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EXERCÍCIO DE APRENDIZAGEM

1) Considere a seguinte situação hipotética: Alex agrediu fisicamente seu desafeto Lúcio,
causando-lhe vários ferimentos, e, durante a briga, decidiu matá-lo, efetuando um disparo com
sua arma de fogo, sem, contudo, acertá-lo. Nessa situação hipotética, Alex responderá pelos
crimes de lesão corporal em concurso material com tentativa de homicídio.

Certo ( ) Errado ( ). Apresente a justificativa.

2) O senhor RAPHAEL CORDEIRO DE FARIAS WRIGHT foi denunciado e será submetido ao


Tribunal do Júri pela prática do delito de homicídio qualificado, por impossibilitar a defesa da
vítima, previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV do Código Penal, uma vez que ele ingeriu bebida
alcóolica e dirigiu seu veículo perdendo a direção e matando a vítima que estava parada na
calçada de uma praça.

RAPHAEL recorreu da decisão sustentando que o juiz negou a vigência ao artigo 121, § 2°, inciso
IV, do Código Penal, porquanto considerou válida a incidência da qualificadora do uso de meio
que impossibilitou a defesa da vítima, mesmo reconhecendo a existência de dolo eventual na
conduta.

Alega que, pela sua própria natureza, o dolo eventual é incompatível com a qualificadora em
epígrafe, na medida em que esta exige a atuação específica e finalística do sujeito ativo do delito
no sentido de escolher o meio empregado para a prática da infração penal, de modo que a
impossibilidade de defesa da vítima tenha sido causada por uma conduta consciente do agente,
não bastando o fato de ele estar dirigindo sob a influência de álcool ou acima dos limites de
velocidade.

Argumentou que, no caso, por se tratar de acidente automobilístico em que o motorista perdeu
o controle do veículo de forma involuntária, não seria admissível a tese de que o agente escolheu
um meio para a prática do delito.

Aduziu ainda que o acórdão vergastado contraria a jurisprudência firmada no âmbito do


Supremo Tribunal Federal e desta Corte Superior, que reconhece a incompatibilidade entre o
dolo eventual e a qualificadora em tela. Requer, desse modo, o provimento do recurso especial
para afastar a incidência do artigo 121, § 2°, inciso IV, do Código Penal.

Diante da leitura do texto acima responda:

a) Quais são as qualificadoras do crime de homicídio consideradas pela doutrina e


jurisprudência como objetivas e subjetivas?
b) As qualificadoras do crime de homicídio são compatíveis com o dolo eventual ou
somente com o dolo direto?
Somente com o dolo direto. Há o dolo direto quando o agente tem
a consciência do risco de sua conduta e deseja o resultado
lesivo, tanto como o fim diretamente proposto, quanto como um
dos meios para obter esse fim, o dolo eventual caracteriza-se
quando “o agente tem consciência do risco criado por seu
comportamento, considerada seriamente a realização do tipo e
se conforma com o resultado lesivo. O agente sabe da
ofensividade da sua conduta e mostra-se indiferente à
ocorrência do evento lesivo”
c) Pode existir crime de homicídio culposo com qualificadora de homicídio doloso?

Não, dolo e culpa são conceitos distintos segundo a doutrina. dolo é intenção e
culpa é a falta de intenção

Há delito culposo quando o agente não queria nem assumiu


o risco de produzir o resultado descrito em lei,
No homicídio o agente dolosamente quer ou assume o risco
de produzir o resultado morte, que não ocorre por
circunstâncias alheias a sua vontade.
d) Quando há qualificadora no crime de homicídio é possível o reconhecimento do
privilégio previsto no § 1º, do art. 121 do CP?
e) A doutrina e a jurisprudência dominante sempre
admitiram, como regra, homicídio qualificado-
privilegiado, desde que a qualificadora seja de natureza
objetiva (incisos III e IV do § 2º do artigo 121 do Código
Penal), pois o privilégio, sempre subjetivo, é incompatível
com as qualificadoras da mesma natureza (isto é: incisos I,
II e V).
3) João e Pedro fanáticos por futebol e torcedores de Remo e Paysandu, respectivamente,
assistiram juntos o jogo entre Remo e Internacional pela Copa do Brasil. O resultado do jogo foi
2 x 1 para o Internacional. Depois do jogo começou a gozação de João, pois mesmo com o Remo
perdendo ele falava que o Paysandu perdeu foi para um tal de “Hamburguer” enquanto que o
Remo foi para um time de elite. A gozação perdurou por quase a noite toda enquanto bebiam
no bar da Beth. Passado um tempo, Pedro mandou João parar porque já estava demais a
gozação. Então passaram a discutir. A discussão pode ter resultado nos seguintes desfechos:

3.1) Pedro aborrecido com tanta gozação deu um empurrão em João que se desequilibrou e
bateu com a cabeça na beira da mesa esvaindo-se em sangue, morrendo imediatamente.
PRETERDOLOSO

3.2) Pedro aborrecido sacou um revólver da cintura e efetuou três disparos de arma de fogo
matando João.
HOMICIDIO DIRETO
3.3) Pedro sacou um revólver efetuando três tiros, sendo que um acertou JOAO que não faleceu
foi levado ao Hospital por populares; os outros dois tiros acertaram a senhora Beth que estava
no balcão do Bar e faleceu imediatamente no local.
ERRO DE EXECUÇÃO
3.4) Pedro aborrecido mandou João se calar e efetuou três tiros sendo que nenhum deles
acertou em João. Os três tiros acertaram uma senhora desconhecida que estava do outro lado
do Bar. Ela estava grávida de cinco meses. Foi levada para o Hospital não resistiu aos ferimentos
e faleceu.
HOMICIDIO E ABORTO
Faça a capitulação jurídica para cada uma dessas hipóteses acima descritas quanto à conduta de
Pedro.