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Competências e fluência digitais dos professores portugueses

por Vania de castro - Quarta, 28 Novembro 2018, 23:15

Olá colegas, retiro as seguintes conclusões do texto "Avaliação das competências e fluência
digitais de professores...":
- Conscientes de que os professores devem acompanhar a evolução digital e capacitar-se para
a utilização das tecnologias digitais, o EU Science Hub, desenvolveu o relatório DigCompEdu,
que visa identificar as competências digitais dos educadores. Com base neste, foi aplicado em
Portugal um questionário (maio de 2018) em dois Agrupamentos de Escolas, oferecendo aos
docentes a possibilidade de, não só identificar o nível de competência digital em que se
encontram, mas também receber informação concreta sobre a formação a realizar para
evoluir para um nível superior.
O questionário aborda 3 dimensões (Competências Profissionais dos
Educadores, Competências Pedagógicas dos Educadores e Competências dos Estudante) ;
6 subdimensões (Motivação Profissional, Recursos Digitais, Ensino e Aprendizagem,
Avaliação, Empoderamento dos Estudantes, Promoção da Competência Digital dos
Estudantes) e 22 competências.
Quanto aos resultados foi possível concluir que os professores portugueses apresentam um
nível de proficiência digital moderado, o nível B1- Integrador, sendo que as
dimensões Competências pedagógicas dos educadores e Competências dos estudantes são
aquelas que apresentam valores mais baixos., sendo que de acordo com o definido para este
nível os professores: “[...] Precisam de um pouco mais de tempo para experimentar e refletir,
complementado com apoio colaborativo e partilha de conhecimentos, para se
tornarem Peritos”.
Os professores mostram ainda alguma dificuldade em adequar as diferentes ferramentas
digitais a objetivos específicos, em particular no que diz respeito a estratégias e
metodologias diferenciadas, sendo necessário promover um uso articulado com os seus
estudantes para que também estes aprendam a utilizá-las pedagogicamente na construção do
seu próprio conhecimento. Analisando com mais pormenor as 22 competências do
questionário, verifica-se que são as competências que mais se articulam com uma adaptação
às diferentes necessidades dos seus estudantes, que refletem maiores dificuldades em ser
concretizadas. Quando estas remetem para o feedback, para uma aprendizagem
autorregulada, para a adaptação das aprendizagens, ou seja, para um trabalho prático em
função das necessidades dos estudantes, surgem maiores dificuldades na adaptação ao
contexto digital.
Concluiu-se, ainda, que os professores percepcionam possuir mais competências na
Dimensão Competências Profissionais, nomeadamente a nível das competências comunicação
organizacional e práticas reflexivas.
Continuação de um bom estudo
Vânia

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Re: Competências e fluência digitais dos professores portugueses


por Susana Oliveira - Domingo, 2 Dezembro 2018, 21:57

Olá Vânia e colegas,


concordo com a análise do documento e acrescento que no referido estudo não se verificam
grandes discrepâncias nas variáveis idade e departamento disciplinar de proveniência dos 127
docentes inquiridos. Os autores do estudo verificaram que a idade e género não influenciam a
fluência digital, defendendo que existem outros fatores como “a relação recíproca entre o
uso real e a fluência digital implica um potencial círculo para melhorar a fluência digital de
uma pessoa e que, alternativamente, isso também poderia implicar um círculo vicioso, que
aprofunda a divisão digital.”.(Wang; Myers; Sundaram, 2012)
A partir do relatório DigCompEdu, elaborou-se um questionário que é possível consultar
em http://ec.europea.eu/eusurvery/runner/DigCompEducheckin, sendo exequível identificar
o nível de competência digital e receber sugestões de frequência de formações, de modo a
melhorar práticas pedagógicas. Recomendo colegas!
Como a colega Vânia mencionou, ao nível das competências pedagógicas dos educadores e dos
estudantes obteve-se nível B1 – Integrador (49 pontos), quase B2 – Perito (inicia aos 50
pontos). Contudo, na competência profissional dos educadores atingiu-se o nível médio B2 –
Perito.
Assim, manifesta-se necessário recorrer a modelos de formação de professores que promovam
a aquisição das referidas competências, como o modelo TPACK que interliga conhecimento
científico, tecnológico e técnico-pedagógico, originando o conhecimento técnico pedagógico
cientifico de conteúdo.