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THAÍS GONÇALVES MACHADO

ANÁLISE TÉCNICA DE EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO

Sinop/MT
2018
THAIS GONÇALVES MACHADO

ANÁLISE TÉCNICA DE EDIFÍCIOS EM CONCRETO


ARMADO

Trabalho de TIC apresentado à Banca


Avaliadora do Departamento de Engenharia
Civil, da Faculdade de Sinop - FASIPE, como
requisito para a obtenção de nota do 8º
semestre.
Co-Orientadora: Profº Me. Letícia Reis Batista
Rosas
Orientadora: Andréia Alves Botin

Sinop/MT
2018
THAÍS GONÇALVES MACHADO

ANÁLISE TÉCNICA DE EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado á Banca Avaliadora do Curso de Engenharia Civil


– FASIPE, Faculdade de Sinop como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Civil.

Aprovado em______de___________2018.

_______________________
Andréia Botin
Professora Orientadora
Departamento de Engenharia Civil – FASIPE

_______________________
XXXXXX
Professor Avaliador
Departamento de Engenharia Civil – FASIPE

______________________
XXXXXX
Professor Avaliador
Departamento de Engenharia Civil – FASIPE

______________________
Bruno
Coordenador do Curso de Engenharia Civil
Departamento de Engenharia Civil – FASIPE

Sinop/MT
2018
DEDICATÓRIA

A todas as pessoas que em minha


caminhada demonstram paciência e
carinho.
Em especial, aquelas que me
incentivaram a seguir sempre em frente.
AGRADECIMENTO

- Acima de tudo a Deus, porque se não fosse


através dele, não teria chegado até aqui.
- Aos meus pais, que me ajudaram a dar os
primeiros passos na vida.
- À professora orientadora, que me orientou
de forma objetiva para obter êxito neste
trabalho.
- Aos demais professores, do curso de
graduação, que nos transmitiram seus
conhecimentos e muito contribuíram para
nossa formação.
- À empresa onde foi realizado o estágio,
pela ajuda e disponibilidade de seus
colaboradores.
- A todos que direta e indiretamente
contribuíram para a realização deste
trabalho e permitiram o enriquecimento de
minha aprendizagem
.

EPÍGRAGE
“Que os vossos esforços
desafiem as impossibilidades, lembrai-
vos de que as grandes coisas do homem
foram conquistadas do que parecia
impossível. ”
(Charles Chaplin)
MACHADO, Thaís Gonçalves.Análise técnica de edifícios em concreto armado.
2018. 39. Trabalho de Iniciação Científica – FASIPE – faculdade de Sinop.

RESUMO

Este estudo tem por finalidade a análise técnica de edifícios variando a sua
resistência a compressão aos 28 dias (fck) para analisarmos qual o fck que poderá ser
utilizado garantindo um custo final reduzido. Por meio da revisão bibliográfica foram
estudadas as características do concreto e do aço, suas vantagens e desvantagens,
resistências, a fim de compreender a aderência entre esses dois materiais para que seja
colocado em prática. Os estudos são analisados levando em consideração as ações que
atuam sob a estrutura conforme a ABNT NBR 8681:2003, ABNT NBR 6120:1980 e
ABNT NBR 6123:1988, que trazem as definições de ações atuantes e a quantificação das
ações e resistências a serem consideradas em uma estrutura, a fim de verificar sua
segurança.

Palavras-chave: Concreto. Estruturas de concreto armado. Variação da resistência à


compressão.
ABSTRACT
LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Viga de Concreto Simples e Armado ............................................................. 21


Figura 2: Isopletas da velocidade básica V0 (m/s) ........................................................ 27
Figura 3: Fator topográfico S1 ...................................................................................... 28
Figura 4: Gráfico de domínios de deformações ............................................................ 33
LISTA DE TABELAS

Tabela 1:Classe de resistência grupo 1. ......................................................................... 17


Tabela 2:Classe de resistência grupo 2. ......................................................................... 17
Tabela 3:Classes de Agressividades Ambiental (CAA) ................................................ 22
Tabela 4:Correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do concreto. 23
Tabela 5: Fator S2 ......................................................................................................... 30
Tabela 6:Valores mínimos dos valores estatísticos S3 .................................................. 31
LISTA DE ABREVIATURAS

FCK – resistência característica do concreto a compressão.


Mpa – megapascal, unidade de medida
CA – Concreto Armado
FYK – resistência de escoamento
CP – Cimento Portland
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas Caixa – Caixa Econômica Federal
Fyd – Resistência de cálculo de escoamento do aço
NBR – Norma Brasileira
V0 – Velocidade básica do vento: velocidade de uma rajada de 3 s, excedida na média
uma vez em 50 anos, a 10 m acima do terreno, em campo aberto e plano.
α – parâmetro de instabilidade
γz – parâmetro de instabilidade
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 13
1.1JUSTIFICATIVA .......................................................................................................... 14
1.2 PROBLEMATIZAÇÃO ................................................................................................. 15
1.3 OBJETIVOS
1.3.1 Geral ...................................................................................................................... 15
1.3.2 Específicos ............................................................................................................. 15
2. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................ 16
2.1 O CONCRETO ............................................................................................................ 16
2.2 O AÇO
2.2.1 Propriedades do Aço.............................................................................................. 18
2.3 O CONCRETO ARMADO ............................................................................................. 20
2.3.1 Vantagens do Concreto Armado............................................................................ 21
2.3.2 Desvantagens do Concreto Armado ...................................................................... 22
2.3.3 Massa Especifica ................................................................................................... 23
2.4 CONCEPÇÃO ESTRUTURAL ...................................................................................... 23
2.4.1 Elementos Estruturais ............................................................................................ 23
2.4.2 Sistemas Estruturais............................................................................................... 24
2.4.3 Ações ..................................................................................................................... 24
2.4.4 Ações Atuantes Nas Estruturas.............................................................................. 25
2.4.5 Ações Indiretas ...................................................................................................... 25
2.4.6 Ações Diretas......................................................................................................... 25
2.4.7 Ações Variáveis ..................................................................................................... 25
2.4.8 Ações Variáveis Diretas ........................................................................................ 26
2.4.9 Ações Variáveis Indiretas ...................................................................................... 26
2.4.10 Cargas de vento ................................................................................................... 26
2.4.11 Fator Topográfico S1 ........................................................................................... 28
2.4.12 Rugosidade do terreno, dimensões da edificação e altura sobre o terreno: Fator S2
........................................................................................................................................ 28
2.4.13 Fator característico S3 ......................................................................................... 30
2.5 ESTADOS LIMITES .................................................................................................... 31
2.5.1 Estado Limite Último ............................................................................................ 32
2.5.2 Estado Limite de Serviço ....................................................................................... 32
2.5.3 Estado Limite de Formação de Fissuras ................................................................ 32
2.5.4 Estado Limite de Abertura de Fissuras .................................................................. 33
2.5.5 Estado Limite de Deformação Excessiva .............................................................. 33
2.6 DOMÍNIOS DE DEFORMAÇÃO .................................................................................... 33
2.6.1 Domínio 1 .............................................................................................................. 33
2.6.2 Domínio 2 .............................................................................................................. 34
2.6.3 Domínio 3 .............................................................................................................. 34
2.6.4 Domínio 4 .............................................................................................................. 34
2.6.5 Domínio 5 .............................................................................................................. 34
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .......................................................... 36
3.1 TIPO DE PESQUISA .................................................................................................... 36
3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA .......................................................................................... 37
3.3 COLETA DE DADOS ................................................................................................... 37
3.4 CRONOGRAMA .......................................................................................................... 37
4. REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 38
13

1. INTRODUÇÃO

Devido ao crescimento populacional constante e a demanda por moradias, o setor da


construção civil tem se aprimorado para que a verticalização de edifícios, principalmente em
grandes cidades, que sejam estruturalmente eficazes e garantindo o custo/benefício para a
população.
As estruturas de concreto são comuns em todos os países do mundo, caracterizando-se
pela estrutura preponderante no Brasil. Comparadas a estruturas com outros materiais, a
disponibilidade dos materiais constituintes do concreto (cimento, agregados e água) e do aço e a
facilidade de aplicação, explicam-se a larga utilização das estruturas de concreto, nos mais
variados tipos de construção, como edifícios de múltiplos pavimentos, pontes e viadutos, portos,
reservatórios, barragens, pisos industriais, pavimentos rodoviários e de aeroportos, paredes de
contenção, etc (BASTOS, 2006).
Segundo Bastos (2006) o material surgiu da necessidade de aliar as principais
características da pedra (resistência à compressão e durabilidade) com as do aço (resistências
mecânicas), podendo assumir qualquer forma com rapidez e facilidade, e poder proporcionar a
proteção ao aço contra corrosão.
O concreto simples é um material que apresenta elevada resistência à compressão e
baixa resistência à tração – na ordem de 10% de sua resistência à compressão. Desse modo, surge
a ideia de uni-lo ao aço – material este altamente resistente à tração – que somados ao fenômeno
da aderência, formam o concreto armado (BASTOS,2006 apud LANINI,2016)
Duas características que diferenciam o concreto dos outros materiais segundo Lima
(2014) é a resistência à água, que diferente dos compostos como aço e madeira o concreto sofre
menor deterioração quando exposto à agua, o que torna viável a sua utilização em diversos tipos
de obras e a grande disponibilização de seus elementos constituintes por um preço acessível
também se torna um fator diferencial.
14

Conforme a norma ABNT NBR 6118.2014, elementos de concreto armado são aqueles
cujo comportamento estrutural depende da aderência entre concreto e armadura, nos quais não
se aplicam alongamentos iniciais das armaduras antes da materialização dessa aderência
Conforme a análise de Bastos (2006) um projeto estrutural consiste nas etapas de
concepção estrutural (horizontal e vertical) do edifício, determinação e análise dos
deslocamentos e esforços solicitantes da estrutura, juntamente com o pré-dimensionamento das
dimensões dos elementos, considerando-se obrigatoriamente os efeitos da ação do vento,
dimensionamento e detalhamento das armaduras e desenhos finais.
Atualmente com a tecnologia aliada à construção civil é possível a redução de seção
transversal variando a resistência à compressão (fck) do elemento estrutural (laje, viga e pilar)
garantindo bom desempenho da estrutura, aumento da velocidade da obra, redução de armadura
e de peso próprio na estrutura.
De fato, o concreto armado é um material de custo elevado, de fácil trabalhabilidade e
que tem ganho o mercado para dimensionamento de superestruturas garantindo grande
resistência ao longo de sua vida útil.
O presente trabalho tem como finalidade analisar em uma determinada edificação
associando a ela determinados tipos de resistências à compressão, no intuito de verificar qual a
resistência que trará melhor relação custo/benefício.
Para tal, no desenvolvimento desse trabalho será apresentado os tipos de resistência à
compressão que serão analisados, o quantitativo de insumos para superestrutura que será
utilizado expondo a situação que possui melhor desenvolvimento econômico de execução.
.
1.1Justificativa
Na construção civil existe uma demanda muito grande de materiais que podem ser
utilizados para se atender a um projeto estrutural, mas o concreto armado é mais usado pois
possui várias qualidades, e uma delas que é o custo sem impactar na qualidade do produtor final.
O concreto armado possui vários tipos de fck, que é a resistência característica do
concreto à compressão, e cada fck possui um custo diferente. Este fck é importante para
determinar o quanto de carga uma estrutura irá suportar.
O presente trabalho tem como finalidade estudar o dimensionamento de um edifício
com o intuito de verificar a resistência à compressão (fck) e o quantitativo de concreto e
armadura, visando o melhor custo benefício sem impactar na qualidade final do projeto.
15

1.2 Problematização
Para o projeto de pesquisa em questão, têm-se os seguintes questionamentos:
 Qual fck é mais viável para cada estrutura?
 Qual o quantitativo de material que cada estrutura terá?
 Qual a espessura média do pavimento em cada caso?
 Qual a relação em Kg de aço/m³ de concreto em cada caso?

1.3 Objetivos

1.3.1 Geral
Estudar o comportamento do material variando a sua resistência característica à
compressão (fck), com intuito de analisar o fck que poderá ser utilizado garantindo um custo
final reduzido.

1.3.2 Específicos
 Elaborar um projeto analisando principalmente pilares e vigas, variando a resistência
característica (fck) de 25 MPa, 30 MPa, 35 MPa e 40 MPa
 Analisar qual fck que garantirá o melhor custo/benefício para o projeto.
 Determinar as relações em Kg aço/m³ de concreto.
16

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1 O concreto
O concreto é um material composto, constituído por cimento, água, agregado miúdo
(areia) e agregado graúdo (pedra ou brita), e ar. Pode também conter adições e aditivos químicos
com a finalidade de melhorar ou modificar suas propriedades básicas (BASTOS, 2006).
A função dos agregados é contribuir com grãos capazes de resistir aos esforços
solicitantes, ao desgaste e à ação das intempéries, reduzir as variações de volume provenientes
de várias causas, e reduzir o custo (PETRUCCI, 1998).
Os agregados influenciam a resistência mecânica e, para pôr em evidência os fatores
mais importantes, podemos dizer que o agregado miúdo age pela granulometria e o graúdo pela
forma e textura do grão (PETRUCCI, 1998)
Esquematicamente segundo Bastos (2006) pode-se indicar que a pasta é o cimento
misturado com a água, a argamassa é a pasta misturada com a areia, e o concreto é a argamassa
misturada com a pedra ou brita, também chamado concreto simples (sem as armaduras).
Duas características que diferenciam o concreto dos outros materiais são a resistência à
água, que diferente dos compostos como aço e madeira o concreto sofre menor deterioração
quando exposto à água, tornando viável sua utilização em diversos tipos de obras, e o outro fator
bastante diferencial do concreto em relação aos outros materiais é a grande disponibilização de
seus elementos constituintes por um preço acessível (LIMA et al. 2014).
Battagain (2009) afirma que o concreto é uma mistura homogênea de cimento,
agregados sendo eles graúdos ou miúdos, com ou sem incorporação de componentes
minoritários, como aditivos químicos ou adições, que desenvolve suas propriedades conforme o
endurecimento da pasta de cimento.
Lima (2014) define que o aglomerante é o cimento em presença de água, porém o
agregado é material granular, como areia, pedregulho, seixos, rocha britada, escória de alto-forno
17

e resíduos de construção e de demolição. Se as partículas de agregado são maiores do que


4,75mm, o agregado é dito graúdo, se forem menores o agregado é dito miúdo.
Existem três classes básicas de classificação em relação ao concreto, obtidas por meio
de dosagens da mistura, também, chamados de traços. Os concretos podem ser, também,
classificados em relação à sua resistência, são eles: Concreto de baixa resistência, que tem menos
de 20 MPa (não adequado à finalidade estrutural), o concreto de resistência normal de resistência
de 20 a 50 MPa e, também, o concreto de alta resistência de 50 Mpa. Há o concreto de densidade
normal, concreto leve, pesado (LIMA et al, 2014).
As propriedades do concreto analisadas foram a segregação, a coesão, a
trabalhabilidade, a resistência à compressão axial e a massa específica. Caracterizadas essas
propriedades para os dois tipos de concretos analisados (DURAN, 2011).
As principais propriedades mecânicas do concreto são: resistência à compressão,
resistência à tração e módulo de elasticidade (PINHEIRO, MUZARDO E SANTOS, 2004). Essas
propriedades são determinadas a partir de ensaios, executados em condições específicas.
Geralmente, os ensaios são realizados para controle da qualidade e atendimento às
especificações.
A NBR 8953/1992 classifica os concretos para fins estruturais em classes de resistência
que são designadas pela letra C seguida do valor da resistência característica à compressão (fck)
expressa em MPa conforme as tabelas 1 e 2, sendo a tabela 1 utilizadas para projetos estruturais
com excessão do C20 e a tabela 2 pouco usuais para dimensionamentos estruturais.

Tabela 1:Classe de resistência grupo 1.


GRUPO 1 DE RESISTÊNCIA CARACTERÍSTICA À
RESISTÊNCIA COMPRESSÃO (MPa)
C15 15
C20 20
C25 25
C30 30
C35 35
C40 40
C45 45
C50 50
Fonte: NBR 8953/1992

Tabela 2:Classe de resistência grupo 2.


GRUPO 2 DE RESISTÊNCIA CARACTERÍSTICA À
RESISTÊNCIA COMPRESSÃO (MPa)
C55 55
C60 60
18

C70 70
C80 80
Fonte: NBR 8953/1992

2.2 O aço
Os aços para concreto armado são ligas de ferro que contém, para melhorar as suas
propriedades, elementos como carbono, manganês, silício, cromo e também impurezas não
metálicas como combinações de fósforo e enxofre (ALMEIDA, 2002).
Com o desenvolvimento da construção civil e da arquitetura, criaram-se aços mais
resistentes e mais leves, específicos para fins estruturais, ou seja, com elevada resistência
mecânica e resistência à corrosão. Estes aços são obtidos pela adição controlada de determinados
elementos químicos que lhes conferem características específicas, ou mesmo pela eliminação de
produtos indesejáveis (DIAS, 2002).
Segundo Almeida (2002) a resistência do aço aumenta com o teor de carbono na sua
composição ou mesmo a adição formando as ligas de outros elementos. O mesmo efeito pode
também ser obtido por meio de tratamento posterior, térmico ou mecânico.
Particularmente na construção civil, o aço representa uma das principais matérias-
primas, com inúmeras aplicações, tais como armaduras de concreto, fundações, pontes, viadutos,
estruturas metálicas e o setor é um grande consumidor dos produtos derivados das usinas
siderúrgicas (IMIANOWSKY, 2008).
Conforme a NBR ABNT 7480 classificam-se como barras os produtos de diâmetros
nominal de 6,3mm ou superior, obtidos exclusivamente por laminação a quente sem processo
posterior de deformação mecânica. Classificam-se como fios aqueles de diâmetro nominal
10,0mm ou inferior, obtidos a partir de fio-máquina por trefilação ou laminação a frio.
Conforme a NBR ABNT 7480 de acordo com o valor característico da resistência de
escoamento, as barras de aço são classificadas nas categorias CA-25 e CA-50, e os fios de aço
na categoria CA-60.

2.2.1 Propriedades do Aço


As propriedades do aço, no entanto, não dependem apenas da sua composição química.
Além dela, características ditas microestruturais, resultantes de tratamentos térmicos, de
deformação mecânica e da velocidade de solidificação, conferem propriedades físicas, mecânicas
e químicas adequadas às suas diversas aplicações (DIAS, 2002).
A grande vantagem dos aços de alta resistência e baixa liga, além de dispensarem a
pintura em certos ambientes, é possuírem uma resistência mecânica maior que a dos aços
19

carbono. Em ambientes extremamente agressivos, como regiões que apresentam grande poluição
por dióxido de enxofre ou aquelas próximas da orla marítima, a pintura lhes confere um
desempenho superior àquele conferido aos aços carbono (CCBA, 2014).
Conforme analisado por Ferraz (2010) as propriedades do aço são de fundamental
importância, especificamente no campo de estruturas metálicas, cujo projeto e execução nelas se
baseiam. Não são exclusivas dos aços, mas, de forma semelhante, servem a todos os metais. Em
um teste de resistência, ao submeter uma barra metálica a um esforço de tração crescente, ela irá
apresentar uma deformação progressiva de extensão, ou seja, um aumento de comprimento.
Através da análise deste alongamento, pode-se chegar a alguns conceitos e propriedades dos aços
A elasticidade é a propriedade do metal de retornar à forma original, uma vez removida
a força externa atuante. Deste modo, a deformação segue a Lei de Hooke, sendo proporcional ao
esforço aplicado: Þ = µ. E onde: Þ = tensão aplicada; e µ = deformação (E = módulo de
elasticidade do material – módulo de Young). Ao maior valor de tensão para o qual vale a Lei de
Hooke, denomina-se limite de proporcionalidade.
Ao ultrapassar este limite, surge a fase plástica, onde ocorrem deformações crescentes
mesmo sem a variação da tensão: é o denominado patamar de escoamento. Alguns materiais –
como o ferro fundido ou o aço liga tratado termicamente – não deformam plasticamente antes da
ruptura, sendo considerados materiais frágeis. Estes materiais não apresentam o patamar de
escoamento (Ferraz, 2010).
A plasticidade é a propriedade inversa à da elasticidade, ou seja, do material não voltar
à sua forma inicial após a remoção da carga externa, obtendo-se deformações permanentes. A
deformação plástica altera a estrutura de um metal, aumentando sua dureza. Este fenômeno é
denominado endurecimento pela deformação à frio ou encruamento (Ferraz, 2005).
Ductilidade: é a capacidade de se deformar plasticamente sem se romper. As vigas de
aço sofrem grandes deformações antes de se romperem, o que constitui um aviso da presença de
tensões elevadas, diferentemente do ferro fundido, que não se deforma antes da ruptura. Quanto
mais dúctil o aço maior é a redução de área ou o alongamento antes da ruptura (DIAS, 2002).
Do ponto de vista da aplicação em estruturas, o aço apresenta a interessante
característica de ter, aproximadamente, a mesma resistência à tração e à compressão, sendo a
primeira mais adaptável ao tipo de material. Em relação aos esforços de compressão, pode ocorrer
o fenômeno da flambagem, o que necessita do aumento das seções dos perfis e/ou a criação de
travamentos, denominados de contraventamentos, diminuindo o comprimento livre da peça.
(BANDEIRA, 2008)
20

Por fim, temos a dureza, que é a resistência ao risco ou abrasão: a resistência que a
superfície do material oferece à penetração de uma peça de maior dureza. Sua análise é de
fundamental importância nas operações de estampagem de chapas de aços (FERRAZ, 2005).
Um fator importante a ser observado no emprego do aço é a corrosão, alteração
físicoquímica sofrida devido à sua reação com o meio, estas alterações transformam o aço em
compostos químicos semelhantes ao minério de ferro, fazendo com que o material perca
características essenciais como resistência mecânica, elasticidade, ductilidade, entre outras, além
da redução da seção resistente (TEOBALDO, 2004).
Os principais requisitos para os aços destinados à aplicação estrutural são: elevada
tensão de escoamento, elevada tenacidade, boa soldabilidade, homogeneidade micro estrutural,
susceptibilidade de corte por chama sem endurecimento e boa trabalhabilidade em operações tais
como corte furação e dobramento, sem que se originem fissuras ou outros defeitos (CBCA,
2014).

2.3 O concreto armado


O concreto armado é a associação do concreto simples com uma armadura, usualmente
constituída por barras de aço. Os dois materiais devem resistir solidariamente aos esforços
solicitantes. Essa solidariedade é garantida pela aderência (PINHEIRO, 2007).
Segundo Bastos (2006), a aderência é essencial para a união desses dois materiais, pois
não basta somente juntá-los, precisa existir solidariedade entre ambos para que o trabalho seja
realizado de forma conjunta.
O concreto armado une as qualidades do concreto (baixo custo, durabilidade, e boa
resistência a compressão, ao fogo e à agua) com as do aço (ductibilidade e excelente resistência
à tração e à compressão) o que permite construir elementos com as mais variadas formas e
volumes, com relativa rapidez e facilidade, para os mais variados tipos de obra. (BASTOS, 2017
apud PILLON, 2014).
A armadura do concreto armado é chamada “armadura passiva”, o que significa que as
tensões e deformações nela aplicadas devem-se exclusivamente aos carregamentos aplicados nas
peças onde está inserida (PILLON, 2014)
Segundo a análise de Pinheiro (2007) o concreto e a armadura em conjunto formam um
trabalho solidário se caracteriza muito bem na análise de uma viga de concreto simples (sem
armadura), que alcança a ruptura bruscamente tão logo a primeira fissura irá surgir, após a tensão
de tração atuante alcançar e superar a resistência do concreto à tração. Entretanto, colocando-se
21

uma armadura convenientemente posicionada na região das tensões de tração, eleva-se


significativamente a capacidade resistente da viga, como ilustrado na figura 1.

Figura 1. Viga de Concreto Simples e Armado

Fonte: Unipampa, 2013

2.3.1 Vantagens do Concreto Armado


Araújo (2014) destaca como vantagens do concreto armado a economia, facilidade de
execução em diversos tipos de formas, resistência ao fogo, aos agentes atmosféricos e a desgaste
mecânico, praticamente não requer manutenção ou conservação e permite facilmente a
construção de estruturas hiperestáticas.
 Flexibilidade: O concreto é facilmente moldável; o concreto fresco adapta-se a qualquer
tipo de forma e é sempre possível por um conveniente dimensionamento da peça e de suas
armaduras absorver os diversos tipos de solicitações a que ela pode ser submetida. Podemos
então, executar obras de grandes vãos e balanços audaciosos e peças com as formas mais
variadas.
 Monolitismo: O concreto armado é próprio para estruturas monolíticas (sem juntas) que
por serem muitas vezes hiperestáticas, apresentam uma elevada reserva de capacidade resistente
e segurança. Numerosas obras que sofreram na última guerra avarias graves, mas sem colapso,
puderam ser restauradas.
 Simplicidade de Execução: A execução das estruturas de concreto armado, ao contrário
das metálicas, necessita um pequeno número de operários com grande especialização. Além
disso, a possibilidade de racionalização e mecanização dos canteiros de obra torna a execução
cada vez menos dependente de mão-de-obra especializada.
Pinheiro (2007) acrescenta mais algumas vantagens ao concreto armado conforme abaixo;
 Baixo custo dos materiais - água e agregados graúdos e miúdos.
22

 Baixo custo de mão-de-obra, pois em geral não exige profissionais com elevado nível de
qualificação.
 Economia de conservação: As estruturas metálicas devem ser conservadas
constantemente através de pinturas. Isto não acontece com o concreto armado exceto em casos
especiais, como por exemplo, quando sujeito a águas agressivas, ácidos, etc.
 Incombustibilidade: Esta é uma vantagem incontestável sobre as estruturas metálicas,
sobre as quais o fogo tem um poder de deformação considerável.
 Maior resistência a choques e vibrações: As pontes e as vigas de pontes rolantes de
prédios industriais e outras estruturas de concreto armado, sujeitas a cargas móveis são menos
sensíveis aos esforços rítmicos destas ações do que as executadas com materiais que conduzam
a um peso próprio menor.

2.3.2 Desvantagens do Concreto Armado


O concreto apresenta algumas restrições, que precisam ser analisadas. Devem ser
tomadas as providências adequadas para atenuar suas consequências que são à baixa resistência
à tração, fragilidade, fissuração, o peso próprio elevado, o custo de formas para moldagem e a
corrosão das armaduras.
Conforme a NBR 6118.2014, nos projetos das estruturas correntes, a agressividade
ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 6.1 e pode ser avaliada,
simplificadamente, segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes.

Tabela 3:Classes de Agressividades Ambiental (CAA)


CLASSE DE CLASSIFICAÇÃO GERAL DO RISCO DE
AGRESSIVIDADE AGRESSIVIDADE TIPO DE AMBIENTE PARA DETERIORAÇÃO
AMBIENTAL EFEITO DO PROJETO DA ESTRUTURA
RURAL
I Fraca SUBMERSA Insignificante

URBANA
II Moderada Pequeno
MARINHA
III Forte INDUSTRIAL Grande
INDUSTRIAL
IV Muito forte RESPINGOS DE MARÉ Elevado
Fonte: NBR6118.2014
Qualidade do concreto de cobrimento, conforme ABNT NBR 6118.2014, a durabilidade
das estruturas é altamente dependente das características do concreto e da espessura e qualidade
do concreto do cobrimento da armadura. Ensaios comprobatórios de desempenho da durabilidade
23

da estrutura frente ao tipo e classe de agressividade prevista em projeto devem estabelecer os


parâmetros mínimos a serem atendidos conforme a tabela 4..

Tabela 4:Correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do concreto.


CLASSE DE AGRESSIVIDADE
CONCRETO TIPO
I II III IV
CA ≤ 0,65 ≤ 0,60 ≤ 0,55 ≤ 0,45
RELAÇÃO A/C
CP ≤ 0,60 ≤ 0,55 ≤ 0,50 ≤ 0,45
CLASSE DE CONCRETO CA ≤ 0,20 ≤ 0,25 ≤ 0,30 ≤ 0,40
(ABNT NBR8953)
CP ≤ 0,25 ≤ 0,30 ≤ 0,35 ≤ 0,40
Fonte: NBR6118.2014

2.3.3 Massa Especifica


Conforme ABNT NBR 6118.2014 Se a massa específica real não for conhecida, para
efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o valor 2 400 kg/m3 e para o concreto
armado, 2 500 kg/m3. Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, pode-se
considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples
acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3.

2.4 Concepção Estrutural


Segundo Rebello (2001), conceber uma estrutura é ter consciência da possibilidade da
sua existência; é perceber a sua relação com o espaço gerado; é perceber o sistema ou sistemas
capazes de transmitir as cargas ao solo, da forma mais natural, é identificar os materiais que, de
maneira mais adequada, se adaptam a esses sistemas.
A eficiência da solução de uma estrutura, tanto em termos de segurança, desempenho
em serviço e economia, é completamente dependente de uma concepção estrutural bem feita e
adequada às necessidades de cada edificação (KOERICH, 2015).
A solução estrutural adotada no projeto deve atender aos requisitos de qualidade
estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço
e à durabilidade da estrutura (PINHEIRO, 2007).

2.4.1 Elementos Estruturais


Laje maciça: elemento estrutural bidimensional, geralmente horizontal, constituindo os
pisos de compartimentos; suporta diretamente as cargas verticais do piso, e é solicitado
predominantemente à flexão (placa);
24

Viga: elemento unidimensional (barra), geralmente horizontal, que vence os vãos entre
os pilares dando apoio às lajes, às alvenarias de tijolos e, eventualmente, a outras vigas, e é
solicitado predominantemente à flexão;
Pilar: elemento unidimensional (barra), geralmente vertical, que garante o vão vertical
dos compartimentos (pé direito) fornecendo apoio às vigas, e é solicitado predominantemente à
compressão.
Fundação: são elementos como blocos, lajes, sapatas, vigas, estacas etc., que transferem
os esforços para o solo.

2.4.2 Sistemas Estruturais


A escolha do sistema estrutural depende de fatores técnicos e econômicos, dentre eles:
capacidade do meio técnico para desenvolver o projeto e para executar a obra, e disponibilidade
de materiais, mão-de-obra e equipamentos necessários para a execução (PINHEIRO, 2007).
Nos casos de edifícios residenciais e comerciais, a escolha do tipo de estrutura é
condicionada, essencialmente, por fatores econômicos, pois as condições técnicas para projeto e
construção são de conhecimento da Engenharia de Estruturas e de Construção (PILLON, 2017
apud PINHEIRO, 2007).
Para se obter a melhor solução estrutural é necessário conhecer todos os requisitos a que
a construção deve atender, como por exemplo: cargas atuantes, finalidade da obra, facilidade de
construção, estética, economia, rapidez de construção, materiais disponíveis na região, existência
de mão de obra especializada, etc. É necessário estabelecer a hierarquia ou a prioridade entre os
diversos requisitos que podem existir. A melhor estrutura será aquela que atender, de forma mais
eficiente possível, a todos os requisitos existentes, segundo a hierarquia em que forem colocados.

2.4.3 Ações
O sistema estrutural de um edifício deve ser projetado de modo que seja capaz de resistir
não só às ações verticais, mas também às ações horizontais que possam provocar efeitos
significativos ao longo da vida útil da construção (PINHEIRO, 2007).
Na análise estrutural deve ser considerada a influência de todas as ações que possam
produzir efeitos significativos para a segurança da estrutura em exame, levando-se em conta os
possíveis estados limites últimos e os de serviço. Para cada tipo de construção, as ações a serem
consideradas devem respeitar suas peculiaridades e as normas a ela aplicável.(FILHO, 2008)
25

2.4.4 Ações Atuantes Nas Estruturas


A NBR 8681:2003, NBR 6120:1980 e NBR 6123:1988 trazem as definições de ações
atuantes e a quantificação das ações e resistências a serem consideradas em uma estrutura, a fim
de verificar sua segurança.
A NBR 8681:2003 define como ações permanentes as que durante praticamente toda a
vida da edificação se mantenham constantes ou que variam pouco em torno de sua média.
As ações permanentes serão estabelecidas com base na ABNT NBR 6120:1980 onde se
definirá o peso específico dos elementos estruturais e não estruturais que compõe o peso próprio
da edificação. No caso de lajes e vigas, estas receberão apenas as cargas referentes ao pavimento
em questão, além do peso próprio para vigas serão consideradas as cargas das paredes situadas
acima das mesmas, já para as lajes além das paredes serão consideradas o peso dos revestimentos.
As ações variáveis segundo a ABNT NBR 8681:2003 são definidas como sendo aquelas
que variam significativamente em torno de sua média durante a vida de uma edificação.
A ABNT NBR 6120:1980 trata as ações variáveis como cargas acidentais, que são
decorrentes da ocupação do edifício, estas cargas são aplicadas sobre o piso das edificações
(lajes) e seu valor depende do tipo e da utilização da edificação. No caso de edificações
residenciais esse carregamento varia de 1,5 a 2 kN/m².
As ações excepcionais segundo a ABNT NBR 8681:2003 são as que têm muito baixa
probabilidade de ocorrência e duração extremamente curta durante a vida da construção.
Algumas definições de ações conforme a NBR 6120.1980.

2.4.5 Ações Indiretas


São constituídas por deformações impostas por retração do concreto, fluência, recalques
de apoios, imperfeições geométricas e protensão.

2.4.6 Ações Diretas


São constituídas pelo peso próprio da estrutura, dos elementos construtivos fixos, das
instalações e outras como equipamentos e empuxos.

2.4.7 Ações Variáveis


São aquelas que variam de intensidade de forma significativa em torno de sua média, ao
longo da vida útil da construção. São classificadas em diretas, indiretas e dinâmicas.
26

2.4.8 Ações Variáveis Diretas


São constituídas pelas cargas acidentais previstas para o uso da construção, pela ação
do vento e da chuva, devendo respeitar as prescrições feitas por normas específicas. Como cargas
verticais previstas para o uso da construção tem-se: cargas verticais de uso da construção, cargas
móveis (considerando o impacto vertical), impacto lateral, força longitudinal de frenação ou
aceleração, força centrífuga.

2.4.9 Ações Variáveis Indiretas


São causadas pelas variações da temperatura, podendo ser com variação uniforme e não
uniforme de temperatura.

2.4.10 Cargas de vento


Sabe-se que as estruturas sempre estão sujeitas a ações laterais, sobretudo devido ao
efeito do vento, esses efeitos tornam-se mais importantes quanto maior for a altura da estrutura
analisada. As ações do vento podem gerar uma instabilidade no edifício por isso devem sempre
ser estudadas (CARVALHO, 2013).
Edificações estão sujeitas a cargas horizontais provocadas pelo vento sendo que as
edificações altas e esbeltas tendem a sofrer mais com esse tipo de esforço, pois eles são capazes
de impor grandes momentos fletores sobre a estrutura e causar o deslocamento lateral da mesma
(NASCIMENTO et al, 2016).
Conforme a NBR 6123/1988 as forças devido ao vento em edificações, as forças devidas
ao vento sobre uma edificação devem ser calculadas separadamente para:
a) elementos de vedação e suas fixações (telhas, vidros, esquadrias, painéis de vedação,
etc.);
b) partes da estrutura (telhados, paredes, etc);
c) a estrutura como um todo.
A força do vento sobre uma estrutura parcialmente executada depende do método e da
sequência da construção. É razoável admitir que a máxima velocidade característica do vento,
Vk, não ocorrerá durante um período pequeno de tempo. Assim sendo, a verificação da segurança
em uma estrutura parcialmente executada pode ser feita com uma velocidade característica
menor.
As forças estáticas devidas ao vento são determinadas do seguinte modo:
a) a velocidade básica do vento, V0, adequada ao local onde a estrutura será construída,
é determinada de acordo com o disposto na figura 3;
27

b) a velocidade básica do vento é multiplicada pelos fatores S1 , S2 e S3 para ser obtida


a velocidade característica do vento, Vk , para a parte da edificação em consideração, de acordo
com 5.2 a 5.5: Vk = Vo S1 S2 S3
c) a velocidade característica do vento permite determinar a pressão dinâmica pela
expressão:
q= 0,613.Vk²
sendo (unidades SI): q em N/m2 e Vk em m/s.

Figura 2: Isopletas da velocidade básica V0 (m/s)

Fonte: NBR 6123.1988

A velocidade do vento varia continuamente, e seu valor médio pode ser calculado sobre
qualquer intervalo de tempo. Foi verificado que o intervalo mais curto das medidas usuais (3 s)
corresponde a rajadas cujas dimensões envolvem convenientemente obstáculos de até 20 m na
direção do vento médio.
Foram escolhidas as seguintes classes de edificações, partes de edificações e seus
elementos, com intervalos de tempo para cálculo da velocidade média de, respectivamente, 3 s,
5 s e 10 s.
Classe A: Todas as unidades de vedação, seus elementos de fixação e peças individuais
de estruturas sem vedação. Toda edificação na qual a maior dimensão horizontal ou vertical não
exceda 20 m.
Classe B: Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão
horizontal ou vertical da superfície frontal esteja entre 20 m e 50 m.
28

Classe C: Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão


horizontal ou vertical da superfície frontal exceda 50 m.

2.4.11 Fator Topográfico S1


O fator topográfico S1 leva em consideração as variações do relevo do terreno e é
determinado do seguinte modo:
a) terreno plano ou fracamente acidentado: S1 = 1,0;
b) taludes e morros:
- taludes e morros alongados nos quais pode ser admitido um fluxo de ar bidimensional soprando
no sentido indicado na Figura 2;
- no ponto A (morros) e nos pontos A e C (taludes): S1 = 1,0;
no ponto B: [S1 é uma função S1(z)]:

Figura 3: Fator topográfico S1

Fonte: NBR 6123.1988

2.4.12 Rugosidade do terreno, dimensões da edificação e altura sobre o terreno: Fator S2


O fator S2 considera o efeito combinado da rugosidade do terreno, da variação da
velocidade do vento com a altura acima do terreno e das dimensões da edificação ou parte da
edificação em consideração.
29

Em ventos fortes em estabilidade neutra, a velocidade do vento aumenta com a altura


acima do terreno. Este aumento depende da rugosidade do terreno e do intervalo de tempo
considerado na determinação da velocidade. Este intervalo de tempo está relacionado com as
dimensões da edificação, pois edificações pequenas e elementos de edificações são mais afetados
por rajadas de curta duração do que grandes edificações. Para estas, é mais adequado considerar
o vento médio calculado com um intervalo de tempo maior.
Segundo a NBR 6123.1988 a rugosidade do terreno é divido em 5 categorias. A
categoria 1 são as superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de extensão, medida
na direção e sentido do vento incidente. Exemplos:
- mar calmo;
- lagos e rios;
- pântanos sem vegetação
Categoria II são os terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com poucos
obstáculos isolados, tais como árvores e edificações baixas. Exemplos:
- zonas costeiras planas;
- pântanos com vegetação rala;
- campos de aviação;
- pradarias e charnecas;
- fazendas sem sebes ou muros.
A cota média do topo dos obstáculos é considerada inferior ou igual a 1,0 m.
Categoria III são os terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como sebes e
muros, poucos quebra-ventos de árvores, edificações baixas e esparsas. Exemplos:
- granjas e casas de campo, com exceção das partes com matos;
- fazendas com sebes e/ou muros;
- subúrbios a considerável distância do centro, com casas baixas e esparsas.
A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 3,0 m.
Categoria IV são os terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco espaçados, em
zona florestal, industrial ou urbanizada. Exemplos:
- zonas de parques e bosques com muitas árvores;
- cidades pequenas e seus arredores;
- subúrbios densamente construídos de grandes cidades;
- áreas industriais plena ou parcialmente desenvolvidas.
A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 10 m.
30

Esta categoria também inclui zonas com obstáculos maiores e que ainda não possam ser
consideradas na categoria V.
Categoria V são os terrenos cobertos por obstáculos numerosos, grandes, altos e pouco
espaçados. Exemplos:
- florestas com árvores altas, de copas isoladas;
- centros de grandes cidades;
- complexos industriais bem desenvolvidos.
A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual ou superior a 25 m.
Para melhor análise de qual S2 utilizar para cálculos utiliza-se a tabela 5.

Tabela 5: Fator S2
Categoria
Z I II III IV V

(m) Classe Classe Classe Classe Classe


A B C A B C A B C A B C A B C
≤ 5 1,06 1,04 1,01 0,94 0,92 0,89 0,88 0,86 0,82 0,79 0,76 0,73 0,74 0,72 0,67
10 1,10 1,09 1,06 1,00 0,98 0,95 0,94 0,92 0,88 0,86 0,83 0,80 0,74 0,72 0,67
15 1,13 1,12 1,09 1,04 1,02 0,99 0,98 0,96 0,93 0,90 0,88 0,84 0,79 0,76 0,72
20 1,15 1,14 1,12 1,06 1,04 1,02 1,01 0,99 0,96 0,93 0,91 0,88 0,82 0,80 0,76
30 1,17 1,17 1,15 1,10 1,08 1,06 1,05 1,03 1,00 0,98 0,96 0,93 0,87 0,85 0,82
40 1,20 1,19 1,17 1,13 1,11 1,09 1,08 1,06 1,04 1,01 0,99 0,96 0,91 0,89 0,86
50 1,21 1,21 1,19 1,15 1,13 1,12 1,10 1,09 1,06 1,04 1,02 0,99 0,94 0,93 0,89
60 1,22 1,22 1,21 1,16 1,15 1,14 1,12 1,11 1,09 1,07 1,04 1,02 0,97 0,95 0,92
80 1,25 1,24 1,23 1,19 1,18 1,17 1,16 1,14 1,12 1,10 1,08 1,06 1,01 1,00 0,97
100 1,26 1,26 1,25 1,22 1,21 1,20 1,18 1,17 1,15 1,13 1,11 1,09 1,05 1,03 1,01
120 1,28 1,28 1,27 1,24 1,23 1,22 1,20 1,20 1,18 1,16 1,14 1,12 1,07 1,06 1,04
140 1,29 1,29 1,28 1,25 1,24 1,24 1,22 1,22 1,20 1,18 1,16 1,14 1,10 1,09 1,07
160 1,30 1,30 1,29 1,27 1,26 1,25 1,24 1,23 1,22 1,20 1,18 1,16 1,12 1,11 1,10
180 1,31 1,31 1,31 1,28 1,27 1,27 1,26 1,25 1,23 1,22 1,20 1,18 1,14 1,14 1,12
200 1,32 1,32 1,32 1,29 1,28 1,28 1,27 1,26 1,25 1,23 1,21 1,20 1,16 1,16 1,14
250 1,34 1,34 1,33 1,31 1,31 1,31 1,30 1,29 1,28 1,27 1,25 1,23 1,20 1,20 1,18
300 - - - 1,34 1,33 1,33 1,32 1,32 1,31 1,29 1,27 1,26 1,23 1,23 1,22
350 - - - - - - 1,34 1,34 1,33 1,32 1,30 1,29 1,26 1,26 1,26
400 - - - - - - - - - 1,34 1,32 1,32 1,29 1,29 1,29
420 - - - - - - - - - 1,35 1,35 1,33 1,30 1,30 1,30
450 - - - - - - - - - - - - 1,32 1,32 1,32
500 - - - - - - - - - - - - 1,34 1,34 1,34
Fonte: NBR 6123.1988

2.4.13 Fator característico S3


O fator estatístico S3 é baseado em conceitos estatísticos, e considera o grau de
segurança requerido e a vida útil da edificação. Segundo a definição de 5.1, a velocidade básica
31

Vo é a velocidade do vento que apresenta um período de recorrência médio 6e 50 anos. A


probabilidade de que a velocidade Vo seja igualada ou excedida neste período é de 63%.
O nível de probabilidade (0,63) e a vida útil (50 anos) adotados são considerados
adequados para edificações normais destinadas a moradias, hotéis, escritórios, etc. (grupo 2). Na
falta de uma norma específica sobre segurança nas edificações ou de indicações correspondentes
na norma estrutural, os valores mínimos do fator S3 são os indicados na Tabela 6.

Tabela 6:Valores mínimos dos valores estatísticos S3


GRUPO DESCRIÇÃO S3

Edificações cuja ruína total ou parcial pode afetar a segurança


ou possibilidade de socorro a pessoas após uma tempestade
1 1,1
destrutiva (hospitais, quartéis de bombeiros e de forças de
segurança, centrais de comunicação, etc.)

Edificações para hotéis e residências. Edificações para


2 1
comércio e indústria com alto fator de ocupação

Edificações e instalações industriais com baixo fator de


3 0,95
ocupação (depósitos, silos, construções rurais, etc.)

4 Vedações (telhas, vidros, painéis de vedação, etc.) 0,88

Edificações temporárias. Estruturas dos grupos 1 a 3 durante a


5 0,83
construção

Fonte: NBR 6123.1988

2.5 Estados Limites


A NBR 6118:2014 indica que uma estrutura ou parte dela atinge um estado limite
quando, de modo efetivo ou convencional, se torna inutilizável ou quando deixa de satisfazer às
condições previstas para sua utilização.
Depreende-se naturalmente dos requisitos esperados para uma edificação, que a mesma
deva reunir condições adequadas de segurança, funcionalidade e durabilidade, de modo a atender
todas as necessidades para as quais foi projetada. Logo, quando uma estrutura deixa de atender a
qualquer um desses três itens, diz-se que ela atingiu um Estado Limite. Dessa forma, uma
estrutura pode atingir um estado limite de ordem estrutural ou de ordem funcional. Assim, se
32

concebe dois tipos de estados limites, a saber: Estado limite último (de ruína) e Estado limite de
utilização (de serviço).

2.5.1 Estado Limite Último


São aqueles relacionados ao colapso, ou a qualquer outra forma de ruína estrutural, que
determine a paralisação do uso da estrutura. A segurança das estruturas de concreto deve sempre
ser verificada em relação aos seguintes estados limites últimos:
 Estado limite último da perda do equilíbrio da estrutura, admitida como corpo
rígido;
 Estado limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no
seu todo ou em parte, devido às solicitações normais e tangenciais;
 Estado limite último de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no seu
todo ou em parte, considerando os efeitos de segunda ordem;
 Estado limite último provocado por solicitações dinâmicas;

2.5.2 Estado Limite de Serviço


São aqueles que correspondem à impossibilidade do uso normal da estrutura, estando
relacionados à durabilidade das estruturas, aparência, conforto do usuário e a boa utilização
funcional da mesma, seja em relação aos usuários, seja às maquinas e aos equipamentos
utilizados. Podem se originar de uma das seguintes causas:
 Estado limite de formação de fissuras;
 Estado limite de abertura de fissuras;
 Estado limite de deformações excessivas;
 Estado limite de vibrações excessivas;

2.5.3 Estado Limite de Formação de Fissuras


É o estado em que há uma grande probabilidade de iniciar-se a formação de fissuras de
flexão. Este estado ocorre quando a tensão de tração máxima na seção transversa for igual à
resistência à tração do concreto na flexão.
33

2.5.4 Estado Limite de Abertura de Fissuras


Também definido como Estado limite de fissuração inaceitável, corresponde ao estado
em que as fissuras se apresentam com aberturas iguais aos limites máximos especificados por
normas e que podem ser prejudicial ao uso ou à durabilidade da peça de concreto

2.5.5 Estado Limite de Deformação Excessiva


É o estado em que as deformações ultrapassam os limites máximos definidos por normas
e aceitáveis para a utilização normal da estrutura

2.6 Domínios de deformação


As configurações possíveis do diagrama de deformações correspondentes ao estado
limite último para uma seção submetida a solicitações normais sugerem a delimitação de regiões,
chamadas domínios de deformações, onde poderá estar contido o diagrama de deformações
referente a um determinado caso de solicitação normal quando o estado limite último for atingido.
Na Figura 4 estão representados os domínios de deformações e as retas que correspondem aos
limites entre cada um deles.

Figura 4: Gráfico de domínios de deformações

Fonte: NBR 6118.2014

2.6.1 Domínio 1
O domínio 1 corresponde ao caso de tração não uniforme. Toda a seção é tracionada,
mas de modo não uniforme. A linha neutra é externa a seção e a reta do diagrama de deformações
na seção passa pelo ponto A. Cobre o campo de profundidade da linha neutra desde x > −∞ até
34

x ≤ 0. O estado limite último e caracterizado por deformação plástica excessiva da armadura de


1%. A seção resistente é composta apenas pelas armaduras.

2.6.2 Domínio 2
Abrange os casos de flexão simples e flexão composta com grande excentricidade. A
linha neutra é interna à seção transversal e cobre o campo de profundidade desde x > 0 até x ≤
0.259d. Este domínio corresponde às situações em que o estado limite último é atingido pelo
alongamento da armadura em 1%. e o encurtamento da fibra mais comprimida de concreto é
inferior a 0,35%. A reta do diagrama de deformações na seção passa pelo ponto A.

2.6.3 Domínio 3
O domínio 3 corresponde à flexão simples e flexão composta com grande
excentricidade. A linha neutra é interna à seção e as retas do diagrama de deformações na seção
passam pelo ponto B. Abrange os casos em que o estado limite último é alcançado na 13 borda
comprimida da seção com o encurtamento de 0,35% e o alongamento na armadura está
compreendido entre 1% e yd ε. Cobre o campo de profundidade da linha neutra desde y x > 0.259
até x ≤ x. Esta é a situação desejável para projeto, pois os materiais são aproveitados de forma
econômica e a ruína poderá ser avisada pelo aparecimento de muitas fissuras motivadas pelo
escoamento da armadura. As peças de concreto armado nestas condições são denominadas peças
sub-armadas.

2.6.4 Domínio 4
O domínio 4 corresponde à flexão composta com pequena excentricidade. As armaduras
são comprimidas e existe somente uma pequena região de concreto tracionada próxima a uma
das bordas da seção. A linha neutra é interna a seca, e cobre o campo de profundidade da linha
neutra desde x > d até x ≤ h. A reta do diagrama de deformações na seção passa pelo ponto B. O
14 estado limite último é caracterizado pela ruptura do concreto com encurtamento de 0,35% na
borda comprimida.

2.6.5 Domínio 5
O domínio 5 refere.se à compressão não uniforme, com toda a seção de concreto
comprimida. A linha neutra é externa à seção e cobre o campo de profundidade da linha neutra
desde x > h até x ≤ +∞. A reta do diagrama de deformações na seção passa pelo ponto C, afastado
da borda mais comprimida de 3/7 da altura total da seção e correspondente a um encurtamento
35

de 0,2%. 0 estado limite último e atingido pela ruptura do concreto comprimido com
encurtamento na borda mais comprimida situado entre 0,35% e 0,20%, dependendo da posição
da linha neutra, mas constante e igual a 0,2% na fibra que passa pelo ponto C. A reta b
corresponde à compressão uniforme, caso em que toda a seção é comprimida de modo uniforme.
A deformação na seção é representada por uma reta paralela a face da seção, que é a origem das
deformações. A posição da linha neutra é dada por x = +∞. 0 estado limite último é atingido por
ruptura do concreto com um encurtamento de 0,2%. A seção resistente é constituída pelo concreto
e pelas armaduras, sendo a deformação nestas igual à do concreto, ou seja,0,2%.
36

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.1 Tipo de pesquisa


A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já
analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas
de web sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite
ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem porém pesquisas científicas
que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas
com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito
do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002, p. 32).
Segundo Vergara (2000), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já
elaborado, constituído, principalmente, de livros e artigos científicos e é importante para o
levantamento de informações básicas sobre os aspectos direta e indiretamente ligados à nossa
temática. A principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de fornecer ao
investigador um instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode
esgotar-se em si mesma.
Eco (1977) complementa dizendo que, ao fazer um trabalho científico, o pesquisador
estará aprendendo a colocar suas ideias em ordem, no intuito de organizar os dados obtidos.
Sendo o objetivo de um trabalho científico atender a um determinado propósito pré-definido, o
uso de um método específico torna-se essencial para garantir o alcance do que foi planejado.
A abordagem para esta pesquisa será qualitativa com aplicação da técnica analítica que
de acordo com Neves (1996, p.01), a pesquisa qualitativa não busca enumerar ou medir eventos,
ela serve para obter dados descritivos que expressam os sentidos dos fenômenos.
37

3.2 População e amostra


O universo, ou população, é o conjunto de elementos que possuem as características que
serão objeto do estudo, e a amostra, ou população amostral, é uma parte do universo escolhido
selecionada a partir de um critério de representatividade (VERGARA, 1997).
Amostra é uma parcela representativa da população que é examinada com o propósito
de tirarmos conclusões sobre a essa população (GRANZOTTO, 2002). A amostra analisada
baseia-se em artigos relacionados a concreto, aço, concreto armado, resistências a tração e
compressão aplicadas numa estrutura.

3.3 Coleta de dados


A coleta de dados será secundária pois são aqueles que já foram coletados, tabulados,
ordenados e, muitas vezes até analisados, com propósitos outros ao de atender as necessidades
da pesquisa em andamento, o que estão catalogados a disposição dos interessados (MATTAR,
1996).

3.4 Cronograma
CRONOGRAMA
Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho
Escolha do tema
Introdução
Revisão de Literatura
Correções
Metodologia
Protocolo
Defesa
38

4. REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Luiz Carlos. Aços para concreto armado. Notas de aula. Agosto 2002.

ALTOQI. [1]. (S.d.). Sobre o ALTOQI Eberick V9. Acesso em: 10 de agosto de 2015.
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