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MECÂNICA DOS FLUIDOS

FIGURA 14-47 As pás de uma bomba de escoamento axial se comportam como a asa de um avião. O ar é desviado para baixo pela asa à medida que gera força de elevação FL.

Descarga

f ustentação

,

Baixa P i

Alta P

FIGURA 14-48

A descarga para baixo e a elevação de pressão através do plano do rotor de um helicóptero, que é um tipo de bomba com escoamento axial.

projeto. Sob todas as vazões em volume, a carga líquida real é mais baixa

do Q

carga líquida prevista. Isso se deve aos efeitos irreversíveis, como o atrito ao Io das superfícies da pá, vazamento de fluido entre as pás e o corpo, pré-rotação (red moinho) do fluido na região do olho, separação do escoamento nos bordos H ataque das pás (perdas por choque) ou nas partes em expansão das passagens dr escoamento, perda de escoamento circulatório, perda de passagem e dissipação irr versível dos vórtices de turbilhão da voluta, entre outras coisas.

Bombas Axiais

As bombas axiais não utilizam as chamadas forças centrífugas. Em vez disso as pás do rotor se comportam muito mais como a asa de um avião (Figura 14-47) produzindo elevação pela alteração do momento do fluido à medida que elas

giram. O rotor de um helicóptero, por exemplo, é um tipo de bomba de escoa- mento axial (Figura 14-48). A força de elevação sobre a pá é causada pelas dife- renças de pressão entre as superfícies superior e inferior da pá, e a variação na direção do escoamento leva à descarga (uma coluna de ar descendente) através do plano do rotor. Sob uma perspectiva de tempo ponderado, existe um salto de pressão através do plano do rotor que induz um escoamento de ar para baixo (Figura 14-48). Imagine girar o plano do rotor verticalmente; agora temos um propulsor

(Figura 14^9a). Tanto o rotor exemplos de ventiladores com

do helicóptero quanto o propulsor do avião são

escoamento axial aberto, uma vez

que não há

duto ou corpo ao redor das pontas das pás. O ventilador comum que você instala na janela do quarto no verão opera de acordo com os mesmos princípios, mas o objetivo é soprar ar em vez de fornecer uma força. Tenha certeza, porém, de que

uma força líquida que atua sobre o corpo do ventilador. Se o ar é soprado da esquerda para a direita, a força no ventilador age para a esquerda e o ventilador é mantido para baixo pelo caixilho da janela. O corpo ao redor do ventilador da casa também age como um duto curto, o que ajuda a direcionar o escoamento e elimi- nar algumas perdas nas pontas da pá. O ventilador pequeno que fica dentro do computador em geral é um ventilador com escoamento axial; ele se parece com um ventilador de janela em miniatura (Figura 14^49£>) e é um exemplo de ventilador com escoamento axial em duto.

Se você examinar mais de perto a pá do propulsor do avião da Figura 14-49a, a do rotor de um helicóptero, a do propulsor de um avião de aeromode- lismo controlado por rádio, ou mesmo a de um ventilador de janela bem projetado, notará uma pequena torção nela. Especificamente, o aerofólio de uma seção trans-

versal próxima ao cubo da roda ou raiz da pá está

a um ângulo de inclinação (6)

maior

do que o aerofólio a uma seção transversal próxima da ponta, 0raiz > 0ponu,

nearnu

A

deu

da

até

negati'

onde

Equaç

posiç:

em d(

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casos j

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j

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vent

i

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nas

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prop

velo

veni

disp

do

(

;

é

a< j

Exe

FIGURA 14-49

Os ventiladores com escoamento axial podem ser abertos ou em duto: (a) um propulsor é um ventilador aberto e (b) um ventilador de computador é um ventilador em duto.

(a) Cortesia da Whirl Wind Propellers Corporation. Usada com permissão, (b) Cortesia da ebm-papst Mulfingen GmbH & Co. KG. Usada com permissão.

que a

!ong0

3gura 14—50). Isso acontece porque a velocidade tangencial da pá aumenta li- icnte com o raio

ue

=

cor

(14-26)

Wdeterminado raio então, a velocidade do ar Vrelatjva com relação à pá é^ estima-

íja até a primeira

ordem como a soma do vetor da velocidade do

~ V

Y

vento

—V

p

vento Kvento e o

 

(14-27)

ue, dada pela

rotação da

pá.

À

da velocidade da pá Vpi,

V

,

v relaiiva

onde a magnitude de Vé igual à velocidade tangencial da

Equação 14—26. A direção de

V

é tangencial ao caminho de

gura

losição de pá representada na Figura J 4-50, Vp á está à esquerda. S Na Figura 14—51 calculamos Vrdativa graficamente usando a Equação 14—27 im dois raios — o raio raiz e o raio de ponta da pá do rotor representada na Figura 1Í4-50. Como você pode ver, o ângulo de ataque relativo a é igual em ambos os casos. Na verdade, a quantidade de torção é determinada pela definição do ângulo de inclinação 6 de forma que a seja igual a qualquer raio. Observe também que a magnitude da velocidade relativa VreUtiva aumenta da raiz para a ponta. Acontece que a pressão dinâmica encontrada pelas seções trans- versais da pá aumenta com o raio, e a força de elevação por largura de unidade para dentro da página na Figura 14-51 também aumenta com o raio. Os propul- sores tendem a ser mais estreitos na raiz e maiores na direção da ponta para aproveitar a contribuição maior da elevação disponível na direção da ponta. Na extremidade da ponta, porém, a pá em geral é arredondada para evitar o arrasto induzido excessivo (Capítulo 11) que existiria se a pá fosse simplesmente cortada abruptamente como na Figura 14—50. A Equação 14—27 não é exata por diversos motivos. Em primeiro lugar, o movimento giratório do rotor introduz algum redemoinho no escoamento de ar (Figura 14—52). Isso reduz a velocidade tangencial efetiva da pá com relação ao vento. Em segundo lugar, como o cubo de roda do rotor tem tamanho finito, o ar é acelerado ao seu redor, fazendo com que a velocidade do vento aumente localmente nas seções transversais da pá próximo à raiz. Em terceiro lugar, o eixo do rotor ou

  • ode- propulsor pode não estar alinhado exatamente em paralelo ao vento. Por fim, a velocidade do vento propriamente dito não é determinada com facilidade porque o

ado,

  • ans- vento se acelera à medida que se aproxima do rotor em turbilhão. Existem métodos disponíveis para aproximar esses e outros efeitos secundários, mas eles estão além do escopo deste texto. A aproximação de primeira ordem dada pela Equação 14—27 é adequada para o rotor preliminar e para o projeto do propulsor, como ilustra o Exemplo 14-7. Os propulsores do avião têm inclinação variável, e isso significa que a incli- nação de toda a pá pode ser ajustada pela rotação das pás através dos vínculos

»(«

pnnla

673

CAPÍTULO 14

l

M í l M l M

Direçao

do vento

 

Ponta

M

M M ! l M

FIGURA 14-50

Uma pá de rotor bem desenhada ou uma pã de propulsor tem uma torção, como mostram as fatias azuis de seção transversal através de uma das três pás; o ângulo de inclinação da pá 6 é mais alto na raiz do que na ponta porque a velocidade tangencial da pá aumenta com o raio.

(a)

FIGURA 14-51

Cálculo gráfico do vetor Vre|aljva em dois raios: (a) raiz e (b) ponta da pá do rotor representadas na Figura 14-50.

(b)

mecânicos do cubo. Por exemplo, quando avião à propulsão está parado no

porto, aquecendo seus motores a rpm alta, por que ele não começa a se mov'

tar? Bem, por um único motivo, os freios estão sendo aplicados. O mais impon

é que a inclinação do propulsor é ajustada para que o ângulo médio de ataque d

seções transversais do aerofólio é zero nenhum empuxo líquido é fornec'd

Enquanto o avião taxeia até a pista de decolagem, a inclinação é ajustada para n

duzir uma pequena quantidade de empuxo. À medida que o avião decola, as mm H

motor são altas, e a inclinação da pá é ajustada de forma que o propulsor forneça

máximo de empuxo. Na maioria dos casos a inclinação pode até mesmo ser aiu

tada "para trás" (ângulo de ataque negativo) para fornecer impulso invertido

diminuir a velocidade do avião após a aterrissagem.

FIGURA 14-52

As pás giratórias de um rotor ou propulsor

induzem o turbilhão no fluido vizinho.

EXEMPLO 14-7 Cálculo da Torção do Propulsor de um Avião

Suponhamos que você esteja criando o propulsor de um avião de aeromodelismo

controlado por rádio. O diâmetro geral do propulsor é de 34,0

cm e o diâmetro

da montagem do cubo é de 5,5

cm (Figura 14-53). O propulsor gira a 1.700

vei

trfl

efi

cei

pai

cai

on>

me

prc

vá:

dai

ter

ale

sei

inc

me

aci

rpm e o aerofólio selecionado para a seção transversal do propulsor atinge sua

FIGURA 14-53

Configuração do projeto do propulsor

do avião-modelo do Exemplo 14—7,

fora de escala.

FIGURA 14-54

Os vetores de velocidade em algum

raio arbitrário r do propulsor do

Exemplo 14—7.

eficiência máxima a um ângulo de ataque de 14°. Quando o avião voa a 30 mi/h

(13,4

m/s), calcule o ângulo de inclinação

da

pá da raiz

até a ponta da pá de

forma que a

=

14° em toda parte ao longo

da

pá do propulsor.

SOLUÇÃO Devemos calcular o ângulo de inclinação da pá Q da raiz até a ponta

do propulsor de forma que o ângulo de ataque seja a = 14° em todos os raios

ao longo da pá do propulsor.

Hipóteses

1 O ar nessas baixas velocidades é incompressível.

2 Desprezamos os

efeitos secundários do redemoinho e da aceleraçãojdo ar à medida que ele se

aproxima do propulsor, ou seja, a magnitude de Vvento é considerada igual à

velocidade do avião. 3 O avião voa nivelado, de forma que o eixo do propulsor é

paralelo à velocidade do vento.

Análise A velocidade do ar relativa à pá é aproximada até a primeira ordem a

qualquer raio usando a Equação 14-27. Uma representação dos vetores de

velocidade em algum raio arbitrário mostrada na Figura 14-54. Da geometria

vemos que

O ângulo de inclinação ao raio arbitrário r.

(1)

</> =

\

vento l

arctg —^

=

arctg -

<i>r

(2)

onde também usamos a Equação 14-26

para a velocidade de pá

raiz (r

=

Dcubo/2 = 2,75 cm), a Equação 2 torna-se

ao raio r. Na

0

= a + d>= 14° + arcts

13,4 m/s

l rot \/60 s

[(1700 rot/min)(0,0275 m) \!TT rad/ Vmin.

= 83,9

Da mesma forma, o ângulo

de inclinação na ponta (r = Dpn)puíso/2 = 17,0 cm) é

13,4 m/s

(

l rot

a + <(> = 14° + arctg .(1700 rotAnin)(0,17 m) \2-rr rad/Vmin

Aos raios

entre a raiz

e a ponta,

as Equações

l

e 2 são usadas para calcular

6 como função de r. Os resultados são representados

graficamente na Figura

14-55.

lac

(Fi i

co

til; i

e \<

de

ai;

tui

til;

tu i

du

no

de

é c

é i

do

fix

mt c h i

14

pl<

m<

cii

os *

do

qu

A l

pr,

til.

ex

Discussão O ângulo de inclinação não é linear por causa da função arco-

tangente da Equação 2.

tn

m.

675

CAPÍTULO 14

Representamos graficamente as curvas de desempenho qualitativas para um

  • novimeo- Hentilador à propulsão típico na Figura 14-56. Ao contrário dos ventiladores cen- liífugos, a potência no eixo tende a diminuir com a vazão. Além disso, a curva de Eficiência se inclina mais para a direita em comparação à curva dos ventiladores 'Centrífugos (consulte a Figura 14—8). O resultado é que a eficiência cai rapidamente -para vazões em volume mais altas do que no ponto de melhor eficiência. A curva de carga líqu'da também diminui continuamente com a vazão (embora haja algumas ondulações), e sua forma é muito diferente daquela de um ventilador com escoa- mento centrífugo. Se as necessidades de carga não são tão sérias, os ventiladores do propulsor podem ser operados além do ponto de eficiência máxima para atingir

para pn>

s Tm do

o

s-rtido e

vazões em volume mais altas. Como

diminui a valores altos de l/, não há penali-

elismo

smetro

dade para a potência quando o ventilador funciona a vazões altas. Por esse motivo é tentador instalar um ventilador ligeiramente subdimensionado e fazê-lo funcionar além de seu ponto de melhor eficiência. No outro extremo, se operado abaixo de seu ponto de eficiência máximo, o escoamento pode ser ruidoso e instável, o que indica que pode estar superdimensionado (maior do que o necessário). Por esses motivos, em geral é melhor utilizar um ventilador à propulsão a ou ligeiramente

  • 1.700 acima de seu ponto de eficiência máxima. Quando usado para movimentar o escoamento em um duto, um único venti- lador com escoamento axial de único rotor é chamado de ventilador tubo-axial (Figura 14-57a). Em muitas aplicações práticas da engenharia para os ventiladores com escoamento axial, tais como ventiladores de exaustão em cozinhas, ven- tiladores de duto de ventilação em prédios, ventiladores com sistema de aspiração, e ventiladores de resfriamento em radiador automotivo, o escoamento em turbilhão produzido pelas pás giratórias (Figura 14—57a) não é problema. Mas o movimento de turbilhão e o aumento da intensidade da turbulência podem continuar por alguma distância a jusante, e não há aplicações nas quais o turbilhão (ou o ruído e turbulência associados a ele) seja altamente indesejável. Os exemplos incluem ven- iladores de túnel de vento, ventiladores de torpedos e alguns especializados para ventilação de eixo de mina. Existem dois projetos básicos que eliminam bastante o turbilhão. O primeiro deles funciona com adição de um segundo rotor que gira na direção oposta em série com o rotor existente para formar um par de pás girando no sentido contrário. Tal projeto é denominado ventilador com escoamento axial de rotação contrária (Figura 14-570). O turbilhão causado pelo rotor a montante é cancelado por um turbilhão oposto causado pelo rotor a jusante. O segundo deles é um conjunto de pás do estator que pode ser adicionado a montante ou a jusante do rotor giratório. Como o nome implica, as pás do estator são aletas do difusor fixas (não giram) que simplesmente redirecionam o fluido. Um projeto de escoa- mento axial com um conjunto de pás do rotor e um conjunto de pás do estator chamadas aletas (o estator) é determinado ventilador axial de aletas (Figura 14-57c). O projeto da pá do estator do ventilador axial de aletas é muito mais sim- ples e económico para implementar do que o projeto do ventilador com escoa- mento axial com rotação contrária. O fluido em turbilhão a jusante de um ventilador tubo-axial desperdiça energia cinética e tem um alto nível de turbulência; o ventilador axial por pás recupera par- cialmente essa energia cinética desperdiçada e reduz o nível de turbulência. Assim, os ventiladores axiais por pás são mais silenciosos e mais eficientes quanto à energia do que os rubo-axiais. Um ventilador com escoamento axial e rotação contrária ade- quadamente projetado pode ser ainda mais silencioso e eficiente quanto à energia. Além disso, como existem dois conjuntos de pás giratórias, uma elevação maior da pressão pode ser obtida com o projeto de rotação contrária. A construção de um ven- tilador com escoamento axial de rotação contrária é mais complexa, obviamente, exigindo dois motores sincronizados ou uma caixa de engrenagens. Os ventiladores com escoamento axial podem ser movidos à esteira ou por transmissão direta. O motor de um ventilador axial por pás e transmissão direta é montado na metade do duto. É prática comum (e bom projeto) utilizar pás de

?e

sua

3

mi/h

pá de

ponta

.

raios

10SOS

;le se

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isor é

em a

s

de

letria

(1)

(2)

Na

i) é

.ar

FIGURA 14-55

O ângulo de inclinação da pá como função do raio para o propulsor do Exemplo 14—7

/

bhp

FIGURA 14-56

Curvas de desempenho de ventilador

típicas para um ventilador por propulsor (escoamento axial).

676

MECÂNICA DOS FLUIDOS

Rotor

Cubo

Motor

(a)

Rotor l

Cubo

Motor

Rotor 2

Caixa de engrenagem

estator para fornecer suporte físico ao motor. As fotos de um ventilador tubo-ax' de transmissão por esteira e de um ventilador axial por pás de transmissão dir são fornecidas na Figura 14-58. As pás do estator do ventilador axial por D' podem ser vistas atrás (a jusante) das pás do rotor da Figura 14—58è. Um proj alternativo seria colocar as pás do estator a montante do rotor, impondo um pr' turbilhão ao fluido. O turbilhão causado pelas pás giratórias do rotor remove esse

pré-turbilhão. A concepção da forma das pás é um processo bastante objetivo em todos esses projetos de ventilador com escoamento axial, pelo menos no primeiro pedido. Por questões de simplicidade, vamos considerar pás finas (por exemplo feitas de folha de metal) e não em forma de aerofólio. Considere, por exemplo um ventilador com escoamento axial por pás, com pás de rotor a montante das pás do estator (Figura 14-59). A distância entre o rotor e o estator foi exagerada

nesta figura para permitir que

os vetores de velocidade sejam desenhados entre as

  • (b) pás. Consideramos que o raio do cubo do estator é igual ao raio do cubo do rotor

Rotor

\

Cubo

/

Motor

de modo que a área de escoamento transversal permaneça constante. Como já fizemos antes com o rotor, consideramos a seção transversal de uma pá de rotor à medida que ela passa verticalmente na nossa frente. Como existem várias pás, a

Estator

próxima passará logo depois. A um raio r selecionado, fazemos a aproximação bidimensional de que as pás passam por uma série infinita de pás bidimensionais chamada de fileira de pás ou cascata. Uma hipótese semelhante é considerada

  • (c) para as pás do estator, embora elas sejam fixas. Ambas as fileiras de pás estão representadas na Figura 14-59. Na Figura 14—59b os vetores de velocidade são vistos sob um sistema de refe- rência absoluto, ou seja, a referência de um observador fixo que olha horizon- talmente o ventilador com escoamento

axial

por pás. O escoamento entra pela

esquerda à velocidade Ve na direção horizontal (axial). A fileira de pás do rotor se

move a velocidade constante wr verticalmente para cima nessa estrutura de referên-

cia, como está indicado. O escoamento é girado por essas pás móveis e sai do bordo

de fuga para cima e à direita

(como indica a Figura 14—59&) como o vetor

Vn. (A

FIGURA 14-57

Um ventilador tubo-axial (a) impõe um turbilhão ao fluido de saída enquanto (b) um ventilador com escoamento axial de rotação contrária e (c) um ventilador com escoamento axial e pás foram desenvolvidos para remover o turbilhão.

notação de subscrito indica o bordo de fuga do rotor.) Para encontrarmos a magni- tude e direção de Vn, redesenhamos as linhas da pá e os vetores em uma estrutura de referência relativa (a estrutura de referência da pá giratória do rotor) na Figura 14—59c. Essa estrutura de referência é obtida pela subtração da velocidade de pá do rotor (adicionando uma magnitude de vetor (or apontando para baixo verticalmente) de todos os vetores de velocidade. Como mostra a Figura 14—59c, o vetor de veloci-

sai

d;

relati

comp

mass

de es

axial

belec

Volta

absol

ascer

de, at

estat<

(sem

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rarm

págii

esco;

14-5

pont:

vez

i

ciem

folh;

pás

(

cidis

insta

todo

tor s

resu

vez

para

rotoi

boas

e do

dade relativa ao bordo de ataque da pá do rotor é Ve reialiva, calculado como a soma

do Vf e o vetor descendente de magnitude u>r. Ajustamos a inclinação da

pá do

rotor de forma que Ve relativa fique paralelo (tangencial) ao bordo de ataque da pá

do rotor nessa seção transversal.

FIGURA 14-58

Ventiladores com escoamento axial:

  • (a) um ventilador tubo-axial de

transmissão por esteira sem pás de estator e (b) um ventilador axial por pás e transmissão direta com pás de estator para reduzir o turbilhão e melhorar a eficiência.

  • (a) © Barry Blower, ASC LR Usada com

permissão, (b) Foto conesia da Howden Inc. Usada com permissão.

Buffalo,

(a)

(b)

escc

lhan

noss

por

pás

vás

vok

caçí

esta

(Ftg

este

aná;

gio

efei

pod

vár

cad

Em

 

;

677

CAPÍTULO 14

-axial

O escoamento é girado pela pá do rotor. Consideramos que o escoamento que

direta

ÍT

pás

rojeto

  • Pré- massa. Observe que estamos considerando o escoamento incompressível e a área

- esse

iodos

Tieiro

:np|0,

mplo,

e das

Finalmente, a

pá do estator

foi criada de forma que V n fique paralelo ao bordo

sai da pá do rotor é paralelo ao bordo de fuga da pá (da estrutura de referência relativa), como representa a Figura_(14—59c, como vetor. Também sabemos que o

componente horizontal (axial) de V n re|aliva deve ser igual a Ve para conservar a

de escoamento constante normal à página da Figura 14—59. Assim, o componente

axial da velocidade em todas as partes deve ser igual a Ve. Essa informação esta- belece a magnitude do vetor Vn relaliva, que não é igual à magnitude de Vn reiativa.

Voltando à estrutura de referência absoluta da Figura 14—59b, a velocidade

absoluta Vn é calculada como a soma vetorial de V n reUtiva e o vetor verticalmente

Cascata

Cascata

ascendente de magnitude ur.

do rotor

(a)

do rotor

erada

tre as

rotor,

no já

Mora

'ás, a

lação

onais

estão

de ataque da pá do estator. O escoamento é girado novamente, desta vez pela pá do

estator. Seu bordo de fuga é horizontal, de modo que o escoamento saia axialmente (sem nenhum turbilhão). A velocidade final do escoamento de saída deve ser idên- tica à velocidade do escoamento de entrada pela conservação de massa se conside- rarmos o escoamento incompressível e a área de escoamento constante normal à página. Em outras palavras, Vs = Ve. Por questões de inteireza, a velocidade do escoamento de saída da estrutura de referência relativa é representada na Figura

14-59c. Também vemos que l/s relaliva = Vc relaliva. Agora imagine a repetição dessa análise para todos os raios do cubo até a ponta. Assim como no rotor, poderíamos criar nossas pás com alguma torção, uma vez que o valor de a>r aumenta com o raio. Um aperfeiçoamento modesto da efi-

  • refe- ciência pode ser obtido a condições de projeto usando aerofólios em vez de pás de

  • izon- folha de metal; o aperfeiçoamento é mais significativo a condições fora de projeto. Se houver, digamos, sete pás de rotor em um ventilador axial por pás, quantas pás de estator haveria? A princípio você poderia dizer sete, para que o estator coin-

pela

tor se

  • 'erên- cidisse com o rotor - mas esse seria um projeto muito ruim! Por quê? Porque no instante em que uma pá do rotor passa diretamente na frente de uma pá do estator, todos os seus seis irmãos fariam a mesma coisa. O escoamento de cada pá de esta-
    igni- tor seria simultaneamente perturbado na esteira de uma pá do rotor. O escoamento resultante seria pulsante e ruidoso, e toda a unidade sofreria sérias vibrações. Em vez disso, uma boa prática de projeto seria selecionar o número de pás do estator, para que ele não tivesse nenhum denominador comum com o número de pás do rotor. Combinações como sete e oito, sete e nove, seis e sete ou nove e onze são
    ;loci- boas opções. Combinações como oito e dez (denominador comum de dois) ou nove e doze (denominador comum de três) não são boas opções. Representamos graficamente as curvas de desempenho de um ventilador com escoamento axial por pás na Figura 14-60. As formas gerais são muito seme- lhantes àquelas de um ventilador com rotor (Figura 14-56) e você deve consultar

x>rdo

,.(A

atura

gura

do

ente)

soma

do

ia pá

nossa discussão sobre isso. Afinal de contas, um ventilador com escoamento

axial

por pás é realmente igual a um ventilador com escoamento tubo-axial, exceto pelas pás de estator adicionais que endireitam o escoamento e tendem a suavizar as cur- vas de desempenho. Como já foi dito, um ventilador com escoamento axial fornece uma vazão em volume alta, mas uma elevação de pressão relativamente baixa. Algumas apli- cações exigem alta vazão e alta elevação de pressão. Em tais casos, vários pares de estator-rotor podem ser combinados em série, em geral com eixo e cubo comuns (Figura 14—61). Quando dois ou mais pares de rotor-estator se combinam como este, nós os chamamos de bomba com escoamento axial de vários estágios. Uma análise da fileira de pás semelhante àquela da Figura 14—59 é aplicada a cada está- gio posterior. Os detalhes da análise podem se complicar, porém, por causa dos efeitos da compressibilidade e porque a área de escoamento do cubo para a ponta pode não permanecer constante. Em um compressor com escoamento axial de

(f)

V

'

's, relativa

FIGURA 14-59

A análise de um ventilador com escoamento axial por pás de raio r usando a aproximação de fileira de pás bidimensional; (a) visualização geral, (ti) estrutura de referência absoluta e (c) estrutura de referência relativa às pás giratórias do rotor.

vários estágios, por exemplo, a área de escoamento diminui a jusante. As pás de cada estágio posterior ficam menores à medida em que o ar é mais comprimido. Em uma turbina com escoamento axial de vários estágios, a área de escoamento

678

MECÂNICA DOS FLUIDOS

em geral aumenta sucessivo da . turbina. . .

a jusante à medida que

a pressão

se perde

em

cada P

a

,-

cs<agio

Um exemplo conhecido de uma turbomáquina que utiliza os compressor

escoamento axial de vários estágios e as turbinas com escoamento axial de vári

estágios é o motor turboventilador usado para alimentar os modernos av'~

comerciais. Uma representação esquemática em corte de um motor turboventilarl

é mostrada na Figura 14-62. Parte do ar passa através do ventilador, que fornec

empuxo da mesma forma que um propulsor. O restante do ar passa através de u

compressor de baixa pressão, de um compressor de alta pressão, de uma câmara d

combustão, de uma turbina de alta pressão e, finalmente, de uma turbina de baix

pressão. O ar e os produtos da combustão são descarregados a alta velocidade para

fornecer empuxo maior ainda. Os códigos da dinâmica dos fluidos computacional

FIGURA 14-60

Curvas de desempenho de ventilador

típicas para um ventilador com

escoamento axial por pás.

Rotor

l

Rotor 2

Cubo girante

Estator

l

Estator 2

FIGURA 14-61

 

Uma bomba com escoamento axial de

vários estágios consiste em dois ou

mais pares de rotor e estator.

(CFD)

obviamente são muito úteis no projeto dessas turbomáquinas complexas

(Capítulo 15).

EXEMPLO 14-8

Projeto de um Ventilador com Escoamento Axial

por Pás para

um Túnel de Vento

Um ventilador com escoamento axial por pás é criado para alimentar um túnel de

vento. Não deve haver nenhum turbilhão no escoamento a jusante do ventilador. Resolve-se que as pás do estator devem ficar a montante das pás do rotor (Figura 14-63) para proteger as pás do rotor contra danos por parte de objetos que pode- riam ser soprados acidentalmente para dentro do ventilador. Para reduzir as despe- sas, as pás do estator e do rotor devem ser feitas de folha de metal. O bordo de ataque de cada pá do estator é alinhado axialmente (/3s! = 0,0°) e seu bordo

de fuga está

a um ângulo de /3st

=

(A notação de subscrito "si" indica

bordo de fuga do estator.) Existem

60,0° do eixo, como mostra a representação.

o bordo

de ataque

16

pás de estator.

do estator e

"st" indica o

A condições de projeto, a

velocidade de escoamento axial através das pás é 47,1 m/s e o rotor gira a 1.750 rpm. Ao raio r = 0,40 m, calcule os ângulos dos bordos de ataque e defesa da pá

do rotor e represente a forma da pá. Quantas

pás de rotor deve haver?

SOLUÇÃO Para determinadas condições de escoamento e forma de pá do esta- tor a determinado raio, precisamos projetar a pá do rotor. Devemos calcular especificamente os ângulos dos bordos de ataque e defesa da pá do rotor e representar sua forma. Também precisamos resolver quantas pás do rotor devem ser construídas.

Ventilador

Turbina de baixa pressão

A

di

pala»

pás i

Conv

rotor

Corr

nam

trad

ângi

bor

um

fug

mo

de

abí

ess

ma

inc

14

FIGURA 14-62

Motor turboventilador Pratt & Whitney

PW4000; um exemplo de turbomáquina

com escoamento axial de vários

estágios.

Cortesia da Pran & Whitney. Usado com permissão.

 

de

(E.

14

at;

de

<H

K

ro

 

Turbina de

de

Compressor

alta pressão

cc

de alta pressão

D,

Compressor de

Pi

baixa pressão

•w f

J10

de

*-'S

ior

'cê

de

i xá

•ira

•tal

\as

Hipóteses 1 O ar é quase incompressível. 2 A área de escoamento entre o cubo e a ponta é constante. 3 A análise da fileira de pás bidimensionais é apropriada. Análise Em primeiro lugar analisamos o escoamento através do estator sob uma estrutura de referência absoluta, usando a aproximação bidimensional de uma cas- cata (fileiras de pás) de pás do estator (Figura 14-64). O escoamento entra axial- mente (horizontalmente) e é girado a 60,0° na descendente. Como o componente axial da velocidade deve permanecer constante para conservar a massa, a magni- tude da velocidade que sai do bordo de fuga do estator, Ves, é calculada como

v.

cos/3CS

47,1 m/s = ~^T ^ = 94,2 m/s

cos (60,0°)

(1)

A direçao

de

Ves

é

considerada a do

bordo de

fuga

do

estator.

Em outras

palavras, consideramos que o escoamento gira perfeitamente através da fileira de pás e sai paralelamente ao bordo de fuga da pá, como mostra a Figura 14-64. Convertemos Ves em estrutura de referência relativa que se move com as pás do rotor. Ao raio de 0,40 m, a velocidade tangencial das pás do rotor é

ue =

o>r = (1750 rot/min)

/2-n- rad

\t

l min\0 (0,40 s / m) = 73,30 m/s

(2)

Como a fileira

de

pás do rotor

se move na ascendente

na Figura

14-63, adicio-

679

CAPÍTULO 14

Cubo e motor

Estator

Rotor

FIGURA 14-63

Diagrama do ventilador

com escoamento axial por pás do Exemplo 14-8. O estator precede o rotor e a forma da pá do rotor é desconhecida — ele deve ser projetado.

namos uma velocidade descendente com a magnitude dada pela Equação 2 para traduzir Ve sna estrutura de referência giratória representada na Figura 14-65. O ângulo do bordo de ataque do rotor, /3rl, é calculado usando a trigonometria

fti = arctg

+

V, tg

ft,

=

arctg

(73,30 m/s) + (47,1 m/s) tg(60,0°) 47,1 — — m/s

= 73,09°

(3)

O

ar

agora

deve ser girado

pela fileira de

pás do

rotor

de forma

a sair

do

bordo de fuga da pá do rotor a um ângulo zero (axialmente, sem turbilhão) sob

uma estrutura de referência absoluta. Isso determina o ângulo do bordo de

fuga

do rotor,

/3rt.

Especificamente, quando adicionamos uma velocidade a

montante de magnitude utr (Equação 2) à velocidade relativa que sai do bordo de fuga do rotor, Vrt ^3t-m, convertemos de volta para a estrutura de referência absoluta e obtemos Vrt, a velocidade de saída do bordo de fuga do rotor. É essa velocidade, Vrt, que deve ser axial (horizontal). Além disso, para conservar massa, Vrt deve ser igual a ve, uma vez que consideramos o escoamento incompressível. Trabalhando ao contrário construímos a vrt reiatjva da Figura

14-66. A trigonometria revela que

wr

73,30 m/s

A, = arctg - = arctg -^- ^

= 57,28°

(4)

Concluímos

que

a pá do rotor

nesse raio tem

um ângulo de bordo de ataque

de cerca de 73,1° (Equação 3) e um ângulo

de bordo de fuga de cerca de 57,3°

(Equação 4). Uma representação da pá do rotor nesse raio é fornecida na Figura

14-65; a curvatura total é pequena, sendo menor do que 16° entre os bordos de ataque e de defesa. Finalmente, para evitar interação entre as esteiras da pá do estator e os bor-

dos de ataque da pá do rotor, selecionamos o número

de

pás do

rotor

de forma

que ele não seja um denominador comum do número de pás do estator. Como há

16 pás do estator, escolhemos um número como

13,

15

ou

17

para

as pás

de

rotor. A seleção de 14 não seria apropriada,

uma

vez que

ela

compartilha o

denominador comum

2

com

o número

16.

A seleção de

12 seria

pior,

pois ela

compartilha tanto 2 quanto 4 como denominadores comuns.

 

Discussão

Podemos repetir o cálculo para todos os raios do cubo à ponta, com-

pletando o projeto de todo o rotor. Haveria

torção, como já foi

discutido.

 

FIGURA 14-64

Análise do vetor de velocidade da fileira de pás do estator do ventilador com

escoamento axial por pás do Exemplo 14-8; estrutura de referência absoluta.

680

MECÂNICA DOS FLUIDOS

Cascata do rotor

14-3 • LEIS DE SEMELHANÇA DE BOMBAS Análise Dimensionai

A turbomáquina oferece um exemplo muito prático do poder e da

utilidade H

análise dimensional (Capítulo 7). Aplicamos o método das variáveis repetidas

relacionamento entre gravidade vezes a carga líquida (gH) e propriedades de bomh

como vazão em volume (Ú); algum comprimento característico, em geral

FIGURA 14-65

Análise da velocidade do bordo de

ataque do estator à medida que ele é

imposto ao bordo de ataque do rotor;

estrutura de referência relativa.

diâmetro das pás do rotor (D); altura da rugosidade da superfície da pá (g)- e a

velocidade rotacional do rotor (&>) juntamente com as propriedades de fluido massa

específica (p) e viscosidade (p,). Observe que tratamos o grupo gH como uma varia

vel. Os grupos Pi adimensionais são mostrados na Figura 14-67; o resultado é o

seguinte relacionamento envolvendo parâmetros adimensionais:

gH

,

ai2D2

. = função de

(

\J

(14-28)

Uma análise semelhante com potência do eixo como função das mesmas variáveis

resulta em

.

= função de

Ú

pwD2

(14-29)

O segundo parâmetro adimensional (ou grupo II) no lado direito das Equações

14—28 e

14—29 obviamente é um número de Reynolds, uma

velocidade característica

vez que

u>D é uma

Re =

paiD1

O terceiro O da direita é o parâmetro adimensional da rugosidade. Os três novos

grupos adimensionais dessas duas equações são símbolos dados e

os seguintes:

seus nomes são

Parâmetros de bomba adimensionais:

gH

CH = Coeficiente de carga = —^—^

u'D'

=

Coeficiente de capacidade = (14-30)

CP = Coeficiente de potência =

bhp

— ^ — ;

pai D~

14-

e l

cie

de.

%

eu

co

sei

o

CO

cê i

de

t&

m

P'

P'

b!

P1

e:

A

Observe o subscrito Q do símbolo que significa o coeficiente de capacidade. Ele

FIGURA 14-66

Análise da velocidade do bordo

de fuga do rotor; estrutura de

referência absoluta.

vem da nomenclatura encontrada em muitos livros sobre mecânica dos fluidos e tur-

bomáquinas que utilizam Q e não Ú como a vazão em volume através da bomba.

Usamos a notação CQ por questões de consistência com a convenção da tur-

bomáquina, embora usemos Ú para a vazão em volume para evitar confusão com a

transferência de calor.

Quando os líquidos são bombeados, a cavitação pode ser um problema, e

precisamos de outro parâmetro adimensional relacionado à carga de sucção positiva

líquida necessária. Felizmente, podemos simplesmente substituir

a NPSHnecessári0 no

lugar de H na análise dimensional, uma vez que elas têm dimensões idênticas (com-

primento). O resultado é

CNPSH = Coeficiente de carga de sucção = (14-31)

681

CAPÍTULO 14

ge necessário, outras variáveis, como espessura da lacuna entre as pontas da pá e a

carcaça da bomba e espessura da pá, podem ser adicionadas à análise dimensional,

felizmente, essas variáveis em geral são menos importantes e não são consideradas

aqui. Na verdade, você pode argumentar que duas bombas, a rigor, não são geome-

tricamente semelhantes, a menos que a espessura da lacuna, a espessura da pá e a

rugosidade de superfície sejam escaladas geometricamente.

Os relacionamentos derivados pela análise dimensional, como as Equações

(4-28 e 14—29, podem ser interpretados da seguinte maneira: caso duas bombas, A

e B, sejam geometricamente semelhantes (a bomba A é geometricamente propor-

cional à bomba B, embora elas tenham tamanhos diferentes), e se os FTs indepen-

dentes são iguais entre si

(neste caso

se

CQ A

=

CQ B,

ReA

=

ReB

e eA/DA

=

eB/I>B), então os ITs dependentes certamente também são iguais entre si. Em parti-

cular CH A = CH B da Equação 14-28 e CP A = CP B da Equação 14—29. Se tais

condições forem estabelecidas, diz-se que as duas bombas são dinamicamente

semelhantes (Figura 14—68). Quando a semelhança dinâmica é atingida, diz-se que

o ponto operacional da curva de desempenho da bomba A e o ponto operacional

correspondente da curva de desempenho da bomba B são homólogos.

O requisito de igualdade de todos os três parâmetros independentes têm uma

certa elasticidade. Se os números de Reynolds da bomba A e da bomba B exce-

t = n - j = 7 - 3 = 4 0"s esperados

 

S"

Ú

l

~

, ,2r,2

"2

~

.rJ

n,=

"•-i

FIGURA 14-67

Análise dimensional de uma bomba.

derem vários milhares, existem condições de escoamento dentro da bomba. Acon-

tece que para escoamento turbulento, se os valores de ReA e ReB não forem iguais,

mas não estiverem muito distantes um do outro, a similaridade entre as duas bom-

bas ainda será uma aproximação plausível. Essa situação é chamada de inde-

Bomba A

pendência do número de Reynolds. (Observe que se as bombas operarem no

regime laminar, o número de Reynolds em geral deve permanecer como um

parâmetro de escala.) Na maioria dos casos

de análise de engenharia de tur-

bomáquinas prática, o efeito das diferenças do parâmetro de rugosidade também é

pequeno, a menos que as diferenças de rugosidade sejam grandes, como quando se

escala de uma bomba muito pequena uma bomba muito grande (ou vice-versa).

Assim, para muitos problemas práticos, podemos negligenciar o efeito de Re e e/D.

As Equações 14—28 e 14—29 podem ser reduzidas a

CH = função de CQ

C,, = função de

(14-32)

Como sempre, a análise

dimensional não pode prever a. forma dos relacionamentos

funcionais da Equação 14—32, mas como esses relacionamentos são obtidos para

determinada bomba, eles podem ser generalizados para bombas geometricamente

similares com diâmetros diferentes, operam a velocidades relacionais e vazões dife-

rentes e operam mesmo com fluidos de densidade e viscosidade diferente.

Transformamos a Equação 14—5 para a eficiência de bomba em uma função

dos parâmetros adimensionais da Equação 14—30,

bhp

ccH

=

função de C

(14-33)

Como T^ ^ já

não tem dimensão, esse é outro parâmetro de bomba, adimensional

propriamente dito. Observe que como a Equação 14—33 revela que T}bomba pode ser

formado pela combinação de três outros Il's,T7bomba não é necessário para escalar a

FIGURA 14-68

A análise dimensional é útil para

escalar duas bombas geometricamente

semelhantes. Se todos os parâmetros

adimensionais da bomba A forem

equivalentes àqueles da bomba B,

as duas bombas serão

dinamicamente semelhantes.

bomba. Entretanto, certamente esse é um parâmetro útil. Como CH, CP e ribomba são

funções apenas de CQ, quase sempre representamos graficamente esses três

parâmetros como funções de CQ na mesma representação, gerando um conjunto de

curvas de desempenho de bomba adimensionais. Um exemplo é dado na Figura

14—69 para o caso de uma bomba centrífuga típica. As formas da curva de outros

tipos de bombas, obviamente, seriam diferentes.

As leis da similaridade simplificadas das Equações 14—32 e 14—33 se dividem

quando o protótipo em escala total é significativamente maior do que seu modelo

(Figura 14—70); o desempenho do protótipo em geral é melhor. Existem vários

;.:•:-.••

682

MECÂNICA DOS FLUIDOS

Ponto de melhor eficiência

motivos para isso: a bomba-protótipo quase sempre opera a números alt

Reynolds que não podem ser atingidos em laboratório. Sabemos pelo diagram

Moody que o fator de atrito diminui com Re, assim como a espessura da camada À

fronteira. Assim, a influência das camadas de fronteira viscosas é menos sien r

tiva à medida que o tamanho da bomba aumenta, uma vez que as camadas de f

teira ocupam uma porcentagem menos significativa da trajetória de escoam

através do rotor. Além disso, a rugosidade relativa (e/D) sobre as superfícies das '

do rotor de protótipo pode ser significativamente menor do que aquela das pás d,

bomba-modelo, a menos que as superfícies sejam micropolidas. Finalmente

bombas em escala total grande têm folgas de ponta menores com relação a

diâmetro da pá e, portanto, as perdas e o vazamento de ponta são menos significa

FIGURA 14-69

Quando representadas graficamente

em termos de parâmetros de bomba

adimensionais, as curvas de desempenho

de todas as bombas de uma família de

bombas geometricamente semelhantes

se incorporam em um único conjunto

de curvas de desempenho de bomba

não dimensionais. Os valores no

melhor ponto de eficiência são

indicados por asteriscos.

tivos. Algumas equações empíricas foram desenvolvidas para considerar o aumento

de eficiência entre um modelo pequeno e um protótipo em escala total. Uma dessas

equações foi sugerida por Moody (1926) para as turbinas, mas

também pode ser

usada como correção de primeira ordem das bombas

Equação de Moody para a correção de eficiência dus bombas:

Ibomlra. proióiipo =

/O m oac,oV' ? ~ Tfbomha. imxWl "j!~ l

(14-34)

Velocidade Específica de Bomba

Modelo em escala

Outro parâmetro útil adimensional chamado velocidade específica de bomba

(Ns)

é formado por uma combinação de parâmetros CQ e CH:

Velocidade específica

de bomba:

(gff)

(14-35)

Se todos os engenheiros observassem suas unidades com cuidado, o NSf sempre

seria listado como um parâmetro adimensional. Infelizmente, os engenheiros acos-

Protótipo

tumaram-se a usar unidades inconsistentes na Equação 14—35, o que transforma o

parâmetro adimensional perfeito /VSp em uma quantidade dimensional desajeitada

(Figura 14-71). Mais confusão ainda se forma porque alguns engenheiros preferem

unidades de rotações por minuto (rpm) para a velocidade rotacional, enquanto ou-

tros utilizam rotações por segundo (Hz), esta última mais comum na Europa. Além

disso, os engenheiros dos Estados Unidos em geral ignoram a constante gravita-

cional na definição de NSp. Neste livro, adicionamos os subscritos "Eur" ou "EUA"

para NSp com a finalidade de distinguir entre as formas dimensional e não dimen-

sional da velocidade específica das bombas. Nos Estados Unidos, é comum escre-

FIGURA 14-70

Quando um modelo em pequena escala é

testado para prever o desempenho de

uma bomba-protótipo em escala total, a

eficiência medida do modelo em geral é

um pouco mais baixa do que aquela do

protótipo. As equações empíricas de

correção como a Equação 14-34

foram desenvolvidas para considerar o

aperfeiçoamento da eficiência da

bomba com o tamanho dela.

ver H em unidades de pés (a carga líquida é expressa como uma altura de coluna

equivalente do

fluido que está sendo bombeado), l/ em unidades de galões por

minuto (gpm), e a taxa de rotação em termos de n (rpm) em vez de w (rad/s).

Usando a Equação 14—35 definimos

Velocidade específica de bomba, unidades comuns nos LUA

N, SP- EUA

(/i, rpm)(l/, gpm)":

W

pé).W

(14-36)

Na Europa é comum escrever H em unidades de metros (e incluir g = 9,81 m/s- na

equação), V em unidades de m3/s e a taxa de rotação n em unidades de rotações por

segundo (Hz), em vez de a) (rad/s) ou n (rpm). Usando a Equação 14-35 definimos

Velocidade específica de bomba, unidades comuns na Europa:

N

Sp. Eur

(/i, Hz)(l/. nvYs)1

(14-37)

>s

de

ia de

ia de

s conversões entre essas três formas de velocidade específica de bomba são fornecidas como taxas na Figura 14-72. Quando trabalhar como engenheiro, você precisará saber com certeza qual forma de velocidade específica de bomba está

  • ifica- sendo usada, embora nem sempre isso esteja óbvio.

    • fron- Tecnicamente, a velocidade específica de bomba poderia ser aplicada a qualquer condição operacional e seria apenas outra função de CQ. Entretanto, em

'ento

s pás

;s da

-•

as

>

ao

aeral esse não é o modo como ela é usada. Em vez disso, é comum definir velocidade específica de bomba em apenas um ponto operacional, ou seja, o

a

ponto de melhor eficiência (BEP) da bomba. O resultado é um único número que caracteriza a bomba.

  • fica- A velocidade específica da bomba é usada para caracterizar a operação de uma bomba em suas condições ideais (ponto de melhor eficiência) e é útil para a seleção preliminar de bomba.

<ento

issas

í

ser

1-34)

Como está representado na Figura 14-73, as bombas centrífugas têm desempenho ideal para jVSp próximo de l, enquanto as bombas de escoamento misto e axial têm melhor desempenho a NSp próximo de 2 e 5, respectivamente. Se NSp é menor do que cerca de 1,5, uma bomba centrífuga é a melhor opção. Se NSf estiver entre cerca de 1,5 e 3,5, uma bomba com escoamento misto é uma opção melhor. Quando Ns é maior do que cerca de 3,5, uma bomba axial deve ser usada. Esses intervalos são indicados na Figura 14-73 em termos de NSp, NSp EUA e NSp, Eur. A represen- tação gráfica também oferece os tipos de pás para referência.

683

CAPÍTULO 14

Você fez o quê? Por que você transformaria um parâmetro adimensional em uma quantidade dimensional? Isso é o oposto do que você deveria estar f aze

FIGURA 14-71

Embora a velocidade específica de bomba seja um parâmetro adimensional, é prática comum escrevê-la como uma quantidade dimensional usando um conjunto inconsistente de unidades.

1-35)

EXEMPLO 14-9

Usando a Velocidade Específica de Bomba para o Projeto Preliminar de Bombas

Uma bomba está sendo criada para fornecer 320 gpm de gasolina à temperatura

npre

ambiente. A carga líquida

necessária é 23,5

pés (de gasolina). Já foi determi-

e conversão

cos-

nado que o eixo da bomba

deve girar a 1.170

rpm. Calcule a velocidade especí-

na o

fica de bomba na forma dimensional e na forma comum nos EUA. Com base em

= 3,568 X IO"4

tada

irem

nosso resultado, resolva qual tipo de bomba dinâmica para essa aplicação.

seria a mais adequada

  • ou- SOLUÇÃO Devemos calcular a velocidade específica de bomba e, em seguida, determinar se uma bomba centrífuga, com escoamento misto ou axial seria a
    •ita-

lém

JA"

melhor opção para esta aplicação em particular. Hipóteses A bomba opera próximo de seu ponto de melhor eficiência. 2 A efi-

vSp,US

Ws,

vSp.'|uf

•í=2v.,

  • icn- ciência máxima versus a curva de velocidade específica segue a Figura 14-73

    • cre- de forma relativamente boa.

luna

por

Análise

Em primeiro lugar, devemos calcular a velocidade específica da bomba

em unidades comuns nos EUA

i/s).

(1170rpm)(320gpm)l

-

TT.

(23,5 pés)3'4

=

1960

(1)

"

/&ft.

&

'.180

Convertemos em velocidade específica de bomba normalizada usando o fator de

-36)

conversão dado na Figura

14-72

 

NSo

\J

=

1960(3,658 X IO"4) = 0,717

(2)

'Sp, EUA/

por

os

Usando as Equações l

ou 2, Figura

14-73

mostra que uma bomba

de escoa-

-37)

mento centrífugo é a opção mais adequada. Discussão Observe que as propriedades do fluido nunca entraram em nossos cálculos. O fato de estarmos bombeando gasolina e não algum outro líquido como a água é irrelevante. Entretanto, a potência de freio necessária para fazer funcionar a bomba depende da densidade do fluido.

FIGURA 14-72

Conversões entre as definições adimensionais, convencionadas nos EUA e na Europa para a velocidade específica de bomba. Os valores numéricos são dados até quatro dígitos significativos. As conversões para NSp EUA assumem a gravidade padrão da Terra.

684

MECÂNICA DOS FLUIDOS

FIGURA 14-73

A eficiência máxima como função da

velocidade específica da bomba para

os três tipos principais de bombas

dinâmicas. As escalas horizontais

mostram a velocidade específica de

bomba não dimensional (NSp), a

velocidade específica de bomba em

unidades comuns nos EUA (NSp EUA) e a

velocidade específica de bomba em

unidades comuns na Europa (A^ Eur).

0,02

0,05

Leis de Semelhança

N, Sp. Eur

Desenvolvemos grupos adimensionais úteis para relacionar duas bombas geométricas

V: Vazão

em volume

FIGURA 14-74

Quando as leis de

semelhança são

aplicadas a uma bomba simples na qual

a única coisa

variada é a velocidade

rotacional do eixo <w, ou rpm do eixo,

n, as Equações 14—38 se reduzem

àquelas mostradas acima, para as quais

umjingle pode ser usado para nos ajudar

a lembrar do expoente de a> (ou de n,):

Problemas Muito Difíceis são tão

fáceis

quanto í,

2, 3 (do inglês

Very

H a rd Problem).

 

e dinamicamente similares. É conveniente resumir os relacionamentos de

similaridade

como

relações. Alguns autores chamam esses relacionamentos de regras

de similari-

dade,

enquanto outros os chamam

de leis de semelhança. Para dois estados homólo-

gos quaisquer A e B

 

(14-38a)

Lei de semelhança'.

a*

« A

D*

D,

(14-38W

bhpB

bhpA

/

U>

(14-38C)

As Equações 14-38 aplicam-se a bombas e turbinas. Os estados A e B podem ser

dois estados homólogos quaisquer entre duas turbomáquinas geometricamente simi-

lares quaisquer, ou mesmo entre dois estados homólogos da mesma máquina. Os

exemplos incluem variação da velocidade rotacional ou bombeamento de um fluido

diferente com a mesma bomba. Para o caso simples de determinada bomba na qual

u> é variado, mas o mesmo fluido é bombeado, DA

= DB e pA = pB. Em tal caso as

Equações 14—38 se reduzem às formas mostradas na Figura 14—14. Umjingle foi

desenvolvido para nos ajudar a lembrar do expoente de w, como indica a figura.

Observe também que em qualquer parte existe uma relação de duas velocidades

rotacionais («), e que podemos substituir os valores apropriados em rpm (n), uma

vez que a conversão é igual no numerador e no denominador.

As leis de semelhança de bomba são bastante úteis como ferramenta de pró-

jeto. Em particular, suponhamos que as curvas de desempenho de uma bomba exis-

tente sejam conhecidas, e que a bomba opere com eficiência e confiabilidade razoá-

veis. O fabricante da bomba resolve criar uma nova bomba maior para outras

aplicações, por exemplo, para bombear fluido mais pesado ou para fornecer uma

carga líquida substancialmente mais alta. Em vez de iniciar do começo, os engenhei-

ros simplesmente escalam um projeto existente. As leis de semelhança da bomba per-

mitem que essa escala seja realizada com uma quantidade mínima de esforço.

EXEMPLO 14-10 Os Efeitos da Duplicação da Velocidade da Bomba

O Professor Seymour Fluids utiliza um pequeno túnel de água de loop fechado

para realizar a pesquisa de visualização do escoamento. Ele gostaria de dobrar a

velocidade da água na seção de teste do túnel e percebe que a forma mais

económica de fazê-lo é dobrar a velocidade rotacional da bomba de escoamento.

O que ele não percebe é que o novo motor elétrico terá que ser muito mais

poderoso! Se o Professor Fluids dobrar a velocidade de escoamento, aproximada-

mente com qual fator a potência do motor terá que ser aumentada?

f

685

CAPÍTULO 14

SOLUÇÃO Para

o dobro de w, devemos calcular com qual fator a potência do

motor da bomba deve aumentar.

Hipóteses

1 A água permanece a mesma temperatura. 2 Após dobrar a veloci-

dade da bomba, esta funciona em condições homólogas às condições originais. Análise Como nem o diâmetro nem a densidade mudaram, a Equação 14-38c

se reduz a

-j

IO

ncas

dade

Taxa da potência de eixo necessária:

bhpB

bhpA

(1)

Definindo a>B = 2<i>A na Equação l temos bhpB = 8bhpA. Assim, a potência para o motor da bomba deve ser aumentada por um fator de 8. Uma análise semelhante usando a Equação 14-38b mostra que a carga líquida da bomba aumenta por um fator de 4. Como pode ser visto na Figura 14-75, a carga líquida e a potên- cia aumentam rapidamente à medida que a velocidade da bomba é aumentada. Discussão O resultado é apenas aproximado, uma vez que não incluímos ne- nhuma análise do sistema de tubulação. Embora a duplicação da velocidade de escoamento através da bomba aumente a carga disponível por um fator de 4, a

  • iari- duplicação da velocidade de escoamento através do túnel de água não aumenta

  • tólo- necessariamente a carga necessária do sistema

pelo mesmo fator de 4 (por

exemplo, o fator de atrito diminui com o número de Reynolds, exceto a valores

FIGURA 14-75

Quando a velocidade de uma bomba aumenta, a carga líquida aumenta muito rapidamente; potência no eixo aumenta mais rapidamente ainda.

muito altos de Re). Em outras palavras, nossa hipótese 2 não está necessaria- mente correia. Obviamente, o sistema se ajustará a um ponto operacional no qual as cargas necessária e disponível coincidem, mas esse ponto não será necessariamente homólogo ao ponto operacional original. No entanto, a aproxi- mação é útil como resultado de primeira ordem. O Professor Fluids também pre- cisa se preocupar com a possibilidade de cavitação a velocidade mais alta.

ser

Os

lido

mal

o as

foi

..

ura.

uma

pro-

:xis-

zoá-

itras

ama

EXEMPLO 14-11

Projeto de uma Nova Bomba Geometricamente Semelhante

Após a graduação, você vai trabalhar em uma empresa fabricante de bombas. Um dos produtos mais vendidos da sua empresa é uma bomba d'água, que chamare- mos de bomba A. O diâmetro do seu rotor é DA = 6,0 cm e seus dados de desempenho durante a operação a nA = 1.725 rpm (o>A = 180,6 rad/s) são mostrados na Tabela 14-2. O departamento de pesquisa de marketing recomenda que a empresa crie um produto novo, uma bomba maior (que chamaremos de bomba B) que será usada para bombear líquido refrigerante R-134a à tempera-

tura ambiente.

A bomba deve ser criada de forma que seu ponto de melhor efi-

ciência ocorra o mais próximo

de uma

uma carga líquida HB = 450 cm (de

vazão volumétrica (/B = 2.400 cm3/s e a

R-134a). O engenheiro-chefe (seu chefe)

pede para você realizar algumas análises preliminares usando as leis de escala da

bomba para 'determinar se uma bomba

escalada geometricamente poderia ser pro-

jetada e construída de acordo com os requisitos, (a) Represente graficamente as

  • hei- curvas de desempenho da bomba A na forma dimensional e adimensionais, e

    • per- identifique o ponto de melhor eficiência. (6) Calcule o diâmetro de bomba ne- cessário DB, a velocidade rotacional nB e a potência de freio bhpB do novo produto. SOLUÇÃO

(a) Para determinada tabela de dados de desempenho de bomba

TABELA 14-2

Os dados de desempenho do

fabricante para uma bomba d'água que opera a 1725

rpm e

temperatura ambiente (Exemplo 14-11)*

Ú, cm3/s

100

200

300

400

500

600

700

H,

cm

180

185

175

170

150

95

54

r?bomba, %

32

54

70

79

81

66

38

' A carga líquida está em centímetros de água.

para uma bomba de água, devemos representar graficamente as curvas de desempenho dimensional e adimensional e identificar o BEP. (b) Devemos proje- tar uma bomba geometricamente semelhante para o refrigerante R-134a que

opera dentro do seu BEP e das condições de projeto determinadas. Hipóteses 1 A nova bomba pode ser fabricada de modo a ser geometricamente similar à bomba existente. 2 Ambos os líquidos (água e refrigerante R-134a) são

incompressíveis.

3 Ambas as bombas operam sob condições estáveis.

Propriedades À temperatura ambiente (20°C), a densidade da água é págua =

998,0 kg/m3 e do refrigerante R-134a é pR.134a = 1.226 kg/m3.

686

MECÂNICA DOS FLUIDOS

H,

cm

(ou

77,

bhp, W

 

O

200

400

600

V, cm3/s

FIGURA 14-76

Curvas de desempenho de bomba dimensional suavizadas para a bomba d'água do Exemplo 14—11.

Análise

(a)

Em primeiro lugar, aplicamos

um

ajuste

 

de curva

polinomial H

menores quadrados e segunda ordem

aos dados

da Tabela 14-2

para obter c

vás de desempenho de bomba mais suaves.

Elas estão representadas gráfica

mente

na Figura

14-76, ao longo

de uma curva para potência

de freio, que '

obtida

da

Equação

14-5.

Um exemplo de cálculo,

incluindo conversões d

unidades é mostrado na Equação l

para os dados

de l/A

=

500 cm3/s nue

é aproximadamente o ponto de melhor eficiência:

 

bhpA =

 

^íbomba.A

_ (998,0 kg/m3)(9,81 m/s2)(500 cmVs)(150 cm) /

l m

\1

W -

V 1 00

cm

= 9,07 W

 

(D

Observe que o valor real de A representado na Figura 14-76 a l/A = 500 cm3/s difere ligeiramente daquele da Equação l devido ao fato de que o ajuste de curva de menor quadrado suaviza a dispersão dos dados tabulados originais.

A seguir usamos as Equações 14-30

para converter os dados dimensionais

da Tabela 14-2 em parâmetros de similaridade de bombas não dimensionais.

Exemplos de cálculos

são mostrados nas Equações

2

a

4

no mesmo ponto de

operação anterior (no

local aproximado do BEP). A

ÚA

=

500 cm3/s o coefi-

ciente de capacidade é aproximadamente

 
 

\J

500 cnrVs

(180,6raaVs)(6,Ocm)3

 
 

CQ =

u,^

r = 0,0128

 

(2)

O coeficiente de carga nessa vazão é aproximadamente

 
 

gH

(9,81m/s2)(l,50m)

 

Cw — —^—õ —

^

^

— U, l .Zj

 

(3)

 

a}2D2

(180,6 rad/s)2(0,060 m)2

Por fim, o coeficiente de potência a ÚA = 500 cm3/s é aproximadamente

 
 

bhp

9,07 W

kg

• rn/s

= 0,00198

(4)

pw3D5 ~ (998 kg/m3)(180,6 rad/s)3(0,060 m)5 V W • s

 

Esses cálculos são repetidos (com o auxílio de uma planilha) aos valores de ÚA entre 100 e 700 cm3/s. Os dados ajustados à curva são usados para que as curvas de desempenho de bomba normalizada sejam suaves; elas são traçadas na Figura 14—77. Observe que f?bofnba é representada como uma fração e não como uma porcentagem. Além disso, para ajustar todas as três curvas em um gráfico com uma única ordenada, e com a abscissa centralizada quase ao redor da unidade, multiplicamos CQ por 100, CH por 10 e CP por 100. Você verá que esses fatores de escala funcionam bem para uma ampla variedade de bombas, das muito pequenas até as muito grandes. Uma linha vertical no BEP também é represen- tada na Figura 14-77 com os dados suavizados. Os dados ajustados à curva resul- tam nos seguintes parâmetros de desempenho de bomba não dimensional no BEP:

FIGURA 14-77

As curvas de desempenho não dimensionais suavizadas para as bombas do Exemplo 14-11; o BEPé estimado como o ponto de operação no qual

^bomba é u m máximo.

= 0,0112

= 0,00184

= 0,812

(5)

(ò) Projetamos a nova bomba para que seu ponto de melhor eficiência seja homólogo ao BEP da bomba original, mas com um fluido diferente, um diâmetro de bomba diferente e uma velocidade rotacional diferente. Utilizando os valores identificados na Equação 5, usamos as Equações 14-30 para obter as condições operacionais da nova bomba. Como l/B e HB são conhecidas (condições de pro- jeto), solucionamos simultaneamente DB e o>B. Após um pouco de álgebra, na qual eliminamos <UB, nós calculamos o diâmetro de projeto da bomba B,

D n

=

|V / 4 _ /

(0,0024m3/s)2(0,133)

(0,0112)2(9,81 m/s2)(4,50 m).

=

0.108 m

(6)

<s»

Em outras palavras, a bomba A precisa ser escalada até um fator

de DB/DA

=

10,8 cm/6,0 cm = 1,80. Com o valor de DB conhecido, retornamos às Equações 14-30 para solucionar OJB, a velocidade rotacional de projeto da bomba B,

WK=

r=

'-

- = 168rad/s

-4

nB=

1610 rpm

(7)

(C$)£>B

(0,0112)(0,108m)3

Finalmente, a potência de freio necessária Equações 14-30,

para

a bomba

B é calculada pelas

bhpB = ((

= (0,00184)(1226kg/m:1K168 rad/s)3(0,108 :

kg

W - s

mVs

=

160 W

(8)

Uma abordagem alternativa é usar as leis de semelhança diretamente, eli- minando algumas etapas intermediárias. Solucionamos as Equações 14-38a e b para DB eliminando a relação. WB/WA. Em seguida, ligamos o valor conhecido de DA e os valores ajustados de curva de l/A e WA no BEP (Figura 14-78). O resul- tado concorda com aqueles que foram calculados antes. De forma semelhante podemos calcular o o>B e o bhpB. Discussão Embora o valor desejado de o>B tenha sido calculado com exatidão, uma questão prática é que fica difícil (senão impossível) encontrar um motor elétrico que gire exatamente na rpm desejada. Os motores elétricos padrão
fi- monofásicos, de 60-Hz e 120-V AC em geral funcionam a 1.725 ou 3.450 rpm. Assim, podemos não conseguir cumprir o requisito de rpm com uma bomba de transmissão direta. Obviamente, se a bomba tiver transmissão por correia, ou se houver uma caixa de engrenagens ou um controlador de frequência, podemos ajustar facilmente a configuração para obter a taxa de rotação desejada. Outra

1!

'/s

1e

.is

Is.

de

opção é que como &>B é apenas ligeiramente

menor

do que

WA, nós operamos a

3)

nova bomba à velocidade padrão do motor (1.725 rpm), fornecendo uma bomba um pouco mais potente do que o necessário. A desvantagem dessa opção é que a nova bomba operaria a um ponto que não estaria exatamente no BEP.

_687

CAPITULO 14

Das leis de semelhança,

= (6,0 cm)

159,3 cm

FIGURA 14-78

As leis

de semelhança podem ser

manipuladas para obter uma expressão

para o novo diâmetro da bomba DB; o)B e

bhpB podem ser obtidos de forma

semelhante (isso não é mostrado).

4)

14-4 • TURBINAS

As turbinas têm sido usadas há séculos para converter a energia mecânica livre-

mente disponível de rios e do vento em trabalho mecânico útil, em geral por meio

de um eixo giratório. Quando o fluido de trabalho é a água, as turbomáquinas são

chamadas de turbinas hidráulicas ou hidroturbinas. Quando o fluido de trabalho

é o ar, e a energia é extraída do vento, a máquina é chamada apropriadamente de

turbina eólica. O termo moinho de vento tecnicamente deveria se aplicar apenas

quando a saída de energia mecânica fosse usada para moer grãos, como nos velhos

tempos (Figura 14-79). Entretanto, a maioria das pessoas utiliza a palavra moinho

de vento para descrever qualquer turbina eólica, seja ela usada para moer grãos,

bombear água ou gerar eletricidade. Nas usinas de energia a carvão ou nucleares, o

fluido de trabalho em geral é o vapor e, assim, as turbomáquinas que convertem

energia de vapor em energia mecânica de um eixo giratório são chamadas de

turbinas a vapor. Um nome mais genérico para as turbinas que empregam um gás

compressível como fluido de trabalho é turbina a gás. (A turbina de um motor de

avião comercial

a jato moderno é um tipo de turbina a gás.)

Em geral, as turbinas que produzem energia têm eficiências um pouco mais

altas do que as bombas que

absorvem energia. As hidroturbinas grandes, por exem-

plo, podem atingir eficiências gerais acima de 95%, enquanto que a melhor eficiên-

cia das grandes turbinas atinge um pouco mais de 90%. Existem vários motivos

para isso. Em primeiro lugar, normalmente as bombas operam a velocidades rota-

cionais mais altas do que as turbinas e, portanto, as tensões de cisalhamento e as

perdas por atrito são mais altas. Em segundo lugar, a conversão da energia cinética

em energia de escoamento (bombas) tem perdas inerentemente mais altas do que as

bombas invertidas (turbinas). Você pode fazer a seguinte associação: como a pressão

FIGURA 14-79

Um moinho de vento restaurado em

Brewster, MA, usado nos anos 1800

para moer grãos. (Observe que as pás

devem ser cobertas para funcionar.)

Os "moinhos" modernos que geram

eletricidade são chamados mais

adequadamente de turbinas eólicas.

Cortesia da Brewster Historical Society Museum, Brewster, MA. Usada com permissão.

688

MECÂNICA DOS FLUIDOS

se eleva através de uma bomba (gradiente de pressão adversa), mas cai atra •

uma turbina (gradiente de pressão favorável), as camadas limites têm menos h

de se separarem em uma turbina do que em uma bomba. Em terceiro lu

turbinas (particularmente as hidroturbinas) com frequência são muito maio ' ^

que as bombas, e as perdas por viscosidade tornam-se menos importantes à rneH

que o tamanho aumenta. Finalmente, enquanto as bombas em geral operam e

intervalo amplo de vazões, a maioria das turbinas que geram eletricidade fun '

dentro de um intervalo operacional mais estreito e a velocidades constantes co

ladas. Assim, elas podem ser projetadas para operar com muita eficiência ne

condições. Nos Estados Unidos, o fornecimento de energia AC padrão é 60 H

(3.600 ciclos por minuto). Portanto, a maioria das turbinas a vento, água e vaoo

opera a velocidades que são frações naturais disso, a saber, 7.200 rpm divididos

pelo número de pólos gerados, que em geral é um número par. As grandes turbinas

em geral operam a velocidades baixas como 7.200/60 =

120 rpm ou 7.200/48 =

150 rpm. As turbinas a gás utilizadas para a geração de energia funcionam a veloci dades muito mais altas, algumas a até 7.200/2 = 3.600 rpm!

Assim como acontece com as bombas, classificamos as turbinas em duas cate-

gorias amplas, deslocamento positivo e dinâmico. Em sua maior parte, as turbinas

com deslocamento positivo são dispositivos pequenos

utilizados para medição da

vazão volumétrica, enquanto as turbinas dinâmicas variam de minúsculas até

enormes e são utilizadas para a medição do escoamento e produção de potência. Oferecemos detalhes sobre essas duas categorias.

Turbinas por Deslocamento Positivo

Uma turbina por deslocamento positivo pode ser comparada a uma bomba por

deslocamento

positivo que funciona ao contrário — à medida que o fluido é

empurrado para um volume fechado, ele gira um eixo ou desloca um êmbolo. Em

seguida, o volume fechado do fluido é empurrado para fora à medida que mais flui-

do entra no dispositivo. Existe uma perda de carga líquida através da turbina com

deslocamento positivo. Em outras palavras, a energia é extraída do fluido passante e

é transformada em energia mecânica. Entretanto, as turbinas por deslocamento po-

sitivo em geral não são usadas para a produção de potência, mas sim para medir a

vazão ou volume de escoamento. O exemplo mais comum é o medidor de água residencial (Figura 14—80).

Muitos medidores de água comerciais utilizam um disco nutante que oscila e gira

à medida que a água escoa através do medidor. O disco tem uma esfera no centro

com ligações apropriadas que transferem o movimento de giro excêntrico do disco

nutante para a rotação de um eixo. O volume do fluido que passa através do dis-

positivo por rotação de 360° do eixo é conhecido com exatidão e, portanto, o vo-

lume total de água utilizado é registrado pelo dispositivo. Quando a água escoa a

velocidade moderada de uma

torneira residencial, às vezes é possível ouvir um

som borbulhante vindo do medidor de água — esse é o som do disco nutante

FIGURA

14-80

Disco nutante

oscilando dentro do medidor. Obviamente, existem outros projetos de turbina por

  • (b) deslocamento positivo, assim como há diversos projetos de bombas de desloca- mento positivo.

Qfluxômetm de fluido com disco nutante é um tipo de turbina com

deslocamento positivo usado para medir a vazão em volume: (a) visualização em corte e (b) diagrama mostrando o movimento do disco nutante. Este tipo

de fluxômetro normalmente é usado como medidor de água em residências.

Foto cortesia da Niagara Meters, Sparíanburg, SC.

Turbinas Dinâmicas

As turbinas dinâmicas são usadas tanto como medidores quanto como geradores de

potência. Por exemplo, os meteorologistas utilizam um anemómetro de três conchas

para medir a velocidade do vento (Figura 14—81a). Os pesquisadores da mecânica

de fluidos experimental utilizam pequenas turbinas de várias formas (a maioria

delas se parece com pequenos rotores) para medir a velocidade do ar ou da água

(Capítulo 8). Nessas aplicações, a saída de potência do eixo e a eficiência da turbina

não têm muita importância. Esses instrumentos são projetados de forma que sua

velocidade rotacional possa ser calibrada adequadamente com a velocidade do flui-

do. Em seguida, por contagem eletrônica do número de rotações de pá por segundo,

a velocidade do fluido é calculada e exibida pelo dispositivo.

equ

onc

De

qut

o p

vel

coi

°J

CAP TULO 14

 

FIGURA 14-81

 

Exemplos

de turbinas dinâmicas:

(a)

um anemómetro de

três conchas

comum usado para medir

a velocidade

do vento e (b) um avião de pesquisa

Piper PA28 com turbinas projetadas para extrair energia dos vórtices das pontas das asas.

(a) Copyright da imagem de Campbell Scienlific, Inc., Logan, UT. USA. Todos os direitos reservados. Usada com permissão. (b) NASA Langley Research Cenler.

Uma aplicação nova para uma turbina dinâmica é mostrada na Figura 14-810.

  • XI- Os pesquisadores da Nasa montaram turbinas nas pontas das asas de um avião de pesquisa Piper PA28 para extrair energia dos vórtices das pontas das asas (Capítulo

    • ne- 11); a energia extraída foi convertida em eletricidade a ser usada para as necessi-

:ias

da

até

J

é

dades a bordo. Neste capítulo, enfatizamos as grandes turbinas dinâmicas projetadas para pro- duzir eletricidade. A maior parte da nossa discussão diz respeito às turbinas hidráuli- cas que utilizam a grande variação de elevação de uma represa para gerar eletricidade. Existem dois tipos básicos de turbina dinâmica — por impulso e por reação, e cada um deles é discutido com alguns detalhes. Comparando as duas turbinas dinâmicas para produção de energia, vemos que as turbinas por impulso exigem carga maior, mas podem operar com vazão de escoamento menor. As turbinas de reação podem operar com muito menos carga, mas exigem uma vazão em volume mais alta.

Em

  • ;UÍ- Turbinas por Impulso

om

e e

j Em uma turbina por impulso, o fluido é enviado através de um bocal para que a ! maioria de sua energia mecânica disponível seja convertida em energia cinética. Em

  • po- seguida, o jato de alta velocidade se impõe sobre as aletas em forma de pás que trans- ferem energia para o eixo da turbina, como mostra a representação da Figura 14-82. O tipo moderno e mais eficiente de turbina por impulso foi inventado por Lester A. Pelton (1829-1908) em 1878, e a roda giratória agora é chamada de roda de Pelton em sua homenagem. As pás de uma roda de Pelton foram criadas para dividir o escoa- mento pela metade e girar o escoamento a quase 180° (com relação a uma estrutura de referência que se movimenta com a pá), como ilustra a Figura 14-820. De acordo

ira

0).

ira

iro

5CO

  • lis- com a lenda, Pelton modelou o divisor em forma de aresta inspirado nas narinas de

    • vo- uma vaca. A parte mais externa de cada pá é cortada para que a maioria do jato possa

a a

um

nte

x>r

passar através da pá que não está alinhada ao jato (pá n

+ l da Figura 14-82) para

atingir a pá mais alinhada (pá n da Figura 14-82). Dessa forma, a quantidade máxima de momento do jato é utilizada. Esses detalhes podem ser vistos em foto de uma roda de Pelton (Figura 14-83). A Figura 14-84 mostra uma roda de Pelton em operação,

Divisor

  • ca- na qual é possível ver claramente a divisão e giro do jato de água. Analisamos a saída de potência de uma turbina com roda de Pelton usando a equação de turbomáquina de Euler. A saída de potência do eixo é igual a wTdxo,

de

ias

iça

ria

onde Teixo é dada pela Equação 14-14,

Equação de turbomáquina de Euler para uma turbina:

We,M = ^TeiM = pwl/(>- 2V : .,- r,V,.,)

(14-39)

:ua

:íia

:ua

Devemos tomar cuidado com os sinais negativos, uma vez que esse é um dispositivo que produz energia, e não que absorve energia. Para turbinas, a convenção é definir o ponto 2 como a entrada e o ponto l como a saída. O centro da pá se movimenta à

  • ui- velocidade tangencial rui, como ilustra a Figura 14-82. Simplificamos a análise considerando que existe uma abertura na parte mais externa de cada pá, e que todo o jato atinge a pá que, por acaso, está na parte inferior direta do rotor no instante

jo.

FIGURA 14-82

Diagrama representativo de uma turbina por impulso do tipo Pelton; o eixo da turbina é girado quando o fluido à alta velocidade de um ou mais jatos é imposto às pás montadas no eixo da turbina, (a) Vista lateral, estrutura de referência absoluta e (b) vista inferior de uma seção transversal da pá n, estrutura de referência giratória.

690

MECÂNICA DOS FLUÍDOS

aproximamos r

,

..

,„.,.

Ciamos qm

água c eirada através de um ângulo /j sem perder nenhuma velocidade: portanto

estrutura de referencia relativa se mov imentando-so com

a

a

velocidade de s

'A

é T - no (igual a velocidade relativa de entrada) como mostra a Fiou r a 1401

Voltando a estrutura de referência absoluta, necessária para a aplicação da Equac"

14-31^. o componente •"te tangencial tangencial da da

,

velocidade velocidade na na entrada, entrada,

a aicaç o da Equacã

'

\\• ,. e simplesmente

\

:•-

rópria \elocidade do jato. l',. Nós construímos um diagrama de velocidade na

,-,., ,

.--« .

••-

Io

l

'

V-'-

igura I4--K5 como um auxílio para o cálculo do componente tangencial da veloci

ade

ahsoluia na saída.

\

Depois de alguns cálculos trigonométricos, que você

ode

\L'nlicar apôs ohservar que sen l/j

-

Wl

i

":

-cos

3.

FIGURA 14-83

Vista detalhada de uma roda de Pelton

mostrando o projeto das pás; o gerador

elétrico está à direita. Esta roda de

Pelton

está exposta no Waddamana

Power Station Museum próximo a

Bothwell na Tasmânia.

Cortesia da Hydro Tasmânia, www.hydro.com.au. Utilizada com permissão.

FIGURA 14-84

Vista da parte inferior de uma roda de

Pelton em operação, ilustrando a divisão

e o giro do jato d'água na pá. O jato de

água entra pela esquerda e a roda de

Pelton gira à direita.

Cortesia da VA TECH HYDRO. Usada com permissão.

a

ia

ia

que p°de ser simplificado como

potência de eixo de saída:

, -

n»)U -cos/3)

(14-40)

Obviamente, a potência máxima é atingida em teoria se /3 =

180°. Entretanto, se

691

CAPÍTULO 14

Separador

esse fosse o caso, a água que sai de uma pá atingiria a lateral de sua vizinha que

•o

a

>a

vem logo a seguir, reduzindo o torque gerado e a potência. Na prática, a potência

máxima é atingida pela redução de (3 em torno de 160° a 165°. O fator de eficiência

devido a (3 é menor do que

180°

Ofalor de eficiência devido a /3:

W.,

l - cos

  • w. cos (l 80°)

(14-41)

Quando /3 = 160°, por exemplo, TJ^ = 0,97 — uma perda em torno de apenas 3%.

Finalmente vemos pela Equação 14-40 que a saída da potência de eixo H£ixo é

zero se roj = O (o rotor não gira). U£jxo também é zero se ra> = Vj (a pá se move à

velocidade do jato). Em algum lugar entre esses dois extremos está a velocidade

FIGURA 14-85

O diagrama de velocidade do escoamento para dentro e para fora de

uma pá de rotor de Pelton. Traduzimos a velocidade do escoamento de saída da estrutura de referência móvel

para a estrutura de referência absoluta, somando a velocidade da pá (riu) à direita.

ideal do rotor. Ao definirmos a derivativa da Equação 14-40 com relação a ra> como

zero, descobrimos que isso ocorre quando ru> = Vj/2 (pá se movendo à metade da

velocidade do jato, como mostra a Figura 14-86).

Para uma turbina de rotor de Pelton real, existem outras perdas além daquelas

da Equação 14-41: atrito mecânico, arrasto aerodinâmico nas pás, atrito ao longo

das paredes internas das pás, falta de alinhamento entre o jato e as pás à medida que

a pá gira, aspersão reversa

e perdas de bocal. Mesmo assim, a eficiência de uma

turbina de rotor de Pelton bem projetada pode chegar a quase 90%. Em outras

palavras, até 90% da energia mecânica disponível da água é convertida em energia

de eixo giratório.

Turbinas de Reação

O outro tipo principal de turbina hidráulica produtora de energia é a turbina de

reação, que consiste em aletas-guia fixas, aleta guia ajustáveis e pás giratórias

chamadas de pás de rotor (Figura 14-87). O escoamento entra tangencialmente

à alta pressão, é girado na direção do rotor pelas aletas fixas à medida que se

movimenta ao longo da carcaça em espiral ou voluta e, em seguida, passa

através de aletas ajustáveis com um componente de velocidade tangencial

grande. O momento é trocado entre o fluido e o rotor à medida que o rotor gira e

há uma grande queda de pressão. Ao contrário da turbina de impulso, a água

FIGURA 14-86

A potência máxima teórica que pode ser atingida por uma turbina de Pelton ocorre quando o rotor gira a w = Vj/(2r), ou seja, quando a pá se move à metade da velocidade do jato de água.

preenche completamente a carcaça de uma turbina de reação. Por esse motivo,

uma turbina de reação em geral produz mais potência do que uma turbina

de impulso de mesmo diâmetro, carga líquida e vazão. O ângulo das aletas

ajustáveis é ajustável para controlar a vazão através do rotor. (Na maioria dos

projetos, as aletas ajustáveis podem se fechar umas sobre as outras, cortando o

escoamento da água para o rotor.) A condições de projeto, o escoamento que sai

das aletas ajustáveis é imposto paralelamente ao bordo de ataque da pá do rotor

(sob uma estrutura de referência giratória) para evitar perdas por choque.

Observe que em um bom projeto, o número de aletas ajustáveis não compartilha

de um denominador comum com o número de pás do rotor. Caso contrário, have-

ria séria vibração causada pela imposição simultânea de duas ou mais esteiras da

aleta ajustável para os bordos de ataque das pás do rotor. Por exemplo, na Figura

14-87 existem 17 pás de rotor e 20 aletas ajustáveis. Esses são os números típi-

cos para muitas turbinas hidráulicas de reação grandes, como mostram as foto-

grafias das Figuras 14-89 e 14-90. O número de aletas fixas e ajustáveis em

geral é igual (há 20 aletas fixas na Figura 14-87). Isso não é problema, uma vez

que nenhuma delas gira, e a interação da esteira não permanente também não é

  • i um problema.

692

MECÂNICA DOS FLUIDOS

Existem dois tipos principais de turbina de reação — a Francis e a

geometria da turbina Francis de certa forma é semelhante a uma bomba

trífuga ou de escoamento misto, mas com o escoamento na direção opost

Observe, porém, que uma bomba típica funcionando ao contrário não seria u

turbina muito eficiente. A turbina Francis tem esse nome em homenagem a Jam

B. Francrs^ (1815-1892), que desenvolveu o projeto na década de 1840. A turbina

Kaplan, por outro lado, é meio parecida com um ventilador de escoamento axi l

que funciona ao contrário. Se você já viu o giro inicial de um ventilador de janel

quando o vento sopra forte, saberá visualizar o princípio operacional básico de

uma turbina Kaplan. A turbina Kaplan tem esse nome em homenagem ao seu

inventor, Viktor Kaplan (1876-1934). Na verdade, existem várias subcategorias das

turbinas Francis e Kaplan, e a terminologia usada na área das turbinas hidráulicas nem sempre é padronizada.

Lembre-se de que classificamos as bombas dinâmicas de acordo com o

ângulo com o qual o escoamento sai da pá do rotor — centrífugas (radiais), escoa-

mento misto ou axial (consulte a Figura 14—31). De modo semelhante, mas

inverso, classificamos as turbinas de reação de acordo com o ângulo com o qual o

escoamento entra no rotor (Figura 14—88). Se o escoamento entra no rotor radial-

mente como na Figura 14—88a, a turbina é chamada de turbina Francis com

escoamento radial (consulte também Figura a 14—87). Se o escoamento entra no

rotor com algum ângulo entre radial e axial (Figura 14-88fe), a turbina é chamada

de turbina Francis com escoamento misto. Este último projeto é o mais comum.

Tubo de

sucção

V

P

*$» rs

Vista lateral

FIGURA 14-87

Uma turbina de reação difere significativamente de uma turbina de impulso; em vez de usar jatos de água, uma voluta é preenchida com turbilhão de água que faz girar o rotor. Para aplicações de turbina hidráulica, o eixo

em geral é vertical. As visualizações

superior e lateral são exibidas, incluindo as aletas fixas e as aletas ajustáveis.

Alguns engenheiros de turbina hidráulica utilizam o termo "turbina Francis" ape-

nas quando há uma cobertura no rotor como na Figura 14-88£>. As turbinas Fran-

cis são mais adequadas para as cargas que ficam entre as cargas altas das turbinas

Pelton e as cargas baixas das turbinas Kaplan. Uma turbina Francis grande típica

pode ter 16 ou mais pás de rotor e pode atingir uma eficiência de turbina entre

90% e 95%. Se o rotor não tiver cobertura, e o escoamento entrar no rotor parcial-

mente inclinado, ela é chamada de turbina com escoamento misto (Figura

14—88c). Por fim, se o escoamento for inclinado completamente na direção axial

antes de entrar no rotor (Figura 14—88<í), ela é chamada de turbina com escoa-

mento axial. Os rotores de uma turbina com escoamento axial em geral têm ape-

nas de três a oito pás, muito menos do que as turbinas Francis. Dessas existem dois

tipos: as turbinas Kaplan e as turbinas de propulsor. As turbinas Kaplan são

chamadas de duplamente reguladas porque a taxa de escoamento é controlada de

duas maneiras — girando

as aletas ajustáveis e ajustando a inclinação das pás do

rotor. As turbinas de propulsor são quase que idênticas às turbinas Kaplan,

exceto que as pás são fixas (o ângulo de ataque não é ajustável) e a taxa de escoa-

FIGURA 14-88

As características de distinção das quatro

Coroa

subcategorias de turbinas de reação: (a)

escoamento em turbina Francis radial,

  • (b) escoamento em turbina Francis

mista, (c) escoamento em turbina de

propulsor mista e (d) escoamento em turbina de propulsor axial. A principal

diferença entre (b) e (c) é que os rotores Francis com escoamento misto têm uma cobertura que gira com o rotor, enquanto

os rotores

de propulsor com escoamento

misto não têm essa cobertura. Existem dois tipos de turbinas de propulsor com

escoamento misto: as Kaplan têm pás

com inclinação ajustável, enquanto as com propulsor não têm. Observe que a

terminologia utilizada aqui não é universal nos livros sobre turbomáquina nem entre os fabricantes de turbina hidráulica.

(c)

Coroa

Cobertura

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A

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às turbinas Pelton e Francis. as

Kaplan >

as

condições de carga baixa

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das turbinas Francis e podem JRLMI a "•

 

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Figura

14-89

mostra

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' Francis com escoamento radial. O- luiu-i< ideia do tamanho dos rotores de uma u-

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693

CAPÍTULO 14

FIGURA 14-89

O rotor de uma turbina Francis com escoamento radial na hidrelétrica de Round Butte em Madras, Oregon, EUA. O rotor tem 17 pás com diâmetro externo de 11,8 pés (3,60 m). A turbina gira a 180 rpm e produz 119 MW de potência a uma vazão de 127 m3/s e uma carga líquida de 105 m.

Foío cortesia da American Hydro Corporation, York, PA. Usada com permissão.

FIGURA 14-90

O rotor de uma turbina Francis com escoamento misto utilizada na hidrelétrica de Smith Mountain em Roanoke, VA. O rotor tem 17 pás com diâmetro externo de 20,3 pés (6,19 m). A turbina gira a 100 rpm e produz 194 MW de energia a uma vazão de 375 m3/s e uma carga líquida de 54,9 m.

Foto cortesia da American Hydro Corporation, York, PA. Usada com permissão.