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Projeto de Pesquisa
Tema
Educação Infantil
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Qual o papel do Lúdico como instrumento facilitador no ensino aprendizagem?
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A idéia de pesquisar sobre o Lúdico como instrumento facilitador no ensino
aprendizagem, ocorreu a partir da disciplina Prática Pedagógica II com a professora
Andréa André ministrada na Faculdade Fortium em agosto de 2008, idéia que pela minha
concepção ajudou muito no processo do meu curso. E agora em 2009 na aula de História
da Educação, ministrada pelo professor Lúcio, resolvi passar a frente na minha opinião e
de vários autores que o Lúdico pode estar presente também nas salas de aulas.
Nesse projeto irei esclarecer alg umas dúvidas na importância do Lúdico no processo
ensino-aprendizagem.
Quero deixar em evidência que o Lúdico não é o único método para a melhoria da
Educação, mas com certeza será a ponte que ira auxiliar na melhoria dos resultados por
parte dos professores em promover mudanças na didática e na pedagogia.
³O Lúdico é elevado no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a
respeito do mundo e da vida, o principio de toda descoberta e toda criação´ (SANTO
AGOSTINHO).
Ao trabalhar o lú dico na educação infantil, acredita -se que é uma proposta para o
enfrentamento das dificuldades no processo ensino -aprendizagem entre professor e
aluno. Segundo SCHILLER "o homem só é completo quando brinca".
A criança é um ser ativo e traz consigo necessidade de se movimentar, de se comunicar,
seja através da linguagem, ou seja através do lúdico.
A interdisciplinaridade está intrínseca na educação, onde professor e aluno devem buscar
meios que entrelacem o conhecimento.
São valorizando o lúdico que se p roporciona ao educando facilidades de interagir diversos
meios de conhecimento."A criança brinca por natureza".
Palavras-chave: Educação Infantil. Lúdico. Aprendizagem.
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A realização desta pesquisa justificou-se pelo fato de que o brincar, independentemente
da cultura ou da década, traz lembranças que podem ou não auxiliar no dia -a-dia do
educador e da criança, na realidade escolar, já que é fundamental para a vida, a form ação
e o desenvolvimento do ser humano, em qualquer idade. Assim o brincar, dentro ou fora
de sala de aula, precisa ser estimulado pelo educador, o qual na maioria das vezes,
passa grande parte do tempo com as crianças.
Quero justificar pelo fato de apesa r das varias propostas e ações existentes no âmbito da
Educação, como projeto educacional, simpósios, seminários, programas de governo,
percebe-se que os resultados continuam insatisfatórios, o que demonstra a necessidade
de mudanças no contexto educaciona l, sendo assim, o professor torna -se um dos
principais, protagonista dessa mudança.
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‡ Conferir se o espaço e as relações do Lúdico como facilitador da aprendizagem na sala
de aula é de muita ajuda para as crianças da Educação Infantil;
Objetivos específicos:
‡ Conferir como é que o os professores percebem o Lúdico, quais suas concepções;
‡ Investigar como o Lúdico é utilizado no plano de trabalho e na prática de sala de aula;
‡ certificar se há uma relação de interdisciplinaridade ou al gum tipo de integração com a
Educação Infantil em todas as áreas;
‡ Examinar a contribuição do Lúdico para o rendimento do aluno na aprendizagem;
Apresentamos o lúdico como uma das maneiras mais eficazes para envolver os alunos
nas atividades, pois a brincadeira está intimamente ligada à criança. É muito importante
aprender com alegria. Enquanto se divertem, as crianças se conhecem, aprendem e
descobrem o mundo. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação
Infantil, ³os jogos e as brincadeiras propiciam a ampliação dos conhecimentos infantis por
meio da atividade lúdica´ (BRASIL, 1998, p. 27).
Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam
anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. Por exemplo, pa ra assumir um
determinado papel numa brincadeira, a criança deve conhecer alguma de suas
características. Seus conhecimentos provêm da imitação de alguém ou de algo
conhecido, de uma experiência vivida na família ou em outros ambientas, do relato de um
colega ou de um adulto, de cenas assistidas na televisão, no cinema ou narradas em
livros etc. A fonte de seus conhecimentos é múltipla, mas encontram-se ainda,
fragmentados. É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre
características do papel assumido, suas competências e as relações que possuem com
outros papéis, tomando consciência disto e generalizando para outras situações.
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É muito importante aprender com alegria, com vontade. Comenta SNEYDERS (1996,
p.36) que ³Educar é ir a direção à alegria.´ As técnicas lúdicas fazem com que a criança
aprenda com prazer, alegria e entretenimento, sendo relevante ressaltar que a educação
lúdica está distante da concepção ingênua de passatempo, brincadeira vulgar, dive rsão.
Compreender o valor dos jogos e atividades lúdicas na educação infantil como subsídios
eficazes para a construção do conhecimento realizado pela própria criança.
Desenvolver estudos sobre situações de jogos e brincadeiras que proporcionem às
crianças a estimulação necessária para sua aprendizagem.
O objetivo proposto por este referencial de nenhuma maneira é moldar a criança. É
exatamente o contrário. A criança tem espaço para criar, descobrir, brincar, sonhar, enfim,
ser criança. O que se busca é o respeito mútuo observando a individualidade de cada um.

O lúdico torna o momento de ensino em algo agradável, prazeroso, divertido e ao mesmo


tempo rico em conhecimentos afins. A partir do foco desta pesquisa nota -se a relevância
de conscientização de educadores e profissionais da educação para uma plena
introdução do lúdico nas escolas, apesar da resistência de alguns professores, que na
verdade estão um tanto quanto desinteressados em modificar seus hábitos e sua
metodologia de ensino. Estes professores ainda pensam que ³hora de brincar é hora de
brincar e hora de estudar é hora de estudar³ PAULO FREIRE (1996), diz que o professor
precisa pensar certo para só então ensinar a pensar certo, de forma cônscia e autônoma,
com certeza de seus sentimentos e valorizando o cognitivo de cada aprendiz.

Em suma, o jogo é um fator didático altamente importante; mais do que um passatempo,


ele é elemento indispensável para o processo de ensino -aprendizagem. Educação pelo
jogo deve, portanto, ser a preocupação básica d e todos os professores que têm intenção
de motivar seus alunos ao aprendizado.
Pensando como meio de garantir a construção de conhecimento e a interação entre os
indivíduos, a atividade lúdica trouxe para dentro da escola, a possibilidade de pensar na
educação numa perspectiva criadora, autônoma, consciente. Através do jogo, abre -se
porta para o mundo social e cultural, incentivando o desenvolvimento das crianças.
Vygotsky ( também afirma que no jogo a criança transforma, pela imaginação,os objetos
produzidos socialmente, e a importância dos signos para a criança ³internalizar´ os meios
sociais, a criança amplia os limites de sua compreensão, integrando símbolos socialmente
elaborados (valores, crenças sociais, o conhecimento acumulado da cultura e os
conceitos científicos) ao seu próprio conhecimento.
O jogo oferece, a possibilidade de aprender sobre solução de conflitos,negociação,
lealdade e estratégias, tanto de cooperação como de competição social.
Para ANTUNES (1998) "A utilização dos jogos devem ser somente quando a
programação possibilitar, e somente quando se constituírem em um auxílio eficiente, ao
alcance de um objeto dentro dessa programação".
O jogo deve ter sempre um caráter desafiador para o educando, acompanhado de um
planejamento educacional com objetivos propostos pelo educador.
Neste contexto observa-se a importância do planejamento do professor, pois o jogo deve
estar inserido em suas atividades como suporte pedagógico e não como mero passa
tempo.
METODOLOGIA
Para comparar o alicerce teórico obtido através da pesquisa bibliográfica,vou fazer uma
pesquisa de campo, através de questionário, com acadêmicos do curso de Pedagogia da
Faculdade Fortium e também com professores da rede publica de ensino e alunos.
Pesquisa para seleção e preparação de citações, textos, fotos e ilustrações em
bibliotecas, Internet;
Pesquisa e seleção de trechos de textos literários de autores nacionais que retratam o
Brincar;
Resumo biográfico e sugestões bibliográficas de cada autor;
Pesquisa de obras de autores nacionais, com gravuras representando crianças brincando.
Diversos enfoques do Brincar, procurando reforçar e reavivar as lembranças e o prazer do
Brincar.
Entrevistas com pessoas da comunidade, suscitando as lembranças de infância e
diferentes opiniões sobre o significado e a importância do Brincar.
O Brincar a partir da observação e da interação criança - brinquedo - brincadeira; a
brincadeira livre e a brincadeira d irigida; brincar sozinho e em grupo; a relação criança -
adulto; o Brincar nas diferentes faixas etárias; a competição e a cooperação.
Sistemas de classificação de brincadeiras, mostrando as perspectivas teóricas propostas
por seus autores e sugestões práticas para sua utilização e as possibilidades de criação
de um sistema próprio.
Adriana FRIEDMANN escreve que é imprescindível divulgar e utilizar as diferentes
culturas das várias regiões brasileiras, que traduzem seus respectivos valores por meio
da linguagem transmitida pelos brinquedos e brincadeiras: dos artesanais, que ainda são
criados pelas mãos de pessoas simples e sensíveis, até os industrializados, fabricados
por interesses comerciais e não por objetivos lúdicos e educativos referentes a seu
público-alvo.
Com relação às brincadeiras, nosso país tem uma riqueza infindável do Norte ao Sul,
determinando uma cultura lúdica ao mesmo tempo heterogênea, diversa e comum, pela
influência das culturas européia, africana e indígena. Assim como o tombamento de
muitos monumentos materializa a história, o brincar constitui -se em um patrimônio lúdico
da humanidade e, no nosso caso, da brasilidade: o conjunto de brincadeiras locais revela
a linguagem cultural de cada região. A criança fala por meio do seu brinca r.(FRIEDMANN
Novembro, 2006 . Manaus) .
REFERÊRENCIA
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: técnicas e Jogos. São Paulo: Loyola, 1990
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17ª RJ: Paz e Terra, 1987.
GIL, A.C. Como Elaborar Projeto de Pesquisa. 3 ed. São Paulo: Atlas,1991.
KISCHIMOTO, T. M. Jogos tradicionais Infantil: O jogo, A Criança e a Educação.
Petrópolis: Vozes, 1993.
RIEDEL, Manfred. Horen Auf Die Sprache: Die Akroamatische Dimension Der
Hermeneutik Frankfurt am Main : Suhrkamp, 1990.
SANTOS, Santa Marli Pires. 1999. Brinquedoteca: O Lúdico em Diferentes Contexto.
4.ed. Petrópolis: Vozes.
VYGOTSKY, Liev Semionovich. A Formação Social da Mente. 6 ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1984.
BALDUS, Herbert. Ensaios de Etnologia Brasileira . 2.ed. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 1979. 214 p