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VIGÍLIA

BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM,

PORQUE SERÃO CONSOLADOS

Cenário

• Globo a representar o mundo em que vivemos.

• Cartaz com várias fotografias com situações de sofrimento. Outro com


imagem de alegria em sinal de esperança.

Objectivos:

• Ter sempre presente na nossa vida esta afirmação de Jesus: aqueles que
choram serão verdadeiramente felizes. Este é mais um caminho de
felicidade.

• Acreditar e viver em conformidade com aquilo que Ele nos prometeu, que
mesmo chorando seremos felizes.

Cântico inicial

Introdução

• Explicar os objectivos desta vigília de oração.

Leitura …

• Mt 5, 6: Felizes os que choram porque serão consolados.

• Lc, 19, 41-42: 41 Ao ver mais de perto a cidade de Jerusalém, Jesus


chorou sobre ela, dizendo : 42 “Se neste dia também tu conhecesses o
que pode trazer a paz! Mas isto agora está oculto aos teus olhos.

• Lc 7, 12-15: Ao aproximar-se da porta da cidade, saía o enterro de um


jovem, filho único de uma viúva. Uma multidão numerosa da cidade o
seguia. 13 Ao vê-la, o Senhor ficou com muita pena e lhe disse: “Não
chores”. 14 E, aproximando-se, tocou o caixão; os que o carregavam,
pararam; e Jesus disse: “Moço, eu te ordeno, levanta-te”. 15 O morto
sentou-se e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe.

Comentário

Chorar é geralmente sentir profunda tristeza, que provoca derramamento de


lágrimas. Mas podemos chorar por vários motivos, inclusive por amor, (quem
não chora não ama) se amamos somos felizes.
Parece paradoxal a afirmação de Jesus dizendo que os que choram são felizes
ou Bem-aventurados, mas não há nenhum paradoxo nesta afirmação, são
felizes sim porque podem ser consolados.

A Bem-aventurança do chorar reside na capacidade de sentir pelo outro, de


ter empatia por ele. De se colocar dentro dele, na intensidade da sua lágrima,
no desespero da sua dor. Este chorar traz bem-aventurança porque nos faz
abraçar o ferido e o entristecido. E, fazendo assim alimentamos nossa
capacidade de amar como Cristo ama.

Tanto a mulher como o homem tem o direito de chorar quando necessário. O


choro é saudável, é comprovadamente bom para a saúde, ajuda a pessoa a
manter o equilíbrio das emoções e sentimentos.

1. São muitas as famílias que choram a ausência de seus entes


queridos que partiram cedo, deixando um grande vazio nas suas vidas,
com a saudade a apertar no peito e lágrimas a enxugar. Mas Deus
conhece cada lágrima derramada e até aquelas que ficam escondidas,
que são as lágrimas que não molham.

No salmo 56, 8 “ Recolhestes as minhas lágrimas no teu odre, não


estão elas inscritas no teu livro”?

Não nos devemos esquecer que Deus nos conhece, vê as nossas


lágrimas e se compadece, e tem também um plano maravilhoso para a
nossa vida.

2. Existe o choro por arrependimento, por ter praticado algo errado, um


sentimento de profunda tristeza que brota de um coração sincero e
arrependido. Foi o que aconteceu com Pedro quando traiu Jesus.

“ Então, Jesus voltou-se, fixou os olhos em Pedro, e Pedro lembrou-se das


palavras de Jesus; “Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo.
Então, Pedro, saiu dali, e chorou amargamente” Lucas 22, 61-62.

3. O choro mais sublime, mais bonito é o choro movido pelo amor.

O choro que mais precisa de consolo não é tanto o daquele que sente a
dor ou que se entristece, é o choro daquele que vive em estado contínuo
de doença, de solidão, de incompreensão, de marginalização, de falta de
sentido para a vida, o que sofre por amor, o que sofre por não ter fé, o
que sofre por não ter justiça, o que chora por estar exilado, ou oprimido,
ou explorado. Esses sim, chorarão de alegria quando o peso da vida lhes
for tirado das costas, e se sentirem aliviados, consolados.

4. Lembrar situações da história contemporânea:

A luta do povo Timorense pela sua autonomia, a persistência dos seus


líderes.
A força e coragem de Nelson Mandela no seu cativeiro. Quem diria num
passado recente, que ele um dia seria presidente da África do Sul.

O exemplo da Madre Teresa nas ruas de Calcutá, quantas vezes deve ter
chorado, mas as lágrimas levaram-na a acção e consequentemente a
alegria de muitos.

Noutros tempos, as lágrimas de Santa Mónica, que não desistiu durante


tantos anos, a rezar para a conversão do filho. Que veio a revelar-se um
dos maiores santos e sábio da nossa história. Quantas mães hoje
também não desistem, mesmo chorando.

“ Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai, antes, por vós
mesmas e por vossos filhos” (Lc 23,28).

As lágrimas de compaixão humana foram derramadas por Jesus, quando


entrou de uma forma triunfante em Jerusalém.

“ Quando chegou, vendo a cidade, chorou” Lucas 19,41.

Exposição do Santíssimo. Em silêncio, breves momentos de adoração.

Momento de silêncio e partilha; possibilidades:

• Em silêncio, cada um escreve num cartão (necessário fazer), momentos


de sofrimento que cada um já passou, na sua vida.

• Depois disso se quiser pode partilhar a alta voz.

• Senão, a partir das imagens dos cartazes comentar o que mais os


impressiona

PS: O importante é que cada um possa partilhar. Por isso é bom que não haja
tempos muito longos de pausa, nem que cada um demore muito.

Pode-se intercalar com um cântico.

Depois da partilha convida-se quem quiser, face a face com Deus, a apresentar
todos aqueles que hoje choram por diversos motivos.

No fim cada um oferece, depositando em lugar preparado para isso, a Deus os


nossos cartões com os “nossos sofrimentos”

Oração: Salmo 126

Cada um proclama uma linha do salmo.


No fim rezamos todos juntos o mesmo salmo.
Quando o Senhor mudou o destino de Sião,

Parecia-nos viver um sonho.

A nossa boca encheu-se de sorrisos

E a nossa língua de canções.

Dizia-se então entre os pagãos.

“ O Senhor fez por eles grandes coisas”

Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas;

Por isso, exultamos de alegria.

Transformai Senhor, o nosso destino,

Como as chuvas transformam o deserto de Négueb.

Aqueles que semeiam com lágrimas,

Vão recolher com alegria.

À ida vai-se a chorar carregando espalhando sementes;

No regresso, canta-se de alegria transportando os feixes de espigas.

Pai Nosso

Bênção final

Cântico final (enquanto se guarda o santíssimo)