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UNIDADE 1

Metodologia
do ensino
de lutas
Metodologia do ensino
de lutas

Mário Molari
© 2016 por Editora e Distribuidora Educacional S.A

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ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico,
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eGTB Editora

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Molari, Mário
M717m Metodologia do ensino de lutas / Mário Molari. – Londrina
: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2016.
192 p.

ISBN 978-85-8482-461-8

1. Luta (Esporte) – Estudo e ensino. 2. Artes marciais. 3.


Educação física – Estudo e ensino. I. Título.

CDD 796.8

2016
Editora e Distribuidora Educacional S.A
Avenida Paris, 675 – Parque Residencial João Piza
CEP: 86041-100 — Londrina — PR
e-mail: editora.educacional@kroton.com.br
Homepage: http://www.kroton.com.br/
Sumário

Unidade 1 | Lutas olímpicas 7


Seção 1 - A suavidade do judô no contexto escolar 11
1.1 | Um pouco sobre o judô 11
1.2 | Os princípios do judô 12
1.3 | As técnicas do judô 13

Seção 2 - Boxe: a luta que atravessou os séculos 17


2.1 | A história do boxe 17
2.2 | As principais regras do boxe 17
2.3 | O vestuário 19
2.4 | As faltas 20
2.5 | O ringue 21
2.6 | Os golpes 21
2.7 | Principais lutadores de boxe 25

Seção 3 - O primeiro esporte de luta olímpica 27


3.1 | Luta olímpica 27
3.2 | Categorias 29

Seção 4 - Taekwondo contemporâneo: uma luta fundamentada


no contexto cultural e social 33
4.1 | Conhecendo o taekwondo 33
4.2 | Regras de competição 34
4.3 | Equipamentos 35
4.4 | Organização das lutas 36
4.5 | Principais Golpes 39

Unidade 2 | Lutas na escola 51


Seção 1 - A origem das lutas 55
1.1 | A perspectiva histórica das lutas 55

Seção 2 - A educação física e o conteúdo de luta 61


2.1 | Esporte de luta x educação 61

Seção 3 - Planejamento das lutas no contexto escolar 67


3.1 | Propostas metodológicas das lutas na escola 67
3.2 | Conhecendo e explorando as lutas 71
3.3 | O papel das lutas na educação 82
3.4 | A educação física e as competências para ensinar lutas 85
Unidade 3 | Lutas japonesas e chinesas 97
Seção 1 - Jiu-Jutsu: a luta do contexto das alavancas 101
1.1 | O jiu-jitsu no Brasil 101
1.2 | Fundamentos do jiu-jitsu 103
1.3 | Principais técnicas do jiu-jitsu 106
1.4 | Considerações finais 111

Seção 2 - Caminho das mãos vazias (Karatê-Do) 113


2.1 | As origens do karatê 113
2.2 | Os primeiros estilos de karatê 115
2.3 | Fundamentos do karatê 119
2.3.1 | Kihon 119
2.3.2 | Katas 120
2.3.3 | Kumite 121
2.4 | Sugestão de ensino do karatê nas aulas de Educação Física 123

Seção 3 - Tai Chi Chuan: a descoberta da suavidade pelos samurais 125


3.1 | Características do tai chi chuan 126
3.2 | Os benefícios do tai chi chuan 129
3.3 | Considerações finais 130

Seção 4 - Kendô: o caminho da espada 133


4.1 | A origem do kendô 133
4.2 | As origens da espada 134
4.2.1 | Os aspectos da espada shinai 135
4.3 | As técnicas do kendô 136
4.4 | Vestimentas do kendô 136
4.5 | As graduações 139
4.6 | As regras 139

Unidade 4 | Lutas ocidentais e orientais no contexto dos projetos na


escola 151
Seção 1 - Capoeira e musicalidade 155
1.1 | História da capoeira 155
1.2 | Instrumentos musicais da capoeira 157
1.3 | As técnicas da capoeira 160

Seção 2 - Artes marciais mistas (MMA) 165


2.1 | As artes marciais mistas como esporte de contato 165
2.2 | Técnicas utilizadas nas artes marciais mistas (MMA) 168

Seção 3 - O contexto das lutas nos projetos na escola 171


3.1 | As lutas por meio de projetos 171
3.2 | Relato de experiência 1: projeto escolinha de taekwondo para crianças 172
3.2.1 | Resultados 173
3.2.2 | Considerações finais 173
3.3 | Relato de experiência 2: projeto – Karatê para Síndrome de Down 176
3.3.1 | Resultados 178
3.3.2 | Considerações finais 180
3.4 | Relato de experiência 3: a inclusão social e o judô para a criança com
deficiência visual 180
Apresentação

Olá, caro aluno! Seja bem-vindo aos estudos sobre as lutas no contexto escolar.
Este livro foi organizado de modo especial para você que tem buscado com
excelência compreender os desafios que envolvem as questões pertinentes ao
setor da educação, em particular o curso de licenciatura em Educação Física, e
que influenciam no processo de ensino-aprendizagem nos esportes de lutas.

Agora pare e respoonda: o que vem a sua mente quando você pensa em
artes marciais e lutas? Os dois termos apresentam conceitos diferentes? Qual
método de ensino você iria utilizar para inserir as lutas no contexto escolar?
Por meio da experiência adquirida, pela nossa caminhada na docência, muitos
adjetivos negativos podem ter surgido em seus pensamentos, tais como: difícil,
impossível, complexo, entre outros fatores. Uma possível explicação para isso
é que conteúdos novos nos levam a sensações de incômodo e de insegurança
quando nos deparamos com algo que não faz parte de nosso cotidiano. Em outras
palavras, podemos compreender que são quebras de paradigmas que temos que
romper para inovar o ensino e torná-lo mais acessível a todos.

A aula de Educação Física é um microespaço que deve ser motivado com


novos conteúdos, a fim de levar os alunos à compreensão do mundo perante
os conhecimentos que estão visivelmente expostos na sociedade. Desta forma, o
ensino das lutas no contexto da escola se torna fundamental neste início de século,
em que nos deparamos com uma imensa incerteza cultural, política e estrutural
não somente nos países em desenvolvimento, mas, também, nos desenvolvidos.

Este livro é composto por uma introdução, seguido de quatro unidades


criteriosamente analisadas e selecionadas para dar sustentação à presente
discussão sobre os conteúdos das lutas no contexto da escola.

Na Unidade I, temos como propósito apresentar as lutas que fazem parte dos
jogos olímpicos, tais como o judô, boxe, a luta greco-romana e o taekwondo,
na perspectiva da formação profissional no curso de licenciatura, trazendo para a
realidade escolar um cenário sobre as lutas que podem ser exploradas de forma
exponencial junto ao planejamento de unidades, pelo fato dessas lutas trazerem
à tona questões políticas, culturais e até mesmo sinalizando as ações construídas
pela relação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Na Unidade II, a ideia é discutir o posicionamento das lutas no contexto da
escola, visto que este conteúdo deve ser inserido junto a outros que já são muito
explorados, como no caso dos jogos, esportes, danças e ginástica, com o desafio
de gerar maior motivação e curiosidade junto aos alunos e até mesmos nos seus
familiares.

Na Unidade III, o propósito é provocar a discussão sobre as lutas japonesas e


chinesas, sendo assim, ela apresenta as características principais do jiu-jitsu, karatê,
tai chi chuan e kendô. A escolha destes esportes de lutas que são praticados no
mundo todo tem uma representação social relevante.

Na Unidade IV, que se trata da última seção de estudos, o tema abordado é


sobre as lutas que contemplam a região ocidental, tendo como enfoque central a
capoeira e as artes marciais mistas (MMA), estabelecendo uma relação entre esses
esportes de lutas com o conteúdo escolar. Além disso, essa unidade aborda projetos
de lutas na escola, apresentando de forma sintética três relatos de experiência que
são: Escolinha de taekwondo para crianças, Karatê para Síndrome de Down e o
Judô para a criança com deficiência visual. Assim, a teoria se comunica com a
ideia de trazer para a prática os esportes de lutas.

Por fim, lembre-se de que o texto apresentado não esgotará todas as


possibilidades de pensar e refletir sobre as temáticas abordadas, mas iniciará
momentos importantes e oportunos para a compreensão das análises realizadas
acerca das temáticas propostas. Para tanto, cumpre destacar que, ao final de
cada unidade, você encontrará um referencial teórico para facilitar seus estudos e
compreensão e buscar novas informações.
Unidade 1

LUTAS OLÍMPICAS

Mário Molari

Objetivos de aprendizagem: Nesta unidade, você irá conhecer as lutas


que fazem parte dos jogos olímpicos. Também irá identificar as diferenças
entre os tipos de lutas olímpicas e como elas foram se estabelecendo no
panorama dos jogos.

Por último, você conhecerá a história e as principais técnicas que


caracterizam a luta, conforme sua cultura e modelo desenvolvido pelos
antigos mestres.

Seção 1 | A suavidade do judô no contexto escolar


Nesta seção você vai conhecer a história do judô e, também, quem foi
o seu fundador. Além disso, você conhecerá algumas das suas principais
técnicas.

Seção 2 | Boxe: a luta que atravessou os séculos


Aqui você estudará a questão do boxe, um esporte que surgiu na
Grécia, que ganha grande impacto na Inglaterra e se torna conhecido no
mundo todo.

Seção 3 | O primeiro esporte de luta olímpica


Nesta seção será apresentada a luta greco-romana, que se caracteriza
por três particularidades, que são: greco-romana, livre masculino e
livre feminino. É uma luta de grande impacto pelo fato de não utilizar
quimonos e, mesmo assim, os seus praticantes têm grande habilidade em
imobilizar o seu oponente.
U1

Seção 4 | Taekwondo contemporâneo – uma luta


fundamentada no contexto cultural e social
Nesta seção você iniciará os estudos sobre o taekwondo. Trata-se de
um esporte de luta que vem crescendo exponencialmente nas últimas
décadas.

8 Lutas olímpicas
U1

Introdução à unidade
Olá! Nesta unidade vamos conhecer as lutas que fazem parte dos jogos
olímpicos e que devem ser apresentadas para os alunos no âmbito escolar.
É fundamental que uma criança conheça as características das lutas e os seus
principais fundamentos.

Também iremos aprender sobre a origem da luta em determinado país, sendo


essa uma questão que deve ser explorada pelo professor de Educação Física. Isso
deve ser feito, pois o desenvolvimento de um esporte de luta é caracterizado pela
história de uma época, do seu país e pelas questões políticas de seu governo.

As artes marciais, por exemplo, têm atraído cada vez mais o interesse dos
profissionais na área da educação, na perspectiva da licenciatura, pelo fato de
que essas modalidades, além de serem uma forma de desenvolver as habilidades
motoras, contribuem para o desenvolvimento cognitivo, pois os exercícios de lutas
incentivam diferentes reações do sistema nervoso central.

As lutas olímpicas provocam um espírito de tolerância e de justiça, além do


domínio de si mesmo e proporcionam aos praticantes um valor relacionado à
subjetividade. Além disso, oferecem uma ação pedagógica para fins recreativos e
competitivos, com princípios e filosofia para serem constantemente inseridas na
sua prática de maneira responsável para que haja um progresso técnico e filosófico.

Enfim, as lutas olímpicas com objetivos bem definidos proporcionam um


desenvolvimento global e dinâmico, contribuindo para a saúde e a qualidade de vida.

Lutas olímpicas 9
U1

10 Lutas olímpicas
U1

Seção 1
A suavidade do judô no contexto escolar

Introdução à seção
Judô é uma arte marcial japonesa que vem crescendo cada vez mais, juntamente
com a formação profissional dos seus professores. Competidores do Brasil vêm
conquistando destaque em grandes eventos, principalmente por meio de alunos
participantes de projetos comunitários, com o apoio da política de cada município.
Este esporte vem sendo procurado pelos responsáveis dos adolescentes, pois é uma
luta que exige muita disciplina, ajudando futuramente a exercer o profissionalismo e,
também, uma boa conduta ética, pois o judô traz ao praticante um bem-estar físico
e mental. Basicamente, é um esporte que faz com o que o judoca comece a olhar a
vida de outra forma. O seu próprio nome remete a “caminho suave”, proporcionando,
então, um caminho diferente para o praticante dessa arte.

1.1 Um pouco sobre o judô


A palavra “judô” tem como construção “JU” (suavidade) e “DÔ” (caminho),
traduzido como “caminho suave” (VIRGILIO, 2002). Essa ideia contextualiza o
pensamento da utilização da força do oponente contra ele mesmo.

Segundo Lasserre (1969), o judô é um esporte que contempla a arte e a


filosofia, estimula o condicionamento físico e cognitivo, pois, após um tempo de
treinamento, o indivíduo mais frágil obtém sucesso nas lutas com o mais forte.

O fundador do judô foi Jigoro Kano (VIRGILIO, 2002), tendo iniciado sua prática
aos 16 anos, no jiu-jitsu, com as técnicas atemi-waza (técnicas de percussão),
katame-waza (técnicas de domínio) e nague-waza (técnicas de arremesso),
aprofundando seus conhecimentos e criando novas técnicas para o treinamento,
com o intuito de estimular esportes competitivos.

Após certo tempo, aprimorou um conjunto de técnicas, regras e princípios


que viriam a constituir o judô. Seus estudos e pesquisas organizaram um sistema
adequado aos métodos educacionais, como uma disciplina de Educação Física,
evitando as ações que pudessem ser lesivas ou prejudiciais à sua prática por
qualquer leigo (MATSUMOTO, 1996).

Lutas olímpicas 11
U1

Com esse intuito, em 1882, fundou sua própria escola e, para se distinguir
das formas que identificavam o antigo jiu-jitsu, denominou a prática luta de “judô
kodokan”, destinada à formação e preparação integral do homem por meio das
atividades físicas de luta corporal e do aperfeiçoamento moral, sustentada pelos
princípios filosóficos e exaltação do caráter, que era a essência do espírito marcial
dos samurais, o “Budo” (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE JUDÔ, 2009).

Em 1931, o judô foi integrado aos currículos escolares, tornando-se disciplina


obrigatória no Japão. Em 1934, Jigoro Kano organizou o primeiro campeonato
de judô do Japão, consagrado como um desporto moderno de combate, e, em
1964, foi introduzido como esporte olímpico na Olimpíada de Tóquio e difundido
em muitas regiões pelo mundo (CONFEDERAÇÃO PARANAENSE DE JUDÔ, 2009).

Como você faria para adaptar o judô ao contexto escolar? Reflita


sobre isso.

Para saber mais, leia o texto a seguir:

SILVA, Lucas Henrique da; FRANCO, Elisângela de Carvalho. A influência


na prática do judô no benefício do processo de ensino-aprendizagem.
Disponível em: <http://www.listasconfef.org.br/comunicacao/banco_
de_ideias/LUCAS_SILVA.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

1.2 Os princípios do judô


O judô mantem alguns princípios básicos para serem inseridos durante o
treinamento junto a seus alunos. São eles:

a) Máxima eficiência com o mínimo esforço. É aplicado à elevação e perfeição


do espírito e do corpo na ciência do ataque e defesa, exigindo ordem e
harmonia entre os homens.

12 Lutas olímpicas
U1

b) O judô é uma forma ideal de educação física e moral. É o princípio da melhor


utilização do corpo e do espírito.

c) O máximo da eficiência com o mínimo dispêndio de energia.

1.3 As técnicas do judô


As técnicas do judô são divididas em Nague waza (técnica de projeção) e Katame
waza (técnica de domínio no solo). As técnicas de solo são subdivididas em três
categorias: Ossae-komi-waza (técnicas de imobilização), Shime-waza (técnicas de
estrangulamento) e Kansetsu-waza (técnicas de chave de braço) (GRANDOLFI, 2008).

Além disso, a prática da luta consiste em uma série de estratégias de quedas


que são chamadas de Ukemi. São divididas da seguinte forma: Ushiro-ukemi
(queda para trás), Yoko-ukemi (queda para o lado), Mae-ukemi (queda frontal) e
Mae-mauari-ukemi (queda com rolamento para frente) (TAKESHITA, 1973). Além
disso, existem algumas técnicas básicas que podem ser exploradas no contexto
escolar. Veja a seguir algumas imagens dessas técnicas:

Figura 1.1 | Técnica 1: Hiza Guruma

Fonte: Judô Info. Disponível em: <http://judoinfo.com/pdf/ouchigaeshi.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

Lutas olímpicas 13
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Figura 1.2 | Técnica 2: Sasae Tsuri Komi Ashi

Fonte: Judô Info. Disponível em: <http://judoinfo.com/pdf/sasaetsurikomiashi.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

Figura 1.3 | Técnica 3: Hiza Guruma

Fonte: Judô Info. Disponível em: <http://judoinfo.com/pdf/hizaguruma.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

Assista ao vídeo da luta greco-romana e a diferencie da luta do


judô, criando uma tabela. Reflita sobre isso.

Link do vídeo da luta Greco-Romana: YOUTUBE. 5 Vídeo A luta


Greco-Romana. 2014. Disponível em: <https://www.youtube.
com/watch?v=pnPhP_9cde0>. Acesso em: 6 maio 2016.

Link do vídeo da luta de Judô: YOUTUBE. Sarah Menezes é


campeã no Grand Slam de Moscou!. 2012. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=3IJpj7mH3i8>. Acesso
em: 6 maio 2016.

14 Lutas olímpicas
U1

Para saber mais, leia o texto a seguir:

NUNES, Alexandre Velly; RUBIO, Kátia. As origens do judô brasileiro: a árvore


genealógica dos medalhistas olímpicos. Rev. bras. Educ. Fís. Esporte, v. 26,
n. 4, p. 667-78, São Paulo, out./dez. 2012. Disponível em: <http://www.
scielo.br/pdf/rbefe/v26n4/v26n4a11.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

Acredito que já estamos aptos para responder algumas


questões acerca do conteúdo visto
nesta seção. A partir do conteúdo
exposto, responda às questões a seguir:

1. O judô significa “caminho suave” e busca por meio de


suas técnicas apresentar a arte de forma metodológica,
conforme criado pelo mestre Jigoro Kano. Pensando nisso,
relate qual é o principal mecanismo para que a técnica se
torne eficaz.

2. Existem quatro estratégias de quedas no judô para que


o praticante tenha êxito. Qual das alternativas a seguir
apresenta a técnica de rolamento para trás?
a) Ushiro-ukemi.
b) Yoko-ukemi.
c) Mae-ukemi.
d) Mae-mauari-ukemi.
e) Mae-yoko-ukemi.

Lutas olímpicas 15
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16 Lutas olímpicas
U1

Seção 2
Boxe: a luta que atravessou os séculos

Introdução à Seção
O boxe é uma modalidade que está em grande ascensão atualmente, sendo
utilizado de modo recreativo ou formal. Exige a necessidade de desenvolver uma
pedagogia adequada para o processo de aprendizagem da modalidade, uma vez
que é um esporte de grande complexidade, exigindo uma gama de movimentos,
que, combinados uns aos outros, podem propiciar ao aluno melhorias na sua
coordenação motora.

2.1 A história do boxe


Aproximadamente entre 4000 – 5000 anos, épocas em que o homem não
provia de muitas armas, muito menos armas poderosas, para sua defesa, houve a
necessidade de desenvolver um método que pudesse ser eficaz para tal, já que os
combates na antiguidade eram frequentes.

Segundo Faria (1997), após a Grécia ser conquistada pelos romanos, o boxe
foi inserido na cultura destes povos com objetivos de espetáculos e lutas para
sobrevivência. O nome “boxe” começou a ser utilizado inicialmente na Inglaterra, mas
também é conhecido como “pugilismo”. Provém do latim “Púgil” (lutar com as mãos
cobertas com materiais que as protegiam), ou até mesmo “Pugillus” (punho fechado).

Segundo Faria (1997), James Figg, um ex-campeão de boxe, fundou uma


academia em Londres, recomeçando, assim, a história do boxe. A Confederação
Brasileira de Pugilismo (1987) relata que, em 1896, o boxe teve sua primeira
evidência nos jogos olímpicos e, mais adiante, foi reconhecido mundialmente,
difundindo-se por vários países, dentre eles os Estados Unidos, onde a modalidade
tem notória força mundial.

2.2 As principais regras do boxe


De acordo com a Confederação Brasileira de Boxe (2000), as regras do boxe
são as seguintes:

Lutas olímpicas 17
U1

Os pugilistas amadores se dividem em 4 classes:

• Estreantes: o pugilista que não tem nenhuma luta oficial.

• Novíssimos: o pugilista que tem, no máximo, 5 vitórias.

• Novos: o pugilista que tem mais que 5 e, no máximo, 10 vitórias.

• Masters: o pugilista que tem mais de 10 vitórias.

São subdivididos em categorias de peso:

• Mosca ligeiro: até 48 kg.

• Mosca: até 51 kg.

• Galo: até 54 kg.

• Pena: até 57 kg.

• Leve: até 60 kg.

• Meio médio ligeiro: até 64 kg.

• Meio médio: até 69 kg.

• Médio: até 75 kg.

• Meio pesado: até 81 kg.

• Pesado: até 91 kg.

• Super pesado: acima de 91 kg.

Os pugilistas profissionais dividem-se em 3 classes:

• Preliminarista: o pugilista que realizou as três primeiras lutas com duração


máxima de 6 assaltos.

• Semifinalista: o pugilista que realizou as próximas 3 seguintes lutas com


duração máxima de 8 assaltos.

• Finalista: o pugilista a partir da 7ª luta pode realizar combates de qualquer


duração.

18 Lutas olímpicas
U1

São subdivididos em categorias de peso:

• Palha: até 47,627 kg.

• Super palha: até 48,988 kg.

• Mosca: até 50,802 kg.

• Super mosca: até 52,163 kg.

• Galo: até 53,524 kg.

• Super galo: até 55,338 kg.

• Pena: até 57,153 kg.

• Super pena: até 58,967.

• Leve: até 61,235 kg.

• Super leve: até 63,503 kg.

• Meio médio: até 66,678 kg.

• Super meio médio: até 69,853 kg.

• Médio: até 72,575 kg.

• Super médio: até 76,204 kg.

• Meio pesado: até 79,379 kg.

• Cruzador: até 86,183 kg.

• Pesado: acima de 86,183 kg.

2.3 O vestuário
A Confederação Brasileira de Boxe (2000) relata que o vestuário obrigatório para
pugilistas amadores e profissionais é constituído por sapatilhas, ou algum outro tipo
de calçado leve que não tenha cravos na sola, calção com comprimento mínimo
até a metade da coxa e máximo no joelho. O boxeador amador é obrigado a
utilizar camiseta, sem manga, e que não atrapalhe o desenvolvimento dos golpes.

É obrigatório o uso de protetor genital (coquilha) e protetor bucal. As luvas e


capacetes devem ser fornecidos pelo realizador do evento ou pela confederação
que esteja comandando a luta. Mais um diferencial dos boxeadores é a utilização
de capacete obrigatório apenas para amadores.

Lutas olímpicas 19
U1

2.4 As faltas
Para a Confederação Brasileira de Boxe (2000), será considerado falta ao
adversário que:

• Bater abaixo da cintura.

• Bater com cotovelo, ombro ou antebraço.

• Der cabeçadas.

• Bater na nuca, região dos rins ou costas.

• Bater com o punho ou parte interna da luva.

• Golpear com joelhos, pernas ou pés.

• Segurar a corda com uma mão e bater com outra.

• Bater no oponente estando fora das cordas ou caído na lona.

• Segurar o adversário.

• Bater após um comando de “stop”, “break” ou após soar o gongo.

• Pisar no oponente.

• Esfregar a luva aberta no rosto do adversário ou manter o braço esticado sem


golpear.

• Colocar o polegar no olho do adversário.

• Abaixar o corpo inferior à linha da cintura.

• Morder o adversário.

• Deixar cair o protetor bucal intencionalmente.

• Impulsionar-se nas cordas.

• Agredir ou ser agressivo com o árbitro.

• Bater com as duas mãos ao mesmo tempo.

• Virar de costas para o oponente.

• Cair de forma intencional.

20 Lutas olímpicas
U1

Quais são os benefícios que a prática do boxe proporciona


para as crianças na escola? Reflita sobre isso.

Para saber mais, leia o texto a seguir:

IRAIAS, Everton Arruda. Na escola não pode lutar: o estudo do boxe com
os primeiros anos. Disponível em: <http://www.gpef.fe.usp.br/semef%20
2014/Relato%20Everton%20Arruda.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

2.5 O ringue
O tamanho mínimo para o ringue é de 4,90m e máximo de 6,10m, em cada
um dos quatro lados. A medida é realizada na parte interna das cordas. Podem ser
utilizadas 3 ou 4 cordas no ringue (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BOXE, 2000).

Figura 1.4 | Ringue de boxe

Fonte: <http://www.istockphoto.com/br/foto/ringue-de-boxe-gm96701157-11877059>.
Acesso em: 5 maio 2016.

2.6 Os golpes
O boxe apresenta as seguintes técnicas: guarda de ataque, reto, cruzado,
gancho, swing, esquiva, jab.

• Guarda de ataque: uma perna à frente e outra para trás. Uma linha imaginária

Lutas olímpicas 21
U1

corta a distância entre uma perna e outra para que não se cruzem, nem
fiquem muito próximas. As pernas devem ficar aproximadamente 50 cm de
distância vertical e 20 cm de distância horizontal. Os pés devem ficar em um
ângulo de 45° graus, os braços ficam na vertical, o braço de trás fica junto ao
corpo e a mão junto ao queixo. A mão da frente fica próxima ao corpo (mas
não junto), ficando na altura aproximadamente da boca.

Figura 1.5 | Guarda de ataque

Fonte: Dempsey (2010).

• Golpe reto (direto): estando em guarda, o golpe reto pode ser feito com o braço
de trás, chamado “direto”, ou da frente, “jab”, ambos fazem o mesmo processo.
Para disferir o golpe reto, é preciso avançar com o antebraço para frente sempre
na posição vertical até que fique totalmente estendido à frente do corpo. Para
uma melhor realização, o golpe deve ser realizado com o giro de quadril e perna.

Figura 1.6 | Golpe reto (jab e direto)

Fonte: Guia das Artes Marciais. Disponível em: <http://


oguiadasartesmarciais.xpg.uol.com.br/Guia%20de%20A%20a%20Z/
Boxe/Golpes%20do%20Boxe.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.

22 Lutas olímpicas
U1

• Golpe cruzado: estando em guarda de ataque, o aluno realiza, juntamente


com o giro de quadril e pernas, o movimento de braço, fazendo com que o
braço avance para frente e, em seguida, cruze frente ao rosto. Ao final deve-se
estar com o braço na posição de 90° graus em relação ao antebraço. Assim
que a mão passar frente ao rosto, é preciso retornar à posição de guarda,
perfazendo a mesma trajetória.

Figura 1.7 | Golpe cruzado

Fonte: Guia das Artes Marciais. Disponível em: <http://


oguiadasartesmarciais.xpg.uol.com.br/Guia%20de%20A%20a%20Z/
Boxe/Golpes%20do%20Boxe.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.

• Golpe swing: este golpe é parecido com o cruzado, no entanto, o braço, ao


invés de sair na altura da cabeça, sobe e vem cruzando de cima para baixo,
em direção à cabeça do adversário.

Figura 1.8 | Golpe swing

Fonte: Guia das Artes Marciais. Disponível em: <http://oguiadasartesmarciais.xpg.uol.


com.br/Guia%20de%20A%20a%20Z/Boxe/Golpes%20do%20Boxe.htm>. Acesso em:
5 maio 2016.

Lutas olímpicas 23
U1

• Golpe gancho: em guarda de ataque, para golpear o abdome, o antebraço


desce formando um ângulo de 90° graus com o braço e levemente vai
para frente neste mesmo ângulo. Para golpear a cabeça, o antebraço desce
aproximadamente 45° graus e levemente sobe no mesmo ângulo.

Figura 1.9 | Golpe gancho

Fonte: Dempsey (2010).

• Esquivas: é o movimento do corpo para sair da trajetória dos golpes do oponente.

Figura 1.10 | Técnicas de esquivas

Fonte: Guia das Artes Marciais. Disponível em: <http://oguiadasartesmarciais.xpg.uol.com.br/Guia%20de%20A%20


a%20Z/Boxe/Golpes%20do%20Boxe.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.

• Jab: é um golpe dado com o punho que está à frente na guarda. Também
é muito utilizado para afastar o oponente, para medir a distância ou como
preparação para outra ação.

24 Lutas olímpicas
U1

Figura 1.11 | Ataque direto (jab)

Fonte: Guia das Artes Marciais. Disponível em: <http://oguiadasartesmarciais.xpg.uol.com.br/


Guia%20de%20A%20a%20Z/Boxe/Golpes%20do%20Boxe.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.

2.7 Principais lutadores de boxe


No século passado e início do atual, o mundo conheceu inúmeros lutadores de
boxe, que, de forma espetacular, contribuíram para que as pessoas conhecessem
um pouco mais sobre o boxe. Cada um apresentou técnicas peculiares, tornando-
os únicos em termos de movimentação, estratégias de lutas, entre outros pontos,
inclusive sobre as polêmicas causadas fora do âmbito de luta. A seguir, foram
reunidas as figuras dos principais lutadores:

Figura 1.12 | Mike Tyson Figura 1.13 | George Foreman Figura 1.14 | Muhammad Ali

Figura 1.15 | Rocky Marciano Figura 1.16 | Maguila Figura 1.17 – Popó

Fonte: Guia das Artes Marciais. Disponível em: <http://oguiadasartesmarciais.xpg.uol.com.br/Guia%20de%20A%20


a%20Z/Boxe/Pungilistas_Famosos.htm>. Acesso em: 5 maio 2016.

Lutas olímpicas 25
U1

A partir do conteúdo exposto nesta seção, responda as


questões a seguir:

1. Descreva o papel da Grécia no desenvolvimento do boxe.

2. Existem estratégias de luta para que o boxe se torne


eficiente. Assinale a alternativa que apresente a estratégia
que podemos perceber como um golpe que faz com que o
lutador se aproxime do oponente:
a) Golpe reto.
b) Golpe cruzado.
c) Golpe gancho.
d) Golpe swing.
e) Passo pêndulo.

26 Lutas olímpicas
U1

Seção 3
O primeiro esporte de luta olímpica

Introdução à Seção
A relevância de discutir as lutas greco-romanas é importante pelo fato de ser
um esporte desconhecido pela população em geral, por mais que tenha sido o
primeiro esporte de luta inserido nos jogos olímpicos.

Isso se deve ao fato de que não se utiliza quimonos. As lutas têm uma
configuração diferente, pois suas regras diferem das lutas livres masculinas e
femininas. Portanto, é de extrema relevância trazer à tona a história e os principais
contextos evolutivos.

3.1 Luta olímpica


A luta greco-romana teve início na Grécia Antiga, sendo um dos festivais mais
importantes daquele período. Além disso, os gregos reconheciam a luta livre como
uma excelente forma de desenvolver a destreza física e mental. Ela utiliza as mãos
para controlar e manipular as mãos e braços do adversário, ganhando vantagem
durante uma contração dos membros superiores (CBLA, 2016).

Existem alguns fatos importantes na luta greco-romana em relação aos jogos


olímpicos:

a) Estreou na primeira Olimpíada Moderna em Atenas, em 1896.

b) A luta livre foi incluída no programa olímpico em Saint Louis, em 1904.

c) A luta greco-romana integra os jogos olímpicos modernos desde 1896, mas


a luta livre e a greco-romana têm entrado em declínio nos últimos anos.

No Brasil, a luta livre segue uma cronologia, tendo como ponto de partida o
ano de 1915, quando foi realizada a Criação da Liga Mineira de Esportes Atléticos
em Belo Horizonte, incluindo, entre suas competições, a luta greco-romana. Na
década de 1940, o principal lutador foi o húngaro apelidado de ‘Tatu’, emigrado
para o Rio de Janeiro, que transmitia seus conhecimentos para os astros de

Lutas olímpicas 27
U1

espetáculos de lutas em arenas.

Na década de 1950, consolida-se a existência de pequenos núcleos autônomos


de praticantes em São Paulo e Rio de Janeiro. Já na década de 1960 há a presença
de outro professor húngaro, Antal Schober, que criou uma cultura de luta olímpica
em Minas Gerais.

Na década de 1970, os professores Roberto Leitão e Pedro Gama Filho criam


um intercâmbio com a equipe de lutadores do México e Argentina (UNITED
WORLD WESTLING, 2016).

Em 1980, nasceu uma nova geração de lutadores: José de Oliveira, Laerte


Barcellos, Gilberto Arbues, Roberto Leitão Filho, José Vicente, Roney Loyola e
Fernando Rosan, entre outros. A primeira medalha de ouro internacional para o
Brasil foi conquistada por Roberto Leitão Filho, em 1983.

Nos Jogos de Barcelona, em 1992, o Brasil esteve presente no torneio de


luta greco-romana com Roberto Leitão Filho apresentando bons resultados. Na
situação atual, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vem estabelecendo novas
formas de treinamento e, principalmente com a parceria entre as universidades,
ficou mais fácil a divulgação desta arte que até então era desconhecida (UNITED
WORLD WESTLING, 2016).

A luta olímpica ao longo do tempo foi caracterizada de três formas: luta


greco-romana, luta livre feminino e luta livre masculino. Veja a seguir uma tabela
apresentando as diferenças entre elas:

Quadro 1.1 | Diferenças entre as lutas greco-romanas


Estilos Descrição
No estilo greco-romana, os atletas só podem utilizar tronco
e membros superiores para defender e atacar. Se um dos
Luta greco-romana
adversários conseguir abrir uma margem de 8 pontos durante
a luta, ele é considerado vencedor por superioridade técnica.

É equivalente ao estilo livre masculino. Logo, o uso dos


membros inferiores para defender e atacar é permitido. É
Luta livre feminina
a única categoria disputada pelas mulheres e entrou no
cronograma olímpico na edição de 2004, em Atenas.

É permitido o uso dos membros inferiores para defender


Luta livre masculino e atacar. Se um dos atletas conseguir abrir vantagem de 10
pontos, ele será declarado vencedor por superioridade técnica.
Fonte: CBLA (2016). Disponível em: <http://cbla.com.br/modalidades/estilos-olimpicos/>. Acesso em: 14 maio 2016.

28 Lutas olímpicas
U1

Quando ensinamos as lutas no contexto da escola, temos


que ter alguns cuidados especiais nas questões das lesões. É
importante discutir isso junto aos alunos, pois a vivência escolar
é diferente da vivência competitiva. Reflita sobre isso.

Para saber mais, leia o texto a seguir:

BARROSO, Bernardo Garcia et al. Lesões musculoesqueléticas em


atletas de luta olímpica. Acta Ortop Bras., 19(2), p. 98-101, 2011.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/aob/v19n2/a07v19n2.pdf>.
Acesso em: 5 maio 2016.

3.2 Categorias
As categorias são divididas de três formas no cronograma olímpico. São elas:

a) Estilo greco-romano: as categorias olímpicas são 59 kg, 66 kg, 75 kg, 85 kg,


98 kge 130 kg. As categorias não olímpicas são 71 kg e 80 kg.

b) Estilo livre masculino: as categorias olímpicas são 57 kg, 65 kg, 74 kg, 86 kg,
97 kg e 125 kg. As categorias não olímpicas são 61 kg e 70 kg.

c) Estilo livre feminino: as categorias olímpicas são 48 kg, 53 kg, 58 kg, 63 kg,
69 kg e 75 kg. As categorias não olímpicas são 55 kg e 60 kg.

A seguir serão apresentadas algumas técnicas utilizados nos jogos olímpicos e


que são muito exploradas nos locais de treinamento no Brasil. São elas:

Lutas olímpicas 29
U1

Figura 1.18 | Técnica de entrelaçar os membros inferiores

Figura 1.19 | Técnica queda flexível

Figura 1.20 | Técnica queda de costa

Figura 1.21 | Técnica arremesso lateral

Figura 1.22 | Técnica flutuação

Fonte: Shakhmuradov (2011).

Ao desenvolver trabalhos relacionados às lutas greco-romanas, incluindo a livre


masculina e feminina, temos que levar em consideração algumas habilidades que
devem ser organizadas no planejamento escolar como a forma da técnica e a
aplicação da mesma. A ideia é desenvolver as possiblidades de preparação por
meio de uma atividade lúdica para que a criança perceba o desenvolvimento e,
logo após isso, entre na segunda etapa, que é junto do corpo com o oponente e,
por fim, conclua a terceira etapa, que busca a finalização da luta.

30 Lutas olímpicas
U1

A seguir são apresentadas algumas imagens das lutas livres masculinas e femininas:

Figura 1.23 | Livre feminina Figura 1.24 | Livre masculina

Figura 1.25 | Livre masculina

Fonte: CBLA (2016). Disponível em: <http://cbla.com.br/category/fotos/>. Acesso em: 14 maio 2016.

A partir do conteúdo exposto nesta seção, responda as


questões a seguir:

1. Relate a diferença entre os três tipos de luta livre olímpica:


greco-romana, livre feminino e livre masculino.

2. Em relação à pontuação no estilo livre masculino, qual é o


máximo de pontuação que um atleta faz para encerrar a luta?
a) 12 pontos.
b) 10 pontos.
c) 8 pontos.
d) 5 pontos.
e) 2 pontos.

Lutas olímpicas 31
U1

32 Lutas olímpicas
U1

Seção 4
Taekwondo contemporâneo: uma luta
fundamentada no contexto cultural e social

Introdução à Seção
Trabalhar com crianças na fase escolar e, principalmente na educação infantil,
fase em que as mesmas buscam um exemplo para seguir, não é tarefa fácil, no
entanto, esportes de luta olímpica, como no caso do taekwondo, é uma das
estratégias que mais trazem resultados, pois a dinâmica caracterizada pelo esporte
é a velocidade, agilidade e saltos.

4.1 Conhecendo o taekwondo


O significado de “taekwondo” se caracteriza por três partes: “tae”, definido como
saltar, voar, esmagar com os pés; “kwon”, que significa bater ou destruir com as
mãos; e “do”, considerado o caminho, a arte, o método, a filosofia. Ao juntar essas
palavras, temos “caminho dos pés e das mãos” (GOULART, 2006; SILVA, 2008).

Para Hornsey (2002), seus princípios fundamentais são: cortesia, integridade,


perseverança, domínio sobre si mesmo e espírito indomável.

O taekwondo é uma arte marcial milenar, originada a partir de 37 a.C., período


em que a Coreia estava dividida em três reinos: Silla, Koguryo e Baekche (FARGAS,
1993; KIM, 1995; LEE, 2006). De acordo com Goulart (2006) e a World Taekwondo
Federation (2007), o taekwondo era treinamento de tropa de elite para defender-
se de invasores e tinha código de honra regido por cinco itens: obediência ao rei;
respeito aos pais; lealdade para com os amigos; nunca recuar ante o inimigo; e
matar somente quando não houver alternativa.

Foi em meados do ano de 1955 que o general Choi Hong Hee conseguiu
unificar as várias escolas existentes, sendo adotado definitivamente o nome
taekwondo (KIM 1995). A prática da modalidade se estabeleceu em 1971, quando
o presidente da República da Coreia do Sul na época proclamou o taekwondo
como um esporte nacional. Em 1973, foi fundada a World Taekwondo Federation
(WTF – Federação Mundial de Taekwondo, em português) e, entre os dias 25 a 27
de maio, realizou-se o primeiro campeonato mundial da modalidade (WTF, 2007;

Lutas olímpicas 33
U1

FARGAS, 1993).

Em relação aos jogos olímpicos, o taewondo, em 1988, foi inserido como


esporte de demonstração e, em 2000, a modalidade foi introduzida oficialmente
no programa olímpico.

Por que a tecnologia avançou tanto nas lutas de taekwondo nos


jogos olímpicos? Reflita sobre isso.

Para saber mais, leia o texto a seguir:


MARCON, João Carlos. Taekwondo: uma proposta pedagógica.
<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2054-8.
pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

4.2 Regras de competição


A área de luta é de 10 m X 10 m, ficando dispostos quatro árbitros responsáveis
pela marcação dos pontos e um quinto árbitro no centro, que determina todas as
principais atribuições de pontuações e punções durante a luta (WTF, 2006).

A luta é realizada entre dois competidores, sendo que um utiliza a proteção azul
e outro a vermelha, tanto na cabeça como no tórax. A luta ocorre por meio de três
rounds com um tempo de dois minutos. O intervalo é de um minuto entre as lutas.

O esportista pode obter a vitória nas seguintes situações:

a) Atingir 12 pontos.

b) Estabelecida uma diferença de 7 pontos.

c) Nocauteia o adversário.

34 Lutas olímpicas
U1

d) Desclassificação do adversário.

e) Em situação de empate utiliza-se um round extra, intitulado de Golden Score


(Ponto de Ouro).

As marcações da pontuação ocorrem sobre a sinalização de três dos quatro


árbitros laterais que acionam o sistema eletrônico de pontuação. A logística da
luta ocorre tendo como estratégia as seguintes situações (FARGAS, 1993; CHUNG;
LEE, 1994; SILVA et al., 2007; WTF, 2008):

a) Um chute, para ser válido, deve ter a técnica correta.

b) Golpes desferidos no tronco (circunferência abdominal) têm validade de 1 ponto.

c) Golpes desferidos na cabeça têm validade de 2 pontos.

d) Chutes aplicados na face têm um atributo de ponto adicional.

e) Técnicas e mau comportamento são penalizados com uma advertência ou


com a dedução de um ponto.

f) Acúmulo de duas advertências resulta na retirada de um ponto.

4.3 Equipamentos
O local de luta é chamado de dojan, organizados por 100 placas de 1 m2 cada,
ligadas uma na outra, formando uma área de 10 m X 10 m.

Segundo o DAE DO (2007), a composição do material é:

a) Borracha de EVA (Etylene-Vinyl-Acetat), com densidade de 1,6kgF/cm3.

b) Espessura oficial de 3 cm.

c) Deve ser constituída por duas colorações diferentes: uma para a área de
combate e outra cor para o centro da quadra e sua delimitação final.

Lutas olímpicas 35
U1

Figura 1.26 | Área de luta

Fonte: CBTKD (2016). Disponível em: <http://www.ftemg.com.br/2013/Regras_2013_


CBTKD.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

O uniforme é chamado de dobok, contendo uma blusa e uma calça branca. O


lutador utiliza as proteções nas seguintes partes do corpo: cabeça, tronco, pernas,
braços, mãos, genital e bucal, que são obrigatórios (KIL, 2006).

Figura 1.27 | Equipamentos de proteção

Fonte: CBTKD (2016). Disponível em: <http://www.ftemg.com.br/2013/Regras_2013_CBTKD.


pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

4.4 Organização das lutas


As lutas no contexto do taekwondo são organizadas seguindo uma divisão por
sexo, peso, a cor da faixa e a idade (WTF, 2006; CBTKD, 2007). Veja os detalhes:

36 Lutas olímpicas
U1

a) Idade

• Fraldinha: até 6 anos de idade.

• Mirim: até 9 anos de idade.

• Infantil: até 13 anos de idade.

• Júnior: até 17 anos de idade.

• Adulto: até 30 anos de idade.

• Máster: a partir de 30 anos de idade com três subdivisões - até 35 anos, até
40 anos e mais de 40 anos.

b) Graduações

• Faixa branca até ponta-amarela.

• Faixa amarela até ponta-verde.

• Faixa verde até azul.

• Faixa ponta-vermelha até ponta-preta.

• Faixa preta.

c) Peso

O peso pode ser expresso na imagem a seguir:

Figura 1.28 | Pesos para os jogos olímpicos

Fonte: CBTKD (2016). Disponível em: <http://www.ftemg.com.br/2013/Regras_2013_CBTKD.


pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

Lutas olímpicas 37
U1

Figura 1.29 | Divisão de pesos para campeonatos mundiais júnior

Fonte: CBTKD (2016). Disponível em: <http://www.ftemg.com.br/2013/Regras_2013_CBTKD.pdf>.


Acesso em: 5 maio 2016.

Figura 1.30 | Divisão de pesos para campeonatos mundiais de cadete

Fonte: CBTKD (2016) <http://www.ftemg.com.br/2013/Regras_2013_CBTKD.pdf>. Acesso em: 5 maio


2016.

38 Lutas olímpicas
U1

4.5 Principais golpes


O taekwondo consiste numa composição de golpes para que a luta ocorra de
forma organizada e eficiente. Os principais golpes são:

a) Bandal tchagui: chute lateral com o “peito” (dorso) do pé na altura do tórax.


Golpe mais utilizado no taekwondo.

Figura 1.31 | Bandal Tchagui

Fonte: Associação Sumareense de Taekwondo (2016).

b) Dolio tchagui: chute lateral com o “peito” (dorso) do pé. Possui a mesma
técnica do bandal, mas visa à altura do rosto.

Figura 1.32 | Dolio Tchagui

Fonte: Associação Sumareense de Taekwondo (2016).

c) Bakat tchagui: chute de dentro para fora, com um dos membros inferiores
realizando um giro.

Lutas olímpicas 39
U1

Figura 1.33 | Bakat Tchagui

Fonte: Associação Sumareense de Taekwondo (2016).

d) Neryo tchagui: chute frontal com a sola do pé na altura do rosto.

Figura 1.34 | Nerio Tchagui

Fonte: Associação Sumareense de Taekwondo (2016).

e) Pande Yop Tchagi: chute giratório lateral.

Figura 1.35 | Pande Yop Tchagi

Fonte: Associação Sumareense de Taekwondo (2016).

40 Lutas olímpicas
U1

A partir do conteúdo exposto nesta seção, responda as


questões a seguir:

1. Descreva os principais golpes utilizados pelo taekwondo


e, após isso, pontue as diferenças entre o taekwondo, o
boxe e a luta greco-romana.

2. Qual o significado de taekwondo?


a) Arte suave.
b) Caminho de mãos vazias.
c) Livre expressão dos membros inferiores.
d) Caminho das mãos e dos pés.
e) Caminho da espada.

O esporte de lutas na perspectiva dos jogos olímpicos traz


à tona um aspecto cultural das antigas civilizações para o
período contemporâneo, pois as lutas tiveram seus primeiros
registros em períodos de guerra e foi por meio dos jogos
olímpicos que conseguiram se registrar e manter uma
evolução histórica.

Um importante fato é que as lutas que fazem parte do


cenário olímpico tornam-se conteúdos primordiais a serem
disseminados na grade curricular escolar, pois, além de serem
mais conhecidas por estarem presentes na mídia, conseguem
gerar uma maior admiração e vontade de serem praticadas
pelas crianças.

A escola é um espaço democrático para se estabelecer as


culturas que são vivenciadas nos jogos olímpicos e, desta

Lutas olímpicas 41
U1

forma, conquistar espaços que de uma forma ou outra estão


contidos na vida cotidiana das crianças. De acordo com
Daolio (2004), a cultura é o principal conceito para a educação
física, porque todas as manifestações corporais humanas
são geradas na dinâmica cultural, desde os primórdios da
evolução até hoje.

É inquestionável o poder de fascinação que as lutas provocam


nos alunos. Nos dias atuais, constatamos que o tema está em
moda, seja em desenhos animados, em filmes ou em academias.
Não é difícil encontrar crianças brincando de luta nos intervalos
das aulas ou colecionando figurinhas de heróis que lutam em
seus desenhos animados. Os adolescentes compram revistas
que se referem ao tema, livros de técnicas de luta e matriculam-
se em academias para realizar a prática da luta.

Assim, contemplar as lutas olímpicas no contexto escolar


é a forma mais dinâmica para inserir novas propostas
educacionais, pois a escola é o lugar que consegue construir
novos contextos, sendo a aula o microespaço que vence
novos paradigmas.

As lutas olímpicas não são modalidades difundidas e


amplamente praticadas no contexto escolar, porém, com este
estudo, ficou claro que este assunto é extremamente necessário
no planejamento escolar anual.

Com base nos dados apresentados nesta unidade, foi possível


concluir que novos conteúdos, ainda mais na perspectiva das
lutas olímpicas, podem ser fatores motivacionais para que os
alunos participem mais das aulas de Educação Física.

Sugere-se que os professores que lecionam para o ensino


superior, juntamente com os acadêmicos, formem grupos de
estudo on-line ou, até mesmo, presenciais, para vivenciarem os
projetos sobre lutas implantadas nas diversas áreas do Brasil.

42 Lutas olímpicas
U1

Deve-se discutir inúmeras questões sobre implantações de


projetos nas diversas áreas do Brasil. Veja a seguir alguns temas
pertinentes aos esportes de lutas olímpicos nos cursos de
licenciatura em Educação Física:

a) O judô junto à criança com vulnerabilidade social.

b) O papel do taekwondo para o desenvolvimento da


coordenação motora.

c) O boxe nas periferias e sua influência no resgate social.

d) O treinamento de lutas olímpicas junto às crianças com


deficiência.

Enfim, são inúmeras as possibilidades de atuação junto da escola


nas aulas de Educação Física com os conteúdos sobre as lutas
olímpicas. Assim, comece lendo este livro e reflita sobre como
faria a implantação de um projeto de lutas na sua cidade.

1. Os esportes olímpicos de lutas possibilitam que seus


treinadores tenham mais condições de usufruir de status e
verbas governamentais. Além disso, se percebe que, no Brasil, os
esportes de lutas olímpicas acabam por ter uma quantidade maior
de centros de treinamentos. A partir disso, pensando na questão
do conhecimento acadêmico, assinale “V” para as questões que
são verdadeiras e “F” para as questões que são falsas:

I. Judô.
II. Kendô.
III. Jiu-Jitsu.
IV. Luta greco- romana.
V. Luta olímpica.
VI. Taekwondo.

Assinale a opção correta:

Lutas olímpicas 43
U1

a) V, V, V, V, V, V.
b) F, F, F, F, F, F.
c) V, V, F, V, V, V.
d) F, F, F, V, V, V.
e) V, F, F, V, V, V.

2. Segundo mestre Jigoro Kano, o judô é uma arte em que se


usa ao máximo a força física e espiritual. Além disso, consiste
num combate corpo a corpo entre dois atletas, com o intuito de
colocar um dos dois de costas no tatame. Esse esporte torna-
se cada vez mais divulgado em todo o mundo por mostrar ser
bem organizado e de ter em seu ensino sua base filosófica
que busca desenvolver a disciplina em seus praticantes. Diante
disso, leia as afirmativas seguintes:

I. A arte do judô deve ser mais segura.


II. A arte do judô deve ser menos intuitiva e mais competitiva.
III. A arte do judô deve ser mais espontânea.
IV. A arte do judô deve ter maior possibilidade de golpes do
que outras artes.

Assinale a alternativa que reúna as afirmações que apresentam


o objetivo principal que o mestre Jigoro Kano tinha quando
criou a arte do judô:

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.


b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente a afirmativa III é correta.
d) Somente a afirmativa I é correta.
e) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.

3. Assinale “F” para as afirmativas falsas e “V” para as questões


verdadeiras sobre as lutas estudadas no primeiro bimestre:

I. Nos campeonatos de judô as lutas são gravadas para


posteriores dúvidas dos árbitros.
II. Os conceitos de artes marciais e lutas não se diferem. A
questão está no fator cultural de cada país.
III. O karatê é um esporte olímpico.
IV. O criador do karatê foi o mestre Jigoro Kano, em meados
do século passado.

44 Lutas olímpicas
U1

Marque a opção correta:

a) V, F, F, F.
b) F, V, F, V.
c) V, V, F, F.
d) F, F, V, V.
e) V, V, V, V.

4. Leia as afirmativas a seguir sobre a luta greco-romana:

I. A luta Greco-Romana estreou na primeira Olimpíada


Moderna em Atenas, em 1896.
II. A luta Greco-Romana foi incluída no programa Olímpico
em Saint Louis, em 1950.
III. A luta Greco-Romana tem entrado em declínio nos últimos
anos.

Assinale a alternativa correta:

a) Somente a afirmativa I é correta.


b) Somente as afirmativas I e II são corretas.
c) Somente as afirmativas I e III são corretas.
d) Somente a afirmativa III é correta.
e) As afirmativas I, II e III são corretas.

5. Leia as afirmativas a seguir sobre as lutas livres:

I. No estilo greco-romano, as categorias olímpicas são 59 kg,


66 kg, 75 kg, 85 kg, 98 kg e 130 kg.
II. Estilo livre masculino: as categorias olímpicas são 57 kg, 65
kg, 74 kg, 86 kg, 97 kg e 125 kg.
III. Estilo livre feminino: as categorias olímpicas são 48 kg, 53
kg, 58 kg, 63 kg, 69 kg e 75 kg .

Assinale a alternativa correta:

a) Somente a afirmativa I é correta.


b) Somente as afirmativas I e II são corretas.
c) Somente as afirmativas I e III são corretas.
d) Somente a afirmativa III é correta.
e) As afirmativas I, II e III são corretas.

Lutas olímpicas 45
U1

6. Assinale “F” para as afirmativas falsas e “V” para as verdadeiras:

I. A luta greco-romana encerra quando existe o encostamento.


II. A luta olímpica livre feminina encerra quando uma das
atletas conquista uma diferença de 8 pontos.
III. A luta olímpica livre masculina encerra quando um dos
atletas executa o encostamento.
IV. Nas lutas olímpica e a greco-romana os técnicos não
podem interferir em momento nenhum da luta.

Marque a opção correta:

a) F, V, F, V.
b) V, F, F, F.
c) F, F, V, F.
d) V, F, V, F.
e) F, F, F, F.

46 Lutas olímpicas
U1

Referências

ASSOCIAÇÃO SUMAREENSE DE TAEKWONDO - AST. Apostila Taekwondo.


Disponível em: <http://files.comunidades.net/tkdsumare/534684442846020.pdf>.
Acesso em: 5 maio 2016.

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE LUTAS ASSOCIADAS - CBLA. Confederação


Brasileira de Wrestling. Disponível em: <http://cbla.com.br>. Acesso em: 5 maio
2016.

Confederação Brasileira de Taekwondo - CBTKD. Regulamento de competição


explicação e interpretação. Disponível em <http://www.ftemg.com.br/2013/
Regras_2013_CBTKD.pdf>. Acesso em: 5 maio 2016.

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