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CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE - CNEC

INSTITUTO CENECISTA DE ENSINO SUPERIOR DE SANTO ÂNGELO - IESA

CURSO DE BIOMEDICINA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

SETOR DE COLETA - ESTÁGIO 2012

Biomédicas: Ms. Emanuelle Kerber Viera Mallet

Pós-Graduanda: Lilian Guaresch

Santo Ângelo, fev./2012


1. CAMPANHA NACIONAL DE ESCOLAS DA COMUNIDADE (CNEC)

A CNEC (Campanha Nacional de Escolas da Comunidade) é um dos maiores grupos


educacionais do país - e uma das 1.000 maiores empresas. Com 68 anos de existência,
foi criada com a missão de "oferecer educação de excelência com compromisso social”.
A CNEC atua em todos os níveis educacionais, em 20 Estados da federação. Possui 183
unidades de educação básica, 20 unidades de ensino superior, mais de 100.732 alunos e
mais de 10.000 colaboradores (dos quais, 6.624 em atividades docentes).

2. INSTITUTO CENECISTA DE ENSINO SUPERIOR DE SANTO ÂNGELO (IESA)

O Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA) é uma instituição de


ensino superior particular localizada no município gaúcho de Santo Ângelo. O IESA é
mantido pela Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC). Nasceu sob o
nome de Faculdade de Direito de Santo Ângelo, em 7 de outubro de 1961, sendo
reconhecido até hoje pela excelência no curso de Direito no interior do estado. Tornou-
se um instituto a partir de 1998, com a fusão dos cursos de Direito, Administração e
Ciências Contábeis. Posteriormente implantou os curso de Pedagogia, Fisioterapia e
Biomedicina.

3. CURSO DE BIOMEDICINA

O Curso de Biomedicina do IESA foi autorizado pela portaria nº 695 de 27/09/2006


buscar proporcionar uma formação humanística, ética e científica, habilitando o
profissional para o desempenho das funções determinadas para sua área.

Esse profissional deverá interagir com a realidade sócio-cultural e econômica de seu


meio na busca de sua transformação em benefício da sociedade.

Igualmente, norteiam como objetivo do curso capacitar o profissional para o


exercício de suas atividades em investigação e diagnóstico, com ênfase nas áreas de
análises clínicas, atuando em equipes interdisciplinar com desenvolvimento de ações de
prevenção e promoção da saúde.

Atualmente o curso de Biomedicina do IESA recebeu a comissão de avaliação do MEC


sendo reconhecido com a nota 4, em uma escala de 1 a 5.

4. ESTÁGIO SUPERVISIONADO

O estágio supervisionado é um componente obrigatório para integralização do curso.


Está estruturado de forma a oportunizar a relação aluno/professor em situações reais
de trabalho.
O estágio compreende no mínimo 960 horas distribuídas igualmente nos seus dois
períodos de duração (estágio supervisionado I e II), sendo o estágio supervisionado I
realizado obrigatoriamente no Laboratório Escola de Análises Clínicas do Instituto
Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo.

O estágio supervisionado II pode ser realizado no laboratório escola de Biomedicina


do IESA ou em laboratórios conveniados, públicos, privados e hospitalares, sendo o
estagiário, neste caso, acompanhado por supervisor local e pelo professor Supervisor
Geral do Estágio.

5. LABORATÓRIO ESCOLA DE ANÁLISES CLÍNICAS (LAC)

O Laboratório Escola de Análises Clínicas é o local onde são realizados os estágios do


curso de Biomedicina. Separado dos demais laboratórios que são utilizados em aulas
práticas o LAC é dividido em 6 setores: coleta, parasitologia, bioquímica, imunologia,
hematologia e microbiologia. Este laboratório conta com uma estrutura diferenciado
estando equipado com modernos equipamentos.

6. SUPERVISORES DE ESTÁGIO

A supervisão de estágio é realizada por sete professores com experiência na área de


Análises Clínicas, além da responsável técnica. Cada um dos setores do laboratório
escola funciona sob orientação de um professor supervisor de estágio do curso de
biomedicina.
À Coordenação Geral dos estágios é organizada e supervisionada por um professor
previamente indicado pela coordenação do curso para este fim.

7. RESPONSABILIDADE TÉCNICA

A responsabilidade técnica do laboratório é realizada por uma Biomédica que está


presente no laboratório em período integral.

Esta profissional tem a função de acompanhar todas as atividades que são realizadas
por professores e alunos, digitar, liberar exames, fazer compras e controle de reagentes,
participar de reuniões de novas parcerias e também de se responsabilizar por todos os
laudos emitidos pelo laboratório.

8. PACIENTE

Paciente é todo o indivíduo que vem até o LAC mediante encaminhamento médico.

Os atendimentos são realizados às comunidades através de inúmeros projetos


sociais que são desenvolvidos com o município e região.
Alguns projetos em andamento:

- Secretaria Municipal de Saúde de Santo Ângelo

- Secretaria Municipal de Saúde de Entre-Ijuís

- Lares conveniados

- Escolas conveniadas

- ESF’s

- Entidades conveniadas (Fazenda Paraíso, SOS Vida, CRAS AD)

- Rede Cenecista (IESA/SEPÉ)

Todos os atendimentos ocorrem de forma gratuita por estagiários do 7º e 8º


semestre do curso de Biomedicina sob a supervisão de um professor.

9. ATENDIMENTOS

9.1 ATENDIMENTO DE PACIENTE PARA AGENDAMENTO DE EXAMES

Para que o paciente encaminhado seja atendido pelo LAC ele deve mediante
requisição médica e documentação pessoal dirigir-se ao Laboratório de Análises Clínicas
(LAC) do IESA para que sua coleta seja agendada. O agendamento pode ser realizado de
segunda a sexta-feira no período da manhã (8:00hs às 12:00) e no período da tarde
(13:00hs às 17:00hs).

No momento do agendamento dos exames o paciente deve receber instruções de


dieta, jejum, coleta de fezes e urina, caso tenha solicitação para este tipo de exame.
Instruções impressas de coleta para fezes e urina com ilustrações (figura 1) também são
entregues ao paciente, de forma que, ele possa retirar suas dúvidas mesmo estando em
casa. Neste caso também é feita a entrega de frascos coletores para que as amostras
possam ser coletadas em casa e entregues ao laboratório no dia agendado para a coleta
sanguínea do respectivo paciente.
Figura 1. Instruções de coleta de material biológico

9.2 CADASTRO DO PACIENTE

Para agilizar nosso trabalho no dia da coleta o cadastro do paciente é realizado no


momento em que o paciente vem fazer o agendamento do exame.

Para o preenchimento da “ficha manual de cadastro” (figura 2) deve ser solicitado


ao paciente um documento com foto para que os dados possam ser conferidos. Caso o
paciente não tenha o documento com foto em mãos deve-se solicitar que o documento
seja apresentado no momento da retirada do exame para conferência de dados.

Ficha do Paciente Laboratório Escola de Análises Clínicas CNEC/IESA

Número: ___________

Nome: ________________________________________________________

RG: ___________________________________ Órgão Emissor __________

Sexo: ( )M ( )F Tel: ___________________ Nascimento: ___/___/________

Idade: _________ Endereço: _____________________________________

Médico: _____________________________________

Data da Coleta: ____/___/________ Data Prevista Entrega: ___/___/________


OBS:
Urocultura (Sintomas) Coagulograma (Medicamentos)
_____________________________ _______________________________
_____________________________ _______________________________
Figura 2: Ficha manual de cadastro.

Esta ficha traz uma série de dados pessoais do paciente além do número de
identificação do paciente no sistema (este código é gerado pelo sistema de digitação,
seguindo os passos citados no item “Cadastro do Paciente no Sistema” deste manual).
Ao final do cadastro o paciente deve receber um cartão (figura 3) com a data e
horário agendado para sua coleta.
Laboratório Escola Biomedicina CNEC/IESA

Código de Identificação:____________________

Nome:_________________________________

Data Coleta:____/_____/_____

Horário Coleta 8:00 as 9:30

Figura 3: Cartão com data de coleta.

10. CONTROLE DIÁRIO DE AGENDAMENTO

Para que possamos ter controle do número de pacientes agendados para


atendimento por dia é necessário que façamos um controle de agendamento diário
(figura 4). Este controle é realizado através de uma ficha que contém o nome do
paciente + código de identificação + número de exames, conforme cada setor/área do
laboratório (microbiologia, hematologia, imunologia, bioquímica, parasitologia).

Para que o aluno possa saber em que data deve agendar a próxima coleta é
importante que ele converse com seu supervisor que está atento a projetos de extensão
e coletas externas, evitando assim a marcação de uma coleta em uma data não
disponível

Laboratório Escola Biomedicina

Controle Diário de Agendamentos

DATA DA COLETA: ____/_____/_____

NOME N° Id H B I L M

Figura 4: Controle diário de agendamento.


OBS. A ficha de controle diário de agendamento deve ser consultada antes da marcação
de qualquer exame.

11. CADASTRO DO PACIENTE NO SISTEMA

Após o processo manual de cadastro ser concluído o acadêmico deve fazer o


cadastro do paciente no sistema LabSolution disponível no computador da recepção do
LAC, seguindo os seguintes passos:

- Nome do programa: LabSolution

- Localização do programa: área de trabalho (computador da biomedicina)

- Login: Estagiarios

- Senha: biomedicina

11.1 CADASTRO/INCLUSÃO DE UM NOVO PACIENTE

IMPRESSÃO DE FICHA DE BANCADA

Após abrir o programa você irá prosseguir da seguinte forma:

a) Operações
b) Pedidos
c) Inserir novo pedido de exame
d) Para inserir um novo paciente clique no item ao lado de “nome do cliente”

e) Abrirá a tela com o título “novo cliente (paciente)”


f) Nesta etapa é preciso preencher todos os dados do paciente como código (que será
o mesmo fornecido pelo programa e encontra-se entre os itens “prefixo” e “data” )
nome, data de nascimento, endereço, telefone e demais itens.

** A data de nascimento é indispensável para que o programa permita a liberação do


laudo

g) Selecionar o local do atendimento conforme grupo de pacientes a serem coletados


(SUS Santo Ângelo, escolas, lares e demais);
h) Selecionar a data em será realizada a coleta (a data de agendamento não
corresponde à data da coleta);

i) O nome do médico deve ser selecionado entre os nomes já disponíveis/cadastrados


no sistema;
j) Para cadastrar os exames inclua as siglas referentes aos mesmos

Alguns exames possuem siglas diferenciadas para sua identificação, por exemplo:

o Coagulograma: PT e PTT
o Urocultura: CT + ABU
o Tipagem Sanguínea: F-RH
o ASLO: AEO
o Fosfatase Alcalina: PAL
o EQU: UR
o Micológico: FUNGOS
o Sempre que houver solicitação de Colesterol LDL, é preciso cadastrar
triglicerídeos

k) Após esta etapa você irá visualizar no canto inferior esquerdo, como no exemplo
abaixo, o número total de exames cadastrados para aquele paciente este número
deve ser repetido no ícone marcado no canto superior direito.
l) Finalize o cadastro clicando em “gravar”
m) Clique em “OK”

n) Clique em “Incluir
o) Automaticamente o programa irá encaminhar para o cadastro do próximo paciente,
fornecendo o novo “código do paciente”. Perceba que a tela abaixo segue com a
numeração seqüencial da tela acima 5582 para 5583.

p) Proceda realizando a impressão das fichas de bancada da seguinte maneira:


q) Inclua o código do paciente e após clique “OK”. Na tela você irá visualizar os exames
para impressão das fichas (caso queira imprimir somente alguns dos exames,
selecione os mesmo, clicando em “Ctrl” e sem soltar a tecla escolha os exames com
o mouse).

OBS: Ao término deste processo, a função do acadêmico é organizar toda a


documentação do paciente: requisição, ficha manual de cadastro, cadastro no sistema,
ficha de bancada e cartão para retirada do laudo (figura 5) anexando todos os
documentos em um clips, desta forma montando um “kit” do paciente.
Este processo será útil ao receber o paciente na data agendada para a coleta,
permitindo um atendimento de maior agilidade e qualidade.

Laboratório Escola Biomedicina CNEC/IESA

Código de Identificação:____________________

Nome:________________________________________

Data da Entrega:____/_____/_____

Horário Retirada 13:00 as 17:00.


Figura 5. Cartão para retirada do laudo
* Se o paciente tem sua colega agendada para o dia 03/03/2012 o kit do paciente deve
ser guardado junto com a ficha de controle diário de agendamentos daquele dia.

OBS. Em caso especiais onde o paciente não fez o agendamento prévio mas está em
condições de coleta deve ser preenchida a ficha manual de cadastro, o cartão para
retirada do laudo e juntamente com sua requisição médica fazer o encaminhamento do
paciente para coleta.

12. PACIENTES PROJETOS DE EXTENSÃO

Para este tipo de atendimento algumas condutas são modificadas.


Primeiramente participamos de reuniões onde apresentamos nosso trabalho e nos
colocamos a disposição para esclarecimento. Realizamos esclarecimentos onde os
estagiários organizam e ministram palestras com diversos assuntos relacionados a
saúde. Posteriormente fizemos no próprio local da reunião o preenchimento manual da
“ficha manual de cadastro”, o agendamento da data de coleta e também a distribuição
dos termos de consentimento que obrigatoriamente deverão ser assinados pelos pais
dos menores que irão participar do projeto.

Neste momento o aluno deve passar as instrução de coleta e também fazer a


distribuição de potes para a colheita de fezes e urina, caso necessário.

O paciente deve comparecer ao LAC ou ao local combinado para a coleta no dia


marcado e trazer consigo um documento com foto. Os exames realizados por estes
pacientes normalmente são retirados nos locais onde as coletas são realizadas com um
responsável a ser combinado.

OBS. Uma das tarefas muito importante nas coletas externas é ficar atento quanto ao
recebimento de amostras como fezes e urina, que muitas vezes, não é entregue pelo
paciente na data da coleta de sangue, ou então é recebida em uma data posterior à
coleta. Neste caso, jamais esquecer de colocar uma observação no rodapé da ficha
manual indicando que o paciente não trouxe determinada amostra.

Ex.

Ficha do Paciente Laboratório Escola de Análises Clínicas CNEC/IESA

Número: ___________

Nome: ________________________________________________________

RG: ___________________________________ Órgão Emissor __________

Sexo: ( )M ( )F Tel: ___________________ Nascimento: ___/___/________

Idade: _________ Endereço: _____________________________________

Médico: _____________________________________

Data da Coleta: ____/___/________ Data Prevista Entrega: ___/___/________


OBS:
Urocultura (Sintomas) Coagulograma (Medicamentos)
EQU:OK _______________________________
EPF: NÃO _______________________________

OBS. Esta observação deve ser lançada no sistema LabSolution IMEDIATAMENTE


quando o grupo de coleta retornar ao IESA, procedendo da seguinte forma:

Na relação de exames do paciente, selecionar o item “NC” em “situação da


amostra”. Em coletas externas, este processo possibilita a emissão dos laudos, já que o
mesmo é feito depois que todos os resultados forem liberados (nas situações em que a
opção “NC” não for marcada, o resultado fica pendente e o laudo não é gerado).

13. COLETA DAS AMOSTRAS

Após realizar seu cadastro na recepção do laboratório o paciente deverá ser


encaminhado para a coleta. É muito importante que o estagiário nesse momento tenha
pelo menos a requisição do paciente, a ficha manual de cadastro e o cartão para a
retirada do laudo. Com estes documentos em mãos o estagiário poderá fazer o preparo
do material a ser utilizado e a organização do “box” de coleta, enquanto o paciente
aguarda atendimento na sala de espera.

O paciente deve ser obrigatoriamente chamado pelo nome completo pelo


estagiário que irá acompanha-lo até o box de sua coleta.

13.1 MATERIAl PARA COLETA

- Algodão seco - Algodão molhado em álcool 70%


- Garrote - Stoper (curativo estéril)

- Seringa - Agulha

- Grade - Pinça

- Caneta de identificação - EPI’s obrigatórios

- Tubos para coleta

13.2 TUBOS UTILIZADOS PARA COLETAS

HEMATOLOGIA

 HEMOGRAMA: tubo preparado com EDTA comercial


(25uL de EDTA por tubo para 2,5mL de sangue)
 TESTES DE COAGULAÇÃO: tubo comercial com citrato

BIOQUÍMICA

 GLICOSE: tubo comercial com fluoreto


 DEMAIS DOSAGENS BIOQUÍMICAS: tubo comercial com gel ativador de
coágulo.

IMUNOLOGIA

 Β-HCG: tubo com ativador de coágulo


 DEMAIS DOSAGENS IMUNOLÓGICAS: fazer alíquota em ependorfes
identificados, do tubo comercial com gel ativador de coágulo coletado
para bioquímica.

PARASITOLOGIA e MICROBIOLOGIA
 FEZES E URINA: receber os potes com fezes e urina no momento que o
paciente retirar a ficha para ser atendido na recepção. Neste momento o
estagiário já terá em mãos o número de identificação do paciente
podendo identificar o material recebido.
Toda identificação deve ser feita de forma legível e obrigatoriamente no
corpo do pote e não na tampa. Após identificação o estagiário deverá
levar o material recebido até a geladeira do setor de triagem.

Além da escolha dos tubos correta é necessário que o estagiário conheça a


ordem que deve ser seguida para o preenchimento dos tubos após a coleta.

A ordem utilizada pelo laboratório para desprezar o sangue coletado na


seringa nos tubos com anticoagulante é a seguinte:

- Tubo com gel ativador de coágulo (soro)


- Tubo de citrato
- Tubo de EDTA
- Tubo de fluoreto

13.3 HOMOGENIZAÇÃO DOS TUBOS DE COLETA

A homogeneização dos tubos deve ser feita por inversão de 4 a 5 vezes,


conforme a figura 6:

Figura 6. Inversão correta dos tubos.

OBS. Uma inversão é contada após virar o tubo para baixo e retorná-lo à posição
inicial.

Os tubos a vácuo exigem um cuidado maior, pois seu anticoagulante está fixado
nas paredes sendo necessária uma homogeneização bem criteriosa, além da inversão do
tubo é preciso “rolar” o tubo entre as mãos, conforme a figura 7:
Figura 7. Homogeneização criteriosa.

A correta identificação dos tubos com o número do paciente é primordial para


que tenhamos qualidade do trabalho nas suas etapas posteriores.

14 PASSOS PARA UMA BOA COLETA

Após preparar todo o material e organizar o box de coleta o paciente deverá ser
chamado para que a coleta possa ser realizada.

O paciente deve ser convidado a sentar na poltrona de coleta sendo muito


importante que o coletador passe tranquilidade ao seu paciente. Caso o paciente tenha
em mãos bolsa ou algum outro pertence faça a gentileza de guardar ou segurar seu
material.

14.1 POSICIONAMENTO DO BRAÇO

O braço do paciente deve ser posicionado em uma linha reta do ombro ao


punho, de maneira que as veias fiquem mais acessíveis e o paciente o mais confortável
possível (figura 8). O cotovelo não deve estar dobrado e a palma da mão voltada para
cima.

Figura 8. Correto posicionamento do braço do paciente.

14.2 GARROTEAMENTO

O garrote é utilizado durante a coleta de sangue para facilitar a localização das


veias, tornando-as proeminentes. O garrote deve ser colocado no braço do paciente
próximo ao local da punção (4 a 5 dedos ou 10 cm acima do local de punção), figura 9,
sendo que o fluxo arterial não poderá ser interrompido. Para tal, basta verificar a
pulsação do paciente. Mesmo garroteado, o pulso deverá continuar palpável. O garrote
não deve ser deixado no braço do paciente por mais de um minuto. Deve-se retirar ou
afrouxar o garrote logo após a venopunção, pois o garroteamento prolongado pode
acarretar alterações nas análises (por exemplo: cálcio).

Figura 9. Correto posicionamento do garrote.

14.3 SELEÇÃO DA REGIÃO PARA PUNÇÃO

A regra básica para uma punção bem sucedida é examinar cuidadosamente o


braço do paciente. As características individuais de cada um poderão ser reconhecidas
através de exame visual e/ou apalpação das veias.

Deve-se sempre que for realizar uma venopunção, escolher as veias do braço
para a mão, pois neste sentido encontram-se as veias de maior calibre e em locais
menos sensíveis a dor.

As veias podem ser classificadas em: veias de grande, médio e pequeno calibre, e
vênulas. De acordo com a sua localização, as veias podem ser superficiais ou profundas.
As veias superficiais são subcutâneas e com freqüência visível por transparência da pele,
sendo mais calibrosas nos membros. Devido à sua situação subcutânea permitir
visualização ou sensação táctil, são nessas veias que se fazem normalmente à coleta de
sangue.
Dicas:
- Selecionar uma veia que é facilmente palpável;
- Não selecionar um local no braço ao lado de uma mastectomia;
- Não selecionar um local no braço onde o paciente foi submetido a uma infusão
intravenosa;
- Não selecionar um local com hematoma, edema ou contusão;
- Não selecionar um local com múltiplas punções.

Dificuldade em localizar uma veia?

Recomenda-se utilizar uma bolsa de água quente por mais ou menos cinco
minutos sobre o local da punção e em seguida garrotear. Nos casos mais complicados,
colocar o paciente deitado com o braço acomodado ao lado do corpo.
NUNCA aplicar tapinhas no local a ser puncionado, principalmente em idosos,
pois se forem portadores de ateroma poderá haver deslocamentos das placas
acarretando sérias conseqüências.

Veia Cefálica

Veia mediana cubital Veia basílica


Veia mediana cefálica
Veia mediana basílica

Veia longitudinal
(ou antebraquial) Veia do dorso da mão
Veia marginal da mão
15 PROCEDIMENTOS DE COLETA

Todo o procedimento de coleta deve ser realizado por três pessoas: aluno
coletador, aluno auxiliar e professor supervisor.

ALUNOS COLETADOR ALUNOS AUXILIAR

1) Posicionamento do paciente na
1) Observação de todo o
cadeira de coleta
procedimento para auxílio se
2) Orientação do paciente quanto ao
necessário.
procedimento
2) Identificação dos tubos
3) Posicionamento do braço do
3) Alcance de garrote
paciente
4) Algodão com álcool
4) Inserção do garrote
5) Seringa e da agulha para a coleta
5) Localização da veia que será
sem ar
puncionada
6) Algodão sem álcool
6) Assepsia do local da coleta
7) Retirada da agulha da seringa com
7) Punção venosa com um ângulo
pinça
obliquo de 30°, com o bisel da
8) Colocação do material corretamente
agulha voltado para cima.
nos tubos indicados (sempre o
8) Retirada do garrote.
material deve escorrer pela parede
9) Retirada da agulha do braço do
do tubo suavemente para evitar
paciente.
hemólise)
10) Pressão com algodão seco no local
9) Homogeneização dos tubos
da coleta.
10) Alcançar stoper para curativo
11) Curativo
11) Envio dos tudos de coleta para sala
12) Instruções pós-coleta
de triagem.
13) Acompanhar o paciente até que ele
se sinta confortável novamente - HEMATOLOGIA: homogeneizador

- BIOQUÍMICA: banho maria

- CITRATO: geladeira

- FLUORETO: temperatura ambiente


15.1 INSTRUÇÕES PÓS COLETA

Nunca se esqueça de avisar o paciente para que ele segure o local da punção
pressionado por no mínimo 3 minutos para que não ocorra extravasamento de sangue e
posteriormente hematoma no local da punção.

Oriente seu paciente a não carregar peso no braço puncionado por 30 minutos,
de preferência não dirigir e se alimentar.
15.2 MEU PACIENTE ESTÁ PASSANDO MAL

Se o paciente sentir-se mal tente deitá-lo sempre longe do fluxo de pessoas.


Ofereça água e deixe que ele se sinta bem para sentar novamente. Caso necessário ligue
para um familiar.

15.3 CUIDADOS ANTES DO ATENDIMENTO DO PRÓXIMO PACIENTE

Após liberação deste paciente e antes que o próximo seja chamado observar:

 A correta distribuição dos tubos coletados: EDTA deve permanecer no


homogeneizador, soro no banho-maria e citrato na geladeira e fluoreto em
temperatura ambiente.
 Assegurar que o kit contendo ficha manual do paciente, requisição e ficha de
bancada foram devidamente guardados dentro da gaveta.
 Se o paciente não trouxe amostra de fezes ou urina ou se o paciente fez algum
comentário que julgue importante faça esta anotação em sua ficha manual de
cadastro.

16. PROCEDIMETOS DE TRIAGEM

Após o término da última coleta do dia inicia o processo de triagem das


amostras que segue os seguintes passos:

1- Conferir kit de fichas do paciente (gaveta) com tubos coletados e potes de


fezes e urina que encontram-se na geladeira.

2- Centrifugar material de bioquímica e imunologia

Citrato: professor centrifuga na hora da análise

EDTA: não é centrifugado

- Antes da centrifugação, as amostras de sangue devem ser contrabalançadas


com tubos preenchidos com água para depois serem centrifugadas por 10 minutos a
2500 rpm.

3- Separar as alíquotas em ependorf para o setor de imunologia, nunca


esquecendo de fazer a identificação.

4- Preparar as caixas térmicas de transporte de amostras

CAIXA AZUL- urina e fezes

CAIXA VERMELHA- sangue

5- Preencher ficha com relação de pacientes/dia e data de entrega.


6- O transporte das amostras deve ser feito com cuidado sempre utilizando o
elevador do prédio.

17. ENTREGA DAS AMOSTRAS NO SETOR

Chegando ao laboratório proceder da seguinte maneira:

Setor de Hematologia:

Deixar as amostras para hemograma no homogeneizador sempre desligado


pois o tempo entre a coleta e a execução do exame é longo.

Deixar as amostras para testes de coagulação sempre na geladeira.

Realizar uma última conferência do material deixando as fichas de bancada na


bancada.

Setor de Imunologia:

Deixar as amostras na geladeira.

Realizar uma última conferência do material deixando as fichas de bancada na


bancada.

Setor de Bioquímica:

Deixar as amostras na geladeira.

Realizar uma última conferência do material deixando as fichas de bancada na


bancada.

Setor de Parasitologia:

Deixar as amostras na geladeira (BANDEIJA “AMOSTRAS EM ANÁLISE”)

Realizar uma última conferência do material deixando as fichas de bancada na


bancada.

Setor de Microbiologia:

Deixar as amostras na geladeira (BANDEIJA “AMOSTRAS EM ANÁLISE”)

Realizar uma última conferência do material deixando as fichas de bancada na


bancada

18. RETIRADA DOS MATERIAIS DA ESTUFA

É de responsabilidade do setor de coleta a retirada dos materiais que


encontram-se dentro das estufas. Estes materiais devem ser retirados e deixados em
cima das bancadas de cada setor para posteriormente serem guardados. Não esqueça
da utilização dos EPI’s.

19. ORGANIZAÇÃO SALA DE COLETA

Ao final de cada dia de trabalho é necessário que o grupo organize o setor de


coleta de maneira que a conferência de estoque seja diária, nunca deixando que
nenhum material falte e isto venha a ser observado apenas quando o paciente já está
pronto para a coleta.

ÍTENS A SEREM OBSERVADOS:

- Banho maria (nível de água e desligado)

- Caixas descarpac (nível de capacidade)

- Quantidade agulhas e seringas

- Reposição de algodão e stoper nos potinhos

- Limpeza dos garrotes e da cadeira de coleta

- Conferência dos lixos

- Preparo de tubos de coleta

20. COMO ORGANIZAR O MATERIAL PARA COLETA EXTERNA

Todo material para realização das coletas externas, são organizados no dia
anterior à coleta, para que na manhã seguinte os materiais estejam prontos para o início
do trabalho. Para facilitar esta organização, foi elaborada uma lista que encontra-se na
sala de triagem com todos os itens necessários, desde material de coleta à material de
escritório.

21. ENTREGA DE LAUDO

No momento da entrega dos laudos o paciente deverá ser atendido de modo


que ele sinta a seriedade em nosso laboratório. Procure o laudo no arquivo (A/Z). Caso
não encontre procure verificar se o laudo não está caído entre as pastas no fundo da
gaveta ou está em uma pasta que não corresponde a letra inicial de seu nome. Caso
ainda não tenha encontrado peça um minuto para o paciente e ligue para a responsável
técnica.

Convide o paciente a sentar enquanto o laudo não chega a suas mãos. Confira
o nome do paciente antes da entrega e nunca esqueça, haja sempre com calma nunca
demonstrando nervosismo ao nosso paciente. Para entrega é preciso preencher a ficha
de “liberação de exames” (figura 10) com a assinatura da pessoa que retirou o exame.

LABORATÓRIO ESCOLA BIOMEDICINA

Ficha de Liberação de Exames

Data de Paciente Código Assinatura


Entrega

Figura 10. Ficha de liberação de exames

Agradeça a preferência e convide para que ele volte sempre.

22. PROPOSTA DE TRABALHO

- Divisão dos estagiários em 3 grupos: RECEPÇÃO, TRIAGEM E COLETA

RECEPÇÃO: recebe o paciente, faz fichas de cadastro, encaminhamento para


coleta e entrega de laudos.

TRIAGEM: faz a triagem do material conferindo todas as amostras e fichas de


bancadas. Faz a entrega do material nos setores.

COLETA: Faz o preparo do material e executa as coletas do dia.

Previsão:

8hs às 9:30hs – coleta

9:30hs às 10:30hs – triagem

10:30 às 10:45hs – hora do café (chave Lilian)

11:00 às 11:30 – entrega do material nos setores

11:30 às 12:00hs – discussão e preenchimento de atas


TRABALHO PARA O GRUPO:

Nome do trabalho: GUIA PRÁTICO PARA COLETA CNEC/IESA

Capítulos do guia:

1. Introdução (Emanuelle)
2. Recepção do paciente
3. Preparo do paciente
4. Coleta de sangue (locais onde a coleta pode ser realizada)
5. Coleta de sangue infantil
6. Sistema de coleta de sangue a vácuo
7. Coleta de EPF e QUE (modo de armazenamento)
8. Dificuldades na coleta e suas consequências (hemólise, lipemia,
hematoma...)
9. Anticoagulantes utilizados em análises clínicas
10. Biossegurança durante a coleta