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AUDITORIA INTERNA

1. ORIGEM DA AUDITORIA INTERNA

A partir do surgimento de empresas formalmente constituídas, os auditores deixam de


ser públicos para atender às necessidades de suas organizações.

Esses auditores internos tinham, inicialmente, a responsabilidade quase exclusiva de


revisar e conferir valores e documentos, como extensão da função dos auditores
públicos.

Com a evolução das práticas comerciais e da inter-relação entre as entidades, a


administração passa a necessitar de alguém que lhe afirme que os controles e as
rotinas de trabalho estão sendo habilmente executados e que os dados contábeis
merecem confiança, por espelharem a realidade econômica e financeira da empresa.

Neste contexto a Auditoria Interna assume importância, para desempenhar os papéis


de revisar seu próprio trabalho, que nem sempre é tarefa simples e auxiliar a
controladoria na conscientização das áreas quanto a uma visão integrada de todo o
processo empresarial.

2. OBJETIVO DA AUDITORIA INTERNA

A Auditoria Interna tem como objetivo macro prestar ajuda à Administração,


possibilitando-lhe o conhecimento da forma como desenvolve suas atividades,
oferecendo condições para um desempenho adequado de suas obrigações,
proporcionando análise, apreciações, recomendações e comentários objetivos e/ou
convenientes acerca das atividades investigadas.

3. ALCANCE E ATIVIDADES DA AUDITORIA INTERNA

Qualquer fase das atividades da empresa que possa ser de utilidade à administração.

São atividades básicas da Auditoria Interna:

 Revisar e avaliar a eficácia, suficiência e aplicação dos controles contábeis,


financeiros e operacionais;
 Determinar o grau de confiança das informações contábeis e de outras
naturezas.
 Observar normas internas e legislação pertinente.
 Avaliar a qualidade alcançada na execução de tarefas determinadas para o
cumprimento das respectivas responsabilidades.

4. RESPONSABILIDADES DO AUDITOR INTERNO


São as seguintes as responsabilidades do auditor interno:

 Observar com maior rigor do que qualquer outro empregado, os regulamentos


internos da empresa;
 Manter alto padrão de comportamento moral e funcional;
 Ser discreto, não se utilizando de fatos apurados para proveito próprio;
 Reportar eventuais sugestões sobre possíveis melhorias de sistemas de
controle ou trabalho;
 Só reportar fatos que possam ser comprovados por documentos verificados e
que não possam ser contestados;
 Manter sempre presente perante os setores que audita não tem função de
espião ou fiscal, mas sim de empregado categorizado, que tem funções
definidas dentro da organização.

5. ÉTICA DO AUDITOR INTERNO

O técnico no papel de Auditor Interno deverá ter no seu trabalho constante atenção
para os seguintes princípios éticos:

 Respeitar sempre a hierarquia imposta;


 Pedir em vez de exigir colaboração;
 Manter sigilo sobre informações obtidas;
 Portar-se conforme sua função e posição;
 Observar usos e costumes geralmente aceitos.

6. INDEPENDÊNCIA DO AUDITOR INTERNO

Quanto ao seu modo de operação, o Auditor Interno deve fazê-lo com tranqüilidade e
segurança, consciente de que deve desenvolver suas atividades com independência,
fundamentado nos seguintes fatores:

 Possuir liberdade para investigar, selecionar e executar suas atividades


(acesso irrestrito);
 Exercer apenas o papel de assessor, cabendo aos gestores tomarem decisões
apropriadas;
 Isolar-se das demais áreas operacionais, com um aspecto de atitude mental.

7. SEMELHANÇAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E EXTERNA

Procedendo-se uma análise comparativa entre a Auditoria Interna e a Externa, chega-


se a conclusão que elas têm muitas semelhanças, quais sejam:

 Utilizam-se praticamente das mesmas técnicas


 Formulam sugestões de melhorias para deficiências encontradas
 Modificam a extensão de seus trabalhos de acordo com as suas observações e
a eficiência dos sistemas contábeis e de controle interno existentes.
O quadro a seguir nos dá uma visão significativa dessas semelhanças

Auditoria Interna Auditoria Externa


Realizada por um funcionário da Contratação de um profissional
empresa. independente.
A revisão das atividades da empresa é O exame das informações
contínua. comprobatórias das demonstrações
financeiras é periódico, geralmente
trimestral ou anual.
O objetivo principal é atender as Atende às necessidades de terceiros
necessidades da administração no quanto à fidedignidade das informações
cumprimento de políticas e normas, sem financeiras e determina a extensão do
estar restrito aos assuntos financeiros. exame.

É importante frisar que a existência de auditoria externa não elimina a necessidade da


auditoria interna e tampouco a recíproca é verdadeira, já que suas funções e objetivos
são diferentes. Entretanto, um trabalho conjugado entre as auditorias pode ser por
ambas utilizado para se evitar a duplicidade do trabalho.

Uma integração eficiente entre a Auditoria Interna e Externa possibilitará ganhos


significativos para a entidade, tais como:

 Redução dos honorários


 Intercâmbio de informações
 Direcionamento de trabalhos
 Maior segurança ao auditor externo pela extensão e qualidade dos trabalhos
realizados pelo auditor interno
 Cumprimento de prazos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ATTIE, William. Auditoria: Conceito e Aplicações. 2ª ed., São Paulo: Atlas,
1984.
SANTI, Paulo Adolpho. Introdução à Auditoria. 1ª ed., São Paulo: Atlas, 1988.
GIL, Antônio de Loureiro. Auditoria Operacional e de Gestão. 5ª ed. São Paulo:
Atlas, 2000.