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Atividade da Disciplina de Políticas Educacionais

LDB – FACES POSITIVAS E RANÇOS

Luana Apª dos Reis Giusto


Luis Eduardo Sarto
Maria Fernanda Campos Mendonça

4º período de Química Licenciatura


LDB – FACES POSITIVAS E RANÇOS

Faces positivas da LDB


a) Compromisso com a avaliação
Art 9º: A união incumbir-se-á de:
É preciso realmente que haja uma verificação da qualidade de ensino que os
brasileiros vêm recebendo, a avaliação é, portanto, uma maneira de se obter
informações sobre a educação, assim é possível estudar medidas para suprir as
deficiências. Acontece que muitas instituições de ensino, como por exemplo, as do
ensino superior rejeitam a avaliação.

Art 12: Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu


sistema de ensino, terão a incumbência de:
É papel da escola, proporcionas meios de recuperar os alunos de baixo
rendimento escolar. Esta, talvez seja um dos artigos mais importantes, pois verá nele
cumprido o papel de levar a todos, sem exceção, a educação.

Art 13: Os docentes incumbir-se-ão de:


O professor é o principal mediador da aprendizagem cabe a ele o papel de
ensinar com êxito aos alunos, alem de ser o responsáveis em recuperar sues alunos com
deficiência. Este artigo na maioria das vezes não é observado no cotidiano escolar,
professores e a escola deixam muito a desejar.

Art. 24: A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo
com as seguintes regras comuns:
Deve a escola promove avaliação continua e cumulativa para se obter o
desempenho do aluno e se necessário oferecer-lhe a recuperação paralela. Mais uma
vez, vê-se que a educação é um direito de todos, mas na pratica isso não se verifica.

Art. 35: O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três
anos, terá como finalidades:
O ensino médio tem como objetivo preparar o adolescente para o trabalho e a
cidadania, além de fornecer bases para que ele continue aprendendo, possivelmente, ao
ingressar em cursos técnicos ou superiores. Verificam-se também mais uma vez que a
lei não é cumprida nem sequer conseguem concluir o ensino médio, quem dirá ingressar
em uma universidade.

b) A LDB vem favorecendo grandes avanços no sistema educacional, pois trata


o professor como o eixo principal da qualidade da educação. Com o trabalho mais
valorizado, eles passaram a mais concessões, dentre as quais se destaca um maior tempo
para formação continuada, afinal o professor precisa sempre estar atualizado. O docente
que não estuda e não se aperfeiçoa não está sendo profissional, pois nenhuma profissão
se desgasta tão facilmente quanto a docência.
Dois componentes merecem destaque nessa lei: um é o aperfeiçoamento
profissional continuado e o outro e a avaliação do desenvolvimento profissional. O
primeiro, infelizmente, acaba decaindo em meros treinamentos e cursos enquanto que o
segundo representa um pavor para os docentes que, cansados de levar “pancada”, acham
que vem mais uma.
É impossível acobertar a situação crítica da educação brasileira, porém é
inaceitável colocar a culpa nos professores, que também são vítimas do sistema. Porém
não dá para negar que um professor despreparado contribui bastante para esse fracasso.
O Artigo 62 da LDB definiu como obrigatório o “ensino superior” para docentes
da educação básica, reforçado com “graduação plena”. Porém, devido a uma grande
pressão, ainda é admitida a atual proposta da Escola Normal; os denominados
“magistérios”. Com isso, evidencia-se uma contradição: como se prega a obrigação de
um ensino superior para docentes se ainda e permitida a trajetória “média”? Portanto a
escola continua “normal”.
Porém, o artigo 63 resgata um pouco da rota moderna; estabelece a idéia de
“institutos superiores de educação” para a formação de profissionais para a educação
básica, inclusive o curso normal superior. Duas coisas devem ser evitadas: a banalização
da formação inicial, reduzindo os cursos para “mini-licenciaturas” e desvalorizando o
trabalho dos novos profissionais, e a conservação dos vícios pedagógicos tradicionais.
De nada adiantaria montar um curso normal superior dentro dos mesmos atrasos dos
cursos atuais.
Uma universidade não se renova sem a renovação da pedagogia: o professor
precisa ser redefinido como reconstrutor do conhecimento, do compromisso com a
aprendizagem reconstrutiva dos alunos. Surgindo assim uma inédita chance de
inauguramos uma nova pedagogia.
Torna-se cada vez mais claro que, para recuperar sua estrutura, a educação
básica brasileira precisa, inicialmente, de uma coisa: resgatar o professor.

c) Direcionamento de investimentos financeiros para valorização do magistério.

Art. 70: Considerar-se-ão como de manutenção e desenvolvimento do ensino as


despesas realizadas como vistas à consecução dos objetivos básicos das instituições
educacionais de todos os níveis, compreendendo as que se destinam a:
Os oito casos de aplicação dos recursos financeiros deixam em haver as
dificuldades encontradas no cotidiano, como por exemplo, aquisição, manutenção e
conservação de instalação nas escolas das redes publicam de ensino onde desestimulam
os alunos, como também, professores.

Art. 71: Não constituirão despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino aquelas


realizadas com:
Constituir uma despesa aceitável gera contradições. Programas suplementares de
alimentação, assistência médico - odontológica são importantes para um bom
desempenho do aluno na escola e tratando como “não constitui” uma despesa aceitável
estão privando esses alunos desse tipo de acompanhamento e de uma alimentação mais
saudável.

Art. 72: As receitas e despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino serão


apuradas e publicadas nos balanços do Poder Público, assim como nos relatórios a que
se refere o § 3º do art.165 da Constituição Federal.
As receitas e as despesas das escolas, caso não sejam apuradas, as escolas
correm o risco de não receberem os recursos financeiros já estipulados. A população
deveria poder acompanhar de perto o fluxo dos recursos para também dar opinião sobre
onde e em que esses recursos devem ser aplicados.

Art.75: A ação supletiva e redistributiva da União e dos Estados será exercida de modo
a corrigir, progressivamente, as disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de
qualidade de ensino.
O Estado ou o município deve fiscalizar as escolas em favor da manutenção e do
desenvolvimento do ensino, o que não acontece. Dinheiro para compra de carteiras e
outros materiais de necessidade vem esporadicamente sem nem mesmo verificar o que e
a quantidade de que estão precisando. O custo anual do aluno está muito abaixo do que
realmente necessitam para o chamado “padrão mínimo de qualidade”. A transição direta
de recursos para cada estabelecimento de ensino baseada no número de alunos gera
muitas polemicas, pois, ninguém tem noticias de onde estas finanças estão sendo
empregadas e nem se estão chegando às escolas.

d) Outros aspectos positivos


Art. 4º: O dever do Estado com educação publica será efetivado mediante a garantia de:
Resumidamente, o Estado tem como papel garantir o ensino gratuito obrigatório
e a todos, desde as creches pré-escolares até aos níveis mais elevados de ensino. Além
disso, deve fornecer programas suplementares de material didático, transporte,
alimentação e assistência à saúde. O ensino deve ser de qualidade, na pratica verifica-se
que o ensino está muito longe de ser de qualidade. Além disso, faltam mais
investimentos nos setores de suporte suplementar ao ensino, transporte e alimentação.

Art. 14: Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino


publico na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os
seguintes princípios:
Trata-se da formação da identidade da escola por meio da elaboração conjunta
aos professores, do projeto político pedagógico. Muitos professores nem sabem o que
este representa e até mesmo nem conhecimento dele tem.

Art. 15: Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares publicas de educação


básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e
de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público.

Art. 21: A educação escolar compõe-se de:


Educação básica formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino
médio. Tem-se fora à educação básica, a educação superior, esta atende uma minoria
privilegiada.