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“A ANTAQ e o Transporte Aquaviário”

Seminário sobre o SISTRAM

Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2010

Wagner de Sousa Moreira

Gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Marítima e de Apoio

SUMÁRIO

SUMÁRIO

A Regulação;

A

ANTAQ

reguladora;

como

Agência

2 2
2
2

A ANTAQ e o desenvolvimento

da

navegação

marítima

e

de

apoio.

Teoria da Regulação

3
3

3

A Regulação

Conjunto

de

ações

através

das

quais

o

Estado, de

maneira restritiva ou meramente indutiva, controla, influencia o comportamento dos agentes econômicos, orientando o mercado em direções socialmente desejáveis.

Objetiva

reduzir

ou

eliminar

falhas

dos mercados,

visando melhorar a eficiência dos mesmos.

As Agências Reguladoras

Modelo

4
4

4

Foram criadas no contexto da reforma do Estado – desestatização em setores de infraestrutura e setores econômicos relevantes.

Consonância

com

política

econômica neo-

liberal adotada no Brasil após 1990.

Supervisão

(normatiza

e

fiscaliza)

das

atividades transferidas à iniciativa privada.

Agências Reguladoras

Modelo

5
5

5

Autarquia de natureza especial, criada por lei.

Autonomia

administrativa

e

financeira, orçamento e quadro de pessoal

próprio.

Estrutura de colegiado.

Maior

tradicionais.

independência

que

autarquias

Independência e autonomia

Os Dirigentes:

6
6

6

Dirigentes (Diretores ou Conselheiros) têm mandatos fixos , não coincidentes com o PR.

Deliberações em colegiado, na forma de seu Regimento Interno.

Indicações feitas pelo Executivo (PR), seguindo para aprovação no Legislativo (CN).

Impossibilidade de exoneração pelo PR, salvo em casos previstos em lei.

Independência e autonomia

Objetivos:

7
7

7

Menor

ocasionais;

sensibilidade

a

interesses

políticos

Menor vulnerabilidade às alternâncias do Poder Executivo;

Decisões fundamentadas em razões técnicas;

Propósito: um ambiente seguro para realização de investimentos a longo prazo pelo setor privado.

Independência e autonomia

8
8

8

As Agências têm poder normativo, podendo instaurar e julgar processos em última instância administrativa.

Autonomia administrativa e financeira, com orçamento e quadro de pessoal próprio com especialização e qualificação técnica.

As Agências Federais são vinculadas a um Ministério específico, não existindo subordinação hierárquica mas supervisão finalística, isto é, o Ministério limita-se a auferir a observância da legalidade na atuação da instituição e o seu desempenho efetivo.

Agências Reguladoras

9
9

9

Formulação de políticas para o setor – Chefe do

Executivo junto Setoriais.

a

Ministério

e Conselhos

Implementação das políticas públicas – Orgão regulador específico.

Agências Reguladoras 9 9 Formulação de políticas para o setor – Chefe do Executivo junto Setoriais.
Agências Reguladoras 9 9 Formulação de políticas para o setor – Chefe do Executivo junto Setoriais.

Formulação de Políticas

Agências Reguladoras 9 9 Formulação de políticas para o setor – Chefe do Executivo junto Setoriais.

Implementação

Agências Reguladoras 9 9 Formulação de políticas para o setor – Chefe do Executivo junto Setoriais.

Agência Reguladora

Presidência da República e Ministérios

13/12/10

Agências Reguladoras 9 9 Formulação de políticas para o setor – Chefe do Executivo junto Setoriais.

Setor Regulado

Premissas das Agências

10
10

10

Agências Reguladoras ≠ Orgãos de Defesa do Consumidor

A Agência Reguladora figura como um terceiro ente imparcial, que regula a relação de consumo, com o objetivo de equilibrar interesses muitas vezes opostos, consoante o interesse público.

Interesse público
Interesse público
Prestadores de serviço público 13/12/10
Prestadores de
serviço público
13/12/10
Premissas das Agências 10 10 Agências Reguladoras ≠ Orgãos de Defesa do Consumidor A Agência Reguladora
Premissas das Agências 10 10 Agências Reguladoras ≠ Orgãos de Defesa do Consumidor A Agência Reguladora
Premissas das Agências 10 10 Agências Reguladoras ≠ Orgãos de Defesa do Consumidor A Agência Reguladora
Premissas das Agências 10 10 Agências Reguladoras ≠ Orgãos de Defesa do Consumidor A Agência Reguladora
Premissas das Agências 10 10 Agências Reguladoras ≠ Orgãos de Defesa do Consumidor A Agência Reguladora
Consumidores
Consumidores

Agências Reguladoras

1ª Geração: ANATEL(1996), ANEEL(1997) e ANP(1997)- Infraestrutura

11 11
11
11

2ª Geração: ANVISA(99) e ANS(2000) – Saúde

3ª Geração: ANA(2000), ANTT(2001), ANTAQ(2001), ANCINE(2001) e

ANAC(2005)

Lei 10.233/2001

12
12

12

Dispôs sobre a reestruturação dos transportes aquaviários e terrestre.

Criou a ANTAQ, a ANTT, o CONIT e o DNIT.

Definiu os objetivos, esfera de atuação e competências da ANTAQ.

Estipulou diretrizes para procedimentos e controles relativos a outorgas, concessões permissões, autorizações na esfera da ANTAQ.

Lei 10.233/2001

13
13

13

Delimitou parâmetros da estrutura organizacional, do processo decisório e do quadro de pessoal da ANTAQ.

Estipulou critérios relativos às receitas e ao orçamento da ANTAQ, assim como mecanismos de participação no processo regulatório.

SUMÁRIO

SUMÁRIO

A Regulação;

SUMÁRIO SUMÁRIO • A Regulação; • A ANTAQ reguladora; como agência 14 14 • A ANTAQ

A

ANTAQ

reguladora;

como

agência

14 14
14
14

A ANTAQ e o desenvolvimento

da

navegação

marítima

e

de

apoio.

Aspectos institucionais da ANTAQ

15
15
Aspectos institucionais da ANTAQ 15 15 • Criada pela Lei nº 10.233, de 5 de junho

15

Aspectos institucionais da ANTAQ 15 15 • Criada pela Lei nº 10.233, de 5 de junho

Criada pela Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001;

Autarquia

especial

vinculada

ao

Ministério

dos

Transportes e à Secretaria de Portos;

Desempenha a função de entidade reguladora e

fiscalizadora

das

atividades

transporte aquaviário.

portuárias

e

de

O ambiente regulatório e o papel da ANTAQ

16
16

16

• • • •

Crescimento da corrente de comércio do País

Demanda por infraestrutura portuária com serviços de qualidade e baixo custo

Atratividade ao capital privado para oferta destes serviços, mediante estabelecimento de marcos regulatórios estáveis

Atração de investimentos externos

A ANTAQ

Objetivos (Lei nº 10.233, de 2001)

I – Implementar as políticas públicas formuladas pelo CONIT, MT e SEP.

II – Regular e supervisionar as atividades de prestação de serviços de transporte aquaviário e de exploração da infra- estrutura portuária e aquaviária, exercidas por terceiros, com vistas a:

  • garantir a movimentação de pessoas e bens, em cumprimento a padrões de eficiência, segurança, conforto, regularidade, pontualidade e modicidade nos fretes e tarifas;

  • harmonizar os interesses dos usuários com o dos prestadores dos serviços, preservado o interesse público; e

  • arbitrar conflitos de interesses e impedir situações que configurem competição imperfeita ou infração contra a ordem econômica.

Estrutura do Estado

UNIÃO Poder Executivo Secretaria Especial de Portos Responsáveis pelas Políticas Ministério dos ANTAQ Delegação Transportes Administrativo
UNIÃO
Poder
Executivo
Secretaria Especial
de Portos
Responsáveis
pelas Políticas
Ministério
dos
ANTAQ
Delegação
Transportes
Administrativo
Porto Público
Regulação
Fiscalização
Infra-Estrutra
Delegação
Aquaviária Brasileira
Administrativo
Terminal Portuário
Regulação
de Uso
Privativo
Fiscalização
Autorização
Empresas de
Navegação

Organograma da ANTAQ

São Paulo Rio de Janeiro Manaus Belém Florianópolis Recife Porto Velho Fortaleza Vitória P. Alegre Paranaguá
São Paulo
Rio de Janeiro
Manaus
Belém
Florianópolis
Recife
Porto Velho
Fortaleza
Vitória
P. Alegre
Paranaguá
São Luís
Corumbá
Salvador
Secretaria-Geral
Secretaria de TI
Assessoria Técnica
Assessoria
Internacional
Assessoria Parlamentar
Comunicação Social
São Paulo Rio de Janeiro Manaus Belém Florianópolis Recife Porto Velho Fortaleza Vitória P. Alegre Paranaguá
São Paulo
Rio de Janeiro
Manaus
Belém
Florianópolis
Recife
Porto Velho
Fortaleza
Vitória
P. Alegre
Paranaguá
São Luís
Corumbá
Salvador

Superintendência de Navegação Marítima e de Apoio ESFERA DE ATUAÇÃO

NAVEGAÇÃO DE LONGO CURSO – a realizada entre portos brasileiros e estrangeiros;

NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM – a realizada entre portos ou pontos do território brasileiro, utilizando a via marítima ou esta e as vias navegáveis interiores;

NAVEGAÇÃO DE APOIO MARÍTIMO - a realizada para o apoio logístico a embarcações e instalações em águas territoriais nacionais e na Zona Econômica, que atuem nas atividades de pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos;

NAVEGAÇÃO DE APOIO PORTUÁRIO – a realizada exclusivamente nos portos e terminais aquaviários, para atendimento a embarcações e instalações portuárias;

Requisitos

a) Técnicos:

  • - Embarcação Própria

  • - Contrato de Afretamento a Casco Nu (BBC)

  • - Contrato de Construção de Embarcação com 10% de

peso leve edificados em estaleiro brasileiro

b) Econômico-financeiros:

s

- Patrimônio Líquido Exigido

Navegação Longo Curso

= R$

8.000.000,00

Navegação Cabotagem

= R$

6.000.000,00

Apoio Marítimo e Portuário

= R$

2.500.000,00

c) Jurídico-Fiscal:

  • - IL > 1,00

- Objeto social atividade adequada à modalidade de navegação pretendida

- Regularidade perante as Fazendas Federal, Estadual e Municipal, INSS, FGTS e

comprovação de que não possui qualquer registro de processos de falência ou

recuperação judicial e extrajudicial

QUADRO DE EMPRESAS AUTORIZADAS ATÉ NOV - 2010

AL

2

2

-

-

-

2

AM

16

16

1

-

-

17

AP

4

4

-

-

-

4

BA

13

15*(2)

2

-

-

17

CE

8

5

5

-

-

10

ES

14

14*(1)

4

-

-

18

GO

 
  • 0 0

0

 

0

0

0

MA

 
  • 2 2

2

 

-

-

4

PA

 
  • 9 -

8

 

1

-

9

PE

 
  • 8 -

3

 

5

-

8

PR

12

12

1

-

-

13

RJ

111

53

*(3)

69

22

12

156

RN

8

3

4

3

-

10

RS

12

11*(1)

2

0

0

13

SC

11

11

5

-

-

16

SE

4

3

2

1

1

7

SP

29

24

*(4)

8

6

4

42

PB

1

-

1

-

-

1

Total

264

186

106

38

17

347

Marinha Mercante: idade média da frota

Apoio Portuário Porta-Conteiner Apoio Marítimo Carga Geral Granel Líquido Granel Sólido

21,6 11 15 15 Cargueiros + ro-ro + barcaças Petroleiros 20 Químicos Gases Líquidos 23 0
21,6
11
15
15
Cargueiros + ro-ro + barcaças
Petroleiros
20
Químicos
Gases Líquidos
23
0
5
10
15
20
25
Idade média
Idade média

Fonte: ANTAQ - out/2010

GERÊNCIA DE AFRETAMENTO DA NAV. MARÍTIMA E DE APOIO – GAM

AUTORIZAÇÕES DE AFRETAMENTOS –

NAVEGAÇÃO

2009

Nº DE AUTORIZAÇÕES/REGISTROS

CABOTAGEM

1242

LONGO CURSO

996

APOIO MARÍTIMO

199

APOIO PORTUÁRIO

21

TOTAL

2458

8,10% 0,85%

GERÊNCIA DE AFRETAMENTO DA NAV. MARÍTIMA E DE APOIO – GAM AUTORIZAÇÕES DE AFRETAMENTOS – NAVEGAÇÃO

50,53%

40,52%

  • CABOTAGEM

  • LONGO CURSO

  • APOIO MARÍITMO

  • APOIO PORTUÁRIO

GERÊNCIA DE AFRETAMENTO DA NAV. MARÍTIMA E DE APOIO – GAM

GASTOS COM AFRETAMENTOS – 2009

NAVEGAÇÃO

VALOR EM US$

CABOTAGEM

70.978.998,65

LONGO CURSO

2.205.998.147,31

APOIO MARÍTIMO

971.441.118,21

APOIO PORTUÁRIO

14.858.114,79

TOTAL

3.263.276.378,96

0,46% 2,18% 29,77% 67,60%
0,46%
2,18%
29,77%
67,60%
  • CABOTAGEM

  • LONGO CURSO

  • APOIO MARÍITMO

  • APOIO PORTUÁRIO

Acordos bilaterais sobre transportes marítimos assinados pelo Governo brasileiro

  • Alemanha

  • Argélia

  • Argentina

  • Bulgária

  • Chile

  • China

  • França

  • Polônia

  • Portuga Portuga

  • l l Romênia

  • Rússia

  • Uruguai

Panorama sobre a Fiscalização da Navegação Marítima e de Apoio

FISCALIZAÇÕES REALIZADAS EM 2009 PAF E EVENTUAL POR TIPO DE NAVEGAÇÃO 101 43 26 14 9
FISCALIZAÇÕES REALIZADAS EM 2009
PAF E EVENTUAL
POR TIPO DE NAVEGAÇÃO
101
43
26
14
9
3
4
1
Apoio Portuário
Apoio Marítimo
Eventual
Longo Curso
Cabotagem
PAF
Quantidade

SUMÁRIO

SUMÁRIO

A Regulação;

A

ANTAQ

reguladora;

como

agência

SUMÁRIO SUMÁRIO • A Regulação; • A ANTAQ reguladora; como agência • A ANTAQ e o

A ANTAQ e o desenvolvimento

31 31
31
31

da

navegação

marítima

e

de

apoio.

A Marinha Mercante Brasileira

A Marinha Mercante Nacional É um setor de natureza estratégica

Garante o funcionamento do comércio exterior do País e influencia a competitividade das exportações.

A Marinha Mercante Brasileira A Marinha Mercante Nacional É um setor de natureza estratégica Garante o

Contribui para o equilíbrio da balança de serviços e para a circulação equilibrada da economia doméstica. Assegura a soberania do País em situações de crise e emergência interna.

Comércio Marítimo Mundial

Comércio mundial 2009 por modal, por volume de cargas transportadas

9,96 0,25
9,96
0,25

89,79

  • marítimo

  • aéreo

  • terrestre/outros

Comércio mundial 2009 por modal, por valor das cargas transportadas

  • marítimo

  • aéreo

12,97

  • terrestro/outros

14,32 72,71
14,32
72,71

Fonte: MARAD, com base no IHS Global Insight, Inc., World Trade Service

O Crescimento da Economia

Brasileira 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 1997 1998 1999 2000
Brasileira
200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
US$ Bilhões

Fonte: MDIC, Sistema ALICE

EXP+IMP (2008)

 

371

bilhões

EXPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

EXP+IMP (2009)

 

281

bilhões

Participação do Modal Marítimo no Comércio Exterior Brasileiro

Jan-Dez 2009

TON: 85,9% US$: 70,2% TON: 96,8% US$: 82,2%
TON: 85,9%
US$: 70,2%
TON: 96,8%
US$: 82,2%

Fonte: Sistema ALICE do MDIC

Evolução da Frota Mercante de bandeira brasileira

(por tipo de navio)

6.000 5.000 4.000 Petroleiros 3.000 Graneleiros Carga Geral Porta Contêiner Outros Tipos 2.000 1.000 0 Milhares
6.000
5.000
4.000
Petroleiros
3.000
Graneleiros
Carga Geral
Porta Contêiner
Outros Tipos
2.000
1.000
0
Milhares toneladas
1980
1981
1982
1983
1984
1985
1986
1987
1988
1989
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009

Fonte: UNCTAD (2008) e ANTAQ (2009)

A Marinha Mercante Brasileira

Razões para o declínio da atividade a partir de 1986

ABERTURA COMPLETA E RÁPIDA DO MERCADO

CUSTO DO NAVIO DE BANDEIRA BRASILEIRA

FALTA DE COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE CONSTRUÇÃO NAVAL E INSTABILIDADE JURÍDICA DOS MARCOS REGULATÓRIOS

SITUAÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS ANTES DO REAL

A Marinha Mercante Brasileira

  • Emenda Constitucional nº 7 dá nova redação ao art. 178 da CF Marcos regulatórios sobre a Ordenação do Transporte Aquaviário

permitindo o emprego de embarcação estrangeira na cabotagem

brasileira:

“Art.178.

-------------------------------------------------------------------------------------------------

Parágrafo único. Na ordenação do transporte aquático, a lei

estabelecerá as condições em que o transporte de mercadorias na

cabotagem e

a

navegação

embarcações estrangeiras.”

interior

poderão

ser

feitos

por

  • art. 7º da Lei nº 9.432, de 1997 regulamenta o art. 178 da CF e

permite a abertura do mercado a embarcações estrangeiras, desde que afretadas por EBN, quando da inexistência ou indisponibilidade de embarcações de bandeira brasileira:

“Art. 7º As embarcações estrangeiras somente poderão participar do transporte de mercadorias na navegação de cabotagem e da navegação interior de percurso nacional, bem como da navegação de apoio portuário e da navegação de apoio marítimo, quando afretadas por empresas brasileiras de navegação, observado o disposto nos arts. 9º e 10.”

A Navegação de Cabotagem

Política Protecionista na Navegação

A Navegação de Cabotagem Política Protecionista na Navegação Os Estados protegem s egmentos nacionais estratégicos da

Os Estados protegem s egmentos nacionais estratégicos da competição internacional, por intermédio da aplicação de políticas de subsídios e da res erva de mercados

A res erva de mercado na navegação de cabotagem é praticada por divers os país es com tradição marítima, com o objetivo de pres ervar uma frota própria e o controle e a regulação s obre o mercado doméstico da navegação.

A Cabotagem no Brasil

Aspectos Favoráveis ao Desenvolvimento

Extensa costa marítima dotada de portos públicos e terminais portuários privativos em processo de modernização e ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

A Cabotagem no Brasil Aspectos Favoráveis ao Desenvolvimento Extensa costa marítima dotada de portos públicos e

Concentração ao longo da costa dos setores produtivo e consumidor brasileiro.

Investimentos na infra-estrutura de transportes terrestres possibilitando o desenvolvimento do transporte multimodal porta-a- Modernização porta. das EBN na prestação de serviços de transporte multimodal com enfoque logístico integrado. Existência de vantagens comparativas da cabotagem em relação ao modal rodoviário.

Vantagens comparativas do modal aquaviário:

Limitações

Fatores que diminuem a competitividade da cabotagem

  • alto custo do combustível marítimo na costa brasileira –

falta implementar o incentivo previsto na Lei nº 9.432, de 1997. O combustível para a cabotagem é 30% mais caro que o rodoviário e cerca de 37% mais que o usado no longo curso.

Representa cerca de 15% do custo de operação dos navios, tendo forte impacto sobre o preço final do frete.

  • frota envelhecida (idade média 18,8 anos). Além disso,

grande parte dos navios da cabotagem foi construída para o

longo curso. Aumento do custo operacional. Quadro sendo revertido.

  • dificuldade de contratação de novos navios no País para

atender a renovação e ampliação da frota em operação na cabotagem (garantias e exigências dos agentes financeiros, demora na aprovação de financiamentos). Quadro está

melhorando.

Limitações

Fatores que diminuem a competitividade da cabotagem

maiores custos operacionais dos navios (tributos diversos

sobre insumos + encargos sociais da tripulação) e altos

custos portuários incidentes sobre o valor do frete.

dificuldades de atracação nos portos (congestionamentos,

necessidades de dragagem). Estimados 10% de perdas de produtividade devido a tempos de espera.

baixa prioridade de acesso aos portos, em comparação

com o longo curso, dificultando a regularidade das escalas, e excesso de burocracia no despacho das cargas.

baixa produtividade de alguns portos na operação de

contêineres por falta de equipamentos adequados

Limitações

Fatores que diminuem a competitividade da cabotagem

  • necessidade de maior harmonização da atuação dos

diversos agentes de autoridade sobre os navios, de modo a

reduzir tempo de espera atracado e/ou repetição de exigências.

  • altos custos da praticagem obrigatória, representa, em

alguns portos, cerca de 40% dos custos portuários totais.

Perspectivas de Renovação e Ampliação da Frota brasileira

  • 12 navios para transporte de produtos claros

  • 08 navios tipo aframax

GRANEL LÍQUIDO

PETROBRAS TRANSPORTE S/A

  • 14 navios tipo suezmax

  • 04 navios tipo panamax

  • 08 navios gaseiros

  • 03 navios bunker

GRANEL SÓLIDO

  • 2 graneleiros de 80.100 TPB – Log-in Logística Intermodal

CARGA GERAL

5

porta-contêineres

Logística Intermodal

de

2.799

TEU

-

Log-in

APOIO MARÍTIMO

  • 146 embarcações offshore até 2014

GRANEL LÍQUIDO CABOTAGEM

  • 19 petroleiros contratos de afretamento por 15 anos com a PETROBRAS

Fontes: Transpetro, Petrobras, Log-In Logística

A recuperação da navegação de cabotagem

900.000 800.000 700.000 600.000 500.000 400.000 300.000 200.000 100.000 0 Fonte: ANTAQ2000 2001 2002 2003 2004
900.000
800.000
700.000
600.000
500.000
400.000
300.000
200.000
100.000
0
Fonte: ANTAQ2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
TEU 20´

Estatísticas exportação e importação

55
55

A supremacia dos transportes aquaviários no comércio exterior brasileiro

88,40 95,94
88,40
95,94
Estatísticas exportação e importação 55 A supremacia dos transportes aquaviários no comércio exterior brasileiro 88,40 95,94
Importação – em Tonelada Exportação – em Tonelada 71,86 82,92
Importação – em Tonelada
Exportação – em Tonelada
71,86
82,92

Importação – em US$ FOB

Exportação – em US$ FOB

Fonte: ANTAQ – Anuário Estatístico 2009 e MDIC, sistema Alice

(http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br/)

Navegação de cabotagem

Panorama da frota e perspectivas

62
62
Navegação de cabotagem Panorama da frota e perspectivas 62 Acréscimo de 7,3% no período de 2006-2010,

Acréscimo de 7,3% no período de

2006-2010, motivado pelo

crescimento do número de barcaças

oceânicas, navios porta-contêineres

e cargueiros

Decréscimo de 10,6% no mesmo período, em

função da redução das frotas de petroleiros e

graneleiros, mas em função dos meios oriundos

do PROMEF e EBN permitem antever expansão

de 51% e aumento da capacidade de transporte

em 151%, além da redução da idade média dos

navios.

Navegação de cabotagem Panorama da frota e perspectivas 62 Acréscimo de 7,3% no período de 2006-2010,

Fonte: ANTAQ - SNM (Outubro 2010)

* Previsão

Navegação de apoio marítimo

Desafios do pré-sal

67
67
Navegação de apoio marítimo Desafios do pré-sal 67 A Petrobrás anunciou a encomenda de 146 embarcações

A Petrobrás anunciou a encomenda de 146 embarcações de apoio marítimo destinadas a atender à demanda da área do pré-sal e a substituição de embarcações de bandeira estrangeira

Tais embarcações deverão, obrigatoriamente, ser construídas em

estaleiros brasileiros, com prazo de

entrega

até 2015

AHTS AHTS T 15000 PSV 3000 PSV 4500 ORSV 21000 18000 • Desse total, 24 embarcações
AHTS
AHTS
T 15000
PSV 3000
PSV 4500
ORSV
21000
18000
Desse total, 24 embarcações já estão em
Em
2
7
processo de licitação
2
7
3
3
24
licitação
Até 2015
6
39
8
42
12
15
122
TOTAIS
8
46
10
49
15
18
146

*Fonte: PETROBRAS

Ações propostas no 1º Seminário sobre o Desenvolvimento de Cabotagem Brasileira

Ações de Caráter Geral

  • Elaborar uma política com ações concretas para o setor;

  • Criar um comitê permanente entre EBN, Sindicatos e MB para estudar e acompanhar assuntos relativos à formação dos marítimos

  • Desburocratizar a liberação das embarcações. Simplificar e homogeneizar a fiscalização realizada por diversos órgãos públicos

  • Reduzir o custo de movimentação nos portos e melhorar sua eficiência

  • Excepcionalizar de contingenciamento os recursos do FDEPM

  • Incentivar a prestação do serviço “porta-a-porta” através da multimodalidade

  • Realizar os investimentos para o setor aquaviário, previstos no PNLT

  • Incentivar a criação de estaleiros destinados à reparação naval

Ações propostas no 1º Seminário sobre o Desenvolvimento de Cabotagem Brasileira

Ações Relacionadas ao Novo Registro Especial Brasileiro (REB)

  • Igualar o preço do combustível e lubrificantes das embarcações inscritas no REB aos autorizados nas operações de exportação

Assegurar pontualidade no ressarcimento do AFRMM e incluir previsão de correção monetária nos ressarcimentos

  • Desonerar as EBN dos custos com encargos sociais dos tripulantes de navios do REB

  • Desonerar e simplificar a importação de navipeças sem similar nacional para navios inscritos no REB

Ações propostas no 1º Seminário sobre o Desenvolvimento de Cabotagem Brasileira

Ações Relacionadas ao Novo Registro Especial Brasileiro (REB)

  • Isentar de IRPF o tripulante de navio REB durante o período em que o mesmo estiver efetivamente embarcado

  • Estudar a criação de tributo único, nos moldes do “tonnage tax”, para navios REB

Ações subsequentes ao Seminário:

A ANTAQ e o Syndarma, em abril de 2010, encaminharam para o Ministério dos Transportes – MT uma minuta de Medida Provisória com vistas a instituir o novo REB, chamado de PRO-REB.

...

É investir no meio ambiente.

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Obrigado

Wagner de Sousa Moreira Gerente

wagner.moreira@antaq.gov.br

*Fonte: Projeto Naiades – Programa de ação europeu integrado para o

transporte por vias navegáveis interiores.

www.antaq.gov.br

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