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CONTABILIDADE COMERCIAL II

LIVRO LALUR – adições e exclusões


Mar 08 (fonte LEFISC)

LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL – LALUR/DRA – RELAÇÃO DE ADIÇÕES E


EXCLUSÕES

Sumário

1. LALUR/DRA – RELAÇÃO DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES


1.1 Regulamento do Imposto de Renda
1.2 Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido

1. LALUR/DRA – RELAÇÃO DE ADIÇÕES E EXCLUSÕES


(arts. 249 e 250 do RIR/99 – IN SRF 390/2004)

Ajuste ao Ajuste
Lucro a DRA
Real (CSLL)
DISCRIMINAÇÃO (IRPJ)
1 - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido que foi apropriada
contabilmente no período - art. 249, IX e 344, §6º do RIR/99 - Lei
9.316 de 1996;
Lei 10.865/2002 art. 39 As sociedades cooperativas que obedecerem
ao disposto na legislação específica, relativamente aos atos cooperativos,
ficam isentas da CSLL. Não se aplica às sociedades cooperativas de
consumo de que trata o art. 69 da Lei 9.532, de 10 de dezembro de Adição
1997. (art. 69 - As sociedades cooperativas de consumo, que tenham por
objeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores, sujeitam-se
às mesmas normas de incidência dos impostos e contribuições de
competência da União, aplicáveis às demais pessoas jurídicas.) Art. 48
Produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2005 o disposto no art. 39 desta
Lei.
2 - Perdas Incorridas no Mercado de Renda Variável que
excederem os ganhos no período de apuração (art. 249, X e 250, §
único, “e” do RIR/99; IN SRF 25/2001, art.30; Lei 8.981/95, art.
77, III; Lei 9.249/95, art. 12; Lei 8.981/95, art. 77, I; Lei
9.065/95, art. 1º)
Deverá ser considerado o valor das perdas, excedentes aos ganhos
auferidos no mesmo período de apuração, decorrentes de aplicações no
mercado de renda variável, exceto day-trade. Adição
As perdas de titularidade de instituição financeira, sociedade de seguro, de *
previdência privada aberta e de capitalização, sociedade corretora de
títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedade distribuidora de títulos e
valores mobiliários ou sociedade de arrendamento mercantil podem ser
compensadas integralmente (Lei 8.981/95, art. 77, III; Lei 9.249/95, art.
12; Lei 8.981/95, art. 77, I; Lei 9.065/95, art. 1º).
3 - Perdas Incorridas em operações Day-Trade no período de
apuração (renda fixa ou variável) (art. 249 IV do RIR/99; IN SRF
25/01 art. 33 § 4º);
Considerar as perdas incorridas em operações iniciadas e encerradas no Adição
mesmo dia.
No caso de atividade geral e rural as perdas deverão ser adicionadas
somente para a Geral.
4 - Participações e Gratificações a administradores e dirigentes
(art. 463 e 303 do RIR/99; PN CST 48/72 e 109/75);
Quaisquer participações nos lucros atribuídas a administradores, sócio, Adição
titular de empresa individual e a portadores de partes beneficiárias,
durante o período de apuração; e ainda as participações nos lucros da
companhia atribuídas a debêntures de sua emissão;

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5 - Perdas em operações no Exterior exceto hedge (adição


somente em Dezembro) (art. 394 e 396 do RIR/99; §8º art. 1º IN
SRF 213/2002);
Considerar:
a) as perdas incorridas em operações efetuadas no exterior e
reconhecidas nos resultados da pessoa jurídica (IN SRF 213/2002, art. 1º,
§ 8º); Adição Adição
b) as perdas de capital decorrentes de aplicações e operações efetuadas
no exterior, pela própria empresa brasileira, que não podem ser
deduzidas, nem compensadas com lucros produzidos no Brasil. A
indedutibilidade da perda de capital aplica-se, inclusive, em relação às
alienações de filiais e sucursais e de participações societárias em pessoas
jurídicas domiciliadas no exterior (IN SRF 213/2002, art.12).
As perdas em operações realizadas no exterior devem ser consideradas
somente para a Atividade Geral;
6 – Rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior, que
devem ser considerados pelos seus valores antes de descontado o
tributo pago no país de origem (IN SRF 213, de 07 de outubro de
2002, art. 1º, § 7º).
Cômputo em dezembro de cada ano e no caso de apuração trimestral, os
rendimentos e ganhos de capital no exterior que tenham sido excluídos
nos 1º, 2º e 3º trimestres na apuração do resultado ajustado referente a
esses períodos devem ser adicionados no 4º trimestre (Lei 9.249, de
1995, art. 25; Lei 9.532, de 1997, art. 1º; IN SRF 213, de 2002, art. 9º); Exclusão Exclusão
Os rendimentos e ganhos de capital no exterior deverão ser considerados
somente para a "Atividade Geral".
Os créditos de imposto de renda, relativos a rendimentos e ganhos de
capital auferidos no exterior, somente serão compensados com o imposto
de renda devido no Brasil, se os referidos rendimentos e ganhos de capital
forem computados na base de cálculo do imposto no Brasil, até o final do
segundo ano-calendário subseqüente ao de sua apuração.
7 – Excesso relativo aos Preços de Transferências (transfer price)
arbitrados mediante ajustes pelos métodos admitidos pela
legislação (art. 240 a 245 do RIR/99; arts. 18 a 24 da Lei Adição Adição
9.430/1996; IN SRF 188 e IN SRF 243/2002; art.4º da Lei
10.451/2002; art. 45 Lei 10.637/2002);

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8 - Lucros disponibilizados no Exterior (filiais, sucursais, coligadas


e controladas) (art. 394 do RIR/99; art.25 da Lei 9.249/95; art. 2º
IN SRF 213/02; MP 2.158 art. 74 - IN SRF 390/2004 art. 76);
Os lucros auferidos no exterior, por intermédio de filiais, sucursais,
controladas e coligadas serão adicionados ao Lucro Real e a partir de
01/10/99 adicionados também na base de cálculo da contribuição social,
no balanço de 31 de dezembro do ano em que tiverem sido
disponibilizados.
Na apuração trimestral, os lucros deverão ser adicionados no 4º trimestre.
São considerados disponibilizados para a pessoa jurídica no Brasil:
a) quando filial ou sucursal, na data do balanço em que foram apurados;
b) quando controlada ou coligada:
- para os lucros apurados até 31/12/2001: deverão ser disponibilizados até Adição Adição
31/12/2002 ou antes desta data, em qualquer situação prevista na
legislação em vigor;
- para os lucros apurados a partir de 01/01/2002: na data do balanço em
que foram apurados.
COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE
Os créditos de imposto de renda relativos a lucros do exterior, poderão ser
compensados se os referidos lucros forem computados na base do IRPJ no
Brasil.
Observação: O saldo do imposto de renda pago no exterior, que
exceder o valor compensável com o imposto de renda devido no
Brasil, poderá ser compensado com a CSLL devida em virtude da
adição, à sua base de cálculo, dos lucros oriundos do exterior, até
o limite acrescido em decorrência dessa adição (art. 21 da MP
2.037/2.158).
9 - Multas por infrações fiscais cobradas DE OFICIO; (portanto fica
salvo as de natureza compensatória e as impostas por
descumprimento de obrigações tributárias meramente acessórias de
que não resultem falta ou insuficiência de pagamento de tributo). Adição Adição
Multas impostas por infrações ou transgressões de leis de natureza
não tributária. (art. 344, §5º RIR/99 – PN CST 61/79 e 174/74 -
IN SRF 390/2004 arts. 56 e 57);
10 - Lucros distribuídos disfarçadamente (art.467 do RIR/99; IN
Adição Adição
SRF 390/2004 art. 38);
11 - Comissões condicionadas ao recebimento do cliente (PN CST
Adição Adição
07/76);
* **
12 - Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada
controlada por pessoa física controladora da fonte pagadora (art.
Adição
249, II do RIR/99; Decreto Lei 2.397/87);
13 - Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo
Adição
fiscal (art. 429 do RIR/99);
14 - Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado
Adição
pela equivalência patrimonial (art. 391 do RIR/99);
*
15 - Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado
Exclusão
equivalência patrimonial (art. 391 do RIR/99);
*
16 - Alimentação de empregados quando não fornecidos
Adição Adição
indistintamente a todos (art. 369 do RIR/99; IN SRF 74/89; IN
SRF 390/2004 art. 63);
17 - Seguro de vida de sócios ou acionistas (PN CST 16/76 e
Adição
02/86);
18 - Prejuízo por desfalque, apropriação indébita ou furto
Adição
praticado por sócios ou acionistas (art. 364 do RIR/99; PN CST
50/73);
19 - Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências da
Adição Adição
legislação (art. 61 Lei 9.532/97; PN CST 83/76);

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20 - Remuneração de diretores de S.A. que não residam no país


Adição
(art. 357, II do RIR/99; IN SRF 93/97, art.31);
21 - Lucro inflacionário realizado (art. 447 a 456 do RIR/99);
Adição
*
22 - Tributos e Contribuições com exigibilidade suspensa (art. 344,
§1º do RIR/99; AD(N) COSIT 11/95; IN SRF 390/2004 arts. 45 e
50);
Considerar o valor correspondente aos tributos e às contribuições cuja
exigibilidade esteja suspensa, nos termos dos incisos II a VI do art. 151
da Lei 5.172/1966 (Código Tributário Nacional), com a redação da Lei
Complementar 104/2001, haja ou não depósito judicial, caso aqueles Adição Adição
tenham sido computados na demonstração do lucro líquido. * *
Exigibilidade suspensa em virtude de:
I - depósito, ainda que judicial, do montante integral do crédito tributário;
II - impugnação, reclamação ou recurso, nos termos das leis reguladoras
do processo tributário administrativo;
III - concessão de medida liminar em mandado de segurança;
IV - concessão de medida liminar ou de tutela antecipada em outras
espécies de ação judicial;
23 - Juros sobre o Patrimônio Líquido, excedentes ao limite
admitido (art. 347 do RIR/99; IN SRF 93/97; ADN COSIT 13/96;
Adição Adição
Lei 9.249/95, art. 9º § 1º; Lei 9.430/96, art. 78; IN SRF 390/2004
art. 38);
24 - Investimentos em atividades audiovisuais (art. 372, § único
do RIR/99; IN SRF 267/2002 art. 28 e 39; IN SRF 56/94);
Considerar o valor dos investimentos em atividades audiovisuais, inclusive Exclusão
os relativos aos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica
Nacional (Funcines);
25 - Ganho na desapropriação para reforma agrária (art. 250, §
Exclusão
único, “a” e 423 do RIR/99; art.184, § 5º, da Constituição
Federal);
26 - Ganho em desapropriação com diferimento da tributação (art.
422 do RIR/99);
Art. 422 - O contribuinte poderá diferir a tributação do ganho de capital
obtido na desapropriação de bens, desde que (Decreto-Lei 1.598/77, art.
31, § 4º):
I - transfira o ganho de capital para reserva especial de lucros;
II - aplique, no prazo máximo de dois anos do recebimento da
indenização, na aquisição de outros bens do ativo permanente,
importância igual ao ganho de capital; Exclusão
*
III - discrimine na reserva de lucros, os bens objeto da aplicação de que
trata o inciso anterior, em condições que permitam a determinação do
valor realizado em cada período de apuração.
§ 1º. A reserva será computada na determinação do lucro real nos termos
do art. 435, ou quando for utilizada para distribuição de dividendos
(Decreto-Lei 1.598/77, art. 31, § 5º).
§ 2º. Será mantido controle, no LALUR, do ganho diferido nos termos
deste artigo.
27 - Ganho na venda de Ativo Permanente a Longo Prazo com
recebimento do preço, no todo ou em parte, após o ano calendário
Exclusão Exclusão
seguinte (art.421 do RIR/99 – IN SRF 390 art.18 §10); * **
28 - Resultado da Equivalência Patrimonial (art. 389 e 428, § único
Adição Adição
do RIR/99 – art. 248 da Lei 6.404/76 – IN CVM 247/76; IN SRF
Exclusão Exclusão
390/2004 art. 38 e 39);

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29 - Reserva de Reavaliação realizada durante o período-base (art.


435 do RIR/99; art.182 da Lei 6.404/76; IN SRF 390/2004 art.
38);
Considerar o valor da reserva de reavaliação baixada durante o período de
apuração, cuja contrapartida não tenha sido computada no resultado do
Adição Adição
período de apuração (trimestral ou anual).
A contrapartida da reavaliação de quaisquer bens da pessoa jurídica
somente pode ser computada em conta de resultado ou na determinação
do Lucro Real, quando ocorrer a efetiva realização do bem reavaliado (Lei
9.959/2000, art. 4º).
30 - Provisões não dedutíveis (art. 335 a 340 do RIR/99; IN SRF
390/2004 art. 38 e 45);
Provisões dedutíveis:
Provisão para perdas de estoques de livros (Lei 10.833/2003 art. 85 - IN
SRF 412/2004);
Provisão para perdas no recebimento de créditos de clientes (IN SRF
390/2004 art. 46); Adição Adição
Provisão para Férias mais Adicional de empregados e encargos sociais * **
(RIR/99 art. 337; PN CST 07/80 - IN SRF 390/2004 art. 45);
Provisão para 13 salário mais Encargos de empregados (RIR/99 art. 337;
IN SRF 390/2004 art. 45);
Provisões Técnicas das companhias de seguro e de capitalização, das
entidades de previdência complementar e das operadoras de planos de
assistência à saúde, quando constituídas por exigência da legislação
especial a elas aplicável.
31 - Reversão de Provisões não Dedutíveis (IN SRF 390/2004 art.
39);
Considerar o montante dos saldos das provisões não dedutíveis, bem
como o montante dos créditos deduzidos que tenham sido recuperados,
em qualquer época ou a qualquer título, inclusive nos casos de novação da
Exclusão Exclusão
dívida ou do arresto dos bens recebidos em garantia real.
Os bens recebidos a título de quitação do débito serão escriturados pelo
valor do crédito ou avaliados pelo valor definido na decisão judicial que
tenha determinado sua incorporação ao patrimônio do credor (Lei
9.430/96, art. 12).
32 - Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção
por empreitada ou de fornecimento de serviços, celebrados com
entidades governamentais, que serão adicionados quando Exclusão Exclusão
efetivamente recebidos (art. 409 do RIR/99; Lei 8.003, de 1990, Adição Adição
art. 3º; Lei 9.711, de 1998, art. 18; IN SRF 390/2004 art. 38); * **
33 - Reserva Especial de Correção Monetária do Ativo Permanente
(equivalente à reavaliação) efetivada em 1991, realizada no
Adição Adição
período (art. 460 do RIR/99; art. 45 do Decreto 332/91; art. 2º da
Lei 8.200/91);
34 - Encargos de Depreciação, Amortização e Exaustão de bens
relativo à Diferença de Correção Monetária - IPC/BTNF e parcela
do custo de bem baixado a qualquer título, computados em conta Adição
de resultado, que corresponderem à diferença de correção **
monetária entre o IPC e o BTNF do ano de 1990 (art.457 do
RIR/99; Lei 8.200, de 1991, art. 3º; IN SRF 96, de 1993, art. 16);
35 - Custos ou despesas com leasing, aluguel de móveis ou
imóveis, exceto quando relacionados intrinsecamente com a
Adição Adição
atividade (art. 351, §2º e 356, §5º RIR/99; IN SRF 11/96; IN SRF
390/2004 art. 43);
36 - Custos ou despesas de depreciação e demais gastos com bens
móveis ou imóveis, exceto quando relacionados com a atividade
Adição Adição
(art. 305 §5º e 346, §3º do RIR/99; IN SRF 390/2004 art. 43);

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37 - Alimentação de sócios, acionistas e administradores (art. 249,


Adição Adição
V do RIR/99; IN SRF 390/2004 art. 64);
38 - As contribuições não compulsórias, exceto as destinadas a
custear seguros e planos de saúde, para empregados e dirigentes
Adição Adição
(art. 249, VI, 361 e 371, § único RIR/99; IN SRF 390/2004 art.
59);
39 - As contribuições não compulsórias, exceto as destinadas a
custear benefícios complementares assemelhados ao da
previdência social, para empregados e dirigentes (e ao Fundo de
Aposentadoria Programada Individual (Fapi) desde que este
atinja, no mínimo, 50% dos empregados), e que cujos ônus sejam Adição Adição
da pessoa jurídica, que, somados, excederem a 20% do total dos
salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da
empresa, vinculados ao referido plano; (art. 249, VI, 361 e 371, §
único RIR/99; IN SRF 390/2004 art. 60 e 61);
40 - As doações em geral.

SÃO DEDUTIVEIS:
- as doações efetuadas às instituições de ensino e pesquisa cuja
criação tenha sido autorizada por lei federal, até o limite de 1,5% do lucro
operacional, antes de computada a sua dedução e a
- as doações efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no
Brasil, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em benefício de
empregados da pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, ou
em benefício da comunidade na qual atuem, até o limite de 2% do lucro
operacional, antes de computada a sua dedução;
A pessoa jurídica doadora deve manter em arquivo, à disposição da
fiscalização, declaração, segundo modelo aprovado pela IN SRF 87/96,
fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se compromete a aplicar
integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos Adição Adição
sociais, com identificação da pessoa física responsável pelo seu
cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou vantagens a
dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto
(art. 13, § 2º, III, b, da Lei nº 9.249, de 1995);
As doações, quando em dinheiro, devem ser feitas mediante crédito em
conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária
A entidade civil beneficiária deve ser reconhecida de utilidade pública por
ato formal de órgão competente da União. Esta regra não se aplica às
OSCIP.
- as doações a OSCIP - Organizações da Sociedade Civil de Interesse
Público (lei 9.790/99); e
- as doações a OS – Organizações Sociais (Lei 9.637 de 1998; art. 249,
VII e 365 do RIR/99; IN SRF 87/96; § 1º art. 62 da IN SRF 390/2004);
41 – As doações aos Fundos da Criança e Adolescente (art. 591 do
Adição Adição
RIR/99; Lei 8.069/90; IN SRF 390/2004 art. 38);
42 - As despesas com brindes (art. 249, VIII do RIR/99; PN CST
Adição Adição
15/76; IN SRF 390/2004 art. 38);
43 - Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados
pelo custo de aquisição (inclusive de Sociedade em Conta de
Exclusão Exclusão
Participação), computados como receita (art. 379, §1º do RIR/99;
IN SRF 390/2004 art. 39);
44 – Remuneração Indireta de administradores, dirigentes,
gerentes, assessores, não identificados e não individualizados os
Adição
beneficiários assim como o imposto de renda na fonte (art. 358,
§3º do RIR/99). Pagamento sem causa ou a beneficiário não
identificado (art. 304 do RIR/99);

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45 – Resultados Positivos relativos aos atos cooperativos (exceto


para cooperativas de consumo) (art.182 do RIR/99; PN CST 49/8
7; AD(N) COSIT 04/99; PN CST 38/80; Lei 9.532/97 art. 69);
A Lei 10.865/2002 dispõe o seguinte:
Art. 39. As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na
legislação específica, relativamente aos atos cooperativos, ficam isentas
Exclusão Exclusão
da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL.
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo não se aplica às
sociedades cooperativas de consumo de que trata o art. 69 da Lei no
9.532, de 10 de dezembro de 1997.
Art. 48. Produz efeitos a partir de 1 de janeiro de 2005 o disposto no art.
39 desta Lei.
46 - Resultados Negativos com Atos Cooperativos
As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação
específica deverão adicionar os resultados negativos das operações
realizadas com seus associados (Lei 9.532/97, art. 69; PN CST 38/80 e Adição Adição
ADN COSIT 04/99);
Não aplica-se a cooperativa de consumo que tenha por objeto a compra e
fornecimento de bens aos consumidores.
47 – Depreciação Acelerada Incentivada
EXCLUSÃO – excluir o valor relativo à depreciação incentivada para
completar o encargo admitido no incentivo fiscal.
ADIÇÃO - adicionar o valor correspondente à depreciação normal
do bem constante da escrituração comercial a partir do período de
apuração em que o total da depreciação acumulada, incluindo a
normal (contábil) e acelerada (lalur), atingir o custo de aquisição
do bem, o qual compreenderá o total do encargo computado no
resultado do período de apuração (trimestral ou anual) do
imposto:
- para bens do Ativo Permanente Imobilizado (exceto a terra nua)
adquiridos por pessoa jurídica que explore Atividade Rural (Lei Exclusão Exclusão
8.023 de 1990 art. 12, §2º; art. 314 do RIR/99; IN SRF 390/2004 Adição Adição
* **
art. 104);
- para empresas titulares de PDTI e PDTA, aprovados até 31 de
dezembro de 2005 (art. 495 e 504, III, do Decreto 3.000, de
1999);
- para as empresas que exploram programas de pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica com base
nos arts. 17 a 26 da Lei 11.196, de 21 de novembro de 2005,
informarem o valor correspondente à amortização normal do ativo
intangível constante da escrituração comercial a partir do período
de apuração em que o total da amortização acumulada, incluindo a
normal (contábil) e acelerada (lalur), atingir o custo de aquisição
do ativo intangível.

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48 - A contrapartida do aumento do ativo, em decorrência da


atualização do valor dos estoques de produtos agrícolas, animais e
extrativos destinados à venda, tanto em virtude do registro no
estoque de crias nascidas no período de apuração, como pela
avaliação do estoque a preço de mercado, constitui receita
operacional, que comporá a base de cálculo no período de
apuração em que ocorrer a venda dos respectivos estoques (IN
SRF 257/2002 art. 16 - IN SRF 390/2004 art. 106).
Para efeito da CSLL, a receita operacional no período de sua Exclusão Exclusão
Adição Adição
formação constituirá exclusão do lucro líquido e poderá ser
* **
controlada na Parte B do Lalur ou em livro específico para
apuração da CSLL.
No período de apuração em que ocorrer a venda, a permuta ou
dação em pagamento dos estoques atualizados, a receita
operacional deverá ser adicionada ao lucro líquido para efeito de
determinar a base de cálculo.
49 – Depreciação ou Amortização Acelerada Incentivada (art. 313
a 323 do RIR/99; PN CST 01/82 e 19/82);
Exclusão
Beneficio e ser utilizado pelas empresas titulares de PDTI e PDTA *
para a exclusão relativa ao benefício da amortização acelerada
incentivada (arts. 495 e 504, III, do RIR/99).
50 - Exaustão Incentivada (art. 331 do RIR/99; PN CST 153/72 e
44/77);
As empresas de mineração poderão excluir quota de exaustão
mineral incentivada relativa aos recursos minerais, equivalente à
diferença entre vinte por cento da receita bruta auferida nos dez Exclusão
*
primeiros anos de exploração de cada jazida e o valor computado
tendo em vista o volume da produção no período e sua relação
com a possança conhecida da mina, ou em função do prazo de
concessão.
51 - Perda na alienação de bens que serão tomados em
Adição
arrendamento pelo próprio vendedor do bem (art. 424 do RIR/99);
52 - Prejuízo na venda de ações em tesouraria (art. 442 do
Adição
RIR/99);
53 - Prejuízo na alienação de participações não integrantes do
ativo permanente, com deságio superior a 10% dos respectivos
valores de aquisição, caso a venda não tenha sido realizada em
bolsa de valores, ou onde esta não existir, não tenha sido efetuada Adição
por meio de leilão público, com divulgação do respectivo edital, na
forma da lei, durante 3 dias no período de um mês (art. 393 do
RIR/99);
54 - O valor total da Variação Cambial Passiva, contabilizada pelo
regime de competência, quando a opção for pelo regime de caixa
(MP 2.158, art. 30; IN SRF 390/2004 arts. 38 e 74; IN SRF
345/2003);
Somente para as empresas que optaram (a partir de jan/2000) por
considerar, para fins de determinação da base de cálculo do imposto de
renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, e da contribuição para
o PIS/Pasep e Cofins, o valor correspondente às variações monetárias das Adição Adição
obrigações e direitos de crédito, em função da taxa de câmbio, quando da * **
liquidação da correspondente operação.
Em relatório considerar o valor total correspondente à variação
cambial passiva, ainda que a operação tenha sido liquidada no
período de apuração.
A opção pelo reconhecimento das variações cambiais, quando da
liquidação das correspondentes operações, é definitiva para todo o ano-
calendário.

8
CONTABILIDADE COMERCIAL II
LIVRO LALUR – adições e exclusões
Mar 08 (fonte LEFISC)

55 - O valor total da Variação Cambial Passiva, adicionada em


período anterior, liquidada no período de apuração, quando a
opção for pelo regime de caixa (MP 1.858-10 art. 30; 2.158-35 art.
30; IN SRF 390/2004 arts. 38 e 74; IN SRF 345/2003);
Somente para as empresas que optaram (a partir de jan/2000) por
considerar, para fins de determinação da base de cálculo do imposto de
renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, e da contribuição para
o PIS/Pasep e Cofins, o valor correspondente às variações monetárias das
obrigações e direitos de crédito, em função da taxa de câmbio, quando da
liquidação da correspondente operação.
Em relatório considerar o valor total correspondente à variação
cambial passiva, adicionada em período anterior, que tenha sido Exclusão Exclusão
liquidada no período de apuração. * **
A opção pelo reconhecimento das variações cambiais, quando da
liquidação das correspondentes operações, é definitiva para todo o ano-
calendário.
À medida que for liquidada a operação que deu origem ao saldo de
variação cambial, devem ser consideradas realizadas as variações
ocorridas tanto no próprio período de apuração quanto em períodos de
apuração anteriores, e que tenham sido adicionadas na determinação do
lucro real, do lucro da exploração e da base de cálculo da contribuição
social.
56 - O valor total da Variação Cambial Ativa, contabilizada pelo
regime de competência, quando a opção for pelo regime de caixa
(MP 2.158, art. 30; IN SRF 390/2004 arts. 38 e 74; IN SRF
345/2003);
Somente para as empresas que optaram (a partir de jan/2000) por
considerar, para fins de determinação da base de cálculo do imposto de
renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, e da contribuição para
o PIS/Pasep e Cofins, o valor correspondente às variações monetárias das Exclusão Exclusão
obrigações e direitos de crédito, em função da taxa de câmbio, quando da * **
liquidação da correspondente operação.
Em relatório considerar o valor total correspondente à variação
cambial ativa, contabilizada no período, ainda que tenha sido
liquidada no período de apuração.
A opção pelo reconhecimento das variações cambiais, quando da
liquidação das correspondentes operações, é definitiva para todo o ano-
calendário.

9
CONTABILIDADE COMERCIAL II
LIVRO LALUR – adições e exclusões
Mar 08 (fonte LEFISC)

57 - O valor total da Variação Cambial Ativa, excluída em período


anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração,
quando a opção for pelo regime de caixa (MP 1.858-10 art. 30;
2.158-35 art. 30 - IN SRF 390/2004 arts. 38 e 74; IN SRF
345/2003);
Somente para as empresas que optaram (a partir de jan/2000) por
considerar, para fins de determinação da base de cálculo do imposto de
renda, da contribuição social sobre o lucro líquido, e da contribuição para
o PIS/Pasep e Cofins, o valor correspondente às variações monetárias das
obrigações e direitos de crédito, em função da taxa de câmbio, quando da
liquidação da correspondente operação.
Em relatório considerar o valor total correspondente à variação
cambial ativa, excluída em período anterior, que tenha sido
liquidada no período de apuração.
A opção pelo reconhecimento das variações cambiais, quando da
liquidação das correspondentes operações, é definitiva para todo o ano-
calendário.
À medida que for liquidada a operação que deu origem ao saldo de
Adição Adição
variação cambial, devem ser consideradas realizadas as variações
ocorridas tanto no próprio período de apuração quanto em períodos de
apuração anteriores, e que tenham sido excluídas na determinação do
lucro real, do lucro da exploração e da base de cálculo da contribuição
social.
No caso de alteração do critério de reconhecimento das variações
monetárias, em função da taxa de câmbio, em anos-calendário
subseqüentes, deve ser observada a IN SRF nº 345, de 2003;

IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, COFINS e LUCRO DA EXPLORAÇÃO.


A partir de 01/01/2000 (art. 30 da MP 1.991-14 DOU 12/02/2000; MP
2.158-35), as variações monetárias dos direitos de crédito e das
obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio, poderão ser
consideradas para efeito de determinação da base de cálculo do Imposto
de Renda, da Contribuição Social, do PIS/PASEP e COFINS (lucro real,
presumido e arbitrado), bem como para a determinação lucro da
exploração: Pelo Regime de Caixa (quando da liquidação da
correspondente operação); ou, opcionalmente, pelo Regime de
Competência.
Esta regra deverá ser utilizada uniformemente para todo o período-base.
58 - A parcela correspondente à diferença entre o valor de
integralização de capital, resultante da incorporação ao patrimônio
de outra pessoa jurídica, de participação societária de titularidade
da empresa que efetuar a subscrição e integralização, e o valor
dessa participação societária registrado na escrituração contábil
desta mesma pessoa jurídica.
O valor da diferença apurada, controlado, somente deverá ser computado na
determinação da base de cálculo:
I - na alienação, liquidação ou baixa, a qualquer título, da participação Exclusão Exclusão
* **
subscrita, proporcionalmente ao montante realizado;
II - proporcionalmente ao valor realizado, no período de apuração em que a
pessoa jurídica para a qual a participação societária tenha sido transferida,
realizar o valor dessa participação, por alienação, liquidação, conferência de
capital em outra pessoa jurídica, ou baixa a qualquer título.
Não será considerada realização a eventual transferência da participação
societária incorporada ao patrimônio de outra pessoa jurídica, em
decorrência de fusão, cisão ou incorporação (art. 36 Lei 10.637/2002; IN
SRF 390/2004 art. 66);

10
CONTABILIDADE COMERCIAL II
LIVRO LALUR – adições e exclusões
Mar 08 (fonte LEFISC)

59 - As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados


com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
Exclusão Exclusão
tecnológica de produtos, pagos a pessoas físicas ou jurídicas * **
residentes e domiciliadas no País (art. 39 Lei 10.637/2002;
Decreto 4.928/2003);
60 - Os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações
fixas e na aquisição de aparelhos, máquinas e equipamentos, pagos
a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no País, destinados
à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos,
metrologia, normalização técnica e avaliação da conformidade, aplicáveis
Exclusão Exclusão
a produtos, processos, sistemas e pessoal, procedimentos de autorização
* **
de registros, licenças, homologações e suas formas correlatas, bem como
relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual, poderão
ser depreciados na forma da legislação vigente, podendo o saldo não
depreciado ser excluído na determinação do lucro real, no período de
apuração em que concluída sua utilização (§ 2º art. 39 Lei 10.637/2002;
Decreto 4.928/2003);
61 - Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de
participação no capital registrados pelo valor de mercado.
Os bens ou direitos do ativo da pessoa jurídica, que forem entregues ao
titular ou a sócio ou acionista, a título de devolução de sua participação no
capital social, poderão ser avaliados pelo valor contábil ou de mercado. No
caso de a devolução realizar-se pelo valor de mercado, a diferença entre
este e o valor contábil dos bens ou direitos entregues será considerada
ganho de capital, que será computado no resultado tributável da investida. Exclusão Exclusão
Para o investidor titular, sócio ou acionista, pessoa jurídica, os bens ou
direitos recebidos em devolução de sua participação no capital serão
registrados pelo valor contábil da participação ou pelo valor de mercado,
conforme avaliado pela pessoa jurídica que esteja devolvendo capital. Neste
investidor, a diferença entre o valor de mercado dos bens ou direitos e o
valor contábil da participação extinta será excluída do resultado (IN SRF 390
art. 97);
62 – Total dos Custos e Despesas Vinculados às Receitas da
Atividade Imobiliária que foram Tributadas pelo RET Patrimônio de
Afetação.
Valor relativo aos custos e despesas próprios das incorporações
imobiliárias inscritas no RET - Regime Especial de Tributação (art. 1º a 4º
Adição Adição
da Lei 10.931/2004, alterados pelo art. 111 da Lei 11.196/2005), tendo
em vista que o pagamento do IRPJ relativo às incorporações imobiliárias
inscritas RET é considerado definitivo, não gerando, em qualquer hipótese,
direito à restituição ou à compensação com o que for apurado pela
incorporadora.
63 – Total das Receitas próprias Vinculadas a Atividade Imobiliária
que foram Tributadas pelo RET Patrimônio de Afetação.
Valor relativo às receitas próprias das incorporações imobiliárias inscritas
no RET - Regime Especial de Tributação (art. 1º a 4º da Lei 10.931/2004, Exclusão Exclusão
alterados pelo art. 111 da Lei 11.196/2005), tendo em vista que o
pagamento do IRPJ relativo às incorporações imobiliárias inscritas RET é
considerado definitivo, não gerando, em qualquer hipótese, direito à
restituição ou à compensação com o que for apurado pela incorporadora.
* controlado na parte “B” do LALUR
** controlado no LALUR ou em relatório específico (Demonstração do Resultado
Ajustado)

1.1 Regulamento do Imposto de Renda

Decreto 3.000/99 – Regulamento do Imposto de Renda

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CONTABILIDADE COMERCIAL II
LIVRO LALUR – adições e exclusões
Mar 08 (fonte LEFISC)

(...)
Art. 249 - Na determinação do lucro real, serão adicionados ao lucro líquido do período de
apuração (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 6º, § 2º):
I - os custos, despesas, encargos, perdas, provisões, participações e quaisquer outros valores
deduzidos na apuração do lucro líquido que, de acordo com este Decreto, não sejam dedutíveis na
determinação do lucro real;
II - os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores não incluídos na apuração do
lucro líquido que, de acordo com este Decreto, devam ser computados na determinação do lucro
real.
Parágrafo único. Incluem-se nas adições de que trata este artigo:
I - ressalvadas as disposições especiais deste Decreto, as quantias tiradas dos lucros ou de
quaisquer fundos ainda não tributados para aumento do capital, para distribuição de quaisquer
interesses ou destinadas a reservas, quaisquer que sejam as designações que tiverem, inclusive
lucros suspensos e lucros acumulados (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 43, § 1º, alíneas "f",
"g" e "i ");
II - os pagamentos efetuados à sociedade civil de que trata o § 3º do art. 146 quando esta for
controlada, direta ou indiretamente, por pessoas físicas que sejam diretores, gerentes,
controladores da pessoa jurídica que pagar ou creditar os rendimentos, bem como pelo cônjuge ou
parente de primeiro grau das referidas pessoas (Decreto-Lei nº 2.397, de 21 de dezembro de
1987, art. 4º);
III - os encargos de depreciação, apropriados contabilmente, correspondentes ao bem já
integralmente depreciado em virtude de gozo de incentivos fiscais previstos neste Decreto;
IV - as perdas incorridas em operações iniciadas e encerradas no mesmo dia (day-trade),
realizadas em mercado de renda fixa ou variável (Lei nº 8.981, de 1995, art. 76, § 3º);
V - as despesas com alimentação de sócios, acionistas e administradores, ressalvado o disposto na
alínea "a" do inciso II do art. 622 (Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, inciso IV);
VI - as contribuições não compulsórias, exceto as destinadas a custear seguros e planos de saúde,
e benefícios complementares assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos
empregados e dirigentes da pessoa jurídica (Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, inciso V);
VII - as doações, exceto as referidas nos arts. 365 e 371, caput (Lei nº 9.249, de 1995, art. 13,
inciso VI);
VIII - as despesas com brindes (Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, inciso VII);
IX - o valor da contribuição social sobre o lucro líquido, registrado como custo ou despesa
operacional (Lei nº 9.316, de 22 de novembro de 1996, art. 1º, caput e parágrafo único);
X - as perdas apuradas nas operações realizadas nos mercados de renda variável e de swap, que
excederem os ganhos auferidos nas mesmas operações (Lei nº 8.981, de 1995, art. 76, § 4º);
XI - o valor da parcela da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS,
compensada com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de acordo com o art. 8º da Lei nº
9.718, de 1998 (Lei n 9.718, de 1998, art. 8º, § 4º).
(...)
Exclusões e Compensações
Art. 250 - Na determinação do lucro real, poderão ser excluídos do lucro líquido do período de
apuração (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 6º, § 3º):
I - os valores cuja dedução seja autorizada por este Decreto e que não tenham sido computados
na apuração do lucro líquido do período de apuração;
II - os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores incluídos na apuração do lucro
líquido que, de acordo com este Decreto, não sejam computados no lucro real;
III - o prejuízo fiscal apurado em períodos de apuração anteriores, limitada a compensação a trinta
por cento do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas neste Decreto, desde que a
pessoa jurídica mantenha os livros e documentos, exigidos pela legislação fiscal, comprobatórios do
prejuízo fiscal utilizado para compensação, observado o disposto nos arts. 509 a 515 (Lei nº 9.065,
de 1995, art. 15 e parágrafo único).
Parágrafo único. Também poderão ser excluídos:
a) os rendimentos e ganhos de capital nas transferências de imóveis desapropriados para fins de
reforma agrária, quando auferidos pelo desapropriado (CF, art. 184, § 5º);
b) os dividendos anuais mínimos distribuídos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento (Decreto-Lei
nº 2.288, de 1986, art. 5º, e Decreto-Lei nº 2.383, de 1987, art. 1º);
c) os juros produzidos pelos Bônus do Tesouro Nacional - BTN e pelas Notas do Tesouro Nacional -
NTN, emitidos para troca voluntária por Bônus da Dívida Externa Brasileira, objeto de permuta por
12
CONTABILIDADE COMERCIAL II
LIVRO LALUR – adições e exclusões
Mar 08 (fonte LEFISC)

dívida externa do setor público, registrada no Banco Central do Brasil, bem assim os referentes aos
Bônus emitidos pelo Banco Central do Brasil, para os fins previstos no art. 8º do Decreto-Lei nº
1.312, de 15 de fevereiro de 1974, com a redação dada pelo Decreto-Lei nº 2.105, de 24 de
janeiro de 1984 (Lei nº 7.777, de 19 de junho de 1989, arts. 7º e 8º, e Medida Provisória nº
1.763-64, de 11 de março de 1999, art. 4º);
d) os juros reais produzidos por Notas do Tesouro Nacional - NTN, emitidas para troca compulsória
no âmbito do Programa Nacional de Privatização - PND, controlados na parte "B" do LALUR, os
quais deverão ser computados na determinação do lucro real no período do seu recebimento (Lei
nº 8.981, de 1995, art. 100);
e) a parcela das perdas adicionadas conforme o disposto no inciso X do parágrafo único do art.
249, a qual poderá, nos períodos de apuração subseqüentes, ser excluída do lucro real até o limite
correspondente à diferença positiva entre os ganhos e perdas decorrentes das operações realizadas
nos mercados de renda variável e operações de swap (Lei nº 8.981, de 1995, art. 76, § 5º).

1.2 Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido

Instrução Normativa SRF 390/2004


(...)
Da Demonstração do Resultado Ajustado
Art. 28 - A demonstração do resultado ajustado da CSLL relativa ao período abrangido pelos
balanços ou balancetes de suspensão ou redução poderá ser transcrita no Livro de Apuração do
Lucro Real (Lalur) ou em livro específico para apuração da CSLL, observando-se, nessa
hipótese, o seguinte:
I - a cada balanço ou balancete levantado para fins de suspensão ou redução da CSLL, o
contribuinte deverá determinar um novo resultado ajustado para o período em curso,
desconsiderando aqueles apurados em meses anteriores do mesmo ano-calendário;
II - as adições, exclusões e compensações, computadas na apuração do resultado ajustado,
correspondentes aos balanços ou balancetes, deverão constar, discriminadamente, na Parte A
do Lalur, para fins de elaboração da demonstração do resultado ajustado do período em curso,
não cabendo nenhum registro na Parte B do referido livro.
(...)
Art. 42 - A pessoa jurídica poderá utilizar o Lalur ou livro específico para apuração da CSLL,
para transcrever a demonstração do resultado ajustado e manter os registros de controle dos
valores que devam influenciar a determinação do resultado ajustado dos períodos subseqüentes.

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