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11/12/2015 Púlpito não é altar

9th December 2011 Púlpito não é altar
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Um abismo chama outro abismo. 

Tudo o que estamos vendo agora ­ todo esse absurdo no meio evangélico ­, não começou agora. Esses
desvios vêm ocorrendo há muito tempo, inclusive quando se convencionou chamar o púlpito ­ que é um
palanque ­ de altar.

Segundo o Dicionário Michaelis, púlpito significa "Tribuna, na igreja, da qual o sacerdote prega aos fiéis".
A  Wikipédia  traz  uma  descrição  mais  apropriada:  "O  púlpito  é  o  local  dentro  de  uma  igreja  onde  são
proferidas  as  leituras  da  Sagrada  escritura...  Nas  igrejas  católicas  mais  modernas  e  em  praticamente
todas as protestantes [evangélicas], o púlpito é composto de um pequeno pódio [pedestal]  com  um  atril
[estante inclinada] onde geralmente a Bíblia se encontra e de onde os leitores e pregadores costumam se
dirigir à congregação. Etimologicamente: "pulpeto". Do lat. "pulpitum". Também: Tribuna, estrado. Local
elevado de onde fala um orador, geralmente dentro de um templo religioso”. [Colchetes explicativos
meus].

Púlpito, portanto, é apenas um lugar em posição elevada ou rebaixada para  que  o  orador  possa  ser


visto por todos. O púlpito é uma tribuna, lugar que encontramos em vários auditórios como as câmaras
legislativas e as universidades, por exemplo. Nas igrejas possui a mesma finalidade, que é permitir que o
pregador/palestrante possa ser visto por todos.

Ainda  segundo  o  Michaelis,  altar  significa  “1  Espécie  de  mesa  destinada  aos  sacrifícios  e  outras
cerimônias religiosas, em qualquer religião. 2 Pedra retangular, mais ou menos do formato de uma mesa,
com  cinco  cruzes  gravadas,  uma  em  cada  canto  e  a  última  no  centro,  sobre  a  tampa  de  um  pequeno
sepulcro escavado, contendo relíquias, sobre as quais se celebra o sacrifício da missa. 3 Lugar elevado
para oferecer sacrifícios aos deuses ou heróis. 4 Maçon Mesa, ordinariamente triangular, em que tomam
assento  o  venerável  e  outros  dignitários”.  A  Wikipédia  descreve  o  significado  de  altar  assim:  “Altar,  do
latim  altare  ou  ara  (lat.  class.),  plataforma  semelhante  a  uma  mesa  constituída  por  uma  rocha,
elevação  ou  outra  estrutura  que  possibilite  ao  sacerdote  líder  ou  mentor  espiritual,  sacrificar  à
divindade, ou divindades, em um templo religioso ou local sagrado. No culto católico, por exemplo,
é  a  mesa  onde  se  celebra  a  missa.  No  protestantismo  é  a  mesa  de  onde  os  pastores  consagram  e
administram a Santa Ceia nos cultos. Para o catolicismo, o altar disposto nas igrejas e capelas é objeto
consagrado  e  representa  a  Rocha  sobre  a  qual  Jesus  Cristo  o  Cordeiro  de  Deus  (termo  que  associa  o
sacrifício  deste  aos  antigos  sacrifícios  de  animais  praticados  pelos  povos  cujas  religiões  e  cultos
precederam a liturgia cristã) foi imolado e sacrificado na cruz pela redenção da humanidade. Sacrifícios
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de  animais  ainda  são  praticados  em  rituais  em  diversas  regiões  do  planeta,  geralmente  associados  a
oferendas a divindades. Numa igreja católica, o altar­mor é o altar principal, geralmente mais adornado,
disposto em frente à entrada principal”.

Altar,  na  Bíblia,  no  antigo  testamento  e  na  antiga  aliança,  era  o  lugar  onde  se  oferecia  sacrifícios  de
animais  e  incenso  (veja  Gn.  8:20;  12:7).  A  prática  de  oferecer  sacrifícios  e  ofertas  num  altar  já  existia
antes,  sendo  posteriormente  instituída  de  forma  ordenada  na  lei  mosaica  (vide  Ex.  20:24­26;  29:12­46;
30:1­10;  40:26­29;  Lv.  1­7).  Haviam  cinco  tipos  de  sacrifícios  e  ofertas  feitos  pelo  povo,  que  estão
descritos no livro de Levítico capítulos 1 ao 7: a) Oferta queimada, sendo o animal totalmente queimado
no altar, em demonstração de consagração; b) Oferta de manjares, i.e, de cereais, por gratidão; c) Oferta
pacífica, voluntária, de ação de graças e votos; d) Oferta pelo pecado, para tirar pecados; e) Oferta pela
culpa,  oferecida  como  prova  de  que  o  culpado  havia  restituído  à  vítima  o  de  direito.  É  interessante
observar  que  não  existia  sacrifício  em  busca  de  recompensa  material,  sendo  o  mais  próximo  disso  as
ofertas oferecidas com voto, sendo que o votante é que se comprometia a cumprir alguma coisa ­ o voto ­
quando  recebesse  a  benção  pedida.  O  principal  sacrifício,  obviamente,  era  a  oferta  pelo  pecado  em
busca do perdão, prefigurando o sacrifício de Jesus na cruz.

O altar  para  os  sacrifícios,  assim  como  o  sacerdócio  levítico  que  era  parte  do  cerimonialismo  judaico
pertencente à Antiga Aliança e à Lei (Antigo Testamento), firmada por Deus com o povo israelita através
de  Moisés,  se  encerrou  na  cruz  do  calvário  onde  Jesus  estabeleceu  a  NOVA  ALIANÇA  no  seu
sangue (Mc. 14:24), oferecendo­se a si mesmo num sacrifício único, perfeito e eficaz, tendo efetuado
ETERNA  REDENÇÃO  (Hb. 9).  Por  isso  lemos  na  Carta  aos  Efésios:  “Mas  agora  em  Cristo  Jesus,  vós,
que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz... Na sua
carne desfez a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...” (Ef. 2:13­16).

Ora, se o sacrifício de Jesus é único, claro está que não há necessidade de outros. Se é perfeito, claro
está  que  não  há  necessidade  de  correção.  Se  é  eficaz,  claro  está  que  é  suficientemente  eficiente.  Se
efetuou  eterna  redenção,  claro  está  que  sendo  atemporal  não  necessita  de  coisas  temporais,  sendo
plenamente eficiente no passado, no presente e no futuro. Portanto o sacrifício de Jesus continua sendo
único, perfeito e eficaz, tendo sido oferecido na cruz, com sangue que nos purifica de todo pecado.

Diante destas considerações podemos concluir que o púlpito não é um altar, porque todo altar requer
um  sacerdote,  e  a  existência  de  sacerdote  leva  à  necessidade  de  sacrifício,  porque  a  função  do
sacerdote é mediar e oferecer sacrifícios. É o que encontramos na primeira Carta aos Coríntios: “Vede a
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Israel  segundo  a  carne;  os  que  comem  os  sacrifícios  não  são  porventura  participantes  do  altar?  (1Co.
10:18).  Contudo,  no  tocante  a  Nova  Aliança,  encontramos  na  Carta  aos  Hebreus:  “Temos  um  altar,  de
que  não  têm  direito  de  comer  os  que  servem  ao  tabernáculo  (Hb.  13:10). Ora,  a  principal  diferença  da
antiga aliança para a nova aliança é que no evangelho TODO  HOMEM  É  SEU  PRÓPRIO  SACERDOTE
(Ap.1:6 e 5:9,10). O templo é a própria pessoa onde Deus passou a habitar mediante seu Espírito.
Como lemos em Atos 7:48 e 17:24, Deus não habita em prédios­templos construídos por homens.
Quando alguém apresenta um prédio como sendo a "casa de Deus" já comete um desvio, e daí para o
púlpito se tornar o altar e o líder se tornar o sumo sacerdote é um pulo. Ora, o que a Bíblia Sagrada nos
ensina é que na nova aliança todo homem é seu próprio sacerdote, tendo Jesus como Sumo Sacerdote,
tendo sido Ele mesmo o Cordeiro que tira o pecado do mundo, tendo derramado seu sangue na cruz.

O  altar  do  crente  é  a  cruz  onde  o  Cordeiro  foi  morto,  tendo  seu  corpo  partido  e  seu  sangue
derramado  em  expiação,  nos  purificando  de  todo  pecado:  “E,  tomando  o  pão,  e  havendo  dado
graças, partiu­o, e deu­lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de
mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu
sangue, que é derramado por vós” (Lucas 22:19­20). E o que nos é dito, a partir de então, é que cada
sacerdote,  i.e,  cada  um  tome  a  sua  própria  cruz,  negue­se  a  si  mesmo  e  se  apresente  como
sacrifício  vivo,  santo  e  agradável  a  Deus,  que  deve  ser  o  nosso  culto  racional,  nosso  modo  de  vida
(Rm.12:1).  Ora,  o  que  se  pede  do  discípulo  é  que  seja  igual  o  seu  Mestre:  Sendo  Jesus  o  Sumo
Sacerdote e também o próprio sacrifício, o discípulo­sacerdote deve igualmente apresentar o seu corpo
como sacrifício vivo negando­se a si mesmo em obediência às palavras do Mestre, que pela obediência
negou­se  a  si  mesmo  até  a  morte  na  cruz  (Fp.  2:8).  O  apóstolo  Paulo  declarou  aos  coríntios:  “Porque
nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. Porque os judeus pedem sinal,
e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus,
e  loucura  para  os  gregos”.(1Co.  1:22­23;  2:2).  E  assim,  igualmente  hoje,  o  evangelho  da  cruz  é
escândalo para uns e loucura para outros. Mas para nós que somos salvos, é o poder de Deus.

Portanto,  meus  amados,  essa  coisa  de  se  chamar  púlpito  de  altar  é  apenas  um  dos  desvios  que,  por
conseguinte, pode levar quem pensa que está no "altar" a se sentir o próprio elo de ligação entre o povo
e  Deus.  E  aí  inicia­se  uma  nova  religião  onde  a  palavra  “função”  (no  corpo)  perde  a  letra  “f”  e  é
transformada em “unção”, e onde o "sacerdote­pastor­bispo­apóstolo­patriarca" passa a ser o líder a ser
seguido,  o  “ungido  do  Senhor”,  a  “cobertura  espiritual”  que  tem  a  palavra  final  sobre  qualquer  coisa,
infalível,  um  evangélico  adotando  o  dogma  católico  da  infalibilidade  papal.  Não  estou  dizendo  que  seja
errado existirem igrejas­prédios, conquanto isso seja um facilitador para a reunião da igreja­gente. O erro
está em dizer que a igreja institucional (pessoa jurídica por determinação da lei) e denominacional seja a
igreja  de  Cristo.  Não  é.  As  pessoas  que  congregam  em  tais  igrejas  podem  ou  não  ser  da  Igreja  do
Cordeiro, a noiva, da qual Jesus é o único pastor, o noivo, e que somente Ele sabe quem são os seus. A
parábola das dez virgens (Mt.25) e os operadores de sinais, curas e exorcismos de Mateus 7:20­23 são a
prova disto: Estavam nas igrejas, mas não eram da Igreja do Senhor.

Outro desvio que temos visto constantemente é o ensino de que o crente deve ter um sacrifício no altar,
sacrifício  esse  em  forma  de  dinheiro,  mediante  ofertas  pré­fixadas  em  campanhas,  carnês  de
patrocinador, coluna da obra, Gideão da conquista, e por aí vai. As igrejas e líderes que pregam esse tipo
de coisa recorrem freqüentemente a “testemunhos” de gente que diz ter alcançado algum tipo de benção
(prosperidade,  cura,  etc)  porque  tinham  “um  sacrifício  no  altar”.  Conforme  já  citado  acima,  no  5º
parágrafo desse texto, não existia nas ordenanças da lei nenhum tipo de sacrifício para que se buscasse
o favor de Deus para alcançar prosperidade material, sendo o mais próximo disso o sacrifício com voto,
onde  o  votante  –  a  pessoa  que  fazia  o  voto  –  é  que  se  comprometia  a  cumprir  o  que  tivesse
votado  caso  recebesse  a  benção  pedida.  Um  exemplo  desse  tipo  de  voto  encontramos  no  livro  de
Juízes: “E Jefté fez um voto ao SENHOR, e disse: Se totalmente deres os filhos de Amom na minha mão,
aquilo que, saindo da porta de minha casa, me sair ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz,
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isso  será  do  SENHOR,  e  o  oferecerei  em  holocausto” (Jz.  11:30­31).  O  final  da  história  é  considerado
trágico por alguns, já que quem saiu ao encontro de Jefté quando ele voltou da peleja foi sua filha única,
e portanto nela o voto teria que ser cumprido. (Esclarecendo, não penso que a filha de Jefté tenha sido
queimada num altar, conforme o voto de seu pai, mas que permaneceu até a sua morte na casa do pai
sem se casar, em condição de virgem. O sacrifício de pessoas era terminantemente proibido por Deus).
Portanto o ensino dessa prática de que crente tem que ter um “$acrifício no altar” não tem fundamento
bíblico, sendo mero ardil com a finalidade de arrancar dinheiro de gente desavisada, que desconhece a
Bíblia.

A vida comunitária ­ vida em comum ­ é a mensagem do evangelho, e penso não ser errado ter um lugar
para  se  reunir,  lugar  que  convencionamos  chamar  de  igreja.  A  verdadeira  Igreja  –  que  são  pessoas,  a
igreja­gente,  pode  se  reunir  na  igreja­prédio,  numa  casa,  num  clube,  na  praça,  ou  na  beira  de  um  rio  ­
"onde estiverem 2 ou 3 reunidos ali estarei no meio deles", disse Jesus (Mt.18:20). O erro está em tentar
fazer  da  instituição  a  Igreja  de  Cristo,  dizendo  que  quem  não  estiver  arrolado  no  rol  de  membros  está
desviado  e  perdido.  Recentemente  foi  veiculada  numa  rádio  uma  propaganda  com  a  seguinte
mensagem: "Dentro da igreja institucional há vida, e fora dela há morte. A igreja (institucional) é a arca".
Ora,  um  grande  desvio,  que  na  verdade  é  uma  tremenda  duma  mentira.  Basta  observar  o
comportamento de alguns líderes religiosos para perceber que a igreja deles é puramente um negócio,
um meio de se enriquecer, onde Jesus é apenas o garoto propaganda.

Enfim,  se  Jesus  fosse  cumprir  seu  ministério  terreno  hoje  aqui  no  Brasil,  certamente  também  não  seria
recebido, assim como não o foi em Israel. Ora, como o filho de um carpinteiro, sem diploma, sem curso
superior, sem curso teológico, que dizia que a linda catedral de pedra seria destruída e não ficaria pedra
sobre pedra, como esse poderia ser o Salvador, Redentor e Reis dos reis? Até nos milagres Jesus seria
considerado fichinha.

Nada  mudou,  queridos  irmãos,  não  há  nada  novo  debaixo  do  sol:  Uma  geração  má  e  adúltera  pede
sinais, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas.

Eu vou passar pela cruz
E me quebrantar
Vou passar pela cruz 
E me arrepender 
Vou passar pela cruz 
Que ainda está manchada de sangue
Por tanto me amar

Vou passar pela cruz 
E nela me ver 
Vou passar pela cruz 
E erguer um altar
Onde a oferta sou eu
Crucifico o meu eu
Te agradeço, oh, Jesus 
Pela cruz

Fui comprado na cruz
Gerado na cruz
Redimido na cruz

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Restaurado na cruz

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Jesus, a verdade que liberta. 

Mario.
Postado há 9th December 2011 por Mario Correa

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Salim Dutra 24 março, 2014 02:21
eu também tenho combatido esta falsa ideia de chamar púlpito de altar.
Responder

Anonymous 19 outubro, 2015 18:21
Otimo texto
Responder

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