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Lesões contusas do

globo ocular

Dr. João Gonçalves


Trauma contuso
Trauma contuso
Trauma contuso

• Redução do DAP ( até 60 % )


• Expansão lateral
• Reexpansão ( até 110 % )
Trauma contuso

• Adulto jovem

• Sexo masculino ( 4:1 )


Causas
• Agressões/Assaltos
• Acidentes de trabalho
• Rolha ou tampa de garrafa
• Bola de tênis ou squash/Futebol
• Correias elásticas de bagagem
• Cintos, fivelas
Trauma ocular contuso

• Hemorragia subconjuntival
• Abrasão corneana
• Iridodiálise
• Irite traumática
Trauma ocular contuso

• Fratura orbitária
• Luxação ou subluxação do cristalino
• Resseção do ângulo
• Hifema
Hemorragia subconjuntival
Abrasão corneana
Irite traumática
Iridociclite
• Reação inflamatória pós-trauma

• PIO pode estar diminuída

• Cicloplégico

• Corticóides tópicos
Iridodiálise
• Desinserção da íris da base do corpo ciliar

• Nenhum tratamento imediato é necessário

• Observar efeito sobre a AV


Iridodiálise
Catarata traumática
Cristalino
Hifema
Hifema
Sangramento
Desafio clínico
• Ausência de um programa terapêutico ideal

• Potencial de complicações

Ressangramento
Hematocórnea
Glaucoma
Hifema traumático

• Microscópico

• Grau I - menor que 1/3 da CA


• Grau II - de 1/3 a metade da CA
• Grau III - de metade a 3/4 da CA
• Grau IV - total
Hifema
Hifema
Hifema traumático

• Grau I - 58%
• Grau II - 20%
• Grau III - 14%
• Grau IV - 8%
Complicações
• Ressangramento

• Glaucoma

• Impregnação hemática da córnea


Ressangramento
• Ocorre em 25% dos casos
• Ocorre no 3º e 4º dia
• Mais comum nos Graus III e IV
• Diminui com a idade

# Piora sensivelmente o prognóstico


Hematocórnea
• Hemoglobina e hemossiderina atingem o
estroma corneano

• Fatôres predisponentes
- duração do hifema
- tamanho do hifema
- disfunção endotelial
- aumento da PIO
Hematocórnea
Hematocórnea
Glaucoma
Agudo
- obstrução da malha trabecular
- sangue e fibrina
Tardio
- resseção do ângulo
- sinéquias posteriores
- glaucoma de células fantasmas
Complicações

• Sinéquias posteriores

• Sinéquias anteriores periféricas


Tratamento clínico

• Hospitalização
• Repouso no leito
• Oclusão bilateral
• Sedação
Tratamento clínico

• Ambulatorial
• Repouso relativo
• Oclusão do olho comprometido
• Sem sedação
Elevação da cabeceira
• Deposição inferior do sangue
• Classificar o hifema
• Melhorar acuidade visual
• Visualização do pólo posterior
• Limpeza do seio camerular
Tratamento clínico
• Analgésicos
• Cicloplégicos
• Esteróides tópicos
• Antihipertensivos
• Antifibrinolíticos
Antihipertensivos
• PIO até 22 mmHg
tópicos

• PIO acima de 22 mmHg


acetazolamida ( 20 mg/Kg/dia )

• PIO acima de 35 mmHg


manitol ( 10% - 1.5 g/Kg )
Antifibrinolíticos
• Incidência de ressangramento

• Grupo tratado - 3 a 4%
• Grupo controle - 28 a 33%

# via oral, 50 mg/Kg a cada 4 hs, 5 dias


Ácido aminocapróico
• AAC 30% ( 30-35 mg/dl )

• Tópico - 3%
• Sistêmico - 3%
• Controle - 22%
Acompanhamento

- Nível do hifema
- PIO
- Sinais de impregnação corneana
Sinais precoces de impregnação
Finos grânulos amarelados no estroma
posterior
Ausência de definição ou borramento da
estrutura fibrilar do estroma

# precedem de 24 a 36 hs a impregnação
grosseira da córnea
Atenção

• Hematocórnea
- PIO > 25 mmHg por mais de 6 dias

• Lesão do nervo óptico


- PIO > 50 mmHg por mais de 5 dias
- PIO > 35 mmHg por mais de 7 dias
Tratamento cirúrgico
• Hifema total há 4 dias
• Sinais iniciais de impregnação
• PIO acima de 50 mmHg há 4 dias
• Hifema grau III ou IV com pio acima de 25
mmHg há 6 dias
• Hifema grau III há mais de 10 dias
Tratamento cirúrgico

• Paracentese e lavagem da câmara anterior

• Coágulo é cortado e aspirado com


vitreófago enquanto a câmara anterior é
irrigada