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ANTROPOLOGIA I

CONCEITOS BÁSICOS - retirados do Livro de Antropologia Geral – Prof. Armindo dos Santos
(Páginas 17 a 88)

 A noção de grupo primário é alusiva a grupos que se baseiam na associação e colaboração íntiima
de homem a homem.

 Grupo primário é um conceito equivalente a grupo elementar.

 Os grupos elementares sendo considerados elementos fundamentais dos sistemas sociais, consistem
num grupo organizado c/base na existência de relações c/carácter relativamente permanente.

 P/que um grupo se possa definir como grupo social, é necessário que se organize na base da
existência de relações c/carácter relativamente permanente.

 Os princípios fundamentais que regulam a vida social nas sociedades classicamente estudadas pela
antropologia são o parentesco, o sexo e a idade.

 O sexo é um dos princípios fundamentais que regula a vida social na medida em que não divide
unicamente a sociedade em dois grupos no domínio da procriação, nomeadamente, nos cuidados
c/as crianças e tarefas domésticas.

 É aceitável definir sociedade como um conjunto de indivíduos de ambos os sexos e idades variadas,
interagindo e submetidos a um mesmo tipo de civilização (cultura).

 O objectivo da Antropologia Biológica, actualmente, é o estudo privilegiado das variações dos


caracteres biológicos do homem no espaço e no tempo.

 As limitações introduzidas pelas sociedades nas possibilidades de casamento atestam o carácter


“artificial” da construção social do parentesco.

 O sistema de parentesco, os modos de produção económica, o sistema jurídico, as técnicas, a


transmissão de saberes, as crenças, as artes, os símbolos, etc, são especialidades que se inserem,
exclusivamente, no ramo de estudo da Antropologia Social e Cultural.

 A tendência actual é a de considerar a etnologia uma etapa de estudo que não pretende a
universalidade ou emitir leis gerais.

 Os antropólogos sociais encaram o estudo da sociedade, predominantemente, sob a forma de um


conjunto social significativo.

 Um julgamento de carácter etnocêntrico é a atitude de pensar os outros segundo as nossas normas,


os nossos valores, a partir do que se induziria não só a diferença como uma hierarquia, na qual nos
colocamos no topo, recusando a diferença da diferença.

 Podemos definir o julgamento de carácter etnocêntrico como uma forma de pensar os outros
segundo as nossas normas.

 Nos primórdios da antropologia a distância metodológica artificial entre observador e objecto

Compilação de LenaR – 2007-2008


observado resulta, fundamentalmente, da distância geográfica entre os dois termos.

 Embora um grupo pertinente de informantes dependa do estudo em concreto, considera-se que


deva apresentar características gerais de representatividade, pelo que incluir, exclusivamente,
homens, mulheres e crianças NÃO corresponde a este critério.

 O campo de intervenção da Antropologia Social e Cultural privilegia, essencialmente, o estudo da


contemporaneidade das comunidades vivas a fim de compreender o seu funcionamento.

 A prática da Antropologia Social desenrola-se ao lado do campo científico histórico, no âmbito da


contemporaneidade das sociedades actuais.

 A experiência de terreno corresponde, fundamentalmente, à mediação entre o real, o observado e o


descrito, na prática do antropólogo.

 P/Franz Boas é necessário renunciar a fazer História no estudo das culturas do presente e
privilegiar uma análise sincrónica das relações entre os seus respectivos elementos.

 O etno-historiador trabalha, directamente, c/o tempo da oralidade local contemporânea.

 P/Lévi-Strauss, linguagem e cultura, relacionam-se sendo que a linguagem corresponde a uma


condição de cultura.

 A antropologia NÃO é susceptível de ser definida pelo tipo de sociedades estudadas.

 O projecto antropológico não corresponde, exclusivamente, ao conhecimento dos outros.

 O projecto antropológico, não pode corresponder ao exclusivo conhecimento dos outros mas
igualmente ao conhecimento de si.

 Não podemos considerar Portugal, como outros países em condições semelhantes, um repositório
de tradições imutáveis.

 A distância geográfica deverá facilitar a descentralização psicológica, social e cultural do


antropólogo, permitindo uma melhor objectivação da sociedade estudada.

 A distância geográfica facilita a descentalização psicológica, social e cultural do antropólogo.

 Relativamente à objectivação dos fenómenos observados, no caso das etnologias domésticas, a


distância cultural é obtida, em certa medida, pela distância social.

 O inquérito exploratório corresponde a um primeiro nível de observação geral impressionista.

 A anomia traduz-se pela ruptura da solidariedade entre indivíduos e conduz à ausência de laços
inter-individuais, por falta de regras de comportamento social, reconhecíveis e aceites por todos.

 A Antropologia Histórica corresponde a um vasto programa de investigação sobre o passado das


sociedades desaparecidas e actuais.

 No contexto da Antropologia Histórica, admitir influências do passado, não significa aceitar a

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noção de uma continuidade histórica linear.

 A questão da História não se põe do mesmo modo nas sociedades c/ escrita e nas sociedades sem
escrita.

 O método histórico regressivo (que vai das consequências aos princípios) foi defendido por Marc
Bloch.

 P/o antropólogo no terreno a oralidade, como expressão da memória colectiva, revela uma forma
de comunicação cuja função é idêntica à da escrita.

 A antropologia, integrando a modernidade, dedica-se, exclusivamente, ao estudo das sociedades


“primitivas” e “urbanas”.

 O conjunto das interrogações que o antropólogo coloca a propósito do objecto de estudo,


corresponde ao plano de observação.

 A Antropologia Psicológica revela o domínio do estudo dos mecanismos do psiquismo humano, na


sua interacção c/a permanência social.

 A separação entre o passado e o presente é sobretudo de carácter metodológico.

 O Minho, o Yorkshire ou o Texas são tão etnológicos como qualquer sociedade africana, sul-
americana, etc.

 Os antropólogos culturais encaram o estudo da sociedade sob a forma de um conjunto de técnicas


materiais e intelectuais.

 No trabalho de campo a observação directa dos factos permite relativizar as informações fornecidas
pelos informantes.

 P/os evolucionistas, o processo de evolução a que todas as sociedades teriam de se sujeitar,


corresponderia à sucessão, mais ou menos rápida, de um movimento de desenvolvimento unilinear.

 A noção de aculturação designa os fenómenos resultantes de contactos directos e prolongados entre


duas culturas diferentes.

 O conceito de estrutura social difere entre Lévi-Strauss e Radcliffe-Brown. P/este último, o


conceito designa a rede complexa de relações sociais existindo, realmente, e reunindo seres
humanos individuais num certo ambiente natural.

 O tempo sincrónico corresponde a um tempo mais ou menos efémero, segundo as sociedades mas,
cujo momento, o antropólogo não pode, metodologicamente, dispensar, p/dar conta do
funcionamento (ou disfuncionamento) social. Esta variabilidade temporal deve-se ao movimento
histórico contínuo das sociedades.

 A antropologia tendo como objecto final a compreensão do homem social e cultural na sua

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complexidade e variabilidade universal considera que a interdisciplinaridade é metodologicamente
desejável como passo de convergência científica.

 A distinção entre Antropologia Social e Cultural, resulta da diferença entre os conceitos de


sociedade e cultura sendo estes, no entanto, dimensões indissociáveis da actividade humana.

 A fase etnográfica dos estudos antropológicos passa, necessariamente, pela observação no terreno.

 Marcel Mauss considera que o “facto social total” corresponde a um sistema social cujos elementos
estão interligados por determinados tipos de relações.

 As preocupações fundadoras da Antropologia Social e Cultural foram desde o início o estudo do


homem nas formas e modos de organização social derivadas da sua condição humana.

 A Antropologia Social e Cultural estuda as sociedades humanas evitando o julgamento de carácter


etnocêntrico, o que significa estudar as sociedades humanas tendo em consideração a diversidade e
originalidade de cada cultura em si.

 No estudo das sociedades “primitivas” contemporâneas, a Antropologia Social e Cultural aplicou


desde cedo o método de observação directa no terreno.

 Nos estudos etnográficos a distância geográfica entre a sociedade de origem do investigador e o


local a estudar torna-se importante porque facilita a descentralização psicológica, social e cultural do
observador a fim de lhe permitir uma melhor objectivação da sociedade estudada.

 No método do trabalho etnológico o plano de observação no terreno, corresponde a interrogações


colocadas pelo investigador a propósito do objectivo de estudo segundo determinado protocolo a
seguir no terreno.

 No terreno o antropólogo deverá escolher o sítio da sua instalação procurando, de preferência,


estabelecer-se na residência de um habitante que não se encontre no centro de conflitos e tenha
algum prestígio junto dos outros membros do grupo.

 A fase etnográfica da investigação antropológica caracteriza-se particularmente pela obervação


directa e descrição de factos reais tais como eles sobressaem do inquérito do terreno.

 O antropólogo procura atingir a compreensão das totalidades sociais pelo que a sua atitude se deve
caracterizar pela apreciação meticulosamente e isolada dos elementos a considerar reintroduzindo-
os no seu contexto social p/a compreensão da totalidade.

 Os principais procedimentos em que assenta o método de estudo antropológico são:


• Aquisição de boa informação bibliográfica;
• Levantamento de eventuais hipóteses teóricas ou conjunto de questionamentos;
• Método geral e métodos específicos em função dos quais se organizam os protocolos de
investigação, plano concreto de observação e respectiva ordem de execução no terreno;
• Diferentes materiais e técnicas auxiliares.

 A definição aceitável de sociedade: conjunto de indivíduos de ambos os sexos e de idades variadas

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interagindo e submetidos a um mesmo tipo de cultura.

 O debate entre a relevância da abordagem sincrónica e diacrónica não se esgotou. No entanto, a


antropologia social e cultural moderna privilegia fundamentalmente o estudo da contemporaneidade
das sociedades actuais de modo a compreender o seu funcionamento.

 A antropologia, como ciência integrante, compreende na actualidade 5 campos de estudo


fundamentais, sendo eles a antropologia psicológica, a antropologia linguística, a antropologia
biológica, a antropologia social e cultural e a antropologia pré-história.

 A interdisciplinaridade é metodologicamente desejável passo de convergência científica pois a


antropologia tem como objectivo final a compreensão do homem social e cultural na sua
complexidade e variabilidade universal.

 Actualmente a tendência é p/considerar a etnologia como uma etapa de estudo que tem por
objectivo a compreensão de totalidades sociais singulares.

 Relativamente ao seu domínio de investigação a antropologia procura presentemente estudar


qualquer tipo de sociedade, inclusivamente, as ocidentais.

 O método de estudo utilizado pelos antropólogos baseia-se essencialmente na observação directa


no terreno em função de um determinado objectivo científico.

 Na constituição de um grupo pertinente de informantes o investigador deverá procurar que esse


grupo apresente características de representatividade em relação ao conjunto do grupo local.

 O conceito de “facto social total” elaborado por Marcel Mauss corresponde a um sistema social
cujos elementos estão interligados por determinados tipos de relações.

 O plano de observação no terreno corresponde a interrogações colocadas pelo investigador a


propósito do objectivo de estudo segundo determinado protocolo a seguir no terreno.

 Um protocolo de terreno corresponde à programação quotidiana das actividades a desenvolver.

 A prática da antropologia social desenrola-se ao lado do campo científico histórico, no âmbito da


contemporaneidade das sociedades actuais.

 A antropologia não é susceptível de ser definida pelo tipo de sociedades estudadas.

 O inquérito exploratório corresponde a um primeiro nível de observação geral impressionista.

 Os antropólogos sociais encaram o estudo da sociedade sob a forma de um conjunto social


significativo.

 Um plano de observação corresponde às interrogações que o antropólogo coloca.

 No trabalho de campo a observação directa dos factos permite essencialmente relativizar as

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informações fornecidas pelos informantes.

 P/Lévi-Strauss, linguagem e cultura, relacionam-se sendo que a linguagem corresponde a uma


condição de cultura.

 Os modos de produção económica são aspectos de estudo da antropologia social e cultural.

 A finalidade fundamental da Antropologia Social e Cultural é reflectir sobre o funcionamentoo


social e cultural gera e evideenciar categorias analíticas universais, capazes de explicar a diversidade
das sociedaades humanas e a unidade do género humano.

 Um plano de exposição corresponde ao resumo dos temas tratados no estudo, correspondente aos
resultados de uma investigação.

 A prática da antropologia social desenrola-se ao lado do campo científico histórico, no âmbito da


contemporaneidade das sociedades extintas.

 No âmbito das distinções nacionais, a etnologia é para os britânicos o estudo dos povos ou grupos
étnicos no sentido da comparação e da classificação cultural.

 No caso de querer elaborar uma monografia sobre a globalidade de uma determinada sociedade, é
corrente partir-se p/o terreno sem grandes à priori, emergindo interrogações mais profundas,
posteriormente.

 A etno-história conjuga o tempo antropológico e tempo histórico naquilo que é estritamente


necessário p/a compreensão do presente, como finalidade antropológica e não histórica.

 O campo da etno-linguística pretende compreender as categorias afectivas e cognitivas que


caracterizam uma língua em particular.

 Em França, o termo etnologia corresponde a uma etapa de estudo que visa, no imediato, o estudo
dos particularismos monográficos ou temáticos.

 Na antropologia social e cultural a dimensão cultural é, de facto, indissociável da dimensão social.

 Embora um grupo pertinente de informantes dependa do estudo em concreto, considera-se que


deva apresentar características gerais de representatividade, pelo que incluir exclusivamente homens,
mulheres e crianças NÃO corresponde a este critério.

 A abordagem etnológica assenta, predominantemente, numa construção indutiva, através do qual se


constrói um termo geral a partir de factos particulares.

 Relativamente à objectivação dos fenómenos observados, no caso das etnologias domésticas, a


distância cultural é obtida, em certa medida, pela distância social.

 Tomando Portgal como exemplo, as comunidades aldeãs podem ser interpretadas como ssistemas
sociais dotados de sub-sistemas próprios inter-relacionando-se no seio de um super-sistema
englobante do país.

 O método etno-histórico corresponde à aplicação das regras da crítica histórica em elementos ainda

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vivos na memória dos indivíduos.

 O debate sobre o inato e o adquirido assim como a sua contínua interacção tem sido um contributo
principal da Antropologia Biológica.

 Os antropólogos sociais encaram o estudo da sociedade, predominantemente, sob a forma de um


conjunto social ssignificativo.

 Um grupo pertinente de informantes deve apresentar características gerais de representatividade.


Indique aquela que corresponde a este critério:
• Não incluir exclusivamente homens, mulheres e crianças.

 O conjunto de temas tratados na obra correspondente aos resultados de uma investigação alude ao
plano de exposição.

 P/Lévi-Strauss a linguagem na sua relação c/a cultura corresponde a um dos aspectos, uma
produção e uma condição da cultura.

 O protocolo de andamento no terreno corresponde à elaboração de uma programação quotidiana


dependente o menos possível do acaso, embora este possam ser bem-vindos.

 Guy Rocher define sociedade como “a multiplicidade das interacções de sujeitos humanos que
compõem o tecido fundamental e elementar da sociedade, conferindo-lhe experiência e vida”.

 Por grupo primário entende-se o conjunto de indivíduos que se caracteriza pela associação e
colaboração íntima e sentimento de totalidade descrita pelo uso de “nós”.

 Segundo Mendras, uma aldeia ou comunidade ou colectividade de aldeias podem ser interpretadas
como sub-sistemas sociais dotaddos de sistemas próprios inter-relacionando-se no seio de um
super-sistema englobante, o páis.

 Um grupo pertinente de informantes deve apresentar características gerais de representatividade,


pelo que NÃO incluir diferentes categorias de significado social local NÃO corresponde a este
critério.