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Agrupamento Vertical de Escolas de Amareleja

Sede: Escola Básica Integrada c/JI de Amareleja

Relatório da Actividade Arte em REEE


(Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos)

Na nossa Escola, a participação no concurso “Geração Depositrão” é considerada uma tradição.


Muito mais que um concurso é uma regra de conduta que queremos incutir em todos os elemen-
tos da nossa comunidade escolar. A participação no concurso funciona como incentivo para a
prática de atitudes ecológicas que visam a sustentabilidade dos recursos.

No processo de renovação da participação no concurso”Geração Depositrão”, o Conselho Eco-


Escola apercebeu-se da possibilidade de efectuar a inscrição na actividade “Arte em REEE” e
optou por efectuar a sua formalização.

A etapa seguinte consistiu na divulgação das informações referentes à campanha de recolha de


REE, na página electrónica e no jornal da Escola (“5 Estrelas”). Simultaneamente, solicitámos a
colaboração dos colegas, na orientação da construção dos objectos de arte em REEE.

Os professores divulgaram as indicações do concurso e tentaram incentivar a participação dos


alunos. Tendo, contudo, como grande obstáculo as limitações das planificações que foram reali-
zadas no início do ano lectivo. A maioria dos diferentes Conselhos de Turma já tinha definido
as actividades e projectos que perspectivava concretizar ao longo do ano lectivo. Assim, somen-
te, duas turmas conseguiram incluir a sua participação nesta actividade, no seu Projecto Curricu-
lar de Turma. Mas apenas, durante um reduzido número de aulas, no terceiro período.

Os alunos das Turmas 8.ºA e 9.ºB aceitaram o desafio de transformar pequenos resíduos de
equipamentos eléctricos e electrónicos em “objectos de arte”. Aliada a esta tarefa tive-
ram também a responsabilidade de divulgar os folhetos da campanha de recolha de
REEE.

Do trabalho dos alunos resultaram seis “objectos de arte” que serão expostos na Escola
durante a Semana Cultural, de 15 a 18 de Junho.
Memória Descritiva
Descrição das transformações protagonizadas pelos alunos do 8.ºA.

Os doze alunos da turma, na última quinzena do mês de Maio, procederam às transfor-


mações das caldeiras de ferros de engomar e de uma cassete de vídeo. Transformações
que deram origem a um avião, um barco e um robot. Tarefas que foram supervisionadas
pela professora de Educação Tecnológica - Cláudia Félix.

Fotografia 1
O avião da fotografia 1 integra 3 componentes diferentes, objecto em que a caldeira do
ferro de engomar é considerado o resíduo base. A nova identidade do objecto é bastante
evidente, apesar de serem perceptíveis os diferentes elementos que o integram. Na nossa
opinião, o encaixe entre os elementos foi bem conseguido. Também importa referir que
apenas utilizaram tinta no garrafão de plástico para uniformizar a tonalidade do apare-
lho.
A construção de um avião na Escola pode ter muitos significados, como por exemplo,
“os voos” que o futuro poderá proporcionar a estes jovens”
Nas fotografias 2 e 3 surge um barco.

Fotografias 2 e 3

Neste caso, a caldeira do ferro de engomar deu origem a um barco. Neste caso não foi
necessário proceder à pintura dos materiais. Com alguns objectos de pequenas dimen-
sões (tampas), fragmentos de outros (cana e plástico) e alguma criatividade surgiu um
barco.

Pensando um pouco nas alterações que têm ocorrido na região nos últimos anos, o barco
parece muito adequado para desfrutar alguns dias de lazer, na Barragem de Alqueva.

E agora um objecto virado para o futuro… um robot (fotografia 4).

Fotografia 4
Numa primeira análise, este objecto poderá não corresponder aos requisitos do concurso
porque um dos componentes faziam parte da constituição interna de um REEE. Quando
foram alertados para o facto os alunos argumentaram que a parte principal era uma cas-
sete de vídeo. E como valorizamos a capacidade de argumentação, que neste caso surge
aliada à criatividade, considerámos adequado o envio da foto.
O robot não necessita de grandes explicações, a tecnologia é indissociável do futuro.
Apresentamos em seguida os trabalhos do 9.º A.
Estes catorze alunos tiveram ainda menos tempo para construir os seus “objectos de
arte”. Realizaram os trabalhos em duas aulas de Área de Projecto, sob orientação da
Directora de Turma - Elisabete Vogado.
Uma torradeira, um candeeiro e um gravador de vídeo foram os objectos que foram alvo
de transformações.

Fotografia 5
O objecto da fotografia 5 tem capacidade de chamar a atenção dos observadores. É um
objecto que não deixa os observadores indiferentes, quem passa tem que olhar com
atenção e ao focar o olhar pode fazer várias interpretações.

Este objecto evidencia criatividade e capacidade de estimular a imaginação dos obser-


vadores. A simplicidade dos olhos que ganham expressão com 2 tiras de fita-cola e são
enfeitados com uma cabeleira singular é ligeiramente desconcertante…

Na fotografia 6 uma torradeira é transformada numa miniatura de uma ambulância.


Fotografia 6

Neste caso foram aplicados fragmentos de rolhas de cortiça e tampas plásticas. Fica-nos
a dúvida sobre a aplicação do logótipo da Escola na ambulância. Poderemos pensar na
necessidade de melhorar os serviços de Saúde Escolar?!!

O sexto objecto (fotografia 7) tem nitidamente um cunho muito feminino, o candeeiro


deu origem a uma flor.

Fotografia 7

Objecto que necessitou apenas de papel colorido, cola e imaginação. Flor cujas cores
estão de acordo com a paleta de cores que caracterizam a Primavera alentejana.
Considerações finais:

Independentemente da nossa classificação no vosso concurso, consideramos que o tra-


balho dos nossos alunos merece ser divulgado, como tal, estes objectos vão estar em
exposição na Semana da Cultura, de 15 a 18 de Junho, na Escola e, também, serão
publicados na página da Escola e no Jornal “5 Estrelas”.

Mais uma vez, os alunos conseguiram demonstrar que em pouco tempo, com poucos
recursos, é possível desenvolver trabalhos originais e criativos, o que nos deixa, a todos
congratulados.

Em suma, a concretização deste tipo de actividades permite despertar a consciência eco-


lógica de toda a comunidade e, em simultâneo, possibilita a aplicação de técnicas de
trabalho, o desenvolvimento da criatividade e do sentido de estética dos alunos. Trata-se
de um processo de aprendizagem activo, que fomenta a prática da reutilização e sensibi-
liza para a necessidade de participar na separação e reciclagem de resíduos.

Amareleja, 9 de Junho de 2010

A Coordenadora do Projecto Eco-Escolas

(Maria de Jesus Borrego)

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