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Francisco Vilanculos

Francisco Vilanculos é artista participado em várias exposições


autodidacta, de 37 anos de idade, colectivas, workshops bem como
natural de Maputo e radicado exposições individuais dentro e fora
na Suécia. Aos 9 anos de idade do país. Nesta conformidade, importa
foi vencedor de um concurso de referir que tem obras nos seguintes
desenho e pintura na antiga TVE países: África do Sul, Swazilândia,
(actual TVM), daí sentiu-se motivado Portugal, Espanha, Itália, Rússia,
para estimular a veia artística, dado Alemanha, Suécia, Áustria, Estados
que vislumbrou-se um talento na Unidos de América, Brasil, Canadá.
área do Desenho. Desde 1999 tem
Do seu vasto repertório, são
destacados os seguintes momentos:

• 2017 – Realização da 5ª exposição


individual na cidade de Östersund
(Suécia), onde apresentou o tema:
“Unpredictable Movements”
(Movimentos Imprevisíveis);
• 2016 – Realização da 4ª
exposição individual na Suécia,
onde apresentou o tema: “Radical
Decisons” (Decisões Radicais),
ainda naquele país orientou um
workshop no Museu Fiskisattra,
em Estocolmo;
• 2015 – Realização da 3ª
exposição individual, sob o
tema: “2Tempos”, na Mediateca
do BCI (antigo Espaço Joaquim
Chissano);

• 2014 – Realização da 2ª exposição individual alinhada ao tema: “Olhar


de Expressão ou Expressão no Olhar”, no Camões. No mesmo ano foi
convidado para orientar um workshop na Suécia;
• 2011 – Filiação à Associação Núcleo de Arte;
• 2010 – Participação em 2 exposições colectivas e 1 workshop na Cidade
do Cabo (África do Sul), no Sea Point;
• 2008 – Realização da sua 1ª exposição individual em Tofo (Inhambane),
subordinada ao tema: “Sonhando a Peixe”, na Galeria “Casa de Comer”.

Minha Vida Meu Futuro

Para o artista, é satisfatória e grande a motivação em pintar pessoas da


camada social média e baixa, ou aquelas que de um certo modo considera
“desprezadas, humilhadas, abusadas, injustiçadas, ignoradas,… gente
que não tem voz”. Estas são a fonte de inspiração do artista, pois no seu
entendimento pretende-se de certa forma compensar o que tais pessoas
têm passado, portanto seria uma forma de fazer com que os outros olhem
para estes rostos anónimos já em tela pintada e vejam parte dessa mesma
sociedade. Para Vilanculos, os direitos humanos, nesta mostra com particular
destaque a igualdade e justiça, são relegados ao segundo plano de maneira
tão evidente por esta sociedade que se almeja equilibrada e saudável, mental
e fisicamente.

A presente exposição tem como pano de fundo os miúdos das ruas e das zonas
rurais. São representados através dos seus desafios, criatividade e nalguns
casos traços de maturidade precoce (na perspectiva de que, por exemplo,
algumas crianças têm assumido liderança como pais e mães, ou ambos em
simultâneo, na tenra idade). Pese embora a esta situação, que obriga a uma
nova estruturação social, estas crianças como quaisquer outras, têm sonhos
projectados num horizonte que é partilhado por todos sem distinção.

Maputo, Janeiro de 2018


Autor desconhecido