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Elevado Presidente

João Goulart

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País

Elevado João Goulart e o Edifício Copan ao


fundo.

Inauguração 1970

Extensão 3400

Início Praça Franklin Roosevelt -


Rua da Consolação

Subprefeitura(s) Sé, Lapa

Bairro(s) Vila Buarque, Campos


Elísios, Santa Cecília e
Água Branca

Fim Largo Padre Péricles -


Avenida Francisco
Matarazzo

O Elevado Presidente João Goulart,


nomeado anteriormente de Elevado
Presidente Costa e Silva e popularmente
conhecido como Minhocão, é uma via
expressa elevada da cidade de São
Paulo, Brasil, que liga a região da Praça
Roosevelt, no centro da cidade, ao Largo
Padre Péricles, em Perdizes.

Foi construído com o intuito de


desafogar o trânsito de vias que, por
cortarem regiões centrais da cidade, não
poderiam ser alargadas para ter sua
capacidade ampliada. Assim, a solução
seria a construção de uma via paralela
sobre os logradouros para que a
capacidade de tráfego fosse duplicada.

Ele funciona de segunda a sexta das


6h30 às 21h30, permanecendo fechado
para veículos nos demais dias e horários,
inclusive em feriados nacionais, quando
é aberto apenas a pedestres e ciclistas.
Uma lei sancionada em 08 de fevereiro
de 2018 fechou o Elevado para veículos
aos sábados e também prevê que até
maio o horário seja reduzido para de
segunda a sexta das 7 às 20 horas.[1]
Ruas e avenidas
As ruas e avenidas que se localizam sob
o Elevado Pres. João Goulart são:

Largo Padre Péricles


Avenida Francisco Matarazzo
Avenida General Olímpio da Silveira
Praça Marechal Deodoro
Avenida São João
Rua Amaral Gurgel
Praça Roosevelt

Histórico
O elevado não é considerado por muitas
pessoas uma obra de arquitetura, mas
sim de engenharia bruta, fato que causou
incontestável impacto na paisagem
urbana da região central de São Paulo. O
Minhocão foi idealizado em 1968,
quando um arquiteto do departamento
de Urbanismo da Prefeitura sugeriu ao
então prefeito José Vicente Faria Lima
uma via elevada sobre a Avenida São
João, que poderia diminuir o trânsito no
local.[2] O arquiteto elaborou um projeto
até a Praça Marechal Deodoro, recusado
pelo prefeito, que conhecia o efeito que
tais obras tinham causado em outras
cidades.[2] Porém, Faria Lima acabaria
por encaminhar um projeto à Câmara
reservando as áreas para a obra, que
poderia ser iniciada por outro prefeito.[2]
Quando Paulo Maluf, que também é
engenheiro, assumiu a Prefeitura, ele deu
andamento ao projeto, estendendo-o até
o Largo Padre Péricles, no bairro das
Perdizes.[2]

Maluf teria tentado imprimir sua marca,


para se contrapor[2] ao prefeito anterior
como um bom administrador público,
uma vez que, aos 38 anos, nunca havia
assumido um cargo dessa envergadura.
O projeto, que custaria quarenta milhões
de cruzeiros[2], virou realidade após 11
meses de obras, engolindo o espaço da
Praça Roosevelt, na Consolação, até o
Largo Padre Péricles, em Perdizes,
passando sobre a Rua Amaral Gurgel, a
Avenida São João e a sua continuação, a
Avenida General Olímpio da Silveira.

Desde antes de as obras começarem, o


nome do elevado tinha sido dado, por
Maluf, em homenagem a um dos
generais-presidentes do Brasil no
período do regime militar, que fora,
também, o responsável pela indicação
do prefeito para seu cargo.[2]

O Minhocão possui horário de funcionamento,


devido à proximidade com os edifícios.
Passando a cinco metros dos prédios de
apartamentos, o elevado tem 3,4
quilômetros de extensão e liga a região
central à zona oeste da cidade. Foram
usados na obra trezentos mil sacos de
cimento, sessenta mil metros cúbicos de
concreto e duas mil toneladas de cabos
de aço, entre outros materiais.[2] A obra
recebeu diversas críticas, sendo
chamado de "cenário com arquitetura
cruel" e "uma aberração arquitetônica". O
jornal O Estado de S. Paulo criticou a
obra, em dezembro de 1970, alegando
que ela não tinha "um objetivo definido":
"A via elevada não é resposta a nenhuma
pesquisa de origem e destino da
população, não tem um objetivo definido.
É apenas uma obra. O prefeito [Maluf] já
tentou explicá-la, mas não apresentou
nenhum argumento técnico, nenhum
dado de pesquisa."[2]

Houve críticas, ainda, relacionadas à


obra do Metrô, que teria sido atrasada
por causa do Minhocão, que também
causaria mudanças no trajeto da então
futura Linha Leste-Oeste, que passaria
sob a Avenida São João, mas teria de
mudar de lugar ou receber um método de
construção mais caro, por causa dos
pilares do elevado.[2] Ainda hoje, não é
bem visto pela população da região,
devido à desvalorização dos imóveis
próximos e à deterioração do local.
Em 1976, o Minhocão passou a ser
interditado à noite, medida adotada para
evitar os acidentes noturnos, que se
tornavam rotina, e para a diminuição do
barulho na região. Em novembro de
1989, a então prefeita Luiza Erundina
determinou que ele fosse interditado das
21h30 às 6h30.

O Elevado ao lado do Largo do Arouche, ambos


vistos do Terraço Itália.
Em 6 de maio de 2010, foi divulgado,
pelo prefeito Gilberto Kassab, projeto
visando a sua demolição. Segundo a
Folha de S.Paulo, agentes do mercado
estimavam que, se isso ocorresse, não o
seria antes de 2025.[3]

Em 31 de julho de 2014, foi aprovado um


novo Plano Diretor da cidade de São
Paulo, que prevê a demolição do elevado
ou a transformação deste em um parque
ou jardim suspenso.[4]

Em 23 de junho de 2016, a Câmara


Municipal de São Paulo aprovou a
mudança do nome do viaduto para
Elevado Presidente João Goulart, em
homenagem ao ex-presidente da
República (1961-1964).[5] A lei foi
sancionada pelo prefeito da cidade,
Fernando Haddad em 25 de julho de
2016.

Na cultura
O Elevado Presidente João Goulart já foi
cenário de filmes, como os longas Terra
Estrangeira, de Walter Salles, As Meninas,
adaptação do romance de Lygia
Fagundes Telles dirigido por Emiliano
Ribeiro e protagonizado por Cláudia Liz e
Otávio Augusto, Não Por Acaso, de
Philippe Barcinski, e Ensaio Sobre a
Cegueira, dirigido por Fernando Meirelles
e protagonizado por Mark Ruffalo,
Julianne Moore, Alice Braga, Danny
Glover e Gael García Bernal. Também foi
utilizado na série da HBO Alice.

Em 1998, o elevado foi decorado com


pinturas de artistas plásticos. O projeto,
batizado de "Elevado à Arte", foi criado
pela Funarte, entidade ligada ao
Ministério da Cultura, e custou
quinhentos mil reais à patrocinadora, a
Porto Seguro Seguros. As pinturas das
laterais do Minhocão são de autoria dos
artistas plásticos Maurício Nogueira
Lima e Sônia von Brüsky. Nas colunas do
trecho entre as Avenidas São João e
General Olímpio da Silveira, seria
reconstituído o trabalho do arquiteto
Flávio Motta, feito no local, na década de
1970.

Referências
1. «Agora é Lei: Minhocão fechará aos
sábados e 1h30 mais cedo durante a
semana» . 8 de fevereiro de 2018
2. «Elevado, o triste futuro da avenida» . O
Estado de S. Paulo (29 342). São Paulo:
S.A. O Estado de S. Paulo. 1 de dezembro
de 1970. 23 páginas. ISSN 1516-2931 .
Consultado em 5 de junho de 2013
3. Evandro Spinelli (6 de maio de 2010).
«Prefeito Kassab anuncia projeto que
prevê fim do Minhocão» . Folha de S.
Paulo. Consultado em 5 de junho de 2013
4. «Plano Diretor de SP prevê desativar
Minhocão, mas não estabelece prazo» .
Folha de S. Paulo. 12 de agosto de 2014.
Consultado em 22 de agosto de 2014
5. «Câmara de SP aprova troca de nome
oficial do Minhocão para João Goulart» .
Folha de S.Paulo. Grupo Folha. 23 de
junho de 2016. Consultado em 23 de
junho de 2016

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645635"

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