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A MODA QUE O MUNDO E DEUS APROVAM

1 SEMELHANTEMENTE vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também,
se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;
2 Considerando a vossa vida casta, em temor.
3 O enfeite delas não seja exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de
vestidos;
4 Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é
precioso diante de Deus.
5 Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e
estavam sujeitas aos seus próprios maridos;
6 Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não
temendo nenhum espanto (1 Pd 3.1-6).
Como nos revela o texto acima, o problema da moda, com suas extravagâncias e transgressões da
boa moral ou bom costumes, não é um problema exclusivo dos nossos dias. Já era real há dois mil anos
atrás, precisamente nos dias do apóstolo Pedro. Mais que isto, era algo que gerava conflitos na vida
familiar entre esposo e esposa, pois era sinal de insujeição (vv 1,5), desobediência (v 6) e falta de um
espírito manso e quieto da esposa para com o esposo (v 4), o que gerava uma repercussão negativa do
testemunho do cristão sobre o não cristão, chegando mesmo a causar dificuldades para que o incrédulo
viesse a ser salvo.
Observemos a maneira sábia como Pedro analisou a questão: ele coloca a superioridade dos
valores interiores (“... o homem – que aqui significa mulher – encoberto no coração...”) sobre os
exteriores (“O enfeite delas não seja exterior...”). A semelhança do que ocorre nos nossos dias, Pedro já
alertava as mulheres dos seus dias a respeito do perigo de se inverter os valores. Aliás, ele aprendeu isto
com Jesus, quando do Seu confronto com os líderes religiosos dos seus dias (“Ai de vós, escribas e
fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e
de iniqüidade” - Mt 23.25). Sim, Jesus foi pioneiro em expor este princípio divino e extremamente
necessário a uma vida humana bem sucedida, seja no relacionamento com o Criador, seja com o
semelhante, seja com as coisas criadas. Infelizmente o ser humano tem invertido os valores estabelecidos
por Deus em todas as áreas da vida. Daí tanta maldade, violência e infelicidade.
É impressionante a clareza com que Pedro ler a realidade dos seus dias: ele menciona o frisado
dos cabelos, o uso de jóias de ouro e a compostura nos vestidos. Estes eram itens supervalorizados pelas
mulheres dos seus dias. Certamente para elas, quem assim se apresentasse, era o máximo, estaria
abafando, conseguiria a atenção dos homens (aqui os próprios maridos, pois Pedro está tratando com
mulheres casadas). Porém Pedro, orientado que foi por Jesus e pelo Espírito Santo, corrige com firmeza a
visão daquelas mulheres e as aconselha a se preocuparem com o traje interior, do coração. Sim, elas
precisariam vestir seus corações com o “incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é
precioso diante de Deus”.
Como me preocupo hoje quando vejo as adolescentes, jovens e senhoras das nossas igrejas
agindo à semelhança das senhoras (veja: “senhoras”! Que infelicidade!!!) dos dias de Pedro. Quanta
preocupação com o vestir, com o penteado dos cabelos, com o uso de jóias, com a forma física, a
aparência do rosto, o sapato, ... Querem estar na moda, não importando as condições financeiras (e diga-
se de passagem, tem gastar muito para poder estar na moda) e os valores morais. Sobre a moda atual,
acrescente-se, sua preocupação não é com o vestir, mas com o despir. Ai lá vem seios aparecendo, umbigo
e barriga de fora, costas nuas, “alcinhas”, transparências, calças coladas desenhando os órgãos genitais
e/ou com cós baixo na frente ou atrás, shortes colados e curtos, etc. Some-se a isto os exageros nas
maquiagens, cortes de cabelos, sapatos (prefere o salto alto não importando a saúde da coluna), etc. Para
muitas adolescentes, jovens e senhoras cristãs, o uso de algo que as deixem sensuais é a única maneira de
conquistarem um namorado ou o próprio esposo, ou ainda, de serem aceitas pelo grupo social. Que
engano! Mulheres que assim se portam não são valorizadas pelos homens, mas tão somente usadas por
eles. Por que tantos psius, tantas cantadas, tantos comentários indevidos (e que dizer da prostituição,
adultério, estupros e mortes?) a quem assim se veste? Isto é mau testemunho e não conduz ninguém a
Deus. Que perigo! Quem assim age, coloca a sua vontade acima da de Deus! Pergunto: É justo ou não se
preocupar com a moda na igreja?
Há quem diga que as Escrituras não se preocupa com a questão de usos e costumes, porém, o convido a
avaliar o texto acima e tirar suas conclusões. Peça o auxílio do Espírito Santo de Deus e Ele iluminará sua
mente e o conduzirá a toda a verdade (Jo 16.13).
A uma pessoa vestida em seu coração por um “incorruptível trajo de um espírito manso e quieto”, essa
pessoa tem valor diante de Deus e diante da sociedade.
Pr. Gersé Jordão da Silva