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Matemática 2

Geometria Plana
Pré-Vestibular
Teoria e Exercícios Propostos
índice.matemática 2

Capítulo 01. A Base da Geometria


1. Introdução ........................................................................................................ 11
2. Conceitos Primitivos, Definições e Notações .......................................................... 11
2.1. Por que nem tudo pode ser definido em uma Teoria? ............................................. 11
2.2. Estar entre: um Conceito Primitivo ........................................................................... 12
2.3. Definição de Segmento de Reta .............................................................................. 12
2.4. Segmentos Congruentes ......................................................................................... 12
2.5. Divisão de Segmento ............................................................................................... 12
2.6. Ponto Médio de Segmento de Reta ........................................................................ 13
3. Postulados e Teoremas ...................................................................................... 13
3.1. Por que nem tudo pode ser provado em uma Teoria? .............................................. 13
3.2. Teorema .................................................................................................................. 14
3.3. Teorema Recíproco .................................................................................................. 14
4. Ângulos ............................................................................................................ 15
4.1. Definição ................................................................................................................. 15
4.2. Medidas de um Ângulo ............................................................................................ 15
4.3. Ponto Interior de um Ângulo ................................................................................... 15
4.4. Setor Angular .......................................................................................................... 15
4.5. Classificação dos Ângulos .......................................................................................... 16
4.6. Bissetriz de um Ângulo ............................................................................................. 17
5. Ângulos de Duas Retas com Uma Transversal ........................................................ 19
5.1. Definição ................................................................................................................. 19
5.2. Propriedades ........................................................................................................... 20
5.3. Teorema Importante ............................................................................................... 20

Capítulo 02. Triângulos


1. Definição e Elementos Fundamentais .................................................................... 22
2. Classificação ...................................................................................................... 22
2.1. Quanto aos Lados .................................................................................................... 22
2.2. Quanto aos Ângulos ................................................................................................. 23
3. Estudo dos Ângulos ............................................................................................. 23
3.1. Teorema dos Ângulos Internos ................................................................................. 23
3.2. Teorema do Ângulo Externo .................................................................................... 24
3.3. Teorema dos Ângulos Externos ................................................................................ 24
4. Pontos Notáveis .................................................................................................. 25
4.1. Baricentro ................................................................................................................ 25
4.2. Ortocentro .............................................................................................................. 25
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4.3. Incentro .................................................................................................................. 26


4.4. Circuncentro ............................................................................................................ 26
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5. Triângulos Congruentes ....................................................................................... 28


5.1. Definição .................................................................................................................. 28
5.2. Casos de Congruências ............................................................................................. 28
5.3. Conseqüências Importantes ..................................................................................... 33

Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis


1. Definição e Elementos ......................................................................................... 35
2. Classificação dos Quadriláteros Convexos .............................................................. 35
2.1. Trapézio ................................................................................................................... 35
2.2. Paralelogramo ........................................................................................................... 36
2.3. Losango ................................................................................................................... 36
2.4. Retângulo ................................................................................................................ 36
2.5. Quadrado ................................................................................................................. 36
3. Propriedades dos Paralelogramos ......................................................................... 36
3.1. Ângulos Opostos Congruentes ................................................................................. 36
3.2. Lados Opostos Congruentes ..................................................................................... 37
3.3. Diagonais cortam-se no Meio .................................................................................... 37
4. Propriedades dos Losangos ................................................................................. 38
4.1. Diagonais Perpendiculares ......................................................................................... 38
4.2. Diagonais nas Bissetrizes dos Ângulos Internos .......................................................... 39
5. Propriedade do Retângulo: .................................................................................. 39
5.1. Diagonais Congruentes ............................................................................................. 39
6. Conclusão Importante ......................................................................................... 40

Capítulo 04. Ângulos na Circunferência


1. Circunferência e Círculo ...................................................................................... 42
1.1. Circunferência .......................................................................................................... 42
1.2. Círculo ...................................................................................................................... 42
1.3. Elementos de uma Circunferência ............................................................................. 42
1.4. Posições de um Ponto em Relação a uma Circunferência ........................................... 42
1.5. Posições de uma Reta em Relação a uma Circunferência ........................................... 43
1.6. Propriedade da Reta Tangente ................................................................................. 43
1.7. Propriedade da Reta Secante ................................................................................... 44
1.8. Posições Relativas de Duas Circunferências ................................................................ 44
2. Ângulo Central ................................................................................................... 46
3. Ângulo Inscrito ................................................................................................... 46
4. Propriedade do Ângulo Inscrito ............................................................................. 47
5. Conseqüências da Propriedade do Ângulo Inscrito .................................................. 48
5.1. Arco Capaz ............................................................................................................... 48
5.2. Pontos não Pertencentes ao Arco Capaz .................................................................. 48
5.3. Triângulo Retângulo ................................................................................................. 48
5.4. Quadrilátero Inscrito ................................................................................................. 49
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6. Ângulo de Segmento ........................................................................................... 49


6.1. Definição .................................................................................................................. 49
6.2. Propriedade ............................................................................................................. 49
7. Ângulo de Vértice Interno .................................................................................... 50
7.1. Definição .................................................................................................................. 50
7.2. Propriedade .............................................................................................................. 50
8. Ângulo de Vértice Externo ................................................................................... 50
8.1. Definição .................................................................................................................. 50
8.2. Propriedade ............................................................................................................. 51

Capítulo 05. Estudo dos Polígonos


1. Definições e Elementos ....................................................................................... 52
1.1. Segmentos Consecutivos ......................................................................................... 52
1.2. Polígonos e seus Elementos ..................................................................................... 52
2. Posição de um Ponto ........................................................................................... 52
3. Região Poligonal ................................................................................................. 52
4. Polígono Convexo e Polígono Côncavo ................................................................... 53
5. Nomenclatura .................................................................................................... 53
6. Número de Diagonais de um Polígono Convexo ...................................................... 53
7. Ângulos de um Polígono Convexo .......................................................................... 54
7.1. Teorema 1 ............................................................................................................... 54
7.2. Teorema 2 ............................................................................................................... 54
8. Ângulos Internos e Externos de um Polígono Regular .............................................. 55
8.1. Polígono Regular ...................................................................................................... 55
8.2. Ângulos ................................................................................................................... 56
8.3. Outros Ângulos em um Polígono Regula ................................................................... 56

Capítulo 06. Teoremas de Tales e da Bissetriz Interna


1. Definições .......................................................................................................... 59
2. Teorema de Tales............................................................................................... 59
3. Teorema da Bissetriz Interna ............................................................................... 60

Capítulo 07. Semelhança de Triângulos.


1. Semelhança ....................................................................................................... 62
1.1. Figuras Semelhantes ................................................................................................. 62
1.2. Exemplo e Contra-Exemplo ....................................................................................... 62
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1.3. Triângulos Semelhantes ............................................................................................ 63


1.4. Teorema Fundamental .............................................................................................. 63
2. Casos de Semelhança ......................................................................................... 65
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Capítulo 08. Relações Métricas na Circunferência


1. Teoremas .......................................................................................................... 68
1.1. Teorema 1 ............................................................................................................... 68
1.2. Teorema 2 ............................................................................................................... 68
1.3. Teorema 3 ............................................................................................................... 69
2. Tangência .......................................................................................................... 69
2.1. Retas Tangentes por um Ponto Externo ................................................................... 69
2.2. Quadriláteros Circunscritíveis ..................................................................................... 70
2.3. Estrutura de uma Figura com Tangência ................................................................... 70

Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo


1. Triângulos Retângulos Semelhantes ...................................................................... 73
2. Relações Métricas ............................................................................................... 73
3. Teorema de Pitágoras ......................................................................................... 74
4. Recíproca do Teorema de Pitágoras ...................................................................... 74
5. Problemas de Tangência ..................................................................................... 78

Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas


1. Teorema dos Senos ............................................................................................ 81
1.1. Demonstração para o Caso de um Triângulo Acutângulo ........................................... 81
1.2. Demonstração para o Caso de um Triângulo Obtusângulo ......................................... 81
1.3. Demonstração para o Caso de um Triângulo Retângulo ............................................. 82
2. Teorema dos Co-senos ........................................................................................ 83
2.1. Demonstração .......................................................................................................... 84
2.2. Síntese .................................................................................................................... 84
3. Natureza de um Triângulo ................................................................................... 85

Capítulo 11. Polígonos Regulares: Apótemas


1. Apótema de um Polígono Regular ......................................................................... 87
2. Cálculo do Apótema dos Principais Polígonos Regulares .......................................... 87
2.1. Triângulo eqüilátero .................................................................................................. 87
2.2. Quadrado ................................................................................................................. 87
2.3. Hexágono Regular .................................................................................................... 88
2.4. Octógono Regular .................................................................................................... 88
3. Cálculo do Raio da Circunferência Circunscrita ....................................................... 88

Capítulo 12. Comprimento de Circunferências e Arcos


1. Limites do Comprimento de uma Circunferência .................................................... 90
1.1. Polígonos Regulares Inscritos .................................................................................... 90
1.2. Polígonos Regulares Circunscritos .............................................................................. 90
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2. O Comprimento da Circunferência e o Número p .................................................... 91


3. Comprimento de um Arco de Circunferência .......................................................... 92
3.1. Arco em Graus ......................................................................................................... 92
3.2. Arco em Radianos .................................................................................................... 92

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


1. Conceitos Básicos ............................................................................................... 93
1.1. Noção Intuitiva de Área ............................................................................................ 93
1.2. Definição da Área de uma Região Poligonal ............................................................... 93
1.3. Regiões Poligonais Equivalentes ................................................................................ 93
2. Cálculo de Áreas ................................................................................................ 94
2.1. Área de um Retângulo ............................................................................................. 94
2.2. Área de um Paralelogramo ........................................................................................ 94
2.3. Área de um Triângulo ............................................................................................... 95
2.4. Área de um Trapézio ................................................................................................ 95
2.5. Área de um Losango ................................................................................................ 95
3. Divisão de uma Região Triangular em Partes Equivalentes ....................................... 96
4. Área de um Triângulo em Função da Medida de Dois Lados e do Ângulo Compreendido ... 98
5. Fórmula de Heron ............................................................................................... 99
6. Fórmula da Área em Função do Raio da Circunferência Inscrita ............................... 99
7. Fórmula da Área em Função do Raio da Circunferência Circunscrita ....................... 100
8. Área de um Polígono Regular ............................................................................. 101
9. Área de um Círculo ........................................................................................... 101
10. Área das Partes do Círculo ............................................................................... 102
10.1. Setor Circular ....................................................................................................... 102
10.2. Segmento Circular ................................................................................................ 102
10.3. Coroa Circular ....................................................................................................... 103

Exercícios Propostos ................................................................................................................................ 107


PV2D-06-MAT-21
.02 Geometria Plana

Capítulo 01. A Base da Geometria


1. Introdução Essa definição só pode ser apresentada
após o conhecimento dos conceitos de: reunião,
Existem indícios de que os primeiros segmentos consecutivos e pontos não
conhecimentos de Geometria foram desen- colineares; e esses conceitos só podem ser apre-
volvidos por volta de 2000 a.C. pelos sentados a partir de outros, e assim por diante.
babilônios, e cerca de 1300 anos a.C. pelos Porém, essa seqüência de conceitos pre-
egípcios, na tentativa de resolver proble- viamente apresentados não pode ser prolon-
mas do cotidiano, como a demarcação de ter- gada indefinidamente. É necessário estabele-
ras ou a construção de edifícios. No entanto, cer um ponto de partida, isto é, alguns con-
foram os gregos, por volta de 600 a.C., os pri- ceitos devem ser adotados sem definição
meiros a sistematizar e organizar tudo que (conceitos primitivos), para que todos os de-
se conhecia sobre o assunto até sua época. mais possam ser apresentados a partir deles.
O principal trabalho dos gregos foi feito São conceitos primitivos na Geometria
por Euclides, por volta de 300 a.C., que escreveu euclidiana:
um tratado de Geometria, chamado Elementos.
• Ponto (indicado por letra maiúscula latina)
A preocupação central de Euclides em
sua obra é a demonstração de propriedades Exemplos
geométricas com o auxílio da Lógica.
Da mesma forma que Euclides, inicia-
mos este livro apresentando neste capítulo
os conceitos primitivos, definições, postula- • Reta (indicada por letra minúscula
dos e teoremas, que serão básicos para o de- latina).
senvolvimento da Geometria, aqui chamada Exemplos
euclidiana, em homenagem ao seu principal
organizador.

2. Conceitos Primitivos,
Definições e Notações
2.1. Por que nem tudo pode ser • Plano (indicado por letra minúscula grega)
definido em uma Teoria?
Exemplos
Sempre que definimos algum elemento
em uma teoria, usamos, como ferramenta de
linguagem, outros elementos já definidos
anteriormente.
Exemplo
“Triângulo é a reunião de três segmentos con-
secutivos determinados por três pontos não
colineares”.

Capítulo 01. A Base da Geometria PV2D-06-MAT-21 11


Geometria Plana

2.2. Estar entre: um Conceito 2.4. Segmentos Congruentes


Primitivo Definição – Dois segmentos de reta são
A noção de estar entre é um conceito chamados congruentes quando tiverem a
primitivo que obedece às seguintes condições: mesma medida, na mesma unidade.
1ª) Se P está entre A e B, então A, B e P Exemplo
são distintos dois a dois. Os segmentos de reta 12 e 12 , da figu-
2ª) Se P está entre A e B, então A, B e P ra, têm medida 4 cm, portanto são
são colineares (estão na mesma reta). congruentes.
3ª) Se P está entre A e B, então A não está
entre B e P, e B não está entre A e P.
4ª) Se A e B são dois pontos distintos,
então existe um ponto P que está entre A e B.
Exemplos
Indica-se: 12 ≅ 34

2.5. Divisão de Segmento


Definição 1 – Se P é um ponto que está
entre A e B, dizemos que P divide interior-
23
mente 12 numa razão 1 =
24

Exemplo
Na figura abaixo AP = 5 cm e PB = 6 cm,
então:
2.3. Definição de Segmento de Reta
Dados dois pontos distintos, chamamos
de segmento de reta a figura (*) constituída
por eles e por todos os pontos que estão entre 23 1
P divide 12 na razão 1 = =
eles. 24 2
Exemplo Observação
O segmento de reta determinado por A No exemplo acima, o ponto P divide
e B é representado por 12 , dizemos que A e B o segmento de reta 12 na razão
são suas extremidades, e representamos por 23 2
11 = = .
AB a medida de 12 . 24 3

Definição 2 – Se A é um ponto entre P e


B, ou B é um ponto entre A e P, dizemos que o
1 2 3
12 = 11 2 ∪ 3 2 3 3456 37583 1 3 2 4 ponto P divide exteriormente 12 na razão
(*) Para apresentarmos a teoria da Geo- 23
1= .
metria de modo mais sucinto, admitiremos 24
alguns conceitos como conhecidos, como o de
figura (conjunto de pontos não vazio)

12 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 01. A Base da Geometria


Geometria Plana

Exemplo a) Um ponto de uma reta divide-a em


Na figura abaixo PA = 3 cm e AB = 5 cm, duas regiões chamadas semi-retas. O ponto
então: O é chamado de origem das semi-retas, e elas
são ditas opostas.
Exemplo

23 1
P divide 12 na razão 1 = = ←
⎯→
24 2
O ponto O divide a reta 12 em duas semi-
Observação

⎯→ ⎯
⎯→
No exemplo acima, o ponto P divide retas 12 3 14 , e O é a origem das semi-retas.
o segmento de reta 12 na razão b) Uma reta de um plano divide-o em
23 2 duas regiões chamadas semiplanos. A reta é
11 = = . chamada de origem dos semiplanos, e eles
24 3
são ditos opostos.
2.6. Ponto Médio de Segmento de Exemplos
Reta
Definição – Ponto médio de um segmen-
to de reta é o ponto que divide o segmento
interiormente na razão 1.
Exemplo A reta r divide o plano α em dois
Na figura 12 ≅ 23 , então P é o ponto semiplanos, rA e rB, e r é a origem dos
semiplanos.
médio de 12 , pois P divide 12 na razão
c) Dois pontos distintos determinam
23 uma única reta.
1= =1
24 Exemplo

3. Postulados e Teoremas Os dois pontos distintos (não coinciden-



⎯→
3.1. Por que nem tudo pode ser tes) A e B determinam a reta 12 .
provado em uma Teoria? d) Três pontos não colineares determi-
A demonstração de uma propriedade é nam um único plano.
feita com base em outras propriedades já de-
Exemplo
monstradas anteriormente. No entanto, as
primeiras propriedades de uma teoria, por-
que não têm outras para apoiar as suas de-
monstrações, são simplesmente “aceitas”
como verdadeiras. Essas propriedades são
chamadas de postulados. Os três pontos não colineares (não situ-
São postulados na Geometria ados em uma mesma reta) A, B e C determi-
euclidiana: nam o plano α .

Capítulo 01. A Base da Geometria PV2D-06-MAT-21 13


Geometria Plana

3.2. Teorema em que p é a hipótese e q é a tese.


Teoremas são proposições que prova- Simbolicamente, temos:
mos ser verdadeiras a partir de conceitos pri-
mitivos, de definições, de postulados, ou de 1⇒2
outras proposições já demonstrados. Trocando-se a hipótese, temos uma
Em um teorema destacam-se três par- nova proposição:
tes: hipótese, tese e demonstração.
1⇒2
A hipótese é o conjunto de condições que
admitimos como verdadeiras, a tese é o que que chamamos teorema recíproco, ou
queremos concluir como verdadeiro e a de- recíproca do teorema.
monstração é o raciocínio que usamos para Exemplo
provar a tese. “Se A, B e C são três pontos, tais que A
Exemplo está entre B e C e B divide 12 na razão 2,
Dado um segmento 12 e uma razão k, então 12 1 13 são congruentes”.
existe um único ponto P que divide interior-
mente 12 na razão dada. 1 12341 2 1 3 13
Hipótese: 21 23 ⇒ 12 ≅ 13
131 1234 15361 2 1 3 23
=5
4
23 12 = 4 A recíproca do teorema acima é:
4 13 “Se 12 1 13 são dois segmentos
1
Tese: 1 1 23456 congruentes, então A está entre B e C e B divi-
Demonstração de 12 na razão 2”.
Supondo que existe um ponto P’ distin-
to de P, entre A e B, que divide 12 na razão k, 13 1 12341 2 1 3
12 ≅ 13 ⇒ 2 23
então:
34 21 = 5
Observação
23 21 3 23 + 24 21 3 + 21 4
1= = ⇒ = A recíproca do teorema do exemplo não
24 21 4 24 21 4 é verdadeira; observe a figura.
Como PA + PB = AB e P’A + P’B = AB, te-
mos:
12 12
= ⇒ 32 = 31 2
32 31 2
Assim, P e P’ coincidem.
Logo, P é único. (c.q.d.)

3.3. Teorema Recíproco


12 1 13 são dois segmentos congruentes,
Os teoremas geralmente são enuncia-
dos na forma: A não está entre B e C.
Se p, então q.

14 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 01. A Base da Geometria


Geometria Plana

4. Ângulos Exemplo

4.1. Definição
Ângulo é a união de duas semi-retas de
mesma origem e não colineares.
Exemplo
Na figura, a reunião das semi-retas

⎯→ ⎯
⎯→ A medida do 1 123 é a medida do arco
12 1 13 é chamada de ângulo e indicada
AB assinalado.
por: Indica-se
1 1231 23 1 321 23 1 2
1 21 = 12°
1 1 234 = 234
Notamos que o ângulo é medido em
graus porque ele é medido a partir do arco
que determina na circunferência com centro
no seu vértice.


⎯→ ⎯
⎯→ Observação
O é o vértice do ângulo e 12 1 13 seus
Sendo α a medida de um ângulo, então
lados.
1° < α < 231°
4.2. Medidas de um Ângulo
Para medirmos um arco de uma circun-
ferência, inicialmente a dividimos em 360 4.3. Ponto Interior de um Ângulo
“partes” e chamamos de grau (°) a cada “par- Definição – Dado um ângulo e um pon-
te” obtida. Medir o arco em graus é determi- to P, dizemos que P é um ponto interior ao
nar quantas “partes” o arco compreende. ângulo quando qualquer reta que passa por
P intercepta os lados do ângulo em dois pon-
Exemplo
tos distintos A e B de modo que P seja sempre
um ponto entre A e B.
Exemplo

P é interior ao 1 123
A medida de um ângulo é a medida do
menor arco que o ângulo determina em uma 4.4. Setor Angular
circunferência com centro no seu vértice. Definição – Chamamos de setor angu-
lar à reunião dos pontos pertencentes ao ân-
gulo e os seus pontos interiores.

Capítulo 01. A Base da Geometria PV2D-06-MAT-21 15


Geometria Plana

Exemplo
Observação
Dois ângulos opostos pelo vértice são
sempre congruentes (medidas iguais)

II. Ângulos reto, agudo e obtuso


Setor angular do 1 123 1º) Ângulo reto
Definição – Um ângulo é reto quando
4.5. Classificação dos Ângulos
sua medida for igual a 90°.
I. Quanto à posição
Exemplo
1º) Ângulos consecutivos
Definição – Dois ângulos são consecu-
tivos quando têm o mesmo vértice e um lado
comum.
Exemplo

AOB é um ângulo reto.

Observação

⎯→ ←
⎯→
São consecutivos os pares de ângulos: As retas 12 1 13 do exemplo são
AOB e BOC; AOC e AOB; AOC e BOC. ditas perpendiculares.
2º) Ângulos adjacentes
Definição – Dois ângulos são adjacen-
tes quando são consecutivos e não têm ponto 2º) Ângulo agudo
interno comum. Definição – Um ângulo é agudo quan-
Exemplo do sua medida for menor que 90°.
Exemplo

α < 90°

AOB e BOC são adjacentes.


1 123 é agudo.
3º) Ângulos opostos pelo vértice (opv)
Definição – Dois ângulos são opostos Observação
pelo vértice quando os lados de um deles são ←
⎯→ ←
⎯→
semi-retas opostas aos lados do outro. As retas 12 1 13 do exemplo são
Exemplo ditas oblíquas.

3º) Ângulo obtuso


Definição – Um ângulo é obtuso quan-
AOD e BOC são opv. do sua medida for maior que 90°.

16 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 01. A Base da Geometria


Geometria Plana

Exemplo 2o) Ângulos suplementares


Definição – Dois ângulos são suplemen-
tares quando a soma de suas medidas for 180°.
Dizemos que um é o suplemento do outro.
Exemplo

1 123 é obtuso.
III. Ângulos complementares e suple-
mentares
1º) Ângulos complementares
Definição – Dois ângulos são comple-
mentares quando a soma de suas medidas
for 90°. Dizemos que um é o complemento do
outro.
Exemplo

1 123 1 1 456 são suplementares.


Observação
Os ângulos AOB e BOC da figura abai-
xo são adjacentes suplementares.

1 123 1 1 456 são complementares.

Observação 4.6. Bissetriz de um Ângulo


Os ângulos AOB e BOC da figura abaixo 1 1 324
1 , de vér-
são adjacentes complementares. Dados os ângulos 123

⎯→
tice O comum e lado 12 , também comum,
conforme a figura abaixo,

Capítulo 01. A Base da Geometria PV2D-06-MAT-21 17


Geometria Plana


⎯→ 03. Na figura, os ângulos têm as medi-
a semi-reta 12 divide o ângulo 1231 em das indicadas.
duas partes congruentes. Essa semi-reta é
1 . Assim:
chamada bissetriz do ângulo 123
Bissetriz de um ângulo é a semi-reta que
tem origem no vértice e o divide em duas par-
tes de medidas iguais.

Exercícios Resolvidos
01. P é um ponto que divide interior- a) Dar um par de ângulos complemen-
tares, se existirem.
1
mente 12 na razão e AB = 35 cm. Calcule PA. b) Dar um par de ângulos congruentes
2
distintos, se existirem.
Resolução
c) Indicar um par de semi-retas perpen-
12 4 diculares, se existirem.
=
13 5
d) Indicar uma semi-reta que seja
1 4 bissetriz de um ângulo da figura.
=
23 − 1 3 Resolução
5x = 70 – 2x 1 1 425
a) 123 1

7x = 70 12°+32° = 42°
x = 10 1 ≡ 425 1
b) 123
Resposta: PA = 10 cm
c)
02. P é um ponto que divide exterior- 1
d) , bissetriz de 123
1
mente 12 na razão e AB = 35 cm. Calcule PA.
2
04. Calcule a medida de um ângulo que
Resolução é o dobro do seu complemento.
12 1 Resolução
=
13 2 x = medida do ângulo
1 4
= 90° – x = medida do complemento do
1 + 23 3 ângulo
5x = 2x + 70
3x = 70 Então:

1=
23 1
1 = 2 34°− 1 2
4 Assim:
34
Resposta: 12 = 67 1 = 234°−51 ⇒ 1 = 64°
5
Resposta: A medida do ângulo é 30°.

18 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 01. A Base da Geometria


Geometria Plana


⎯→
05. Na figura a seguir tem-se: 12 é Resolução
⎯⎯→ Basta dividir cada medida por 2
1 e 12 é bissetriz de 123
bissetriz de 123 1 .
Determine: 1 = 22°
a) 11 3 2 = 22° ⇒ 123
1 ;
a) a medida de 123
1 . b) 121 6 2 = 123°437 6 2 = 43°537 ⇒
b) a medida de 123
⇒ 123 1 = 43°537

c) 12°349
1 = 15°61978
1 = 31°47948 ⇒
1 = 34°561572
⇒ 123
d) 12° 7 3 = 11°458 7 3 = 33°658 ⇒
⇒ 123 1 = 33°658

5. Ângulos de Duas Retas


Resolução com Uma Transversal
1 , logo
é bissetriz de 123
5.1. Definição
1 1 324
123 1 = 23°
Quando uma transversal a duas retas dis-
1 , logo tintas intercepta essas retas em dois pontos
é bissetriz de 123
distintos, os oito ângulos determinados são
1 1 324
123 1 = 23° classificados, conforme a figura, em:
Pela figura:
1 1 124
123 1 + 423
1 = 23°+ 45° = 65°
1 1 124
123 1 + 425
1 + 526
1 + 623
1 =
= 12 °+ 12 °+ 34 °+ 34 ° = 542 °
Resposta
1 1 23°
a) 123
1 = 123°
b) 123


⎯→
06. 12 é bissetriz de um ângulo 1231 .
Conhecendo a medida de 123 1 , determine a
1 • ângulos colaterais internos: 3 e 6, 4 e 5;
medida de 123 , em cada caso.
• ângulos colaterais externos: 1 e 8, 2 e 7;
a) 1231 = 11°
• ângulos alternos internos: 3 e 5, 4 e 6;
1 = 121°
b) 123 • ângulos alternos externos: 1 e 7, 2 e 8;
1 = 23°451
c) 123 • ângulos correspondentes: 1 e 5, 2 e 6, 4 e
1 = 12°
d) 123 8, 3 e 7.

Capítulo 01. A Base da Geometria PV2D-06-MAT-21 19


Geometria Plana

5.2. Propriedades Exercícios Resolvidos


Quando duas retas paralelas distintas são 01. Na figura abaixo, as retas r e s são pa-
cortadas por uma transversal, temos: ralelas. Calcule x.

Resolução
Os ângulos são alternos internos, logo são
congruentes:
• dois ângulos correspondentes são 2x + 30° = 3x + 5°
congruentes; 2x – 3x = 5 – 30
• dois ângulos alternos internos são − 1 = −23 → 1 = 23°
congruentes; Resposta: O valor de x é 25°
• dois ângulos alternos externos são
congruentes; 02. Sendo a reta r paralela à reta s, calcule
• dois ângulos colaterais internos são o valor de x.
suplementares;
• dois ângulos colaterais externos são
suplementares.

5.3. Teorema Importante


Duas retas são paralelas distintas se, e so-
mente se, formarem com uma transversal
Resolução
ângulos alternos internos congruentes.

Sendo t uma reta paralela a r e s, temos


a = 70° e b = 40°
Assim, x = a + b = 70° + 40° = 110°
r // s ⇔ α = β Resposta: O valor de x é 110°

20 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 01. A Base da Geometria


Geometria Plana

03. Na figura dada, sabe-se que r // s. Temos: a = 72° (ângulos alternos internos)
Calcule x. b = 90° – a = 90° – 72
b = 18°
Como x = b (ângulos correspondentes), temos
x = 18°
Resposta: O ângulo x vale 18°.

Observações
• As propriedades dos pares de ângulos
correspondentes, alternos e colaterais são
Resolução
válidas apenas no caso em que as duas retas
Pelo vértice do ângulo reto, vamos traçar a reta u são paralelas.
paralela a r e a s, determinando os ângulos de medi-
• Se as retas não forem paralelas, as pro-
das a e b, conforme a figura.
priedades não são válidas, mas os nomes des-
ses pares de ângulos continuam sendo os
mesmos.

Capítulo 01. A Base da Geometria PV2D-06-MAT-21 21


Geometria Plana

Capítulo 02. Triângulos


1. Definição e Elementos 2. Classificação
Fundamentais 2.1. Quanto aos Lados
Definição I. Triângulo escaleno é o que tem os três
lados com medidas diferentes.
Dados três pontos A, B e C não colineares,
o triângulo ABC é a reunião dos segmentos
121 2 1322322 23 .

12 ≠ 13 ≠ 23

II. Triângulo isósceles é o que tem pelo


∆123 = 12 ∪ 13 ∪ 23 menos dois lados com medidas iguais.

Elementos
• Vértices: são os pontos A, B e C.
• Lados: são os segmentos 121 2 1322322 23 .
• Ângulos internos: são os ângulos ABC,
ACB e BAC.
• Ângulos externos: são os ângulos ad-
jacentes suplementares dos ângulos internos AB = AC
(figura abaixo).
III. Triângulo eqüilátero é o que tem os
três lados com medidas iguais.

AB = AC = BC

22 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 02. Triângulos


Geometria Plana

2.2. Quanto aos Ângulos Demonstração


I. Triângulo retângulo é o que tem um ân- Traçando a reta r paralela ao lado 12 ,
gulo reto. O lado oposto ao ângulo reto é a temos:
hipotenusa e os outros, catetos.

α = 11 13
1 = 12°
1 1
23
2 alternos internos em paralelas
II. Triângulo acutângulo é que o tem os β = 2 34
1
três ângulos agudos. e como α + 1 + β = 123°
1 1 1
1 + 2 + 3 = 123°
1 < 12°
1 Exemplo
1 1
21 < 12° Em um triângulo ABC, 1 é o dobro de 1 e
1 1
31 < 12° 1 é o triplo de 1 . Calcule as medidas dos
1 1 1
ângulos 11 2 2 3 .

III. Triângulo obtusângulo é o que tem


um ângulo obtuso.

1
1=2
1 > 12°
1 1
1 = 12
1
1 = 12
3. Estudo dos Ângulos Resolução
Pelo teorema angular de Tales:
3.1. Teorema dos Ângulos Internos 1 1 1
Em todo triângulo a soma das medidas 1 + 2 + 3 = 123°
dos três ângulos internos é igual a 180° 3x + 2x + x = 180°
(teorema angular de Tales). 6x = 180°
x = 30°
1 1 1 Teremos:
1 + 2 + 3 = 123° A = 3 · 30 = 90°
B = 2 · 30 = 60°
C = 1 · 30° = 30°
1 1 1
Resposta: 1 = 12° 5 2 = 32° 6 3 = 42°

Capítulo 02. Triângulos PV2D-06-MAT-21 23


Geometria Plana

3.2. Teorema do Ângulo Externo Demonstração


Em todo triângulo, a medida de um ângu- 1 1 1
1 = 123°− α 4 2 = 123°− β 3 4 = 123°− γ
lo externo é igual à soma das medidas dos 1 1 1
dois ângulos internos não adjacentes a ele. Como 1 + 2 + 3 = 123° temos:
1123°− α2 + 1123°− β2 + 3123°−γ 4 = 123°
Assim: α + β + γ = 123°

Exercícios Resolvidos
01. Calcular o valor do ângulo x na figura
1 1 abaixo.
α = 1+ 2
Demonstração
1 1 1
1 + 2 + 3 = 123° (I)
1
α + 1 = 123° (II)
1 1 1 1
Fazendo I = II temos 1 + 2 + 3 = α + 3
1 1
Assim: α = 1 + 2
Observação
Esta propriedade é válida para qualquer ân-
gulo externo de um triângulo. Observe a figura:
Resolução/Resposta
Dividir o quadrilátero em dois triângulos, prolon-
gando-se um dos seus lados.

1 1 1
α = 1+ 2
1 1 1
β = 1+2
1 1
θ = 1+2

3.3. Teorema dos Ângulos Externos


Em todo triângulo a soma das medidas
dos ângulos externos é igual a 360°.
Resolução
1 1
1 é externo ao ∆123 ⇒ 4 = 12° + 32° = 442°
1 1 1
1 é externo ao ∆123 ⇒ 4 = 5 + 12°
1
1 = 112° + 32°
1
1 = 123°
Resposta: O ângulo x mede 140°.
α + β + γ= 360°

24 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 02. Triângulos


Geometria Plana

02. Calcular o valor de x na figura. 2ª) Ortocentro de um triângulo é o ponto


de encontro das retas suportes das três altu-
ras de um triângulo.

Resolução
(3x + 10°) + 4x + (5x – 10°) = 360°
12x = 360°
x = 30° ∆ acutângulo
O é o ortocentro do ∆123
Resposta: x = 30°.

4. Pontos Notáveis
4.1. Baricentro
Definições
1ª) Mediana de um triângulo é o segmento que
une um vértice ao ponto médio do lado oposto.
2ª) Baricentro de um triângulo é o ponto ∆ retângulo
de encontro das três medianas do triângulo. O é o ortocentro do ∆123

12 1 1 32 2 2 42 3 : medianas
G é o baricentro do ∆123
∆ obtusângulo
4.2. Ortocentro O é o ortocentro do ∆123
Definições
1ª) Altura de um triângulo é o segmento Observação
da perpendicular traçada de um vértice à reta Sendo ABC um triângulo acutângulo
suporte do lado oposto e que tem extremida- ou obtusângulo, o triângulo com vértices
des nesse vértice e no ponto de encontro com
essa reta suporte.
1 2
nos pés das alturas ∆1 1 1 2 1 3 é o tri-
ângulo órtico do triângulo ABC.

Capítulo 02. Triângulos PV2D-06-MAT-21 25


Geometria Plana

Exercícios Resolvidos 4.3. Incentro


01. No triângulo MTV, 12 é a altura rela- Definições
tiva ao lado 12 (figura abaixo). Calcular os 1ª) Bissetriz de um ângulo é a semi-reta
ângulos x e y do triângulo. com pontos internos ao ângulo e que deter-
mina com seus lados dois ângulos adjacen-
tes congruentes.

Resolução
No ∆123 temos: → 1
12 é a bissetriz de 123
x + 24° + 90° = 180° ⇒ x = 180 – 114
1 2ª) Bissetriz interna de um triângulo é o
1 = 11°
No ∆123 temos: segmento da bissetriz de um ângulo interno
que tem extremidades no vértice desse ângu-
y + 48° + 90° = 180° ⇒ y = 180 – 138 lo e no ponto de encontro com o lado oposto.
1
Resposta: 1 = 12°
3ª) Incentro de um triângulo é o ponto de
Atenção: 12 é perpendicular a TV – definição encontro das bissetrizes internas do triângulo.
de altura.

02. O perímetro do triângulo CNT é 95 cm,


os lados 12 e 12 medem, respectivamente,
20 cm e 40 cm. Se 12 é a mediana relativa do
lado 12 , determine a medida de 12 .

I é o incentro do ∆123

Observação
O incentro de um triângulo é o centro
Resolução da circunferência nele inscrita.
CN + TN + TC = 95
CN + 40 +20 = 95 ⇒ CN = 35 4.4. Circuncentro
13 Definições
TX é mediana, logo 12 =
1
1ª) Mediatriz de um segmento de reta é a
12 reta perpendicular a esse segmento pelo seu
12 =
3 ponto médio.
Resposta: 12 = 12 43 56

26 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 02. Triângulos


Geometria Plana

Observação
O circuncentro de um triângulo é o centro
da circunferência nele circunscrita.

Exercícios Resolvidos
01. (UFMG-MG) No triângulo ABC, as se-
guintes atribuições são feitas:

t é a mediatriz de 12

2ª) Mediatriz de um triângulo é a me- 123


1
= 423
1
1121115 = 45

diatriz de um dos lados do triângulo.


3ª) Circuncentro de um triângulo é o ponto
de encontro das três mediatrizes do triângulo.

I) 12 = altura, 12 = mediana, m = bissetriz


II) 12 = altura, 12 = mediana, m = bissetriz
III) m = mediatriz, 12 = mediana, 12 = altura
IV) 12 = bissetriz, 12 = altura, m = mediatriz
Pode-se afirmar que
∆ acutângulo a) I e II são verdadeiras.
O é o centro do ∆123 b) II e III são verdadeiras.
c) III e IV são verdadeiras.
d) I e IV são verdadeiras.
e) II e IV são verdadeiras.
Resposta: C
Resolução
I) 12 = altura (V)
12 = mediana (V)
∆ retângulo m = bissetriz (F)
O é o circuncentro do ∆123 II) 12 = altura (F)
12 = mediana (V)
m = bissetriz (F)
III) m = mediatriz (V)
12 = mediana (V)
12 = altura (V)
IV) 12 = bissetriz (V)
12 = altura (V)
∆ obtusângulo m = mediatriz (V)
O é o circuncentro do ∆123 III e IV são verdadeiras.

Capítulo 02. Triângulos PV2D-06-MAT-21 27


Geometria Plana

02. (Mackenzie-SP) Se um ponto D no pla- Observações


no de um triângulo é eqüidistante dos três
1ª) A correspondência 123 ⇔ 456 é
lados desse triângulo, ele é necessariamente
chamada de correspondência congruência.
a intersecção das:
2ª) É possível estabelecer outras corres-
a) alturas
pondências entre os triângulos ABC e DEF,
b) mediatrizes dos lados porém não serão necessariamente corres-
c) medianas pondência congruência.
d) bissetrizes dos ângulos internos 3ª) Os triângulos ABC e DEF coincidem
e) nenhuma das alternativas anteriores por superposição.
são corretas.
Exemplo
Resposta: D. Se D é eqüidistante dos três lados
de um triângulo, então é o centro da circunferência Na figura abaixo, ∆123 ≅ ∆145 , então
inscrita no triângulo; D é o incentro, ponto de encon- complete:
tro das bissetrizes internas.

5. Triângulos Congruentes
5.1. Definição
Dois triângulos ABC e DEF são congruentes
entre si se for possível estabelecer uma cor-
respondência entre seus vértices de modo que
a) 12 ≅ d) 1 1 ≅
seus lados sejam dois a dois congruentes e
também os seus ângulos internos sejam dois b) 12 ≅ e) 1 123 ≅
a dois congruentes.
c) 12 ≅ f) 1 123 ≅
Assim:
Resolução
Como 123 ⇔ 145 é uma correspondên-
cia congruência, temos:
a) 12 ≅ 13 d) 1 1 ≅ 1 2

b) 12 ≅ 13 e) 1 123 ≅ 1 425

c) 12 ≅ 34 f) 1 123 ≅ 1 145

5.2. Casos de Congruências


A definição de triângulos congruentes é
por demais “exigente”, v que para concluir-
mos que dois triângulos são congruentes é
necessário compararmos as seis medidas
12 ≅ 34 1 11 ≅ 13 básicas dos triângulos (lados e ângulos).
15 ≅ 36 1 12 ≅ 14 ⇔ ∆125 ≅ ∆346 Existem situações em que podemos con-
cluir a congruência de dois triângulos a par-
25 ≅ 46 1 15 ≅ 16 tir da igualdade de 3 medidas básicas

28 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 02. Triângulos


Geometria Plana

Essas situações são chamadas de casos de Em que VA, VB, VC e VD são as velocidades
congruência. dos jovens A, B, C e D, respectivamente:
Verificar se uma situação é caso de Provar que em qualquer instante do per-
congruência é descobrir se as medidas co- curso, antes da chegada, a distância entre os
nhecidas de dois triângulos permitem esta- jovens A e C é a mesma que a dos jovens B e D.
belecer uma correspondência congruência
entre os dois triângulos.
1º caso de congruência: LAL
O primeiro caso de congruência de dois
triângulos é a correspondência lado-ângulo-
lado, e é adotado na geometria euclidiana
como um postulado.
Se dois triângulos têm ordenadamente
congruentes dois lados e o ângulo compre-
endido, então eles são congruentes. Resolução
Num instante t após a partida, os jovens
A e B terão percorrido uma distância d1 e os
jovens C e D, uma distância d2.
Assim:

12 ≅ 11 21 13 4∆4
1 1 ≅ 1 11 2 ⇒ ∆123 ≅ ∆11 21 31
13 ≅ 11 3134
3
456
13
1 2 ≅ 1 21
23
∆123 ≅ ∆11 21 31 ⇒ 23 ≅ 21 31 12 = 13 = 41 13
41 3 ≅ 1 3 1 1 1 121
5 62
215 = 316 123 ⇒ ∆215 ≅ ∆316
Observação – As marcas nos lados e no 51 = 61 = 4 2
34
ângulo dos ∆123 e ∆11 21 31 identificam os
elementos correspondentes congruentes. 123 1
∆123 ≅ ∆425 ⇒ 13 = 45
Exemplo de aplicação:
Logo, a distância dos jovens A e C é a mes-
As retas r e s da figura representam duas ma que a dos jovens B e D.
estradas que passam pelas cidades W, X, Y e
Z e que se cruzam em P. 2º caso de congruência: ALA
O segundo caso de congruência de dois
A partir de P, num mesmo instante, qua-
triângulos é a correspondência ângulo-lado-
tro jovens A, B, C e D partem com destino às
ângulo.
cidades W, X, Y e Z, respectivamente.
Os jovens caminham com velocidade Se dois triângulos têm ordenadamente
constante de modo que: congruentes um lado e os dois ângulos a ele
adjacentes, então esses triângulos são
VA = VB e VC = VD
congruentes.

Capítulo 02. Triângulos PV2D-06-MAT-21 29


Geometria Plana

3º caso de congruência: LLL


O terceiro caso de congruência de dois tri-
ângulos é a correspondência lado-lado-lado.

Se dois triângulos têm os três lados or-


denadamente congruentes, esses triângulos
1 1 ≅ 1 11 13 343 são congruentes.
12 ≅ 11 21 2 ⇒ ∆312 ≅ ∆31 11 21
1 2 ≅ 1 2134

456 2
13
1 1 ≅ 1 11
∆123 ≅ ∆123 23
1 1 1 ⇒ 12 ≅ 11 21
34 13 ≅ 11 31 12 ≅ 11 21 13
13 ≅ 11 312 ⇒ ∆123 ≅ ∆11 21 31
Demonstração

⎯→ 23 ≅ 21 31 34
3
Consideremos sobre a semi-reta 11 21 um
ponto P tal que PB’ = AB. 11 1 ≅ 1 11
456 2 3
∆123 ≅ ∆11 21 31 ⇒ 21 2 ≅ 1 21
341 3 ≅ 1 31
Demonstração

12 = 321 13 515
1 12 ⇒ ∆124 ≅ ∆324
24 = 24 1 1
2 = 21 34
1 1 3
567 2
∆123 ≅ ∆421 31 ⇒ 1 132 ≅ 1 431 21

1 123 ≅ 1 11 21 31 12 ⇒ 1 11 21 31 ≅ 1 421 31
3

⎯→
1 123 ≅ 1 421 31 Tracemos uma semi-reta 12 no semi-


⎯→ ←
⎯→
plano oposto ao determinado por 12 e A, de
Assim, as retas 11 21 e 11 2 coincidem, e modo que 1 123 ≅ 1 41 21 31 e 12 ≅ 11 31
isto significa que A’ = P, ou seja, ∆11 21 31 2 ∆421 31
são o mesmo triângulo. 12 ≅ 11 31 13535
Logo: ∆123 ≅ ∆11 21 31
23
1 214 ≅ 1 31 11 41 ⇒ ∆31 11 41 ≅ ∆214
14 2 34565 4

30 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 02. Triângulos


Geometria Plana

132
567 2 43 ≅ 11 31 12 = 13 13 444
∆11 21 31 ≅ ∆423 ⇒
34
1 213 ≅ 1 21 11 31 111 2 34565 2 ⇒ ∆11 13 ≅ ∆11 12
34
12 ≅ 11 21 13 ⇒ 12 ≅ 23 ⇒ 1 312 ≅ 1 231 11 2 = 11 3

23 ≅ 11 21 34
2 1 1
Assim, 1221 = 3221 = 23°
Como P’PC é reto, então a trajetória de
12 ≅ 11 211 32 ⇒ 12 ≅ 32 ⇒ 1 312 ≅ 1 231 ←
⎯→
Paulo é uma reta perpendicular a 12 .
32 ≅ 11 21 3 4 4º caso de congruência: LAA0
1123 ≅ 1312 13 O quarto caso de congruência de dois tri-

1 32 ⇒ 1324 ≅ 1314
1124 ≅ 1412 ângulos é a correspondência lado-ângulo-
1 1 ângulo oposto.
324 = 123 + 124 3
314 = 312 + 412 34
1 1 1 Se dois triângulos têm ordenadamente
um lado, um ângulo e o ângulo oposto ao
1 123 ≅ 1 143 1
lado, então eles são congruentes.

1 143 ≅ 1 11 21 313
2 ⇒ 1 123 ≅ 1 11 21 31
12 ≅ 11 21 13414
1 213 ≅ 1 21 13 1 12 ⇒ ∆123 ≅ ∆11 21 31 ⇒
13 ≅ 11 31 34
13
12 ≅ 11 21 433
Exemplo de Aplicação
1 1 ≅ 1 11 23 1
⇒ ∆312 ≅ ∆31 11 21
1 3 ≅ 1 314
Em uma aula de Educação Física o profes-
sor pede que as alunas Ana e Carolina per-
maneçam fixas em dois pontos distintos A e
456 2
13
1 3 ≅ 1 31
C da quadra, e que o aluno Paulo, inicialmen-
te no ponto médio de 12 , se movimente na 23
∆123 ≅ ∆11 21 31 ⇒ 12 ≅ 11 21
quadra, mantendo a eqüidistância de A e C. 34 13 ≅ 11 31
Mostre que a trajetória de Paulo é uma Demonstração

⎯→
reta perpendicular a 12 . 1 1 1
1 + 2 + 3 = 123° 13
Resolução
Seja P’ uma posicão de Paulo num instan-
1 1 1
14+ 24+34 = 123°
1 1
32
1 1
⇒ 3 = 34
te qualquer: 1 = 14
1 1
33
2 = 24 4
1 1
1 = 11 13
343
23
12 = 11 21 ⇒ ∆312 ≅ ∆31 11 21
1 1
2 = 21 34
Capítulo 02. Triângulos PV2D-06-MAT-21 31
Geometria Plana

Exemplo de Aplicação 1 1
1 = 1 = 12° 13
34
12 ≅ 13 23 2 ⇒ ∆123 ≅ ∆13 23 33
A figura abaixo mostra uma gangorra com
haste rígida de extremidades A e B, apoiada
em uma mureta vertical num ponto P. Quan- 23 ≅ 23 33 34
3
do as extremidades A e B tocam o chão, for-
mam com o mesmo ângulos de medidas 1
456 2 1 3 ≅ 1 31
iguais. 3
∆123 ≅ ∆11 21 31 ⇒ 21 2 ≅ 1 21
334 13 ≅ 11 31
Demonstração
Prove que o ponto P está no meio da haste
rígida.
Resolução

111 2 34565 13
1 1
23
1221
111 2 = 111 3 ⇒ ∆211 1 ≅ ∆311 1
1 1
1211 = 1311 34 Sobre a semi-reta oposta a
12

⎯→
, tomemos
Então, AP = BP, ou seja, um ponto P de modo que A’P = AC.
P está no meio da haste rígida. 11 2 = 13 13
Caso especial de congruência
1 1 515
23
211 41 = 314 ⇒ ∆11 41 21 ≅ ∆143 6 56
O caso especial de congruência de dois tri-
ângulos é a correspondência hipotenusa-
11 41 = 14 4
cateto. Assim, B’P = BC = B’C’
1 1
Se dois triângulos retângulos têm orde- Então, ∆121 31 é isósceles e 1 = 21
nadamente congruentes a hipotenusa e um
cateto, então eles são congruentes.
11 21 2 34565
1 1
13
5111
311 41 = 41 11 21 ⇒ 23
1 1
3=4 34
⇒ ∆11 21 31 ≅ ∆11 21 41 55 12
De I e II temos:
∆123 ≅ ∆11 21 31

32 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 02. Triângulos


Geometria Plana

5.3. Conseqüências Importantes Demonstração


I. Teorema do triângulo isósceles Consideremos os triângulos ABC e ACB,
Se um triângulo tem dois lados congruentes, isto é, associemos a A, B e C, respectivamente,
então os ângulos opostos a estes lados são A, C e B.
congruentes.
Sendo ABC um triângulo isósceles com
AB = AC, temos:

Exercícios Resolvidos
Hipótese Tese 01. Classifique em verdadeiro (V) ou Falso (F).
1 1 a) Todo triângulo isósceles é eqüilátero.
AB = AC 1=2
b) Todo triângulo eqüilátero é isósceles.
Demonstração c) Um triângulo escaleno pode ser
Consideremos os triângulos ABC e ACB, isósceles.
isto é, associemos a A, B e C, respectivamen- d) Todo triângulo isósceles é triângulo
te, A, C e B. retângulo.
e) Todo triângulo retângulo é triângulo
escaleno.
f) Existe triângulo retângulo e isósceles.
g) Existe triângulo isósceles obtusângulo.
h) Todo triângulo acutângulo ou é
isósceles ou é eqüilátero.
Resolução/Respostas
II. Recíproca do teorema do triângulo
a) F → Triângulo isósceles tem dois la-
isósceles
dos iguais e eqüilátero três.
Se um triângulo possui dois ângulos
b) V → O triângulo eqüilátero tem, tam-
congruentes, então esse triângulo tem dois
bém, dois lados iguais.
lados congruentes.
1 1 c) F → Triângulo escaleno tem os três la-
Sendo ABC um triângulo com 1 = 2 , temos: dos diferentes.
d) F → Há triângulos retângulos que não
são isósceles.
e) F → Há triângulos retângulos que têm
dois lados iguais.
f) V → Conseqüência da anterior.
g) V → Há triângulos retângulos com
dois lados iguais.
Hipótese Tese h) F → Há triângulos acutângulos que
1 1 não são isósceles nem eqüiláteros.
1=2 AB = AC

Capítulo 02. Triângulos PV2D-06-MAT-21 33


Geometria Plana

02. Observe a figura: 03. Dado um segmento 12 , construimos


1 1
123 ≅ 432 com AC = DB, conforme a figura
abaixo. Unindo os pontos C e D obtemos o
ponto M no segmento 12 .
Mostre que M é ponto médio de 12 .

Dados:
AB = 35
CE = 22
AC = 2x - 6
DE = 3y + 5
1 1
1=2
Calcular o valor de x e y e a razão entre os
perímetros dos triângulos CBA e CDE. Resolução:
Resolução
1 1 12 ≅ 34 1 56789
62 13
122
(A) 1 = 2 (dado)
23
1 1 56789
62 ⇒ 1 ∆1 2 ≅ ∆3 4
1 = 431
213
1 ⎯2
(L)12 = 13 1213 ⎯ 121
⎯→ ∆124 ≅ ∆13E, 1 = 3 4
1 2 1 1 63 3 32 34
1 1
(A) 123 = 425 1231 2 123 1
Assim: ∆123 ≅ ∆425 ⇒ 12 = 42
12 = 23 = 11 Resposta:
12 = 34 = 12 12234 1 56789
8645 386 6 23
12 = 23 = 11
2x – 6 = 22 3y + 5 = 35
2x = 28 3y = 30
1 = 12 1 = 12
Para os perímetros, teremos:
∆123 ⇒ 32 + 31 + 21 = 12 + 33 + 33 = 45
∆123 ⇒ 13 + 12 + 23 = 11 + 11 + 23 = 45
Portanto, a razão entre os perímetros será
igual a 1.
Resposta: x = 14, y = 10 e a razão = 1.

34 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 02. Triângulos


Geometria Plana

Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis


1. Definição e Elementos 12 = 1234 52678
Sejam A, B, C e D quatro pontos de um 12 = 1234 54678
mesmo plano todos distintos, sem que exis-
Os trapézios podem ser classificados em:
tam três colineares. Se os segmentos 12 , 12 ,
12 e 12 interceptam-se apenas nas extre- I. Trapézio Isósceles: quando os lados não
midades, a reunião desses quatro segmen-
paralelos são congruentes.
tos é um quadrilátero.

Elementos de um quadrilátero convexo


ABCD. 12 11 34 2 14 ≅ 23
• Vértices: são os pontos A, B, C e D. 1 = 21 1 3
1 1 = 41
• Lados: são os segmentos 12 , 12 , 12
e 12. II. Trapézio Escaleno: quando os lados
não paralelos não são congruentes.
• Ângulos internos: são os ângulos
1 1 , 123
123 , 123 1 e 1231 .
• Ângulos externos: são os ângulos ad-
jacentes suplementares dos ângulos internos.

2. Classificação dos Quadri-


láteros Convexos 12 11 34 2 14 ≠ 23

2.1. Trapézio III. Trapézio Retângulo: quando tem dois


Um quadrilátero convexo é um trapézio ângulos internos retos.
se, e somente se, tiver dois lados paralelos.

1 =4
12 11 34 2 1 1 = 34°

Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis PV2D-06-MAT-21 35


Geometria Plana

2.2. Paralelogramo
Um quadrilátero convexo é paralelogramo
se, e somente se, possuir os lados opostos pa-
ralelos.

1 = 21 = 31 = 4
12 ≅ 23 ≅ 34 ≅ 14 e 1 1 = 12°
12 1 1 34 2 14 1 1 23
3. Propriedades dos
2.3. Losango
Paralelogramos
Um quadrilátero convexo é um losango
se, e somente se, possuir os quatro lados 3.1. Ângulos Opostos Congruentes
congruentes.
I. Em todo paralelogramo os ângulos
opostos são congruentes.

Hipótese: ABCD é paralelogramo.


1 = 21 1 31 = 4
Tese: 1 1

12 ≅ 23 ≅ 34 ≅ 41
Demonstração
2.4. Retângulo
12 11 34 ⇒ 11 +41 = 234°13
Um quadrilátero convexo é um retângulo
231 = 31
⇒ 1
se, e somente se, possuir os quatro ângulos
internos congruentes.
14 11 23 ⇒ 31 + 4
1 = 234°
4
Analogamente, provamos que 11 = 2
1.

II. Todo quadrilátero convexo que pos-


sui ângulos opostos congruentes é
paralelogramo.

1 = 21 = 31 = 4
1 1 = 12° 1 = 21 1 31 = 4
Hipótese: 1 1
Tese: ABCD é paralelogramo.
2.5. Quadrado
Um quadrilátero convexo é um quadrado
se, e somente se, possuir os quatro ângulos
internos congruentes e os quatro lados
congruentes.

36 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis


Geometria Plana

Demonstração
1 = 21 1 31 = 4
1 1⇒1 1 + 31 = 21 + 4
113 1 + 31 = 234°
23

1
1 + 31 + 21 + 4
1 1 = 234°
41 +4
1 1 = 234°

11 + 21 = 234°⇒ 13 11 24 13 1243 5
⇒23 Demonstração
11 + 31 = 2342 ⇒ 12 11 43
4
67879
9 87 
12 = 34 13 111
III. Conseqüência: Todo retângulo é 23 = 14 23 ⇒ ∆213 ≅ ∆431
paralelogramo. 13 1 23454 4
123 1
3123
1 = 432
1
∆123 ≅ ∆342 ⇒ 2
1

3.2. Lados Opostos Congruentes 43132


1 = 423
1

1 ⇒ 21 11 34 1
I. Em todo paralelogramo os lados opos- 1 ≅ 432
123 32 ⇒ 2134 2
132 = 423 ⇒ 13 11 24 34 34546768954
8
tos são congruentes. 1 1

Hipótese: ABCD é paralelogramo.


Tese: AB = CD e BC = AD III. Conseqüência: Todo losango é
paralelogramo.

3.3. Diagonais cortam-se no Meio


I. Em todo paralelogramo as diagonais se
interceptam nos respectivos pontos médios.

Demonstrações Hipótese: ABCD é paralelogramo.


13
1 1 Tese: AM = CM e BM = DM
1234 1 2343565784397 ⇒ 23

4 1 
1

12 1 23454 13
31 = 41
1221
23
345 13 = 24
⇒ ∆312 ≅ ∆421 ⇒
1
56
3121 = 421
1 34
32 = 14 7
Demonstração
1234 1 312 12 = 34 55 6
43 12

34 ⇒ 13216
II. Todo quadrilátero convexo que possui
1 5 55 6

2343565784397 1 = 436
os lados opostos congruentes é parale-
logramo. 23 6
34 126 = 346
1 1 5 555 6
Hipótese: AB = CD e BC = AD
121
35 41 = 21
Tese: ABCD é paralelogramo.
1122 11122 11112 ⇒ ∆123 ≅ ∆145 ⇒ 4 3
5631 = 51
Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis PV2D-06-MAT-21 37
Geometria Plana

II. Todo quadrilátero convexo em que as Demonstração


diagonais se interceptam nos respectivos
pontos médios é paralelogramo.
1234 1

1234 1

12 15 = 53
2345673 85952
23795 3 3 15 = 54
Hipótese: AM = MC e BM = MD
12 = 23 13 111
Tese: ABCD é paralelogramo.
14 = 43 23 ⇒ ∆142 ≅ ∆342
24 12343 4

Assim:
1 = 423
123 1 = 12°

Então: 12 ⊥ 34

Demonstração
12 = 23 13 121 II. Todo paralelogramo que tem as
diagonais perpendiculares é losango.
1 = 325
124 1 5 62 ⇒ ∆124 ≅ ∆345
12 32 4
42 = 25 34 Hipótese: ABCD é paralelogramo e

∆123 ≅ ∆435 ⇒ 13 = 45 1 6 2
12 ⊥ 34 .
Tese: ABCD é losango.
Analogamente para ∆123 e ∆123 , te-
mos: BD = AD (II)
(I) e (II) ⇒ ABCD é paralelogramo.

4. Propriedades dos
Losangos
4.1. Diagonais Perpendiculares
Demonstração
I. Todo losango tem as diagonais perpen-
diculares.
12 1 23454
121
13
Hipótese: ABCD é losango. 32 = 42 23
⇒ ∆123 ≅ ∆124
Tese: 12 ⊥ 34 1 = 124
123 1 34
Analogamente: ∆123 ≅ ∆423 ≅ ∆425
Assim: AB = BC = CD = AD
Então: ABCD é losango.

38 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis


Geometria Plana

4.2. Diagonais nas Bissetrizes dos


Ângulos Internos
13 1234 1 2343565784397 6
Hipótese: 2213 1 = 413
1
231
1 = 4311

33 124
I. Todo losango tem as diagonais nas
bissetrizes dos ângulos internos.
4 1 = 324
1 6 142 1 = 342
1

Tese: ABCD é losango.


Hipótese : ABCD é losango.

12123
1 = 423
1 1 132
1 = 432
1

3 214
Tese:
1 = 314
1 1 241
1 = 341
1

Demonstração

1 = 21
1
13
1 33
1 = 321
312 1

Demonstração
1 = 412
312 1 = 1
13
2⇒ 1 2 1
1 = 2 33
1 412 = 421
12 = 23 13 111 1 = 421
321
1 4
14 = 34 23 ⇒ ∆123 ≅ ∆341 1 ⇒ 21 = 13 1 5 2
1 = 423
13 1 23454 4 123
1 = ⇒ 21 = 31 1 44 2
1 = 132
123
13213
1 = 431
1 152 ABCD é paralelogramo ⇒ AB = CD (III)
∆123 ≡ ∆341 ⇒ 2 3 (I), (II) e (III) ⇒ AB = BC = CD = AD
33231 1 5 55 6
4 1 = 413 Assim, ABCD é losango.

∆123 5. Propriedade do Retângulo:


1 = 231
12 = 23 ⇒ 123245652 ⇒ 213 1 444 1 2 5.1. Diagonais Congruentes
1 1 21 111 2 2 1 111 2 ⇒ 234
1 = 534
1 2 243
1 = 543
1 I. Todo retângulo tem as diagonais
congruentes.
Analogamente, provamos que:
Hipótese: ABCD é retângulo.
1 = 423
123 1 1 132
1 = 432
1
Tese: AC = BD

II. Todo paralelogramo que tem as


diagonais nas bissetrizes dos ângulos in-
ternos é losango.

Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis PV2D-06-MAT-21 39


Geometria Plana

Demonstração • diagonais nas bissetrizes dos ângulos


internos;
12 = 34 13 676 • diagonais perpendiculares;
1 = 31
1 23 ⇒ ∆213 ≅ ∆431 • diagonais congruentes.
13 1 23454 4
Exercícios Resolvidos
∆123 ≅ ∆432 ⇒ 31 = 24 01. Construir um diagrama de Venn, sendo:
U... conjunto dos quadriláteros convexos
II. Todo paralelogramo que tem diago- T...conjunto dos trapézios
nais congruentes é um retângulo. P... conjunto dos paralelogramos
R... conjunto dos retângulos
12 1234 1 2343565784397
L... conjunto dos losangos

3
Hipótese: 13 = 24 Q... conjunto dos quadrados

Tese: ABCD é retângulo. Resposta

Demonstração
13 11 = 31 556
1234 1 2343565784397 ⇒ 221 = 4
3 1 5556 02. Num trapézio retângulo, o menor ân-
33 14 = 23 gulo é 1 do maior. Determine a medida dos
4 2
seus ângulos internos.
12 = 34 13 111 Resolução
32 = 14 23 ⇒ ∆312 ≅ ∆431
13 1 23454 4

∆123 ≅ ∆412 ⇒ 2 1 = 11 1 555 2

1121 111 2 2 1111 2 ⇒ 31 = 41 = 51 = 61 ⇒ 345 Da figura, temos:

131 = 1 2 131 = 1 2
123456789

6. Conclusão Importante 23 2 ⇒ 23 2
Como os quadrados são trapézios, 4 1 + 2 + 34 ° + 341 = 564° 41 + 2 = 784°
paralelogramos, losangos e retângulos, eles 4
1 + 2 = 123° ⇒ 2 + 2 = 123°
têm todas as propriedades estudadas, isto é: 5
• ângulos opostos congruentes; 5y + 7y = 1 260°
• lados opostos congruentes; 12y = 1 260°
• diagonais cortam-se no meio; y = 105°

40 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis


Geometria Plana

Logo:
1 1 1 e 11 de
04. As bissetrizes dos ângulos 1
1 = 2 ⇒ 1 = ⋅ 341°
2 2 um paralelogramo formam um ângulo m que
x = 75° 1
mede do ângulo 1 1 . Quanto medem 1
1 e 11 ?
Resposta: 75°, 90°, 90° e 105° 2
Resolução
03. Demonstre que o quadrilátero forma-
do pelas bissetrizes dos ângulos de um
paralelogramo é um retângulo.
Resolução

No triângulo ABM, temos:


1 2
+ + 3 = 234°⇒ 5 1 + 12 = 514°
1 1

1 e 11 são suplementares ( 12 1 1 13 e 12 1 2 2
1 + + 1 = 456° 3
1 1 3
é transversal). Logo:

13 1
a + b = 180° 12 11 34 5 13 2 3456789475
2
1 + 21 = 123°
1
1 33 121 1 + 22 = 123°
3 = 5 67889
7 62 ⇒ 3 + 4 = 53° 31 + 2 = 453°
1
4 33 Resolvendo o sistema obtemos
21
4 = 5 67889
7 6 3
4 4 Resposta:
a = 72° e b = 108°.
No triângulo ABR, temos:
1 + 2 + 31 = 123°

12° + 11 = 342° ⇒ 11 = 12°


Aplicando o mesmo raciocínio aos triân-
gulos BCQ, DCP e ADS, provamos que
11 = 21 = 31 = 12° .
Resposta:
Portanto, PQRS é retângulo.

Capítulo 03. Quadriláteros Notáveis PV2D-06-MAT-21 41


Geometria Plana

Capítulo 04. Ângulos na Circunferência


1. Circunferência e Círculo 1.3. Elementos de uma Circunferência
Na circunferência de centro C e raio r da
1.1. Circunferência figura, temos:

Circunferência é o conjunto de todos os


pontos de um plano, cuja distância a um
ponto fixo é uma constante positiva.

A figura representa uma circunferência λ ,


em que C é o centro (ponto fixo), 12 é um
raio, com PC = r (constante positiva).

1 2 3
λ 1 1 2 = 3 ∈ α 2 31 = 2 4
em que α é o plano da folha.
1.4. Posições de um Ponto em
Relação a uma Circunferência
1.2. Círculo Dados um ponto P e uma circunferência
Círculo é o conjunto de todos os pontos de centro C e raio r, sendo d a distância de P
de um plano cuja distância a um ponto fixo ao centro C, temos:
é menor ou igual a uma constante positiva.
P é interno à circunferência d < r
P é externo à circunferência d > r
P pertence à circunferência d = r

1
1 = 1 ∈ α 1 12 ≤ 3 2
em que α é o plano da folha.

42 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 04. Ângulos na Circunferência


Geometria Plana

Exemplo III. Reta secante


Uma reta é chamada de secante a uma cir-
cunferência quando tem dois pontos distin-
tos em comum com ela.

A é interno a λ
1 ∈λ
D é externo a λ
1.5. Posições de uma Reta em
Relação a uma Circunferência 1.6. Propriedade da Reta Tangente
I. Reta externa
Toda reta t tangente a uma circunferên-
Uma reta é externa a uma circunferência cia de centro O é perpendicular ao raio no
quando todos os seus pontos são externos a ela. ponto T de tangência.

Hipótese:
121121 685 9
56
181λ
321213456417
1 685 9
56

Tese: OT ⊥ t

II. Reta tangente


Uma reta é tangente a uma circunferência
quando um de seus pontos pertence a ela (ponto
de tangência) e todos os outros são externos a ela.

Demonstração
Se a tangente não fosse perpendicular ao
raio no ponto T, o raio 12 formaria com t
um ângulo agudo, e existiria um ponto 1 1∈ 2,
de tal modo que o triângulo OTT’ fosse
A é o ponto de tangência. isósceles.

Capítulo 04. Ângulos na Circunferência PV2D-06-MAT-21 43


Geometria Plana

Então, como OT = OT’= raio, o ponto 1.8. Posições Relativas de Duas


T’pertenceria a λ , e a reta t e a circunferência Circunferências
λ teriam dois pontos distintos em comum, o I. Internas
que é um absurdo. Duas circunferências são internas quan-
Assim, t é tangente ao raio, isto é, 12 1 3 . do todos os pontos de uma forem internos à
outra. Em particular, quando os centros co-
incidem, são concêntricas.
1.7. Propriedade da Reta Secante
Se uma reta t é secante a uma circunferên-
cia λ , de centro O, em dois pontos A e B, então
←⎯→
sendo M o ponto médio de 12 , a reta 12 é
perpendicular a t.
Hipótese: t é secante a λ em A e B.
←⎯→
Tese: 12 1 3

O1O2 < r1 – r2

II. Externas
Duas circunferências são externas quan-
do todos os pontos de uma forem externos à
outra.

Demonstração

12 = 23 13
23 ⇒ ∆412 ≅ ∆423
111
41 = 43
42 1234565 4

1 = 134
1 = 12° O1O2 > r1 + r2
∆123 ≡ ∆143 ⇒ 132
←⎯→
Assim, 12 1 3

44 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 04. Ângulos na Circunferência


Geometria Plana

III. Tangentes internamente Exercícios Resolvidos


Duas circunferências são tangentes inter- 01. Qual a posição relativa de duas circun-
namente quando tiverem um único ponto em ferências de raios r e f, sendo d a distância
comum e os demais pontos de uma delas fo- entre seus centros, em cada caso abaixo:
rem interiores à outra.
a) r = 2 cm, R = 4 cm, d = 7 cm
b) r = 3 cm, R = 4 cm, d = 7 cm
c) r = 3 cm, R = 7 cm, d = 4 cm
d) r = 4 cm, R = 6 cm, d = 1 cm
Resolução

a)
1+2= 3 12 ⇒ 7 > 4 + 2 ⇒ d > R + r
1− 2= 2 3
Resposta: Portanto, são externas.
O1O2 = r1 – r2 b) 4 + 3 = 7 ⇒ d = R + r
Resposta: Portanto, são tangentes externamente.
IV. Tangentes externamente
c)
1 + 2 = 3412
⇒ 4 = 7 – 3 ⇒d = R – r
Duas circunferências são tangentes exter-
namente quando tiverem um único ponto em
1− 2= 5 3
comum e os demais pontos de uma delas fo- Resposta: Portanto, tangentes internamente.
rem externos à outra. 1 + 2 = 34 12
d) 1 − 2 = 5 ⇒ 1 < 6 – 4 ⇒ d < R – r
3
Resposta: Portanto, são internas.

02. Determine o raio do círculo de centro


O, dados: AB = 3x – 3 e OA = x + 3.

O1O2 = r1 + r2

V. Secantes
Duas circunferências são secantes quan-
do tiverem apenas dois pontos em comum.
Resolução
12 = 3456789


12 12
= 1
1 = 9 4
3
12 − 1
= 2+1
3
3x – 3 = 2x + 6
x=9
OA = R = 9 + 3 = 12
r1 – r2 < O1O2 < r1 + r2 Resposta: O raio mede 12.

Capítulo 04. Ângulos na Circunferência PV2D-06-MAT-21 45


Geometria Plana

03. Na figura, as circunferências são tan- Voltando em (1):


gentes duas a duas, e os centros são os vértices 3 + r2 = 7
do triângulo ABC. Sendo AB = 7 cm, AC = 5 cm
r2 = 4
e BC = 6 cm, determine os raios das circunfe-
rências. Voltando em (2):
r3 + 4 = 6
r3 = 2
Resposta: Os raios são 2 cm, 3 cm e 4 cm.

2. Ângulo Central
Ângulo central é o que tem o vértice no
Resolução centro da circunferência. O arco da circunfe-
Sejam r1, r2 e r3 os raios das circunferências de rência com pontos internos ao ângulo é o seu
centros A, B e C, respectivamente, e d1, d2 e d3 as arco correspondente.
distâncias entre seus centros. Teremos:
→ as circunferências de centros A e B são tan-
gentes exteriormente, então:
d1 = r1 + r2
d1 = AB = 7 cm

r1 + r2 = 7 (1)
→ as circunferências de centros B e C são tan-
gentes exteriormente, então: a AOB é central.
d3 = r3 + r2
é o arco correspondente do a AOB.
d3 = BC = 6 cm
A medida de um ângulo central é igual à
r3 + r2 = 6 (2)
medida de seu arco correspondente.
→ as circunferências de centros A e C são tan-
gentes exteriormente, então:
d2 = r1 + r3
d2 = AC = 5 cm
r1 + r3 = 5 (3)
1 =m(
⇒ 123 )=α
fazendo (1) – (2)

r1 – r3 = 1 (4)
(3) + (4):
3. Ângulo Inscrito
Ângulo inscrito é o que tem vértice na cir-
cunferência e lados secantes à mesma. O arco
2r1 = 6 da circunferência com pontos internos ao
r1 = 3 ângulo é o seu arco correspondente.

46 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 04. Ângulos na Circunferência


Geometria Plana

2º Caso – o centro é interior ao ângulo.

a APB é inscrito.

é o arco correspondente do a APB.

4. Propriedade do Ângulo
Inscrito
A medida de um ângulo inscrito é igual à
metade da medida do seu arco correspon-
dente.

131 12131456763168
Hipótese: 2339
81
8995 8 65 5
4681 817
97811
1
3º Caso – o centro é externo ao ângulo.
1 = 454
Tese: 123
6
Demonstração
1º Caso – O centro O pertence a um lado
do ângulo.

1 = α , temos:
Sendo 123
1 = 132
OA = OP = raio ⇒ 123 1 =α

1
123 = 456789
4 12 ⇒ 4 =α+α
1512358
 545∆123 3
Assim, a = 2α, ou seja: 123
1
=
454 Como, obrigatoriamente, um dos três ca-
6 1 = 454 .
sos acontece, 123
6

Capítulo 04. Ângulos na Circunferência PV2D-06-MAT-21 47


Geometria Plana

5. Conseqüências da Pro- I. Se X é interno à circunferência.

priedade do Ângulo Inscrito


5.1. Arco Capaz
Dois ângulo inscritos em uma mesma cir-
cunferência, com o mesmo arco correspon-
dente, têm medidas iguais.
1 =α
1 é externo ao ∆123 4 312
123 .
1 > α.
Assim, 123

II. Se X é externo à circunferência.

O arco é chamado de arco capaz de α.

5.2. Pontos não Pertencentes ao Arco


Capaz
Sendo 12 uma corda de uma circunferên- 1 é externo ao ∆123 4 135
a 123 1 = α.
cia λ , e P um ponto dessa circunferência, com
1 < α.
Assim, 123
1231 4 α , dizemos que é o arco capaz de
α, isto é, todos os pontos do arco vêem o 5.3. Triângulo Retângulo
segmento 12 sob um ângulo de medida α. Todo triângulo inscrito em uma semicir-
cunferência é retângulo.

Se tomarmos um ponto X do semiplano


13 11 2346 que não pertence

2 5 , teremos: Nota – A mediana relativa à hipotenusa


12 tem medida igual à metade de AB.

48 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 04. Ângulos na Circunferência


Geometria Plana

5.4. Quadrilátero Inscrito Demonstração


Todo quadrilátero inscrito em uma circun-
ferência tem ângulos opostos suplementares. 1º Caso: a APB é agudo.

1 4 α 5 67° , temos:
Sendo 123
1 = 132
OB = OP ⇒ 123 1 = 56° 4 α

No ∆OBP: a + (90° – α) + (90° – α) = 180°


Assim: a = 2α, ou seja:
6. Ângulo de Segmento
1 = 4
123
6.1. Definição 5
Ângulo de segmento é o que tem o vértice
na circunferência, um de seus lados é secante
2º Caso – a APB é obtuso.
e o outro é tangente.

a APB é de segmento.

é o arco correspondente do a APB. 1 = α > 45° , temos:


Sendo 123
A medida de um ângulo de segmento é igual 1 = 132
OB = OP ⇒ 123 1 = α 4 56°
à metade da medida do seu arco corres-
pondente. No ∆OBP: (360° – a) + (α – 90°) + (α – 90°) = 180°

Assim: a = 2α, ou seja:


6.2. Propriedade
Hipótese: a é a medida do arco correspon- 1 = 4
123
dente do ângulo de segmento APB. 5
1 4 5
Tese: 123
6

Capítulo 04. Ângulos na Circunferência PV2D-06-MAT-21 49


Geometria Plana

3º Caso – a APB é reto. Hipótese: a e b são as medidas dos arcos


correspondentes dos ângulos de vértice in-
terno APB e CPD.

1 = 6+1
1 = 425
Tese: 123
7
Demonstração

1 = 789° 121 1
1 =
9° ⇒ 234 5 6
234 3
Como, obrigatoriamente, um dos três ca- 1 = 121 11411213
1 = 141
123
1 4 5.
sos acontece, 123 3 3
6
a APB é externo ao ∆BPC.

7. Ângulo de Vértice Interno 1 = 425


Assim: 123 1 = 676
+
616
=
7+1
8 8 8
7.1. Definição
Ângulo de vértice interno é o que tem o 8. Ângulo de Vértice Externo
vértice no interior da circunferência e seus
lados são secantes a ela. 8.1. Definição
Ângulo de vértice externo é o ângulo que
tem o vértice no exterior da circunferência e
seus lados são secantes a ela.

a APB, a BPC, a CPD e a APD são ângu-


los de vértice interno.

são os arcos corresponden-


tes dos ângulos APB e CPD.

7.2. Propriedade
a APB é de vértice externo.
A medida de um ângulo de vértice interno
é igual à metade da soma das medidas dos são os arcos corresponden-
seus arcos correspondentes. tes do a APB.

50 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 04. Ângulos na Circunferência


Geometria Plana

8.2. Propriedade Resolução

A medida de um ângulo de vértice externo 1 é ângulo de vértice interno, logo:


123
é igual à metade da diferença das medidas
dos seus arcos correspondentes.

Hipótese: a e b são as medidas dos arcos


correspondentes dos ângulos de vértice ex-
terno APB.
1 = 41 1
Tese: 123
5
Demonstração 02. No triângulo ABC da figura abaixo, o
lado BC e o Raio da circunferência são
1 .
congruentes. Calcular 123

1 = 414 44644237
123 1 = 484
5 5 Resolução
a CAD é externo ao ∆CAP. • Unir o centro O aos vértices B e C, obtendo-se
Assim: o triângulo equilátero OBC.
121 111 1 = 2−1
1 1 17819
2 1456
= + 456
3 3 3

Exercício Resolvido
1 = 45° e
01. Na figura, 123 = 100°. De-
termine a medida do arco .

• 1 é um ângulo central, logo:


123
1 1 23°⇒
123 = 60°
• 1 é um ângulo inscrito, logo:
123

Capítulo 04. Ângulos na Circunferência PV2D-06-MAT-21 51


Geometria Plana

Capítulo 05. Estudo dos Polígonos


1. Definições e Elementos Então:
1º) O ponto P é interno ao polígono se, e
somente se, n é ímpar.
1.1. Segmentos Consecutivos 2º) O ponto P é externo ao polígono se, e
Dois segmentos são consecutivos quando somente se, n é par.
são distintos e têm uma extremidade comum.
Exemplo

121121 23 são consecutivos.


1.2. Polígonos e seus Elementos
Consideremos n (n ≥ 3) pontos ordenados
A1 , A2 , ... , An , e os n segmentos consecutivos
por eles determinados: 11 12 , 11 12 , ... ,
11 11 , de modo que não existam dois seg- P é interno ao polígono.
mentos consecutivos colineares. Q é externo ao polígono.
Polígono A1 A2 ... An é a reunião dos pon- O interior de um polígono é o conjunto de
tos dos n segmentos considerados. todos os pontos internos ao polígono.
Os pontos A1 , A2 , ... , An são os vértices do
polígono e os segmentos 11 12 , 11 12 , ... ,
11 11 são seus lados.

O conjunto dos pontos externos ao


polígono é o exterior do polígono.

3. Região Poligonal
Os segmentos determinados por dois vér- Região poligonal é a reunião do polígono
tices não consecutivos são as diagonais do com seu interior.
polígono.

2. Posição de um Ponto
Consideremos um polígono e um ponto P
não pertencente a ele.
Tomando uma semi-reta com origem P, que
não passa por vértice algum do polígono, esta
semi-reta intercepta o polígono em n pontos.

52 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 05. Estudo dos Polígonos


Geometria Plana

4. Polígono Convexo e 2º caso: n é múltiplo de 10


n = 10 ..... decágono
Polígono Côncavo n = 20 ..... icoságono
Um polígono é convexo se, e somente se, n = 30 ..... tricágono
qualquer reta suporte, de um lado do polígono, n = 40 ..... quadricágono
deixar todos os outros lados num mesmo n = 50 ..... pentacágono
semiplano, dos dois que ela determina. n = 60 ..... hexacágono

3º caso: n > 10 e não múltiplo de 10


O nome inicia pelo prefixo que indica a
unidade (uno, duo, tri, quadri, penta, hexa,
hepta, octo e enea) e termina pela dezena.
n = 11 ..... unodecágono ou undecágono
n = 12 ..... duodecágono ou dodecágono
n = 16 ..... hexadecágono
n = 18 ..... octodecágono
Num polígono convexo, a região poligonal
é convexa. n = 25 ..... penta-icoságono
n = 37 ..... heptatricágono
Um polígono que não é convexo é côncavo.
n = 56 ..... hexapentacágono

6. Número de Diagonais de
um Polígono Convexo
Num polígono convexo A1 A2 ... An com n
lados, em cada vértice, temos (n – 3) diagonais,
então nos n vértices são n (n – 3) diagonais.

Num polígono côncavo, a região poligonal é


côncava.

5. Nomenclatura
O nome dos polígonos é dado de acordo com o
número n de lados, assim:
1º caso: 3 ≤ n ≤ 9
n = 3 ..... triângulo
n = 4 ..... quadrilátero No entanto, desse modo, cada diagonal
está sendo contada duas vezes, por exemplo,
n = 5 ..... pentágono
n = 6 ..... hexágono 11 12 11211 12 11 , então o número d de
n = 7 ..... heptágono diagonais é:
n = 8 ..... octógono 2 1 2 − 32
1=
n = 9 ..... eneágono 4

Capítulo 05. Estudo dos Polígonos PV2D-06-MAT-21 53


Geometria Plana

7.2. Teorema 2
7. Ângulos de um Polígono
Convexo A soma das medidas dos ângulos externos
de um polígono convexo com n lados é 360°.
7.1. Teorema 1
Hipótese: polígono convexo com n lados.

A soma das medidas dos ângulos Tese: Se = 360°


internos de um polígono convexo com n
lados é Si = (n – 2) · 180°. Demonstração
Consideremos um polígono convexo A1 A2
... An com n lados.
Hipótese: polígono convexo com n lados.
Sejam i1 , i2 , ... , in os ângulos internos do
Tese: Si = (n – 2) · 180°
polígono e e1 , e2 , ... , en os ângulos externos
Demonstração respectivos.
Consideremos um polígono convexo A1 A2
... An com n lados, e tracemos as (n – 3)
diagonais que partem do vértice A1 , obtendo
os (n – 2) triângulos:

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 222 1 1 1
1 2 3 1 3 4 1 4 5 1 1−1 11 2

Assim:

A soma das medidas dos ângulos inter-


nos dos (n – 2) triângulos é igual à soma das
medidas dos ângulos internos do polígono. Como Si = (n – 2) · 180°, temos:
Como em cada triângulo a soma das me- Se = n · 180° – (n – 2) · 180°, então: Se = 360°
didas dos ângulos internos é 180°, temos:
Observações
Si = (n – 2) · 180° 1ª) Quando nos referimos a um polígono
fica subentendido que o polígono é convexo.
2ª) Todo polígono regular pode ser ins-
crito em uma circunferência.

54 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 05. Estudo dos Polígonos


Geometria Plana

Exercícios Resolvidos Resolução

01. Qual é o polígono em que a soma das 2 1 2 2 43


1= e d = 4 n. Então,
medidas dos ângulos internos é o quádruplo 5
da soma das medidas dos ângulos externos? 1 1 1 2 43
4n=
Resolução 5
Si = 4 · Se Como n ≠ 0, podemos dividir ambos os membros por n.
(n – 2) · 1800 = 4 · 3600 (: 1800) 11 2
4n= ⇒ 1 = 1−2
n–2=4·2 3
n = 11
n–2=8
Si = (n – 2) · 1800
n = 10
Si = (11 – 2) · 1800
Resposta
Si = 9 · 1800
O polígono é o decágono.
Si = 1 6200
02. Os números que exprimem o número Resposta
de lados de três polígonos são n – 3, n e n + 3. A soma das medidas dos ângulos internos
Determine o número de lados desses vale 1 620 0 .
polígonos, sabendo que a soma de todos os
seus ângulos internos vale 3 240°.
Resolução 8. Ângulos Internos e Exter-
Pelas condições do problema, temos: nos de um Polígono Regular
S1 = ( n – 3 – 2) · 180 = (n – 5) · 180
S2 = (n – 2) · 180 8.1. Polígono Regular
S3 = (n + 3 – 2) · 180 = (n + 1) · 180 Um polígono é regular se, e somente se,
S1 + S2 + S3 = 3 240 for eqüilátero (lados congruentes) e
(n – 5) · 180 + (n – 2) · 180 + (n + 1) · 180 = 3 240 eqüiângulo (ângulos congruentes).
[n – 5 + n – 2 + n + 1] · 180 = 3 240 Exemplos
3 n – 6 = 18
3 n = 24 ⇒ n = 8
Então, teremos:
n – 3 = 8 – 3 = 5 lados
n = 8 lados Losango é um quadrilátero eqüilátero.
n + 3 = 8 + 3 = 11 lados
Resposta
5 lados, 8 lados e 11 lados

03. Qual é a soma das medidas dos ângu-


los internos do polígono que tem um número
de diagonais igual ao quádruplo do número Retângulo é um quadrilátero eqüiângulo.
de lados?

Capítulo 05. Estudo dos Polígonos PV2D-06-MAT-21 55


Geometria Plana

Nota: como ai + ae = 180°, conhecendo


a medida de cada ângulo externo, pode-
mos achar a medida de cada ângulo in-
terno e vice-versa.

8.3. Outros Ângulos em um Polígono


Regular
Como todo polígono regular é inscritível,
Quadrado é um quadrilátero regular.
podemos calcular a medida de seus ângulos
a partir da teoria dos ângulos na circunfe-
Propriedade: todo polígono regular rência.
possui um ponto que, eqüidistante dos seus
Exemplos
vértices e também eqüidistante de seus
lados, é chamado de centro do polígono. a) Num eneágono regular ABCDEFGHI,
calcular a medida do ângulo G 1 1 D.

Resolução
Construindo o polígono inscrito em uma circun-
ferência, temos:

A distância do centro do polígono


regular aos seus lados é o apótema do
polígono regular.

8.2. Ângulos
I. Ângulos Internos
Num polígono regular de n lados, a medi-
da de cada ângulo interno é: 1 = 12°
Assim: 123
12 1 2 3 − 43 ⋅ 567° 1 = 12°
1 = 1
= Resposta: 123
3 3
1

II. Ângulos Externos


Num polígono regular de n lados, a medida
de cada ângulo externo é: b) As diagonais 12121 34 de um polígono
regular ABCDE formam um ângulo agudo
12 1 1 234°
11 = = com medida 54°. Qual é esse polígono?
3 3

56 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 05. Estudo dos Polígonos


Geometria Plana

Resolução Teremos:
Construindo o polígono regular inscrito em uma
circunferência, temos: 11 =
1 2
2 2−1
4 12 =
1 21
2 +3 2+3−1 2
2 2
com d2 – d1 = 9

11 − 12 =
12 + 1212 − 22 − 212 − 32
2 2

–x – 2 + 3x = 18
2x = 20
O ângulo A 11 B é um ângulo de vértice interno
na circunferência, então: x = 10 Então x + 1 = 11
Resposta
Os polígonos são o decágono e o undecágono.

02. A medida de cada ângulo externo de


1
um polígono regular é da medida de um
2
ângulo interno. Quantas diagonais tem o
polígono?
Resolução
1
(I) ae + ai = 180° e 1 1 = 12
2
Logo: n = 10
ou ai = 4 ae subst. em (I)
Resposta
ae + 4 ae = 180o ⇒ ae =36o
O polígono é o decágono regular.
123 1
= 12 1
1
Exercícios Resolvidos
n = 10
01. Os números dos lados de dois
polígonos convexos são consecutivos e um 1=
1 2
2 2− 1
=
1
34 ⋅ 34 − 1 2
deles tem 9 diagonais a mais que o outro. Que 2 2
polígonos são esses? d = 35
Resolução Resposta
Seja x o número de lados do menor polígono, logo O polígono tem 35 diagonais.
o outro terá x + 1 lados.

Capítulo 05. Estudo dos Polígonos PV2D-06-MAT-21 57


Geometria Plana

03. As mediatrizes de dois lados consecu- Sabemos que:


tivos de um polígono regular formam um
ângulo de 24°. Determine o número de 123 =
14 − 52 ⋅ 167
diagonais desse polígono. 4
Resolução 156n = 180n – 360
24n = 360
n = 15
O número de diagonais será

1=
1 2
23 23 − 4 23 ⋅ 25
=
5 5
d = 90
Resposta: O polígono tem 90 diagonais
No quadrilátero M1BM2P temos:
a1 + 90° + 90° + 24 = 360
a1 = 360 – 204
a1 = 156

58 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 05. Estudo dos Polígonos


Geometria Plana

Capítulo 06. Teoremas de Tales e da Bissetriz Interna


1. Definições
Transversal de um conjunto de retas para-
lelas é uma reta do plano das paralelas que é
concorrente com todas as retas do conjunto.
Pontos correspondentes de duas transver-
sais são pontos destas transversais que estão
numa mesma reta do conjunto de paralelas.
Segmentos correspondentes de duas
transversais são segmentos que têm por ex-
tremidades pontos correspondentes. • Hipótese: 123 431 51 436 3 1 correspondentes
de 1231 41 35 .
12 15 25
• Tese: 4
23 2535
• Demonstração: Seja α a medida de um
segmento que divide AB e cabe exatamen-
te n vezes em AB .
Traçando paralelas à reta a, como mostra
a figura, encontraremos β na outra trans-
versal, que divide A ' B ' e também cabe
exatamente n vezes em A ' B ' .
AB e A' B' ; BD e B' D' são exemplos de
segmentos correspondentes.

2. Teorema de Tales
Se duas retas são transversais de um con-
junto de retas paralelas, então a razão en-
tre dois segmentos quaisquer de uma de-
las é igual à razão entre os segmentos
correspondentes da outra.

a//b//c

Capítulo 06. Teorema de Tales e da Bissetriz Interna PV2D-06-MAT-21 59


Geometria Plana

É claro que α não tem obrigação de dividir


BC . Assim, marcando α sucessivamente em
BC , vamos supor que C esteja na (m + 1)–ésima
parte, ou seja, entre o m–ésimo e (m + 1)–ésimo
pontos da divisão. Traçando paralelas à reta
a, vemos que o mesmo se verifica na outra
transversal.
Então podemos escrever:
m · α < BC (m + 1) α
e • Hipótese: AD é bissetriz interna.
m · β < B’ C’ < (m + 1) β 1 3
• Tese: =
Dividindo respectivamente por nα e nβ, 2 4
temos: • Demonstração: Traçando, pelo vértice C
1 ⋅ α 12 5 1 + 764α do triângulo ABC, CE paralelo à bissetriz
< <
2 ⋅ α 31 2⋅ α AD , conforme a figura:
e
1β 1232 6 1 + 875β
< <
2β 42 12 2β
ou seja:

1 12 2 2 17 27 2
> > 454 4 6 >
2 23 1 + 8 1 2737 1 + 8

Quando m tende ao infinito, m + 1 se apro-


1 1
xima de m e se aproxima de .
2+1 2
Então:
AB A' B'
= α = β (AD é biss.) 13
BC B' C'
α = θ (corresp.) 23 ⇒ θ = γ
3. Teorema da Bissetriz
β = γ (alt.int.) 4
Assim, o ∆ACE é isósceles com AC = AE = b.
Interna
Pelo teorema de Tales
Em qualquer triângulo, uma bissetriz in-
terna (bissetriz de um ângulo interno) di- 12 24 1 3
= 6 786 =
vide o lado oposto em segmentos propor- 13 45 2 4
cionais aos lados adjacentes. ou seja:

Seja AD a bissetriz do ângulo BAC no tri- 1 3


=
ângulo ABC com AB = c, AC = b, BD = m e DC = n. 2 4

60 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 06. Teorema de Tales e da Bissetriz Interna


Geometria Plana

Exercícios Resolvidos Resolução

01. Em cada uma das figuras a//b//c, r e s


são transversais. Ache o valor de x.
a)

Pelo Teorema da Bissetriz Interna temos:


18 15
= ⇒ 18x = 165 – 15x
11 – x x
b) ⇒ 33x = 165 ⇒ x = 5
Resposta: AC = 5

03. O quadrado da figura tem lado 4 cm e


diagonal 4 2 cm. Calcule x.

Resolução
a) Aplicando o teorema de Tales:
4 5
= ⇒ 5x = 32 ⇒ x = 6, 4
x 8
Resposta: x = 6,4 Resolução
b) Pelo teorema de Tales:
1 5
= ⇒ 4 (x + 2) = 5 (x – 2)
23 4 2+4
4x + 8 = 5x – 10 ⇒
Resposta:
4x - 5x = -10 - 8
x = 18
Note que AE é bissetriz interna do ∆ADC, logo:
02. No triângulo ABC, AD é bissetriz in- 1 1 2
terna, AB = 18 cm, AC = 15 cm e BC = 11 cm. = ⇒ 16 – 4x = 4 2 x
3 113
Calcule CD.
4 (4 – x) = 4 2 x ⇒ 4 = 2x+x
1
x ( 2 +1) = 4 ⇒ x =
2 +3
Racionalizando, encontra-se x = 4 ( 2 – 1)

Resposta: x = 4 ( 2 – 1).

Capítulo 06. Teorema de Tales e da Bissetriz Interna PV2D-06-MAT-21 61


Geometria Plana

Capítulo 07. Semelhança de Triângulos.


1. Semelhança
1.1. Figuras Semelhantes 1.2. Exemplo e Contra-Exemplo
Definição: Duas figuras são semelhantes I. Exemplo de figuras semelhantes
quando é possível estabelecer uma corres-
pondência entre qualquer ponto de uma das A base média 12 de um triângulo ABC
figuras com um ponto de outra, de modo que: determina dois triângulos semelhantes.
1º ângulos determinados por pontos corres-
pondentes (ângulos correspondentes) são
sempre congruentes.
2º segmentos com extremidades correspon-
dentes (segmentos homólogos) são pro-
porcionais.

∆ABC é semelhante ao ∆AMN, pois


1 4 5267
123 1 8213
1 4 2567
1 8231
1 4 265
1

12 14 24 6
e = = =
13 15 35 7
1
é a razão de semelhança.
2

II. Contra-exemplo de figuras semelhantes


A base média 12 de um trapézio ABCD,
com bases de medidas diferentes, determina
Se: dois trapézios ABNM e MNCD que não são
1 ↔ 12 3 4 ↔ 42 3 5 ↔ 52 3666 3 7 ↔ 72 , semelhantes.
então:

1231 = 14 2434
1 1 = 24 14
5 216 1 64 5777
1 = 24 84
777 289 1 94

12 14 24 25 78
= = = =666 = =9
13 23 1343 2343 23 53 73 83
k é a razão entre as figuras 1 e 2.

62 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 07. Semelhança de Triângulos


Geometria Plana

Embora 1.4. Teorema Fundamental


1 = 4356
123 1 1 = 3476
214 1 Se uma reta é paralela a um dos lados de
um triângulo e encontra os outros dois lados
1 = 3576
234 1 1 = 475
143 1 em pontos distintos, então o triângulo que
ela determina é semelhante ao primeiro.
Os trapézios ABNM e MNCD não são se-
melhantes pois Consideramos um triângulo ABC e trace-

12 24 34 13 mos uma reta paralela ao lado 12 , que encon-


≠ ≠ ≠
34 45 56 36 tra os lados 12 e 12 em dois pontos P e Q.
1 ≠ 345
Podemos notar ainda que 123 1

1.3. Triângulos Semelhantes


Definição: Dois triângulos são semelhan-
tes se, e somente se, for possível estabelecer
uma correspondência entre seus vértices de
modo que:
1º) ângulos correspondentes sejam congruentes.
• Hipótese: 12 5 5 34
2º) lados homólogos sejam proporcionais.
• Tese: ∆123 6 ∆145
• Demonstração: Para provarmos que os
triângulos APQ e ABC são semelhantes,
devemos provar que eles têm ângulos or-
denadamente congruentes e lados
homólogos proporcionais.

1 = 12
1 3 41 = 42
13
1 3 51 = 52
1
I. Ângulos congruentes
1
6
32 ⇔ ∆145 8 ∆12 4252 ↔ ↔
12 7 7 34 ⇒ 11 = 3556552
1 1 = 41
3
= 73
14 15 45 (ângulos correspondentes)
= =
12 42 1252 4252 4 Então:
k = razão de semelhança.
11 = 23
1 445
1 = 644744844944
44
1 1

Nota: Para facilitar a identificação de ân-


gulos correspondentes e lados homólogos, II. Lados proporcionais
identificamos triângulos semelhantes co-
locando os vértices correspondentes na
mesma sequência, isto é, quando dizemos
∆123 7 ∆456 , já estamos fixando as cor-
respondências:

1 ↔ 23 4 ↔ 5 6 7 ↔ 8

Capítulo 07. Semelhança de Triângulos PV2D-06-MAT-21 63


Geometria Plana

↔ ↔ Como sabemos:
12 5 5 34 então pelo teorema de Tales:
7 9
 ∆456 ⇒
12 14
=
13 15
16 2 ∆123 = = =
8

A razão de semelhança é 2
↔ ↔
Traçando 12 5 5 34 , pelo teorema de Tales,
temos:
1 13
= 5 ⇒ 1 = 67
12 45
= 12
66
1 3
= ⇒
2 4
2
3
23
13 43 4 34
= 5 ⇒ 3 = 68
De (I) e (II) temos:
Resposta: A razão de semelhança é 2 e os outros
12 14 36
= = dois lados do ∆PTN medem 10 cm e 14 cm.
13 15 35
Como PQRB é paralelogramo PQ = BR
02. Um triângulo ABC tem os lados AB = 12m,
então: ↔
AC = 13m e BC = 15m. A reta 12 paralela ao lado
12 14 24
= =
13 15 35
66 12 BC do triângulo determina um triângulo ADE,
em que DE = 5 cm. Calcular AD e AE.
Resolução
III. Conclusão
A partir de (I) e (II), concluímos que
∆123 6 ∆145 .

Exercícios Resolvidos
01. Dados os triângulos semelhantes PTN
e AMO, semelhantes

AB = 12 AC = 13
BC = 15 DE = 5
Calcular
AD = x AE = y
com AM = 3 cm, MO = 7 cm e AO = 5 cm, ↔ ↔
pede-se calcular a razão de semelhança e os 123 3 45 ⇒ ∆612 ∆645 ⇒
outros dois lados do ∆PTN, sabendo-se que 7

PT = 6cm. ⇒ = =
89 8 8
Resolução
1 4
= ⇒1=5
23 24
1 4 23
= ⇒1=
23 24 3
12
Resposta: AD = 4 m e AE = m.
2

64 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 07. Semelhança de Triângulos


Geometria Plana

03. As bases de um trapézio medem 12 m • 1º caso: AA~


e 18 m e os lados oblíquos às bases medem 5
m e 7 m. Determine os lados do menor triân- Se dois triângulos possuem dois ângulos
gulo que obtemos ao prolongar os lados oblí- ordenadamente congruentes, então eles são
quos às bases. semelhantes.

Resolução

31 = 31 1
4 ⇒ ∆735 2 ∆71 3151
1
5 6 511

Demonstração:
14 62 12
12 3 345 ⇒ = =
12 65 45 Supondo AB > A’B’, consideremos o ponto

789
∆612 1 ∆645 D em 12 de modo que BD = B’A’, e um ponto E

1 = 45
em 12 de modo que 123 1 .
1 2 34 4
= = =
1 + 1 2 + 2 35 6

1 2
= ⇒ 1 = 45
1+1 3
1 2
= ⇒ 1 = 45
1+1 3

Resposta: 12 m, 10 m e 14 m

2. Casos de Semelhança 1 e 11 = 21 ⇒
BD = B’A’; 11 = 12
De acordo com a definição, para concluir-
mos que dois triângulos são semelhantes, ∆DBE ≅ ∆A’B’C’ (I)
precisamos verificar as congruências dos ↔ ↔
seus três ângulos e a proporcionalidade dos 11 = 21 ⇒ 12 5 5 34 ⇒ ∆ABC ~ ∆DBE (II)
seus três lados. No entanto, existem situa-
de (I) e (II) concluímos que
ções em que podemos concluir a semelhança
de dois triângulos sem analisarmos todas ∆ABC ~ ∆A’B ’C’
as condições exigidas pela definição, essas Nota: Se AB = A’B’,
situações são chamadas de casos de seme-
lhança. ∆ABC ≅ ∆A’B’C’ e, portanto,
∆ABC ~ ∆A’B’C’ com razão de semelhança 1.

Capítulo 07. Semelhança de Triângulos PV2D-06-MAT-21 65


Geometria Plana

• 2º caso: LAL~ Resolução


Se dois triângulos possuem dois pares de Devemos perceber que o ângulo A é comum aos
lados proporcionais e os ângulos compre- dois triângulos. Separamos os triângulos para
endidos entre eles são congruentes, então visualizar melhor o caso de semelhança.
esses dois triângulos são semelhantes.

12 14 1 = 12
1 ⇒ ∆ABC ~ ∆A’B’C’
= e1
13 23 1343

• 3º caso: LLL~
Se dois triângulos têm os três lados cor-
respondentes proporcionais, então esses
dois triângulos são semelhantes. Vamos aplicar o caso AA:
112123454 13∆8691 3 1∆87

23
61 ≡ 71 4
1 2 6
= =
3 45 47
1 3
= ⇒1=6
12 14 24 2 45
= = ⇒ ∆ABC ~ ∆A’B’C’
13 23 1343 2343 1 4
= ⇒1=6
23 25
Exercícios Resolvidos Resposta: RS = 4 e AR = 7.
01. No ∆ABC da figura, sabemos que AB = 10
cm, BC = 8 cm, AC = 14 cm, AS = 5 cm e 02. Os lados de um trapézio retângulo
1 ≅ 145
123 1 . Calcular RS e AR. medem 6 m e 8 m e a altura mede 4 m; sabe-se
que M é ponto médio da base maior, confor-
me a figura abaixo. Calcular as medidas de
AE e AF.

66 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 07. Semelhança de Triângulos


Geometria Plana

04. ABCD é um retângulo com AB = 12,


AD = 9. Sejam M ponto médio do lado AB e
O intersecção da diagonal BD com o seg-
mento CM. Calcule a distância do ponto O
até o lado BC.
Resolução

Resolução
Pela figura ∆EAB ~ ∆EDC (caso AA), pois Ê é
ângulo comum e 1 1 =2
1.
Então, temos:
6 8
∆123 1 ∆145 ⇒ = ⇒ 6 =

Pela figura ∆123 1 ∆145
6+7 9
Também notamos que ∆123 1 ∆145 12 45
= ⇒ 45 = 27 46
3 46
12 4
= ⇒4=6 CE = 2EB
13 5
mas CE + EB = 9
Resposta: AE = 12 m e AF = 3m
então EB = 3 e CE = 6

03. Calcule o perímetro do quadrado 6 13


ainda: ∆123 1 ∆145 ⇒ =
ABCD inscrito num triângulo com base 12 m 7 15
e altura 8 m. 1 2
= ⇒ x=4
Resolução 2 3

Resposta: A distância do ponto O até o lado BC


vale 4.

AB // QR ⇒ ∆123 1 ∆145
1 4− 1
= ⇒ 41 = 56 − 231
23 4
x = 4,8
O perímetro será 4,8 · 4 = 19,2 m.
Resposta: O perímetro será 19,2 m.

Capítulo 07. Semelhança de Triângulos PV2D-06-MAT-21 67


Geometria Plana

Capítulo 08. Relações Métricas na Circunferência


1. Teoremas 1.2. Teorema 2

1.1. Teorema 1 Se as retas suportes de duas cordas 12 e


11 21 de uma circunferência concorrem
Se duas cordas 12 e 11 21 de uma circun- num ponto P externo à mesma, então
ferência concorrem num ponto P do inte-
PA · PB = PA’· PB’.
rior da mesma, então
PA · PB = PA’ · PB’ ←
⎯→ ←
⎯→
Hipótese: 12 ∩ 11 21 = 3 12

⎯→ ←
⎯→
Hipótese: 12 ∩ 14 24 = 3 12 P é exterior à circunferência
Tese: PA · PB = PA’ · PB’
P é interior à circunferência
Demonstração
Tese: PA · PB = PA’ · PB’
Demonstração Construindo 121 e 11 2 , temos:

Construindo 121 e 11 2 , temos:

1 =2
2 5
1 1 123456 748979
97 548 6132 ⇒
11 = 1 13
1 1 21234 562784 589

11 31 7489 9 34
55555555555555
7
95 89 23 ⇒
1 1
123  11 23 294 4  4 ⇒ ∆1231 2 ∆11 23

Então:
⇒ ∆12312 ∆14 23
12 134
Então: = ⇒ 12⋅ 13 = 124 ⋅ 134
124 13
12 131
= ⇒ 12⋅ 13 = 121 ⋅ 131 Exemplo
121 13
Calcular o valor de m na figura abaixo:
Exemplo
Calcule o valor de x na figura

Resolução
Pelo teorema 1:
2·x=3·4 ⇒ x=6
Resposta ⇒ x = 6

68 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 08. Relações Métricas na Circunferência


Geometria Plana

Resolução 2. Tangência
Pelo teorema 2:
(8 + 5) · 5 = (m + 6) · 6 2.1. Retas Tangentes por um Ponto
12 Externo
13 · 5 = 6m + 36 ⇒ 1 = Dado um ponto P externo e uma circunfe-
3
rência, existem duas retas distintas que pas-
12 sam por P e são tangentes a ela em dois pon-
Resposta: 1 =
3 tos A e B.

1.3. Teorema 3
Se a reta suporte de uma corda 12 de uma
circunferência concorre com uma reta tan-
gente a essa circunferência num ponto P,
sendo T o ponto de tangência, então:
PA · PB = (PT)2

13 12 1213456784

⎯→

3
Hipótese: 24 Propriedade: PA = PB
33 13 1219
61867 4784

⎯→

4 Demonstração
Unindo o ponto P ao centro O, obtemos
Tese: PT2 = PA · PB dois triângulos OAP e OBP.
Demonstração:

12 = 13 = 1234 13
1456574898 23 ⇒ ∆124 ≅ ∆134
1 = 31 =
°
2 34
Então: Assim PA = PB
12 13
= ⇒ 12 ⋅ 14 = 1 13 21
13 14

Capítulo 08. Relações Métricas na Circunferência PV2D-06-MAT-21 69


Geometria Plana

2.2. Quadriláteros Circunscritíveis Assim:


Quando é possível circunscrever um qua- AB + CD = (AM + BM) + (CP + DP) = a + b + c + d
drilátero numa circunferência, dizemos que BC + AD = (BN + CN) + (AQ + DQ) = b + c + a + d
o quadrilátero é circunscritível.
Logo: AB + CD = BC + AD

Observação: A recíproca da propriedade


também é verdadeira.
Assim:

Se num quadrilátero convexo a soma das


medidas de dois lados opostos é igual à
soma das medidas dos outros dois, então o
quadrilátero é circunscritível.

2.3. Estrutura de uma Figura com


Tangência
Propriedade: Resolvemos problemas nas figuras com
tangência a partir da estrutura da figura,
Se um quadrilátero convexo está circuns- e esta é obtida colocando-se raios de modo
crito a uma circunferência, então a soma conveniente.
das medidas de dois lados opostos é igual
à soma das medidas dos outros dois. Regras básicas para colocar raios:
1ª) Colocamos raio no ponto onde uma reta é
Demonstração
tangente à circunferência.
Consideremos um quadrilátero ABCD cir-
cunscrito a uma circunferência de centro O,
com seus lados tangentes nos pontos M, N, P
e Q da circunferência.

2ª) Colocamos raios unindo os centro das cir-


cunferências externamente, lembrando
que a distância entre os centros é igual à
soma dos raios.

Então:
AM = AQ = a
BM = BN = b
CN = CP = c
DP = DQ = d

70 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 08. Relações Métricas na Circunferência


Geometria Plana

3ª) Colocamos raios unindo os centros das Exercícios Resolvidos


circunferências tangentes internamente,
lembrando que a distância entre os cen- 01. Calcule x nas figuras abaixo:
tros é igual à diferença dos raios. a)

b)

Exemplos de Estrutura

c)

Resolução
a) Teorema 1 2·x= 4·6
2x = 24
x = 12
b) Teorema 2 (8 + x) · 8 = (7 + 9) · 7
64 + 8x = 16 · 7
8x = 112 – 64
8x = 48 ⇒ x = 6
c) Teorema 3 62 = (4 + x) · 4
36 = 16 + 4x
4x = 20 ⇒ x = 5
Respostas
a) x = 12 b) x = 2 c) x = 5

Capítulo 08. Relações Métricas na Circunferência PV2D-06-MAT-21 71


Geometria Plana

02. (EPCAR) De um ponto P, traça-se uma


tangente e uma secante a um círculo. Se o seg-
1312 = 13 = 4
mento 12 da secante é o dobro do segmento 23 52 = 56 = 88 − 4
tangente e mede 16 m, qual deve ser, em m, o
raio do círculo, se a secante contém o diâme-
476 = 73 = 89 − 4
tro do mesmo? AB = 9 ∴ (11 – x) + (14 – x) = 9
a) 1 2 d) 5 logo: x = 8
Resposta: CR = 8 cm
b) 1 2 e) 6
c) 1 2 04. Calcular a medida do lado 12 do qua-
Resolução drilátero circunscrito na circunferência, sen-
do AB = 10 cm, CD = 15 cm e AD = 13 cm.

12 = 16
12 = 8
12 = 16 – 2R Resolução
Pelo teorema 3: AB = 10 cm
12 ⋅ 13 = 1 14 21 CD = 15 cm
82 = 16 · (16 – 2R) ⇔ 64 = 16 (16 – 2R) AD = 13 cm
4 = 16 – 2R ⇒ 2R = 12 BC = x
R=6 Sabemos que
Resposta: E AB + CD = AD + BC
10 + 15 = 13 + x
03. Seja R o ponto de tangência da circun-
ferência inscrita no triângulo ABC, com o lado 25 = 13 + x
x = 25 – 13
12 . Se AB = 9 cm, BC = 14 cm e AC = 11 cm,
calcular a medida de 12 . x = 12
Resolução Resposta: O lado BC mede 12 cm.

72 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 08. Relações Métricas na Circunferência


Geometria Plana

Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo


1. Triângulos Retângulos BH = m e CH = n (projeções dos catetos so-
bre a hipotenusa)
Semelhantes
Em todo triângulo retângulo, a altura
relativa à hipotenusa determina dois tri-
ângulos retângulos semelhantes ao primei-
ro e semelhantes entre si.

Consideremos um triângulo retângulo


ABC de hipotenusa 12 e altura 12 .
b1) b2 = a · n e c2 = a · m
1 = 90° e 12 ⊥ 34
Hipótese: 1
Em todo triângulo retângulo, o quadrado
Tese: ∆ABC ~ ∆HBA ~ ∆HAC da medida de um cateto é igual ao produto
das medidas da hipotenusa e da projeção des-
Demonstração se cateto.

Demonstração

11 12134565 312 ⇒ ∆ABC ~ ∆HBA


231 1 = 124
1 34
11 12134565 31 ∆HBA ~ ∆ABC
1 23 ⇒ ∆ABC ~ ∆HAC
231 1 = 421
4 12 24
=
1 3
ou =
Assim: ∆ABC ~ ∆HBA ~ ∆HAC 23 12 2 1
Assim: c2 = a · m
2. Relações Métricas Analogamente, para os triângulos HAC e
ABC, mostramos que b2 = a · n.
Consideremos um triângulo retângulo
ABC, com hipotenusa 12 e altura 12 . b 2 ) h2 = m · n
Sejam: Em todo triângulo retângulo, o quadra-
BC = a (hipotenusa) do da medida da altura relativa à
AB = c e AC = b (catetos) hipotenusa é igual ao produto das medi-
AH = h (altura) das das projeções dos catetos.

Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo PV2D-06-MAT-21 73


Geometria Plana

Demonstração Demonstração

∆HBA ~ ∆HAC
12 42 1 3 ∆HBA ~ ∆ABC ⇒ c2 = a · m
= ou =
23 12 2 1 ∆HAC ~ ∆ABC ⇒ b2 = a · n

Assim: h2 = m · n Assim: b2 + c2 = a · n + a · m
ou b2 + c2 = a (n + m)
b 3) b · c = a · h como n + m = a, temos:
Em todo triângulo retângulo, o produto b2 + c2 = a · a
das medidas dos catetos é igual ao produto
Assim: b2 + c2 = a2
das medidas da hipotenusa pela altura
relativa a ela.
4. Recíproca do Teorema de
Demonstração
Pitágoras
Se as medidas dos lados de um triân-
gulo são tais que o quadrado do maior é
igual à soma dos quadrados das outras
duas, então esse triângulo é retângulo.

Demonstração
Considere um triângulo ABC com lados a,
∆HBA ~ ∆ABC b e c, conforme a figura:
12 14 1 3
= ou =
23 13 2 4

Assim: b · c = a · h

3. Teorema de Pitágoras
Sobre os lados de um ângulo reto de vérti-
Em todo triângulo retângulo, o quadrado
ce O, tomemos os pontos P e Q de modo que
da medida da hipotenusa é igual à soma
OP = b e OQ = c.
dos quadrados das medidas dos catetos.

74 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo


Geometria Plana

02. Calcular o valor de x, y e z no triângulo


retângulo:

Como o triângulo OPQ é um retângulo:


OP2 + OQ2 = PQ2
Resolução
ou seja
Cálculo de x
PQ2 = b2 + c2 Vamos aplicar a relação ⇒ b2 = a · n
Mas b2 + c2 = a2, então PQ2 = a2 11 12 2 1
= 3 ⋅ 4 ⇒ 5 ⋅ 12 = 43 ⇒
Assim: PQ = a
65
12 = 3413
111
⇒ 43 = 65 ⇒ 3 =
4
⇒ 3 = 25

23
51 = 64 ⇒ ∆512 ≅ ∆634
Resposta: x = 14
Cálculo de y
52 = 634
Vamos aplicar o teorema de Pitágoras:
Exercícios Resolvidos 1
1 1 = 3 34 2 1
+ 21
01. Calcular o valor de x, y e z no triângu-
lo retângulo:
1
45 1 = 3 34 2 1
+ 21
467 = 85 + 2 1
467
85 = 2 1
443 = 2 1
2 = 443 = 3 2 ⋅ 9
123453678 2 = 5 9
Resolução
Cálculo de z
Cálculo de z
Vamos aplicar a relação ⇒ b · c = a · h
z = 9,6 + 5,4 = 15
Cálculo de x 1 ⋅ 2 23 = 4 ⋅ 5

Vamos aplicar a relação c2 = am 11 2 2 ⋅ 13 342 = 415


x2 = 15 · 5,4 1 = 23
1 234 = 235
x2 = 81 x=9
Cálculo de y 1 2 1 ⋅ 3 = 456
Vamos aplicar a relação h2 = mn. 1 ⋅ 2 3 = 456
y2 = 5,4 · 9,6
y2 = 51,84 2⋅ 3 4
1=
56
1 = 23456
Resposta: 1 = 2 3
Resposta: y = 7,2
Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo PV2D-06-MAT-21 75
Geometria Plana

03. (Cesgranrio-RJ) Num triângulo retân- No ∆BCE, temos:


gulo, a altura relativa à hipotenusa mede 12 BE = altura do trapézio = 4
e o menor dos segmentos que ela determina EC = DC – AB = 5 – 2 = 3
sobre a hipotenusa, 9. O menor lado do triân-
gulo mede: BC2 = BE2 + EC2
a) 12,5 d) 16 BC2 = 42 + 32 = 25
b) 13 e) 16,5 ∴ BC = 5
c) 15 Perímetro = 2 + 4 + 5 + 5 = 16
Resolução Resposta: C

05. (Mackenzie-SP) Na figura, AC = 2AB = 4 DB.


A razão entre as medidas de 12 e 12 é:

Usando-se as relações métricas no triângulo re-


tângulo ABC, vem:
h2 = m · n ⇒ 122 = 9 · n ⇒ n = 16
a = m + n ⇒ a = 9 + 16 ⇒ a = 25
b2 = a · m ⇒ b2 = 25 · 9 ⇒ b2 = 225 ⇒ b = 15 1 1
a) d)
Resposta: C 2 2
1 1
04. (Fuvest-SP 2000) Um trapézio retân- b) e)
1 2
gulo tem bases 5 e 2 e altura 4. O perímetro
desse trapézio é: 1
c)
a) 13 d) 16 2
b) 14 e) 17 Resolução
c) 15
12 = 2 43
Resolução Temos 12 = 1 13 = 2 43 ⇔
13 = 1 43
Seja ABCD o trapézio dado.
Pelo teorema de Pitágoras, no triângulo ADB,
AD2 + DB2 = AB2 ⇔ AD2 + DB2 = (2DB)2 ⇔ AD
= DB 1
Resposta: Portanto, a razão entre as me-
12 24 1 1
didas AD e AC é dada por = =
13 2 24 2

76 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo


Geometria Plana

07. (PUC-SP) Uma estação de tratamento


06. (Fuvest-SP) No paralelepípedo reto re- de água (ETA) localiza-se a 600 m de uma es-
tângulo da figura abaixo, sabe-se que AB = trada reta. Uma estação de rádio localiza-se
AD = a, AE = b e que M é a interseção das nessa mesma estrada, a 1000 m da ETA. Pre-
diagonais da face ABFE. Se a medida de 12 tende-se construir um restaurante, na estra-
também é igual a b, o valor de b será: da, que fique à mesma distância das duas es-
a) 1 1 d) 1 1 tações. A distância do restaurante a cada uma
das estações deverá ser de:
1 1
b) 1 e) 1 a) 575 m d) 700 m
2 2
b) 600 m e) 750 m
1 c) 625 m
c) 1
2
Resolução

Na figura a seguir, 12 representa a estrada; E, a
estação de tratamento de água (ETA); R, a estação de
rádio e X, o restaurante. Temos AE = 600 e
ER = 1000; logo, pelo teorema de Pitágoras,
12 = 1222 1 5 322 1 = 422 6

Resolução
Como 12 é perpendicular à face ABFE, BCM é
um triângulo retângulo em B. Logo:

1 36 3 1
12 1 = 31 1 + 32 1 ⇔ 4 1 = 5 1 +
214 ⇔

36 1 51 + 41 Devemos ter EX = XR; logo, no triângulo retân-


⇔ 41 = 5 1 + ⇔ 41 = 51 + ⇔
2 2 gulo AEX, EX2 = AE2 + AX2 ⇔ XR2 = AE2 +
4 + (AR – XR)2 ⇔
⇔ 34 1 = 4 5 1 ⇔ 4 = 5
3
⇔ XR2 = 6002 + 8002 – 1600 · XR + XR2 ⇔
Resposta: E Resposta: XR = 625 m.
Logo, a distância do restaurante a cada uma das
duas estações é de 625 m.

Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo PV2D-06-MAT-21 77


Geometria Plana

5. Problemas de Tangência
Os problemas que envolvem retas e circunferências tangentes são resolvidos a partir da
estrutura da figura, que se obtém colocando raios de forma adequada.
Para facilitar essa colocação de raios, vamos apresentar três regras básicas.

1º) Toda vez que houver reta tangenciando circunferência, é fundamental colocar o raio
perpendicular à reta exatamente no ponto de tangência.

2º) Quando na figura houver circunferências tangentes externamente, devemos colocar


raios unindo os centros das mesmas. É importante registrar que a distância entre os centros
é igual à soma das medidas dos raios.

3º) Quando houver na figura circunferências tangentes internamente, devemos unir os


centros das mesmas. É importante registrar que a distância entre os centros é igual à diferen-
ça das medidas dos raios.

78 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo


Geometria Plana

Exemplos de Estruturas
1º)

2º)

3º)

Quando obtemos a estrutura da figura, a solução do problema normalmente é obtida


utilizando as relações métricas nos triângulos retângulos.

Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo PV2D-06-MAT-21 79


Geometria Plana

Exercícios Resolvidos 02. As cinco circunferências da figura têm


raio 2 cm. Calcule as medidas dos lados do
01. Os raios das circunferências tangen- quadrado ABCD.
tes são 5 cm e 3 cm e A e B são pontos de
tangência.
Calcule a medida de 12 .

Resolução
Resolução

No ∆ O1O2T 1 temos:

O1O11 = O1T 2 + O2T 2


No triângulo retângulo da figura temos:
1 1 = 21 + 3 1 11 − 22 1 = 2 1 + 2 1
1 1 = 23 ∴ 1 = 23 = 4 56 1 1 − 22 1 = 34
Resposta: Logo, 12 = 3 45678 1−2 = 12 3
1 = 2+2 3
ou
1 = 2 − 2 3 (não convém)
Assim, os lados do quadrado ABCD medem 1 + 1 2345.

80 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 09. Relações Métricas no Triângulo Retângulo


Geometria Plana

Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas


1. Teorema dos Senos Assim, no ∆BCD, temos:

Os lados de um triângulo são diretamen-


te proporcionais aos senos dos ângulos opos-
tos numa razão igual ao diâmetro da circun-
ferência circunscrita ao triângulo.

1 = 23
123 1
21
1 = Â , BC = a e BD = 2R, temos:
como 1
1 1
sen  = ⇒ = 12
1 3 5 12 345 6
= = = 47
123 2 123 4 123 61
1
Analogamente, concluímos que:
1 c
1.1. Demonstração para o Caso de um = 16 e = 1R
234 51 sen C1
Triângulo Acutângulo
Consideremos um triângulo acutângulo Assim:
ABC, de lados a, b e c, inscrito numa circunfe- 1 3 5
= = = 47
rência de centro O, e tracemos o diâmetro 12 , 123 2 123 4 123 61
1
construindo o triângulo BCD.

1.2. Demonstração para o Caso de um


Triângulo Obtusângulo
Consideremos um triângulo obtusângulo
ABC, de lados a, b e c, inscrito numa circunfe-
rência de centro O, e tracemos o diâmetro
12 , construindo o triângulo BCD.

Notamos que:
1º) Os ângulos BAC e BDC, por serem inscritos
1 1 .
com o mesmo arco, são congruentes 1 = 2 2
2º) O triângulo BCD é retângulo em C, pois
12 é diâmetro.

Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas PV2D-06-MAT-21 81


Geometria Plana

Notamos que:
1º) Os ângulos BAC e BDC são suplementa-
res, pois ABDC é um quadrilátero inscrito
numa circunferência 1 1
1 = 123°− 2 .
2
2º) O triângulo BCD é retângulo em C, pois
12 é diâmetro.

Assim, no ∆BCD, temos: Notamos que:

1º) sen  = 1 e a = 2R, então 1


= 43 .
123 2

2º) 123 11 = 23 , então 1 = 2R .


13 123 21
21
3º) 123 11 = , então 1 = 2R.
31 123 21
Assim:
1 = 23
sen 1 1 3 5
21 = = = 47
123 2 123 4 123 61
1
1 = Sen Â, temos:
Como BC = a, BD = 2R e Sen 1
Exercícios Resolvidos
sen  = 1 ⇒ 1
= 12
12 234 3
01. Num triângulo ABC, temos que 11 = 30°
e que AC = 6 cm. Calcule a medida do raio da
Para os ângulos agudos procedemos da
circunferência circunscrita a esse triângulo.
mesma forma que no item anterior (triângu-
lo acutângulo), obtendo: Resolução

1 4
= 43 2 = 43
123 21 123 51
Assim:
1 3 5
= = = 47
123 2 123 41 123 61

1
= 2R
1.3. Demonstração para o Caso de um sen 23°
Triângulo Retângulo 1
como sen 30° = , temos
Consideremos um triângulo retângulo 2
ABC, de lados a, b e c, inscrito numa circunfe- 1
rência de centro O. = 2R ⇒ R = 6 cm
2
3
Resposta: O raio mede 6 cm.

82 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas


Geometria Plana

02. Num paralelogramo ABCD, a diagonal Sendo  = α, temos que 11 = 3α.


12 divide o ângulo BAD em dois ângulos
Como  + 11 = 180° , visto que ABCD é um
agudos de medidas 30° e 45°. Sendo a medida quadrilátero inscritível, temos:
do maior lado do paralelogramo 1 2 34 , cal-
α + 3α = 180° ⇒ α = 45°
cule a medida do menor lado.
logo  = 45°
Resolução
Consideremos o ∆ABD, então:

1 2
= 28
567 34°
2
1 2 = 28 ⋅
2

Assim: R = 6
No ∆ ACD, temos:

1 2 x Resposta: O raio mede 6 cm.


= Obs. – Notamos que, quando dizemos que um qua-
sen 13° sen 45°
drilátero está inscrito numa circunferência, ela está cir-
3 2 cunscrita ao quadrilátero.
Assim: 1 2 ⋅ = 4⋅
2 2
Logo, x = 4 2. Teorema dos Co-senos
Resposta: O menor lado mede 4 cm. Em qualquer triângulo, o quadrado da me-
dida de um lado é igual à soma dos qua-
drados das medidas dos outros dois la-
03. Num quadrilátero inscritível ABCD,
dos menos duas vezes o produto dessas
os ângulos opostos BAD e BCD são tais que
medidas pelo cosseno do ângulo por eles
11 = 1 ⋅ 2 . formado.
Sabendo que a diagonal 12 mede 1 2 cm,
calcule a medida do raio de circunferência cir-
cunscrita ao quadrilátero.
Resolução

a2 = b2 + c2 – 2 · b · c · cos Â
b2 = a2 + c2 – 2 · a · c · cos 11
c2 = a2 + b2 – 2 · a · b · cos 11

Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas PV2D-06-MAT-21 83


Geometria Plana

2.1. Demonstração BH = m ; CH = a + m ; AH = h
Consideremos um triângulo ABC, de la- temos:
dos a, b e c. No ∆ AHB: h2 = c2 – m2 (I)
Demonstraremos o teorema para o lado No ∆ AHC: h2 = b2 – (a + m)2 (II)
12 nos casos em que o ângulo ABC é agudo, (I) = (II) ⇒ c2 – m2 = b2 – (a + m)2
obtuso ou reto, e sabemos que a demonstra-
Assim: b2 = a2 + c2 + 2 am
ção para os lados 12 e 12 é feita de modo
análogo. Como: m = c · cos (180° – 11 ) = – c · cos 11 ,
1º Caso: 11 < 90°
temos: b2 = a2 + c2 – 2 · a · c · cos 11

3º Caso: 11 = 90°

Sendo
BH = m
CH = a – m
∆ ABC é retângulo, então:
AH = h a2 + c2 = b2 (I)
temos e
No ∆ ABH: h2 = c2 – m2 (I) cos 11 = 0 ⇒ 2 · a · cos 11 = 0 (II)
No ∆ ACH: h2 = b2 – (a – m)2 (II)
Fazendo (I) – (II), temos:
(I) = (II) ⇒ c2 – m2 = b2 – (a – m)2
a2 + c2 – 2 · a · cos 11 = b2
Assim b2 = a2 + c2 – 2 am
Conclusão – O teorema dos cossenos pode
como m = c · cos 11 no ∆ ABH, temos: ser aplicado em qualquer triângulo.
b2 = a2 + c2 – 2 a · c · cos 11
2.2. Síntese
2º Caso: 11 > 90° Consideremos um triângulo ABC, com la-
dos de medidas a, b e c. Sabemos que:
a2 = b2 + c2 – 2·b · c · cosÂ
Então:

 = 90° ⇒ cos  = 0 ⇒ a2 = b2 + c2
 < 90° ⇒ cos  > 0 ⇒ a2 < b2 + c2
 > 90° ⇒ cos  < 0 ⇒ a2 > b2 + c2

84 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas


Geometria Plana

3. Natureza de um Triângulo 1
= 2R (Teorema dos senos)
123α
Consideremos um triângulo ABC, com la-
dos de medidas a, b e c. Sendo BAC o maior 1 1 1 2
= 2R ⇒ R = =
dos ângulos internos do triângulo, temos: 2 2 2
1º) o lado de medida a, oposto a BAC, é o mai- 3
or lado do triângulo; Resposta: A medida do raio da circunferência
1 2
2º) a natureza do triângulo ABC depende fun- circunscrita é .
damentalmente do ângulo BAC, pois: 2
se BAC é agudo ⇒ ∆ ABC é acutângulo;
02. Na figura abaixo, calcule a medida do
se BAC é reto ⇒ ∆ ABC é retângulo;
segmento 12 , sabendo que AB = 3 cm, BC = 5
se BAC é obtuso ⇒ ∆ ABC é obtusângulo. cm, AD = 4 cm e DC = 2 cm.
Então, a partir da Síntese concluímos que:
a2 = b2 + c2 ⇒ ∆ retângulo
a2 < b2 + c2 ⇒ ∆ acutângulo
a2 > b2 + c2 ⇒ ∆ obtusângulo

Exercícios Resolvidos
1. Calcular a medida do raio da circunferên-
cia circunscrita ao triângulo com lados 5, 7 e 8. Resolução
Resolução No ∆ ABC, temos:
52 = 32 + 62 – 2 · 3 · 6 cos Â
1
36 cos  = 20 ⇒ cos  =
2
No ∆ ABD temos:
BD2 = 32 + 42 – 2 · 3 · 4 · cos Â
1
72 = 52 + 82 – 2 · 5 · 8 · cos α BD2 = 9 + 16 – 24 ·
2
1
80 cos α = 40 ⇒ cos α = 12 12
2 BD2 = 25 – =
3 1
sen α + cos α = 1
2 2

1 12 342
sen2 α + =1 ∴ BD = = 56
2 1 1

1 123
sen α = (0° < α < 180°) Resposta: BD = 56
2 4

Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas PV2D-06-MAT-21 85


Geometria Plana

03. Mostre que o circuncentro do triângu- 04. Calcule o seno do maior dos ângulos in-
lo cujos lados medem 5 cm, 7 cm e 10 cm é ternos do triângulo cujos lados medem 3, 4 e 6.
externo ao triângulo. Resolução
Resolução
Sendo ABC o triângulo cujos lados medem AB =
5 cm, AC = 7 cm e BC = 10 cm, temos:
Como 102 > 52 + 72, sabemos que  > 90°.
Considerando a circunferência circunscrita ao tri-
ângulo ABC, o arco correspondente ao ângulo O maior ângulo é oposto ao lado que tem medida 6.
inscrito BAC é maior que 180°, visto que  > 90°. 62 = 32 + 42 – 2 · 3 · 4 · cos α
Assim, o centro dessa circunferência (circuncentro) é
−11
externo ao triângulo ABC. 24 cos α = –11 ⇒ cos α =
23
sen2 α + cos2 α = 1

1 11 3 1
sen2 α + 1 2 23 4 =1

121 122
sen2 α = 1 1 =
345 234
122
Como 0° < α < 180°, sen α =
31
Resposta: O seno do maior ângulo interno do
122
triângulo é .
31

86 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 10. Senos e Co-Senos: Teoremas


Geometria Plana

Capítulo 11. Polígonos Regulares: Apótemas


1. Apótema de um Polígono
Regular
Dado um polígono regular, chamamos de
apótema do polígono regular o segmento tra-
çado a partir do centro do polígono até o lado
do mesmo, formando ângulo reto com o lado.

No ∆OBM temos:
3
12 12° 4
4
3
2 2 2 1
1= ⋅ ⇒ 1=
1 2 2
12 3 4 56789
5 4 64 44
Importante
O ponto O também é baricentro no ∆ABC,
Observação então OM é um terço da altura do triângulo
O apótema de um polígono regular tam- eqüilátero. Assim:
bém é o raio da circunferência inscrita no
polígono. 2 2 2 1 2 1
1 = ⋅3= ⋅ =
1 1 3 4
2.2. Quadrado
Consideremos um quadrado ABCD de
lado l, então a medida a de seu apótema será:

12 é o raio da circunferência
inscrita no polígono.

2. Cálculo do Apótema dos


No ∆OBM, temos:
Principais Polígonos Regulares
3
12 12° 4
2.1. Triângulo eqüilátero 4
Consideremos um ∆ABC eqüilátero de 3
lado l, então a medida a de seu apótema será: 2 2
1 = ⋅2 ⇒ 1=
1 1

Capítulo 11. Polígonos Regulares: Apótemas PV2D-06-MAT-21 87


Geometria Plana

2.3. Hexágono Regular No ∆AQB, temos:


Consideremos um hexágono regular x2 + x2 = l2
ABCDEF de lado l, então a medida a de seu
apótema será: 21
11 =
1
2 7
123456 1 =
7
2 2 2 1
Assim: 1 = + 3 = + ⇒
1 1 1

⇒ 1=
1
2 1+ 2 2
2
No ∆OBM, temos:
3
12 12° 4
4 3. Cálculo do Raio da
3 Circunferência Circunscrita
2 2 1 Conhecendo as medidas dos lados e do
1= ⋅ 2 ⇒ 1 = apótema de um polígono regular, é possível
1 2
encontrar a medida do raio da circunferên-
cia circunscrita com aplicação direta do
Importante teorema de Pitágoras.
O ∆OBC é eqüilátero, então o apótema do Sendo ABCDE... um polígono regular de
hexágono regular é igual à altura do triângu- lado l e apótema a, a medida R do raio da
lo eqüilátero de lado l. circunferência circunscrita será:

2.4. Octógono Regular


Consideremos um octógono regular
ABCDEFGH de lado l, então a medida a de seu
apótema será:

No ∆OBM, temos:

13 3 46 1
1 1 = 21 +
2 15
122 + 32
Assim: 1=
PQRS é um quadrado de lado l + 2x. 2

88 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 11. Polígonos Regulares: Apótemas


Geometria Plana

Exercícios Resolvidos 02. Uma diagonal de um quadrado inscri-


to numa circunferência mede 8 cm. Calcular
01. Calcular a razão entre os apótemas de
o apótema do hexágono regular inscrito na
um triângulo eqüilátero e de um quadrado
mesma circunferência.
inscrito numa mesma circunferência.
Resolução
Resolução
Sendo R o raio da circunferência, temos:

2R = 8 ⇒ R = 4 cm

1
1 = 23 1 ⇒ 3 1 =
2

2 3 5 3
1= =
4 4

1 Assim: 1 = 2 3 45
1 = 21 3 ⇒ 21 =
3
Resposta
O apótema é 1 2 34 .

2
11 03. Calcular o apótema de um octógono
∴ = 3 regular de lado 4 cm.
12 2
3 Resolução

51 6
12324 =
52 6

Resposta
x2 + x2 = 42
11 2 x2 = 8
=
12 2

Assim: 1 = 2 2

Logo: a = 2 + x = 12 1
Resposta
O apótema mede ( 12 1 ) cm.

Capítulo 11. Polígonos Regulares: Apótemas PV2D-06-MAT-21 89


Geometria Plana

Capítulo 12. Comprimento de Circunferências e Arcos

1 . Limites do Comprimento de Se continuarmos duplicando sucessiva e


indefinidamente os números de lados dos
uma Circunferência polígonos regulares inscritos, podemos con-
cluir que:
1.1.Polígonos Regulares Inscritos
Consideremos inicialmente um triângu-
lo eqüilátero inscrito em uma circunfe-
rência de comprimento C. Podemos con-
cluir que:

1º) o perímetro do polígono com número


de lados duplicado é sempre maior que o
perímetro do polígono anterior;
2º) o perímetro do polígono com número de
lados duplicado se aproxima mais de C em
relação ao perímetro do polígono anterior.

De acordo com o exposto, podemos con-


o perímetro do triângulo é menor que o
cluir que:
comprimento C da circunferência.
o comprimento C de uma circunferência é
Em seguida, dupliquemos o número de
o número para o qual tendem os períme-
lados do polígono, obtendo, assim, um he-
tros dos polígonos regulares inscritos nes-
xágono regular inscrito. Podemos concluir
sa circunferência quando o número de la-
que:
dos aumenta indefinidamente.

1.2. Polígonos Regulares Circunscritos


Consideremos inicialmente um triângulo
eqüilátero circunscrito a uma circunferência
de comprimento C. Podemos concluir que:

1º) o perímetro do hexágono é maior que o


perímetro do triângulo;
2º) o perímetro do hexágono, embora me-
nor que C, se aproximou mais de C em re-
lação ao perímetro do triângulo. o perímetro do triângulo é maior que o
comprimento C da circunferência.

90 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 12. Comprimento de Circunferências e Arcos


Geometria Plana

Em seguida, dupliquemos o número de la-


dos do polígono, obtendo, assim, um hexágo-
no regular circunscrito. Podemos concluir que:

1º) o perímetro do polígono com número


de lados duplicado é sempre maior que o
perímetro do polígono anterior;
2º) o perímetro do polígono com número
de lados duplicados se aproxima mais de
C em relação ao perímetro do polígono
1º) o perímetro do hexágono é menor que o
perímetro do triângulo; anterior.
2º) o perímetro do hexágono, embora mai- De acordo com o exposto, podemos con-
or que C, se aproximou mais de C em rela- cluir que:
ção ao perímetro do triângulo.
o comprimento C de uma circunferência é
Se continuarmos duplicando sucessiva e o número para o qual tendem os períme-
indefinidamente os números de lados dos tros dos polígonos regulares circunscritos
polígonos regulares circunscritos, podemos a essa circunferência quando o número de
concluir que: lados aumenta indefinidamente.

2. O Comprimento da Circunferência e o Número π


Sendo R o raio da circunferência de comprimento C, calculando os perímetros p e P dos
polígonos regulares inscrito e circunscrito, respectivamente, com os números de lados
duplicados sucessivamente a partir do hexágono, temos:

Com o cálculo feito até 384 lados, temos Chamando de π o número 3,141…, pode-
certeza de que C = 2R · 3,141… mos escrever:
C = 2R · π
Se continuássemos o cálculo para um
número de lados cada vez maior, consegui- Observação – Apresentamos abaixo o
ríamos uma precisão também cada vez número π com seus vinte primeiros decimais.
maior. π = 3,14159265358979323846…

Capítulo 12. Comprimento de Circunferências e Arcos PV2D-06-MAT-21 91


Geometria Plana

3. Comprimento de um Arco Assim:


deslocamento = 90 000 · 64π cm = 57,6π km
de Circunferência Resposta: O deslocamento do automóvel em uma
Conhecendo a medida do arco, em graus hora foi de 57,6π km.
ou em radianos, podemos determinar o com-
primento do mesmo, na unidade em que a
02. Considere a figura pintada, construída
medida do raio for apresentada, usando uma
a partir de três circunferências de raio 6 cm.
regra de três simples.
Calcule o perímetro da figura.
3.1. Arco em Graus

Sendo l o comprimento do arco , temos:


123° 111111 4 π1 π1 α
⇒2=
α° 111111 2 563°
Resolução
3.2. Arco em Radianos

Sendo l o comprimento do arco , temos:


1 π2345 1 π1
⇒ 2 = α⋅1
α2345 2

Exercícios Resolvidos Perímetro = 2l1 + l2


em que:
01. As rodas de um automóvel têm 32 cm
de raio. Sabendo-se que ele desenvolve 1 500 π
11 = ⋅ 3 = 4π 56
rotações por minuto (1 500 rpm), calcule a 2
distância, em km, percorrida em uma hora.

Resolução 11 = ⋅ 3 = 45π 67
2
Em 1 hora serão 60 · 1 500 = 90 000 rotações.
Perímetro = 4π + 10π = 14π cm
Em cada volta da roda, o automóvel se desloca
Resposta: O perímetro é 14π cm.
2π · 32 = 64π cm.

92 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 12. Comprimento de Circunferências e Arcos


Geometria Plana

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


1. Conceitos Básicos Exemplo
Sendo R1, R2 e R3 três regiões triangulares
1.1. Noção Intuitiva de Área que não têm ponto interior comum, a área da
Intuitivamente, a área de uma região é um região R formada pela união das três regiões é
número que mede a sua “extensão”, ou seja, a a soma das áreas de R1, R2, e R3.
porção do plano ocupada por ela.
Quando fixamos uma unidade de medi-
da, encontrar a área de uma região plana é
determinar o número de unidades que “ca-
bem” nessa região.
Exemplo
Considerando a região plana da figura e
unidade de medida indicada, vamos deter-
minar a área da região.

Postulado 3: se uma região quadrada é li-


mitada por quadrado de lado a, então a sua
área é a2.

Área = a2

1.3. Regiões Poligonais Equivalentes


Duas regiões poligonais são equivalentes
se, e somente se, elas tiverem a mesma área.
Exemplo
Área = 24U Sendo os quatro triângulos T1, T2, T3 e T4
congruentes, as duas regiões a seguir são equi-
1.2. Definição da Área de uma Região valentes.
Poligonal Região R1 (losango)
A cada região poligonal é associado um
número real não-nulo chamado área, que
deve satisfazer os postulados.
Postulado 1: polígonos congruentes têm
regiões poligonais de mesma área.
Postulado 2: se uma região poligonal é a
união de duas ou mais regiões poligonais, sem
ponto interior comum, então sua área é a
soma das áreas dessas outras.

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares PV2D-06-MAT-21 93


Geometria Plana

Região R2 (retângulo)

11 21 2 = 113 1 2 + 113 2 2 + 113 3 2 + 113 4 2 35


→ 11 21 2 = 11 2 2 2
11 22 2 = 113 1 2 + 113 2 2 + 113 3 2 + 113 4 2456
Indicamos: 1 2
11 + 2 + 2 + 31 = 1 + 3 1

11 ≈ 12 1 1 + 12 + 3 1 = 1 1 + 1 13 + 3 1

Assim: 2S = 2ab ou S = ab

2. Cálculo de Áreas 2.2. Área de um Paralelogramo


Para facilidade de linguagem, vamos omi- A área de um paralelogramo é o produto
tir, daqui para a frente, a expressão região de uma base, ou seja, um lado, pela altura
poligonal; usaremos apenas polígono. Assim, relativa.
quando quisermos nos referir à área de uma
região quadrada, por exemplo, diremos ape- Demonstração
nas área do quadrado. Consideremos um paralelogramo ABCD
de base b e altura relativa h, conforme a figura:
2.1. Área de um Retângulo

A área de um retângulo é igual ao produ-


to de suas dimensões (comprimento e lar-
gura).

Demonstração
Consideremos um retângulo de dimen- Traçando a altura 12 , o retângulo ABEF é
sões a e b, conforme a figura: equivalente ao paralelogramo ABCD, pois os
triângulos AFD e BEC são congruentes.

Construindo um quadrado de lados (a + b)


e decompondo-o em retângulos e quadrados,
1 1234 = 1 1256 = 23
temos:

94 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


Geometria Plana

2.3. Área de um Triângulo

A área de um triângulo é igual à metade do


produto da base pela altura relativa.

Demonstração
Consideremos um triângulo ABC com
base BC = a e altura relativa AH = h, conforme Traçando a diagonal 12 , temos:
a figura:

1 1234 = 1 124 + 1 234


Traçando paralelas aos lados 12 e 12 2⋅3 4⋅3
1 1234 = +
pelos vértices C e A, respectivamente, temos: 1 1
Assim:

13 2 + 3 46 ⋅ 4
1 1234 =
2 1 5
2.5. Área de um Losango
A área de um losango é igual ao
ADCB é paralelogramo e os triângulos semiproduto das diagonais.
ABC e CDA são congruentes.
Assim: SADCB = 2SABC = ah Demonstração
ou seja, Consideremos um losango ABCD com
diagonais AC = d1 e BD = d2 conforme a figura:
23
1 123 =
1

2.4. Área de um Trapézio


A área de um trapézio é igual ao produto
da semi-soma das bases pela altura.

Demonstração
Consideremos um trapézio ABCD com
bases AB = b e CD = a, e altura h, conforme a
figura.

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares PV2D-06-MAT-21 95


Geometria Plana

Assim: Exercícios Resolvidos


1 1234 = 1 124 + 1 324 1) Calcular a área dos polígonos regula-
23 ⋅ 45 23 ⋅ 56 res abaixo, considerando que todos têm o
1 1234 = +
1 1 mesmo lado l.
1 1234 =
23
1
1
45 + 56 2 a) triângulo eqüilátero
b) hexágono regular
Como AO + OC = AC, temos: c) octógono regular
23 ⋅ 45
1 1234 = Resolução
1
a)
21 ⋅ 2 2
ou seja, 1 1234 =
1

3. Divisão de uma Região


Triangular em Partes Equi-
valentes 1=
2 3
Dividimos uma região triangular em n par- 4
tes equivalentes, traçando n–1 cevianas, a 2 3
partir de um mesmo vértice, que dividem 2⋅ 1 2⋅ 4
5678 = =
o lado oposto em n partes congruentes. 4 4
1
Demonstração 2 3
5678 =
Consideremos num triângulo ABC de al- 9
tura AH as cevianas
b)
12 1 1 12 2 1 2 2 2 1 12 1 − 1 , de modo que
12 1 = 2 1 2 2 = 2 2 2 3 = 1 1 1 = 2 1 − 1 3

Área = 6 · Área do triângulo


1
6 7
1234 = 5 ⋅
8
1
76 7
1234 =
9
23 1 ⋅ 45 3 3 ⋅ 45
1 1231 = 7 1 131 3 2 = 1 2 7888 7 c)
1 1
3 6 ⋅ 45
1 13 1−1 4 ⇒ 5−1
1
Como BD1 = D1D2 = ... = Dn – 1C, temos:

1 1231 = 1 131 32 = 1 1 1 = 1 13 1−1 4

96 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


Geometria Plana

Resolução
21 2 1
11 + 11 = 21 ⇒ 11 = ⇒1=
1 1
Área = (Área do quadrado) – 4 · (Área do triângulo)

1
1234 = 5 + 1 6 2
6⋅6
1
1
− 2⋅

1234 = 5 + 256 + 2 6 − 1 6 1
1 1

5 2 51
1234 = 5 1 + 156 + 2 6 1 = 5 1 + 15 ⋅ + 2⋅
2 2 4 4
2 1 123 = 1 124 = ⋅ 678
Área = 2l + 2l
2
2 5 5
123453678 Área = 2l 2 1 + 2 1 2 1 123 = 97 23 5

02. Um trapézio tem altura 4 cm e base


média 6 cm. Calcule a área do trapézio.
Resolução

4
Sendo a e b as medidas das bases do trapézio, temos: 1 123 = 1 142
5
1+2
= 2 34 4
1 1 123 = ⋅ 65 = 78 23 5
13
4+5 46 5
Assim, 1234 =
21 5
⋅ 6 = 2 ⋅ 3 = 13 781

Resposta: 24 cm2

03. O triângulo ABC da figura tem área


1
120 cm2, com BD = BC, AN = ND e AM =
2
BM. Calcule a área do triângulo MND.

1 1
S MND = S ADM = ⋅ 36
2 2
Resposta: SMND = 18 cm2

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares PV2D-06-MAT-21 97


Geometria Plana

4. Área de um Triângulo em 2º caso: α > 90°

Função da Medida de Dois


Lados e do Ângulo Compre-
endido

A área S de um triângulo de lados com me-


didas b e c e ângulo compreendido com
medida α é: Sendo 12 a altura do ∆ABC em relação
2 ⋅ 3 ⋅ 123 α ao lado 12 , temos:
1=
4
34
1231456°−α2 = → 34 = 5 ⋅ 1231456°−α2
5
Consideremos um triângulo de lados com Como sen (180° – α ) = sen α , então BH = c · sen α
1 = α , então:
medidas AC = b e AB = c e com 1
2 ⋅ 34
Assim: 1 =
1
1º caso: α < 90° ou seja:

2 ⋅ 3 ⋅ 123 α
1=
4

3º caso: a = 90°

Sendo 12 a altura do ∆ABC em relação


ao lado 12 , temos:
12
123 α = → 12 = 3 ⋅ 123 α
3
2 ⋅ 34 2⋅ 3
Mas, 1 = , então: 1=
1 1

2 ⋅ 3 ⋅ 123 α Como sen α = 1, então:


1=
4 2 ⋅ 3 ⋅ 123α
1=
4

98 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


Geometria Plana

4a2h2 = [a + c + b] [a + c – b] [b + a – c] [b – a + c]
5. Fórmula de Heron
A área S de um triângulo de lados com 1+2+3
Como 11 = 2 + 3 + 4 , logo p =
medidas a, b e c e semiperímetro p é: 1

1 = 2 ⋅ 1 2 − 321 2 − 421 2 − 52
a + c – b = a + b + c – 2b = 2p – 2b = 2(p – b)
b + a – c = b + a + c – 2c = 2p – 2c = 2(p – c)
Demonstração b – a + c = b + a + c – 2a = 2p – 2a = 2(p – a)
Consideremos um triângulo ABC com la-
dos AB = c, AC = b e BC = a, altura AH = h e Assim:
projeção ortogonal de 12 sobre 12 igual a 4a2h2 = 2p · 2(p – b) · 2(p – c) · 2(p – a)
BH = m, conforme a figura: a2h2 = 4p (p – b) (p – c) (p – a)

Então:
12 = 1 3 6 3 − 476 3 − 576 3 − 17

Mas, a área do ∆ABC é:


23
1= , então:
1
1 = 21 2 − 321 2 − 421 2 − 52
No ∆ABH: c2 = h2 + m2 (I)
b2 m)2 h2
No ∆ACH: = (a – + (II)
6. Fórmula da Área em Fun-
Substituindo h2 de (I) em (II), temos:
b2 = a2 – 2am + m2 + c2 – m2
ção do Raio da Circunferên-
b2 = a2 – 2am + c2 cia Inscrita
2 1 + 31 − 4 1
Assim: 1 = (III) A área S de um triângulo de semiperímetro
12 p e raio da circunferência inscrita r é:
de (I) temos:
S=p·r
h2 = c2 – m2 = (c + m) (c – m) (IV)
Demonstração
substituindo (III) em (IV): Consideremos um triângulo ABC com a
circunferência inscrita de raio r e centro O:
1 3 1 + 21 − 4 14 1 2 − 3 1 + 21 − 4 1 4
32
11 = 2 +
13 65 32 13 65
1 2 1 + 123 + 31 − 41 4 1 − 21 + 123 − 31 + 41 4
11 = 3
2 12 65 32 12 65
4a2h2 = [(a + c)2 – b2] [b2 – (a – c)2]

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares PV2D-06-MAT-21 99


Geometria Plana

Os triângulos ABO, ACO e BCO têm áreas: 23 4


Assim: 1 = ⋅
23 ⋅ 4 23 ⋅ 4 23 ⋅ 4 1 15
1 123 = ; 1 123 = ; 1 123 =
1 1 1
Mas, S = SABO + SACO + SBCO, então: 234
ou 1=
15
23 ⋅ 4 25 ⋅ 4 35 ⋅ 4 1 12 + 13 + 23 3 ⋅ 4
1=
1
+
1
+
1
=
2 1 4 Exercícios Resolvidos
1 12 + 13 + 23 3 = 4 , temos:
Como 2 1 4 01) As diagonais de um paralelogramo me-
dem 10 cm e 12 cm e formam um ângulo agu-
do de 60°. Calcule a área do paralelogramo.
S=p·r
Resolução

7. Fórmula da Área em Função


do Raio da Circunferência
Circunscrita
A área S de um triângulo de lados r com
medidas a, b e c, e com raio da circunferên-
cia circunscrita R é: 1 1234 = 21523 + 21534
234 3 ⋅ 4 ⋅ 56748° 3 ⋅ 4 ⋅ 567928°
1= 1 1234 = 2 ⋅ + 2⋅
15 2 2
Demonstração 2 2
1 1234 = 23 ⋅ + 23 ⋅
Consideremos um triângulo ABC com a 4 4
circunferência circunscrita de raio R. 1
Assim: 1 1234 = 23 2 45

02) Calcular a área do triângulo cujos la-


dos têm medidas 5a, 6a e 7a.
Resolução

12 ⋅ 345 61
S=
1 1 ∆ = 232 − 4532 − 6532 − 75
Aplicando o teorema dos senos no ∆ABC,
onde: x = 5a; y = 6a; z = 7a e
temos:
1 1 23 + 43 + 53
= 4 3 → 45621 = 1=
6
= 73
123 21 43

100 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


Geometria Plana

Assim: 1 = 23423 − 536423 7 836423 − 936

1 2 34 ⋅ 54 ⋅ 64 ⋅ 74 = 1 4 1 1
Logo 1 = 1 1 2 1
2 3
1=
03) Calcular as medidas dos raios das cir- 3
cunferências inscrita e circunscrita ao triân-
gulo de lados 5, 7 e 8. Resposta: Os raios das circunferências inscrita e
Resolução 1 2
circunscrita medem 1 e
2

8. Área de um Polígono Regular


A área de um polígono regular é o pro-
duto do semiperímetro pelo apótema.

2+3+4 Demonstração
1= = 67
5 Consideremos um polígono regular com
1 21 21
8 ∆ 9 67 ⋅ 67 − 2 67 − 4 67 − 3 2 n lados, de centro O, com lado de medida l e
apótema a. Então,
8 ∆ 9 67 ⋅ 2 ⋅ 5 ⋅
= 67

Unindo o centro O aos vértices do


polígono, temos:
1⋅3 2 ⋅1
1∆ = 2 ⋅ 3 1 =2⋅ = ⋅3
4 4
∴45 6 = 45 ⋅ 3 ⇒ 3 = 6 Como nl = 2p,
S=p·a

9. Área de um Círculo
Consideremos um polígono regular de n la-
dos inscritos em uma circunferência de raio R.

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares PV2D-06-MAT-21 101


Geometria Plana

Sendo a o apótema do polígono, a sua área


S será:
S=p·a
Se o número n de lados for tão grande quan-
to se queira, o polígono tende a se aproximar
da circunferência, e sua área se aproxima da
área do círculo, assim,
Área do círculo = lim S
A área do setor circular é proporcional à
n→ ∞
medida do arco, então podemos calcular a sua
área fazendo uma regra de três simples:
1º caso: arco medido em graus
Setor arco
πR2 l 360°
S l α°

π2 1 ⋅ α °
Assim, 1 =
345°
Notemos então que, quando n tende ao
infinito, temos: 2º caso: arco medido em radianos
2p = comprimento da circunferência = 2πR Setor arco
então p = πR πR2l 2π rad
e S l α rad
a = raio da circunferência = R

Então, 2 1 ⋅α
Assim, 1 =
Área do círculo = π · R · R 3

ou seja, 10.2. Segmento Circular


Segmento circular é a parte do círculo li-
Área do círculo = π · R2 mitada por um arco de circunferência e por
uma corda com as extremidades nas extre-
midades do arco.
10. Área das Partes do Círculo
10.1. Setor Circular
Setor circular é a parte do círculo limita-
da por um arco de circunferência e por dois
raios com as extremidades nas extremidades
do arco.

102 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


Geometria Plana

Calculemos a área de um segmento circu- 3º caso: corda igual ao diâmetro


lar nos seguintes casos:

1º caso: corda menor que o diâmetro

S = Ssetor – Striângulo S = Ssemicírculo

Assim, π ⋅21
1=
π ⋅ 21 ⋅α 2 ⋅ 2 ⋅ 345 α 3
1= −
678° 9

ou seja, 10.3. Coroa Circular


Coroa circular é a parte do círculo limita-
13
π ⋅α 345 α 46 da por duas circunferências distintas de mes-
1 = 21
2
678°

9 5 mo centro (concêntricas).
com α medido em graus

2º caso: corda maior que o diâmetro

A área de uma coroa circular de raios R e r é:


S =Ssetor + Striângulo

1=
π ⋅21 ⋅α
+
1
2 ⋅ 2 ⋅ 345 678°− α 2
678° 9
como sen (360° – α) = – sen α, temos:

π ⋅ 21 ⋅α 2 1 ⋅ 345 α
1= −
678° 9 S = π · R2 – π · r 2

ou seja, S = π (R2 – r2)

13 π ⋅ α − 345 α 46 Observação
1 = 21
2 678° 9 5 É possível calcular a área de uma coroa
circular conhecendo apenas a medida 2a de
com a medido em graus
uma corda 12 da circunferência maior, tan-
gente à circunferência menor.

Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares PV2D-06-MAT-21 103


Geometria Plana

02. Os três círculos da figura têm o mes-


mo raio 6 cm. Calcular a área da região pin-
tada.

No triângulo OAT, com T no ponto de


tangência da corda 12 , temos:
Resolução
OA2 = OT2 + AT2
Assim, R2 = r2 + a2
ou seja, R2 – r2 = a2

Logo, a área da coroa circular é:


S = π(R2 – r2) = πa2 Área = S∆ – 3 Ssetor

Exercícios Resolvidos
01. Os arcos da figura têm raio 4 cm e cen- Onde:
tros em A e B. Calcular a área da região pon-
tuada. 231 4
1∆ = = 46 4 78 1
5
π ⋅ 6 1 ⋅ 69°
1 23456 = = 6 π 78 1
469°

Área = 12 1 − 34 π

1
Resposta: Área = 12 3 4 − π 56
1
2
Resolução
03. As duas circunferências menores da
figura têm raios 6 cm e 4 cm. Calcule a área
da região pintada.

Área = SI + SII = Squadrado


Resposta: Área = 42 = 16 cm

104 PV2D-06-MAT-21 Capítulo 13. Áreas das Regiões Elementares


Geometria Plana

Resolução

Diâmetro maior = 12 cm + 8cm = 20 cm

π ⋅ 56 1 π ⋅81 π ⋅ 91
1234 = − − =
7 7 7

Resposta: 1234 = 12 π 56 1

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