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Mas é o acaso que irá se converter em contexto de NECESSIDADE para o


indivíduo pois suas potencia!idades representar"o #or$as ine!utáveis de cu%a
rea!i&a$"o e!e n"o poderá #ugir so' pena de se sentir aniqui!ado em seu íntimo ser(
S"o estas potencia!idades inatas de cada um que geram os impu!sos poderoso a
mover o indivíduo a vida inteira numa 'usca de rea!i&a$"o que se entre!a$a com a
'usca de sua pr)pria identidade(

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+am'ém ca'e ver que o desenvo!vimento de uma pessoa %amais se dá de


modo !inear( , processo é din-mico e ocorre em m.!tip!os níveis que interagem e
se in#!uenciam reciprocamente( E em cada #ase podem se reve!ar novas #acetas(

Assim a persona!idade vai se con#igurando mais nitidamente na medida que


desco'rir em si #or$as e #ormas novas de en#rentar os desa#ios e as oportunidades
da vida seus con#!itos e suas rique&as( Nestes desdo'ramentos a crescente
comp!exidade das experi/ncias de vida n"o desestrutura a coer/ncia da pessoa( Ao
contrário pode0se di&er que quanto mais o indivíduo 1ser in0divisíve!2 #or capa& de se
di#erenciar tanto mais e!e se estrutura em sua coer/ncia interior(

Pa'!o Picasso 44506*7 8 o importante na arte n"o é 'uscar é poder


encontrar

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A partir de impu!sos inspiradores 1sendo a inspira$"o uma etapa ou várias


etapas de e!a'ora$"o no processo criativo2 o artista tra'a!9a com sua sensi'i!idade
e com toda sua experi/ncia de vida1a!ém de experi/ncias artística2

Motiva$"o do #a&er artístico e ainda o resu!tado #ina! do tra'a!9o: os


conte.dos da imagem con#igurada( A cria$"o é uma conquista da maturidade( S) e!a
dará ao artista a !i'erdade de #ormu!ar novos conte.dos expressivos de crescente
comp!exidade esti!ísticas e suti!e&a de nuances emocionais(
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, esti!o de um artista se reve!a em in.meras decis;es intuitivas 1conscientes


ou inconscientes2 co'rindo todas as etapas e deta!9es do tra'a!9o desde a
esco!9as inicia! da técnica e do materia! dos e!ementos visuais e seus
re!acionamentos #ormais < con#igura$"o da imagem( +ais decis;es e tam'ém as
9esita$;es s"o #ormu!adas com as maior natura!idade e simp!icidade (((( ,s
pensamentos n"o precisam ser ver'a!i&ados0 nem sequer pensados( =ata o artista
agir( Mesmo assim envo!vem decis;es esco!9as ava!ia$;es que v/m do #oro íntimo
da pessoa e exigem coragem e cora$"o 1am'as as pa!avras tem a mesma rai&2( Por
ve&es a decis"o de uma .nica pince!ada torna0se 'astante di#íci! extremamente
di#íci! até decis"o como que de vida ou morte e o artista so#re com e!a pe!o
sentimento de responsa'i!idade que acompan9a(

>amais a arte será mera quest"o de 9a'i!idade ou se !imitará a meros


pro'!emas técnicos( A técnica representa um instrumento de tra'a!9o que o artista
precisa con9ecer0evidentemente0 e dominar com p!ena so'erania(

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, pr)prio processo de tra'a!9o se convertem processo criativo de 'uscas e


de desco'ertas sempre mais a'rangentes( Isto requer que a!ém de receptivo o
artista se%a capa& de retoma0!as quantas ve&es #or necessário e no níve! de

concentra$"o anterior a #im de e!a'orar coerentemente no todo que está se


#ormando a concep$"o da ideia inspiradora(

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Nas o'ras de arte os conte.dos expressivos resu!tam de constantes inter0


re!a$;es entre partes e tota!idade( Cada componente ao participar de um a
composi$"o de!a rece'erá um determinado signi#icados( Este signi#icado n"o existia
independentemente com o dado #ixo ou preesta'e!ecido anterior < composi$"o 0
assim como n"o existia a composi$"o sem os componentes( +udo surge e se de#ine
em intera$;es recíprocas(
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A imagina$"o criativa será a #or$a ordenadora coordenadora 'aseando0se na


necessidade interior do artista de rea!i&ar este conte.do expressivo e de comunica0
!o do modo mais direto sem perder sua rique&a e densidade( Por isto aprendemos
na comp!exidade de #ormas de arte a veracidade e a !)gica de experi/ncias de vida0
e n"o apenas uma com'ina$"o ar'itrária qua!quer(

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Nas o'ras #igurativas o que se esta'e!ece através da identi#ica$"o de


o'%etos #iguras e cenas é o assunto de um quadro seu c9amado @motivo( , motivo
é apenas um ponto de partida assim precisa ser trans#ormado em conte.do
expressivo( , conte.do expressivo da o'ra resu!ta da estrutura #orma! da imagem a
partir da interpreta$"o do motivo( Portanto o conte.do expressivo de um quadro n"o
é articu!ado através da descri$"o de determinados epis)dios e sim exc!usivamente
através dos signi#icados contidos nos re!acionamentos espaciais da imagem( Isto
va!e tanto na arte #igurativa como na n"o #igurativa(

Pag B5 e B B7

Ao pintar uma imagem o artista parte de um p!ano pict)rico(  uma


super#ície( Esta super#ície ainda está va&ia( No entanto e!a %á constitui uma #orma
de espa$o( A super#ície tem margens !imites( E por ter !imites e!a tem uma #orma(

A #orma sua estrutura interna em #un$"o de !imites 1reais ou virtuais2: estas


s"o no$;es simu!t-neas que #a&em parte integrante do pr)prio ato de percep$"o( S)
é mesmo possíve! perce'er #ormas 8 ordena$;es 8 a partir de de!imita$;es( ,u
inversamente: o que n"o puder ser de!imitado 1de maneira #ísica ou menta!2 no$"o
cera perce'ido por n)s( A interpreta$"o dos #enmenos depende portanto da
exist/ncia de !imites servindo de re#er/ncias( No tra'a!9o artístico a #orma do p!ano
pict)rico representa um contexto espacia! primeiro( Contexto primeiro e constante
pois as de!imita$;es do p!ano 1ou de outro suporte2 continuam #uncionando como
re#erencia! tanto no processo de e!a'ora$"o #orma! quanto na imagem conc!uída(
,s dados iniciais no caso seriam a pessoa do artista1sua persona!idade seu
potencia! sensíve! suas motiva$;es e inten$;es ainda compreendidas dentro de um
determinado contexto socia! e cu!tura!2e em termos de !inguagem o p!ano pict)rico
com sua estrutura espacia! e os espa$os !atentes a serem con#igurados(

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, potencia! criador n"o é outra coisa sen"o esta disponi'i!idade interior esta
p!ena entrega de si a presen$a tota! naqui!o que se #a&( E!a vem acompan9ada do
senso do maravi!9oso da eterna surpresa com as coisas que se renovam no
cotidiano ante cada man9" que ainda n"o existiu e que n"o existirá mais de modo
igua! ante cada #orma que ao ser criada come$a a dia!ogar conosco(  nossa
sensi'i!idade viva vi'rante(