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1 - Competência.

1.1- Características:

a) Irrenunciável: Não pode renunciar do direito (poder -dever).

b) Intransferível: Não se pode transferir a competência.

c) Imodificável: Não se pode modificar, a não ser que a lei a faça.

d) Imprescritível: Não se perde com a passagem do tempo.

Obs. Sempre será atribuída por lei. Ou seja, é vinculado.

DELEGAÇÃO e AVOCAÇÃO

Na delegação temos a transferência do exercício da atribuição a outro órgão/agente, de forma


horizontal (mesmo nível-Hiromi e Carol) e vertical (hierarquicamente inferior - Hiromi e Roni)

Avocação é trazer para si o exercício de atribuições de outrem hierarquicamente inferior.

Ambos devem ser publicados em diário oficial;

a responsabilidade dos atos é de quem os praticar

2- Finalidade.
A finalidade é o resultado do ato administrativo, só que, enquanto o objeto é o efeito jurídico
imediato, a finalidade é o resultado mediato que se quer alcançar. Quer-se alcançar a
disciplina, quer-se alcançar a boa ordem, quer-se alcançar uma série de coisas, quer-se
alcançar o interesse público

3- Forma.

A forma é o meio que se produz o ato. Ela pode ser verbal (escrita ou fala), e não-verbal
(imagens, sinais e sons).

Temos como exemplos:

Verbal -> Decreto, PAD, ou a ordem do superior.

Não-verbal -> Semáforo, Placas, guarda de trânsito ou o som do apito.


4- Motivo.

4.1 -O motivo é as razoes de fato e de direito que levou a produzir o ato administrativo.

Temos como exemplo: O servidor que recebe propina (fato). Tipificação, descrição do fato
expresso na lei.

4.2 - Teoria dos motivos determinantes:

O motivo apresentado deverá ser verdadeiro, hipótese na qual a VALIDADE do ato depende da
veracidade dos motivos alegados.

Exemplo: Se a Administração praticar o ato alegando falta de verba e, em seguida, contratar


um novo funcionário para a mesma vaga, ele será nulo por vício de motivo, pois o fundamento
alegado não se mostrou verdadeiro.

Por fim, salienta-se que a aludida teoria tem aplicação também aos atos discricionários,
mesmo que a motivação do ato não fosse obrigatória, mas tenha sido efetivamente realizada
pela administração, a validade do ato dependerá da veracidade dos motivos alegados.

5 - Objeto.

5.1 - É o conteúdo do ato; é a própria alteração na ordem jurídica; é aquilo que o ato dispõe.

Pode ser VINCULADO ou DISCRICIONÁRIO.

a) Ato vinculado - o objeto já está predeterminado na lei (Ex.: aposentadoria do servidor).

b) Ato discricionário - há uma margem de liberdade do Administrador para preencher o


conteúdo do ato (Ex.: o prazo de validade do concurso público será de ATÉ dois anos. Ou seja:
1, 2, 3... meses ATÉ 2 anos).

Sempre será vinculado: Competência, Finalidade e a Forma.

Poderá ser vinculado ou discricionário: Motivo e o Objeto.


VICIOS: COMPETÊNCIA (incompetência, usurpação de função, excesso de poder [abuso de
autoridade], exercício de fato,

O outro vício relativo ao sujeito (COMPETÊNCIA) é a incompetência, que é o vício mais comum,
que ocorre quando a autoridade pratica o ato sem ter competência legal para praticá-lo.
Dentro dessa modalidade, existem várias possibilidades. Além dessa simples incompetência,
existe a hipótese de usurpação de função, que é um crime previsto no artigo 328 do Código
Penal. Nesse caso, o ato é praticado por quem não tem a condição de servidor público de
nenhuma espécie. Ele simplesmente se apossou do exercício de um cargo público e praticou
um ato qualquer. Esse ato é ilegal ou, segundo alguns, é inexistente.

Outro vício, ainda relativo à competência, seria o excesso de poder, que ocorre quando a
autoridade vai além daquilo que ela teria competência para praticar. Por exemplo, ela só pode
aplicar a pena até de suspensão, mas aplica a pena de demissão. Outro exemplo é o do policial
que se excede no uso da força. Ele tem competência para atuar, mas se excede no uso dos
meios que a lei lhe dá para atingir os fins de interesse público.

No caso de excesso de poder, existem algumas hipóteses que são previstas como crime de
abuso de autoridade na Lei 4.898, de 1965.

Outra irregularidade, ainda com relação ao sujeito, é o chamado exercício de fato da função
pública. O exercício de fato (que permite falar em funcionário de fato, em oposição ao
funcionário de direito) seria a prática do ato por pessoa que está investida em cargo, função
ou emprego público, mas existe uma irregularidade na sua investidura. Por exemplo, o
servidor precisava ter nível superior e não tem; ou foi nomeado para cargo inexistente; ou
continua a trabalhar após completar 70 anos de idade. Em todos esses casos, existiu o ato de
investidura, porém de alguma forma a situação contraria a lei.

A grande peculiaridade desse vício é que ele não acarreta necessariamente a invalidação
do ato. Embora praticado por uma pessoa que não está regularmente investida, o ato é
considerado válido, em respeito à boa-fé do terceiro beneficiário do ato. Apenas no caso
de má-fé do terceiro é que o ato vai ser invalidado.

a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do
agente que o praticou;

b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de


formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato;

c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei,


regulamento ou outro ato normativo;

d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se


fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido;

e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso
daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.
a) incompetência;

b) vício de forma;

c) ilegalidade do objeto;

d) inexistência dos motivos;

e) desvio de finalidade.

A doutrina pacífica aponta como atributos do ato administrativo:

a presunção de legitimidade, a imperatividade e a auto executoriedade, presunção de


veracidade e a tipicidade

É a manifestação de vontade unilateral da administração pública ou de quem lhe represente,


desde que esteja agindo sobre o regime de direito público.

Possui atributos que o lhe diferencia dos demais atos.

*PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE/LEGALIDADE.

todos os atos serão considerados validos e verdadeiros. Ou seja, a administração pública não
tem a obrigação de provar a veracidade de seus atos. Contudo, essa presunção é relativa,
podendo ser objeto de questionamento de terceiros interessados, caso seja apresentado a
indagação a parte que o apresentou deverá arguir provas que tal ato de fato não existe.

Ex: multa de trânsito. O condutor deverá provar que tal multa não é aplicável, pois não
cometeu determinada infração.

AUTOEXECUTORIEDADE

É quando a própria Administração decide e executa diretamente as suas decisões, sem precisar
de ordem judicial.

EX: o ato de interdição de um estabelecimento.

Não se aplica: atividade que decorre da Administração onde não existe a Autoexecutoriedade,
é a cobrança de multas administrativas, qualquer tipo de multa: multa de trânsito, multa da
legislação tributária, multa da legislação trabalhista.
TIPICIDADE

Para entender fazemos a seguinte pergunta: "Por que eu tenho que obedecer a determinado
ato administrativo pois, se os atos não são leis?"

Acontece que, o ato administrativo decorre do princípio da legalidade onde: " ninguém será
obrigado a fazer ou deixar de fazer, se não em virtude da lei".

Diante disso, todos os atos devem ser baseados em alguma lei para que o mesmo tenha
validade. Como acontece no direito penal, o ato deverá se encaixar com a previsão legal, logo
estaremos diante da tipicidade (ato adm + previsão legal = tipicidade).

* IMPERATIVIDADE

Significa que a Administração Pública pode impor obrigações sem precisar da concordância do
particular.

EX: Desapropriação, normalmente ela acaba dando início com um decreto de desapropriação,
esta declaração é um ato administrativo, ali diz o seguinte: o seu imóvel está sujeita a força
expropriatória do estado, está sujeita a desapropriação, mesmo que você não concorde com
esse ato, para a administração pública a sua concordância não é necessária, porque naquela
declaração nós encontramos Imperatividade.

PRESUNÇÃO DE VERACIDADE
Presumimos que todos os atos são verídicos. Não se confundi com a presunção de
legalidade/legitimidade.