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Em 1976, o Banco do Brasil SA inaugurava sua primeira agência em Sumaré.

Rui Carlos Alves


Scanavini, Valentim Roque Demartine e José Benjamin Rizzo, compartilhavam não apenas uma
amizade, mas também a vontade de encontrar na cidade um Centro Espírita, doutrina que
professavam. Rui, após o convite do amigo Raphael Coral, conhece o Centro Espírita Pai
Thomas, que se localizava nos fundos da casa de Sra. Maria Spagnol. Infelizmente após o
desencarne da dirigente o Centro encerra suas atividades. Sumaré ficava carente carente de
um Centro que funcionasse regularmente, como o Centro Espírita Judas Iscariotes localizado no
então Distrito de Nova Veneza.

Valentim que já residia na cidade há algum tempo, frequentava o Centro espírita do Lar Escola
Monteiro Lobato, anexo ao hospital infantil André Luiz, em Americana-SP. Rui, Rizzo e agora
Fernando Aparecido Cardoso, funcionário do Banespa, estavam aos poucos se estabelecendo
na cidade. Durante os encontros, em conversas por telefone, a vontade de fundar um Centro
Espírita em Sumaré, aumentava, e logo os amigos marcaram a primeira reunião que definiria os
passos para a abertura da Casa espírita. Como forma de evitar a influência de um sobre o
outro, ficou combinado que no dia e hora marcada para a reunião, cada um deveria levar, em
um pedaço de papel uma sugestão de nome para o Centro, de modo que somente na reunião
os nomes seriam revelados e então seria escolhido de forma conjunta aquele que mais
agradasse a todos.

Valentim chegava levando sua sugestão, além da de Rizzo que havia levado sua esposa para a
maternidade. Rui e seu primo e colega de trabalho João Roberto de medeiros (que participara
da reunião mesmo sem ser espirita) e Fernando, juntarem suas sugestões com a de Valentim e
Rizzo em um vaso. A conversa ruma para assuntos burocráticos, necessário para a abertura da
instituição, além da discussão de um programa, metas e objetivos a serem alcançados a médio
e longo prazo. Acertados os detalhes, chegava a hora da leitura dos nomes sugeridos pelos
amigos. Um a um eles foram retirados e lidos, e a cada novo nome uma emoção tomava conta
do grupo. Todos, sem exceção, sem terem se comunicado entre si, haviam escolhido um único
nome..o mesmo: WADY ABRAHÃO FILHO – WADYZINHO.

Filho de um empresário do ramo têxtil, que havia estabelecido em Sumaré uma fábrica, Wady
havia desencarnado muito jovem, enquanto morava com a família na cidade de São Paulo. Sua
história, bem como suas mensagens enviadas para a família estão retratadas no livro Jovens no
Além, coletânea de psicografias recebidas por Chico Xavier. A emoção das mensagens e o
carinho que Wadyzinho enviava para a cidade, fizeram dele o primeiro Sumareense que enviou
notícias do além, motivo pelo qual todos do grupo haviam escolhido seu nome para batizar a
casa que se pretendia fundar.

Nascia assim o Grupo Espírita Wady Abrahão Filho, sob orientação Kardecista.

De sua fábrica localizada na rua Antonio Jorge Chebab, o Sr. Wady Abrahão recebe emocionado
a notícia das homenagens. A paz que as cartas do filho trouxera para a família, seria agora
compartilhada com todos em Sumaré. Foi um momento de imensa alegria para todos.

Nos dois primeiros meses as reuniões do Grupo aconteciam de maneira alternada nas casas de
Rui e Fernando, até que se estabelece que apenas a casa de Fernando receberia as atividades
do Centro. Durante Um Ano esse foi o endereço do Grupo Espirita. As segudas, pontualmente
as 20:00 horas, inciavam-se as atividades, que nesse momento se resumiam a leitura e estudos
do Evangelho Segundo o Espiritismo e do Livro dos Espiritos. Após os estudos, discutiam-se
assuntos administrativos referentes a organização e manutenção do Centro. Aos poucos, novos
irmãos foram se somando ao Grupo e entre eles o Sr. Antonio Lisboa Neto, que em dezembro
de 1977 oferece um barracão, nos fundos de sua casa, para a instalação do Centro. Aluguel
acessível, as atividades do grupo passam para esse endereço. Sr. Lisboa ainda fez no barracão
as adaptações necessárias para a realização das atividades do Centro. A Rua Arlete Maria de
Marchi, 95 – Fundos, foi o primeiro endereço do Grupo Espírita.

Fazia-se necessário a compra de cadeiras, que pudessem acolher seus frequentadores. Uma
intensa campanha se inicia nas ruas. As entidades espirituais manifestam seu apoio. Um
relógio de parede doado pelo Sr. Joval Castralli, o Juba,é rifado. A campanha é um sucesso. Em
duas semanas as primeiras cadeiras são compradas. Uma mesa para 12 pessoas, feita sob
encomenda fora doada pelo Sr. William Condernonsi. Além disso, Juba que também
frequentava as reuniões do Grupo, doa outro relógio, esse para ser usado no Centro.

Em Janeiro de 1978, as segundas-feiras iniciam-se no novo endereço as reuniões doutrinárias.


Rui, durante dois meses prepara outros irmão para a assistência espiritual, os passes. Em abril
daquele ano as terças, abrem-se as palestras públicas, que se estendem para as sextas,
sábados e domingos. O grupo convida a então Diretora de Cursos da Federação Espírita do
Estado de São Paulo, a Sra. Maria Aparecida Garbatti, que treinou os membros do Grupo em
atendimentos fraternos, aplicação de diversos tipos de passes e condução de reuniões
espiritas. Ainda nesse ano, com o número de frequentadores aumentando, foi iniciado o
estudo do Livro dos Médiuns de Allan Kardec, e da obra Desobsessão de André Luiz,
psicografada por Chico Xavier, que serviram de base para o grupo de trabalhos mediúnicos em
reuniões que aconteciam a partir de 1979, em reuniões a portas fechadas.

Arrecadação de alimentos, roupas, remédios (que eram distribuídos para a população carente
da cidade), realização de bazares mantinham a assistência social que o Centro promovia,
cadastrando famílias da periferia da cidade.

Logo é fundada a Mocidade Espírita e inicia-se o trabalho de evangelização infantil. O grupo


havia crescido. Era necessário adquirir um novo terreno, que pudesse comportar todas as
atividades do grupo. Os desígnios superiores não se fizeram rogar! Convocados ao escritório do
Sr. Assef Rachid Maluf e de seu filho Fuad Assef Maluf, os dirigentes do Grupo recebem a
notícia de que podiam escolher qualquer terreno na cidade, mandando seu proprietário
negociar com o Sr. Maluf.

No final da Rua Marcos Liasch, foi escolhido aquele que seria o endereço definitivo do grupo.

No ano em que completa 40 anos, o Grupo Espírita Wady Abrahão Filho conta hoje com uma
área de aproximadamente 1000m², onde se realizam além das reuniões públicas, os grupos de
estudos, os grupo de desobsessão, o antendimento com os médicos espirituais, conta com
uma biblioteca além de atividades que visam a arrecadação de fundos para o Centro, como o
Chá Colonial e o Almoço.

Nessas 4 décadas de existência o Grupo Espírita Wady Abrahão Filho, o Wadyzinho, agradece a
todos que, fizeram e ainda fazem parte dessa Casa, cujo único propósito é espalhar o amor e
praticar a caridade.