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A Guerra dos Mascates de José de Alencar

Romance histórico situado no episódio de mesmo nome, ocorrido em


Pernambuco, em 1710-1701. Escrito em 1870, após a desilusão do autor com
a política, foi publicado em dois volumes: o primeiro, em 1873; o segundo, em
1874. Para esse romance em que a mesquinharia dos motivos políticos ganha
relevo, Alencar redigiu três notas de apresentação ou comentário: duas para o
primeiro e uma para o segundo volume. Em todas, adverte contra a tentação
dos leitores de ver personagens contemporâneos disfarçados nessas figuras
do século passado – ou seja, desperta e renova a atenção do leitor para aquilo
que justamente finge repudiar.

A Guerra dos Mascates de José de Alencar

Reporta-se um episódio da História do Brasil: a luta travada entre as cidades


de Olinda e Recife, nos anos de 1710 e 1711, pelos pernambucanos
proprietários de engenhos que viam com desconfiança a prosperidade de
Recife, onde residiam os mascates, como eram designados os comerciantes
portugueses, resultando forte animosidade.
Para fugir à autoridade de Olinda, então sede da capitania, os recifenses
solicitaram e obtiveram do reino a jurisdição própria da sua vila.
Rebelaram-se os de Olinda, que, armados, se apoderaram de Recife , depondo
o governador e nomeando para o cargo o bispo de Olinda.
Depois de várias lutas, os ânimos serão serenados, conservado Recife, sua
autonomia.

A Guerra dos Mascates de José de Alencar: Romance de caráter histórico,


onde são ressaltados os traços heroicos dos personagens, traços
característicos dos romances pertencentes à escola literária Romântica.
A Guerra dos Mascates de José de Alencar, narra o conflito entre os senhores
de engenho e os comerciantes, chamados de mascates e em sua maioria
portugueses. Marcas de uma época e a eterna luta de classes em que um
grupo tenta livrar-se do domínio do outro.
A Guerra Dos Mascates
(José de Alencar)

A Guerra dos Mascates - José de Alencar

Reporta-se um episódio da História do Brasil : a luta travada entre as cidades


de Olinda e Recife, nos anos de 1710 e 1711, pelos pernambucanos
proprietários de engenhos que viam com desconfiança a prosperidade de
Recife, onde residiam os mascates, como eram designados os comerciantes
portugueses, resultando forte animosidade. para fugir à autoridade de Olinda,
então sede da capitania, os recifenses solicitaram e obtiveram do reino a
jurisdição propria da sua vila. Rebelaram-se os de Olinda, que, armados, se
apoderaram de Recife , depondo o governador e nomeando para o cargo o
bispo de Olinda. Depois de várias lutas, os ânimos serão serenados,
conservado Recife, sua autonomia.

A Guerra Dos Mascates


(Jose de ALENCAR)

Conta a história de Guiomar, menina altiva e segura de si, que procura, com
muito calculismo, realizar o plano de ascender socialmente, para recompensar
sua modesta origem. Pretendem sua mão : Estevão, Jorge e Luís Alves. O
primeiro, sincero, mas simplório; o segundo indolente e superficial. Luís Alves,
ambicioso e sagaz, acaba por ser o escolhido, pois personificava as qualidades
que se coadunavam com a maneira de pensar de Guiomar, que, ao elege-lo,
faz, segundo suas próprias palavras, " a fria eleição DO espírito ". O fragmento
que transcrevemos ilustra o carácter do casal GUIOMAR/LUIS Alves e oferece
a justificativa do título: " Um mês depois de casados, conversando o
que conversam os recém-casados, e a relembrar o curto campanha do
namoro. Guiomar confessou ao marido que naquela ocasião lhe conhecera
todo o poder de sua vontade. - Vi que você era homem resoluto, disse a moça,
enquanto que assentado, a escutava o marido atentamente. Resoluto e
ambicioso, ampliou Luiz Alves sorrindo: você deve ter percebido que sou uma e
outra cousa ao mesmo tempo. A ambição não é nenhum defeito. - Pelo
contrário, é virtude; e sinto que a tenho, e que hei de faze-la vingar. Não me
confio apenas na mocidade e na força moral:confio-me também em você, que
há de ser para mim uma força nova. - Oh! Sim! Exclamou Guiomar. E com um
modo gracioso continuou: - Mas que me dá você em paga? Um lugar na
câmara? Uma pasta de ministro? - O lustre do meu nome, respondeu ele.
Guiomar, que estava de pé defronte dele, com as mãos presas nas suas, caiu
lentamente sobre os joelhos do marido , e as duas ambições trocaram os beijos
fraternais. Ajustavam-se ambas tão bem, como se aquela luva tivesse sido feita
para aquela mão.

Guerra dos Mascates

O que foi, resumo, objetivo, local e data, causas, como terminou,


consequências, rebelião no Brasil Colonial

O que foi

A Guerra dos Mascates foi uma rebelião de caráter nativista, ocorrida em


Pernambuco entre os anos de 1710 e 1711, que envolveu as cidades de Olinda
e Recife.

Contexto histórico

Com a expulsão dos holandeses do Nordeste, a economia açucareira sofreu


uma grave crise. Mesmo assim, a aristocracia rural (senhores de engenho) de
Olinda continuava controlando o poder político na capitania de Pernambuco.

Por outro lado, Recife se descolava deste cenário de crise graças à intensa
atividade econômica dos mascates (como eram chamados os comerciantes
portugueses na região). Outra fonte de renda destes mascates eram os
empréstimos, a juros altos, que faziam aos olindenses.

Causas da Guerra dos Mascates

- Disputa entre Olinda e Recife pelo controle do poder político em Pernambuco.

- Crise econômica na cidade de Olinda.

- Favorecimento da coroa portuguesa aos comerciantes de Recife.

- Forte sentimento antilusitano, principalmente entre a aristocracia rural de


Olinda

- Conquista da emancipação de Recife, através de Carta Régia de 1709, que


passou a ser vila independente, conquistando autonomia política com relação à
Olinda. A aristocracia rural de Olinda temia que Recife, além de ser o centro
econômico, passasse a ser também o centro político de Pernambuco.

Objetivos

- Os olindenses queriam manter o controle político na região, sobretudo com


relação à próspera cidade de Recife.

- Os olindenses queriam que a coroa portuguesa mantivesse Recife na


condição de povoado.

- Os olindenses não queriam que a coroa portuguesa continuasse privilegiando


os mascates (comerciantes de Recife). Logo, defendiam a igualdade de
tratamento.

Como foi e fim do conflito


Em 1710, havia um clima de hostilidades e tensão entre as duas cidades
pernambucanas. Neste ano, os olindenses invadiram Recife dando início a
Guerra dos Mascates. Num primeiro momento da guerra, os olindenses
levaram vantagem, porém, em 1711 os recifenses (mascates) se organizaram
e invadiram Olinda, destruindo vilas e engenhos na cidade. A guerra terminou
em 1711 após a coroa portuguesa nomear, para governador de Pernambuco,
Félix José Machado.

Consequências

- O governador de Pernambuco ordenou a prisão dos principais líderes do


movimento.

- A autonomia de Recife permaneceu após o conflito.

- Em 1712, Recife tornou-se a sede administrativa de Pernambuco.

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