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Física

SUMÁRIO

CONTEÚDO PÁG.

UNIDADE I – MECÂNICA ........................................................................... 04


1 – GRANDEZAS VETORIAIS – NOÇÕES ................................................ 04
1.1. VETORES ............................................................................................ 04
1.2. OPERAÇÕES COM VETORES ........................................................... 05
1.2.1. Adição de vetores .............................................................................. 05
1.1.2. Subtração de vetores ........................................................................ 06
2 – ESTÁTICA ............................................................................................. 07
2.1. EQUILÍBRIO DE UM PONTO MATERIAL ............................................ 07
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 08
2.2. EQUILÍBRIO DOS CORPOS EXTENSOS ........................................... 10
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 11

UNIDADE II – TERMOLOGIA ..................................................................... 13


1 – TEMPERATURA E DILATAÇÃO TÉRMICA ......................................... 13
1.1. TEMPERATURA ................................................................................... 13
1.2. ESCALAS TERMOMÉTRICAS USUAIS .............................................. 13
1.3. TIPOS DE TERMÔMETROS ............................................................... 14
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 15
1.4. DILATAÇÃO DOS CORPOS ................................................................ 16
1.5. DILATAÇÃO LINEAR ........................................................................... 16
1.6. DILATAÇÃO SUPERFICIAL ................................................................ 17
1.7. DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA .............................................................. 18
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 18

UNIDADE III – ÓPTICA GEOMÉTRICA ...................................................... 19


1. COMPORTAMENTO DA LUZ ................................................................. 19
1.1. FONTES DE LUZ ................................................................................. 19
1.2. MEIOS OPTICOS ................................................................................. 19
1.3. FENÔMENOS LUMINOSOS ................................................................ 19
1.4. PRINCÍPIOS DA ÓPTICA GEOMÉTRICA ........................................... 20
2. REFLEXÃO DA LUZ ............................................................................... 21
2.1. LEIS DA REFLEXÃO ........................................................................... 21
2.2. ESPELHOS PLANOS .......................................................................... 21
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 23
2.3. ESPELHOS ESFÉRICOS .................................................................... 24
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 26
3. REFRAÇÃO DA LUZ ............................................................................... 27
3.1. LEIS DA REFRAÇÃO ........................................................................... 27
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 28
3.2. DIOPTRO PLANO ................................................................................ 29
3.3. LENTES ESFÉRICAS .......................................................................... 29
EXERCÍCIOS .............................................................................................. 30

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UNIDADE I - MECÂNICA

1 - GRANDEZAS VETORIAIS - NOÇÕES

1.1. VETORES

Grandezas como volume, tempo, massa, temperatura ficam


perfeitamente definidas por um número e respectiva unidade de medida. Mas
há casos em que necessitamos de mais elementos, por exemplo: você se
encontra num cruzamento, como o ilustrado na figura. Qual a direção a tomar?
- Norte - Sul? ou
- Leste - Oeste? N
Qual o sentido a tomar?
- para o Norte ou para o Sul?
- para o Oeste ou para o Leste?
O L

Grandezas escalares são aquelas que ficam perfeitamente definidas


quando se conhecem o número e a unidade medida.
Grandezas vetoriais são aquelas que, além do número e da unidade de
medida, necessitam de direção e sentido para a perfeita caracterização.
Para se representar as grandezas vetoriais tomamos um segmento
orientado de modo que:
a) o comprimento do segmento representa a quantidade denominada
intensidade ou módulo.
b) a reta que contém o segmento indica a direção.
c) e a orientação do segmento indica o sentido.

Esse segmento denomina-se vetor, ou seja, vetor é o número associado


à direção e sentido, que representa geometricamente a grandeza vetorial.

v: lê-se vetor v
- intensidade ou módulo: 5 unidades
- direção: horizontal
- sentido: da esquerda para direita

F: vetor F
- intensidade ou módulo: 3 unidades
- direção: vertical
- sentido: de baixo para cima

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Quando se deseja apenas a intensidade ou módulo do vetor representamos da


seguinte forma:

| F | = F = intensidade ou módulo do F

Vetores equipolentes ou iguais são vetores que têm a mesma


intensidade, a mesma direção e o mesmo sentido.

Vetores opostos são vetores que têm a mesma intensidade, a mesma


direção, porém sentidos opostos (contrários).

1.2. OPERAÇÕES COM VETORES

1.2.1. Adição de vetores

Vetor soma ou resultante de um sistema de vetores é o vetor único que


faz o mesmo efeito dos vetores que compõem o sistema.
A determinação da resultante de vetores faz-se através da regra do
paralelogramo ou da regra do polígono, sendo esta utilizada, principalmente,
para o sistema de mais de dois vetores.

a) Regra do paralelogramo

Dados dos vetores com origem em O, traçam-se paralelas formando um


paralelogramo, como ilustra a figura.

v2 v Dados v1 e v2
v1 + v2 = v

v1 componentes resultante ou vetor


soma

Os vetores que compõem o sistema são denominados vetores


componentes, e a resultante é o v, diagonal do paralelogramo com origem O e
extremidade E.

b)Regra do polígono

Dados vários vetores: v1, v2, v3, v4, ..., para se determinar a sua
resultante procede-se da seguinte forma:

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v2 v4
v1
v3 v5

v2 v3 Tornando-se sucessivamente consecutivos os


v4 vetores dados, forma-se uma linha poligonal; a
v1 v5 resultante é o vetor de origem na origem do primeiro
v e extremidade do último
v1 + v2 + v3 + v4 + v5 = v

Projeção de um vetor numa dada direção

Dado o vetor v, se desejamos as projeções sobre o eixos x e y, temos;

vy v v vy
α α
vx x vx

vy = v . senα
vx = v . cosα

1.2.2. Subtração de vetores

A diferença de vetores é determinada pela regra da adição de vetores,


pois:
v1 - v2 = v1 + (-v2)

Basta adicionar ao primeiro (v1) o vetor oposto do segundo (v2)

v1
v2 v -v2
v2 ∆v
v1 v1

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2- ESTÁTICA

Estática é parte da mecânica que estuda o equilíbrio dos corpos.


Vamos analisá-la em duas etapas:
a) Equilíbrio de um ponto material
b) Equilíbrio dos corpos extensos

2.1. EQUILÍBRIO DE UM PONTO MATERIAL

Para que um ponto material permaneça em equilíbrio, basta que a soma


vetorial das forças agentes seja nula, isto é, a força resultante, sobre o ponto, é
igual a zero.

FR = ∑ Fi = 0

Suponhamos um ponto material P sobre o qual agem forças F1, F2 e F3 e


que o mesmo se encontra em equilíbrio.
Método da linha poligonal: A linha poligonal das forças será fechada,
pois a força resultante é nula.

F3 F2 F3
P F1

F2
F1
F1 + F2 + F3 = FR = 0

Método das projeções: como a força resultante FR = 0, nas direções x e y as


resultantes das componentes nessas direções são nulas: FRx = 0 e FRy = 0

F2

F3 F2y
F3y
F2x

F3x F1x x

F1y
F1

No exemplo acima, aplicando o método das projeções temos:

Equilíbrio ⇒ FR = 0, FRx = 0
FRx = 0

FRx = F1x + F2x + F3x = 0

FRy = F1y + F2y + F3y = 0


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Supondo que:
F1x = 1; F2x = 5; F3x = -6 e
F1y = 2; F2y = 3; F3y = -5

Como em cada equação os vetores têm a mesma direção e ao sentido


podem-se atribuir sinais, resulta:

FRx = 1 + 5 + (-6) = 0
FRy = 2 + 3 + (-5) = 0

EXERCÍCIOS

1) Um corpo de peso 200 N é sustentado por fios inextensíveis e de massa


desprezível, como mostra a figura. Determine as trações dos fios.

30o

2) Um corpo de peso 400 N encontra-se em equilíbrio sobre um plano inclinado


de θ em relação à horizontal. Dados: senθ = 0,6 e cosθ = 0,8, determine:
a) a intensidade da força de atrito entre o corpo e a superfície que equilibra o
mesmo.
b) a intensidade da reação normal sobre o corpo.

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3) Um corpo de peso 200 N encontra-se em equilíbrio, como mostra a figura.


Os fios são inextensíveis e de massa desprezível. Determine:
a) a intensidade da força de tração T1.
b) a intensidade da força T2.

60o 30o

T2 T1

4) Um bloco de massa 20 kg repousa sobre a superfície de um plano, inclinado


de 30o relativamente à horizontal. Supondo atrito desprezível entre as
superfícies, determine:
a) a massa do bloco B.
b) a intensidade da força de reação normal sobre o bloco A, se a aceleração da
gravidade é g = 10 m/s2.

B
30o

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2.2. EQUILÍBRIO DOS CORPOS EXTENSOS

Suponhamos uma barra AB, homogênea, de peso P, apoiada no ponto


C e em equilíbrio

R2 F1

A B
C

P
F2

Sendo a barra homogênea, podemos supor todo seu peso no ponto


médio M. As forças agentes na barra AB são: F1, P, e R2, que é a força de
reação da força F2 sobre o ponto de apoio C.

Estando a barra em equilíbrio, F1 + R2 + P = 0, o que evita translação da


barra, mas o mesmo pode entrar em rotação.

Momento de uma força (ou torque) é o produto da intensidade da força


pelo seu braço relativamente a um ponto O considerado
- O ponto O considerado denomina-se pólo.
- O braço (d) é a distância do pólo à direção da força
- MO é a representação do momento da força relativamente ao pólo O .

Como as forças tendem a girar o corpo no sentido horário e anti-horário,


relativamente ao pólo, introduzimos sinais (+) e (-) para o sentido de rotação.
No caso da barra AB acima, considerando o pólo C (apoio), resulta:

MC = F1 . 6u – momento da força F1 relativamente ao pólo C.


MC = -P . 2u – momento da força peso P relativamente ao pólo C.

Para que não haja rotação a condição é: soma dos momentos ou das
forças relativamente a qualquer pólo igual a zero.

Voltando ao exemplo inicial, podemos determinar as intensidades do F1


e R2 aplicando a condição acima:

a) F1 + R2 + P = 0 ou F1 + R2 + (-P) = 0 ou F1 + R2 = P

b) MC = F1 . 6u F1 . 6u + (-P . 2u) = 0
M’C = -P . 2u ou 6F1 = 2P

F1 = P/3

Da condição (a), substituindo o valor de F1 resulta:

P/3 + R2 = P ou R2 = 2P/3 ou R2 = 2/3.P

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Binário é o sistema de duas forças de mesma intensidade, mesma


direção e sentidos opostos, e de distância d denominada braço do binário.
O momento do binário independe do pólo e é:

M=F.d

EXERCÍCIOS

1) Uma barra homogênea de peso 200 N está articulada a uma parede no


ponto O, como mostra a figura. Na outra extremidade da barra colocamos um
peso de 50 N e queremos equilibrá-lo com a força F. O comprimento da barra
OC é de 4 m e a distância OB é igual a 2,5 m. Determine:
a) a intensidade do F F
b) a força sobre a barra na articulação O. A
C
O
B

P
´

2) Uma barra homogênea AB pesando 150 N encontra-se em equilíbrio,


apoiada sobre A e C, cuja distância mede AC = 3/4AB. Determine as
intensidades das forças de reação RA e RC, respectivamente nos pontos A e C,
sobre a barra.

C
A B

3) Uma barra homogênea e rígida AB, de peso 200 N, permanece em equilíbrio


como indica a figura. Se o peso do corpo A é 500 N, determine:
a) o peso do corpo B.
b) a força de reação no apoio R.

0 1 2 3 4 5 6
A B

A B
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4) O esquema abaixo mostra uma barra rígida e homogênea de peso 50 N e


comprimento L = 80 cm. Se o sistema se encontra em equilíbrio, qual o valor de
x?

250 N 800 N

5) Dois garotos A e B carregam um balde de 300 N, conforme indica a figura.


Se o garoto A suporta uma carga 2 vezes maior que o garoto B, qual é a
posição x do balde?

x 90 cm

Balde

Garoto A Garoto B

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UNIDADE II - TERMOLOGIA

1 – TEMPERATURA E DILATAÇÃO TÉRMICA

1.1. TEMPERATURA

Através do tato somos capazes de dizer se um corpo está frio, morno ou


quente: são as nossas sensações térmicas. Para se caracterizar o estado
térmico das substâncias introduzimos nova grandeza denominada temperatura.
Temperatura é a medida do grau de agitação térmica, isto é, uma função
da energia cinética média das partículas constituintes da substância.
Certas grandezas variam com a temperatura: comprimento, área e
volume de uma substância, pressão de um gás, resistência elétrica de um
condutor, etc. Essas grandezas são denominadas grandezas termométrias e
podem avaliar a temperatura.
As substâncias que utilizamos para avaliar a temperatura são chamadas
substâncias termométricas.
No caso do termômetro clínico, aquele utilizado para medir a febre, a
substância termométrica é o mercúrio e grandeza termométrica é o volume.

1.2. ESCALAS TERMOMÉTRICAS USUAIS

Para se associar a cada volume da substância termométrica uma


temperatura fixamos dois estados térmicos, denominados pontos fixos, fáceis
de serem reproduzidos.
Ao pontos fixos usuais são:

1o ponto fixo – temperatura do gelo fundente, sob pressão normal (1 atm)


2o ponto fixo – temperatura da água em ebulição à pressão normal.

No século XVIII, o cientista sueco Anders Celsius estabeleceu o valor


zero para o 1o ponto fixo e o valor 100 para o 2o ponto fixo. O cientista alemão
Daniel Fahrenheit havia estabelecido os valores 32 e 212, respectivamente,
para o 1o e o 2o pontos fixos.
No século passado, Lord Kelvin estabeleceu a escala absoluta, ou
Kelvin, baseado no fato de existir um estado térmico em que cessa a agitação
térmica das partículas, temperatura essa denominada zero absoluto,
praticamente igual a –273oC. Nessa nova escala, os correspondentes valores
do 1o e 2o pontos fixos são, respectivamente, 273 e 373.
Assim, temos as 3 escalas usuais: a Celsius, a Fahrenheit e a absoluta
ou Kelvin.

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2o ponto fixo 100oC 212oF 373K

Y C F K

1o ponto fixo 0oC 32oF 273K

A correspondência entre as escalas acima permite escrever a equação


de conversão de escalas.

C = F – 32 = K – 273
5 9 5

A conversão mais importante é a da escala Celsius para a Kelvin e vice-


versa, pois a Kelvin pertence ao SI e é escala científica, enquanto a Celsius é
empregada no Brasil e em muitos outros países.

C = K – 273 ou K = C+ 273

1.3. TIPOS DE TERMÔMETROS

O mercúrio é a substância termométrica mais empregada nos


termômetros por apresentar as seguintes propriedades:

a) dilatação homogênea (boa condutividade térmica)


b) dilatação apreciável (aproximadamente 7 vezes maior que a do vidro);
c) intervalo de utilização entre –39oC (ponto de fusão) e 357oC (ponto de
ebulição);
d) rápido equilíbrio térmico (pequeno calor específico)

Para medir temperaturas muito elevadas usamos o pirômetro optico, que


se baseia na cor da substância aquecida.
Termômetros de gás são aqueles que usam o gás a volume constante,
sendo a grandeza termométrica a pressão do gás.

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EXERCÍCIOS

1) Um termômetro mal calibrado na escala Celsius registra 10oC para o 1o


ponto fixo e 90oC para o 2o ponto fixo. Às 10 horas, esse termômetro registra
30oC à temperatura ambiente. Qual a verdadeira temperatura ambiente
naquele instante?

2) Uma variação de temperatura de 30oC corresponde a que variação de


temperaturas:
a) na escala F? b) na escala absoluta (Kelvin)?

3) Um termômetro graduado na escala Fahrenheit registra 68oF. Determine a


temperatura correspondente nas escalas Celsius e Kelvin.

4) Uma menina chamada Aline vai para o Chile e lhe informam que, nesse
país, em janeiro, a temperatura média é de 64,4oF. Qual é o valor
correspondente nas escalas centígrada e Kelvin?

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1.4. DILATAÇÃO DOS CORPOS

As dimensões de um corpo, ou seja, comprimento, área e volume,


variam com a mudança de temperatura.
De um modo geral, os sólidos e líquidos se dilatam com o aumento da
temperatura e se contraem com a diminuição da mesma.
Os átomos que constituem o corpo vibram numa certa posição de
equilíbrio, ocupando um determinado espaço. A dilatação ocorre porque, com o
aumento de temperatura, os átomos vibram mais intensamente, ocupando
espaço maior, o que acarreta afastamento entre eles.

1.5. DILATAÇÃO LINEAR

Suponhamos uma barra metálica de comprimento incial L0 à temperatura


t0, e L seu comprimento à temperatura t (t > t0).
Analisando apenas o comprimento da barra, isto é, a dilatação linear,
temos a figura abaixo onde:

L0 ∆L

L0 = comprimento inicial
L = comprimento final
∆L = L – L0 = variação do comprimento
t0 = temperatura inicial
t = temperatura final
∆t = t – t0 = variação de temperatura

Define-se como coeficiente de dilatação linear α de uma dada


substância a variação que sofre a mesma, no seu comprimento, por unidade de
comprimento e por unidade de variação da temperatura.

α = ∆L
L0 . ∆t

Observe que a unidade de medida do coeficiente de dilatação é:


1 , isto é, (unidade de medida da
temperatura)-1,
unidade de medida da temperatura
normalmente expressa em 1 = oC-1
o
C

Da definição acima, decorre que:

L = L0 (1 + α . ∆t)

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Alguns valores do coeficiente de dilatação linear de substâncias, no


estado sólido, estão no quadro abaixo:

Substância Coeficiente de dilatação linear α (oC-1)


Alumínio 23 x 10-6
Chumbo 29 x 10-6
Cobre 17 x 10-6
Gelo 51 x 10-6
Ouro 15 x 10-6
Prata 19 x 10-6
Tungstênio 4 x 10-6
Vidro comum 9 x 10-6
Vidro Pirex 3,2 x 10-6

1.6. DILATAÇÃO SUPERFICIAL

Consideremos, agora, a variação sofrida pela área de um corpo com a


variação de temperatura.
A
A0

t > t0

t0 t

A0 = área inicial
A = área final
∆A = A – A0 = variação da área
∆t = t – t0 = variação da temperatura

Define-se como coeficiente de dilatação superficial β de uma dada


substância a variação sofrida pela área da mesma, por unidade de área e por
unidade de variação da temperatura.

β = ∆A
A0 . ∆t

Da definição decorre:

A = A0 (1 + β . ∆t)

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1.7. DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA

Analogicamente aos resultados anteriores, define-se coeficiente de


dilatação volumétrica γ como sendo a variação de volume de uma dada
substância, por unidade de volume e por unidade de variação da temperatura.

γ = ∆V onde: ∆V = V – V0 = variação de volume


V0 . ∆t ∆t = t – t0 = variação de temperatura

Existe uma relação entre os coeficientes de dilatação; para uma mesma


substância:

β = 2.α e γ = 3.α

EXERCÍCIOS

1) Uma barra de alumínio de comprimento 10 m a 20oC foi aquecida até atingir


a temperatura de 120oC. sabendo-se que o coeficiente de dilatação linear do
alumínio é 23 x 10-6 C-1, qual o comprimento da barra a essa temperatura?

2) Uma chapa de cobre retangular tem comprimento igual a 100 cm largura


igual a 40 cm, à temperatura de 20oC. quando a temperatura da chapa atinge
220oC, determine a variação:
a) no comprimento e na largura da chapa b) na área da chapa

3) Uma barra de metal tem comprimento original L0 = 200 cm e comprimento L


= 200,46 quando a temperatura sofre acréscimo de 100oC. Identifique o metal
através da tabela de coeficiente de dilatação linear apresentada anteriormente.

4) Uma ponte de aço apresenta comprimento de 1 km quando a 20oC. Está


localizada em uma cidade cujo clima provoca uma variação de sua temperatura
entre 10oC na época mais fria, e 55oC na época mais quente. Qual será a
variação no comprimento da ponte, para estes extremos de temperatura?
Dado: αaço = 11 x 10-6 oC-1.

5) Um pino cilíndrico de aço deve ser colocado numa placa, de orifício 198 cm2,
de mesmo material. A 0oC, a área da secção transversal do pino é 200 cm2. A
que temperatura devemos aquecer a placa com orifício, para podermos colocar
o pino sem forçá-lo, sabend-se que o coeficiente de dilatação linear do aço é
12 x 10-6 oC-1

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UNIDADE III – ÓPTICA GEOMÉTRICA

1 – COMPORTAMENTO DA LUZ

1.1. FONTES DE LUZ

Todo corpo que emite luz é considerado uma fonte de luz. Há dois tipos
de fontes de luz:
a) Fontes primárias ou corpos luminosos – são aqueles que emitem luz
própra: sol, ferro incandescente, lâmpada acesa, etc.
b) Fontes secundárias ou corpos iluminados – são aquelas que emitem
parte da luz que recebem: lua, livro, parede, etc.

O Sol é uma fonte primária cuja luz emitida, denominada luz branca,
pode ser decomposta nas sete cores do arco-íris: vermelho, alaranjado,
amarelo, verde, azul, anil e violeta.

Sendo a luz branca a composição das sete cores do arco-íris, é


denominada policromática, e cada uma das cores luz monocromática.

O conhecido disco de Newton, dividido em sete faixas, cada uma com


uma das cores do arco-íris, tem a finalidade de comprovar que a luz branca é
composição dessas sete cores. Girando o disco com certa velocidade, as cores
observadas se misturam e vemos o mesmo branco.

1.2. MEIOS OPTICOS

Relativamente à luz, os meios ópticos podem ser: transparentes,


translúcidos e opacos.
Meio transparente – é aquele no interior do qual a luz se propaga,
permitindo a visualização nítida dos objetos (ar, vidro, água, etc.)
Meio translúcido – é aquele no interior do qual a luz se propaga, porém
não permite a visualização nítida dos objetos (vidro fosco, papel vegetal, etc.)
Meio opaco – é aquele no interior do qual a luz não se propaga
(madeira, folha de zinco, seu livro, etc.)

1.3. FENÔMENOS LUMINOSOS

Quando a luz atinge uma superfície, podem ocorrer quatro fenômenos


importantes:
a) Reflexão – quando a luz chega a uma superfície e volta de modo
regular.
b) Refração – quando a luz chega a uma superfície que separa dois
meios transparentes e passa para o outro meio.
c) Difusão – quando a luz chega à superfície e parte dela volta de modo
irregular.
d) Absorção – quando a luz chega à superfície e é absorvida pela
mesma.

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Fenômeno Característica Exemplo


Esquema da superfície
Reflexão Espelho
Metálica e
polida

Refração De separação Placa de vidro


de dois meios no ar
transparentes e
diferentes 1 e 2

Difusão Não polida e Esta folha


não negra

Absorção Negra Corpo negro

1.4. PRINCÍPIOS DA OPTICA GEOMÉTRICA

O estudo da óptica geométrica baseia-se nos seguintes princípios:


a) Princípio da propagação retilínea da luz
Nos meios homogêneos e transparente, a luz se propaga em linha reta.

b) Princípio da independência dos raios de luz


Os raios de luz são independentes uns em relação aos outros. Isto
significa que, ao se cruzarem, cada um dos raios luminosos segue o seu
caminha, normalmente, como se nada tivesse ocorrido.

c) Princípio da reversibilidade ou do caminho inverso


A forma de um raio luminoso independe do seu sentido de propagação.

Fonte Observador Observador Fonte

d) Princípios da reflexão e refração – estes serão estudados nos próximos


capítulos

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2 – REFLEXÃO DA LUZ

2.1. LEIS DA REFLEXÃO

Quando a luz chega a uma superfície e volta ao mesmo meio, o


fenômeno é o de reflexão ou difusão da luz. Este fenômeno ocorre em
superfícies polidas e regular.

Por outro lado, se a superfície não é polida, isto é, rugosa e irregular, o


fenômeno é o da difusão, também denominada reflexão difusa.

Analisaremos neste capítulo apenas a reflexão em superfícies polidas e


regular que ocorre nos espelhos. Seja S uma superfície refletora onde a
reflexão é regular (especular).

I = raio incidente
I N R R = raio refletido
N = reta normal à
superfície S
P = ponto de incidência
i r i = ângulo de incidência
r = ângulo de reflexão

P S

1a lei da reflexão – o raio incidente I, a reta normal N e o raio refletido R são


coplanares
2a lei da reflexão – o ângulo i de incidência é igual ao ângulo r de reflexão

2.2. ESPELHOS PLANOS

Um espelho é dito plano se a sua face refletora é plana.


Determinemos a imagem conjugada A` de um ponto-objeto A por um
espelho plano: tomemos dois raios incidentes I1 e I2 com ângulos de incidência
respectivamente iguais a i1 e i2, com i1 = 0.

A N2 R1 N2

I2
R2
I1 i2 r2
Face refletora

P1 P2 P1 P2

A`
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De acordo com a 1a lei da reflexão: I1, R1, N1 e I2, R2, N2 pertencem ao


mesmo plano, isto é, podemos desenhar no plano da folha.

De acordo com a 2a lei da reflexão: i1 = r1 = 0 e i2 = r2.

O ponto A, no caso, é ponto-objeto real (POR), pois é o vértice do pincel


incidente e cônico divergente; A` é ponto-imagem virtual (PIV), pois é o vértice
do pincel refletido (emergente) do sistema óptico e cônico divergente.

a) TRANSLAÇÃO DE UM ESPELHO PLANO

Deslocando-se um espelho plano, na direção normal ao plano do


mesmo, de uma distância x, a imagem conjugada, por esse espelho, sofre
deslocamento de 2x.

Considerando que as distâncias do ponto-objeto à superfície refletora


(espelho) e da superfície refletora até a imagem são iguais (simetria - uma das
propriedades dos espelhos planos), teremos:
- Antes do deslocamento: d + d = 2d
- Após o deslocamento : (d + x) + (d + x) = 2d + 2x

Isto é, se o espelho sofre deslocamento, na direção normal ao seu


plano, de x em relação ao ponto-objeto, sua imagem sofre deslocamento 2x
relativamente a este ponto.

b) ROTAÇÃO DE UM ESPELHO PLANO

Se um espelho plano gira de um ângulo α em torno de um eixo


pertencente ao seu plano, o raio refletido correspondente gira de um ângulo
igual a 2α.

c) ESPELHOS PLANOS ANGULARES

Suponhamos dois espelhos planos com faces refletoras voltadas entre


si. Um raio de luz após refletir num dos espelhos, poderá incidir no outro,
sofrendo nova reflexão, isto é, a imagem formada num dos espelhos comporta-
se como objeto relativamente ao outro, ocorrendo formação de múltiplas
imagens.

I1 E2
I2
P

I3 α

O E1

I1
I3
I2
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Física

O conjunto de imagens formadas de um ponto-objeto P fica situado


sobre uma circunferência de centro O e raio OP.

A formação de imagens múltiplas cessa quando a imagem se localiza no


ângulo morto, ou seja, região formada pelo prolongamento dos espelhos,
partindo do ponto O até tocar a circunferência.

A quantidade de imagens n formadas por espelhos planos angulares,


medindo o ângulo α em graus, divisor de 360o, pode ser determinada pela
expressão.

n = 360 - 1
α

Esta expressão é válida para objetos situados no plano bissetor entre os


dois espelhos e, por extensão, para objetos fora desse plano, entre os dois
espelhos se 360o/α for número par.

EXERCÍCIOS

1) Um observador aproxima-se de um espelho plano, perpendicularmente ao


plano do mesmo, com velocidade de 2 m/s. Determine:
a) a velocidade com que a imagem se aproxima do observador.
b) o deslocamento da imagem, relativamente ao espelho, em 2s, e em relação
ao observador no mesmo intervalo de tempo.

2) Dois espelhos planos formam ângulo de 90º entre si. Determine a quantidade
de imagens que será formada.

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23
Física

2.3. ESPELHOS ESFÉRICOS

Espelho esférico é toda superfície refletora com forma de uma calota


esférica.

Espelho esférico côncavo – é aquele cuja superfície refletora é a parte


interna da calota esférica.
Espelho esférico convexo - é aquele cuja superfície refletora é a parte
externa da calota esférica.

Representação esquemática dos espelhos esféricos.

Eixo principal

C V V C

Côncavo Convexo

CONDIÇÃO DE NITIDEZ DE GAUS

As imagens fornecidas pelos espelhos esféricos nem sempre são


nítidas. Para que as imagens sejam nítidas e sem distorções, deve-se
obedecer à condição de nitidez de gaus.

Os raios incidentes sobre o espelho esférico devem ser paralelas


ao eixo principal, ou pouco inclinados em relação ao mesmo, isto é,
ângulo de abertura θ < 10º.

O vértice do pincel refletido ou foco principal (imagem formada) é real


nos espelhos esféricos côncavos e virtual nos espelhos esféricos convexos.

A distância do foco principal ao vértice do espelho esférico denomina-se


distância focal (f) e é igual à metade do raio de curvatura ( R)

C F V V F C

F = foco principal do espelho esférico


FV = f = distância focal
CV = raio de curvatura - R

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Física

Através destas figuras podemos concluir que as principais


características da imagem formada são:
a) espelho esférico côncavo – distância do objeto ao espelho maior do
que o raio de curvatura:
- real
- invertida
- diminuída ou reduzida o
i
C F V

b) espelho esférico côncavo – distância do objeto ao espelho menor


do que a distância focal:
- virtual
- direita i
- ampliada o

C F V

b) espelho esférico côncavo – objeto colocado sobre o foca (distância


focal:
- imagem imprópria

a) espelho esférico convexo:


- virtual
- direita
- reduzida o
i
V F C

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Física

EXERCÍCIOS

1) Determine graficamente as imagens e dê, em cada, as características da


imagem conjugada.

a) b)

C F V C F
V

c) d)

C F V C F
V

e) f)

C F V V F
C

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26
Física

3 – REFRAÇÃO DA LUZ

3.1. LEIS DA REFRAÇÃO

Refração é o fenômeno que ocorre com a luz quando esta passa de um


meio transparente a outro também transparente e consiste na mudança de
velocidade de propagação da luz.

Consideremos dois meios homogêneos e transparente (1) e (2)


separados por uma superfície S. denomina-se dioptro o conjunto de dois meios
transparentes, e superfície dióptrica a superfície de separação dos dois meios
transparentes.

N
I

i
1
S
2
r

Meio 1 e 2 = dioptro
S = superfície dióptrica
I = raio incidente
R = raio refratado
N = reta normal à superfície dióptrica
i = ângulo de incidência
r = ângulo de refração

A velocidade da luz no vácuo é constante e aproximadamente igual a c =


300.000 km/s ou c = 3 x 108 km/s, sendo esta a velocidade máxima da luz.
Assim, a velocidade da luz em qualquer outro meio é menor que no vácuo: v <
c.

A razão entre a velocidade da luz no vácuo ( c) e a velocidade (v), num


dado meio, denomina-se índice de refração absoluto deste meio e
representamos vom a letra n:

n = c/v

O índice de refração n depende do meio e cresce com o aumento da


massa específica de cada meio.

Para o ar consideramos n = 1, pois seu valor é praticamente igual ao do


vácuo.

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Física

Lei de Snell para um dado dioptro:

n = seni
senr

Se a velocidade da luz no meio 1 é v1 e a do meio 2 é v2, temos:

n2 v1
n1 v2

EXERCÍCIOS

1) A velocidade da luz no vácuo é de 300.000 km/s. Determine os índices de


refração absoluta n1, n2 e n3 dos meios 1, 2 e 3, onde a velocidade da luz é
respectivamente igual a: v1 = 250.000 km/s
v2 = 200.000 km/s
v3 = 125.000 km/s

2) A velocidade da luz na água é ¾ da velocidade da luz no vácuo. Determine o


índice de refração da água.

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3.2. DIOPTRO PLANO

Dioptro plano é o conjunto de dois meios transparentes separados por


uma superfície dióptrica plana.

Para determinar a posição da imagem conjugada pelo dioptro plano


deve-se recorrer à equação de conjugação do dioptro plano:

p` n2
p n1

onde: p = distância do objeto à superfície dióptrica


p`= distância da imagem à superfície dióptrica
n1 = índice de refração do meio de onde provém a luz
n2 = índice de refração do meio para o qual o luz se propaga.

Podemos concluir que, se o observador se encontra no meio menos


refringente (menor índice de refração), a imagem de um objeto se aproxima da
superfície dióptrica; caso contrário, ou seja, se o observador se encontra no
meio mais refringente (maior índice de refração), a imagem se afasta da
superfície dioptrica.

Para nós, o peixe na água parece estar acima da posição real (mais
próximo da superfície dióptrica), enquanto que ele, ao nos observar, terá a
impressão de que nós é que estamos acima da posição real (mais afastada da
superfície dióptrica).

3.3. LENTES ESFÉRICAS

Denominamos lentes esféricas o conjunto de três meios transparentes e


diferentes, separados por duas superfícies dióptricas, sendo ao menos uma
delas esférica.

Quanto à forma e disposição das superfícies, as lentes são classificadas


em:

a) lentes de bordas delgadas


b) lentes de bordas espessas

Quanto ao comportamento óptico, as lentes esféricas podem ser:


convergentes ou divergentes.
As lentes de bordas delgadas comportam-se como divergentes e as de
bordas espessas, como divergentes, desde que estejam num meio menos
refringente que o meio que as constitui.

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EXERCÍCIOS

1) Um observador encontra-se na vertical que passa por um peixe, a 6,0 m de


profundidade, numa lagoa de água límpidas. Determine a profundidade
aparente do peixe para esse observador.
Dados: índice de refração absoluto do ar = 1
Índice de refração absoluto da água = ¾

2) Um peixe está a 3 m de profundidade e observa um pássaro que está 10 m


da superfície do lago de água límpidas. Calcule a distância aparente que o
peixe está vendo o pássaro. Utilizar os índices de refração do exercício
anterior.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1) Omote, Noriyasu. Física: 2o grau. 3a edição, Série sinopse, Ed. Moderna,


1982,

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