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F1 – ORTOPEDIA DO MEMBRO SUPERIOR

 SÍNDROMES DOLOROSAS DO OMBRO:

SÍNDROME DE IMPACTO PERITENDINITE CALCÁREA

 Dor no ombro  articulação de mobilidade mais complexa,  Deposição de sais de cálcio no manguito rotador;
frequentemente acometida por lesões tendíneas, musculares e *Supraespinhoso é o mais acometido.
capsulares.  Mulheres 30-50 anos;
 Ocorre devido ao impacto repetido entre o teto acromial ósseo e a  Sem relação com esporte ou profissão;
cabeça umeral com tendões do manguito rotador sofrendo  Patologia autolimitada que tende a cura espontânea.
compressão. *Todos os 4 músculos (supraespinal, infraespinal,  Fases:
redondo menor e subescapular) agindo em conjunto são depressores 1. Pré-cálcica (metaplasia  não há dor)
da cabeça do úmero  eles não deixam a cabeça do úmero subir. Isso 2. Cálcica (depósito de calcário)
mantém uma tensão, uma depressão para que a cabeça fique 3. Pós-cálcica (reabsorção  dor)
posicionada e não suba em direção ao acrômio.  Diagnóstico: RAIO-X; USG; RNM.
 Geralmente acima dos 40 anos.  Tratamento: analgesia e fisioterapia; bloqueios de nervo
 Evolução: supra-escapular; ressecção cirúrgica se necessário.
1. Edema e hemorragia (adulto jovem);
2. Fibrose e tendinite Imagens com calcificações
3. Ruptura (idoso) grosseiras.
 Quadro clínico:
1. Dor em elevação 60-120 graus;
2. Crepitação;
3. Redução da força.
*Vicariância = por rompimento de um tendão, os outros se hipertrofiam para
suprir a função do tendão lesionado.
Teste de Neer (primeiro tempo):
Elevação controlada do membro superior
que gera dor no paciente  a rotação
interna aumenta a colisão da cabeça
umeral com o acrômio.

Teste do bíceps (segundo tempo) =


mecanismo de supinação.

Teste de Jobe:
O polegar aponta para baixo e os ombros
ficam em rotação interna. O paciente faz
forca contra resistência para cima = dor 
se houver dor em elevação nesse plano
contra a resistência para cima, estou
testando isoladamente a força do
supraespinhal.
Teste de Patte:
O paciente com o membro em abdução de 90
graus tenta fazer uma força posterior contra a
resistência, aumentando a rotação externa e, o
médico, segura o braço dele fazendo força
contra resistência = exclusivo para o tendão
infraespinhoso  a resistência diminuída pode
indicar ruptura.
Teste de Geber:
Inicialmente para rotador interno que é o
subescapular. Encosta-se a mão do paciente
na região lombar e a afasta. Se ele conseguir
manter a mão afastada da região lombar, ele
tem força na musculatura rotadora interna.
Teste da xilocaína = desuso
 Diagnóstico: Raio-X; USG; RNM.
 Tratamento:
1. Conservador com analgesia, fisioterapia e fortalecimento.
2. Considerar acromioplastia.
3. Acromioplastia e reconstrução do manguito rotador.
DOENÇA FISIOPATOLOGIA FATORES QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
PREDISPONENTES
Processo inflamatório da Muitas vezes não estão Dor e Clínico: “Teste de Analgesia; repouso;
entese do tendão associadas a traumas hipersensibilidade no stress”; Teste de Cozen: órtese; infiltrações;
extensor comum em sua repetidos (fatores cotovelo com flexão dos punhos cirúrgico.
EPICONDILITE inserção no epicôndilo desencadeantes irradiação ascendente contra resistência.

LATERAL medial. indetectáveis). ou descendente, sem

40-60 ANOS limitação de

“Cotovelo de tenista” movimento e


mobilização sem dor. Para excluir outras
condições: RX-USG-
RNM
Processo inflamatório da Muitas vezes não estão Dor no epicôndilo Flexão e pronação do Analgesia; repouso;
EPICONDILITE
entese do tendão flexor associadas a traumas medial. Neurite do punho contra órtese; infiltrações;
MEDIAL
comum em sua inserção repetidos (fatores nervo ulnar. resistência com o cirúrgico.
Menos frequente
no epicôndilo medial. desencadeantes cotovelo em extensão.
“Cotovelo do golfista”
indetectáveis).

SÍNDROME DO Compressão do nervo Lesão por esforço Dor em queimação ou *Teste de Tinel: Analgesia e fisioterapia.

TÚNEL DO CARPO mediano do punho em repetitivo. Obesidade; formigamento no percussão na região do Imobilizador.
seu trajeto pelo túnel do colagenoses; punho e nos dedos. TC. Infiltrações. Cirúrgico =
Mulheres 40-60 anos
carpo. tireoidopatias; doenças Sinais de pior cortar o ligamento
Neuropatia
autoimunes. prognóstico: sintomas transverso.
compressiva mais
> 10 m, idade > 50
frequente
anos; parestesia *Teste de Phalen: flexão
constante; Phalen + < em um minuto “prece
30s. invertida”.

“Atrofia do músculo da
eminência tênar”
USG-RNM-Estudo
eletroneuromiografia.
Inflamação das Trauma crônico (EX: Dor no local: Clínico: Manobra de Repouso; redução das
membranas sinoviais crochê). AR, Artrite Dor na região do Finkelstein = desvio atividades manuais
dos tendões abdutor psoriática, trauma agudo; processo estiloide do ulnar do punho com diárias; AINE;
longo e extensor curto período em que há rádio e fraqueza à polegar fletido sobre a fisioterapia’imobilizacao
do polegar, onde grande retenção liquida apreensão com o palma da mão. Não do punho e polegar com
atravessam uma espessa na mulher (gravidez e polegar e indicador. existe necessidade de órtese.
SÍNDROME DE
bainha fibrosa próxima puerpério). exame complementar.
QUERVAIN
ao processo estiloide do
rádio. O próprio atrito
pode ser um dos fatores
desencadeantes.
Tenossinovite Analgesia e fisioterapia;
estenosante dos liberação cirúrgica.

DEDO EM flexores ao nível da polia

GATILHO A1.
*dedo anular e médio.
Mulher 40-60 anos Diagnóstico é clínico
Ressalto e bloqueio do
com o espessamento da
dedo em flexão.
polia.
Tumorações dorsais ou Desconforto estético é a USG OU RNM. Observação (resolução
radiais no punho ou maior queixa. espontânea); ressecção
CISTOS
outras articulações. Comunicação com cirúrgica aberta ou
SINOVIAIS
articulação através de artroscópica.
Mulheres 20-40 anos
ductos com mecanismos
valvulares.