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Lucas

 Possetti  
Cortes  de  cabelo  femininos  

Caro aluno,

Preparamos esse material exclusivamente para você.


Ele contém as informações do curso de Cortes femininos.
1  
O material completo com todos os moldes das aulas é exclusivo para
os alunos que adquirem o curso. É uma forma de prestigiar o autor e
possibilitar que o projeto eduK multiplique cada vez mais
conhecimento.

Ao adquirir o curso você pode acessar todo conteúdo, assistir aos


vídeos quantas vezes quiser, participar do bate-papo tira dúvidas ao
vivo com a Cristina no final da transmissão e receber o certificado
após a aprovação na avaliação final.
Sucesso é aprender sempre!

 
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Lucas  Possetti  
Cortes  de  cabelo  femininos  
Glossário técnico:

1- Distribuir: pentear ou seguir as direções projetadas pela raiz respeitando toda tendência de
queda natural.
2- Desconectar: dividir/ separar.
3- Projetar: construção do penteado e/ou corte “projeto” do cabelo.
4- Degradado: repicar em camadas/cabelo repicado em camadas.
5- Esculpir: cortar.
6- Grau: tem como finalidade, além de influenciar no peso ou leveza do corte, revelar a posição
de uma determinada quantidade de mechas. Pode ser perpendicular à nascente ou não, pois o
grau pode ser externo ou interno. 2  
7- Ponto de referência: mecha guia ou ponto de partida que conduz o trajeto definido, em
diagonais, verticais ou horizontais.
8- Elevar: levantar.
9- Volume: por quantidade de fios ou grau de ondulação.
10- Elasticidade: é a habilidade do fio de esticar-se ou contrair-se.
11- Estrutura do fio: fino, médio ou grosso.
12- Efilar: desfiar, resultando em transparência e leveza.

Estudo de linguagem visual para desenvolvimento de leitura por imagem

1. Primeiramente, observar o rosto da modelo (oval, quadrado ou redondo etc.). Estrutura do


cabelo (liso, crespo, ou ondulado).
2. Analisar qual base ou desenho utilizado no corte.
3. Observar quais desconexões foram utilizadas para degradar e quantos setores existem antes
de degradar.
4. Observar por qual setor iniciou o degradado e quais linhas de corte foram utilizadas.
5. Observar quantos centímetros aproximadamente foi retirado do ponto de referência inicial
para degradar.
6. Observar o grau utilizado durante a projeção da mecha e o posicionamento da colocação de
mão (se foi intensivo, intermediário ou interno) e a entrada da tesoura (se foram utilizados
os degradados picotado, profundo, efilado ou compacto).
7. Observar a junção do degradado de um setor para o outro, o grau e a posição de mão.
8. Observar qual o tipo de franja executada, ex: franjas em diagonais ou franjas compactas.
9. Observar se depois de secar ou escovar o cabelo, foi realizado algum tipo de finalização no
corte.
10. Verificar qual técnica utilizada para dar leveza, tirar marcas e peso do esculpido, ex:
efilamentos, degradado picotado ou degradado profundo.
11. Para finalizar, ver o resultado final e procurar uma foto de revista ou book para fazer uma
comparação das fotos com o corte realizado. Esta forma de estudo facilita o
desenvolvimento da leitura de corte por imagem.

Sentidos para sermos profissionais

Ver: se há a possibilidade de fazer o corte desejado (imaginá-lo pronto).


Sentir: conseguir captar com precisão o que a cliente deseja.
 
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Pensar: como realizar o corte e qual técnica a ser utilizada para a realização do mesmo.
Fazer: executar o trabalho

Visagismo

Termo derivado da palavra francesa “visage”, que significa rosto e refere-se à arte de embelezá-lo
utilizando-se de técnicas da linguagem visual. São analisados o formato do rosto, a cor dos olhos e
da pele, formato craniano, pescoço, condições da fibra capilar, elevação das raízes, estrutura do fio,
grau de ondulação etc. O visagismo deve ser estudado na profissão cabeleireiro.

Acessórios fundamentais para a transformação do corte 3  

1- Degradado, efilamentos e grau.


2- Degradados alternados com a ponta da tesoura:
- Degradado picotado;
- Degradado profundo;
- Degradado efilado;
- Compacto (entrada reta com a ponta da tesoura) degradado (posição de mão).

Vértex: localiza-se entre o topo da nuca e o topo frontal. É o ponto de partida para definirmos os
degradados.

Posições de mão

1- Degradado intensivo: muita leveza, parte curta do degradado voltada para o vértex.
2- Degradado intermediário: pouca leveza, posição de mão reta.
3- Degradado interno: peso, parte longa do degradado voltada para o vértex. Apresenta forte
influência nas regiões de parietais e topo de nuca.

Tipos de corte

1- Compacto: corte feito em uma escala de 0 grau ou onde todos os fios caem no mesmo
ponto, que podem ser: compacto horizontal (em linha reta, em uma escala de 0 grau),
dirigido em diagonal superior baixa (dirigido para trás, com o comprimento do cabelo
levemente maior nesta região) e dirigido em diagonal inferior baixa (dirigido para frente,
sensivelmente maior nesta área).
2- Degradado: todo corte que utiliza-se de elevação de grau, determinando pouca ou muita
leveza ao corte de cabelo.
3- Geométrico: com linhas ou escalas iguais.
4- Assimétrico: com linhas ou escalas desiguais.
5- Superior ou inferior: exemplo da diagonal superior ou diagonal inferior, alta média ou
baixa.

 
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Desconexões fundamentais

São as diagonais superiores, inferiores, verticais e horizontais, conforme citado acima.


Variantes:
- Diagonais superiores: alta, média e baixa;
- Diagonais inferiores: alta, média e baixa;
- Degradados: intensivo, intermediário e interno.

6- Nascentes altas: são cabelos que nascem em alturas diferentes. Para evitar alguns erros
na base ou no desenho do corte, principalmente no momento em que estamos
degradando o cabelo, devemos fazer a proteção dessas nascentes, evitando muita 4  
transparência ou buraco nessas regiões. Localizam-se geralmente na nuca, nas laterais,
na nuca inferior e superior, na altura das orelhas e na parte frontal.

7- Pontos de equilíbrio: servem para determinar a altura ou o comprimento do ponto de


referência que definirá a base (desenho) ou o degradado desejado. São sete tipos: topo de
nuca, sobrancelhas, olhos, nariz, boca, queixo e pescoço, tendo três desconexões
naturais:

- Topo frontal natural extensivo até a nuca;


- “Linha” topo nuca natural;
- Parietais naturais.

Desconexão de top de nuca natural: é uma desconexão utilizada quando queremos trabalhar com
mais de um tipo de degradado, evitando o volume e disparo do cabelo nessa região.

Desconexão básica: Serve para fazer cortes de cabelo que vão do longo ao curto, do médio ao curto
e para utilizar mais de uma linha de corte. A desconexão básica é composta por sete setores: topo
compacto, parietal direita, parietal esquerda, nuca superior esquerda, nuca inferior direita e nuca
inferior esquerda.

Topo compacto: é a junção do topo frontal com o topo de nuca.

Linhas de corte e seus resultados

Desconexão linha vertical: é a linha utilizada para transformar e criar um corte de cabelo.
Trabalha-se muito a linha vertical em cortes curtos e para degradar em qualquer linha de esculpido.
Além destas funções, podemos fazer a base (desenho) utilizando a linha vertical em cabelos com
comprimentos médios e longos, obtendo resultados visuais de diagonais superiores, isto é, variando
o resultado de acordo com as posições de mão nos degradados intensivo, intermediário e interno.
1- Desconectando uma linha vertical e projetando a 90 graus externo com a posição de mão em
degradado intensivo, teremos um resultado visual de diagonal superior alta.
2- Desconectando uma linha vertical e projetando a 90 graus externo com posição de mão em
degradado interno, teremos um resultado visual em diagonal superior baixa.

 
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Desconexões de diagonais superiores: as diagonais superiores fazem parte de uma das
desconexões fundamentais, resultando em um corte de cabelo no qual a parte frontal é menor e a
parte de trás variando entre extremamente longa, longa e sensivelmente longa na geometria de um
corte convexo.

Variantes:

Diagonal superior alta: o resultado desta linha de corte é a parte frontal menor e a parte de trás
extremamente longa. Pode ser executada com a posição de mão paralela à desconexão
(intermediária) ou com posição de mão em degradado intensivo.
5  
Diagonal superior média: o resultado desta linha de corte é a parte frontal menor e a parte de trás
longa. Pode ser executada com a posição de mão paralelo à desconexão.

Diagonal superior baixa: o resultado desta linha de corte é a parte frontal menor e a parte de trás
sensivelmente longa, conhecida como compacto dirigido. Pode ser executada com a posição de mão
paralelo à desconexão.

Desconexão de linha horizontal: linha horizontal, corte feito a 0 grau com resultado visual do
corte em linha reta, conhecido como compacto horizontal.

Desconexões de diagonais inferiores: as diagonais inferiores fazem parte de uma das desconexões
fundamentais, resultando em um corte de cabelo no qual a parte de trás varia entre extremamente
curta, curta e sensivelmente curta e na parte frontal maior (longa). Em geometria, o resultado é um
corte côncavo.

Variantes:

Diagonal inferior baixa: o resultado desta linha de corte é a parte de trás sensivelmente curta e a
parte frontal sensivelmente longa (maior). Pode ser executada com a posição de mão paralela à
desconexão. É conhecida como compacto dirigido.

Diagonal inferior média: o resultado desta linha de corte é a parte de trás com o visual de dupla
nuca, ou seja, a nuca inferior curta e nuca superior sensivelmente longa, desta forma o cabelo
começa a ficar curto nesta região. Pode ser executada com a posição de mão paralela à desconexão.

Diagonal inferior alta: o resultado desta linha de corte é a parte de trás extremamente curta e a
parte frontal longa (maior). Pode ser executada com as posições de mão em degradados intensivo,
intermediário e interno.

Aula básica com prática na manequim boneca

Toda vez que fazemos a base (desenho) do corte, seja em verticais, diagonais superiores alta, média,
baixa horizontais e diagonais, devemos fazer desconexões apropriadas para degradar.
Portanto, em cada linha de corte temos que fazer o primeiro passo que é a base (desenho) do corte e
o segundo passo transformar a base (desenho) através dos degradados.

 
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Vertical:
1° passo: fazer a base (desenho) com linhas verticais.
2° passo: degradar utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores baixa e na parte
de trás desconexões de linhas verticais.

Diagonal superior alta (intensivo + intermediário):


1° passo: fazer a base (desenho) com linhas de diagonais superiores altas.
2° passo: degradar utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores baixa e na parte e
na parte de trás desconexões de linhas verticais.

Diagonal superior média: (posição intermediária): 6  


1° passo: fazer a base (desenho) com linhas de diagonais superiores baixas.
2° passo: degradar, utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores baixa e na parte
de trás linhas verticais.

Diagonal superior baixa:


1° passo: fazer a base (desenho) com linhas diagonais superiores baixas.
2° passo: degradar, utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores baixas e na parte
de trás linhas verticais.

Horizontal:
1° passo: fazer a desconexão de linha horizontal.
2° passo: degradar, utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores baixas e na parte
de trás linhas verticais.

Diagonal inferior baixa:


1° passo: fazer a base (desenho) com linhas diagonais inferiores baixas.
2° passo: degradar, utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores baixa e na parte
de trás desconexões de diagonais inferiores altas.

Diagonal inferior média:


1° passo: fazer a base (desenho) com linhas inferiores médias.
2° passo: degradar, utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores baixas e na parte
de trás desconexões de diagonais inferiores altas.

Diagonal inferior alta:


1° passo: fazer a base (desenho) com linhas diagonais inferiores altas.
2° passo: degradar, utilizando na parte frontal desconexões de diagonais inferiores altas.

Desconexão de franja para corte:

Desconectar aproximadamente 7 cm acima da nascente do topo frontal e desconectar uma linha


diagonal da esquerda para o lado direito do rosto da cliente, projetando a mecha paralelamente à
desconexão, com a posição de mão em degradado interno, no qual o ponto de referência é retirado
em cima de um ponto de equilíbrio.

Franja em diagonal para o lado direito do rosto da cliente:


 
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Se a cliente quiser uma franja jogada para o lado direito, desconectar uma linha diagonal da
esquerda para o lado direito do rosto da cliente, projetando a mecha paralelamente à desconexão,
com a posição de mão em degradado interno, no qual o ponto de referência é retirado em cima de
um ponto de equilíbrio.

Franja em diagonal para o lado esquerdo do rosto da cliente:

Se a cliente quiser uma franja jogada para o lado esquerdo, desconectar uma linha diagonal da
direita para o lado esquerdo do rosto da cliente, projetando a mecha paralelamente à desconexão,
com a posição de mão em degradado interno, no qual o ponto de referência é retirado em cima de 7  
um ponto de equilíbrio.

Franja compacta

Primeiro fazer uma horizontal transversal, desconectar uma mecha central e projetar com a posição
de mão reta (intermediário), retirar o ponto de referência em cima de um ponto de equilíbrio, dando
sequência com as mechas do lado direito e esquerdo, projetando-o com posição de mão
sensivelmente em degradado intensivo.

Franja em diagonal para os lados direito e esquerdo

1- Dentro da desconexão de franja, desconectar aproximadamente 7 cm acima da nascente, na


região de topo frontal, uma linha horizontal separando o lado direito do esquerdo.
2- Desconectar uma linha diagonal superior baixa do lado direito e esquerdo.
3- Desconectar uma mecha fina do lado direito e esquerdo, centralizar as duas mechas na
direção do nariz, retirando o ponto de referência em cima de um ponto de equilíbrio,
projetando cada mecha paralelamente à desconexão, com posição de mão em degradado
interno.

 
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