You are on page 1of 8

III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

Planejamento e programação da produção em laticínios de pequeno


porte: um estudo de caso

Priscila Machado dos Santos (UFV)


Rodrigo Duarte de Menezes (UFV)
Mayara Sayuri Ide (UFV) mayaraide@yahoo.com.br

Resumo
O objetivo geral deste trabalho consiste em estudar o sequenciamento da produção em uma
pequena empresa do setor laticinista, com ênfase no cumprimento dos prazos de entrega e na
melhoria da produtividade, através do uso de um software de programação da produção com
capacidade finita, o Preactor (em versão demonstrativa). Especificamente, pretende-se
simular diversos cenários para análise comparativa e adequação de diferentes necessidades,
possibilitar um melhor aproveitamento dos centros de trabalho, evitando formação de
gargalos e desperdícios, e por fim, conferir maior apoio à tomada de decisão a partir da
divulgação de planos de produção. Além do levantamento bibliográfico, foram realizadas as
atividades de coleta de dados a respeito dos fluxos dos processos produtivos, recursos
utilizados, tempos de produção e de setup de cada máquina, número de funcionários
requeridos em cada etapa, consumo de ingredientes em cada produto, e uma média dos
pedidos semanais. A partir deste volume semanal, os resultados do Preactor indicaram que
dentre as 46 ordens de produção inseridas, 45 foram realizadas dentro do período analisado.
Palavras chaves: Laticínios, Programação da produção, Otimização.

1. Introdução
Atualmente, o agronegócio vive um processo de transformação, caracterizado pela abertura de
mercados e por significativo aperfeiçoamento tecnológico. Segundo FERREIRA (2002), o
ambiente tecnológico do sistema agroindustrial do leite encontra-se em um patamar elevado, e
a adoção das diversas tecnologias disponíveis torna-se necessária para garantir a
competitividade e sobrevivência das empresas desse setor.
Diante da reestruturação produtiva da agroindústria leiteira, as empresas de pequeno porte,
contudo, são as que sofrem maior impacto, uma vez que não possuem capital suficiente para
promover as alterações necessárias que as tornem competitivas no novo cenário que se
configura no âmbito nacional e internacional. Assim, é necessária a procura de alternativas
economicamente viáveis, permitindo a permanência na atividade de forma competitiva.
A falta de organização da produção é um problema visível para essas empresas. A queda de
produtividade onera os preços dos produtos, e estes não são introduzidos no mercado a preços
competitivos. A perda de competitividade pode resultar na redução de uma parcela
significativa do mercado e na incapacidade de enfrentar a concorrência acirrada característica
do cenário mundial (BALLOU, 2001).
A programação otimizada das operações produtivas surgiu como uma solução de
gerenciamento avançado da produção, e permite sincronizar o funcionamento de todo o
sistema de produção, reduzindo tempo de desenvolvimento e custos de produção. Nesse
III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

sentido, o uso dos recursos é cuidadosamente programado, levando em consideração que os


tempos de setup e a preparação das linhas dependem diretamente da seqüência em que serão
executadas as ordens de produção.
O planejamento, a programação e o controle da produção organizam a empresa, de modo a
cumprir os prazos de entrega prometidos e aproveitar ao máximo a capacidade produtiva da
mesma, além disso, possui a faculdade de coordenar o processo de produção (RUSSOMANO,
1995). Em termos de abrangência, o PPCP pode envolver decisões de longo, médio ou curto
prazos. A expressão planejamento refere-se a fatores de maior amplitude, tais como: definição
de políticas de contratação de pessoal, aquisição de máquinas, ampliação das instalações etc.
Já a programação e o controle referem-se a fatores de médio e, principalmente, de curto prazo,
como o seqüenciamento das operações, avaliações e estabelecimento de padrões de
desempenho (TUBINO, 1997).
Os sistemas de PPCP possibilitam o planejamento das necessidades futuras de capacidade
produtiva e os níveis adequados de estoque. Permitem informar a situação corrente dos
recursos e das ordens (de compra e de produção), e programar atividades de produção para
garantir que os recursos produtivos envolvidos estejam sendo utilizados de maneira eficiente e
eficaz. Existem diversas alternativas de técnicas e lógicas que podem ser utilizadas como
suporte à tomada de decisões. As três principais, que têm sido intensamente utilizadas nos
últimos 15 anos são: os sistemas MRP II/ERP, que se baseiam fundamentalmente na lógica do
cálculo de necessidades de recursos a partir das necessidades futuras de produtos; os sistemas
JIT, de inspiração japonesa, e os sistemas de programação da produção com capacidade finita,
que utilizam técnicas de simulação em computador (CORREA, GIANESI e CAON, 2001).
Visando apoiar as decisões no âmbito da programação da produção e até mesmo na geração
do plano-mestre de produção, foram desenvolvidos os sistemas de programação da produção
com capacidade finita (CORREA, GIANESI e CAON, 2001). Estes sistemas baseiam-se na
lógica da simulação e, portanto, permitem modelagens mais sofisticadas do problema de
programação.
O Preactor é um software especializado em programação da produção de bens e serviços,
através da utilização do conceito de seqüenciamento em capacidade finita. Os programas de
produção gerados pelo Preactor são altamente realistas e confiáveis porque respeitam a
disponibilidade efetiva de recursos produtivos, a existência de restrições operacionais, as
condições de demanda e as políticas de atendimento da empresa.
De acordo com CARDONA (2003), a implementação do software Preactor possibilita à
empresa planejar a produção de forma mais adequada à sua realidade, otimizando sua
capacidade, melhorando a produtividade e, conseqüentemente, atendendo mais rapidamente
às demandas de seus clientes. O sistema torna as decisões gerenciais mais ágeis e seguras no
que diz respeito à compra de matérias-primas, programação de horas-extras dos operadores de
máquinas e terceirização de determinadas tarefas, ao mesmo tempo em que permite uma
possível redução de custos.
Em decorrência disso, pretende-se estudar os efeitos da programação da produção através do
software Preactor dentro da rotina de uma pequena empresa do setor laticinista, enfatizando
principalmente o cumprimento dos prazos de entrega e a melhoria da produtividade. De forma
mais específica, possibilitar um melhor aproveitamento dos centros de trabalho, evitando-se
desta maneira a formação de gargalos e quaisquer desperdícios e conferir maior apoio a
tomada de decisão, a partir da divulgação dos planos de produção.
III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

2. Materiais e métodos
Por meio de diálogos com o gerente de produção da empresa onde foi realizado o presente
trabalho, constatou-se que a mesma não possuía um sistema de planejamento e controle da
produção eficiente, capaz de gerenciar as operações produtivas de maneira eficaz. O estudo
caracterizou-se pela análise de um laticínio de pequeno porte, localizado na cidade de Viçosa
(MG).
Visando atingir os objetivos propostos inicialmente, prosseguiu-se da seguinte forma:
i. Para desenvolver o modelo de simulação proposto no presente projeto, foi utilizada a
metodologia de HARREL et al. (2002), que descreve uma série de etapas para facilitar
a elaboração do modelo.
ii. Posteriormente foi realizada a coleta de dados e informações para o estudo, por
meio de consultas bibliográficas a revistas e publicações relacionadas ao
gerenciamento da produção e de entrevistas com profissionais e técnicos do setor
laticinista.
iii. Em seguida foram realizadas visitas ao laticínio, onde verificaram-se as técnicas de
produção empregadas no processo produtivo de leite e derivados, considerando as
variáveis e restrições presentes.
iv. A partir da relação dos produtos que foram avaliados, dados como turnos de
trabalho, eficiências das máquinas, número de operadores, tempos de setup e
seqüência de montagem foram coletados. Em seguida foram implementados no
software Preactor, com vistas a configurar o banco de dados. O software Preactor foi
lançado pela Preactor International em 1993, resultante de uma pesquisa financiada
pela Comunidade Econômica Européia, que identificou como umadas principais
demandas da pequena e média indústria carências na área de ferramentas de
Tecnologia de Informação voltadas ao gerenciamento das operações de
produção(CARDONA, 2003).
v. Paralelamente foi desenvolvida uma ferramenta de controle dos pedidos e auxílio à
tomada de decisão quanto às ordens de produção, elaborada utilizando-se planilhas
Excel. Com posse dos pedidos, com quantidades e datas de entrega específicas para
cada produto, foi possível gerar uma ordem de produção, que posteriormente foi
inserida no Preactor. O programa ordenou e planejou a execução das operações de
forma racionalizada e otimizada, gerando diversos planos de produção, que puderam
ser visualizados no Gráfico de Gantt.
vi. Por fim, a ferramenta, juntamente com a versão simplificada (demonstrativa) do
programa foi apresentada à empresa como uma sugestão para melhorar a programação
da produção vigente, almejando o aumento da produtividade e o atendimento dos seus
respectivos clientes na data de entrega solicitada.
As fases da metodologia de HARREL et al. (2002) são descritas como segue.
Apresentação da empresa objeto de estudo: A empresa em estudo é uma fábrica de
pequeno porte que atua no setor alimentício, situada na região da Zona da Mata de Minas
Gerais. Produz atualmente cerca de 40 produtos, dente os quais podemos citar o doce de leite,
iogurte e manteiga.
Diagnóstico do sistema de PCP atual: A empresa não possui um sistema de planejamento e
controle da produção eficiente capaz de auxiliar o processo de tomada de decisão e gerenciar
as operações, de forma a cumprir os prazos de entrega estabelecidos, conclusões estas obtidas
III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

através de visitas à empresa onde se realizou o presente projeto. Ela também não conta com
informações precisas sobre a carteira de pedidos e a geração das ordens de produção. As
decisões de produção tomadas não seguem um planejamento. Os pedidos são feitos em cima
da hora e as informações não são passadas corretamente.
Estabelecimento dos objetivos: O objetivo deste trabalho foi analisar, através da simulação,
a programação da produção do laticínios em questão, visando o cumprimento dos prazos de
entrega e a melhora da produtividade atual.
Definição do sistema: A fase de definição do sistema caracterizou-se basicamente pela
coleta de dados realizada no setor produtivo. Cada produto foi analisado em separado, o que
permitiu identificar as operações necessárias ao seu processamento, os recursos utilizados, os
tempos de produção e preparação (setup) de cada máquina, e o número de funcionários
requeridos em cada etapa, bem como a quantidade de matéria prima necessária em cada
operação.
Construção do modelo: A primeira etapa para a construção do modelo foi a configuração do
banco de dados do programa (Preactor), através da inserção dos dados já coletados. O passo
seguinte foi a geração da programação. Para preencher o quadro de ordens de produção, foi
preciso consultar uma série histórica das vendas da empresa para determinar o volume médio
de produção semanal. Identificadas as necessidades de produção, foi preciso escolher um
método de seqüenciamento e um critério de escolha de ordem, para em seguida, gerar a
programação. Devido ao número limitado de relatórios disponíveis para análise quando se
utilizam outros tipos de seqüenciamento, foram escolhidas as opções de seqüenciamento para
frente e grau de prioridade crescente.
Verificação: Após gerar a programação e visualizar o Gráfico de Gantt, onde é possível
acompanhar o andamento das ordens, concluiu-se que algumas modificações deveriam ser
realizadas para assegurar a acurácia do modelo. Percebeu-se que o sistema não considera a
capacidade dos recursos e o rendimento dos processos. O tamanho do lote adotado pelo
programa é definido pela quantidade especificada na ordem de produção. Portanto, o tamanho
do pedido referente à uma ordem de produção deve ser fixo e coincidir com o rendimento real
do processamento de um produto qualquer. Por se tratar de uma versão simplificada, algumas
operações devem ser alocadas manualmente no gráfico de Gantt. Pelo fato do programa não
ser especializado para indústria de alimentos, algumas operações relativas ao processo de
produção de um item são alocadas de forma seqüencial, sendo adiadas para o dia seguinte.
Quando na realidade, todas as operações devem iniciar e ter seu término no mesmo dia, visto
que se trata de produtos perecíveis. Algumas considerações foram feitas para tentar adaptar o
sistema à realidade da empresa em estudo:

I. No setor do iogurte, uma quantidade fixa de 2000 litros de leite é destinada à


fabricação do mesmo, conforme a demanda dos clientes. Deste total, uma parcela é
direcionada para o envase de bolsas de 120 g, outra se dirige para o envase de garrafas
de 200 g e 1000g, e o restante é direcionado para o empacotamento de saquinhos de
120 g. Como a quantidade fixa anteriormente (2000 l) não se destina à fabricação de
apenas um tipo de produto, as primeiras operações do processo produtivo de iogurte
não puderam ser retratadas no modelo, já que o volume não pode ser individualizado
para cada um dos produtos. Portanto, o tempo gasto para realizar estas operações
descartadas foram integradas na simulação sob a forma de setup antecedendo o
primeiro produto a ser produzido.
III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

II. No setor de fabricação de doce de leite ocorre algo semelhante. Uma quantidade
fixa de leite á destinada ao preparo do doce. O rendimento do processo é de
aproximadamente 755 latas de 800 g, ou 60 latas de 10 kg ou 1600 potes de 400 g,
conforme a especificação do pedido. Se o tamanho do pedido exceder a capacidade de
produção, a quantidade produzida deverá ser um múltiplo de 755, 60 ou 1600, de
acordo com o produto solicitado. O volume em excesso deverá ser direcionado ao
estoque de produtos acabados. Para facilitar os cálculos foi designado que cada
batelada (lote de produção) é capaz de fabricar 755, 60 ou 1600 unidades, dependendo
do produto. O número de ordens de produção deve corresponder ao número de
bateladas a serem realizadas na semana, pois o valor real já está subtendido pelo
programa.
III. O rendimento do processo de fabricação de queijo mussarela é de
aproximadamente 95 unidades por batelada. Portanto, a quantidade a ser produzida
deve ser múltipla de 95. O número de ordens de produção deve corresponder ao
número de bateladas a serem realizadas na semana.
IV. O rendimento do processo de fabricação da manteiga é de 43%. O valor inicial
atribuído para a operação foi de 320 kg de creme, retornando um total de 140 kg de
manteiga, que correspondem a 700 unidades por batelada. Portanto, a quantidade a ser
produzida deve ser múltipla de 700. O número de ordens de produção deve
corresponder ao número de bateladas a serem realizadas na semana.
Através da utilização de planilhas Excel, foi possível criar um sistema simples de
gerenciamento de pedidos, para auxiliar o tomador de decisão à definir prazos de entrega
otimizados.
O pedido não é inserido diretamente no software. Primeiramente, os pedidos semanais dos
clientes são inseridos na planilha. Após definir a quantidade de cada um dos produtos
solicitados na semana, é verificada a disponibilidade no estoque e, em seguida, gerada uma
nova ordem de produção que deverá conter o tamanho do pedido.
Depois de realizadas alterações, assegurou-se que o modelo refletia de maneira acurada a
pretensão inicial, ou seja, o mesmo conseguia gerar o tipo de informação que ia de encontro
aos objetivos especificados no início do presente estudo.
Validação do modelo: A validação consiste no processo de assegurar que o modelo reflete o
sistema real de tal forma que dê encaminhamento ao problema inicialmente proposto
(HARRELet al., 2002). Após simular um cenário real da empresa em estudo, chegou-se aos
resultados apresentados nas Figuras 1 e 2. No Gráfico de Gantt, foi possível observar como as
ordens de produção inseridas foram alocadas na semana especificada, incluindo o início e o
término de cada operação, o número de funcionários alocados em cada uma delas, bem como
o nível de utilização dos recursos, e os seus horários de funcionamento.
III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

Figura 1 – Visão geral da seqüência no Gráfico de Gantt

Figura 2 – Visão geral da seqüência no Gráfico de Gantt (cont.)


III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

Implementação: A adoção do modelo proposto no presente trabalho poderá auxiliar a


programação da produção e servirá como uma ferramenta de controle. O uso da simulação
permitirá visualizar os problemas antes mesmo de sua ocorrência. A geração de diferentes
cenários concede ao tomador de decisão a possibilidade da escolha daquele que melhor lhe
convier. O programa é de fácil execução e não necessita de constante reconfiguração do banco
de dados. Somente é necessário introduzir as ordens de produção e alocar algumas operações
de forma manual devido às limitações do software, já discutidas anteriormente.
3. Resultados e Discussões
O Preactor realizou a programação da produção a partir do volume semanal especificado na
coleta de dados. Os resultados obtidos permitiram ao tomador de decisão verificar que dentre
as 46 ordens de produção inseridas, 45 foram realizadas dentro do período analisado. A ordem
número vinte, relativa à produção de manteiga, não pôde ser completada dentro do prazo
estipulado. Uma sugestão para a possível resolução do problema seria a inserção de um novo
equipamento destinado à fabricação da manteiga, visto que é o recurso gargalo do sistema. O
estudo de viabilidade econômica para a referida alternativa, neste caso, fica a cargo do
tomador de decisão. Outra opção consiste em uma negociação com o cliente, de forma a
definir um prazo de entrega mais propício.
A análise dos relatórios permitiu ainda identificar várias vantagens e benefícios
proporcionados à empresa.
4. Conclusões
Por ter um foco na melhoria do gerenciamento da produção, as soluções avançadas de gestão
da produção, baseadas no Preactor, oferecem à direção da empresa total visibilidade da
produção, priorizando serviços mais rentáveis e oferecendo respostas rápidas e precisas sobre
datas de entrega de cada pedido.
Verificou-se que a utilização do software Preactor na programação da produção possibilitou a
obtenção de um bom sequenciamento, permitindo que praticamente todas as ordens de
produção fossem entregues dentro do prazo estipulado, fornecendo ainda dados suficientes
para que esta ocorresse de modo a otimizar a utilização dos recursos existentes.
É importante ressaltar que o fato do software Preactor ter sido utilizado em uma versão
demonstrativa impõe algumas limitações ao estudo, devido à existência de restrições impostas
pela utilização desta versão, como o número de recursos que podem ser inseridos no software,
por exemplo, que é muito menor do que na versão sem limitações.
Outro fator limitante foi o tempo de realização do estudo. Apesar do software Preactor ter
comprovado a sua eficiência na programação da produção, recomenda-se para estudos futuros
que se realizem comparações entre o desempenho do sequenciamento da produção sem o
auxilio do software com o sequenciamento através do software, para que seja possível
determinar de maneira mais precisa as vantagens propiciadas pela utilização do Preactor.
Recomenda-se ainda a realização de uma análise quantitativa a respeito da redução de custos
devido ao uso do software.
Porém, acredita-se sem dúvida que a empresa terá à disposição uma ferramenta importante
para a gestão de suas operações comerciais e produtivas, com capacidade de simular
alternativas para identificação de soluções. O software em questão ainda auxilia o tomador de
decisão a prever gargalos que flutuam ao longo da produção; a programar e controlar horas-
extras; a integrar e conciliar os prazos de projetos, suprimentos e manutenção para atender às
demandas de produção; e a prever o impacto da entrada de novos pedidos na produção.
III EMEPRO – Belo Horizonte, MG, Brasil, 07 a 09 de junho de 2007.

5. Referências
AGUIAR, M. Gerenciando objetos os projetos com function points e PSM. Disponível em:
<http://www.metricas.com.br/Downloads/Apresentacao_PMIRio_2003-06-13.pdf >, Acesso em: 30 jun. 2005.
ANDRADE, A. L. Pensamento sistêmico: um roteiro básico para perceber as estruturas da realidade
organizacional. Disponível em : < http://www.viars.com.br/pessoais/aurelio/artigo1.htm>, Acesso em: 17 abr.
2004.
BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística
empresarial. 4 ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 532p.
CARDONA, S. M. FMC ganha agilidade e diminui custos com nova ferramenta APS. Disponível em:
<http://www.preactor.com.br/arquivos/FMC_tecnologistica_Jun_2003.pdf> Acesso em: 20 abr. 2004.
CHAVES, O. Aplicação do método do desdobramento da função de qualidade na produção de iogurte: um
estudo de caso. Viçosa: UFV, 2002. 86p. CORREA, H. L; GIANESI, I. G.; CAON, M. Planejamento,
programação e controle da produção: MRP II/ERP: conceitos, uso e implantação, 4 ed. São Paulo: Atlas,
2001. 452p.
FARIA, S. Logística Reversa. Disponível em: <www2.conteudoeconomico.com.br> Acesso em: 01 maio 2004.
FERREIRA, A. H. Eficiência de sistemas de produção de leite: uma aplicação da analise envoltória de
dados na tomada de decisão. Vicosa: UFV, 2002. 120p.
GOMES, S. T. Economia da produção de leite. Belo Horizonte, 2000. 85p.
HARREL, C. R.; MOTT, J. R. A.; BATEMAN, R. E.; BOWDEN, R. G.; GOGG, T. J. Simulação: otimizando
os sistemas. São Paulo: IMAN, 2002. p. 1- 35.