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Dez.2017/Jan.2018
ISSN: 1645-443X - Depósito Legal: 86929/95
P r a ç a1645-443X
ISSN: D . A f o n s o- V , n º 8 6 , Legal:
Depósito 4 1 5 0- 086929/95
24 P o r t o - P O R TU G A L Ano XLIX- nº 389
Praça D. Afonso V, nº 86, 4150-024 Porto - PORTUGAL
SAIR DA NOITE, ENTRAR NA AURORA:
XIV JORNADAS DA FAMÍLIA DOMINICANA
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito, experiências diversas, reunidas para orarem,
Saímos da noite, entramos na aurora. estudarem, pregarem, estarem em comuni-
LAICADO DOMINICANO
Com alegria saudemos a luz, dade, isto é, para serem dominicanas. Os
Ressuscitada e ressuscitadora. temas deste encontro foram a justiça, a paz,
a ecologia, e os direitos humanos, entendi-
A mão do Senhor traz o fogo do dia dos como entrelaçados.
E o rosto das coisas fica lúcido e calmo;
A aurora é uma palavra da divina presença
E o sol uma certeza que incessante nos busca.

O homem vem do sonho e regressa ao presente,


Acudindo ao trabalho, madrugador e forte;
Deus entrega-lhe o mundo que anoitece cansado
Ao recolher o pão e o suor do rosto.

Deus prolonga nos homens o poder do seu braço,


Entrega em nossas mãos a obra começada; Na sexta-feira, dia 1, foi tempo de chega-
E assim vemos crescer, fiéis e vigilantes, da, acolhimento, e apresentação dos partici-
O esforço de quem sonha criar um mundo novo. pantes. Depois, ouvimos a primeira confe-
rência. Fr. José Nunes falou-nos acerca da
Cantámos este hino na manhã do segun- carta encíclica Laudato Si’ (Louvado Sejas)
do dia das XIV Jornadas da Família Domi- do Papa Francisco sobre o cuidado da casa
nicana. Tiveram lugar em Fátima, na sem- comum. O ser humano é o centro da casa
pre hospitaleira Casa das Irmãs Dominica- comum que é a Terra, como cuidador da
nas, a 1 e 2 de Dezembro de 2017. Foram criação, mas tem falhado nessa missão que
um momento de reunião de Frades dos lhe foi confiada. Como podemos ler na en-
Conventos de São Domingos, de Cristo cíclica: “Muitas coisas devem reajustar o
Rei, e de Nossa Senhora do Rosário, Irmãs próprio rumo, mas antes de tudo é a huma-
Dominicanas de Santa Catarina de Sena, nidade que precisa de mudar. Falta a consci-
Irmãs Missionárias do Rosário, membros da ência duma origem comum, duma recíproca
Equipa de Santa Maria, do Movimento Ju- pertença e dum futuro partilhado por to-
venil Dominicano (MJD), do Voluntariado dos.” (202). Seguiu-se o trabalho de grupo a
Teresa de Saldanha (VTS), e das Fraternida- partir das perguntas deixadas pelo fr. José
des Leigas de São Domingos de Elvas, de na conferência e dos ecos que ela gerou.
Estremoz, de Fátima, da Parede, do Porto.
Pessoas com idades diferentes, vivências e (continua na pág.seguinte)
Laicado Dominicano Dez. 2017/Jan.2018

(continuação da pág.anterior) sociais a esse problema. Uma destas respostas foi o


A primeira questão foi sobre outros aspectos que Acordo de Paris assinado em 2016 que adoptou
podem ser incluídos na ecologia para além da medidas urgentes de redução da emissão de gases
questão da poluição ambiental. A segunda foi sobre com efeito de estufa. Mas não deixou de conter
o que podemos fazer para cuidar da casa comum. limitações e perigos que põem em causa intenções
Cada grupo reuniu-se num espaço próprio, identifi- anunciadas, por exemplo, afastando a proposta
cado com uma figura da história da Ordem Domini- talvez mais justa de dois sistemas, um para países
cana retratada num pequeno texto. Quem se reuniu desenvolvidos, outro para países em
na biblioteca, como eu, viu-se acompanhado de fr. desenvolvimento. Há muito que podemos fazer
Ramón Zubieta que, de acordo com o relato que localmente, adoptando hábitos de consumo mais
lemos, tinha sempre “palavras duras e decisivas responsáveis e saudáveis.
quando se trata de clamar pelos direitos dos na- No sábado, dia 2, de manhã, ouvimos a segunda
tivos”, expressava “carinho e apreço por todas as pes- conferência. Fr. Rui Grácio meditou connosco sobre
soas”, mas “a sua indignação leva-o a clamar e a de- as relações entre ecologia e economia, ambas tratan-
nunciar a situação de abuso e exploração dos do da casa comum, e as suas ramificações espirituais
pobres, desde as bases até às altas esferas do Gov- no tempo presente. Partindo de uma atitude crítica
erno”. Tal “clamor situa-o na linha de continuidade em relação ao modelo assimétrico de produção capi-
que se iniciou na América com os Dominicanos da talista, fr. Rui propôs que trabalhássemos mais nas
‘Española’, dizendo “queremos que estas pessoas causas do que nos efeitos. Muitas das sugestões que
sejam livres”, “opomo-nos à escravidão e desumani- nos transmitiu estavam em linha com o que tínha-
zação com que se tratam os nativos”, porque “se mos ouvido no dia anterior, nomeadamente com a
ninguém clama, clamo eu”. Laudato Si’. À tarde, depois da Eucaristia e do almo-
ço, teve lugar um momento final da oração no con-
texto do Mês Dominicano para a Paz. No passado
mês de Dezembro, fomos convidados a rezar pela
paz e a apoiar todos os esforços para a reconciliação
na Colômbia, mediados por Cuba e pela Noruega.
Na carta endereçada à família dominicana a 1 de
Outubro e assinada pelo Mestre-Geral da Ordem, fr.
Bruno Cadoré, pelo Promotor Geral para a Justiça e
Paz, fr. Mike Deeb, e pela Promotora Internacional
para a Justiça, a Paz e a Integridade da Criação das
Irmãs Dominicanas Internacionais, ir. Cecilia Éspe-
nilla, lê-se sobre o acordo de paz “entre o governo e
o maior e mais antigo grupo guerrilheiro da região,
as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia
Depois do almoço, foram divulgadas informações (FARC)”, que: “Depois de mais de 50 anos de con-
sobre as actividades dos vários ramos. Mais tarde, frontação, as partes em conflito, decidiram fechar
ouvimos testemunhos sobre justiça e paz preparados um dos mais trágicos e devastadores ciclos de violên-
pelo fr. Gonçalo Dinis e pelo José António Caimo- cia armada neste país da América Latina. Em o
to. O primeiro interpelou-nos a não abandonarmos mundo onde a ameaça de guerra é uma tendência
a promoção de cada vida em desenvolvimento num crescente, este esforço para construir a PAZ necessita
útero, independentemente das leis existentes. O de ser fortemente encorajado.” Aqui, como noutras
segundo reflectiu sobre as desigualdades no mundo situações, que saibamos contribuir como cristãos,
de hoje, chamando atenção para o valor da como dominicanos, para que triunfe, não a morte,
esperança. À noite, depois do jantar e da Eucaristia, mas a vida e a paz (Rm 8,6).
visionámos e discutimos dois pequenos filmes sobre
as alterações climáticas e as respostas políticas e Sérgio Dias Branco,o.p.

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VIDAS
soal, ao pequenino mundo de cada um, mas que se
alarga a um horizonte mais longínquo, porventura
não alcançável aos nossos olhos. Na expressão cristã,
chamamos-lhe “carregar a Cruz”, isto é, aceitar e le-
var a vida como ela é, e não como nós gostaríamos
que ela fosse. Pode ser uma doença crónica, uma
perda familiar, uma dificuldade nunca ultrapassada,
uma desilusão… sei lá. As nossas cruzes são sempre
diferentes, mas a forma cristã de lhe pegarmos é
sempre a mesma – Senhor, pega comigo na minha
Uma santa vida não é necessariamente uma vida Cruz! Na Família Dominicana tenho aprendido que
santa, tal como uma boa vida não traduz obrigatoria- há percursos de santidade trilhados por gente co-
mente uma vida boa. À expressão “santa vida” asso- mum, na humildade de vidas quase anónimas, qua-
ciamos frequentemente uma vida isenta de preocu- se despercebidas, quase apagadas – monjas, irmãs,
pações e fadigas, uma vida desafogada, longe das frades, leigos. Gente que faz apenas aquilo que deve
inquietações da vida do comum das pessoas, como a fazer, mas com um sentido verdadeiramente cristão.
falta de saúde, falta de dinheiro, falta de sentido, de Gente que carrega a Cruz todos os dias para O se-
esperança e de alegria. É o que se chama uma “boa guir. Certamente pessoas com uma vida santa, a
vida”. Mas uma “vida boa” é diferente: assume as quem faltarão as chamadas “virtudes heróicas” e que
ocupações e preocupações de cada dia e procura dar- nunca serão veneradas nos altares, mas que já habi-
lhes um sentido que se inscreva num horizonte mais tam no coração de Deus.
largo, um horizonte que não se restringe à vida pes-
José Carlos Gomes da Costa,o.p.

ATAQUE CONTRA A IGREJA DOS DOMINICANOS


NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO

Os Frades Dominicanos da Igreja de São Domin- car a violência e as vítimas nas manifestações de rua
gos, Limete, Kinshasa, R D Congo foram atacados, através do país desde o fim de 2016.
bem como os seus paroquianos no Domingo 31 de O governo recusou a autorização de manifestações
Dezembro de 2017 pelas forças de segurança da Re- de 31 de Dezembro por causa do que chama “razões
pública Democrática do Congo, compostas por solda- de segurança”, mas mais de 160 igrejas em numerosas
dos e pela Polícia regiões do País participaram em resposta àquele ape-
Os Bispos católicos da República Democrática do lo. A polícia reagiu com gás lacrimogénio balas de
Congo apoiados por uma coligação de grupos da soci- borracha e mesmo balas reais. Pelo menos sete pesso-
edade civil, apelou à organização de manifestações as foram mortas e muitas outras gravemente feridas.
pacíficas depois da missa de domingo 31 de Dezem- Houve também muitas prisões.
bro de 2017, para denunciar uma nova Lei sobre a Muitos polícias vieram à paróquia de São Domin-
reforma eleitoral entrada em vigor em 25 de Dezem- gos em Kinshasa, dirigidas pelos frades dominicanos,
bro, e para assinalar o acordo político de 31 de De- e dispararam sobre os fieis no exterior e no interior
zembro de 2016 apoiado pelos Bispos. da igreja. Uma mulher foi atingida por uma bala na
O presidente Kabila, cujo mandato acabou em testa, outras nas pernas, e um frade, Jean NKongolo,
Dezembro de 2016 decidiu fixar uma data para as apanhou com uma bala de borracha na cabeça. Uma
eleições antes do fim do ano de 2017 para acalmar as outra manifestação está prevista para Domingo 21 de
tensões no seu país rico em minerais. No entanto, a Janeiro. Façamos prova de solidariedade com os nos-
comissão eleitoral do país estabeleceu que o voto não sos irmãos e irmãs na oração pela Justiça e a Paz na R
pode ser organizado antes de Dezembro de 2018. Os D C (República Democrática do Congo)
opositores acusam Kabila de adiar as eleições para
conservar o poder, causar tensões, aumentar e provo- www.op.org
Tradução de Maria do Carmo Ramos
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NOVO GRUPO DE SIMPATIZANTES DAS FLSD EM VILA REAL


do seu projecto de vida e pelo seu engenho de tra-
balho.
Dentro do espírito dominicano, sentimos que
«somos chamadas a concorrer como membros vi-
vos, com todas as forças que recebemos da bondade
do Criador, para o crescimento da Igreja» (cfr. Con-
cílio Ecuménico Vaticano II). Estamos a caminhar,
com a ajuda e a experiência dos amigos. No dia 28
de Outubro de 2017 reunimos com a presidente do
Conselho Provincial das Fraternidades Leigas de
São Domingos, Cristina Busto, e no dia 9 de De-
zembro de 2017, novamente com ela e perante o
Na página 3 do número 383 do jornal Laicado
Promotor Provincial da Família Dominicana, Frei
Dominicano, podemos ler que, no dia 16 de Dezem-
Pedro Fernandes, e de acordo com o Rito da Or-
bro de 2016, foi lançada em Vila Real uma obra
dem e dos Estatutos das Fraternidades, fizemos a
que falava sobre a presença dos Frades Dominica-
admissão na Capela do Centro Paroquial da Sé de
nos na Diocese de Vila Real. Na sequência deste
Vila Real.
acontecimento, quis o Espírito Santo que outros
A toda a restante Família Dominicana pedimos
tivessem início. E porque o Espírito sopra onde
orações pela conservação deste grupo de simpatizan-
quer, de entre a plateia de ouvintes, um grupo de
tes das FLSD. Às vossas juntamos as nossas, e as-
amigas da autora experimentaram um estado de
sim, esperamos obter os dons do Espírito Santo
ânimo, com uma tonalidade positiva, que as aproxi-
para que sejamos felizes neste empreendimento.
mou daquilo que tinham ouvido falar nessa noite.
Foi o início do enamoramento pelo Pai São Do-
Cláudia Guiomar Casaca Pires.
mingos (!), assente numa admiração pela coerência

600 ANOS DA FUNDAÇÃO DA PROVÍNCIA PORTUGUESA DA ORDEM DOS PREGADORES


guesa da Ordem dos Pregadores com entusiasmo o carisma da
que, até então, constituía um pregação quer em Portugal quer
Vicariato da Península Ibérica no Vicariato de Angola.
dos Dominicanos. 600 anos! E, Proponho-vos uma visita ao
como sabeis, também estamos nov o s ite d a Pr ov ínc i a
em celebração dos 800 anos do (www.dominicanos.pt) onde,
primeiro convento dos domini- entre muitas outras coisas, po-
canos em Portugal: Montejunto, deis encontrar uma breve histó-
1218 (3 anos mais tarde traslada- ria da nossa Província.
do para Santarém). Tudo motivo Saudações amigas e fraternas
Estamos de parabéns! De fac- de festa! Não porque sejamos em NPSD
to, em 5 de Fevereiro de 1418, uma numerosa província, mas
foi fundada a Província Portu- porque mantemos bem vivo e fr.José Nunes,o.p.

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NÃO IR (E NÃO DEIXAR IR )À CAIXA DAS ESMOLAS

Quando recebi a sugestão da querida directora ções sociais que, se fossem por si desenvolvidas,
deste nosso jornal para escrever um artigo, ela, peran- abrangeriam uma fracção de população muito me-
te a minha hesitação, perguntou-me “Não há nada nor, pois os serviços ficariam muito mais dispendio-
que te preocupe?”. sos—na década de 80-90 foi feito um estudo em que
Eu? Acho que, como uma grande maioria de pes- se verificou que, por exemplo, uma criança numa
soas vive com um excesso de preocupações… creche ou infantário do Estado ficava quatro vezes
Desde os malucos a governarem a Ocidente e a mais cara do que numa instituição privada, em con-
Oriente, que meia volta se ameaçam com armas nu- dições idênticas de funcionamento. Esta situação
cleares e com eles a humanidade inteira; à perda de mantém-se idêntica e deve-se por exemplo à diferenci-
valores do mundo ocidental desde os éticos na políti- ação de salários: os da função pública são
ca e não só; ao distanciamento religioso ou falta do “privilegiados” em comparação com os “enteados”
sentido cristão da vida; o ressurgimento de partidos das instituições, que ganham cerca de um terço me-
populistas demasiado próximos do que foi o nazis- nos. O pessoal com menores habilitações, que estão
mo; a ausência de solidariedade dos povos dos países na acção directa, ganham quase todos o salário míni-
desenvolvidos para com os povos e etnias vítimas da mo.
guerra ou em risco de morte pela fome, etc.etc. Mas o que poderemos nós, cristãos, fazer? Porque
Não são só preocupações, seria o inferno de an- devemos servir os outros, sobretudo os mais carencia-
gústia e desespero se não fosse a Esperança no amor dos, os do fim da linha, como diz o Papa Francisco.
de Deus e a crença de que Jesus Cristo não morreu Não nos recusarmos, antes empenharmo-nos na par-
em vão. ticipação voluntária e gratuita nestas obras sociais,
Mas, na grande esfera de problemas não nos é pos- fazendo parte dos corpos gerentes, tomando como
sível agir directamente, não haverá numa dimensão nossa a responsabilidade de que os objectivos sejam
mais próxima do nosso quotidiano áreas em que de- cumpridos; que não hajam aproveitamentos pessoais
vemos como pessoas e sobretudo como cristãos inter- quer em desvio de dinheiros ou colocação de funcio-
vir? nários. Procurando negociar com o Estado, através
Há centenas de obras sociais, creches, infantários, das associações existentes ou a criar, melhores condi-
salas de estudo, centros de dia e lares de terceira ida- ções para o funcionamento e reconhecimento das
de que foram criados por ou à sombra da Igreja. Co- IPSS.
nheci bastante bem o ambiente por dentro, pois tra- As pessoas responsáveis e os dirigentes deveriam
balhei anos seguidos nalgumas, e noutras fiz parte da fazer uma espécie de juramento de Hipócrates (à se-
direcção ou de conselhos fiscais. A Igreja não pode melhança dos médicos) declarando, quando tomas-
ser o único fiscal pois esta missão cabe principalmen- sem posse, que nunca se serviriam das instituições,
te ao estado, que atribui subsídios e por isso tem o mas procurariam servi-las com todo o seu empenho e
dever de, em nome de todos os contribuintes (que entusiasmo, como uma forma de apostolado ao servi-
somos todos nós), verificar a correcta aplicação das ço dos outros.
suas comparticipações. Será este um Reino de Sonho ou da Utopia? Mas
Mas parecia-me, salvo melhor opinião, que partis- senão, o que nos espera? Que a corrupção e a escrava-
se da iniciativa da Igreja ou de algum grupo a ela liga- tura ao dinheiro destruam os princípios e os valores
do a supervisão das obras sociais que usam o seu no- humanos e que não hajam “oásis” onde não impere a
me ou se dizem de raiz cristã, em cada Diocese. Estas venalidade? O amor de Deus e dos outros nos ajuda-
“associações” poderiam também fomentar acções de rá a combater a peste negra do século XXI: a corrup-
formação - sobretudo para os dirigentes — com o fim ção, que sempre existiu mas nunca de um modo tão
de que os objectivos do serviço ao próximo sejam avassalador e “às claras” como nos nossos dias.
bem e eticamente cumpridos.
Sabemos que o Estado aliena nas Instituições fun- Maria do Carmo Ramos,o.p.

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FRATERNIDADE DOMINICANA DE MACEDO DE CAVALEIROS


A Paróquia propôs à Fraternidade Dominicana e aquelas chamas que elas são tão ativas. Pai Nosso. 4ª
aos restantes movimentos para que fosse rezado o Se abre o inferno são penas que não têm fim eu tão
terço no mês das almas, durante o mês de Novem- pouco me lembro delas Senhor que será de mim? Pai
bro. Como os movimentos não se mostraram dispo- Nosso. 5ª Dia de juízo se acabará o purgatório para as
níveis, a Fraternidade Dominicana após consulta aos almas que estiverem livres das cadeias do demónio.
seus leigos, aceitou rezar sozinha e cumpriu integral- Pai Nosso. 6ª Quem das almas se lembrar e delas ti-
mente. Às 18,00h de cada dia na Igreja de S. Pedro, ver devoção neste mundo terá o prémio no outro a
desta cidade dava-se inicio á reza do terço conforme salvação. Pai Nosso. 7ª Para além da sepultura no
os mistérios correspondentes ao dia. No primeiro dia lugar da expiação tanta dor tanta amargura as almas
o Presidente da Fraternidade rezou e a seguir á salve sofrendo estão. Pai Nosso 8ª lembrai-vos ó almas pias
rainha e antes da consagração a Nossa Senhora, apre- das tristes almas fieis lembrai-vos que dentro de dias
sentou uma oração pelas almas dos fiéis defuntos que no mesmo fogo estareis. Pai Nosso. 9ª ó almas que
já ninguém conhecia. Esta oração rezada noutros estais em penas ó almas que em penas estais eu vos
tempos, mesmo nas aldeias da região, consistia no mando esta reza para que das penas saias. Pai Nosso.
seguinte: era nomeado um zelador que às 21h00 dava Terminadas as orações iniciava-se a eucaristia às
uma badalada no sino da Igreja e iniciava-se a reza 18,30h. Logo no primeiro dia várias pessoas vieram
com a 1ª oração. Esperava o tempo necessário e se- ter com o Presidente pedindo que lhe arranja-se foto-
gunda badalada, rezava-se a 2ª oração até atingir o cópias o que aconteceu durante todo mês tendo sido
número nove, consistia no seguinte 1ª Rezemos pelas distribuídas centenas delas. A população aderiu mui-
almas com grande devoção para nos livrar daquelas to bem e os senhores padres da Unidade Pastoral
penas que tão mártires elas são. Pai Nosso. 2ª A Deus mostraram-se satisfeitos. Continuamos empenhados
pedimos para sempre sermos louvados para alcançar em fazer mais e melhor.
daquela Cruz perdão dos nossos pecados. Pai Nosso. Macedo de Cavaleiros 02-12-2017
3ª Louvemos as almas suas culpas cometidas cessem O Presidente
Armindo Geraldes

É tão lindo saber como rezavam nossos pais e avós ! Lidas hoje, palavras havia pesadas como as trevas e os
medos. Mas o coração era tamanho ! E Deus ainda maior, pois é Amor.
Amor maior ouvido na Cruz : o ladrão pediu :"lembra-te de mim". E foi pronta a resposta : "HOJE".
HOJE ! depois de AQUI, não há mais tempo. Só o abraço do PAI.
HOJE ! com a Igreja, rezamos a ternura do Pai, o perdão sem limites, a nossa gratidão sentida.
HOJE ! tantos cristãos rezam pela "Liturgia das Horas".
Que bom pegarmos no Salmo do domingo seguinte, rezar, ouvindo e acolhendo : um minuto de silêncio
que é VOZ. Depois, partilhar : uma palavra, uma frase mais mínima. E terminar em comunhão com presen-
tes e ausentes, agradecendo tanto bem, pedindo por tantas necessidades.
E sempre : Glória ao Pai …
Frei João Leite,o.p.
(Este comentário foi solicitado pela equipa redactorial do “Laicado Dominicano”)

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RETIRO QUARESMAL DAS FRATERNIDADES

O custo total da estadia, por pessoa:


72€;
Custo da inscrição: 5€
De acordo com o directório, nº51 “Os dominica-
nos leigos participem, pelo menos uma vez por ano,
numa reunião de carácter espiritual (retiro, encon-
tro de Fé e de oração, etc.) com duração mínima de
dois dias (ou fim de semana)”.
Apelamos a que ninguém deixe de participar por
Estimados irmãos e irmãs em S. Domingos, Vo- motivos económicos. Existe o fundo de entreajuda
tos de saúde e Paz em Nosso Senhor Jesus Cristo. para os casos mais prementes.
Dando cumprimento aos Estatutos, o Conselho Enviem as Vossas inscrições por correio normal,
Provincial Leigo Dominicano, vem comunicar do para a morada: Rua António Sacramento, nº275,
retiro anual a realizar nos dias: 02, 03 e 04 de Mar- 2ºDto, Rana – 2785-550 S. Domingos de Rana. ou
ço de 2018. por email:
Inicio dia 02, ao jantar e termina dia 04, ao al- lurdesfonseca59@hotmail.com, ou sms ou telemó-
moço. vel: 962 380 633, até dia 15 de Fevereiro.
O tema deste retiro: Justiça, Paz e Ecologia.
A equipa mista de pregação será constituída por:
Frei Pedro Fernandes, OP; Irmã Liliana Zeferino, Na expectativa, da Vossa resposta, enviamos cor-
IDSCS e José António Caimoto, leigo dominicano diais e fraternas saudações em São Domingos.
da Fraternidade de Cristo – Rei. Com os respeitosos cumprimentos,
O local: Casa de Retiros Nossa Senhora do Car- P` CPLD da Província Portuguesa.
mo.
Morada: Santuário de Fátima Lurdes Fonseca,o.p.

ASSEMBLEIA MUNDIAL DAS FRATERNIDADES LEIGAS DE SÃO DOMINGOS


– FÁTIMA, 2018

De 4 a 10 de Outubro de 2018 realizar-se-á a III ções Gerais que esclareceram ou modificaram a Re-
Assembleia Mundial das Fraternidades Leigas Domi- gra das Fraternidades. Foi na ocasião também insti-
nicanas, sob o tema “O nosso futuro: Justiça, Paz e o tuído e aprovado os estatutos do Conselho Interna-
cuidado com a Criação” cional das FLSD e prevista a realização periódica das
O evento terá lugar no Hotel Steyler, em Fátima. Assembleias representativas das Fraternidades, num
Nos dias 4 e 5 estará presente o Mestre Geral, fr. prazo regular de 10 anos.
Bruno Cadoré. É motivo de grande satisfação para a Província
O evento contará com cerca de 200 delegados, portuguesa e dos seus leigos dominicanos que a III
tradutores e convidados, representando cerca de 150 Assembleia se realize em Fátima, esperando-se gran-
mil leigos existentes em mais de 90 países de todo o de participação.
mundo.
A I Assembleia Mundial realizou-se em 1985, em Gabriel Silva, op
Coordenador Nacional para a orga-
Montreal, Canadá durante a qual foi elaborada e nização da 3ª Assembleia Mundial
aprovada a actual Regra de Vida das Fraternidades. das FLSD, Fátima OP 2018
A segunda Assembleia realizou-se em Buenos Aires,
Argentina, em 2007, resultando na publicação por
parte do Mestre da Ordem de uma série de Declara-
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Laicado Dominicano Dez. 2017/Jan.2018

SENHOR DEUS DE PAZ, ESCUTAI A NOSSA SÚPLICA!


Tentámos tantas vezes e durante tantos anos
resolver os nossos conflitos com as nossas for-
ças e também com as nossas armas; tantos
momentos de hostilidade e escuridão;
Tanto sangue derramado; tantas vidas despe-
daçadas; tantas esperanças sepultadas... Mas
os nossos esforços foram em vão.
Agora, Senhor, ajudai-nos Vós! Dai-nos Vós a
paz, ensinai-nos Vós a paz, guiai-nos Vós para a paz.
Abri os nossos olhos e os nossos corações e dai-nos a coragem de dizer: «nunca mais a guerra»; «com a guer-
ra, tudo fica destruído»! Infundi em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz.
Senhor, Deus de Abraão e dos Profetas, Deus Amor que nos criastes e chamais a viver como irmãos, dai-nos
a força para sermos cada dia artesãos da paz; dai-nos a capacidade de olhar com benevolência todos os ir-
mãos que encontramos no nosso caminho.
Tornai-nos disponíveis para ouvir o grito dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas
armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão.
Mantende acesa em nós a chama da esperança para efectuar, com paciente perseverança, opções de diálogo
e reconciliação, para que vença finalmente a paz.
E que do coração de todo o homem sejam banidas estas palavras: divisão, ódio, guerra! Senhor, desarmai a
língua e as mãos, renovai os corações e as mentes, para que a palavra que nos faz encontrar seja sempre
«irmão», e o estilo da nossa vida se torne: shalom, paz, salam! Amen.
Papa Francisco encontra os Presidentes de Israel Shimon Peres,
e do Estado da Palestina Mahmoud Abbas,
para rezar pela paz, 8 de junho de 2014

F i c h a T é c n i c a
Jornal bimensal Administração: Maria do Céu Silva (919506161)
Publicação Periódica nº 119112 / ISSN: 1645-443X Rua Comendador Oliveira e Carmo, 26 2º Dtº
ISSN: 1645-443X 2800– 476 Cova da Piedade
Propriedade: Fraternidade Leigas de São Domingos
Endereço: Praça D. Afonso V, nº 86,
Contribuinte: 502 294 833
4150-024 PORTO
Depósito legal: 86929/95
E-mail: laicado@gmail.com
Direcção e Redacção Tiragem: 370 exemplares
Cristina Busto (933286355)
Maria do Carmo Silva Ramos (966403075)
Os artigos publicados expressam apenas
a o p i n i ã o d o s s e u s a u t o r e s .
Colaboração: Maria da Paz Ramos