You are on page 1of 19

DIREITO EMPRESARIAL

PROPRIEDADE INDUSTRIAL ( LEI 9279/96 – Regula Direitos e Obrigações relativos


a Propriedade Industrial ).

DIREITO DO AUTOR: Lei 9.610/98 – Direito Civil


PROPRIEDADE INDUSTRIAL
DIREITO DO INVENTOR: Lei 9.279/96 – Lei da
PRODUTO DO TEU INTELECTO Propriedade Industrial

 OBJETO:
a. Combater a concorrência desleal;
b. Combater a falsa indicação geográfica.
Art. 40. A patente de invenção vigorará pelo prazo de 20
BENS MÓVEIS “4” (vinte) anos e a de modelo de utilidade pelo prazo 15
(quinze) anos contados da data de depósito.
Invenção
Modelo de Utilidade
Art. 108. O registro vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos
contados da data do depósito, prorrogável por 3 (três)

I, Me, Dei, Mal períodos sucessivos de 5 (cinco) anos cada.

Art. 122. São suscetíveis de registro como marca os


sinais distintivos visualmente perceptíveis, não
Marca compreendidos nas proibições legais.
Desenho Industrial

Vigência Prorrogável
20 anos
Invenção (Art. 8) Art. 40 NÃO
Modelo Utilidade (art. 9) PATENTE CAI EM Sujeitos ao
15 anos
Melhoramento funcional NÃO controle do INPI
para a invenção. Art. 2º c/c Art. 40 DOMÍNIO
(Instituto Nacional
Desenho Industrial (art. 122) Art. 8º PÚBLICO de Propriedade
Elemento fútil “design” 10 anos 3 X de 5 anos Industrial).
cores e formas Art. 108
arrojadas.
Autarquia Federal
REGISTRO 10 Prazo com sede no Rio
Não cai em
Marca (art. 95) anos
Art. 122 Indefinido 10 domínio de Janeiro
Art. 133 Público se
em 10 anos
renovado

Art. 2º A proteção dos direitos relativos à propriedade industrial, considerado o seu interesse social e o
desenvolvimento tecnológico e econômico do País, efetua-se mediante:
I - concessão de patentes de invenção e de modelo de utilidade;
II - concessão de registro de desenho industrial;
III - concessão de registro de marca;
IV - repressão às falsas indicações geográficas; e
V - repressão à concorrência desleal.

Art. 40. A patente de invenção vigorará pelo prazo de 20 (vinte) anos e a de modelo de utilidade pelo prazo 15
(quinze) anos contados da data de depósito.

Art. 108. O registro vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos contados da data do depósito, prorrogável por 3 (três)
períodos sucessivos de 5 (cinco) anos cada.

Art. 133. O registro da marca vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos, contados da data da concessão do registro,
prorrogável por períodos iguais e sucessivos.
1 - Novo (Art. 11 LPI) – Tudo aquilo que não estiver no “Estado da Técnica” (Estágio
do atual conhecimento);

2 - Atividade Inventiva (Art. 13 LPI) – Tudo aquilo que para um técnico no assunto não
Requisitos decorrer de forma evidente ou óbvia do “Estado da Técnica”

da 3 - Possibilidade de Produção Industrial (Art. 15 LPI) - Moral;


Bons Costumes;
Invenção -Tudo aquilo que for Segurança,
contrário saúde etc..
-Tudo aquilo que não for proveniente de
4 – Não Impedimento Legal (Art. 18 LPI)- experiência resultante do “núcleo atômico”
-
-Toda experiência com ser vivo exceto
microorganismos transgênicos.

Art. 11. A invenção e o modelo de utilidade são considerados novos quando não compreendidos no
estado da técnica.

Art. 13. A invenção é dotada de atividade inventiva sempre que, para um técnico no assunto, não
decorra de maneira evidente ou óbvia do estado da técnica.

Art. 15. A invenção e o modelo de utilidade são considerados suscetíveis de aplicação industrial quando
possam ser utilizados ou produzidos em qualquer tipo de indústria.

Art. 18. Não são patenteáveis:


I - o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde públicas;
II - as substâncias, matérias, misturas, elementos ou produtos de qualquer espécie, bem como a
modificação de suas propriedades físico-químicas e os respectivos processos de obtenção ou
modificação, quando resultantes de transformação do núcleo atômico; e
III - o todo ou parte dos seres vivos, exceto os microorganismos transgênicos que atendam aos
três requisitos de patenteabilidade - novidade, atividade inventiva e aplicação industrial - previstos no
art. 8º e que não sejam mera descoberta.

Modelo de Art. 9º É patenteável como modelo de utilidade o objeto de uso prático, ou


parte deste, suscetível de aplicação industrial, que apresente nova forma ou
Utilidade
disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em melhoria funcional no seu
(Art. 9º LPI) uso ou em sua fabricação.

Melhoria Funcional
Função da Invenção
- Doutrina: Elemento fútil, pois não agrega nenhuma melhoria;

- Linhas e cores arrojadas


Desenho
Industrial Art. 95. Considera-se desenho industrial a forma plástica ornamental de um
(Art. 95 LPI) objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a
um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua
configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial.

Segundo gisa o art. 122, é o sinal distintivo e visualmente perceptível não


compreendido nos impedimentos legais. EX: Marca de refrigerante

Requisitos da A) Novidade relativa: Mesma marca e classe de produtos diferentes;


Marca B) Não colidencia com marca notória: (Art. 126)
C) Não Impedimento Legal:
(Art. 122 LPI)
 Marca Notória (Art. 126): É a marca mundialmente conhecida que pela “Convenção de Paris
sobre Propriedade Industrial”, a qual o Brasil é signatário, em seu art.6º, preleciona que não é
necessário o registro junto ao INPI, bem como sua proteção será somente no ramo explorado.
Art. 126. A marca notoriamente conhecida em seu ramo de atividade nos termos do art. 6º bis (I), da Convenção
da União de Paris para Proteção da Propriedade Industrial, goza de proteção especial, independentemente de
estar previamente depositada ou registrada no Brasil. EX: Ferrari

 Marca de Auto Renome (Art. 125): É a marca que possui proteção em todos os ramos
(classe), sendo necessário o registro. EX: Casas Bahia
Art. 125. À marca registrada no Brasil considerada de alto renome será assegurada proteção especial,
em todos os ramos de atividade. (Proteção no âmbito nacional)
Não pode ter como marca: (Art. 124).
Art. 124. Não são registráveis como marca:
I - brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos, nacionais,
estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designação, figura ou imitação;
II - letra, algarismo e data, isoladamente, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;
III - expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda
a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou idéia e
sentimento dignos de respeito e veneração;
IV - designação ou sigla de entidade ou órgão público, quando não requerido o registro pela própria entidade
ou órgão público;
V - reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de título de estabelecimento ou nome
de empresa de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos;
VI - sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, quando tiver relação
com o produto ou serviço a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma característica do
produto ou serviço, quanto à natureza, nacionalidade, peso, valor, qualidade e época de produção ou de
prestação do serviço, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;
VII - sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda;
VIII - cores e suas denominações, salvo se dispostas ou combinadas de modo peculiar e distintivo;
IX - indicação geográfica, sua imitação suscetível de causar confusão ou sinal que possa falsamente induzir
indicação geográfica;
X - sinal que induza a falsa indicação quanto à origem, procedência, natureza, qualidade ou utilidade do
produto ou serviço a que a marca se destina;
XI - reprodução ou imitação de cunho oficial, regularmente adotada para garantia de padrão de qualquer
gênero ou natureza;
XII - reprodução ou imitação de sinal que tenha sido registrado como marca coletiva ou de certificação por
terceiro, observado o disposto no art. 154;
XIII - nome, prêmio ou símbolo de evento esportivo, artístico, cultural, social, político, econômico ou técnico,
oficial ou oficialmente reconhecido, bem como a imitação suscetível de criar confusão, salvo quando autorizados
pela autoridade competente ou entidade promotora do evento;
XIV - reprodução ou imitação de título, apólice, moeda e cédula da União, dos Estados, do Distrito Federal,
dos Territórios, dos Municípios, ou de país;
XV - nome civil ou sua assinatura, nome de família ou patronímico e imagem de terceiros, salvo com
consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;
XVI - pseudônimo ou apelido notoriamente conhecidos, nome artístico singular ou coletivo, salvo com
consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;
XVII - obra literária, artística ou científica, assim como os títulos que estejam protegidos pelo direito autoral e
sejam suscetíveis de causar confusão ou associação, salvo com consentimento do autor ou titular;
XVIII - termo técnico usado na indústria, na ciência e na arte, que tenha relação com o produto ou serviço a
distinguir;
XIX - reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimo, de marca alheia registrada,
para distinguir ou certificar produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou
associação com marca alheia;
XX - dualidade de marcas de um só titular para o mesmo produto ou serviço, salvo quando, no caso de
marcas de mesma natureza, se revestirem de suficiente forma distintiva;
XXI - a forma necessária, comum ou vulgar do produto ou de acondicionamento, ou, ainda, aquela que não
possa ser dissociada de efeito técnico;
XXII - objeto que estiver protegido por registro de desenho industrial de terceiro; e
XXIII - sinal que imite ou reproduza, no todo ou em parte, marca que o requerente evidentemente não
poderia desconhecer em razão de sua atividade, cujo titular seja sediado ou domiciliado em território nacional ou
em país com o qual o Brasil mantenha acordo ou que assegure reciprocidade de tratamento, se a marca se
destinar a distinguir produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou
associação com aquela marca alheia.
Comum: Marca de produto ou serviço.

Certificação: A marca que certificará que aquele produto ou serviço


Espécies de Marcas respeitou as especificações técnicas em sua feitura. EX: Iso 9001,
INMETRO.
(Art. 123 LPI)
Coletiva: Aponta que aquele produto ou serviço é proveniente de
uma coletividade. EX: ABPC – Associação Brasileira de Produtores
de Café.

Art. 123. Para os efeitos desta Lei, considera-se:


I - marca de produto ou serviço (comum): aquela usada para distinguir produto ou serviço de outro
idêntico, semelhante ou afim, de origem diversa;
II - marca de certificação: aquela usada para atestar a conformidade de um produto ou serviço
com determinadas normas ou especificações técnicas, notadamente quanto à qualidade, natureza,
material utilizado e metodologia empregada; e
III - marca coletiva: aquela usada para identificar produtos ou serviços provindos de membros de
uma determinada entidade.

FORMA DE EXTINÇÃO DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL:


Invenção – 20a
Art. 78: (Patente) Modelo de Utilidade – 15a
1. Expiração da Validade Art. 119: (Registro) Desenho Industrial – 10a – Prorrog. 3x5a
Marca – 10ª – Prorrogável a cada 10a
2. Renúncia Art. 133

3. Art. 217: No sentido de que aquele que possui uma propriedade e residir em outro
País terá que constituir obrigatoriamente Procurador.

4. Caducidade: Patente não utilizada pelo prazo de 5 anos, cai no domínio público.

5. Não reconhecimento das causas e/ou emolumentos junto ao “INPI”


Art. 78. A patente extingue-se:
I - pela expiração do prazo de vigência;
II - pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros;
III - pela caducidade;
IV - pela falta de pagamento da retribuição anual, nos prazos previstos no § 2º do art. 84 e no art.
87; e
V - pela inobservância do disposto no art. 217.
Parágrafo único. Extinta a patente, o seu objeto cai em domínio público.
Art. 119. O registro extingue-se:
I - pela expiração do prazo de vigência;
II - pela renúncia de seu titular, ressalvado o direito de terceiros;
III - pela falta de pagamento da retribuição prevista nos arts. 108 e 120; ou
IV - pela inobservância do disposto no art. 217.

Art. 133. O registro da marca vigorará pelo prazo de 10 (dez) anos, contados da data da concessão do
registro, prorrogável por períodos iguais e sucessivos.
Art. 217. A pessoa domiciliada no exterior deverá constituir e manter procurador devidamente
qualificado e domiciliado no País, com poderes para representá-la administrativa e judicialmente,
inclusive para receber citações.

ALGUNS ASPECTOS PROCESSUAIS DA LEI DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

Art. 57, §1ª: 60 dias p/ contestar – Ação de nulidade de patente.


Art. 57. A ação de nulidade de patente será ajuizada no foro da Justiça Federal e o INPI, quando não
for autor, intervirá no feito.
§ 1º O prazo para resposta do réu titular da patente será de 60 (sessenta) dias.

Administrativamente junto ao INPI – Art. 51: 6 meses;


Invenção
Judicialmente: Art. 56: A qualquer tempo da vigência da patente.
PATENTE

Modelo de Utilidade Mesma regra do Art. 51

Art. 51.Art. 51. O processo


O processo de nulidade
de nulidade poderá
poderá serser instauradode
instaurado deofício
ofício ou
ou mediante
medianterequerimento
requerimentode de
qualquer
qualquer
pessoa com legítimo interesse, no prazo de 6 (seis) meses contados da concessão da patente.

Art. 56. A ação de nulidade poderá ser proposta a qualquer tempo da vigência da patente, pelo INPI ou
por qualquer pessoa com legítimo interesse.

Administrativamente junto ao INPI – Art. 113,§1º: 5 anos;


Desenho Industrial Judicialmente: Art. 118: ”Ação de Nulidade” c/c Art. 56
”enquanto durar a patente”
REGISTRO
Administrativamente junto ao INPI – Art. 169: 180 dias;
Marca
Judicialmente: Art. 174: 5 anos.

Art. 113. A nulidade do registro será declarada administrativamente quando tiver sido concedido com
infringência dos arts. 94 a 98.
§ 1º O processo de nulidade poderá ser instaurado de ofício ou mediante requerimento de
qualquer pessoa com legítimo interesse, no prazo de 5 (cinco) anos contados da concessão do
registro, ressalvada a hipótese prevista no parágrafo único do art. 111.

Art. 118. Aplicam-se à ação de nulidade de registro de desenho industrial, no que couber, as
disposições dos arts. 56 e 57.

Art. 169. O processo de nulidade poderá ser instaurado de ofício ou mediante requerimento de
qualquer pessoa com legítimo interesse, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da data da
expedição do certificado de registro.

Art. 174. Prescreve em 5 (cinco) anos a ação para declarar a nulidade do registro, contados da data da
sua concessão.
Personificada
SOCIEDADE
Não Personificada

Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da
lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150).

Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas


Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas
Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples
adotar um dos tipos de sociedade empresária.

DA SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA

Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a


SOCIEDADE EM sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste
COMUM (Art. 986) Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem
compatíveis, as normas da sociedade simples.

Responsabilidade ilimitada

Art. 987cc: Relações (sócios) podem provar por escrito, e o 3º de qualquer modo.

Art. 987. Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem provar a
existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo.

Art. 988cc: Os bens da sociedade têm como titularidade os sócios


Art. 988. Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em
comum.

Solidária e Ilimitada
Art. 990cc: Responsabilidade
Subsidiária – Da sociedade para com os sócios

Benefício de ordem
Art. 990. Todos os sócios respondem solidária e
1º Lançar mão do patrimônio da sociedade
ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído
2º O patrimônio dos sócios
do benefício de ordem, previsto no art. 1.024,
Exceto: Aquele que contratou, pois o credor
aquele que contratou pela sociedade.
poderá executar primeiro o seu patrimônio.

SOCIEDADE EM CONTA DE Jamais adquirirá personalidade jurídica, ainda que o


PARTICIPAÇÃO (Art. 991) seu contrato seja arquivado na junta comercial.

Ostensivo – Assume exclusivamente toda a responsabilidade da sociedade


Sócios
Oculto/Aparente/Participante – Só participa do resultado
SOCIEDADES PERSONIFICADAS

Registro

Personalidade

Empresária

Sociedade

Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se


Empresária
empresária a sociedade que tem por objeto o exercício
Personificada
Simples de atividade própria de empresário sujeito a registro (art.
967); e, simples, as demais.

ART. 983cc

Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos arts. 1.039 a
1.092; a sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos, e, não o fazendo,
subordina-se às normas que lhe são próprias.
SOCIEDADE EMPRESÁRIA SOCIEDADE SIMPLES (Art. 966, § único)
(Deve/Obrigação) Art. 1039 ao 1092. (Pode/Faculdade)
1 – Sociedade em Nome Coletivo 1 – Sociedade em Nome Coletivo
2 – Sociedade em Comandita Simples 2 – Sociedade em Comandita Simples
3 – Sociedade em Comandita por Ação (Art. 982, § único) 3 - Cooperativa (Art. 982,§ único)
4 – Sociedade anônima (S.A - Soc. Ação) 4 – Sociedade Simples Pura (S/S)
(Art. 997 – Art. 1044)
5 – Sociedade Limitada (LTDA) 5 – Sociedade Limitada (LTDA)

Sociedade Simples: Art. 997 ao 1044cc

Qual a natureza jurídica da “Sociedade Simples”?

a) É uma espécie de sociedade em oposição à sociedade empresária.


b) É um tipo societário (s/s)
c) A sociedade simples é “Fonte Subsidiária” para as demais sociedades, quais
sejam:
1. Art. 986cc: Sociedade em comum;
2. Art. 996cc: Sociedade em Conta de Participação;
3. Art. 1040cc: Sociedade em Nome Coletivo;
4. Art. 1046cc: Sociedade em Comandita Simples;
5. Art. 1055cc: Sociedade Limitada;
6. Art. 1096cc: Cooperativa.
ASPECTOS COMUNS À SOCIEDADE

Como a sociedade realizará negócio jurídico, obedecerá as regras do (art. 104cc).

1- Agente capaz;
2- Objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
3- Forma prescrita e não defesa em lei.

 A Sociedade terá sempre seu contrato social por escrito, oque poderá ser de
duas formas:

1 - Contrato Social;
2 - Institucional / Estatuto Social. Ex: S/A (Sociedade Anônima)

 A forma por escrito poderá ser efetuada por:

Pública - Cartório de notas


ESCRITURA
Particular – Minuta de um advogado

 Quanto ao modo de elaboração e destituição:

Contratual

Estatutária

 Quanto ao gral de dependência dos sócios:

De Pessoas – O Sócio é importante para a sociedade

De Capital – O dinheiro é importante para a sociedade – LTDA, S/A

Limitada
Ilimitada
 Quanto à responsabilidade
Solidária
Em regra a sociedade limitada é Subsidiária
protegida judicialmente pelo
insolvente de até o seu limite.

1 - A responsabilidade da sociedade será limitada em virtude de o credor, em caso de


inadimplemento não poder lançar mão do patrimônio dos sócios para salvar sei crédito.

2 - A responsabilidade solidária é no sentido de que o credor poderá lançar mão tanto


do patrimônio da sociedade, quanto do patrimônio dos sócios.

3 – A responsabilidade subsidiária é aquela em que o credor primeiro lançará mão nos


bens da empresa e se não forem suficientes, lançará a mão nos bens dos sócios.
 Requisitos específicos:
1 – Pluralidade de sócios (art. 1.033cc).

Art. 1.033. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer


IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias;

Marido e mulher podem ser sócios? (art. 977cc)

Sim! Salvo, comunhão universal de bens e separação obrigatória de bens.

Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham
casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.

Porém o art. 1639,§2º autoriza a alteração do regime de bens mediante autorização


judicial, desde que motivado.

Art. 1.639. É lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que
lhes aprouver.
§ 2o É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de
ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.

SOCIEDADE

REQUISITOS ESPECÍFICOS

1- Participação nos lucros;


2- Afectio societat; (ânimo, vontade de estar associado)
3- Deliberação.

Sociedade Nacional (art. 1126cc).

Art. 1.126. É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País a
sede de sua administração.

Sociedade Estrangeira (art. 1134cc).

Art. 1.134. A sociedade estrangeira, qualquer que seja o seu objeto, não pode, sem autorização do Poder
Executivo, funcionar no País, ainda que por estabelecimentos subordinados, podendo, todavia, ressalvados
os casos expressos em lei, ser acionista de sociedade anônima brasileira.

Participação nos resultados (art. 1008cc).

Majorar
Pode-se
Minorar, mas não excluir.

Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas.
TIPOS SOCIETÁRIOS

1 – Sociedade Simples (Art. 997 a 1044cc).

a) Sociedade Contratual (Art. 997cc);


Pessoa - Física
b) Sócios (Art.997cc)
Pessoa - jurídica
Dinheiro
c) Capital Social Bens Letra de Câmbio
Crédito Nota Promissória
Serviço Duplicata
Cheque
(art. 997,V c/c 1006cc)

Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas
estipuladas pelas partes, mencionará:
V - as prestações a que se obriga o sócio, cuja contribuição consista em serviços;
Art. 1.006. O sócio, cuja contribuição consista em serviços, não pode, salvo convenção em contrário,
empregar-se em atividade estranha à sociedade, sob pena de ser privado de seus lucros e dela excluído.

Obs: A sociedade simples (S/S) é a única que pode constituir capital social por meio de
serviço (Sócio Indústria).

d) Responsabilidade

Quem decidirá é o contrato social


Os sócios – Responsabilidade Limitada
1) Limitada
A sociedade – Responsabilidade Ilimitada

2) Ilimitada- Alcança o patrimônio pessoal dos sócios. Toda ilimitada é subsidiária

3) Solidária- Só existe entre os sócios

4) Subsidiária-

Obs: Não existe solidariedade entre sócios e sociedade, somente entre sócios.

Obs: A regra é a subsidiariedade. Primeiro atinge o patrimônio da sociedade e


posteriormente dos sócios

E se o contrato for silente?


Ilimitada/Subsidiária
(Art. 1023cc)
Solidária

Art. 1.023. Se os bens da sociedade não lhe cobrirem as dívidas, respondem os sócios pelo saldo, na
proporção em que participem das perdas sociais, salvo cláusula de responsabilidade solidária.
Deliberação (decidir) (art. 1010cc)

Sócio A 51% Sim Prevalecerá a vontade de Em caso de empate,


Sócio B 29% Não quem possuir o maior prevalecerá a vontade do
Sócio C 20% Não número de cotas maior número de sócios.

Sócio A 49% Sim


Sócio K 1% Sim Decisão Judicial
Sócio B 30% Não
Sócio C 20% Não

Art. 1.010. Quando, por lei ou pelo contrato social, competir aos sócios decidir sobre os negócios da
sociedade, as deliberações serão tomadas por maioria de votos, contados segundo o valor das quotas de
cada um.
§ 1o Para formação da maioria absoluta são necessários votos correspondentes a mais de metade do
capital.
§ 2o Prevalece a decisão sufragada por maior número de sócios no caso de empate, e, se este
persistir, decidirá o juiz.
§ 3o Responde por perdas e danos o sócio que, tendo em alguma operação interesse contrário ao da
sociedade, participar da deliberação que a aprove graças a seu voto.

DIREITO DOS SÓCIOS


Majorar
1) Participação nos resultados: Pode-se (art.1008cc)
Minorar, mas não excluir.

Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas.

2) Direito na retirada / Recesso (art. 1029cc) (art. 5º, xx CF).

Indetermino: Terá que notificar com antecedência mínima de 60 dias.


Sociedade
Prazo: Determinado: Só por ordem judicial, provando justa causa.

Art. 1.029. Além dos casos previstos na lei ou no contrato, qualquer sócio pode retirar-se da sociedade; se
de prazo indeterminado, mediante notificação aos demais sócios, com antecedência mínima de sessenta
dias; se de prazo determinado, provando judicialmente justa causa.

XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

3) Será levantado um balanço patrimonial especial para apurar o “quantum


debeato” quanto deve a ser entregue ao sócio. (art. 1031cc).
Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio, o valor da sua quota,
considerada pelo montante efetivamente realizado, liquidar-se-á, salvo disposição contratual em contrário,
com base na situação patrimonial da sociedade, à data da resolução, verificada em balanço especialmente
levantado.
4) Exclusão dos sócios. Se a maioria dos sócios (art. 1030cc).

Art. 1.030. Ressalvado o disposto no art. 1.004 e seu parágrafo único, pode o sócio ser excluído
judicialmente, mediante iniciativa da maioria dos demais sócios, por falta grave no cumprimento de suas
obrigações, ou, ainda, por incapacidade superveniente.

(falta grave,desvio de dinheiro, concorrência desleal, incapacidade superveniente)


5) Sócio Remisso (caloteiro) (art. 1004, § único)

Art. 1.004. Os sócios são obrigados, na forma e prazo previstos, às contribuições estabelecidas no contrato
social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos trinta dias seguintes ao da notificação pela sociedade,
responderá perante esta pelo dano emergente da mora.
Parágrafo único. Verificada a mora, poderá a maioria dos demais sócios preferir, à indenização, a exclusão
do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota ao montante já realizado, aplicando-se, em ambos os casos, o
disposto no§ 1o do art. 1.031.

Parágrafo único. Será de pleno direito excluído da sociedade o sócio declarado falido, ou aquele cuja quota
tenha sido liquidada nos termos do parágrafo único do art. 1.026.

Parágrafo único. Se a sociedade não estiver dissolvida, pode o credor requerer a liquidação da quota do
devedor, cujo valor, apurado na forma do art. 1.031, será depositado em dinheiro, no juízo da execução,
até noventa dias após aquela liquidação.

Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio, o valor da sua quota,
considerada pelo montante efetivamente realizado, liquidar-se-á, salvo disposição contratual em contrário,
com base na situação patrimonial da sociedade, à data da resolução, verificada em balanço especialmente
levantado.

SOCIEDADES MENORES Somente Pessoa Física


1) Sociedade em Nome Coletivo (art. 1039cc)
Responsabilidade Ilimitada - Solidária
Administração somente pelos sócios

Art. 1.039. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo,
respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.
Parágrafo único. Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros, podem os sócios, no ato
constitutivo, ou por unânime convenção posterior, limitar entre si a responsabilidade de cada um.

2) Sociedade em Comandita (art. 1045 a 1051cc) - Responsabilidade Mista


Sócio Comanditado (pratica os atos de gestão) – Pessoa física – Resp. ilimitada.
Sócio Comanditário (investidor) – Pessoa física/jurídica – Resp. limitada .

Art. 1.045. Na sociedade em comandita simples tomam parte sócios de duas categorias: os
comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os
comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota.
Parágrafo único. O contrato deve discriminar os comanditados e os comanditários.

3) Sociedade de Responsabilidade Limitada (Ltda) (art. 1052 a 1087cc).

Limitada é a responsabilidade dos sócios e não da sociedade, pois esta é ilimitada.


DA SOCIEDADE LIMITADA

1) Legislação (art. 1052 ao 1087cc);


Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas
todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.

2) (Art. 1053cc): Subsidiariamente aplicam-se as regras da sociedade simples;


- Parágrafo único: Pode utilizar supletivamente as normas da S/A (lei
6404/76). Se o contrato assim permitir.
Art. 1.053. A sociedade limitada rege-se, nas omissões deste Capítulo, pelas normas da sociedade
simples.
Parágrafo único. O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas
normas da sociedade anônima.
3) É contratual (art. 997cc).

Dinheiro
4) Capital social - Bens
Letra de Câmbio
Crédito
Nota Promissória
Duplicata
Cheque

Bens - Art. 1055,§1ºcc – Responde pelo bem solidário por 5 anos.


§2ºcc – Impossibilidade de serviço.
Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada
sócio.
§ 1o Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os
sócios, até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade.
§ 2o É vedada contribuição que consista em prestação de serviços.

Obs: A responsabilidade limitada é dos sócios, e será em razão do capital social


subscrito. A responsabilidade da sociedade (pessoa jurídica) será sempre ilimitada.

CASOS EM QUE A SOCIEDADE LIMITADA (DOS SÓCIOS) PASSA A SER ILIMITADA.

1 – Em razão de créditos;

- Tributários; (só o administrador).

- Trabalhistas;

- Junto ao INSS.

2 – Desconsideração da personalidade jurídica (art. 50cc);

Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela
confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe
couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam
estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.

3 – Encerramento da empresa de forma irregular;


4 - Não observância do (art. 977cc);

3 – aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham
Art. 977. Faculta-se
casado no regime
4 da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.
5 – Contrariar a lei ou o contrato social (art. 1080cc).

Art. 1.080. As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a responsabilidade dos que
expressamente as aprovaram.

CESSÃO DE QUOTA (art. 1057cc).


Para um dos sócios – ok (afecto societat)
QUOTA
Para um terceiro estranho a sociedade
(art. 1057cc) – Não houver oposição de mais de ¼ dos sócios.

Art. 1.057. Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem seja
sócio, independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de
mais de um quarto do capital social.

PENHORA DE QUOTA (art. 1026cc).

Obs: Credor penhora o rendimento e não a quota.


Obs: Segundo o STJ a penhora de quota é perfeitamente possível, contudo o
legislador, segundo o (art. 1026cc), dá a opção da penhora dos rendimentos da
respectiva quota.

Art. 1.026. O credor particular de sócio pode, na insuficiência de outros bens do devedor, fazer recair a
execução sobre o que a este couber nos lucros da sociedade, ou na parte que lhe tocar em liquidação.

ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE
Quem decidirá é o contrato social.
Sócio
Não sócio Na sua omissão? (Art. 1061cc) – Dependerá da realização do capital social

a) Se o capital social não tiver integralizado, somente com a concordância de 2/3 do


capital social.
b) Se o capital social não tiver integralizado, somente com a unanimidade dos sócios.

Art. 1.061. A designação de administradores não sócios dependerá de aprovação da unanimidade dos
sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e de 2/3 (dois terços), no mínimo, após a
integralização. (Redação dada pela Lei nº 12.375, de 2010)

(art. 997, VI cc) Administrador só pode ser Pessoa Natural


c/c (art. 1062,§2º)

Art. 997. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas
estipuladas pelas partes, mencionará:
VI - as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade, e seus poderes e atribuições.

Art. 1.062. O administrador designado em ato separado investir-se-á no cargo mediante termo de posse no
livro de atas da administração.
§ 2o Nos dez dias seguintes ao da investidura, deve o administrador requerer seja averbada sua nomeação
no registro competente, mencionando o seu nome, nacionalidade, estado civil, residência, com exibição de
documento de identidade, o ato e a data da nomeação e o prazo de gestão.
Teoria da aparência.

Teoria “ultra vires” Será aplicada quando (art. 1015,§único).

Pela teoria “ultra vires” (além das forças) a responsabilidade será única e exclusiva
do administrador.
Art. 1.015. No silêncio do contrato, os administradores podem praticar todos os atos pertinentes à gestão
da sociedade; não constituindo objeto social, a oneração ou a venda de bens imóveis depende do que a
maioria dos sócios decidir.
Parágrafo único. O excesso por parte dos administradores somente pode ser oposto a terceiros se
ocorrer pelo menos uma das seguintes hipóteses:
I - se a limitação de poderes estiver inscrita ou averbada no registro próprio da sociedade;
II - provando-se que era conhecida do terceiro;
III - tratando-se de operação evidentemente estranha aos negócios da sociedade.

I - Os poderes do administrador estiverem devidamente registrados/arquivados;

II – O terceiro contratante teria condições ou conhecia que o administrador não


tinha competência para agie daquela forma;

III – O administrador realize objeto estranho ao da sociedade.

DELIBERAÇÃO (ART. 1072cc). Seguirá o que rege o (art. 1010cc)

Será efetivada em:


a) Reunião
b) Assembleia – Obrigatória quando o numero de sócios for superior a 10, sob pena de nulidade.

Art. 1.072. As deliberações dos sócios, obedecido o disposto no art. 1.010, serão tomadas em
reunião ou em assembléia, conforme previsto no contrato social, devendo ser convocadas pelos
administradores nos casos previstos em lei ou no contrato.
§ 1o A deliberação em assembléia será obrigatória se o número dos sócios for superior a dez.

Art. 1.010. Quando, por lei ou pelo contrato social, competir aos sócios decidir sobre os negócios da
sociedade, as deliberações serão tomadas por maioria de votos, contados segundo o valor das quotas de
cada um.
§ 1o Para formação da maioria absoluta são necessários votos correspondentes a mais de metade do
capital.
§ 2o Prevalece a decisão sufragada por maior número de sócios no caso de empate, e, se este
persistir, decidirá o juiz.
§ 3o Responde por perdas e danos o sócio que, tendo em alguma operação interesse contrário ao da
sociedade, participar da deliberação que a aprove graças a seu voto.

CONSELHO FISCAL (art. 1066cc).

A sociedade pode (faculdade) constituir um conselho fiscal, com:

3 membros + suplentes (sócios ou não) + residentes no País.


Art. 1.066. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios, pode o contrato instituir conselho
fiscal composto de três ou mais membros e respectivos suplentes, sócios ou não, residentes no País,
eleitos na assembléia anual prevista no art. 1.078.
§ 1o Não podem fazer parte do conselho fiscal, além dos inelegíveis enumerados no § 1o do art.
1.011, os membros dos demais órgãos da sociedade ou de outra por ela controlada, os empregados de
quaisquer delas ou dos respectivos administradores, o cônjuge ou parente destes até o terceiro grau.
EXCLUSÃO DOS SÓCIOS

Judicialmente;

Extrajudicialmente.

a) Judicialmente (art. 1030cc).


1 - Maioria dos demais sócios;
Desvio de dinheiro
2 - Cometer falta grave Concorrência desleal

3 - Incapacidade Superveniente.

Art. 1.030. Ressalvado o disposto no art. 1.004 e seu parágrafo único, pode o sócio ser excluído
judicialmente, mediante iniciativa da maioria dos demais sócios, por falta grave no cumprimento de suas
obrigações, ou, ainda, por incapacidade superveniente.

b) Sócio Remisso (art. 1004,§ únicocc).


Art. 1.004. Os sócios são obrigados, na forma e prazo previstos, às contribuições estabelecidas no
contrato social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos trinta dias seguintes ao da notificação pela sociedade,
responderá perante esta pelo dano emergente da mora.
Parágrafo único. Verificada a mora, poderá a maioria dos demais sócios preferir, à indenização, a
exclusão do sócio remisso, ou reduzir-lhe a quota ao montante já realizado, aplicando-se, em ambos os
casos, o disposto no § 1o do art. 1.031.

c) Extrajudicialmente (art. 1085cc). (só para os sócios minoritários)


1 – Maioria dos demais sócios;
2 – A maioria do Capital social;
3 – Terá que está previsto em contrato;
4 – Modificação no contrato social;
5 – Terá que haver reunião ou assembleia específica para tanto;
6 – Terá que haver modificação prévia para o exercício do contraditório e da
ampla defesa;
7 – O sócio terá que ter cometido falta grave que prejudique o funcionamento
da sociedade.
Art. 1.085. Ressalvado o disposto no art. 1.030, quando a maioria dos sócios, representativa de mais
da metade do capital social, entender que um ou mais sócios estão pondo em risco a continuidade da
empresa, em virtude de atos de inegável gravidade, poderá excluí-los da sociedade, mediante alteração do
contrato social, desde que prevista neste a exclusão por justa causa.
Parágrafo único. A exclusão somente poderá ser determinada em reunião ou assembléia
especialmente convocada para esse fim, ciente o acusado em tempo hábil para permitir seu
comparecimento e o exercício do direito de defesa.

SOCIEDADE ANÔNIMA (SA) (sempre será empresária) (Capital fracionado em ações)


Legislação (lei 6.404/66)

Características
1 - É uma sociedade essencialmente empresária (art. 982,§único do cc); uma sociedade
de capital, em oposição a uma sociedade de pessoa; é uma sociedade
institucional/estatutária, em oposição a sociedade contratual.
2 – Conceito: A sociedade anônima é aquela cujo capital é fracionado em ações.

TIPOS SOCIETÁRIOS DE UMA S/A

Cia Aberta: É aquela em que a sociedade negocia seus valores imobiliários


(ações) no mercado de valores mobiliários (Bolsa de valores);
Art. 4º LSA
Cia Fechada: É aquela em que a sociedade não negocia seus valores mobiliários
(ações) no mercado de valores mobiliários (Bolsa de valores)

Art. 4o Para os efeitos desta Lei, a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua
emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. (Redação dada pela
Lei nº 10.303, de 2001)

Bolsa de valores:

Primário: Quando o investidor adquire ações diretamente da sociedade.


Mercado
Secundário: Quando o investidor adquire valores mobiliários (ações) de outro investidor.

Bolsa de valores: É uma associação civil ou uma sociedade anônima de


corretores de valores mobiliários, de uma mesma base territorial,
autorizados pela CVM(Comissão de valores Mobiliários – Autarquia
Mercado de valores Federal Subordinada ao Ministério da Fazenda), que organiza e institui
Mobiliários preções de valores mobiliários.

Mercado de Balcão: É toda negociação de valores mobiliários efetivada


fora da bolsa de valores.

Requisitos preliminares para a composição de uma S/A

I – A subscrição de no mínimo duas ou mais pessoas de todo capital social a integralizar.


Exceção: Subsidiária integral do (art. 251) Ex: Transpetro.
Art. 251. A companhia pode ser constituída, mediante escritura pública, tendo como único acionista
sociedade brasileira.
§ lº A sociedade que subscrever em bens o capital de subsidiária integral deverá aprovar o laudo de
avaliação de que trata o artigo 8º, respondendo nos termos do § 6º do artigo 8º e do artigo 10 e seu
parágrafo único.
§ 2º A companhia pode ser convertida em subsidiária integral mediante aquisição, por sociedade
brasileira, de todas as suas ações, ou nos termos do artigo 252.

II – A integralização de no mínimo 10% do capital subscrito. Exceto: Uma empresa cujo


objeto seja financeiro. Ex. Unibanco, em que a integralização do capital social deverá ser
de no mínimo 50%.

III – O depósito do capital integralizado no Banco do Brasil ou em outra instituição que o


CVM autorizar.
Requisitos específicos:

Cia Aberta:

I – Pedido de autorização da subscrição do capital social ao CVM;

II – A contratação de uma instituição financeira para intermediar a venda das ações;

III – Uma assembleia de fundação da sociedade.

Cia Aberta: Apenas uma assembleia de fundação ou uma escritura pública

VALORES MOBILIÁRIOS

Art. 1º LSA: O capital é fracionado por ações e a responsabilidade dos sócios é limitada
ao valor da ação – subscrita ou adquirida.
Art. 1º A companhia ou sociedade anônima terá o capital dividido em ações, e a responsabilidade dos
sócios ou acionistas será limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.
Valores Mobiliários: O Objetivo é capitar dinheiro

Ações: É a fração do capital social

- Ordinárias: (ON) Direitos comuns + voto: Conferem direitos comuns aos seus detentores:
(Participação nos lucros, direito a fiscalização, direito ao voto);

- Preferenciais (PN): Conferem privilégios políticos e econômicos as seus detentores


(Receber por 1º, Receber 10% a mais), porém não tem direito ao voto.

Espécies Obs. Se não receber estes privilégios passará a ter direito ao voto (art. 111, §1º LSA).

- Gozo e fruição: É a antecipação (acervo) do que caberia ao acionista caso a sociedade


fosse liquidada.

Obs. O acionista que perceber o acervo terá sua ação carimbada para que se possa
identificar a percepção do acervo. (art. 44 LSA).

Art. 111. O estatuto poderá deixar de conferir às ações preferenciais algum ou alguns dos direitos
reconhecidos às ações ordinárias, inclusive o de voto, ou conferi-lo com restrições, observado o disposto
no artigo 109.
§ 1º As ações preferenciais sem direito de voto adquirirão o exercício desse direito se a companhia,
pelo prazo previsto no estatuto, não superior a 3 (três) exercícios consecutivos, deixar de pagar os
dividendos fixos ou mínimos a que fizerem jus, direito que conservarão até o pagamento, se tais dividendos
não forem cumulativos, ou até que sejam pagos os cumulativos em atraso.
Art. 44. O estatuto ou a assembléia-geral extraordinária pode autorizar a aplicação de lucros ou reservas no
resgate ou na amortização de ações, determinando as condições e o modo de proceder-se à operação.
§ 1º O resgate consiste no pagamento do valor das ações para retirá-las definitivamente de circulação, com
redução ou não do capital social, mantido o mesmo capital, será atribuído, quando for o caso, novo valor nominal às
ações remanescentes.
§ 2º A amortização consiste na distribuição aos acionistas, a título de antecipação e sem redução do capital
social, de quantias que lhes poderiam tocar em caso de liquidação da companhia.
§ 3º A amortização pode ser integral ou parcial e abranger todas as classes de ações ou só uma delas.
§ 4º O resgate e a amortização que não abrangerem a totalidade das ações de uma mesma classe serão feitos
mediante sorteio; sorteadas ações custodiadas nos termos do artigo 41, a instituição financeira especificará, mediante
rateio, as resgatadas ou amortizadas, se outra forma não estiver prevista no contrato de custódia.
§ 5º As ações integralmente amortizadas poderão ser substituídas por ações de fruição, com as restrições
fixadas pelo estatuto ou pela assembléia-geral que deliberar a amortização; em qualquer caso, ocorrendo liquidação
da companhia, as ações amortizadas só concorrerão ao acervo líquido depois de assegurado às ações não a
amortizadas valor igual ao da amortização, corrigido monetariamente.
§ 6o Salvo disposição em contrário do estatuto social, o resgate de ações de uma ou mais classes só será
efetuado se, em assembléia especial convocada para deliberar essa matéria específica, for aprovado por acionistas
que representem, no mínimo, a metade das ações da(s) classe(s) atingida(s). (Incluído pela Lei nº
10.303, de 2001)
Bônus de subscrição: Direito de preferência (art. 75 LSA)

Art. 75. A companhia poderá emitir, dentro do limite de aumento de capital autorizado no estatuto
(artigo 168), títulos negociáveis denominados "Bônus de Subscrição".
Parágrafo único. Os bônus de subscrição conferirão aos seus titulares, nas condições constantes do
certificado, direito de subscrever ações do capital social, que será exercido mediante apresentação do título
à companhia e pagamento do preço de emissão das ações.

Comercial Peper: Doutrina (Nota Promissória da S/A em curto prazo).


- Cia aberta: 30 a 360 dias

- Cia Fechada: 30 a 180 dias

De Bêntures (art. 52 Lsa): É Mútuo federatício / empréstimo em longo prazo. De 6, 7 a


10 anos para resgate.

Caso não seja pago constitui-se em título executivo extrajudicial.

Art. 52. A companhia poderá emitir debêntures que conferirão aos seus titulares direito de crédito contra
ela, nas condições constantes da escritura de emissão e, se houver, do
certificado. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 2001)

Partes Beneficiárias: É o direito na participação dos lucros da sociedade.