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Monitora Nathalia Fernandez de Castro ATM 2021/1

MEDICINA LEGAL MATERIAL PARA PROVA G2

SEXOLOGIA FORENSE
• Crime contra liberdade sexual  Estupro e atentado violento ao pudor
• Sedução e corrupção de menores
• Rapto
• Lenocínio e tráfico de mulheres
• Ultraje público ao pudor

Sedução:
• Enganar, iludir, ludibriar, “cantada”
• Crime através da conversação; não existe violência.
• Mulher virgem* - maior que 14 anos e menor que 18 anos - mantendo relação carnal;
aproveitando-se da sua inexperiência; a mulher é incapaz de entender seus atos em
relação a sexo e, portanto, consentí-los.

PENA: 1 A 4 ANOS DETENÇÃO (não foi cobrado na nossa prova)

OBS: Atenção: *Mulher virgem é aquela que NÃO CONSEGUE COMPROVAR que manteve
relação sexual.

Conjunção carnal abaixo desta idade: Estupro.

A partir dos 18 anos, a lei julga que já existe um conhecimento suficiente.

➢ Conjunção carnal: a qual existe penetração.


➢ Inexperiência: Falta de conhecimento e complicações (Gravidez -> aborto)

Sinais de perda de virgindade:

➢ Gravidez: diagnóstico de certeza (Ultrassom; batimentos cardíacos fetais ou palpação


de partes fetais)
➢ Espermatozóide na vagina com hímen dubitativo -> móveis: cópula recente (30
minutos a 3 horas); imóveis: até 72h após cópula.
➢ Ruptura de hímen: O óstio não existe no hímen imperfurado, o que produz uma
situação patológica pela retenção de sangue menstrual.
➢ Quando o óstio é muito amplo e a orla vaginal muito estreita, forma-se o hímen
dubitativo (Hímen complacente -> pode haver cópula sem romper-se).

1ª RELAÇÃO: Hímen rompe-se e uma ou mais partes (completa ou incompleta)

• Ruptura completa: bordas livres.


• Ruptura recente: sangue ou coágulos de fibrina que ao tocar pode produzir dor e
sangramentos. Até 10 dias.

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No parto, o hímen roto sofre lacerações e arranchamento; permanece apenas restos de hímen
(CARÚNCULAS MIRTIFORMES) *Isso caiu na prova do semestre passado (2017/1)

Estupro:

• Violência Efetiva: força física


• Violência presumida: mulheres menores que 14 anos, alienadas ou débil mentais;
incapazes de oferecer resistência – uso de álcool, drogas, coma, anestesia.

Grave ameaça: arma na cabeça; faca no pescoço e ameaça de morte. (Apenas 50% dos casos
são registrados.)

PENA: 6 a 10 anos.

Atentado violento ao pudor:


Constranger alguém com violência ou grave ameaça para praticar ATO LIBIDINOSO diferente
da conjunção carnal.

Agente do atentado: pervertido sexual.

Exemplos: cópula anal, oral (boca-órgãos); toques impudicos (masturbação, massagens,


apertões, mão-boba); beijos e sucções.

PENA: 6 A 10 ANOS

Perícia na conjunção carnal e no atentado ao pudor:

• Histórico: onde/quando; agressor conhecido? 1ª relação, última relação consentida;


ingesta de álcool/drogas; armas? Tipo de penetração, ejaculação externa; cópula anal.
• Cabeça: procurar arranchamento de cabelos, escoriações, equimoses, hematomas.
• Olhos: petéquias – esforço físico
• Boca: swabs; forçada: petéquias na boca, faringe.
• Pescoço: mordidas, equimoses, esganadura, estrangulamento.
• Área genital: lacerações, equimoses, rupturas...
• Pêlos pubianos: procurar do agressor.
• Secreções: sangue e urina -> pesquisa álcool e drogas.

Infanticídio:
Feito pela mãe.

• Estado puerperal: falência moral/psicológica da mulher mentalmente sã.

(Puerpério: desde a eliminação da placenta até a recuperação do estado do organismo -> +- 40


dias)

Perícia na mãe e no feto (para provar que era natimorto).

• Durante o parto: através de instrumentos perfurantes ou perfurocortantes no


momento em que a cabeça aflora na vulva.
• Deve-se pesquisar lesão vital.
• Depois do parto: crianças (RN) com maus tratos.

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Docimasia: baseia-se na densidade do pulmão de quem respirou ou quem não respirou.

*não caiu nas provas.

PSICOPATOLOGIA FORENSE
Estuda os distúrbios mentais e suas consequências jurídicas.

➢ Capacidade civil: aptidão que o indivíduo tem de gerir seus bens e si próprio.

Perda da capacidade: interdição.

➢ Imputabilidade: aptidão para entender seus atos quando no tempo da ação ou


omissão. Quando perde: é inimputável.
• Indivíduo incapaz de entender o caráter ilícito: inimputabilidade, isento de pena.
• Indivíduo que não é incapaz de entender o caráter ilícito: semi-imputabilidade, diminui
a pena.
• Grupos de doenças mentais que modificam a imputabilidade: Oligofrenia ou retardo-
metal, psicopatas, anti-sociais, psicoses.

➢ OLIGOFRENIA ou RETARDO MENTAL: Dificuldade de adquirir conhecimento. Origem


conhecida, causa anatômica, funcional ou genética. Sintomas: diminuição da
inteligência e do senso ético.

• Grave – IDIOTA – idade mental de 0 a 3 anos. Não tem aptidão para


• Moderado – IMBECIL – idade mental de 3 a 6 anos. entender seus atos.
• LEVES -débeis mentais – idade menta de 7 a 10 anos. -> Tem redução de pena.

Aspectos médico-legais: graves e moderados são INIMPUTÁVEIS.

➢ PSICOPATAS OU ANTI-SOCIAIS: Tem inteligência, mas são anti-sociais; não apresentam


culpa ou angústia. É mais um distúrbio de conduta do que de doença mental. Sintomas:
impulsividade, incapacidade de aprender, baixa afetividade. São semi-imputáveis.
➢ PSICOSES: rompimento total com a realidade
➢ ESQUIZOFRENIA: lenta e progressiva desintegração da personalidade manifestada
principalmente no afeto e no pensamento. Sintomas: afeto diminuído, pensamento
com dissociação de ideia e atenção; alucinação, delírio, catatonia (o indivíduo para),
ecolalia (repete as coisas), negativismo. Apatia e indiferença; hebefrênica (aspecto
abobado com risos frequentes e imprevisíveis). Totalmente inimputáveis.

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PARTE CLEA:

Preconceito: não aceitação, discriminação, não permitir as diferenças usando ações


desrespeitosas e/ou excludentes.

Testemunhas de jeová: restrição ao tratamento. Transfusão sanguínea -> o médico não pode
intervir, A MENOS QUE TENHA PERIGO IMINENTE DE MORTE (Aí o médico deve fazer,
independente do consentimento)

HIV: Exame só pode ser feito após o consentimento do paciente. Se o paciente estiver
inconsciente e a informação for importante para medidas clínicas – Há cogitação de solicitação
de exames sem a vontade manifesta do paciente.

Risco de vida ao parceiro: justa causa para a quebra de confidencialidade.

Quebra de confidencialidade: SÓ QUANDO:

• Aumentar a probabilidade de dano físico a uma pessoa; justificada pelo princípio da


não-maleficiência.
• Quando um benefício real resultar da quebra de sigilo – beneficência.
• Último recurso: depois de esgotadas todas as abordagens.

Proibição:

• Revelar segredo profissional de menor de idade a seus pais ou responsáveis desde que
o menor tenha capacidade de avaliar seu problema e conduzir por seus próprios meios
para soluciona-las.
• Revelar informações de trabalhadores a seus chefes SALVO SE o silêncio puser em
risco a saúde de empregados.

IATROGENIA
Ação nociva, por omissão, falha voluntária ou involuntária.

Médico: obrigação de MEIO; não de resultado. Deve esforçar-se para obter a cura, mesmo que
não consiga.

Consentimento informado: pré-requisito de todo tratamento ou intervenção; para


responsabilidade civil do médico, pela não obtenção do TCLE; deve-se estabelecer a relação
clara entre a falta de informação e prejuízo.

• Nexo causal: ligação entre CAUSA-CONSEQUÊNCIA. Indispensável para atribuir


culpa/responsabilidade.
• Crime doloso: quando QUIS provocar.
• Crime culposo: quando aconteceu por IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA ou IMPERÍCIA
(obrigado a reparar o dano).

- Imprudência: ação desprovida de cautela que o ato exigiria. Não evitar tudo que se
pode gerar dano para si ou outrem.
-Negligência: ato omissivo; descuido; desleixo; desatenção.
-Imperícia: desvio de um padrão profissional de atendimento; Incapacidade; falta de
conhecimento prévio no exercício da profissão; falta de habilidade.

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A RESPONSABILIDADE MÉDICA NÃO PODE SE PRESUMIR, SALVO EM CIRURGIA


PLÁSTICA; EXAMES LABORATORIAIS E CHECK UP.

OMISSÃO DE SOCORRO:

• Criança: 12 anos (ECA)


• Abandonado: privado de assistência
• Extraviado: perdido
• Inválido: por condições físicas, biológicas ou psíquicas.
• Desamparado: pessoa privada de socorro.

DETENÇÃO 1 a 6 MESES, ou multa. Se lesão corporal, a pena é aumentada pela


metade. Se morte, triplica.

• Lesão leve: Não deixa sequela ou incapacidade por mais de 30 dias.


• Lesão grave: incapacidade para ocupações habituais por mais de 30 dias.
• Lesão gravíssima: incapacidade PERMANENTE para o trabalho; enfermidade
incurável, perda ou inutilização de membro; deformidade permanente; aborto.
Lesão corporal seguida de morte: pena de 4 a 12 anos.

Médicos necessários na emergência: clínico, cirurgião, pediatra, gineco-


obstetra; anestesista.

ERRO MÉDICO E RESPONSABILIDADE: Mau resultado involuntário do trabalho


médico. (Negligência, imprudência e imperícia)

Ação imprevisível: resultado lesivo de força maior, incapaz de ser previsto ou


evitado.
Resultado incontrolável: quando ciência e competência profissional não dispõe
de solução.

Dever de PRIMA FACIE: quando houver conflito de BENEFICIÊNCIA (praticar o


bem para outro, melhor interesse para o paciente, aumento do benefício e
diminuição de riscos; técnicas para o bem) e de NÃO MALEFICIÊNCIA (médico
deve qualificar-se para o atendimento e comunicação; tomar decisões que
causem o menor dano); deve prevalecer a NÃO MALEFICIÊNCIA.

É vedado ao médico: deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento


médico; sobre qualquer ato profissional; atribuir seus insucessos a terceiros.

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ABORTO: LESÃO GRAVÍSSIMA; interrupção da reprodução humana, natural


(espontâneo) ou provocado (induzido).
Abortamento: ato de abortar.
Aborto: produto da concepção expelido.

OMS: Término da gestação antes de 20-22 semanas ou com peso menor que
500g. Subclassifica-se em PRECOCE, quando ocorre em até 12 semanas.
TARDIO: 12- 20/22 semanas.

Aborto legal ou permitido:


1. Necessário / Terapêutico: quando a lei o permite por não haver outro meio
de salvar a vida da gestante. Quando a mãe corre risco; risco relacionado à
gravidez; interrupção da gravidez cesse o perigo; único procedimento para
salvar a vida; deve ter a concordância de 2 médicos.
2. Sentimental / Humanitário: consequência de estupro.
(Até a 20 semana)

Não se pune o aborto provocado pelo médico SE não tem outra alternativa de
salvar a vida; SE gravidez por estupro; OU com consentimento da gestante.

DECLARAÇÃO DE ÓBITO

• Necessária quando a gestação ultrapassa a 20-22 semana ou o produto


da concepção pese mais que 500g e tenha comprimento maior que
25cm.
• Necessária em todos os óbitos naturais e violentos, quando a criança
nasce viva e morrer logo após o nascimento, independente do tempo
de gestação, do peso e do tempo que viveu.
• Nascido vivo: expulsão completa do corpo da mãe, que respirou ou que
apresente qualquer outro sinal de vida.
• Óbito, morte ou perda fetal: morte do produto antes da expulsão fetal.

Eutanásia: antecipação da morte, quando a cura é impossível, com uso de


meios para aliviar sofrimento.
Dignidade: modo de condução da vida; sem afetar o direito de terceiros.
• Homicídio: matar alguém.
• Homicídio qualificado: por causa fútil; recompensa, venenos.
Elementos da eutanásia: intenção e o efeito da ação.
EUTANÁSIA ATIVA: utilização de meios lentos.
EUTANÁSIA PASSIVA: morte em uma situação de terminalidade, por não iniciar uma
ação médica (omissão) ou pela interrupção de medidas com o objetivo de diminuir o
sofrimento.

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❖ O médico só pode abreviar a vida por autorização judicial.


ORTOTANÁSIA:
Morte em seu tempo. Morte digna, sem abreviação desnecessária e sem sofrimento
acidional.
É a morte natural decorrente da interrupção de tratamento. (Semelhante a eutanásia
passiva)

DISTANÁSIA: tratamento fútil, inútil. Prática médica excessiva e abusiva.


MISTANÁSIA: eutanásia social. Ex. doentes que não chegam a ser pacientes pois não
entraram no sistema. Erro médico; má pratica por motivos políticos.
Por imperícia: falta de diagnóstico a tempo de cura. Analgesia inadequada.
Por imprudência: compra diagnóstico errado.
Por negligência: omissão de socorro; abandono.

Informações fornecidas pelo paciente são autorizadas para acesso e uso profissional,
mas não se pode divulga-las para ninguém sem autorização. Aceitável quando o
paciente permite, quando a lei obriga, quando tem risco de vida ou dano
físico/psicológico para uma ou mais pessoas.

Prontuário: propriedade do paciente.

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