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Propaganda Eleitoral Lei 9.504/97 Art. 36 ao 57 – I

Propaganda Eleitoral

Lei 9.504/97 Art. 36 ao 57 – I

PROPAGANDA ELEITORAL • MOMENTO: É aquela permitida no ano eleitoral, após o término do pedido de

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MOMENTO: É aquela permitida no ano eleitoral, após o término do pedido de registro de candidaturas, ou seja, a partir do dia 06 de julho do ano das eleições até 48h antes da eleição.

– Propaganda Partidária: no ano eleitoral só é permitida até o dia 30 de junho, vedada no 2º semestre do ano eleitoral.

– Propaganda Intrapartidária: 15 dias que antecedem as Convenções Partidárias; – Convenções Partidárias: de 10 a 30 de junho; – Registro de Candidatura: até 19h do dia 05 de julho;

– Propaganda Eleitoral: Após o término do registro de candidaturas a partir de 06 de julho até a véspera das eleições.

PROPAGANDA ELEITORAL • CONCEITO: É aquela realizada do candidato para o eleitor. É toda manifestação de

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CONCEITO: É aquela realizada do candidato para o eleitor. É toda manifestação de vontade do candidato em relação à sua proposta eleitoral, que leva a conhecimento geral dos eleitores. Visa conquistar o voto do eleitor.

PRAZO: Do dia 06 de julho do ano eleitoral até 48 horas antes da eleição EXCEÇÃO:

– Propaganda na internet que poderá ser realizada até o dia da eleição!!

– Carreata, passeata, caminhada, carro de som, distribuição de material gráfico que poderão ser realizados até às 22 horas da véspera da eleição.

– Horário gratuito no rádio e na Televisão nos 45 dias anteriores à antevéspera da eleição.

PROPAGANDA ELEITORAL • Art. 36. A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de

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• Art. 36. A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição.

§ 1º Ao postulante a candidatura a cargo eletivo é permitida a realização, na quinzena anterior à escolha pelo partido, de propaganda intrapartidária com vista à indicação de seu nome, vedado o uso de rádio, televisão e outdoor.

§ 2º No segundo semestre do ano da eleição, não será veiculada a propaganda partidária gratuita prevista em lei nem permitido qualquer tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão.

PROPAGANDA ELEITORAL • SANÇÃO: Caso seja descumprido algum preceito estabelecido pela Lei das Eleições quanto a

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SANÇÃO: Caso seja descumprido algum preceito estabelecido pela Lei das Eleições quanto a propaganda eleitoral, o responsável pela propaganda e o candidato (quando souber da irregularidade) à multa!

• Art. 36, § 3º, LE: A violação do disposto neste artigo sujeitará o responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado o seu prévio conhecimento, o beneficiário à multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais), ou ao equivalente ao custo da propaganda, se este for maior.

PROPAGANDA ELEITORAL • CUIDADO: Não se pode confundir propaganda eleitoral extemporânea, irregular, antecipada com a propaganda

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CUIDADO: Não se pode confundir propaganda eleitoral extemporânea, irregular, antecipada com a propaganda partidária, intrapartidária, promoção pessoal, propaganda institucional, pois cada uma é um instituto diverso.

OBS: Não será considerada propaganda irregular, extemporânea, os casos:

participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, desde que não haja pedido de votos, observado pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico a todos os participantes;

realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, planos de governos ou alianças partidárias visando às eleições;

realização de prévias partidárias e sua divulgação pelos instrumentos de comunicação intrapartidária;

– divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se mencione a possível candidatura, ou se faça pedido de votos ou de apoio eleitoral

PROPAGANDA ELEITORAL • PROPAGANDA EM BENS PÚBLICOS: A mini reforma eleitoral de 2006 quanto a propaganda

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PROPAGANDA EM BENS PÚBLICOS: A mini reforma eleitoral de 2006 quanto a propaganda eleitoral, sofreu algumas limitações, como vedação de uso de trios elétricos, outdoors, entre outros. Quanto aos bens públicos, a lei foi expressa em vedar a sua utilização para fins de propaganda.

Art. 37. Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do Poder Público, ou que a ele pertençam, e nos de uso comum, inclusive postes de iluminação pública e sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes, faixas e assemelhados.

PROPAGANDA ELEITORAL • BENS DE USO COMUM: A lei Civil definiu o que são bens de

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BENS DE USO COMUM: A lei Civil definiu o que são bens de uso comum (estradas, ruas, praças) e a lei eleitoral ampliou seu entendimento para àqueles a que a população em geral tem acesso, por exemplo:

Art. 36, § 4º, LE: Bens de uso comum, para fins eleitorais, são os assim definidos pela Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil e também aqueles a que a população em geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que de propriedade privada. trata-se de rol exemplificativo.

§ 5º Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes divisórios, não é permitida a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza, mesmo que não lhes cause dano.

PROPAGANDA ELEITORAL • SANÇÃO: Se for veiculada propaganda eleitoral em bens de cessão ou permissão do

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SANÇÃO: Se for veiculada propaganda eleitoral em bens de cessão ou permissão do Poder Público e bens de uso comum ou abertos ao público, seguirá o seguinte trâmite (art. 37, §1º, LE):

– Notificação da propaganda irregular;

– Restauração do bem no prazo de 48 horas com provas devidamente comprovada;

– Descumprida a determinação no prazo estabelecido, multa de R$2.000,00 a R$8.000,00 .

OBS: Trata-se do poder de polícia da Justiça Eleitoral em notificar a irregularidade e determinar que seja esta desfeita dentro de prazo de 48h. O prazo de 48h é por analogia do art. 40-B, LE.

PROPAGANDA ELEITORAL • EXCEÇÃO QUANTO AOS BENS PÚBLICOS: A lei 12.034/09 previu hipóteses em que é

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EXCEÇÃO QUANTO AOS BENS PÚBLICOS: A lei 12.034/09 previu hipóteses em que é possível a veiculação de propaganda eleitoral em dados bens públicos, observando as regras legais:

– Art. 37, § 3º LE: Nas dependências do Poder Legislativo, a veiculação de propaganda eleitoral fica a critério da Mesa Diretora. Cada Casa legislativa estabelece como se dará a propaganda eleitoral;

– Art. 37, § 6º É permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. entre as 6h e 22h.

PROPAGANDA ELEITORAL • BENS PARTICULARES: Aqui a regra é a inversa à de bens particulares, ou

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BENS PARTICULARES: Aqui a regra é a inversa à de bens particulares, ou seja, é dada pela sua permissão, independentemente de autorização da Justiça Eleitoral ou licença municipal, desde que não excedam os 4m² que configuraria outdoor.

• Art. 37, § 2º Em bens particulares, independe de obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral por meio da fixação de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições, desde que não excedam a 4m² (quatro metros quadrados) e que não contrariem a legislação eleitoral, sujeitando-se o infrator às penalidades previstas no § 1º.

PROPAGANDA ELEITORAL • OBS: E a propaganda feita em carro particular? A Lei 12.034/09 não falou

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OBS: E a propaganda feita em carro particular? A Lei 12.034/09 não falou em limite de tamanho para fotografia a ser colocada em carros. Ocorre que, se o fim psicológico da lei é impedir o uso disfarçado de outdoor, deve ser impedido sim o uso quando for maior que 4m² devido ao forte apelo visual da referida propaganda.

OBS 2: A propaganda em bens particulares deve ser gratuita. A lei não prevê aplicação de sanção caso haja o descumprimento.

Art. 37, § 8º, LE: A veiculação de propaganda eleitoral em bens particulares deve ser espontânea e gratuita, sendo vedado qualquer tipo de pagamento em troca de espaço para esta finalidade.

PROPAGANDA ELEITORAL • CUIDADO: E propaganda eleitoral acima de 4m² em comitês? A lei 12.034/09 não

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CUIDADO: E propaganda eleitoral acima de 4m² em comitês? A lei 12.034/09 não fez nenhuma exceção à metragem para os comitês, logo o entendimento foi de que também não seria possível. Mas para dar fim à polêmica, o TSE decidiu sobre o tema nas eleições de 2010, proibindo propaganda eleitoral nos comitês acima de 4m².

PROPAGANDA ELEITORAL • MATERIAIS DE CAMPANHA: Independem de autorização ou licença municipal e são de responsabilidade

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MATERIAIS DE CAMPANHA: Independem de autorização ou licença municipal e são de responsabilidade do partido, coligação ou candidato e somente poderão ser editadas após obtenção de CNPJ dos partidos e comitês financeiros.

Art. 38. Independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação ou candidato.

§ 1º Todo material impresso de campanha eleitoral deverá conter o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ ou o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF do responsável pela confecção, bem como de quem a contratou, e a respectiva tiragem.

PROPAGANDA ELEITORAL • COMISSIOS, CARREATAS, PASSEATAS, CAMINHADAS, CARRO DE SOM E ALTO-FALANTES: Serão permitidas até a

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COMISSIOS, CARREATAS, PASSEATAS, CAMINHADAS, CARRO DE SOM E ALTO-FALANTES: Serão permitidas até a véspera das eleições e não dependem de licença da polícia, mas deve o candidato, partido ou coligação, comunicar o ato à

autoridade policial no mínimo 24h antes para ser preservado o direito de prioridade, a garantia da ordem pública e a segurança do tráfego.

CUIDADO: Se realizada no dia da eleição, é considerada crime.

Art. 39, § 5º Constituem crimes, no dia da eleição, puníveis com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR:

I - o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata;

PROPAGANDA ELEITORAL • Art. 39. A realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral, em

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• Art. 39. A realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral, em recinto aberto ou fechado, não depende de licença da polícia.

§ 1º O candidato, partido ou coligação promotora do ato fará a devida comunicação à autoridade policial em, no mínimo, vinte e quatro horas antes de sua realização, a fim de que esta lhe garanta, segundo a prioridade do aviso, o direito contra quem tencione usar o local no mesmo dia e horário.

§ 2º A autoridade policial tomará as providências necessárias à garantia da realização do ato e ao funcionamento do tráfego e dos serviços públicos que o evento possa afetar.

PROPAGANDA ELEITORAL • AUTO-FALATAS E AMPLIFICADORES DE SOM: É permitido seu uso, tanto nas sedes dos

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AUTO-FALATAS E AMPLIFICADORES DE SOM:

É permitido seu uso, tanto nas sedes dos partidos políticos quanto em veículos das 8h às 22h Salvo nos comícios que é permitido das 8h às 24h!!!

CUIDADO: É vedado, seja nas sedes, em veículos e inclusive em comícios, instalação dos aparelhos de som com distância inferior a 200 metros de:

– Sedes do Poder Executivo e Legislativo da União, Estados, DF e Municípios, dos Tribunais, quartéis e outros estabelecimentos militares;

– Hospitais e casas de saúde;

– Escolas, bibliotecas públicas, igrejas, teatros (quando em funcionamento).

PROPAGANDA ELEITORAL • IMPORTANTE!!! O uso de equipamento de som no dia da eleição configura CRIME!!!

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IMPORTANTE!!! O uso de equipamento de som no dia da eleição configura CRIME!!!

• Art. 39, § 5º Constituem crimes, no dia da eleição, puníveis com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR:

• I - o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata;

PROPAGANDA ELEITORAL • COMÍCIOS, SHOWMÍCIOS E TRIOS ELÉTRICOS: A realização de comícios é permitida a partir

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COMÍCIOS, SHOWMÍCIOS E TRIOS ELÉTRICOS: A realização de comícios é permitida a partir do dia 06/julho do ano eleitoral até 2 dias antes das eleições.

Art. 39, § 4º, LE: A realização de comícios e a utilização de aparelhagem de sonorização fixa são permitidas no horário compreendido entre as 8 (oito) e as 24 (vinte e quatro) horas.

OBS: No comício é permitido o uso de telão, bem como de trios elétricos para a sonorização do comício, permanecendo no palco, sendo vedada sua circulação por via pública!!

Art. 39, § 10, LE: Fica vedada a utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, exceto para a sonorização de comícios.

PROPAGANDA ELEITORAL • CUIDADO: Não há previsão de sanção de multa em caso de descumprimento, desta

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CUIDADO: Não há previsão de sanção de multa em caso de descumprimento, desta forma, cabe o uso do poder de polícia previsto no art. 40-B, § único, LE.

• Art. 40-B. A representação relativa à propaganda irregular deve ser instruída com prova da autoria ou do prévio conhecimento do beneficiário, caso este não seja por ela responsável. Poder de polícia!!

Aí sim, havendo descumprimento do poder de polícia eleitoral, configura crime de desobediência, previsto no art. 347, do Código Eleitoral.

PROPAGANDA ELEITORAL • SHOWMÍCIO: Da mesma forma é vedada a presença de artistas ou animadores. •

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SHOWMÍCIO: Da mesma forma é vedada a presença de artistas ou animadores.

Art. 39, § 7º É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral.

OBS: Da mesma forma que a lei não previu sanção no caso de violação a esta norma, aplica-se o art. 40-B, § único da Lei das Eleições que fala do poder de polícia realizado pela Justiça Eleitoral. Ante o seu descumprimento, configura crime do art. 347 do Código Eleitoral.

PROPAGANDA ELEITORAL • CONFECÇÃO DE BRINDES DE CAMPANHA: • Art. 39, § 6º, LE: É vedada

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CONFECÇÃO DE BRINDES DE CAMPANHA:

Art. 39, § 6º, LE: É vedada na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor.

CUIDADO: A lei falhou em não prever sanção ao descumprimento desta norma. Desta forma, aplica-se subsidiariamente o art. 40-B, § único da Lei das Eleições que trata do poder de polícia, e caso haja seu descumprimento, configuração de crime eleitoral do art. 347, CE.

PROPAGANDA ELEITORAL • OUTDOORS : É vedada a utilização de outdoors na campanha, sendo que este

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OUTDOORS: É vedada a utilização de outdoors na campanha, sendo que este será configurado quando exceder 4m².

• Art. 39, § 8º, LE: É vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos, coligações e candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de 5.000 (cinco mil) a 15.000 (quinze mil) UFIRs.

PROPAGANDA ELEITORAL • BOCA DE URNA: A prática de “boca de urna” no dia da eleição

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BOCA DE URNA: A prática de “boca de urna” no dia da eleição constitui crime. Desta forma, em geral, não poderá ser feita qualquer manifestação de propaganda eleitoral no dia da eleição, salvo a manifestação individual e silenciosa do eleitor que quiser votar com broches, bandeiras, dísticos, adesivos de seu candidato o que não configuraria o crime de boca de urna.

Art. 39-A. É permitida, no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos.

PROPAGANDA ELEITORAL • PROPAGANDA NA IMPRENSA: É possível a propaganda feita por veículos de comunicação como

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PROPAGANDA NA IMPRENSA: É possível a propaganda feita por veículos de comunicação como revistas e jornais de grande circulação (desde que pagas), observados os limites legais de tamanho, para evitar a concorrência desleal, desde o dia 06/julho até a antevéspera das eleições sexta-feira!

Art. 43. São permitidas, até a antevéspera das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 (dez) anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tablóide.

PROPAGANDA ELEITORAL • OBS: É obrigatório a divulgação do valor pago pela propaganda na imprensa. •

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OBS: É obrigatório a divulgação do valor pago pela propaganda na imprensa.

OBS 2: É permitida apenas a reprodução do jornal impresso na internet.

SANÇÃO: Se a propaganda for veiculada fora do período permitido pela lei, será aplicada multa de acordo com o art. 36, §3º, LE sujeita a multa de R$5.000,00 a R$25.000,00 ou o equivalente ao custo da propaganda (se for este maior). MAS, se for veiculada dentro do período permitido, mas fora dos padrões legais, a multa será de R$1.000,00 a R$10.000,00 ou o valor do custo se for mais elevado.

PROPAGANDA ELEITORAL • PROPAGANDA NO RÁDIO E NA TV: Trata-se de uma forma excepcional de financiamento

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PROPAGANDA NO RÁDIO E NA TV: Trata-se de uma forma excepcional de financiamento público para as campanhas no momento em que as emissoras cedem espaço durante a propaganda

eleitoral período de 45 dias para a propaganda no rádio e na televisão!!!

Art. 44. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito definido nesta Lei,vedada a veiculação de propaganda paga.

A divisão se dá de acordo com a lei, em grade específica para cada cargo em disputa, cujo o critério de divisão do tempo também é definido por lei.

PROPAGANDA ELEITORAL • IMPORTANTE: A partir de 1º de julho do ano das eleições, certas condutas

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IMPORTANTE: A partir de 1º de julho do ano das eleições, certas condutas são vedadas por parte das emissoras de rádio e televisão, dentre outras:

– I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;

– VI - divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.

PROPAGANDA ELEITORAL • Art. 45, § 1º, LE: A partir do resultado da convenção, é vedado,

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• Art. 45, § 1º, LE: A partir do resultado da convenção, é vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por candidato escolhido em convenção.

SANÇÃO: Em caso de violação aos preceitos legais, as emissoras de rádio e televisão estarão sujeitas a multa no valor de 20.000 a 100.000 UFIR, duplicada em caso de reincidência e perda de tempo equivalente ao dobro do usado na prática do ilícito.

PROPAGANDA ELEITORAL • Art. 45, § 2º Sem prejuízo do disposto no parágrafo único do art.

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• Art. 45, § 2º Sem prejuízo do disposto no parágrafo único do art. 55, a inobservância do disposto neste artigo sujeita a emissora ao pagamento de multa no valor de vinte mil a cem mil UFIR, duplicada em caso de reincidência.

• Art. 55, Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo sujeita o partido ou coligação à perda de tempo equivalente ao dobro do usado na prática do ilícito, no período do horário gratuito subseqüente, dobrada a cada reincidência, devendo, no mesmo período, exibir-se a informação de que a não-veiculação do programa resulta de infração da lei eleitoral.

PROPAGANDA ELEITORAL • DISTRIBUIÇÃO DO TEMPO: O horário gratuito no rádio e na televisão será distribuído

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DISTRIBUIÇÃO DO TEMPO: O horário gratuito no rádio e na televisão será distribuído entre todos os partidos e coligações que tenham candidato e representação na Câmara de Deputados, seguindo os seguintes critérios:

– 1/3 do tempo de forma igual para todos;

– 2/3 proporcionalmente ao número de representantes na Câmara de Deputados, considerando no caso de coligação, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos que a integram.

PROPAGANDA ELEITORAL • PROPAGANDA NA INTERNET: A lei 12.034/09 veio regular o uso da internet para

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PROPAGANDA NA INTERNET: A lei 12.034/09 veio regular o uso da internet para meio de divulgação de propaganda eleitoral.

• Também só será permitido a partir de 06/julho do ano das eleições, até inclusive o dia da eleição (art. 7º, lei

12.034/09)

• Art. 57-A. É permitida a propaganda eleitoral na internet, nos termos desta Lei, após o dia 5 de julho do ano da eleição.

PROPAGANDA ELEITORAL • Art. 7º, Lei 12.034/09: Não se aplica a vedação constante do parágrafo único

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• Art. 7º, Lei 12.034/09: Não se aplica a vedação constante do parágrafo único do art. 240 da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral, à propaganda eleitoral veiculada gratuitamente na internet, no sítio eleitoral, blog, sítio interativo ou social, ou outros meios eletrônicos de comunicação do candidato, ou no sítio do partido ou coligação, nas formas previstas no art. 57-B da Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997. isto é, pode ser divulgada a propaganda eleitoral na internet até o dia da eleição!!!

PROPAGANDA ELEITORAL • A propaganda na internet poderá ser das seguintes formas: – Em sítio do

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• A propaganda na internet poderá ser das seguintes formas:

– Em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País;

– Em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País;

– Por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação;

– Por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural.

PROPAGANDA ELEITORAL • CUIDADO: É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga. •

PROPAGANDA ELEITORAL

CUIDADO: É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga.

É PROIBIDO:

Venda de cadastro de pessoas;

Utilização, doação ou cessão de cadastro eletrônico de clientes por entidades elencadas no art. 24, LE;

Spam eleitoral após 48h do pedido de descredenciamento.

Atribuir autoria de propaganda a terceiro, candidato, partido ou coligação.

– Veiculação de propaganda eleitoral na internet, ainda que gratuitamente, em sítios:

De pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos;

Oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União,

Dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

PROPAGANDA ELEITORAL • SANÇÕES: Para o divulgador da propaganda caberá multa de R$5.000,00 a R$30.000,00 e

PROPAGANDA ELEITORAL

SANÇÕES: Para o divulgador da propaganda caberá multa de R$5.000,00 a R$30.000,00 e se o candidato beneficiado tinha o prévio conhecimento também estará sujeito à multa.

OBS: A internet é território livre, devendo ser observado o direito de resposta e a vedação ao anonimato!

Art. 57-D. É livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores - internet, assegurado o direito de resposta, nos termos das alíneas a, b e c do inciso IV do § 3o do art. 58 e do 58- A, e por outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica.

PODER DE POLÍCIA • CONCEITO: Trata-se daquele que visa garantir a segurança pública da nação, dever

PODER DE POLÍCIA

CONCEITO: Trata-se daquele que visa garantir a segurança pública da nação, dever precípuo do Estado, defendendo-a de qualquer agressão estrangeira.

Art. 41. A propaganda exercida nos termos da legislação eleitoral não poderá ser objeto de multa nem cerceada sob alegação do exercício do poder de polícia ou de violação de postura municipal, casos em que se deve proceder na forma prevista no art. 40.

§ 1o O poder de polícia sobre a propaganda eleitoral será exercido pelos juízes eleitorais e pelos juízes designados pelos Tribunais Regionais Eleitorais.

§ 2o O poder de polícia se restringe às providências necessárias para inibir práticas ilegais, vedada a censura prévia sobre o teor dos programas a serem exibidos na televisão, no rádio ou na internet.

DIREITO DE RESPOSTA • CONCEITO: É o direito ao contraditório, previsto no art. 58, da Lei

DIREITO DE RESPOSTA

CONCEITO: É o direito ao contraditório, previsto no art. 58, da Lei das Eleições, assegurado desde a escolha do candidato em convenção do partido que tenha sido, ainda que de forma indireta, caluniado, injuriado ou difamado por qualquer veículo de comunicação social.

PROCEDIMENTO:

– Encaminhar o pedido de direito de resposta:

– Ofensor é notificado para se defender em 24h;

– Decisão deve ser dada até no máximo 72h após o pedido de resposta;

DIREITO DE RESPOSTA • PRAZOS: Deve ser formulado o pedido dentro de: – 24h quando se

DIREITO DE RESPOSTA

PRAZOS: Deve ser formulado o pedido dentro de:

24h quando se tratar do horário eleitoral gratuito;

48h, quando se tratar da programação normal das emissoras de rádio e televisão;

– 72h quando se tratar de órgão da imprensa escrita.

OBS: a divulgação da resposta será feita no mesmo dia da semana em que a ofensa foi divulgada, nos mesmos parâmetros (tamanho, horário, tempo de duração, etc).

OBS 2: Se a ofensa ocorrer em dia e hora que inviabilizem sua reparação dentro dos prazos estabelecidos na lei, a resposta será divulgada nos horários que a Justiça Eleitoral determinar, ainda que nas quarenta e oito horas anteriores ao pleito, em termos e forma previamente aprovados, de modo a não ensejar tréplica.

SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO • No Brasil o sistema utilizado para computar os votos em regra

SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO

No Brasil o sistema utilizado para computar os votos em regra é o eletrônico, sendo possível quando autorizado pela Justiça Eleitoral, a utilização de cédulas oficiais.

ORIGEM: A informatização do cadastro de eleitores se deu em 1985 e posteriormente após incidente de fraude nas eleições de grande proporção, foi elaborada comissão para criar o sistema eletrônico de votação.

Art. 59, § 1º A votação eletrônica será feita no número do candidato ou da legenda partidária, devendo o nome e fotografia do candidato e o nome do partido ou a legenda partidária aparecer no painel da urna eletrônica, com a expressão designadora do cargo disputado no masculino ou feminino, conforme o caso.

SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO • Art. 59, § 2º Na votação para as eleições proporcionais, serão

SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO

• Art. 59, § 2º Na votação para as eleições proporcionais, serão computados para a legenda partidária os votos em que não seja possível a identificação do candidato, desde que o número identificador do partido seja digitado de forma correta.

• Art. 62. Nas Seções em que for adotada a urna eletrônica, somente poderão votar eleitores cujos nomes estiverem nas respectivas folhas de votação, não se aplicando a ressalva a que se refere o art. 148, § 1º, da Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 - Código Eleitoral.

SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO • OBS: A Lei 12.034/09 estabeleceu o retorno do voto impresso, para

SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO

OBS: A Lei 12.034/09 estabeleceu o retorno do voto impresso, para garantir a lisura eleitoral, por meio da identificação biométrica.

• Art 5º: Fica criado, a partir das eleições de 2014, inclusive, o voto impresso conferido pelo eleitor, garantido o total sigilo do voto e observadas as seguintes regras:

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SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO • ORDEM: O eleitor vota primeiramente nos cargos do sistema proporcional e

SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO

ORDEM: O eleitor vota primeiramente nos cargos do sistema proporcional e por último nos do sistema majoritário, seguindo uma ordem crescente de votação.

OBS: Se o eleitor não digitar o número do candidato, será computado voto de legenda quando possível a identificação do número do partido político.

RECURSOS ELEITORAIS • DISPOSIÇÕES GERAIS: A competência recursal da Justiça Eleitoral segue a regra pré-estabelecida no

RECURSOS ELEITORAIS

DISPOSIÇÕES GERAIS: A competência recursal da Justiça Eleitoral segue a regra pré-estabelecida no art. 121, da Constituição Federal e os preceitos do Código Eleitoral, bem como de Leis Eleitorais.

• Os recursos podem ser civil eleitoral ou criminal eleitoral, e tanto a doutrina como a jurisprudência entendem que aplicam-se subsidiariamente os Códigos de Processo Civil e de Processo Penal.

RECURSOS ELEITORAIS • REGRA: Os recursos eleitorais não terão efeito suspensivo !!! Ou seja, qualquer acórdão

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REGRA: Os recursos eleitorais não terão efeito suspensivo!!! Ou seja, qualquer acórdão ou decisão será executado imediatamente. Isto é, de regra os recursos só terão efeito devolutivo, sendo possível inclusive juízo de retratação no 1º grau (art. 267, §7º, CE).

EXCEÇÕES: O art. 216, CE prevê a possibilidade do efeito suspensivo enquanto o TSE não decidir o recurso contra a expedição do diploma, possibilitando que o diplomado possa exercer o mandato em toda sua plenitude.

Isto é, em caso de RCD (Recurso Contra Diplomação), tanto os julgados dos TREs quanto do TSE terão efeito suspensivo!!

RECURSOS ELEITORAIS • PRINCÍPIOS: Aos recursos eleitorais, deve-se observar os seguintes princípios: – Unirrecorribilidade; Duplo grau

RECURSOS ELEITORAIS

PRINCÍPIOS: Aos recursos eleitorais, deve-se observar os seguintes princípios:

– Unirrecorribilidade; Duplo grau de jurisdição;

Fungibilidade recursal; – Celeridade;

PRAZO: A maioria dos Recursos Eleitorais terão o prazo de 3 dias, salvo quando a lei dispuser de forma diversa.

Art. 258, CE: Sempre que a lei não fixar prazo especial, o recurso deverá ser interposto em três dias da publicação do ato, resolução ou despacho.

RECURSOS ELEITORAIS • PRINCÍPIO DA PRECLUSÃO: Aplica-se aos recursos eleitorais o princípio da preclusão, isto é,

RECURSOS ELEITORAIS

PRINCÍPIO DA PRECLUSÃO: Aplica-se aos recursos eleitorais o princípio da preclusão, isto é, se não for a matéria argüida no momento oportuno, não poderá faze-lo em momento diverso. SALVO se tratar de matéria constitucional, em que poderá ser utilizado outro momento oportuno (mas respeitado o respectivo prazo).

Art. 259, CE: São preclusivos os prazos para interposição de recurso, salvo quando neste se discutir matéria constitucional.

Parágrafo único: O recurso em que se discutir matéria constitucional não poderá ser interposto fora do prazo. Perdido o prazo numa fase própria, só em outra que se apresntar poderá ser interposto.

RECURSOS ELEITORAIS • Art. 260, CE: A distribuição do primeiro recurso que chegar ao Tribunal Regional

RECURSOS ELEITORAIS

• Art. 260, CE: A distribuição do primeiro recurso que chegar ao Tribunal Regional ou Tribunal Superior prevenirá a competência do Relator para todos os demais casos do mesmo Município ou Estado.

• TSE e TRE são compostos por 7 membros cada. No julgamento pelos Tribunais, a resposta é dada em turmas ou câmaras, sendo que em cada caso terá um Relator o processo.

RECURSOS ELEITORAIS • RECURSO PARCIAL: Trata-se de recurso a ser interposto contra as decisões relativas à

RECURSOS ELEITORAIS

RECURSO PARCIAL: Trata-se de recurso a ser interposto contra as decisões relativas à votação e apuração do pleito. Além de não ser muito utilizado ou conhecido na seara eleitoral, ele tem peculiaridades diversas dos demais recursos eleitorais.

Ele é cabível das decisões referentes às urnas, cédulas e votos, isto é, no que tratar do resultado da votação e também da apuração dos votos.

OBS: Eles caíram em desuso com o advento das urnas eletrônicas, cujo armazenamento, escrutínio e contagem de votos é todo feito por meio de computador, permitindo o conhecimento do resultado das eleições no próprio dia da realização do pleito.

RECURSOS ELEITORAIS • Legitimados: – Candidatos; Partidos Políticos; – – Coligações; Ministério Público; – – Delegados

RECURSOS ELEITORAIS

Legitimados:

– Candidatos; Partidos Políticos;

– – Coligações; Ministério Público;

– – Delegados e fiscais de partido.

Prazo: 3 dias

Efeito: Somente efeito devolutivo, conforme aduz art. 257, CE.

Natureza Jurídica: Recurso, conforme art. 261, CE.

Competência: TREs e TSE.

RECURSOS ELEITORAIS • Art. 261, CE: Os recursos parciais, entre os quais não se incluem os

RECURSOS ELEITORAIS

• Art. 261, CE: Os recursos parciais, entre os quais não se incluem os que versarem matéria referente ao registro de candidatos, interpostos para os Tribunais Regionais no caso de eleições municipais, e para o Tribunal Superior no caso de eleições estaduais ou federais, serão julgados à medida que derem entrada nas respectivas Secretarias.

RECURSOS ELEITORAIS • RCD: Recurso Contra Diplomação, está previsto no art. 262, CE. • Legitimados :

RECURSOS ELEITORAIS

RCD: Recurso Contra Diplomação, está previsto no art. 262, CE.

Legitimados:

– Partido Político; – Coligação; – Candidato; – Ministério Público

Prazo: 3 dias contados da data marcada para sessão de diplomação dos eleitos.

RECURSOS ELEITORAIS • Efeito: Além do efeito devolutivo previsto para todos os recursos eleitorais, para o

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Efeito: Além do efeito devolutivo previsto para todos os recursos eleitorais, para o RCD o art. 216, CE prevê o efeito suspensivo, permitindo que o diplomado exerça o mandato eletivo em toda sua plenitude enquanto o recurso não transitar em julgado.

Competência: Será sempre da instância superior;

CUIDADO: Não cabe RCD no caso de eleição presidencial!! princípio da irrecorribilidade das decisões do TSE!!! Art. 121, §3º, Constituição Federal.

RECURSOS ELEITORAIS • Natureza Jurídica: Embora esteja no capítulo de recursos e o código assim trate

RECURSOS ELEITORAIS

Natureza Jurídica: Embora esteja no capítulo de recursos e o código assim trate o seu processamento, o TSE entende que o RCD tem natureza de ação!!

Cabimento: As hipóteses de cabimento do RCD são taxativas no rol do art. 262, CE.

Inelegibilidade ou incompatibilidade de candidato: TSE entende que somente as causas de inelegibilidade de cunho constitucional. Por ex: analfabetismo. Errônea interpretação da lei quanto à aplicação do sistema de representação proporcional: Cabível RCD quando houver erro no resultado final da aplicação dos cálculos matemáticos e das fórmulas prescritas em lei na. Erro de direito ou de fato na apuração: Trata-se do erro na própria apuração. – Concessão ou denegação do diploma em manifesta contradição com a prova dos autos

RECURSOS ELEITORIAS • Resultado: Julgado procedente o recurso contra diplomação o candidato será declarado inelegível por

RECURSOS ELEITORIAS

Resultado: Julgado procedente o recurso contra diplomação o candidato será declarado inelegível por 8 anos, contados da data da eleição em que se verificou Súmula 19, TSE.