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CURSO DE PORTUGUÊS

REGINA BICALHO
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SUMÁRIO

1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO....................................................................................3

2. REDAÇÃO....................................................................................................................11

2.1 Dissertação........................................................................................................11

2.1.1 Argumentação Analítica (Tese+Demonstração+Conclusão)................11

2.1.2 Argumentação Dialética (Tese+Antitese+Síntese)...............................12

2.1.3 Texto......................................................................................................13

3. TEMAS PARA REDAÇÃO.................................................................................14

4. CRASE..........................................................................................................................16

5. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL..............................................................21

6. REGÊNCIA VERBAL..................................................................................................24

7. PRONOME...................................................................................................................28

7.1 Exercícios..........................................................................................................28

7.2 Questões Objetivas............................................................................................31

8. VERBO.........................................................................................................................33

9. RELAÇÃO SEMÂNTICA ENTRE AS ORAÇÕES...................................................36

10. TEXTOS.......................................................................................................................41

10.1 Texto - (UFMG)...............................................................................................41

10.2 Texto – História da Cidadania (Introdução)....................................................45

10.3 Texto – (UnB) – Pessoas, Trabalho e Significado...........................................52


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10.4 Texto – Isso É Que Dá Querer Ser o Certinho..................................................55

10.5 Texto – (UnB) – João, Francisco e Antônio.....................................................57

10.6 Texto – (UnB) – Miss Dollar............................................................................60

10.7 Língua Portuguesa – (FUNDEP)......................................................................65

10.8 Língua Portuguesa – (UnB) - A Rotina e a Quimera........................................70

10.9 Texto – Pontualidade Lírica – (UnB)...............................................................74

10.10 Texto – Canção do Exílio – (UnB)...................................................................78

10.11 Texto – (UnB)...................................................................................................84

11. DESCUBRA OS 142 ERROS NAS FRASES ABAIXO.....................................87

12. QUESTÕES UnB – CORRESPONDÊNCIA OFICIAL............................................100

13. GABARITO................................................................................................................102

14. GABARITO DOS TEXTOS E AVALIAÇÕES.........................................................104


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1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Para interpretar um texto, é bom conhecer as seguintes técnicas:

1. da LEITURA SILENCIOSA
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2. da CONTEXTUALIZAÇÃO
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3. da LINGUAGEM FIGURADA
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4. do RESUMO
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5. da PARÁFRASE
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6. FORMAS DE ORDENAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DO PARÁGRAFO


Veja alguns exemplos:
1. POR TEMPO E ESPAÇO

Ao escrever, sentimos, muita vez, a necessidade de indicar em que lugar estão ou estavam as
pessoas e as coisas, onde ocorreram ou ocorrem os fatos. Assim, nossa redação é construída
em cima de indicações de espaço; ora partindo do exterior para o interior; ora do que se
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encontra em cima para se chegar ao que está embaixo; ora apresentamos o norte para, em
seguida, apresentar o sul. Agindo assim, estamos construindo o que se pode chamar de critério
de ordenação das idéias por espaço.

Observe:

“Sertão, se diz, o senhor querendo procurar, nunca encontra. O sertão está em toda parte.
Sertão é do tamanho do mundo. Sertão é uma esperança enorme. Sertão é onde o pensamento
da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Sertão é onde manda quem é forte, com
as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado.”
(Montagem de frases de G. Rosa por M. H. Guimarães)

Observação:
Muita vez, numa redação por indicação de espaço, pode aparecer referência ao tempo.
Veja:
“Madrugada paulista. Boceja na rua o último cidadão que passou a noite inteira fazendo
esforço para ser boêmio. Há uma esperança de bonde em todos os postes. Os sinais das
esquinas – vermelhos, amarelos, verdes – verdes, amarelos, vermelhos – borram o ar de
amarelo, de verde, de vermelho. Olhos inquietos da madrugada. Frio. Um homem qualquer,
parado por acaso no Viaduto do Chá, contempla lá embaixo umas árvores que ninguém
nunca, jamais contemplou. Humildes pés de manacá, em fila, pequenos, tristes, artificiais. As
esquinas piscam. O olho vermelho do sinal sonolento, tonto na cerração, pede um poema que
ninguém faz. Apitos lá longe. Passam homens de cara lavada, pobres, com embrulhos de
jornais debaixo do braço. Esta velha mulher que vai andando pensa em outras madrugadas.”
(Rubem Braga)

2. POR ENUMERAÇÃO

Esse parágrafo é organizado quando se deseja colocar em evidência uma série de fatos,
características ou idéias distintas relacionadas à frase-núcleo.

“Há três principais tipos de explicação para os resultados obtidos nas pesquisas que
demonstram a existência de uma relação causal entre a televiolência e a cineviolência, de um
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lado, e, de outro, o comportamento agressivo: são a aprendizagem social, a desinibição da


agressão e o despertar emocional...”

3. POR CONFRONTO

Esse parágrafo deverá ser organizado quando se deseja relacionar duas realidades, ressaltando
as semelhanças ou diferenças existentes entre elas.

Um exemplo:
“Há nítida oposição entre língua falada e língua escrita. A língua literária supõe estados de
espíritos e formas de pensamento, que não encontram expressão na língua ordinária.
Particular é a situação de quem escreve. Não pode contar com as sugestões do ambiente, meio
caminho andado para a eficaz comunicação. Não dispõe da entonação da voz, dotada de
imprescindível expressividade, nem pode utilizar os efeitos da mímica, “comentário perpétuo
das palavras”, no dizer de Bally. Quem escreve há de criar a situação que ressalta a própria
atmosfera do contexto. Para tanto, em face da frieza do papel, passivamente prestimosa, tudo
há de arrancar da sutileza ou da força da expressão. Como o escrito se destina à leitura, pode
contar-se com o lazer do interlocutor, para compreender de vagar, para saborear em pequenos
sorvos, até para reler, em busca da recôndida beleza. A língua escrita não é nem será jamais
idêntica à falada... “pode aproximar-se dela, pode copiá-la, mas essa cópia é sempre uma
transposição ou uma deformação.”

4. POR CAUSA-CONSEQÜÊNCIA

Para organizar tal parágrafo, apresente, em primeiro lugar a causa, e, em segundo, a


conseqüência.

Exemplo:
“Quando a imprensa se converte, efetivamente, num autêntico veículo de comunicação de
massas nas áreas urbanas, surgem o rádio e a televisão, como conseqüência do progresso
eletrônico, e rapidamente incorporam-se à estrutura da sociedade de consumo massivo. O
rádio e a TV surgiram com maiores condições para levar mensagens às grandes massas,
porque traziam uma característica intríseca – a oralidade -, ampliando o acesso potencial a
todos os indivíduos, independentemente dos níveis de alfabetização e educação. Grandes
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parcelas de massa populacional, no mundo inteiro, sobretudo nas áreas rurais, que se
conservavam marginalizadas da cultura, em virtude das características elitizantes da imprensa,
passaram a receber informações orais e audiovisuais, respectivamente, através do rádio e TV.
Isso abalou, profundamente, as bases da própria cultura alfabética, linear, criando-se novos
padrões culturais.”

5. POR EXPLICITAÇÃO

O objetivo de tal parágrafo é explicitar uma idéia, esclarecer um conceito, justificar uma
afirmativa. A explicitação é usada sempre que se pretende, no parágrafo, esclarecer um
conceito ou justificar uma afirmativa. A explicitação pode apresentar-se sob a forma de uma
definição, de uma exemplificação ou de uma analogia.

EXERCÍCIO

Relacione:
a. por tempo e espaço. e. por exemplificação.
b. por enumeração. f. por conceituação.
c. por causa e conseqüência. g. por contraste.
d. por explicitação. h. estilo socrático.

01. ( ) “São sete os meios de comunicação de massa usualmente reconhecidos como tais na
literatura especializada. Em alguns, predomina a imagem, em outros, a palavra. Os quadrinhos
formam com o cinema e a televisão os meios em que predomina a imagem, isto é, os meios
icônicos ou pictoriais, enquanto o jornal, a revista, o rádio e o livro compõem o grupo em que
predomina a palavra, isto é, os meios predominantemente verbais.”

02. ( ) “Era um dia abafadiço e aborrecido. A pobre cidade de São Luís do Maranhão parecia
entorpecida pelo calor. Quase que se não podia sair à rua; as pedras escaldavam; as vidraças e
os lampiões faiscavam ao sol enormes diamantes; as paredes tinham reverberações de prata
polida; as folhas das árvores nem se mexiam; as carroças d´água passavam ruidosamente a
todo instante, abalando os prédios; e os aguadeiros, em mangas de camisa e pernas
arregaçadas, invadiam sem cerimônia as casas para encher as banheiras e os potes. Em certos
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pontos não se encontrava viva alma na rua; tudo estava concentrado, adormecido; só os pretos
faziam as compras para o jantar, ou andavam no ganho.”

03. ( ) “Narrativa é a representação de um acontecimento ou de uma série de acontecimento,


reais ou fictícios, por meio da palavra.”

04. ( ) “Três são os elementos de uma narrativa: as personagens, as ações e as idéias. As


duas primeiras formam a matéria, e as idéias, o significado. Os três elementos acham-se
estreitamente ligados e inseparáveis. O que mais se destaca é a personagem, pois ela é que
vive o enredo e as idéias. Mas a personagem “só adquire significado no contexto e, portanto,
no fim de contas a construção estrutural é o maior responsável pela força e eficácia da
narrativa.”

05. ( ) “Já não basta ficarem mexendo toda hora no valor e no nome do dinheiro? Nos juros,
no crédito, nas alíquotas de importação, no câmbio, na Ufir e nas regras do imposto de renda?
Já não basta mudarem as formas da Lua, as marés, a direção dos ventos e o mapa da Europa?
E as regras das campanhas eleitorais, o ministério, o comprimento das saias, a largura da
gravata? Não basta os deputados mudarem de partido, homens virarem mulher, mulheres
virarem homem e os economistas virarem lobisomem, quando saem do Banco Central e
ingressam na banca privada?”

06. ( ) “O ecossistema da Amazônia é frágil. Os solos são pobres e a floresta vive de seu
próprio material orgânico. O ambiente úmido e as chuvas abundantes dependem da vegetação
natural. O equilíbrio é instável, sua preservação complexa. Uma perturbação qualquer, a
menor imprudência, pode causar danos irreversíveis. Da fauna, da flora, da terra, dos homens
e das águas, os conhecimentos são escassos. Sabe-se que lá vivem e se reproduzem mais de
um terço das espécies existentes no planeta. Poucas foram estudadas. As águas surpreendem,
até a cor dos rios guarda segredos: na busca, ainda sem respostas, de uma explicação para a
cor do rio Negro, cientistas acabaram descobrindo a violaceína, um pigmento de efeitos
antibióticos... “

07. ( ) “Sim, eles viram Ulysses Guimarães posando pelado numa revista. Também assistiram
entusiasmados ao recente concerto que marcou a volta de Villa-Lobos à frente de uma
orquestra. Foi consenso que, conforme viram na televisão, Maguila bateu mais e mereceu a
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vitória por nocaute sobre Mike Tyson. Quanto ao projeto do Ministério da Saúde de aumentar
os impostos para pessoas que têm nariz maior e por isso consomem mais oxigênio, “ta certo,
porque senão falta oxigênio pra gente” ou “não tá certo isso aí: tem pobre que não vai poder
pagar”. Da mesma forma, eles estão longe da unanimidade quanto à conveniência de se adotar
o efeito estufa como critério de desempate no futebol.”

Coesão e Coerência

Observe a frase:

“Agradeço à Antarctica pelas Brahmas que nos mandou.”

A frase é coesa, mas não é coerente.


Assim temos:
A coesão é qualquer elemento que costura as idéias, conferindo a elas uma organização
sequêncial; a coerência é o resultado da estrutura lógica do texto, o que assegura a ele unidade
e adequação de idéias.
Regina Toledo Damião e Antônio Henriques, in Curso de Português Jurídico citam alguns
elementos de coesão no discurso.
Vejamos:

realce afeto
negação
Inclusão afirmação exclusão
oposição
Adição igualdade
além disso embora felizmente só
ainda não obstante isso infelizmente somente
demais de outra face ainda bem sequer
ademais entretanto obviamente exceto
também no entanto em verdade senão
vale lembrar ao contrário disso realmente apenas
pois qual nada em realidade excluindo
outrossim por outro lado de igual forma tão-somente
agora por outro enfoque do mesmo modo que
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de modo geral diferente disso da mesma sorte


por iguais razões de outro lado de igual forma
em rápidas pinceladas de outra parte no mesmo sentido
inclusive contudo semelhantemente
até de outro lado bom é
é certo diversamente disso interessante se faz
é inegável
em outras palavras
além desse fator

E também algumas expressões de transição.


Vejamos:
1.
enumeração
retificação fecho
distribuição
explicação conclusão
continuação
- plano isto é em suma
em primeiro - lugar por exemplo em remate
- momento a saber por conseguinte
a princípio de fato em análise última
em seguida em verdade em derradeiro
depois (depois de) aliás por fim
finalmente ou antes por conseguinte
em linhas gerais ou melhor finalmente
neste passo (neste) melhor ainda por tais razões
neste lanço (nesse) como se nota do exposto
no geral como se viu pelo exposto
aqui como se observa por tudo isso
neste momento com efeito em razão disso
desde logo como vimos em síntese
de resto ao propósito enfim
em análise última por isso posto isto (isso)
no caso em tela a nosso ver assim
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por sua vez de feito conseqüentemente


a par disso portanto
outrossim é óbvio, pois
nessa vereda
por seu turno
no caso presente
antes de tudo

2.
1. É de verificar-se... 15. Bom é dizer que...
2. Não se pode olvidar... 16. Cumpre-nos assinalar que...
3. Não há olvidar-se... 17. Oportuno se torna dizer...
4. Como se há verificar... 18. Mister se faz ressaltar...
5. Como se pode notar... 19. Neste sentido deve-se dizer que...
6. É de ser revelado... 20. Tenha-se presente que...
7. É bem verdade que... 21. Inadequado seria esquecer,
8. Não há falar-se... também...
9. Vale ratificar (cumpre)... 22. Assinale, ainda, que...
10. Indubitável é... 23. É preciso insistir também no fato
11. Não se pode perder de vista... de que...
12. Convém ressaltar... 24. Não é mansa e pacífica a questão,
13. Posta assim a questão, é de se conforme se verá...
dizer...
14. Registre-se ainda... 25. É de opinião unívoca...
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2. REDAÇÃO

2.1 DISSERTAÇÃO

2.1.1 ARGUMENTAÇÃO ANALÍTICA (TESE+DEMONSTRAÇÃO+CONCLUSÃO)


(MODELO EXTRAÍDO DO LIVRO REDAÇÃO PARA EXECUTIVO, DE LAURINDA GRION)

QUALIDADE INFERIOR
(Tese) Um dos pontos fortes da gestão Fernando Henrique Cardoso são os
significativos avanços na meta de universalização da educação fundamental e média. A
mesma pasta que coleciona esse sucesso, porém, deixou que se criassem graves distorções no
ensino superior privado.
(Demonstração) O exemplo do padeiro analfabeto que foi aprovado no vestibular de
uma grande universidade privada fluminense nem deveria surpreender. Neste segmento, já há
bastante tempo o processo seletivo se dá por via econômica, e não intelectual. A oferta de
vagas na rede privada é freqüentemente superior à demanda. Quem tem dinheiro para pagar as
mensalidades acaba conseguindo a sua vaga e o seu diploma.
Vale observar que o Brasil precisa _ e com urgência _ aumentar sua população com
formação universitária, ainda muito pequena quando comparada à de países desenvolvidos.
Diante desse quadro, uma rápida expansão das faculdades particulares seria desejável se o
MEC fosse capaz de garantir um mínimo de qualidade no ensino ministrado. Não tem sido. A
suspensão do credenciamento de alguns cursos, anunciada ontem, é tardia e limitada. Apesar
de “provões” e outros sofisticados sistemas de avaliação, proliferam no país cursos que nada
ensinam. Provam-no os alarmantes índices de reprovação no exame que a Ordem dos
Advogados do Brasil aplica aos bacharéis em Direito. Não há motivos para acreditar que a
situação seja melhor em outros campos do conhecimento. Para agravar ainda mais o quadro, o
MEC e o Conselho Nacional de Ensino transformaram várias dessas arapucas em
universidades. Isso significa que elas ganharam autonomia para abrir e fechar cursos quando
quiserem, sem controle.
(Conclusão) As conseqüências dessa política são graves. De um lado, alunos são
enganados, pagando caro por um ensino que tem a chancela do Ministério da Educação, mas
que é quase fictício. De outro, a coletividade acaba absorvendo contingentes crescentes de
profissionais despreparados.
(Folha de S. Paulo – 2001)
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2.1.2 ARGUMENTAÇÃO DIALÉTICA (Tese + Antitese + Síntese)

A GLOBO E A ESTÉTICA DA DITADURA

(Tese) O jornalista e professor Eugênio Bucci, colunista da Folha, tem levantado tema
interessante para debate acerca do fim do chamado “padrão Globo de qualidade”. Sua tese é a
de que, longe de representar opção mercadológica, esse padrão teria sido algo imposto pela
ditadura militar, a quem interessava uma televisão que refletisse um país em modernização. O
regime teria garantido o espaço para o “padrão Globo”, impedindo a competição. Agora, com
a democracia de massas se consolidando e com a competição aumentando não haveria espaço
para um padrão de qualidade.
(Antitese) Não penso dessa forma. No plano dos negócios, o padrão transformou a
Globo na maior empresa mundial a seus produtos. O fato de “o padrão Globo” agradar aos
militares não significa que foi criado para atender à lógica do regime. Acho que houve alguma
confusão entre a criação do moderno mercado de consumo que começa no final dos anos 60,
como decorrência inevitável do processo de industrialização do país, com o fato de esse
processo ter-se dado ocasionalmente sob o regime militar. O “padrão Globo” atendeu à lógica
do novo mercado, não à dos militares. Estudos de modernos industrialistas reforçam essa
hipótese. Falta de competição e mercado fechado já foram motores de inovação. Pelo
contrário, a tendência das empresas é a de se acomodar no espaço conquistado. Se a Globo
não tinha competidores, por que haveria de se esmerar em manter o “padrão Globo”? Para
contentar os militares bastaria programas como “Amaral Neto, o repórter” e a cobertura das
paradas de 7 de Setembro. (...) E havia competição pesada sim. A Globo se impôs sobre uma
TV Tupi bastante poderosa, sobre uma Record que durante bom período dominou a lista dos
programas mais assistidos, embalada pelos festivais de música. (...) Na era Boni, o
planejamento de produção era feito com dois anos de antecedência. O lançamento de cada
programação anual era acompanhado por toda a opinião pública.
(Síntese) Se se tentar entender essa estratégia pela ótica dos interesses militares, não se
vai chegar a nada. Toda essa estratégia está subordinada a uma clara lógica de mercado de
consumo, na qual a ambição de todo órgão de comunicação é conquistar a fatia mais larga de
público, ser popular com qualidade. O “padrão Globo” conseguiu o extraordinário feito de
conquistar todas as classes com níveis de audiência massacrantes. A Globo derrotava os
concorrentes com facilidade sem apelar, porque podia. Por que não consegue hoje? Porque
acabou o potencial criativo da era Boni. Os militares garantiram parte das verbas publicitárias
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e impuseram limites ao uso da opinião no jornalismo. Não mais que isso. Mesmo porque, na
prática, o regime acabou 15 anos antes do fim da era Boni.
(Luiz Nassif, “A Globo e a estética da ditadura, Folha de S. Paulo)

2.1.3 TEXTO

“Há três tipos principais de explicação para os resultados obtidos nas pesquisas que
demonstraram a existência de uma relação causal entre a televiolência e a cineviolência, de
um lado, e, de outro, o comportamento agressivo: são a aprendizagem social, a desinibição da
agressão e o despertar emocional.
A primeira, bem corroborada pelos experimentos feitos por Bandura e outros,
considera como básica a aprendizagem social por meio da imitação. Reconhecida há muito
tempo como uma forma fundamental da aprendizagem humana, a imitação por meio da
observação do comportamento de outrem passou por testes rigorosos de laboratório e surgiu
como mecanismo fundamental posto em ação durante a exposição da pessoa aos programas de
televisão. A televisão transmite, assim, formas tanto específicas como até então
desconhecidas do sujeito agir de modo agressivo. Funciona, também, como forma de ensino e
aprendizagem de atitudes, normas e valores que conduzem ao comportamento agressivo mais
intenso e(ou) mais freqüente.
O segundo tipo de hipótese explicativa para as relações encontradas entre a agressão e
televiolência refere-se à desinibição de agressão. Em termos simplificados, pode-se dizer que
ao longo da vida humana a família e outros agentes educativos atuam no processo de
socialização da criança, fazendo que ela aprenda a inibir ou controlar o seu comportamento
agressivo. A exposição à televiolência e à cineviolência funcionaria no sentido oposto, isto é,
reduzindo ou enfraquecendo essas inibições contrárias às manifestações agressivas. Isso faz
com que o comportamento agressivo se torne mais freqüente e mais intenso.
De acordo com o terceiro tipo de explicação, a hipótese do despertar emocional ou da
ativação, a televiolência exerce um efeito de “despertador emocional” do telespectador, e esse
efeito, por sua vez, estimula resposta de alta magnitude. Vários estudos têm provado que as
crianças ficam de fato despertas ou excitadas quando expostas a material do tipo agressivo.
Existem também pesquisas que indicam aumento de agressão, sob certas circunstâncias, em
decorrência de exposição a material do tipo erótico e humorístico.”
“Televisão e Criança”. Cadernos de Comunicação Proal Nº 3, 1978.
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3. TEMAS PARA REDAÇÃO

FAAP-SP
Escolha para sua redação um dos temas que se seguem, e com apoio nele, crie livremente um
texto dissertativo.

TEMA A
Art. 28 – Não exclui a imputabilidade penal a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool
ou substância de efeitos análogos. (Código penal brasileiro)

TEMA B
“Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
Desses que desde a infância me embalaram
E quem me dera que alguns fossem meus!

TEMA C
“A Arte é uma mentira, que revela a verdade.”

TEMA D
“O bicho,
quando quer fugir dos outros,
faz um buraco na terra.
O homem
Para fugir de si,
Fez um buraco no céu.”

TEMA E
O telefone, o telégrafo, o rádio possibilitam a troca rápida das comunicações. Mas o que
temos a comunicar-nos? Cotações da Bolsa, resultados de futebol, histórias de relações
sexuais... Saberá o homem resistir ao acréscimo formidável do poder de que a ciência
moderna o dotou ou destruir-se-á a si mesmo, manipulando aquele poder?
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CERESP-PE
O dinheiro não compra tudo.

FASP-SP
A desconfiança é a causa da maioria dos desentendimentos.

FUEL-PR
A injustiça, mesmo quando atinge um só, é uma ameaça contra todos.

UFBA
Durante três milhões de anos vimos tentando proteger o homem contra o meio ambiente. Já é
tempo de começarmos a proteger o meio ambiente contra o homem. (Dr. Thomas Malone)

UFMS
No Brasil, a prisão não regenera, nem ressocializa as pessoas que são privadas da liberdade
por ter cometido algum tipo de crime. Ao contrário, é de conhecimento geral que a cadeia
perverte, corrompe, deforma, avilta e embrutece. (Evandro Lins e Silva)

UFAI
Nenhum homem pode assumir completamente sua modernidade se primeiro não conhece e
incorpora a tradição do seu passado e a força de suas raízes.

UM-SP
Triste não é o lugar em que há crimes, mas onde falta castigo.

(UnB)
A importância da atuação da Polícia Federal brasileira na preservação do direito à vida.

(UnB)
O fortalecimento das redes de relações sociais como forma de redução da violência urbana.
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4. CRASE

INSTRUÇÃO 01 – Coloque o acento indicativo de crase, se necessário.


a) “Dei a volta ao mundo, dei a volta a vida...”
b) “E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse a criança: - Aqui estou.”
c) As quatro horas, ele apareceu.
d) Fui a cidade.
e) “Caminhava a passos largos.”
f) Estava disposto a dizer toda a verdade.
g) Ele dirigiu-se a ela e disse-lhe coisas espantosas.
h) Dirijo-me a V. Sª.
i) Não me refiro a esta menina.
j) Chegamos as duas da madrugada.

INSTRUÇÃO 02 – (CTA – COMPUTAÇÃO) Assinale a alternativa correta.


a) Enviaram pêsames à rainha-mãe.
b) Resta-nos à última esperança.
c) Contarei uma estória à você.
d) Dois à dois, foi a contagem.
e) Nós a vimos à colher flores no jardim.

INSTRUÇÃO 03 – (CTA – COMPUTAÇÃO) Assinale a alternativa correta.


a) Corria à cem quilômetros horários.
b) Fomos a Campinhas de Carlos Gomes.
c) Os girassóis sorriam a natureza.
d) Contaram estórias à estas crianças.
e) Retirou-se às tontas da reunião.

INSTRUÇÃO 04 – (BRAZ CUBAS) Assinale a alternativa que apresenta erro da crase:


a) Vendas a vista e a prazo
b) Disse a ela que a esperaria dali a três semanas.
c) Fui a uma exposição de quadros à óleo.
d) Fui a Roma e à Bahia.
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INSTRUÇÃO 05 – Tomava-se, __ cada hora, mais afeito __ essas perigosas divagações que
levam um homem __ viver num mundo imaginário.
a) a–a–à
b) a–a–a
c) à–à–à
d) à–a–a
e) à–à–a

INSTRUÇÃO 06 – (ESAN) Assinale a alternativa certa:


a) Não assisto à filme de guerra.
b) Isto cheira à vinho.
c) Estamos dispostos a trabalhar.
d) Começou à chover.
e) Admirei os quadros à óleo.

INSTRUÇÃO 07 – (Álvares Penteado) Assinale a alternativa que completa a frase:


Após __ reunião, todos foram até __ sala, para assistir __ chegada dos hóspedes.
a) a–à–a
b) à–a–à
c) a–a–a
d) à–a–a
e) a–a–à

INSTRUÇÃO 08 – (CESCEM) Igual ao precedente


Aspirava __ altas posições __ despeito de estar __ portas da falência.
a) a – à – às
b) a – a – às
c) a – a – as
d) à – à – às
e) à – a – as
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INSTRUÇÃO 09 – (CRESCEM) Igual ao precedente


Ele pôs-se __ porta do prédio, pedindo __ pessoas interessadas que voltassem __ uma hora.
a) à – as – a
b) à – às – a
c) à – às – à
d) a – às – à
e) a – as – a

INSTRUÇÃO 10 – (CRESCEM) Igual precedente


Meus cumprimentos __ todas, principalmente __ V. Ex.ª, minha senhora, tudo saiu __
contento.
a) à–a–à
b) a–a–a
c) a–à–à
d) à–à–à
e) à–à–a

INSTRUÇÃO 11 – (FAAP) Igual ao precedente


Não se dirigia __ ninguém em particular, mas punha-se __ gesticular, rindo, muito __
vontade.
a) a–a –à
b) a–à–à
c) à–à–à
d) à–à–à
e) à–a–a

INSTRUÇÃO 12 – (FAAP) Igual ao precedente


Não diga __ ninguém, mas acho que faltam __ elas as qualidades indispensáveis __ função
que deverá exercer.
a) a–à–a
b) à–à–a
c) a–a–à
d) à–a–a
e) à–a–à
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INSTRUÇÃO 13 – (CESCEM) Igual ao precedente


Garanto __ você que compete __ ela, pelo menos __ meu ver, tomar as providências para
resolver o caso.
a) a–a–a
b) à–à–a
c) a–à–à
d) a–à–a
e) à–a–à

INSTRUÇÃO 14 – (SANTA CASA) Igual ao precedente


Aconselhei-o __ que, daí __ pouco, assistisse __ novela.
a) a–à–a
b) a–a–à
c) a–a–a
d) à–à–a
e) à–a–à

INSTRUÇÃO 15 – (F. C. CHAGAS-BA) Igual ao precedente


A casa fica __ direita de quem sobe a rua, __ duas quadras da Avenida do Contorno.
a) à – há
b) a–à
c) a – há
d) à–a
e) à–à

INSTRUÇÃO 16 – (F. C. CHAGAS-BA) Igual ao precedente


Não nos víamos __ tanto tempo, que __ primeira vista não __ reconheci.
a) a–à–a
b) a – à – há
c) há – a – há
d) há – à – a
e) a–a–a
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INSTRUÇÃO 17 – (F. AAP) Igual ao precedente


Primeiro, dirigiu-se __ funcionária e depois exigiu, __ todo custo que o levassem __
diretoria.
a) à–à–à
b) a–a–à
c) à–a–à
d) a–a–a
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5. CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL

1. Assinale as concordâncias verbais corretas.


a) ( ) Enfeitou-se as ruas do bairro.
b) ( ) Aqui não falta livros.
c) ( ) Precisam-se de amor.
d) ( ) Carlos, eu e tu ireis ao cinema.
e) ( ) Tu e ele fizestes boa prova.
f) ( ) A noz, o burro, o sino e o preguiçoso, sem pancada nenhum faz o seu ofício.
g) ( ) Qual de vós me arguireis de pecado?
h) ( ) Quais de vós sois, como eu, desterrados no meio do gênero humano?
i) ( ) Haviam naquela sala alguns mapas.
j) ( ) Antônio ou João será o presidente da associação.
k) ( ) Os Estados Unidos combate o analfabetismo.
l) ( ) A maior parte dos alunos serão aprovados.
m) ( ) A maior parte dos alunos será aprovada.
n) ( ) Meu culto e religião é o vosso.

2. Igual ao precedente.
a) ( ) Tudo é amabilidades.
b) ( ) Esaú era as delícias da velhices de Isaac, seu pai.
c) ( ) Quanto juízo, quanta verdade, quanta inteireza, quanta consciência é necessário?
d) ( ) Hoje é trinta de outubro.
e) ( ) Entre nós não deveriam haver preconceitos de nenhuma espécie.
f) ( ) Entre nós não deveria existir preconceitos de nenhuma espécie.
g) ( ) Quantos anos fazem que chegaste ao Brasil?
h) ( ) Duzentos gramas são muito.
i) ( ) Mais de um sujeito correu na salvação de pescoço-pelado.
j) ( ) Fui eu que lhe pediu que não viesse.
k) ( ) Fomos nós quem lhe pediu que não viesse.
l) ( ) Ainda se vivia num mundo de certezas.
m) ( ) Deviam soar doze horas por igrejas daqueles vales.
n) ( ) Deu 6 horas por igrejas daqueles vales.
o) ( ) Habita-me o espaço e a desolação.
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3. Igual ao precedente.
a) ( ) Olhar e ver era para mim um recurso de defesa.
b) ( ) Fazer e escrever são a mesma coisa.
c) ( ) Em sua vida, à porfia, se alternam rir e chorar.
d) ( ) Pode ser 10 horas.
e) ( ) Pode existir bombas.

4. Assinale a concordância nominal incorreta.


a) ( ) Amansados as iras e os furores.
b) ( ) De leso-sentimentos muitos estão cheios.
c) ( ) Nós estamos só.
d) ( ) Uma e outra parede sujas...
e) ( ) A indústria prosperava a olhos vista.
f) ( ) Limonada é bom no calor.
g) ( ) Estamos quites.
h) ( ) Sua Majestade foi muito bondoso com tal atitude.
i) ( ) ... proibido a entrada.
j) ( ) Os filhos são tais quais os pais.
k) ( ) Os filhos são tal qual o pai.
l) ( ) O filho é tal qual o pai.
m) ( ) O filho é tal quais os pais.
n) ( ) Estudo as línguas inglesa e francesa.
o) ( ) Estudo as línguas inglesa e a francesa.
p) ( ) Os soldados estavam alertos.

5. Igual ao precedente
a) ( ) Comprei gravatas laranja.
b) ( ) Clarissa ficou meia decepcionada.
c) ( ) Não conheço meias palavras.
d) ( ) Tomei meios litros de pinga.
e) ( ) Segue inclusa a fatura da compra.
f) ( ) Envio-lhe anexa a declaração de bens do referido servidor.
g) ( ) V. Ex.ª agistes muito bem.
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h) ( ) Não sou eu quem responde pelos meus atos.


i) ( ) Sou eu que pago as despesas.
j) ( ) Algum de nós viemos de longe.
k) ( ) Qual de vós testemunhou o fato?
l) ( ) Devem ter fugido mais de vinte presos.

6. Os termos destacados estão corretamente flexionados, EXCETO em:


a) Vão anexo os pareceres das comissões técnicas.
b) Remeto-lhe inclusa uma fotocópia do recibo.
c) Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria.
d) Estamos quites.
e) Elas estavam sós.

7. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado foi flexionado corretamente.


a) Olhou para uma e outra mulher bonitas.
b) Eles estão salvo.
c) Estudei as línguas inglesa e a francesa.
d) V. Ex.ª está enganada, Doutor juiz.
e) Foram visto centenas de rapazes pedalando nas ruas.
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6. REGÊNCIA VERBAL

1. Assinale as regências corretas.


a) ( ) Moro na Rua Oriente.
b) ( ) Assiste-se a conferências.
c) ( ) Pedirei ao professor para deixar-me sair.
d) ( ) Atendeu o telefone.
e) ( ) Aspiramos o perfume das flores.
f) ( ) Aspiramos à viver melhor.
g) ( ) Dirijo-me à Vossa Senhoria.
h) ( ) Beijei-lhe a boca.
i) ( ) Beijei-lhe na boca.
j) ( ) Custo a crer que foste reprovado.
k) ( ) Cheguei no colégio muito tarde.
l) ( ) Prefiro limonada do que laranjada.
m) ( ) Prometo obedecê-lo sempre.
n) ( ) Convém obedecer os professores.
o) ( ) Perdoei o meu namorado.

2. Igual ao precedente
a) ( ) Perdoei a sua dívida.
b) ( ) Perdoei-lhe as ofensas.
c) ( ) Que matéria-prima careces?
d) ( ) Eu namoro com a Margarida.
e) ( ) Esqueceu-me o endereço.
f) ( ) Esqueci do endereço.
g) ( ) Esse é o filme que mais gostei.
h) ( ) O caso que te referes choca-me profundamente.
i) ( ) A peça que assistimos foi extensa.
j) ( ) O diploma que aspiro é difícil de se conseguir.
k) ( ) Esse é o detalhe que todos se esquecem.
l) ( ) São normas que todos devem obedecer.
m) ( ) Este é o homem com quem simpatizo.
n) ( ) Este é o homem com quem nos simpatizamos.
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o) ( ) Esta é a conclusão a que chegamos.

3. Em:
01. “Cortaram-lhe os vencimentos”.
02. “Visitei-lhe as propriedades”.
03. “Elogiei-lhe as obras”.
04. “Perdoaram-lhe a pena”.
05. “Seguiram-lhe os passos”.

O verbo transitivo direto e indireto é:


a) cortar
b) visitar
c) elogiar
d) perdoar
e) seguir

4. O verbo sublinhado não é transitivo direto e indireto em:


a) “Não lhe custou nada armá-los contra o capitalista”.
b) “Era natural, faltava-lhe ali um complemento”.
c) “Preferiram-no aos demais homens no trato e na contemplação da pessoa”.
d) “A princesa do baile entregava-se-lhe”.
e) “Perguntou-lhe por que é que não ia ao Flamengo”.

5. Em:
01. Desagradada _______________ este pensamento.
02. Assiste _______________ tal direito.
03. Não _______________ ajudam, porque não querem.
04. Nós _______________ obedecemos, porque o respeitamos.
05. Informaram _______________ as ocorrências policiais.

O pronome oblíquo “o” só pode ser empregado junto ao verbo:


a) desagrada.
b) assiste.
c) obedecemos.
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d) ajudam.
e) informaram.

6. Tendo-se os períodos:
01. “Obedeceu _______________ ordens recebidas”.
02. “Socorreu _______________ pessoas amigas”.
03. “Aspirava _______________ brisa da manhã”.
04. “Perdoava _______________ ofensas do desafeto”.
05. “Abraça _______________ filhas encantadoras”.

Verifica-se que a crase é admissível na lacuna do:


a) primeiro.
b) segundo.
c) terceiro.
d) quarto.
e) quinto.

7. Os pronomes que completam adequadamente o período:


“Depois da conversa com Ângela, Carlos informou _______________ de que sempre
_______________ havia querido muito e jamais _______________ esquecera”, são
respectivamente.
a) lhe, lhe, a
b) a, lhe, a
c) a, lhe, lhe
d) lhe, lhe, lhe
e) lhe, a, a

8. O verbo preferir é transitivo direto em:


a) “Preferiu mentir nobremente a confessar a verdade”.
b) “A viúva prefere a viuvez ao outro estado”.
c) “Tristão preferia a política à viúva”.
d) “Não podendo eu desposá-la, preferiria que amasse o defunto”.
e) “Preferia os Aguiares a ter de jantar com o encarregado de negócios da Bélgica”.
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9. 1. “Esqueci-me de dizer-lhe a hora”.


2. “Ensina-o a ser melhor”.
3. “Aconselha-o a trabalhar com atenção”.
4. “Eu precisava de amar ardentemente”.
5. “Convenci-o a aceitar os presentes”.

Um dos verbos grifados pode construir-se na terceira pessoa, tendo como sujeito o infinitivo
que se segue a ele, este verbo é:
a) ensinar.
b) aconselhar.
c) pecisar.
d) esquecer.
e) convencer.

10. Em todas as frases a regência verbal está correta, EXCETO em:


a) Não esquecerei nunca as rosas vermelhas que trazia presas à cintura.
b) Custou-lhe dizer que eu era dos alunos mais adiantados da escola.
c) Essa circunstância impede-me de informar o leitor sobre o acontecido.
d) Prefiro chorar a sua morte do que vê-lo partir com tal criatura.
e) A palavra obedecia-lhe, mas o homem não era o mesmo em todos os instantes.
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7. O PRONOME

7.1 Exercícios

1. Os períodos:
1. A Pátria perdeu um cidadão _______________ trabalho sempre o engrandeceu.
2. O perigo _______________ não foge o verdadeiro herói, robustece a coragem.
3. Há compromissos sérios _______________ cumprimento não nos podemos furtar.

Ficarão corretos, se forem completados respectivamente por:


a) que – a que – a cujo.
b) cujo – que – que o.
c) cujo o – a que – a cujo o.
d) cujo – a que – a cujo.
e) que – que – a cujo.

2. Em: “Sempre ajudou os próprios súditos, mas não perdoava a estes quando
desobedeciam à sua autoridade.”

Os complementos grifados podem ser substituídos respectivamente pelos pronomes:


a) os, lhes, a ela.
b) os, os, a ela.
c) os, os, a.
d) lhes, lhes, lhe.
e) lhes, lhes, a.

3. Em todas as frases o pronome obliquo átono pode ser substituído por um pronome
possessivo, EXCETO:
a) “Ao contrário, todo ele era atenção e interrogação; quando muito, um sorriso claro e
amigo lhe errava nos lábios”.
b) “Você há de ser sempre criança, disse ele fechando-me a cara entre as mãos e
chegando muito os olhos aos meus”.
c) “Imita prima Justina, imita José Dias; já lhe achei até um jeito dos pés de Escobar e os
olhos...”.
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d) “Chegara ao último degrau, e uma idéia me entrou no cérebro como se estivesse


esperar por mim, (...)”.
e) “José Dias apertou-me as mãos com alvoroço, e logo pintou a tristeza de minha mãe,
que falava de mim todos os dias...”

4. 1. “Quando procurou, eu estava doente”. (me)


2. “Agora responda esta pergunta”. (me)
3. “Ninguém deu o apoio de que precisava”. (lhe)
4. “Deus conserve a paz durante muitos anos”. (nos)
5. “Com tudo isto, queixaram ao Diretor”. (se)

Junto aos verbos grifados a ênclise do pronome deve ser empregada no período número:
a) quatro.
b) três.
c) dois.
d) um.
e) cinco.

5. Na linguagem culta, só se admite a ênclise do pronome SE junto ao verbo grifado em:


a) “Pele preta, que espichava na testa”.
b) “Poderia dizer que a Bahia cresceu com ele”.
c) “O portão range quando abre”.
d) “Na primeira noite que passei no Forte, os olhos não fecharam.
e) “Parecia com você”.

6. Nas frases:
1. “Não lhe dei esta oportunidade”.
2. “Nada o tranqüilizou tanto como este conselho”.
3. “Falou devagar e não se perturbou”.
4. “Sua intenção era não me prejudicar”.
5. “Este favor não o tornou agradecido”.

Pode-se usar o pronome átono em posição enclítica, junto a:


a) dei.
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b) tranqüilizou.
c) prejudicar.
d) tornou.
e) perturbou.

7. A frase que admite tanto a próclise quanto a ênclise do pronome átono.


a) “... tinha uma curiosa maneira de a explicar”. (Machado de Assis)
b) “Você não merece os sacrifícios que lhe faço”. (Machado de Assis)
c) “Porque tudo lhe perdoaria”. (Machado de Assis)
d) “Mal se cumprimentaram, começaram a conversar sobre política”.
e) “Não posso, mate-me você. (Machado de Assis)

8. Em “Encontramos a casa do professor _______________ procurávamos e


_______________ alpendre se oferecia uma recepção”, os pronomes relativos empregados
serão, respectivamente:
a) que, em cujo.
b) a qual, no qual.
c) a qual, em cujo.
d) que, no qual.
e) que, dentro de cujo.

9. Em: “Solicitamos a V.S.ª algumas informações sobre o _______________ próximo


livro que _______________ publicar, pelo que muito _______________ agradecemos”, as
lacunas serão preenchidas corretamente por:
a) seu, pretendeis, lhe.
b) vosso, pretendeis, vos.
c) seu, pretendente, lhe.
d) vosso, pretendente, lhe.
e) seu, pretende, vos.

10. Em: “Esperando que Vossa Excelência possa atender-nos em _______________


próxima visita a nossa cidade, agradecemos _______________ antecipadamente”, as lacunas
são preenchidas corretamente por:
a) sua, lhe.
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b) vossa, lhe.
c) vossa, a V. Ex.ª
d) sua, vos.
e) vossa, vos.

7.2 QUESTÕES OBJETIVAS

1. Em todas as alternativas, as frases foram reformuladas por não se adequarem a normas


da língua padrão, EXCETO em:
a) Lhe desejo falar. = Desejo-lhe falar.
b) Dariam-me um presente? = Dar-me-iam um presente?
c) Ninguém viu-o. = Ninguém o viu.
d) Espero que não veja-o mais. = Espero que o não veja mais.
e) Há pessoas que não querem ela. = Há pessoas que não querem-na.

2. Em todas as alternativas, o termo destacado foi corretamente substituído, EXCETO


em:
a) O velhinho era pobre, por isso todos ajudavam ele. = O velhinho era pobre, por isso
todos ajudavam-no.
b) Fazem o menino sair imediatamente. = Fazem-no sair imediatamente.
c) Seus filhos são inteligentes. Admiro eles muito. = Seus filhos são inteligentes.
Admiro-os muito.
d) Nunca mais verei você. = Nunca mais o verei.

3. Assinale a alternativa que esteja de acordo com a língua padrão.


a) Nunca haverá desentendimento entre eu e você.
b) Deixe eu confessar-lhe um segredo.
c) Para mim conseguir o que consegui, foi necessário muito esforço.
d) Quando saíres, avisa-nos que iremos com você.
e) Se V.S.ª viajar, leve consigo o meu filho.

4. Igual ao precedente.
a) É a você que me dirijo, minha prima e amiga, pois só tu me compreendes.
b) Ainda bem que você chegou, estávamos precisando de ti.
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c) Não vá ainda, tenho que falar com o senhor.


d) Com isso, ele prejudicou a mim mesmo.
e) Ele voltou a mim.

5. Assinale a alternativa que NÃO esteja de acordo com a língua padrão.


a) Tens pensado na carreira a que aspiras?
b) Os que eu mais queria, esses me deixaram.
c) Eis o presente que te prometi.
d) O senhor com quem discuti é meu tio.
e) As aulas que assistimos foram proveitosas.
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8. O VERBO

1. Em: “Se o médico _______________ a doença e _______________ a tempo,


continuarão a viver despreocupados”, as lacunas serão preenchidas devidamente pelas
seguintes formas do verbo “prever” e “intervir”:
a) previr e intervier.
b) previr e intervir.
c) prever e intervier.
d) prever e intervir.
e) prevê e intervir.

2. A forma verbal “pigarreava” recebe um “i” eufônico na primeira, segunda e terceira


pessoas do singular e terceira pessoa do plural dos seguintes tempos:
a) Presente do indicativo e presente do subjuntivo.
b) Futuro do presente e perfeito do indicativo.
c) Mais-que-perfeito do indicativo e presente do subjuntivo.
d) Pretérito imperfeito do indicativo e do subjuntivo.
e) Presente, pretérito imperfeito e perfeito do indicativo.

3. Em:
1. “Ele transgrediu a lei, mas é preciso que nós não a _______________”.
2. Ele tosse muito e faz com que nós também _______________”.
3. “Ele progrediu e quer que nós também _______________”.
4. “Ele coloriu o desenho e quer que nós também _______________”.
5. “Ele aderiu a esta causa, mas não quer que nós _______________”.

As lacunas serão preenchidas pelo mesmo verbo grifado no presente do subjuntivo, com
exceção de um que deve ser substituído por sinônimo, pois não é empregado nesse tempo.
Trata-se de:
a) transgredir.
b) tossir.
c) colorir.
d) progredir.
e) aderir.
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4. Em todas as frases encontramos uma locução verbal, EXCETO em:


a) “Dentro de meia hora o cortiço tinha de ficar em cinzas”.
b) “Tudo isto está a reclamar um homem teso que olhe a sério para o serviço”.
c) “E não tardou que se ouvisse gemer o cavaquinho e o violão”.
d) “Um acontecimento, porém, veio revolucionar alegremente toda aquela confederação
da estalagem”.
e) “Quero, quando voltar logo, encontrá-lo pronto, ouviu?”.

5. Em: “Quando nos _______________ chegar, saberão que na missa realizada,


_______________ os compromissos”, as lacunas serão preenchidas, respectivamente, pelas
formas verbais:
a) verem, mantivemos.
b) virem, mantivemos.
c) virem, mantemos.
d) verem, mantemos.
e) verem, manteremos.

6. Em:
1. “Quando _______________ o dinheiro, avisa-me”. (Futuro do subjuntivo de “reaver”)
2. “É bom que _______________ o mal”. (Presente do subjuntivo de “remediar”)
3. “Convém que você se _______________ do necessário”. (Presente do subjuntivo de
“prover”)
4. “Quando _______________ que é tarde, voltaremos”. (Futuro do subjuntivo de “ver”).

As lacunas serão preenchidas corretamente por:


a) reouveres, remedeies, proveja, virmos.
b) reouveres, remedies, proveja, vermos.
c) reaveres, remedies, proveja, vermos.
d) reaveres, remedies, provenha, vermos.
e) reaveres, remedeies, provenha, vermos.

7. Todos os trechos abaixo apresentam o modo imperativo, EXCETO:


a) Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
b) Faze como eu, que não abro caminho para ninguém.
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c) Então, senhora linda, ainda teima no que dizia há pouco?


d) Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas? Vamos, diga lá.
e) Por que você está com esse ar, toda cheia de si? Deixe-me, minha senhora.

8. O modo subjuntivo é justificado pelo de ser optativa a frase:


a) “Vossa Excelência talvez os procure há muito tempo”.
b) “No tumulto da vida e suas seduções, fique um dia para eles”.
c) “Entendam lá mulheres”.
d) “Pois ele que vá também, acudiu Tristão”.
e) “Que as asas postais o levem”.
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9. RELAÇÃO SEMÂNTICA ENTRE AS ORAÇÕES


1. Identifique a relação semântica entre as orações abaixo.
b) “Matou o vizinho, entregando-se em seguida”. (____________________)
c) “O guarda pára e contempla”. (____________________)
d) “Os dois se abraçaram, logo tinham feito as pazes”. (____________________)
e) “Levante bem, que o caixão é leve”. (____________________)
f) “Saia, que não quero vê-lo”. (____________________)
g) “Este é o remédio que há de te curar; bebe-o, pois, agora”. (___________________)
h) “Viajo neste avião, pois tenho pressa”. (____________________)
i) “Devo dizer-te tudo agora, pois amanhã parto para São Paulo”.
(___________________)
j) “Dê-lhe um abraço, pois hoje é seu aniversário”. (____________________)
k) “Você é testemunha; diga-lhe, pois, o que sabe”. (____________________)
l) “Embora estivesse com fome, não comeu nem um pedaço de pão”.
(____________________)
m) “O time jogou bem, mas perdeu a partida”. (____________________)
n) “Mesmo que começasse a ventar, não era razão para se recolher”.
(____________________)
o) “Por mais que tivesse preparado, não conseguiria aprovação”.
(____________________)
p) “Quanto mais intensificava o barulho, mais irritado o velho ficava”.
(____________________)
q) “Casimiro de Abreu andava descalço conforme se sabe”. (____________________)
r) “Fosse Cleópatra viva, os fotógrafos não a deixariam”. (____________________)
s) “Gérson era mais pontual que o relógio”. (____________________)
t) “Ela fala muito alto para que a olhem”. (____________________)
u) “Apesar de não gostar, viajo hoje de avião”. (____________________)
v) “Mal amanhecia, a meninada acordava”. (____________________)
w) “A tarde está tão bela que me da vontade de escrever”. (____________________)
x) “Se você viesse a mando do diretor, ainda assim não entraria”.
(____________________)
y) “Alzira falava tanto que espumava o cantinho da boca”. (____________________)
z) “Maneja a espada, conforme o avô ensinou”. (____________________)
aa) “Ele é tão forte quanto eu. (____________________)
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2. Igual ao precedente.
a) “Pedro chegou quando eu estava saindo”. (____________________)
b) “Ele não tem progredido embora seja esforçado”. (____________________)
c) “Ela estava tão fraca que não pode levantar-se”. (____________________)
d) “Ainda que implores, não concordarei”. (____________________)
e) “Se eu for aprovado, minha mãe me dará um carro”. (____________________)
f) “Segundo me disseram, ele chegará hoje”. (____________________)
g) “Quanto mais penso nisto, mais admirado fico”. (____________________)
h) “Desce, para que eu te abrace”. (____________________)
i) “Moro onde não mora ninguém”. (___________________)
j) “Muito contribuí, no entanto meu esforço foi inútil”. (___________________)
k) “Fiz boa prova, por isso terei boa nota”. (___________________)
l) “Ele foi à cidade e fez muitas compras”. (____________________)
m) “Os ouvintes sorriram, Maria fez um gesto de desdém”. (____________________)
n) “Não te apresentes assim, que ele não te receberá”. (____________________)
o) “O menino dormia, e a mãe cantava ao seu lado”. (____________________)
p) “Foi ao cinema e não gostou do filme”. (____________________)
q) “Minas continua, mesmo se um dia o Brasil acabar”. (____________________)
r) “Mineiro é mais café preto que chás variados”. (____________________)
s) “Minas exporta montanhas, e não fica rica”. (____________________)
t) “Garantiram que o diretor não estava e que não voltaria”. (____________________)
u) “O médico examinou-o com cuidado e, finalmente, receitou-lhe esses remédios”.
(____________________)
v) “O presidente prometeu-nos que viria inaugurar a nova creche e não veio”.
(____________________)
w) “Depois de consultar o arquivo, preparou o texto e datilografou-o”.
(____________________)
x) “Estudou com atenção os originais e prometeu publicar o livro”.
(____________________).
y) “Assim que saíram os estudantes, Beirão acercou-se de mim”.
(____________________)
z) “Ao retomar estes apontamentos, tive minhas recaídas e dúvidas”.
(____________________)
38

3. Igual ao precedente.
a) “É mais barato comprar novo que mandar consertar”. (_____________________)
b) “Há tanta esperança que todo mundo faz planos para dez anos”.
(____________________)
c) “Depois de dizer como me sinto, vamos ao que a senhora quer”.
(____________________)
d) “Tem um bairro judeu, apesar de ter judeus pela cidade inteira”.
(____________________)
e) “À medida que falava, tomava água”. (_____________________)
f) “Arrumou-se para ver o namorado”. (_____________________)
g) “A prosseguirem esses crimes, ninguém mais terá sossego”.
(____________________)
h) “Ao despedir-se de mim, chorou”. (____________________)
i) “Prevendo uma resposta indelicada, não o interroguei”. (____________________)
j) “Chegado que fomos àquela cidade, procuramos um hotel”. (____________________)
k) “Ficando aí, nada verás”. (___________________)
l) “Abertas as portas, entraram as visitas”. (____________________)
m) “Iremos nós mesmos, sendo preciso”. (____________________)
n) “Chegarás facilmente lá, se quiseres”. (____________________)
o) “Mesmo oprimidos, não cederemos”. (____________________)
p) “Queria estar atento à palestra e o sono chegou”. (____________________)
q) “Não só escutei o réu mas também lhe dei razão”. (____________________)
r) “A torcida incentivou os jogadores; esses, contudo, não conseguiram vencer”.
(____________________)
s) “Ao sair o enterro, ela chorou”. (____________________)
t) “Ainda que fosse bom jogador, não ganharia a partida”. (____________________)
u) “À medida que subimos, a ilha esplende, verde, aos nossos olhos”.
(____________________)
v) “O amor é como a lua”. (____________________)
w) “Terminada a aula, os alunos saíram”. (____________________)
x) “Ele trabalhava comigo, mas não gostava de mim”. (____________________)
y) “Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam”.
(____________________)
z) “Fugiam do sol e o sol guiava-os”. (____________________)
39

4. Igual ao precedente.
a) “Como sou velha, ele não me quis”. (____________________)
b) “Como os jornais noticiaram, a afluência de público foi maciça”.
(____________________)
c) “Digo estas coisas por alto, como as ouvi de pessoas idôneas”.
(____________________)
d) “Nós somos arrastados pela vida como as folhas são arrastadas pelo vento”.
(____________________)
e) “E cresceu tanto que se projetou na história”. (______________________)
f) “Agiu passivo como uma sombra”. (____________________)
g) “Como diz o ditado, cão que ladra não morde”. (____________________)
h) “Os fatos não ocorreram como dizem”. (___________________)
i) “Gosto dele porque é forte, independente e tem lindos olhos”.
(____________________)
j) “Comprei tudo e voltei logo”. (___________________)
k) “Vem depressa e eu te espero”. (___________________)
l) “Ela o ama e não demonstra”. (____________________)
m) “Telefonei, mas desliguei”. (____________________)
n) “Ele é teu marido, respeita-lhe, pois, a vontade”. (____________________)
o) “Venha, pois tenho pressa”. (____________________)
p) “Crê em ti, mas nem sempre duvides dos outros”. (____________________)
q) “Puxa e repuxa a boca”. (____________________)
r) “Se a prova for adiada, ficaremos decepcionados”. (____________________)
s) “O teu sorriso é imemorial como as pirâmides”. (____________________)
t) “Vou ao cinema porque o filme é bom”. (____________________)
u) “Juntei dinheiro para ir à Europa”. (____________________)
v) “A luz é mais veloz que o som”. (____________________)
w) “Penso, logo existo”. (___________________)
x) “Vem, meu amor, que te quero tanto”. (____________________)
y) “Ele é tão grosseiro que não o suporto”. (____________________)
z) “Ele publicou a obra; ganhará, pois, vários prêmios”. (____________________)

5. (FUNDEP)
40

Assinale a alternativa em que a palavra NÃO pode ser substituída pela palavra entre
colchetes, por alterar o sentido do texto.
a) “A humanidade tem que voltar a viver de acordo com as suas necessidades, e não
guiada pelos desejados [...]” [mas]
b) “As sociedades modernas geralmente são ricas materialmente, mas pobres
espiritualmente.” [e]
c) “Não há uma receita padrão para a simplicidade, mas é importante dizer que não se
trata apenas de aspectos materiais, [...]” [e]
d) “O objetivo é alcançar o equilíbrio, nem ter demais nem ter de menos, mas o
suficiente.” [e]
41

10. TEXTOS

10.1 Texto (UFMG)

1 No quarto de dormir de minha avó materna havia um móvel, com gavetinha espelho,
que todos na casa chamavam, sem qualquer afetação ou pedantismo, de coiffeuse. Na sala de
jantar, guardavam-se os pratos em uma étagère. A étagère foi substituída, nos lares modernos,
por um simpático aparador, a coiffeuse virou penteadeira e hoje praticamente desapareceu da
vida cotidiana por falta de espaço. Os galicismos estão totalmente esquecidos.

7 Naqueles mesmos tempos de minha infância, eu gostava de um sport que chamava


football e meu sonho era ser goalkeeper, embora a posição de center-forward me encantasse
pela possibilidade de fazer muitos goals e influir no score, que era registrado no placard. Não
precisa dizer que hoje o esporte se chama futebol, o goleiro defende a baliza e o ponta-de-
lança faz muitos gols e vê seu nome se acender no placar eletrônico. Esses anglicismos já não
mais são.

14 Quando menino, fantasiei-me no carnaval, ao final da guerra, de pracinha –


homenagem da moda aos soldados brasileiros (praças) que lutaram na Europa – de cowboy,
que alguns já queriam apelidar de vaqueiro. Hoje ninguém saberia o que era uma fantasia de
pracinha, e o caubói existe sim, para designar o vaqueiro americano.

19 Na minha juventude eu ia às boîtes, não a night-clubs ou cabarets, e tentava dançar o


twist e o rock´n roll. Hoje, fala-se de baile funk, cantam-se raps, mas ainda existem boates e
festivais, não se sabe se de rock ou já de roque. Já cabarés e naiteclubes soam a coisas velhas,
e quem vai nadar domingo na piscina do clube nem se lembra dos antigos e seletos clubs,
como ainda aparecem hoje no nome do Jockey Club ou o Yachy Club. Os estrangeirismos
mudaram com a moda.

26 Dizem que foi um lord, quer dizer, um lorde, inglês, com o título de Sandwich, quem,
para não se levantar da mesa de carteado, teve a idéia de alimentar-se comendo carne,
presunto, queijo e folhas entre fatias de pão. O sofisticado nobre britânico seria o inventor
daquilo que hoje, no Brasil, se chama, bem brasileiramente, de sanduíche e que corresponde,
em Portugal, ao substantivo feminino sandes, palavra que lembra melhor ao ouvido o original
42

inglês, em que a sílaba tônica é a primeira. Um sandes é o mesmo que um sandwich e que um
sanduíche. A invenção do lorde toma forma diferente para ser conhecida em dois países que
falam a mesma língua.

35 Palavras e expressões vão e vêm. Umas incorporam-se definitivamente à língua


portuguesa, traduzidas ou com a grafia modificada, e vão, nacionalizadas, repousar nos mais
respeitáveis dicionários do vernáculo. Outras são simplesmente rejeitas ou caem, com o
tempo, em desuso.

40 Agora, diz-se que anda pelo Congresso uma lei proibindo o uso de estrangeirismos. O
ditador italiano Benito Mussolini, cujos métodos lembram por vezes alguns políticos
proeminentes no Brasil da atualidade, tentou e conseguiu com força e terror abolir do sonoro
idioma de Dante alguns, não todos, estrangeirismos. Na Itália, até hoje, o futebol se chama
cálcio(pontapé) e lamenta-se que Baggio tenha perdido em 94 não um pênalti, mas um rigore.

46 Sou carioca (em tupi-guarani ‘a casa do homem branco´) e, embora torça pelo
Flamengo, sou, de nascimento, fluminense (invenção a partir do latim flumen – rio, para
designar os naturais do Estado do Rio de Janeiro). Gosto de minha terra e do meu idioma.
Gosto das praias e dos bairros de Ipanema (do tupi-guarani), Copacabana (do idioma dos
antigos incas) e Leblon (que não nega no ‘n´ final sua origem francesa).

52 Uma das grandes riquezas culturais de nossa terra brasileira é essa força de terra nova,
que absorve, aproveitando, influências culturais de várias fontes. Aqui, além de feijoada, se
come pizza, spaghetti, sushi, fondue, sanduíche, paella, strogonof, churros, steaks, quiches e
todo o variado menu (cardápio) que oferece a velha China.
Os idiomas vivem, como os organismos, os seres humanos, as cidades, os bairros e as praias.
Tentar, por lei, colocar em trilhos o processo espontâneo de evolução da língua portuguesa,
para evitar uma suposta contaminação por estrangeirismos, é querer tirar de um organismo
vivo o que de mais belo a vida tem – a espontaneidade.

61 Não andamos mais de bonde (do inglês bond-papel, título de crédito, colocado no
mercado para financiar a companhia que os criou), mas, por favor, não nos proíbam de, como
os parisienses, andar de metrô.
(LACERDA, Gabriel, O Globo)
43

1. Considerando-se o posicionamento do autor em relação ao uso dos estrangeirismos, é


correto AFIRMAR que ele
a) analisa a pouca incidência de empréstimo vocabulares no vernáculo.
b) deprecia a incorporação de palavras estrangeiras ao português.
c) procura ressaltar o dinamismo inerente ao idiomas.
d) questiona os anglicismos e os galicismos presentes no português.

2. Todas as seguintes afirmativas podem ser confirmadas pelo texto, EXCETO:


a) A evolução lingüística é um fenômeno natural que ocorre nas línguas vivas.
b) A importação de palavras, independentemente da sua origem, é incentivada pelo autor.
c) As palavras costumam sofrer adaptações ao serem incorporadas a um novo idioma.
d) Uma palavra estrangeira pode resultar em diferentes formas numa mesma língua.

3. Todas as alternativas apresentam passagens do texto que ilustram o desaparecimento


espontâneo de uma palavra ou expressão, EXCETO:
a) ... a coiffeuse virou penteadeira e hoje praticamente desapareceu... (linha 4)
b) A étagère foi substituída, nos lares modernos, por um simpático aparador...(linhas 3-4)
c) Hoje ninguém saberia o que era uma fantasia de pracinha... (linhas 16-17)
d) ...lamenta-se que Baggio tenha perdido em 94 não um pênalti, mas um rigore. (linha
44)

4. Em todas as alternativas, as palavras destacadas podem ser adequadamente


substituídas pelas expressões entre parênteses, sem alteração do seu sentido original,
EXCETO:
a) ...meu sonho era ser goalkeeper, EMBORA a posição de center-forward me
encantasse... (linha 8) (AINDA QUE)
b) Hoje, fala-se de baile funk, cantam-se raps, mas AINDA existem boates e festivais...
(linhas 20-21) (PELO MENOS)
c) Já cabarés e naiteclubes soam a coisas velhas... (linha 21) (ENTRETANTO)
d) ... e quem vai nadar Domingo na piscina do clube nem se lembra dos antigos e seletos
clubs, COMO ainda aparecem hoje no nome de Jockey Club... (linhas 22-23) (DA MESMA
FORMA QUE)
44

5. Todas as seguintes técnicas, com as finalidades indicadas, são usadas pelo autor na
estrutura do texto, EXCETO:
a) Contraste, em algumas partes, para realçar diferenças.
b) Emprego de relações de causa e efeito para sustentar argumentos.
c) Enumeração para hierarquizar os empréstimos lingüísticos.
d) Exemplificação para ilustrar e explicar pontos de vista.

6. No texto, a menção a Benito Mussolini tem o objetivo de


a) Lembrar que o idioma pátrio deve ser resguardado.
b) Sugerir que os políticos brasileiros deveriam seguir o exemplo dele.
c) Questionar as tentativas de se coibirem os empréstimos lingüísticos.
d) Salientar que as questões lingüísticas devem ser resolvidas por lei.

7. Assinale a alternativa que apresenta a MELHOR síntese das idéias contidas no texto.
a) A língua é formada como um mosaico.
b) A língua oficial de uma nação deve ser protegida.
c) A pátria de um povo reflete a sua língua.
d) A pureza do vernáculo deve ser preservada.
45

10.2 Texto - FUNDEP


HISTÓRIA DA CIDADANIA
(Introdução)

1 Afinal, o que é ser cidadão?


2 Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é,
em resumo, ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado,
ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos
sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à
educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranqüila. Exercer a cidadania
plena é ter direitos civis, políticos e sociais. [...]
8 Cidadania não é uma definição estanque, mas um conceito histórico, o que significa
que seu sentido varia no tempo e no espaço. É muito diferente ser cidadão na Alemanha, nos
Estados Unidos ou no Brasil (para não falar dos países em que a palavra é tabu), não apenas
pelas regras que definem quem é ou não titular da cidadania (por direito territorial ou de
sangue), mas também pelos direitos e deveres distintos que caracterizam o cidadão em cada
um dos Estados-nacionais contemporâneos. Mesmo dentro de cada Estado-nacional, o
conceito e a prática da cidadania vêm se alterando ao longo dos últimos duzentos ou trezentos
anos. Isso ocorre tanto em relação a uma abertura maior ou menor do estatuto de cidadão para
sua população (por exemplo, pela maior ou menor incorporação dos imigrantes à cidadania),
ao grau de participação política de diferentes grupos (o voto da mulher, do analfabeto), quanto
aos direitos sociais, à proteção social oferecida pelos Estados aos que dela necessitam.
19 A aceleração do tempo histórico nos últimos séculos e a conseqüente rapidez das
mudanças faz com que aquilo que, num momento, podia ser considerado subversão perigosa
da ordem, no seguinte, seja algo corriqueiro, “natural” (de fato, não é nada natural, é
perfeitamente social). Não há democracia ocidental em que a mulher não tenha, hoje, direito
ao voto, mas isso já foi considerado absurdo, até muito pouco tempo atrás, mesmo em países
tão desenvolvidos da Europa como a Suíça. Esse mesmo direito ao voto já esteve vinculado à
propriedade de bens, à titularidade de cargos ou funções, ao fato de se pertencer ou não a
determinada etnia, etc. Ainda há países em que os candidatos a presidente devem pertencer a
determinada religião (Carlos Menem se converteu ao catolicismo para poder governar a
Argentina), outros em que nem filho de imigrante tem direito a voto e por aí afora. A idéia de
que o Poder Público deve garantir um mínimo de renda a todos os cidadãos e o acesso a bens
46

coletivos, como saúde, educação e previdência, deixa ainda muita gente arrepiada, pois se
confunde facilmente o simples assistencialismo com dever do Estado.
32 Não se pode, portanto, imaginar uma seqüência única, determinista e necessária para a
evolução da cidadania em todos os países. [...] Isso não nos permite, contudo, dizer que
inexiste um processo de evolução que marcha da ausência de direitos para sua ampliação, ao
longo da história.
36 A cidadania instaura-se a partir dos processos de lutas que culminaram na Declaração
dos Direitos Humanos, dos Estados Unidos da América do Norte, e na Revolução Francesa.
Esses dois eventos romperam o princípio de legitimidade que vigia até então, baseado nos
deveres dos súditos, e passaram a estruturá-lo com base nos direitos do cidadão. Desse
momento em diante, todos os tipos de luta foram travados para que se ampliasse o conceito e
a prática de cidadania e o mundo ocidental os estendesse para mulheres, crianças, minorias
nacionais, étnicas, sexuais, etárias. Nesse sentido, pode-se afirmar que, na sua acepção mais
ampla, cidadania é a expressão concreta do exercício da democracia.
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi (Orgs.). História da Cidadania.
São Paulo: Contexto, 2003. p. 9-10. (Texto adaptado)

1. “Afinal, o que é ser cidadão?” (linha 1)


É CORRETO afirmar que a resposta a essa pergunta, que introduz o texto, é construída sob a
forma de uma
a) admoestação.
b) citação.
c) definição.
d) reiteração.

2. “Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais...”
(linhas 4-5)
Com base na leitura do texto, é CORRETO afirmar que, nessa frase, se confere aos direitos
sociais, numa democracia, principalmente, um papel
a) coadjuvante.
b) essencial.
c) expressivo.
d) intermediário.
47

3. “Cidadania não é uma definição estanque, mas um conceito histórico...” (linha 8)


Com base na leitura do texto, é CORRETO afirmar que a expressão destacada nessa frase
autoriza considerar-se cidadania como um conceito
a) absoluto.
b) indefinido.
c) ilimitado.
d) relativo.

4. Considerando-se as informações do texto, é CORRETO afirmar que a prática da


cidadania NÃO é
a) diferenciada.
b) evolutiva.
c) homogênea.
d) multifacetada.

5. “Esse mesmo direito ao voto já esteve vinculado à propriedade de bens, à titularidade


de cargos ou funções, ao fato de se pertencer ou não a determinada etnia, etc.” (linhas 24-26)
É CORRETO afirmar que as informações contidas nesse trecho permitem interferir que as
instituições políticas nem sempre são
a) confiáveis.
b) exeqüíveis.
c) imutáveis.
d) presumíveis.

6. “Isso não nos permite, contudo, dizer que inexiste um processo de evolução que
marcha da ausência de direitos para sua ampliação, ao longo da história.” (linhas 33-35)
É CORRETO afirmar que as informações contidas nesse trecho são, no texto,
a) criticadas.
b) fundamentadas.
c) refutadas.
d) subestimadas.
48

7. “Esses dois eventos romperam o princípio de legitimidade que vigia até então, baseado
nos deveres dos súditos, e passaram a estruturá-lo com base nos direitos do cidadão.” (linhas
38-39)
Com base nas informações desse trecho, é CORRETO afirmar que os direitos de cidadania
orientam um processo de
a) elitização.
b) hierarquização.
c) moderação.
d) modernização.

8. “... todos os tipos de luta foram travados para que se ampliasse o conceito e a prática
de cidadania...” (linhas 40-41)
Com base na leitura desse trecho, é CORRETO afirmar que o conceito e a prática de
cidadania podem ser considerados
a) ambíguos.
b) contraditórios.
c) deterministas.
d) dinâmicos.

9. “... pode-se afirmar que, na sua acepção mais ampla, cidadania é a expressão concreta
do exercício da democracia.” (linhas 42-43)
É CORRETO afirmar que as informações contidas nessa frase permitem inferir que
cidadania e democracia se
a) excluem.
b) implicam.
c) parecem.
d) projetam.

10. “ A idéia de que o Poder Público deve garantir um mínimo de renda a todos os
cidadãos [...] deixa ainda muita gente arrepiada...” (linhas 28-30)
É CORRETO afirmar que, nessa frase, a expressão destacada configura o emprego de uma
linguagem
a) erudita.
b) figurada.
49

c) hermética.
d) incorreta.

11. “É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos
políticos.”
É CORRETO afirmar que, quanto ao seu emprego, as duas formas verbais destacadas
diferem
a) na pessoa.
b) na voz.
c) no modo.
d) no tempo.

12. “Cidadania não é uma definição estanque, mas um conceito histórico...” (linha 8)
É CORRETO afirmar que, nesse período, a palavra destacada estabelece entre as orações
uma relação de
a) alternância.
b) comparação.
c) concomitância.
d) oposição.

13. “É muito diferente ser cidadão na Alemanha, [...] ou no Brasil [...] não apenas pelas
regras que definem quem é ou não titular da cidadania [...] mas também pelos direitos e
deveres distintos que caracterizam o cidadão em cada um dos Estados-nacionais
contemporâneos.” (linhas 9-13)
É CORRETO afirmar que, nesse período, as expressões destacadas estabelecem entre
orações uma relação de
a) adição.
b) causalidade.
c) conformação.
d) finalidade.

14. “Não se pode, portanto, imaginar uma seqüência única [...] para a evolução da
cidadania em todos os países.” (linhas 32-33)
É CORRETO afirmar que, nessa frase, a palavra destacada veicula um sentido de
50

a) concessão.
b) conclusão.
c) consecução.
d) explicação.

15. “Esses dois eventos romperam o princípio de legitimidade que vigia até então, baseado
nos deveres dos súditos, e passaram a estruturá-lo com base nos direitos do cidadão.” (Linhas
38-39)
Considerando-se as formas verbais presentes nesse período, é CORRETO afirmar que
a) uma delas pertence a verbo da terceira conjugação.
b) duas delas pertencem a verbos da segunda conjugação.
c) três delas estão empregadas em formas de plural.
d) todas elas estão empregadas em tempo pretérito.

16. Assinale a alternativa em que, na frase transcrita, a palavra destacada se classifica


como pronome relativo.
a) “A aceleração do tempo histórico [...] faz com que aquilo que, num momento, podia
ser considerado subversão perigosa da ordem, no seguinte, seja algo corriqueiro...”
b) “A idéia de que o Poder Público deve garantir um mínimo de renda a todos os
cidadãos [...] deixa ainda muita gente arrepiada...”
c) “Ainda há países em que os candidatos a presidente devem pertencer a determinada
religião...”
d) “... todos os tipos de luta foram travados para que se ampliasse o conceito e a prática
de cidadania...”

17. “Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais [...]:
o direito à educação, [...] a uma velhice tranqüila.” (linhas 4-6)
É CORRETO afirmar que o sinal gráfico empregado na palavra destacada nessa frase é
denominado
a) acento agudo.
b) acento grave.
c) crase.
d) trema.
51

18. “Desse momento em diante, todos os tipos de luta foram travados para que se
ampliasse o conceito e a prática de cidadania e o mundo ocidental os estendesse para
mulheres, crianças, minorias nacionais...” (linhas 39-42)
É CORRETO afirmar que o gênero e o número do pronome destacado nesse período se
devem ao fato de que ele substitui a expressão
a) “mulheres, crianças, minorias nacionais”.
b) “o conceito e a prática da cidadania”.
c) “o mundo ocidental”.
d) “todos os tipos de luta”.
52

10.3 Texto (UnB)

Leia o texto seguinte e responda as questões de 1 a 4.

PESSOAS, TRABALHO E SIGNIFICADO

1 Grande parte das nossas vidas transcorre em locais de trabalho. Gastamos horas
desenvolvendo tarefas que, aparentemente, não possuem um relacionamento estreito com a
nossa pessoa.
4 A maioria dos seres humanos é constrangida a trabalhar pelo simples fato de que
trabalho significa especialmente sobrevivência. Esta idéia que é uma realidade nos está a
indicar que o trabalho aparece como um elemento constrangedor, se olhado na referência
imediata de preenchedor das necessidades básicas.
8 Na cultura tecnológica, o trabalho adquiriu um extraordinário relevo e parece que é
muito difícil os seres humanos poderem viver sem trabalhar. O caráter obrigatório do trabalho
lhe dá um significado punitivo, e muitos indivíduos o encaram desta maneira.
11 A situação do trabalhador adulto é bastante complexa em nossa sociedade, já que os
trabalhos estão indicados e hierarquizados de acordo com os níveis de preparo e
especialização.
14 Não adianta, pois, pensarmos no valor do trabalho como livre escolha já que, cada vez
mais, se impõe a obrigatoriedade de ter um treinamento, muitas vezes demorado, para assumir
uma tarefa adequada na cultura contemporânea.
Juan Mosquera. As ilusões e os problemas da vida

1. Entende-se por parágrafo a unidade da escrita em que, por meio de uma série de
frases, se desenvolve uma idéia. Analisando a organização do texto acima, assinale a opção
em que a síntese condiz com as idéias desenvolvidas em cada um dos cinco parágrafos, sendo
que as opções de A a E correspondem aos parágrafos, na ordem apresentada no texto.
a) Grande parte das pessoas trabalha em atividades incompatíveis com suas vocações.
b) O trabalho é a principal fonte de realização profissional dos indivíduos.
c) O caráter obrigatório do trabalho, na cultura tecnológica, transforma-o em principal
forma de sobrevivência.
d) A especialização e o nível de preparo dos trabalhadores garantem-lhes uma
sobrevivência digna.
53

e) No mundo moderno, cada vez mais é necessária a qualificação do trabalhador.

2. Em nenhum dos parágrafos do texto está expressa a idéia de que:


a) é quase impossível o homem viver sem trabalhar.
b) o preparo vem substituindo as atividades de escolha livre.
c) o ócio é prejudicial ao homem de negócios.
d) há, na sociedade atual, atividades hierarquizadas por especializações.
e) há trabalhos que são vistos com desagrado, como castigos.

3. Pode-se reescrever uma frase de diversas maneiras, mantendo-se o sentido primeiro


com que ela foi escrita. Assinale a opção em que o sentido da frase entre aspas não permanece
o mesmo, quando reescrita na forma apresentada em negrito.
a) “Grande parte das nossas vidas transcorre em locais de trabalho.” (linha 1)
Em locais de trabalho grande parte de nossas vidas transcorre.
b) “Gastamos horas desenvolvendo tarefas que, aparentemente, não possuem um
relacionamento estreito com nossa pessoa.” (linha 1-3)
Horas são gastas por nós desenvolvendo tarefas que, aparentemente, não
possuem relacionamento estreito conosco.
c) “Esta idéia que é uma realidade nos está a indicar que o trabalho aparece como um
elemento constrangedor” (linha 5-6)
Esta idéia, uma realidade, indica para nós: o trabalho aparece como um elemento
contrangedor.
d) “O caráter obrigatório do trabalho lhe dá um significado punitivo, e muitos indivíduos
o encaram desta maneira.” (linha 9-10)
O caráter obrigatório do trabalho dá-nos um significado punitivo, tanto que
muitos indivíduos o encaram desta maneira.
e) “A situação do trabalhador adulto é bastante complexa em nossa sociedade, já que os
trabalhos estão indicados e hierarquizados de acordo com os níveis de preparo e
especialização.” (linha 11-13)
A situação do trabalhador adulto é bastante complexa em nossa sociedade, uma
vez que os trabalhos estão hierarquizados e indicados de acordo com os níveis de
especialização preparo.
54

4. Sabe-se que a letra x pode representar diferentes sons. Assinale a opção em que as
palavras com x, na ordem em que aparecem na frase, têm os mesmos sons de “extraordinário”
(linha 8) e “complexa” (linha 11), respectivamente.
a) Há excessivas preocupações no exercício profissional.
b) Existem atividades que afetam a vida sexual dos trabalhadores.
c) A experiência mostra ser necessário flexibilizar as jornadas de trabalho.
d) É de máxima importância que as relações de trabalho fiquem bem expressas.
e) Não relaxando no trabalho, o fluxo das informações é mais ágil.

5. “A relação entre política e economia é importante para o entendimento das condições


de trabalho do homem contemporâneo.” Observando-se esse período, constata-se que
a) O sujeito é composto por dois substantivos.
b) O predicado é nominal, sendo seu núcleo a palavra “importante”.
c) O termo “entendimento” apresenta dois adjuntos adnominais.
d) A expressão “das condições” é uma locução adjetiva, equivalente a condicionais.
e) O único adjetivo expresso no período é “contemporâneo”.
55

Leia o texto abaixo para responder às questões de 6 a 10.

10.4 Texto – (UnB)

ISSO É QUE DÁ QUERER SER O CERTINHO

1 Inversão de valores é a expressão que se usa para descrever a sensação de que se está
errado quando se faz o que é certo. Hoje em dia, o aluno aplicado é “Caxias”, o funcionário
leal é “Puxa-saco”, quem respeita filas é “Trouxa”. E existem pessoas que até se constrangem
em devolver um troco recebido a mais. Estamos perdendo o controle sobre o certo e o errado.
Ser “certinho” é uma acusação depreciativa.
6 Quando tudo parece dizer “Seja errado você também”, “Você está querendo ser o
Joãozinho-do-Passo-Certo?”, “Deixe disso!”, só podemos afirmar uma coisa: não existirá
dignidade – nem qualidade de vida – num mundo em que a honestidade seja motivo de
vergonha.
Programa da RBS-TV – Zero Hora, 16.08.92

6. Compreender um texto implica apreender os valores que são defendidos por quem o
redige. Assinale a opção que apresenta a afirmativa valorizada pelo anunciante.
a) É necessário que as pessoas ajam de maneira correta, mesmo que aos olhos dos outros
isso pareça ingenuidade.
b) O mundo é dos espertos e dos oportunistas, que são os legítimos vencedores.
c) O melhor procedimento é tirar partido das situações, mesmo quando tudo está
parecendo desfavorável.
d) Ser certinho (linha 5) é elogio compatível com os dias atuais, em que tudo está
erradinho.
e) A honestidade e a dignidade esgotaram-se no passado, por isso hoje são
desvalorizadas.

7. Na construção do texto, vários são os substantivos empregados como adjetivos.


Assinale a opção em que isso não ocorre.
a) “Caxias” (linha 2)
b) “Puxa-saco” (linha 3)
c) “Trouxa” (linha 3)
56

d) “Joãozinho-do-Passo-Certo” (linha 7)
e) “Deixe disso” (linha 7)

8. Seguindo as normas gramaticais da língua culta, a sugestão “Seja errado você


também” (linha 6), expressa na segunda pessoa do plural, torna-se:
a) Sede errados vós também.
b) Sejam errados vós também.
c) Sê errados vocês também.
d) Sejam errados vocês também.
e) Sejais errados vós também.

9. Na frase “ ”Ser certinho” é uma acusação depreciativa” (linha 5), a expressão


sublinhada indica que ser certinho é um(a)
a) difamação valorativa
b) elogio apreciativo
c) denúncia caluniosa
d) incriminação desvalorativa
e) insulto irônico

10. Considerando o segundo período do texto, à luz das modalidades escrita e falada da
língua, assinale a opção correta.
a) “Caxias” (linha 2) é um termo regionalista.
b) As expressões entre aspas são próprias da fala coloquial.
c) “Puxa-saco” (linha 3) é uma expressão vulgar, usada somente por pessoas de baixo
nível social.
d) “Trouxa” (linha 3) é um estrangeirismo erudito, por isso está entre aspas.
e) Há relações semânticas entre “aplicado” e “Caxias” (linha 2), “leal” e “Puxa-saco”
(linha 3), assim como entre “filas” (linha 3) e “Trouxa” (linha 3).
57

10.5 Texto (UnB)

Leia o texto a seguir para responder às questões de 11 a 14.

JOÃO, FRANCISCO E ANTÔNIO

1 João, Francisco, Antônio põem-se a contar-me a sua vida. Moram tão longe, no
subúrbio, precisam sair tão cedo de casa para chegarem pontualmente a seu serviço. Já
viveram aglomerados num quarto, com mulher, filhos, a boa sogra que os ajuda, o cão amigo
à porta... A noite deixa cair sobre eles o sono tranqüilo dos justos. O sono tranqüilo que nunca
se sabe se algum louco vem destruir, porque o noticiário dos jornais está repleto de
acontecimentos inexplicáveis e amargos.
7 João, Francisco, Antônio vieram a este mundo, meu Deus, entre mil dificuldades. Mas
cresceram, com os pés descalços pelas pernas, como os imagino, e os prováveis suspensórios
– talvez de barbante – escorregando-lhes pelos ombros. É triste, eu sei, a pobreza, mas tenho
visto riquezas muito mais tristes para os meus olhos, com vidas frias, sem nenhuma
participação do que existe, no mundo, de humano e de circunstante. (...)
12 João, Francisco, Antônio amam, casam, acham que a vida é assim mesmo, que se vai
melhorando aos poucos. Desejam ser pontuais, corretos, exatos no seu serviço. É dura a vida,
mas aceitam-na. Desde pequenos, sozinhos sentiram sua condição humana, e, acima dela, uma
outra condição a que cada qual se dedica, por ver depois da vida a morte e sentir a
responsabilidade de viver.
17 João, Francisco, Antônio conversam comigo, vestidos de macacão azul, com
perneiras, lavando vidraças, passando feltros no assoalho, consertando fechos de portas. Não
lhes sinto amargurada. Relatam-se, descrevem as modestas construções que eles mesmos
levantaram com suas mãos, graças a pequenas economias, a algum favor, a algum benefício.
E não sabem com que amor os estou escutando, como penso que este Brasil imenso não é
feito só do que acontece em grandes proporções, mas destas pequenas, ininterruptas,
perseverantes atividades que se desenvolvem na obscuridade e de que as outras, sem as
enunciar, dependem.
Cecília Meireles
58

11. As personagens que dão título ao texto são caracterizados de diferentes maneiras.
Assinale a opção cuja descrição não se identifica com eles.
a) João, Francisco, Antônio residem em um bairro afastado de centro da cidade, de onde
saem para o trabalho muito cedo.
b) À noite, eles dormem assustados, embora nunca saibam se o despertar será perturbado
por marginais que moram no subúrbio.
c) Eles são pessoas pobres que, desde a infância, enfrentaram dificuldades para
sobreviver, sem perder a humanidade e a dignidade.
d) São indivíduos assíduos, pontuais e responsáveis no trabalho; também são resignados
com as circunstâncias em que vivem.
e) Eles são representação de milhares de brasileiros que, sem tristeza nem reclamações,
sobrevivem de pequenos biscates em casas alheias.

12. Infere-se, do texto, que Cecília Meireles tem simpatia por pessoas como João,
Francisco e Antônio. Assinale a opção que não apresenta motivo de admiração por parte da
autora.
a) Chegar pontualmente ao serviço.
b) Por-se a falar acerca da vida que levam.
c) Erguer residências modestas a partir de economias.
d) Dormir aglomeradamente em quarto pequeno.
e) Sentir a responsabilidade de viver.
13. Quando, na linha 7, Cecília Meireles invoca Deus, percebe-se que ela
a) exterioria sua tristeza por ver que há tantas pessoas que enfrentam adversidades.
b) expressa sua indignação pelos contrastes sociais que colocam em oposição patrões e
empregados.
c) manifesta sua solidariedade pelos seres que amparam os necessitados.
d) revela sua indignação para com o Senhor, por Ele permitir a existência da pobreza.
e) mostra que é preferível ser pobre, porém alegre, a ser rico mas infeliz.

14. A passagem do final do texto destaca que “este Brasil imenso não é feito só do que
acontece em grandes proporções, mas destas pequenas, ininterruptas, perseverantes atividades
que se desenvolvem na obscuridade e de que as outras, sem as enunciar, dependem.” (linha
21-24). Assinale a opção que apresenta antônimos dos vocábulos sublinhados, na ordem em
que eles aparecem.
59

a) grande interrompidas omissas clareza


b) enorme seguidas escuras iluminação
c) ínfimo fracionadas umbrosas famosa
d) insignificante variadas versáteis luminosidade
e) pequenino interruptas inconstantes claridade

15. Analise o trecho abaixo.


“João, Francisco, Antônio desde pequenos vêm sendo construtivos: enfrentam as maiores
dificuldades, ajudam os pais, amparam os irmãos, realizam breves alegrias entre mil
sombras”.
Do ponto de vista da construção sintática, é correto afirmar que esse período é composto por
a) Subordinação, apresentando três orações.
b) Coordenação, apresentando quatro orações.
c) Coordenação, apresentando cinco orações.
d) Subordinação, apresentando cinco orações.
e) Coordenação e subordinação, apresentando mais de cinco orações.
60

10.6 Texto (UnB)

Leia o texto que se segue para responder às questões de 1 a 10.

MISS DOLLAR

1 Era conveniente ao romance que o leitor ficasse muito tempo sem saber quem era Miss
Dollar. Mas por outro lado, sem a apresentação de Miss Dollar, seria o autor obrigado a
longas digressões, que encheriam o papel sem adiantar a ação. Não há hesitação possível: vou
apresentar-lhes Miss Dollar.
5 Se o leitor é rapaz e dado ao gênio melancólico, imagina que Miss Dollar é uma
inglesa pálida e delgada, escassa de carnes e de sangue, abrindo à flor do rosto dous grandes
olhos azuis e sacudindo ao vento umas longas tranças louras. A moça em questão deve ser
vaporosa e ideal como uma criação de Shakespeare; deve ser o contraste do roastbeef
britânico, com que se alimenta a liberdade do Reino-Unido. Uma tal Miss Dollar deve
conhecer o poeta Tennyson de cor e ler Lamartine no original: se souber o português deve
deliciar-se com a leitura dos sonetos de Camões ou os Cantos de Gonçalves Dias. O chá e o
leite devem ser a alimentação de semelhante criatura, adicionando-se-lhe alguns confeitos e
biscoutos para acudir às urgências do estômago. A sua fala deve ser um murmúrio de harpa
eólia: o seu amor um desmaio, a sua vida uma contemplação, a sua morte um suspiro.
15 A figura é poética, mas não é a heroína do romance.
16 Suponhamos que o leitor não é dado a estes devaneios e melancolias: nesse caso
imagina uma Miss Dollar totalmente diferente da outra. Desta vez será uma robusta
americana, vertendo sangue pelas faces, formas arredondadas, olhos vivos e ardentes, mulher
feita, refeita e perfeita. Amiga da boa mesa e do bom copo, esta Miss Dollar preferirá um
quarto de carneiro a uma página de LongFellow, cousa naturalíssima quando o estômago
reclama, e nunca chegará a compreender a poesia do pôr-do-sol. Será uma boa mãe de família
segundo a doutrina de alguns padres-mestres da civilização, isto é, fecunda e ignorante.
23 Já não será do mesmo sentir o leitor que tiver passado a segunda mocidade e vir diante
de si uma velhice sem recurso. Para esse, Miss Dollar verdadeiramente digna de ser contada
em algumas páginas, seria uma boa inglesa de cinqüenta anos, dotada com algumas mil libras
esterlinas, e que, aportando no Brasil em procura de assunto para escrever um romance,
realizasse um romance verdadeiro, casando com o leitor aludido. Uma tal Miss Dollar seria
incompleta se não tivesse óculos verdes e um grande cacho de cabelo grisalho em cada fonte.
61

Luvas de renda branca e chapéu de linho em forma de cuia seriam a última demão deste
magnífico tipo de ultramar.
31 Mais esperto, que os outros, acode um leitor dizendo que a heroína não é nem foi
inglesa, mas brasileira dos quatro costados, e que o nome de Miss Dollar quer dizer
simplesmente que a rapariga é rica.
34 A descoberta seria excelente se fosse exata: infelizmente nem esta nem as outras são
exatas. A Miss Dollar do romance não é a menina romântica nem a mulher robusta, nem a
velha literata, nem a brasileira rica. Falha desta vez a proverbial perspicácia dos leitores: Miss
Dollar é uma cadelinha galga.
Machado de Assis. Contos Fluminenses

1. O provérbio que se aplica ao texto lido é:


a) Casa de ferreiro, espeto de pau.
b) As aparências enganam.
c) Filho de peixe, peixinho é.
d) Quem tudo quer, tudo perde.
e) Amor com amor se paga.

2. Assinale a opção em que é semanticamente incorreta, no texto, a substituição


proposta na coluna da direita.
a) “digressões” (linha 3) / evasivas
b) “eólia” (linha 13) / tocada pela força do vento
c) “vertendo” (linha 18) / derramando
d) “aludido” (linha 27) / mencionado
e) “proverbial” (linha 36) / antiga

3. Com relação à estrutura textual, é correto afirmar que


a) há três identidades possíveis para Miss Dollar, definidas, respectivamente, no
segundo, no quarto e no quinto parágrafos.
b) o terceiro parágrafo deveria constituir uma parte do quarto parágrafo, pois forma, com
ele, uma unidade lógica.
c) o texto é predominantemente narrativo, o que se confirma no segundo, no quarto e no
quinto parágrafos.
62

d) sobressai, no texto, a função emotiva da linguagem, introduzida na primeira linha pela


referência ao “romance”.
e) o primeiro parágrafo, que constitui a introdução do texto, contém a definição do
propósito do autor, concretizado no sétimo parágrafo, que é a conclusão.

4. Assinale a opção correta.


a) As formas “dous” (linha 6), “louras” (linha 7), “biscoutos” (linha 12) e “cousa” (linha
20) são variantes de dois, loiras, biscoitos e coisa, respectivamente.
b) O nome da personagem é um empréstimo do mesmo idioma em que escreveram todos
os outros autores citados no texto.
c) Fundamenta-se na seleção do vocabulário a oposição entre as duas primeiras
identidades de Miss Dólar.
d) Em “mulher feita, refeita e perfeita”. (linhas 18-19), a gradação contrói-se com base
no processo de sufixação.
e) A expressão “brasileira dos quatro costados” (linha 32) significa que Miss Dollar teria
uma das quatro costas mais ricas do país.

5. Quanto às formas verbais, é correto afirmar que


a) são locuções verbais, respectivamente nas linhas 2, 3, 4, 21 e 32, “seria... obrigado”,
“vou apresentar-lhes”, “chegará a compreender” e “quer dizer”.
b) “sentir”, “tiver” e “vir”, na linha 23, são infinitivos verbais.
c) o emprego do futuro do pretérito do indicativo e dos tempos do modo subjuntivo são
recursos utilizados no quinto parágrafo para a formulação da possível identidade de Miss
Dollar.
d) o uso do verbo dever, no segundo parágrafo, denota obrigatoriedade quanto ao que se
afirma.
e) as formas no gerúndio, no segundo parágrafo, podem ser substituídas pelo particípio
dos respectivos verbos.

6. Assinale a opção em que os vocábulos não são acentuados graficamente em


decorrência da aplicação da mesma regra ortográfica.
a) gênio / eólia
b) português / preferirá
c) estômago / óculos
63

d) heroína / naturalíssima
e) poética / página

7. Com referência à pontuação, é incorreto afirmar que


a) o uso do sinal de dois-pontos, na linha 3, introduz uma expressão que exprime
conseqüência.
b) o emprego do sinal de ponto-e-vírgula, na linha 8, resulta da necessidade de separar
orações da mesma natureza que tenham uma certa extensão.
c) a vírgula, na linha 9, isola a oração subordinada adjetiva restrita.
d) cabe reescrever o trecho contido na linhas 13-14 da seguinte maneira: o seu amor, um
desmaio; a sua vida, uma contemplação; a sua morte, um suspiro.
e) as vírgulas que isolam a expressão “isto é” (linha 22) permanecem obrigatórias caso se
empregue a expressão ou seja.

8. A respeito da concordância, assinale a opção correta.


a) Na linha 3, a forma verbal “encheriam” concorda com o antecedente do pronome
relativo “que”, sendo este o sujeito da segunda oração do período.
b) Na linha 13, ocorre a concordância da forma verbal “ser” com a expressão “um
murmúrio de harpa eólia”.
c) O artigo definido a em “mas não é a da heroína do romance” (linha 15), concorda com
o substantivo feminino singular “heroína”.
d) O período constante nas linhas 23 e 24, reescrito no plural, fica da seguinte maneira:
Já não serão dos mesmos sentires os leitores que tiverem passado a segunda mocidade e
virem diante deles umas velhices sem recursos.
e) Em “infelizmente nem esta nem as outras são exatas” (linhas 34-35), o verbo está no
plural porque o fato expresso só pode ser atribuído a um dos sujeitos.

9. Assinale a opção que não é exemplo do fenômeno de conotação.


a) “flor-do-rosto” (linha 6)
b) “com que se alimenta a liberdade do Reino-Unido” (linha 9)
c) “vertendo sangue pelas faces” (linha 18)
d) “boa mãe de família” (linha 21)
e) “a última demão deste magnífico tipo de ultramar” (linhas 29-30)
64

10. Quanto ao emprego do acento grave indicativo de crase, assinale a opção correta.
a) Se o leitor é rapaz e dado à melancolias, imagina que Miss Dollar é uma inglesa
pálida.
b) Ela é uma inglesa delgada, abrindo àquele rosto dous grandes olhos azuis.
c) A figura é poética, mas não se iguala a da heroína do romance.
d) Miss Dollar preferirá uma quarto de carneiro à qualquer página de Longfellow.
e) Uma inglesa de cinqüenta anos aportou no Brasil a procura de um assunto para um
livro.
65

10.7 Língua Portuguesa – FUNDEP

1. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE grifadas.


a) Adjudicação / mixto / parêntese / avaro.
b) Nascituro / rubrica / silvícola / subitem.
c) Possessória / ex-titular / usocapião / luso-brasileiro.
d) Privilégio / vicepresidente / retro-venda / texto.

2. Assinale a alternativa em que todas as palavras, isoladamente ou em expressões e


frases, estão CORRETAMENTE grafadas.
a) Analisar / quiseram / taxa judiciária / formalisar.
b) Cessão de direitos / um quê de timidez / chegar à São Paulo / líder.
c) Hoje ele argúi / ontem eu argüi / a anciã pára o trânsito / bônus.
d) Juiz / pôr à venda / raízes / pêlo de gato.

3. “O cidadão vem procurar o Notário e o Registrador porque crê na prestância deles e


mantém a certeza de receber orientação de profissionais qualificados.”
Suponha que, nessa frase, se passe o sujeito cidadão para o plural.
Nesse caso, é CORRETO afirmar que as formas verbais destacadas, na ordem em que
aparecem na frase, devem ser substituídas, respectivamente, por
a) vêm, crêem e mantêm.
b) vêm, crêm, mantêem.
c) vêem, crêm e mantêm.
d) vêm, crêem e mantem.

4. Leia este trecho, atentando, sobretudo, para as lacunas nele deixadas:


“Recebidos, na semana vindoura, os embargos declaratórios, se o juiz não __________ seu
convencimento sobre a questão em litígio e _______________ a decisão já prolatada ou se o
embargante não _______________ novo recurso cabível, consumar-se-á a coisa julgada.”
É correto afirmar que, considerando-se a ordem em que aparecem no trecho, essas lacunas
devem ser preenchidas, respectivamente, por
a) rever, mantiver e interpuser.
b) revir, manter e interpuser.
c) revir, mantiver e interpor.
66

d) revir, mantiver e interpuser.

5. Assinale a frase em que a concordância verbal está CORRETA.


a) Fazem três meses que eles viajaram.
b) Não saberiam dizer se o autor ou o réu venceriam a demanda.
c) Sentir uma coisa e dizer outra caracterizam a pessoa dissimulada.
d) Sou eu quem resolvo a questão.

6. Assinale a alternativa em que tanto a classe quanto a função da palavra destacada na


frase estão CORRETAMENTE indicadas entre colchetes.
a) Aquele advogado argumenta que argumenta. [Conjunção Subordinativa Causal /
Conectivo].
b) Ele se permitiu breve digressão. [Pronome Pessoal Oblíquo Reflexivo / Objeto
Indireto].
c) Não percebi se alguém entrara. [Conjunção Subordinativa Condicional / Conectivo]
d) Um quê de sinceridade marcou a entrevista do Presidente. [Pronome Indefinido /
Sujeito]

7. Assinale a alternativa em que o verbo haver está CORRETAMENTE empregado.


a) Havia anos seu filho não ganhava presente de Natal.
b) O usuário finalmente reconhece que a lei mudou havia muito tempo.
c) Patriotas haverão, muitos, que se apresentarão como voluntários.
d) Podem haver descontentes em todos os estamentos sociais.

8. Assinale a alternativa em que o termo destacado qualifica CORRETAMENTE a


linguagem a que se faz referência na frase transcrita.
a) A linguagem conotativa é adequada para o ensino das ciências exatas.
b) A linguagem dos instrumentos notariais e de registro deve ser unívoca, denotativa.
c) “Quadrado é um quadrilátero formado de quatro lados iguais e quatro ângulos retos” é
exemplo de linguagem conotativa.
d) Quando diz que “uma velhinha de cem anos mora no coração da floresta”, o poeta está
empregando linguagem denotativa.
67

9. Assinale a alternativa em que a frase transcrita exemplifica CORRETAMENTE a


figura de linguagem indicada entre colchetes.
a) “A vida é breve e Rui, longo.” [Onomatopéia]
b) “Amigos, não há amigos.” [Paradoxo]
c) “Palavras amargas entristecem.” [Antítese]
d) “Vendo livros e ele, quadros.” [Comparação]

10. Assinale a alternativa em que estão CORRETOS o gênero, o número e o grau de


todos os substantivos e adjetivos.
a) Olhos mais grandes que bonitos / Meritíssimo julgador / Pai amicíssimo / Mestre
sapientíssimo.
b) O telefonema / o celeuma / duas gramas / o zeugma.
c) Cabeleira castanho-escura / ipês amarelo-ouro / os sem-terra / os decreto-leis.
d) Primeiras-damas / literatura anglo-americana / olhos azulzinhos / lamentos débeis.

11. Assinale a alternativa em que a flexão da forma verbal destacada está INCORRETA.
a) Dez cidades haviam-no reelegido e seu adversário não fora eleito.
b) José interveio na discussão, apoiando o colega.
c) Não abusa de ambigüidade se você não quer perder o respeito dos amigos.
d) Os tabeliães precaveram-se contra falsificações de assinaturas em documentos.

12. “Sabemos que são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas
pela Constituição da República.”
Considerando-se a função dos termos e orações que compõem esse período, é INCORRETO
afirmar que
a) a oração cujo sujeito é o substantivo competências se classifica como subordinada
integrante predicativa.
b) a última oração do período se classifica como subordinada relativa adjetiva restritiva.
c) o pronome relativo tem, na oração que introduz, a função sintática de sujeito.
d) o termo Constituição exerce a função de complemento agente da voz passiva.

13. Assinale a alternativa em que a concordância verbal está INCORRETA.


a) A maior parte dos doutrinadores ensinam que lei complementar é lei ordinária.
b) Busca-se, nesta hora grave da vida nacional, homens magnânimos.
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c) Os Tabeliães e Registradores somos muito fiscalizados – disse o Notário.


d) Tudo são risos e alegria no início e, depois, algumas coisas mudam.

14. Assinale a alternativa em que a concordância nominal está INCORRETA.


a) Aquele advogado é conhecedor profundo dos direitos Civil e Penal.
b) O candidato provou estar quite com o Serviço Militar.
c) Obrigado – disse-lhe a funcionária antes de sair da sala.
d) Os inimitáveis Fernando Pessoa e Camões consagram a Língua Portuguesa.

15. Assinale a frase em que a regência verbal está INCORRETA.


a) Custava-lhe suportar barulhos.
b) Informar a processos ele não queria mais.
c) O preposto deve obedecer à orientação do titular.
d) Sua argumentação não convencia a ninguém.

16. Assinale a frase em que a regência verbal está INCORRETA.


a) Esquecem-se os nobres Deputados de que há compromisso permanente com o decoro.
b) O único homem de cujos conselhos sinto falta é meu pai.
c) O velho professor preferiu a aposentadoria que a falta de respeito dos alunos.
d) Só me lembro de que ele ficou em dúvida quando trouxeram a registro um contrato
antigo.

17. Assinale a alternativa em que o uso dos pronomes pessoais e do infinitivo está
INCORRETO.
a) Certos políticos costumam pensar neles mesmos e em mais ninguém.
b) É uma vergonha ficarmos inertes, quando todos protestam.
c) Não viemos aqui para vê-los chorar sobre leite derramado.
d) O texto ficou ótimo para eu ilustrar e, com certeza, será sucesso.

18. Indique a alternativa em que o uso dos modos verbais está INCORRETO.
a) Não desfaça o negócio, que você pode arrepender-se.
b) Não fosse o amor à família, ele já teria desistido de fazer as provas.
c) O Meritíssimo Juiz talvez não tenha aplicado corretamente a norma expressa do
Código de Processo.
69

d) Todos confirmaram que o prêmio tivesse saído para o Rio.

19. Considerando-se a estrutura do vocábulo averbássemos, é INCORRETO afirmar que


a) a – é radical.
b) –verba – é tema verbal da primeira conjugação.
c) –sse – é desinência do pretérito imperfeito do subjuntivo.
d) –mos- é desinência da primeira pessoa do plural.

20. Leia atentamente este trecho:


“Ei-la aí a cólera santa! Eis a ira divina!
Quem, senão ela, há de expulsar do templo o renegado, o blasfemo, o profanador, o
simoníaco? quem, senão ela, exterminar da ciência o apedeuta, o plagiário, o charlatão? quem,
senão ela, banir da sociedade o imoral, o corruptor, o libertino? quem, senão ela, varrer dos
serviços do Estado o prevaricador, o concussionário e o ladrão público? quem, senão ela,
precipitar do governo o negocismo, a prostituição política ou a tirania? quem, senão ela,
arrancar a defesa da pátria à cobardia, à inconfidência, ou à traição?”
Rui Barbosa

Com base nessa leitura, é CORRETO afirmar que


a) O autor fala de “cólera santa” e de “ira divina”; o correto, portanto, seria estar no
plural o pronome ela que aparece em cada uma das interrogações seguintes.
b) O autor usa, como recurso expressivo, a repetição de conectivos, ao enumerar as
pessoas maldosas, nas três primeiras interrogações do trecho.
c) O trecho não é uma seqüência de fatos nem de aspectos; trata-se de uma seqüência de
raciocínios e de arrazoados, própria da dissertação ou da “oratória proferida em público ou
escrita como se tivesse de o ser”.
d) Os vendedores de indulgências, assim como os agentes públicos que praticam o
peculato e a extorsão, não figuram entre os maus que se enumeram no trecho.
70

10.8 Língua Portuguesa – (UnB)

Leia o texto seguinte e responda às questões de 1 a 8.

A ROTINA E A QUIMERA

1 Sempre se falou mal de funcionários, inclusive dos que passam a hora do expediente
escrevinhando literatura. Não sei se esse tipo de burocrata-escritor existe ainda. A
racionalização do serviço público, ou o esforço por essa racionalização, trouxe modificações
sensíveis ao ambiente de nossas repartições, e é de crer que as vocações literárias manifestas à
sombra de processos se hajam ressentido desses novos métodos de trabalho. Sem embargo,
não se terão estiolado de todo, tão forte é, no escritor, a necessidade de exprimir-se, dentro da
rotina que lhe é imposta. Se não escrever no espaço de tempo destinado à produção de ofícios,
escreverá na hora do sono ou da comida, escreverá debaixo do chuveiro, na fila, ao sol,
escreverá até sem papel – no interior do próprio cérebro, como os poetas prisioneiros da
última guerra, que voltaram ao soneto como uma forma que por si mesma se grava na
memória.
12 E por que se maldizia tanto o literato-funcionário? Porque desperdiçava os minutos do
seu dia, reservado aos interesses da Nação, no trato de quimeras pessoais. A Nação pagava-
lhe para estudar papéis obscuros e emaranhados, ordenar casos difíceis, promover medidas
úteis, ouvir com benignidade as “partes”. Em vez disso, nosso poeta afinava a lira, nosso
romancista convocava suas personagens, e toca a povoar o papel da repartição com palavras,
figuras e abstrações que em nada adiantam à sorte do público.
18 É bem verdade que esse público, logo em seguida, ia consolar-se de suas penas na
trova do poeta ou no mundo imaginado pelo ficcionista. Mas, sem gratidão especial ao autor,
ou talvez separando neste o artista do rond-de-cuir, para estimar o primeiro sem reabilitar o
segundo.
22 O certo é que um e outro são inseparáveis, ou antes, este determina aquele. O emprego
do Estado concede com que viver, de ordinário sem folga, e essa é condição ideal para bom
número de espíritos: certa mediania que elimina os cuidados imediatos, porém não abre
perspectiva de ócio absoluto. O indivíduo tem apenas a calma necessária para refletir na
mediocridade de uma vida que não conhece a fome nem o fausto; sente o peso dos
regulamentos, que lhe compete observar ou fazer observar; o papel barra-lhe a vista dos
objetos naturais, como uma cortina parda. É então que intervém a imaginação criadora, para
71

fazer desse papel precisamente o veículo de fuga, sorte de tapete mágico, em que o
funcionário embarca, arrebatando consigo a doce ou amarga invenção, que irá maravilhar
outros indivíduos, igualmente prisioneiros de outras rotinas, por este vasto mundo de
obrigações não escolhidas. (...)
(Carlos Drummond de Andrade. Passeios na Ilha. In: Poesia completa e prosa Rio de Janeiro: José Aguilar,
1973, p.841.)

1. No que diz respeito ao conteúdo do texto, julgue os itens que se seguem.


a) ( ) Somente o funcionário “burocrata-escritor” tem sido criticado pela população.
b) ( ) A verdadeira vocação literária só se manifesta no ambiente do serviço público.
c) ( ) Infere-se do texto que as produções literárias em versos rimados são mais facilmente
retidas pela memória.
d) ( ) Em virtude das mudanças ocorridas no ambiente do serviço público, o “burocrata-
escritor” desapareceu por completo.
e) ( ) Infere-se do texto que, no Brasil, o Estado tem, indiretamente, subvencionado a
literatura nacional.

2. Com base nas informações contidas no texto, julgue os itens seguintes.


a) ( ) Por causa do grande número de literatos-funcionários existentes no ambiente das
repartições, o Estado se viu forçado a tomar medidas para racionalizar o serviço público.
b) ( ) Do ponto de vista do serviço público, o trabalho burocrático dos literatos-funcionários
é inútil.
c) ( ) São tarefas do funcionário público: estudar papéis obscuros e emaranhados, ordenar
casos difíceis e promover medidas úteis.
d) ( ) O público preferiria que o poeta, em vez de afinar a lira, afinasse a ponta do lápis e que
o romancista, em vez de convocar suas personagens, convocasse as partes interessadas.
e) ( ) Infere-se do texto que a expressão francesa “rond-de-cuir” (linha 20) significa
burocrata.

3. Ainda quanto ao conteúdo do texto, julgue os itens abaixo:


a) ( ) A condição de escritor determina a condição de funcionário público.
b) ( ) É o estado mediano entre a fome e o fausto que permite, a bom número de espíritos,
produzir a sua obra literária.
72

c) ( ) A literatura é, para o “burocrata-escritor”, assim como para alguns leitores, um modo


de escapar às rotinas e às obrigações do serviço público.
d) ( ) Se o “literato-funcionário” dispusesse de mais tempo livre para escrever, produziria
uma obra literária mais volumosa.
e) ( ) O termo “autor” (linha 19) refere-se ao próprio Carlos Drummond de Andrade.

4. Julgue os itens a seguir.


a) ( ) No fragmento “que voltaram ao soneto” (linha 10), o vocábulo “que” tem como
referente “última guerra” (linha 7).
b) ( ) Em “A Nação pagava-lhe para estudar papéis” (linhas 13-14), o vocábulo “lhe” tem
como referente “o liberato-funcionário” (linha 9).
c) ( ) Em “ouvir com benignidade as partes” (linha 15), o vocábulo “partes” tem como
referente “quimeras pessoais” (linha 13).
d) ( ) O vocábulos “primeiro” (linha 20) e “segundo” (linha 21) tem como referentes “poeta”
(linha 19) e “ficcionista” (linha 19), respectivamente.
e) ( ) O vocábulos “este” e “aquele” (linha 22) tem como referentes “rond-de-cuir” (linha 20)
e “artista” (linha 20), respectivamente.

5. Quanto à correção da substituição do fragmento sublinhado por pronome, apresentada no


trecho em negrito, julgue os seguintes itens.
a) ( ) “A racionalização do serviço público (...) trouxe modificações sensíveis ao ambiente de
nossas repartições” (linhas 2-4) / A racionalização do serviço público (...) trouxe-lhas.
b) ( ) “Porque desperdiçava os minutos do seu dia, reservado aos interesses da Nação, no
trato de quimeras pessoais” (linhas 12-13) / Porque os desperdiçava no trato de quimeras
pessoais.
c) ( ) “e toca a povoar o papel da repartição com palavras (linha 16) / e toca a povoá-lo com
palavras.
d) ( ) “É bem verdade que esse público, logo em seguida, ia consolar-se de suas penas na
trova do poeta” (linhas 18-19) / É bem verdade que esse público, logo em seguida, ia
consolar-se delas na trova do poeta.
e) ( ) “sente o peso dos regulamentos, que lhe compete observar ou fazer observar” (linhas
26-27) / sente-lhe o peso.
73

6. Os períodos abaixo foram reescritos. Julgue-os quanto à correção gramatical.


a) ( ) (...) e é de crer que as vocações literárias manifestadas à sombra de processos tenham
ressentido-se desses novos métodos de trabalho (linha 4-5).
b) ( ) Sem embargo, não terão-se estiolado de todo, tão forte é, no escritor, a necessidade de
exprimir-se dentro ou fora da rotina que lhe é imposta (linhas 5-7).
c) ( ) E por que maldizia-se tanto o literato-funcionário? (linha 12).
d) ( ) Para estudar papéis obscuros e emaranhados, ordenar casos difíceis, promover medidas
úteis e ouvir com benignidade as “partes”, pagava-lhe a Nação (linhas 13-15).
e) ( ) (...) e toca a povoar o papel da repartição com palavras, figuras e abstrações eu não
adiantavam em nada à sorte do público (linhas 16-17).

7. Os períodos abaixo foram reescritos. Tendo por parâmetro o texto original, julgue-os
quanto à manutenção de sentido na nova versão.
a) ( ) Não sei se ainda há esse tipo de burocrata-escritor. (linha 2)
b) ( ) Modificações sensíveis ao ambiente de nossas repartições foram trazidas pela
racionalização do serviço público, ou pelo esforço por essa racionalização. (linhas 2-3)
c) ( ) Porque desperdiçava, no trato de quimeras pessoais, os minutos de seu dia, reservados
ao interesse da Nação. (linhas 12-13)
d) ( ) O indivíduo tem apenas a calma necessária para refletir a mediocridade de uma vida
que desconhece a fome e o fausto. (linha 25-26)
e) ( ) (...) sente que lhe compete observar ou fazer observar o peso dos regulamentos. (linhas
26-27)

8. Com base nas regras de acentuação da língua portuguesa, julgue os itens que se seguem.
a) ( ) O acento grave indicativo de crase que aparece nas linhas 4,7 e 17 é obrigatório nos
três casos.
b) ( ) Os vocábulos “público”, “métodos”, “cérebro”, “última”, “número” e “mágico” são
acentuados com base na mesma regra de acentuação gráfica.
c) ( ) Os vocábulos “escreverá” e “irá” recebem acento gráfico por serem formas verbais.
d) ( ) Os vocábulos “sensíveis” e “papéis” seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
e) ( ) Uma mesma regra orienta à acentuação gráfica dos vocábulos “funcionários”,
“memória”, “úteis”, “ócio” e “indivíduos”.
74

Leia o texto seguinte e responda às questões de 9 a 15.

10.9 Texto

PONTUALIDADE LÍRICA

1 Sinto remorso de chegar primeiro,


Antes de todos,
Na repartição.
Tenho piedade de José Ribeiro,
Que inventa modos
De chegar, lampeiro,
Sem afobação.

9 Sempre sou eu a estrela matutina


Que antes de todos
Da repartição
Surge assobiando pela mesma esquina
Que todos dobram
Cheios de aflição.

16 A pobre Antônia tem, nos olhos grandes,


(Menores que a tristeza cansativa
De não passar de simples Barnabé),
Uma esquisita, insólita leveza,
Quando, ofegante, vem chegando a pé...
E o funcionário humilde, que se dobra
Num cumprimento cheio de esperança,
Fica intrigado e busca, nos meus olhos,
Qual o segredo da pontualidade
Exagerada
Que me faz notado
Por todo mundo na Repartição.
75

29 Por todo mundo?


Disse mas não repito...
31 Existe alguém de olhar azul, vestidos lindos, Brincos mimosos e pulseiras
Feiticeiras
Que ri de mim, quando eu gaguejo
Ao responder-lhe a mínima pergunta.
E não percebe que o Relógio Tagus
Não passa de um moderno realejo
Onde a canção “Pontualidade”
É a rima certa de “felicidade”.

40 Sou pobre cego em busca de uma esmola:


Seja sorriso, olhar ou simplesmente
O mais normal de todos os “bons-dias”!
(Marques Oliveira Canção do funcionário pontual. Brasília: Uberaba, 1977, p. 24-
25).

9. Com relação as idéias do texto, julgue os itens seguintes.


a) ( ) O autor do poema Pontualidade lírica é um bom exemplo do “burocrata-escritor”,
referido por Carlos Drummond de Andrade em A rotina e a quimera.
b) ( ) O poeta é o primeiro funcionário a chegar à Repartição porque é encarregado do
controle do ponto.
c) ( ) O poeta sente remorso porque chega à Repartição de automóvel, enquanto os
funcionários mais humildes chegam a pé.
d) ( ) O centro das atenções dos funcionários mencionados no texto é a moça de olhar azul.
e) ( ) O nome completo da funcionária mencionada na terceira estrofe é Antônia Barnabé.

10. De acordo com o texto, julgue os itens que se seguem.


a) ( ) Na Repartição em que trabalha o poeta, não existem diferenças sociais.
b) ( ) Por ser pobre, Antônia cobiça a posição dos funcionários mais bem situados
hierarquicamente.
c) ( ) O poeta é, provavelmente, um funcionário de escalão médio ou alto.
d) ( ) Parafraseando-se o poema, é correto afirmar que, no serviço público, “Pontualidade” é
rima errada de “Conspicuidade”.
76

e) ( ) O poeta acredita no ditado popular que diz: “Deus ajuda quem cedo madruga”.

11. Com base no texto, julgue os itens a seguir.


a) ( ) A funcionária de olhar azul conquistou o poeta porque é dada à prática da feitiçaria.
b) ( ) O nervosismo do poeta perante a funcionária de olhar azul é compreensível por ser ela
a sua chefe imediata.
c) ( ) Ao descrever a funcionária de olhar azul e ao afirmar que ela usa brincos mimosos, o
poeta insinua que ela recebe muitos presentes de seus admiradores.
d) ( ) O poeta e a funcionária de olhar azul têm visões diferentes do “Relógio Tagus”.
e) ( ) Os últimos versos do poema revelam o verdadeiro motivo de o poeta chegar sempre
primeiro à Repartição: ele tem dificuldade de se locomover por ser um deficiente visual.

12. No texto, é correta a substituição, sem alteração de sentido, de


7. “lírica” (título) por poética.
8. “piedade” (v.4) por devoção.
9. “lampeiro” (v.6) por despercebido.
10. “gaguejo” (v.33) por tartamudeio.
11. “uma esmola” (v.40) por um agrado.

13. Julgue os seguintes itens quanto à associação entre a expressão ou o termo sublinhado em
sua função sintática no texto.
12. “Sempre sou eu a estrela matutina” (v.9) – predicativo.
13. “Surge assobiando pela mesma esquina” (v.12) – agente da passiva.
14. “A pobre Antônia tem, nos olhos grandes,” (v.16) – adjunto adverbial.
15. “Existe alguém de olhar azul, vestidos lindos, / Brincos mimosos e pulseiras /
Feiticeiras / Que ri de mim,” (v. 31-33) – objeto direto.
16. “Ao responder-lhe a mínima pergunta,” (v.34) – objeto indireto.

14. No texto, é correta a substituição, sem alteração de sentido, de


17. “assobiando” (v.12) por assoviando.
18. “a pé” (v.20) por de pé.
19. “todo mundo” (v.28) por todo o mundo.
20. “de olhar azul” (v.31) por de olhos azuis.
21. “pobre cego” (v.40) por cego pobre.
77

15. Julgue os itens seguintes.


a) ( ) Em “Sempre sou eu a estrela matutina” (v.9), tem-se uma ocorrência de linguagem
metafórica.
b) ( ) No que concerne ao sentido, o vocábulo “insólita” (v.19) está para sólida, assim como
incerta está para “certa” (v.39).
c) ( ) Ao afirmar que “Existe alguém de (...) pulseiras / Feiticeiras” (v. 31-33), o poeta utiliza
o recurso estilístico da hipérbole.
d) ( ) No que tange à divisão silábica, todos os vocábulos a seguir estão corretamente
fracionados: “re-mor-so”, “pi-e-da-de”, “chei-os”, “An-tô-nia”, “bus-ca”, “al-guém”, “Fei-ti-
cei-ras”, “re-a-le-jo”, “sim-ples-men-te”.
e) ( ) Contêm dígrafos todos os vocábulos a seguir: “chegar”, “que”, “Tenho”, “olhos”,
“passar”, “sorriso”.
78

10.10 (UnB)

Texto I – questões 1 e 2

Canção do exílio
1 Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
4 Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,


Nossas várzeas têm mais flores,
7 Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar sozinho, à noite,


10Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

13Minha terra tem primores,


Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
16Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

19Não permita Deus que eu morra


Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
22Que não encontro por cá;
Sem qu´inda aviste as palmeiras
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias
79

Questão 1
A partir das idéias do texto I, assinale a opção incorreta.

a) ( ) O poema estrutura-se em forma de diálogo, com base na antítese “cá” (v. 14 e 22) e
“lá” (v. 4, 10, 16 e 20).
b) ( ) Canção do exílio é um texto laudatório das belezas naturais de um ambiente – evocado
como “Minha terra” – do qual o poeta se encontra distante.
c) ( ) Faz-se presente, no texto de Gonçalves Dias, a função poética, manifestada,
principalmente, pelo tratamento dado à linguagem.
d) ( ) Nos versos 3-4 e 13-14, encontra-se uma construção comparativa, a qual se repete,
implicitamente, nos versos de 5 a 8.
e) ( ) Os versos 9-10 e 15-16, apesar de pontuados de maneira distinta, apresentam a idéia de
que, à noite, o poeta costuma meditar e lembrar-se, saudosamente, de sua terra.

Questão 2
Com relação aos processos sintáticos utilizados no texto I, assinale a opção correta.

a) ( ) Os versos de 5 a 8 estão interligados pelo processo sintático de subordinação.


b) ( ) Os substantivos “palmeiras” (v.1) e “primores” (v.13) desempenham idêntica função
sintática: a de predicativo do sujeito oracional.
c) ( ) Há, entre os versos 2, 12, 18 e 24, duas figuras de linguagem recorrentes: o pleonasmo
e a personificação.
d) ( ) Em ordem direta, o sentido dos versos 19 e 20 é: Eu desejo que Deus não permita
que eu morra sem que eu volte para a minha terra.
e) ( ) Em “Sem qu´inda aviste as palmeiras” (v.23), há hipérbole, marcada textualmente pelo
apóstrofo.

Texto II – questões de 3 a 5

O planeta está de olho

1 Existem dezessete países no mundo considerados “megadiversos”


pela comunidade ambiental. São nações que reúnem em seu território
imensas variedades de espécies animais e vegetais.
80

4 Sozinhas, detêm 70% de toda biodiversidade global. Normalmente, a


“megadiversidade” aparece em regiões de florestas tropicais úmidas. É
o caso de países como Colômbia, Peru, Indonésia e Malásia. Nenhum
7 deles, porém, chega perto do Brasil. O país abriga aproximadamente
20% de todas as espécies animais do planeta. A variedade da flora
também é impressionante. De cada cinco espécies vegetais do mundo,
10 uma está por aqui.
A explicação para tamanha abundância é simples: os 8,5 milhões
de quilômetros quadrados do território brasileiro englobam várias
13 zonas climáticas, entre elas a equatorial do Norte, a semi-árida do
Nordeste e a subtropical do Sul. A variação climática é a principal
mola para as diferenças ecológicas. O Brasil é dono de sete biomas
16(zonas biogeográficas distintas), entre eles a maior planície inundável –
o Pantanal – e a maior floresta tropical úmida do mundo – a
Amazônia.
Veja Ecologia, dez/2002, p.14 (com adaptações)

Questão 3
A partir das idéias e da estrutura do primeiro parágrafo do texto II, assinale a opção correta.

a) ( ) A flexão verbal “detêm” (l.4) encontra-se no singular por se referir ao território dos
países “megadiversos” (l.2)
b) ( ) O trecho “toda a biodiversidade global” (l.4) equivale, sintática e semanticamente, a
toda biodiversidade globalizada.
c) ( ) Infere-se do texto que o Brasil abriga 20% de “70% de toda a biodiversidade global”
(l.4).
d) ( ) Na linha 7, a palavra “país”, por se referir ao Brasil, pode ser grafada com inicial
maiúscula.
e) ( ) A palavra “aqui” (l.10) refere-se aos países da América Latina, onde há flora e fauna
exuberantes.
81

Questão 4
Considerando o texto II, assinale a opção correta.

a) ( ) “Existem dezessete países no mundo” (l.1) e Há 17 países mundiais são estruturas


intercambiáveis no contexto.
b) ( ) As palavras “abundância”, “quilômetros”, “território”, “climáticas”, “árida”,
“biogeográficas” e “ecológicas” estão grafadas com acento agudo porque são todas
proparoxítonas.
c) ( ) A expressão “entre elas” (l.13) pode ser substituída por dentre elas, sem prejuízo para
a sintaxe ou para o sentido do texto.
d) ( ) No trecho “a equatorial do Norte, a semi-árida do Nordeste e a subtropical do Sul” (l.
13-14), as locuções adjetivas locativas, sublinhadas, podem ser corretamente
substituídas por nortista, nordestino e sulina, respectivamente.
e) ( ) Em “A variação climática é a principal mola para as diferenças ecológicas” (l. 14-15),
o vocábulo sublinhado está empregado em sentido conotativo.

Questão 5
Acerca da composição textual-discursiva do texto II, assinale a opção incorreta.

a) ( ) Associando o título ao conteúdo dos parágrafos, deduz-se que o texto está inconcluso.
b) ( ) No texto, predomina a função fática da linguagem, com vistas a levar o leitor a um
processo de conscientização política.
c) ( ) O texto, ao apontar, no último período, relações de equivalência mediante o uso de
parênteses ou travessões: “biomas (zonas biogeográficas distintas)”; “maior planície
inundável – o Pantanal – “ e “a maior floresta tropical úmida do mundo – a
Amazônia”, evidencia a função metalingüística.
d) ( ) Constata-se que o texto é eminentemente dissertativo, apesar de não apresentar,
explicitamente, um fechamento para as idéias.
e) ( ) Embora não apresente marcas formais de discurso direto, indicando interlocutores
explícitos, o texto é uma mensagem que liga um emissor, o autor, a um receptor, o
leitor.
82

Questão 6
1 A floresta Amazônica é a grande responsável por boa parte da
riqueza natural do país. Com 5,5 milhões de quilômetros quadrados,
possui nada menos do que um terço de todas as espécies vivas do
4 planeta. No rio Amazonas e em seus mais de mil afluentes, estima-se
que haja quinze vezes mais peixes que em todo o continente europeu.
Há estimativas que indicam existir mais de dez milhões de espécies
7 vivas em toda a floresta, mas o número real é incalculável. Por isso, ela
é considerada a grande “caixa-preta” da biodiversidade mundial.
Para se ter uma idéia do grau de desconhecimento sobre a
10 Amazônia, sua região mais rica em biodiversidade foi descoberta
recentemente. O Alto Juruá, no Acre, ostenta o saldo invejável de 616
espécies de aves, 50 de répteis, 300 de aranhas, 140 de sapos, 16 de
13 macacos, além de 1.620 de borboletas. Tudo isso em um ambiente já
alterado pelo homem.
O curioso é que, segundo os cientistas, foi exatamente a
16 ocupação humana que deu ao Alto Juruá a exuberância que exibe hoje.
O desmatamento moderado para a criação de roçados e clareiras nos
seringais é semelhante à ação de pequenas devastações naturais, como
19 as tempestades. Espécies já estabelecidas e dominantes são abaladas e
cedem espaços a outras mais frágeis, que, sem esses minicataclismos,
não teriam condições de se impor e florescer.
Klen, Ibidom, p. 16-8 (com adaptações)

Assinale a opção cuja reescrita mantém o sentido do fragmento indicado do texto acima e está
corretamente grafada.

a) ( ) “a grande (...) do país” (l.1-2): a responsável por grande parte da boa riqueza
natural do país.
b) ( ) “Por isso (...) mundial” (l.7-8): Por isso, ela é considerada a grande caixa-de-
surpresas da bio-diversidade mundial.
c) ( ) “uma idéia (...) recentemente” (l.9-11): o grau de desconhecimento a respeito da
Amazônia é tão grande, que sua região mais rica em biodiversidade foi
descoberta recentemente.
83

d) ( ) “Tudo (...) homem” (l.13-14): Tudo quanto o texto apresenta como riqueza natural
só foi possível graças à um ambiente já alterado pelo homem.
e) ( ) “foi (...) hoje” (l.15-16): foi exatamente por causa da curiosidade dos cientistas,
que a ocupação humana do Alto Juruá se exibe hoje.

Questão 7
Assinale a opção cujo fragmento de texto está gramaticalmente incorreto.

a) ( ) A floresta Amazônica, com cinco milhões e meio de quilômetros quadrados, é a


grande responsável por parte considerável da riqueza natural do Brasil; possui nada
menos que um terço de todas as espécies vivas do planeta.
b) ( ) Há estimativas embora o número verdadeiro seja incalculável, da existência de mais de
dez milhões de espécies vivos em toda a floresta; por exemplos: seiscentas e dezesseis
espécies de aves, cinqüenta de répteis e trezentos de aranhas.
c) ( ) No rio Amazonas, incluindo também seus mais de mil afluentes, é estimada a
existência de 15 vezes mais peixes do que em todo o continente europeu; por isso, essa
Bacia é considerada a grande incógnita da biodiversidade mundial.
d) ( ) Vivendo em um ambiente já alterado pelo homem, podem ser encontrados dezesseis
tipos de macaco, cento e quarenta espécies de sapo, além de mil e seiscentas e vinte
formas de borboleta.
e) ( ) Pode-se comparar o desmatamento moderado, feito pelo homem para a criação de
roçados e clareiras, nos seringais, à ação de pequenas devastações naturais, como as
tempestades.

10.11 (UnB)
TEXTO PARA OS ITENS DE 1 A 15

1. O filme Central do Brasil, de Walter Salles, tem como protagonista a professora


aposentada Dora, que ganha um dinheiro extra escrevendo para analfabetos na Central
do Brasil, estação ferroviária do Rio de Janeiro. Outra personagem é o menino Josué,
filho de Ana, que contrata os serviços de Dora para escrever cartas passionais para seu
ex-marido, pai de Josué. Logo após ter contratado a tarefa, Ana morre atropelada.
Josué, sem ninguém a recorrer na megalópole sem rosto, sob o jugo do estado mínimo
84

(sem proteção social), vê em Dora a única pessoa que poderá levá-lo até seu pai, no
interior do sertão nordestino.

8. Dos vários momentos emocionantes do filme, o mais sensibilizante é o encontro de


Josué com os presumíveis irmãos que, como o pai elaborado em seus sonhos, são
também marceneiros. A câmera faz uma panorâmica no interior do sertão para mostrar
um conjunto habitacional de casas populares recém construídas; em uma das casas, os
moradores são os filhos do pai de Josué que, em sua residência simples, acolhem para
dormir Josué e Dora. Os irmãos dormem juntos e dividem a mesma cama. Existe uma
comunhão de sentimentos entre os irmãos: os que têm teto para morar, têm trabalho,
dão amparo ao menino sem eira nem beira.

14. No filme, a grande questão do analfabetismo está acoplada a outro desafio, que é a
questão nordestina, ou seja, o atraso econômico e social da região. Não basta combater
o analfabetismo, que, por si só, necessitaria dos esforços de, no mínimo, uma geração
de brasileiros para ser debelado, pois, em 1996, o analfabetismo da população de 15
anos e mais, no Brasil, era de 13,03%, representando um total de 13,9 milhões de
pessoas. Segundo a UNESCO, o Brasil chegaria ao ano 2000 em sétimo lugar entre os
países com maior número de analfabetos.

21. No Brasil, carecemos de políticas públicas que atendam, de forma igualitária, a


população, em especial aquelas voltadas para as crianças, os idosos e as mulheres. A
permanência da questão nordestina é um exemplo constante das nossas desigualdades,
do desprezo à vida e da falta de políticas públicas que atendam aos anseios mínimos
do povo trabalhador. Não saber ler nem escrever, no Brasil, é um elemento a mais na
desagregação dos indivíduos que serão párias permanentes em uma sociedade que se
diz moderna e globalizada, mas que é debilitada naquilo que é mais premente ao povo:
alimentação, trabalho, saúde e educação. Sem essas condições básicas, praticamente se
nega o direito à cidadania da ampla maioria da população brasileira.

30. Os ensinamentos que podemos tirar de Central do Brasil são que devemos atacar a
questão social de várias frentes, em especial na educação de todos os brasileiros,
jovens e velhos; lutar por políticas públicas de qualidade que direcionem os
investimentos para promover uma desconcentração regional e pessoal da renda no
85

país, propugnando por um novo modelo econômico e social. Ao garantir uma vida
digna, a maioria da população saberá, por meio da solidariedade de classe, responder
às necessidades da construção de uma sociedade mais justa. Central do Brasil é um
exemplo vivo de que o Brasil tem rumo e esperança.
Salvatore Santagada. Zero Hora (com adaptações)

A partir do texto julgue os itens a seguir em Certo ou Errado.

1( ) Depreende-se, pelo primeiro parágrafo, que o texto faz parte de um relatório técnico,
por meio do qual é dada ao leitor a síntese do roteiro elaborado por Walter Salles.
2( ) De acordo com o texto, o filme Central do Brasil é perpassado por uma emocionante
comunhão afetiva e um elevado sentimento de solidariedade entre Dora e Josué, assim
como entres este e seus irmãos.
3( ) O elemento de articulação “como” expressa diferentes relações nas linhas 1 e 9, não
podendo ser substituído, nessas duas ocorrências, por porque.
4( ) Na linha 2, uma vírgula pode ser colocada após “extra”, sem que se firam o sentido do
texto e as regras gramaticais de pontuação.
5( ) O segundo parágrafo do texto é, predominantemente, descritivo, mas, a partir do
terceiro parágrafo, o texto tem caráter dissertativo, por apresentar argumentos que
defendem o ponto de vista do redator.
6( ) Pela passagem do texto “o mais sensibilizante é o encontro de Josué com os
presumíveis irmãos que , como o pai elaborado em seus sonhos, são também
marceneiros” (8 e 9), deduz-se que tanto os irmãos quanto a figura paterna são
personagens imaginados pelo garoto.
7( ) Com referência ao emprego do sinal indicativo de crase, é correto substituir o período
“No Brasil (...) as mulheres” (21 e 22) pela seguinte construção: As políticas públicas
devem auxiliar, de forma igualitária, à população, em especial às crianças, aos idosos e
às mulheres.
8( ) As formas verbais sublinhadas em “têm um teto para morar, têm trabalho” (15),
distintamente de “tem rumo e esperança” (37 e 38), foi empregado o acento
circunflexo porque o verbo ter está flexionado no plural.
9( ) Os adjetivos “acoplada” (14), “debelado” (17) e “debilitada” (27) significam no texto,
respectivamente, ligada, extinto e fraca.
86

10 ( ) Está correta a pontuação e a concordância na seguinte reescritura do trecho “em 1996


(...) de pessoas” (17 a 19): em 1996, 13.03% da população de 15 anos e mais no Brasil,
eram analfabetos, percentual esse que representavam o total de 13,9 milhões de
pessoas.
11 ( ) No período simples “Segundo a UNESCO, o Brasil chegaria ao ano 2000 em sétimo
lugar entre os países com maior número de analfabetos” (19 e 20), há uma única
oração cujo sentido não se altera com a seguinte reescritura: O Brasil, segundo a
UNESCO, iria chegar em sétimo lugar entre os países com maior número de
analfabetos, no ano 2000.

JULGUE AS REESCRITURAS APRESENTADAS NOS ITENS A SEGUIR QUANTO À


GRAFIA, À ACENTUAÇÃO, À PONTUAÇÃO E À PRESERVAÇÃO DAS IDÉIAS DO
ÚLTIMO PARÁGRAFO DO TEXTO DE REFERÊNCIA.

12 ( ) Podemos extrair de Central do Brasil o ensinamento de que devemos atacar a questão


social de várias formas, especialmente educando todos os brasileiros, infantes, jovens
e idosos.
13 ( ) Lutar em favor de políticas de qualidade pública, que direcionem os investimentos à
promoção de uma desconcentração da renda no País, propugnando por um novo
modelo econômico de benefício social, regional e particular é um dos ensinamentos
que pode tirar de Central do Brasil.
14 ( ) Garantindo uma vida com dignidade à maioria da população, todos saberão que, por
intermédio da solidariedade entre as classes trabalhadoras, responder-se-ão às
necessidades da construção de uma sociedade mais justa.
15 ( ) Central do Brasil é um exemplo pulsante de que o Brasil tem rumo e esperança, desde
que a maioria da população, por meio da solidariedade de classe, ao garantir uma vida
digna para todos, saberá responder aos apelos no sentido da construção de uma
sociedade mais justa.
87

11. DESCUBRA OS 142 ERROS NAS FRASES ABAIXO

1. Ele é um semi-analfabeto.

2. O valor das bonecas e das roupas infantis subiram muito.

3. Devemos agradecer os fregueses pela preferência.

4. Será lançado este mês a nova bicicleta.

5. A vitória elevou a moral dos atletas.

6. O jogador acaba de ganhar cartão vermelho.

7. Era a jovem melhor preparada.

8. O patrão pagou os funcionários.

9. Vou estar passando na sua casa às 18 horas.

10. Vão fazer cinco anos que não lhe vejo.

11. Laura, resolva o problema junto à diretoria.


88

12. Essas são as crianças que os pais estiveram no hospital.

13. Os atletas não deveria ter sido penalizado pelo juiz.

14. Se papai vir aqui e nos ver tão chateadas, ficará preocupado.

15. Enquanto não a ver melhor, não ficarei em paz.

16. Ao meu ver, o resultado não foi favorável ao nosso grupo.

17. Isto é um pequeno detalhe.

18. Dado os resultados das respostas, os alunos não estudaram.

19. Se eu reaver parte do dinheiro, ficarei feliz.

20. Dá-se aulas de português.

21. À partir de janeiro, os preços serão reajustados.

22. Convidamos Vossa Senhoria e família para a cerimônia que realizar-se-á na Igreja
Batista.
89

23. De acordo com o homem do tempo, podem haver fortes pancadas de chuva no feriado.

24. De acordo com os juristas, a lei só poderia vigir no ano que vem.

25. Não aceitaremos as propostas cujas as condições não estejam de acordo com o edital.

26. Foi encaminhado ao diretor os currículos.

27. Se o governo contrapropor algo que supere os 5%, os trabalhadores certamente


interromperão a greve.

28. Tratam-se de questões seríssimas.

29. Ele não aceitava nenhuma propostas.

30. Entre eu e meu marido, além de respeito, há muito amor.

31. Sempre houve muito diálogo entre eu e meus pais.

32. A ponte que passamos foi reformada.

33. Preciso conversar consigo urgentemente.


90

34. Essa blusa que estou vestindo é maravilhosa!

35. Esse mês está passando muito rápido.

36. Este caderno que tens nas mãos é meu.

37. Colaborarei com você, se você não se opor.

38. Se ela dispor de algum dinheiro, irá colaborar com o projeto social.

39. Eu sempre adequo as minhas despesas ao meu orçamento.

40. Preciso comprar bastante roupas para usar no verão.

41. A moça não fala e nem ouve.

42. Posso fazer hora extra, chefe?

43. Os Estados Unidos firmou acordo com o Brasil.

44. Estávamos em três no carro.

45. Moro à rua Clélia.


91

46. Se você dizer a verdade, será perdoada; se pôr a dizer mentiras, será castigada.

47. Eu intervi no assunto.

48. Duzentos dólares são suficientes

49. Estamos ao par de tudo, Ana.

50. Está chovendo desde de segunda-feira.

51. Para maiores informações, ligue...

52. Fazem dias lindos por aqui todos os meses.

53. Você é teimoso que nem seu irmão.

54. Ela anda meio nervosa.

55. Há alguns anos atrás, ele trabalhava muito.

56. É meio-dia e meio.

57. Vou por tudo a limpo, por medida de segurança.


92

58. Elas nunca tem oportunidades de participar dos jogos.

59. Seis reais são muito por essa melancia.

60. João tem irritado-me muito.

61. Eu torço para o Palmeiras.

62. Professora, é para mim corrigir o exercício?

63. Se prever o que está por vir, conseguiremos agir melhor.

64. Os policiais deteram às crianças.

65. Vocês não entreteram as crianças.

66. Se você ver minha irmã, por favor,...

67. Ana, se você desejar conversar com nós agora, tudo bem.

68. É seríssimo o assunto a ser tratados.

69. Preencha o cheque no valor de um mil reais.


93

70. O pai não quis perdoá-lo.

71. Namoro com Fernanda.

72. Não posso pagá-lo este mês.

73. Crianças, a janta está quentinha.

74. Ana é péssima aluna e ainda tem uma agravante: não se esforça para melhorar.

75. A política econômica-financeira do Brasil anda mal.

76. Comprei trezentas gramas de salsicha.

77. Houveram muitos pedidos.

78. Fazem dois anos que não a vejo.

79. Quem intermedia as negociações?

80. Você solicitou que fizessem folhetos a cores?

81. Minha folga, esta semana, vai cair de sábado.


94

82. Está muito caro os preços das flores.

83. Desfrute de tudo que há de bom na viagem.

84. O novo código de trânsito já está vigindo.

85. De domingo, às vezes, preciso trabalhar.

86. Ficamos de recuperação, mamãe.

87. Que horas começa a aula?

88. O prefeito gastou vultuosa soma do cofre público.

89. Você trabalha em que sessão?

90. A serração foi a causa do acidente.

91. Desejo que você viaje bem, porque eu fiz boa viagem.

92. Meu sonho é comprar uma doceria.

93. Nossos vizinhos fazem sempre a maior estrepolia.


95

94. No geral, a somatória foi interessante.

95. Adoro fragância de jasmim.

96. Ficou muito doente, com disinteria.

97. Arrume as bugingangas espalhadas na sala.

98. Certos alunos pertubam muito.

99. Aquele peixe tem muito espinho.

100. Deve existir prisão perpétua para os estrupadores.

101. Aqueles garotos mal-educados ficam guspindo nos que passam pela calçada.

102. Marcela, que vestido degotado!

103. Os amigos aguardavam-o a muito tempo.

104. Não vamos dar de lambuja desta vez.

105. Infelizmente, vamos morar em casa germinada.


96

106. Coloque aqui um asterístico.

107. Participei de uma festa beneficiente.

108. Não me peça nada agora, pois vou ao cabelereiro.

109. Dizem que chá de carquejo tem gosto ruim.

110. Preciso cuidar do jardim. Amanhã vou cavocar a terra.

111. Vossa Senhoria sabe que vossa opinião será considerada.

112. Fui ao Chile, ano passado, e a temperatura chegou a zero graus.

113. Aquela família possue muitos bens no litoral norte.

114. Haja visto sua dedicação.

115. Por favor, aguarde um pouco que está na hora deles chegarem do almoço.

116. Eles inflingiram o regulamento.

117. Esta é a cidade daonde ela veio.


97

118. Onde você vai?

119. Onde você chegou?

120. Houve um tempo onde fui feliz.

121. Vem pra Caixa você também.

122. Secretária executiva.

123. Atividade extraclasse.

124. Irei ao féretro de alguém.

125. O chofer perdeu a direção.

126. Atentado a bomba.

127. TV a cores.

128. Entrega à domicílio.

129. Ele vive às custas do pai.


98

130. Enviou 500 reais a maior.

131. Reunião a nível de ministro.

132. Ele é seu amigo? Absolutamente.

133. Desastre acontecido ontem.

134. Operações acontecidas na bolsa.

135. O casamento irá acontecer.

136. Para que aconteça o que foi prometido.

137. Outras surpresas aconteceram.

138. Houve um assassinato.

139. Letra em maiúscula.

140. Dicionário em inglês.

141. Houve um tempo onde eu fui feliz.


99

142. Em vez de ficar quieto, começou a responder-lhe.


100

12 Unb – Correspondência Oficial

QUESTÕES CESPE-UnB – CORRESPONDÊNCIA OFICIAL.


“A redação oficial deve caracterizar-se por impessoalidade, uso do padrão culto da
linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura,
que dificulte ou impossibilite sua compreensão”
(CESPE/UnB)
1. Leia os seguintes fragmentos de correspondências oficiais.
I- Sem mais para o momento e com a certeza de sua enorme atenção para as postulações
desta casa, desde já agradecemos, colocando-nos à sua disposição, sempre, para
quaisquer outras informações que se fizerem necessárias.
II- Cientes de nova política gerencial impressa por V.S.ª às ações desta Universidade e
tendo em vista a proximidade do encerramento do Exercício de 1999, vimos apelar
pelo seu apoio no processo de liberação de verbas, em havendo fundamentação
comprovada e anexada daquilo proposto.
III- Solicitam-se a V. S.ª providências no sentido de encaminhar para encadernação os três
lotes de sentenças constantes nos envelopes anexos, conforme os termos do ofício
10/99, de 22/10/99.
IV- Ante o exposto, opina-se este tribunal pelo provimento da remessa ex officio.
V- Atesto, que fulano de tal é aluno desse instituto, estando matriculado e freqüentando
no corrente ano letivo, a primeira série do ensino médio.

Com base nas informações contidas no texto e na análise dos fragmentos acima, assinale a
opção correta.
a) O fragmento I poderia ser usado como fecho de uma circular, mas, de acordo com o
texto, fere o princípio da formalidade.
b) O fragmento II poderia ser usado como parágrafo introdutório de um requerimento,
mas fere a norma culta da língua portuguesa e o princípio da uniformidade.
c) O fragmento III poderia ser utilizado como o parágrafo único de um memorando e
não fere os princípios estabelecidos pelo texto.
d) O fragmento IV poderia ser utilizado como fecho de um relatório, mas fere o
princípio da coesão.
101

e) O fragmento V poderia ser utilizado como o parágrafo único de um atestado e não


fere os princípios estabelecidos pelo texto.
. assunto sem muita importância.
. observaram-se as premissas básicas no texto: impessoalidade, uso do padrão culto da
linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.

2. De acordo com o texto, assinale a opção que não infringe as normas exigidas de um
texto oficial.
a) O Código de Processo Penal em vigor em não trazendo regras claras sobre
competência absoluta e relativa, como fez o de Processo civil.
b) O teor do artigo 108 do CPP induz ao leitor a raciocinar com competência relativa e,
logo a seguir, traz no artigo 109 a idéia de competência absoluta.
c) A regra traçada no artigo 70 do CPP transmite, de modo claro, a idéia, por mim, por
você e por todos divulgada, de que o legislador, do alto de sua experiência e
competência, assim o fez porque é no local do crime que melhor se colhe as provas.
d) O teor do art. 73, da legislação penal que leva à conclusão de que esse preceito nos
casos de exclusiva ação privada, que o querelante poderá auferir o foro de domicílio.
e) Nota-se, portanto, que mesmo a competência territorial no processo penal é de regra
absoluta, sendo relativa quando se tratar de ação privada.
a) sem coesão – erro gramatical: Civil.
b) ao leitor – erro gramatical – O certo é o leitor.
c) texto prolixo.
d) texto obscuro.
102

13 – GABARITO

4 - Crase.
1–
a) à vida. b) à criança. c) às quatro horas. d) à cidade. e) X
f) X g) X h) X i) X j) às duas da madrugada.
2-A 3–E 4–C 5–B 6–C 7–E 8–B
9–C 10 – B 11 – A 12 – C 13 – A 14 – B 15- D
16 – D 17 – C

5 - Concordância Verbal e Nominal.


1 – d, e, f, h, j, l, m, n 2 – a, b, c, i, k, l, m, o 3 – a, c
4 – a, b, c, e, i, k, o, p 5 – b, g, j 6–A 7-A

6 - Regência Verbal.
1 – a, b, e, h 2 – a, b, e, m, o 3–D 4–B 5–D
6-A 7–B 8–D 9–E 10 – D

7 - O Pronome.
1–D 2–A 3–C 4–E 5–E
6–C 7–A 8–B 9–C 10- A

7.2 - Questões Objetivas.


1–E 2–A 3–E 4–C 5–E

8 - O Verbo.
1–A 2–A 3–C 4–C
5–B 6–A 7–C 8–E

9 - Relação Semântica entre as Orações.


1–
a) adição b) adição c) conclusão d) explicação
e) explicação f) conclusão g) causa h) causa
i) explicação j) conclusão k) contraposição/concessão
103

l) oposição m) contraposição/concessão n) concessão


o) proporcionalidade p) conformidade q) condição r) comparação
s) finalidade t) concessão u) tempo v)conseqüência
w) condição/concessão x) conseqüência y) conformidade z) comparação

2-
a) tempo b) concessão c) conseqüência d) concessão
e) condição f) conformidade g) proporcionalidade h) finalidade
i) lugar j) oposição k) conclusão l) adição
m) oposição n) explicação o) adição p) oposição
q) concessão r) comparação s) oposição t) adição
u) adição v) oposição w) adição x) adição
y) tempo z) tempo

3-
a) comparação b) conseqüência c) tempo d) concessão
e) proporcionalidade f) finalidade g) condição h) tempo
i) causa j) tempo k) condição l) tempo
m) condição n) condição o) concessão p) oposição
q) adição r) oposição s) tempo t) concessão
u) proporcionalidade v) comparação w) tempo x) oposição
y) causa z) oposição

4-
a) causa b) conformidade c) conformidade d) comparação
e) conseqüência f) comparação g) conformidade h) conformidade
i) causa j) adição k) explicação l) oposição
m) oposição n) conclusão o) explicação p) oposição
q) adição r) condição s) comparação t) causa
u) finalidade v) comparação w) conclusão x) explicação
y) conseqüência z) conclusão

5-D
104

14 - GABARITO DOS TEXTOS E AVALIAÇÕES

Texto 10.1 – UFMG.


1–C 2–B 3–D 4–B 5–C 6–C 7–A

Texto 10.2 – História da Cidadania.


1–C 2–B 3–D 4–C 5–C 6–C
7–D 8–D 9–B 10 – B 11 – B 12 – D
13 – A 14 – B 15 – B 16 – C 17 – B 18 – B

Texto 10.3 – UnB – Pessoas, Trabalho e Significado.


1–E 2–C 3–D 4–C 5–B

Texto 10.4 – Isso é que dá querer ser Certinho.


6–A 7–E 8–A 9–D 10 – B

Texto 10.5 – Unb – João, Francisco e Antônio.


11 – B 12 – D 13 – A 14 – E 15 – C

Texto 10.6 – UnB – Miss Dollar.


1–D 2–E 3–E 4–A 5–C
6–D 7–C 8–A 9–D 10 – B

10.7 – Cartório
1–B 2–C 3–A 4–D 5–D
6–B 7–A 8–B 9–B 10 – A
11 – C 12 – A 13 – B 14 – C 15 – B
16 – C 17 – A 18 – D 19 – A 20 – C

Texto 10.8 – A Rotina e a Quimera.


1 – E-E-C-E-C 2 – E-E-C-C-C 3 – E-C-C-E-E
4 – E-C-E-E-C 5 – C-C-C-C-E 6 – E-E-E-C-C
7 – C-C-E-E-E 8 – C-C-E-E-E
105

Texto 10.9 – Pontualidade Lírica.


9 – C-E-E-E-E 10 – E-E-C-C-C 11 – E-E-E-C-E
12 – C-E-E-C-C 13 – C-E-C-E-C 14 – C-E-E-C-E
15 – C-E-E-C-C

10.10 – Canção do Exílio.


1–A 2–D 3–D 4–E 5–B 6–C 7–B

10.11 – O filme Central do Brasil.


1–E 2–C 3–C 4–C 5–C 6–E
7–E 8–C 9–C 10 – E 11 – E 12 – C
13 – E 14 – E 15 – E

12 – (UnB) – Correspondência Oficial.


1–C 2–E