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Sistema de Gerenciamento

da Segurança Operacional
Boletins Informativos

Promoção da segurança operacional e difusão da informação; e


Perigos específicos do pessoal de operações.
(RBAC 135 – Apêndice H – (g)(1)(iv)(S) e (g)(1)(v)(B))

Por: Wagner Gautério de Lima


Membro do Sistema de Gerenciamento da Segurança de Operações Aéreas

1
SISTEMA
DE GERENCIAMENTO
DA
SEGURANÇA OPERACIONAL

SEGURANÇA DA AVIAÇÃO CIVIL


CONTRA ATOS DE INTERFERÊNCIA ILÍCITA

TRANSPORTE DE ARMA DE FOGO E MUNIÇÃO

Revisão de 05/02/2016
AUTO DE INFRAÇÃO – CASO 1

“Após inspeção aeroportuária realizada no Aeroporto Serafim Enoss Bertaso localizado


na cidade de Chapecó – SC (Código ICAO: SBCH), no dia 26 de janeiro de 2010, em cumprimento
ao PAIA (Programa Anual de Inspeção Aeroportuária), a equipe de inspetores da ANAC
constatou que o aeroporto não possui local apropriado para a realização do desmuniciamento
de armas de fogo a serem transportadas dentro da aeronave.
DO VOTO Desta forma, opino pelo conhecimento e NEGAR PROVIMENTO ao Recurso,
MANTENDO, assim, o valor da multa aplicada pelo competente setor de primeira instância
administrativa, em patamar médio, ou seja, R$ 17.500,00 (dezessete mil e quinhentos reais).”
http://www2.anac.gov.br/biblioteca/JuntaRecursal/Decisoes/rec634477121.pdf

Revisão de 05/02/2016
AUTO DE INFRAÇÃO – CASO 2

“Conforme relatado no Relatório de Inspeção Aeroportuária (RIA) nº


009P/SAIGFIS/2010, de 18/05/2010, foi constatado no Aeroporto de Araguaína (SWGN) que a TRIP
LINHAS AÉREAS S/A não adota os procedimentos descritos na legislação para o transporte de
passageiros armados. Não conformidade prevista em legislação específica (IAC 107-1005 DE
JUNHO de 2005, Item 3.2.2)”.
Da Sanção a Ser Aplicada em Definitivo: Quanto ao valor da multa aplicada pela decisão
de primeira instância administrativa R$ 70.000,00 (setenta mil reais), temos que apontar a sua
regularidade quanto à norma vigente por ocasião do ato infracional (Resolução nº. 025, de
25/04/2008, Anexo III, Tabela III, item 7), estando, assim, dentro da margem prevista.
DO VOTO Desta forma, opino pelo conhecimento e NÃO PROVIMENTO ao Recurso,
MANTENDO, assim, todos os efeitos da decisão prolatada pelo competente setor de primeira
instância administrativa.
http://www2.anac.gov.br/biblioteca/JuntaRecursal/Decisoes/rec633540123.pdf

Revisão de 05/02/2016
RESOLUÇÃO Nº 25, DE 25 DE ABRIL DE 2008.

TABELA DE INFRAÇÕES - Expresso em Reais


II – INFRAÇÕES Infringir as normas e regulamentos 2.000 3.500 5.000
IMPUTÁVEIS A que afetam a disciplina a bordo de
AERONAUTAS E aeronave ou a segurança de vôo;
AEROVIÁRIOS OU
OPERADORES DE
AERONAVES
III - SEGURANÇA DA Não realizar, como previsto, 40.000 70.000 100.000
AVIAÇÃO CIVIL – procedimentos para o embarque de
Empresa Aérea passageiros armados.

III - SEGURANÇA DA Não disponibilizar um ambiente 10.000 17.500 25.000


AVIAÇÃO CIVIL – seguro, com caixa de areia, para o
Administração desmuniciamento de armas.
Aeroportuária

Revisão de 05/02/2016
LEI Nº 7.565, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986.

Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica.

Art. 1° O Direito Aeronáutico é regulado pelos Tratados, Convenções e Atos


Internacionais de que o Brasil seja parte, por este Código e pela legislação
complementar.

Art. 21. Salvo com autorização especial de órgão competente, nenhuma


aeronave poderá transportar explosivos, munições, arma de fogo, material
bélico, equipamento destinado a levantamento aerofotogramétrico ou de
prospecção, ou ainda quaisquer outros objetos ou substâncias consideradas
perigosas para a segurança pública, da própria aeronave ou de seus ocupantes.

Art. 303. A aeronave poderá ser detida por autoridades aeronáuticas,


fazendárias ou da Polícia Federal, nos seguintes casos:
...
IV - para verificação de sua carga no caso de restrição legal (artigo 21)...
LEI Nº 7.565, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986.

Art. 167. O Comandante exerce autoridade inerente à função desde o


momento em que se apresenta para o vôo até o momento em que entrega a
aeronave, concluída a viagem.
Parágrafo único. No caso de pouso forçado, a autoridade do Comandante
persiste até que as autoridades competentes assumam a responsabilidade pela
aeronave, pessoas e coisas transportadas.

Art. 168 Durante o período de tempo previsto no artigo 167, o Comandante


exerce autoridade sobre as pessoas e coisas que se encontrem a bordo da aeronave
e poderá:
I - desembarcar qualquer delas, desde que comprometa a boa ordem, a
disciplina, ponha em risco a segurança da aeronave ou das pessoas e bens a bordo;
II - tomar as medidas necessárias à proteção da aeronave e das pessoas ou
bens transportados;
III - alijar a carga ou parte dela, quando indispensável à segurança de vôo
(artigo 16, § 3º).
Parágrafo único. O Comandante e o explorador da aeronave não serão
responsáveis por prejuízos ou conseqüências decorrentes de adoção das medidas
disciplinares previstas neste artigo, sem excesso de poder.
LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.

Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e


munição, sobre o Sistema Nacional de Armas – Sinarm, define crimes e dá
outras providências.

Art. 1o O Sistema Nacional de Armas – Sinarm, instituído no Ministério da


Justiça, no âmbito da Polícia Federal, tem circunscrição em todo o território
nacional.
Art. 2o Ao Sinarm compete:
III – cadastrar as autorizações de porte de arma de fogo e as renovações
expedidas pela Polícia Federal;
Art. 33. Será aplicada multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) a R$ 300.000,00
(trezentos mil reais), conforme especificar o regulamento desta Lei:
I – à empresa de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial ou
lacustre que deliberadamente, por qualquer meio, faça, promova, facilite ou
permita o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com
inobservância das normas de segurança;
LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.

Art. 48. Compete ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Justiça:


I - estabelecer as normas de segurança a serem observadas pelos
prestadores de serviços de transporte aéreo de passageiros, para controlar o
embarque de passageiros armados e fiscalizar o seu cumprimento;
II - regulamentar as situações excepcionais do interesse da ordem pública,
que exijam de policiais federais, civis e militares, integrantes das Forças
Armadas e agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança
Institucional da Presidência da República, o Porte de Arma de Fogo a bordo de
aeronaves; e
III - estabelecer, nas ações preventivas com vistas à segurança da aviação
civil, os procedimentos de restrição e condução de armas por pessoas com a
prerrogativa de Porte de Arma de Fogo em áreas restritas aeroportuárias,
ressalvada a competência da Polícia Federal, prevista no inciso III do §1o do art.
144 da Constituição.
Parágrafo único. As áreas restritas aeroportuárias são aquelas destinadas
à operação de um aeroporto, cujos acessos são controlados, para os fins de
segurança e proteção da aviação civil.
LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.

Porte ilegal de arma de fogo de uso permitido


Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito,
transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar,
manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso
permitido, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou
regulamentar:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo quando a
arma de fogo estiver registrada em nome do agente. (Vide Adin 3.112-1)
DECRETO Nº 5.123, DE 1º DE JULHO DE 2004.

Regulamenta a Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre


registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema
Nacional de Armas - SINARM e define crimes.

Art. 48. Compete ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Justiça:


I - estabelecer as normas de segurança a serem observadas pelos
prestadores de serviços de transporte aéreo de passageiros, para controlar o
embarque de passageiros armados e fiscalizar o seu cumprimento;

Art. 71. Será aplicada pelo órgão competente pela fiscalização multa no valor
de:
I - R$ 100.000,00 (cem mil reais):
a) à empresa de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial
ou lacustre que permita o transporte de arma de fogo, munição ou acessórios,
sem a devida autorização, ou com inobservância das normas de segurança;
DECRETO Nº 5.123, DE 1º DE JULHO DE 2004.

II - R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), sem prejuízo das sanções penais


cabíveis:
a) à empresa de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial
ou lacustre que deliberadamente, por qualquer meio, faça, promova ou facilite
o transporte de arma ou munição sem a devida autorização ou com
inobservância das normas de segurança;

III - R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), sem prejuízo das sanções penais
cabíveis, na hipótese de reincidência da conduta prevista na alínea "a", do
inciso I, e nas alíneas "a" e "b", do inciso II.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.

Art. 1o Este Decreto dispõe sobre o Programa Nacional de Segurança da Aviação


Civil Contra Atos de Interferência Ilícita (PNAVSEC), na forma do Anexo, que
deverá ser cumprido por todos os segmentos do Sistema de Aviação Civil.

Seção V
Das Empresas de Táxi Aéreo, de Serviços Aéreos Especializados e dos outros
Operadores da Aviação Geral
Art. 11. As empresas de táxi aéreo, de serviços aéreos especializados e outros
operadores da aviação geral devem cumprir as medidas e procedimentos de
segurança específicos, estabelecidos pela ANAC, Polícia Federal e pelas
administrações aeroportuárias, para as suas bases principais e secundárias,
bem como as orientações gerais para operação nos demais aeroportos, de
acordo com este PNAVSEC.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.

Art. 12. Constituem responsabilidades da Polícia Federal:


I - garantir a aplicação, em âmbito nacional e dentro de suas atribuições, das
normas contidas neste PNAVSEC;
II - apoiar, na sua área de competência, a representação do Governo brasileiro
na OACI, envolvendo os assuntos pertinentes à AVSEC;
III - supervisionar a inspeção de segurança da aviação civil nas ARS;
IV - supervisionar, para efeito de segurança aeroportuária e proteção da
aviação civil, o acesso de pessoas, veículos, unidades de cargas e mercadorias
às ARS especificadas no PSA;
V - inspecionar documentos de viagem dos passageiros e tripulantes no
embarque e desembarque de voos internacionais e, quando julgar necessário,
de voos domésticos, como parte dos procedimentos de controle de acesso de
pessoas às ARS;
VI - participar da AAR e coordenar as ações decorrentes do estado de alerta
definido;
VII - estabelecer os níveis de ameaça à segurança da aviação civil, em interface
com a ANAC, a administração aeroportuária e os órgãos integrantes do SISBIN;
VIII - atuar, em coordenação com outros órgãos, visando à busca e à
neutralização de artefatos explosivos e artefatos QBRN;
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.
IX - retirar, do interior de aeronaves, pessoas que ponham ou possam por em
risco a segurança do voo;
X - inspecionar, com poder de polícia, instalações e áreas internas e externas
dos aeroportos, ressalvadas as áreas sujeitas à administração militar;
XI - patrulhar ostensivamente a área aeroportuária, caso necessário, em
coordenação com a administração aeroportuária e os órgãos de controle de
tráfego aéreo, quando se tratar de área de movimento;
XII - participar da execução dos planos de contingência dos aeroportos em
ocorrências relacionadas a atos de interferência ilícita contra a aviação civil;
XIII - atuar, em coordenação com outros órgãos, na provisão de especialistas
capacitados em antiterrorismo, intervenção armada, negociação e em artefatos
explosivos e artefatos QBRN;
XIV - prover negociadores, grupo tático e grupo de bombas e explosivos, nos
casos de atos de interferência ilícita, quando necessário;
XV - capacitar, em seu quadro efetivo, especialistas em AVSEC;
XVI - autorizar, controlar e fiscalizar o funcionamento das empresas
especializadas em serviços de vigilância e de transporte de valores;
XVII - controlar o embarque de passageiro armado, conforme os atos
normativos da ANAC editados em conjunto com a PF;
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.

XVIII - realizar testes e estudos em coordenação com demais órgãos e


entidades envolvidos com a AVSEC; e
XIX - centralizar informações prestadas pelas empresas aéreas, necessárias à
prevenção e à repressão aos atos de interferência ilícita.
Parágrafo único. Nas áreas demarcadas pela autoridade aduaneira, como
locais e recintos alfandegados, a supervisão dos controles de acesso de
pessoas, veículos, unidades de cargas e mercadorias será estabelecida em
coordenação com a autoridade aduaneira.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.

Art. 13. Nos termos do art. 144 da Constituição, constituem responsabilidades


dos órgãos de segurança pública dos Estados e do Distrito Federal, nos
aeroportos, exercer:
I - a função de polícia judiciária e apuração de infrações penais de competência
da justiça estadual; e
II - o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública.
§ 1o A PF deve ser comunicada quando a infração penal ocorrer em
ARS.
§ 2o Poderão ser celebrados convênios entre a União, por intermédio do
Ministério da Justiça, e os Estados e o Distrito Federal para que os respectivos
órgãos de segurança pública prestem apoio à PF no sítio
aeroportuário, especialmente para a realização de inspeções com poder de
polícia e busca pessoal, auxílio em situações de crise e emergência e
autorização de embarque de passageiro armado.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.

Subseção VIII
Das Empresas de Táxi Aéreo e de Serviços Aéreos Especializados
e outros Operadores da Aviação Geral
Art. 101. Áreas de estacionamento para as empresas de táxi aéreo e de
serviços aéreos especializados e outros operadores da aviação geral devem ser
separadas das áreas onde se encontrem aeronaves dos demais operadores.

Art. 102. A administração aeroportuária deve estabelecer sistema de controle


específico de segurança para observância dos operadores mencionados no art.
101, visando à prevenção de ações de interferência ilícita na segurança da
aviação civil.

Art. 103. As pistas de táxi para a área de estacionamento ou de hangar dos


operadores mencionados no art. 101 devem ser claramente identificadas e,
sempre que possível, selecionadas, de forma a evitar o acesso às áreas
utilizadas pelos demais operadores.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.
Art. 104. Os procedimentos de segurança devem incluir instruções para
utilização das pistas de táxi liberadas para o tráfego no solo das aeronaves dos
operadores mencionados no art. 101, a fim de mantê-las separadas dos
serviços de transporte aéreo dos demais operadores e das suas respectivas
áreas de rampa.

Art. 105. Nos aeroportos onde a demarcação de área de estacionamento


separada não for viável, devem-se estabelecer pontos de controle nas pistas de
táxi ou pátios, nos quais as aeronaves de empresas de táxi aéreo, de serviços
aéreos especializados e de outros operadores da aviação geral possam ser
inspecionadas ou vistoriadas, antes de ingressarem nas áreas de
estacionamento utilizadas pelas aeronaves e serviços dos demais operadores.
Parágrafo único. O estabelecimento de pontos de controle e a separação de
áreas de estacionamento a que se refere o art. 101 e o caput não isentam os
funcionários, passageiros, tripulantes de empresas de táxi aéreo, serviços
aéreos especializados e outros operadores da aviação geral, da inspeção de
segurança da aviação civil para acesso a aeronaves, hangares e demais áreas
restritas de segurança.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.

Art. 161. O transporte aéreo de passageiro, sob condição judicial e escoltado, deve ser
coordenado com antecedência, entre o órgão policial responsável pela escolta, a
administração aeroportuária, a empresa aérea e a PF no aeroporto, visando a estabelecer, de
acordo com as necessidades da escolta, medidas e procedimentos especiais de segurança, de
embarque e desembarque, bem como de conduta a bordo.
Parágrafo único. Na ausência da PF, o órgão de segurança pública responsável pelas
atividades de polícia no aeroporto deve participar da coordenação.
Art. 162. Até dois presos, com suas respectivas escoltas, podem ser transportados em uma
mesma aeronave privada, de acordo com a regulamentação, avaliação e anuência da PF.
Parágrafo único. Na ausência da PF, a anuência será do órgão de segurança pública
responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.
Art. 163. O comandante da aeronave poderá negar o embarque da pessoa sob custódia ao
considerar que ela representa potencial ameaça à segurança do voo e dos demais
passageiros.
Art. 164. A administração aeroportuária e a PF, em coordenação com a empresa aérea,
devem providenciar esquema discreto para o acesso do preso à aeronave, evitando alarde e
transtorno para os demais passageiros, de acordo com o previsto no PSA e no PSEA.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.
Parágrafo único. Na ausência da PF, a coordenação será realizada com o órgão
de segurança pública responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.
Art. 165. A pessoa sob custódia deve:
I - embarcar antes dos demais passageiros e desembarcar após finalizado o
desembarque;
II - ocupar assento no final da cabine de passageiros, fora das saídas de
emergência, em fileiras com dois ou mais assentos e, no mínimo, com um
policial de escolta sentado entre ela e o corredor de passagem; e
III - estar sempre acompanhada e mantida sob vigilância, inclusive no uso dos
sanitários.
Art. 166. O serviço de bordo da pessoa sob custódia e da escolta não deve
conter bebidas alcoólicas nem utensílios de metal ou facas.
Art. 167. Policiais armados, em escolta de preso, devem se reportar à PF no
aeroporto, ou, na ausência desta, comunicar ao órgão de segurança pública
responsável pelas atividades de polícia no aeroporto.
Art. 168. A escolta deve ser de conhecimento do comandante da aeronave e
dos tripulantes de cabine, com a indicação dos respectivos assentos.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.
Art. 169. A escolta deverá ser na proporção mínima de dois policiais para cada
preso.
Art. 170. A escolta deve possuir equipamentos de contenção a serem usados,
se necessários.
Parágrafo único. Sob condições normais, a pessoa sob custódia não deve ser
algemada a nenhuma parte da aeronave, incluindo assentos e mesas.
Art. 171. A escolta não pode carregar cassetete, gás lacrimogêneo ou outro gás
similar paralisante, a bordo da aeronave.
Art. 172. A pessoa repatriada poderá ser escoltada, a critério da PF.
Art. 173. A escolta que obtiver autorização para embarcar armada em voo
internacional deve submeter-se aos procedimentos estabelecidos na Seção V
deste Capítulo e aos atos normativos da ANAC.
RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011.

Dispõe sobre os procedimentos de inspeção de segurança da aviação civil


contra atos de interferência ilícita nos aeroportos e dá outras providências.

Art. 1º Dispor sobre os procedimentos de inspeção de segurança da aviação


civil contra atos de interferência ilícita nos aeroportos.
§ 1º O objetivo da inspeção dos passageiros e suas bagagens de mão é prevenir
que armas, explosivos, artefatos ou agentes químicos, biológicos, radioativos,
nucleares ou substâncias e materiais proibidos, assim considerados os
constantes do Anexo desta Resolução, sejam introduzidos, sem autorização, às
áreas restritas de segurança - ARS, ou a bordo de aeronave.
§ 2º Os casos passíveis de autorização serão disciplinados em norma específica.
RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011.

Art. 2º A inspeção de segurança da aviação civil contra atos de interferência


ilícita será conduzida por Agente de Proteção da Aviação Civil - APAC,
contratado pelo operador do aeródromo, sob supervisão da Polícia Federal ou,
na sua ausência, do órgão de segurança pública responsável pelas atividades
de polícia no aeroporto.

XII - todas as pessoas, inclusive a tripulação, os empregados do aeroporto e os


servidores públicos, deverão passar pelos procedimentos de inspeção de
segurança antes de ingressarem em áreas restritas de segurança;
XIII – os policiais federais ou, na sua ausência, os policiais do órgão de
segurança pública responsável pelas atividades AVSEC no aeroporto, não
estarão sujeitos à inspeção pessoal de segurança;
XIV – os servidores públicos, quando em serviço no aeroporto, devem ter
prioridade quando da realização da inspeção de segurança;
XV - os tripulantes, utilizando canais de inspeção de passageiros, têm
prioridade para serem inspecionados, exceto em relação aos passageiros com
necessidade de assistência especial;
RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011.

XVII - a busca pessoal deve ser realizada por APAC do mesmo sexo, devendo ser
realizada em sala reservada, com discrição e na presença de testemunha, caso
o passageiro solicite

§ 1º Define-se busca pessoal como sendo a revista do corpo de uma pessoa,


suas vestes e demais acessórios, realizada por autoridade policial ou por
agente de proteção da aviação civil, neste caso com consentimento do
inspecionado.
§ 2º Caso o passageiro recuse a submeter-se a algum dos procedimentos
descritos acima, seu acesso à sala de embarque deve ser negado e o APAC
deverá acionar o órgão de segurança pública responsável pelas atividades de
polícia no aeroporto para avaliar a situação.
§ 3º O disposto nos incisos XIII e XIV se aplica apenas aos respectivos
agentes públicos em serviço no aeroporto e desde que devidamente
credenciados pelo operador aeroportuário. (Incluído pela Resolução nº
278, de 10.7.2013 em vigor em 14.8.2013)
RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011.

Art. 12. O operador aeroportuário em conjunto com a Polícia Federal, sob


coordenação desta, ou, na sua ausência, do órgão de segurança pública
responsável pelas atividades de polícia no aeroporto, definirá o acesso de
órgãos de segurança por pontos de controle diferenciados, considerando a
avaliação de ameaças à segurança da aviação civil contra atos de interferência
ilícita e o gerenciamento de riscos envolvendo operações policiais, custódia de
passageiros e de proteção de dignitários.

Art. 13. As empresas aéreas, agências de viagens e operadores aeroportuários


são responsáveis pela divulgação aos passageiros das orientações constantes
desta resolução no ato da aquisição do bilhete de passagem e no ato da
realização dos procedimentos de despacho do passageiro.
Resolução nº 254, de 6 de novembro de 2012

REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL - RBAC 108


EMENDA nº 00

SEGURANÇA DA AVIAÇÃO CIVIL CONTRA


ATOS DE INTERFERÊNCIA ILÍCITA
108.5 Fundamentação

(a) Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005 – art. 2º; art. 8º, incisos IV, X e XXI.
(b) (b) Decreto nº 7.168, de 05 de maio de 2010 – art. 7º do anexo, incisos I e XI.

108.9 Objetivo

(a) Estabelecer os requisitos a serem aplicados pelos operadores aéreos para garantir a
integridade de passageiros, tripulantes, pessoal de terra, público em geral, aeronaves e
instalações de aeródromos, de forma a proteger as operações da aviação civil contra atos de
interferência ilícita
RBAC 108

108.11 Classificação dos operadores aéreos


(a) O universo de operadores aéreos abrangido pelo parágrafo 108.7(a) é
classificado, para efeitos de aplicação deste Regulamento, segundo o tipo
de serviço aéreo realizado, conforme disposto no parágrafo 108.11 (b)
deste Regulamento.

(b) As classes definidas para os operadores aéreos são:


(1) Classe I, abrangendo aqueles que realizam serviço aéreo privado;
(2) Classe II, abrangendo aqueles que exploram serviço aéreo especializado
público ou serviço de táxi aéreo, sendo:
(i) Classe II-A aqueles que exploram serviço aéreo especializado público.
(ii) Classe II-B aqueles que exploram serviço de táxi aéreo.
RBAC 108

(3) Classe III, abrangendo os operadores nacionais que exploram serviço de


transporte aéreo público, exclusivamente de carga ou mala postal (excluindo a
modalidade de táxi aéreo);
(4) Classe IV, abrangendo os operadores nacionais que exploram serviço de
transporte aéreo público de passageiros (excluindo a modalidade de táxi
aéreo), sendo:
(i) Classe IV-A aqueles que operam aeronave com capacidade inferior a 30
passageiros;
(ii) Classe IV-B aqueles que operam aeronave com capacidade igual ou
superior a 30 passageiros.
(5) Classe V, abrangendo os operadores estrangeiros que exploram serviço de
transporte aéreo público internacional de carga, exclusivamente;
(6) Classe VI, abrangendo os operadores estrangeiros que exploram serviço de
transporte aéreo público internacional de passageiros.
RBAC
RBAC nº108
108

SUBPARTE G – MEDIDAS DE SEGURANÇA RELATIVAS À AERONAVE EM VOO.

108.13 Atividades e profissionais

(a) O operador aéreo deve estabelecer procedimentos, em coordenação com o


operador do aeródromo, para garantir a aplicação de controles de
segurança, conforme disposto nas subpartes seguintes deste RBAC, e
impedir que sejam introduzidas armas, explosivos, artefatos QBRN ou
substâncias e materiais proibidos em ARS ou a bordo de aeronave que
possam colocar em risco a segurança.
APÊNDICE A DO RBAC 108 REQUISITOS APLICÁVEIS EM CADA CLASSE

Seção Descrição Classe II - B

108.13 Atividades e Profissionais Aplicável


RBAC 108

SUBPARTE C – MEDIDAS DE SEGURANÇA RELATIVAS À BAGAGEM


DESPACHADA

108.31 Passageiro sob custódia

(a) O operador aéreo deve fazer constar no contrato de transporte aéreo os


procedimentos a serem adotados para embarque de passageiro sob
custódia de autoridade policial.
(b) O operador aéreo deve realizar o embarque do passageiro sob custódia
seguindo os requisitos e procedimentos estabelecidos em normatização
específica* sobre a matéria. (* IAC 107-1005 RES , DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE
2010 e RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011.)
APÊNDICE A DO RBAC 108 REQUISITOS APLICÁVEIS EM CADA CLASSE

Seção Descrição Classe II - B

108.31 Passageiro sob custódia Aplicável


RBAC 108

SUBPARTE G – MEDIDAS DE SEGURANÇA RELATIVAS À AERONAVE EM VOO.

108.199 Passageiro armado ou sob custódia

(a) O operador aéreo deve garantir a aplicação de controles de segurança para


passageiros armados ou sob custódia, durante o voo, seguindo os requisitos e
procedimentos estabelecidos em normatização específica* sobre a matéria.
(* DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010 e RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011.)

APÊNDICE A DO RBAC 108 REQUISITOS APLICÁVEIS EM CADA CLASSE

Seção Descrição Classe II - B

108.199 Passageiro Armado ou sob Custódia Recomendado


RBAC 108

SUBPARTE C - MEDIDAS DE SEGURANÇA RELATIVAS À BAGAGEM


DESPACHADA

108.69 Transporte de arma de fogo ou munições

(a) O operador aéreo deve fazer constar no contrato de transporte aéreo os


procedimentos a serem adotados para o despacho de arma de fogo ou
munições em aeronaves.
(b) O operador aéreo deve realizar o transporte de arma de fogo ou munições
seguindo os requisitos e procedimentos estabelecidos em normatização
específica* sobre a matéria.
(* IAC 107-1005 RES, DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010 , RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE
NOVEMBRO DE 2011 e RBAC 175)

APÊNDICE A DO RBAC 108 REQUISITOS APLICÁVEIS EM CADA CLASSE

Seção Descrição Classe II - B

Transporte de Arma de Fogo ou Aplicável


108.69
Munições
RBAC 108

SUBPARTE D - MEDIDAS DE SEGURANÇA RELATIVAS ÀS PROVISÕES DE BORDO


E DE SERVIÇO DE BORDO

108.95 Produção, armazenamento e fornecimento de provisões

(a) O operador aéreo deve garantir que nas atividades de produção,


armazenamento e transporte de provisões de bordo e de serviço de bordo
sejam aplicados controles de segurança que evitem a introdução de armas,
explosivos, artefatos QBRN ou substâncias e materiais proibidos* em alguma
dessas fases. (*RBAC 175)

APÊNDICE A DO RBAC 108 REQUISITOS APLICÁVEIS EM CADA CLASSE

Seção Descrição Classe II - B

Produção, armazenamento e Recomendado


108.95
fornecimento de provisões
Resolução nº 129, de 8 de dezembro de 2009

REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL - RBAC 175


EMENDA nº 00
TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS
EM AERONAVES CIVIS
175.1 Aplicabilidade

(a) Este Regulamento estabelece os requisitos aplicáveis ao transporte aéreo


doméstico e internacional de artigos perigosos em aeronaves civis registradas ou não
no Brasil e a qualquer pessoa que executa, que intenciona executar ou que é
requisitada a executar quaisquer funções ou atividades relacionadas ao transporte
aéreo de artigos perigosos, incluindo: o operador do transporte aéreo e toda pessoa
responsável pelo oferecimento ou aceitação de carga aérea; tripulações e
empregados, inclusive pessoal contratado que recebe cargas, passageiros e bagagem
ou que manuseia, carrega e descarrega carga; o passageiro do transporte aéreo que
leve qualquer artigo perigoso consigo ou em bagagem de mão ou despachada; o
fabricante e o montador de embalagens para o transporte aéreo de artigos
perigosos; e o operador de um terminal de carga aérea.
Resolução nº 129, de 8 de dezembro de 2009

REGULAMENTO BRASILEIRO DA AVIAÇÃO CIVIL - RBAC 175


EMENDA nº 00
TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS
EM AERONAVES CIVIS
175.1 Aplicabilidade

(a) Este Regulamento estabelece os requisitos aplicáveis ao transporte aéreo


doméstico e internacional de artigos perigosos em aeronaves civis registradas ou não
no Brasil e a qualquer pessoa que executa, que intenciona executar ou que é
requisitada a executar quaisquer funções ou atividades relacionadas ao transporte
aéreo de artigos perigosos, incluindo: o operador do transporte aéreo e toda pessoa
responsável pelo oferecimento ou aceitação de carga aérea; tripulações e
empregados, inclusive pessoal contratado que recebe cargas, passageiros e bagagem
ou que manuseia, carrega e descarrega carga; o passageiro do transporte aéreo que
leve qualquer artigo perigoso consigo ou em bagagem de mão ou despachada; o
fabricante e o montador de embalagens para o transporte aéreo de artigos
perigosos; e o operador de um terminal de carga aérea.
RBAC 175
TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS EM AERONAVES CIVIS

175.3 Termos e definições

Número da ONU significa número de quatro dígitos designado pelo Comitê de


Peritos em Transporte de Artigos Perigosos das Organizações das Nações
Unidas – ONU – que serve para identificar uma substância ou um determinado
grupo de substâncias.

175.5 Limitações e proibições

(a) É proibido o transporte em aeronaves civis de substâncias que são


suscetíveis de explodir, reagir perigosamente, produzir chamas ou produzir,
de maneira perigosa, calor ou emissões de gases ou vapores tóxicos,
corrosivos ou inflamáveis nas condições que se observam habitualmente
durante o transporte.
(1) as munições com cargas explosivas, incendiárias e traçantes são
totalmente proibidas para o transporte aéreo civil.
RBAC 175
TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS EM AERONAVES CIVIS

175.11 Exceções para passageiros e tripulantes

(9) com a aprovação do operador de transporte aéreo ou dos operadores de


transporte aéreo, como bagagem despachada exclusivamente e embalada de
forma segura, cartuchos para prática desportiva (ONU 0012 e ONU 0014
unicamente) - Divisão 1.4S em quantidades inferiores a 5kg por volume de
passageiro, uso pessoal, excluindo munições com projéteis explosivos ou
incendiários. Não se deve embalar em um mesmo volume as quantidades
permitidas a mais de uma pessoa.
International Civil Aviation Organization - IATA
DANGEROUS GOODS REGULATIONS - DGR

Munições (cartuchos para armas), embalados de forma segura (em Div. 1.4S,
UN 0012, ou UN 0014), em quantidade não superior a 5 kg (11 lb) de peso
bruto por pessoa para uso próprio da pessoa, excluindo munição com
projéteis explosivos ou incendiários. Não devem ser combinadas em um ou
mais volumes o permitido para mais de um passageiro.
Permitido dentro Permitida como Permitida A aprovação O piloto em
cabine de bagagem em posse do operador é comando deve
passageiros ou despachada da pessoa necessária ser informado da
como bagagem localização
de mão
NÃO SIM NÃO SIM NÃO
IAC 107 1005 RESERVADA

PORTARIA DAC N o 244/DGAC/R, DE 14 DE JUNHO DE 2005.


Aprova a Instrução de Aviação Civil (IAC) que trata dos Procedimentos Relativos
ao Embarque de Passageiros Armados em Aeronaves Civis no Território Nacional.

3.2 RESPONSABILIDADES
3.2.1 ADMINISTRAÇÃO AEROPORTUÁRIA LOCAL
3.2.1.1 São responsabilidades da Administração Aeroportuária Local
a) coordenar os procedimentos para embarque de passageiros com armas de fogo
em conjunto com as empresas aéreas e o Departamento de Polícia Federal (DPF),
de acordo com o previsto no PSA;
b) supervisionar a implementação dos procedimentos de embarque de passageiros
armados pelas as empresas aéreas, de acordo com o previsto no PSA;
c) disponibilizar, em coordenação com a Policia Federal, um local isolado sem
contato visual com o meio externo e equipada com uma “caixa de areia” para
desmuniciamento da arma de fogo;
d) informar à equipe de inspeção sobre o embarque de passageiro armado; e
e) coordenar com o DPF ou, no seu impedimento ou inexistência naquele
aeroporto, com o Órgão Policial Estadual local a fiscalização das autorizações de
porte de arma.
IAC 107 1005 RESERVADA

3.2 RESPONSABILIDADES

3.2.2 EMPRESA AÉREA

a) implementar os procedimentos para embarque de passageiros com armas


de fogo com a Administração Aeroportuária e o DPF, de acordo com o
previsto no respectivo PSEA; e

b) fiscalizar e supervisionar a implementação dos procedimentos de


embarque de passageiros armados, quando estes estiverem sendo
realizados sob a coordenação de empresas de serviços auxiliares de
transporte aéreo que lhe prestem serviço, de acordo com o previsto no
PSEA.
IAC 107 1005 RESERVADA

4.1.2 PASSAGEIROS COM PORTE DE ARMA POR PRERROGATIVA DE CARGO

4.1.2.1 São considerados, para fins de autorização para embarque em aeronaves, passageiros com porte de
arma por prerrogativa de cargo, os seguintes agentes públicos, observando o contido no PNAVSEC, Lei
10.826/2003 e outras leis não contempladas na listagem abaixo:

a) Oficiais das Forças Armadas;


b) Policiais Federais;
c) Policiais Rodoviários Federais;
d) Oficiais das Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal;
e) Oficiais dos Corpos de Bombeiros Militares dos Estados e do Distrito Federal;
f) Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança
do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;
g) Agentes e Delegados das Policias Civis dos Estados e do Distrito Federal;
h) Integrantes da Carreira de Auditoria da Receita Federal, Auditores-Fiscais e Técnicos da Receita Federal;
i) Magistrados;
j) Promotores de Justiça dos Estados e do Distrito Federal;
k) Procuradores do Ministério Público Federal; e
l) Integrantes das Polícias da Câmara Federal e do Senado Federal.

4.1.2.2 Os integrantes das policias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de suas
funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora da respectiva unidade federativa,
desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo determinado, conforme
estabelecido em normas próprias.
IAC 107 1005 RESERVADA

4.1.2.3 O passageiro, nesta condição, que desejar embarcar em aeronave transportando arma
de fogo deve se apresentar para o despacho, no mínimo, 2 (duas) horas antes do horário do
vôo e comunicar à empresa aérea que está de posse de arma de fogo.

4.1.2.4 Caso o passageiro se apresente para despacho com antecedência inferior à exigida no
item 4.1.2.3, seu embarque apenas será autorizado se o tempo restante para a realização dos
procedimentos descritos nesta IAC não interferir no horário do vôo.

4.1.2.5 Deve ser preenchido pelo representante da empresa aérea o Anexo 2 desta IAC, em 2
(duas) vias, sendo uma para o Comandante da aeronave e outra para registro da empresa
aérea.

4.1.2.6 O funcionário responsável pelo atendimento deve solicitar ao passageiro o documento


legal de identidade, de acordo com o estabelecido na IAC 107-1002, e a autorização para
portar arma de fogo (de pequeno porte) por razão de ofício.

4.1.2.7 O passageiro deve ser conduzido por um funcionário da empresa ao setor do


Departamento de Polícia Federal de plantão no aeroporto, ou, na sua ausência, do outro órgão
de segurança pública constante do PSA, para que seja realizada a verificação da documentação
da arma e da autorização de porte de arma, antes de realizar o despacho de passageiro
(“check-in”).
IAC 107 1005 RESERVADA

4.1.2.8 O funcionário da empresa não deve, em nenhum momento, manusear a arma. O


processo de desmuniciamento deve ser realizado de acordo com orientações do DPF, ou, na
sua ausência, do outro órgão de segurança pública presente.

4.1.2.9 O desmuniciamento deve ser realizado em local apropriado, conforme previsto nesta
IAC. 4.1.2.10 No setor do DPF, o passageiro deverá apresentar todos os documentos e prestar
todas as informações necessárias para que o agente de polícia federal possa preencher o
Anexo 1 ou, na sua ausência, o representante do órgão de segurança pública existente no
aeroporto. O Anexo 1 deverá ser preenchido em 2 (duas) vias, ficando uma no setor do DPF e
a outra com o passageiro.

4.1.2.11 Após a verificação da documentação pelo órgão de segurança pública e a liberação do


passageiro, a empresa aérea deve terminar a realização do despacho do passageiro
(“checkin”), entregando-lhe um cartão de embarque com um indicativo discreto que lhe
autorize o acesso à área restrita e à aeronave armado.

4.1.2.12 O indicativo descrito no item anterior deve ser estabelecido em comum acordo com a
administração aeroportuária, a fim de facilitar o reconhecimento do passageiro pela a equipe
de inspeção.
IAC 107 1005 RESERVADA

4.1.2.13 No caso de transferência de passageiro armado de uma aeronave para outra, é dever
da empresa aérea notificar a tripulação da outra aeronave sobre a presença do passageiro
armado, incluindo as demais informações do procedimento padrão.

4.1.2.14 Os procedimentos específicos estabelecidos pelo DPF devem ser observados


complementarmente a esta IAC.
IAC 107 1005 RESERVADA

5 PROCEDIMENTOS PARA TRANSPORTE DE PASSAGEIRO SOB CUSTODIA A BORDO


DE AERONAVE EM VÔO NO TERRITÓRIO NACIONAL

5.1 O transporte aéreo de passageiro sob condições judiciais e escoltado deve ser coordenado,
com antecedência, entre o órgão policial responsável, a administração aeroportuária e a
empresa aérea, visando a:
- estabelecer medidas especiais de segurança;
- embarcar e desembarcar discretamente e dentro das necessidades policiais; e
- estabelecer a conduta a bordo da aeronave.

5.2 Nos casos de policiais portando arma de fogo municiada em escolta de preso, a bordo de
aeronave, o fato deverá ser levado ao conhecimento da Autoridade Policial Federal no
Aeroporto, para adotar as medidas cabíveis, levando em consideração a especialidade da
missão e a periculosidade do conduzido.

5.3 A Administração Aeroportuária, em coordenação com a empresa aérea e o Departamento


de Polícia Federal devem providenciar um esquema discreto para o acesso do preso à
aeronave, evitando alarde e transtornos para os outros passageiros, de acordo com o previsto
no PSA e PSEA.
IAC 107 1005 RESERVADA

5.4 A escolta deve identificar-se adequadamente ao pessoal de segurança, aos agentes de


proteção da aviação civil, aos policiais federais em serviço e, na ausência destes, ao Órgão de
Segurança Pública Estadual existente no aeroporto, conforme estabelecido no PSA, além dos
tripulantes de cabine, solicitando-lhes que sua presença e seus assentos sejam informados ao
comandante da aeronave.

5.5 O preso sob custódia, transportado em vôos de passageiros, deve ser o único nessas
condições num determinado vôo e ser acompanhado, por, no mínimo, 02 (dois) policiais, com
apresentação de documento formal para o transporte.

5.6 A autoridade policial responsável pela escolta deve informar ao DPF, empresa aérea e
administração do aeroporto com antecedência de, pelo menos, 48 horas e, quando se tratar
de uma emergência, assim que possível, o transporte de passageiro sob custódia, o vôo em
que tiver sido feita a reserva e se a pessoa escoltada é considerada perigosa ou não.

5.7 O responsável pela escolta deve assegurar à empresa aérea que a pessoa sob custódia não
porta material proibido, de acordo com o estabelecido na IAC 107-1004.
IAC 107 1005 RESERVADA

5.8 A periculosidade da pessoa sob custódia deve ser considerada pela autoridade policial para
transportá-lo em vôos de passageiros, uma vez que a empresa aérea poderá negar seu
embarque, pela potencial ameaça que ela representa à segurança do vôo e a dos demais
passageiros.

5.9 A escolta deve possuir equipamentos de contenção a serem usados, se necessários. Sob
condições normais, a pessoa sob custódia não deve ser algemada a nenhuma parte da
aeronave, incluindo assentos e mesas.

5.10 A escolta não pode carregar cassetete, gás lacrimogêneo ou outro gás similar
incapacitante, a bordo da aeronave.
IAC 107 1005 RESERVADA
IAC 107 1005 RESERVADA

Continuação do formulário ANEXO 1


IAC 107 1005 RESERVADA
PROCEDIMENTOS DA COORDENAÇÃO DE VOOS PARA
ATENDIMENTO DE MISSÕES AÉREAS COM PREVISIBILIDADE DE
EMBARQUE DE ARMA DE FOGO

1º O funcionário responsável pelo atendimento deve solicitar ao CLIENTE, cópia


do documento legal de identidade dos passageiros, de acordo com o
estabelecido na IAC 107-1002, e as autorizações para portar arma de fogo (de
pequeno porte) por razão de ofício emitida pela Polícia Federal ou Órgão de
Segurança Pública responsável.

2º Deve ser preenchido pelo representante da empresa aérea o Anexo 2 da IAC


107-1005 RES, em 2 (duas) vias, sendo uma para o Comandante da aeronave e
outra para registro da empresa aérea.

3º Orientar ao cliente para no ato da recepção para embarque, identificar-se


ao tripulante de forma discreta.
Procedimento externo do portador de arma de fogo

http://www.pf.gov.br/servicos/armas/guia-de-transito-de-arma-de-fogo/
Procedimento externo do
portador de arma de fogo

Formulário de requerimento SINARM


CASOS DE SEQUESTROS AÉREOS

Sequestro do voo 375 foi uma ação de sequestro ocorrida no voo 375
da VASP em 29 de setembro de 1988 .

D. B. Cooper é o epíteto popularmente usado para se referir a um homem não


identificado que sequestrou um Boeing 727 da Northwest Airlines no espaço
aéreo entre Portland, Oregon, e Seattle, Washington, no dia 24 de
novembro de 1971 e extorquiu uma quantia de duzentos mil dólares em
resgate, pulando de paraquedas para um destino incerto.

Um grupo de cinco oficiais da Aeronáutica articulou o sequestro de um avião


comercial com 40 passageiros para auxiliar no que ficou conhecido como
"Revolta Veloso", um movimento de insubordinação comandado pelo major
Haroldo Coimbra Veloso, a intenção era montar uma resistência ao governo do
presidente Juscelino Kubitschek, conforme conta o livro do historiador
Claudemiro Souza Luz , quando o major Eder Teixeira Pinto rendeu os pilotos e
sequestrou o avião quadrimotor Constellation, da empresa Paner do Brasil.
Fontes:

LEI Nº 7.565, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1986.


LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003.
DECRETO Nº 5.123, DE 1º DE JULHO DE 2004.
PORTARIA DAC N o 244/DGAC/R, DE 14 DE JUNHO DE 2005.
RESOLUÇÃO Nº 25, DE 25 DE ABRIL DE 2008.
Resolução nº 129, de 8 de dezembro de 2009.
DECRETO Nº 7.168, DE 5 DE MAIO DE 2010.
RESOLUÇÃO Nº 207, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011.
Resolução nº 254, de 6 de novembro de 2012.
http://www.iata.org/publications/dgr/Pages/manuals.aspx
http://www.pf.gov.br/servicos/armas/guia-de-transito-de-arma-de-fogo/
Créditos, dúvidas e sugestões:

O compartilhamento e ampla divulgação do Boletim Informativo - SEGURANÇA DA AVIAÇÃO CIVIL CONTRA ATOS DE INTERFERÊNCIA ILÍCITA
- TRANSPORTE DE ARMA DE FOGO E MUNIÇÃO, com respaldo na legislação Das Obras Protegidas no Art. 7 § 3º, Art. 8 e Art. 46 :

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou
intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:
XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova;
§ 3º No domínio das ciências, a proteção recairá sobre a forma literária ou artística, não abrangendo o seu conteúdo científico ou técnico, sem
prejuízo dos direitos que protegem os demais campos da propriedade imaterial.

Art. 8º Não são objeto de proteção como direitos autorais de que trata esta Lei:

I - as idéias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais;

IV - os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais;
Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor,
se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;

É com satisfação que compartilhamos informações que venham a contribuir a segurança das pessoas no âmbito aeronáutico.

Assim autorizo o compartilhamento e a ampla divulgação, deste informativo com a menção do nome do autor, "sem quaisquer
modificações​", até o momento em que outras normas venham a desatualiza-lo.

Cordialmente,

Wagner Gautério de Lima


Diretor de Segurança Operacional
sgsolima@gmail.com
Fone: 99 991111503

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