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Diapositivo 1:

Quanto à prova testemunhal admitimos o rol apresentados por cada uma das partes uma vez
que os mesmos foram apresentados no momento certo. Como resulta do Artigo 552º/2 CPC o rol dos
autores deve ser apresentado com a petição inicial e o dos Réus com a contestação como indica o
Artigo 572º al. d) CPC.

Diapositivo 2:

Foi o que as partes fizeram como podemos confirmar com estes excertos dos articulados.

Diapositivo 3:

Nenhuma testemunha arrolada está impedida de depor pois não constitui parte no litígio pelo
que não foi violado o Artigo 496º CPC.

Por fim foi também respeitado o limite máximo de testemunhas uma vez que nenhum dos
sujeitos processuais apresentou mais de 10, limite imposto pelo Artigo 511º CPC)

Diapositivo 4:

Quanto à prova documental admitimos toda a apresentada uma vez que não cabe ao juiz nesta
fase fazer qualquer juízo quanto à pertinência ou relevância da prova apresentada exceto se já tiver
formado convicção quanto à verificação do facto que a parte pretende com esta provar e não houver
meios de prova ainda a produzir que possa abalar esta convicção.

Esta situação não se verificou no nosso caso uma vez que não foi possível, com qualquer dos
documentos apresentados, formar essa convicção.

Assim, a recusa dos documentos teria de passar pela aplicação do Artigo 443º/1 CPC ou seja,
ter-se-ia de entender que os documentos são impertinentes ou desnecessários, o que não é possível
no nosso caso.

Quando estávamos a preparar a audiência prévia deparámo-nos com uma questão quanto a
saber se deveríamos ou não admitir os documentos 3 a 7 da contestação.

O problema passava por saber se estávamos ou não perante uma prova ilícita, ainda que
verdadeira, uma vez que ponderámos que a sua aquisição haveria de ter passado por uma ilegalidade
uma vez que o conteúdo daqueles documentos não é de livre acesso e não faria sentido que os autores
os tivessem entregado ou a dado o seu consentimento à entrega.

No entanto estes tiveram a oportunidade de impugnar a sua admissibilidade, nos termos do


Artigo 415º/2 in fine CPC, aquando do articulado Réplica e não o fizeram tendo aliás se pronunciado
sobre os mesmos afirmando a veracidade do seu conteúdo.

Neste sentido decidimos admitir todos os documentos, sendo certo que os especificamente
referidos para os pedidos laborais foram desconsiderados dado a absolvição da Ré, Ondemol
Productions, da instância quanto a eles.

Diapositivo 5:

Por fim, como foram juntos documentos com o Articulado Réplica os Réus não tiveram
oportunidade de se pronunciar quanto aos mesmos. Como não é possível admitir-se provas sem que
haja a audiência contraditória da parte, foi dada pelo Tribunal essa hipótese na Audiência Prévia
dando-se assim cumprimento assim ao disposto no Artigo 415º/1 e 2 última parte do CPC.