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MOVIMENTOS ARTÍSTICOS DO SÉCULO XIX

A século XIX foi um século de grandes mudanças, revoluções e invenções. Napoleão Bonaparte
foi derrotado, Simon Bolívar liderou revoluções na América Latina e Marx e Engels publicaram
o Manifesto Comunista. Darwin publicou a Origem das Espécies, Beethoven terminou a Nona
Sinfonia, Freud desenvolveu a psicanálise e o primeiro carro foi fabricado. O século XIX
presenciou o fim de monarquias e o surgimento de democracias.
Enquanto isso, no mundo artístico, surgiam novos movimentos. Até então, na história da Arte,
cada estilo e fase artística tinha durado séculos. Os novos movimentos foram de breve duração e
ficaram conhecidos como "ismos". Os "ismos" do século XIX foram: o Neoclassicismo, o
Romantismo, o Realismo, o Impressionismo, o Expressionismo, o Art Nouveau e o Simbolismo.
Neoclassicismo
O período da arte neoclássica durou de 1780 a 1820.
No Neoclassicismo, ressurgiu a simplicidade, que foi uma das principais características do
movimento, em oposição aos exageros do Barroco. Esse movimento se baseou no renascimento
do clássico, ou seja, nos estilos artísticos da antiga Grécia e antiga Roma. A arquitetura desse
período foi inspirada nos templo gregos e romanos.
No século XVIII, em plena Europa surgiu uma nova tendência entre os artistas na produção das
obras. Neoclassicismo tinha traços de uma nova burguesia que predominava a sociedade após a
Revolução Francesa e também no Império de Napoleão. Tais traços provavelmente foram
estimulados pelas descobertas da época. Escavações estavam sendo feitas em sítios
arqueológicos de Atenas, Pompeu e Herculano.

A Pompeiian Beauty de Raffaelle Gianetti


O período tem como características, principalmente, o retorno ao passado, tido pela imitação de
artes antigas greco-latinas. Os heróis gregos e a simplicidade que eram aplicadas nas obras eram
pontos contemplados na época. O movimento trouxe certa valorização ao passado. Os críticos
acreditam que o Neoclassicismo pode ser visto com pontos semelhantes ao Romantismo.
Pintura e arquitetura
A arquitetura neoclássica segue a linha dos templos também ao estilo greco-romano, tanto para
construções civis ou com intuito religioso. São vários exemplos dessa arquitetura, algumas delas
são a igreja de Santa Genoveva e a Porta do Brandemburgo na cidade de Berlim.
A cidade de Roma era tida como uma das principais cidades que cultuavam o movimento. Lá
morava o crítico Joachim Winckelmann, que foi considerado o fundador do neoclassicismo. Um
dos trabalhos dentro da arquitetura no estilo é a Chiswick House, próximo a Londres e feita pelo
Lorde Burlington.
A pintura da época seguia a linha de escultura clássica grega, renascentista italiana e com
equilíbrio na composição. As características mais marcantes nas pinturas são o formalismo na
composição e refletia o racionalismo dominante. Assim como os contornos em sintonia com a
harmonia das cores.
O presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, era praticamente um amador e amante da
arquitetura. O político tinha afinidade com as tendências que vinham da Europa, isso o fez
planejar e projetar sua própria casa com traços do neoclassicismo.
Os artistas
Ainda no século XVIII houve um fortalecimento das academias como locais de ensino de arte e
passaram a ser organizadores de exposições de trabalhos. Essas academias foram essenciais
para a sobrevivência do movimento nas obras.
O Neoclassicismo foi iniciado por Jacques-Louis David, pintor e democrata francês. Em seu
primeiro contato com a arte clássica, em uma viagem a Roma, David decidiu trabalhar com o
estilo antigo dos gregos e dos romanos. David vestia os manequins com roupas romanas afim de
pintá-los com maior precisão.
O artista é considerado um dos principais pintores da época, pois era bastante prestigiado pelo
governo depois da Revolução Francesa e até realizou trabalhos como desenho de trajes e
cenários para eventos oficiais. Outro nome que merece ser destacado é de Jean-Auguste
Dominique Ingres. O artista foi um dos alunos de David, conhecido em seu tempo por discussões
públicas com Delacroix, onde defendia o Neoclassicismo.

Napoleão - Jacques-Louis David

MOVIMENTOS ARTÍSTICOS DO SÉCULO XIX


A século XIX foi um século de grandes mudanças, revoluções e invenções. Napoleão Bonaparte foi
derrotado, Simon Bolívar liderou revoluções na América Latina e Marx e Engels publicaram o Manifesto
Comunista. Darwin publicou a Origem das Espécies, Beethoven terminou a Nona Sinfonia, Freud
desenvolveu a psicanálise e o primeiro carro foi fabricado. O século XIX presenciou o fim de monarquias e
o surgimento de democracias.
Enquanto isso, no mundo artístico, surgiam novos movimentos. Até então, na história da Arte, cada estilo e
fase artística tinha durado séculos. Os novos movimentos foram de breve duração e ficaram conhecidos
como "ismos". Os "ismos" do século XIX foram: o Neoclassicismo, o Romantismo, o Realismo, o
Impressionismo, o Expressionismo, o Art Nouveau e o Simbolismo.
Romantismo
O nome Romantismo veio dos romances (histórias) medievais. O Romantismo foi um movimento que
durou de 1800 a 1850. O movimento foi resultando do triunfo do sentimento sobre a razão. A intuição e a
emoção tomaram o lugar da objetividade que marcou o período Neoclássico.
A arte no Romantismo expressava sentimentos intensos e fez do coração o centro do universo. O artista
romântico manifestava-se contra qualquer imposição, portanto não há um estilo específico que caracteriza
o Romantismo.
Exemplos de poetas, músicos e artistas românticos são Lord Byron, Delacroix, Chopin e Schubert.
Os pintores do Romantismo adoravam a natureza.
O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do
final do século XVIII pela Revolução Industrial, que gerou novos inventos com o objetivo de solucionar os
problemas técnicos decorrentes do aumento de produção, provocando a divisão do trabalho e o início da
especialização da mão-de-obra, e pela Revolução Francesa, que lutava por uma sociedade mais
harmônica, em que os direitos individuais fossem respeitados, traduziu-se essa expectativa na Declaração
dos Direitos do homem e do Cidadão. Do mesmo modo, a atividade artística tornou-se mais complexa.

Um dos primeiros movimentos artísticos que surge em reação ao Neoclassicismo do século XVIII é o
Romantismo e historicamente situa-se entre 1820 e 1850. Os artistas românticos procuraram se libertar
das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista.

O termo romântico foi empregue pela primeira vez na Inglaterra para definir o tema das novelas pastoris e
de cavalaria que existiam nessa época. Romântico significava pitoresco: expressão de uma emoção que é
definida e que foi provocada pela visão de uma paisagem.

O termo romântico passou depois a ser adotado no movimento artístico-filosófico Romantismo, que seguiu
as ideias políticas e filosóficas do século das luzes (liberdade de expressão e afirmação dos direitos dos
indivíduos) e também as ideias de um movimento alemão chamado – Strürm und Drang (que tinha como
principais elementos o sentimento e a natureza).

Características

 Cultivo da emoção, da fantasia, do sonho, da originalidade, evasão para mundos exóticos onde se
podia fantasiar e imaginar;
 Exaltação da natureza;
 Gosto pela Idade Média (porque tinha sido o tempo de formação das nações);
 Defesa dos ideais nacionalistas (liberdade individual, liberdade do povo);
 Panteísmo (doutrina segundo a qual Deus não é um ser pessoal distinto do mundo, Deus e o mundo
seriam uma só substância);
 Individualismo, visão de mundo centrada nos sentimentos do indivíduo.
 Subjetivismo, o artista idealiza temas, exagerando em algumas das suas características (por exemplo,
a mulher é vista como uma virgem frágil; a noção de pátria também é idealizada).
É na Alemanha que se manifesta pela primeira vez a estética da interioridade, que considera a arte como
um instrumento para se atingir o cerne da criação, para se entrar em contato com a natureza infinita,
através do sentimento sublime.

É o início da pintura moderna de paisagem, capaz de exprimir, melhor do que outro, certos aspectos da
sensibilidade do homem oitocentista.

No século XIX aparece um movimento de reação que procura os fundamentos da arte nas antigas
realidades nacionais. O gosto pela arqueologia torna-se extensivo à Idade Média e redescobre-se o
românico e o gótico, que os artistas tentam fazer reviver em suas obras. Dedicam-se à redescoberta das
técnicas construtivas desses dois estilos, chegando à conclusão que as soluções técnicas da Idade Média
eram tão racionais como as clássicas greco-romanas.

O romantismo procura elementos rústicos e entrega-se às realizações espontâneas, o que dá origem à


incorporação, na nossa cultura, de vários conhecimentos acumulados pelos povos primitivos ou que se
desenvolveram longe da Europa civilizada. Isto leva ao estudo das artes chinesa, japonesa, indiana e a
africana.

Com o regresso à Idade Média, o romantismo recusa as regras impostas pelas academias neoclássicas,
pois estas eram inspiradas nos valores clássicos (ordem, proporção, simetria e harmonia).

Exemplo de arquitetura

Os arquitetos românticos preferem:

 Irregularidades nas estruturas espaciais e


volumétricas;
 Preferência pelas geometrias mais complexas e
pelas formas curvas;
 Efeitos de luz;
 Movimentos dos planos;
 Pitoresco de decoração (tudo o quer pode ser
pintado ou representado em imagem).
Com a recuperação das formas artísticas medievais
(românico e o gótico) acompanhada do gosto pelo exótico
contido nas culturais orientais (bizantina, chinesa e árabe)
evidenciando as características de revivalismo, ecletismo,
historicismo e exotismo.

Cavalo Assustado pela Tempestade - Eugene Delacroix


Realismo
O Realismo foi o movimento artístico que dominou a arte na segunda metade do século XIX. O
Realismo sempre existiu na arte e é caracterizado por representar a natureza de uma maneira
fotográfica. No Realismo, a arte não tem o objetivo de retratar pessoas ou a natureza de forma
ideal; ela busca ilustrar a realidade da pessoa, animal, paisagem ou objeto retratado sem
qualquer modificação.
No Realismo, não mais existiam pinturas de deuses ou da mitologia. Os temas recorrentes desse
movimento artístico eram trabalhadores, a vida urbana e a vida rural.

Gustave Courbet

Gustave Courbet
Impressionismo
O Impressionismo foi um movimento de pintores franceses ocorrido no final do século XIX. O
movimento começou nos anos 1860 e durou até 1886. O Impressionismo foi uma revolução
artística que rejeitava figuras idealizadas, o uso da perspectiva e outras técnicas usadas no
Renascimento. Iniciado por Monet, Renoir e Sisley e depois Cizanne, Pissaro, Morisot, Degas e
Manet, o Impressionismo foi caracterizado por uma tentativa de ilustrar impressões visuais.
Impressionistas pintavam a natureza e outras formas, explorando os efeitos da luz natural em
seus modelos.

Quadros - Monet
As pinturas dos Impressionistas demonstravam como a cor do objeto muda dependendo da luz.
Um dos pintores impressionistas que mais explorou o efeito da luz foi Monet. Claude Monet
(1840-1926), pintor francês, foi um dos fundadores do movimento. Ele se tornou famoso por suas
pinturas de paisagens. Em suas obras, Monet explorou a luz em diferentes horas do dia e as
mudanças das estações.

Degas
Edgar Degas (1834-1917), pintor e escultor francês, usava bailarinas como tema recorrente em
suas pinturas. Suas obras também retratam mulheres se arrumando, cafés, corridas e a vida
cotidiana. Várias de suas obras podem ser encontradas no Museu do Louvre, em Paris.

Renoir
Pierre Auguste Renoir se destacou por suas pinturas radiantes de mulheres nuas e pela
variedade de temas em seus quadros. Diferente de outros impressionistas, ele pintava retratos e
famílias, e não apenas paisagens. As pinturas de Renoir são alegres e marcadas por cores fortes.
Renoir acreditava que a pintura devia ser alegre e bonita.