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Serviço Público Federal  Ministério da Educação

Universidade Federal de Uberlândia  Faculdade de Engenharia Química


Curso de Graduação em Engenharia Química
FEQUI31028  Avaliação Técnico-Econômica de Processos Industriais
Prof. Adilson J. de Assis
MATEMÁTICA FINANCEIRA

Sumário

1 CONCEITOS BÁSICOS E SIMBOLOGIA 3

2 JUROS SIMPLES 14

3 JUROS COMPOSTOS - CRESCIMENTO EXPO-


NENCIAL DO CAPITAL 27

1
4 ANÁLISE DAS CAPITALIZAÇÕES SIMPLES E COM-
POSTA 31

5 CONVENÇÃO LINEAR E CONVENÇÃO EXPO-


NENCIAL 36

6 TIPOS DE TAXAS DE JUROS 38

7 PRESTAÇÕES IGUAIS  TABELA PRICE 48

8 SÉRIES GRADIENTES 66

9 SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO 79

10 EXERCÍCIOS 79

2
1 CONCEITOS BÁSICOS E SIMBOLOGIA

1. Fluxo de caixa: entradas e saídas de dinheiro (caixa) ao


longo do tempo. Pode ser na forma gráca (mostrado a seguir),
tabela ou vetor.
• () : pagamentos ou saídas de caixa; pode ser representado
também como um valor sem sinal, entre parênteses
• (+) : recebimentos ou entradas de caixa
• 0 : data inicial (hoje)
• os valores monetários só podem ser colocados no início ou no
nal de cada período
• PV : Present Value (Valor Presente ou VP)
• FV : Future Value (Valor Futuro ou VF)

3
Fluxo de caixa na forma de gura:
• Eixo X = Tempo (períodos  dias, semanas, meses,
trimestres, semestres ou anos)

4
Fluxo de caixa na forma de tabela:
Tempo F Tempo F

0 100 0 (100)

1 110 1 110

2 120 ou 2 120

3 130 3 (130)

4 140 4 140

5 150 5 150

Forma muito comum usada em balancetes nanceiro-contábeis


Fluxo de caixa na forma vetorial:
FC = (100, 110, 120, 130, 140, 150)

5
Exemplo de um uxo de caixa.

6
2. Juros: remuneração do capital, a qualquer título
• São xados por meio de uma taxa percentual que sempre se
refere a uma unidade de tempo:
12% ao ano = 12% a.a.
4% ao semestre = 4% a.s.
5% ao trimestre = 5% a.t.
1% ao mês = 1% a.m.
0,5% ao dia = 0,5% a.d.
• Podem ser juros simples (apenas o capital rende juros) ou
juros compostos (o juro de cada período se soma ao capital
para render juros nos próximos períodos).

3. Valor do dinheiro no tempo: o dinheiro muda de valor no


tempo.

7
8
Como o dinheiro muda de valor no tempo, principalmente
devido à juros e à inação, a comparação e a soma de
duas grandezas monetárias só pode ser efetuada se ambas
estiverem na mesma data.

4. Capitalização e desconto:
• Capitalização: o capital inicial PV (principal) aumenta de
valor pela aplicação dos juros a uma taxa i e gera um montante
no futuro FV, igual ao capital inicial PV + juros acumulados;
• Desconto: o valor do desconto, em $, é sempre igual à
diferença entre FV e PV, tanto a juros simples como a juros
compostos

9
i  Taxa de capitalização (ou rentabilidade) de cada período (atua sobre PV para fornecer FV)
d  Taxa de desconto de cada período (atua sobre FV para fornecer PV)

10
Capitalização e Descapitalização (ou Desconto)

11
5. Objetivos da Matemática Financeira:

(a) A realização de cálculos em uxos de caixa, com a correta


aplicação de taxas de juros, para se levar em conta o valor
do dinheiro no tempo;

(b) A obtenção da taxa interna de juros que está implícita nos


uxos de caixa;

(c) A análise e a comparação de diversas alternativas de uxos


de caixa;

12
Taxa zero nem sempre signica CET = 0. (CET = Custo Efetivo Total)

13
2 JUROS SIMPLES

1. Capitalização simples
• No regime de juros simples, os juros de cada período são
sempre calculados em função do capital inicial (principal)
aplicado.
• Os juros do período, que não forem pagos no nal do período,
não são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos
períodos seguintes.
• Os juros não são capitalizados e, consequentemente, não
rendem juros. Assim, apenas o principal é que rende juros.
• Ocorre a assim chamada capitalização simples
• Crescimento linear do montante (capital + juros)
juros de cada período = PV × i

14
total de juros para n períodos = n × PV × i
FV = principal + juros = P V + n × P V × i. Assim:

Capitalização a juros simples:

F V = P V (1 + i × n)
Exemplo 1: Considere-se o caso de um investidor que aplicou
$1.000,00 no Banco ABC, pelo prazo de quatro anos, com uma
taxa de juros de 8% ao ano, no regime de juros simples. Calcule
o valor do saldo credor desse investidor no Banco ABC no nal
de cada um dos quatro anos da operação.

15
Crescimento de $1.000,00 a juros simples de 8% a.a.

16
Crescimento de $1.000,00 a juros simples de 8% a.a.

17
Exemplo 2: Calcule o valor do montante acumulado em 12
meses, a partir de um principal de $10.000,00, aplicado a uma
taxa de 12% a.a., no regime de juros simples.
n = 12 meses = 1 ano
PV = $10.000,00
i = 12% a.a. = 0,12 (n e i tem que obrigatoriamente estar na
mesma base de tempo!!!)
FV = ? (Resposta: FV = $ 11.200,00)
Exemplo 3: Calcule o número de meses necessário para um
capital dobrar de valor, com uma taxa de jurosde 2% a.m., no
regime de juros simples.
PV = PV
i = 2% a.a. = 0,02 FV = 2PV
n = ? (Resposta: n = 50 meses)

18
2. Desconto simples racional ou por dentro
É a obtenção do valor de PV a partir do valor de FV usando a
expressão:

F V = P V + P V × i × n = P V (1 + i × n)
FV
PV =
(1 + i × n)
Dd = valor do desconto por dentro = corresponde aos juros
acumulados no período

Dd = F V − P V = P V × i × n
Exemplo 4: Calcule o valor da taxa mensal de desconto
por dentro, a juros simples, usada numa operação de
desconto de 60 dias de um título cujo valor de resgate é
$10.000,00 e cujo valor do principal é $9.750,00.

19
PV = $9.750,00
FV = $10.000,00
n = 60 dias = 2 meses
i = ? (% a.m.)
F V = P V (1 + i × n) ∴ 10000 = 9750(1 + i × 2)
i = 0,01282 ou 1,282%a.m.
Dd = F V − P V = 250, 00

OBS: interprete a transação nanceira da seguinte maneira:


suponha que você tenha hoje em mãos um cheque de
$10.000,00, que deve ser depositado apenas daqui a 2 meses.
Mas, necessitando de recursos nanceiros de imediato, você
procura um agente nanceiro que aceita trocar seu cheque,

20
no presente, pelo valor de $9.750,00. A diferença de valores
é o juro que o agente nanceiro está cobrando de você, por
lhe repassar o montante de $9.750,00, hoje, em troca do
cheque que ele irá descontar apenas daqui a dois meses!

3. Desconto simples comercial, bancário ou por fora


Neste caso o cálculo do desconto é pela obtenção do valor
presente PV a partir do valor futuro FV, utilizando a taxa d (ao
invés da taxa i), que é denida como:
desconto de cada período = FV × d
n × FV × d
total dos descontos para n períodos =
PV = FV  descontos = FV − FV × d × n

21
P V = F V (1 − d × n)
Df = desconto por fora = F V − P V = F V × d × n
Este tipo de desconto é comumente utilizado pelos bancos
comerciais nos descontos de títulos (duplicatas, cheques etc).

Exemplo 5: Um título de $10.000,00, a vencer daqui a 60


dias, está sendo negociado a uma taxa mensal de desconto
por fora, de 1,282% a.m., a juros simples. Calcule o valor
presente e o valor do desconto que será pago no resgate
antecipado do título.
FV = $10.000,00
n = 60 dias = 2 meses
d = 1,282% a.m.
PV = ?

22
P V = F V (1 − d × n) ∴ P V = 10000(1 − 0, 01282 × 2)
PV = $9.743,60
Df = F V − P V = 256, 40 (Valor do desconto)

OBS: Entendeu o motivo dos bancos utilizarem o desconto


por fora ao invés do desconto por dentro no resgate de
títulos?!?

Exemplo 6: Um título com 119 dias a decorrer até seu


vencimento está sendo negociado, a juros simples, com uma
taxa de desconto por fora de 15% a.a. Considere o ano
comercial com 360 dias e calcule o valor da aplicação que
proporciona um valor de resgate de $ 1.000,00.
FV = $ 1.000,00

23
n = 119 dias = 119/360 anos
d = 15% a.a. = 0,15
PV = ? (Resposta: PV = $ 950,42)

4. Desconto Simples de várias parcelas Quando o uxo de


caixa tem várias parcelas, o desconto é obtido pela soma das
operações de desconto realizadas individualmente com cada
parcela.
Exemplo: Considere o uxo de caixa a seguir, com 3 títulos a
vencer em 30, 60 e 90 dias. Calcule o montante a receber no
presente se tais títulos forem descontados a uma taxa de 1%
a.m.:

24
25
a) Desconto racional ou por dentro (i = 1% a.m.):
PV1 = 1000/(1+0,01x1) = $ 990,10
PV2 = 2000/(1+0,01x2) = $ 1960,78
PV3 = 3000/(1+0,01x3) = $ 2912,68
PV = PV1 + PV2 + PV3 = $ 5.863,50
b) Desconto comercial ou bancário ou por fora (d =
1% a.m.):
PV1 = 1000(10,01x1) = $ 990,00
PV2 = 2000(10,01x2) = $ 1960,00
PV3 = 3000(10,01x3) = $ 2910,00
PV = PV1 + PV2 + PV3 = $ 5.860,00
OBS: Para a mesma taxa de juros os dois valores são diferentes
e o desconto por fora fornece um Valor Presente menor!

26
3 JUROS COMPOSTOS - CRESCIMENTO
EXPONENCIAL DO CAPITAL

1. Capitalização composta
• Os juros não pagos no nal do período são agregados ao
capital e, portanto, incluídos na base de cálculo dos períodos
subsequentes, passando a render juros (juros sobre juros).
o
• No nal de 1 período:
Capital no início do período = PV
Juros no período = PV × i
Capital no nal do período = P V + P V × i = P V (1 + i)
o
• No nal de 2 período:
Capital no início do período = P V (1 + i)
Juros no período = [P V (1 + i)] × i

27
Capital no nal do período =
P V (1 + i) + [P V (1 + i)] × i = P V (1 + 2i + i2 ) = P V (1 + i)2
Generalizando a movimentação do presente para o futuro:

F V = P V (1 + i)n

2. Desconto composto racional ou por dentro ou a


movimentação do futuro para o presente:
 
1
PV = FV
(1 + i)n
Valor do desconto = Dd = FV - PV
OBS: O desconto composto por fora pode ser obtido de
modo análogo aos juros simples, mas este não é uma prática
comum no mercado nanceiro.

28
Exemplo 7: Calcule o valor do investimento inicial que deve
ser realizado no regime de juros compostos, com uma taxa de
1% a.m., para produzir um montante acumulado de $ 1.000,00
ao nal de um semestre.
n = 1 semestre = 6 meses
i = 1% a.m.
FV = $ 1.000,00
PV = ?
Solução:
n 6
Como FV = PV(1+i) ; 1000 = PV(1+0,01) ∴ PV = $ 942,05

Quando se deseja saber a taxa de juros e como esta está na


base da potência, no passado usavam-se tábuas de

29
logaritmos para o cálculo manual. Quando não é possível o
uso de calculadoras (em concursos, por exemplo), pode-se
calcular a taxa por tentativa e erro ou usando um método de
busca de raiz (Newton-Raphson, bisseção etc.)

O desconto de um uxo de caixa com várias parcelas, no regime


de juros compostos, é obtido pela soma das operações de
desconto realizadas individualmente com cada parcela (similar
ao exemplo com juros simples).

30
4 ANÁLISE DAS CAPITALIZAÇÕES SIMPLES E
COMPOSTA

A tabela a seguir mostra o crescimento de $ 1.000,00 ao longo de


cinco anos com uma taxa de juros de 24% a.a., nos regimes de juros
simples e juros compostos, quando não há pagamentos de juros
anuais, no nal de cada ano.

• No regime de juros simples, o crescimento do capital se faz de


forma linear, segundo uma Progressão Aritmética (PA) com
razão igual a PV.i;

• No regime de juros compostos, o crescimento do capital se faz


de forma exponencial, segundo uma Progressão Geométrica
(PG) com razão igual a (1+i);

31
• No nal do primeiro ano os dois montantes são iguais;

• A partir do segundo ano, os valores a juros compostos crescem


mais do que os valores a juros simples; a diferença entre essas
duas curvas corresponde aos rendimentos de juros sobre juros
que ocorre no regime de juros compostos quando os juros
periódicos não são pagos, e sim capitalizados, passando a
render juros;

• Importante analisar o crescimento dos $ 1.000,00 ao longo do


primeiro ano. Entre 0 e 1 ano os valores são ligados por uma
linha reta no regime de juros simples e a juros compostos por
uma curva exponencial cujos valores são inferiores aos da linha
reta (devido ao expoente ser menor do que 1). Nessas
condições, podemos armar que, ao longo do primeiro ano, o

32
crescimento do capital é menor a juros simples do que a juros
compostos.

Ano Juros Simples Juros Compostos

0 1.000,00 1.000,00

1 1.240,00 1.240,00

2 1.480,00 1.537,60

3 1.720,00 1.906,62

4 1.960,00 2.364,21

5 2.200,00 2.931,63

33
34
Entre 0 e 1 ano os juros simples crescem mais rapidamente do que os juros compostos!

35
5 CONVENÇÃO LINEAR E CONVENÇÃO
EXPONENCIAL

• Convenção linear: usa juros compostos para tempos inteiros


e juros simples para tempos fracionários.

• Convenção exponencial: usa juros compostos para tempos


inteiros e fracionários; tecnicamente é mais correta (usa juros
compostos e taxas equivalentes).

Exemplo 8: Os juros sobre uma dívida são cobrados utilizando a


convenção linear. A dívida será paga após um ano e meio e a taxa
de juros compostos anunciada pela instituição nanceira é de 20%
a.a. Qual a porcentagem de juros cobrados em relação ao principal?
Resposta: Ao nal de um ano, um principal de $ 100,00 terá um

36
montante igual a:
FV = PV(1+i) = 100,00(1 + 0,20) = $ 120,00
Pela convenção linear, para os 6 meses restantes, a taxa de 20% a.a.
corresponde a 10% a.s. a juros simples:
FV = 120,00(1+0,10) = $ 132,00
Como se partiu de um valor base de $ 100,00 (base de cálculo), a
porcentagem de juros efetivamente cobrados foi de 32%.
Caso se tivesse usado a convenção exponencial, a porcentagem de
juros efetivamente cobrados teria sido de 31,45%, pois FV =
1,5
100(1+0,2) = 131,45!

37
6 TIPOS DE TAXAS DE JUROS

1. Introdução: há diferentes denominações das taxas de juros


utilizadas pelo mercado nanceiro. Eventualmente, a unidade
de tempo das taxas de juros podem ser diferentes das
unidades dos períodos de capitalização.

Taxas de juros mais comuns

Anual Semestral Trimestral Mensal Diária

ia is it im i
d

2. Taxas proporcionais  juros simples: aplicadas ao mesmo


principal (PV), durante o mesmo prazo, produzem um mesmo
montante (FV), com juros simples.

38
Exemplo: O montante FV no nal de um ano, com mesmo
PV, pode ser obtido com ia e n = 1 ou com im e n = 12. São
proporcionais se e somente se :

F V = P V (1 + ia ) = P V (1 + im × 12)
Logo:
(1 + ia ) = (1 + im × 12)
ou:
ia = im × 12
Generalizando, para taxas proporcionais:

ia = is × 2 = it × 4 = im × 12 = id × 360
Exemplo: Calcule as taxas de juros anual e semestral que são
proporcionais à taxa de juros de 1,5% a.m.

39
• Taxa anual proporcional = 12 x 1,5% = 18% a.a.

• Taxa semestral proporcional = 6 x 1,5% = 9% a.s.

3. Taxas equivalentes  juros compostos: idênticas às


taxas proporcionais, exceto que o regime de capitalização é de
juros compostos. Como exemplo, encontrar as taxas
equivalentes mensal e anual:

F V = P V (1 + i)n = P V (1 + ia )1 = P V (1 + im )12

(1 + ia ) = (1 + im )12
Generalizando, para taxas equivalentes:

(1 + ia ) = (1 + is )2 = (1 + it )4 = (i + im )12 = (i + id )360

4. Taxa efetiva  Juros compostos: a unidade de tempo da

40
taxa é igual à unidade de tempo dos períodos de capitalização.
Ex.: i = 12% a.m., capitalizados mensalmente.

5. Taxa nominal  Juros compostos: Taxa nominal é uma


taxa de juros em que a unidade referencial de seu tempo não
coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização.

A taxa nominal (in ) é dada em % a.a., com capitalizações em


períodos inferiores à um ano. São exemplos de taxas nominais:

• 12% ao ano, capitalizados mensalmente

• 24% ao ano, capitalizados semestralmente

• 10% ao ano, capitalizados trimestralmente

A taxa nominal, apesar de bastante utilizada no


mercado, nunca deve ser utilizada nos cálculos

41
nanceiros. Em seu lugar, deve-se utilizar a taxa efetiva
implícita.
Toda taxa nominal traz em seu enunciado uma taxa efetiva
implícita, que é a taxa de juros a ser aplicada em cada período
de capitalização. Essa taxa efetiva implícita é sempre calculada
de forma proporcional, no regime de juros simples.

Exemplo: Suponha que uma aplicação nanceira pague 6%


a.a. (por exemplo, Caderneta de Poupança), com capitalização
mensal, a juros compostos. Qual a taxa efetiva anual
equivalente?
o
1 passo: obter a taxa efetiva implícita
im = in ÷ 12 = 0,5% a.m. (in = taxa nominal anual)
o
2 passo: capitalizar por 12 meses a juros compostos:

42
12
(1+0,005) = 1,0617 ⇒ multiplicador do PV
Ou seja, a taxa efetiva anual equivalente é de 1,0617  1 =
0,0617 ou 6,17% a.a. (taxa efetivamente recebida, no caso!)
Isto signica que partindo de um mesmo principal, por exemplo
$ 100,00, ao nal de um ano:

Modo 1 de cálculo (taxa efetiva implícita):


F V = 100(1 + 0, 05)12 = 106, 17 (i% a.m. e n em meses)
Modo 2 de cálculo (taxa efetiva anual):
F V = 100(1 + 0, 0617)1 = 106, 17 (i% a.a. efetiva e n em
anos)

Modo 3 de cálculo (taxa nominal):


F V = 100(1 + 0, 06)1 = 106, 00 ERRADO! (i% a.a.
nominal)

43
Assim:
taxa nominal anual
= taxa efetiva implícita no período de
número de capitalizações
capitalização ⇒ taxa efetiva equivalente

Exemplo: Calcule a taxa de juros mensal, que é equivalente à


taxa nominal de 18% a.a., capitalizados semestralmente.

1o passo: cálculo da taxa efetiva semestral implícita

18% a.a.
is = = 9% a.s.
2
2o passo: cálculo da taxa mensal equivalente

(1 + im )12 = (1 + is )2 ∴ (1 + im )6 = 1 + 0, 09 = 1, 09
im = 0, 0145 = 1, 45% a.m.

44
Expressão genérica relacionando taxa efetiva e nominal:

F V1 = F V2 ∴ P V (1 + ief f ) = P V (1 + i)n = P V (1 + in /n)n


 n
in
ief f = 1 + −1
n
Exemplo: Taxas em um nanciamento imobiliário

45
Exemplo de um anúncio de nanciamento imobiliário. Como as prestações em tal tipo de
transação são pagas mensalmente, qual é o tipo de taxa apresentada? Qual a taxa nominal
anual?

46
6. Taxa real  taxa aparente
Taxa real = taxa obtida depois de eliminar o efeito da inação

Taxa aparente = taxa que inclui a inação; é também chamada


de taxa nominal, embora não tenha nenhuma relação com a
taxa nominal vista anteriormente!

Equação de Fisher: Taxa aparente > Taxa real

(1 + ireal ) × (1 + taxa inação) = (1 + iaparente )

Exemplo: Após 15 meses um investidor obteve 21% de


rendimentos. Sabendo que neste período a inação foi de 9%,
qual foi a taxa real auferida pelo investidor?

(1 + ir ) × (1 + 0, 09) = (1 + 0, 21) ∴ ir = 11%

47
7 PRESTAÇÕES IGUAIS  TABELA PRICE

• 1771: Richard Price desenvolveu um método para cálculo de


seguros e aposentadorias (sistema francês)

• Usa o regime de juros compostos para obter uma relação entre


uma série de prestações iguais (chamadas de PMT, que vem do
Inglês Periodic Payment) nos seus equivalentes PV e FV

• As prestações iguais (PMT) são também chamadas de


anuidades, embora possam sem mensais, semestrais etc.

1. Relação entre PMT e FV


Qual o montante acumulado FV, obtido no nal de n períodos,
a partir da capitalização das n prestações iguais de uma série

48
uniforme PMT, com uma taxa de juros i por período, no regime
de juros compostos?

• Observe que a série uniforme PMT está obedecendo à

49
convenção de nal de período, sendo portanto uma série
postecipada.
• O montante FV, no nal do período de ordem n, acumulado
por essas prestações, corresponde à soma dos montantes
individualmente calculados para cada prestação até esse
mesmo período.
a
• 1 prestação: capitaliza (n-1) períodos

F V1 = P M T (1 + i)n−1
a
• 2 prestação: capitaliza (n-2) períodos

F V2 = P M T (1 + i)n−2
• Penúltima prestação: capitaliza 1 período

F Vn−1 = P M T (1 + i)

50
• Última prestação: não capitaliza

F Vn = P M T
P
Como FV = F Vj (j = 1,...,n)

F V = P M T [(1 + i)n−1 + (1 + i)n−2 + · · · + (1 + i) + 1] (1)

Observe que o termo que aparece entre colchetes na equação


(1) é uma PG de razão (1+i). Multiplicando ambos os lados de
(1) por (1+i)

F V (1+i) = P M T [(1+i)n +(1+i)n−1 +· · ·+(1+i)2 +(1+i)] (2)

Fazendo (2) - (1)

F V.i = P M T [(1 + i)n − 1]

51
(1 + i)n − 1
 
F V = P MT
i
ou
 
i
P MT = F V
(1 + i)n − 1
2. Relação entre PMT e PV Como
F V × i = P M T [(1 + i)n − 1] e F V = P V (1 + i)n , então:

[P V (1 + i)n ]i = P M T [(1 + i)n − 1]


Assim:
(1 + i)n − 1
 
P V = P MT
i(1 + i)n

52
ou
i(1 + i)n
 
P MT = P V
(1 + i)n − 1
A equação anterior é a Fórmula da Tabela Price da PMT
postecipada de um nanciamento com valor principal PV.

i(1 + i)n
 
• O termo só depende de n e i
(1 + i)n − 1
• No comércio é usual o vendedor dispor de uma tabela com
este termo calculado para vários n (prestações), a uma dada
taxa de juros; para calcular o valor da prestação xa, assim,
basta multiplicar este termo pelo valor à vista (PV)

• Há uma relação direta entre as prestações xas

53
postecipadas e antecipadas:

P M Tpostecipada
P M Tantecipada =
(1 + i)
Exemplo: Um nanciamento de $ 10.000,00 deve ser
liquidado em três prestações mensais, iguais e consecutivas,
com a primeira prestação vencendo 30 dias após a liberação dos
recursos. Calcule o valor dessa prestação mensal para uma taxa
efetiva de 5% a.m., a juros compostos.
Solução: n = 3 meses
i = 5% a.m.
PV = $ 10.000,00
FV = $ 0,00
PMT = ?

54
Fluxo de caixa da operação:

0, 05(1 + 0, 05)3
 
PMT = 10000
(1 + 0, 05)3 − 1
PMT = $ 3.673,86

55
Exemplo: José deseja acumular $ 1 milhão em um prazo de
20 anos, a título de aposentadoria pessoal. Uma instituição
nanceira lhe oferece juros de 8% a.a., capitalizados
mensalmente. Quanto José deverá poupar mensalmente para
atingir seu objetivo, supondo que seus depósitos sejam
constantes ao longo dos 20 anos?
Solução: n = 20 anos = 240 meses
i = 8% a.a. = 0,67% a.m.
PV = $ 0,00
FV = $ 1.000.000,00
PMT = ?  
i
PMT = F V
(1 + i)n − 1
PMT = $ 1.689,31

56
3. Prestações antecipadas
Calcule o valor do principal de um nanciamento que foi
contratado com uma taxa de 5% a.m., a juros compostos,
sabendo que o nanciamento deve ser liquidado com 3
prestações mensais, consecutivas e iguais a $ 3.000,00, com
vencimento da primeira prestação ocorrendo no ato da liberação
dos recursos, a título de entrada.

Solução: As expressões anteriores não podem ser


usadas pois foram desenvolvidas para prestações
postecipadas.

57
58
Estratégia: calcular PV1, como mostrado no FC a seguir.
Esse PV1 ctício se relaciona com PMT da mesma forma das
expressões anteriores, pois os PMTs se tornam postecipados em
relação à PV1:

59
(1 + i)n − 1 (1 + 0, 05)3 − 1
   
P V 1 = P MT = 3000
i(1 + i)n 0, 05(1 + 0, 05)3
PV1 = $ 8.168,25

Agora basta deslocar PV1 um intervalo de tempo à frente para


se obter PV, usando F V = P V (1 + i)n , com PV = PV1, FV
= PV, i = 5% e n =1:

P V = P V 1(1 + i)1 = 8.168, 25(1 + 0, 05)

PV = $ 8.576,66

60
Existe outra maneira de se chegar ao mesmo
resultado? Se sim, como?

4. Prestações com carência


O período de carência de um nanciamento refere-se ao período
entre a liberação dos recursos do nanciamento e o início da
amortização do capital do empréstimo. Esse período de carência
pode compreender:

(a) uma carência total dos pagamentos, com a capitalização


dos juros não pagos;

(b) apenas uma carência de amortização do principal, com o


pagamento integral dos juros periódicos.

61
Exemplo: juros capitalizados na carência.
Um nanciamento de $ 10.000,00 deve ser liquidado em três
prestações mensais, iguais e consecutivas, ocorrendo a primeira
prestação 90 dias após a liberação dos recursos, sem haver
nenhum pagamento de juros no nal dos dois primeiros meses.
Calcule o valor dessa prestação mensal para uma taxa efetiva de
5% ao mês, a juros compostos.

Como os juros nos dois primeiros meses não são pagos, devem
ser capitalizados:

F V = P V (1 + i)n = 10000(1 + 0, 05)2 = $ 11.025,00

62
Agora é só calcular PMT usando como PV o valor de $
11.025,00 calculado anteriormente, ou seja, FV do passo
anterior se transforma em PV nesse passo. Sem a

63
representação do uxo de caixa na forma gráca o
procedimento pode car confuso!

i(1 + i)n 0, 05(1 + 0, 05)3


   
P MT = P V = 11025
(1 + i)n − 1 (1 + 0, 05)3 − 1
PMT = $ 4.050,43

Caso se houvesse pago os juros ($ 500,00 x 2), nos dois


períodos iniciais, PV = FV = $ 10.000,00 na expressão anterior
e PMT = $ 3.673,86.

5. Tabelas nanceiras

• Nos concursos públicos não é permitida a utilização de


calculadoras eletrônicas e os cálculos das expressões
relacionando PV, FV e PMT costumam, eventualmente, ser

64
efetuados com o uso de tabelas nanceiras, nos moldes do
que era feito antes do advento das calculadoras naceiras e
planilhas eletrônicas.

• Um exemplo de tabela nanceira é mostrado na gura a


seguir onde pode se ler o Fator de Acumulação de Capital
ou FV/PV para vários valores de n e i (Como
F V = P V (1 + i)n ; então F V /P V = (1 + i)n . Assim,
dado PV acha-se FV multiplicando PV pelo Fator de
Acumulação adequado.

65
Fator de Acumulação de Capital ou FV/PV para vários valores de n e i.

8 SÉRIES GRADIENTES

1. Séries gradientes lineares


Cada uxo de caixa (FC) pós-investimento adiciona a (ou

66
subtrai de) seu antecedente uma quantia igual  o chamado
gradiente linear G. Para efeitos da dedução da expressão
genérica, podem ser decompostas como a soma de duas séries:

(a) Uma série uniforme PMT

(b) Uma série gradiente G, 2G, 3G,...,(n-1)G

(1 + i)n − 1
 
P V = P MT + SG
i(1 + i)n

67
G(1) G(2) G(3)
SG = + + + ···
(1 + i)2 (1 + i)3 (1 + i)4
n
G(n − 2) G(n − 1) X (n − 1)
+ + = G
(1 + i)n−1 (1 + i)n m=1
(1 + i)n
Como:
G(1) = G(2) = G(3) = · · · = G(n − 1)

1 2 3
SG = G + + + ···
(1 + i)2 (1 + i)3 (1 + i)4

n−2 n−1
+ + (1)
(1 + i)n−1 (1 + i)n
Multiplicando ambos os lados por (1 + i):

1 2 3
SG(1 + i) = G + + + ···
(1 + i)1 (1 + i)2 (1 + i)3

68

n−2 n−1
+ + (2)
(1 + i)n−2 (1 + i)n−1
Fazendo (2)  (1) e simplicando:

1 1
i.SG = G + + ···
(1 + i)1 (1 + i)2
  
1 1 n
+ + −G
(1 + i)n−1 (1 + i)n (1 + i)n
O primeiro [...] é o valor presente PV das (n-1) prestações G:

(1 + i)n − 1
   
n
i.SG = G −G
i(1 + i)n (1 + i)n
G (1 + i)n − 1
 
n
SG = −
i i(1 + i)n (1 + i)n

69
Finalmente:

(1 + i)n − 1 G (1 + i)n − 1
   
n
P V = P MT + −
i(1 + i)n i i(1 + i)n (1 + i)n
Ou:

(1 + i)n − 1 (1 + i)n − i.n − 1


   
P V = P MT +G
i(1 + i)n i2 (1 + i)n
Exemplo: Uma fábrica comprou uma empilhadeira com vida
prevista de 5 anos. Os engenheiros estimaram o custo de
manutenção em $ 1.000,00 no primeiro ano, crescendo em $
250,00 por ano até o nal da vida do equipamento. Admite-se
que os custos de manutenção ocorram ao m de cada ano. O
custo de capital é de 12% a.a. Encontre o valor presente dos
custos de manutenção.

70
PMT = 1000
G = 250
i = 12% a.a. = 0,12
n = 5 anos

(1 + 0, 12)5 − 1
 
P V = 1000 +
0, 12(1 + 0, 12)5

71
(1 + 0, 12)5 − 0, 12.5 − 1
 
+250
0, 122 (1 + 0, 12)5
P V = 3604, 78 + 1599, 26
P V = $ 5.204, 03

Para este problema em particular, qual seria a outra maneira


de resolvê-lo, sem fazer uso da fórmula que relaciona PV,
PMT e G?

2. Séries gradientes geométricas


Cada uxo pós-investimento multiplica seu antecedente por um
fator constante (1+g), sendo g o gradiente geométrico.

72
73
A1 A1 (1 + g) A1 (1 + g)2
Pg = P V = + + + ···
(1 + i)1 (1 + i)2 (1 + i)3
A1 (1 + g)n−1
+
(1 + i)n
(1 + g)2 (1 + g)n−1
 
1 1+g
P V = A1 + + + · · · (3)
(1 + i) (1 + i)2 (1 + i)3 (1 + i)n
(1+g)
Multiplicando ambos os lados por
(1+i) , subtraindo a equação
anterior do resultado, obtém-se:

(1 + g)n
   
1+g 1
PV = − 1 = A1 −
1+i (1 + g)n+1 1 + i

74
Que fornece:
 n 
1+g

1 −
 1+i 
 , g 6= i
P V = A1  (4)
 i−g 

e
n.A1
PV = ,g = i (5)
(1 + i)
A equação (5) é obtida fazendo g=i na equação (3):
 
1 1 1
P V = A1 + + ··· +
1+i 1+i 1+i
Como o termo entre parênteses repete n vezes, tem-se a
equação (5).

75
Exemplo: Uma planta de geração de energia fez um upgrade
de uma válvula de controle de emissões. O custo da modicação
foi de $ 8.000,00 e se espera que tenha uma vida útil de 6 anos,
com preço residual de $ 200,00. O custo de manutenção foi
estimado em $ 1.700,00 no primeiro ano, aumentando 11% ao
ano nos períodos subsequentes. Determine o valor presente
total do investimento a um custo de capital de 8% a.a.

Solução: O valor presente do investimento (PV ou PT ) pode


ser dividido em três parcelas  o valor de aquisição, o valor
presente da série gradiente (Pg ) e o valor presente do preço

76
residual.
  6 
1 + 0, 11
 1 − 1 + 0, 08  200
PV = −8000 − 1700  +
 
 0, 08 − 0, 11  (1 + 0, 08)6

PV = 8000 1700(5,9559) + 126


PV = $ -17.999,00

77
78
9 SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO

Ver documento separado.

10 EXERCÍCIOS

1. Em quanto tempo se triplica um capital investido à taxa de


juros compostos de 12% a.a.? Resolva manualmente e com a
HP12C.

2. Dada uma proposta de fornecimento de três materiais, com


diferentes valores e prazos de pagamento, pode-se pagar nos
prazos oferecidos ou antecipar o valor total para a data de hoje.
A taxa de juros do comprador - seu custo de oportunidade

79
de capital1 - é de 4% a.m. Qual o máximo que se pode pagar
à vista por essa compra? É melhor comprar à vista ou a prazo?
Para cada item, qual é a taxa de juros que o fornecedor está
cobrando para pagamento à prazo?

Item Valor, $ Pagamento em (dd) À vista, $

AA 100.000 45 93.500

MM 200.000 60 186.000

ZZ 300.000 75 270.000

3. Que capital pode ser amortizado em 12 prestações mensais


iguais e sucessivas de $ 12.590,20 a juros compostos de 7%
1 O custo de oportunidade é o valor do que você renuncia ao tomar uma decisão, sendo uma relação direta
entre escolha e escassez. Nesse exemplo, se o comprador não pagar as mercadorias à vista, ele pode deixar o
dinheiro aplicado, que lhe rende juros de 4% a.m.

80
a.m.?

4. Um aparelho de som 3 em 1 foi oferecido por $ 300, com


pagamento à vista ou nanciado em quatro (1+3) prestações
mensais de $ 90. O comprador tem um custo de oportunidade
de 12% a.m. Qual é a melhor alternativa?

5. Encontre a solução mais econômica para uma unidade de


serviço que fornece ar comprimido para uma fábrica. O custo de
capital é de 12% a.a. Com o passar do tempo, as perdas na
tubulação causam ao sistema uma gradual perda de eciência.
Um compressor hoje funciona por 70% do tempo durante o qual
a fábrica opera (250 dias/ano, 24 h/dia). Isso requer 260 kWh
de eletricidade ao custo de $ 0,05/kW. Os engenheiros estimam
que o compressor aumente a carga de trabalho em 7% a.a. até

81
que, em cinco anos, o sistema não terá mais capacidade para
atender à demanda da fábrica. A empresa tem duas alternativas
para lidar com o problema:

(a) Manter o sistema como está, incorrendo em custos


crescentes de fornecimento de ar comprimido, até esgotar a
capacidade do sistema, ao nal de cinco anos;

(b) Trocar toda a tubulação agora, a um custo de $ 28.750; o


compressor funcionará o mesmo número de dias anuais,
porém reduzirá sua utilização para 53,9% em cada dia.

6. A Cia. Verde tomou um empréstimo de $ 100 mil do Banco


bom por um prazo de 60 dias à taxa real e efetiva de 4,5% a.m.
mais correção monetária pós-xada de acordo com a variação
do IGP (Índice Geral de Preços), que tende a se manter, no

82
prazo da operação, em 0,5% a.m. Admitindo-se que o principal
e os juros sejam pagos ao nal de 60 dias, qual será o
desencaixe da Verde?

7. Quais são as taxas semestral, trimestral e mensal equivalentes a


juros compostos de 60% a.a.?

8. Uma operação de empréstimo foi contratada a juros mensais de


6,5%. Tendo havido uma renegociação entre credor e devedor
para que os juros passem a ser cobrados trimestralmente,
pede-se a nova taxa de juros compostos.

9. Dois capitais foram aplicados em diferentes fundos de


investimento, que asseguram um rendimento periódico em
regime de juros compostos. O fundo X proporciona um
rendimento anual de 16%, ao passo que o fundo Y, de menor

83
risco, oferece um rendimento mensal capaz de trazer ao
aplicador 80% do rendimento de X. Qual é a taxa de juros
mensal do fundo X?

10. Uma operação de crédito foi contratada a juros de 16% a.a.,


capitalizados mensalmente. O principal e os juros serão pagos
ao nal de um ano. Qual será a carga de juros?

11. Ontem, foi noticiado que a taxa de juros em operações de


crédito ao consumidor (CDC) baixou parar 84,2% a.a.
Admitindo-se que a inação que em 5,5% neste ano - meta
xada pelo governo -, qual seria a taxa real de juros % a.m.
cobrada dos felizes clientes de operações CDC?

12. Em quanto tempo se multiplica por 5 um capital investido a


juros compostos de 2% a.m.?

84
13. A Cia. Rei do Caixa desconta dois títulos em um banco que
cobra juros compostos de 4% a.m. O primeiro, no valor de $ 50
mil, vence em 60 dias; o segundo, no valor de $ 80 mil, vence
em 90 dias. Quanto será creditado na conta da empresa?

14. Um banco oferece uma linha de crédito com juros de 24% a.a.,
capitalizados mensalmente. Qual é a taxa anual efetiva de
juros?

15. Que taxas de juros (simples e compostos) anuais equivalem à


taxa mensal de 5%?

16. Uma aplicação deverá render 16% nos próximos três meses;
espera-se uma taxa mensal de inação de 2%. Qual será a taxa
equivalente real anual?

17. Qual deve ser a taxa nominal anual do cheque especial oferecido

85
pelo Banco Amigo da Onça, que corresponde a uma taxa
efetiva de 6,8% a.m.?

18. Uma estação de tratamento de esgotos adquire uma bomba ao


custo de $ 20 mil; seu custo anual de operação e manutenção
foi estimado em $ 4 mil. Ao nal de 20 anos a bomba será
substituída por um modelo mais avançado; com sua venda
proporciona-se um valor residual de $ 3 mil. Qual seu custo
anual no ciclo de vida, aplicando uma taxa de juros de 8% a.a.?

19. Duas soluções de tratamento de euentes de uma fábrica estão


sendo consideradas. A primeira tem um custo inicial mais alto,
seguido por custos mais baixos de operação e manutenção. Já a
segunda custa menos para instalar e mais para operar e manter.
Que taxa de juros torna as duas soluções equivalentes em

86
termos nanceiros? Os ativos têm vidas de cinco anos, sem
valor residual.

20. Que valor se nancia em seis prestações mensais iguais de $


295,69, sendo a primeira paga no ato da contratação? A taxa
de juros cobrada pelo nanciador é 7,25% a.m.

21. Uma loja está nanciando um refrigerador que custa $ 1.900,00


em quatro prestações mensais, a primeira vencendo dentro de
30 dias. SE o lojista deseja obter um rendimento de 8,40%
a.m., qual deve ser o valor da prestação?

22. Silva fez um leasing de um carro novo, que custa $ 25 mil à


vista, para pagar $ 2.146,99 em 12 parcelas mensais iguais,
sendo a primeira dentro de 30 dias. Como entrada, Silva deu
seu carro usado, avaliado em $ 7 mil pelo vendedor. Qual é a

87
taxa cobrada no leasing ?
23. A Cia. Beta tem a previsão de produção para os próximos cinco
anos conforme a tabela a seguir. Sendo 12% a.a. seu custo de
capital, será conveniente investir $ 1.200,00 em uma mudança
de processo de fabricação que poupará $ 5 por unidade
produzida?

Ano 1 2 3 4 5

Produção 100 110 120 130 140

24. Examine novamente o caso da Cia. Beta, introduzindo as


seguintes modicações:

• A produção crescerá 8% a.a. nos próximos cinco anos;

88
• A economia de custo é agora de $ 10 por unidade produzida;

• O investimento necessário é de $ 3.500.

O investimento é atrativo?

25. Mário é engenheiro, trabalha por conta própria e, assim,


percebe rendimentos mensais variáveis. Preocupado com o
futuro, decide constituir um fundo para sua aposentadoria: seu
alvo é acumular $ 1 milhão em um prazo de 20 anos. Uma
instituição nanceira lhe ofereceu um investimento que rende
juros de 8% a.a. (para simplicar o exercício, ignora-se qualquer
custo de intermediação). Mário espera que seu rendimento
médio anual cresça a 6% a.a. até a data de sua planejada
aposentadoria. Ele pensa em manter uma proporção constante
entre os depósitos e sua renda anual. Quanto ele deverá

89
depositar ao nal do ano 1 e ao nal do ano 20?

26. José tem um gasto mensal médio de $ 1.000,00 no cartão de


crédito e todo mês ele paga apenas o mínimo de 15%. A
operadora de seu cartão de crédito cobra um juro de 16% a.m.
2
no crédito rotativo.

(a) Calcule a evolução da dívida de José com o cartão de


crédito nos próximos 6 meses.

(b) Qual é a taxa anual cobrada pelo cartão de crédito?

2 Desde abril de 2017, o consumidor só pode fazer o pagamento mínimo de 15% do cartão por um mês. Na
fatura seguinte, o banco não pode mais rolar a dívida. O cliente tem que pagar o valor total ou parcelar a
dívida em outra linha de crédito, com o juro mais barato. A partir de 1o de Junho de 2018 começou a vigorar
nova regra para os cartões de crédito na qual cada banco poderá denir o percentual do pagamento mínimo e
o cliente poderá fazê-lo apenas uma vez.

90