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FERROGRAFIA

TIPOS DE MÁQUINAS MONITORADAS


_ Redutores;
_ Turbo-geradores;
_ Sistemas hidráulicos;
_ Mancais em geral;
_ Motores diesel;
_ Compressores de parafuso,
centrífugos ou alternativos.

PROBLEMAS TÍPICOS DETECTADOS


A ferrografia é baseada nos seguintes princípios:
_ Toda máquina se desgasta;
_ O desgaste gera partículas;
_ O tamanho e a quantidade são indicativos da severidade;
_ A morfologia indica a causa do desgaste.

MATERIAIS IDENTIFICADOS:
– Ligas ferrosas: aço, ferro fundido, aço inox;
– Compostos ferrosos : minério,ferrugem;
– Ligas não ferrosas : bronze, alumínio, prata, cromo, níquel, magnésio;
– Areias diversas, sais, vidro, borrachas
etc.
ORIGEM DOS DESGASTES:

cilindros, engrenagens, anéis, eixo, virabrequim,


ferro rolamentos,bomba de óleo, compressor de ar, eixo de
comando de válvulas,guias e sedes, águas, impurezas
anéis, rolamentos, cubos de freio, cilindros e partes de
cromo sistemas
hidráulicos
buchas, rolamentos, discos de transmissão, aditivos, arruelas
cobre de
encosto, mancais, casquilhos
pistões, rolamentos, bombos, rotores, tuchos de bombas
alumínio
injetoras.

TIPOS DE ANÁLISES FERROGRÁFICAS:

1. Quantitativo (DR):
A ferrografia quantitativa é realizada por um instrumento denominado ferrógrafo de
leitura direta. Determina as concentrações e permite análise de tendências
_ Partículas grandes ( L > 5 pm )
_ Partículas pequenas ( S < 5 pm )
_ Concentração total = L+S
_ Modo de desgaste = PLP = [(L-S)/(L+S)]*100
2. Analítico (AN):
Identifica os tipos e causas do desgaste: Esfoliação, pitting, abrasão, corrosão,
contaminantes, arrastamento, falha do lubrificante.
A ferrografia analítica requer o uso de um microscópio de pesquisa, um ferrógrafo
preparado de amostras e alguns equipamentos auxiliares, tais como viscosímetro,
estufa, balança analítica, etc.

ANÁLISE QUANTITATIVA (DR)

A ferrografia quantitativa determina a concentração de partículas de desgaste maiores


que 5 pm e menores que 5 pm. Os resultados permitem a análise de tendências
quando num programa de monitoramento além de informações importantes quanto a
alterações no modo de desgaste. Os resultados quantitativos do DR são necessários
para a preparação dos corpos de prova dos exames ferrográficos analíticos e são
informados em unidades próprias da técnica.

A luz, proveniente da fonte, divide-se em dois feixes que passam por uma fibra óptica.
Esses feixes são parcialmente atenuados pelas partículas nas posições de entrada e
seis milímetros abaixo. Os dois feixes atenuados são captados por sensores ópticos ou
fotodetectores que mandam sinais para um processador, e os resultados são
mostrados digitalmente em um display de cristal líquido.
Os valores encontrados são comparados com os valores obtidos por um ensaio sobre
uma lâmina limpa, considerando que a diferença de atenuações da luz é proporcional à
quantidade de partículas presentes.

Valores L, S, L+S e PLP

L representa as partículas chamadas grandes, do inglês large. São aquelas maiores que
5 microns.
S representa as partículas chamadas pequenas, do inglês small. São aquelas menores
que 5 microns.
L+S é a concentração total de partículas. É o melhor e mais utilizado índice de
acompanhamento ferrográfico do desgaste.

O “nível de alerta” é determinado apenas para o L+S. Ele é calculado estatisticamente


somando-se duas vezes o desvio padrão à média dos valores anteriormente obtidos de
várias amostras. O limite assim calculado indica que 95% dos casos devem ser-lhe
inferiores e que portanto, se superado, provavelmente está presente um
fator novo, possivelmente um problema.
A ultrapassagem desse nível não indica necessariamente um defeito grave. Entretanto,
deve-se efetuar a ferrografia analítica para determinação da causa e a providência a
ser tomada.
Existem anormalidades que têm correção simples, como centrifugação, filtragem,
troca do óleo ou drenagem de água. Em outros casos a providência pode ser uma
manutenção corretiva, somente para citar um exemplo.
Pode ser calculado outro nível de alerta, em que é 99% a probabilidade de que um
valor medido caia dentro de seu limite (este nível é algumas vezes impropriamente
chamado de “crítico”). Por ser mais conservativo, o nível de alerta é mais utilizado.

O percentual PLP representa a concentração de partículas grandes em relação à


concentração total. Em termos práticos representa o modo de desgaste. É calculado
daseguinte forma:

PLP = ( L - S ) / (L + S ) x 100

Admitindo-se que não ocorram alterações no desgaste da máquina, a taxa de


produção de partículas grandes e pequenas deverá ser mantida e, portanto a relação
entre estas partículas também se manterá constante. Conclui-se que, mesmo havendo
uma troca recente de óleo e redução na concentração total de partículas (L+S),
deveremos obter resultados do PLP praticamente constantes.
O PLP deve ser utilizado em conjunto com o valor L+S; isoladamente não constitui
parâmetro para avaliação, pois há casos de valor L+S baixo com PLP alto e vice-versa. O
PLP apenas contribui para a interpretação da análise quantitativa; por exemplo,
máquinas sujeitas a contaminação por óxidos vermelhos (ferrugem) tendem a
apresentar alto valor L+S com baixo PLP.

O gráfico a seguir, chamado “curva da asa”, mostra a evolução do desgaste dos


elementos de uma máquina. Observe que o tamanho das partículas provenientes de
desgaste normal varia de 0,1 mm até aproximadamente 5 mm. A presença de
partículas maiores que 10 mm praticamente garantirá a indesejável falha do
componente.
ANÁLISE QUALITATIVA (AN)

É a Ferrografia Analítica de Varredura Completa. A varredura total do corpo de prova


(ferrograma) é empregada na identificação do tipo de desgaste (pitting, abrasão por
contaminantes, desalinhamentos, corrosão, arrastamento, desempenho do
lubrificante etc.).
Cada uma das partículas é examinada com ampliações de até 1000x. O resultado final
é a indicação das providências de manutenção a serem tomadas. O exame AN destina-
se a máquinas complexas de alta responsabilidade e deve ser feita em conjunto com o
exame DR.
O exame microscópico (ferroscopia) da forma das partículas permite inferências
quanto à causa, enquanto que a medição do tamanho e avaliação da incidência levam
à conclusão sobre a severidade.
Não existem máquinas iguais. A ferrografia analítica e a estabilidade da concentração
irão definir se a condição é ou não admissível.
Para facilitar a representação de todas as partículas foi elaborado um gráfico de
barras.
Por questões meramente de representação, foi adotada uma escala de 0 a 10 no
gráfico tradicional. Os limites de cada tipo de partícula dependem exclusivamente da
máquina que está sendo monitorada.
Os resultados espectrométricos indicaram alto teor de ferro, sugerindo alto desgaste.
O exame analítico mostrou que o desgaste mecânico era normal (esfoliação), mas a
presença de óxidos de ferro (minério e ferrugem) era alta.