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Esta série de estudos é uma ferramenta valiosa para envolver os membros do pequeno grupo na
Esta série de estudos é uma
ferramenta valiosa para envolver
os membros do pequeno grupo na
pesquisa aplicativa da Bíblia.
A idéia é levar os participantes a
mergulharem no texto bíblico,
trazendo para si as verdades ali
contidas.
Anelamos, sobretudo, que o
maravilhoso Senhor, revelado nas
Páginas Sagradas, encontre lugar no
coração de cada adorador.
“Porque, onde estiverem dois ou três
reunidos em Meu Nome, aí estou Eu
no meio deles.” – Mateus 18:20
Discipulado Série de Estudos para Pequenos Grupos
Discipulado
Série de Estudos para
Pequenos Grupos
Discipulado Série de estudos para Pequenos Grupos
Discipulado
Série de estudos para
Pequenos Grupos
Expediente Produção Executiva: Divisão Sul-Americana (UA, UB, UCh, UE, UP, UPN, UPS, UU, UCB, UCOB, ULB,
Expediente
Produção Executiva: Divisão Sul-Americana (UA, UB, UCh, UE, UP,
UPN, UPS, UU, UCB, UCOB, ULB, UNB, UNeB, UNoB, USB, USeB)
Título: Discipulado
Categoria: Pequenos Grupos
Série preparada pela: União Equatoriana
Coordenação Geral: Pastor Everon Donato – DSA
Diagramação e Desenho: Elder Alcantara
Direitos de tradução e publicação reservados: Divisão Sul-Americana
Discipulado
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Sumário 1. A MISSÃO DOS PEQUENOS GRUPOS INTEGRANDO O CASAL 2. A MISSÃO DOS PEQUENOS GRUPOS
Sumário
1.
A MISSÃO DOS PEQUENOS GRUPOS INTEGRANDO O CASAL
2.
A MISSÃO DOS PEQUENOS GRUPOS INTEGRANDO OS FILHOS
3.
MISSÃO DOS PEQUENOS GRUPOS: INTEGRANDO O LAR
4.
OS AMIGOS NOS PEQUENOS GRUPOS
5.
MISSÃO NO PG INTEGRANDO A FAMÍLIA
6.
O PEQUENO GRUPO, UMA BÊNÇÃO PARA A COMUNIDADE
7.
APRENDA DO MAIOR LÍDER DE TODOS OS TEMPOS
8.
COMO AUMENTAR AS VISITAS NO SEU PEQUENO GRUPO
9.
COMO TRABALHAR COM DIFERENTES PERSONALIDADES
10.
O TESTEMUNHO DO DISCÍPULO
11.
LIDERANÇA NOS PEQUENOS GRUPOS
12.
MAIS QUE UMA ESTRATÉGIA: ESTABELECER METAS
13.
SEIS MODOS DE SERVIR: APLICANDO A VERDADEIRA RELIGIÃO
EM MINHA COMUNIDADE
Discipulado
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Programa As quatro etapas de um pequeno grupo relacional: Confraternização: recepção, colocando a conversa em dia
Programa
As quatro etapas de um pequeno grupo relacional:
Confraternização: recepção, colocando a conversa em dia e
quebra-gelo.
Adoração: louvor, oração, meditação, testemunhos e estudo.
Estudo comparado da Bíblia: ênfase na aplicação do tex-
to à vida pessoal.
Testemunho: planejamento evangelístico do grupo, oração inter-
cessora, duplas.
Ideais do Grupo
1.
Nome do grupo: ___________________________________________
2.
Nosso lema: _______________________________________________
3.
Nossa oração: _____________________________________________
4.
Hino oficial: _______________________________________________
5.
Nossa bandeira: ____________________________________________
6.
Nosso texto bíblico: ________________________________________
Discipulado
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APRESENTAÇÃO Os pequenos grupos são uma estrutura indispensável para o cresci- mento harmônico da igreja. Fazer
APRESENTAÇÃO
Os pequenos grupos são uma estrutura indispensável para o cresci-
mento harmônico da igreja. Fazer parte de uma comunidade relacio-
nal não é apenas um privilégio, mas uma necessidade para que os
cristãos vivenciem os valores do Reino. Os PGs são essenciais para
o pastoreio, discipulado dos novos conversos, formação de líderes e
desenvolvimento dos dons espirituais.
Esta série de lições foi preparada para que cada participante dos pe-
quenos grupos desfrute de temas variados, por meio de uma lingua-
gem relacional. O conteúdo deste material pretende ajudar os mem-
bros da igreja na América do Sul a crescerem em três áreas essenciais
da vida de um discípulo: comunhão, relacionamento e missão.
Nosso desejo é que este material o conduza a uma vida de alegria
em Cristo, promovendo profundas reflexões e também as mudanças
necessárias para que experimente o verdadeiro discipulado.
Sucesso!
Pastor Everon Dias Donato
Ministério Pessoal - DSA
Discipulado
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01 A Missão dos Pequenos Grupos Integrando o Casal QUEBRA-GELO Há alguma forma de tornar uma
01
A Missão dos
Pequenos Grupos
Integrando o Casal
QUEBRA-GELO
Há alguma forma de tornar uma família mais unida? Como se pode
conservar a família unida, mesmo depois de os filhos terem se ca-
sado? Será que isso é possível ou trata-se apenas de uma ilusão que
se converte em amarga desilusão? Temos a realidade proverbial da
antipatia mútua manifestada pelos sogros, sogras e respectivos genros
e noras! Qual é sua opinião?
INTRODUÇÃO
Aprendemos que nem sempre um é igual a um. Podemos dizer ain -
da que três não é igual a três, mas pode ser um. Essa é uma referên -
cia à Deidade bíblica na Pessoa de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Mas, já paramos para pensar que cinco necessariamente não são
cinco, mas também um? Vejamos: Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e
o ser humano: varão e mulher. Ou seja, quando, no Princípio, Deus
e o homem eram um.
TEXTO PARA ESTUDO: GÊNESIS 1:27
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
Quando você ouve a palavra “Deus”, o que lhe vem à mente? Uma
Pessoa, duas Pessoas, ou talvez três? Para você, há unidade na Di-
vindade? Por outro lado, quando ouve falar do homem (ser huma-
no), em quantas pessoas você pensa? Você crê que há unidade na
humanidade? Você crê que, no Princípio, Deus integrou o casal
humano à comunhão íntima com Ele? Qual seria o propósito e a
missão que Deus queria que o ser humano cumprisse?
Para pensar: Nosso Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, conseguiu,
em nosso tempo, que o total da humanidade chegasse a mais de
Discipulado
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sete bilhões de pessoas. As três Pessoas da Divindade deram início a tudo isso, deram início
sete bilhões de pessoas. As três Pessoas da Divindade deram início
a tudo isso, deram início e conseguiram com duas pessoas huma-
nas. Será esse o esboço conciso da missão?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
Em Gênesis 1:27, o verbo hebraico “criar” está no singular; e tam-
bém a palavra “homem”; mas o mesmo não se dá com a palavra
“Deus”. Atente também para os artigos “o” e “os”, no singular e
plural, respectivamente. Aí há uma mensagem muito importante
para nós hoje. Qual seria a lição que Deus deseja nos ensinar?
Por outro lado, se Deus (Pai, Filho e Espírito Santo) fez o homem, va-
rão e varoa, à “Sua imagem”, será que eles poderiam ser a imagem
de Deus vivendo em desunião? Seria possível a eles (varão e varoa)
conservar a imagem de Deus vivendo sem integração (união) com
Deus? Será que isso estava incluído no grande propósito divino?
Qual era o propósito de Deus (como pequeno grupo): integrar ou se-
parar o casal – varão e varoa? Esse propósito incluía integrá-los a Ele?
Para pensar: Isaías 11:9 diz: “Não se fará mal nem dano algum em
todo o Meu santo monte, porque a Terra se encherá do conhecimento
do Senhor, como as águas cobrem o mar.” Compare com Gênesis 1:28.
Será que isso teria sido perfeitamente cumprido se Adão e Eva tivessem
permanecido completamente unidos entre si e, por conseguinte, indis-
soluvelmente integrados a Deus? Qual é sua opinião a esse respeito?
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
De acordo com o que vimos hoje, você crê que devemos, propo-
sitadamente, integrar os casais em nosso pequeno grupo? Quem
deve tomar a iniciativa: o casal ou o pequeno grupo? O que vocês
farão para que isso se torne uma linda realidade?
Por outro lado, qual deve ser a atitude do casal diante da iniciativa
divina que procura integrá-los a Ele? Como o casal deve agir quando
um pequeno grupo o convida para fazer parte dele? O que é melhor:
opor-se ou colaborar com Deus em Seu propósito e missão? Vocês
estão dispostos a colaborar com esse propósito e missão inteligentes?
Para pensar: À luz da Bíblia, pense em dois casais integrados entre
si e também integrados a Deus. No Antigo Testamento: Arão e Jo-
quebede (Êxodo 6:20). No Novo Testamento: José e Maria (Mateus
1:18-21 e 24-25). Quais foram os resultados produzidos? Quais se-
riam os resultados se seguíssemos o exemplo deles?
Discipulado
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02 A Missão dos Pequenos Grupos Integrando os Filhos QUEBRA-GELO Não podemos excluir nossos filhos do
02
A Missão dos
Pequenos Grupos
Integrando os Filhos
QUEBRA-GELO
Não podemos excluir nossos filhos do pequeno grupo, embora isso
aconteça com frequência. Há pequenos grupos voltados para adul-
tos, e quanto aos nossos filhos? De que maneira podemos envolver os
filhos nos pequenos grupos para que aí se desenvolvam? Como você
poderia formar um pequeno grupo para seus filhos?
INTRODUÇÃO
Os primeiros lugares onde os cristãos se reuniam para adorar eram
os lares. As primeiras escavações de arqueólogos encontraram uma
igreja num aposento da casa, que foi separado para a adoração e mo-
biliado como uma capela. Essa igreja é do século terceiro d.C. Para os
cristãos do século 21, é difícil reconhecer que a maioria, se não todas
as igrejas primitivas, se reunia nos lares.
TEXTO PARA ESTUDO: DEUTERONÔMIO 6:6-7
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
1. Em sua opinião, por que Deus está interessado em que ensine-
mos a Sua Palavra aos nossos filhos? Como nossos filhos são benefi-
ciados com o estudo das Escrituras? Ler 2 Tessalonicenses 3:16-17.
Para pensar: João tinha cinco anos quando, certo dia, saiu para
passear com o pai na mata. O menino estava muito feliz porque
para ele não havia homem maior e mais forte que seu pai. Confiante
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na presença do pai, o menino começou a perseguir borboletas para presenteá-lo. Enquanto isso, o pai
na presença do pai, o menino começou a perseguir borboletas para
presenteá-lo. Enquanto isso, o pai se recostou em uma árvore para
ler uma revista e acabou dormindo, e o menino continuava corren-
do atrás das borboletas. Em dado momento, ele viu uma borboleta
pousada no ramo de um arbusto e, ao se esticar para pegá-la, seus
pés resvalaram e ele caiu em um abismo. O corpo sem vida ficou
ali enquanto o pai seguia dormindo. Ao acordar, o pai pressentiu
que algo ruim havia acontecido. Ergueu-se rapidamente e começou
a procurar pelo filho de um lado para outro, até que se aproximou
do precipício e viu o corpo inerte do menino. Quando conseguiu
resgatar o filho, chorava muito, dizendo: “A culpa é minha, pois
eu fiquei dormindo.” Queridos líderes e irmãos da igreja, quantos
filhos nossos morrem porque não lhes ensinamos a Palavra?
Muitos de nossos filhos são educados pela televisão ou pelos
amigos da rua.
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
Como podemos formar um pequeno grupo onde nossos jovens e
crianças se sintam atraídos a Jesus?
Você está ciente de que a tarefa de educar nossos filhos é uma
responsabilidade que Deus nos confiou e da qual algum dia nos
pedirá conta?
Para pensar: 1 Samuel 2:12-17: “Eram, porém, os filhos de Eli
filhos de Belial e não se importavam com o Senhor.”
a) Quantos pais se preocupam com a educação dos filhos, man-
dando-os para as melhores escolas, mas não se preocupam com
que eles cresçam educados no temor de Deus, conforme Deute-
ronômio 6:6-9.
b) Os pais devem reconhecer esse fato e colocar, em primeiro
lugar, os filhos diante de Deus.
III. APLICANDO O TEXTO
Nos dias em que vivemos, nosso desafio como líderes da igreja e
pais é criar pequenos grupos para os nossos filhos, como um lugar
onde eles possam aprender a Palavra de Deus, onde se sintam
úteis à Sua Causa e aprendam que “o temor do Senhor é o princí-
pio da sabedoria” (Salmo 111:10).
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03 Missão nos Pequenos Grupos: Integrando o Lar QUEBRA-GELO A família nuclear está envolvida em seu
03
Missão nos
Pequenos Grupos:
Integrando o Lar
QUEBRA-GELO
A família nuclear está envolvida em seu pequeno grupo: esposo, esposa e
filhos? Ou cada membro da família está envolvido em um pequeno grupo
diferente? O pai está envolvido no pequeno grupo; a mãe em outro e os
filhos ainda em outro pequeno grupo? Ou talvez não estejam envolvidos?
INTRODUÇÃO
Praticamente, todos os que estudam o tema dos Pequenos Grupos e
as Células são unânimes em dizer que o modelo ideal a ser alcançado
pelo pequeno grupo é “A FAMÍLIA” porque, apenas em um ambiente
de terno amor, de aceitação, de proteção, de respeito no lar podemos
ser estimulados a CRESCER. Atualmente, o pequeno grupo tenta criar
um ambiente familiar no grupo de pessoas que estão de acordo em se
reunir em um lar ou tenta criar um ambiente familiar em um grupo de
duas ou três famílias que decidem se reunir em um lar?
TEXTO PARA ESTUDO: JOSUÉ 24:15
DISCUSSÃO
I.
CONHECENDO O TEXTO
Os pequenos grupos familiares foram a base para o crescimento da
igreja ao longo da história do cristianismo.
1. O pequeno grupo da família foi a base para o “crescer e se mul-
tiplicar” no Antigo Testamento:
“Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem” (Gêne-
sis 1:26). “[…] No dia em que Deus criou o homem, à semelhança
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de Deus o fez; homem e mulher os criou, e os abençoou, e lhes chamou pelo
de Deus o fez; homem e mulher os criou, e os abençoou, e lhes
chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados” (Gê-
nesis 5:1, 2).
Essa família humana, igreja e escola, cresceria e se multiplicaria até
encher toda a Terra. O fundamento do plano divino para cobrir a
Terra era o pequeno grupo da família (Gênesis 1:28).
A família de Noé, abençoada por Deus, também deveria crescer e
se multiplicar, e encher a Terra (Gênesis 9:1, 7).
O pequeno grupo da família de Abraão, Isaque e Jacó seria a
base para abençoar os clãs grandes e pequenos (Gênesis 12:3;
Gênesis 28:14).
Os pequenos grupos foram a fase para que Israel sobrevivesse no
deserto e chegasse a Canaã. Êxodo 18:13-27 registra o conselho
de Jetro a Moisés para organizar o povo em pequenos grupos, com
seus respectivos líderes. Essa foi a base para a administração da
disciplina e para manter e fazer o povo de Deus crescer.
A família foi a base para que Israel sobrevivesse em Babilônia, para
que crescesse e se multiplicasse como o remanescente (Jeremias
23:3; Daniel 1-3). Os ensinamentos aprendidos no lar preservaram
um remanescente em Babilônia que, por fim, voltou para Jerusalém.
2. Os grupos familiares também foram a base para crescer e se mul-
tiplicar no Novo Testamento.
Os pequenos grupos das sinagogas e as escolas foram a base para cumprir
a missão entre os judeus (Atos 13:5; 14:1; 17:1-4). Era uma organização
pequena, dirigida por leigos judeus, com o propósito de suprimir a dete-
rioração dos lares e manter a religião, a cultura e o sentido racial israelita.
A igreja do Novo Testamento “crescia” e “se multiplicava” (Atos 6:7;
12:1, 5, 12, 24; 19;20). Em todas essas instâncias, foi a dependência
do Todo-Poderoso Deus, tendo como base as humildes congrega-
ções nos lares, que fez a igreja avançar em meio à grande hostilidade.
3. Os grupos familiares também iriam ser a base do crescimento
da Igreja Adventista, de acordo com Ellen White. A Igreja Adven-
tista, em seus primórdios, reunia-se nos lares. Ellen White co-
menta: “A princípio reuníamo-nos para o culto e apresentávamos
a verdade àqueles que vinham para ouvir, em casas particulares,
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em celeiros, bosques e edifícios escolares; não demorou muito tempo, porém, e pudemos construir humildes casas
em celeiros, bosques e edifícios escolares; não demorou muito
tempo, porém, e pudemos construir humildes casas de oração”
(A Igreja Remanescente, p. 22).
Discuta com o grupo:
1. Por que é importante que toda a família esteja envolvida no
mesmo pequeno grupo?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
1. Os grupos familiares deviam ser a base para o crescimento da
Igreja Adventista, de acordo com Ellen White.
Ela empregou diversos nomes para se referir aos pequenos grupos. Entre
outros, chamou-os de reuniões familiares ou sociais, pequenas compa-
nhias, pequenas sociedades e pequenas reuniões. O crescimento ad-
ventista do século 19 nunca foi superado pela Igreja até os nossos dias.
Essa forma de vida da igreja a fez crescer. “A apresentação de Cristo
em família, no lar e em pequenas reuniões em casas particulares, é
muitas vezes mais bem-sucedida em atrair almas para Jesus, do que
sermões feitos ao ar livre, às multidões em movimento, ou mesmo
em salões e igrejas” (Obreiros Evangélicos, p. 193).
Discuta com o grupo:
1. A família não deve ser obstáculo para o cumprimento da missão.
Pelo contrário, é a oportunidade para envolvê-la e semear lições
de serviço no coração de nossos filhos. Em que aspectos a família
cresce ao se envolver nos pequenos grupos?
III. APLICANDO O TEXTO
1. Os grupos familiares são a base para o crescimento da igreja
no século 21.
Os pequenos grupos devem abranger todas as gerações, ou seja,
os grupos de pessoas que formam a família: crianças, jovens e
adultos. O Dr. James Dobson, médico, escritor e especialista em
aconselhamento familiar, chama-os de grupos intergeracionais. De
acordo com o Dr. Dobson, “isso significa que a totalidade da famí-
lia é bem-vinda, deve tomar parte nas reuniões do grupo e de suas
atividades. Deus criou as unidades familiares, e o propósito dos
grupos intergeracionais é manter as unidades familiares intactas”.
É um grande desafio para os nossos pequenos grupos conseguirem
desenvolver uma estrutura que lhes possibilite ser, também, um
Discipulado
15
lugar de crescimento efetivo para os filhos de seus membros e que permita a participação de
lugar de crescimento efetivo para os filhos de seus membros e que
permita a participação de outras crianças. Teríamos que preparar
um lugar, dentro do lar, para receber o grupo da classe especial
para as crianças e para os jovens, e ter um programa escrito de
estudo da Bíblia, bem planejado e preparado para ser entregue aos
dirigentes. Isso não é uma opção, é um passo obrigatório, se dese-
jamos que nossos filhos e nossos jovens tenham uma experiência
prática com a Palavra de Deus, a fim de que ela se torne um “muro”
contra todas as influências mundanas que estão entrando na igreja.
Discuta com o grupo:
O que devemos fazer em nosso pequeno grupo para envolver a
família toda? Como podemos preparar, animar e motivar a família
para que se envolva em um mesmo pequeno grupo?
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04 Os Amigos nos Pequenos Grupos QUEBRA-GELO De acordo com as opções a seguir, na sua
04
Os Amigos nos
Pequenos Grupos
QUEBRA-GELO
De acordo com as opções a seguir, na sua opinião, qual é o motivo
para envolver nossos amigos no pequeno grupo? Por quê?
a)
Para evangelizá-los.
b)
Para integrá-los em uma comunidade.
c)
Para que aprendam mais.
d)
Para convertê-los em discípulos.
INTRODUÇÃO
Um dos objetivos do pequeno grupo é evangelizar. Não terá qual-
quer proveito se deixar de cumprir esse objetivo. Entre as melhores
maneiras de evangelizar está a amizade. Quando evangelizamos
nossos amigos, podemos fazê-lo com maior confiança e facilidade.
Além disso, não será muito difícil integrá-los no pequeno grupo. Jesus
mesmo disse aos endemoninhados de Gadara que primeiro deveriam
evangelizar seus conhecidos.
TEXTO PARA ESTUDO: LUCAS 8:38-39
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Participe – Discuta em grupo:
Em sua opinião, por que o Senhor enviou os endemoninhados para evan-
gelizar seus conhecidos e não os levou consigo, conforme eles pediram?
Comentário: Jesus fez o que era melhor para todos. Os endemoni-
nhados curados necessitavam proclamar o que Jesus fizera por eles,
e os habitantes de Decápolis necessitavam do ministério desses
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homens. Além disso, havia a probabilidade de eles, sendo gentios, virem a se tornar um estorvo
homens. Além disso, havia a probabilidade de eles, sendo gentios,
virem a se tornar um estorvo para a obra de Jesus na Galileia (ver
comentário sobre Mateus 4:25; cf. DTN, p. 339, no Comentário
Bíblico Adventista, v. 5, p. 593).
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Em sua opinião, por que é necessário evangelizar primeiro nossos
amigos? (Ver Atos 1:8).
Para pensar: “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro
êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os
homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava
simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes
a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me.' João 21:19” (A Ciência
do Bom Viver, p. 143).
III. APLICANDO O TEXTO
Participe – Discuta em grupo:
Se evangelizar nossos amigos é a prioridade, como integrar isso ao
pequeno grupo?
A partir de que momento você crê ser conveniente envolver os
amigos no pequeno grupo? O que você fará para integrá-los no
pequeno grupo?
Sugestões para envolver os amigos:
Oração pelo assento vazio. Deixe um assento vazio durante cada
reunião do grupo para representar um ou mais amigos. Peça aos
membros do grupo para se reunirem ao redor desse assento a fim de
orarem pelas pessoas que o ocuparão na semana seguinte.
Discipulado
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05 Missão no Pg Integrando A Família (Familiares Que Não Vivem no Núcleo Familiar) QUEBRA-GELO Em
05
Missão no Pg
Integrando A Família
(Familiares Que Não Vivem no Núcleo Familiar)
QUEBRA-GELO
Em seu pequeno grupo, estão envolvidos seus familiares próximos:
tios, tias, primos, sobrinhos, avós? Seu PG é relevante para esses fa-
miliares próximos? Eles sabem que vocês se reúnem semanalmente?
INTRODUÇÃO
A cada dia que passa, a estrutura familiar mais próxima vai se desintegran-
do. Não é difícil ver que os tios, avós, primos, em muitos casos, se reúnem
apenas uma vez por ano, em alguma ocasião especial, como Natal, Ano
Novo, sepultamentos, etc. Devido ao trabalho e à correria da vida, muitos
vivem distantes, e até mesmo os que vivem próximos não se relacionam
normalmente uns com os outros. Então, como se espera que sejam man-
tidos os vínculos familiares? O verdadeiro cristão busca se vincular a seus
parentes próximos para compartilhar a sua esperança. O PG é uma oportu-
nidade para aprofundar e manter o relacionamento com nossos familiares.
TEXTO PARA ESTUDO: LUCAS 10:38-42
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
– Nesse texto bíblico, pode-se ver a necessidade de se reunir como
família na casa de um dos familiares?
– Você gostaria de fazer parte da experiência de ser visitado e
ensinado por Jesus?
Todos nós gostaríamos de manter melhores relações com nossos
familiares próximos, não apenas com a família nuclear. Temos o
desejo de ver nossos irmãos, com quem compartilhamos a infância
em casa, com os pais, e também aprendendo mais da Palavra de
Deus, mas esse é um dos nossos maiores desafios hoje. Gostaría-
mos muito de ser ensinados diretamente por Jesus, e apenas a reu-
nião do PG cumpre as condições de forma simples e prática.
Discipulado
19
A igreja primitiva e a igreja cristã dos primeiros séculos nos mos- tram que isso era
A igreja primitiva e a igreja cristã dos primeiros séculos nos mos-
tram que isso era algo comum: famílias aprendendo de Jesus, ensi-
nadas pelos apóstolos e desfrutando das relações interpessoais de
afeto e graça. Isso fazia com que a sociedade tivesse maiores resul-
tados em favor das famílias. Hoje ocorre o contrário, pois há muita
briga entre irmãos e isso os afastou de Deus e uns dos outros.
II. INTERPRETANDO O TEXTO
1. Quem eram os que estavam na casa da Marta?
2. O que cada uma das irmãs estava fazendo?
3. Quem dirigia o PG na casa da Marta?
Para pensar: Os PGs são uma ferramenta para unir não apenas a
família nuclear, mas também os parentes próximos, que vivem ao
nosso redor ou em nossa cidade. Assim como para Marta foi uma
oportunidade Jesus ensinar a Palavra em sua casa, hoje Jesus pode
nos ensinar por meio do PG, em cada uma de suas reuniões.
Cada irmã no PG tinha uma atividade diferente. Marta estava preocu-
pada com o preparo da refeição. Qual é sua preocupação neste ins-
tante? Maria estava preocupada em ouvir Jesus, e o Mestre estava feliz
por ensinar e compartilhar. O melhor é aprender aos pés de Jesus. Essa
é a atitude que precisamos desenvolver em nossas reuniões. Portanto,
ore pedindo para desenvolver essa atitude junto aos seus familiares.
Certamente, Maria estava contente por estar na casa da irmã, mas
muito mais por aprender do Mestre. Isso as unia não somente a
Deus, mas entre si. Devemos lembrar que Jesus apreciava estar nes-
sa casa, visitar a família e mostrar-lhes o propósito de Deus para a
sua vida. Mesmo nestes tempos de crise e rompimento familiar, ain-
da podemos desfrutar essa experiência com nossos entes queridos.
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
Algum parente participa de seu pequeno grupo? Quando você vai
convidá-lo? Se todos os membros forem de famílias diferentes, vo-
cês poderão fazer um plano de oração, intercedendo pelos tios,
primos, avós, etc., e convidando-os para as reuniões do PG.
Para pensar: Deus instituiu o pequeno grupo para que a família seja in-
tegrada na adoração e no conhecimento de Sua Palavra. Nosso maior
desejo é ver toda a nossa família no Céu, e o PG é a oportunidade para
convidar nossos familiares e nos relacionarmos mais com eles, a cada
semana, enquanto juntos buscamos a Deus. Faça planos e convide seus
queridos para a reunião da próxima semana, mas lembre-se de que a me-
lhor parte é ouvir Jesus. Desfrute do PG e siga crescendo na fé. Amém!
Discipulado
20
06 O Pequeno Grupo, Uma Bênção Para a Comunidade QUEBRA-GELO Distribua uma folha de papel pequena
06
O Pequeno Grupo,
Uma Bênção Para
a Comunidade
QUEBRA-GELO
Distribua uma folha de papel pequena e peça aos participantes do seu
grupo para mencionarem o nome de cinco famílias de sua vizinhança
e, na frente de cada nome, colocarem a sua maior necessidade. Que
sejam específicos. Parabenize quem conseguiu cumprir a tarefa.
INTRODUÇÃO
Em nossos dias, a sociedade vive no individualismo. O pequeno gru-
po, ao contrário, motiva a vida em comunidade. Ele deve procurar
alcançar todos os vizinhos para lhes apresentar Cristo como a solução
para seus problemas. Sendo cristãos e estando perto das mais diversas
necessidades, podemos contribuir para supri-las, e assim será mais
fácil abrir-lhes o coração para a influência salvífica que podemos
transmitir. Se o seu pequeno grupo deixasse de existir, os vizinhos
sentiriam sua falta e pediriam para se reunir novamente?
TEXTO PARA ESTUDO: LUCAS 5:5-7
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
a) Por qual problema Pedro e seus amigos estavam passando?
(Lucas 5:5).
Para pensar: Cedo ou tarde, todos nós passamos por problemas.
Os problemas que algumas pessoas atravessam podem nos parecer
mínimos, mas devemos ser sensíveis às necessidades dos nossos
vizinhos e atendê-los.
Discipulado
21
b) De que maneira Jesus mostrou interesse em solucionar o proble- ma de Pedro e de
b)
De que maneira Jesus mostrou interesse em solucionar o proble-
ma de Pedro e de seus amigos? (Lucas 5:4).
Para pensar: Jesus Se compadece de nós e está ciente de cada uma
de nossas necessidades, grandes ou pequenas. Ele é nosso auxílio
imediato nas tribulações. A dúvida que nos leva a pensar que Deus
desconhece nossas necessidades provém do inimigo.
c)
O que fizeram Pedro e seus amigos quando apanharam uma
grande quantidade de peixes? (Lucas 5:6, 7).
Para pensar: Há duas atitudes diante da abundância: uma delas
é o egoísmo e a outra é a bondade. Quando satisfazemos nossas
necessidades e sabemos, por experiência própria, o que é passar
necessidade, então compartilhamos as bênçãos recebidas. “Mais
bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20:35).
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
a)
Por que muitas vezes recorremos a Jesus como nossa última
opção para a solução dos nossos problemas?
Para pensar: Jesus deve ser nossa primeira opção até nas coisas
mínimas. Quando não recorremos a Deus, estamos vivendo como
órfãos, sem saber que temos um Pai que está disposto a nos dar o
melhor sempre e que nos ajuda a crescer.
b)
Que atitude é indispensável para que o cumprimento da vontade
de Deus ocorra na solução dos nossos problemas?
Para pensar: A obediência de Pedro à voz de Deus foi o fator de-
cisivo para o cumprimento do milagre. Pedro poderia ter evocado
sua vasta experiência como pescador e ter dito a Jesus que não
seria lógico pescar à luz do dia ou ter-Lhe dito que ele era pescador
e que Jesus era carpinteiro. Para ver o milagre, sempre temos que
atravessar, pela fé, o campo da lógica.
c)
Em sua opinião, por que motivo Pedro e seus amigos comparti-
lharam com outros pescadores a pesca milagrosa?
Para pensar: Ao receber a bênção da salvação de Deus, temos
a sagrada obrigação de compartilhá-la com aqueles que estão ao
nosso lado. Dessa forma, cada pequeno grupo pode se converter
em uma bênção para seus vizinhos.
Discipulado
22
III. APLICANDO O TEXTO Discuta com o grupo: a) Você pode mencionar o maior problema que
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
a) Você pode mencionar o maior problema que já enfrentou e no
qual viu a mão de Deus agindo em seu favor?
Para pensar: Ao enfrentar as dificuldades futuras, recordar as bên-
çãos de Deus sempre nos fortalece. Prepare um diário de orações
respondidas e de bênçãos recebidas para que, quando lhe faltar a
fé, você possa rever como Deus agiu no passado. Na próxima reu-
nião, traga seu diário para contar as bênçãos que recebeu.
b) Mencione três formas pelas quais você e seu pequeno grupo
pode compartilhar as bênçãos recebidas de Deus com os vizinhos.
Para pensar: Se cada pequeno grupo se dispusesse, intencional-
mente, a ser uma bênção visível para seus vizinhos, quão rápido o
evangelho de Jesus seria proclamado e Ele voltaria! Que possamos
dar asas à nossa imaginação para satisfazer às necessidades dos
nossos vizinhos. Assim ganharemos a confiança deles e então esta-
rão prontos para ouvir de Jesus.
Vamos hoje definir três novos propósitos e estabelecer datas para
planejá-los e concretizá-los na vizinhança, para a glória de Deus.
c) Quais atividades individuais e em grupo são necessárias para
produzir maior impacto na vida dos seus vizinhos?
Para pensar: O principal motivo para a existência do pequeno
grupo é testemunhar e se multiplicar e, se até o momento isso não
aconteceu, é porque ainda não realizamos o suficiente. Esse é o
momento de pôr mãos à obra. Divida o seu pequeno grupo em du-
plas missionárias; planeje uma atividade para o bairro com vistas a
atrair os interessados; organize uma classe bíblica; estabeleça uma
data para a colheita e a comunique ao seu diretor missionário e ao
pastor distrital.
Discipulado
23
07 Aprenda do Maior Líder de Todos os Tempos QUEBRA-GELO O líder por excelência sempre será
07
Aprenda do Maior
Líder de Todos
os Tempos
QUEBRA-GELO
O líder por excelência sempre será Jesus. Ele instruiu doze pessoas
que transformaram o mundo religioso do primeiro século e seus efei-
tos ainda se veem no século 21. O que Ele fez? O que disse? Como
conseguiu isso?
INTRODUÇÃO
Enumeraremos algumas características dos líderes modernos. Há mui-
ta literatura sobre liderança. Alguma nos chamou a atenção? Há algum
princípio que possa ser aplicado à vida da igreja ou do pequeno grupo?
Indiscutivelmente, necessitamos seguir os princípios da liderança de Cris-
to, se desejamos obter êxito no exercício da liderança. Revisemos, então,
alguns princípios aplicáveis à igreja, ao pequeno grupo e à vida pessoal.
TEXTO PARA ESTUDO: MATEUS 7:28, 29
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Se analisarmos detidamente o texto, descobriremos que Jesus não
foi um líder terreno qualquer. Sua autoridade era altamente reco-
nhecida por Seus ouvintes. Suas palavras eram profundas; as pesso-
as ficavam admiradas ao ouvi-Lo.
Discuta com o grupo:
A que se devia a autoridade de Cristo? Ele era apenas outro “Mes-
tre”? O que o texto quer dizer ao enfatizar a notável diferença entre
os ensinos de Cristo e os de outros mestres daquela época?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
O ensino de Jesus era novo, puro e cheio de autoridade. Jesus tinha
qualidades únicas para o ensino. Os ensinamentos tradicionais,
Discipulado
24
como os dos fariseus, eram de segunda mão, enquanto que os ensinos de Jesus eram novos.
como os dos fariseus, eram de segunda mão, enquanto que os
ensinos de Jesus eram novos. Por exemplo, em certa ocasião, os
“mestres” tradicionais tentaram enredar Jesus com a pergunta, pois
estavam buscando algo para acusá-Lo. “Mas Jesus, inclinando-se,
escrevia na terra com o dedo” (João 8:6). A sabedoria de Cristo era
admirada; Sua autoridade, respeitada.
Além de Suas habilidades literárias, Jesus tinha qualidades espe-
ciais que Lhe serviam em Seu ensino. Estava familiarizado com as
tradições e com as leis orais de Seu povo: “Ouvistes que foi dito aos
antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento”
(Mateus 5:21, 27, 31, 38, 43).
Discuta com o grupo:
Que outras habilidades de liderança vemos em Jesus? É possível
imitar-Lhe o exemplo?
III. APLICANDO O TEXTO
Da liderança de Cristo, podemos aprender vários princípios úteis para
nosso crescimento espiritual e à liderança que nos corresponde exercer:
1. Jesus não levou Seus liderados além do que Ele mesmo foi. É im-
pressionante saber quanto tempo Jesus passava orando ao Pai. Foram
horas e horas. Hoje é possível agir assim? Devemos compreender
que é fundamental depender de Deus para podermos influenciar
nossos liderados, pois o PG não irá além do que seu líder alcançou.
2. Peça ajuda e descentralize as atividades. Jesus poderia conseguir
um jumentinho para entrar em Jerusalém? Sim, mas pediu ajuda.
Jesus podia dar de comer a milhares de pessoas? Sim, mas pediu
ajuda para repartir e recolher os alimentos. A mensagem é: “Neces-
sito de sua ajuda!” Pedir ajuda é uma boa forma de fazer com que
os demais se sintam valorizados. Não faça tudo no PG. Peça ajuda,
delegue funções e responsabilidades.
3. Passe tempo com seus liderados. Se você analisar a quantidade
de tempo que Jesus passava com Seus discípulos, notará que pas-
sava “muito” tempo. Compartilhar atividades espirituais e ativida-
des quotidianas permite gerar confiança e amizade. Isso pode fazer
com que, ao liderar, você não seja visto dando ordens como um
chefe, mas como um amigo fazendo um pedido.
Discipulado
25
4. Palavras certas no momento certo. Jesus nunca Se equivocou nas palavras que proferiu aos Seus
4. Palavras certas no momento certo. Jesus nunca Se equivocou nas
palavras que proferiu aos Seus discípulos. Esta é uma habilidade
que deve ser polida constantemente. O PG pode ser destruído por
uma palavra dita no pior momento. Jesus tinha a capacidade de
dizer as coisas no momento exato e com perfeito “tino”.
5. Dê o mérito a quem o merece. Ao Jesus liderar Seus discípulos,
sempre esteve atento para elogiar os esforços de Seus liderados, e
não desanimá-los. Antes, buscava o êxito necessário. Quando a ne-
cessidade assim o exigia, quando o esforço era evidente, não demo-
rava em elogiar Seus liderados. Fazer elogios públicos a uma pessoa
pode significar muito mais que qualquer outro tipo de motivação.
CONCLUSÃO
Jesus é o maior Líder da História. Conhecer Sua vida e liderança nos
permite aprender princípios que transcendem o tempo. Vivemos em
pleno século 21, e, mesmo assim, Seus princípios ainda vigoram.
Jesus ensinava com autoridade. Sua mensagem era clara, nova e
oportuna. Faremos bem em seguir-Lhe o exemplo – o exemplo irre-
preensível do Líder dos líderes!
Discipulado
26
08 Como Aumentar as Visitas em Seu Pequeno Grupo QUEBRA-GELO Você se lembra de como a
08
Como Aumentar
as Visitas em Seu
Pequeno Grupo
QUEBRA-GELO
Você se lembra de como a igreja se relacionava com os amigos visi-
tantes no passado? O que necessitamos fazer agora para atrair mais
visitantes ao nosso pequeno grupo?
INTRODUÇÃO
A base para o êxito no ganhar almas é estabelecida pela Bíblia. É necessário
seguir o exemplo de Cristo. Demonstrar amorosa preocupação e interesse
pelas pessoas. A amizade faz a diferença, visto que quebra preconceitos,
derruba barreiras, aproxima as pessoas, leva ao conhecimento de Cristo.
Muitas pesquisas foram realizadas por pessoas que estudam a respei-
to do testemunhar de Cristo e de como ganhar almas.
O Dr. G. Osterval, da Universidade Andrews, estudou o assunto e chegou a
algumas conclusões interessantes sobre a amizade e a conquista de almas.
Em uma pesquisa realizada com 400 conversos da IASD na América
do Norte, 57% responderam que foram conquistados por amigos, vi-
zinhos e parentes adventistas.
Esse é o caminho que Deus usa para atrair homens e mulheres à salvação.
Para participar: Escreva os nomes de pessoas que você conhece e
que mais influenciaram para trazer outras pessoas à igreja.
TEXTO PARA ESTUDO: JOÃO 4:5-25
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Que pessoas nós ganhamos para Cristo? Ganhamos apenas os
Discipulado
27
amigos, não os inimigos. Por isso, antes de uma pessoa aceitar o evangelho, ofereça-lhe primeiro a
amigos, não os inimigos. Por isso, antes de uma pessoa aceitar o
evangelho, ofereça-lhe primeiro a sua amizade.
Vejamos os resultados da pesquisa realizada pelo Dr. Flavel Yeakley,
especialista em crescimento da igreja, diante da pergunta: “Por que
as pessoas aceitam ou desejam aceitar a igreja?“ As respostas foram:
– Estavam interessadas em mim.
– Convidaram-me para almoçar na sua casa.
– Preocuparam-se com a minha família.
– Preocuparam-se com meu emprego.
– Tiveram interesse pessoal por mim.
– Minha mente e meu coração ficaram abertos ao que eles tinham
para me dizer.
Normalmente, as pessoas que fazem parte de um pequeno grupo
permanecem ativas na igreja.
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Jesus conquistava as pessoas pelo amor:
1. Concordava com elas no que podia. “Assentara-se junto à fonte” (v. 5).
Nós, igualmente, conquanto leais à verdade, devemos procurar
evitar tudo quanto possa levar à discórdia ou má compreensão.
[…] cumpre-nos seguir o exemplo de Jesus […]” (O Desejado de
Todas as Nações, p. 181).
2. Demonstrava aprovação. “Como, sendo Tu judeu, pedes de be-
ber a mim”? (v. 9).
Mateus 15:28 – “Ó mulher, grande é a tua fé!”
3. Aceitava-os onde estavam. “Dá-me de beber.” (v. 7).
“Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter
Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).
III. APLICANDO O TEXTO
O Senhor não nos ama porque somos dignos. Ele nos ama sem o
merecermos.
Discipulado
28
Algumas recomendações práticas para levar mais amigos ao pequeno grupo: – Atender às suas necessidades. –
Algumas recomendações práticas para levar mais amigos ao
pequeno grupo:
– Atender às suas necessidades.
– Estabelecer o alvo de visitas.
– Instruir os membros a não se limitarem a convidar, mas a trazer o
convidado à reunião.
Distinga-se e ensine seus irmãos a se distinguirem no trato com
os amigos que nos visitam. As pessoas percebem muito bem se as
atenções são forçadas ou amistosas.
– Facilite o assento para elas.
– Empreste a elas a sua Bíblia.
– Ofereça-lhes o hinário ou a folha com a letra das músicas.
Tenha sempre à mão revistas, folhetos e outros incentivos para os
novos amigos.
Ao planejar seus temas, não pense apenas nos irmãos, mas tam-
bém em nossos amigos que nos visitam. Depois da segunda vinda
à reunião, não mais trate a pessoa como visita, não mais a chame
de amigo, mas de irmão.
Em seu programa, permita a participação das visitas e entregue prê-
mios às visitas que trouxerem outras visitas. Realize programas de
projeção na comunidade.
Sirva desinteressadamente, apenas pela paixão de vê-los no Reino
dos Céu.
Discipulado
29
09 Como Trabalhar Com Diferentes Personalidades QUEBRA-GELO Sanguíneo, Colérico, Fleumático e Melancólico. 1. Você consegue identificar
09
Como Trabalhar
Com Diferentes
Personalidades
QUEBRA-GELO
Sanguíneo, Colérico, Fleumático e Melancólico.
1. Você consegue identificar seu tipo de personalidade?
2. Consegue identificar o tipo de personalidade da pessoa que está
apresentando a Palavra?
INTRODUÇÃO
Hoje estudaremos a parábola do semeador, que nos adverte sobre
75% de fracasso na pregação do evangelho se não pregarmos da
mesma forma a todos. Cristo nos ordenou pregar o evangelho “a
toda criatura” (Marcos 16:15). Com oração e humildade, podemos
descobrir como pregar o evangelho a toda criatura, de acordo com
sua personalidade.
TEXTO PARA ESTUDO: MARCOS 4:3-8
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
1.
O semeador faz seu trabalho, porém, obtém 25% de resultado favo-
rável. De cada quatro sementes, uma cresce e dá fruto, ou seja: de cada
quatro pessoas que ouvem o evangelho, uma se converte e três não.
2.
Podemos observar que, nos quatro casos, o semeador (pregador) é o
mesmo, a mensagem é a mesma, a forma de apresentá-la é a mesma,
tudo é igual. Então por que o resultado é diferente em cada caso?
3.
Em cada caso há algo diferente: o lugar onde foi semeado. Uma parte
da semente caiu no caminho, outra, no solo rochoso, o terceiro grupo,
entre os espinhos e, por último, a semente caiu em terra boa.
Discipulado
30
4. O que podemos fazer para otimizar os resultados na pregação do evangelho? II. INTERPRETANDO O
4.
O que podemos fazer para otimizar os resultados na pregação
do evangelho?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
1.
Qual é a ideia central da parábola?
2.
Aqui está sendo dito que sempre será assim e que devemos nos
conformar?
3.
Ou está nos dizendo que podemos mudar a forma de semear,
sem mudar a semente (evangelho) e adaptá-la a cada tipo de
solo (personalidade)?
Ilustração: Em 1915, a Coca-Cola mudou sua embalagem, passan-
do do quadrado para o curvilíneo usado-a até o presente, e as vendas
subiram mais de 50%. Eles apenas mudaram a embalagem, não o
conteúdo. Devemos fazer o mesmo, sem mudar a mensagem adven-
tista, apenas mudando a forma e adaptando-a a cada personalidade.
III. APLICANDO O TEXTO
Discuta com o grupo:
Analise as características de cada personalidade e identifique-as.
O sanguíneo baseia suas decisões nos sentimentos acima dos pensa-
mentos reflexivos. Gosta de pessoas; detesta a solidão; fala sem parar;
é indisciplinado e lhe falta vontade. Para ele, o fim justifica os meios.
O colérico é autossuficiente e decidido, toma decisões com fa-
cilidade; tem mentalidade prática e perspicaz; pouco gosto pela
música; fracassa em casa, é hostil.
O fleumático é tranquilo, sereno e paciente, mesquinho e avaren-
to, indeciso e temeroso.
O melancólico é analítico, talentoso, perfeccionista, muito sensível,
amigo fiel, gosta de música, pessimista e crítico, legalista e rígido.
1.
Como você daria o estudo bíblico a pessoas com essas personalidades?
2.
Com qual personalidade você se demoraria mais na confraternização?
3.
Com qual personalidade faria um estudo rápido e ao ponto?
4.
Com qual personalidade você leria ponto por ponto do texto
sobre a fé de Jesus, incluindo cada texto bíblico?
Discipulado
31
5. Com qual personalidade você empregaria as parábolas? 6. A quem falaria das profecias com suas
5.
Com qual personalidade você empregaria as parábolas?
6.
A quem falaria das profecias com suas datas detalhadas?
7.
A quem daria Ilustrações que apelem aos sentimentos?
8.
Para quem pregaria sobre as doutrinas controversas, etc.?
CONCLUSÃO
Um agricultor ateu, em seus últimos momentos de vida, ficou sa -
bendo que o pastor do povoado contribuíra financeiramente para
aliviar-lhe a enfermidade. Sabendo que iria morrer, pediu para
chamá-lo e manifestar-lhe gratidão, a fim de não ser visto como
mal-agradecido. Quando o pastor chegou, o agricultor lhe agrade-
ceu muito. O pastor então falou: “Posso fazer-lhe uma pergunta?”
“Sim”, foi a resposta, “desde que não seja de Deus ou sobre reli-
gião.” O pastor prosseguiu: “Tenho que pregar a um bom número
de pessoas que cedo ou tarde estarão diante da morte, como você
agora. Já que você está para morrer e um dia eles estarão como
você, o que devo lhes dizer?” “Fale a eles de Cristo, pastor, fale a
eles de Cristo!”
Meus queridos irmãos, falemos de Cristo hoje, amanhã e sempre,
com estratégia e inteligência.
Discipulado
32
10 O Testemunho do Discípulo QUEBRA-GELO Os pequenos grupos podem ser “clubes sociais”? Sim ou não?
10
O Testemunho
do Discípulo
QUEBRA-GELO
Os pequenos grupos podem ser “clubes sociais”? Sim ou não? Qual
é a sua opinião?
Se a resposta for NÃO, os pequenos Grupos devem se converter em
clubes? Qual é a diferença entre um clube e um pequeno grupo?
INTRODUÇÃO
Falaremos hoje a respeito da grande necessidade de os pequenos gru-
pos deixarem de ser “clubes sociais”, a fim de cumprirem o propósito
para o qual foram organizados.
Qual é esse propósito? Qual é a missão do pequeno grupo? Simples:
“Falar de Jesus”.
Por conseguinte, de que modo as palavras, conduta e atitudes “tes-
tificam” que um adventista é um seguidor de Cristo? Testemunhar é
contar como Deus mudou a nossa vida e animar outros a aceitarem a
Cristo. Ser testemunha pode ser algo espontâneo, visto que a oportu-
nidade de falar de Jesus pode surgir em qualquer lugar ou momento.
TEXTO PARA ESTUDO: MARCOS 5:19
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Jesus prometeu dar aos discípulos três coisas que também dará a
nós. Leiam os seguintes textos e respondam a estas perguntas:
1. De acordo com Mateus 10:1, o que Jesus deu aos Seus seguidores?
2. O que mais Jesus lhes deu? (Mateus 10:5).
3. O que mais lhes prometeu dar? (Mateus 10:19).
Discipulado
33
Discuta com o grupo: Deus está disposto a lhe dar o que você necessita se você
Discuta com o grupo:
Deus está disposto a lhe dar o que você necessita se você assim o
desejar. Por que você crê que os discípulos duvidaram?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Em que condições Jesus delegou a comissão para ir e pregar o
evangelho? Havia entre eles confiança ou dúvida? (Mateus 28:17).
Você crê que hoje existe dúvida em nossa igreja com relação ao
tema da obra missionária?
O que os discípulos deveriam fazer: Esperar que as pessoas os pro-
curassem ou falar de Jesus a todo o mundo? (Mateus 28:19).
III. APLICANDO O TEXTO
Algumas razões importantes pelas quais devemos falar de Jesus:
1. Mesmo que as pessoas digam que creem em Deus, na verdade,
a maioria não conhece a Deus. Vejamos a realidade dos Estados
Unidos, que se diz uma nação cristã.
a)
Quase 75% desconhece o significado de João 3:16.
b)
Apenas um em cada dez adultos sabe o que quer dizer a frase
bíblica “A Grande Comissão”.
c)
A maioria das pessoas crê que há vários caminhos para chegar a
Deus, não importando se você é budista, se pertence à nova era, ao
cristianismo ou se é maometano. Se você for sincero, será salvo.
d)
Seis de cada dez adultos não acreditam na existência do diabo.
e)
A maioria das pessoas não sabe mencionar nem a metade
dos mandamentos.
2. Apesar de milhares de pessoas serem batizadas, diariamente, ain-
da há milhares nascendo a cada dia e necessitando de Jesus.
a)
A média de crescimento de uma igreja é de 4% ao ano, enquan-
to que a média de crescimento da população é de 5% ao ano.
b)
Na China, há pelo menos 50 milhões de pessoas que não conhe-
cem Jesus e sequer ouviram o Seu nome.
c)
Nos EUA, estima-se que 200 milhões de pessoas que, embora
se digam cristãs, não creem em Jesus como seu Salvador pessoal.
Não sabem o que quer dizer a frase “O evangelho” e creem que
Discipulado
34
não existe algo como a “verdade absoluta”. Em outras palavras, a verdade é relativa, de acordo
não existe algo como a “verdade absoluta”. Em outras palavras, a
verdade é relativa, de acordo com as circunstâncias.
d) A verdade é que ainda estamos crescendo como igreja e reconhe-
cemos que o número de pessoas não cristãs aumenta a cada dia.
CONCLUSÃO
A missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia é comunicar o evange-
lho eterno do amor de Deus a todas as pessoas, no contexto das três
mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, conforme revelados
na vida, morte, ressurreição e ministério sacerdotal de Jesus Cristo,
convidando-as a aceitarem Jesus como seu Salvador pessoal e a se
unirem à Sua Igreja, assistindo-as e edificando-as espiritualmente,
preparando-as para Seu breve regresso.
Assim sendo, convido você a preparar sua lista de oração, incluindo nela
cinco pessoas pelas quais você se compromete a orar durante três meses e
buscar uma oportunidade de testemunhar para elas, para que também se
preparem para a volta de Jesus.
Discipulado
35
11 Liderança nos Pequenos Grupos QUEBRA-GELO Quantos são líderes aqui? Por favor, levantem as mãos. Outra
11
Liderança nos
Pequenos Grupos
QUEBRA-GELO
Quantos são líderes aqui? Por favor, levantem as mãos. Outra
pergunta: O líder nasce ou se faz?
Se você crê que o líder “se faz”, quais são as características dos
líderes eficientes?
INTRODUÇÃO
Para que o pequeno grupo sobreviva, vocês consideram a necessida-
de de uma boa liderança? O que ocorreria se os pequenos grupos não
contassem com líderes capacitados?
Os pequenos grupos devem caracterizar o estilo de vida da igreja e
funcionar como a base para o relacionamento com a comunidade, o
crescimento espiritual e o cumprimento integral da missão, de acordo
com os dons espirituais. Para alcançar esse objetivo, os líderes cum-
prem um papel significativo.
TEXTO PARA ESTUDO: 1 CORÍNTIOS 1:10
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Leiamos detidamente o texto bíblico para extrair lições: “Rogo-vos,
irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a
mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteira-
mente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.”
Além disso, consideremos outro texto das Escrituras: “O Senhor,
Autor e Conservador de toda vida, ponha um homem sobre esta
congregação que saia adiante deles, e que entre adiante deles, e que
os faça sair, e que os faça entrar, para que a congregação do Senhor
não seja como ovelhas que não têm pastor” (Números 27:16-17).
Discipulado
36
A igreja deve estar unida na mesma forma de pensar e propósito. E, quanto aos pequenos
A igreja deve estar unida na mesma forma de pensar e propósito. E,
quanto aos pequenos grupos, todos devemos entender que esse é o
plano divino para a igreja do tempo do fim. Ainda, a igreja necessi-
ta ser pastoreada, e é justamente aí que os líderes entram em ação.
Discuta com o grupo:
Por que a igreja tende a adotar a mesma característica do mundo
quando se refere a viver em comunidade? O mundo nos leva cada
vez mais ao individualismo, através da tecnologia e dos avanços
científicos. Isso nos isola e destrói a vida em comunidade. O que os
líderes podem fazer?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
O texto é uma súplica: “…que faleis todos a mesma coisa e que não
haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma
disposição mental e no mesmo parecer.” Como fazê-lo? Qual é a
recomendação, acima de tudo para os líderes?
Jesus é nosso Modelo a ser seguido. “Tendo chamado os Seus doze dis-
cípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os ex-
pelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades” (Mateus 10:1).
Jesus, o maior Líder da História, nos deixou o exemplo. Como Lí-
der, Ele formou o Seu “pequeno grupo”, capacitou seus membros e
delegou autoridade a cada um deles.
Discuta com o grupo:
Que outras características de liderança vemos na vida de Cristo?
Vocês sentem que é importante imitar Seu exemplo?
III. APLICANDO O TEXTO
Como fazer para que isso seja uma realidade na igreja e no peque-
no grupo? Que ação é necessária?
E. G. White escreve: “A maior e mais urgente de todas as nossas
necessidades é um reavivamento da verdadeira piedade entre nós.
Buscá-lo deve ser nosso primeiro trabalho” (Serviço Cristão, p. 41).
Essa é a maior necessidade. O reavivamento permitirá que siga -
mos as “estratégias do Espírito”, e não meras estratégias humanas.
O reavivamento espiritual fará com que sigamos fielmente o mé-
todo de Cristo.
Discipulado
37
Qual é o resultado de uma igreja estabelecida no modelo dos Pe- quenos Grupos, que é
Qual é o resultado de uma igreja estabelecida no modelo dos Pe-
quenos Grupos, que é liderada de acordo com o método de Cristo?
Ler Atos 2:44-47.
– Unidade.
– Tinham tudo em comum.
– Atendiam as necessidades uns dos outros.
– Vida em comunidade (templo e casas).
– Milhares de vidas salvas para Cristo.
CONCLUSÃO
A igreja e o mundo hoje necessitam de líderes que sigam o mode-
lo perfeito de Cristo. Somente assim haverá harmonia, sem divisões,
mas unidos “na mesma disposição mental e no mesmo parecer”. Para
isso, é indispensável ser batizado pelo poder do Espírito Santo, assim
como ocorreu com a igreja primitiva. Em apenas um dia, três mil pes-
soas foram salvas. Impressionante! Jesus, o Líder por excelência, nos
deixou um modelo irrepreensível a seguir. Capacitou Seu pequeno
grupo e, como resultado, o evangelho foi levado em toda a sua força.
Convido você a tomar parte ativa no cumprimento da missão, quer
como líder, quer como membro do pequeno grupo, seguindo o mé-
todo de Cristo.
Discipulado
38
12 Mais que uma Estratégia: Estabelecer Metas QUEBRA-GELO Pense no marco da visão e da filosofia
12
Mais que uma
Estratégia:
Estabelecer Metas
QUEBRA-GELO
Pense no marco da visão e da filosofia bíblica quanto à funcionalida-
de dos pequenos grupos. Como fazer com que a igreja seja estabele-
cida em lugares onde parece impossível ao ser humano, mas não pelo
poder de Deus? Quão importante é considerar as estratégias claras
para alcançar as pessoas? As famílias influentes desempenham algum
importante papel no desenvolvimento de uma comunidade de fé?
INTRODUÇÃO
Escrever sobre o apóstolo Paulo não é tarefa fácil. Pôr no papel uma
análise a respeito de seus estudos, ideias, ministério e teologia sem-
pre será um verdadeiro desafio para todo escritor, erudito ou leigo.
Especialmente aqui, vemos Paulo como um estrategista que desejava
alcançar metas bem claras: estabelecer a igreja em Corinto.
TEXTO PARA ESTUDO: ATOS 18:1-10
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
Este texto menciona que Paulo estabeleceu a obra em Corinto, mas
primeiro estabeleceu pontos em comum com as pessoas para fazer
com que a pregação do evangelho fosse mais bem aceita. A empa-
tia é um princípio importante.
Vemos que Paulo compreendia bem sua missão e alcançou tanto
judeus quanto gentios (gregos). A igreja nasceu nas casas, e o após-
tolo acompanhou a igreja nascente durante o tempo necessário
para o seu desenvolvimento.
Discipulado
39
Sem desmerecer os demais apóstolos, Paulo tinha uma possível vantagem sobre eles, o seu preparo acadêmico,
Sem desmerecer os demais apóstolos, Paulo tinha uma possível
vantagem sobre eles, o seu preparo acadêmico, que lhe permitiu
testemunhar diante das maiores e mais bem conhecidas autorida-
des do mundo de então. Sua dupla nacionalidade o tirou de apuros
mais de uma vez, quando fez uso desse argumento vital (Atos 22:3).
Além disso, o intrépido mensageiro possuía uma habilidade ou pro-
fissão própria de sua formação como rabino (v. 3).
Discuta com o grupo:
Em sua opinião, quão importante é estabelecer pontos em comum
com as pessoas para que o cumprimento da missão seja mais viável?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
O texto diz que Paulo e seus novos amigos tinham a mesma profissão.
É interessante notar como Deus trabalha com maior fluidez quando
Seus instrumentos estão dispostos a ser guiados por Seu Santo Espírito.
O texto acrescenta ainda que Paulo ficou com eles (v. 3), morando,
trabalhando e formando o núcleo da igreja de Deus em Corinto (pri-
meiro pequeno grupo). Que forma tão simples e eficaz de levantar
uma nova igreja! Sem a intenção de realçar a parte humana e o ego do
apóstolo, diríamos que plantar a igreja em Corinto era um desafio para
o Céu, e o melhor homem para essa missão era Paulo.
Mesmo sendo fato que Paulo pregava na sinagoga, o interessante é que
sua meta estava bem determinada no estabelecimento da igreja nas casas.
Hoje, nossos templos, assim como as sinagogas, são receptores de fa-
mílias, mas a base do crescimento está nas casas (pequenos grupos).
Discuta com o grupo:
Você crê que a estratégia de Paulo deve ser considerada importante
para o crescimento da igreja, especialmente nos pequenos grupos?
III. APLICANDO O TEXTO
Paulo aplicou a mesma estratégia de Jesus para alcançar as pessoas,
e veremos essa experiência melhor refletida, se tão somente nos
aproximarmos das pessoas por meio dos pequenos grupos.
Consideremos também a importância de nos aproximarmos de pes-
soas influentes. A obra em Corinto cresceu graças a elas (v. 7), e o
mesmo ocorrerá em nossos dias.
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Discuta com o grupo: É interessante notar que, de início, Paulo e Silas não tenham com-
Discuta com o grupo:
É interessante notar que, de início, Paulo e Silas não tenham com-
preendido os planos de Deus por meio de Paulo, mas o apóstolo
estava seguro de sua missão, assim como devemos ter a certeza de
que Deus aprova nossas ações para alcançar as pessoas onde quer
que estejam.
CONCLUSÃO
Que lição valiosa recebemos desse ousado evangelista! Ele amava a
Causa de Deus mais que sua própria vida. Tinha visão clara. Como
rabino, mantinha o perfil de sua formação e se sustentava com seu
ofício. Não era pesado a ninguém, e sua meta mais importante era
cumprir a missão. Para Paulo, a ordem prioritária em sua vida estava
definida. Visto que não dependia da igreja para sua subsistência (na-
quele momento), trabalhava e vivia no contexto da missão. Quantos
de nós hoje, diante das dificuldades econômicas, descuidamo-nos da
Causa do Senhor, afastando-a de nossas atividades. Para ele, não foi
primordial sair do trabalho para cumprir a missão; ambos tinham a
mesma essência.
Sem dúvida alguma, o trabalho nos pequenos grupos é uma via ga-
rantida, até mesmo para o maior dos apóstolos, e foi o que lhe deu
êxito. Você também, que enfrenta o desafio de plantar uma igreja em
sua região, bairro ou paróquia poderá usar esses quatro princípios e,
certamente, verá os resultados do seu labor.
Minha decisão: Gastar o que tenho e sou nesta Causa bendita, ten-
do como modelo as inspiradas palavras do apóstolo Paulo: “Eu de
boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa
alma” (2 Coríntios 12:15).
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13 Seis Modos de Servir: Aplicando a Verdadeira Religião em Minha Comunidade QUEBRA-GELO O que seus
13
Seis Modos de Servir:
Aplicando a Verdadeira
Religião em Minha Comunidade
QUEBRA-GELO
O que seus vizinhos pensam de sua igreja? A Igreja Adventista é
conhecida em sua comunidade? É interessante notar que, em nível
mundial, a Igreja Adventista possui mais templos e instituições do
que as empresas que promovem alimentos não recomendáveis. Não
obstante, infelizmente, é menos conhecida pela comunidade. Como
você imagina que podemos reverter essa realidade?
INTRODUÇÃO
A verdadeira religião nos ensina a fazer todas as coisas cientes de que es-
tamos na presença de Deus. Ainda mais: Deus conhece tanto os motivos
como as ações. As boas obras aqui mencionadas não são evidência da “re-
ligião pura e sem mácula”, salvo se a pessoa que as realiza for movida por
motivos corretos. Um dos motivos deve ser amar o nosso próximo como a
nós mesmos.
Se há alguma característica que revela a religião verdadeira, é o agir-
mos de forma diferente em nossa comunidade. Nosso testemunho
deve ser tão veraz quanto a Palavra de Deus nos diz que devemos ser.
A epístola de Tiago “ensina um cristianismo prático, mostrando os re-
sultados ou as obras que uma fé viva e genuína produz na vida de um
discípulo. Em toda a carta se destaca o contraste entre as manifestações,
os efeitos e os resultados da verdadeira e da falsa religião” (CBBA).
TEXTO PARA ESTUDO: TIAGO 1:27
DISCUSSÃO
I. CONHECENDO O TEXTO
É interessante que o apóstolo Tiago não define aqui a “verdadeira
religião”; apenas se refere ao fato de que “as evidências externas
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acompanham de forma natural a genuína experiência do coração. Ele não descreve tudo o que a
acompanham de forma natural a genuína experiência do coração.
Ele não descreve tudo o que a religião é, apenas menciona dois
exemplos característicos do verdadeiro espírito religioso que leva
a tais atos” (CBBA).
Discuta com o grupo:
Esse texto nos ajuda a confirmar que a verdadeira religião nos ensina
a fazer tudo como se estivéssemos na presença de Deus. Ainda mais,
que Deus conhece tanto os motivos como as ações de nosso coração
(ver Mateus 6:1-18). Qual é a sua opinião a respeito dessa afirmação?
A experiência do filho de Deus transcende a teoria da bondade,
pois esse filho aplica em sua vida o ministério de Jesus e o faz por-
que está, a cada dia, na presença de Deus. Entretanto, quanto de
nossa experiência mudaria no relacionamento com a comunidade,
se aplicássemos esses princípios bíblicos?
II. INTERPRETANDO O TEXTO
Se tivéssemos vivido nos dias do apóstolo Tiago, teríamos com-
provado a separação de uma religião que somente se firmava na
liturgia de um culto bonito ou no manter uma estrutura muito bem
apresentada, mas que, infelizmente, estava “divorciada” da reali-
dade de sua comunidade, e pior, era vista como uma religião ex-
cludente, e esse não é o plano de Deus.
Discuta com o grupo:
O texto nos ajuda a compreender que os filhos de Deus transcen-
dem a experiência de culto. Devemos ser sensíveis às necessidades
de nossa comunidade. O que podemos fazer para que nossa ex-
periência seja de maior bênção para os que estão ao nosso redor?
Estar diante de Deus não quer dizer apenas mantermos a santidade
e nos afastarmos do mal. Envolve também um compromisso de
serviço ao necessitado.
III. APLICANDO O TEXTO
Portanto, se cremos no sacerdócio (ministério ou pastorado) de to-
dos os discípulos, juntamente com a igreja, é necessário dedicar
todo o nosso ser ao ministério do amor.
Não se pode ser cristão sem ser sacerdote; não se pode ser sacerdo-
te se não houver um sacrifício vivo para oferecer. Se não tenho um
ministério, não sou um discípulo.
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Devemos implementar a prática do sacerdócio universal, estrutu- rando o discipulado em responsabilidades, como graus de
Devemos implementar a prática do sacerdócio universal, estrutu-
rando o discipulado em responsabilidades, como graus de funções,
mas não de classe ou hierarquia.
CONCLUSÃO
Somos cartas abertas. Tudo o que fazemos será um testemunho po-
deroso para a conversão de muitos. “Em verdade vos afirmo que,
sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim
o fizestes” (Mateus 25:40).
Sigamos o exemplo de Dorcas e transbordemos em boas obras e em
esmolas. Mostremos o que realmente se deve mostrar, publiquemos
mensagens que façam a diferença. Ao realizar esses tipos de ações
na comunidade, certamente teremos o favor de todo o povo. Muitos
corações serão impressionados pelo Espírito Santo e, assim, desejarão
fazer e ser como somos.
Oremos de tal maneira que Deus impressione o nosso coração para
que o serviço seja parte importante de nosso estilo de vida.
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