi realizado quinze dias antes da colheita, escolhendo aleatoriamente dez canas na mesma linha e em sequencia. A intensidade infestação (INF) foi determinada pela seguinte fórmula:

RELAÇÕES DE INTENSIDADE DE INFESTAÇÃO POR DIATRAEA SACCHARALIS (FABRICIUS, 1794) NA PRODUTIVIDADE EM VARIEDADES COMERCIAIS DE

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tabela 1. Resumo da análise de variância para a produtividade (t ha -1 ) e intensidade de infestação (%) por D. saccharalis em cana-de-açúcar.

FV 1

GL 2

QM 3

QM 4

Blocos

3

410,51

0,1527

Tratamentos

15

1.105,10 **

0,9997 ns

Resíduo

45

67,45

0,5608

Média

-

147,31

1,75

Máximo

-

181,65

3,22

Mínimo

-

99,99

0

CV% 5

-

5,6

42,87

r xy 6

0,08 ns

(1) Fonte de variação; (2) Grau de liberdade; (3) Quadrado médio de tratamento para a produtividade de cana-de-açúcar; (4) Quadrado médio de intensidade de infestação; (5) Coeficiente de variação; (ns) Não significativo; (**) Significativo a 1% de probabilidade pelo teste de F. (6) Correlação linear simples, (ns) Não significativo pelo teste de t a 5% de probabilidade.

Tabela 2. Média da produtividade (t ha -1 ) e da intensidade de infestação (%) por D. saccharalis em cana-de-açúcar.

Variedades

Produtividade 1

Variedades

Infestação

1. CTC 15

170.26a

168.60a

162.62ab

157.38abc

156.93abc

156.93abc

154.99abc

154.85abc

151.93abc

144.57bcd

140.68cd

137.63cd

130.82d

130.27d

129.99d

108.60e

1. RB92-579

 

2.53

  • 2. IAC91-1099

2. CTC 09

2.29

  • 3. CTC 11

3. IACSP95-5000

2.26

  • 4. CTC 09

4. CTC 18

2.17

  • 5. RB92-579

5. CTC 02

2.12

  • 6. SP86-0042

6. IACSP94-3046

2.08

  • 7. RB86-7515

7. RB86-7515

1.91

  • 8. IAC87-3396

8. IAC91-1099

1.85

  • 9. CTC 02

9. RB96-6928

1.80

  • 10. IACSP95-5000

10. SP86-0042

1.71

  • 11. CTC 04

11. CTC 11

1.59

  • 12. IACSP94-3046

12. CTC 15

1.45

  • 13. IACSP94-2094

13. IACSP94-2101

1.18

  • 14. RB96-6928

14. IAC87-3396

1.14

  • 15. IACSP94-2101

15. CTC 04

0.97

  • 16. SP86-0042

16. IACSP94-2094

0.91

(1)As médias

seguidas

de

pelo

menos

uma

mesma

letra

não

diferem

estatisticamente entre si pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade.

CONCLUSÃO

Não foi detectado relação entre a intensidade de infestação

de

D.

saccharallis

na

produtividade

de

cana-de-açúcar.

Entretanto, algumas variedades comerciais produtivas conseguem manter ótima produtividade mesmo com alta intensidade de infestação, o que as tornam mais atraentes ao mercado.