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Maria Suely Kofes

--p ~ a"u
Centro de Estudos de Gênero
I
IFCH UNICAMP
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Diferenç2 c !duntidaàe nas arn:;:cliliuc,

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SUE:L.Y

u L H E R

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Diferença e Identidade nas armadilhas dil
H
Igualdade e Desigualdade: interaç5o e relaç~o

E
entre patroas e empregadai dom~sticas

Tese de dou l o r a c o aprese (l t a da a G DC! p ;, r· t <:fi' e n ( ~


de Antropolo~~:La da Facu1dC1d(~ de Fiioc;ofj;,,
L e t ~-·as
e C i é~ n c i a. s H u rr. a n 2. s d a U n i v c:: r-<.:: i cJ '' d e c1 c
São Paulo, sob a Ol-j_enlac:ão da f'n1f~ D ;'
Eu.n ice Dur·han.
Ni' e.'<'{erno t/U.írD ni ·::ieC/"e{o cenf.'ro.

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{AJitto ~,: u J ue::J:.

\ De .int:ernrin..:~b le ('i(::·dr . '.~ en{t"e{f::•Jio'.}.

BD\"iJ(-~~,;, j. !... . : l... :::i.b(·:~l"ifiÍ:U


Obi.. :::,.b c:om;:>lct:::'.~:'., 5.9?í?, r' ?Fli).
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tlt7t;:a<}

t:rn{l-t:'talll"CJ
f~cnhum0. tE'~'C rc~:;ult:<:'. de '..I.IH tr:Jb<':llho e<:;trit:<!.lilenLc ·:ind:i.v:i.du;,_;, hz; :.;em-·

pre rHo'l<:\, c:onl:r:ibuiçÕcs coleti.v<:\S. tlOf', r-e.spon~;<~vci~:; por e~;í::a·:j contr:iliu:i.ç);c~;,


cu oostaria de ~gradecer.

Às i.nc:.t:i.tuiçc)e~; que, em di+erentr?s rer:[odo·::., fili<:\nciz;.r::\m <\~; pcc:.c:'·'i~;;~,-~;

C?\F'ES.
À UUICt!i·iP, pelo conv:(vi.o i.nt:cl.ectUéi.1 esí:irnul<.'<.lltc, ,: _• po:?1;,.', Ji.ccí:<;:<l~,

deste meu trabalho.

Antropologia Social.

rico, bibliografia, e estimulas de diversas ordens

Eduardo Viana Varga~, &n~~Ia Bertho. Por terem auxiliado na pesquis2 i' ~··'i i:\'

ci2. 1mentc:J o material contido na c:tnDgrafia. ~Marta, pelas fDtosr

r e:-; d e p e s q u 1 ::: c:·. q' '·e , F mh o l- z.: p or c ui" t o t em p o , f' o r ülfl í't.L n d ~l. 111 e :·, t ;,;_ i. c,; ::?. e ~ · i c t r ''' b :~<...
iho.

dcmon::;l\-ar;:,.l!i po: c~:;t:.;;. tc~>t::. ·Pri.nci.p:,:;_lmcnte, l'íari~;;3 Corrf:::é:., :i.ntcrio·:·u· '.i··-: V<:i··
,,

Ar\ •.~.·, FC.)Il'-"•"'·'·'·.·,·:.•,


, , , (l-11";-,1'1""
.. l .•. '" '~ l:'·j ... 1''-c•J]·t'
.... ~.L cc . . , lt:I'J.")
... ·' ... . t. ~~-1"\,V].('
· " . J ,,..' . of e. • •H ,.\ n1 c 1. cr a e 1' a n 1. ;·:\ j1i Te\ V<.\ r·:::~-::
Sil._,,.:\. 1'10 l·i:i.chael Hall, que h<":Í Jon~·.:o tcniPD <:tl:'i'<:Í~:;, me pri:-:c;entcou corll um f;\c . . ~;í_ . .
mi1c d<:\ te<;c c!.;;.: Lane Gm:i.t:h que eu, <:1té ent~:\o, desconhecia. ('to l'i<lllttc'J Dci'J:í.ncl:,

que me c cd eu a t: e~:;c, r e c ém ..-d c -fcn di cí a, de 2>. i. r a ~~r:j F a r i.<'!.<;; . E ao Pcd r o lb:.~<í

Soa rc~' , p c 1 a c r ôn :i. c a "F' o r quê" .


{~ Vcren<-:1 Sl.:ockc, por ter sido a priur.::-~:i.r;,\ a- conhecer, <~POJ.<\r (' d:i~-;.::11.- ..
tir, n plano dc~;t;::l tcr:;c, embora i.~:il:o tcnh<:l. ,,,,,. d<:\clu CHI uma 'J.m\fJ)c~u.;: :.::H·Iü c.·m

Barcelona. Ao Plínio Dcntzicn, pela sua cantribuiçâo fundamental ~ l'csqui~a

quantitativa, c à Denise Tavares Silva, E sua pequena equipe, que a rcarizou c


t <;~.b '.( 1Ol.( ~;eu s r e~;u 11: <~do·; .,
Para ser justa, eu deveria agradecer - embora t~o à distfiGria ~

'H;:;.u.ri.ct~' GodcJ.ier, que lcL•., 2 c:;t:i.mulou a ccmt:inu:id:::ufc., o filf:·u. primciru FIEi<t::o

sobre alguns dados da pesquisa que apenas se 1n1c1ava.

esta tese terminaria, ~ Jeann~~Maric Gagncbin, ~ Evcli0a Dagnino ~ ao ~au o


l~:obcrto hi.cha1:[<~en. E, pel<:!.s m>::'':;mos:. mB.~:; t:::\Fibém outro~; t:::-.\!<1:6·::. niol:i.\'(.:>': . ,,·,_u ~;ái····

gio, Solange, Sarrdra e S~ria Kofes.

corrigindo esta obscuridade.

p<<.r\:ilh,~r de ~;e_u Con~,1-c~;·;,(J, e1" F't:i"l''l (,J.C9\·c, em ).902.


E, ·finalmente, quero <:l,gradr·c:cr m:lnh<:\ m:i.cn\:ador<l, r·rof!:l Dr} Ltu11ce

Durhan, que ~;c dú;p(J~; ~~ oricnt<,\r e~;f:<~ (:'esc qu<tndo "'· pc-::,qu.i~'><\ e <:iLW.'i qr~t'~,t.i:íe·:,

e~>Í:i:\1/i':l.HI :ta <'I meio caminho. E que, embora também tcnh;:,\ oulr<:~. c:nnc:er'ç:;::c.• dc1 f:::llrw.·-
n h o da e t: no Dr;·.\ f i <:\ q t l c um <.1 t c~; e d t:·: dou t: o r<:\ do d c v •::: c o n t c r , 1 cu ;1. s v;:[ r :i. ,-;_ <.; v(> 1· 'i u c:·=-,
dc~;;t:a tc:=;c, dic:;c:utiu.-.. ,,\,;, · t: tornou-·;~ bem liiClhor elo que ;:-:1<:\ ~·Erla ~=.crn "'· :;u<.\

orit:nt::..:,.vifu. Devo a ela~\ conclusi:\o dC''il:ü te~;c, mZ>~; ~;u<:\ {u:-m:,;\ -fin<.\1 e :'i'.l.l.'i •'a·-·
lh:,\fi devem f>Cr cred:i.tad<\S ;;;. m:i.1n. AnradE·ço, pri.nc:i.pal.mr-·nt:c, porqU(·:: Ft1.rl:i.•.:1: D:Jr·-
han me orientou mas ali.ou <!. est:o\ oriE:nt:;.~d~o o respeito pc·lo n1eu t:r::\h;\lho e !e·-
l~s minhas id?ias.
N!io.
'
f'!ü'S. ~:~
1

colo marcho e ~-:;ugado, as roupa~:; em farraeos irlu.mdo e o ro"ito

bala de garrucha?
NXo ...
Teve · cidrrres do e-::;posa, a medo de c::ue a sua beleza fo~>:ie ~:;u-

Nfta ...

·--:.-
NXa·: ..

t1du I tério '?


Nf/a ...
Loucura·?

(]ue fcjpdL'es-e fDrtiTUJ'::J.r en{/io '-(ac e-\·(:•li•tuf: o ITrativ·OJ 1,,,, c:ue unr::1

:;cn/~ara f.aru::sfa·, ca-:;ad,'l., t':a bo,~: pa,:;: com D :rr.c:rido, tn:2(e d~:· u.-::z; t~-

ronte?
costas·.
t~ autoridade pol ic i,:.! l fomoü conh(i.'C i menta do f::.do, encont r.:;;.ndi.'
p6:i:..:üro da cad:ivcr Wil bi I/tel-e conce{lúfa os segu.inb::·::; ferüos:
'fíarro porque nffa pa~so suportar empregad,<~''. {] meü· mau.J:· des·-·
gosta é morrer -:;er.r ver meú aarido e r.rrinl1a -tilha. Sd peço perd!lo
para que e~ta n-:~Jo devia ter \'inda ao t.wndo ' ...
O.ae o e.v.Em,olo nao tenha imitadora:~.-. Est-e trist'e desf.o;:cho, .a.i

cólera dever ia cxp lodi 1· f' C;/" outro modo meno::; ruido::iC-'.

o de

•.'
i. o

A diferença sexu~l. univer·~;a J ment: e,


diferentes categorias sociais, cujos cnnteJdus culturais c rclRçÕcs rccipl-oca~

ciassificaç~o das coisas reprodu~ a classificaç~o dos homens ..


m<:t~>cuJ..ina~; ou ferni.nin:;i~'., o ~:;ol., ~\ lU<.l, a~i E'ítrr·}<:l.<;; ~;~ío humen·;:; c il!ltlhcl·t··:·; ..

( 2)
cl:i~:;t:i.nç:i{o entrE: o::; ·c;e>{o·::; tem peso djfercnc:i.::,\do n:1. co:i·::;lilti.i(;~,J ..l -· ...
r.Jd:·..

distinção entre os sexos ~ a distinç:Sa social primária Isto q4cr rli~cr que

Ser i<~ crn n.:j·:;·:;::.

SOC:lf'Ck,dc, c.> r j rn::''· ·,- 1 :.::.

etiria~ scjam.ncla, Fundamentais.


li<:ts,

s cu mc n \. "' •:: , c-:-'.i:tcguria, e t~·,u1:.>.rí1 c:T:t:i.i :ici:I.ITICr;t'~

•.'
j ~i.

A que eu e~;c:o1.hi é· Unia d;,t•:; sit:uaç:i:Íc<:;: a rc1;.\ç:(:\o entre palru<\~i c cr:! ...

prc~::<:\d<:\~~• donré<::t:ic<:\<:i (en\:re mulhere~;). Chttr:<:\~'' s;ituaç:i:íe<:;, e m\l:r:'\f.i I"Cl<:\çc)c:,, cr1····

tre ll't.t.lhcrc~' t<:\iiii:Jéra o permitiriam. Entretanto, con~:;:idcro ~';cr e<:;l:<:t r·cJ;:~çi{u c,, . _
(·.rc:\l:C~1i.C<IIIICn(c privi.lcg:i.ad<l p.,~ra e~>l:~\ di',-;cu~;~:;~\o, porque é um<:\ reli.lcf\o q1.1.c -.,c
constitui exatamente em um dos n0cleos da definição tradicional dv categoria
mulher. f<efiro-mc ao domé<.;ti.co, comprc:t:.•ndi.do como ·ê;:in(:cl:i?:;;ndo rc'!d(.iJc'; Fdn;:i.··

liarcs (p~péis e funç:6cs sociais: m~c em rcJaç:âo aos filhos: esrosa em rcl0ç5o
~tO ITI<:\rido) (~ <:•.l::i.vi.cl<:\d('.'<:i de func::i.on<:\menf.:o d:::i. unid;:u!t-: donlé~;t:ic<c~, cnqu:Jn\:o i'c:;:i.--

d&ncia (papciis e fun~5cs como donas-de-cas~). Domcistico que rrcssup~e. rar2

domé<;l:: i c~\, enquanto mulhe0, compartilha estes mesmos papéis e -,.' un ç: o'" c.·~;, n ::,>. ·::;u ;,1

u n.:L da d ;:.: dom (0.'~; t i c a , mê\ ~; {: v. mb é m de~; 1o c ::t ·-~;e d c 1: :;. p a r <:l. um~\ ou t r i:\ , o t, d c·· e>< e r c e r· :,., ,
,_.
num t: r <:<h a 1h u as·:;a I ar :i.ado . as mesmas func6cs, mas n::'\ü oc; me~.~f!IDS

aqui, imbricadas, pela menos du~s ordens de qucst5cs.

t: :i.d ;:,l.dc,. en qu.::1n l.: ü um <:iu.l:: o-.. r c c em h c c i. men to, é r :::l. r <:u:ncn te <":l. fir lii:'l.d ;c;. p c I o<:> ;:>_\'.i i r;;:·. ,::.,

pr-:Lncj.p.:::.1mt:·nte- no di!:;cur·::.o d::J.·o; p;::,ti"O<:<.<:>. F'eJ.o cont:r;{,.rin, du.l-:o,nte ..:~. pe:;-:i:J:c;a,

c:ond: ::d. e i '


fl(.'·::. "

enquanto mulh&res, onde juntar~se-iam patro~s P emrreg~das d

excrLe-lo na unidaJ~ dum~stica da pali'oa, onde rcalizarJ fun~ôes e p~pe1s co·

qu<\1~> impl:lc::=tt:1 dimcn<:;;::Íes COú1PJ.r,:j\~\S como ;,l.·Fct:i.vi.dade e SC}\Ualid;:,.de. Ou ~;.c·j:·\, <:1.::

ordem t Écn i.c:a. en! ::.. t: . ·. '·'


Porqur:; t'!,;t:a dc~;igu;,,ld<.\dc marca culturalntc:tt\:c o Cl(t:.'r-c::t~c:io d:!.qu.c-·}z,~; i'utlç(';,., ;,~;

P\'T~iOIF\::JCIFi C<:\bt:·Tia f.:ent;:u- ref-;olvcr- corht<::,.nf:cmentc, e iF\ i.r,t<::r-ad\o, <\'.i Al'i'l<\c!i···

lh;·,\s C!:>lrutul.. <':\lmclltc po:;ta~;.' Em um con<:;f:<:tntF dcma1 . car de qu.cn1 ·~~quem, c cvi.··-
dt::nlemenle com brechas P<\ra l-c,:;o1u(.~c'íc~> hem d:i.~;tjitl'i.\!:i. I~i~;o :'o">">ih:il:i\:\ q!.l.(?,

d:i.ant:.;:: do quadi"O c<:;t:rutur<tl monl:<:\do, 7:l.1guém PO-:i"i<J rccnrrt:r <::. ül9um e><í'!í!p)n,

verso empírico, tambcim nesse caso, cont?ru m01tirl~s 0ossibilid1des. Ma~. se

fi><<Hlo p<.<.ra ü~.i de~;empenhos (4), creio que fiCd<:,_ :imp.J·,;cdvc:·l cowpr;:~cndc: <Fi

aç5es sociais, sem apontar ao que, minimam2ntc a estrutura.


Foi esta uma das ~inhas intenç5~s.

[h 0 \" \" () Cj U C , [\ C\ ~i 1J. i:l ~:; 0 1i t ::,Í, l" j_ <:\ 1/ C J. hÍ CC , V i.\ j j_ f\ V C~) t j ~I ;,•. i' '3 1J <:\ p r Óp f J. <:1. ~-·~c; pé C: f r· ) (/ :i ;:· ,

em um certo momento: "Como h~iVCTÍ<\ ck s-;>:-:J.cc:iofF'.r entre 26 m:.i.lt:ipJ..:\s pc:·c.IU.Iii~:=;~:.,


r·, r· ....
c.::,\

pu-me a escrever su3 introduç~o. Al~m Jo seu caráter clhvio, o de ofcr~rer ao

e 1 F 1 ~- u r,·

iS)U.<.<. :i.·::: .

Ar-mad:i.lha·,:; da. I:JU:::=1d:;;..c!e e De=:;:i.su<:>.J.d;_,:c:,,: iní:el .. <:tc:i"ci ~:,· r·eJ;:\çiío c.nt1.:' p;J:;-r,···· c
,,

~; m: :L ~~ 1 , i. 11 t- e r e~(: i \/-,\ ,
afirma sobre a combinaç~o entre estes quatro tcfmos?
A no ~<X o de :i. de n t i. cl :J. d t: · e~; t: a I" <:Í ~;c n do cn t (:: n d ida , ·f u n d êH1l e n f a lm c n t c , ( ,, p c--
sarda~:; v<:Ír:i_;:l.':; outl-<:l.!:i po~;~;ibil:i.cfadc:.'~:; de su<:t dc-Fin:i.ç:;;{o) como rcC(Ibr:indc• uni c;·im--
po de reconhecimento s6cio-cullural estruturalmente disranívcl rara o autc,-re-
conhcc:i.mentn do<; atorc~; ;:;oc::i.<:l.i~:;. Um do~:; meu~; pre<;supo·:;í:o<; É: _n ele que c-:<-:1;: nc;--
r,j\o pode torn<:lr··-se conc:t-:itu<:tlmE'nte inóc:ui:\ se''' cJ.~l. n~(o ";om.Oi.rmU"i a~; nuç~,c:=.. de:
igualdade e desigualdade. Situar algumas das rclaç5cs entre cst~s

no ç: l1 f~~; ) a t r a 'v' é~; de um a cl i s c: us ~; ão b i h 1 i og r ::t f :i. c a J ~;e r~\ o ob j e t i \-'o de um (!o-~; c: a··-
PJ~tuJ.os.

ao tratamento do tema empÍrico, desrlobrando os mJltiplos componentes da rcla-


soe i zd t:i.ll o leque de discuss5cs
presentes nesta tese. Dai tambcim porque estou, nesta intfoducZo, Pnf~tizandn

suas dimensões centrais.

tais totalidades são mais construidas do que dad~s.

t :i. cu''.

ouns outros estudos antropoldgicas, n~o cst~ delimitada cspac~~Imc~tP (ui~~ co-
mun j_ d :o.·< d c 1 o r: ::r. 1 1 1..1. m b "'-i r r o I um a in ~; t i t u i c~\ o I c: o mo (::··}(em p l (l ~; ) . T;-c< t <~- -- "'· ·:::· d e u li!,.,

idcn1ogi<,s :i.J<':itituc:i.on<.li::;. P:::::<,;c:rFv<.::-rei e ,,,_naJic;;·:\rt=::i C<l.da um;; d,:,;f.:<··'-'· (!:ÍITc-n ''-"·

oo
"l
que uma ana11se
'·•.
de c<~.d<:1 u.n -j_d~~.dc:: do~0stica 0 a categorj~ do d C;m r:','~> t.· ·.i. c t)

considc:1 ado para situar ~)ulJ ~-- ,_:,· 'l '


-:.•)

Ca'ê) 1 (;". O!J'\'U':i (,'1C 1'flié:f1Í:iJ"i qu_~:: a COil'>t:;tu•:'lil. f1 'i''C <;c ,ittst:i.+ic:"J. CJ''<é'i.illê' -,. !/[)';]··
An!:e~:; de mapear i:\ te";(,: cu go'.:;t:ari<\ de ~;i.tu<.lr melhor a int:crcnnc?<;~o

e n t: e a q u t:: s t i~ o d <.t i d c n t :i. d ~l. de e a d c u 111 a c a{: e~~ o r i. a ~,;o c i. <:l. 1 , lfi'J. J{,r,· r .
Um;:\ da~; cp :[ f'J :· <'\ fes, <:t c r tini. c: a ''F·or quê?'' r cn1et: c i:t l'.ill u.n i ver ~;u f em :i 11 :i-
no : '· . . . n ~~o ~:;e r i.~~ de. mu 1h e r,;::~; e~; t c 1 i v r o I do r\ na~; e do n ;,~e 1a<;; I ~::e n i~ u h ou\' c~;.,,, f.'
nele um cantinho p<:u·:,;l. L1.J<:~.r d<J.'; c:ri;:u:la::,, .. ".
Temos cu: um campo ih:.' reconhecimcrd:o co1nu.m, n:J.c:<:\l'c~vlrL<. mu.lhc:rc~:, qu.e
cntrct<:\nto s;e <.:>C9mel·,ta. l'i<:\~; <:i:Oi s;egnlenl.:<~ç:iJE'oi apont;,\m n:,:~.tutc<'.<::'> di.·,;;i:inl:c.:~: · · dc,n-·
na~; c do.n:o:e'i:.1s, ::\pcn<F>, <E> mu.l.ht.Te~j, no qual <:iS cr:i.ad<!.S e~;(:~:(o, arrrbúJU·'·''''·::n(,.:',
incluidas e excluídas.
A me~;ro::\ <:l.mbiguii!<Hie encontrei. em outro~;. te;.d:os. De Ui;Et -l'orm<\ iii;::no~;

clara quanto ao gfricro, porque no plural, Buarquc de HolianJa, remete a um

C<.lscir::!., entre mulheres e serviç:::1.i.s ... " (,S)


Pcrmitind0-me extrapolar os textos referentes~ socicd~de brasileira,

f r<~\ f:> c : ''E. c o mo p ou c::·\::; c<:\~;<:<.~; , mesmo n ::\ ·;; c :L d ;:t. d c s m:0. i o r c· s I p o d :i.::\ n sE· 11 "'·'' :~.' J ,. ; i· i. a r

gadas se amontoavam ao redor das fontes logo cedo, ~s quatro da manhfi rar·a

nero f,:::mi.ni.no do (:erfrl() emprt:9<-1.d~1.·:;, Ci te;.<to c1?.i":O:.mc,:nt:c di·::;f.:ingu.•=:" com•J c:·,.': e~io·-

rias diversas, as mulheres das empregadas.


, F~t:VE:J.adas Z:\S min/i;c\S i.iitençÕeS, o+c·reç:o ;:!.fiCii':i., d.O J.ei.\:Ol" dt.'<:;f:;, {c~:c,

um mapa para para a sua leitura. Isto porque n~o foi só u gosto lit~rá:~o

Bor0cs. E tamb~m porque esta talvez scjn uma met~fura adcquarla ~ esta te~e E,
n ct d: (v i. d <.i. de. q 1..1 e se j ::1 a~~ r;,\ d ~;.v e 1 c n f r e 11 i: <:\ -- 1 o -· um 1'. c.\ b i. r· i. n f.: o -· o -F c r t.' ç o o n: <)r <:t d u
cv.minho.
(i tes<:: ·l'oj. COríiPOSif:<:i. corn CHiCO c:;,p:[tiJÍO':'i. Ci1.d(i. um aprc~~t::·nt<.'l. cc,:.!Ldj-/i-·

s5cs, sendo o capitulo IV o que aprcsc:1ta o maior numero de s~b-carítulus Lo-


go direi po~.. q\t.('·. 'Jcj~l.H'D':,, pc1~\ ordem, e rcsiJiiiidz·n:cnte, o':~ c:::l.pÍtulo~o ·=~ s,cu~,

conteüdo~;;.

No pr i me i r o , "O T >:.' mz:t" , r ~_d· ;1. ç: o o c <H:1 i •1 h o d :.,~. p c::; q u. 1 :; :c~. _, d c-;, d ç u p : u j t. · ~.: o
oriÚJI!;l]. f~fll"C':;' 'lt.O O l:P.IJE\ 1 fi)~:'>CUtO é-1 /li.iJJjCJ~Jl ;·i..fÍ.f:l (···•,p(-.·'C]'fjr<,~, 0::; :Íft:.f:l.'.i1'.' 1:i.U:,

icos, P ~ pcs~uisa.
desvendar. Esta refere-se i um lugar espacial, a unidad~ dom~~tic~. c 10 ~cu

C:<H<Hcr c<;;t:nttm;:~.J t:radi.c:i.ona1: o ela dc-F:i.n:iç:i:\o du uni.vcr">U al::r:iLu:Ldo i1 ntt,.ll!i·r

forneceria condi.ç:()eG,. cstru.tu.rai.s, P<1ra um;·!. po•:;<:;:[vc1 i.dc~nt:i.cJ;Icit'~ (v:i.rt:'. I;II, i·,c.·<:,-·
t: e ~:;e n t: i. do ) . I·! a-::; <J. r<'·~ 1a ç: ;~{ u e n t r E~ P ê\ (: r o a~:; e em ,1 r c ::1 <!.da~:; do 111 é'; t :i. c ::t ~; , n J "i u11 i. d :1 ( 1c~;
d CJ mé ;:; ( i c a~; ( c1 <\ p a t: r o a ) t o r n <:1. m c o mp .I c·><: <l. a a t: u a I i. ~·:a ç ;·:o ·d c'; t .:1 i d c n f. i (1, '·de .
Niio e~;l::arci <:1-f:i.rm<:~.ndo que n~·\o h;i nenhum<). idr·nl:id:l.dc entre ;'t:i lli~I)Íie--·

rE.'~'>. Ei;t;:1.rei <~·f:i.rm<tndo que é porciue h<:Í ,::_,~:;(:<:~. vi.rí:uD.lidade ·· di~:;po!1jbi1iil.til': de:
~.\IH campo· de rcc:onhcci.filento dt: semc1h<':l.nç:::l.~;- combinad<:,.<:; <:\O cnfrent:.•nil.·'ri\.'1 de u.m
duplo onde as rosiç5es sociais pressupÕem uma, e~ desigu~ldade sori~l. qu~

E:~; t a i d c n t: i d ,.\de é r :::\r <:1. me n l e ::1 f i r ma ri Z!. . h e c<:\ n .i. <:; 111 o~:; Ui. f e r c 11 c: :i :,\ cl u r c·=; c: n f <I\ i >'.:\r :i. :) 1\'
mais as categorias postas pel·a relaç~o (p~trans c empregadas clont~stica~ que
aquela categoria formulada na rlis~inçJp entre os sexos (mulher).
No terceiro Cêl.flJ~t:u.lo, "Uu1a Te~=.;t:: do Ten-:;:;_: l'iuJh,::l": l'·üt1!,,.orcs: rF;_~, i'lfir:::·.-·
. .
c!ilha.~; dc.\ Idt:ntici<•dc, Di·ft.,'!"enç<:l. e DesifJU<!.ld;"t.dc'', ·f;:;.~:o 1.1.111<::. lirevC·' rii.~·c:u·•.: . :.·:,J h~.·-

bli.ogrJfica dcstas.noç:Ões, principalmente na tradiç~o antropolÓgica. A p~rtir

das categorias utilizadas PElas próprias pprson~gcns desta rel~~zo propnr1ho um


modelo das identidades, combinando a possibilidade virtual com as calcgurias
<ÜLI.<J.1 iZ<).C:t:·~.; pc'J0. intETc\.;:i:iu (t:c'mpn~g;,·,d;:,-::; domt:;<;t :iç:~.':;, p;::d:ro<•.~.~, CJI..i.i:\·::c CÍ'.< {,,,;,:,';i
' '
m~i.qUlíi:::\, c·:::;c:f<":l.V:::"I. ~

intcnç~o de ordenar as categorias que scr1u posteriormente vistas r1os dJ~cur

cnfaticam~nle 0rescntcs foru da interaç~u (por exemplo, nas discus

&nfas~. purqus as categorias s5o recorrentes em ambos os d~scursos.


das cmpreDad:::\~·;, conqui.~,ta~; t:r<,\h<.\1h:i~>t<IS.

l~o segundo ~:;uh-car:~:t.ulo, "O Dom(;<;\::~co, em Ou.tro~; Tenwo~,, 11u Dr·:..\•,i.l",

f a ç: o um<:\ b r e v :t ~; ::; 1m a in cu r 'i ;·r o <l.O t: r a I><'). l h o dom c~ :; t i c o n n p e r í r1 d o e c; c r <i\' i ,, t a . !{\, J

houve pesquisa pri~~ria para a elabora~~o deste sub-capítulo.


No t e rc e i. r o , "O Do n1 ,o:: s t: i. c o , na u n i.ch de dom t:~ 'i t i c: <1. : (l r n t fT <.\ d~ o " . (; 1' ;.n ·
t:ir de V<.Í.r:i.<:\~·; cnt:revi.;:;t:ü<:;, con1ent:o <:l.)gun~, do<:; mcc<:i.ll:i.•;r!ln':; -Fund;J.mCiil:<<.:i~; prc· ,c/J···

.te~; ncsl:<·\ rel::1ç:~:~o, 110 ·::;t:ntido dc.1 int:e:'rcon•::::ci:(o ent:rc mu.1hc\-C'>, c de· c:la·=;·=;c<; de···

entrcl::\.nto, ::\n<:l.i. í.~;ando i.ndividualmcnt:c o:~ ::;ujei.tus; c!::;.·::; +'<l.l.J.s; m::1~> ::;itu<ii<c!u··::,~;

como rcfctindo '


as categoria~ da interaç~o: o discurso de ~]gumas d;;.·;

troa~;'', o dj~:;cu..-~;o de <:l.1gumas d~l.~; ''cmprec.t<'i.d;:<·::;''. f'rocur'o ver o que e·;t;:\ <;;;·nríri

se estivessem em um ap&ndice (onde aliis csta1·~o duas outras l;istclrias d~ v1-


da). Apesar de longàs e minuciosas, quero justificar sua 1ncur

individuais interpretam uma condi~âo ou sittl~c~o viviJ~s. Outra~ que, ~o 1e-


f' c· r i ~- -me B.G discurso das patroas c empregadas

j r; d ·j \' :! -

Fin<:~1mcnt:r:::, t,.c:rrninu e<:,te ·:;ub····c;:;ç:J:(;JJ.o, conv:i.d::.\li•.io C• le:i.tor- ;3. oL<;,··,·v~,r-

para que visualizc a interaç p•·upr-j;,:.mentc d:i.!.::···· E<:,c:o"!h:i. t:r[<:; l<.n~_d",dt:.':; d(iLi·:':;--

m111 h <J. j n t c í1 ç ;~o f o i. d u r· 1 <.t U1:1 a , <:J (Ü? n: c; cJ r i.l. r ;; r e L\ ç: ~:;o s o Il u IH P r) c; ma Fli\ i c: d n/: --
rnico: c\ in!:c\<:<ç:~\o rropr-:1.<:\[i!Ciitc di.ti."<., o ·f-;:tc:~~-··:t. t>\C€. Ou.t,·;'., (i de moc:tr:,i.l" ::•. ·,;di--

ccrt.«~;
:1.7

ter-:i.orn1entc, no :tn:tcio de~:;tç,· :i.ntroduç::io.


No qu;:u-to ::;ub-.. c·;l,pHu1o, "::dJi.\ndorw" ~' inter;·.tç<{o da~:; Pf:TSOil<:t!..1L'il!'•, na
uni.d;·,\dc ciOIHé';(:ic:a, Pi:\l"i:\ rc·t:on1<:Í.·-1a no cli<:;c:ur>:;o de outr<:;.<;; :i.n<;;(::i.t:u:i.~:i)c::; e 1)\·::_lal\i-..

~=>:~wi:íc:~;: em a~1ênc:i.<t~'i de t:n1pregq, i~t~:;tU:u:i.ç:Hec; de: c'ar.:H:cr reli~J.:io;;o c -f:iL\r!frci··

· pi.c:n, em in~:;tituiç:('íc~; de c:<:tl"i:\l:cr rcíbl:i.co, e no dirc:i.t:o. ()pr-e':ir:.-:nt:o ;:~_<:; tt•;:;oc:i.a ...


çocs Pro-fissionais das em?rcgaJas dom~sticas, descr-evendo um dr sPus conores-
so:;, c, de furma bem mv.i.<:, breve, indico também um f:)indic::,,d:o de F';:d:rua<;_

ver o que o di<;cui'"':>D clc::;f.<\'i :i.n:oti.tu:i.ç:bc·'-i e oru<:\ni.:<'<J.ç:i:)e~:; <:~fi.rlii;:•. ':iU!.lrc-: i!. rc:J.;,_·
li~CJ o que deJ.a d:i2:1 qur~ c:at:egoriet~: ·formula. F'o1·· e>(emplo~ no d:i.'.:;cl~r-:~o d:J.·:·:. ~)~:}--
snci:~xçi:)es, d. c:c\tcgnria m:::·ti~:~ r.::~corrt·~fltr::; é a de ''t:rab::-.tlhador.:J.'' J com ''d:i.rc:i.tu~:;'' .
que remete a um modelo mais contratual de.rclaç5es de trabalho. Mas, outras
categoi'"ias utilizadas acabam por apontar tamb0m um modelo de rclaç5cs n1~1s

pr::rf;On<:l.list<'l5. hlo di.~:;cursn d::'. p;,\tro<·t, que f<Jia suhre a i.n1P1a!i(<,i.c:\o do ,~indic::··-·

capítulos da etnografia - rodem dar a im~ress~o de uma linearidaJ~ histcir1c~ .

ferc:.'fite':.·, e t?..mh{·m a dv. conrhin;::,ç~\o, c n~{o , ,_ dicol:nm:i.;~:;.ç


-
na 1 a o mo dc: r no ; o p ;:~ t: E r n ::i 1 i ·:)mo F: ~t. ~~ r (-:\} ç (j t:: :;;
;::·1. ::.i. ·F t::· t :i. 'v' Z:i. ·;:) á I·- .:t. c :f. o n J. l i d 3. d E' c1 ... · r t~.

i ffiJl on do p 1 en~c,.mcn t .-:.: ~iiJ<:l. ~; c ;·:i.l- <•C 1: e:- r l s; í: :i c;;_-,_<;;, m<:1. é:- e1·1 fi" cn i:: d.l"' cí o~--~:;e.
O q1,;into e ú.lt:irno c;:\pÍtu'lo, ··r\efle>;i:)c<:; Finõ\i:;'', ·rcch<:\ .':'\te~;.;,, O q;..l.c

d~vcrá ser um alívio para o leitor, caso~ mctáfola do Jabii"into tcnr,~ sido
a de qU.<:td ,.,_.
I~OTAG

2) DIJl'l<he:i.m, E. E 11<:tu~;~:;, l'i.: f-i19UHic\::; form<Ei pr:i.nli.ti.V<F> de cia<:;c;i+'i·::;'.ç;{,l, P<tD.

iG4, J.n Durkhc:i.m, E., Gri:\ndeE> C:i.en( :i.~:;l:<:\·o; !)oc:i;:~ii.·,;, ( f.<?fií.).

formances' produced b~ ~ program , as certain of m~ colleagues, notabl~

lhe nc\·1 an\:hropo1o9:i.~;(:~:;, l.Jclievc tn·be t:hc C<':l.~;e". Di"<:tm<:i.">, Fi.cl.t.L; :,ui<l lict<:•.r· ...
hor<:;, p_ t:3 Ci974/.

5) I( C.t ·f k a , F ·· In v e~; t i g <:i. ç (3 c s d c um c <:\c h o r r o , :i. n Co 1i t C)<:; E'> c: u 1h i d G ~: • p ;,, g . 5 O:i. .

rr L':'
/ ..J)

. . ~.
..

J. CJ t i::·:m:.::\:
i. A constru~~o do objeto

í? . ,':) cl c~ m;·_, r c h c-~ mc t: o d u 1 ó ~J :i. c <:l.

II . O i:: o:·:·:m<·:l, c:m t <-:-:<:;,;:::

III 1"11..1. 'J hc-:·i .. l.':.'·::=.: .. ! ...


U·:.l.

:i. d (·:·:· n t :i. d "'· d C' , d :i. f c-: ·~'" c-:· n ç ::,i. (O:· d (·::' ·:;:. :i. :J u. ::,\ 1 d :,). d f·:

I 1,) . (J E:{:: n u :::J 1.. <':'. f :i. ::,1. d u t (·:: m::;,


t .· :i· n d :(r c •:; , :i. n d :t c :i. () :=;

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c:. ..

l~ot .:,.~:;

.1. . O cl :i. ~==.c 1..1. , .. <; n d ;·1. '" p "'· t: r o<':'!. ;:;
e. 0 d i. ~:;C: 1..1. r ~;;O d <;\ ~:; 1-:: IH p i" c· D <:l. d ;·\ ';

In l.: e, p r r-: t: <).Ç (')c •; :i n d i'! :i. d 11. :.:.-.:i.~:; de l..lli'l<:'.

~;()c :i i\. 'i.


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D. CJ C D {: :i. d :i. ;·,1. 1'1 O d U lll (} ~:; t :i. C U :

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,) :i. 1.: U(':\(;: ;:(o <:;o c :i. {':\ 1 nn 1.
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3. ~:) 1 t: u<:\ç;~\o !:;o c :i. (';\ I no ,;)

4 . o d o 111 é"; t: i c o , ·r o r ::). d ,., _ u n :i. d ,-,~. d o::-: d o m,/:"i f:: :i. c <Oi. . (\ 1.. '"·' 1 {\ ç t\ u
i~ . C :i. r· c u. :i. t o :i. n f o 1.. m,-,~. 1 c '''· ~J {~ n c :i. :;,1, !:i d c· f: mp r· c: ~.J u ~:; :

.. ) •
j_ • t c l \" c u 1• I( o :i. r: f o r ru ::,1. 1

1. A Casa de Santa Zila


..r;.
í~ . 1,!!:::

f.tnlon:i.n

C . I n '''· t :L t u. :i. ç: (') e ~==. p i.Í. h '.1 :i. c: :,;,_ '''

1-i i..l n :i. c :i. p ;:;•. J d c: C;;_ mp :i. n ;·,\ ·::;


c:~ . O H o b r· <.i. 1

:.3 . F~ c:·~=; unt :i. n d n ::,\ t r· '"'- j (·:·:· t ó r· :i. <':l. j 1..1 l" :{ d :i. c ::1.

j, . (.) ~:; ~:; u c: :i. ::v:: i') C·: ::; r:· r u +:i. ·::; ~:; :i. () n <:i. :i. ,,, d :, ,_ ·:::- [ 11 w \" c (_:,! :, i, d :,·,\ <;; n
I) Ii l ,..~ :: i: :i_ c :::;, ::;
(!l. . U IH ~; :i. n d :i. .:.: ,.,.,_ 1:: o d (·:=· p ;:,~_l:: r n ;·;., ·=:;
P.t·

,,

v. n(:·: f '1 c: >< (:) c: <:; f :i. n (":i. :i. ~:;


1. . ~;;o b ,.. .::-: ;·-1 · :i. n t c r <":\ ç t\ o : c: ;·,\ t: e 9 o,.. :i. ,.,\ ~:; c r :i. i:: u ;,\ 1 i ;:>: ,.,,_ ç t\ o
f~ . ~:;o b r.;:.' a r t:~ 1 <":l.Ç ~;\o : c: <·:d: c D U.l"' :i. i:\~:> e :i. n ~:;(: :i. t: u :i ç: (:)i-:·:<:;
3. A InteraçSo c a rclaçâo
-4. Conc:J.u.~:;i·:{u: <·:l. etno~Jl .. af:i.<·:l. c: n tem;·,\ d<:i. i::e~:>c
1\ (} t: ;:l. ~:;

VI. Anc>w!:;
(1pênd:i.c:r: I: H :i. ~:; t: ó r :i. '1. d .::-: v 1 d a
u
Ap n d :i. c C·: rI : H:i. ~:; t ó y· :i. ::~. d e v :i. d : ;,_
Arfnd:i.cc Ill: Questionário
(l p F· n d :i. c r: l V : F o t o!:> (? C J. i c h D!:>

VI. -Bibliografia
... ,,.. \
r.:. c.

1. A CONSTRUCXO DO OBJETO
2. A DEMARCHE METODOLciGICA
"

!.1. A CONSTRUÇ~O DO OBJETO

Por onde começar a se interrogar sób~e o momento da esc8lh~ de um


objeto?
A pretens~o que muitas vezes cerca o conhecimento científica nos con-
vida a precisar a resposta ~ esta interroga~~o como somente naquele ~omcnto 2m

que conseguimos objetivar nossas indagaç5es. Uma outra resposta ta!vc2 pudcss2
ser a de reviver momentos j~ longínquos, onde a sensibilidarle nortPava as in-
dagaçÕes. Se eu escolhesse o segundo caminho, teria que inclLtir aqui ;b remi·~
ni~c~ncias trazendo as impress5es que a memdria registrou. Seriam ~.u~t2s as
remioisc~ncias a construir.
Mas o ~omento em que o objeto desta tese aflorou pela prim2ir~ vez
foi em 1976. Ao redigir minha tese de mestrado, um dado saltou-me aos olhos n2

tabela da distribuiç~o ocupaciohal dos moradores da vila ande a pcsqu1s~ se


reali2ou- das 443 mulheres que exerciam uma atividade fora de sua prdprta ca·
sa, 208 eram empregadas dom4sticas. A oulfa categoria ocupacional que vinl;~

imedidt<:tmente ab.aixo t?ra a de operárias: 38 mu1here~'- Esses fl!_tmcTos su._:_,;:_-r ;:1

. impcp·t<1nc ia de<:> ta at i vidad2 cn'Ju.ant o <t 1t ern~:tt i v;:;. ocupac ic.na 1 P(:ll" ~~ a~; Ni ~ ~-,e1·c,,,

das classes inferiores(i). Essa foi, ali~s, a primeira formula~~o qU? fi~ da
questão.
Has tamb~m observei frequent€mente, as
quE, mulh~res, emp1·eg~d~; do-
mdsticas, s~ referiam ao cotidiano d~s famílias onde tr~balhavam: d ~1ir~n~a-

seu prdprio estilo de vida t Express~nda críticas mas tamhém aspiraç


~ltim~s apareciam sobretudo quando descreviam as reformJs a fa2er nas c~sas em
c;ue mor<lV<:un<é:), e apareci.<J.r• t;:;.wbém na lingu.2.ger:: e na mancil"<:l dt? educ -~" us h·-
H ..os. O contc~(lo interativo da pesc:uis<:1., onde a identidade que lllf •:::r::::_ ,;_1:• :ibuí-

marcava-s~ neste discursa.


projeto ini.c:i.ava-·~:;c·: com <:\·· !:iE!1Uint:c afirmaci5o d(? l.Jnl f:

"O cs·t uda .:.w{ ror~ o 1dgico da ~:1 :;o c iedad.~·~:;· comp 1c'"'"'"',·; Jus ti t.1'c'< ...
'!:ie princip~7.lnr(:.·nte p,.:;·lo f~7.to de o{(-<'C e~;{as ~;·oc.Ú.:'<fao'e~;· nJ:--, ~-;.:;o tHo
bem arg::w i ;c::,=~ das 1 nem {Ho e~; i' rei { ::.<mcn {e un f da~;· qu an {o o.: o~:; {a r .1·::-'1.'!
às f/f.:2."~??S' J.:.ft: f.a::rer crt:,r t7~i 5Cii!.; f'Orta-f/(J.?::.::·:.~·. Se art . ~~ l i~?,-u-,:r!O~J· ~;·eu~::;
'5 i fJt enra s ec~JntJar icfJs· 1 enC(J/1 { 1-a J-e:no ~:·i elll L""ft/ . :} l qtt(.. r u.·n . ~. ::/~::'~.7.-~J ,:.:{ :-;· ~:;t;c i{:'··
dctdt.~·-.:; I"CCUf'S'iJS' tit.fe S::~~~} es{r .:~{t~~!}.it.-0"5 (l..:.~ra O :::jj~-:,·tcm·a (e or·g,:_\f7).::.:,:.\~·-
çÕ!.'::''5 de-::;t inad::~.'5 ~~ i.d i l i,:r::::l.r·-·se de~> st:~; r c cu r~;-o,;· es {r.=< :'·e[.' .i co:::), r:.:3 .,_;-
encan{r . =.~rt?m·o~ tanrbt/nr r~~ctlr~ios c organi2·dc/1e~::; qu.::::' ~;(_:~{.:' r.'[) ,::ia/.:'.~.;;;';·.:7
s·ap Jegrent.'a.n::.·-E; ou cot.\'P lef.'zwrenf.'e per i fér.iC.'lS' "(;.i).

Cê\S . d aael
de uma suc1e ' po0er1aruos
J '
conc:F:Ii···
trados os recu.r~;o~.; e~;~:r~l.t:úd.cos c os centro~;; dr:· contrulc ''-'til opo:;j.ç:~\o ~.<; ott!:r;·.·:;

leias e suplementares em rela~5u a esta ~ltima. As articula~Ues ent1 ~ estr~ttt-

pr :tme1r <:>.s r·,.·.


. t:.

e><islt'?:nt~:i.:;, de um ~;i~:;tem::,•. fTI<:i.i~:; <:l.mplo, J.iflando··-·;;r-.· :::t el.e de UiCJcio ~;up.icm-l·:t<.~.·l'


F'u<:;teriormenl:e, reJ.:i. crií:icameÍ1t:e t:~;tct c:i.f;~.ç::ru e o proj (i

\.~

tr2.i.s" 1
!:ict:or c'J.r::í.!: .::r SI.'.!J;:,;.l (:E: I" 1\U El!l

setor,

t:imid;c:.clc p::1r;:, o e~;t,Jdol n::<s ''socied::\dc~; con:plc><:.:~~;··, da<:; 'iUC';t:(:íc~; ';uc- pur t<\.nt>:•
t (': fll P Ü .f' (i)"<'. :ri 1: J" ().{: <'). cl {:\c; p C 1{). 2. n f: r Ü j> C) 1(') !J i. C\ ( CU J t IJ.)' ;1, J <:i :i.fil b 0 1j ~:) 1:1 (I 1 f>~) J' f I I { ( ,,-, 1. (J J f1 (:( <;
Emboi··a tal <-lbord;·.~qcm c~:;tcj;,\ au~;c11\:c nc:•:;t:a t:c.\;u, vzir:i.<l~:; ;·\n;\1:i.<c,~::•; fi?c:···

" mu1. t·us, c


nan relat i\'<.tillcnl:c rcç:entf::':> u~; e~; t u d o~:; ~:; n h r c u t: 1· i;l. ··-
ba1ho domr!:~;tico aüsialari.~'tdo r~o Bra':i:i.1. ()c.; que e><i.::;l"c'm ::;urf(ir;<m com <.\~i i'C~~,qtti· ..
s;·~s mcd:iV<\t:!i:\~i pcl<:\~i ques\:i'íc~; relat::i.v:,,\i:i à !';i(:uaç::\n da ntulher, rc<J.li<é<:td-t,-. a p<tr·-
tir d f? j, 9 7 0 . Todas c 1 e~; , de u 111 a 1~1 a n e :i. r ;:1 ou cl e ou t: r i:l. , ~i ;1. 1 i e n 1.: ;:\til q u c <~ ·· 1 :i. I 1 c r <.1 --

d\o" dtc n1uj.l<:1~i mulhcrc~; no Dr<E>i1 ·h1z···c.;c ,;obre a ~;uhordi.n::wi~u de otdl'<J.'; nll.t1hc'·-
res.
O estudo do t:rCi.halho domÉ:st:i.co a~:;<:;al;:~riado no Hra~:;i1 <.IPrc~;crttc\ '
\1(.\\").(Ei

pro !.i 1 P 1!1 Z:l. s p a r a o p c~:; q u. i.~; ;,1. do r : p o r u n1 a 1 <~ d u , c I c c<:;\: ;:\ p r c:~:; c n l.: e d c: m;,i. li 1':: i 1: ;. ,. SI c 1i c···
ra1:i.;:~.:\t:f<·.\ em toda a ~;ociedadc e, por outro L1do, ~;e re~lliza dt'.' i\;\-nt:',~' di.,!cr·~:;;·c_:.

Outra c!i.fic:uJ.Ci<HI.:? P<Jra o pecõqu:i.sador é a <Ul~>ilnc::i.<:\ de clzulos -- ~;c;i<l qtE•.nt :i.tc.\1 i.·-·

· pec i fie id<Hie~;.


De m~\neí.ra i.mp\·es~ji.on.i.~;ta, eu poderia di?:é:r que, sob d:i.vcrs~·,.,, c:ld~i'i:i-··
fic:aç5es c desafiando, com sua continuidade, aqueles que rrofctizan1 seu dc•.a-
par~cimenlo frenle à modernizaG~U da socicd~dc, is empregadas dum0sticas esl~o
presentes em cada cidade brasileira. Embora os dad(IS ccnsitários n~o c:ub1 am

algün!õ d<1.do~.; indic<:l.dorcs do ncí.~·ierc' de emp!"egc.i.d<:l.~; don:Ó~;(::i.c:<l.S no c:hn:pu\o cl;·:, d::.<;·-

c e n ·::;o n ~~o d i·:; t in 9 U. i a :::~ ·::; d l f('.' i" c n te~; c~:. t t.' 9 o r i~\ ~i . ,.1 ó. c m 5 '/' 7 0 , e~:; t ~~o r, t· 1 c i. n c 1 '' :' ···

dos !) ... ' · -


L' ~.'.

sil alci:H\Ç~'.vam 30ii da "F'opulz;,;;:;o EcotHJiltÜ:<,I.fllt::nte (ltiv.::~ Fcmin:i.n<\", C•J')~;ti.tlúttd··,

a t i v i. cl ;,, ri c c c o n (:) mi. c: {:\. d o l: r <;. b i:\ J h c: p 1· i. n c i. p ;,1 I ( d 0. d o o; p li. í; 1 i c: <.\ d o<:; n o ('11·, u :,!. i· i tj t: "; : ;1 -·

n () Br (: '; i 1 . (~ n i.\ 1 i. ~i E (i!} cJ !fi (.~:;!Ti (j d i ::i cu r d c\ i) t c ·o: E í"l í· I f:· ~i i. J c (J 1\ \: r i IJ l\ c !f! p ; ('I i(: i i ;:, fii c i 1: I :
..:~ t
LU

~·sua comp1 ccns~o.

S<.\f·f:i.oti.<l.>) <;l.!Hli~:;;·~ ef;ta qucd:,\o <'l. P<n(:ir,·princ:ir><tl.nten\:c, de doi~~;

rcfcr·cnc:i<~i.~;;: o P><ércit:n inclu~:;t:rir.\1 de re~;erva- p(;:lo qu;.\1 em dc\:crn:in<:ld<\~i

c o 11 j u n \: u r~~~; o c <I p i t a 1 i s mo -f a r i <:1 i n c h a r o ~;e t o r· t: e r c: :i. <:Í r i o , n i c h o p r i 11 c i p r\ 1 d <'\


f o r ç: a d c t r a b <'l. 1 h o ·i~ c min :i no ·- E? o da a r t i c: u 1 <~ ç: f; o do modo d c p r o c1 u ç :~ u c: <l p :i t a I i~;·-·
ta com as formas n~a capitalista de trabalho. Para a autor{\, as cmprcg{\das do-
ftl<:hlic<:-1;;, "em ~;ua fonn<:-\ a~:;~;al<lri.<:1.da unn c:al:cgor:i.ú c:rL,l.da pelo c::w:i.t::,.\1 i~,tuo, tF1C!
~xcculariam tarefas tipicament~ capitalistas, porque rcali~adas dctllru de uma
3. fam:(li;J", i.nstit:ui.d~o cons:i.deracla ":i.nC'\F-·d;~: de cul\\'cr-lcr c!:i.···
nhei.ro
pela renda pessoal, as tarefas desempenhadas ~elas empregadas nao criariilm
maif; vali<:\ e f;i.m ~;eri.am consumida~.; di.rct<:~.m2nl.:e pela f<<.mí1i.~"t empl-CSJc•.d,ir;;_''. Em--
b o r <õ~. n ~~o c a p j t: a I i s t as , ( "c o mo na~; f o r ma d'i e·;; ~;o c i a i c,; c <:\P i L~. J :i. ~; t: a~'; f u r m''' ~; d (.:
trab<dho n~\o c:apit::~li.sla coc><í"stem; de fontE\ din3mi.ca c inte~Jr·.:!.d<\ Cüi!1 n modo
de p r o d u ~~~~;o c i:\ p i. t: :::\ J. :i.~; t <:~ '' ) ( 7 ) , · as t: ;:1. r e f ~ó\ s 1- e <:1.1 i 2: (l d <l. s p c 1 '''· c mp r c c:: <!. cl J. t o r· n <.l. r i~~ !''

püss:(\1 e1 ,,\ rcproduç~"\o d<:t ·Força de tr<:\b<:1.lho. De form<:<. po,-élii, n~o c?.pii:,~l:i.·:::i.::~..

. t~ [·~~:;c.; f:.' se n t j d o J o: r e 1 (.i ç: ~~ () mc<:; lii a em f-' (e 9 ~l. do r /f: f!•' p r f:' 9 a da do 1ft é':>\ :i. c:~''· ) ''a rC' t :i \' ci. e p (.i.·-

ternalista'', opor-se-ia ~ conduta racional típica das formas de trabalho ple-

mtc!iacb. . PeÍ:::t e:·<ploraç:ão tJ~p:i.ca da soci.f.:dade capi\<:\1ista. Conc1u:i.ndc . ~i:>f·fiol::i.

c :a c.; v in cu 1 <t m- se h i s t o r i c: ;;.me n t e a o modo de p r o (lt..t. ç ;~o do rit f:'-' t :i c o , t :::· n ,J u r


~-: ,; 1 r i. do C\

redcfiniç:~o ncccss~ria à sua sobrc:viv0ncia n~s formuç5es sociais do~i11adas pe·


lo modo de pr·odu.ç~;o capita1i<.:;t?."(8).

sobre o trabalho domtstico assalariado. CrE:io que a pcrrcctiva aJo~~Ja per


S<:<f"-fiot~i, embor<~ contribu<'\ com d<:•.do<:; impori:<"•.nic·;:. p<:l.r:1 o conhe,_::i.mcni:c' ,J:c> Pt0.nci-
ra pela qual a empregada situa-se no conjunto Ja força de: trabalho ;cminina,

a. s p e c t: n ~i . Um , de n ~\ t u r c;::. a Ifi c t o do l r-'1 s i. c<:<. q u. •:: r c\: o r n ;·,\r,::; i m;~ i ~:; f: ;:;~r d c . Cltt t i c; , p ·""-· 1 o

f<:;.to de-' que, <o<.o f'i.C<'!X re:d:r:i.í::a é.l,o clú;cu.:-<:;o ~;ob1·e u funcicl:;:,mcnto du fíi'idr:·1o C::'J··

p i t a 1 í. ~:; l a , -ç:; ui\ a r g u. me n t ?. c<~ o n zÚJ a v ;.J. i\ z;: ou no s ~:! d: j do de mu ,.; t ~- '.:"iY a r:::; F' •.: ·~ :i fi. c i.c: "'· d, .
elo tr<Üid.1ho doittc~'sti.co <E;~;al<:l.l"Í.ti.do. hk.':;sc· ei(CTc::Í.ciu proc:Jt"ou :,;;·,[·;; ··JC:'\ 110 é;''·'~ilJ.i,··

óo o q !J c c 1s n 2o s c r Ü\ : " P r odu Li 'v' o " •.: ·' r ~~.l. i o r; ;::•. 1·' . Co r1c c~ h r _' 1; iÍ n ··· o ~~ ~~; :11 u w ·~~ :) ç ,
vi~;···~\-vi~; ;;o modelo cJpitúl.i.~:;í.<J, tc'rr,<Í.ft()l' pouco ;~.fll""IT!i'.IJC:u <;o!:n~:. '.'lc. 1 1\lidlCz~· ,,
h

t€z, apen;:-s atribuiu-lhe caracterísl:icas coma "afetivo", "patel-naJ.ist<~". E,


como o PI:Óprio título "emprego doméstico ... " indica, as càtegorias "tel-ciário"
ou "trabalho produtivÓ", constroem um muro r::m volta do trabalho doméstico as--
salariado, o que termina por imp2dir um aprofund~mento em sua especificidad2.
Com tal perspectiva, a análise poderia ser aplicada a diversas outras ativida-
de do "terciário" ou mesmo à vctrias outras forme~s d2 atividade~; "n~o plt·n:imt:·J-

te capib.dista". E aqui retorno a questão, que, um pouco ante~>, c~l-acteriz::'i

como metodolcigica. A partir da constataç~o de que o nd fundamental da socieda-


de brasileira ~ o das rela~6es de produção capitalista, a casa foi desprezada
por n5o ser a f~brica. O trabalho domistico, nio sendo produtivo, .nem i chama-
do de trabalho. E as r~laç:Ões sociais são dissolvid<'ls nos termos "cor1dd:\s
afetivas"(9).
Para Jelin, o trabalho dom~stico, em sua forma assalariada ou nao,
seria de qualquer maneira trabalho produtivo, na medida em que a unid~de do-
méstica termina por contribuir com a organização produ~iva(i0). A exist$ncja
do serviço doméstico, nbundant~ e barato, incidindo sobre a qualidad€ das f2-
mí1ias de alta renda, pcrmHiri;:-, as;sim, "o üso d;:;. renda monetád.ct em niercado-
rias alternativas dE· poupança". !~ão 'm;:;.rgina1, portanto, a un:i.d::tde doniÉ·::;t:ic:,
seria um tipo de oi-gC1niz:a.;ão pcodutiva. Ela -t'l.fi.rma: " ... Lutdoubbi:1ed!~L thc

t;:'ltiGn of the 1ow-l.ncome famil~ to the low (l.JCl.[!(·~s ec:.rm:d b~ the member·:; of hou--
seholds ... This range of activit:i.es ma::J be narrm~er thalii that o·í- thc p;::::;.s;~11t
women, but if t!,e~e activities are compnred with the monetar~ value of thc sa-
me goods and servicas purchased al the market price, the importance of dome~-

ti c producí:i.on in urbo.n ~u·eas becomes unmist<:dc;l.b lc" (i U


Para Saffioti, a articul~s~a entre o trabalho dcm~stico e as relaç5 ;
capitalistas far-se-ia, principalmente, pelo mecanismo do e~~rcito industri~l
de reserya. Par2 Jelin, entrstanlo, o tr~balho dam~stico tem, intriGsecamcnt~.

uma r.~;.lurc:r:<t produtiva, o que ct di·fercnc:i.::~ de f:lzd'·Fiot:i e ·de AIHerr de ::lou.<ii'.

Esta ~Itima, por~m, n~o se id~ntifica lptalmcntc com a argumenlaç~o dcsenvo


vid~:. pcq- :3a-Ffi.oti, mas ~:\C<:>,b<.', dEla~ . ;;;:· ;::q.>i'OJ<im::.ndo ao C1'cribuir um car<~.t,:::c P!él.t-9:

tas tíí(t1.h:.c'\-e':; tr,;lJalh<:i.ndo con:o C<'ili'rc(]ó.d;·,,;, dor;:é~;i;j_c<i'.:>. Gu<~\l ~=.erJ.J. <!, ;c1::,_ç::.:,:), e·:~.
do trabalho dnmé~;t::ico a~:;•,;ali:tr:iado? AquJ, h;:\ aindi:t, d:i.qamo<:;, Ulll crT\u c·:'·,p,,u1t:u,
em con~:;l:atar a rc~;l.~:;t:ênc:i.:\ d~\~i form<:\S "\:radl.cioiV\i.~:;" ou Hl(::~:;nw ~:;t:u :inc.rcl!iCi\l:o,

em um<.\ ~>nc:i.cd;,:~dr;,~ que ~:;c "modcrn:i.<>:a'' (5.J). t,bt"CU de: Gou<~;-,l pa1. t:r:: da CUI\~;\::I.t::;~ç;:(n

qu<~ ü tr<:tb:::\1ho domé<;-l:ic:o <:l.S~'.a1::\t"iado é uma <\t:i.vi.dadc tn:\\'<J:il\<1.1, no ,;ct\t:ic:o de

qu8 ~ u~a at:ividad~ que se dá fora das relaç~cs capitalistas. Mas que seria
c~;t:a Pt"ÓPI'i-:\ m<HfJÍ.IF\lÜku:le, que <~pont:::n·i::'!. <:\ r.·lê\nc:i.r:::\ 'pc1a qu:::~] o tr:<l.IJ:,,_lho do ...

t>: a ç ~~o d o c.· mp r e 9 o d o mé;:; t :i. c: o <'\ s s :,11 a r i ê\ d o , c o n f o\' me o ~õ d a d o'" e.,, t ::1 t 1~ ~:; t :i. c o', q 1. 1. r.·.: c J <.t
Ht:i'!:i.za . ~:;cr:i.<J riia:i.or nos centros; urb;·,l.i1Ci':> lli<J.:i."; moderno~; . o que t:ci·i:c't I.J.Ili'J l"t·.·l:J.-·

çSo com o tipo específico 'de desenvolvimento capitalista no Rra~il: a polític3


de d:i.~:;l.:ri!Ju:i.ç;~o ele renda, decl údo cl() ~i<).L:\ri.o n:~;:ll, c>::p<:i.IFi;~o do c:~r•:i.Ld i·::il:u nu
campo provocJ.ndo m:i.graç~\o Teminin::1 P<:l.\"<:1. <.\':i áre:::i.S urb<r.i'\<:\, e ''thc c<:l.Pi.f:::\1--:i.nl:cn·-

i.ll d i. r :? c l r ü J. e in t h t:: ;:,~c c d mu 1 a(: i o n pro c c·::;~; b ~-J p r o v :i. d i. n 9 c h e<!. p J:,t h n r i~ i r :i (. ;·, : ( :i )

l<)UnclroiH<'i.t•'i, etc.), a!'\d ~_,;hic:h (i?.) ... <:1.11ot•J"i ·ro·1· ;·!.ccu.ml.t.}:,:,f.: i.ur: t'ri,·f\.':'.. 'c·~

the jo.i.ncd i.ncomr::·~; of both emplo~crs (husband and wifc) :l ~~ · u :.~c-d f C) r

( J. 4 ) . O t\ i !: imo ~1 r g um e n t o :;;, p i" o>< i u: c\ -· s; e d ~i. q u. e 1. c: d r:o' .. Jc 1 i n , <;o ri r c n ~; :i.~' n :i ·f :: c ;:r. C: :; ~:o
l.:i·:;.bz,>.lho domJst::Lco a~;s;)}.;:-triado, diferenci<:l.ncin·-·<;c, cntr,:·:·t::l.nto, pnrr:IJS (<.brc'J dé::

~)o 1..1. c.:''· r,~~ o 1h e ;:-, t r :i. b ui u , ;':1. p <.\r t i r d r::.' s t: (':: ~\ \" 9 u :n c n t o um c: <:l. r· <:Í. t: e r de '' !:: 1.. :;~h::;, 1 1, ::.J ;: , .. ;:1 ··

dutivo".
Outras quest5cs sffo co!ucadas por Abreu de Sou2a: sobre a sati:f~

e <:>•. cnnnc:i.p<:l.c~\o f,_:·minirl<} no Br<J.siJ.. [1o1He l:;ü•; c,ff.lc<;t:')es ci<::. uiE>erv<:-r., crt:~·r,, ou·-

t r c\ ::~ c: o i. ~'; <J <;; , q u c o ~:; c r v i :;~ D d o n1 i:~~; t :i. c o n 3. c; ~;; (:.' z,\ F·' r c:; c n (: a c; C)li! u um <:i. <:JC u p :cv;<·.' , · c; u. 0:·
cncor,~;j,·. ç, m'obilid<!dc ':>oci::\1· . devido~;<:; 1.0!i!F1':; hor:,\s de l::rai:JC1.1ho e :J.u con\:~r.i·r;

verbal UI< :i. 1 z,t c,· ;;·r.1 d ,.,_ cmp r t-' g ::td a c o;;1 o<; emp r- CfJ :,·,.cl o r c·:;, r: a i" :1.c t: C i":~: ;c t :i c: <i.~; que :,_~: 1.. '.·1: :.:c.--

i:êtri.<.i. c:nmo nol,:i.l J.d~l.'ic ">nc:i:,.\1, tl~Ío u -~cu. t:r<.>.b;)l.ho, m-e,_<; o ca~;:·1.meni:o. F·';;'"''" (,'·:·et.:
... \('\
c. l

j,·

Tr<.lb<~lho produt:.ivo ma~; ni.\o c<:<pit:<\lJ.·::;l;J·, tl-;.\b<:llliu c<\Pi.t:<:lli.c;(;\ nt<;l.~:; im . -


produtivo, lraGalho m~rginal, atividade rr~-c~pitalisla, mas ligada ao ntodo de
produç:f.ro t:<APit:ali~;t<,l., s:·ro .vz.~ri<E> as clesisJnaç(:)c~:; com que ~;c procctr<\ cl:':l.'iéi:lfi.c<'\r

o trabalho dom~stico assalariado no Brasil.


Em meio à estas desiynaç5es, o carJtcr ela relaç~o emrregad~ dont?stlca
e pat:roa e o ~,;ignificado do "doniéc.;tico" s~\o fH··u1:i~tenci<:\do,:;, cniiJor;·\ o ~;c·j;.1.m m:-·
nos em Abreu de Souza. Todavia, estes aspectos se1~o principalmct1tc cnfali~~-

dos por Ari Farias(i6), que retoma mais exaustivamcntt a reprcscntac~o que pa-
tn.E\ c cmpn?Dada +'<:1zcm de ~;u.;-~ rt·?L>.d\o. E~>t:?.. rcl<i(:<ro é c:><ril:ic:;:l.cl<! cotuo •;c·ndo de
dominad\o/subord:i.naçi~o: domi.n;:~d\o de tipo t:radiciona1, 11u<:; !.:ermo:; i.b. c:uikC~Pi<{o
w.::bcriana.

·no tr~<b~<lho de L.ane Smi.t:h. Situando sua m:Lc:ro·-·z~n<:\l:i.se cto tun.:\ per<;t'cc\.iv~l. d r.;.·.._,
mobilidade social, a autora aprofunda a qucst~o da rclac5o cmprcg~da dom~stica

c patroa no interior na unidade domfstica. Referindo-se is scrvic?is no Pc1·u,

Ç t~ 0 1 f U ri d (;( fil C n \: <:\ 1 IH E2 l'i {: 12 1 par <'t <:\ C 0 In !J j 1"1 ::-, Ç Z~ 0 i] f\ f.: l" C' (). \' Í S :i. h i. ). :i. d (!. d C ('; <:1. :i. ! I \! l ·:. i. lJ i. l i ·-

cuja funç~o seria a de mostr~r quRm 0 a scrviç~l nas rclaçôes familiarls.


Ali;:í.s, e·:;t::,~. prcocup<:\ç~\o ;::tp::.\rcce em di-f,.,:rentc·:; 1\!0iílt::ni.:(j·::; do tr,liE\1!<, dec;)'·'· :;i.u.>':o-·

tadas em seus empregos c o personalismo accntujJo da rclac5o r~troa/sPrviçal,

hcr job~:; depeneis not: nn f:hr::. c:onl:cnt: o{' Lhe s:pcc:i.-F:i.c jc;lj<; ·:,he h;.t~>, Llu.l: Ull t!:c
qualit;; C!t f·hc rel,,\t:inn~:;h:i.p she h;;_~; l'J:i.\:1·, her Clti;•Ic:-Jer'' (i.fi). A::; CDn'jdcr::tr;.i)r;<:;

f;(_),.. 'nttl f."'i


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~ 1.1 d. - 11
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l:ambóm t:cria concepc()c~:; e dc~;:i.gn<:lç:i')c~,; di-Fer<}nt:c~;'i'

111. n h <"\ i. n t: e nç ~~o I . d b n t: c cl a q 11 \:..' ~; t: ~~o c o 1o c éul a , Gc r <Í a d e d t: ':> c o r I :i tl ü r ;:\~.i


rcpre~;cnt:aç:i:íc~; ~:;obre e~;\:<\ rcl<~ç:f.\u ~:;oc:i<l1 pc1r rc·f-crl-~r~ci<l. <:\ do:i.<:; ~:;ujci(:o:; 1 l'<:t·-

ti.. ()"·'"" L~·


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.. :
.1. -
L) I v:i.<;\o co11ro lu·-
gar dcfin:i.do por, e clef:i.lli.dur de, ur:t<'. catc9ur:i.a ~;ucia1 ·- mu1hcrt'~i- 1.·: ~:;eu:;

atributos (c que passam ror rcdefiniç:Ucs)(i9).


Port<Hilo, m1nha~;; intenç:()c"> ::;c di.~;\:i.n!JU<?trt de<:;l:a•, <dJurd<.19C'Ir ., cmhurd
r e c: o n h C' ç: a sua'-'"· c o n t r i b u :i. ç: (}c~; a o t: c ma Di~; l i. n ~J u c m·- ·:;c q u c r n ;~ m;:;_ n e i r zt. i, , · ".t i i. q 11. "' 1

o t: em a f o i c! c<:; c r i t o 1 q u. E·.' r p c 1 a~~ q u c::; 1: i:í c~:; e t: c o r :i <\ c o IH CJ u. c: o \: r '~ t a r ::.\ n t Fu. i) c' d c·-

ri.a rc~:;umir t:od.:<s est<:<:i cont:ribu:lç:~~e!; como prencup<:<.çi:íe<.; CHI d:i·~:c:uli\·; llJ.i:uré':J::::t

do trabalho JomJstico assalariado e sua relaç~u com o modo de produç~:) capjta-


lL:;t:<:\; a e~-;pcc:i.ficid<l.dc;: ele uma rel<'\d;o cl'::.' trai.!<\ lho a~;~;<1.1.c\l""L\dtJ cnl:\ c· ltiulhe,·e!;
e no âmbito domdstico; as rela~6es ~ssimdtricas, e seu caritcr, na esfera fa·-
mili:::tr e pril/<:i.d<:\; o c:CJ.r<:í.t:~~r de c:1a~:;~;,::_· ou n~:\o dc~;t::,:t rela;;:.:ru; etc.. Ouli·c.'. p\··eoi:u-
p<,~ç:Ho que pode ~:;er encord:,.. <H:i<J. na·; aut:or·<:l.~-, que c:i.t:ei, c t:<:i.mbém j<,( fm:.:_nl :,:•.n>.m-
cJ.ad<<.·:; pela ~=,en·;ihi.lid~l.de l:i.ter<(r.i~\ 1 pt:loé:; dcb::;.l:cs; -fcmini~;l:;~.~;·, <:l.n\:ro:•.:l•Í~!:ic:uo;,
políticos c socioiÓ9icc:c.;, é ~.;cibrc: o c:::tr<:\t:er de tr<:tbalhn 011 n~\o d:!.c; ''<•tivid:::;·-
d e~>'' dom és l: :i. c <4. ~; . I~ e s t e ü·1 t imo c <'I<:; o f ..,,_ i <~ ~> dJ. ~;c u. ~,; '"· bc·; , a 1 i,,:·:; , n i:; o ·::;c r ~~- ",! r in 9 :;. --
r<~m ao car;:\i:(":r de ?,:;s~\larit:"!.lilf.'tito do i.:r<:\b:é:~l.ho dornc~;;f.::i.co, m:)~; ;:,~.CJ tr0.h<:>.l!-.u d::·,m;~s·-·

tico toul court. P6r exemplo:

"Ktdli::;rinc, cnt"!l~'~ era rrrernbro de Wii",""J. gr<~n;f{:,,; 'N:'-' p1·o··


fis-s!.ttJ; qué n.f{o t-.enr 2in}J.-:;. ~: z'[uloJ t~ a L7(te !laa~?E' ;;·~_:· l .=<z:
.
. .ft_ts:t- i ç . :.;. t:fnlJar a o.:;:; l a!J.~:;~r.~'~-; . tfe rno .in l<o .s· f . :.\:' h r 1.. c a n.ito ·-:··~ j,:.· fri .rr/::} }. ;:;
resatta~;- near s·eus- r . ~.. sttll-ado-5 ~/;_::: fn~:~ior ut'il/J:.:t,:·ufe p.::~r~: o <Trun;:fa
E'l.s! v:i-;lia et!J' ~=-<~'!.J..:.~ ''(ê:~O).

"t4in-:::i d::.~n~; !e s:._t·:,·{emc c . ::.'pi{.J!.is(-c,. lc {ra',,.ai l c;:{ !""E~:c~rve


;::~.u.'<·
homr.rc"5. L 'hommc· est dane roarvo8cur de la f.:~mili.:·, p.:::rcf:'
qu'il n.:·çoit de: ',1.rgeot, llth'i/JI·e d'frollt,17E~"i n/pugr:t:'ld) ;,,;;ir
let~r~-:; terr··llie-...;· acqu(/rif' le '5{a(u.{ ~ie salari<JeJ pare~:::~ i:~<:·.:~· X cti""~~
1

gent ·- llr>:'riTe 5 'i l" s ':,:[/.i ( de pc:( .i {e-;:; ~;oarrne~;- - donne u:1 pr;uvoi r
et une cerf.,:.~ine indt::ecnd.:w<":c or, comme le f"r._'ivail 1./:c,;·:c~;{i,::·ae
ne corr::::·ç;eonct,_=.· e,,:~; ,~ 1 '.idéc de travail {el le qu '::.::/ !··. ;:;·:,·i'IU.:
d.:H1s !f.; ·::;y::c;temc ,::apif.'::.<l.i:!le, i l SE tr:;:w·::;lormc fi7.'!:it{~:·iic:::usc·­
men t t.:'fl Ún n on- t.-r,::J. v;.1:. l . I l ne t. omp {e pa ~; : on d :." t- ,f:::- la {t:' mme
as f<J:Jr::T qu 'el h.:· ne {rav~-u" l 1.:::· pas "( 2U.

fi:<cc--··(1.--fa.c:e li<:·(~; un ic!i:\dc;; C:omésl ~.c·:.\:: I onde <:>. r· c J. i:\~:~~u C!:; Li.. ill':if:r· i. t C.>.' c c; c: j"(,; r'·,;-·
c~;t:<:\ in::;cr-:i.t<:t.

1'\ etno9ra.;':i.a l"cmctc ;\ c~;!:<:\S du<Js dimen<,_()\,:s da rc1<Jç~Íü ~;oc·i.;~1 enf:.re


patro~s/emprcgadas dom6sticas. Embora intcrconectadas estar~o estas Ji~!ens5es
'

~.. () c:onjunln de repre~;enl:i\G:i:)e~:; ~:;obre· a r·eJ.ad\o enwre~;;-ui:·, don; h .


c~\/patroas, iE> <\tributo~; de ~;u<:\~> idcn\:id;u/c<:;, ,.,.,j t<l.rt:·:f:.l.'i C}\ccul:<:\··..

das, c f1nalmente sobre o prdprin doruJsticu.

Embora <:i"i repre<:;entaçÜe~; tcnhz!.lil come; ref(orDnci<·:~ o v:i1/:i.do n;··,,; ur;:iifJ.dc:·<;


domé~;l::ic:<:l.S, cl<.~~> :;c criarú l<:tmbéin <:l. p<:\rt:i.r d<:l.:; e1::.,1Joraç()c·:; que ~;e l:cci:·m ~.u/:ore

esta rclaç~o social, construida e reconstruida peJos indiv;duos c

ferem. Mas, sim como elabor~~5es possíveis.


N<J. ses:tu.nd<'•. dinren~:;~ro, 2, r·::.·J.ação c.otic:retiz;-.\ . _~;c, e nel.<:t ':iC·~ tn;;n:i.·fc:<;t:::~.rn o<;

elementos das representa~5es, que, entretanto, Estar~o sujeitas as el~burJçocs

gras prdrrias da unidade dom?stica bem como ~s estrat(g:i.as J~ suslenta~Zu ~es-

dois cont12xlo~;.

São principalmente estas duas dimcns5es, repito, que pretendo d~scor-

tinar: o contexto cultural c o contexto ~ntcrativu.

Quando me refiro a intcraç~o social, 0 naquele sentido Jc;inido por

face a Face, em um momento particular.

cursiva expressos tambén1 fora da situacãu interativa. Ao r~fcrir-mc ~ rituali-


~aç~u na unidade dom~stica tomo ritu~l no scnlirlo de que fala lRa~f1, uu seja,
..

A etnografia, diz Lévi-Str;:\USs,· "consiste na observadi:o c análise de


grupo;; humanos considerad.os em sua parti cu lar idade ( -tre q_uE·nt ement c esc o 1h ido~;
por raz5es tc6ricas e ~~áticas, mas que n5o se rrcnd~m de modo alguru ~ nature-
za da pesquisa entre aqueles que mais diferem do nosso), e visando a reconsti-
tuição, t:ão fiel qu~nto po.ssi.ve! da vida de cadCI. um dcles"(24). E, para Ge-
ertz. "The ethnograph~ of thinking, like an::~ other sort of ethnograph:t- of
worship, or marriagc, ar govcrnmcnt, or exchange - is an attcmpt not to exalt
divcrsit~ but to take it scriousl~ as itsclf an objett of anal~tic descriptian
and interprf~tative reflectfon"(25). Para Hammersle~ e Atkinson, "d:hnusn-c.r•hj

(ar participant observation, a cognate tsrm), is simpl~ one social resea1·ch


melhod, albeit a somet!Jhat unusual onc, drawing as it does on a 11Ji.de r<Hl9E: of
source of inform~.t íon" (26).
Reconstituiç~o de particularidades, tentativa de levar a divErsid~de

i s~rio, m~todo de pesquisa, n~o m~todo de pesquisa, recurso textual, instru-


mento positivista, instrumento dialógico, t~ds caraderizcH;Ões. di-FE:rer1t.::s e
contraditórias atribuidas ~ etnografia seria~ talvez ruenos o indicio
de um dos dissensos em torno de ·uma no~~o na ~ntropologia (embora tamb~in o se-
ja) e mais uma express~o das possibilidades por ela recobertas.
Nenhum~ ·etnografia, a mais ~etalhada, P apenas dcscriç~o. Mas tem o
rn~rito de conte-la. Apesar da criti~a de Hauss ao particularismo com que o Ku-
1~ { tratado em M~lino~ski, ~ue seria de fato um entre outros eKsmrlos do +~­

n6meno da t~oca, a etnografia do Kula permite tanto conhecer uma m211if2staç

NdeRbu; de Turner, tando descrev2 uma ~ldEia da sociedaJ2 Ndembu, quRndu pe,-
mite uma discuss~o geral entre ritual e conflito soci~l. ÜJ-

tt-os é>;cmplos. podcriv.m ~3E.T cih.dos pat"2c afirm?.r que a tradid1o c:tnoqr~\fL:a

permite conciliar a atenç~o ao particular, fornecendo-lhe a relev~ncia que c_-.


te contcra e cr<pH:ss<.~, e no ato mesmo da d2scriç:B.u permite a ref1cldo cio pe;~

quis~1.dor·"

no c CJn .11 c'~ J.líl


. '
f;.:' li ;o o

ral.
p

ela e-Ficaz P<Ha apresentar meu tema, nesta tese. Por que a el:no~1r~~fia é efi-
caz, neste caso?
H~ uma partic~laridade a ser compreendida: uma relaç~o soci~l ~~ um
luQar (n~o apenas espacial mas tam~im estrutural). Repetindo, a relac~o entre
mulheres, nas condiç5es de E~pregadas dom~sticas e patroas. Esta rcl~ç~o e a
dom~stico é que est~o em qucst~o. Esta relaçio e este lugar, cstâo sendo vi-
venciados na resid~ncia <interaç~o propriamente dita) mas est~o inscr1tos tam-
b~m na cultura, em instituiç5es, na imprensa, no direito, na literatura, etc.
Atrav~s da pesquisa defrontei-me com suas personagens, que nesta intera~~o

formulam categorias e dio conte~dos culturais ~ relaç~o. Para compreender o


que dizem suas falas, suas a(,':Ões, é nect:ssário ouvi-las t: "vê 1~.·s". !1as não
apenas o pesquisador, tamb~m o leitor. A etnografia nos remeter~ a uma n1ul _i-
plicidad,:;: de cont:eüdas culturais desta re1aç:ão. \lej<:1mos, por exemplo, no pl::tno
de algumas categorias formuladas.
~ muito presente na fala das mulheres empregadas domisticas, em ge-
ral, a referência à escravidão. Algo a negar, mas aind;:.. pn:.'sente t.JI!!ID uma
"sombra" na situa.;:ão de trabalho vivida por· elas. Negar-s2 como "ec;cr<','-ic\",
afirmar-se como "pessoa.", ne9a1·-se como "máquina", :=.:firmar-f.~c COiiíO "\:r<~b:o,.I~,<:>.­

dora" e não "animal" ou como "membro da fam:[lia". Na fala d~~0> muJ.ho:::·;- F·<:<-
. troas, mishn·a-se a idÉ-ia de tr<:l.tar Cl. empl-e~jéi.d<:l. como "pt:·s·'3oa hum<:•.na", cor.1 a
expectativa de uma "máquina- Um robot" como t'oi verbalic:ado. ;'> est<:>.~. C<Üt:·:o-·
rias acrescentam-se as mai.s recentes como "ser profiss:!.ona! ", "traf;;;\J h;:;do;·ê",

cion?.ria da cozinha", etc. ~ rnu1tip.licidade desf:as ca(eyu·c5;:>~; co;' j·:''.--:;2 :r.,

multiplicidade das maneiras como empregadas dom~sticas e pit1 oa; viv~nci2 ~ua

Optei, assim, por mcistrar esta multiplicidade, e sua~ manifPst~~22s.

conb2l<tuais ·- B. rel<.J.ção .Siíii'I.E:J<1.d;:, doméstica e patroa n<!.s fa1d"j de dli<h<:·;: r,::;.~

unidades· doméstic<J.s, n<l.s <:•.qênc:i.;_~s d::.:~ r.:r;1pr~:::go, no~, cursos f'ê-\\"a doi;:éstic<.':', n<:.

dadcs que cada u~ d~stes ~spectos pode re~lizar

<-~ileira", m<~,s de como nela u.ma rc:laç:i;:o entre mtdhfTCSi- mLt.1hcres "cm;:.r:s~;;.J::,.~;

domécJ:i.r.:<:\':>" e mulf,ere·s "pê\+:ro<:<.s"- pode, de ;:dgu.m;ls manciY<:v;, cnf.:r::' c;ui:r<.L;,,


se realizar. A mttltiplicid~cte dos a~pe~tos rcrmitir-ms-~ c~cunslituir ~~o to-
••

t1~o principal.
1'll é m do m<:\L c r i.;·:\} r e c: o 1h :i. do fH': I <:\ p e<,; q u i. ~:; <~ de c <Ull p o e s (. ,,\r c :i. l <\in h é m u t: .·-
lizando material de fonle~:; ~;ecund;.\ria;;, e><tr<.'.:~:do de ou.l:l"O~'i ;:\u.t:or·c~:;.
• I • • •

entrevi~:;t<\~:>, inclu~:;:i.ve ~.~~.; h1stor1<.\~:; de vi.d<\ <\PI"e~:;c~nt<l.dil"i c,,,~; o!1····

ser vaç: tíc~:; . I ~


nas un1caacs i ' t:1cas,
Lomcs . agfncias de emprego e in~tilui~~cs tUi'{;\1 i'

fundamentalmente, realizadas em Campinas.


A ob~:;crvaç:~\o parti.cipantt? c entrevi.;;;(:::,\;;; forai,t re;,;J:í.zad<:l~'i crr, C::>.mpirl<l'•,
· eXCE·:to E.'t:·r uma d<Ei uni.(b.de~; domé::;U.c:.:.'\~õ que: aprc:o~;entci.; c unli). de~~; crdrcvisL<t~:;

que for neccu . . me ~


uma aas I11s·or1as
. t ' . I
cc . I
v1ca A unidade d () t:: s: ; ( .l (. :;).

domé~;tj.c<:<, sob o6~:;erv:::)•i:E\o, estu.cl<:<v::~m em C<}.nrpi.na~;); uma cli.l.~i


I ' I I •
unid<.\dc 111 ':;r u r· 1 '' ~>
df vida foi realizada em S~o Paulo, Capital. A patroa da empregada· entrevista-
da em S5o Paulo reside metade da semana em Campinas.
As fotos foram tamb(m realizadas em Campinas<27).
J:. 2. A DEI·iAF\CHE !1ETODOL.óc.: I Ct'-1

A pcsquj.<:;a, de\ qu<\1 originou E:S\:<.1 te':>c, fo:i. conc:cbi.d<l como un;;\ :imcr--

t:ico a~;~:;al<:'lr:iado, para api"E'CildCI" ~\':i maneira<:; como elr~· er<:·\ v:i.v:i.do e i•Cn·:.:.\do.
Foi n<:;s:i.m uma démal"che c:l<:is<:;itd: ob::;erv.:\ç:;to em uniclc:<i.·!e<:; dnli/l::'·,;t:i.c;:{!'i, C'lii "
::\1,1 t:'l;-

ci.a~; de cmpfcgo~o, p::~rt i.c:ip<u;::~o no~; c:ur~:;o~;; o-Fcrcc:i.do·::; para cr1!1'rc9::\di.\~:; d•llii•:;,·:;(- i·-
c: a ':i, c m (\',;~;o c i <o\ ç: Üc~; h- o f i <:;(:i i o rH. i. s , e n t: r e v i c; t a~; c o 111 111 u 1h e r e~; "p a t r (FF> " c "c: wp r t:: ·-

Enfim, a observaç~o participante naquele sentido de lialinuwski.


Mas a observaç~o participante que eu fa2ia distinguia-se daquela ele
que f<.<.1<:1'i<~. !ia1:ino;.~~;ki. No mE.·u caso, ou.v:i., observei. o que er;:, f:<:HiibÉ:iil p;ii!:c: do
meu vivido.

ros et:nogr:Jfo~;,

esta dimens~\n i.nl::el'·;,\t iV<:\ · er<\ tema re~:;crv~\dos. ;\·;; ~:;tl.u.<:; introdiJ•;:t),:,·:;, ou .:•. u.m •:.;j,; ...
ri o Í n t imo ( 2 ü ) . l,..i e<; mo a f i \" m::~ n da <:\ i mr· o·:· t: ~;.n c: i :;;\ d c: •:; t il. c o 11 v i. v Dn c: :i. ;j c o m o :, n ::; t :. -·

..
Estes dados, e aqueles colf,irlos pelo olhar do pesquisador, deveriam rcccbr:::r o

raçao atrav~s da qual fora~ ohtidos.

caminhos foram abertos, aronlando várias dircç5cs:

Çl.tore~'l. Aqui, os "inforrn;ou;/:c~~" da~; monugr:"\tÜJ.s; t:t·<:l(:I'Jc:·i.un;:;.i·c:; cc·deP! ·).IJ;J::;~ i)_.:i<.>

atorc:;, no i.n\:r:::rior d;::..<.:; ~;itu.:,'\ç:oes ~;oc.i;:d.·:;(2':;-), como por cy,:::Ew1o, Fl!l Iui"D'·r
qu.ê'•.ndo fa1ê't elo·; 1'-/dembuC~:iO); 2) (~ per~;pec:ti.v<:. q1.1.C rc:··:;'>i!.I\:::~ c.\ uf.::i.lí;c-:·•,::;u c! ..•:~:;
histórias de vida e o recurso~ h{st~ri~ oral, como meios de cru2ar L c:t~s
opo~;iç()c~~ C:Oi11D o "incli,iicitFi.l ·· e o "~;uci::,d ", o "micro" c o "1n::~crc", c Lu:'l'
dE '1-CCUPP.I"<:l.r E'HPcrjf:.ncia':i '30Ci~\i~i c<. P<l.rf.:ir dê:•. ff!CIHÓr:i.i:l r!:J >:·:;q;,c,·i./::·rtc:iv. :Íildi.•..;:.-

du.;:c:.I. 3) Out:t·o c2.mí.nho fui ê'•.qu.clr,;: <ÜH'.·;·i:n IJC..'1uc; int:c.:T<:\Ci!.Hl:Í.'"t:,\<:;, C:OL: , ;•nr

i d c: 1\ l i d ;_\,de do p e s q u i s Z\ do r o { <.l. '' u. i\1 d ()c; (C!_l ()r €: '" d ;\ i ll t: \.·'r ,, r;:;,\() ~: iI
(\Jt:h;:d>c ~w <:;:i.l:Ui:\r a déitl<:\rchc ant:ropolcínica de campo no~:; ~:Jr·;,\ndcs c:onjun\o::; h~.····
ll j t <:\c i o n <:\ i s p a r i ~:; i. c n f-i c s; . F';:;\ r <:l. c s; t: e a u \: o r , o p e~; q u :i. \:i<.\ do r n ;~" ~:;c r i. i\ '· tll <.1 i: (: r ··~ d i·\ n ~;

lc r<\PPOrt:" entre ele e o~; pesquisado::;, c, ~;i.m,, um "actcur :i.déolosJ:iquc"<J2). ,\


''pert i.nfnci<3. de c"la~;::;c dos pesqui~:><:ldorcs'' ~;erJ.<~ a .ba~:;t; ~;obr·c <1 qu;\1 'iC c:on·::.··

truiria sua posi~5o frente abs pcsquisados. E a rela~5o que se constituir·ia,


proc:c-.'s~a.t<,\1mcn\:t-', na pe~;qui.~;a, se lraciu;:.ir:ia n::\ produr;:f\e do c:onhcc:intc'r\lo. (1::-·

sim, as relaç5cs interptssoais dos sujeitos localizados em micro unirl~dcs e a

partes das relaç5cs sob estudoC33). 5) Na antropologia que se faz no Brasil,


desde a d~cada de 70 (a anterior exigiria uma outra anai:-Dl vários destes
percursos estiveram presentes, seja nos estudos sobre as classes tral•~lhado­

rasC34), que implicavam um deslocamento geográfico e social efetivos do pes-


q u i s;; do r , !~,c j <J. no ·é; e~; t: 1.1. d n s ~:;o b r e u.m me i o c o mp :::r. f t i 1 h a do p c 1 u <:l.t i t: r u 1· ó "J u 0 u . !··! u

"naU.vos;", e !·b1inm!.Jski 6 a con~;L1.nte inspi.r<:l.(<i:u. !'10 ~ii'U'.I!"Icfo C<:\i:>U, c:>L"!. di~;-·

t:~.nci<:• mu:it:a·:; ve::>:c'~ era, por opr;:ão, abo1 id<:t; mr::·~;mo que ·rti<:Hd:cndo-~;c ::t J.nc:iPH::,-·

ç~o clássi~a daquele autor no que se refere aos mcitodos Jp obscrvaç5o O qv2

ressaltar c' que, c::m z,.mbos ,..


do pesqu:i.s;::~.dor com o !::eur:; pe~;qu.:i.~;~J.dns, r::tTr ~;u<:l.'::> clifert.·~nte"; nu.<":inc:es c: ;.:·o·:,tu:·::;;.'.,

foram color:::::r.cl<:<·::; c:cmc qu.c·:;t::íc·:; <4. ~.;crem dt::-~;crit::3.~.. Como un:::\ ltli.IXC<:\ rc~!:i·,;tr:.··. d<i. do
que seria a antropologia e d~ como ela distinguia-se das outras cifncias SIJ-

ci<,\i-:;.· Penhun1. :<.nl::i .. CJPCÍ10iJO que í:enhêi. -feito pe~;qu:l<;::: de Cêi.liiPD, e nem íii•.::·c.:nío -c< <:w·-

t:ora cle·:;t;,;. l.:e<:;e, senti.r·-se-i<.I.ITI a \!O!i\:<Jcic par·;). fc:d:i.sí.r u.ril;·•. Hlunu!Jr:,,\·~i.;: ~>Fn: f·:·,,ztr·

por Du.r:han(J'.)) e Ccu-r::to::--o\:36)., r,::, t;:rmhénl. o~; c.;r-:w:; m/r·:i.t:IF>

E><CE.'~.>'iO~;, p.;.:·r·:i.go:.=, e mc:Til~os de {<:;.to ZI.PCiiÜõtm P<:tr<e\ <:"t que~;t~\o d·:· 111:1::\ ;Jí\·-

{: r o p o 1 o g i <:i q 11 e . mesmo q u ;:; n do r r::: f o r nr u. I <:: ~; ~: u <:; v J, n cu. 1 o::; t c cí r :i c o~-:; , se 1 j (' l ~.l. ~:; \ '· ''· .

t r ad i ç ão c! e P r:-: ::; quis ~:l. de c<=< r1 r o , c o 1o c::). u :; i:l. n t r o p ó 1 o ~i o~; d i :::\ n \: c d c: um <:•. ·:; i. !. u ::J.:;: ~;o
P<:\rt icu.1<.\r I <"_}t..;. (.) c\
o,;;.. l r!~\.L·' ....
o: 1· 1-..
·l·. f.'
·-
1'"'
C-1<.:.:. '\,._I fil C! (.)c
. -> .. / C
!_,_, i ·j (1 n c ri P
··.;.J._,_} •. -·
c:: li "·l
•. , •.• c.
t i- ;\. (·!. .]. (:·. <...~.) () d ]. '~r .,· D 1 •...
~- --·~·-·· ·1· 1··1 ;\ v· ! ; r:o -
r '" ·: ( J

qu<:tl a col0.l:c\ (}rJs cbdcE; ÜiPiíc<:tria wn::\ in\:er.J.ç~(o, ltl\1 Cui\Vlvio ::;i~;t.cl•::,í'i:i.co c
cl u r a cl cu r u ·· . E:1 t :1. q u. c s t: ~:\o ·..; "'· i. i~ ) é til d c u. IH;,\ (i :i. ::; cus':;;;. o til c t: o rl u 1 ó 9 i c a. e ti t 1 c t ~~ c n i c;·~;

ob \ úJn~;. ('
·"
..

autor c ::;c:u~; l.IIIP<:\~:;~:;c~; n<:\ ant:r-opolo9i.(:\ pÓ::;·-niodcr·n;~.

E, f in i:\ l1n c n \: e , t: c mo~:; h o J c , um c o 1:1 p 1 i c<:\ cl o r <I d i. c i o n a 1 : o f <:1 l: o de que


cada antr-ordlusu tor-na ~nica sua cxpcr-ifncia rlc pesqui~a. Mesmo quando Js con-
si.del .. <:\(~Ucs md:odold9i.ca~; <:\l:u<:\lmenl:e remetam i\ "de<:;cri.ç:ir() den~i<:\" qu:·1ndo ontem
rcmd1am <:\ "o!F;ervadro participante", d( fato,. o método é di<:;~;o1vidu. r fic;J-·
mos no iulpa<;':;e: nenhum método há, c o pc<;;qui~~;Jdor, ·cot1f01. m(': ~;u;·l.':i concli.ç:()cc; de

campo , ou sua c~; c n 1h a c in v e n \: i v i. c! <:1 d c 1<In ç: <~ m;~lu d c t u do::; , ou. c.1. 1~J u 1, ~; , cio:; :i.n : -

lrumcntos clássicos 2 modernos, lendo todos a mesma relev~ncia.

mentos de pesquisa for-am utiliz~dos, e é difícil avaliar seu m0rito. D11 meu
p o n t o d c v :i. ~:; t a , h á um : o d 1;;.· <:l. i n c1 a p r c se r v <J r em me 'i. o a o !'i t: ~·, n t: o 'i :i 111 p ;,1_ ~; <;; e~:; d il. " : 1·· ·

ttol>ologi<:t, uma de f.>Ua~; tradiçoe~_;, <:1 t:l::no9r<i-Fica.

lho de campo e a elabora~~o desta tese, fizcram· .. se na conflufncia dessas tra-


d:i.ç:i'íc~;. Repd:indo: ou.v:i., ob<:;crvei, o que E:Ta t<:unbéii' PD.d:e do 11ic·u vi·~~ido. 1·-L-:-:,
. parafra~eando Merleau-Pont~(38), pmparelhar a anilise objetiva com o vivido

to, ou. um vivido t::·r'd~re um "ncí~;" e "outro·:;"? Creio que ao faJ.ar da::; H11.dhert:''>

''nó·,;'' - de·:dobr<:,do 121r: ''out:r<:l.~;'' sem dÜ•v•icl~'· ··-, m;:;~; ni)o de um ''ou. 1:ro'' lort~Jiquc

Assim, a subjetividade que pode estar impress~ aqui n~o 0 apenas aquela maGei-

serçi:\o pE,·~·.:;oa1 do st,_jc:Ltn no 1u~1ar e na int:et?ç;;o qu.e con:.;l.::if:t.J.:i o ·;;c'u o!•j•c·ic.


Durante toda a pesquisa, embora, obviamente, e]a tenha ido muilo alin
do meu rrdrria cotidiano, eles estiveram misturados. Vi?-mc observadota da r~-

na·tentativa de negar os limites ~uc rtos separavam. E o universo de minhas rE-

algu.é·m que est:ive~;<:;e Óbscrv<xndo ;:,\ t"claç:~\r, q1..tc ti.!lh<.\m, conto eu. rcc.:::bi::\ ''rcdi. .Jc~c,
d'-' E'IY!Pl"L'0<.:.d<,l.'', porqL'.F: 2u própri..J. rr:c tor•·t<:l.l'Z:'I. U.l•!::•. mc-:di<;dor". er1trc· U'• cir1.i.·:; mvr·-
to~;''(~J9), nt<:X!o porque, creio, que<:\ rcl<~çao que como pcsqui~:;ador<~ cu. v1vi.a r: llll
mcu "o b j et o" P r a h o 111 cí 1o !~H :á que 1a do "o fJ j c t: o" · c1 e p r ôp r :i. o : . um j o ~Fl c n {: r c: i d c 11 ·-
t idade e d i f e r e n r.;: a , cl e l i mi !: c-~~; e nt q u c pro}< :i. 111 i cl a c1 e c c! i s t a 11 c j. a lilt~ n t o e l< j SI i \m
muit;.E; vci!t;'~; ritualizaç:i:!e~; que cl<u·ca!'i!>Cm as po~,~çé)cs que cra111 i.ncc::•!'•<lil\:enlc'rt c-:
obscurecida~;. t'llém de que, inesmo qu.<1.ndo n~:[o i-:·:~;t::tva l':é\D,.::ndo "pc!:;qui:;;t", <:it~U

próprio de~;1ocamcnt:o em todas sHuz,~r.;:(:ic~; (.:_•nvo1vcndo o "un.iver~;o fel:tirtinu" fw--


nt:ciam-mc elemento~; sotJrc a pe~:;qu:i.s~-\, po:i.~; nele é cun::;\:<:\n\:c a rcfcrDn~:::i.:,~, ~~e,,, ..

p reg a da dom (2 ~j t: i c a . Digam o !'i , c m ou t. r a-::; p a 1<.X v r :1. 'i , q u c <:X p c~; qu i <:; :;:1. nu n c <.\ mc~ ::.'.h :,'t r1-
donavz~.

Talvez por is:;o eu termine por não fai?:cr na f:t:so:: o que n1i.nh;,~; crHb.t··

clera(:ue~; nc~:;te c:ap;~tulo <:\ponl<:tr:i<:l.m que cu f':i.<>:e~;se: incluir no \:0:>(\u ü nrinh;;,


inter<l.ç~{o com o<:, sujeitos da pe~;qui<:;a. E con~;t<üo que o e><cc·=,;so de prc•:·i.Fiid.·!(:c
p ode 1e v (:1. r <:tos mr::: ~:i rn os r e s u 1t: a dos q u. e um a d i. :·:i t ;; 11 c: i <:•. pr á ... c::; t :c\ b F 1t:· c: :i. c! :-J . h <1. ·:; •• l ;;, ! --
vez f u t u r a m>:'' n t e , eu r e 1e i <:1. e ~d: ~~ t e~; e ~\ 1u z: d a p esqui~; 2. q u. c a p r c c: c d .:: u . i í ::\', .
(1.) Outras ocupaç5cs que incluíram mulheres eram: vendas (11), escritcirios
(t.~j_), <:>Cl"VÍ.Ç<Fi .h0\1pi.t:alarP~i (f<)), 1<W<!.9Cfll C L'f<~JOfi!<\~ICill de rOUP\i ((:';;),cu-
zinhCir<Ei ele rc~st<J.ul·antcs (f8), ·fa}dncü:J<:; (1.7), co•:;turc:ír;;~.~:; c cd)cl\··:i.r<:\~i
(i 9).

( .-,
c;.,\ ~~ vi1<~ onde re<:lli?:ei 1:\ pc~;qui~>a er<:l. um conjunt:~l h<\IJ:i!:dc:i.Oil<\1. t'r·:; c:l"i<\~:
cr;~m finç\nciad<.i.S ~~·"' fz:\liiJ:li<:l.::; de bz:J.:i.><<:J.--·rcnd<:i.. 1'-l::; C<:l.•:;:J.·::; v<:i.ri::~v::O>.ifi 110 1\ltlil(-:~r o
de quarto~:; (l., 2 ou 3) e E~lil <119Uill<:l.S core•:;. l·ia~:; apr.:::~,cni.:~\v::·\lrl no cuiljl.if\lo
uma apar[:\nc:ia homo<J{'nez:t. F~:;.:;;:;_ hntnOi.Jcnei.d:,\de clural/,:l. pouco, ~o::n{r·cl<tllto. Co1n
pouco tempo de hz:\bitaç~\o <is rcfor111<1·:.; n<:1 Cê\'c.a comcç<:!.v::~nl <Ol. •:,ei· ·F•::it<\'i. En-
tre essas reforma~ as já realizadas ou almejadas eram rrirlciralrncnt~ o
mu r u e o b ;:\-fi h c i ,-o . Es; t: Z\ q lt c~; t ~~o E:~:; t ::!. ma i s de fi e n v o l v :i. d ::1. c 111 !<o f c~.,, d c ,:\ I mc J.-
d <:r. , S u c J. :J "E n !: r e nó!;; o'> p o b n~ s , c 1 e~; os n e g r u •:;" , · (~ c •:; c de h c ::d: r :::1 ci u c m (1 1, .. -
tropologia Social, (i'776).

(3) tJoH, E. R.: "F'~\rcnt:c.·s;c:o, {in'liz:;:~clc c F-:cladíc:; F':ür-ono/C1icnte em Socir:d~-


dc~:; Con1p l c><:;:;.s;" ( 1.974) .

F do q u c t r a l a , p o r ex t:·: mp 1o Du r h <'l. n , Eu n i c e : '' (\ F' e·::; q 1.. '. i ·::; : ·:'. ~~.r 1(: r c:• p o 1C.19 j c::<. C CrJi
pop u J~:,ç tíc~; urb<:1.n ,:,, ~;: p r Cib 1t-'iii:::t s e p c r ';;p c:~ c l: :i v a r,;'', :i.n C::J ~".c: u :o, r·,
r· ..
<o r :;:r : ) A ?i v c· n t u r::\ 1:,,.1 t r op o 1ó~J ü~ .J. , Ci 9 :::;,s ) .

(5) D;:ldo<::. cit:::i.dc)~;; por S~\tfi.oti. (í.97G)- p. 1<l--l..4; con-Foi""n:c· c<:;tü:zd::i.\'<.1. de i'i<.•.-
dcir~-1, F. R. e Si.nger, P. (1973).

(6) ~)<:l.tfiot:i, H. I.[:. "Empn~90 Domé<:;t:i.co c·C::\p:ii<tli'õ;mo". i'1 pc;;qu.J-:><', ·:obre'"


qual se fundamenta este livro, foi realizada em Ai""ar~~uara, a partir de
um:'l. met:ódo1'J!Ji.i:i. cl\'~ i:lfTiO";l:f<19F:m e cnt:rc-.·vi·:::;i:::,·:o. For::\m rea.I:l;.>::,Cr.-:1:·:•.·=; i.0')7 c·ri··-
trt:l/i~.;::<:·ts; sendo que. cl.::~·;;l::::l.·:;, 2~")8 c:u~:1 cmprc9::;,,;l.:t·:> dOill'.:·,;!::i.·::.::~.=; c t;·-?s; cc'll' d(J··
nas-d~-casa. A autora justifica a prcfer~ncia pelas Elilrcvistas, em luyar
dos clássicoi quc:stioncir1os, da seguinte mane~ra:
"{'tuanta .9.s perg~Jn.t.E-~5 c:onf·f~ta-:; na:1 f?ttfrev·is·(a-::;_. forrrr.::.! pr.':: ";rcri,~(J
a.o •:;ues(ian.:/rio, J.:/ L;ae uma part-e da popul::.·:~~.!lo env,_7l;,•id~'- a.
Rf3_ _1:ó;:JJ..iJ~.>-::5.-f:~.L;:::Eecri.:l.r:.!~:;;;____;.L'i çulf:.:J...L·J., pr·ocurou--·::;e coàrir utrr v . 'l.sto c.::m-
po.. fJb j;:;_..,t i v.:;ntfn n ,~to apenas a c:::~ r.:J (_- t r i L-:::z.t.çit:J s·~.:}c i o-;_~-.c: ::Jntlr;-,·l· .:.-: .;:.: c· 1J ~ po -·
1:"-::..

sicion.?:m·,::.·n{a ideolâJJico conr relaç:Xo ao~-c; prohier;~·.J.:; qu.:' .:.,{e{.::u,; d.ire{.:~ --


l:7eaf.'e a f!Wlfu::r, ·coao (ambétri, fand .'f./,\·en(:::l.lmen{!:', v.,::orificaJ f'.'/.1 qt,,.:' iil::Cdi·-
~..ta o { rab.::.: lho ~..i.:~ lU f...! l /iEr {t"Jra do l z: r .t crn . :?-';;iE po-s-::; /~~e l g r-~~}~~.:.~~:; -:"!_ (J {r a·
balho domé-:;;f.·.ico .a~;c;;al:striado d,.,. outras'··, p. i?3 . iFi. .fo:; meu·,;.

(8) Saffioti, o~us cit., r. i97.


(l ;wlor<J. uti.li:<>:<~ <-~TJJ, c:on-Forr;:,::: ~:1;:_1 me<~>~ll<.\ evr)l.ici.f.:;l., ?. CO'<'-~··iíl.i;:.ç:;;-J
de l'í.F'. Dulll•:~::;(:ico c:.::_~nf'or·r,;e (ie/Jqi.r/r-• pm· f·ki.l'l;<<:;sodi-<:. l~c,;tc <:í>ctlt.Jdu íi:: <.ü.
fJUfdC!llo~; de ~;:é\"['.fiol.:i c; p::HCJ.lc1CJ~:. <!.o de<:;l.:c <Hlto• qc;_;:u;rJo c:u:;•;i• 1cT:.l '' f:.•.
rn/1<:'. ~t.l!lê\
iw;t· .itu.ici:k "::c;{ i·· ;.nuc::i.r·a" <:10 modu de pi·odllçi"\ci e<ipit·:,J. i ;i. i'iOJ···
"coiHOd<tlf!(·:'nLc" o '"l•!ocln r:ic r'i(.)(Íil.(;;íó C>t.pi.t~~l:i.<;l;;i" dcrentL:ii~l. <h Lu:./Ji\ ::;-;.r·
~;u:;. pi·udw.<~n. f"'el::.\ "n:oi.,:ili;::<:i(,::\u ~.ir:,;.f:u.:í.t<:t du tr<::.i1: .1i1u··, P<l.rlicu};,, (TJtc ''1

·+cmin).mo, c pe1;_\ ''e::<(~·;or-~.;_ç~~u dei~; ~;:cr,timcn~.~u:; <·t.fctiv{~J:.;''. f1c·i11 . ··.-;::r;r...'.~<


(9) S;,\ffiut:t::i., opu<=; .c:i.t:., P. :L~5ó. T<1l ni'ío foi'''· <'.llDr(i<'.9"~111 '>obre o í.r<.\t)<11ho
domé~;t:ü:o rc;ll.L~<Hio por.l-\ufJllo, ~~.e T<:l.lEi':;:i, H., ~;obre· a Cu:tómlii..::~. ()<; dr)i''
·<:iut:orc~:; i.n<;:i.~,;(cm ~;obre o car<~t:Cl" LttL:;·.r.nrJ c :·1!:; ''con~:;equ.i.~r.c::i.<r.·::; c::<t:i:lll<.t;'''' do
~;erv:i.ç:o domé~d::i.co .feminino em l.llll<). rt'9i.;~u de e<\r;:i.t<.tl:i<;mo mudcTnu, !\'''· Cu--
'lômbi<:t.
H~< <HI;·\li'.i(·::' jnterna da un.i.d:::Hie donlé~;ticol., IHFi mu~:;t:r;:tnl, co1uo c·~:: i.:::r.rc~;
c o I o IT!ll :f. <<. n u ;:; d i 'v' :i. d c~ m- ~;c~ c 111 d o j ·::; 1: i p c:r oi : " i:\ q 1..1. i·:: 1c •:; q u r::· ':i ~;o p r u v >:·: d o r c: ~, p o t , :n ·-
ci<!.is dr:.· ~)(··TV(:\!:i" E: "<:\ijl.ltdc~, que r;:·:llij!\"f'9<lií~ ~:;cr·v::\~····. (h; ':iC!.Jlli\do<:. 1;·,rr::<; Ce-
ri<:un, ;:tl:r<:l.V0:!:i ci<:t~i ~:iC\"1/.i.r;:;ü<:;, ;:;, ~;u~:;tcni::;:.l.~:i:\t.l de um nwdeJ.u "cl.<:l"><i'ili:' r.· ·':.C"
x:i.~:,t:;:t". I~d:o é, repr-odu?il":la em t:crmu~; ii!:iJ:ro~.;, ::),~; rcl<t(:i:Í•·':; ul<'.crc···:.;~;r:::i.',:i~:
A P<.i.r(::i.r- de c~:;l:udo•:; ele c:<:tr:;u~; c hi<:;tc\ri<'.l.·::: d•::: vid<:, u::; \)U.(:orc>; {:i.;~c:r ur: un,,:\
repre~;ent;:w~ío do "tü'o i.dea1 do l::,;x" que cmpr(;.·~F;. ~;r::\'v.:E;, ou<;.:('.'.!:;.:

Ser v i ç: z:i :i ~:; r d-e F-aml'·J.la


---------- ('(,ne·c · ... _ ..--- .......... -·---·-<:iH!~:\ I i t: C
I

fi 1h o·::;

Co n ~: i. de r <":l. n do t :::·t l r (·.:~- p r c::; c: n t ::~. ç ~~ n o ,. s j_ -~} t em::·:'. ~:~e;..~ :i. ~-; t: ~:t .: q !..i c c u 1 c; c J. r :i.~). f:: ;n
t: orno do homem , p o o.; i ç: ;';o c: e n t r :::i. I d c: c: h c ·r.~ de -f<: m( I :i.<!., t: l.. mu c: r::·"! , i,, d.: !:'.Ll.....
1h c:: r t:.' -~; : ~~- CJU(·?: o s c r\/(~ , ~:\ qu.~-:- . é su :::\ :::~ m:::i. n ~~: e , c ~. ~. qr. r. E\ é ·::~i_ t ::; c;~:·:. i' o·:·: :J t~~ -::~;·~--r\:' 1 -
ç (~.1 '5(·: r i;:~ ,;::·n t ~~~o um à-; I cm,;;:·n to E:;~:;p t:·c i {:i.] n ~:\ f;.:-~; t: r u t 1..i. r ::j ··c 1:::'!. ·~;~:;~i.-~; t ~:i. c: ~:~(·:><i·:: 1:: :~:_
da sociedade colombian~
E-::.::. t a-=; i d É: i (:t ~; 1? ·~:. t ~).o dE'~- c n •..; n 1 v :l d ::':J. ~:~ no ~-'r t :i ~J u ·: E1 ~-~c r \l J·. ç o DC) \n !: 1 c (:; ~~: 1·1
· e I ~; l_t rue~' t c de Co 1 u ni!J :i..:; " , ( i (NU. > .

(),0) ...JE:·lin"l E. r:!··iigr::..l.cion ~-~ l:::i.~~. c::i.u.d::.'!.dc··:::. ::J F'::::_~~t-:Lci.p:::.\cicrn 1.-:-:n 'J.~:i. FIJf·:·~·:." C~;·· '.l·'.'.
b {} j o d C: 1 ~-:"!. ~} iH u j f::-:·:-- (-:· -~; : f:· J. c a·::~ o d C·~ 1. :.:f.' i" \,.-' i. ( .1 u (,i i.) ii) (:\ ~J t i c Í..! 5. r:,.) ~-~:.;
I I )
1
/ •

'' O t ~- :;i h <'i 1 h u ·F c mi n i n o n ,... E:<:\! , :i. :::; '' , ( j. '? 7 ::) ) .

b \" c ::·t s r~ lí! p r.:-: f; ~-\ d ~·::. ;·; c!


<í s·: B e~ ) ) ,j . ::;~_:; w .. 6t .

(j.3) ':lobre Ef:it.~~ a<:;pcc:lr.; d!J<:•.~=> <:1.-f"irn!a:,:


16miJ i?.:
i9 diz Abreu de Souza:

",~Jthough :ln the mo~;{ indu,-:;{r·J.'a r f.:reu' 8r.:.:1.-:n' l.i,=w ccrde:-~.:, p.::•.r .. / ,i,-u-
larly in 5/fo Paulo, t-he live·-in f~.iF'C ot .r.i·aúf i~;· ·;:;::cu·d to b·" ha','c !J"''~o­
me sc.:,rce ú; U,e ~;·ev~,:·n{/c!-h. I /,;.;V(' no evid.~:·nce {D believ:c: fh.1·s Jc{i·
vi{;;' Nill i/i~;,~·rr.'c:cr in t'he l'if' ..:u .. fu.f:w·c. ~~chi.:(!fy, f:'he ·,,·c.,~,;··-~·i"f..'f' o{
dufltcs·tic SC!"\ 1 ~;~:/f·~, h.:;:; {leE'n c';/ {'/"(';)CCUp<;(.ion N/,ich d.){e~-,· D:<ck {o f;:·','J/i'.
ll i7b ;'e rv3 dor f:?~~·or~~f7or i t-:o :_:." /---;~r,: .::~n c c J.' r . '} ~fo Á\ i ~.7 :o ub 1 f ~·;·h co( ~.c0 ~~~r { J. (. ~:: ~-:' f r.
.f~:\){? :·;n thc <li:C-ticJ...:J(y D·t .finilJ.'ng ~~t:'rv._:.rn{-::; in Rio, t-he <.~·r 1.·:·-;f-ç:: o-F l . .~~cl
f) t !~;·.~:·'rv,:-;n L- ':.=i· . . .} :;· r,s
ey tJi_t { f { . ~v~~: l /) t h.'::/. { ~v~. ( ~1· d f'(' r i tJtf .:'f.lt (:'t.1 i=:'!Jr~·.:·\:_:~n .. -l"} .': . . ~:/~:: 1
tl/~:"!5 {rt-~fn!} <-1/JSOi'b<::{/ ir; {,~~d::{ot-ie::J·. f>rc·:~·('fi{f;_~, {/(.:/'~:~c{·/.."/;<::(~~: 1.:-~r~:z·.
fiWí!bcr nf ~;,:·n'iltds ~;.~:·errr f-o f1:'' aft-cnd:·na niuf,f:' ~;·chnoi .:~nd ar'' e,'-\fC
r i en c :r." n g ~,·Dr.-11.~' Oi.' c·t~Ij a t 1. t.ro.J l (~h .:_~o!}~:~} Nr\·.~!::1' h .3 </e ~:; DI/~~·ii,r/: . -:! {' t:f et:· r~.:·,~;~~:,· J.·. ~1 { l .: _
sur-•r l !f o f dome~:; {i c ::;crvan t ::, ", p. ::w, opu::; .c :d: .

2Q Di22m para a ColBmbia, Rubbop, A. e T~ussi, M.:


"cn siote~'i.is-, .ni cl crecimerito de! f'/I!B, ni 1<< .inda~:;(r·ialJ.7,'.<cidti
de los· secf.'ores· de pron'ucidn Pl"il!.'arid u -;;ect.mdar.ia l~,=w intlu.in't.' cn la
s·tntcl'ur,';! d,.:,· LEi oport'un.idade~; de ingre~;::;o que {iencn la~;- .~nücr.,==·s· co·
mo par<J. hacer di~itl'fiaair el cmpleo domé::;{fi~o. De flacho, <:!umeot.J. Dr~
i.if?flilnt:lo li..!!J-:.. ~ r, . e 1 s·~: rvic i o f:/o,-;r.::/5 t- .i c a tn i ~":J~ ••nf) h a ~::·~ü,r{1 /,:~~/o) t:·fu~~ v/ r{./ en{fo
ca~:fa ve~!.- 1n.=:l-:.1 ,son f.tn ..1 f)t•ci~1n fl~? coJ··ro pla2.o que ~:;e e·te1··ce int-~?.'"iirit~-:~otE·-­
mt~"1nf.-e ~:-:n l<.~gar ~i{~" una oct.·:r',=.u.-:i~it1 t:·stable . :~ l.:.~r~..:·io el . :-~2·o. F.s{a ~;P:JUn(/a
inst,:~bilil:/a~'f c.r··es·cien{e en el cont.-e,'-<"1.-0 ~fc l . ~·Dfe1··ta. l7on ~?l ,. {:"~la{..r.·~·a
increüren{a en la afl(ienc·ia ~lt:' la clas··st? ..-~7(/o'.ia u., . b,:_~!r.'a ~~ cl unico ~._r.~·-~--~-p~}
·~i( e h a nreJora~io c l.:.~ r._:_:unen f:" e ·su po~:i i c io'r. ~:t~?:·i·o'e los· ,}no~:;· { r~?fnt ,::.~ - 1
la
~ienran~i:;.~ ffe ~1 i J''\ 1 i c f~ t· ~1 '!J" 11~~ t:·l··~·-::;c· i t{(} e-:;;r.le t· a cu l -:~.J. J··m·-~:;t'1 { ~::·. r:!:-;(.· . =:~ {/(:"'l.tt,}{! {"/,:_;: se
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1 llrai·Jer ..:.~ C/·(C~tü·-­
Si \ 1-.:~tnen r.- .e) 1 üFE:tno:J" pa t- ,I" ia J-c .;.! I e ~~~rent~'S" s·~::·g·a ,,-,::: n} p . fiU,/:] 9 J opu-~~ c::!. t .

(L4) Souza, J. F. A. de, opus cit ., r. 61.

Ci5) Souza, J. F. A. de, opus cit., P. 60.

(l.t") F<.'l.r:i.:::~.s, Z. 1'1.: Tr<:tb:::,1ho f.iUii!é~;Í.::LCO c E111PI'C9D Dor;ié~:;t:i.co: Du.D.·o:. F:,·,.cc·c; der ''r.z:.·-·
1: i 1/ e :i. r n " -F c min j no .
DiE;~;ert:::,.cão de i·'icc.;i.:r::=,.do,. (f?élC).

<1.?). Smi.th, H.L.. Institutionalizcd scr~itudc: The Fcmalc Domcstic


i. n L :l1:::,1., F' e r u
S.:-:1· ,.<.i.n t
F' h . D} ( l S'? t ) p . :í. !H . I

n. 8 ) ~; mi í: h ' li . L. . ) '] p u <:; c:if: . } p . 2 6 i:::: .

(i9). Un.-1 c:arn:i.nho p~.\r::-:1. cninr:or·cender· ~~-..·~:.ta~::. dE"-F~.nic:.ê)c-:·::~ c· r:•?dc-:·f:i.n:i~~~(:)(-:·>::- pc1dcr .i.>., pc<-
e >(CH!P 1. ü) ~:i f~ r o c1 t-: ',/i~~~~..~.~:\ I :i.? Z:i. -· "1. o n .:). \.. e 1 ~-:-..~:-=~~(f en t ·(f:' (! 5. ·f\:· r (7~n (, :;:'!. c:: i d ~-:· rt {:· : . d : ':. d ::=· .
Qu.,;:T pc}:-,~.~; C<:•.Le;Jori::<; qu.t': <:iC el<:·,.bor<:,!;'i ne·:;\:('• rc)<~.ç<Ú.J ('\:'~·<:T::)',;~:,.", ··,,r:·-=:·;:,u::,"
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11 11 11 11
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f:'::.\ r: {~ ~:- (':} } c n n c c p r;: (5 r::~;;; i c: o !Yf p o i- t ::':i. rn i::-:· rl f: () ·:~; ; e t: c ' E Cj \ l (:'· {;\ p i") t·:· {:: f-"t \ti {. :::1. tll h c~· m r-· :::1. ·l- ~-:.. c :.: .
d C "j do b i" ~-i. !H c:~ n t o:~ d C d :i. f(·:.' r C i! C :;·~ ':::, C: n f:. r t·:· O q U. c ·:~c: q U. e)~ ) oU · ~:;. ~~-: ·::; U (..1 (=) 1;:_' .- r
:L d 1: ;_ ~: ( · .:·l. ·:=..
as mulheres. Idênticas considPranJo-se seja uma dPfir1jc~o de ufncro, ~cja
um<·:~. 2lÍ:.'lstrc·.1·::~·{ d(-:fini.,~;·Z~~c de p~·:\PéJ.~; -::=,oci:::-(:i.s. H~·:~:o !::\~.to1.!. :f.rJ~~~~:.·.'rlu::·.\mc·nt·. .: p1· c.:·.:~.:.r.-·
pondo que~ h.~·:.~:~t:.z:·~ ''~;c.r HílJJhr:rtt P~:·~.r~) '::;;.:·rcn! :Ldrnt·:i.ca~} c-:·l·iti--c ~:;:i.) ni::-:-m dc-:·:i.~:.::·i.i·tUct
de con::~idc:r::.~.r qt.i.C ~:r. d(:··~:)i.0U.0.1.dade ·::.:uc:t?.l é::-. cor!c!:!r;~?.ti Dl(.~~:~ii'i~:·i. d~.\ ~.11J:.,·::~~:i1·fjJ.).-­
(h.dc dt.·.'·=:;{:;·). rc·1<:;.ç:~\o entre r::ul.he:-c~; quF c':;l:ou t:c~!ii:=:d::i.;;r<uidu. F'elu cor,ti<rio,
go~::.:::Jri.::·,. d 1::' de:non~;·(:!":::,.r que es(:0. i.denli. .-J;\dc é curnF·l.'Lc::,,l,,.. F C':.t<'. d:i,,:.1:.·c:. ;~c
poclei-êÍ. ':iC'l" ·f<:"<'./Ureç::i.cl·r.\ pc:!.o f;,í.\:o de qti.F ;,1.\:·c;l::r;,.:/ 11.!!1.:;. r·c:1<\çi~c, cn\:r-c l::uJhcl'i:·õ
J..l.f[f ::. o ri t c.- >( t o q u. e 1 h (-: ::.' f~' J ·;; o c :i. <·:·t l mc~ r1 t 12 , e c u. 1 t u r ~~- I me n t.: :;.:: J ~·:\ t r ·.i h u. j ( I u c: ~=~ mc·
CO!ill..l.!íl e: qu.c foi., dur<:•.'i(:c .lfll..\:i.l.:u. tc·n;í . n (;:>.i.nd;:'. r~') '·='';pcci.f:ic0. ,-:l f·:·l<:.'', ::: dc:-F:i.·-
n i dor;:._ HJ c ~-i! f! o d c- ::; c d :.~ tt t- r :i. b I). t Ci ~:i . Tc~ 1\l [' :.:-:: p (j ~) -~; .::':. i't1 o~:} t r{·\;.. c u il! ' ... ~t t_ (). ( r q ..1. c ' 1
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nc~;t a e~:; f e r : : . c n r~ u. F! · ~ 1. ~ m~-~ p o ~:. ~-; :t r._,; c-:· J. f-::· s -F c: t <:~~ d r:-: c o n ~:; t r :..1 ç: ~-:~ n d c·: u. ru ~J :i. ; I ~... 11 t :i ,: ! ~J. ~ ..
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11

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11

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fO'i':,c Uíl! C'';,>c1hu d·:::· d~.\p]:.l. LC\cc:·· cc;p;:,çc ele .fF'('t::ihcci:.ic:,:n\ri ç de l·'.'•:!l:c:. df.'
r c c c n h c c: i I\! c n t o n ;-, h 1. '·"' c ?. cl c:· ou 1 : .·.\ ·; li:'';.,\ c rr: .
l'i a fi d c :i }(F 1\1 o <:i u 1!1 p () u c o 111 ~\ :i~; c 1c\ r() . I·J ;-~ () c ~.i t o IJ a r :i r 1:1 ;:.\I i (I u : C-':;; t ,, <; 1111..1 lll e l' c c;
lDm UHii'\ c~;fera COI!IUill, Jogo ~ii.\o i.ciUnl:ic:<':l''-; iJU, h;\ l.lhl(l. ,Jr:;:<;Í.~Il.\,.:lld\iiC ~:CiCi.. \1
i.ml.n:i.CetC!<:l nc~;\'a n>l<~ç:i~ü, Jo~.tD ;:t C'i<!'LT.i.ê·nc:i.;_;l. C:Oillllf!l n((n <'1.<, lDrlli! :Íilt~:l( :i ri·-
C: a di:\<:; . E<; (: ou \"c c() n h c c c n do ;:·, 1\l h''·~:; ;:l f i r m(·l.l; i},,,'; 1\1:.\ ~) p r ()I) 1 (·:: 111 (.li: i.::: (.i. n d (
! c; :i ,,,,, 1 i.',, I .:\

del.crm.Lnânc::i.ct, para h::nt::\r comprccndc-:r cst<\ rf.'l<!.ç:i~o c ele cotHo <:•'i ,,,uJ.hc~rcc­
si': vf.om i·iel<·:l., E P<:l.ra retOIIIê\l" riOi,~;'ÍC<:i COlíiO idenl.::i.d<\d.::: e dc~:;:Í.(_)IJ:ó\l.:i<.\il•.·.', !.:l·ci-
zcndn um outro termo, u da di.fcn::nç:;1..

<Pl) I~Ol"botth<:ltn, Shci.la, Jn Con~;ci.cnce de·=:; fc-'tittYiiO::';, mon1ie (!c· J '1-,oion!c:.


p. 5.22.

122) Gaf{m~n, E., Ritual Interaction, r. 213.

( 2:3 ) L e(!. c h I E . : L. f-.'<:; s;.t ~:; t e n: c·::; p Ci 1 i t i q u. e s d (-' ~; h <!.I.! t i2 <:; !: c· r \"c·;:. d ( n:i \"IH;) I\ i c:· ' p
.··, /'
' , ) i ' j .'

(5_97P).

(26) li?.FIIitf::·,--s1e;:(, li. ~Hid t-d~ki.tbort, P.: Eth"1ogr·;!.Ph<J. F'ri.ncip'l.o:·~; ::.n f'r.,ct.icc
(i '7"83) ) p ~Er.9 . El.

(2~r) A ::.esund.::\ ~~r~:~.í1dc::· c:Ld:~\d~::· do E;:;t~).dc de ~~~ro F'~\l.l.l.O: .C~:~_mpin~J.·;~ t(.::rn !_i_!n::·. r·upti.1:::.:.-
ç ão e~:;t i rtl~:"l.d ~-:\ 1
p ~-:·1. \""~:!. 1. 9ü~>.., ([r~ ~:\.P '!"C}< j Ei:)d :::i.rilen te 1. . 02 J.. .t.;.fjA h :::tb :!. t ~:-!.li te·:::. D (.) ii"lU. ,..! 1. ·-
cÍpio, sendo 909.319 a sua populaç~o urbanR.
Como t.tril'::\ op n ~;i.~: ~{o p i- i. t./ i l c·sJ j_ a.d a cf t'. r· an t: c· c .:).[.) CJEi ;~~:-'..i. d ~:·~ c c c,n o n! i~-:~. c Z.!. ·:·c). c: u..!. ·-
tora; Campinas foi do S0culo XIX at( a primeira mPt~de do
centro urb~nu centrado sobre as atividadPs do com~rcio c do servi~u~
~~. i mp l :-·:"l.n f.:==-:"'- ç ~~-~CJ d c g r::~. n cJ e·; c omp 1 ::-:~ >< n ~:- :i. n d 1_1. ~::. t: r· :L {:1. i.~:~ n :::1. r~:::- Sl :i.::-:~ P ::·~.c;:.)_ í.1 ·:·1 :__l_
d.i.: a ntZio····d E\·~·ob r a de r C~J :L tH~:~~- e c CHt O!Yi :i. c: {";"t_n:e.q te c-~::; t ::":l.(' ::J.Hl-::\ 1· 5. z~. ~-; ou d t---e~-:,-·. r-· i
r :::t :L r·
te~~-~ e ntf~--~:.mo de re~:Jif:)e:~.: crt1de ~:1. in·:;t~--\J.:::tç~~o tl(-~ emprc:s:.~-::.-~--- c:~_;_p:i.t:~·:.1.:\.·:·:-t(~~--:-=. Ci;,,~;e
as , f o r- m:-:\ ~:~ t r ~-~- cf :i. c i c n ~-!.i ~; d c· c~< p 1 o r ::·::r.~: ~--r u f:::· c: o n ô1n i c a ~:;r:.:-:· c 1·1 c: u n t r~:~. r <:i. Hi p iJ lJ __ :::~,
pouco destruidas
Pt imp1~\nf:~:l.ç~\n -::;c: ::i.ce1c::r.ou : :)_ p;J_r-t:ir ()e t?:so d(-'\·'i(li.} ::·). u.m ~lr::..\!l(·!c
migr2tclrio originirio do interior du Estado de SZo P~ulo c de o~tro~ Es-
tados brasileiros.

...,,~.'
( Cü) E··/<<11~-,--r-·rttc!-d.rd, E.: Os !!ut:-r, (i?/'C) ni!. Iid:r·:;dur;)(u:
. ''(tu.::;.ndo entr.s·i é:m um Cdliíf.•O dt' g.J.do, nH(} /'oi -smnente cot.''·~' ,:,:,~,., .-:.'s--
tr.z~ngeira, m.:.cs Cül.'íé! t(l;:;· inúvi.!OJD,. c el<=·~; n!to tcnfdv:.•m esconder seu de
'E; ..:;.g·,~a tfo t;.~JJ- íTi n h a p ~~-~'5t=:n ~J--: a.! l··ecu.~:;.:z~n-do r esr~on ~te J" ..:~ :::; t,'li nh.:.~ s s-~~r.io .J ç:.'ie :7 /?
l.'re~'f:W d:::svi.:.wdo--;c qu:::.ndo NC dirigia -.7. e!.:::~;" -· opu.c.; c:i.i:. P<:<J. •)·1.

ti:-:~~an{fc n5 o ~:re F 1 El'"rtlit";;.'r-.:.~ar t:fc!r·~~-s; r;_~.~c


1
J;:'t]s vi'\/cr c.. o/n U/17 O:'J· l.fu;:_·r
f•t:'l""f.'l Í { / raH.7 V J.' ~/C r </t:·· (lU t r ..:< {or":;·a . én {r~-~~ i../~; ~~-~'!.·,:_-~ 17 ~it:' C'U ~:I a ~~-i li'.!" i;~-: :'i t./o
\"i ver fol"a. ~1 ..~~ cüt.'iUt-;f::f:-;.::r.~~J" er;{r~::· c::·i· 1/u:~·r t.:lu (·ra coal{i(:. i /.'~io . . ~ 1
:;·;::f~ &·:.:;
h~(::'l.1 ;l;r"··' o'e la. Os· :~~-~ =:-:;.. t :fL:· ~~ 1 ::~.t·~-w.Ft:~~·r··'l:-rf:' C0/1,-o Ufif ·:;ur~·'f:~r·.ior O':?i iv'ut~·r <". r_"fl:i:) u.rt
igual"·- u;.;U~.i cU. ;:,; . D. 1:·;
p

,,
"J'a.i la no'iitalgit? de H!ide f'ark et de Bloomsbar!J -·ia prend:-; me-
me. plaisir à lite dBs ioi·nau,'v.· de LaHdres . .Je ~•ui'5 inc.'{pable de m 'en-
fouir da.ns mon l-ra\•ail, d 'a.ccepter .ma captiviUf volontaire et d 'ea
faire mon profU: " p. 37.

E,:
##Lundi, 3. Gomay,:v.: i J"e I ui donne ·du· t ab.ac; i I nteatiit:.~ :it.l rab i o{·_
Les nouvelle~;: GlU.':Nilaka. et H'Ta.balu sont mart5; ra 'uluwa et Baqid-
clo 'u, qaant a eu8: '5ant bien \'Ú'ants. Dn ne sai t rien de {lakata. ~~v~:c
son 11ndla canin, Goma!Ja m 'zwu.t5e et m ·~~tl"ire. Sao attifuda enw;·rs lrrD•i
est purettrent atilitaire, nuller.1ent 5eatúRentale." P. iSr:.l.
"Lundi, 1"0 . .. . Je relie5 IIT€5 papiers et iilC5 note;; sur !€5 Ka:.r::l-
sa, et i'établis une li5te de problemes. Je .w'insl-allc avec quel'{ucs
indigene5, :1 compri5 des gens de Lo~:H'a f:.'t de BNa.dela, et nou:;; par-
I ions de~ Ka.'i<Eia, et de ce qui se pag::;e qua.no'a on va j O.L"'!.yau lo. fia:/ c::
leurs infarmatioas sont vagues, et ils parleot à la légére, 'Ju~u:
poar se débarra5ser de rnoi '. l. 'apres·-midi, on di-;;ct.de de nou,/e:ow (i'f·
quoi?-J'aublié,l.:." r. 153.
E><trai.dos do "B'ronislau Malinawski, Journal d'ethnonn:q;.he", (1985) .

. (29) Utilizov3.rias ve:2·es, enquanto instrum:::nto metodo1ógico, "a sHu::•.c?:o su-·


cial". Faç:o-·o sempre quE: um evento significativo necessi.ti:l ser situ;.Híc,,
em um espaço e momento preciso. E onde os autores envolvidos ~rccisari~~
tamb~m ser localizados em suas relações recíprccas, e em refer&ncias ~o
evento. N~o o utilizo como ~nico instrumento metoJológico. Comhino-u cc1m
hist6rias de vida e outros~
Para a anáUse situacionaL como utilizo aqui., ín<.:;pirci-rcc CGJ a"l':.l'.ur:~s
e><P€;riências: a "situ;:..fj.o:-1al an<:tl:.r;e<;", fF-l. tcnnino1o~;d<:'. de t)an ();;:)slll
(11'64)i o' ~'e>-:tendt:d-case-.. métl·,o;:l" nCl. ~e Gluckm;:\n (i9.~.i e mcsmc os e<E>ü~-,
inter-conectados de !·iitchc11 (i956).
DifcTCilCl.ando ..-se quanto~; m<:1.neira como utili.z<.1.m a ;:1.n<:í.1i.~.;e S·i!:uacinn;:·J,
os t r É! s a u. t o n:: s c o mp a r t i. 11, ~~. m, 2 n t r e t a n t o , ?., 1~~ u. n s p r· c-: s :.; u p ç, :.; (: o s c iYH.t n-:;; :
U él. negdç:ão de que a socied;?.dc sej;-:, um<l. l:otalidc:úk conscn~;u~t1rr:enlc m·~;;­
ni;:zaó~~. Em opof;i.d{o ciO "equilúlric•", que G.T<; l:l ~~Ien'entu fund:<lí'·::T,í::: 1
<.uta1itíco de muitas <:tn;áJ.ise-::. Çi.ntropoiógic<=;~;, colltl-,:\pfSe:!i ?. üléi:::i. ('~'
"conf1 ito".
2) que a so~icdadc i um campo com idiomas diversificados, e que os indi-
víduos e gru.po~; es_colhem entn":' esto:1s normz~.s;. Escclh2s que n<:•.o c.;;:•. o n:>···
ce:;sariamE'nte cc~nsistE:rltt:~>. e que nem 2st~~o jnc:Ó1umc·c; ini:c··,·;,i·ctz·-
M

ÇOE~1.

3> que as aç5es sociais e as relaç5~s ~ntr2 os indivíduo~ ou grupos ~5(;


ao mesmo t~crnpo <.>:i.rtJbÓJ i.c::=J.'':i e pai Í{: icc.:.':=;. A intcrprel:<:lJ,:i~o '-' qlu,-: c<;1<\o s<.:·-
.jeitas esti port~nto, na dependfncia de sua cont~~tuali2aç~o.
Creio qu.e, as idÉ:[a·::, dt=: Goffm<"n ~,obre i:l. i.nt~:T<tr.~(o coí:idi~<.n,: r:.:, prir.-
ri.p<>.1mctüe ;:··. de inten:d\o fctcE: <?, fc<.cE' 3.Frol<im~m-'.;2 mctito dn:::. preci':iti.f".:,':.i. ~>
C}<pos\: ;y; '"'c im<:\.
E, indo um PüU.l:D m;.\:i.S 1on9e (insist indu \..lllC (:~ntrl? ec,i:ec; <'.IJ1 !T;"C.·~C:. 1-.::\.
tt\mbc~n~ difr-:renr.;r:~) crei.c qt~e ai~Juns dt-~s-.::.c:s p~-es~:~.!JF:o;~~to~~ <j~rc t~~!:1bér1i curHP~~.~ -·
tilh<:<.>:io::; por Lc:o:~ch. Efli!Jnr-~:~ com ::\b~;tr-:::,çz;o r.·;;:1io!", esl:c <'.u.tor t~~n,f: r?:'t:on;c
a que<:;ti·~o cL:·:. r.onl.:r::-<tu;d idade c da inb>l·r,rcl.:;1ç;Úl, Pelo menos, ~.qj•J i~·C<,
CXCt:p1o. ut:et.~l: !!10t1tr2 b:lt?n; J·e Jc rc:~"E{t:."~ c,ue ]a 5i(Jf1). /'i::·~.-,~{ion ,ft~''::/ ~1H,:··;,f)~J
lt:.,."3i t:_·rrnven{ian~::"'/5 d~~~P:':'dfi_, f./ans- t.f[(f' /.7?t·_q.·:· f!feh·urr;·i tfU con{e:<{t··. '·It:íl~re S~:T:i{h
li

5ituaflon •rue poarraieot l::xire deux ob.;:;(.Tv::.U:cw<; di{férc . l{e'5 dou{ lc'
point de vue cult."urel -scrzdt· léyercmcn{ di1/e1·g~'nt".
Nffo existiria aí tamb(m a prpssurosto dP que se contcxt!talizP, situa-
cion<diz8, <E; compm·lamentos, as cli~;ctts;:;Óc<;; c,,,~; rcl<\~:(:íc~:; que 'i~Ío <Ul::.dJ··
sada~; 7
Sobr,::· a cijfetcntc~; m:\ncira~; como o~; ''ca<:~o~;'' -for<1.111 u.li.l:i.<•:<:l.dc'; 11-:1 ~~~~·-·
tl . opoln~tl.<:l Soc:i<ôi.l· InStlcs<J, vér Gluckm;,,n, l'i'D.;.< (:i?f>7);.
''ti,;.:: cxlcndcd . ··cac,e :o\nd ~):ltu<(\i.on~\1 õ\11;\l':l~:;i.s'', ver \);·1n Vc-·l<;etl'<:~
~)obre
(b~ó7), anil>o~;
:i.n thc "Cr-<1-Ft of SCJcj,,\.J. t'1nt:hropu1o9::J'' 0~\~7).
Sob r· c é\ d c F in j_ ç: V. o da " In h:: r a d~ o -f ''c e <\ .f <1. c: c" v ET Go -1' ·f tW:\ n , E . (i '? ,-; 7 ) ,
in "F(itt.t<J.1 Inl:crac:l:ion".
E, soln·c <I influénci<:l do conte:..;to cu1ltH<il, ver i...e:::lch (j'?t;O), "L..'uí,; ..
t: é ele· 1 · homntt·:", p. ~i3.

(30) Schism and continuit~ in a African Societ~ (i972l.


Turner, comp<:\i"Ci.lhando o~; prc~;~:;u.po·::;to q1..1.t:"- C}<pl:i.cii:ej tli:i. not<'' <n~':c-
rior, introdu?: i:\ noção de ~'dram<:l. ~;ccj.'.\1''. E::;f.:c· z.~utor, :,:lp(.l<:; ;:;._prt:·:::cr,t'.'.r u.m
<:iuadro gcr<d cl<:< sociedade 1\lc:embu tom::,; como pnnt:o cenh·::,:.l da <:~n~.l:i.·-:.:c-· utw:.'.
<:1ldci.:~ t2 os c<:•.~>o·:; que, t::·nvolv.::·ndo _o~; me~;niCJS :::\!::ore<;, dc·:;cn'-/.:>li!C-'m·.. -:;e i' i. o-
ccssu~lmente. O drama soci~J. ~ cnt5o o instrumento pc~o qual .......... 1'··......
~::·:,
.
,,
''e \/f.:~n to~; e s t? u ~:} pro c e :i·~_;o :; '' -:::.ão ~:\n Zt l. :i.·::; ~~.d o·::i _ r, c on c e i. t u:::\ç t{ o c! f-::- d r(.\ m::.\ ·::;c! c: J. ~\ ·1
r: -::>UZ4.S b. ~;e·::., cs t ~\o n:J p <:Í.9 :i. n <:•. 9 i /9?.

(3i) !L:nni~~on, !\!. c\nd. Uinthi·ob, F:.: "Thc Emc-r9cnce of "'.t."1fc:olic)o1.lf1t::;-::<:; :ili t·l.iiD"
Hr· Z.!. ;... h ~t '' ( 1. 9 7 é: ) .

(:32) f.1lth<:\be, G. "Lr: qu.of:idicn en proc.e~;·:


In dialcctiqucs (1977).

(:33) L e.::; Ct}n ..fit·ion:-:; (f 'enqil-fn{.::" ele l'arlll?.'-.0(--'i:.']f}:]u.e (.i.?· t-:'al-t·age ,!.::.~ quo{i~f/c·_qr,.::::~l~d
de gen s {'-:.XI··r;r i l 12:'":..7 que l P i I e s .t !}ti f:f { ;-.:::!n g(' l- ,} Z.·? {/n f" ,'~a i :J.r:-:::·t~· !" --~ .~~f.:'\ 1 _:· :;.. --~· ( .:::' ,:~
$:f'51~t:frrra ti qat~ 1 llh?n {- I 8'5 dtitl n.:~i:::·i qu I i l pe.:.f {"- ob { ;_::•n i,- ~f,::.:t/5 l J.:? }v ..:} (!(J(),!- { :.::; IJ::' { ••:)/> J 2. ::~ -·
s.EJ.nt enl..:.re l1Ji et lc:::s su . ft:·{s, r ...ippo,,-t- tlor<L- 1.'Z n '.:::sl r:~a~; le lT!.::-~iLt·e} ..:~ (/(:t...r~~(
pai n { u·e '~/t./ t:: : ti 'u n c âte ]J;:: J.:: :...l:,..ÍJ:...e. __f.fJJ_L;:;I~r~;.;J:l_J.'2:iL._,_a:JiJ:J.~J:.tli_[LL~-- .-fL.;;~E~-.L~-·-··- ..5
t-~1-Sl.:::J.!:.-~:JJ.~e (l...:~ place de5 ~ü.:ror:~~.:?.::.:n~;· clans le t~OrftC/((e c·olonidl O(/
looi:d ,f, d>' I '-?..utre I 'o.~•-;:t'Tvatf.lur érr.'ifí!)f.T e"if intrud~.u·r, .) ~-:;on if::::u,
d .:J:.ns le r2Iat"ion 2nt-rc Ie:~ -suic:.ts· c:~Jt-:rtrf'.'!:.' a~::t.e<.~·r }·.D'.do}ogi~:!ue} ] . ;! po~:·.::·ricn
L7U .i I f.l i e~ .t a in si tt".~is i !2f7 cond·i ti onn ..:,' .en g r..;: r~'~:/.:? p a l-f .i 2 1 .~ con n ._;:.i.'~~- s . >-~-~~- .::·.:.~-~ ,:~
Jz;quelle i l P<::.·ut a~'CÍI" ac·cés (fc: O,rJPI"t:'sion e( Libé/-.JJ'.c'n d-:1r:i 1 'i,:·:::~i­
naire. G: ~~~lt!,,·,_bc; Ed. hJ.~;pt::·HJ, P. 3Qt~)-3j./;-. In í:e:-<lo mi!Tir::·u(Jl"''I-F'::CiJ.io, CJ.'i'C:'.I.-·
l ri-
ç.l a"c1
... - 1. r·' t .-.·-'i·-·)
'.:. l i -:-.!•. o

Ucr, por excr:lplo: L.ope~'• . J.S.L.: O 1hro:- do Di::~_hu, (i978).


Í'!O p nd· z;.c i. n, l·iiJ<H :i .,. F'z.1.l. lif;:::· i. l" êi. c: <.U .. J c 1:: cT i z::;_ (l "ntnn ou r''{' :i ::,," UJ!fiO n r:::~.
f:udo de uw c;:,_c;o" e ni~u u.m<'l. "teor-i.<:i. do Cípt:;.T:)(:i.?do h\"0.<:i1eil"O" (;:;_c.;r<:<, cio
21.1tor). F ~l.f<;_::;t;;~r·-::;e-.i<< \::,lrlli:l·:·n~ ci<.'-'• etllODr·;:,fi;:, c};.)<;<;lc;:,c.; . ''ele :tt·!.t.:í''•. i',:ci
teórica. Pl"ncl<.J.nt<:..d<l. e ele fl(iUCJ. teoria tr~\b:·,_Jhõ•d<'•.'' E, ;_;,firm<.~.: ''[::,t-:1. ,.::
um;,;_ muno::; c<:~. f :i '"· q u. c ~;c· nu! r c· r: c p r o Li J c liF:I <:; . [I>::.' p i' n b 1('.' fiFi, ~::. f: c c'1 ;- :i c u ';, , I -' :; 'J de
p 1- ("} b 1 em~). s t c· 6 i- :i_ c~ (J ':: e lii (). b ~-:.f.: y· ~-\ t_- íJ . [í c pro b l r.::· H!~).~~. t c ó r j_ c(.) ··s q u f.:: ·::~e :i. mp {j c rr,l ç~! .1_ ;~. n-
do da ê•.!i<Í.] :i.·:;e de :..l.iHCI. ~i:if.:U.\:1.d~o CüiiLiC\:<.>." p. )(IJ.
EJ n ê\ i íi t r D d ! l Ç. i'( o ' Cl r· r ;_)r \" ), () (\ u.t· (I i" c; i t li{!. C! C<'.\ H e\' ''· !\ t l" u F'~ I 1 c)~~ I. c i ' ..1 '"'
~i U (<. rl l' 'é, q U. :i. :;; ;·_; : " [I t' { ;·\ t Ci , V<;{: (' f· l"''t li h C) p f f:~\: C ll ("/ (·: <i.!\ J .Í C i:1. I li. ili ;·.l ,;· t.: I j ;,\ ~-i l1 r I! d .·! -·
5:i c 'H ll' <<. d i c: :i. r, i){\ lm e n (· c d c·:;; n 'v' (; l v i. d ;,_ p !·' 1 c\ ;J I\ I; \' c I) r) 1. ') ~) i. ;·, c; C,'! c l \ 1 ;~ Cl e·:~ i. I_: :. : ' ; ,_' '~

L'.l:, ~~i":J.;:;o op'.::;.. :;_r·io rJetcrl,ti.n;\du, i:l.bord<.:~JCITI que c.;c cz,r<iC:l.:L\·~.1'<.1., pc1o :1.:'11·<:u de
P<:\\"l::i.da de <:iU.:\ déi\li.\l·c:hc t:eór:i.C<).... Pi'.\rt:i.r cl<.!.':; .rcprc>>t'ill<wiíc:;, cl<.l·:; ,·:•tc·~Jn··
fl<:\Çi ·de PCI\'\(\Il'li:'-'1\tO _I' do~·i 1\ICJciclo:; de C(UIIPO\\:i.\tll>::ni.:u do ~:,llUPO ~,oc;i:l:l •.c'>·IU•!'.\""
elo·-, <l.li<l.ndo ''' j,<:;su <~. nb~;cr·vaçi\o cli.rc!:a ,jun(:,:\ ,.,_ c:.;t:e !Jrur:·n·· (p. :-').
Sobi"l'.' c~:;t:<'\ oll~;crv::\ç:;~n d:;.rc·t;·1, e ·coino o i:\tiLropcÍ1•1UO ";c vf d:i.:111{ c· di:\
popu.l<:l•;:i~o pcsqu.l::;;;~cl;:t e 'ó vi.~;t:n por c,c;f.:a, I!Ú :i.nÜITIC'i"C•~; i?}(CiliP1n:;·, r·u: f:·i((:lil""
plo: 2;:.\Ju;,i.r, (\.: 1'-l nt<:)qui.na e<~ rcvuHa Ci.?fl';)), i.tltrudu·~;:;o; C<•.I1k:i.: -, . T.:
A p o 1 :[ t :i. c "' cl o "i nu t r o~:; , ( í. )>H 4 ) , F . 1. 4 J -· 1. 4 7 ; ~; i g <\ 1.1 d , L . : O, ; C1:J n d .:· •; \ 1 1, , 1"i c
o~; Dir c :i. t: o~; 1 · ( i. 9 7 9 ) 1 in t: r o d u.r;: i{ o I c t c .

(3~';) Durh<ln,
per f;ip c· c t :i.'.'~'-': ..
''l\'es·s as t:
c i rcürl s { /(r1c i..:"\!~; 1 o {r ..:1b ~-~ I .1~ {:: a l all.'~~?n f-!::· ~:t~~" :?it": r i {:i Vt'J ~/. .::: a n ·~·
trapo!ogial s·<.ta cap.Jcidadt'' de t'í'e.(ccf'<.<r pe,n:;pect".ivas o'iveraen!'-t:·::_; e .fo ..
l'erpr{.~1 l:..:1{~-/!t:'5 ..:~lf."f~rn.:.~fiva~-;·, ...~i;-~r~:.. s.qn{a u.rt.r r.raterial rr~}vo.ca{ivc' c ~:'j~:;(i-···
undanU:.· para ret'f''iiS<.u- a rea! ú.fauf.' ~-:;oci,:~ I.

Ctlt:r t.eüra q~:f.t' n~~IS,f:.t~.xre.ce,Ir.~ conto a~:~·s ~/etnai~_;, imr1 or{.:~n.t.·e ~=. ·ta~·íci . . ,l ••~n{.e:?; 1
por Ol.i t r a 1atit} p~~~fff:rr-·~;;t:• Oi}{-:"':~ r ~·.u.~;i. ~~ c e r f.' a i ncot~' s· i~-;· {~?/:~c .i 3 ~f o~;- rt.:<:·i:·:::u·l { ,;~-

(36) Cardo~~-G, r:.:.: l~Vent:u,--:::-1.'~~ dt:-: ()ntr-opÓ1.0f.)()S E?fCl c.:·\IJIPO OU. CGfn() e::·:::.c:ap<:{r d.~!.·:·.: (-"!(iH.":\~~
d i J. f. <I~; d o mét o d u , i n : t1 i;,_,.. F::· n t. u r ;_; (; n t r- o p o J. ó ~: i c: ;i. ;
· u~ fnf'f.i.'rpr~::~{.:.U.;·:·":-~.~(} qo:t:' s·J::' ~-:th}Str{/).' s·o{;re an.._={lJ·:.~;;:;·:-:;· qu . :.~l.if::_:{(.iva5 r:/{o
e-:; .ta' i ':.;-ala ~'ia d . ::.! ~í t:-o/~~~ii ~-[/~._:·s t~\'T! (~·.ue t:J en t- r·.~·v:i ·s .t aJ.fo,!.. .e ~J en .(:-,,·-.e v_,~_· s, /· ..:.~ .dD ~-_;.e
t'n~":f)tl f ra.·n . ..4 co l.s:· {.a tle tn . =i. te r i ..:.ll n'":/~, f_:: <-··!P-t:n,~! s Ufit· n1o{.·:·~~'ln { J.J -~ie -::.!cr:·,,;;{·.~·. :·l.:_;:..;.- . :~Jo
tfe_ .intor/rta~:t7es, fitas· se .~:otiYbin ..~:! colJ a retortrtu/ac:.it.'; .de hir:~tl{f:·~::.·c~·:.-, coar ..:;:
~t'escoben- f a fie fJ i s· {as nci~/a :?i qt.r~::: -:-J.lt~.} é:" I . :<b or·a.~fa ~1 ::::·m nov.:.x : ·,- t:'n f' t .. ('\.ii :-; { ..~: :;·.
b.fest-as in'l/e:J{.ifTac.t/(:..'5, o pesl:[.:ii-=;a.dor ~::: o ll:•cd':la(for erll',, . c .::~ -~~!t: .:/} i:-;·.~71 e .]
p J-atiuç/to da in lo! . i.;-r..::.;;; ...~{J.:), n-.~to .:.~p.:::·r,;..::.! s conYf) { .1 ~-:.~n s rf:·.r_· s· ~·:;tJJ", poJ-~~-t/-!::· i;r . .:_;,.~'. .7
fa:?if.'s·. S'l...~f...-:css·J·va-::.;, tn ..-:x;;· ct:J.t!iO <:'1Jo nece:-:i:~:;a~r·io. t·~, 1i.:"J E·r.3.~-:;fl, n/~{) ht"J(.~·v.:::"
!tfLI.i{D fn{e.1 ··;,~~s·-:;e ç:;'l!! t:/e5l./Crl{/,~-~.r· es{e~_~j' p·t~:.J(·.!;:·::/:·~;·rr 1 5. r. ~~! ("0/ft~} t~D'5 ,.;r~,·--=~t 1 U,7~} :·:;
.t ~~a ~:f/ c f on a:{~-:;, · .~ sub f.-::... {.r." \ . ·f rl.::-~ ~/~~:· ~:: ab.~} l.t· o'~=:.! e [J :.1· tl2.. ~-~-r:.·J:: ,:·· ::ll} ·::; ::;.f.~'J.:J an -~:.: ! i::·,.;~ 1Jo ~'7

(37) C~-~. 1. de :L l- <.;t , T.P. do P. (i Pre·:;er·~r;:::t do Aui.()\


1o 9 :i. a ( 5. r/ HU) _

( ::; 9 ) i·í <'\ 1 :i n o l· J ·:-:, k j_ , B. : O~:, r''1 1· D o n ::.\ u í:: :::; ':.i d o F';:~ c 1: i' ; _ 1: u CJ.:: i c[ c! l i.: z·,. 1 . :i. n : O~; F' e r1~, <:"'. d o \' ~; >:·. 1

XLI n: I u '77 (.)) .


46

II. O TEMA~ ~H TESE

1. UMA CATEGORIA, UM CONCEITO INSTRUMENTAL


NOTAS

. '•
,,

II . ~l . Uht') Ct~ TCGDF( lA, Ul·í. C UI'-! CF I TO I!'-!~:; TF(t.Ji'i[l'' T t\L.

designa um f:olljuni:,.l de :ti.iv:icl;:ldc·,,, de f :i. 11 c·


pcrf.iOil<:I~Jcnr:>, c<:\rac:\:cl"ii>:i:\ ·um<J \"(:·laç:.:;n, rc~.fcrc-sc <'\ un; lus.:1z:,r
Decifr·clnC;<; <.t pal<IVr<,\, no dicion;\ri.n:

sa~

~1o l'u-oc.ion-:~xrtlen{t} a't:· ft:rra {:·asa, .:.~ s·atl~:le O[t .:{o f·r)n l'o/-(o ~fc ~;·.:::'.:·~- . .-~- m·f)···
.rao'i..trt:-.::/: ·gerv:iço dom·éstit'fJ; l.r.'m{:t-6.'2·-~~ JJt.1 üY~~:s·{·2:·c ..?.. 3. [}i~:::-··s.o:::· (/o (--n.i--·
nral '1lil:~ ·vivt? tltt. t/ cri~u..io ~::~ür c..::~~7~. 4. Ecan.0.~7/i.;.~ ü1orn\·::/::-;[ic . ·_,: ~::' pr.-:.'n·-·
das doi!it:~":J{ ica"::. "

Enquanto substantivo, no feminino e no masculino:

n{Jc;m·<.:i~-;t.-.iccJ (ft?IU .. p'e ffOüT~2:-::;tictJ.?: Enrprega~ia t"lom·~:r::;{it',}; ei,,;1 pr>_?-~


gati.:. ~} ·c,-i,:.:~~la ((/t. ~foar(.:~:if..-;."c;_), -!iiJ ~·..<::',,-b~7 tio,~c:;.~:s{iJ_~·a~--~~ . J.

F,

fllç~s·t.i.::-ar ~~~n.Lftf,':ZJ: :::; i .C i V .i li'~.:::~~.'~, C.C}lDl:1 i;.:;.).J". f\. :J. ro;-n.2~l-·--:.~-~'1


Ct7} .:J.r..ílan-:;ar-s·e. 4. ToJHnar-::j~:? ~1tJc ia'v1:::' 1 )
0
.c i ·vi.! 1·::-: ..:.,!.r·· .... ::;<?.., (.f).

m(stico rcfcrc-ss a um lugar: a casa. E, a um conjunto de rcla;ôcs, as rcla-


ç5cs f~mi1iares.

zd: i v :i. d é\ d cs q u c ;J. c i. o n ·:,i m "i cu. {: u n c :L o n <:\me n t o ) .

cl e,.; t c l u. H;; r· : c n1 p r e ~J :,.t do ( <=·. ) , c r i. <:1.! T;J. J.v c::>: .:,; r c::>;; o·:::.~.: '''· c"; t c j ''· ~; '.1. 0 c r :i. d ;; ri ~~ ::i F r :i ri i .._

f'oi"l:ZUiÍO,
i.-

taçãp, a limrez.<.~ corporal, etc. E que compreendE:m UITL:\ dimcn~;~\u n<1tural <sc><U<:t""
lidade, instintos, impulsbs, sujeira,) e que dEveriam ser civili?ados, amansa-
dos, isto é, codificados culturalmE:nh:. O entrf~ntamento m;:ü~; di.rdo dt?sta di-
mens~o natural a ser desnaturalizada ~~ nas sociedades, com maior ou menor ~n­
fasc, um assunto dom~stico.

Has, pre~supondo unidades domistic~s em que se intercruzdm c6digos


sociais diferentes, e que estas diferenças podRm estar conotadas por rela~5es

de des igua 1da de soei a 1 "domcst i c ar, amõtns<:~r, c i vi 1 ü:ar" estar ia t drnbém e><!nC'o-
sando esta relaçôes. As diferenças estariam aí sobrecodificadas: pe]os valores
e com~ortamentos considerados superiores a outros. E a co~r~p,âo de que as
considerados inferiorei deveriam ser amansados, civilizados. ~ cvirlentE que se
considerarmos
animalidade, ao não humano, à n2.tun~za enfim, as duas acepç:é:íes interconcctcin:-
se.
Concretizando: quando a empregada dom~stica (na soci~dade brasileir~)
-. que tE~m um<:<. origem de c 1 él. ssE des i gua I à de seus emp reg <H.f o r e~;, Pt:d: enc ;:: :?, o:..t ..-
tra unid~de dom~stica que n~o ~ da patroa, e articula outros cdJigos culturais
-passa a trabalhar na unidade dom~stica, convivendo com a família 2 tendo cc-
mo tarefas tudo aquilo que i funç~a da fareilia na unidad~ domistica (~as n~.J

estou ao afirmar esta funç~o reduzindo as relaç5es familiares à estas fun


ç:Ões), o domesticar contém m<:\S t::xll-Bpola o dom€st1co. Doncsl.Lcu-, ~.:.m~;r··s:. ~.t, ci--
vilizar n~o estariam mais apEnas no campo da desnaturali~aç~o a qu2 me ref~ri,

mas tamLim no campo político da~ relações de desigualdade, onde algumas dif~-

renças deveriam ser situadas.

c que estarei discutindo posteriormente.

complExa. Toda uma tradiçio ant1opolcigica j~ dEmonstrou gue cad~ s0cieJ~dc c


grupo social, tende a conotar positivamente, e com supErioridade seus pr~prios

v;,dorcs. O que uma a-fin:w.ç:Z\o d~· Lévi--Str<:w.s<j sintetin bem:

"Conr efeitD~ u Pf't}blt:.jllta di\/(:·rsio'aflt:' nf/c, ti lev::u-;{~~<"/~} .::r.,:c?/i~~:


a propds·f{o de cultur.:xs- enc.?rz.dct.~;· em s-uaS' relaç/''é~J ;·cr·/r:'r,;:~:i'i;
elt:.. ~·~'<·isle í:drnbt:..:rrr no s.s."lio ~i€ }~atfct ~;Dciet1d.deJ 6.~fi.r {c:;;'.t . i:3· ~:t:.;~ .t./t·a:·Jo:-:
(/Ue .~ t.... onstilue;rr: C.3i'f:.-:f.-3:5z c!a55t:."'S, nrEiO:~ P~'-of.i~·~·:~.'{(:/~·.~:\.{::: ~:Ir:" co.•?-
fessl..'u;l~~:is·, t:~[~(. ~ ·ies:~·t1\'f}l~··e/n cert..:-:~:i ~ii··/'e,~~cn~::·a-:; ~~·ç:; c;u.~:. .-r-~ C..:':.:~"Í ..':f
fJ rt.<po ~7. {r i bi.L.~-· U/da i t;·por { Jinc i . -:; (:")<'t rt-:."~fit.:J. . ,.. (.~::."')
. -.
A <:\n:~li<:;c ela l·Gl<\ç:i:\o entre d:i.fc~rcntt~"i (em ~;eu•:; v:í.r·:io<; rc~C:i)r(:(·~~>) '
CJ

portan(:o, um C<:\lilillho · int:ere~;~:><:\nl·e, poi::; talvez. ~;eja onde <\ ~;oc:iedadc melhor
<JPont:c, ou a~:; <:;ociedadc':; 111elhor apontem,· <:;eu Ci:\r;,ít:cr. Sendo as intcrcuncHi:íc·;
reveladoras, talvez, elas permitam tornar compreensível porque o sinal rositi-·
vo que é <:\t:ribttido ao~; prÓprio~:; Vi:\lorc~:; e o~:; <:;:i.nais ne9a\:i.voc; ;\t:ribui(Iii'i <.\O~~
valores outros, sia tantas vezes invertidos.
Que esta rela~ao ~ um campo instigante ele anilise várias refc: [ncias
() dcmon~;{:ram, <:•.pontadch tanto P€1~~ etnu9r:·\fia qiF:\nto pe1;t l :ií:cr:!.\:Ur<\. r;:ttth De-·
ncdict, ao falar do Índio californiano Ramdn(3); Malinows~i. ao citar autores
europc'u~; f<11;::;.ndo ~;obre iEi ~;e}<./<\9t'::ll':>(4); rüche1 (ld::~a~<:;, comcnt::,tndu a c<Hld .ele UH'

chin~s onde cite fala sobre os europcus(5), ele. Exceto Ram0n, que~ citadc
enquanto afirmac~o de um relativismo que estaria contido na sua prcl11ria (Ultu-
r.a c p~;r<·í. con~;tai::ar a ~.;ua de~;truiç:f:io, todo~; r:::·s;{:p<;; (cu.ropeiJ~;; f<i.l:o~ndo ·:;u!>r(':· o~'i

ao n~o humano, à natureza, que deveria ser civilizada~ E, tamb~m. em Brecht,


o mcr.;trc F'until<'\·~;obrt,' o criado.r.'iz;.tl:i.(,';), ot•. aqu(::.'1c i.ns;c\:o que <).fiiC<l>;::ou ;,1 P<:t2:

familiar at~ ser destruido, de que nos fala Kafka C7l.

troas e empreyadas refere-se à estas 0Itimas coma:

~tSJo f<?s-ti~~a1 tl.:·.· in.cc.rnt-..íe{·~Pn~~·i.:i q.~t.:::' .;.~s p.z.!f\'"-.7~;:~-; .~·~.:).'7~1


lltlr EttR~·c.-lt.
Oíi fiiE'nOI" f-..::;~bilidP:.dt.:' (<Ffil CJ[e dt.'iTíC:)f/car, <lS \ 1C7C::;· ,:fot.Eu- C.')ITfCJ /:n>
cf.o /;r.:J.'>lO"(fD.

Cabe-me, a9ara, situar melhor estas elahoraç~es no tema desta trse.

bast~nte enfatizado. Esta reprodu~5n nâo é apenas aquel~ da continuid; de bi~-

mas, o d2 possibilitar ~ continuidJdc dos modelas culturais c o das rclaç5es


~; n c: :i. c\ i c; ( 9 ) . To cl <). s u c :i. e cl ~~ d c p r e~:; c r evc "i u <'.1. e~; t: r ;·,\. t: é~~ i;·;\ mí:i.l.: r j mr; n :i :::, J ( 1. O) . F' u r t :,1. n i: o ,
o Cõ\';::l:':lert'.:o, c;u.c .fund~1. <:1. ·f::udl.ia, c;; dec;cend0:nc::i.;~\, l]l'C =.\~.·::;o:·.·su.rv. •;u;:( cr_,r:ti.nu:i.·-
dz;.dc, prcc;su;::·iJclfl uuw. cert:<:l. c:o!ll.:inu.icí:Hic ·d0.s r·ela(ci'ic<,; so.::i.<:J.:;•; c dty"; códi~Jv; ~;ub
"1'. Drigioa-·:;c co . :·r o C<Ei-B.mento;
é:.1 • ;.:~fJnl(.ll-eende ~:ra1··ida ~? filiili:cr, e cJ-ianç·a-::; na~;·t:·fu',:.\'s· o'c sf.t.:J
uni!la, CtNbo.'-d ea:;~;atno~:; conceber a lc'l-c~-:;cnça d:::.· out.-n1~;· p::~····
reate-:> <1!:7/utinado·:; a es·tc iHÍcleo;
3. o~:; membros· d.;• fandlia 5Xo onio'a:1 por:
.::~. la~-:a-s le!c.Lü5·
b .. por direito-::; e obrú~-<.~çÕ:?s de natureza c.~::·onom.vca, r·cli ....
giosa ou mdr.z~;
c. por U.\<r.'-'!. cadeia de dirl'.:'.i.t'o5 e inf~C:Tdiç/!e~::; ~;·eHu::.xis, e um
conJunt-o· vari.::lvel e d.ivers·id::.ufc de setdl.·,~·;c;:ntos r•::·:ico-
Jóg·ico~-;, ta.i~i quai~i C} atn·{.71-, a a-fe.i1i.-!Y.~a} o J-L~~i-p.t:·i{o, o
credo, etc. "02)

salidade que contempla as diferenças de realiza~5o concreta, ci desl0c~r o focc

'·o i· :i. g e 1\1 1


' , I' f u.n ç ~;o I' , da f a m:( 1 i'"· , ~>c r i <:l. m a p e n Z:\ ::; a:; ~; u a~; c<:\ r:'\ c t e r J: ~;! i c <.t :; , o c; e 1e-·

gar. Est:<·,\ria n<:t troc<:•.. F'::\r<~ que tr·nh::'inJo-::; u.m.:!. fa.m;:li.;:,\, é prcc:i.-::;o que' l.:ciih:.t;::u·:,

out:rR, .<:\ troc:::c\ entre ttlnb:::t<:i funcl;;:,_ri.<:\ <:\ soci.cd.::~de. Dz,\Í pc1.. que, ele ;:1.fir1n::1., a f<:·t···
mília seria a nega~~o e a condiç5o da sociedade.
1~1 f<:~ mí 1 :i. <:1. , um g r u p o d i f e r c n i: e de o '..t t r o , e a ·t r o c: c\ , q u. c e ·c; t: <:\ (i i f'=' r e:' ç i.

p E:' r mi t: e , f u. n cl ~-,r i ,,,_ITi a i n "' t i. (: ui ç: f:~ o m<:i. i. s 1 <.r r g :0. , a ~;o c i e d ::o. d e ( <•. r g l.l me 1i t o , ''1 :i. :á<:; q l.t :o
sob ou.tr~\. per~.;pc::c:tiv::<, est~1.va ji:\ !'rcs(;:ntc ew hor!FHi, qu;:ü:do el.e di·F(:TEr,ci:·:< e<

denador fundamental da sociedade creio que o presssuposlo é acejlrlvel Mas,


como o argumento pretende ser universal seria possível cxlendf-!G ~s ~ucied~-
-
des comrlcxas, modernas? Nestas, nâo é esperado, a· nível de modelo, que o ca-
samento s2ja entre iguais? Tcrí~mos aí ~m paradoxo?
O paradoxo ci meio falso, me1o verdadeiro.
He~:; ril o n <:"< s ç, o c: i e cl ::u[ c s onde o p D. r e n t c:, c: n n ;:: u c o d.:ü c: o ou. 11 .:1 o c·~ o f ;ü c i"
-f u. n d <.l :n e 11 f: <:tI. na c s t r u t ui' i:l. ç: i:\ o d c:•. ~~, r c 1. a ç: é~ e~:; ,,; o c :i.;;.. i..,; ( l. 3 ) , a p r o :i.b :i..; .:r() d •J i f! c e~; 1. u ~(·
um d i.l do ( e 11 \: r c p <:i. i::; c f i. 1 h o:; , c n t r e :i. r !n f:í o~;; ) . t-1 c <:i 111 u q u c c~;!:: r·u!: u r'''· l1<1 c 11t c r c cl u. 2 i ....

do . SE· , ::1 n í ,_, cl da r 2l.l r <:i. , i r m~~o :; u. ~: '~r i. n c::; n i~ o '' e c:<:;.;:;;_;\ m c n t: :.. E: ~; i ,. h á q l!. r: p. r o c: '· ·.-
\"ci.l"' P<i.rceiHiS em ClU.tr<:\ fam:{li<:i.. tb.~;, ~~ C><O~Fl.ln:ia, COiiiU E.'fil \:od;;.~; <:1.~> <:iCJC:Ü:·(hdc:.,

aqui L\ti,bén: tem 1jrrdtes>. E ~>E.'U presc;upos;to, E<c,t;Jbelec:jd::• ~~ di-f<::TC'":(:<:< Fo,-rlc:c:~(:;:,

ç;:1.tc::~·r·i.z1.~. <:;oci<!.i'~;, (·duc;::..dro e cu.II:ur;.t, clr'1imí.tdl-i<H!I <). c·<;c:ulh<l cin',; !';l·:cr:iJ o·; r.

o ~;cid::idu da r2produ:,:f\o(íl;). Ckt {J que l~rlci. (\\'z;~!iSo cle•;inrt<.\ c:on1c, ll.n c<Í\1::" J'.)
citicu comum, que a alian~a tenderia a c:onservar(i5).
E, ~:;er:t.C~ l:<>mbénl tudo i~:;l.o quE c:aher:i.<:i h f<-iiHÍ1 :i.<:\ reprodiJ;.~:i.r: n,\(1 .\pc···
na~j o~:; 1\0\'Cl'õi mcmbro!:i ela l:;oc::{cd<:ldE:, P!H <'.l.l:i<,;f:r<":\{0. 11 1<.~.<:: li!l:'~liibl"Cl!i cc;pc·c/T:i.c:\i!·, :·•;1,\i'\

rosiç5cs sociais determinadas. E diante de prdjetos sociajs r1 Jrrios. D~i o


que~ j;Á ·fo:i. t<.l.mbém i:\<:i'>:i.nal;·ulo, o de que ~-~m !:;nc:i.cd;,ulc:·<; C:(lnlp ..lc>(ii.':-'., l:cn1os 'lll•' ;•lu··
rali~~r sempre quando falamos de família (16).
A<:; rcgra!'i de P~\rcn!:C!';co . mar:; {:;)nibém nutro<; c_.·Jc~mcri!n·•:• c~::t:ru:·l,l ;;;,;

( i d c o 1o f.l ) <i i 9ll <i 1 :i. t: <:Í r :i. <.~ , de j:> :i. 9 u Z:\ 1d <:"l de <:;o c: i. <:r. J. .• h e(: o::: r o iJ e n c :!. d ci. cl c. c u J t u r _., 1 , ,• i~ 1i :i c z;
{~ p\·of:i.<:;<:;:l.onaJ.) cuml.d.n<,l.r····j:;e···:i.<:un t:·:m UiíEl. c·:':Jr:;.d:éni.a P<l:"adox:,:d: u d::\ ;':l.nip J, '.ç:;..:.J e
recluç:~~·~,J d;::_~:; PO'.~>ib:i.l:i.dade~·; cic ,...,.li<·\nca m.'ott:rimoni.al. (:!:lp'J:i.<l.ç;:·;o PCJI'iJ!f.C' :,\ Íi';,_;\Jd::,··

dc j u r J, d i c <:l. , e i. d c o 1óJ :i. c: <i. '"- mp I :i. ~~.. o un i v c r ~:;o d e~; t: <J c.; ;,1. J. .i. '"· n r ,,. '•· . I i: ; · ; , ;'\ d c ~-; :i ~J u ::; J -

dadc social, c as outras hcterugcnci.dadcs cnc:arrcuJf-sc-iam de opcr~r u efeito


elE' rcdu.çao. Se1ecion<::.ndo entre()·" ''içJu.::,;.:i.<;;'' os efct::i.\'::,r.ln 1-'nt:e isJuz;_:i'-':. (-;·:; ;·.J .:.i.!;ç;·,~_.,
<:1.luari::.\m como um ~;eJ.cci.on<·•.dor :,;oc.i<r.1. Evidentemente, ,,;_·,; reS,~r::':l.', podc1n ::ci ·: 1:1::

dom(;tic:as onde as famílias cuncr(tizam-sc (embora nem tndas unidadc5 d

1 (.'}:.).

fJ +c:ti::er -Fu.nc:iOJ!:,}r ê\ Ol"f.!<:l.!l):::-:<!.ç~\.J doü:é·o:;ti.c::::;, ,:;··m no·::·:::,; ·::;nc::ied;l,!c, ci ,.~_in,;· '.<i:i;'.

;:..tri.h'.l.:iç

~estas mesmas atribuiç5cs atravis de uma r2laçZa de trabalho.


F<J.t;:()/Tln~:, um pequcnc; C><ercíc:io ele <-"b<_.;tr<J.ç:i:\c!, e conc;:i.c!c·rrniO~i U.li! I,'I'•!P(j

f o r m<!. d o F' o r r c J <'·'i (')c s; f ;_<m i. 1 i. ,.,_ r c ~; . Te r ]: ::uno~; n e':, l r::: 0 1· ~_·, ,, u p e 1 o i: 1•: ! ' u ';.; t r U~'. cl :i ;·,c:· r~ ··

randl.'i n<'.'; tl.l\Íci~·,_,k~· dnmé~;!jc,\':, u:nz'. cl\euül"ict c:.oc:iz:.l, c'.~; ritt\JI.cl;: ·;, l:.r-TJ:,,iiC'. ~~

cun;flin;:_,;(\u c;(c_'~!Uil!··:c, nD refc!Ciilc·: i-!':: t"rUs di.n1enc:;i'Ícs <1pon(;lc.h'.:


r.~· ... '
,.!(.'..

lln i.d<:ldc domc:~~;t :i. c;'\: hu1 hcr mf(e -- cu :i.cl;)do c Z:l. fel o,
+
esposa - sexualidade, afeto
+
d o n ~'- ·· d c-· c: a~; a r e~:; p o n ~; <:\ b :i 1 :i d a cl c p c 1;·1 ITI a n u t t' 11 ç: ií o d ;~
c<.l.!:;a (<ll~ividadcs de :,·.ilinicr,I::J.çi:(u, cuidado d<J. c:::1::;;·1,

c r L:\IIÇ<Fi, roupa~;, et: c. ).

Ev1dcntemcnl:c, cst€s pap?is c valores envolvem relações, isto ~. cn-


v ol vem o~:; u u (: r 6<:; me mb r o;:; di!. o r 9 <:\ n i.;: <l. ç: ;~o f a mi. l. :i. ::J r c on c r e t i. ;> <~ d ;:;. n <:i 11 n i 'I ,_l. de do·-

mé<:;t:i.ca e t:<:<mbénl.rcl~"tç:i5es fora d<.\ ·f<:<m:Í.li.a cnqu<\ntu rcprc~;enf.;;_ndo c.·<:(c:; p;l.Pf:l~i

~ n <:1. e~; c c, J. a , 11 i:l. 'i I g r(': j <! "i , c lli ·f e~:; t: C!. c; , e ou\: r r.1. ~:; in ~;f.: i !: u :i. •;: êi c <:i d c c ;,1_ r i:\ t c· r p tí.l.i I :i. c: o ; .
!·ias, o q1..1.C .;.:u iJOs;taria de cctc:r é u.1,·1;J. cat:egoi.. i~\ -=;;oci;,l. c'if'Cc:ÍT:i.ca, mulhci.. , c o
conjunto de <:;cu~:; pap(?i,:; c· vc:.1on:.-s. F'ar<:i. detectar um<:• rcl.<:l~<ro, entre w .. tJ.í,,,re~;:

patroas c empreJadas dom(sticas,. onde intcrcruzam-~e dois modelos: o J~s r~1a-


ç5es familiares: e o das rclaç5es de tra~alho.

Referi-.. me á c<:\lt:-~Jurí.Cl., mu.1.hc·i" no sinDul.:::,_r poi~·; () !i'!Odclo d"::· crr(J:,ln:i.7c'.-·


ç~o familia1 c domcistica que apresentei acima pressUpÕe uma atribui~;G cstru-
~-
d •n1•]
'i
1 ~- ...I
,,\ . t..~, . Ed·l"'tl·•i'";'ll
- .:> ·' ~- - \ •• I ... •. !''C'
I • c.·.'rl{
•.. t.. ,l ....J ..-!:.·
......,.r'f ... t. fl."l::.; ·.\{. ·:··'['.lt·'c~·1··.
- I. ... {, .l .J ~ .l
R • ~-' t· ....

· qu.c· ;: ;_ t r ave':;::;:,i. r i :::1 c 1 <J·:::.~;c:·<:;, condi ç ti.c:·':'i cu.l t ur <:<:i. c; e pro -r i.~;~; i un::! i·::; d :i f c·,·,,;, i ::.id :,·•. s,

p 1o , h.,;_ 1.' <:1. r i o·:; a r r "'· n j n ~; p c~:; ~; :1: \/ e i c; p <'1. i· ;:·, que a~, 1..1.1·, i. cl ::,1_ d c~; d o m,,; -::; t i c ,:,_ ':; r e <: u ·; v ~.,_lfl ;;,

~;ua di.mcn·:;:~o de tr:;:l.b:;:;1hci. !·ías e·;t::;.rr:::l me re-fer:iildu, nc:'c:tc C'J.·::;o <~\ UPF'. foi .. f!1<1.

para realizarem a]guns ou todas os serviços dom~sticos. O qu~

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. "
d l mc·n c.><:\O
A rcl::1çi;\o int:rJ:n'iL'Ci.\ entre a Ci\l:er~ori;·.\ ''dumé~:;ti.co'' c ;·1 cal:c~Jnri<.l ~;oci:1.l

1hc r I l r· <:1 d :i. c: i o (l é\ 11il c n t: c I t:·: ;-( p r e ~i ~i('\- foi c <11 i i.\ Si q u <:\ n do c s; \: c~ (: c r IH o (:\ d j e(: i \' '' p ren· ..

cl a~; '' . \)e~ j ;·~mo~:; ou t r·<:\ v c 2': . o d i c: i o 11 ;\r i. o :

"f'l·"-',,.,''1',"·
... "' '·' ·.·.,- do"! :-f·l· ...., ···
"'"~''·.L"~'·
l'-····1'
.Jt::•. ~'·111·-, ..:!.;'.,···r··.... l oa
~'~·"'-'J u·, l~-'-'
'· <.i t.·.i:VJf,aae
· ·1 ' '
o.'.\~i' gru·-·
!Iteres que, n.~-o e,<<:ercendo eroli~~~~-:;/to /"(::.'t.'TW1er<w'a 1 ~';c ocur•<.u:r o'o
I ar" (f7,!.

!-i<:\~., ''dcJITIÉ:~:;l:icu'' (:em qua~;c Ul'il E'~:;tõli::uto de concei.t:o n::'\ <1n\:ropoJ.o~1:[;·1, :,\po:-.:-..
sar de vir, nc~;te c<'.~;o, ~;emri.. e como ~~cljct:ivo (''dom/,;i:i.c firoup~;··, ''do1nc· ~.;ti c:

funct:i.on<;"). F'ara reter ~119uns do~; <:\Specto~:; dc~:;t:e ~;cu c:<HÚl:E:r vcj;:,.ntch trD~, :lr·-
gumvntus nesta discuss5o: o de Fortcs(i8), o de Bcndcr(i9) c n de Yanagi~a-
ko ((~v)) .

Para Fortes, "In a11 humali soc.i.t:,.t:iE·s, the tcrork::,hop, ~;o \o spc>ci, <Jf
s o c i <d r c::.· r o d l.l c U. o n , i :; t h e d o me s U. c g r ou p " U:' U .
Dois pressupostos sustentariam a análise de Fartes. a distinç~o r.r!tre
grupo do tli é<:; t i c o ( cl u rit c s t :i. c: g r ou p ':i ) r~ f a m:í J i c.;. .• s t 1· i. c \ u ~'c 11 ~:; tl ,; e n
ti.co'' d<.l.·::; rc·la~~;:.íes ;;,ocic;.i-:; (''insti.tui•:;:c)c,:; o;:,· .•::;.ti\•id<'.dc:; 1/:lsía~; de dcr!lr;'':O c o

dornt':s\::lc:o do Cõ\fiiPO jctcÍdico--pu1Ítico, :'.t qJ.l.C~:;tJo ,j;) rc1<:J.~<:(o C·fi\:i"e O cz,.;·,ii'O· :,q·-
·tel .. n'o e o caliiPO e!\\:erno seri.<'< re5olvidi:'. z:,.tr:::;,vé~:, do conc:cito de· ''c:i.c:lu (JC de ...
sE.' n v o 1 v :i. mc 1'1 t o '' ( 2 e) .

~'1.grccd thzd nece·ss~cr!;i, l'or ;.wa!y{.ic::::.J pw-pos(:':;,, {D


is di::;!cir:-·
tJf...[ i -ç,)\ b 2 i.' ú•'ç".'C!n
(' fH~"' c{orne-; L i~- ·f' .r' e I Dr o { s· f)t~ .i.::l I r e l ~-;~ (i~ r.' s, r_" n ~~- ( i { -~--: ...
l" ion s· and a c L- i v i ( i e::;, v ieNe o' tn:Jt;'! (v· i {h .in 2-::..- an in f." ern.'': .' ::;s~; i'crr,
ttnd ( ht:.' pci li L- i t~·o ..··:.fu r-=·~ I {' iJ..:., 2·,_7") rf":?a ro'e(l \:./ s· .;~n e,tt:( -'? rn --~-' l ~-;_J' ·-:l / }_:·'/,ot ••~~
sit/nitican{ {'e.:;.tur~:"' fJf' {/r.:;;· F.-:lC'leloptircr.'r~~l C::ft.-le ot {-l<J.? ~1.~:)/)i?--~:-~:r.'c
yroup l'S {f,.;d i { i~'i a{ one . ':J.I;•d Lhe ~;·.::r:1e {·ú!re a proccs~-; ~ . . _Uf.iu
tf.c inten<al lie!d .~wd 2 ,;rover:erd govcu1;:•d b:1 iCs rt.:·ia(i•.HLi to
the <?x{- !'ô'rnB l ti c J.J "(/l.J,l .
"'1~n prirr.:;,'{.-iv.~:-: s·ac·i(?tit.'~i- {l1e c/ot.1..:1in ;:::t ~"/o.:rrc-.::;fic l.. .ci..:·-~tia;~:~~ J:s.:
coflw;-onl::r or!.i-~n/zed .:;n!Uflif .a rwcleu:-:; con";·is{ing o{~~ nather .::•1w·
Aer cl,i!dn::n. Mhere U:e f:onfu::r:<J re/.J.fion~;hip and (!.''fri{ili.:!f'_.or;
,;:•re Jarally or ritu . :.:./l:f c/"/('C{ivc in c:,f..:.'bli~;/,.in,:i a ch.i!d': . . >u·
·ra{ s(,:J.tas, (he hus·band·-f'i.'Í!;:;;·r bECD.;:,::;, .::; cri!-J·t·;,; I/rik /:e{~,,. ~Cti
{hc t;7 . '-J.t'"'lC-entr . Jl .cJ:?.fll ant/ {he doar~:::·~:~-~·ic {f~~'t,7~-~fll as-,.} lt/.1(:...;/c . .r~<
{f:.i<; cd:;·.::· fh·.-~ eJerY·nL·!r-:J f.:Jtin· !y ma':f !1>" r,;,;·qardt'd ih in"= nu.:!''"';.
Thi:':i i~> f:he rcproduc:tih' nucit:U~i' of {:'hc dOIIIC:'J;'c d'.ii:!é'!iil. ,.·)n-· n
SiS{~1· Of {.-~VO; \-~~ntl OfllS t~~''0 1 ;~:f/-~-::c::~·:·J·fvê·' g.~::•ner~1.{_r';.~in:~· (J(iU/,'!j {o~_./·:· 1 /,';('f
b;.; U.c r• . ·im<<l :1 dEf•to'tuf,:,ncc ot U.e child un lf·s· parcn{s {:_•r nw .I i.(-
..
rc ,::wd lol/e ano' o f the pau::nh-; on thc ·chi ld a·;· the ! fnk i;cf.i\'ecn
·U:Cii7 ~":J.nd {hé/r reproduc{ive fu!tilti/'Cnf'. d::•,rnes{ic !]'i"OU,•.', üfl ne
U:e oU:er hand, atten inclade-::; U:r1:='c s·ucce~;~:;-ive gcnera(ú.;tt;s· ~b
N!'.:'ll .ct5 fllctn!Jt:.'!"~;· callaterall:;, or o{henl'i~:;c, linked :vith ti~e na·..
cleus of Un? group. In i"hi~; dor.·rain, kin~;h.ip, t!e~i'Cen{ and other
iural. and affecf.'ional bond~:; (e.g. of adoetion ot .. :1!.'1\/ery) t.:·rdcr
J..'nf'o the · c:on~;f:'itu!'ion of t-f:t.:· grour N/~~;::Tt:' a~i Uu::- nr.u )t.fb' .rs
forme1f purl:."'lY by the dirl'.:-ct bcnd-::; o;r ..··ar-riagc, lili;.dioo ;,w(f s1:· ...
blina::·;·hip. lhe doli/e.;;f'ic group is e!;·,;·,:·ntiall;; a hou-:,;tc.'holo'ft.'C 2n/i
hou~;ekecping uni{ arganizcd to pn.:widt.:· the r:rat.'er.ial aod t·uifural
re:-;ources necd..::.·d to main(ain and br ing up i f. s memberc>. 1/i.-:.· dis· ..
l"inctifJn} ,_~5 I ha\>t:' s·ai(f be·Porel j~--i ~.xn an ...';!!i{I'cal G'f7t2'. rhc :;lJ_~····
t·ual COIITi'Osil'ion ol t/,e nuclear t.=.uíiily and {iH? do.rrrc5{/(: OTOüf'
ma!} bt! identic3l a~; it !:.IC:IE'I"ally is in our oNn ~;ocie{.'f; bu( tht'
·strict-l::r reproi.iuctive lunction·s, in f.'he ~:;en-::;e !}iv.-:::'n aur ccncep.f.
af ·::iocial reproductioa, are disting.uishable lro . n tire activi{.ies
concerned Nith the production of food ~l/id s.~eUer and u,.~;· non-..
m.:=..t-crid.l me:ws {or en5üTi!l!J cont.i11uif'y NiU-, -::;ociet:; a{ lar!:;e.
DM:.' mighf:' pu'f.' it l'hat· the df'Jmes{ic dotna.in i:; f:'he ss-::;tc:trr o{ =-:a-
cial rela{ion-::; (hroug'/;·· Nhich the r.".'Pi'oductive rwclcus .és inte-·
gratcd i;'.U'h L-he erwin.uwrent and N.iU: f:he ~..,·{n.rc'{f...!re ol {h.:: to{al
socie{!J"(24.!.

() "ciclo· de d e~;c·n \'O 1\':i men t CJ ''


é, a via pela qual Fortes ~rocura abo;dar as rcl~c5es de parPntcsco soh um~

perspectiva procc~~u~l, Isto 0, como uma altcrnattva a moJ~]os sist€mi( 0~ for-


m;;.:i.s,

r i <\ 1 i d) d ,: _· , d ;::, r e ~i j, c! r: n c i a ( c a min h o p e 1o q u. a 1 d i. 5 t i n f! 11 i '~" ... ,,, e ... :i <i. ·' 9 r u p o ele' 1:1 \ :i •: o'·

p :::r. r<). :i. n \:e r cone c t <".l.. , \"E.' C: onh e r: en do a·"; e·:;r· c: c i. f :L c: :i. d <cl.d c·c:,. a~; c h ':lm:J.d :1. ·:::. r ;:,·l C"<.( rj(_· ;:; 1 n --

HA, por outro 1<:i.do, um du<:'i1 :i.sn1o na ~~n;f..l :i.~é·E de For{,::cé·. O dont:t:11:l':i do-

lc~tativa de conectá-los: o grupo do


~;cn~;u, quando o que se e<F<·:.c:\:Óriz<~ c:·ouo ju.rídico-·po1íti.co: i.nlE'i"i·lo E· c;d·ernu.

"Initi.J.t'ion, pubCI"f.-~f and tw!Ji lf{<J ceritr<onics 2re fh~:· lrfOc7l-


dram;::.t ic ins{cu:ces o{ :1&:Ch f·roced-tu .. c:::. [r; f.·i,c::;c ccr:.'mon r .. :·~:: th,~
dm;y-::,·s{ic !)l"Gf.'f' '::; (a~;k ot social r.~;:•produ~:t.ion i::: terfí;in::iec'. Ha·-
v·in.CJ b,,~e(l . J··~::,.;:;~c~t an<i e(/tj('a[eo' th.~~ c!ti.!d1 i { h.Jntf~~- ove1- t/~e i'i··~
ni..;;hed prcd:u.f to {he {of.':d societ.~<. rt: i~i a tr:ws'J.~-:tiDn in Nhi ...
c: h {h e ? Ofr.'~' ,~ . . :1 n ::..( t~~<.f t- h(:'t·· i .t <.:/ c ·F {- !""!-:~-- p -:~··li {i co- Jc.r ~~ :,."! l o 1· ;:te·~~ -.~< :·:t t h e
ti.r:al . .~rbil'et~ over {/?.::.· .t~ua1an an{/ s·oci\:(l car~.·:"f.- ..:~1 o·t s·oc··.:.:'(:f ar;:~·
:~s~:;erf'Ed. lf i:;· a. -:n.'U.qL'ion :'n uhi-:.:h the di~Jiu::Jiv:· /nt~·rc~;;L,;
D{ {f,,.? d<lfilt:··<·{;'c UnJU[.' ,'~íid {h(::.:;<:"· ot [i,,,; to(;</ ~;·oc.ft:·{y .:.u: i f.:71Jle
i- o c!.:,;: •:1h . llL __ iJi!;:i.L.....:::::'!~i' CÜ..'f....o;:._;j,._C:... ?~.\~J. :J:iLtJ.._...f•;:..r~;;·nL;;;, Nl ~;h {f. c i;·
'.
··:· l~"

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clll'ldren l·o b~:· .admitted to {!?e polJ:tico··-Jural domain ano' {o h,'(Ve


fiH:! ri~rflf-~-:; of jurai adul{hcwd confcrrcd !JO them. Fu( a::; f.'drcuf.s·
they may {car and re~1·cnf.' /~.:lVÚI!J {o relin··;ui::>il U1e1.'r c/,:'I:ir::·n {o
the superior and impersonal poNer:_:; of ~hJcicty a{ Iar'.J~~·"(2~.i).

Nc~:;(: a~; a f:i \"fil(:\v:Í:Íc:·~; m<:~r: :i. fe~;t ;,\-.. ~:;e o du.a 1 :i.<:;mn: dumác;(: i. co, <'!. fi~t: :i \'Cl/j J.t\' :(d :i··
c o·-· p o 1 J~ t :i. c o , i mp c s ~;o,.\ 1 . l·i <:\ 5 t <:\ mb é m :i. n d :i. c <.I m q u c F o r 1: e~; c q u :::\c: :i. o na o j u r 1: d .i. c o·-· p i 1--

1 l't: lC:Ci
. ~:;oc:iedadci e ·o do!Hé<;t:i.co, e!:apa illi.C:i.<J.l de~ l.llll cnrlt:llll.lU

estaria dentro E:: fora da ~;ocicd<:tcle (l<J.tu ~,;en<:itt).

Y<HldUi.':i<:tko, 11<:1. ~;u.<:l di.·::-;cu.~;<:,i~n ~:;oiJr(:~ -f<JmiJ.i.a c pareld:(;-<:;c:o reto111 :, pr:i.n·:-


c i p C\ 1mc n {: c , <:Ü \"a v és; do t e >d: o de Be n d f:T , C\. d i. s t: :i.n ç ::\o c n t. r .:: r e l <l •;: i:) (00 ~; ·:; uc i :\i ·:; de~
p:Jrcntc~;co e Pl"O><iln:i.d<:·de t:to:\ . l":i.tor:i.aJ. l<:;t:o é, aqucl.':l. de· que: <:i. f<l.nl:(li.::' 'i:i."t:u.,\1" ....
se-ia nas rclaçt~s sociais de rarcntcscn, em todas as suas dimens5cs - Jcsccn-
dfncia c aliar1ça- c, grupo dom~stico situar-se-ia na tcrritor-ialiduJ~, rei~-

univer·::;c O·f di.·::>COU\"~i.i <lnd f. Í"i. 1\ee~.:.i.i·tg, ... , who \•IÍ·CI..tJ·:, k:i.n;:.;hi.p C\lid ]uc:::;.-

' • IJ
t r:·f ct 1 ::) c L1. =~~::.a u E.' r] f a t: D em p 1: r i c o d e que h :,;. :i. n d :i.....
1/i.duo~; lif!<~dos POl" rela(~Õc~:; de Pc:\rcntc~'.iCO e <:zfin:i.d<:•.dc q1..J•::· ni\ci c:omr:-<:•r:~:i.Jf.::,r:: ur:!
grupo dom~stico, podendo esta\" espalhados e distanciados espacialmente; c hi
co·-·hi:•.bi.i.:<J..ndo em um nlc~:;n!o J.ug<t.r ou Fri! pro><:i.mi.ciadc tci·r:i.toi"i:;·,J., i.ndi·/:Í.·:l;.tc·~; :1u.c

e fi r a t i;?:::.·:. d :c;, p Cr r Bc I ide i" • p :,·l )' (:\ o q u. '~ 1 "'· f <:l.líi :í. 1 :i.;·!. .'ci c d C: f :i. n i, . :i <;>, c (J lil (.) U. [li.?. IJ' \ :i . .::: :,;, d (,' dc
parcnt.:c:··c,,co, c, ''hou.'õcho1d'' comu J..l.m:::t. unidade dE' c:o-·i"t:-:~;:i.dt·liC:ia; c, UJ.((r<>. c:ui.::;:r
seriam as ru.nçUcs dom~sticas.

"It i-;; imporf·anf.-, t!;en, ana!S'{.i,_-:-all:.i f.-,_-'J d.<stingul·:;/-, Leff·i;::en


co-· rt::s i l t/~:'n {i~~
l'l rou:-i ~; an a' tlo.rrr~~s { i c f une f .i LJn ~. Co . - r t:::~~- }. ,j.~·n {i._:~ I
·g n1ups h~<ve as {/,e .i r r e fert::n t F' rop in qui { 2/, Nh i l c.· do:FC'í( .~·}~ .. {i.UiC'"
tions· have· .~s· t-heir n::leren( social h:I1ct.ions" (27).
"Thc ba,;ic tea.f:-w c o{ 'dome~>tic' act-ivif'ú.:·.::; i.:.:; no:' ti;.e:d U;e'..f
...:X/"2 nE~~·c::i·~;,=.~!!"il::i d~;~;.o(·i.Jte~f ei~~heJ .. iv·i{{·{
fam·f l i.e~·:; UJ" ~'i{/( .c·o-t~.e::~·i·-··
dential ~;:rroup~;, buf ihaL~ {heH ar::: conct:Tued Ni{h the ~h::J ..-{o-d:.·~;
aecessit'.1:·e~:; of li;'t'ng, in::~ludú,g t'hc Pl .. ovision a.nd r•rei·':u··a(ion
{')-{ f'a.oü' D'/ .c/~iJ<:/J-c:·o. rt~~-.?8 .di·tlc;·· f'1··ol!! \./d1··j(-,1 r:·::~ (){.·(i{::1··
.::!n~/[-/;-<::· C._~~~··.e
1

economu:: ;:wd -;;o'.-::i::;_l :f'uncf'ion.::; in Ulcd u,e,<j i:'I"C Neli 5UJ.'[,,·,; {o Lrt.
t:·ar:~f.eti fJUt b f stn .::fT.l .nt·oup in,:~ ~\,.io'e ,-angc ot ':.:i-J.Jcie{::tl ~._~·j;-cur;~:;· ..
1

t::.:ItC:t::'~~1·, For {/(i~.: re.:·.:s'/Jn; {lu:.·::.{


. -:u·e rno'-~;·{ {req·uentl:.; c:arri~::·c' ouf"~
.:<i- l c é<:l t- in r' ::u-.t· !; .'i ~·o .... r·"~'- i o'cn i;,·:.. J /,:J '1i / ú.:'"' "(;:"/)) .
t·.·· ..
,,,1()

"l have ~:;aid {hal' {amilie::;, co--re~;·io'enf'ial ,..,.roups, and dot.?:':'::;·


l-ic::; fuact.io115 rcpn:=:sen{ t.hrcc dhdin:.( ~'incf<."l t•hcr.•Dmcn.'.~. p/.i··· r,.
cit herc .ú:; f.h.-~t- l','J.aril~f i::; a sfric'f.ls k.io~-:;hft.' .ni:.c:·no.\!t:'ih'hl :wd, <b
s·uch, ú; bt=::;;{ d::.•fined s{rictly in t:cn.-~::;· of ki . ~~·driP rcla!:fu,L;··
h ip ~:; "Ol:;t,!.
"lhere ú-:; nu reasoo Nh:J residencf,' ~í'ltot.t!d bc {ied exclii:'i.{vcl'.J
{o k irLdr Ú-' . No r.'f c·ont~t:•c { J.on e,<o:· :::; { -;;; fue:•{ NCCil f: lu,;· { N<}.
fh.:'CES-sa Co
the con ~~r a ry, no f.' on I :J a r e k in~~~~ i e u r ou r~::;· o l \·'a r.int1:=; {o r:;;,•:·;· ::;ot.':re··
t irr;~:~'-:; li i spe;-se~l J ba t c o··- r t?~;· io,en t- :la 1 ~J'.,~ottp 5 a r e ~~;·oH':"e{ 2.·.·n~:·~:; n ot.' ·~·
kiash_ip qrour•::;. Sincc re;;idence cl<~~;~d·fic<:J.tú.hl o't:-vclopt:·d ,'.~S dn
asr-•ecf.' of kia~;'frip s·tudies, it i-::; l.üuler{~!nd~b]'(:· tf..:d re;;ú_,ic,icc in
an{hropolO!JS {,a;;; becn {ied direct !.'i to 1;-in.::;hú•. De!' no i.!a/t~.:·r
hoN importan{ rcs·idcnce cla-:;s·it'ica{ion r:r.:J.y be in t-he dre,'~ ol
kin::ih.ip {o be a u~1eful conLept in tlte pre~:;eof' con{e:d t-hc con-..
cep{ of reS"idt:·nce f1ru-::;t be s·cp<:.!rett:·d from kin~:;hii'"(Jü:•.

Para YaiB!Ji~;ako, <W colocar i:\ localich.de e p;·Hente~:;cD c:oti!o d:i.';t:intc~~-:

p r in c: :{ p j o~" de o r 9 <:l. n i~.~ ~l.•;: ;,-;o , nc n d C:' r· t t:·r i <:l. t a mb (-.:-m c o n1 o p r (J pó~; i i.: o c-· v i t a r u.m ''- d (;· f' :i ...
niçâo funcional de família. E ela cita Dender:

"Bender . . 'il.-;;;s·et·f:'s· · tl,at tun.o:..-tion.'J.l d>:.-."fioi{io:/'5 o f' · {he {<u:n· I:!


a 1-f~ i na{fJ.:J t":fü"a { .~~.. b.E'tHat...J.g~? t7.r. ::~n y ~J f t h e l"'ü·n ct.- . .\. on : -;· t /;-a { l( . :~ x~·c b.::e:·!
can-:; L" rued a-s 'I'.Jtff'i l ::1 /'une t: .L· o as ' a r e ::;or:re f" i;:rc:~i f.•.il -ti I 1ed L,.>' em-:.::' ·
si~"/f?/~cf.·i . =.:~l .qr~7fi(L:;· th-:.""J.{ are not bas~~,or on kin·shir.1 r.~:?l'-;:{.'l.tJn~;'/,J.P an.:/
arf."' in üfh:2r in~:;tanc.~~s carrieür üut b::/ ne.i{her {!~-~~Hi li.:==·:-.7 r;o,:·· ht!iJ···
'5eha l d-:; "(J.i).

<:1.utor<<. n~·;o h;,{ po1 . que di si: insui.r <:1.·:; fur.'.•.:Óc~:; domési: :i.C:Zí.·=~ de\ u.nid~:,.·Je d•:;,,l ~_ }c:c: .·

a caraclcrizaç~o desta se fari~ muito mJis sobre a base de um conjunto de ~ti-

vidadcs compartilhadas que pelo d~do da rrclximidadc territorial.

"Inrnwrer,;:b I e F' rob lem-a t-.ic c ..:E;es· in { /;>:: e{hnog r-=~: ·h .i c 1 j {>:_·; ·'!;~Ui" C
c.an be ,'1.dduced {o i! Ju::;{'r:.de f:he ditliculf.:ie~-; ;·,1 def.ining {he
{}J."JI•.lntfa r i e5 o r· ho.:c::;t:th~J 1~J :~1. Tht~"ts·e c . :.~ :;·e~l· r a i :s·~ que:·::· (.i on 5 .:.~L; ~~~~.t / lrD)4

ele Of di:;p::?l"~~·,;if and CO/IC.:::·n(ra{.ion ftOú' (o fran(./Jc {.-/n:· l!i'OVCif<'iif' O-f


per;:;onnel bet-vec":'fl dN.el iing uni{c; rarf_i,::_·(.~!arl;r in '50(..-.iet·ic:s ·>.'f/.:::·rc
Uc>:.:Te 1-:i 0! g rc.J L' r::o0 1.' J i {H ..Jct Neen {h c~-;··"'-' u.n i { s· ( . .. ,l, Nid.'U, 1.:.'.. .:-o
dPtfne as .?' ~~in.•:!c hou:'::''ht)!d th:"' !:u{~j· ar hou:-:;c·::· tl:ar.· ,·:h.::rc ,:;.
f:'i)f'rflr~:/ri :;~.:Jrti 1 4,.tfr/,~·lt /,·;-~=·:::; or t.'!::.7:J not bc Ci'i<~-Jo~;·~.~·d ·l'ro!/t G!~hcr _.,?!'"(/::~·
(_ .. . ~.. .:xn~i l•/h.e(t~·r te' ;i,·tc.!.~t)Je s.:::?rv..:.~o{.:j .,::~p{ 1 1·r:;t{iJ.~··,.::::i) bo.]r-!J'..::·J··~:,· .;."<lt
Jo,_h'ers- as· mcri:l:cr::7 of th,., !uJtEeho!d ( ... ). Cert.::J.nls U.;,·rc -~r-::·
I::' I )
,.},'

discrceancics·. ll1 aur us·<;~ge ot t-l~c {Crt!l /,iht:-::!~·. 1,olif i t J'{c:; ~;·olc
i·eferent i~; n"'~:n'dential propin.:;uiis. ühy Uu:'(! do !1'1:' r~'.'D,'Ud s·oli···
[',:~r i e~:; (.iildJ. vit.iua 15 I i ving a lont:'' ,l as· con~;( i{u{ fng l:oU'·J(:'ho ld:·.
whi le e:·o:..: luding ins·{.itutions- l ili'c orph;.w;.,gcs·, b~1anfir.•g ,-;chooJ,-:,,
lltt:'n 's hau5c~;, -:.<.nd arl!;':.l barr~'l.ck~;·?
TlH:' an,;Ner i.s· t"h~'l.t. a lt-houg!d (!,.;" t-~ri.<i.qr:J r~"{er~"il{ i:' f fhP {er:;r
hOih''iChold ú; spà.{iZ~l propinquil'.'l, in ac{u."l usa!..rc :.1:..;n: J:~;
w;uall:r mean( ( ... .1. {if:•nt:.Tzd Is {hc f.erm :e{cT~i {a a sef. ot indi·
v.iduals Nho ·share nof.' onl.'f a l.ivin.<i spz.~ce bu{ al::;a ::;o.-;•;e ~·;cf o·:
ac{ivitie5. The-::;e acl-ivi(.ies·, tnorcovcr, are u~;·t.:·.exil5.J ri'·l~'(cd to
faod producf' ion and can5WJTp{ .ion or {o <::;t.:·xud l reproduc( /on ~;n,,
cl1ildrc<:u·ing· ali of Nich at .. e glos~;- undt:'i" t'he ~;·oarewha( J.·in,<'cnet.-r·a·
ble Ia!Jel of 'domesUc <J.cU·v·Uie::.···u?;..

O que Y<!.n<:l.gis<:tko qut:·T r·e~i9at<:u· é t:antu <:\ di.VfTs:i. f:i.C::\i;<~o cf,,.,; Ulri.t:l:::<de~.
dom0sticas n2~ sociedades quanto a configurnçfio das relaç5cs sociais das uni-
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There i5 a plet:-hor . :J. o.P f'arl!:l an(/ r.eccr:{- e(ht".~ogr~xpl.·i.!::ls· ( ... )" ~~(/~i-- .
Ch.. prrJ·v.io't·: rich act... t.Junts of L-he continuall.s. :·-:hifting rel,·}(_/an:::;·-
h ip o t · att t l(o1·· J.· { :J' in { l.uen c.· e} etflot· i fJn ,:.~ l ~.; .~;) / .~/.J ;--.i { ~{ .,;. n.::/ coll {'li.;:-{:
J

i!/h i c h c 8; r a}:: te r l2·e f a irE i l it:.'S an~:l h~-:h_(·::/t:'ho lo'::; o (:·i;~~) .

Mas ~ tamb?m o resgate da variedade de orgar11za~ao dos gruros rlom~s


..
[
,_'
p o 1.. t <J n t: o , t ti. mli r2 m ·c o mo u.m c o n j u. r: t u d ;;,' :;,·; l i. v i. d <:r ci c:.·~; . . . ''O e n c;· <.i. 1 J. ::.t !.: I, c t e r lii r r;: ·F c r

A cli·:;c:'J~;·:;Z.~o C'·/idcni.:c:ncnt.::: t:ur·n:oi...-~;(::· Cê)l:tr']Í.i~:·,•.d:::..: ''d,Jmé":tic<;'' p~·.·~,c.;, ·d:·.


;;1.djct:i·-;o de u.m 9i"Upo cu . . l.. c~;idsnci.<•.l. (do!nf:.-c:,f·ic: (]ruups), <', l.lill 01.1.tr·u ''dJe~:i\'U,

que dcs1gna um conjuntd de atividades. E o interessante ~ que ncslc portto ~

discussSo cheg~ a ficar muito prcixjma das discussUcs jurídicas saiJfe a rl2fi-
n i ç: f; o F 1.. e c i. s "'· do q u ,,:: p q d c r i a s •::.' r c <:\r é( c t e r :i z <.i. cl o c o mn ·· i.: r c·'· b <:-.. 1h o '· í t :i. ~: () .. J
,,

Ya 11 a çj i. ~:; ;·,\ k o d c::; :i. 9 n <:l -·o d c ·· i mp e n c Lr <:t b 1c.· 1'~h c ·1 ': •

Düu\1:.:: de~;t<:\ noo;<:(o ~jó podc~tliiE> :;\fi.rm;.n· sui:t ;unh:i:wi.li<\Jc. Üui.~r ~~c h;üc

d<:\ sua dcfin:iç:i:\u no c!.i.cion::.í.riu, do~:; dcb<1.1:c':; ani.:YU!'Ull:Í~.tico';, ,iur/cii.co:; uu nu.

~;cn~,;o ..-c:umwn. í\ntbJ:s.JtW n<1 d:i.mP.n~~so de coni::cT umJ p1ur<\J.:i.dadc de ~:;ctltidci:> e de


incluir c exprimir virios aspectos e encobrir o lin1itc cl~ru entre csl0s Mds

to. nod\o, utn conceito -· o chD.lliCfltCJ'õ .;,,~;d.m ··· :in~;\:n.ttltenL:\1 Pür i\ c::;t:::'. h:~:'o:::. Clu. r'c···
lo tllc~no:; uperaci.on;:d p;"u·a <:\ sua di.men·o;ão etno9ráfi.c<:1. · f·or i.]Ut:•'i

O tema desta tese, repetindo, ~ c:omrrccndcr e descrever uma r0laç:ia


cujo~:; pcrs;un<~0P.n~:; ~;i~o dcf:i.ni.d<\~; como "clon:::ls-.. clc.:·-ca·=.;:::l", <'l "pi:\l.:ro.:.t" e i.l t'liit'rc~J:,\-

d<:1. domé;::.t:ic:3." .Pcr~;ml<O'l.gen',; c:ujz~. :i.nt:er::l.r;:~\o •;c d<i na. "c.asü


um ponto de intersec~~o ~ntre pessoas de classes sociais desiguais, o lug~r
dc.um <L;~;z,\1~\\"ii:i.ment:o relativo dD tri\bz~Jho c><t·:·cuta.do pela CliiPr>:-:sJ<Hi<'. f.:'lli~IJ;l.n{:,, ur;i

locus Jas re1a~5es familiares, mas onde teríamos. tamb


c: j, ;:,(i b q \.!e ul t r i:\ p ?. <:;{:;i:\ m '"' s; .• s t r i c Cu. s c n <:; u , f a m:i. 1 i <:<.r e::; .
A importfincia da residfncia, e sua rela~~a com a afinid~dc 2 ~ filja-

ç~o, ci uma disc:ussSo clássica P sempre retomada na antropologia. Cotnu se for-

ve:i. ~;. ou de·;:.c.end.S:·IiC i..'-\. ·~·~-· -~. ·;

c i?. . F r i n c 1: p i o e< t r u t ui"'' 1 n ''~ ;:,\ n <i. J :l ·:.; c cl e Tu r n c r s; o b ;.. c o·::; i) d é.' 1n [j u ; ·:; j, ·:: t: '" r:: '·' r:- 1) i 1. --

tic:u na análise ele Evans-Pritch~rd sobr~ os Nuer; ou, na análise dE L 1-

entre dois, grupos, <:'ICJIJP1f2c.; C:Uiil U':> qu.i!i.·::; ~;c-: repô.\ i: e c i:>.CJIJ(:1E='·:; cun1 U"i ql<.:,.,:i.':o ~'·''·

t I"OC\ ( :](;) .

c:l<:\c::\o cnlrc u.n:i.(J:,~,dc d0: \"Ci:,rud,J.r;:

d E f i n i d '"· c n í1l u um ü i n :,; l i i: u. i. ç. i~ n :


"Nc!;t·c .... o ,., { i t (f J.' --
ç J.to, na sen!. ·1· ~l~..J .ffl:7 l'.(Y li ,• ~ ~ .'tv ~1 k i, i~ f {, ~..:, f'/;,r -::·;t~· . =-~ 1·· e ·l'~ , . .~:;n ~::·i~~ a uar
!JI"!.lPO -::.-ocial con1..-reto, que e.'<'>:·~-;f'e cmno f"al ha rcpre:·i('n{.::~~,:;·~l d,.:::
seiJ~:; nrctnb ro~:i ~ t;1 ctaa I ti or_g~.:~n i,.?:afl::} f:l;(,\' -l'tinf·Jto ~la. r t:'P roffu,:· . -~ro (/J i o·-·
]()f,"iC~ t:' '!iO~:~ial ,~ p.el..:~ /:'Y,:{nf{:tUJ" . :.~ç.j'o, ~:fe Uf:J !,:_\!((~}, ~fc,rs· l:t.,,··inf·/p.ii)g
fortu,:.i! i s ü(.::J. a l f anc.:.\, tia ~~e~:Jt:·cnâ't:?ác i . ~ ·e tl. :x t·on -:.;·ar.' g ui n i f{af(e r·, t(e
~Jü{r(!, 1.:fa-:; pr.:.-lt".lcas ·:;ul~~·sl'a.nl-.ivds· ffa ~tivi~::;/i'o s~?-":,'-{t.ta! ffo {r ..:~/,~,:.~---

H<\ \/E.T i<\'


U.líl<:"\ ''\>OI.irepu~;:i.ç:i~o c ::;epal.. <:\çi\n'' do<:; c:unc:c:i.toc.;.

1aç5o e11lrc Pdtroas e empr·egildas domJslicas, para discutir o intricAdo jo~o da


d t ·fet.. cnc2.,
l e SJ o r i <ci. q u c lit c p c r mi t i~;~:; e 1o c a 1 i. ir..;:~. r E' s l:: C.l. r e l :a ç: ~í o . E q u. c c o mn u r ~.: ;,!. ·::; ;:; ;;· o f ..-. t o d c·

u n i. d <1 d c do ri'i /·::; t: i. c::::\ , d c ou t r "'· f ô.l\l :t J. i::\ e de ou. t \"a c 1 :;, ;:; <:.:c ~; u c i. a ) , p ~' ~- <.\ o c:< c· r c .: (· :Lu

d&nci~, teriam como trabalho aquelas funç5cs da unidade J

mo·::;(: 1.. <:\r

'
·:::. .a e

~~ p o n \: .: \. u m 1 u g ::t f , f c?'·' i \! ,~. n c i ~l. , u 1n 1u. 9 ::\ ,.. e~; t. 1· 1. t !.: u. i' D. I , .::\ ~~ r .:i. I' '.!. :( d u -~\ "' i:< u. :- h c ...

bida em outras instituiç5cs.

"'- t i v i cl :;-' d e~; ; 2. c::'l.s<:\ n?. ~;u.D. cl:i.mc:·nsi:~u de "vid<:~ -Fz,uwi.J.:i;,,;.. ", a~'; <d ·i.'•l:i.d::vlr::'·· cul. ld.i
dc~v:id<:<s "
proporo;:oe~:;, {:<llvc:;r cu pudc~:;~;e· afirrn;·ll" aqui o q\lc

diante <k uma de ~:;U<:\S !iO,,·~(:Íf,:·~; U~o c:ar<\5 "t:ot.d: ~.:; ''·!
_ r·r~l·•"(
I 1.:. \::. ~,·.. <\ .
~~

O que eu e~;tou .PI"OPnndo 2, port;·;nto, utili.<t<:\r <:\ cate90I"i.a ''duJfli.~:;t:i.c:o''


como. um c:onct:it:o in~:;trunJenl:a1, <:\tr·:::\vé~; do qual c·u c~;t:.\ria me r·c1"c1 .. :i.ndo .:·\ u:n
I ug~\ r· c~; p a c: i.:,,\ l , t: c 111 por a 1 ·· ~ }:1 ~;; r c l a ç i) c~:; .... .... c s t: r u t u r a :i.~:; •·· ··· , :i n \: c r<.\ ç tí c'; c:' r c·-
pre~:;ent::.>,ç:Üe<:;. Cons:i.derando que cl<:{ é fortcrncn(:e t~\llli.Jéni fmicc:~, eu d,:vcria <.l.<,;-·

PE.'i:\·-·1:'!. ";emprc que <J. l.l':i<:\~:i~::c. Como i~:;<:;o, far·-·t;c--,·,í. com urHa C•c~rt:<J. f1·equ•:.\nci.:':o. di·::;-
pcn~;o-·rrrc de i'::.\;:~ê·-lo. !-la~; é como ~.;e o f:i.;,:e~;·::;e, i.<:;(:o é, dcvc1·:,:\ s;c1- lid::.l. ·:;cmpr•:
''aspt.'~ada'', e referindo-se c·iic1u~;ivamcnte ao domc~sf.:i.c:o f<J.mili:::lr .
.Evidentemente outras categorias, nâo menos complexas, m~s c~rlamcnl!.'

comp1:i.c:ada~> P<·.J.ri:\ o meu. ubjel:o, rodcr:i.<Hil ~;er ut:i.Ji::-:ad:J.~ ... Eu. podei·:i::\, r'or C)i('.'r::··

plo, C\'i.C::1.1" t.•s;ta dim0:n<.:;:;\o êriric~\ do domé·;:;t:ic:o c colocar a di~'.cuc.;·:;::\o no<; tc.·r;iiO'
do "pÜIJJ :i.co c do priv<Hio".

men(~E', limitad~s pelo caráter jurídico desta terminologia e pe]o seu '•
c ::·,.r -:.:.1.. t..::;

d i. c o i: Dmico . f1 '' 9 r :·1. n d >:o: d :i. c o i: o mi. <J '' de q ''·e f' a 1~l. Bo tJ !.J i. o ( 4? ) .
Ue\:;C:::;,s 'di<:;cu~:.~d'íc~; vemo·; de~;de <:\s opo·::;içêíc':> E:tlt:r,;::: un1a c~;fc1·~:. c·,::i.r:i.l::':\·-

mcntt familiur em contrapos:i.ç~o ao universo das normas c:oleti~?s - P2sso?/ci-


indivíduo/co1ctivo- ~s oposiç6cs do nUb político e político t n f:: i. rn :i.·-
d:::1.d e ,/v j. ;:; i li :i. 1 i d ::\d .:::·, in t Cl"l..i o/ c·><t f' I" 110 ·· ~,.,,; op c:s i c (')e"; ou :i. n t c: ·;e c ç i.'ir:·:··::; d ::':i. ·;o<:: i .;::d ;:!. ...
de/c·s(:<:J:do. Um curto e in·::;f:jg:::,nl:e 2rti~to de L.c·c:rui.:(A::J), propi5e que: con·:.Jderc.ní:;.·.:;

os d Ci i.~; t C·.' 1· mu ·:c c o 111 u U.IT! pai" ~'em~;. n ~:. i. c o .,, o b c o n :.; (: <!. n t: (c· r c J. '''· ç: i\ u r c c í p r o c :.o.. . F':,: r::; c <e,·-
te autor não haveria n~ sociedade moderna, ao c:antr~rio d~s irltcrprc1~~5es de

ta como um reflexo, no icntida em que uma esfera fosse expressa na outra, (c

uma divi.s~o dual da sociedade c interessante por~ue coloca estes doi~ l~1mos,

a mb o ~i d c ·f i n i cJ o~; p e 1 i:\ r c c i p r o c i d a d e c: u n :"> { .:< n t e c d i f c :- .;:,' n •.: :i. ;1 d D. . Um d u ':i ~.\ ·:; !) c c t: u :;
''
(i J

L1tl:rct:;:\nt:u 1 c~:;t:<.\~i d:i.!,;c:u.~:;~;t)c~·,;_, <'.f.'C::idl" de C!;c:l<:\1 cc:c(ICir<l~i "iohr·c i.t)~_lttll~;

!J u n ~:; dc ú cu <:; c: o mp u n c n t c ~:. : o~:; :C.\ t o t" c~:; c u n c: r c l o'; e ~:; u <<~"i :i. n t c 1· <J ç iS i.' ~ ; .• o ':i Ju ~-' ·-'· r· c· ,,

poder :{i\1\/U':; pcn~:;;·_\r 1 por c::<emp 1 o 1 CJt.\c <:\ pr.::·:~:;cnç:<e( de c~:;c:r;,,_vo::; ou ''d<.l c: r :i.;Jil .,,,·t:~

·prob1cmatiJariam a caractcri~aç5o do privado como n~o político cmGc1ra e~tc

priV-êl.do. T;,l,l\'e?:, mcno~-; do qu(.;.' rc;).f:i.rmar ;:;_ poJ.:ii:::i.·i:':JçSo do pr:i.\'iJ.do, torn;,l_··· ;.;· 11c-
c e,, "• ci r :i o r e p •? n ~; a r ''· -::, c! :i. c o t: o mi. ::1 •; pr i. v a d o/ p t!. h J. i c o , p o 1 ( t i c: o ,/ n ':\ CJ 1' u 1 í !.: i c: u \ c q' t,. :·
c: m <:\ 19 u n !:i d u ~; ~-;eu s> as; p e c t: o~; ~~ c1u e I <:1 ou t r::,, c J á. s; !:i :i. c :::i d i. c o~: o m:i.;·\ C: ,,_ c -: :• mu·
nidadc/socicdade).
I 1' J.mu~;
F' o c(':.'!'
c 1-·l":i.nci.paJ.mcnt:c, em u.m<:~. ~;oc:icd<:tdc·::; que tr:·1n c<,;tru.!ur:;,ln;ci1Lc.· pre·:;cr1te c:m
tod~ sua histciria, unidades dom0sticas compostas de rclaç

ticos, empregadas dom{sticas.

Jjsct,ss~o ~ntforolclsica sobre as relacGcs familiares c a unidarl~


.. 1 •.
lJ!..?-

Ir: é 'i i:: i c <''.. à c:ontiyuidadc esparial


ter de englobamcnl~ das rclaç
E a divis~o das esferas e de suas relaçôc~ pa~cam ~

cion<·\J.:i.;o:<:>.>;:ii:o c!c u.m:'-'· C':>fEra pri.v<:\dc:'. J:i.9:;;_c!;;,_ ;:;,_o pi.J.b'l:i.c:u''. Onde -F:i.cD. hr·r;i n:ii::i.>i:,, ~,,

lar5cs sdcio-estruturais:

"A na{an:.·z:.::;, 'pdl!l.icx' do s.'x!ko de: convi\'<fllc:f.:.: d-:~ Dr·o'ila'' f,:(-


.Nl.ll.i . ::~ .;:._·m f(tf€ a tfon . .::~-~dc-.c·.J.::.ia ._:_~.:J la~:fo ~:!o -s·;_::;rt!;or <"/.) t... ..;~s,:-:.J <·er:~r·c:~.-:,:::n-~
t ..=.-~-v~~ peranf~::: .2:! cri::.<~i.:.x!_}Ct'~'l .e . ~ v,;_:·:!inhanca {{::{ l<Jgar 2 :..*:i.?.la ~/.:::· {~-. .-;{.:Jr
dt~ p~~· quen.:.~ /'3m 1' li a, em 1~(te .:.:1 es·r~o~i·~:~ ~~om ~-;.eu~; in/'.:_-~ r~·(:·.::· s- :·-:.·e r:' J ·--::;e _=.-z , .. .

dd c r i ..:10'-.:.-' ~"l t: r;r. 1:-e::; t .:-.-~ ·:.:; i\:~! ti ri !.i.:.~ ~-c;::,· to r natlr- . . 1(:'
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p r i\'~~;! t{=.~: ~--í ~;c rct!n ei.'f rul/Ff p rJ.(.; li c o . t1-ç; p eç . :~ .ç.: ou ~~· -~ las c o o:--~; . =.~!_·:,.: :/.-~ ~-.; --~-~
{o~"!:.{ a casa e~:;f.'./{c; re~lu.?.·.:_·(({~l dO tninitiro. IJ e::;p._--~.,~co ht:-tJ..:"/_ -J i -~-~ 1 ~·;:.,_=··-·
lhOI"'(:-:'~1' ftfdn~I·<)'E·~;· lJUr~;-i...:c::l-1:.~ 1 (J (:/ .9(/\:_~ f? O f:.. ,--,~{~Jn{o .:~ t..itt/-:{ {:.. 1 (='\~·-:.;: ( ,;,•,f(' ).:--·l-.-~-
ruen{e nov·a: a ~.-;,:xlii"o ... ti :-~;al,~l·o nao ::i·:.=--'J"Ve} pf·;~·~-::.'fit ao 'la!' t.'i,:;;.:,.- • ...:
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J

linh:.~ ~::ntre a· esl'~::~r.a (·1 ri,./a~:t~.~ ~:: ~ e·d{!erd p·;.J.blica f.1,=.x~;-~J·a r~clo t.1t(.'JO
da casa "(46,!.

Gc m n c~~ a r <:1. .i. fil p u r l â n c i. <.\. <;; i mb ó J. :i. c <:\ da <1 ,.. q u. i \: e ( u r <·\ c r c i. o •: 1.\ o:: h ;:í !. : u tn
fct1chc. No seu sentida literal.
Em um~ sociedade n~o igualitiria ~\o n í v e 1 d i.\ '; r •':.' 1 i\ (:: b C' ' . ·: o ( 1 .:: 1 ~ . c
de ~:;ua or~J<:l.n:i.i:<:IÇ~;u Cé~trutur<J.1, (o que é di~:;tinl::o de ·,;c:1..i cócl:iu~) j;.1r ~:·!i c::) c,

esta desigualdade, sendo de clas~e ou de car~ter hierárquico ou ~~;i~_~ rira,


<:1 :i.nt:erc.?luç:;\n entre dc~;igi.Jil.i;;; em ttti!::1. c:on!::i9u:i.dztcie cs;r'<.!C:i.:::\1 n;:;o <:\nc•.J.::, c: c::·i.':.í{cr

~ rccod:i.fiyuc. Hi que se pressupor certas regras neste jooo de altcrjJ,,Jc que

E:!'li

dualmentc casa/rua; sal~b da casa/cômodo~ íntimos da casa

constituiç~o dos idcnis e estilos burgueses, hi uma J.ncur

casa. Sob;,-e a família burguesa diz ele:

"f/td,''l.
c ied~~o'e que

\:r <c\. r :i.''·

mc:i.l"Ci c;·,.:;o/idf:·o1oDÍ.!\. tf('' re1;·.ç('Ív·:; iS~u-::. 1 :il.::\r.Í.<:•ci, no ':;c·:f.ll.tndo r:;·,·',;ri. f11J! l .J -,;,··,' ,~;···

to c, o que n~o foss~ cnlrcntc a ~i·;


li.Íí"io). ~~ ÍJ (: i. .: J j ~... d c! l ....

tro da casa e ~ hierarquia que distribuía seus mumbros, e que eu, grificilmEn-
te, resumiria assim suas afirmac6es:

naç~o. do pai sobre os filhos. A terceira r€laç~o de dominaç~G, 1eprescnt~da

pela linha bi, ~a mulher sobre autr~ mulhFr, a empregada dom~stica. Outra li·-
·nha ~ ... l. <.'
111 ci _ ~~
J.' i"
T ~C
~:\ c..,. . ;. .b 2· \,' C u~ r,., 'T_r L., )' 11·1 c.
n -,
t~ ·._>LI.~~·.
=-.. (;' l.. '; J
seria da mulher €m rlire-

ai., po:is a mulher, espo'sa· <;er:i.<.:;_ trans-Forn12.da em dü:ntna.dora, senhor<-.!. c!F': nut,-a

0
1/::.iJV(!~lJ?t .. , tl(i'";
preí.. Y~ :ig.qorant anti idiolic sta \>'e {r.r:,~,:::: -~l'·:;;c; 1

require~f {?.7 t:'J·<'erci'"-:·t?: ma:;tcr:::; ntJt ~~o titu.ch ovcr the' :::f. i l~lre.r1~
~tVIin·~;e lt}i'~(f ~~(as· on~..:·e .?.,g,:_·(in t /;t:~ p,"?{f?r {::u;ri l i-':.~5 .s:~:; tJVr:t::· f/.e :.;)_--:~r-··
v<cwts, Nhos·e pl-eSi'.'r,ct? d.istir;guid [:/,c burgeoi::; trom his s·cciaJ
ioteri,·u-::;" (5J).

. . ~.
64

Has ~ difícil c9ncordar que a família e a unidade dom~stica, em toda


sua complexidade, possam ser englobadas no conceito de privado. Muito menos,
qtiando ~ estas relaç5es estio tamb~m acopladas relações entre classes desi-
guais e de trabalho. O que acabou per me levar, para a comprecns~o de (Jm t~ma,

a um recuo estratrigico em relaçio à dicoto~ia .p~blico e privado. E a uma apro-


xima,io à uma categoria fmica: a da dom~stico.

A categoria dom~stico sintetizar~ tanto as relações familiares,


strictu sensu, quanto relaç6es'de outra ordem que compartilhariam um tempo e
espaço. totidianos . Designaria o lugar desta interaç~o e o sentido da alteri-
dade entre desiguais,.permitindo-me tanto demarcar as relaç5es estritamente
fa~iliares como demarcar os imbricamer1tos com o~tras.relaç5es. O que espero 2 ·

que esta categoria aponte tánto para a possibilidade de n~o cairmos no fetich~

de que estamos diante de relar5es estritamente familiares e afetivas nem na-


quele oposto, o de que estamos no reino do trabalho, de interaç~o entre clas-
ses desiguais, e que sd suas regras seriam a realidade objeti0a dest~ rcla~5o

~o seu car~ter ambíguo, no sentido de conter estas duas dimensões, ~ q11e es-
t~ sendo afirwado. O que, ali~s, vai de encontro à ambigUidade deste LüiJceito
a que ji me referi no início deste capítulo. O que me permitir~ tamb~w ir1dagar
sobre as m~Itiplas possibilidades desta dupla dimens~o .

. ·.
NOTAS

(01) Novo Dicionário Aun:Iio, ed. Nova Fronteira, 1a. Ediç::ao, r~a. imprcç;~;~\o

(02) Raç:a c História, in Antropologia Estn~tura1 Dois, <1976).

(03) Benedict, Ruth: Echantillons de civilizations (Patterns of culturc)


(1950)
Ruth Benedict narra a fala de Ramón:
"Au commenc~::.~ment; me dit-iL Dieu a donné à chJ.que hamne an bo!
d 'argi !e et ce fut dan'fi ce bol qu6.' les gens burent leu r ~~i e. . . I L;
l 'ont toas plongé dans I 'eaa, poursfli-~1 it-il, nFÜ"Ei leurs bals i/{aien:
différents. Notre bol à naus est casse maintenant. n 'e:-o."·::;tc plu~;" n
p. 34. .

. (04) Halinowski, B:: Argonautas do Pacífico Ocidental:


"O legend~irio
·~,elho autor' .::rue Julgou os nativo::; best ia i,> ~,
destituldos co'5l-U.fiie'5 é. t.fltrapas'f.'iada em suas idéia-;:; por U1:r .:udor
de
&wderno que, ao referir-se aos n~~tiwJs da tribo dos :rr.:~ssim do sul,
com as quais conviveu e trabalhou 'etlí c:onf:,::;.{a z'ntimo' dur.'<nte /rruif."o-:
anos, afirt1la: ' ... Ensinamos a hamen.;; seti'l lei a obedi<t='nci:<; ~"'.os i:Jrato:o
o amar; aos se!;.,agens, a civiliz:aç~~Jo '. E.w '5eguid.:=~; alina:.1: 'Gui:ufo, e;!,
sua condu.t a, apenas por tendências e instinto-;:;, e govern,:;do por suas
pai.'<.·Õe:; irrefreada.s. ' ... "as sentenças entre <FíP2.s ,~oram tr2nsc:rit:::~;
da obra "Savage Li-te in NevJ Gu:i.nea", não do.tad'.:\,. d.::: aufc,~·i;:i. do F:cve·-
rendo
I
C.W. Abel, da London Missionar~ Societ~. nota 10, P. 23.

(05} Ade:trn; H.: Racismc et catés10rics du genre h•.!mB.in in L'Ho!TiiilE'. <wri1--


juin, 0984),
" .. . cette lettre, rarement citie, d'un C{?ifwh; diJ Xí/Ie sú-:c,:le,
ddcrÜ'ant -~ soa f'i ls les premier~::; naí.'iga{eurc:; earopé2n-::;:
'Ces hotlwrens de 1 'Océaa 1 aias.i qu 'on Ies désiqne, sont de:~; ani-..
maux ae t,:<ille élevie. Lears !:leu:< sont profandéaent en:·'on,~Es d::::u:;
leurs orbite-;:; et leur nez e-:;t en fonri>::.' de bec d 'oisEau. L::: ;:o.:u·t ie .!·n··
f'érieare de leur visaqe, !e do-ç; d€ leur.::; rrrains et, -ç;efíib !c· .. C-i L leur
corefi t·oat entier son{ recci.Nerts d 'wuz épaisse toi5on de poil~; lr.i-·
fié-5, ce qui les lait re::J:>·emblE.T .".U.'( sirlf:J:3:'5 d"::s forêt~> du Loud. L'"' p!r•s
tltrange, tot.dl2f'oi::;, i,'::;t .::r.ae, tou!:" en :itzwt incon{es!:a.bh'ITS'n{ des h:J:i:"'
ae-;, i!-:; ne semblent pr:isenter zutcune de:: lcurs IBcuUé~; r:enLde:;.
Coíl;parativemer;t à ea:i", l'e plus lJE:s·ti'""'.! dP"i paysan-:; est inffnifirctif'
plw; hur.rain. Cepen,J."in{, ces hommen:; de l 'J..7céan se déplaccn!: ct :.'oya-·
fient ~\1-S'C ltne c~~~~-;tu . anc:e c{u1.· t:::J-t celle ~1 'homEt"tc:n:i· e/.;.·pJérin··cn;:·tf~:; ~~·t J .;)

certa i ou é.CJan::/s, i ls soo{· f:'.•dn."rner:rent intel 1 ig~?n{s. !tinsi i~· ,?st t-ouL'
à (if.it pla.usible .::u 'i!5 .::;::.Jien~:: ao:-:e-=;sible~; à I 'édu .:.:af.'ioo t:'t' q.~:<~', "'
{orce de r<-dience, an leur iru:.u.lque les r•ranú:Tes d'un 1:?tnc hua!dfn. ···
d'un c~.in.JÍ.<; ~... SOl\ hh", cité f'õ\.l" F\.T. L.:•picr:' f:, F·.r~.
"L.cttrc
F~~~·n;:;~;Jorl:h,
Social F'<:.:1Cho1oq:J, Nf01 J Ycr·k-·L.ondon, lhe Gr;.~>l'i i-hl'l.
iS'3ó:26L o'aprés um.: traducticn <:~n~d<l.ise du Inz:.nuc.;r.Tit chiwíis p:,•x i1.
U.cn:; H<WD.
,.

(06) Haitre Puntila et so~ valet Matti, Th~atre Compl~t. <1976)


"11att i: E ·eu nf{o tenho a irdcnçà"a de vos t?"S/):f:.'r,::u·· mO: to m,:1ú; tt:r.·rpo
li fari"l. Ja' estou cheio. a
senhor n/io pode tratar Uf{J hame~~T
desta m,=weira.
Punt i l l a: Que quer dizer isto: wrt hO.'iTi:"nr~"" {locd é Wff ch:.:xuff',;::r. f' ego- Utt:.·
em plena contradiçilo, hein? Recoa!?eç<::.-a."

(07) Kakfa, Franz: A Metamorfose.

(08) Kaufmann, T.: A Aventura de ser Dona de Casa, p. 22, Ci975).

(09) Ver, em textos mais recentes, por exemplo:


Durhan, E.: F'amília e Rcprodud~o Humana, in Perspectiv<J.s Antrcl!'ol.ó9ir::1s
daMulher, n93, P. 13-44, (i98J).
E tamb~m: Stoick~, V.: Mulheres e Trabalho, in Trabalho e DomiGaçâu, Efi-
tudos CEBRAP, 26, p. 190
Macedo, C.: A Reprodu~~o da Desigualdade, (1986)

(10) Ver, por exemplo, Good~. J.: A Importancia Teórica do 0nor (apost .) .

(ii) La Famille, in Dellour~ 'R. et Clement, C. Ced.): Claude L~vi-Strauss,


( 1979) .

02) L~vi-Strauss, C.: La Fami1le, opus cit., P. i02.

{13) A discussâo sobre a import;ncid relativa do parentesco nas relaç~2s fun-


damentais que estruturam as sociedades rode s.er lida, por e:-<:E:.'IíiPlc, c:~rn (;o ..·
dclü:r,·. H. Argumentos que t:sti:l:o 1·esumid<:unenb=:, no artigu "La Pctri: idéele
du Réel", in L'HommE.', jctl.-déc., 0978), pp. ;s5-·i8e.

<14) Esta discuss~o est~ presente, por exemplo, em Abreu Filho, O.: ParcntescG
e Identid<:tde::· Soci<l.l, .in Anuário Antropo16gico, 8(l, 09G2).

(15) Tarlei, L. A.: Parentesco e Tl-<1.nsformCJ.ç:~~o Soci.~<.1 em Socifo:r:!;J.dC'" l·:u(:,.:rn<JS:


algum<;s con si de r· c\ fi. Õe:; ·:;ob r;:;: o Mod i': 1 o Fl- ~tft c: ,ê.'·s Cc· r::: •''(,'!' Di"\-
neo, in Anu.ario Antropológico, 80, (iS'SE!>.
Sobre o "cÓ,jigo ético comr.r.m", ver t9 p~l.i'C:\9\'"afo, .p, -85.

(16) Discorrendo sobre as possibilidades de uma história da famíli~ na ~r~si;,


observ~ Mariza Corrªa:
nf/t.?st~ sent ido 1 n.fi{.J potf~?t77f:1 S' r1€il1 seq(!t':~;·· i_'?f..:.lgir.' . :-~1- a poss·/[):;" 1 j)Jai./<.."!
de e~crew::.-r :3. hi~1tdria d~( {::wrl!ia br:;~.·;=;ii~::ira, mas <!(:>E'/1·.':(~' :::;u:}::·rir a
f?!'fist /in c ia de um P~lr; o rama iif3. i s i' i co, a coe,«:i s !- ;;:.'":nc .i C~, den {r o (i.:; .c.·r.. ;:,-,mo
tE'sp,'J.ça -;:;ocial, de vg'ria<5 la/'fíta-5 de orgart:_·,.,_-:;.,;.Xo s::x.i.!J.l. ,. (g: .. j i\J':i cl':'
aul:ora).
F'2n~;;wdo a Famí'Iia f'atria.rca1 Brasih:·i.ra, in: Co1c:h::~ de 1\>::.'tc\l/,o·;,
(i9B2).

Cí7) Nova DicionJrio Aur~lio, opus.cit

ThP Dcvclopi:lcnL'l C~jclc in Dor<~e;tic in C:oocí:J,


Jack (uJ.): l<i.nship, (i97U.
.. l • .,.
tf /

(i9) Bendcr, Donald R.: "A Refinemcnt of tht: concept of liousehold, Familü:s .
Co-residence and DomEstic Functipns
· in American AnthroP•:>louist 69, <i967)
ps. 493- 504.
(20) Yanagisako, S.J.: "Famil;J and 1-lous~:::huló: The AnvJ~si.s of' Damestic Groups"
in American Rev. Anthropo10gical 8, (1979) - pgs. 161-
205 ..

(21) Fortes, H.: opus cit. pag. 86.

(22) Atribuiç~o de um processo de vida-tcmporalidade na cstrtttura - na organi-


zação do dom~stico: um ciclo (um processo cíclico). O paradigma Jo ciclo
de desenvolvimento comportaria trfs fases principais: i. fase de exran-
s5o: do casamento até a completa família, sua rrocriaç~o. Depcndfncia dos
pais; 2. Dispers~~o ou fis~(o: começ:a com o casamento doCa) hlho(C~) m2,is
velho (af até que:~ todos tenham se casado; 3. :~ubstitu.ic:3:o: começz:, ,:om a
morte dos pais que' é substituiJa na estrutura social pelas famílias dos
filhos mais especificamente pela família do herdeiro do pai.· Haveria aqui
determinantes biolcigicos - fertilidade, morte - e determinantes estrutu-
rais.

(23) Fortes, !1. : opus cit. pgs. 86-87, grifas da auto r.·

(24) Fodes, 11, opus cit. pgs. 91-92.


.'
··~
( 1"\t:".
C:;)) Forles, rí. : opus cit. pgs. 941 sri ·r os fi1\2L!S.

(26) Bohanan, P., 1963: Social


. Anthropolog~. New York: Holl Rinc~arl & Wi~ston
e Kr..::esing, F. H., 1958. Cultur<:d Anthropo1og~ Nc:w York: Rirtch::::u·L cit2.-
dos ror Yanag1sako 1n opus cit. pss. 162-163.

(27i Bendt-T, D. : OPUS cit pgs. 494.

(28) Bend;::r, n. : OPUS cit. pgs. 499.

{"C 1
c:. 7'\ BE·ndcr-- s D. : opus cit. pgs. 499.

(30) !kr1der, D.: opus cit. pgs. 497.

(31) Y<:·nagi~;.:~ko, S. J.: opus cH. pgs. 163.

c• i64, 165.
<:12) Yan<:\::J i sak o, Q. J~ : OPUS cit pg;:;.

,., J. cit 185,


(33) Yanag i s~~:k o·' ;:). opt:s pg~;

(34) Yan a9 i '::;;.:,k o, S. J OPU~i cit pgs. 1.A4.

(35) Es~'··'' d :i s ( u s ,;;_~C\ ?ode f:.. f~ r er;contrarh, c.; i.n t i:·t 1. c ~-\. !T' r...~ n ~~' t:~ em: De L~c~. C. H.·
"Rt:laç:~fo de e!'!Plf'~Jü tf,:;mé~;ticc, o ccOlntr~·.to de· empl-('f!O dc:nÓ<:;ticc· no D:ir·cii:o
Br~sil2iro do Trabalho''. Disscrl~ç~o d~ M~stra0o.

(36) Lé·.,;.]·-~)!T(::..).'i:5, C.: 1.<:.1. rwtion ele m;ü:.;on ... in: r·arolé::.; Don!H;C':i, j>,).9:J.
iü9--t?3 (.t';~'\34}.
<.:

(37) Waortmann, K. :. Casa ·e Familia Operária, in Anu~rio Antropolcigico, opus


cit., p. ii9-i50.

(38) Abreu Filho, O.: O Parentesco c Identidade Social, opus cit.

(39) Durhan, E · Família e Reproduç~o Humana, opus cit.

(40) Durhan, E.: Família e Reprodu,~o Humana, opus·cit ., p. 26, 27.

(41) HaLtss, ~L:, in Sodologie et Anthrorologie, p. i.i47, 0978), rderindo·-


se à troca, como "fato soci.a1 total".

(42) Bobbi.o, N.: A Grande Dicotomia: PLÍblico e privado, in Estado, Governo '·'
Sociedade (i 987). I

(43) ledrut, R.: "La reciprocHé du public et du pnvé" - in espace:; pl: So-
cietés- Jui.llet- Décembre, pgs. i47-1~i8, (i?8i).

( 44) Conforme I in: Habermas, J. :. "!1u~ano. estrutura 1 da esfcr a pc\b 1 icC1.,


(1984);
An:ndt, H.: "A Condid{o Hum<Ol.n.:t", (i983).

<45) Por exemplo:


"11~4.5 n&;; estamo-:; vrmdo qae es~;a "inim.izade' t·e1rí um cara't;;;T >.?'..ií•c·-
cial. Ela i sobretudo comr•l1:·mentar POI'"C\U€ n!/o s.:: pode lalar ,f:,' c~;::;.~
Selii mencionar O '5€'[.( ê.'-::if'.;:;1.ÇO glJ,IíeO, ..i< rua. f'i~'=l5 e POlC.i50 not-ar é,-:mi.H'!lT
que ~
opa-siç/.to ca.,:;,:~/ru:a t6'fJt ct~;pecto·;;; com~•le:·<'D'i'i. · i uma ru'osicYcJ •;·ue
nada tem de est:::Uica e de absoluta. Ao cont-r.:{;-io, ela é dirt!/;::l·c,'~ c
r~lativa porque na grar;í::J.tica!idadc dOSi espa;.-:-os tra-::;ileil-a5, ru2 e c<~-·
r:;a se reproduzem linduamente. ,_.
:i.n Da riat ta, Robed o: "A c as<:\ & ~·- Ru::t", p. 59: Ci 9t;?!.

Allc\S, cas<\ e :::1. 1-u<:"!. ~um subtüu1o de um do~; C:;j.rdtttlo:; dn Snbr·,_,dw~


<.<. <.·:

Muc~mbo~. de Gilberto Fre~re <II O Engenho e a Praça; a casa e a ru2l on-


de, na página 47, citando um anJncio, di2 o autor:
"'{fende---se /,<.wt-:1 pi·eta de liun& costume::;, muit-o .;{gii p.:;~.r,:;< (od·:; o
servi~,":o de hwrr::J. casa, t-e11r :ió amnos de idade e sr:nrprc: f.cm sido ::·:-lJ<:'..:7
Sf:'!lí sahir à rua' dizú;.·-se num anúncio public:<do no Dia'rú.., do F·:r.···· '.:'e
J.:'J.ne.tro de E8 de /aneiro de f82i. findnc:io ~õignific."J.tiv~J: fr;.o:/J.C'l., co,n
outro::; ó ..1 me-:;mo s.:~bur, a dif'erenci.::J.ç.Xo ,orolund~1 que ;:e esc,~·Dclcc~·a
entre escravo de casa - ou de sob1 ·a do - e escrava de raa. [li re,·-:,'Oc.~.:. -
ç/fo que se prolong;:JU at1·avris de toda ~"1 erirrreir-2 met"a.de dü ~-;c:·cu.r:;.
XX.(".
Sobrado<:; e lfil.le<:i.inbos, ( 1.9Ml).

C46) 9. 6?, in Hibermas, J., opus. cit.

{47) O que é, por E"><erno1o, u qu.e ~J.·firmv Gilberto Fre:.tn:':


"Qu<.1.!:;E toda CJ~><::. de r::jti;HiE t:i.nha o oif:!l ol-;üór·in, ccr·' i~r:z.;_;~~n-·,
em rcdumC'•: de vidro; e di<•nte c!f"l quzd a ft·u;lÍii<l ~;e reuni;~ p<:n·<•. o (:c~ i-
to. (l f<HíiÍ1i.á, é c.L.\rí:i ql'.e ii·lcl•.!.Í<:\, a1r:m de p;üs e -fi.lhry:;, ".k c,:,::;• ,_-
dres c afi1hc,dof:",, <\ pal.. cnteJ~<.; ·=:além d<:' r;u·cn\:e1;,\, ILUC<:lí:<:J'~, r.·.c'r''!l··,
t o j <~ 2; e-.:; c 1· ;:.~ 1/ 2.r i. a d o mr!'~; f; i c a " .
(4'/) F'or C>\emplo, a r·efle:do sobre o pjano, ~-,;int:diit:<:uldu ~:;oli.dc~~: '"~ llelc:>:<\, nB·-·
tciria e espÍrita como as mais altas aspiraç5cs da virla bu1·0ues0 a esrl-
r i t: u ::1 1 i d <!. cl c ( nt L\·::; i c<'<) c o n j iJ ~:J <~da~; à m.:\ t e r i ::\ 1 i. c1 <\de ( o b j e t u 9 r<\ t 1d .i u <:;o I . C.:~ p :t~ ···
tulo XIII, de lfoh~',b.;·\\•Jn, G. S., opu.·::, ci.t:~

(50) 1n Hobsbawn, E. J., opus cit·.


:u~ JC :Jc - ][1110

{\! () T I~ ~:;
..

----::-
•·r /
I .1.

MULHER; MULHERES: NAS ARMADILHAS DA IDENTIDADE,


DIFERENÇAS E DESIGUALDADES
Com êtl:; CPl:Dr<:\'fcç; d<>~. pa~JJ.na <H1t:cri.ur, rcl:onii~ntu·:; o l:cri!<J ;d:r.\\'é·.; d.:' 1.1.11<:\

que\•;H\u: o jogo da :iAent:icl<:l."ciC, da difercnÇ<\, da i~Jua1d<tde e d<t dc~;:i.!JtUI>L-ld'~­


l<~lvc;~: n<H> ~;c trate m;·ds --· qu:,,..nclo f:.\l<H:ro::; ck d:i.-FcTc:n,;:::l. c :i.d,_:~rd::íd<>.•le

de tent<.\r de!3Cobrir qu\::: di·[ercnç:a c\~; idcnlid<:!de~; recoiJrcm ........ 011 i1ue c·~·:=;c,ert··
c:i<\ <:l.~; <.\P<H(>ncid'i e::;corldc·n:, rilü~. ~;c t:1 ,d.<n i<\ d•', l,_,,_.tlllht''~ id(l', c·;;t<h ..:o!!ill:tn:.>.-·

ç:Õc:õ, c:onrprel':·ncl(-;'r qu<:\ÍS ~-~,~; ~>tt<:'\S po~;;;;ibi1id:,tdc<:; ne<:;\:e JOS:!o.

nhn ·--- as c:rü\düs".


Em uma ''mc~·;m~\'' 1 ''outr~t~;''. ·Ern Uli! ''jclên!:::i.cu'', di+crcn~:::l.':>. O c:'I-'-'ICU ti:,·u

t~\o contJ:guo de~il:<:l!:; di.fcrenç:<•;_<:; ·--·o canto pude !:it:·T 1i.do mcl::-\-l'ur:Lc·,u-,tc-rltc no·:,;
arontaria uma dcsig0aldadc. ) í'

Ha OIJ{: r~\ i-' r a ~;e, qu:cl.nGo Cl"<~. n c\ i" r <.1.do um<:;, b r i 0 e~ -··-· c r 1-··

Pr'Cf!ada domé~=;t::i.C<:< .... -f:~ um:::\ mu.II-.e.r "p;:,;_\:r(Ei.", a primc:i.r:::•. volt;:,·-.-=:;c contr-:::.. ci c·,:;p;· ..

Ou, t<':l.l.vc;::, o "ou(:ró lc\dD do c~:;pelho") um do::; t-/t;.:1(J:; con, q~;,. :;;1,(-,"' •·=·

complexo, c diverso, que a dualidade mulheres e homens.

t<-1nte o·:;cilaç:~\o entre a a-f:[rm::,_ç:;~o de um« :i.c:JII_:,~.J.d;:·:i,:· d,, cnn>:ljç:


nhccimcnto de um2 diferença.
Simone de Beauvoir dizia:

"ksfiUI"~C/iiiJ.':'i"/{ la {eílí,.ne e~;·f.' t:·omr:le l 'hoarm,::_· un J:'t-re hu,•:ia.itl: lfi)f:,


l.<rlf? ..=:xf{2. rür::.~t'iori t:::.~;·( ..-::.b,3t.r-.::.r.·.ce)· lc l\:~it e--..::t qu~::·
tt:.~Jle {(.!.~:·{ -~·- !-~::··
hüfír<.u'n concre{ est f,::wJour:l singuliert.·a,c·rd ·::;itué"(4).

E J ~'- , !.: <:i J v e;: r i. o i i c i ( ::1. mc· n t c , cu I o c:.:·· v:;;, ;:, q u. c ·•:; 1_: ~.Í. o d "'· mu. I h>::' 1.. c· do T J. n J ...

ni""''('':J{ I.:.-l ce C{IJi ~=·ar..:-~J.~-~-(.~!··isc ·{COJ"./.Jtrrental:::a;=·nf.' Ia l'clr;:·:r;·c: •';-:/le


t.:'5{ J 't1u.t"rt=· -=~u coeur d '</;.•,-,:: {o{.~lé'L"d don{ les deu:-,· f.ei . f't•.>i -:,(Jf'{
néce-::;~;·:v.:res i '~m i 1 '~~td:-,··"C::;).
1\'."''
I ,:J
. '

diferença P igualdade em rclaç~o aus homens, diferença entre feminino c mascu-


1ino. ·E, qu<:<nl:o a c~:;t:as diférenç:<:\S cottl.le aiild~(, (\O fcmini'>lt•o, rcc:onh\~cc···l<:\~i c
c:onol:;;í--la<.:; c:on1 ~;in<:tl po~;:i.ti.vo (<!.fi.riliZ:i.r;::ro do~,; v<~lore~:; t:~ c•:;fcr<l~:; fclu:i.ni.ri::t'i, <:tm-·
p1iaç:f:{o de ~:;eu.~:; V<tlO\"E'~; ~~s e.<:;feras con<:;i.dt:.Taclo·::; prcdominanl.emc~nte como lria';cu·-
lin<Ei).
Nffo se l:r2ta a~ui, sem negar sua imrort5ncia, de um balança desta
t r a j e t: ór i<:\ , ni ::\ ~:; d c a c: r c !:i c e n t: ;·,\r f.\.19 u n ,, c o mp n n c n 1: c<:; \s ,,, 1..1. 0. ~; q u c •:; t: hc •:; .

Nesta re1aç~o feminino e masculino, homem c ~ulhcr, talvez rossamus


hoje, sem muita clificul.d<::.dc, reconhecer <:1\:é onde •v·i,~o <:\ di-Fc~renç:;::., <:t dc~;:i.~lu.~;,)--
dade, <~ hi.;::l . <trqtt:i.êl., a dom:LnaçZ:\o, e <').5 po,;E:i.bi.1:i.il<1.de~,; dt:' if]l.l:·\Jd::-1.dc, m<.t';, pode·-
ríamos fazf-1o se cont:i.nuasscmos o trabalho de dec:omposic~o? Isto ~. m~11tcndo
as mesmas indagaç5es, scl ~ue em lugar da rclaç~o antcr:i.6r1ncnte arma~a -- hu-
mer:i: mu.lht::r; ·f'cminimo c 111<:\~;cul.ino, col.nc<:i.<.;~;cmo<;: !íu.1hc·,- e ,,:u.lherc~~:;, fc-:r:::i.il:i.nu c
·fcrnini.no(<; )?
E~ justamente ai onde situam-se as minhas indaga~5cs. Mas, antes uma
leitura de algumas das discuss5cs em torno dos termos idP11tidade, d:i.fcrcnsa e
d.::'·ê',i.9U<< 1dade. ·
M

o que procuramos compreender quando n:Jç :.!.n de::


iden t i.dadc? _Qu<:\li clu sim, e qu.d.n cj o n ~::.D
'" J d c· > d :i. f e···
renr;:<·:,·?

çao sobre os outros, interacâo, rela~Jo, representa~~o Classificaç}o \;


1\

grupo ·c; s o c J. rt :;. ·::; , t e r i i!. t :i. do d i. 1 u. i d <::. cl. ~:, u '" '' d i 111 c n

E ps :i c o 1o g i a r c c e b ~' u. , do f o r f.: u i. f.: u .;-~ n c n r; \: r o c: o m <!. Zl.l! t: r opu 1 uH :i. ;o. c <.•. ~,,o c .Í. (1 ·_1 u ~, :i .:: ,
/ /,.

cn·f'nque~;;.

Etu Go·Hm<Ht, o 1.::<\r<:Í.ter ~,;oci.;\1 da i.dc1d:i.thdc é con~,i.dcr;ulu, c \:;\illl'';m c'

itldividua1. (~ ~>oc:i.t.:dade forneceria Dfi l!ll-:::i.c)c; e a;:; ca\:eu()r:i.;\~:; F'<:ll"<'.l cl<l.~:;':;i-!':i.c;·.tr

2.~; pc~;;~;o~1s. Es\:<:1'3 cl::lbor<:lri<l.lfl ~;cu o_qn·. D<ll 'il\<:t Pn·F;1~:;c ffld:i.~, t:HI jnt:cr:;,çi\o c!c
que em i:lt:r:tbuto<:;: ''o que de fatu ~'<-::' n.-::.'ce~:;;:;:i.!:;:, é 1..1.11ta l:i.ti~JU<J!Jc:rn de rc·J::lçi';,;::;, ,.i
dt: atributo~:;''. 1'1 ident::idade é captad::,\ ~;ob du<l':; pcr<:;pc'cli.v~.l':;- ,.1 :i.dt.'nti.l:,·,dc :;o--
ci<:ll. v:i.rtu::!.l (''unt<.l c:;:l.rac:tcrir.:<:lç:f(o em c·:::.<:;Unc::i.i:l'') c <J i_d,.-:nt1d:,J.dc <:;oc:i<1 ic<oi.1
(''~l.'i C<:lte~:~or:i.::1.!> e atr-:i_bu(:o::; que, de f::1to, pode d,;::mnn'·:.tr:;"r-:;c, lhe pc.rt-:_:_n,_c/11'').
l1·::; d :i. +c r cn ç: a<:; <:;e r :L <:í.tit c on ut: ::':l.d Z)., ;:1 que 1;J. <:; :in de<:~e j :\v c· :i.~; (:i. t! (::1·, t :i ,_I ·d c: (:~;\::i ~J m·'· \ .i ,.,,_r,--
te) c <Ei dc<:;c.i<Hi<E; (norm::ú<:;). Uc~:;(:e campo c:onct::i!.:tF:l.}, port::::u1t·u, :idcnt:id<,Jie·i">.'"

cohr-ir-:i.a !.::::•.nto ind:ivíduo·c; C:U<:in-t:u f)rupo;•_. c-:n1 ::;u:::t'; :i.ntc·r;:r.~:Uc:;_ (1 :i.dc.·r,::;i.d:,_d·::


(real ou virtual) sendo sempre social, expressaria o jogo entr-e um s1stcma

!lOi"IHat:i.vo. (<-:m que atr:iliut:o~'· podem ;>;er vz:,_J.or:i.;:r.;,:do·::; ou dc·::;•.J::,1ur-:'»:::\dc! >.) c· ;:\<;

aç5cs dos indivíduos c suas relaç6es, com um largo espectro de reconhecimento:


de·:; de u. m h ~·:l. n d i c (':\ p f :L ~; i c o ~:t t c; c {:1. X: e 9 h r i ~i.·:; Hi o~--:::!. i~::. 1 é t: n i. c: <:i.·~; : · ~:;i;:;>< 1..1. : ·:·~. i. ~~· , c~ t c ( ~~i? )
Idc·nt::Ld~:l.de·.~ t::Jmhé·m· foi u.m conct-::·:i.to hr~ín ~Jdt:f~u:;-1du ~:1. dc.;riot;:-;_r um c~\idPU tíc
auto-reconhecimento de um grupo rltnico, em Cohen, no se~ estudo sub1P us H0•

v;:·~, idcn!:::i.d;:\dc c:omo c<:>tr;·,;!:r'-~J:i<J d}.'i cl:i·Fcrcnç::'l.:''· P<l.·;·c;af::Jn1 ,,, ·::;er noç(';(.'·::; c!,:,·,_·.;c-..; p<;--

ra ~omr1ccns~o ele um largo espectro emr/r;~o

Ali<:\~;, r1J.: d.It:í.lilz:,_;:; dé:-:<::da~; pude< :(:,•.mu:.; di.zcr c'o c:(Jr,c:c:itu d·::-· i.cicnt:i(I:Oldc

POi"\!U.C C:U.fi.i.\lc1. '!!if-:1..1.':; dÓcntc:,;, cJ.t: c:u.r:;.l.VC:' :;.:::·tt~:; cluerli:C:i por (JUf'' c;c 1: :i.tih:.l tc;lli:.dCi Ll.i'ii
fornl<?. fc(~unda. TambÚ.m (~uhcri, e o~; do:i~:; t.l.ltilllü':i ;':l.u{:orc':i c:i.\:adu<:;. 1-i'\'i, ~'.ll\1 o f<t····

t:o de que idcntid<:\de adquiriu, em um per-ÚH:Io de "cri<;e" de <d9t.lli~'; conc:c:ib:h


i. d c o 1o 9 i a , c o n ~:;c: i. <':: n c i a , e(; c . ) , u 111 a s n b r e c a r ~J a c o 1i c c i t u :,\ 1 . I ~:; t o .-.(· , c HI
a 1~~ u n ~; c a~; o ~:i , c: ou b e ,.,\o c o n c c i l: o de i d c! i l: i d <:\ d c ~; u b ':> t: i (: u i r o ~:i c: u 11 c: e :i 1- o~; <.\c: :i 111 ::,\.

citado~:. Ciil:r~,· p<:\ren\:c•<:;e~:; (pnr C><cmplo, :i.dc-·n!.:idadc de tr·<·\J;;:,\l.h::\tlur·c:<=;). T<.~.l'.-'c:;:,~

porquE é um c:ollc:ci.to que cnc:ontr<:l corrcf:;pondt-nc:i.<l no i-'1~~no cmp:(ri.co c r'orql.tc


p c r lil i. t: c r r: c: o r t: e ~i me n os l u (: ~\ I i. ;:•: a n t i:'·: s , o c o n c c .i (: o d c :i. d c: n t: :i d <I. d c: \: c,.,,., ::-l. ~:; i. do c: o 1i ....
~;idcr::idD .e+':i.c:<:\.i~:. i'Ü:\~; como <1 ~-)enc<:\lof!:i.<:\ c:onccil:cu1 ni:\o '·"·;o (:,::_·tn:,:t clc·:J<·t \e<;c·, \/(.)(1

me reter a dois autores, na antropologia do Drasil, c que Ja foram cita~Qs,

par<:\ ver que ordcn~:; <le que~:;t()cc;; o concci.t:o de idcnt:i.d::ldc, nc~;!,(:~. t:r:Jhal/,,::.,,
estaria cnbrinrlo.
J ,,\ no p r e f,,; c i. o c/ c ~;cu 1 i v r o ·· I c/ c n t i d :::\ d t::' i:, t n i c ,.\ ~~· E<:; t r 1.1 L u. r -1 ~; u c i. ;:r. ·1 '· ,

Roberto Cardu<:;u ele Oli.vcir;::, Ci<Plici.t:::•, onde ~:;c ,-~rti.c:ui<:t <:1. qu(:':;tf\o d,, :i.de!i(lt!J.c:(:·
ét n j_ca, c, c\O ·f<<.i~ê:-·Ju, e;-::pl{c:i.l.:<·:\. t<:<mhém Orid'::.' .-;;:~;t:<:\ri.<:l. co1oc:::\d<~. Z:\ o:l'·'·c::,t::;o d:\
idC11t i.d:J.c/C:

p.:.~ra ..;·e ~iar conf.:~ ~l~:: l..ftn {t~··n/:im·enti soei~~:! c:•,t(t,,··e/n·\:~{'{C;:~·e . .:·.~}/i:r·
·;;o li ff.:/r i o ele eelo ltret.1 t-J -s [-r t-.r; s a:::; p.~·? c {o~~- : a ~/\:.~: i .::te n { i~:/.:.::~/~:~;

proci::·s:::.;o ({ie rela\::~,..!t~::.~-::i '5(}Ci.::~i~:;·) quJ.:? t"el.:Y Ir~·!:.:ar ru..l.•7r.:..! ;J. :.~(/. .:.~
s·oc·iallr. f."} t?f.JT ~;·t:.zguitf..:.~: u{Jg·,r··;;.:l:;,:ru.e-'5::.":_' (} '~_f. .:..:cf.:) I~:·:;{/:~ ../(.-.~:! a
dess-es a sp.::;~c L- o:.:; J f erenras a i ~:fen {i ~/.}o··.:: ~.J { n i c ..:~~) a 9 rur~c~ -~?t '· .
lf} co . :' ~}

p rac.e·5-so clt.:r d r { i Ct/! z~ç ::~.}..::.1 tJt- n i c-.~! c· c r.~{ o a q.~;.·c .J 2 :;· o' i !H-:?n
(r a t t:.~g· i c a-::.:- or3J fcn~5m·en o }~;l..~-;; r~::.~ I ~}ç/)e s inter~~: { n ica :j· "" ( j ~- ;

cl O. !TI Úi :i. CJ,

t e.n l: cl. \: i.'-'<:<. de n ;; o r- edU/c i · ·1 : ,\. i;. s i n t c r p r c· t ::,l. ç: i] c ::; c: u. l (: u. r ii I i. ·:; t <:l ~; , ~:;cu; ,

va de t <) :,! b c~- iH i i;:; o \"12 d t:. 2 :l .... 1a . ;,1 n p ~' i c o 1ou :i ~; 111 u , c 111 h o r a cu 11 ,, :i c/ c r':!. n Uo , 11 "" d :i. rn e;, ';: C1

los outros. Articular-se-ia, ror um l~do ;dcnti.dade social e ideniida0c ocs-


~:;o<~ J , c, p or ou. t· r o l ç!_ d u ·' a t· r <:\v é <:i cl <~ n o ç: ~,:(o d c 9 r u P o , c c o n f o r me <:l c o n t r i L1 l.t i ': : c
rlar-se-ia um carit~r cs\:rulura1 (ur-
li

f~ct:nmern\Ei o. "Iclc:llt:id<\t:e !{:lnica. . } mai~:; c:;pcc:i.fic:<.ulicn\.c u.m pi.\l·;\~Jr<:'.ro

'·'O conceito de idf:·nt· .idade pe-::;~;:oa l e ~ioci.::~ l pos·~:;ui um cara' ter


tna r c ai.:/.:Jttren {e r e·{' I -~=·ttt·i ,'-(~) ou ~::·otu.tn i c a {i\./,!.}.. t"tJ-.:i {o ,:t.ue ~i·up//c J ·e J. .:.~ ç/ii-.~.. ~;
fiüf: i . ::~ i ':..1 { an {o ~~·ü·.J.·'"': i_- o f..!.:n ClJ~i }:· D~O ~i~::.· c . .~ { eg~}r i a~-;· ~fcs· {i lJ,] flo ~:; a o r i cn ~··
{a r o tfesen ·vo l •í/.it::.~;·n !~o ife~~·~:;a '5 r e laçt~/e s· . l\lo ~-~~:nb i {o tl~J ~:; 1·.~:=· J. :~· \;:·//c~1·
j rJ { ert} { n i C aS C-:5 f".t:· ccJo.. i f:](} f' Ct}([~:· ..:': s·~:· e r~(r• r i r.t.:r.· r CO/i:' O U,•ú ·5 J. ~·I' ( C/.'i"d l{:?
'po~:ii\::·/1c~J· au ~/e cor: t- r as· { t:·~:-i·. fiel f.,{)r poD'·~· r e/no~:; i{,::~ r c~)n {'a ~fo pro···
c·t·ss~} ::lt:: i~icn{it.ica;;ito tll·nic~;! .:.:;~::· ela{}{}!··a!··m·as· a no(·3-~t} o(~--~ i~/.::~:;t .i·-·
da.de contrasU<.Ja"(i3).

soci~l e pessoal, e se coloca a qu2st5o chave na proposta do autor, a da idctl-


t:idade conlr<~·~;t:i.v<!..; e, por out:r·o 1z,do j<-:Í. no~; indic<:\ que::·\ j_dcn!::i(l::\1!'.:.' cuJuc~~.d:\
itd dot11Inio do idcolÓ9i.co tem do.is F"rt::~:;<;i..tpu~;to~:;, o ci<.\'' c:l<J.'>si_-F:i.c<;,.ç(],,, ;, :Í!!~;o cil·'

soe i<:;. i·::; .

críticas as interpretaçôcs cultu1alistas c psicalosisantcs da idcntid~0c se

o·;; e~;l.:udo·::; de c:l.z,,.~:;~;:i.f:i.c<:lçi~o, quer· P~\r·a o~; de ider;tidade, (c:un:u n í:c,:i l:<:'.ll!bc:ili

gico, o das classificaçôes, quer sob o aspecto político, o da csl1 at(gi- Je


(:"
o;
•··
U C\ J·- .. r·· f "J ~- ~J
t !J \ . !1 l.. J. ::\ ·•· ,:\() 1
·-. - . ~.r 1· ... '"1- .···
t·. { I C L•, \ \. I '.:,
~.
c.··':.
l'l' I')'
/ /

"{) { OC 0 da ,o L' ~·i. O:,'(.[ f~~ .J L'" O::•ro


,
·SUf! fl·/.,1 ,., ,:.·,,
I
fh ,. f· i . ~,· t' Q J: 1; 1 • j'
,' \,\ I \, I } ... 1 (.1 1 , , \
c)· t l J con··
e nao

Se n ~~o ~:;c pode de r in :i. r <J e i: n :i. c: :i d <J de "'· p .;·1 r t :i r d ;,1_ cu J t 1.1. r ::r. , (I i r· i a CJ. r ....
qeiro d:~ C•. lnl·,a em ouf:to <:l.rl.:i.<Ju(i6) <I cu1tur<:\ é cs~;enc::i.<:\1 P<\l-::1 ~:;J.J.<\ dc-iir;iç;\u.

fine, se modifica.

'A-E;~;·if.'f, a escolha dos {ipo.::; de {raros cof{ur.Jis que Jr.~·c.• p·,,:J·


r ao {./r fJ !:.7 rttpo t:·n L!U ..~o {o {a l ~icPf'r,~tfe (/o~; or_t{ r· o.::; f:./ r-;.Jpo-5 ct;i! r:~ ,1 e::-j-L'n ..
-C a fia ~;·t}C i ~~·!...:Ía-!lt:· enr i:[ll~.. :.::;e . ~Cii·..:lfii" in ;:..c r i .._-/.o:}~?i) \/.J.' q{t~:: o::·j -::j· i o-.:.\ i~~.- o'):· a ....
cr/{ico-;; devem poâ'er -:;e oeor, por o'{·liniç<.~(o, .:~ ou{ro·s o'o m::·~1mo
fipo"(tú).

J.ít:ic:;:\ de dcf:in:i.r c:lzJ.r;~uneid:c ~·•. ~; frord:e:i.r-3."> do ~lil..l.PC!. iú:·~;t,;-:· iliC''iliiC•. <:n\::i~tc>, l.i!:l-c•.

cr:[tic:v. ~'·i'~ el<:\bol . <:\, quer\ de ~',C coloc<,l.r :3. cf:n:i.ci.d:tde nrJ~. \:cl"!ilr::r·:: . de un1:•. hLr::]u····

-·rcnt-e.i cn { etiJ:./f (;,._~·i


: fl··~
I. ·-~
r \' ( ,· .... =· .
'" -' ·~ ·'· ~ .. '-'- .

~;.~' ~:; t .:.:~.


t-:. c rs p e c {.i ~/a t .::.'/rr s-i .de} (' {- t~·tn I·~? v.:..~ ,_/o . : .: .:::·()t} :::·i i t:·'e r ..s~ r ..:: ct: l { u r . :.~
t:·or7.:'J . ~ l [f O cotl :.J { a.n { C!'.·l~'n { t:' rJ:::·e J. =J:b.:·Jr.~:.:/J..)} ii;,?5PC .f.:.:n .::{~J-·' ~-; <~-; ç~·n ~~- .3>~~ es·s.~::.·
J..:·DnJ.~·cit'<J ~to pe:..;·~.J Cf)n:.;{i(.u.in{e ~.ie (!U{? ..f . ·:/ {o:r.' rcve-:..·ri~loJ· ,r,r ..::i~-:: .:?:.~s-.;~
per·spc.:.~{ i v. :·.! c.~ c\::: i .. l .. f.? { .~ t . =~H:b.~::{~·t· c:-<-.tE a .e~~ o i c i ~i,=.·.:-~/.~· ri .iro ~i/ ·te ,~-c.' PCft·~·

1.- o tfe ·v i-::;{ . =.;: o~~-f,r ..:_,:n i.::.:·.~~~ r- )J r i o) o'.0.· :{Jf.i {'r . ~-.!::-; l'o l-i<la ~J r/t: ~/e -l.i· n .1.. ç.~:ro !{r(.{""

('0:.'7) isto

t(f.ir.:·.: .:~ ~J· ~J.:·..:n <,."': J!o t/t:' -r~é f}U ~}'~:1 g ctu::'~·t l C' g i\:~ s c c DlP a r { i l h (J f.r~.:~ ;;·, {?/i ,:z.:- . :.: .·; { D na
t;;{ fi .i(: .x· ~J.:.~>:.fe 5(.' C ti VO l i/.~~lH (.lm·.~ 01· iD·cnr ~:' U.r~(·.~ ~:-tt J { U ~- :~ COlHD:rl ::1 • ( ) n ;~

f.

. . •,
(

mc~;m:'.\ ;wt:ora d.i.r:i.t:\ po<;;ter:i.ornrcni:e :;obre ;1 idcnt: .i.d~1dc no c·:·\td\ tt'lo f.iíl<·d ele "/·J·:.• ...
!J r u ~;; c E~; t r a n nc i r o~:; oo 7 I·~ c~; t: c 1 <:\ i d i21ll ida cl e ,·, c o I o c a d :~ c: o mo oo o:::~; t r :.~l: é 9 i \ d ,, d i . .
i'el.. ença~;·o, na sua dimcns5o rulítica. Mas, a identidade rc~saal c social,
riam,
ide n t i d <H.! c e e t. n :i c: :i. cl<1 de s c r :i. <l.lil " i 1 u ~; ól- i o~,;" : "c o n d i. .;<~o de in 1 t • 1 :i <J :i. !J :i. 1 :i. (: :," i c , d f:

qucst5es que hoje se

categorias lógicas.
onde este texto soore as classltlcasoes
'I • t\ '

mj t
IJ

pri :~. 'v' :-.J ~:: :~~ t:

tra com as qucst5cs que se colocariam r2ra a diferença ~ identidade.

flL!)Jl!:.::..:e.. s.. Lt"ii;i./:i.n.cJ~I. T.·=t·~ c::'L:E. 1..-~ ~:JJJJ':J:..{~-~:-=..1_ ~~:.::·_g_;IJ=. (i'.~·:·~ t:_.J.L~. ~if~:::.~
!f..s.~:..f'}~~u::i_::_.;;:.J:.i!_:ILL {.Lç. .f;:j~{::.2JJ::fli:_ S.:f-1~~~-:J-~~:;l)~JJ!J.:;_s_~~ ( ê' :Í )
,,

e[ les ne .J..~i::;senl" ct?pendaat d 'ert avoir tous !e'5 c::~ract.-t?re~ t:-;._


sentiel-:;. Taut d'aiJord, elles sant, tout corrrme !es· classifica-·
tion:; des sav~'1nts, dE::; sy.;;tf!ms:s de notian:; hierarchi5ées. Les
chases n 'y sant pas simplemcnt disposées sous la {onífl:';' !'ú:: grou-
pr:·s: isolés Ies uns ifes aatres, nra.is ce::; graupes sotdiennent lcs
t<ns . avec les ~-:J.Lttres de-=: rapports definies et leur ensemble fonlt€
un seitl et ff!ême tout.., (24).

O que vai ser enfatiz~do em seguida i, tanto o carJtcr especulativo


das classificaç5es, quanto sua natureza social.

"La sociéte; n 'a pa-::; éC-é simplelirent an modele d'apré.;:; !equcl L~


~enséR c-la~-;sifi.catrice aarait t-rat'aillé; ce sont ses· prapes ca-
dres qui ont servi de cadre ~'W systeme. Les premicre-s c Ja,-:;.::;e~
de5 . cho-ses ont éte de-:; cla-s5es d 'horrrmes dZ!ns Jesqucl les ce:1 cho--
ses ont éte intégrees. r:
'e-::;t pan-::e que le·> h.iJJi11l'~_....:!.J:.:2i..f::.n.L__g_c.7.!J·-
ré s ~ !· . ~ 1::: Cl ~lli"'Jl.1:_~':i® ':2 __iJ:JLIIL~.Jfg-;;_qJ:Jl!J.I!..f:.i.i. qa ·i l -s on t· g ~-cu p e
idé~7.lemen[· <>!W·<" auf:res ét-res·, et les dea:i' f/íodes de groupement Dn(
comarencé par se conlandre aa point d'J;?tre indúitincts" (25).

E finaJ.mente:

"F.t :;i Ia totalitd de:·-;, cf-toses est coa~-:at:


comme w1 -ç;ysteuc,
c 'e5t •we la société elle <iiéü'"~:c:; es-t conç:e,_~· ·de la.
m:;:nc í:ranu.ore.
Elle est w1 toet ou f-'lutât e! le est le toa{: uni que au•:::u:"'I ~~~;u.~
est rapporté. !rins i, Ia hi.er::J.rqüúJ log.i que a 'es{ •!Ut: uu .:.uúT•"
aspect" de la hier:;;..n:::hie.• sociale et 1 'anité de ~~~ coniLdss:::u·cf'
n ·~:st ::udre chose que l'unité fll~~-:me dE: la collectivit"é, étendu~· -~
I 't.mÚ'ers"(26).

os "ftres ont ~t€ rapproch~s. confunducs, ou bien au contraire. distin0u0s et


as quais remete a
ç~o ds identidade, mesmo na sua vers~c como ctnicidad87 E a difcrenç~ Gâa ~s­

tari.a, f.'>(pJicitanlente, formulad~ nc;-:;l:a procur;l. de col:wreFnc!el- porque "o:-, :.E:r-e;


são unidos, confundidos ou, pP.lo contrári.o, distingui.doc; em opo~;id\o"? Ouc
diferPnça e um pressuposto fundamental ncsta3 an~lis~s sobre as classifica··
...
Ç.OCS, o texto d~ H2rtz (28) nao nos deixa muitas dJvidas, e nem soLr~ a rela ·
d\o cnr;·,rlc:;a entre diferença e df-sjgiXdld<Hit:. Est<-1s duas nodíes, di-fc~\·•;;nç:;l. ('

dcs.i9l.l.à1dade Fl. se mn~;tr<:\ill imbricadar:; desde ~"· priw,:.ir<.; frô~:ie do tr<?/;;:.J.ho de


80

"f;fho.t resemb!<:~n..::e more pertec than betAteen aur


!:/Ct Nhat .~ sl-rikinH ia.-;;.,i.i.!iil..if..!:r. there is"(29).

Neste: artigo Encontramos a temát.ica clássica do "Ané2 Sociologiquc":


a natureza social e coercitiva das representa,6es coletivas; o par fato-idc~l;

sagrado e profano; a hierarquia. Uma ênfase no dui.\1 ismo, atr<'l.vés da idÉ.·i.<<. dt-:
polaridade, de opostos.
Mas o que fundamentalmente eu gostaria de reter déste texto i, por um
lado. o de já reconhecermos nele, mesmo que de forma n~o muito expl1ci.ta,
"cont'us~{o" entre as noções de diferença e desiguald<tde, e, por outro l?.déi o
caráter quase estrutural que ~ atribuído à diferença. Pois mesmo que Hertz ai-
core a diferença entre as mies •. com6 qualquer outra na sociedade e no univei--
so, na polaridade (rccorti dual) fica aí uma quest~o Idgica. Isto~~ a d2 que
o estabelecimento de uma polaridade, uma dualidade·, ~precedida pela difPrer~-

ciadio. Mas} o prÓpd.o H21·tz, um tanto en passant, reconhece tal "anb-:r:iorid<:,·-·


de".

"IJhE.J.t dú;putes t!H:Jn"J f!/ere ftírmely betNeen lhe {'.::u-.t isdl;s of


innat.(2 di ·::;t inct ion§ amf !..·ho~;e at e:·<.Pt:T ience! f·ír:d Nf,a t "' f . ·n,:,
.\ clash-. a f dia h;ct.if::a I argu!:rents' Tne app 1 ic<:d ian Df e8p::c-ri.r7:.::.','it.: 1 !
.":l.nd socialogic.=tl method to haman proúlt.us· Pi.i{:; end ~a .~·i-= C<Hi·
f I ict o f dogm.at i c and ccni: r.3dic<tary assert: ior;·. Lá2:;~~;;-:..._j_!_b,Lil.:"L!::.:­
i!.fL....ir,__.f:_ll:;;_i_rL'/.:3..Lt:?_:::.,?.!.:!.2Ci..J:.:LLJ.....!1~U.J.':.3:D:':11.ti.::lt;;: f.L" ..'~f:::-_ri[;il.•/f:._::
/.:ar <f.: •.U.~:__i..n.!:..di;.liili:L. _afuL_JJJ.!1.!..~~!..LLJ.õ:.i.:l:..!2St.'fJ.L-'li.i..f!Jl.S._;;zL ___c .:: g/c
W/:_..;.i,J:..;:_._f:.J:J!,;;;_L.:Z..!:.!:.~q..r.JL.'~f:.::i ..>--2Lli:..~L•./.J.f.L_f:..fL.....a.LL.iü d...L'I!.l".:.iJ.t.;?}_fê~ '<,~:.~: .•-
sioce they are l iaked to the 1/t:T::/ structt~-r;;: o f •;ocial t.Sou,;;,t.
But the .a1voc~de-:; of e8.perú=:nce were rigf-rt toa, for thcrc i(s r;o
qucstit7n here of imlriHta/JlE ir;5tin(.·t:::; ur ot a.úsolt..lle lfr;..:.:'i-h .=:.r:•;~i:)i­
.
cdl d-ate"(30).

a t. r a v és d a f r as e : " I f o r g 2. n t c as~ li110 1:~ h- !:i h <!. d n o i: e >d ;::, t e d , it: ~~ou I d h a. v e í o :H

invenb·.od" (::01).

quesHíes, retomada~;, rE:di.men~;ion<u!as E inovadas, pot Lévi-~:;!:: .. <:u.F;<:;- c Lu•:i~·

Damont ·" j;:í. foi dito. É bom 1cmbr.a-1o, cntreLuüo, nem que <:",;c:ja p.:<i"<\ qu0 rc.•;-
10~1 :i.z:l.,

de u.ril uni VET~;a 1 que a ÜiCClrpor(~:

'·'
;:}·.:..~ (,1 1

··con:o F:~n 1in9tt:í.·:~,t:ic:~·J. e·st:cs ::::.f::·~-~~t~:\llt(:~nto~; l:li.f~::~\-t~l-ici.:J.:i.::} cüri~~t:Lt!..~-:···!;1 o:1····

cJe·:,;, n~meros) teria uma lclgica, .a dus . '""


OPOSlÇO>?S SUC2SS1Vas,
.

univ;,::r~:;o ··-rn~:;~;e rc'pr·e·c;enf.:<::.do ·::;ob <:\ form:,,: de u.n1 con\::i.fi!JU.rn, p1.:.·no de de<;c·:::·. :t:Jit~·-

fli:l::;) H!:;:,:~; "" difcrenç:z,l.


Dica das oposiç: ~-

cxemrlo, os sist~mas de

C-:7.r o aut r o tfe{ernri n.::tn.:./.:}·-o nur.7a .c/ . =.~ s-::;.e} OI./ .::.~ t:z r e[- e,'-i..·[- o ;··:,·· i.f.~-! r-l/; .'~'
{l m n artr~) ic!t. ~n {i l.i -~· . :i J•. ·-· S-!~? a ::~i i int:"'-:.;t.lr.:.l .:-, {r..:.~ v~~:::; .dc l.::' . ~P-~~r !.. {~-.:n/·~-~;) :·n ~: -~~
i ,1 .:..

se {ls·n~-::.rrrina: cla5-:.;ific . .:~-·:~·.:::: o outr;:)J :·J·~:.-- o rro/~-e q.~·..:·e :·3~::., Th-, . :/.:_.!~~ pc,.
fanc/io ~ia5 cai-.:;c·tJ:~,~-es l~~i<:-. . po;:;s(.ri, ou cla·::t5i·i..,jc·a~··sJ."-? a ::·.! r~{··;_}!'il-.~o
$(:~ 1 acredi{~)n~fo tii·s-ecn~;-.;\r"/o ~-; ...::_~g.rJ.ir tfm.:.~~ r<-~~gr.:~, se ~::rcno/. r_·~· . ~ o (:(:{/o
I I i i/rf:tnen t t:"' ~J i s ~ (} ~~r I Cff;: lun ·~~-:.~~(} tfo-._-:; ;_:-.:..~ rat:- { {:' r.:?~i !":'UC {'{:;·~·:,· .: 1 r:.:·:·!:'}. r·}
tnai-::i· ·tr.s'qu.:.~~nt.er~:·~~·nte {.:~::!.:et?"·St: a::1 du.;;.'::-; ccJis· . .-:.!s· o ti(f?~::·tt~:·o {t:·r.~:.(.~; (/( ~:;..:~}

u'e ... ,'; / .,_ ~-: .( ...


va e u Jogo (em r•,:.'rJ'e I iure rn."J,,· ! imif.'e-::; desl-:~ ord-!·rr.~ ,/},, rc).:;---·
çocs· in(crrccs~-:;odi-;;"(T!:•

d o n r1 111 ~·· , \ '!.: :.: u ·~··.


i n c o; r. o r <:l d n cl <.· ,, (. . '. '.; :; ) .
. ,

fronteiras de intcrQç5o; s, dv demarcar com scntiJ0s cullur 1s lajs


fn:Hit:cir<L>; o <:d:o de rcprc~:.ud:.zH como de dent.:ro . de For·;\, ou ;~ntb:i~JU:\n;cni:•·.'; c-.11····

f :i. m, l ~). n t n '> c t <.1 n !: o<; ;él. t ti~,; , n ~,{ u ·:;c· r :i. <:I. !TI '''· -r in <J.1 q u c·,;!: ti c ·c; d (:' ~:; d e h :1. u. "• ·,:; c l'i '· t r k !, c i n ,

Eu t: c n t c i de ITI o n s; t r- ç, r z,·, (: é a qu i. qu c <'!. d :i. f t: r c: n ;,;: <·\ c 't" a , no·::; ·,,..,; t: u.:! o·:,; dc
cla~sificaç~a social, e J, nos estudos sob't"c identidade, um de seus PlcssurGs-

ter-rclaçScs. Para os de idcntid~de- nas virias ~ersrcctivas em ~uc 2 cnnsi-

c:a o f(:·~conhc-:·c:i.ri'~f.:'ntc~ de um~:t semc1h:::~.nça E~rr; um =~-i~:-;t::::m::~. de d:~.fc-:r!:!IÇa~::..

nl..e .f; ,;.:·na ~?i.~;:':.} n ~i 5-0n t


I pa 'E ~;.i mt.' l <::(üten { J..ii :::; p'(7 ~:;·;.;::e~~- ;?i Oi..(::~· }.J l Lf'/, r-:::'
1 ._(.-;;
groo:ees i·::;alé~:7 lc::.; uns de5 autr·c::;, iií-éu·~, ce,:;- grour:·e:-; 50{;'/:./(·rui;·ni
lE.. 'ií l.Jn-:; -=~vtc Je~-1· autr-~:·s .::/:.~:':3· raepc7r{s· ~ir:-J-t.ini.s~ e( lc·ur cn~-;,~:r·?·/~/~:·
tor,q;c: tin seu I et r.rl!are to~..<{ ~.·(~:?i;1 ).
"Et si la to{._:_~lit-~~.: ~:te::j cht,:;s·.e-::; -~?st' t:'C}nÇfi-~:· co~'ftTe tJt. . s·s::;f 1

c 'est que l~ s-o;.:;·.i~é(t.:: el Ie tNJ§rn.0.: es{ Cth?ÇJJ(:' ,:fe 1. ~::: ü712.·;~:.-e ,.;:/.:)_:-;!)C.1.. .:::'. r:- I-:
Ic est un touf. au phdât ellc cst- !:::.'{ou{ W!i~",'UC .::~u,;u,·J {c•u{
I .. .:.:!,C1POJ··t·.~~- <~:lnsi} la l(.r'(::~-.:.-!J"qu.ie l.t:}g.iqu,_? <1 ·e~:-;·,~ ~:,rJ.J~' -~>n . ~~u(;··e
de la. hiér.:.<rquie :1oc.r>le ef" l 'an.iL/ de ] ..:; t~<:JfL,/::>5-:U.'ce n 'c:·,:;-f: --~-.! t.< ['r>:":!
:::ho-:;e que 1 'uoif·,) mé'm-e de la collecfi'<'i{.:/,· tHeodr.,c .::J .r ··an ,·._
vcrs"(:J\-::',!.

J. <~. 1;. ()C<:, r:!;'··:; C J. <J c; "i C "i ( n D '::i C!\ (: i d U q U. E.' ] r·, r:.· d ;:( Ci O •:; d. U \: D r\: ', ;, C: Ci !!~ {.í.. :;; o C i ;· d : •. d '' 1 \· r : (: :,., -
,. 83

Mas, recuando um pouco mais, em Montaigne, no sciculo XVI, a diferença


estava incorporada em suà reflex~o. e com S€U estilo. (40) No ensaio sobre os
ncwtes, no "as canibais"(4U. E um dos capítulos do "Essais" ,iá intit:ulava-sc
"De l 'inequalitci qui est entre naus'', cujo primeiro par~grafo come~a com:

"Plili"ar{(ue dit ea quf?'l.:'!U!J lieu qa 'i! ne l-rouv<? point ::;i grandB


dis(·ance de beste i beste, comme il trm.fVIi? d'bamtne à hamme"(42,!.

E os s~culos XVIII e XIX v~o presenciar duas elabora~5es sobrP um~

dimensão- do social que também, tanto q1;.anto ~\ diferença, rE'mt::.·te às s1.tas rcpre--
sentaç5es e ~s suas rela~5es sociais: a noç~o de desigualdade social. ~:ous-

seau, em um século; ·Marx, no outro. Se, em ambos, a desigualdade ~ que est~.


explicitamente, em quest~o, também em ambos ji anteve-se a relação, utn tant0
confusa, entre diferença e desigtialdade. O que dizem ... :
... Rousseau:

"Coru::eba, ·na espd,·ie humana, dois t.ipos de dl!!<:iigu~~ld,,J,:c·: u:,ra


'lllH chamo de n~1tur.~ l ou tlsica, por ser e-;t abe lec ida p2la n~:titl"!:o··
za e que coa5iste na dilcrenç,=~. das id.é!.des, da saúde, da~; fDI ';a.:,
da corpo e d . ~s·
. qualú(:;des do espirito e da alm<'-1.; a outrd, •=EUE se
pode ch2.mar de desigu:.lld~ide moral ou pol1'tica, porque dPpende de
·. ·:.' ,\ Uilla espécie de conven;:·ii'a e que é estabelecida ou, pelo rê!er1D~i ::<u-
. tori2.ada pelo cons€nt úrrento das hot1rens. Est ::I con"S istc nos ·;t.:J.ri•;s
prú,:lldgias de qac goz::arrr dlgans enr pn::.iaúros dos outro:~, coti!O Z:.'
~1G.'t'"(,'tr/ tm::i-::; ricos, trr<:li.::: poderosos c I1D11i·en.=~.geado-:; da que cst·e:=.;, ou
"''1.ind<.~ par fazere.t1'f·· ..::ie obedecer par eh>s"(43.l.

e 11an<C-44):

"ft:":J.is an individu l 'empm·te pfrsysiquemenl: aa íiror.aletirerif' SL<r :m


<:"lUtre, i l faarnit donc d,;:,n;; Ie métrre tetrrp-:; plus de trav.=:::I ou 'peut
{r,"'.tta.iller ptas d:..~ ~",::·mps; et paar que le t-r.'H'aii puisse -::JCI">'ir de
liliE'Sf.n-e, i l faut deten:r.ine1· sa dw·éc ou son iu{en-::;ili::-:, s.xnon .: l
ces·~;·erait d 'élre wu:té. Cc droit l'!Jci.:iil est ur1 dro.it .ini-;' .'! l i'Déir u.n
travail in<'f~Fd. Il ne recanna.i{ .Jf.iCWI€ di-:;tir:ction de cla.:c.~,,:',
;-c.;..~rt:~.-;;: c;t..tt.;'* {<.")t.if ln-;:trtifi:· n'e-::.;l"' q'un (~r.~\l..~illt:~r (. . Oltrttre un ..:."'-u..(·{r.·.:;·;. tr'"~.t.:~·
i l recanrL'lit -l·~-:u:iL·er:l'<::'n~- l 'in~_-:/galiLé de~-:; dons individ.!u='ls e{, rnr
suil't.-:, d~::· la car.•.:.!:::·:U:i de ren,f;:·ment cu.rnme de::; p!·ivi legc.:; a;::..L.!J.FJ::.:.l-:;__
t7_~:::ti:_ fÚJ.J~ Q'·~"i..Q..;i__ ~:I.;:L .l..;;,;::D.:'::r;.l.~ ........LrJl.v __!.fr:.J·~~i.t_.~~~~OIL'i~-i.~..~·:· ({ /.:: __,]_ .:.L~L-;;!ir;;J.li . t_t:_J., ~QJ?i ~~~L:_=;:
LütJ.t. dJ:.o..i.1..(45). Lc droit ear sa oa{w·~; oe pf,'t({ ccn.::;i;·{..:?r ~';ue d,).r;-•;
J:. rt?.."irPJ~J:t." ~~ 'i.tnf' 1/tt?t.·:-~~ llf.ii{;::;.: de lrteSt(!"t:'i /7,( ..:;.~iS Jc~;· fn,jivi;:l~f·~j
r,.:.L w;.: a.e. c'i..f,~L,~:.ú:n.f:.. c~;::~~ de.~-; i.n>li.t. ú!ue d.Li..Li..IJ.c.L'·-·· ;: .
1
••

!.L:.:t~: .iJLt~':..U!A..'-1')_ ( 4é~ ,: ne :..~on t trrt..,s·u J ·d.); -~:.1 ;J JdP r>-~/~-; o:n f? u n J { .J J::.··::i\ ;n("' i r:·
e;: ',:~u{i.~nt· L{U iot/ /;._:._l-;; :;(.}i'J··j·i(/(·}-{:; ;j 't...:n ,u;··;,r~~:' f'O/(tt ~fi::: vat;~,. ·7U on ot:' lc:.
F'·:~f;;:it t?l~e ç;ou::_~ un .~"t~7Pf:'f~t d-d._t.>:-:L:.cz.ioJ~j_ p,;_~r ·f?:-c.::~Jvr-..!21 o'~.~n·~ ti:·~·; c ...:;-:
p rt/::-;t:n t; qu 'rln ne l '.7.' s f ·Dn :_:;i d;::: r._.~~ :JLL~: I.~~tl1:.iiil.t;~ .Lr:Jl~!.:'Li1..1 c:l{_L·;~~ ~··· { J i t.·o ~./e
"':

A con·::;idcr<·.cr ::,\ fr<).~;i·? que fJl":i.·fe:i., a d:i.fcrcllc::i.;·,\i,i\o ~;cr:t:.\ Uiik' <:.:ull';>::qtu .. ll ...

c:i.a .J
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r . l . r t
C C:~:; 1 ~j lli:\ O (':\C C .:':: rl .: \" ;.,: O~:;
. -· , , ...., ... .. < '·:••>:)-.. ,.\
.1. I i U .L \, .1.1.. l.ll.l:> •
E::.f\ f.t. l.. t·.. , ,'·- <.\I\
.. . , ..
\_ U , quando nu

SC9ttint:c i·íai.. ;< j:,,\ ni:\u c:un':;:i.dcr<:l. m<~i~:; '''· ''t:ri:\li~;:i.~:i{o'' P<:lr<:\ U.IHi\ ::;uci.c-:c/.:;~_dc CC'II''I.I::i::i··

l:<\ 1 m::1~:; <:\ ~:;ocicd<:\dc COíiltr.ni.~:;l::<'l em ~>U<'- pleni.f:ude, <1i'irm<:<:

"!Jan s· ifn<::' r• h a ~i·{::.' st:-[...,{/r i cu rt:' 1.ie l . so;,.:· i t:-: r ~:1 com·,qrttn .i~:-:; r <:: q·ü·~~.'""i o(
:.':J..
1
} ,:_,~ tf-·
J.. tJn{ cl.fs·pa,,··u 1 'a~;·-::/eJ-·viss.:~!l~'~' :;·I.JL1 ol-~iinan{ion u'-:::·~~i ir.1 ~fit 1 /D't~·::; . 7) l,:_-i -~lf-·
a~'CC ~~·llcJ l'c}t 1 PO~::;it·fot7 cn{l-·f·
in te 1' hxtue I
{'!l''•':••r·. \' ,_.,, ..
J' 1 '• IH .1, ~. 1

b ~="1 ~;c.~ J r~ \ 1 i f a I ) qf.tan -~l a v~:.~c 1t:o ~l~!J:~~.l.f2R.211lf::Jli:._J·.~?.Li.l_(~~i.,~·~...L~: ü~(::.~.~-:~


0

l ::::·s for(-e·s p"ro~fuc ti l/e~:.i !.:;·.c· ~i· e rf~rn { a c c rucs e ll e~:; . :~tL·:;~:; f ~?L ~:~--~·}(' c~".l -· r
tt?~J ll:·s· SCJ<Jrce-:; J.ff:.' 1..] r.l:'chf·~:J·s~~· ~-::.~"Jllec{.r_'-;/e .f.,=.~ill.irori{ dv·.~:c ,:_·~/Jou··~
~:{,:~nt·~;~ 1 t-<.l~:Jrs ~-tettle,·ncnt- l ti~or.r."zcin b(Jrn{:! o't..: L;lroi{ bof.il"'f::'C'O.i.·=-:~- r~~)-:·~·rr~~~
<i<;,~p .. '5s-e r c f.· I.:.~ s o c i c..: t .::/ p f.}~:f r .1.. ~~:c r i !"C ~:; ~.l r -:.:i~::·:-'-;·
=:J.

chaL.. i...U,1 s·clon ~Jeg cap . :~~=-it-.~~:~;·J j cl;~=u:·un g.:?lor.1 :;e~~- .be-·

inclusjve n~ su~ Jjm~n-

r1a um lugar real -não ap~nas ideoldgico (no sentido que lhe di o aulor\ e
desigu~l seria uma sociedadE d2 diferença

.da.dc

de Du.rtl ü n t .
mas n~o a de desigualdadE social.

n·1 ·.o C
ol.c., 1 , I}
. f-I ]..L·c· )'· ::~.d.. Cil...! ].....I" I').. i-'..-' (~I i.~l.!.c>.lí.l::::)r:ioi E, t;JiiiL~c~m, o de pei·J<,,_r

lhe pcrm:i.Jr.:: pr-:p·,_:,;>r a:.; ji(/IC:Í;::::·::; t-:nt!r: o p<c~r(::icul::Jr e o l.:l,:i.v,_:·r!'ic<.I, :.>. idc(;]iJ;>i<)_ e

(e i'l f.: \"c o c·, <:;c D mc· n l I) c; i e ·:; u. ('J :;, in\: c i- r.! c p c 1i c! r n c: i.,.,_<,; i e' l: {\,~i<;<!. r cf e u lii ;:\ i' '1. I' ti i I i_ 1. :1 r :i. cl ;:· ....
que ttlili,\ e(:nogr<J·f':i.;·,, d<:\ ~:;nc:i.c;d<tdc h:i.ttdcl, etnhur·a i:\ :i.tHP1:Ít:<:tiidn, u IIUinu lli.:·r;:iilt:i·-
c:u~:; <H'CillÍ:<.\ t:<:u1\:o f.'<:\r:ot ;·.\~·; que~·;(:(}c<:; que <tc.<tbui. de t~nunc:i.;.tr, qu<.~nl:u P<.tr<.t Ultl·•. \'n· .

r_ICilhU:i<:\ pro!JJCiit<\Í::i.;:;·.\ç::\n Clttrc :i.gual:i.l:ari.~itnO, hier;,;,rqui.<l., d:i.Fcrc~n~:<l. t? d<~'i:i:JU;l·-·

di:\dc. ·
~:;;:\o li1Ll1l:ip1<,\'i Z:\"i PO"i':i:ib:i.1i.d<·\dc-=; de re.fl;?><;:\o que;,,,,, ta1nh·:~m mc(llti'J;t~>,

po~;<:;:i.bil.:i.d;,rdc de cu;d;in<.t(.:zro c'n\rc e~;(:e':i termo~;, <\POii_\dni.


i)c, log:i.c:c.tltiCnl:c, ;::~ di.fcrcnç<:r pode ~;er concc~h:i.cl:·,r ':i>-~ifl <l dc:;:iqu:,,'(,_!.,:.dc:·_,
h;:Í i!U(? r-econhecer que c<:;t::.t ,"~;oc:i;·,t1ment:c" . cri<J., t' r·ccri;.-,_, ,l:i.rcren(.::,·.. ·
fosse t~r2fa fácil rcc:onhc~.:o que n~\o é (f::ent:ci. mu~:;trar c:u:irc:' <:··:.\_·::\':; ,/tt<t·:; fi()···

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!·i<·,~;, Pl.. cci::;:,\ri<:cmu!:> Í:<t.iH!Jém proc•Jrc.\r· 1/Cr ql.l.t-:' :i.dcn\::i.d:::>.dt.-~~; c:t·::; d:i_[.:~rCi•\.<).'>

e desigunld~des Escondem.

.
idcntidndc. e desigualdade, c m2u unJ.t.: ' .
. cr·su cn!p::.r:tc.o.

'
ç;c

grupos ou individuas (tamb

i0uald~~e, di{cren~a c desigualdade.


. r. .
Vejamos alguns rcl~tos das e ;-<P c r 1 e n c 12. ·;.3

Di.'" Ltí.c: :i.<.'.:

"au .~ndo ' '


g r.;! V} (i·-'-' c,;
. eu dei
a . =t et1rp r e!·.l):,l~f. ·~ . E <~J l l?a ~~1..re !}OZ .;~f.f~7; ;,;:·la to i
p.:.~ r ~::~ tE~ i r <A c { ;··or~"/·1."-':::: Ul7
rtronf:Xc de rou.r•.ú1ha~:,· d;;;: nent e:!ra eL6"C'.'"i.?:• .

. ·.
E sua ,ilha, Beat~iz:

--você nJfa v,'ili peg~r ~'f empregada e .,;enl-ar na sal::~ ca.11r seu m~'<­
rido, seus filha.;; e ficar brinc<;indfJ, as quatro fe!ize-:: janta-s ...
Ão mestno tempo eu acho de;;a.gradií.vel a ~]tJrpregada ficar s-,)zioha er.r
casa, sent fazer nada, olhando P'ro ar e voct:.-: brincando corrr ::;eu
marido e fi lho5 ... E, fazer a etiff.'regada. r•art i c i par da int ifilida·-
de, da dinâmica d~"i fattdl ia fica i.m~ nl":gdcio 5t~rer de'-1aqrada'vel.
Se dá muita liberdade aÍ bagun(.·a mais ainda. Chega um dia ela
vai dormir entre vacê e 5eu marido ... é, se vocc.!; d:g,' e:;{e tipo de.
trela, acontece ... é chata, ,oorque ela vai participar de-sta di-
nâmica, é muito complicado porque -:;e ela f.'oma liberd'3.d€ começa a
mandar na ca-sa"(53).

Diz Isabel:

"'Quer dizer seu eu não estives'5t~ ali, ela t-eria que fazer ... "
"Com-a diz fffinha mãe, patrão rdo cheira, nt::trr !f?de"U51i).

Laís, mesmo sendo lídet política, quando lembfando a intPraç~o com as


piitroas, diz: .,

1'E, tudo ,;,ruanta foi as5irrr, boa~;; m,'lneiras, ela nre en~;~·::;:::u.
éPtiCa~ eu esta~~a f.""fJ.rrr nrais t7fl aren~:Js-1 ,.:fe::~·es-:.J.et~? anos:J t:oJ~ ...~ l ' . .
Entflo i, Cll rrr~~ li?Jtlbro t..7Ut' elct di~!i2 assirr/ pra' kiiilr~ '~;e vocr.? -tf;r
boa . esposa e boa mif.::?. . . '··<55) .

Sem querer aqui esgotar uma realidade complexa em poucas 2 s2leciona-

intcragem· como patroas e empregadas dom0sticas. O que expressam?


(! vi rt u;d idadE' de um uni '-.'crso cor.w ~ d: i 1h a do E r, quz;.n{: o mu 1Ler c é;. C.:d: c-:

lherE'S,

bérr: cnc:;:!t.re:i. um c'oleti.\1 0, n;::; primeüa pessoa: o "nós". No livro ~.~~·-r :i.to de
tra~• idcrJ(:id<:i.ilc:•:;: c1a~:; . <:t~i P<:t!:l'(El.~i .• e clD.s . ,,,~; emprc·:,r<tcl:·t•; duirtc'-:.(i.c:l'·;,, I·' <.1 i ::,\

C:Ofllfll"C:cnde .. ··l;,,~:; <1 dc~:>i9U<tlil<·,\dc c di·Fcren~:i.\ ~::i:\o nuG(Íe·:. rruc::i.<t:i.<:;. h<\·:.: !1\ ()rt::t.J'i
l.dcnt i T:i.ca~:i:it?~:; I ma :i~:; 9CI";·,t:i.~;: ··~;cr hum::Jno'' 1 ''pe~:;~;o::!

Em ::tl~)Uill<\~i d<·t~:; fdli\~'i di'\·:,; emprcuadzl.<:; dorrté<;t:ic;t<:, no <:.cu :f 1J c()rl~·rc~·... ·:;,,, e

que vou dc:·~;c:·i"evcr, \·'Cmt•:o nu{:r<:\ c:v.(:cDor:i.::·•. de :i.clent:i.d:H.!f·· <.l. de ir::·.,.i,:. tll«:i.cln:.;., o
I ~ ) 1. '.' ! ~ :: ~

cntidi.z.\.n::\~;~ (:entz.tm <:tfirmZ!.r··<::e como tr·::\b<lll12dord <0\'-~:.::tl;,ri::td\.


Cnn·::;idcr·z,,_ndo <:>.<:; c;:,tf.:r~gor:i.<':l.':: qu.c c:on";!::i.tuern c",t<.'l. i"C1<•)_,;,i.Ju -·i!.'; qu:..· u1·:::t1\

r ><P 1. :i. c :i L:\d ''· ,. , r. c 1 o~:; ::·:d: ores, e Lunb c'm z,\ 'i :i. mp 1.:( c i{: <t·::; -·· eu <'\ ~; <•.~J r lll' :,,_r :i ::,\ li C;'; ~.,:·: .. -

guintcs cunjuntos:

' •.
I. catroori~ de carJlcr coletivo, si~gular,
cujo cariter de itribui~~o de ~apciis,
. "
POS1ÇOC5, COO t CU O, CO OCa •u ] "~ I. . ~
GlSPJSlÇJQ I
LaS
personasens uw campo de reconhocimento CO]UM. hulher
Calcgo1·ia n1:io O<P 1ic:il:cH:lfillc fortl:tbda pela:;
personagens, na int21~ç~o.
ModElo estrutural

II. c,\f.egori.i!s forniu.l::=:.d:óJ_·:; como il•.!.to-rt:·conhH:)H~·:·ntu


e designa ti Vi't5 d;1~; por; i riíes rr::•;r.> :=:c ti ~.·a~ na p2. t :-c.? :J · c n~ p r!~~~;; d~.: :~
rcbdo (frequenter~r::ntc .;wtecedidi!~' pelo d!)r:!!:~:.\ t i ( ~\ ·:·.
PO'i~il'S';j_ '/O "r;;inh<i")
Modelo rclational

I 1I . CB te~ or j_ :~.::. for rruJ 1~t.c!.:t·:; n::1. in t ~:::-r ::·\ç 2ci .:-,
dt~ C{lrátcr "ê,just;dDr" da~, t~.rubif:IUid~:uies c
h::ii·=;Õe·;.; (t:·m rt-:~:r.:o:;l:,, ~. cümbi.iF•.í,:;:c, do Eiodelo
I e IL.
Modelo i~te: acionai

• • u
IV. catrgorias forr1ltladas n~i. Lr: i. c· r :::.ç ::.c)

Modelo intcracional

V. categorias for~~tladas na inter~tç ~


f?:·{p~· c~~~:;ando a (~ dc t r~-:~_;;· ;. .-.1 hC!
de·:::.t?~ rt:l~.~;:~o

VI. categorias qLlC redimc:1sion2r1


a rclaç~o dr trab2lho
Hod2lo relaciona]

VIr. C(ltegoria. que CClft·::.).df;:r:~1 ::Ô') J·::. ínOJej;J·::, 1

de II à VI, re{or~~laffi o ~oJcla I mu1 herr~;


••

l"I?I\IC( Flil ;\ ~iiJ(t fi L'···


qul~:nc:ii:\ c Dn{'<!.~;c: a prilllc:i.ra coluna é mais ·rccol-rcn(:\~ 11u d:i.~:;c:t(r~;o d:\~i cuti';:.~u;t·-
. d ;:,~, ~:; ; a ~:; c 9 u 11 d <.i. c o Ju n a , mi!. :i. ~:; r e c o r 1.. c n t .: .· n o d i <;; c u r ~:;o da~:; p a t r o,.\ !:; .

A qucsl5o seria, portanln, elaborar um rcfercnc:i~l que pudesse com-


prcencler e::;t<t~i po<;c,;i.hil:idadc<; r:m ~;uA~:; v<:\ria~; corab:i.n<:~çi'ic':;, ~;c:ru c:r:i.D:i.r· un iilolfclo
r..

mais.
1\c~:;u.mindo, o co(:id:i.ano dotrlc:;~:;ti.co c:ompor\:i1.ndo Ul\ii:\ dit:.:c:n':i~:(n ~.:>i•::\(:.u--!.cill·-·

por:::ll, trad:i.ci.ona1rnenl:c ~:;c de.Pi.nir:i.a como uma. c<:;fcr<·'· de dc<:;c:III'C:Ithn, :.ltr:i.br.t:iç~::q

de p:o\péi.c,;, c dcfüdç~ro da n1tr.J.hcr t: do .Pt:mirt:i.no. Di~F\1\/CJ"i que tcr:Í.<Uii<:>·c: <'tl~, no

'.'clonié<;(:i.c:o", c cnqu.::J.nto e1abor<:\d:íu ~:;oc:i.<~.1, um loctE>, c~·:;trutu!:;tl c itL'o1 :teu,

apunt:::1ndo p::Jl"a a po~:;~;itJ:i.lid::,de ela c1<''.boraç2o de um;::~ ''identi.d:::t.dc''. Ftti.rt:f::::.it::,:;,

f u n d ame n t c_;~;. c CJ n r.:: r e\: o ·õ> d <:t. <:•. -r i r ma di o da d :i. f t.' r· e n ç: :o:•. ( r' lEi :i. !.: :i. 1;:;,, o r,!. 11 c ~! :::~ 1: :i. ·.,- :J. . c o n i cn ·
me :J·:; c1c:\bor:,-,(:êíc·:;) entre :nu1herl·.:·,; e hcnn1::·ns: fetn:i.ni.no. c oE·~;cul:i.nu, ri::>:< dr::rrin-·
t <:une<:; c um ou t 1.. :,:1. di -!'e r en ç a: crd: r e mu.l h t:·T C''i .· Onde p u1L::r úuno<:; ~:;:i t u..':l 't , . d r.· r i. r, :i',.;::.,
de um conjunto de pap~is sociais, o exercício deste mesmo pRpdis ~cc1a•s

r e di mc i ·1 ;:. i u r: <9. d
.l::t ,, c o 111 o o c>< e r c :{c i o de um t ~- ;:·:. b : :. I h o ( in c 1u. indo :,; . d i.l!i c· n ~.: ~;: ··· ':; :,;, J. :,; r 1. c ,
etc.). O interessante fl c\ :i. li [: ':::r ct Ç ;~ D d C·:, i :!. c; lii 1.1. 1 ; :C-·

rc~> encontr::'.'f.mus· reptc··::.t-·iit<,\ç:i')c•<:; qu.c:· formu.);,\m l.:::,;.mhc:·n! :i.:::icril:::i.d:,,,dr:·':; fii).)c 1ut.::.;.J.:i.,:.éi.···

um<:t d<"-'é; c;<prc·::;~:;Õe~; m:0:1.i.·::; ~;].gnfic:dl.: i.v:,~.<:; qu.c encontrei. t:; o t: Íf.:u.lu de: l :;.'/1 ,., ··~':Í.f•(''

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( 01. ) E: o n :i. n i , ~3 . l·i : E: o <:1 s 11 <H i e i. 1· <:~. ;:; ( c m f a m/ J Ül. ) . B:i. b I i. o t c c '' d u La r ·' ~W .

(02) l~cl;OJto ele uma d<:l.<:> p<:·tct:ic:ipantcs do Con~JI"C':>::;o de. Emprc~J;J.d<··.~; Dul;'\~: lic;1c,,
rcali;:::ado em F'ort:o ~~~legri', i.979, dur;~nt:e a d:i::;c:u<:;<;i\o de;~; CJrup<J:i d·: ),·::oli.t··
1ho.

(C<J> Ro,,vLiol:h<.lm,She:i.1<·'.: "con~;ci.enu': de~:; +'emmc·s, morH.I,::· de 1 'homnw", dc·:;·:'c:nlnlc';,


( j 9/\'i) .

( O/} ) B(;:· <'1. u v o i.l" , Si mo n c : "L e deu :ü e r11 c: se >i i-: , o p tE; . c i t: . p ::\ ~.! . i 3 , ( :i.? 4 9 ) .

( O":) ) De a u. v o :i. 1· , S . : o p u. ~; c: i. t . , p c\ g . é!. i .

miri:i.:~;rnc: +~r·::..-r.nç{·J.i~:;''.
IJ :t~;)??'): ''Nou~; t?ni:f:~ndon~:; p::}r fémi.ni~:)!i'IC 1 l.:ulJLf-. :::rtd.".í.:._I 1

<:;e, t:ou{~e ::·tct:i.ün, tou\: ge·::.te pu~:;ant: con1me conf1:i.ct:uc1·::; .-· r::f: dé·í':: . '.'lii:,,b.)c·:.
aui< ·~'cmmr:::~; -· le·c,; rapport·,; en!:i·e )e·:;; deui< ~;ei<:c·::; et í.;i.<;;,\nt ~\ cn cuc:'l'f•',:·ridrc.
1<:\ n<:i!:uct::· ou ~i en modi.i'ier. J.cs tern,c<:;'' (p .9).

(07) in L'Idcntit~, Scminaire dirig0 para Claude l.0vi-Strauss, pag 9, (107/).

(ÜC) Du.rh::;.n, E.: (l pe·:.;qui·:;~·, c'.fit:ropo1Ó~]i.c'\ c:om popu1:3Ci')e·::. l.trb::,\n<·t::;: pi:.:>Llci!i:,·· {:·
pcr~pectivas, opu~ cit., r. 31-32.

( O? ) Co f +í;1 :,) n m E. : [ ~; C:i. 9 ma , ( i. 9 /. i ) .

(í.j.) i.n 01ivei.l"'<}, F;nÍ)er!:o C:,!.rdo·:;o de: ''Idel,ti.dad;::, [tn:L;:;. e E~;trul:u·t.. :'.t ~;u.::.·.!''
p ''r; . I X:CF' r e f ,; c: :i o ) , ( í. i? 7 .f, ) ·.

(:t2) F.:<:l.rl:h, Fr,::.·dr:i.k: ''Etnic. G1 uup·:; and Lou.r1d::<.ri.es, (i'?70).

(1.3) in OJjve:i.r-;·.j, F. C. de: OPI:i<;.c:il::, i'''8.~:)

d<t Cul {: u.'f' z,;, F:,::.·~;icii.E\1 m:·,.,~:; Irre.dut:{·v·c1", F\:cvi.~;!:;o.. de Cu.Jtu.r<:l. c r·u·J:;''. :ic.;:,,
v o 1 . J. , n 9 '!. , 3~'-i-·3? ou ?ird~ropolog:i.<:'. do E:r::;.·:;:i.í, (:: t<\!iib(~iii: "F';:::rcc,:.:r ·::::oi;fi~ =J.::
cr:t.tr~r:i.oc.; de I c! e 1i t i. d <!. d e d o Dr a c; :i. 1 '' , i n P.t n f: r n p o J. o 3 i. :;:.i. d o Dr <'t 'i i 1 , ( :1 ') ::; /. )

(í')) ·i.n [!Jrihd, ''P::\reccl- :::.o!Jrc U';; cri.té,·i.o·o; de Ider\f:id:::"o.de do L:t::.·c;:<.]'',


i·i.C. d<::·
i n r1 n (: 1 Oi' o l ou i ;:; d o Br· ~·· ~; i l , u p u ~;; . c :i.l: . p . i i 6 .

(56) fn Cunh<:l, li .. C. d<.1.: "F'al"ccci" ~;;uiJre o~; crHérieoc; de Idcrd:id<·.cic do E:1<:'>:i.J.',


i. n u f.JI J. <; . c: J [: . P . i. Hl . 1

( i. 7 ) Jl\ C1.: 11 h<.'\ !·i c d ~~ Et r1 .1. c :i dAdC ()fJI!.·:;. ,.. l t :·i.O:í.


' pF
~.
'
( j li ) J.l"l ;:~; 'J n h ~.,r.
'
11 c dü E:lil j c j r~ ~·.zi e ü~>W.; c1 t I J.G0
(í.9) :i.n Cunh;\, 1·1. C. d<\: Fl:ni.cid::.\de ... opu~;.,:i( p ..1.~)6

( ? 0 ) :i. n Cu n h <I , I\. C . dc\ : El: fl :i. c i. da cl e . . . u p l.l'i . c i.t

(2j) :i.n DUl"kheint,F. et l·iau~=;~=;, H. :de queJ.que<:; forme·~:; pr:inl:it:i.ve:=; de c:1<'.';:;ific:J.···


tion, Ocuvre~;, ·p. jl) 9ri.fo;:; meu<:;

(2i:~) in Durkht?i.m, E. et li<'lu~;s,l·í.: opu~;.c:it. p.1.ü, grifo;:; :r11::·u<:;.

(r~3) Surc ~~·:; di.f:i.c:uldade<:; dn mundo niudcrno t:1D.bor:Jr ttm;:<. :idé:i;:.\ de i:ul·;\lid.;.cJ,.
v c r 1... u u :i. s D1..t 1n u n t , ·· O v ::1 1o l" n o ':i mo cl c i· n o·::; c n o ;:; u 1..1. t: r o ·c; ·' , i. n u F' u. ·:=; . (: i :: . p <.I. 1 ·
t:icu1armc:·nte a nota J·i, p .i?:5ó, <t?(;i,').

( (.'4 ) in Durk h c i.1n F ct li'"· 1,1, ~:; ::; H opu·::; c :i.{: p (\·"\
()i:.
' '
( ;?~j.) in Durk he:í 111 ·' r.
\••· el l'i::.\ l( <:i 'i H : opu;:; c it p ,-,
u ..)
.~"

'
(26) in Durkhc:lm,F. et: hau::;::;, li.: OPJJ<:i .. c:i.t .. P.H4.

(
,, '1' '
c./ ) in [iur-kheim,F. et h:::~u~;<:;, H.·:· o:: u·: .. ci.t. 1

(2::3) Hert::::, F\.: The pr.::.. ·emi.ncnct:'· .... OPU.':;. lhe r:ight h<:Uid: <). <:;:u~:f:J :tn i"clifJil;l.F
p o.J e~ ( i !:: :J i n fi c D. t h a n d t: h c r i. 9 h :.: h:,:. n d , ( 5. S? 6 O;,

(29) Hcrtz, R.: opus cit .• p.89, grifas meus.

opus c H
I .-,
(30 ) Hcrt ;.:: I ~~ . p OQ
I,.J t PS i í E>· i 1 ...)
'
C3i. ) Hed ·-··y F: : opu.;:; c :i.t: p Q;)
\.! / } p QC'
l <,;)
•)
'
(32) L~vi-Strauss C.: Antropologia Estr-utural, r.366, (1975).

(33) Lcivi-Strauss C.: Antropologia Estrutural, opus ci.l

(34) L?vi·-Str~uss C.: O Pensamento Selvagem, (1976).

( 3 :; ) Lá'·.' i ·- St r :;·~ u. ~;:. ~~ C . : O Pc n ~J {). mc-:· r) t o . . . o p u. ~s c i t . ) p . 2 j. ~:.1 .

(~~f.,) D:i.go tamh,;;ilt na inl::era\:i.v;,; POi"qrJe, se n•:::··::;l::::r. per~:.p.;:.:·c:l:i.,.Ii\ ::1. :i.d,.·:·ni·:Ld,,;f,.·: ·::·
form1JJ.;::.d::1 e rcformu.J.;·~cra no jogo d:;i_~:; inter::.\:; . ·..;e!emo·::; q:JE· <1. cr,r::~;~:,.r; . ::;
do·::; cl.tri.hu.f:o·:; com que se compÔc· D. jcier:t!.rl:;i.dC l::<;lnl~::-~111 i.rnp1i.c;:iri:l. 1_;;n. ,:1,<::,··..
f:iii"ic:)ç:;·,;o. Qu;·,u)(ÍU Go-1'-!'n!<:lfi (Ccd:i.SJr<~;':l.,p.Li), pui· t:><CfiiPlD <•.f:ir!!k'. LI'..I.C " .. ;:'<TC.I
lo qrJc :::;n re;l.l.i.d:,).d ·:;e nect::··o;·=;:i.l:J. e;:; u.n 1en~:.tuD.JC: d'=: relz,.c:i.or·:o:.:~;, ll•:J ::- 1: :, •. t:i"i-
1 '"')""'''~'Jl0
t'tJ'(·(
.' ... ......
J'::! . . , " E·i'i''"''•('"\l'it·(')
·- '.. 1 !:.·. -:... •. l'i(''or''':,.
:.:.::;l..d J·,.
. Jl.c ~~-~; ....... -·r·
ô,:-} )'I''I''"'C"''"·''
_·.··1 1 ::.:;J.:.·ti c'"'("(':: .. ,,.,
.·::!. 1 . .-'L::)_. "'-~·. "
:::' I.. ·.::1.
'" . 1
lll;JilJ'j'•i.~J.~--~--

çi:\~J, ~;~;,o fl.\nd::\!ncnt<!.l.mcn\:e \:~\mhr!rn u.m jD~!o c:1;:{'.':;if:i.c;\t:Ório Co a~;pe~.·:::; c: •1.--


n:i.c:<l.f:ivo a CJI..I.C Go·F·fm:'.\il :;c re+cr·e i'l(l ''(i r·c:·pr·c·:'i•~.llrdç:itu d:!. vid<i co\);!;.:,,r::l.'';;.

<:371 PurkhctHI,E. et l'bu~:;~;,h.: "de qttelque~, formr·<~ pr:ir;;i(i•/c::, d(:' c.J<··<:;';iF];:.:I·-·


t:ionH.

Uf:) Durkhc:irn,E et i·h.ct~;<;,li. :Gpu~; c:i.f:. ,pag. 8í~

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1 /') '·/t-
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..

(39) Durkheim,E'et Mauss,M. :opus cit., pag.84


(40) Hantaignc,t1: "Des Homs" chapitrt:~ Xrt..JI, in "Essajs, Livn:: I, p.33L
(1969).

<40 Honbügne,M: "Des canniba1es" in "E:ss<:ds ... ", op. cit., p .251.
(42) Montaigne,M: "De l'inequaiité qui e:sl entre nous", opus.ci.t.
(43) Pousseau,J-J.: "Discurso sobre a origem '2 os fund<:1.mentos ih desnualdade
entre os homens", Os Pensadores, Abril Cultural, (:!.973), p.i?.:::i. Sobre o
t em a d a d e s i g u a 1d a de , a P a r t ir d e um a 1 ,:;: i t u r 2. d c Ro us:; c <:tu , v e r M<Ü o'> ,
c.f'.o:"Rousseau -uma arqueologia da desigualdade", SF'., 0978). Pri.nd-
palmente ;:~. "~: .• ,·.clusãa", P.93-ii9.

(44) 1-iarx,K. & Engels, F.: "Critique du F'rogramme de Goth<:!.", in l"i2n< Engclc.:.
C r i ti que des programes de Gotha et d'Erfurt, Editions Sociales, (1972).
p.31.

(45) g r H os do autor.

(46) grifas meus.

(47) grif'os do autor.

(48) Também Dumont, na discuss~o sobre Tocqueville, na.Introduç~o ao Homu Hie-


rarchicus (i966) elabora esta relaç~o entrE desigu~ldade, diterença,
igua 1 da de e identidade. Por exemp 1o: "C' ·::~;t r. e que nous cl i. t Toe ouEvi.l1 '"::
lá. ou regne l'inÉ:galité, il ~a autant d'hum:::tnHés dist:lnc'~c-'s c;u:::: dC:' ca·-
t~gories sociales <II,21,cf.A.R.,c.VIII), au contraire de la sacfetJ
igualitair~ CII~i2,i2,22): Tocquev~lle nc s'ex?liqae g~~re sur ce rbint,
la chose paralt a11€r de soi; i1 semblé m&m~ con:o~dre comme tout le con ·
de la fonne sociale et I 'êtr·e'naturel' ou uni.versei".p . .J~?.

(49) Harx,K. Critique du programme de Gotha, opus cit.


(50) Dumont, Louis, Hemo hierarchicus, opus cit.

{5l) DÜmont, Louis, Homo HÜ.T?.rchicus, opus cit. "Une t:héo1·:i..::~ 9é-nér<:il.e de et
n é 9 a 1 it é , s'U e n f B u t u n e , do H &: t r t:: c: e n t r é e s u r 1 e s <;;c d. ét á~' q; •i h. '
dor!ncnt un sens} E:·t no sur celles qUl; tout t:~n préscnt:.:t.nt cettz.;;\iii~1 fo( ....
mes,· ont choisi. dt:: la. 'nier".

(52) Dcpoin!E.'n to a ser citado na dnograf'ia, pa9 ~.'~:i

( ~i3) Depoimsnto ~ s~r citado na. et nogr:::..Piç,, pag i56.

(54) [!!:;:p o i r.1e:n ta a ser citado fli='\ c:t nogr2. fi::\, pag~~ '.42 c 186.
(55) Dep o i í•ísc·, to a ser citado na ctnof!l"afi<::., P~.g 368.

(56) Kaufmann,T.: "('i avenlur<'t de ser dclfl<?. de ca!;a", .~dcnov2,, F~J., 1S'7:;.

(5/) :ín LemouilJc,f'L. "F'ipes de terre et r:i.pcs de Pr:lfcclainr::"' S!.JU'Fclli~ ·~- \) 'c•,nr
fcmruc de ch<:lm!JI"(::' suis:.e romanct2 S9r:0--i94~1, 097fi).
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Co n f o I" me l·í i t: c h c 11 , ''Ou<:\ n t i. t: <\\ i 1/ c mel h o d :'; · <I r e e s :'i c n t :i. a 1 'I ~.1 ~~i d l: u d c~; ....
c:r:i.pt:.i.on"(l~. ri: ·com e::;\:e oli:id:ivn, o de <:UitPli;,u- a':; d:i.men''ii.'íe';. ctnn~-tr<,\+:i.c:Fi, que
eu :i. n i c i o e s l c '~ u b -·c a p í t: ul o c o !il a 1 fi u n ':i da cl o :; q u <In t :i. t: ;:;. t i v o:'> : :( n d :i. c: c~; . in d i c a c1 o ....

rc~;.

Para inicia-lo, c com o objetivo acima cxrusto, apresento as resulta-

1evç\ti\:<:trnento d<:\~; E·:;colas hu.n:i.ci.Pi:\i~; de En·:ino In·F;;.r.rit:i1 ([1-'i[I) e creche:''·, uu-·


tra, a aplicaç~o de 600 q~cstiun~rias, na cidade de Campinas.

Corno jj observei, os dados censitirios sobre o trabalho dom(sticj AS"


.s<,;.J.:,:lr:i.;Jdo, cot;IU <J.ltcrn<:\i::i.v::,. ocu.p;::.cion.'::.J . tendem <:t <;i::-r mui.to f!f:i'J:i' .. F'<:~.r;_,:. cuiY!···

quisa quantitativ~. Inici~i-a localizando ~s pr

c: D.d 01- e':; O C Li. F' r1. ç: "{:·tO no mercado de trabalhu.


t:<:~<:i 2 qu,:-.' i::·::;t:;::.

fechadas para refofma, c nas 17 restantEs foram levantadas as fichas 0~ irts-


c r i ç ;~o d o·c.> a l u.n u·:::, . I~ c:; t <-::.~i (f' ri'::'. t ;7;m s.;~::u: ·;:.: rt OiliE:.'~;, o no me de ·:; r;:·u ~.; p <'\:i.<:;, ·::,;.::u ', ;,:'r: I p r e._
g O~; L' P. n d C I" C Ç Cl <:;" r:· O p €' r 1: O dO ·C rii q !J C CJ ~:; ;·\ 1U fi U <:; {r e q U. C rl t i:\ lll "' (:·:':>C rJ ] 2. . J:: r:;· f U 'I' ri ::.'.

demon~;\:r:.\1 .. i·\ d.i.·Ficutcl::':l.de'' d,•, ubtCfti,:;·;o de':;í::"' endereço: i. ;r_ :,tJ(\ 1--u!.:::\l: ''·/i.d:·•:"-'
nl.lni(:TO de nuc~; que lr<.Ül<\111<\V<J.m, c, untrc c~:it:<:~.~;, qu<\i <:I purc:c:nl:i\iJUill d:1.'i que
t: rab<~ 1havam ccu;o Cilll'l'C!~::Id<.\:,,· clom6~;t :i.c<l~.;.

Vc .l <:11110 ~' (J::i cl<·.\d o•:; o!J t ido~; n c;:; t: <:< ~; c ~:;c o 1 <.1. ~; :

QUi; ))I:;: o O i.

IDAIRRUS lnQ total dcl n9 do total do n9 n2 aprox. I :{ de cni--


I !mulheres I de empregadas do- mulheres I P l- C9 <.1 d (i.<:;
I !com filho::; I mt.~sticas mulhE:r-cs tr<Ain1h<<cl.l d 011!(.',-
I !nos EMEIS I com filhas nos cxt/casa 1 t j c <'.'oi
.l_.. _____ _j .fJ:1UJL_.__J _________ ..... J..
I Ga::1.nabara I ii:'i I 40 I 85 ! 43
L_.____________ j ______.... J_~_ . _1. ______..L
t~Jil<.\ Indu>_;tri<:d I 1.23 I 2i I 65 i
J________________L_________...L.____________________l _________L
I Cambuí I 1. f<S I 4~, I 9~1 I 47
____t___________ J.
.L_____ ··--·· _________.. _!_________ L__________ ---
INova Ca~pinas I 1~9 I 41 I 65 J
_L_ _______________ ,__j___________!._.______________ _j ______ l
!Vila TE·:i>\cjra I 2M) l 1.7 I 42 t 40
1------·--·-·----·-·---L--·--·--.J·---- : ___..!. _______ ...... _ ......L
I \.1 :i.l:i.\ !xov:::~ ! 205 I Li I 39 I
.L... __________..___:_ .. _ j__________.!__________._ _ _t _______ ..J.
!Taquaral J 19~ I 14 I 30 I
____________ ___j__ _______ __L __________ ... _________ L______________..J.
..~...-

I !Vila MariPta I 373 I 9 ! 190 I


L---------·--·-·---·-·.L.______ .... _L _______________________ L ________ l
IS~o Bernardo I 318 28 I 46 I 5G
j__·----·----···----..-J........- -.. ·---··-'-----·--·------.. _______.L_______,____.... ,_J
I J . Boa F~:; F' e r <:iil ç: <'\ I i 1<2 I 63 I 73 I
.L_______....:.._______L _____..._ . ._.l _____ L _________ _L
! . J. Pz~UE:Iililtl I 3t2<8 I t0 28 I 35
.L ,__________L ________ .:. ___ L__________________I ---·--·----·-L
I\.!. 3i de l·i::ll·ç~o í 272 I 70 I H;5 I
.1-----··--·---·-··--·--L---~---·-L _______________ _ L ______ .J_
i r,I Co :; L J e S :L J 'n, l 47 2 I 44 ! i 06 I 4t
L ____ ·-----·-··-----·-L_________ .L_____________ _____l ___ ···-------~.1
· l V . B o ~i. V :i :; t :~ I 3t7 7t I 2i 0 I
.L-···-·---- ............ ··--·-- J -----------·-· ___J _______.._______________ .J______ ....... 1
P. 1 .P.I'i.i,icíbr?~id. i 488 l 34 I 87 !
1--·--~------·-------L. _____ :_ ___ L_. _____,........... ~--- ___ _L ________:_ ______L
I ;;t; ;J r 1(. o Ge r :; 1 d ·: -; I :J fiZ'. 40 I i 70 i
.L .. '··-------···--------·---·--!.-··---·-··-----·-1. ..._........................- ... _______.l_ ______________ l
! i: Souz;~_,; I H10 I 37 I 79 I 47
1-.. ·-----··· .......................... _____ j ···-···-···-··---·-'"--..1 ..._.........--................... -··---·------·--L-.. ---- ·-· ..... ··-··-··'·
para D.~i mu.Iher(:>; c!(:: c:cl·t:a-c:olld:i.ç:,·;u ~-;oc::i<:~l; i?. qu.c: :;u.<.l IH\L•.lr C!\!

\:ermo~; pcrc:cn\:u.i\:i~:;, é, 011 c·m b;:t:irro:; de :::\l\:1 cl::,t~:;c,,::: ou c111 IJ:\:ir·r(i'i de c];\:·,'i>:'·,;
, I
puhrc~:>: l~ova Carnp:illJ_<:; (il<'l.il·ro dL': c);·•;<:;c ::\·_lt:z:~. Ci'l C<•liii illl'i ~.,,

G·1 X; \!i. 1 <\ 3 i. d c l'i <.\r ç: (l , ó ó ;~· ( !.1 ,,_ 1 r r o~: mi\ i <; 11 uI 1 r , : :: ;.

hc::·t:cro9C:n\':u~:; c u~,; de· C:Oiiíf•Cl'·;i.ç~:\o de c 1 <::.<:i"iC llli;-cl i.:;: \: D1n (i<; :tnd i c: c<_; LIC:!,'ili: /.lo c:J

ro (llk\n:i.c:lHe, ~;ervcrd:c, c:o;cinhci.l:::\, hi:\l.con:i~,;!.: ... ! Cl:t:<:,r.J f::'l><:il,,:i.r<•.J Cliicrr::r:i:<::.),

f u. n c :i u n :,~r i_ n i ;( ' i

n \} t u í: <':!. J. d J:·: u:1. 1. 1 I, <::: ·--

·!':i 1 hu·::; 11 ·;;_

J::C:-·r1 c·.;· :i. c: c r< { !:..'">:

n qtl.(-~ ;:;c pc~dc:· uli:.. r:-.· .r· r' q~~.~:··} f~_~ t(.; _i_l!;.::.rl{:··!1fi!·-:!ií.·c-,

n:u 1: ~.:.r çl i\

'· ~-
. - I . .
t c:]! :-• I!._, I ) · : -:i __; 1..1
A int:cnçiro inic::i.;·,\1 dc:·;t::,\ f'f.''"qu.:i.·:,;<J. í'oi c:uri~:;e[Ju:i.r t.uu rH:ir::imo de i.rifurrH<:•.·-

ç:()c~:; qu<:\nti\:<,\l:iv::.l~> ·f.;obre <:\ pro.por-ç;ro, n.:\ ci.d<,:.dc d;:,· Cdiill':in:\·c;, do \:i·::;.l'''··;:,,·) do·-·

l:<:unc-'IÜCEi nacion<d.~; (t:i.po II::G[, por c:-<:cmp1o) .• uu P<n·ticul<nc:'; ~l c:i.d:., •. r, (!,· ~;~·:o

·-fonn<v;:Õcs, como F·'ode ~;er v:i.st:o no quc::,l.::i.on<.~rio ent :=;l.nc;.(o ((q·Cndi.cc IlT).
·Sobre a qu.<•nt::i.chdc· de quc·:;i.:iun;,í.ri.o~~ que ~:;er:i.ant i:\!'1:ic:D.dn<:;, (m,,··:i pur

qu.c·:;{: :i.on:;r:i.os; ~:;c:riC\m 1-cpre<.;e,:tat: i. l/O·::; d:,::. popu.l.<'c:\o dc~;f::.l c:i::.l:,;.d<:-'(~.i). Cnn' u c:c,··-

c ~:;u.a conTi.i .. ITI<:t.ç:;·:\o COIH d<::du::; foi .. IICC:i.du:; pciZ:l. Pi"c-Fci.l::ur':'l. de C::\iiii•:i.n:!.:,, f;,j:fi.m .:;:~:···

coJ.I,ido·:.; o~; b;:~:lrro<:; qu.c +o-:.~.;r?m·i-epre~~·-:::nt3.t:i.vo':; d::'<. mai.;;; :,;.n;i'1: . ci:i.</>:-:·r<.:i,!:·! ·;:;c--

c i il.l . Ent:rel:::::lnf:o, como;:,\ pc<;;qui~;<:l i.n:ic:ior..1.·-se Fiii b::l.i.rro<:; ele cuntF'n·:.;:;z.,:(i ·:;uc:i.:,,l
mais heterogênea, tive pouca indi.ca~~u suLr~ as unidades d t :i. c:~-':.::~ c ( Ít: E'!rip I ç

Est:::t di·:;;tor·ç;:·:o foi cc;ri":is.tida concentr;:\ndo o·::. tÍ.1tiwur,: qvc·:::::[nn:,:!.\-:i.C:'


<''.P 1 :i. c <!.cl o'~ C3n\iJ) en1 !i~~- i. r r o·::; c <:1. r ,.,.c: te r :i. z::ói.d u·::; c nm>:i de c 1 <:1. ·=.; ~; <:·: n: '''·:i.·::: <:. J t :,, ·' c :,' q:.. •. ,, ),:· ::

de classe mais baixa.

1.. e c\ F J. 1 c<:~ c q u. e:;; l: i u n c:Í. r :•. os , e\: c . [ n t r e t :;:1. n 1:: o , c Ci mn c·:::. 1: J. 1) c·:; q u. :i. ·:; .: 'I' ·. ::•., , i.: j t '' -·
t:i.v<:i. cul.oc:<':l.··-<~;e no<:; qu.~1.dro~; de um<':l. pc~:;qu.:i.~;a mz:>.:i<c. enF<:•.l.::i.c<·:\tTIC.·irl:c-~ qu;J.J:::_,.,[.io,. ,,, r:

j u. n t o d e i n +o r m:,\ ç: (}C'·:··::; ci u. ;;.:· f o r n e c: em , o·::; "o c C<·=.; o b j c i: i. ··/ u ':; f u r :, '·'' 1 ''· ;: e 11 r:l :i. d u , .

f~\ popu.i.::.-i.t;.~~~cl j>c~,ql_l_i,~:~~.!.d~.r. f..·::;!:;:4. por!::<).nf:o di.~:-tr ihu:i.d;J. n-.. t.·::} catc~~:"~·~··:i::·. :) . c~·::·

que-~ tríli, O'> qu.c r·i!o tem (: c~; qu:..-· CUirt:'L:ri. Co;J:;J.rlcr;,;ndn <.\:; Ldx<J'::> di·: r ;·i,.r , h···-
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n c.{ u t: E 1:1 . O mE: "i ri: o p i' u c: c d :i. n: :::ir t o v i:i. 1 >:.·:r 1d u r· :or. f:,:._ o·::; "i 1..1. r:: 'c c ir i c u ~:; q 1..1 ~C·:· c: o n 1:: c 111 ;.

TE!·i h!?..)CJ T[l"i CCli-.ITCI'i

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.:J.0_ . ~L3.2.. ____________ ·--·-···-.. -... -..... ..--·-----~··--·---J ..t..D..--.-- . ·-···-·-........_ .....-·.:.
F'ocler:Í.<:I.ItiO~:; talvez pcn':i<:<r, como é á::; vc?:c<:; arLiumcnt::,l(lo, CJ'.lC ::;. p1 (·:;,::11':·:,~

do'~ clFtro·-domé'>ÍictEi t:endcri<:\ <:\ di.::;pc:n~;;,l.r a c·:m:>rc·!]ad<:\ cinnJ,·:,;Ii.c::.l [~:;\c \,•.1\'i;,·:

~;eja u1n d:::\do que Jdcreça ~;er con~;j,der::~do. Ent:l-et<~ní::o, o·;; r,.:::·<:;ul!::;.dns; (!::.\ i''·:'.'··::J:L':a
dcnH:m<::\:r<:\i"<'\ITI <:tPt:-'J~<~-~; que ~;iú:J o·::; que t:Pm (.-'lill~'rega.d;·l.''' c: que ttn1 tD.!\i!)t·:m rll.,;:i:·· ,_·qu ·-

p amc11 Cu·::; c 1 et: r o··-d CJ!Hé~,; t i. c os.

OUtiüF:o· I I J (X)

JJ.::.!t............ -·······-····-············ .......l:i6f!......:L.C.l::l


tLi.r.t.l..l. :i..r.: ::' ..... '::!..c·:..... -l.X:\..\'.:;:'•.L ......L.C'.I..!,L:.X:L.................__ ...__.S:.E:..,.JJ...................-................................. :JJJ..•..?....
l:t:.i.rt.l), _;L ..u..~·,\ ._...d. ~~;-;:_.... 1.X;\.\-:'..},.f. .. ... .. l . ':tUji:..:;;\................. "...... --4...C~:~fLl.. s:: . ..............................-.........................J)... ),__;:,:~-~;;..................... _.................... ..
.(:·t..~~-:·.. 1..;;·;·~- L: L::·:·~..:L ..r:. Xi\ .... ~- ........................................ ~ ......................................... _,... ···-..S?. ;~~-...,...(·:·............. _" ....-...................................~.?. ~;~- ..I .. !:~·;,.. -· ............... ..

{:tii~..F.~ .. :L.r..:),.d_D..L.......d. f:·.......P.L}...................______ ,............... -....... _.._.. ___ ..... z·. f:L,...:L._ ..........._..._...............................S~.E:.. !...:.:j...................... ............. _.................. ........._.... :,.!.. f~.
I.

J~·..r: __,;-~-. 1: :·:·.~:.:::..(·:·•.i~ ..~ ......,.......... ~............... _...........................................................~~ ..-· ··-...~1-..~~.::...1... ;t................................·..... _.................... ;i. .. ;L ... 1•..~~::~ . ..... .. •.. .. .. ...... . ... .... ... . •.... ..
.[.;;;).r:..\.i./:1 ... _.liLi...\:: ..r:.D.::·..ç:•.Ci ..•:;J ..;;\.::: .........................................................i~.'.'5 . ,. 4.............................................. _
............\... ,..::;::;,;:...................................
L IJ
U.•:·:·::Ji/..il,l_i(! ..... ,_............. .. ... ""' .................................................. .. ........... __ .,.,, ... _........... - ...- ................ ,!,.,,;. ..: ........................ -................ - ... !

Ou.~·.nf~o á prc::;t<:lc~\o de :>t:rvi.(;:o·:o., ''de for::::.


OU.~ DF~ O I ~) ( ~{ )

T[l·í CDI.,iT\:11

.:Lr: . f·~~-~-1',~\-';-:-~..u. J: ..1.::~\ .n.u·:-~. u.t ..~;-:-~.................._......................... JJ..... ft .............. -· ............................ J........~:~~ ............................-........... :. :. · · ··· ·· · ··· .

d..(·:.....\:'. i::.~'':~ .....!;::· nJ... ... D!..I. :;.)JJ dtL.....:...................... J..ú......~5.......... .. ... ........................ e. . . s;. . . . . . ............
L<~. v ;.':l. n d C·:· :i. r ,.,\ {:l. 1..1. l:: um :::í. t :i. c :,,\ :
.f.c..c. :Ju•::·:..lt.i::..i·::Jn•:::·..t.l .. L.o:.:............:.................................. :i. ...•.. :i. ...........................................::::..:..·..:.:· ..................................
1:1.::·::...... .'r:'.•;::.z......::::·Jo......9..'. ,_;;;;,r:.!::i.-'::!................................... C. .....?.............................................................................................
F'<':l. <:;<:: ::,l.d (·::::i.\" a<:;:
J.r. •::~'.:JL'. •.: ·..u.t.cJru::. u..L . .: ·:........................:................. j .. .O.......ó............................................ :~....... O........ .................. ... ..... .
.tf.k:·~...... ~·/..(·;·_~l:..... ..J;·;·~JIJ. .... "::.l.'..L:;·;~f.U::!..C•.....................................~J .....;.=,:,;...... ~ .................................... J:?.. .. )J ...................................
h:).\" IH :i. t :;:,_ ~:; :
.:!:..r:..C.. i.l.\.!•.C.U..L.•;:·:..lU.';·:..ci. L. '::...............................................Q.......'5. .............................................. j ........Q.....................................
.(:!.. :;·:·.......\:'.•:·::;;~:.......o:-:·:Ji.l ......iJ.1,2 ..'<'-..IJ!::!.•::i...............................:i ..{'!. .....D............................................. ~.'.'i ......r;: ....................................
c o l'i'i :i. d ::\ ~; Prontas ou Sumi-Prqnta~
.f.J:..IJ:'~.. ~~J..'.Jf·~..U..L.E·:·Ji1Ç·;J}.1,·,.f·> ....................... _.................../;r... ,...~:~;__ ,~······· ...................... ..........0.......::3~ ........~ ___ ..................
fÍ..C·......\·:'..(·~_;::.:::......!;;-;·_HL ... ~J.tL:';\J..LÔ.C'........ _., ................... L~.').......~::i...............................................::·,~~--·- . :.:,·.i......... ............................................................. ..

.l:i..;;.;:~J.!·,.i..'•.tr.r. ..................................................-........................................................................J. t .....Q..........................................JU..... D.............................................:t.Y=.()

3, j_

têm e 22,9% trabalham como empfegadas dom0stiras.

8.6;-; tDm.
p: ,\ '' m:.:. 1h e r e~; d u n ;;_ :=.- d.::: --c <:'. ~; ::.;. , '/ 5 , 1 1X n
J. ..;... -!'/
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dadc, n:pctc-·::;c o tb.do d.::\ d:i.s(:r:i.hui.ç)\o por renda: íW'~ 1\Fl:i.c; <\l.to,, :~:'ld:icc'; d:

Com reli.\Ç:~c <:\O numt::I"O de c·mprl:.'gada::; \:r:-mG':i q:.:.,;-: ... iC'·::;:id(;r:ci;.·:; qu<·

têm cmpr20adas cst~a assim distribuídas:

Qt.J,~I)G~O \'I I <;{)

TÍ::~m

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~{!_..::} .... _(·;·:·..ti'.t.C~ ..i:...':·:-;-.:::i ..:;;·~,~;J ..:;·;·~.:;;;................................................................... :.......... ·:··· ...... -.......(} .. í ...:.:5_
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fr.J . _....':::.\IJ.i..:..'L:.•;;;.:::i.:::',.';J;:·:'...... ·.t......L ...... :E·.:::\}~:.:i.. .t·.·i..<::·:.:i...i: .. x.L::.
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c6Jiso qu~ util~~o. isto~:

H ":: l·í u I h c: r
H :· Hcltw::m
F<:i. ::: Fi.1ha
Fi :::; Fi lho
H+ H '" !Í U. 1h 0 \ (-' HC)fd (·:·li\ ( (} ç::;:. c: :.ct J. )
M + Fa = Mie c Filh~(s)
Todn~ = Todos us qu~ resi0em na casa
Ou 1.: r u -;·i Ou 1.: r u ~:; p ::::.r c n t r::::::, r c·::} i.(~ :i. n d c~
:::: ~ -~ ~.l. JJ t ·! :i. d ~-·· d c.- r.:!

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Aqui, diminui a t~xa dils filhas fa?endo as tarefas, c quas~ dcsap~-

r~cc a du marido. E a maior taxa de prcscnç~ das dnnas-dc-c~sa nas t~lrcfas ( a


de co::::inhar. Em <:ief:Ju:i.cl:,:<. .• o cu.id<):do da·~:; cr:i;,,_nç<!.'::.. Ou;·J<:;c· dcc;;~.p;--,_rcc:>::·nôo n:l~: -F::;.:<:i--·

Es\::l !.l. (: ·i.m:,'l. di,;tr:i.bui.ç~:Í.o ref"cr(::-.. ·";c ;;_o ''i~l .. equ<:,:n!:e''.


i.. O!J.":i.iiÍ::•i ct>:l •''.'(::-

tu~Imcntc'' vemos ~iminuir a atrib~iç~o ~s 2mprcgadas e aumentar a ria dona-dE-

agora a mesma distribujç Cj!..l t·:·

Cont Cf~l l·i H !"::J. Fi IHH h·:·F;;. To(! O'> Or.'.l. r n·:.) C1· c'c:hcc;

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11 C• J .'".J ~5 f.") ·1 I ~~. p.I (\
,] n
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AquL há uma ·divisão quase igualitária t=::ntrc mãe e f1lha~;, aumcnb,
a taxa de exercício de tarefas dos outros ~arentes, mais rEcorrentement~ uma
avd, aumenta a taxa de participaçio de todos, sendo que o indice de p~rticipa­

çio mais significativa do m~rido ~no cuidadq das crianças. Embora aumente
tambdm, em relaçio aos que'tªm e aos que nio t2m, no cozinhar e arrum2r a ca-
sa; n5o estando presente na faxina c em passar roupas. E, aqui, o que n~o es-
teve nos outros casos, torna-se presente: a figura da creche.
Resid~ncias que contém faxineiras:

Contem 11 H Fa Fi M+H li+Fa Todos Outros

Faz htdo 17,3


lava roupa 43,5 34' ~5 4,?
Cozinha 39,3 4,7 34,0 -":·, 7
i
Cu i ela crian.;:<::.s 3i, 0 6,9 26,0 11.,9 U J
i")
I

(4?}8}~) .•.
\'.
An lli!Eu· casa 39,@ 39,0 A~7
Pnssar roupa 48,0 31,0 4;7
\

Uma cónclus~o geral, isto~. a partir de todac os casos, c0nfirn~-

ri« que as tare·Far: domésticas s~ro ·Fund,imer.t~:l.lmeni:e atd.buida<:; ~~s nw1!,·~,·c',~.

O conjunta de d2dos apresentado~ atci ~gora r€fcr1r~m-s~ ~ orsani:a-


çio da unidade dom~stica. Vejamos agora alguns dados rPiarcntes ao trabalhe
doméstico assalariado pro~riamente dito, eru algumas. de suas caractPr{sticzs.
"No qu~dro nQ X!! arrolo as fo~luas pelas quais 2s patroas e ~s emp1 ~y~d~s, ccn-
seguem uma, a empregada, outra, o emprego. Aqui, clara, os dados ref2r~ffi··se a~

resid&ncias quP t~m 2 as qu~ cont~m.


OUr!Dr~Cl XII (;t;)

.Ü.l.l. \:Í.f.:·:......!::: ..(,)[\..~:;•:·:·:..<J.I,,I,,(;;·.JJL. ......................................................J. ..... .C:.J.lJ.P ..l:: . C.:::1 ,;·,~.•:J ..:;;\.~;; ................................!........................................!: :..liJ.J.~ .. \ ..•... ·. ',1.::)
.,Jo..r.n..ü.l. ........................................................................................... ..I. ................. A......L~...............................................J........................................:::;.. /,.
r.:.:.~~!\.r: ..':·;·~.f.t.i~...<:·:..~;~..................................................................... ·-··--·-··'"'''1.................. ;!...~:::... \:~' ! ... l......... '.
..... ••••••• .,,,. ••••••••• ,. .................. " .. ••

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!J. '..!J: . r: ..•;;),~;;,, ........................................................................................!. ......:..............~.:i.. . 3..... ........... ...... ........ ... ..........J.

(\ pr-cdnm:i.ni.\nci.a di:? UIH:J rede infol . nl<.t1 .que :i.n\.c:rcuricc:.:<J c.'i.:!''.t<:IJ.il:,"''• c:·
patroas é aqui flayfante. E, principalmente de um informal qar :,:nf 'idu'' .' pu i·•• Ci

{nd :i. c: e do "c on ':iE'SJ'J :i_ r n :;·,. p od: <:l." e qu;·,\ <:;e i r r e J. C.'\/J.n (: t.·:.

Qf.J(iDfi:D XI I I (i~)

.D.......i.U. L·:.:..... J:·. ::;·!. ;:: .•...•:~t.L'.. l.t:i ..\:l.•::L.... :l:·. :i.. ~::: ..i'\ ......·:::.E·:.m ..:........................................................:·::..trt.t:::..r:.':;:·..;;!. ::;i,..:!. :.\ ..
.::3.t·:·....... :i,J::_;).... l ........d__:;_;:i ..... J.LCíL ......:L(·:-:·.. :i ...t...c~______________________ ................... _............. -............. -......................:i...~5...... .':.?......... _
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J.J.ctu . .;;\::::. d. ~·:· .:·::..~;:; . :;~-!-.::;;.):\ ......1;:-;· ......:f._;i...I.t-,__::·\::;........ J..) ..~;~,f-:·..:YL .....................-.......................................().......ó..................... ..........................................
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Os éj!,i,{'ldl"U·':; r:;C[JU:inf:e<:; c::·:.l'C.'<.C:l:cí"Jl':<ll';:;o {:1."; tnu.Ihc:;c, qi,I.C [:·;·,:.!j::.•. J: :Jfi CC•I.!(í

(:(!1..1. j 'c; Ci :_,


l:ar·,,\ no~; qudclro!:i: "onde t:r',<\l:)i:tlhdm" rc~fcre· . ~.c ~\ 1 :; inforll!<!ç()c~; \iOilrc (\'i ('i:il'li..'(J,\"-

cl;:\~;, colhi\L\~:; n;:\<; re~:;úJéncia~; oncli·~ esl.o:E; tr<dl<\]h;:uii, e "c1i1 ':iu:\ rr·<:;:idi::JI( i>.",
quando t.\~> informa;;.L'íe~; for<!.lil colhi.d;·,\s·n,·:\~:; li.r1:i.d<:l.dc::; dUiH>:;:;t.ic:<:l'.i que c:u:l(:i:lh:;.J:i

pe~;~;o::\'• que \:I"<Jb;iJ.ha•,.·<:lt\1 como empi"C!CJ<:\d~\~i dom\~':o;C:i.c:;,\·:;

l~u~; dadch referente~; a c~;cnlar:i.cL\dC :i.nclu:~' rw "pr·:i.llF:t\"10 e no "c,!:i.Jl·í.·-

sio", <Ei que u tem c:ompl.cto, c a~; qr.H:' o tem Ülc:urnp1ci:"o. t'tS~rupc:i 110 :if::t'ill "<::ilhie

t l" <:d:J i:\ J. h :.l.i'll", ('Fi ClliP reg ~1.C/<Fi C f a><: in C :i. i" iEi .
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~·ri:ol. t"c<:;:i.c!Dnc::i.<··\. I~:;<:;o é f?;,·pJ:Lc<Ívc1 con";:i.dcr<t.IICÍO que, no pr i.lilc:irn c<.>.'•Ci, !./. u;:,

ambos os casos, nenhuma da~ entrevistadas filiou-se à Assncia~5u !las

trabalho. Há duas tabelas para o sal;rio: uma, q0adro XU, ( sobre em qu~ c b~-

questionários Csalár1o '


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prc~:::::..d;-.-::; que tr·;~.b::!.lhi:\1\í iiiJ.·:; 11~~0 mcr<<m onde ('!"::,_L)::;.)h:,:tll.: h;) ->o:r::prc.~J:,::cl:·.l.·::; q:.1.c -:1 ,,_ ....

mcnto c diário (diaris~asl.

C ·:-:.11 ··1.

cl t:'l. <;; i(ii.J. 'j h''· Í :.. ·;I ,

ric~-i!IIO qu.:::: 1:: t:·nh;:;.::·,e:·::; enc:onl:: r:.:1.dCí <:1 1 91..1.HI<'.S t: al·cf<:l<:i c:c~:;cmpen!,::td<~.::; pc J o~: h<1ii,cn-::, e;;:
t e nn >:i"i d (' ·1'1 . .-:- cp..1r::: n c i.;:;_ c s t .::\'::; t ::,\r c f ,,,5 ~;e i- L~ m e }<!'·'i" c i c!;,; ,., "e._, c-: r< i. u Z.'. 1 i1. c n 1.: e " L! :i. fi' .L: 11 .. '· ,-, -·

I
Li·:.·.
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113

registro~ f~ri~s, auxilia Maternidade, e da nenhuma relação com a associação


prófissional. Creio que· dificil~ente a e~tens~o dos direitos trabalhistas
substituir~. embora r~defina, o acordo interpessoal. V~ria discussões, cxig~n­

cias, temores, reclamações vieram à"tona, como vieram quando da promulgação ~a

lei que incluiu as empregadas dom~sticas na Pr~vid2ncia Social (e que discuti-


rei posteriormente): cálculo das despesas com alimentação e com a per1nan&ncia
da empregada na casaJ utilizando bens de consumo, exigência da comiJPtência E

obrigações correspondentes aos direitos, o possível .desaparecimento desta ocu-


pação, etc.
Mas seja qual for o rearranjo, é certo que a redefiniç~o desta rela-
çio rearranja_tamb~m a organização familiar. A diminui~ão das empregad~s da-
m~sticas, ou suas nova~ formas - j~ que ningu~m ainda pode prever seu desapa-
recimento pois o encarecimento relativo desta m~o-de-obra, inclusiv2 pelo
alargame11to dos direitos trabalhistas, são inibidos pela desigualdade social -
podem redefinir a divisão do trabalho sexual na unidade dom~stica, como Ja
. . o
fizer~ru a profissionalização da mulher e os mcvim2nlos_feministas.
h! Cl T .~ ~:;

((H) l·'í:itchcll. . J. C.·: "On qu<.l.nt:i.·F:i.c:<.d.:ion :i.n Soc:L\l (,ni:hrcn·cll.U~J:J"


in [pc;t:e:i.n,_ (\, L. (cclit.): Tl,e crar:: C>F ·:;oci.::l.] J.lí~.. ll\'iii'D"·
log::;, US\)~1 ).

(O[;:) ti pc~;qui~;C\ n::'.~i c~;co1c'('ci in-f::\.nf:i.~; c mun:í.cip:::~.:i·c; e n:.<~:; freche<:;, +'o1:·,iil 1'::::·::\l:i-·
i':ad,::,.~:; por dw,J·'; <JLD<i.l :i :1r-u~; de pc··::;qu.:i.·:;;,\ .
•~ P e<,; qui.·:;;( LJlFtfl! i 1:: <:i.l: i 'v' i\ f o i c oor d r:,: n <:\d ;::\ por urn<:~ ::1.1.1. ><i! :i. :'n c 1: >.'V c q11. :::l. ·
t r o pe~:;qi.J.:l·::;;J.dorc~:; Pi".ri\ i:I.P 1 i.c:ü'i~·(:1o do·::; gue<:;t .i.ott<:Í!·· :i o,,;

(()3) rlç\ doi.~; PtTJ:odo~o; pari~. o~:; aluno·::; da esc:o1;:~.: PC\":i:odc! intec_!r::,l.l e !iit-::Í'i l·'t'llll"
do.

( OA) Ou.l:: r ::1.-:; o c: up a;; f.íe~;: ::\u>d.l. :[ <n·. · d c c:::. c r i. f:: Ól.. i. o, Luci. n e i.,.. J., c ,.~F·,-;· :i. r.:· ·' o:•, · ,· :.:•.d c· i·''·
de mó. qu. :in:::\ s: i-u1·, c: i. on <';r :i::" p Lth J. :i. c:,}, :i. 1'1 d u ~'·\:r :i. ;·!.i· i <:1. I ;::,_f t , per ·f u.lfi:-:: ·.,, L:·;_}·-
,.;,·. '·./::'!"!'"
ch.~~, ~w.><:i.'J.i.;n· de ~;cr'·/:iço·::;
!J2\.. ,LL-:;, prend:,,c; dnlné·-:;\::i.c:<F>, u-F).c::i.:::,J de·:_~::: :i.i<:i·:; ..
t r ~~-r; ~~c a u >:: j_ 1. i a r
.1 d .: : a r i:: e-:~, :J r ~·i ·F i c a~~ ·' c o mé c c i ::·~-i·! f.: l:~· m: . :. n :i. (· u. r e .' ·::.c:· c c ;_: r :l. :-) , J 1 ·=·=!

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i t'5

),_

Relacionando R organizaç~o familia~ com o dado de ter ou n~o c n~ p r t: 9 i_ da •::


domésticas e de conJer pessoas c;ue trab<.l lham como emrregadvs domé~;t iCe-IS
tedamos:
r.
TEM N~O TEM CONTEM
A 6_<i._L__ __Q9__._!L _________ _;L6_--6.
!! .1. 6 8_..:2.________ _:::_::
c___ 12 7 I .1il.Ji_ _ _ ____2_íL.5
}L____,l2__, 0 __2:.....1_____________ ::-_-:
C -~ L
~------,;t_'-'-----·---~r:.--1-L
':' '7 2'"' O

Estes quadros apenas apontam que a forma de orgaizaç~o familinr mais prE-
dominante e a família conjugal- Considerando que as famílias de rend2
mais baixa estão entrE as que nqo tem e a ~ue contem rodEriamos observ~r
uma incid~ncia maior aí de mulheres chefes-de-familia_ Mas 2stc Jltimo
dado deve ser relativizado pois ~orno a renda foi considerada em r~laç~c
ao n~mero de pessoas da família e o conjunto de seus sal~rios (e rcnd~) a
prdpria caractcriza,âo deste tipo de orsanizaç~o familiar t2m u~1 elemento
a menos para a composiç~o de renda_ O que torna sud propor~5o maior no
conjunto de renda menor.
r'1 paJ<·<vri\ ''cscravitr::\n'' é con<:;t:<Jnl:c no di<:,c:ur<>o (f<J.:; C'HIJ·r·~iJ:,J.d<:'.> ,.;nJn.:::,; ..-
t: :t.C <-l S, r c f e \" i n d o·- ~c:- c , por '.H:1 1a d u , .\ "e ;q) 1. i. c<:>. •,;: ;;:; o" c! c '' 11. <:t p r (J p r :i ::\ E~:-< ·i -:: t ~:~ r• c 1 ~:\ ,

cmrrcgada dom~stica: U/11 <:;cnt:i.do i;:i::;\:Ói":i.co p: .. upri<:l.lflc'nl.c d:ito (''<)nt:•.·:; c;·::.~. um:·;_

~:;:i. f.: u:ó\ ç ;-:;o p r· c:-~; e n (: t:·:, que c i( f) r c-:·~;<:;::':!. r :i''· ;,\ <':lU 'i tn c: :i. a d c ( C-'1111! r1 .:-:-· .:·<;r.;·\ ç -:1 J. :i 1/ r :_: -:;.. :i. ::ti/ ....

s.:;pci<-:l d:.:~ l:i.hcrdadc: l.Jiil <:ii·.·ní:::ido nlel::\·fc'il":ico. 1-,lr,::~;(:c ·:;c9undo ::;eni::ido, ::·t rc·c.orrc-~n-

c :i.;:;_ h c~;c:r:::\v:id;-ro pod,;:.: r;;cr t<:l.nibéul c-~rlcc:>nf::r;;,d::t no di.<:>c:'Jr::;u d;•"> p:::í_(:i c::•.·::; i'::l.J .• 1 c·-F.::-·-
rir-se ao trabalho dom?sljco.

linear que esta tesP nâa pretende rcconstit0ir. NPm ~s or10cns nem o pcrcur-
~:;o.

No sciculo XtX, Expill~ em sua estada no Bi"a~il, no s(c.uio !i


para as serviços dom~stic0s de sua casa uma i::..•

t·-! ~-, e''· c (J 7h''·,

C.â.ndid<l. pc·djr <::.c;:.:.)]u c;r.r.c:· C(iii:ti.l:u.:i.:;l, a \'c~:;t:i.PIFril.:õ". d~'- p;\t:rc1c\


.í. t :·

,·. . ~

p<,tPCí.::,, e t::ncontr;,\ C<:\ndidd, vc~:;t:id;·,,_ CUI\1 i:\ rot.tPJ. d<:. clun<.l··d<\··c:J.~:;J., ':·~C·'<iu;:ilid'' tin;

r <:lP i\~' <\(,:o r :i. <H\ o:

'~FirlHrez-·voi'.t~:; 1..7.l~'nffitl. ~< pie~f ~:~t· l.r·.3.m·.be~:;· nus·) -::;·{li·v,:.xnt ,!,} co<-.f(f'/.-.c
d~.:- ":'Jan r'as{s 1 rn. :~is rf.'i/~~"{u.~::: u'u Pt''IJn~)./r ~i~::l irlOtt~:;!:;·el..a:.t".ic oarni :;./(.' {/_J···
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CL117 V f} i t :{~.;·e l!Ya -~ ~:; r~? z }] n ;_: ;' ~:: , {
1
CJ.'7t..=~d-~:!(:') par ·tu/.~:·._:,(·.Je ~1·u r· t ou· ((r~. -· I -~·:·~:j·
~:-Of..t.fUlH.e5· 1 . ~ t 1e.c 1-fJ~;e ~c•J an f· ~~:e u·~:::rl··.r..·~il··e ]5• ~::·D~.r-{ i l--~oc ~j·r~-( 1 -~:::,r··i{::ut·· {./c
l 'ori~i 116., !}aucl{{:·· e{ t~~·l~'an{ ...~ I a .•7."a in 1 'jn1:./i/.l .(,:_:.~{'I c .•nouc!~ ( ) i r ó r o·

bt),~o. :~hf:: s·ol..t r ia,..~~l: e I


·l (.'':.7' :.:tt~'J..l/i.. j o'~:·:t!.i (}fJVC r{ s 1 {~·u !:{·üe (: t- ::J.n (} min . ::u./~/~) ,·,t {
t":"L'.~:~tn::.: l./ -ç; e . 11 -:.:e ~-i p i .e<i:1 ~·:; 'ti {..:~i t ~~! ~=Js i~-!· u o :J .:? ~--c· ~-J!
un{.~· t:·:J ~fa í .. .:..: i / ·- ,i

lc...: i~ ~a~1ant 1 l~·li aus·-:;i} ni b..:-~s·J n.i solllier~J} m·.:~i:::; p.J.:J:·~~-::;· . Ju\:_.~tt( . .~r\i
frDtd iiltelúJf'id, W7 oeil vtt et h.::!ri./..i, une !>:.'~i.'T>E' scn~:,ue,í le .~,!C.'
rJa r<.:-~Jn ........ ( 5)

e um diálogo nu qual : · . +:i. i-m::.J. ..


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~- .·.

C~~ n d :i :~I ::·, f:: c r 1 <l. 9 r :i. t <\do :

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u .. :?é' ~;~·.t.i S pa::i SE.frl/::_.~n .( ..:::.• tifJ .:! '5 /._:_~ Drali:·.~? ~f~:: C(Ntfp.;~!)"/~· i.~? ~f.:? .r.~.: ;-,.:-: --·
n h .a;--~ -...1 l ~:.i c,- i..:~- t --~=I l E' L?...:-::-___l2l.;J.Dl"JJ.i:~:::._ _:_~~·uLI__ _. :<i~.::;_ .•L:ii'.;.~~--i~~tL(~}~~-~-.i:·=_: .--~- ~~-~= _, -~~· {
t i.}fj {c-::; Q.'i.lE ll .~' C{f.f.::;: soi t l f?J:uw p.~.-;·:;; i {i o r,!) t}n .f ffr.~7 f { . ~:u/ .'"C:~~.~·!.~:· r.... ~. -~f.: . ,...
c a ·vaI i r:.· r-;;. L7.,;:ri.:?t.1 :..~(;;.~ ri[~ 1e ~.1·--=... t~~l~Ol" 0: 'f. i•:··-

t{;i.i ll.iations e.t ~i 'oE-.-fr~:~,~.,_·Y~:.'::-;,..

t:· ·:.:i.:·>

t' C\ :i. t
i_; 1: n e p e::· J..f. t.' c;.( :i. g e r c! u 1....: ., ~-· I J. c· :;:-;. :i. l ] (·:-:· :~. u. m.:.r. r c h t·:·· ~)\'e r

qu.C f:.'"11e ~:,c h(u.J.c· 1c t(:.:J.nt· Z:i.JJ ~:;o1r:::~i1:: ..


1

F E; ~ i-> i J. ..\. ~J J

J~ publicado(6),
par ~1. o \ r <:li) <.t 11 i o a~,;::; <t 1<:1 r :i. a d n , c q u c c~; c:<:\ p ;·,m <lo,., n IJ J (? t: :1, v u 'i d r:' i(: <·t t c ''i e . fi'·, 1 J 11\ c i1

pcrJ:~Jdo c~:;cravi-,d:<:\ ~~·cqu;\ç;:(u ::;oc::lal c racial cr<:t IIH::ncb C:UIIIi'Ii.c·,da. u c;,c,·•:u.Lti


de certo~:; \:r<~b<:\lhu::;, e <:;ob rcl<:\ç(:)c:~i de lll<:l.ndo··obcd:i.ú'·nc::i<J. cuii·:;(:i.l:ui.<l >:'111 iiU.c 'i•::.·r

vi.dão, a idcntifica~ão do trabalho dom0stica servil rom a c:or nagra

n<t~; reprc~:;cntaç:Ôf''':> ,,;obre o (·,·a!Jz,;1ilu c o tr<>tljaJh;:.doi", ;:;e c:oll':;:i.dei·t\1<:1:; q:.t.c· o ::.1:·;··


' .
pcc:to In(:\. i. ~i \/ l ~1 1 VE 1. desta relaçào, a cor negra e suas v:,lr :í.::\til:e~:;. con\.: )ltf.i.t ..'U <;.c;···

.. Lre a f<:IC:C do; tr<-\b:::llh:::\durc·::; menos qu.<:llif:i.c<:ldo~;. l·l:,,J_~:; :,.;_ ci,cq<·,_d:::\ de \:r:.•. I.,:.Jh.Jdu·-
· rcs mi.9r':'r,t:c~; t<:ttnilélfl ::\pont:::,\r;:\ p.;::..ra "' t:end,~·nc:i.d. <:l.O E:mbl...:··.nq;..J.cc:iritentn d '· ·::.ot".::i'.~d:,,···

de brasileira, cDmo mostra Alencastro analisando a imigra~âo pnrtUDUi'~a (7)


l~o e<:-\-;:.o do t:r<'J.b.,~1ho domést:icu, no qu.c :,c re-fcr:c <'!. qu_;,:·m o e;u:c.ui.:<<V<J ,,;:t
c:~) n d 1 ç: 0. ( l de c_; c r· v i ç: :,;_ J. , t: <:t mb r/ m <~. e q u. , ;_ ç: i~ Ci ·f o i ~:; :i. mp I r:·::; , c , de p o i ~; \: ''· n: i.i c o lH r_) 1 :i. ··-
c ou. ... ~>t: . H::) esc r a v :i. ~-;mo, o·:> ·::; 1;;:r 1,ri ç "'·:i.·:;· dum{~; i: i c o·::, c::· r :::,_IH o·:; c -::.c r ::_.1_ \/o·::. .:I c~ ·;:i: i. c (J·::.

<:icrvjço::; durué·:;t ico·:-;_, branca, qu.:,:l.n.do : : . <:;Dc:i.c:·dadc br-::1.·::;j 1>:-::i.r-:,·, n~ío J!,c-' ,;fcr,::c:~:,:,

D.ind.:i mtt.:it::_-,_s a1t,::·l·ndl.:i.<..'<:'.·:; ;~ ~;u.::'. r~;,:cu·::;<l. de id,;.:·ntif:i.c<:•.r--:;e co:ri <:1. c:.,_:r:. . . <..-':i.d
1.:
f.'· n ::·]:::~.

no fltt:<o de i.mi.gr::,_ç:áo de f.:ra!l;J.lh:C"~dore·:; c:oleti\}C/·::; q1.1.e :Ln:J.r.t.:~:ur-:,:,ri.::.l.m rto'./:_,_·::; rc·

novo modelo d~ relaç5es de trabalho, disc

c b ,-''·r' c.:::>':; , h:.::. ou. t r <:t <;; d i i' e r c n ';: .:·, ~:; .
Se<:". h:i.~;tc\\·i.v. de C3nd'idç; nu·c: d;7 ~;obre a coi·,,lt~·,,,;:::;~) nc9<':1.1::iu;,,_ u1..:.c ::,c·=; ...

:.: :,)t:lh ;,'·t,;

p (J r q u. ~~ r- c· lf1 c t c ~.\ um I/ f l i v e i" <.:~ CJ c D j I' I) m Ci n ("{ c :s c· nI :i. ~:~ t 1,) ( a lr\ u In I I c: () (dp D. r t .i. 1. '., ~·. i" r r ( ·, I) Hl ~-~.

"C)(C 1 :.1.~>-Úi".
I"'CCu::~IHO~i <'l:i.nda m<J:i.!:> na h:i.~;\:ór:i.d do Bra~:;:i. l, c sa:Lndo l::c',nln du e:i><:u ;:::~:;c:ravu,:r;\t 1
o ver c mo·::; :c< F' (1.\" c c e r rn r e9 i~\ o d c ~;::\o r··:u'.l. o ·::;ob o IL\11 (i>:c: u :,1.n i.: i ~'dtl () Eo1 i.i:· c'~; , 1) ~: 11 ..

v e r n a do r ci a Pr o v :( n c .i. <'l d c ~:; ~-:í o F' <.lu. 1u <:;o 1 :i. c: :i. \. a~~ <:c <J o 1· c :i d c F' o r (: t t 'J <, J ci u r· (·n ',' :t : l ':;' ; .:

do que<~ nF\ior p,·,ytc: d::FIIJt-:1:::\ 9crd:c "pr:i.nc:i.pii.]IHC·:ntc.· o ':i(···;.<:u ft:lliÍII:i.ill) c: :.nilch u>

",·~{;-.:~):n~itJ peJ··foff.if:·..:xhtente pat··a a s.c't··t·i~o ~/.i~:i·{·arJ{.~::• (!~:}.~··{·.~::' ~·:·.:~~t.~·M


si {i{:'J·· ....::_',,~e l ~-ta ('OP!.t I .s~-~:j..~fJ 1H\:~ :~;(-.:'/ l
in a }Ja c . :_;!~''::! l { dll i\), o h.:.-.:n .d.:::' J -' . ./ s,~.~,~ . :,; {
~~·-·­
r"·{ -::;i o'o /lfrt-:.l t/~~~ s c· ac.(s ~-~!-:; in o.' i~~-.::: .tas elo s· /~i· t.- Cl~ra i~·-:i-:~x ::/.~? ::r..:=~ r i . =~,.--.~~· ..:_:.~ l r .i
q"f{J.;.' f):· Ca \/.,:;~,·~Q· fir:·/ f f..:~ 'Ei t 1C2:e ~)· ':i ü· ..fe i.(:- as· Z·! ~"J C r .A,~· ••:.:~.'",1 .~:- ....l ~:; 3 /~1 { -:::·::j· c{~.~ .~· (/.:·.: (/.:~' ~"f(:.'
~i~Jif {r i n.:.1 ~:: fire-::.~·tuo . ~{epD Xs. l\/a r .i aor.o~;.;~ J ·t::c l.!) ~;·/to c.? ::-;·.c i r a, ~~'t,1 -~.' ülu ....
{,

l ht=..•re-s .c ·Sê"' r\...-::.· ç ..:.~ i S'} ~.tn -s 6' UI...! { ~-c'5 }_" gfl ..:? ~r .-·,:·e..-,~ te i ~.l/:1 .:-~·r-.~~f} {.e::,· c[{} i .di o,:· .:::
adven{.r.'L-io} era o .~ia tt:;rra ,~{u~:=, tt.,ria .:/e t.or~,·.·{ff·u.{r ( 1 -J.:-a .::::/.:·.~:~~)· o
nrei.-:..1 rrr.:..~is naf::ural c:· tlr.::~i~:; oro'in.:/ri{7 t/t· .o::.~::;.'!ru..-i/.~._ . =:.-~:~Jtou. (~:'~

çao servil ·na farm~çâo mesma da organiz~ç

t r :::1 b :0. 1 h o I i \ 1 r- ice' .

Chegando ao Brasil nesse reríado, e1s o qu~ di2 em seu. relato 0~ v1

gem Ina Von Bi.n~er:

urttJ.f{} CJ ·5ei"'~./1!;:·o ~f(}fllti·sf."ico ,;:f ·l'{:.:.'.i{o ( 1 J.:fr pre{o'5 · t:'


um· {.'OC/r.r.?:/:-0
pr;,?to cono'·E-:·2-:} r.u<r..;! pref'a qi.:e no::; -:;ervJ~', it.inl·o ..:.~('
Ii'l.lt:'f} tl(J:.J {og./to.
iJ co,?: .l nhe i JMo ~:: e rei.' t: e .él. <?:·~.;~-r ..:~~,..:~ ..:~~gr.:.;!l/tet7 (a ct c,~ .i an ç._:} h;·· . ::: n c.-:!/ nn·J ·-
{ari.:.~: <'f~:. . sdéet o f,;rJ..te ·t;u-.) e~:;~;·: . ~ genf."e qt.:.)n.!fo f.::n~ ~:/(·crl!::~-r.)~/-:.;! ·-=--~ C<}t:l.:.
p}cC:" errr~wcif,,:,~:fio dos ~o·,;·c!".:H~o~;" (fi)).

{i pz::r!:il .. de out:l·o<:; c.\lil.:oi·r:-:·~·; pudCiiiiY,; car;:~.ci:cJ . :i:::<Jl' COIIiU, :::. :ind<''· no ::,_~,·u.J.c
"N._:~ .:1t r~::' . :~ ru r.::~ ;~ J D :.:;· n ('D' r a':.:,· ~::·,·~tp r t:·.~J· ,=.~~lo~··;- tL:_,I /:',:.<-::..-a t":Jr,:~ r.• ~i~::· p r~-~{' i c,·!-··
:~:{:~n t ~:t fo1 .. ma r· i a ü~· u:H t.·~·~:.~·n ({o j par { t:· . /J .i s· f. i ,i 1~~ :J 2.' ~:.~ ,·;~~-.. ~::;e tfo ~;· O(J f·: (.'~:i c~ . ··-·

atr.fbui~;~:,-(-: a e(.:-rl'J."n~-?nc.i.:.~ ·1 utzr.,:{ hierar•:(u/ .J ~::.-.ur~(~rior. t~·o il-em· p,:.~r,:·.!


..:X l.7a ~?i a l7r,:~n~fc e r a:7r {~",'-(C·[ G l~iO~i ~:fa. ~:~2;_:.,·n ~-~·ala '::J.CI.'Y !;·cr{:'/17 {O ( ,:_.1 llJ.'::\'1 { (:" i t/ ·-
CJ'Ul'd·o~;· r.•o ln<'Jn~io e/os -:;enho,,··;:_~~;·. :~.-ra:;:r .-.. c·(·(,rr): .. fj'··~- o~:; fn,:.~~).·~-~ boo}:·t~;~s-
e5cravo:::; para .o,; ~;crv.iço~:; dor:r~::.:~> f.' i~·os :.·'i:'<~ ::.·~:.~i·~·<.;~:,'r a <.;·e r .!·n vci:u(c·;·
e · · r~.::·!-;Pt:, i { ao'o·s l')f:., lo:;· ou. f.' r os· e~·~c r . :~ \'o-::;·. (~t r a u~.·~~·:-; o',.::..~ .:;.1ür }.·;;::·a o'e o'o~; pro~
f.ll .. jt:.·{ ~~'r .i ~:rs os· ~~·5·c r\::~ \.t{:r'S o'a,;tt!~:-; { i c os ~}/J {~::·r ~~-~o, m·il f ta ~:1· ve;·.:·~.:'s·) c a r { .:_.; ·s
(/e al{ai··~··iz~. t/.~Jfl} tPr:·it~~~~:; vc::.-{:'5} ~:;~~~~.~.:::-::; t~~:i·c1 .. ,:_~~t,.o::1· ca-::.:ci~o.:,. 1~:·..-.-:-t:· {.~~---
r,~-To a int~~·r::j·ecç,;!a polJ'i:.iL-d tlils·:~jc~:; ~:foi~· iiU.u:~/.r:.;::i·: ~"-lt.t,~·~l~1 flo L}:;n{ra os-

lr.:x as t-:os·t:r..:~v~Js~ ü',.:::·r~o:rJci . :~n~ii;~-H~]:::il e '!iaa~-:; tr~~~·:1 t·~~sJ a~:Js ~-;r~:·,. {/a c\=,~·-.
sa-gl .. ano(e'' (~i.C:2).

cost urci.'!"<.'.·;.; I H! c n :i. n u ·::; c! c r e c ,.,. d o I c o c: h e :i. r o;:, I c: o p <:-::· :t r u :; , :,) m:~;. ·:; e. r; ·'i.<! .:··i : " () :;

dui-::; Ü1tiwo,-:i dor!ili.:<.m junto ~\S cri.::::n>;<.i.·::; ('LJ).

t: o d u ·:~. o·:.; o ·i- í c i CJ ~::, : p e d )-e .i. 1.. ~J ·:;~ 1 c ::1. ;·· p :i. r·~ {~ c i,~ o·::; 1 -~; :J. f.\ :.1• t e:· i 1·· C)-;:,; } . -i- u.1 i :i. ! (-;:· 1 i .. t:t·::; } td ) '(' (.. (::· p c ]_ ....
e er::;,. pri.:lc::í.p;,\l!i!F·ntc gcner?.l:i.z<:<.do, o <!.lu~Ju.c'J. de ;.:::·:;cr:,,•\'U P<·\r:,,, C.! ':c:vi.;:·o
d CH<i t :i. C O ( i ·1 ) .

presença mais ~gradável I c eram EQ geral as mais bem vcstid '

,..E~:iCO l h i .:_:uTr-~-s~::: a-;:_; ü~ttc:atna :.1 en {r e ,=.~~ :; ru~~g ,r ....~,::::; .:-/e p r.~:'S(:'rl(~ ..:.~~ liT-::~ .~: ·5
. a_q r ..'1c/..;( \Jf? l . L7cup . .=:~ \-'..:tt:rr ('()5 .r· }.J~-.;to in ·;/e J.:::c/.;_:: 1 er;t{ro r a e:-;; { ..:· )/CS ;~;.:_:;,~r .:? i ( .J s
trr:::x J.' ~-; ~~f .t..' r.::.:~ t -~~:tTcn { -~? a o-:..: c . ~~P r./ cl't[) :;· ..f.:~ .;:t!r:::J: e ~'/o :.-;·.:.~·:n f . ;_:;J··} e ·/-';_} :.~,- :--; C.'il i~:~·// 1: .. 4

{ -~ J f! ta_,{-:; li·:-;~_---: . ? 1 i ~.T..:.··!tl.:.~ s· . .../21.' p e l .:? r O{.:'{..' ..J (/i ·/'e.:- .~::'n c i,:.~: ~~-J m·-- :;.e (:".:.~ :·J ..:/.~:=· --·

''/l/G'S' .;.\n!.!ncios· oc e::::cr . :_xv<J~)· o"e . /ot .. n.::<.i::; !:;t·a;;i·llei: . a:~/ o'.:} ;.~,,::_,cu . .;:,
per}.~:J..::l.:·e----s,-~:: .;~ ~/.::~ lori2·.:.=.!f·,;t,,_; (:/o::; e:7,·cr . 7:tlo~; ele { ipo /"1./:·-;·.ico e 1_~re
cu i·-
l' ({~-a I rnen f:· c t .:::·s-.
Pe l tJ ~~'7t"n {;· :·; .:}u . :;:no't} e(-- ..~.~:7r ..;;·s·c ,- .:~ ':./(}:~;· ~/:::·s {in .-: .
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(fos· ~:a ser~'2:·ç:o ~"lotrr':Js·{ ;.'(:o: as f':í~.zj~.~\'7-::; t:.~' ~~~;r..r.:~.:.·.:rn.)s· ~-::obr.:?:f.'-e.::/.:). r) .ev1·
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{ t.0ic~~1· {/c· .~:ln <.!n.::~· i~'! ::·J ,fe c~:,·t· r . .:~ v o_._:; l't.t.!J /{/c;~·:,·.· i7C(' {(l 2} i.:;.: n /tt.<·_-.,. 1 ~) • !.{,·~e
fl~liiÚ~: . •~r::.c. ~~ 't.).:~rLLrJ.:~: :;L;:,~~:1: c.I;~i_::~ ~'i:-:..:TI·~~Iül~~:i. C.. ~lu:-t. ~--~~-L:.L~-~-di.) ::~· i~.d.L.L.)~)--!.1_·_·
~2~·-L ~11l~~1~:.;Lt.._,/.-.1. i i..a.l:. . i.E.Li.-d.;J. .::l;:'. r:(:!._ t~tL' .:·::·ji.l;..t C!.Ú.L!.-J.-:.\:{_,__ p c .1-ln _.1_. { ..'.. t'} ~-{() .:A t' ,::,~ ~J" ('/,c ~;-
lilt.t(·ata,:_:~~~-;· reg,:~!i::J.~i- o'-~:· alitncnt." . ::..~ç ..:/oJ ~:t..:.' t-rajo, o'c re.~::·rcac/to (,·ue
2.·i ctt!r l e ~-:i uru. -:.x {:'~·~·r,~:/c i f' i.le p ..:,;,1··en l' e~:; po{' r c~:~; .-:.fo ~j- h r,·:~t.' co~;, ~:-;·{::·e :-~i-
flE:'
nhoJ-e~J· (.fli,}. r·, fi. l-rr··~r.f~'--.::·:· {:-):·t-a .Jin~·.(:_~ l'::-~2/-(eit-c': ,. A(~s· c/~"ldi/t·:·~:;·
s·e ct~'f~ t?n t r . ~. va,~7 esc r.:.~ v o~·;· f !to b~:?r!l v e~:; f i {:/o~:; -~::' c dI ç::.~ (/o:·-:.- ,7U-'::' ,:_~o 'Je ·-
l" as n 2: n g t(t;'tn fl.i ~--~l q·~·ic o ~;- . ({~'},.. ( J ..7-,} .

Assim, nas cidades:

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e tF/f' r c:'il,J o' o (/-~;~::·r(·~;

co".

f~ i Sa cl / o:g ,:.! J- a't./-9. ~:i· ,_:-r/ a o'a s·, f~}l-!"a '5 D~:f Ca { / V..:X 5. (t·u.·::'.·:rr" { ). \/.:? ,:- ~://I ). .~7 .X .~---
'!:ie . :J. rtla /Jir:::::.il'a 1 n!J 4(Siu.

{c~rt?·-~:1·.~::' {::·,:.~:t.iv . ~. Largo 1:l(:· .S'.n·o i-~-~ . ..:~ncis·co n.(~" -~-1 1 ...~n-!'lrJ(')....~.~-:. 1 ..} .:.-~· /.-\t-~;-:, . ·fn~··
1.:-ia o'e t./ft~J F'. -:u.ilo ,_-=:ttt ~if ~.."/...:_"1 ~/cz·.:::·tr:·b:~;_) tl:::.: .fl}.E/{:, . . _

1
' l7ri\:.-;,tft~"' prcci::i~x·-s·e n-.s: ru ..~ J.-le ~=;/to . ../o . ~~o} J.'l}} ~),.~:? ~-(,: 1 7-:') -~::·.~--).. __:_-.:J.f~.;
li1/re p,::.:r.:} {~t7~lu o =--;~::-~J-'\'i{·.~o ~ft":' /lr:3 .c..;~s.) i/e pe,;:.~tet;~..:~ ·t..~~m-ili . :.:, ,:.;,.-·.~--.-,··~~·--·
r·.~.:'-· ::i e -r::' s· r.- . ..:~~n ,~..:;·e .i!'·.::{
1 . 1-1 n c!nt: i t) ;-ICNF{~' l h-~\: r.
1{ -!::· nu l7 i a' r i o ~f c· .5/t~~.' /-'-:.·: u lu, ute
i4 ;~/!!-? tfc~fi.tirb r o ~:te i [{74: ..,/1l u~;-a~/a, n C} L._:_? ruo o( o ,r'.:_·.: l . .J~::· i o li S.l ,:;. J r·: ·c--
ci:-;a-·st: d~? ut.1 l.:.~ li~~'l-e Oi.i cs}.:·t---9vz~ .• n.gcic,~ri-~~l f7U ·!::·-:-:;1:-i-an::;ci,~dJ
!Jf.'1 b~'}/rf 53.!::.~'~- i ou.

~viltantc, como ~liJs s~lient~ Sa&z·

de .' .
ü c' r~-~::·,·,: I .r. ~ 1; .::{-;r
c·olonialt::• f:·{ s·cr~jr.i-f:·c.JO/J/,:;:JcJ ile ld rrr,::.~Í:-:J· r'/ '()~-:·uvr}__~ e··.Jcl,::v~:·· )I.~n:J
lec.; ac·{i', 1 i(d:; prod'uc( ivz:~·:-:;· ~~ <i 'u.n::-.• { . :_.~çon ~/l/:1 ,:_,!,/;í ler
-::;r{- i!]llf-.~~{ 1 :--;(/ /c
.ta i --~:-o 1()tJ i a 1 -l ·a 1c~!ut/ .::~a c:.~!,i.' i {ali s:tnc /t.'<"{J..is {r i a l n~~ .f s·-:!·,=_u"l { . -::; ~-~~.·1 ~"J
que 1 'úrper~:.-iw:.U.U·é du nrarcl,é de t.T,'\V:Jil t.apitafi,;fe :1 '«·v~hc c:.!-
pabl~::· ~:t lef;P:;.u-:er (.~ CtJur[(' t"!ch~/anc~-: cc re~t-ft:fu io'(:·ol.ogfquc o'e !,:~
pér ioa'e (o o~~. L.:.< !770}.t{~.: o'u ,~-:·.r,t:~::·ru(-..:o. sit/c}t".' {(~/,~·ro}.·.~-~·n:::
o

du l CS"J:~ 1. :~\ 1(' t...lat/:.1 l ·~:::cOI1~:7.~7r.ie ,:..J.!_~·='- •.:_~J·J··.e ~-··.(


{J- ..:~\.lai
Plo·e-::;et.1 ~·--(' 'art.-is·anaf ~ir/).ain ..- cef"te pr~:h:;,-:_·nc·(· !}(/n~/r,:.~~ lc c(
,
e c ,-a ~:;ar.' t t? du {r a i/a i l e::;c I a \,.e ~~e flf:( ~: ,'-t.·:r -~·l~1 e seu l e.•.:/er,' { p ,=.~ s-

tJU ~:t rht;<: i n.-::·s,


r.ra i s· I . i .~~:··pa~:.~·e . .~!us~·;· i .à l ~ t:·n -:--;elnh l ~~"" (/e~,- ,;Jc { i \.-1.·!. .:'/::,· tr:,:_;~ ---
I

nflt~' li e-...1 I, Son abD l.i f.' .i an J a van { l.f!~~r:,ue l-.=-~ n-.:.! i s· ~:;- ~-:~ t:ct:' {{u· cap J. r.;) li~:!·..-.·.-~::·
in~fr.i~j·f~riel, n 'a pu cl{{.~ccr la tr.-?:J.rquc pr.~}{(,~nrl~::~ .e.t {/i__tr . :~~blc fg.~· 'il ,~:
lais·g{/ sur la ~·;-o.!.-:-.it·-.:ti br(:s·.il_if-:"'"l]t~1 e; s·on O/l,)l>rt:' hanler.a ~~~Js·:---~-), ...
partir du X1X ~;iéclc, lc mond.:::.· i..:-rb:Jin-ino'i-'s(riel .:::·/ i l ~':vilir,=;
le 'travail EJ.=.wuel' urbain, de 1 '.ino'i.:5t"ric Z!UX ~;ervzc2s .'J.:..
rwels' (f[f).

paçoe~;,

E: r a·:; :i. 1
E>\etrlp] o: ':~=~f..·:'(' v :L(;: o d f-~ n c-:· ~t r o '' J t c· m um :::.i. d u. p J. :::i. c: o n () t :~i_ ç -::1. d c:· u. m '' ~:.r: r \-' :i. ç (."! 1:~ .::. i

Or D., ao nível do trabalho em geral :,::.t: ., · :id:.1.dc·:=;

subrccarreg~das d~ um significado
t :L c ~:i. r;

c:·' um f::ic:IHF'O hi.·c;\.o(:i.c.::-..lfit:ntc ';I.Jp:·;-::_,.lo.

r i. or-e::.;;
it·tco·,~p(,t· ::~.d:::~_~;.

PCll- um ft:::Jitne e'c,cr·;·,·..;:i<:;t:;,\. íia<:; "'· e~;cr<t.'vi.d~Íc dei.><U'J '·,u<~>.·:, iil;.:~rc<•.·:; r><\ ol·:r<.::::i<::'-'=
lhar com brancos robres a pcrlin~ncia ~s classes subalternas - as quG fornecem
as emp;egadas dom~sticas Para as iamílias de classes ~uperiures - cor e classe
asseguraram a desva!orizaçffa do tra~alho manual. e tamb~m certos h~bitos das
famílias das classes que puderam e podem ainda ter empregadas dom~sticas. Mas
h~ tamb~m um complicador. Na medida em que a decomposiç~o escravagisla coinci-
de cem a vinda de trabalhadores imigrantes, e com um periodo de valori~aç~o da
cultura europ~ia, vamos encontrar uma ambiguidade nos crit~rios de contrataç}o
da empregada: preferem-se negras e também se preferem br<:~nc<.i~> e estr;:\r!!JE.'Üc>.~;.

A associaç~o entre negra (escrava) e trabalho dom~stico convivem com a prefE-


r~ncia por brancas e estrangeiras. O que ainda permanece, pois se cn~ontrei
representaç5es que remetem ~s negras como boas empregadas (especialmentE como
cozinheiras) tamb~m encontrei nos redidos catalogados em uma agfncia d2 emprE-
go uma expressiva recusa de empregadas negras.
Retomando, e como j~ observei. a instituiç~o do empr~go dom~stic~ nao
só sustentará, estrutura 1mente; a conotação negat j va do "fazer", como t <:1miJém
um conjunto de atitudes geradas na família.
Um dos aspectos i aqu~le do quadro tra~ado por Scha~rlz sobrp o pa-

siguais no Brasil desde a sua formaç5o. Este autor Dbserva tamh~m a significa-
do da empfeg~da domcistica na sustenta~~o de certas atitudes culturais c u~
tempo p~~ss<.\do E': qu.e ~.ão ai.nda. atualme:rüe constiluU.vac; Jo presente·. f'<:. t '·'·<:!c .
o paternalismo, na relaçio em que hi um polo forte e um inferior, raractcriza-·
se pela ausência de .f'ron·ceir?, cl;:u·a, nD polo .Porh: d<:~. rel<:1d~o, entre''· <3.U.f.Dri-
dade social e a vontcide pe~;<:;oal. Vontz,de pes~;oc.d qu.e "é ur.1 cDn.iuntc ntai_~: ou
menos c:onh·aJitórios de dE."3f'JQ5 in::tdri!i.·:;::iivei~:;, de cegu<·i.r<'l e de JI.Jst:::f}cz•.céíé,

de soci<.\1 legitir.i<:l.-·se pela g;-~<.tüli~o Ul\ ;ngr<Oitid~\o, o respeito ou n~::o re:c;pcdto


ao po1o supf:Tior. E Schv!<:l.rz <J.cn::~;c.enL-:>.: "1~tlguma coisa no sêne;-o t;:.dvc;: de qu.<
·É: hojç,: <?. situ~:u;:V:o da empres<.i.f~a dorr:c~c~fic;:," ((~0).

Er,trfõ::tar:l~o, só a Ccí.l·ach::ri..:z<;.ç::;o de "p<:d:cr·ilêl.lismo" e·,;c"!<'c:·ccr: ;>ouco. r!


que, ta1VP<"'., tornz-1.·::se m;:d':; c':HnprecnsJ:I/el os <:<~H'"':ctos quE: este rôt•.\!o ;:r,:tc~dE
·i.ndic<:;x seria considr:r<:l.l"lllDS doi.s rí1Cldc1uc; - o da<:; rclaci:íc:; faw:i li;;;re~;;, c o d:J.::

[que o Estruturam, co:n1J:in<F1dc···se.


. .

Nn~; t:cr·tilo~; da c';cr~<:\v:ldtiu ou do ;J.~;::;<":l.lar:í.~tiTIC:IIfo de uu1 lr<:didlhll 'i•J•:i.;~.J····


mente e dup1i."tmcnte d·?~'.v<·,)orl;,'.Z\c!·::.~ (pc1o c::\r::\tcr que 1he ?.l·r·i.bl.t:iu ,.,\ c::;cr.:tvi•.l;;,, e
pt-::1;·.\ ~:;ua al:ribu.i.;;i:\u de Ulf! dc<:;,;::·m;.'enhu do :)<.l.Pf-:1 ;:;oc:i.aJ. fclii:in:i.llo) C:iJ'I'i\ :i(u:i.u ··;,(' <)
c~:;trutu\·a do do:':i,.;,:;l:ico: cur,v:i.vf.\nc:]::\ ·f:?.mili;;\r c prc·:;.:-.::n(::<'.l. c:ol.::i(!:i.an::~ ilc: ::•c··;:.o::.·:;

t<.\rlt:o caracter:iz::,, '. lm trah;.lho, quC~.nto um p:wc1 <;uci.:><l atrihu\.du ''· ,i\u.l!.cr F-:;··
d:i.<:\.11\:c de u.mi:i. rel;·~-~:i:(n c;·,\:rt:' mu.1hc·:rc~:; (IU.t:·:·, ·por u.ili ):::i.du í:c-:r' 'li u.n1::.\

pe 1<:I c o mp r <:\ e li e n d ' '· d c u ma f u r ç i:l. d c !:: r <:l. b :J. 1h o . O p r :i. mc-: :i. t o ''· -:; i' ~.·.·c: t o , o d c ,. u. : . c-: r: h o
.........
~~ur.~ :. ,_r ,J.
.:: ''"
,

p E: c: (: o , n ~é\ c,; '..1. i:i. d :i. r,: ",' n ~:;~\o d c u l"l {: r ::,\ b <:l. J. h o .• c d e um<.~ r c.' ) d;;;: i:\ o d c. ( r :::< b ' '· ). h c• . F: · ·, .: ,::1 :i -F !.....

quanto aGuclcs ~ue as querem camprccndct.


NOT(~S

Ci) No sdculc XVIII, em outras regi5es Ja recebia-s~ açorianos no Brasil, ncs


estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

"Em t750, trechos do litoral de Sant:a Catari.IH e Rio Grande do


Sul recebiam alguns casais de a~orianos. A preocupaç~o do governo
portugues ao trazer para c~ esses povos.era complPtar a ocupaç~o do
litoral sul, para ali estabelPcer defin1tivamcnt~ seu domínio. Assim,
tinha início a colonização oficial e planejada em no<;so país".

(Conforme re1atcirio sobre imigraç~o no Brasil, da Secretaria de Promoç~o


Social da Prefeitura de Campinas).

(2) A história de Cândida é narrada por Expi11~, em seu livro "LE Dré<:>i1 td
qu.fil est", Libraire dE 1o Soci.eté des sens de LettiN2S 1 (i06f~). í~·;aur.D_, ;-
a reproduz reproduzindo a narraç~o de [xpill~. Tive como fonte o livro de
Nauro, F.

(3) "F'oss2dait une de ces f'igures communes quant au traits, m2i.is ouverte<;,
êl.venants, qui devi.cnnent bjentôt s~mpatiques." .. ·.
" ... Son a ir êl.utant que :;es réponses avaiE'IÜ p lu à ma femme: i I ne r.ie
restcl.i t qu 'à approuver c e qu 'ell s o.v;.:d t de c idé ... "
·· ... Lorsque j 'eus donnci mon consentement, C~ndida prisma main ct la
bai sa a.vec respect."
"Nous desc'endions êl.lors dan·;; 1a cabine du ::::Cl.pi.t;:..ine, ott Ie m<11 che -;:,e
conclut &ussitBt. les rris de passage s'~levaient à la sommc de 100.000
reis (300 ;~ancos) que se pa~ais contre reçu. L'acte d2 naissance avait
~té oublié dans la preciritations du d~part, c'cst du moins, ce que m'2f-
1irma le commandunt; mais C21ui-ci me d~livr~ du papier qui devait ~n tc-
nir Jieu et: qui con\:c::n<3.it Ie~:; noms, pré-nui,.:,. du pére et dP. Ia m;:~:-r: dEc L:.
moça, ">On âge 2t le 1:[eu de sa n:;ü~;s.;:~nce. [l';::~pré::.·nos conventi.o,l::, C2ndi.-
da éta1t enJageé puur un an ~ mon service, ~ raison de 25 francs r~(
mois, ce qui rRpres~nt~it pour dauze mais les 100.000 reis que jc v2n~)~
d e <i o n n e r . De mo n c ô i: é j e m' o b l U e a i s à 1a 1o <JP. r e t à. 1a n cu r r ü ; ik p I u .i
je devais la vétir canvenab1ement, sous la condition, qu'elle me tlcn-
dra.ü compte de i '<,~rnent qu.;:,' jr=.· Jq:i ;~unüt zünsi. <:•.v:~ncé t:.'ou.r <:;on c:;!::-c···
tien. Son temps ~tait le seul capital dont ele pourrait disposcr, ele ~~
rembouscrait en proJonw::·ant 1<:~. duré de son scrvice, toujou1··; su,- L: rü:·,;
de· 25 francs par mais. Sa dette ~teinte, C5ndida deviPndrait libre d~
ti-a.i.l:\?r de nou.veau. <wec moi sur la mt~me b<:l.se our run( \IH! prix plu~.:; ·c:·J
à not r e rrF.tt ue 11 e c onven<:,.nc e, ·::.::ws qtu:: j · eu~,;:;r;: 1 e . drcn t d <:: h1. ret en i i ..
Ce traitcl sign(, parapnci par le capitaine ct par moi CC5ndid~ nc s~
.cl~~:..nt ni 11re ni écrir"c, se contr::1te d':J aprU':iE:T une croi>-~), il nc· nov·;;
restait plus qu'une formalete à remplir - la. ldyalisation par 1~ consul
p Cl\: t a~~ ;)). s ~\ 1\ i o •• a f j n q de j c cL:: v j n r,. s r:: 1 2 p ~- o p r i é (-. a ir c l é 0 ü i m·:: cc. i. n ··
contcst~ de 12 mocil. Nous quitt5mL3 l~ b~rquc pour nous r2n0r2, ~ cct çf-
td, chcz 1c rcpr~~ieíib::r.t commerc:iêd de: .S<'\ ["i;c:.gecjl.é Tr~:~;--f-idc!!é"
..

·Une robe, pale, cela vans SC\ns dire mal.~, bonne êH1corc, qu'cllc jt::L'dt.
dessus I e mur, a f in de s 'évit e r 1« peine de la 1avt-:r".

(5) "Figurez···vous Cândida PiE·ds et jambes nus, suivant 1a coutume de son ra~~:;,
mais revêtue du pegnoir de mousseline garni d~ Valcr1ciennes dr ma femme -
,ce pegrwir C!Ui e}.:cit:ait si vivement sa convoiti.se-- mais pt<ignéc PGíliadée .
parfum~e sur tout.es les coutures, avec rose plant~e derri~re lE carti1ayp
supérieu..- de 1 'oreii le gauche et tenânt i,, L:\ 111ain 1 'inévi.tab lc mouchoi r
brodé. Notre criada s'étalait complaisamment dans un fautcil, Ia bouche
souriante, les ~eux à demi Ol\VETts, coqud:l.ant, minaud<.1nt comme une c:::rd<:,··
lise. Ases pieds s'~tait assis un garçon ... mais poss~dant um frort ir-
teligent, un oeil vi-f et ·hal-di, une lévn~ st:~nsuclJc. Ce gar;;;:on. char:-
tait~ en 1 'honneul- de la belle rnop:,, une mod:lnh<:~ ~•more:.E;c, en Piomcnar'i:
Uttt.' chevi Ile de bois sur la guítare enrhumée de 1a commun;utf:é.
Ma brusque apparition a produite sur J.e couple) jc l . avoic~ 1 'ei~fEt
de 1e t ê t e c!;-: 11 é d ~_;se . [I e 1 'é t o n nem e n t , u n 1é q e r em b ;:1r r c-1. s v o i 1c\ t ou t ; m;:ü ~;
de Ia confusion, de Ia honte? Allons donc.pourquoi cela? Aucun d'eux ne
bougca de rlace.
'Que signifie cela? M'~criai-je en entrant. Cette robc de l~ senhora
... ? Ce moço~ vos pieds. :··?· .
Când:'.da agita gracieusemente lt: mouchoir brodé devant Sê\ -Figure pour
se donner de:: 1 'êár ct, sans dérCl.nger son indo1Ent atti.tudc:
'Le senhor Antonio me fait la cour, r~pondit-elle; il est decid~ à
rembourser aux senhor Je prix de mon passage. ·
'Oui 1 ah-! Et c'est pour mieux le s~duire que vous ave~ fait unF ~ussi
brilhante toilette?'
Cindida digna de 1 'oeil en sione d'affirmalion.
'Q u E'T1 fil- ?. l u
_, ::1
_,- t·. --· L·' 1 "'~. r-· e 1 ,:::1"
.. : •--·1 1' I·c A t·
1411 :::
~ ~~ n .:... ,Jr 2
c.l - .,
~'c. n '-•. u-· u l ~ .
1 ·~
l_ ·::. rr.' c,,._
'· · ....
'l · ;, I·_ 1( 1.·' b' 1..t:,
'"·--- ,·

je suis libre 'igalement; qui ~ourra nou~ empfcher de nous marier si nos
c o E t•.r s ·;:;e s o n t e n t \2nd u s T · "

(6) Kofes, S.: Mulheres no Cotidiano: as estrat~sias do imagin;rio Rsvist~


de Ciênci<'.·::; Sociai.s, (1.987).

(7) Alencastro, L.F.: Prolet~rios e escravos, julho)


.-,,:
<1988), P. 30-56, ver, rarticula~mente, P . -.:J J ..

(8) Conforme Pe. Vieira. in: Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, P.

('7') Hol1anda., S. B., op. dt., P. 89.

(i0) Von Bin?cr, I.: Os meus romanos. Alegrias € lr1stezas de uma cduc?dora
alef11~l no Br;:uil, p. 34, <19fi0).

Sobre este tere~ ver Viotti d~ Costa <1966); Gilbsrto Frfr~re (1936); G). l ..
berto f1e::;rc (197'7); Roger E:a.sí:ide c F1orc<::tan r:--el·n;u,ri~:s (i9:~9> e
tros.

Ci2) Coita, E. U da, Da Senz~la ~ Col6n1a, P. 277.


Diz ainda a autora:
"'·~a con\1ivé~nci,;:.;_ dct l:~\S~\--·~:.;1-ç\ndt=.:· <\ i.rtt:iwJ.d<:.:de q•Jc <:ic dc~·:·c·-:·~·-:':.;1\'j_cJ.,
;;_~; VP~."~fJ~;~ d2.v~:1. margen~:; d r<::\:.igp~:; c!~~; fid{:~J id~:i.d:? df.: P~>;'__~r·D.\'(j~: que f···;··uli~:i".?.···
mt:::!)te, dc··nuncjav;:)I'H ClU.ai..s\.il'.cl· p1ano·c. ~il.. lhV·~~(s].~.Jos. f'i-:\1 ..._,j_.~·.t:o~- :::~·:f_fl_~: u~
co~panheiros eram fartamente recompensados [1 ela classe senhorial <0.
300).

e ainda:
"l1os escravos esperctva-se hum i 1dadc·, obediência, fidel idaóe. Do
senhor 1 autoridade· benevolente".
''M.;~st: iç:os E: negro~, empl-eg<:ldos no serviço pessO<\ 1 do ~,enhor form<\-
vam um mundo à parte da senzala: negro no c1to, vira copEiro, nfio
Óia mais pra seu parceu·o', dizia-se na época" (p. 277).

Ou ainda, conforme o que narra [>{P i 11::1, t:m um I i vro que é c r i t ic:::do
como muito mais expressando seus pontos de vista - entre estes o do antl-
escravismo - do que o Bras i 1 "como rea lfTlente e1-a". AI i ás, na apn:-:·<;ent <<(.:f:(o
do livro, América Lacobina Jacombe esclarec~ os detalhes da perip~cia 0e
Expil!~ ao Brasil, e sua vis~o críticJ à escravid~o. para Justificar o
que seria um retrato um tanto desfocado de Expill~ quando refLrindo-~e à
socied<lde brasi1d.ra. No e11t:wto, os detalhes que sele:ci.onar:iOs cncontrz·:;;
eco em outros autores, o que justifica sua inclus~o aqui.
A ~poca ~ s~culo XIX, no Brasil monirquico. Falando dos costumes ro
Brasil, quando s~ refere <:'o·;; funerais, e "suas sup~::rstiç:i:íes", conta o c:::·-
so de uma viúva cuja cínica filha, ainda criança, e "p;-Epotenlc", qu<:n1Co
contrariada tivera uma catalepsia. Considerada ~orta, reillizara~-sc ~s
cerimBnias, mas a mãe ihluira que a filha ainda estava viva. E, quan~o
todos· dorraiam, decide buso.r a fi lha...

foi deitar-ie. N~o ficou perto da


que amamentat·a a cri~nça.
Isso n~o era mais que uma IJg~brs com~dia.
logo que o silfncio dominou a casa, a senhora sentou-s~. Perc~­
beu a criada ahaixàct<:\ ''· seus rés. Q;i___y_li~.•.l:3._jJ:L~L.:.:!..:•.u:t;;i......EL..r:__cmi:J::.:;,cc. ~J;;- .._l'S.
.iUITü;t5.......b..OJT1.J2..U;;J;Si d f' LM~.:;;. .
Vz(mos sa.1var Nh;:,nh~, murmurou <:t mãe.
~ Vamos, repet it.t a escr<:•.v.::<.". ( p. 4~), gr :i ·hE; metEi)

Continuando a narrativa, a m~e, desafiando o escravo que g~~rrlava 8


~~ix~o na igrej~ ond~ ~
menina s~ria enterrada, r2tira-a e a coloca na~
seus braços. E continua:
Maria, a mim!_ Mari~. a mim! bradilva a m~e tomada de cxtrFm~
exc i.t 2r~c.
- Cachorro! proferiu a mucama.
__ ... - E. enterrqu as unhas na cara do escravo
"Asç:,i.m, simu1tane;:unt::nte, VÍI.'E'Iíl oc, fi lhos d;:l ·dcinc:, d~1 c·,,;a Pf!l pru-
misnd.:Jade com o~; das IH.''.n-as. {~ r.1edi.ch que crc-~;u::m, a lir:hJ. de ~;c·L:~­
rad(o SE estC~bclecc, !Jru.i::d ·e in-tlc}dVrc'l, t-:n:rc ec.;·:;(c.~:; ·Filho·::; de :. w;
me·;mo p:.ü. r·'or fi.lll,. o~: j ·:: s;i~o r:;c,;cr<).\,'fJ'j doe; i.rm;(o<;;, c ê<.!'é\l"lh<~l!l c:r···
l.E:s. r1ais tarde, flêl. id<ú;e C:a<:; raiYÔc::;, üc'· jovefl:õ .:;,:r:horc-c; C";qur-.r::c;:
f·2,ci1.r:<cnl.c que cs~.;;·;s bclõ<.~, mui:·\h>5, de ~~uHht i.:":clo)cnte e ulf,::<:-•:::~:; in ..
flamados, sio suas rrór ias 1rmas.
ÍJ(-:safio o vi<•..i:.,.ntP. inl:fTF·'~:;s<:·do, q!Jc· f:•:·nhct pr::n:on-·;_:Jc :J·::: F<D':>c:·
d"· escravo:;, a ncgçu <.l. e><aUd;:(o do meu l''datn.".

Citaç~·s c~ttaid~s de:


Ei(Fili~~: Charl{~2~s: lf~1~J1r.err·~ ~:: Co~~tumcs do t.:r;~.sz.~~~.~ (j.~<·~:~:).
( .1.l ,)
...,
) Co ~d: ~~
'
r ~-' d;-\ TI i\ ~)f·:n ;•a ] a a " j :::\
Co l Ui\ Pi":t'J
,..,,T l
C./d

(l 4 ) CD ~~~ t <1 ' E I) da : opu·::; ·c :i.t P<.IJ Í.~:30


'
( 1. ~~; ) cCl ~; {: ;-.< ' E~ ~J . d '' : opu 'i c :i. i P<:\~1. e4?.

(i./;) Fr;:~:l .. C G:i.'Jbr::T\:o: O E>:;cr:::~vu no~; <tn!..Í.nc:i.o~:, de: ..Jcq·n;,_:i<:; F>r::\':;ilc·:ir!Fi ,:J,J ttl11
<OJ.I 1;1. .• v o 1 . :i 7 O, p ;,1_ ~J . 1.. J
XI \ . Br ;1. 'i :i. 1 j SJ r :i. {o~; li i c· 1..1 <:; . I

E:nt rc:t<~::!:o ~;c \lic:tt i d<\ Co:;!::.\ concorda com o cn!\1!'::.'.1 I :i Ih<:~ r c!:,\ :i11( !.!!iJ··

d <t de z, q u. c r e 111 c t r::.· Gi J IJ e r t: o F r· e ~J r· e , d c 1 c di. ':i cu r d '' 11 '.1. i 11 t 1.· r I' r c t .,, ; ;: ;:; c• :

··o con\':Lvio quot:í.di.c\no, a in!:i.m:i.d<:tde -Focç.õ:\d<.\ t.llli'i o F"iCJ .. >.\'11 r,!.:·>.!'·


carara a C<J.mada ~:;c:·n!·,nr:i.:':l.l''

"Enl:rct::·.u~to, lliC~:;mu n;:1. -F<"~.:',C de ln::üor· :int i.m:i,:.:·,dc . u prece i,,'::.·:: te


s.ep;·~.J-:;·,\'<1. ''~'i du;)·;:; c::~\:eSJor:Í.<:t':·: ;;;.u iiíCSiílU l.:ciili:ou ti~u :int:l:ii·•.'i e t;;).o d:i:.:(<":J.n···
t (.;,'~;li

''0<; cri::·tdo<; don!c:··:,;!:i.cc.·::: 01..1 o·::; alug<,l.do·:". (::i.nh<:\lil r·:i.ut' ·ci(iri::c·. :·::,t:i.ur>::·::
Era111 a<,; po·,;·::;:i.b:i.l.:i.dz·,_c!e~:; de' c:,;.,nqu:i::=;tai" <} J.:i.lic·rd;=l.dc:· p:,tr-.::. U'l> que \:i.1:h<0<.1r
um ofício: marceneiros, sap~teiros, alf~iatcs, barqueiros ou c ~rrcga­
rl Ol" C~>.
Ü~:; jorrl<:ti·::; t:-~if:<::.I,'::J.fii l"Cp}Cf::(y; de él.!ll;iiC:io·o; Je ci.}u::__ll.IC·:. dt.'.' ;;:,or:::\'i)'i.
~~ 1u ~! a\}:). Ei d u 111 é~:; t :i. c n -~; : :J m::·:~. ~:;
_, H! u. c:~-:·,_ 1n ::·:·!. ·::; J cu?: in hc :i. r:;::,_·::; . i·, c-.\ 1; .:.:~ -~ . c~ ·f· :i. c :i.~=:. ;·_ ·::, .

Todo~~ c·::; que n~::\o 1-'0Ci:i.::~.m co=::::·r::;.r ;::,]~:~um, t·o!ili>.'-'<}m ..-n.J (1,::: <'l1u.g;Jt>l. .J\.'.'···

Gilbcrlp: opus cit. I P29. ' T..


!..,

(i'?) f~1 ~i.. ] cun·i-'orrnf-:· d::J.do·:~. d3 :~~[{~iD[ -~=·,_ pc:·rcent::\f.!,:.::·tn de nt:-:·~Jru·~::. c· br::·."!.nco-~:, t·t::.J..::. ~::.t:·:r·····
viços dom0sticos ci:

~·~ .· 3X
IV.3. O DOM(STICO, NA UNIDADE DOH~STICA: A INTERA~~O

A. No dom0stico, interconcx5cs

B. Du ponto de vista de suas personagens:


i o d isc:ur~;o diEj pv.t l"Clct~i
2. (] discurso d<AS emp '( eg <Hj ~\ ~~ domést ] Cô.S

C. Intcrprctc:.ç:Ões individuai.s·dc um:::t C>(pETi.ência •:;oci<:\1

D o cot id i<HlO em u.niclades domést .i.ca~.;


i S:ltu.açi:\o soe i<:\1 ·o
n .. i
,,
~
'- SitUZ\ÇÚl socic.d n9 c

"J. sH u<:~ç ~r o SGClal n9


n
..)

t·!ot c.i.s
Es·r,c·"'.,-·{)5 ~..f~:: ill(:"f-21 J enrn..:~(S(a<~dtfo
Es·p~~-.:.ft.} f/c J...~·aoba que f;."/1 ! ..:1 lJ rf.rt,:ra
J)e :~J·i! ,t··o~ja c:r~7si•iJ{_-{·.tlo ~..ti-;;·turrr.~
Es{<.::' ri}stro q·tJe t!r.ir.J :.,.(e~;· ,·nira~io,

Bor!]es} ...!. L.

u rui/1.:;' trie in ti tn:ida ,,...~-~ -- ,::! c._:,! 5-:.\ os rnovc .r -~·1) t- ~-~:l,i -~~ .~}S"
1

e tfto ricos~ a vic/.J ~fo .:;:enh.:'Jr· ~~--i(:.~ f3c:nhor·::~! 1 :-::;::.~_:..:~-j t.•r:_,~ ..-·

~:(<? t{es.::·Jar ~::~·J.-::."1 /t}~j·:~:·::~\·~rr i:,ra-ti:..~·:..~i/O{~<~.i:·'?l .:/.:~· \/.:·-·.· (,···


fil"dll(.f~:: par{>..=: r/;}s· :-::t-:·rviçais· ,:~·tf.~:.. se ::xr·rf-~':::;,~.--:_-l7{a.:-. ~ ,.-,... ti~-·::;·-·
sa s p . .Jr {a ~1· n.{{o { /},.,1;r .:~ s ü,·a i::; : . ~'/1.f i,·;r,r~:::·n f..:_:~ .'K~:- :-;;· tJ .·_"/._:_~ ~-_~:-o ...
{ i :.?··;.;;· ..=j(o qae p r.~· { {:_'n..:"'r'.~::.\'~:t ~:: t~(e r c: e r . S . !;i'. -1..7 I.Jt"ff -t·c:·-~· {.r.' .;.r..:_-; ~-, -~~- i .'i--
.f:-()/,:rpe{

•••••, J,.
\ 0!.
A. No domclstico, intercanex6es

VJrias diferenças intercruzam-se no dom~stico: de classe, de rel~ç~~s


familiares, de co"mport<:unentos culturais, de experiências indi.vj.du:üs, de di·-
mens5es do p~blico e do privado. E de g~nero, compartilhado, o gfnero fentili-
no, mas diferentemente vivenciado.
Nesta intercone)<ão, a .relação que está sendo anal i.sada é uma re1<:·.c~\o
de trai;Jalho, que j~ foi estruturada sob a forma de relaç5es csrravislas. de
assalariamento relativo combinado a um circuito de doa~5cs, e que est~ t~1nbim,

atualmente, sob o efeito das relaç:5es contratu~is de um trabalho assalaria(o.


Em todas estas formas, entretanto, a relação entre p~troas e emprcgad~s do[d-
ticas ~ atravessada pela dimens5o da conviv~ncia das rR1aç5es familiare~, que
sobrecodifica ~sta relaç~o de t~abafho, e a torna complexa, tanto on~em, ~uAn­
to hoje.
Vejamos estas interconexões, do ponto de vist<t de :::uas PE:rso:l::'l.St=:tE

Se o doméstico, enquanto um lugar li::m uma estrutura t: u;n;~ hi.s{:Ól-iJ.,

as representações sobre as interaç:Ões no domé·::.l:ü:o J:Jlll!:.Úü un1a t:':.trr.:.::ur;.1 ::: u '<1


histciria. Neste sub-capítulo falo de uma destas interaçÕEs at1·av~s do que JeJ~

pensz:un . e. E'~(pl·e~;sam os polos ctest3. inte:-~tção·, suas person«:.r(o·ns: ê\':i r:H<ll,,=··.·c~,

P<'!.troas e empregadas domésticas. 1-:civerá aqui LU1t? durb. él.bstr<::<:~ao: cw prí::1:::i.rc


lugar porque s~o excluídos outros personagens, e outras inter~~a~s. nG J
tico; e, em segundo lugar, porque trago a leitura de v~rios dus disc~rsnç rP-
colhi.dos efli entrevistas, ott lidos em pub1i.c?..çÔe<;; e.scritas pcq- mtdi,ETC~' f;:,,!;;,íHi;

Esta relaç~o social, localizada, E constituída no universo domés~~co,

emiwr<:l. possilJi1itatJCl. por uma 2s!:rutur2. social que tant:o 2 co!)stitui. c':;nq t~~.:rJ··

b ém <:: u 1lr· :.:•. ;} a s s ?-. , t em d o i. s p o 1 os b em d e fi n i d os : ;:). " p a t r o <t " ;;c :\ " c mp r '.é 'F'. ci ;;; d o-

mést·ica". r:: esperado que seja <:\ patroa., mu.lher, dona-de . ·ca<::a (zJsr:r:::-c:toc; C:cJwc
id;:\d2, edu.cad\o, rro+'issao, se i:rab<:dhe~ o•J n~~o fora, r1::~s'.;e ~;oc:ia1 pndcm rc·
comb:in?.,r di.fF:>Uli:Ementf"' e<:;tv. f:)<pcctativ<:\) quE or·g<H•i:::e, dê ordr·tl~i, <:UD(-'li.'Í.é:lo-

ne e. co::.plencnl:c o b-<tb<:dhu de<. em~-reg<'.da Que sej;.\ ela qu.' cferw::: o ,:~'.'Jc'.!iii~i'.Cc"
E;~ que tenhz;. <l. lE::spor·,<:;ahi1idaJe dE. rnJCZ.t1·a1·, cont:r.:;.tar c ;;:;<nl.c~- o 'v':·:P'.,<tJo cur::

um<J oulr<'l mul!-,f:r, a Etílprcgada. ~ crr:p:·cçJ<:Jf<·, cabe;·<:( c·:'ctu:.~r o tt·;:(L•;,J;p:' ~·;.~, l

:,;

•'
vinculo com outra mulher, em um lugar que cont~m ~elaçaes famili~res, cem uma·
estrutura m~nolítica de p~p~is sociais atribuídos ao~ sexos diferentes e gera-
t:Ões diferentes.
Entretanto, a "mulher" estará aí desdobrcu1a em dua<:; i.denf:idadc<', e c-n:
rela~~o assim~tri~a, a partir de, e para ocupar, uma alribuiç~o que ~ com~m.
pelo menos ao nível ideal da atribuição dos p2.péis, a uma "condid1o f12m:in:i.na."
na repraduç~o, e divisão da trabalho, sociais.
Estes dois pÓlos sendo detectados, tentarei aqui esbo~ar algumas r~­

prescnta~5es paradigrn~ticas sobre a relaçio social em quest5o desenvolvidas na


interação social. Inicialmente, os discursos das patroas e empregadas do~ésti­

cas, onde as personagens foram consideradas comq categorias.

apresento algumas "histórias de vida", considEradcis como re7atos inJj·J:ic!uai;;;


de uma experi~ncia social, e co~tendo descri~~o da int€raç~d e representações.
E, finalmente, terrnin;;u-ei este sub·-capítulo descrevendo algun:; cotic!ia:.o'; di::
Unidades dom~sticas, para situar, concretamente, a interaç~o suLial .

. . ...
r.

B. Do po~to de vista de suas personagens:

1. o discurso das patroas

Vejamos o que f~la uma mulher, em posiç~o e situaç~o social de P--


C.

troa, em um 1 ivro escrito para acon~;clhar as "donas.-de·--casa" que têm empregc:-


das(03).
Sua explicaç~o rara a exist~ncia das empregaJ2s dom~sticas c que o
trabalho doméstico escraviza a mulher, deixando-lhe por,co tempo para -viver.
"Viver" a.qui signi-l'ican,do "trabalhar -fora de c<:\S~I. estlt.' r, dedicar-se ~ ou-·
tras atividades, ter uma vida social n1ais intensa, presr?: ,,.Jr c;. juventudt: Físi·-
·ca e ÇlE~nt<:d e e>\etcer mais plenamE:ntt: o p;:,pel de iiiãe e esposa". Por outro 1a··
do, o trabalho doméstico deve ser C>(ecut:ado, d2.:t <:c .necesddcidt? de pa~nr aJg;.tcici
para -f'azê-lo.

uFala-~ê ([!_l€ .a clctss-e de ertrprt::(J:;.u. ias


. es·t ...~r em f:.'~,t(
·.nf.·it'c· t."f qto?J
bn::;,tf.'men{E,. nfra paden:?fii05 contar com seu ,-.w-u'l io, de todo. ffq~:
cri','1:,nça nos ja' au\'Úunos t:a.l2ír disso, que e:·a precic:õt7 aprende!
toda-s as t.?.relas dam·és{·icas·, pais rw luturo n5.'o h2t'.':r:·.','! mai"-
qw::tíl -as fiz~:?ss€, as em;.rr,~qadas Ú11!7 acab,"'.r (o t:rundo 5t.:'i'1Pr-:::· estt:\'~'
por acabar . .. ;
No ent.:udo al est·!:to cl-:~.s, as emprt:g::;.das, ;:r;nr: . 5 VF2:::•:; Iori!:.""<'-'
de cot-re~-;p.ondcr ao no-::;c-::o ideal de eficié'ncia, ma5 J.i\·T:::c;u.f·i··-no"
de tarefas t:xtem.ianf.'es e :uüna!~an2.::; c; perr1íit .i•ido-··nrls t r,,~óa l h::u·
em ac_upaç/!es rendas·as, ter .rrrai-::.; !'empo P<>.ra cu.id::.u· dos {i lhDs,
lc:'l~, .~judz~r o prd,v:ilita ···-·· ou mé'Si?W d€5C~ns<Jr, que ning.<uir.r é de
ferro . .. " ((;,14,}.

"Cuidar da c,';!S.<<, arnwEI.r, lavar, pa~;c;ar ... é muito t.1·.;;,r.rpo,


nd? Enti/'o <:?U pr~7(::u:-t.:1 j 0
c1.~! ~~ c;~r;preg.2ufa. Eu acha que 2 arr.i· ; u.'{·o n:::?-
cessarro. ,q g.:· rb;- f'ic<J. q;u.U·o pre;:;:s er1r c<.<:=id. Pur m,"'.is ifU ..,' vocé
.::;w;ird :5t.T u.m.a W.:'ssoa pr .:dú:a ... 8erviro·de cz!S-.'1 é u.m: ~;,~co"((}5.'.

"{] pou,:·o que hLe.·ef!;, cu {ent1o •;u::: {,"!;!·cr· rnena,;·. (l::i•J/.:< t"c:',•!f w;ra
co.Is·~,, t'ucé· Fal<i u:i!a Vc2·, fala düa';, l<<l'a fré\-:;, depois ,,. ,,,,,,,;::o·-

' .
~~.. lll."J. l s
... Cu lenha uma necessid,<de de empregada, ma~:; E'U o.~·a ,;ou d,õ"-
penden{e da minha empreg:~.da, ~E;sim c:oilro eu tenha necessidade de
Ulffa ma'q_uina de lavar roup~~. Se eu n!/o tenho w1ra llla'quina de .la·-
var, eu lavo a «r,~·a. O !iei"~'iço de,,.e ~er feita. /·!.~'a t-oa •;aereado
coerpar.:J.r a ·empregd.da com wrta m,iquina, mas t?m tt?r.oro-::; Ria me t'un-
ciona coflía um~'"l. m.=i•wina. Ela ilr!'! alú'i::':< o serviço e.w parte. N[/o
voa esquecer a lado hamarw d::J. emrregada. Ea encaro a e,;rpr~?g:::.da
coma um ser hwrrano na llleu relacionamento com ela, iiTas an;di"Sando
a outra lado da moeda ... Porque se .foso;;€ rt!a.lmentc u,rr ro!n•c·inha
seria muito melhor pra' gt:·nte, mi? Porque ai oâ'a -~;e prc"cJs,':l.ria
preocaear conr o lado humano da empreg<J.da" (f,l6).

O reconhecimento da dificuldade de~:;t:a int:E:ral,':ão é uma con<:;t;~nte _ Esh~

dificuldade é bem sintetizada pela autora do livro que aconselha as patroas a


melhor maneira de convtver com ~.s empregadas: "porque ela introdu;:., no esp::J(C!
da famíl:i.a, uma estr<:1nha", e a coexistência é uma "luta", porque ~-;ao scn~-'~ d:~­
fel"entés que o "destino reune sob o mesmo t~to". Também a est:r.3.té~Jü'- P<~r2 li!3.r:-
ter a empregada formulada por esta autora sintetiza a formulada ror outras p~-
troas: "que a empregada sinta-se em sua casa, mas que, nesta_,· fiquE r,o seu h--
gar: isto é, é preciso falar com el<•., mas evibu- mcdtd "famUi<::ridade"; dM ?.s
ordens de uma forma am~vel, mas firme; c, que esta ordem seja verbali2ad? como
'Uma taref<:< comum: n~\o o impera.tiliO "fz\ça", mas o comparti1r;<Hío "preci.";;,u;;:::.:~ ~'êl_-­

zei-''(07). Outro mE:'c<:J.nismo fund~l_w:::nt::~l, ensjna a autcn-a <o que t<~.mbém ccnrcc,-
ponde ::!. ·vári?s ;:;_titude<; constatC~das pel;_\ pesquis;:d, seri2. a ~\ssist&nci<\, defi.-
nida como: um tratamento gentil, a o~ortu~idade sue ela fale de seus ~10blGn12,

e dar-lhe conselhos, of~r~cer-lhe reniédios ie ela adoecer, ~utorizar saídas


com horas ~dias determinadas, com pequenas Jratific~çôcs quardo se pr~cisar

dela em horas extras.


Sobre estes aspectos, ocvi vtiri2s patroas afirmarem a ner~sR~d~~e d~

empr~gada ser constantemFnte orientada, por excffiplo, acons~l!1anrlo-a s0~re c


uso do dinheiro que recebe no sentido de racionalizar sEus gastos. Só Dm pa-
rcntfses, quando eu pesquisei uma vila habit~cional observei GUC um~ d~s ~s
mais visív~is da Assistênci2 Social da COHnB, n~~~~ conjur1to residencia-l, er~
" · a f'el icidade e a I iberd<:~.de ~-.d se atinge com uma enwre·-
gada antiga, integrada como uma Pt?s·saa da familia"U'JfJ)

Has, per outro lado, esta permanªncia desejada, tamb~m ~ coloc~da co-
mo apresent<indo um risco: o da inversão do<:; P<:tréis, pois ser-i<:\ pn::c:ise\nlente a
antiguidade e, ou, a transferªncia total das funç5Rs de patroa ~ cmrregada,
que faria com que esta passasse a sentir-se como dona-de-casa, e a se colocar,
ela prÓpria, como a dona-dc-ca~;a. Portanto, para as patroa~:;, "definir o~; lirni·-
tes'' é a garantia da relaçffo, de continuidade da interaçào, e considerado como
sua atribuição. b empregada caberia avançar, recuar, ou aceitar os limites.
Numerosas e diversas são as normas que regulam a presença d~ emrreg~­

da na casa. H~ tr&s domínios onde fundamentalmente controla-se a presen~a da


empregada: o dos alimentos, o cuidado com as crianças e o quarto do casal Cai,
mais precisamente a cama). Têm gm comum o fato de serem mais diretamente lig2-
do à reproduç5Q da família (e~quanto uma organiza~~o e relaç5es sociais e n~o

ao espaço físico que esta famífia ocupa). Nos dois prim2iros casos- alimentos
e cuidado com as crianças - quando ficam aos cuidados da empregad~. exigem-se
'maior qualificaç~o (profissional e de car~ter pessoal), e pagam-s~ os melhores
sa1ár:i.os:

que ;;,,:;:ja 1iliipa·. limpo·; d"evendo sef seu corpo, o <;erviç:o que ef'=·tua c <=·~.u cor:i--
podt:Jmcnto mor3.1. Que umi.t empreg;~.ib tt:-:nha uma "nwn:i.l duvidosa" n~:o illcumniL'
muito, desde quP ela o manifeste fora dos limites externos da casa, de m~n~tr~~

s ~\o in t c n s i {i c;:, dos : o b j c(: o •:; F· E: s ~;o <J. :i. 5 , 1.1. ·:; CJ do b <:•. n h e j r o . c t c: .

f!lf'llt: c'

mente, nomcia-Ge.
p

em outros onde se produz o desnudament.o da r~laç~o, a cmpregad~ ~ definid~ co-


mo "perigosa'', tendendo a· ser invejosa e ao·abuso da confiança que lhe~ dada.
A desconfian~a produz mecanismos para evitar as possibilidades Jo
roubo: observá-la atentamente, evitar as cond~G:Ões do roubo, por ;_:_·xpmplo, de-·
monstrando estar controlando o que poderia st:T roubado, ou "atemor:i::>:é\ndo-<1" _
Isto poderia ser feito logo na contratar;:ão avisando-a que recu:>e.\ri<l <1 lhe -for-
necer carta de rccomendac~o caso um objeto da casa desaparecesse ou, j~ sob

suspeita, avisi-la que tem um parente na polícia que poderia ser acionado_
. Embor<:\ a maioria das empregadas tenha que -Fornecer rt-:ferênc:ia·~, hú um
código tácito de que E:stas refel-f~ncias atestem a "hone~;t idade" da en1prcg:ldc~.

Sobre a qualidade dos servi~os nio h~ um conjunto de expectativas muil1l comuns


pois este estaria mais ligado ~ organizaç~o
..
da família e da casa, c a' rclaç;'-o
que ~ estabelecida com a empregada.
Em um meio mais densamente urbano e de controle social mais fluido,
isto ~. onde ~s pessoas n~o se conhecem em sua totalidade, ~patroa diz-se se
ver em l<11<:~ s:i.tU<:\d':o onde <:~ empregad2. é "pega ao acaso"·, sem que se lt:nh<:l, nwií: c~

conhecrmcn(O e controle sobre ela. O que l~va muitas vezes a este ru8rc.adc ~ se
restringir a um circuito fechado (as amigas das patroas, ou sua famílja, rccL-
mc>nd<:UTI; ou <:v::; t::'mpreg<:\das de amiga~~ das patro;;~_s recomendc.,_m suas amiga.;); r:=: ;:<.u:--

St-~, ao falar da rel<3d:to, 0.s pati·oas não u.sam cate~Jm·}_as UtriiO <-·.s e:':-
prpgad<:'ls I: em qu~ ser "minha <1mi.g<:<.", é comum se r~:i:e1·in-::n1 ~\ ela~:; C(<fliO "pes~~oz,",

"se r h u. n: ~1 n o " _ r1 as h;:\ r e -f,;_:; r ên:: i B. s q u c r e rn e t em :::•. os "' ·::; p e c;t o<:; c o n t ~-a t u ::1 ::_ s do !: r <:i ··

pr~g~das domisticns.

''A {;:;brica é o inú.u:.;;o n!J i áa dona de ca:=;a.


''Umd. Errrprcgad~; lto..rc é um a.1·tigo de lu:~·a. ·'

St·:" q•.IE :i.nqui.f:ta <:<.s patroas. J.sto é, haveria mcno<:-; o-f'crta de w::!o dt' cbr<:' nc
1'12rc;.!,de porqqc as cH;:.>\"t:-~F\da~;, pt;;'fer]_l-i.am tri.\bctlh2.r em 1';:\brjc~\~~. e p.:;r,!.((c' c,_-,ia

t e r r:: CJ ~~ d ,, q u. e Lá ·' f~~- 11; <='. de c wr 1· e g <:'. d <J. ~; '' , mCJ. s CJ u e , i-' r j n c i. p <:1 1 r:~ c n !: t· i: 0: r :~
i ~17

..
d~ D n~mero de empregadas que Hceitem um modelo tradicional Je r·eiaçâo. Por
exemplo, que implicasse a disponibilidade total de seu tempo c um salirio slm-
bó li co.
Que a f~brica seja o grande inimigo ~ verdade, mas n~o porque ofercç~

plena possibilidade de emprego às mulhere!;i, ma!; porque represent::=:~ rwvo"' mode·-


los de rela~6es de trabalho c uma alternativa de trabalho. De fato, est2ria se
produzindo uma mudan~a progreisiva na composiçSo das mulhcr~s qu2 se oferec1'm
. no mercado de trabalho como empregadas domésticas, que é cada vez meno::; ttl'l~1

opç~o ocupacional para as mulheres solteiras e jovens. O que, evidentemente,


oscila conforme as conjunturas.
Há também muitos con f1 H os entre os hor<:{r i os quf:: as pat ro~1s ~wst ''\i' ú.m
de ter a empregada, e os horários de que dispÕem as empreg;:ulas. [s\:<:<<; .;;~iw;;s

alegam ter que pegar os filhos nas creches, prer~rar o jantar para o mar1~o r
os f:i.!hos, e "cuidar de sua pró'pria casa", oue tanto podem <';er aJ[·s;:,;J.ç:i:):>; r€:·3.Í:'3

quanto expressariam um novo modelo de n:laç6es de tra.balho, ·onde a di.:.~'cc).bi-­

lidade total cede lugar a horas regulamentadas. Mas, mesmo nesta 0Iti~a hipcl-
·tese é revelador ·que a empregada, para ter apen?.,s oito hor;:;~; de trab.':1.lho t<::·nh'·.
"'
que c.lcg:::J.r t:l.s l-a zoe·:; acima.
Mas, apesar-da ;;mp1laç:é'.o do m.-::-rcado de trz·.b~tlho ·feminino, o tr·,iL<:i.]r·.·•
doméstis::o continua. : •.::ndo um nicho ocupacion<Ú. consici<::r;.{.vcl, ::;.o qu:::.J rt.:ccnTeu
<'lS mulheres, Pl·ovisori;:,;.mentc ou não, quando recém-migraní_ec~, qu:.:<.ncio ru. r.ec,.,::::,-·

ou mesmo como uma .:,lternc;.tiv?. de tr~.balho for-a de c<~.::~:::'. m::E> :;ob Ulil c:?.r<tc,· dE·

continuidade de suas tarefas dom~sticas.


E, evidentemente. mas n~o i o tema desta lese, h~ outros mod~los in-

canizaç~o do trabalho dom6stico.


p' 1.30

e. b discurso das em~regadas

Aqui também se explica a exist~ncia das empregad~s dom~sticas: h~ mu-


lheres que não podem ou não querem h\zer os "servü:os domést :i ceEi" e que t:êm o<;
meias de pagarem .para outras o fazerem ... ·e, h~ mulheres que precisam traba-
lhar e não têm "pro-fis~:;i.~o" ou "estudos", e que recebem pag~\mento p;;.ra fazer o
que sempre fizeram na sua própria casa.

"Toda "l vid~~ ~:-a:stiu, né'? Eàpregadas ... antiga,çrEn{e nifa era
empregada di550, .::uJ.ai lo. Era f'SCI"..:"H','l. Tinh.:-1. w:-ra é'c:Ycrava par<:!
cuidar, ·pra tazer tudo. fü.tcfou o nome, irwdou a s::u:ri+'/cio da s·=:r-·
viço. Parque de pr:úrreira ~~ac/: tJpanhava para fa.2er o :;en,.iça di-·
reft fnh.O e {ado, né? fio_r<.H'J. n.:x Cd.Sct. dDõ1 pat rae-;;. r~(J,'Jr21 .:J.i.w'a
c-.:.'<·j-;;te cmpregadac:; cvte é mais ou r.renas CD11ro 1550, r:i? .t'orque ,Jo-·
sa. ~ {f!tiF qw=- dormi r r1o emprego. . . a gente aunca sabe ~;e a.oanh8. ou
não ... (09)

O fato de ~;er empreg<:tda dorr:éstj.ca é vi-:::.to como um~::; <11tel·i;?í:iv'!. de


ll~abulho a que as mulheres s~\o obrig~<.das <:\ l-ecorn?r pm- f<:J.l 1.:<1 de q·;_:;d i fic::Jc:2.c·
pro f' i ssiona 1 . o que demon ~~t r a c( qui a l-ecod i fic2dto ded 2 t-.- ::\ba 1h o pe ')::; di fiil'::n
são de e><ercíci'o de um papt:l soci::.tl, embora e·c;te n~[o sr-:ja t-:xat:=.llnE.'!d:e, pelo
contr~rio, o discur·so das empregadas que s~o filiadas ou dirigem, as Associa-
ç5es Profissionais de Ernprega~as Dom0sticas, e sobre o qual falarei cn: outra
sub-capítulo.
É comum B.-3 cmrreg~r.d?,s dizerem que nfi·o qucn?m est::t a1.tern;;.í::i.\'r1 d;: tr:ct ...
balho p;;u-·a su<:,.s ti lhas, m<.l.S t<?.t:rbém reconhecem a nece<:isid;:,l_de de su? cc•nt j_ou5d;c<,-·
de como possibilidade:

n{lt:·J·a, a EH?ntc :.18 i',if..t'Bi}(...':J. 1..'18 flTf..tita L-aiS'.] .aqü·i} (t"l-.::('5 peli.:' f[Fi.;,.f{{.";i,:
aqa.i ""' gente car;1e. Camc.'li.'D5 uma a l Úlliõ'nl"aç.':ta flr.:n'-:: Sd<-li.1. de c;ue .;i

As empregadas solteiras E jovens consideram se~prc, que o em~r200 do-·

As mulheres casadas, P nâo muito jovens, deslocam suas expectativ~s

para as filhas, quere~do qu~ estas estudem para n~o serem Pmr•-egad2s dom:sti-
cas, mas para sj. mesma~-. nt(o v(~'c~l muitas ::.\ltern;üi.vt:\5.
~ frequente que seja associado, a inexorabilidade do trabcllhn dom~s-
tico a pn:~dé-:,tinad:to ·natui-al da mulher para a execução dc~,tc t rahalho.

"f'lJ.t:!: ,~5 empregadas porque precisa de ga.ni1ar, a qt.u: las q-ue


não aprenderam nenhuma profh-;s"~o, cotlTD e .wuitas, né·? L par::::. ~s
t•atroas, i::/ que elas tem dinl!eira {'ara pagar. Quer diz.~:T, a .rri-·
n-'"'~":í. patroa estuda piano, a minha patroe~ faz gina'st"ica, minha pa··
t-roa aprende vio!/(o, quer dizer ... tem v::.irios comrro::<i-:;sos ::o::r
mLâl"os am·igos ... Se ela fasse uma pe5soa •we i1ito pudesse pagar,
ela teria que fazer. Se ela fize5~>e o ~;ervú-:o da ca5a, e!.=~. o.f:i.""·J
i.?J. poder 5~'J.ir. Oa ela '5.::da e dei:·f:::H'a o serviço por fazer ou IFlO
i~ fazer nada dis-;;a. EntjJo como ela pode eaf}a.r ela. fre.-::uerit'a 2
sociedade" (tfN.

Nenhum~ manifestou-se satisfeita em executar est~ serv1ço. a f' i rr.r<:tm


seu c<J.ráter arrisionante, po1·que "s><ecutado na casa dos outrc~;" o que· t:cn,arJ...:•.
o que fazem sob constante sujeição ao gosto, horário, rilmo dos "m,l~r<Jo' t;~

que ·dormem no emprego junt~m à esta in~atisfa~5o aqu2la de ver o s2u t2mpo

mam, portanto. de t2mpo livre, espuço social e pessoal que lhes fosse prciprio
No c Cl.so do ;:,guç: am2n to d ~·- s tensões, e r1 ;;,s s H L~ <:\ç: Õ•:.-:s de c o:; n i to, É: qut:

a cat2goria ser humano, atribuída a si mesmo, ~ usada pela emrrc~ada. Es~a ca-

em algum plano, uma igualdade com a patroa Conde, supostan1entc, ambas ~star:ar.

in c lui.d<:•.S).
empregadas faziam às p2troas referiam-se frequentemente ~ Jesigu~ldadc de

situaç~a de entrevista pedi a uma empregada qu2 imaginasssc uma briga coru a
patrua, ela me narrou o seguinte:

""b'ora:... soponc.l~.J c:ue t?Li n.:.'fo ·{iz: Uf'.l fio·:; sert,_'iço::; . .·~ pat r·;:~~~~.
chef;].'J e fie:'"'- br,'H','.' CQir7iga. En{z(o ,.:.·u respondi":: ria: "F..--:;cr,:{ e, voe c
pbrn..;.~:ct qtte eu ~~(JU ·d:e ferro, ?.-..:·? t:ld po~i~~"'r.i.::r ,?i{:... re:·_":("';Jfl(/~:-r: "{lo{·~_?·
es t zl a qa i Pd r.:.1 f:: r ~b a l l:.::~r. {fJ.JcJ2 d~·· v c -l. -:J.z·t';· r { u'-i<-'J, c \·::·r-~- n?"'" E-n t -;~(;,_; t: u
r··_.,_,!-;p~;'n.:feri-.~~: NSt7tlfJ J~;.: i/.o.·.:·.!~~ n/:/o ~:''5[ :i cunt-,:::n:·e pad!: t.:·~~· ~~-~~',:-e~:.;·:-1/i'
!. .w·i/P' ~l1..? papti J ac....=t.b :J.<f(J. f!..~·(; ·{'a.l { .:. f.- r ~.1 à.a [i.~ o {1 ~~r . ~ -:-!. ~; dD.::·t~; ::J ( 1 t~- d. 5 n.
1:

( 1 i}
E, a mesma ressoa contou-me uma briga real:

*'t:/.a acordou 8!1 e f a I ou prá minr: a h, I sabe! do o!a, vz-!Ct:~ n.:Xo


COli!iN;:ou a pass~=<r nenhuma peça de roupa./; Eu t.:H'<~ corri os- nervo 'i
na flor da pele, com t·anto a.peí··ta que tinha. Eú fi•wei coar w:ra
raiva danada, e falei pra ela assim: "olha, n,~o liguei o fc1-rD
ainda n§a. Eu não '5Df.l e!dtric;:'l. . .4. senhor;;. lc\'a.ntou ,:;:gor.:~, n.f,'o
fez nada. Eu comecei f!íeu '5erviça, tau traball!ando dE:sdc ,,:; seis
haras da nra.n!tfi. Á senhora queria que eu t ives~>e arn.(lrr.:.u./a sozi-
nha, tir~~do a pÓ de tudo. E: posta o Ii:-<"o na rua, e ter ligado o
ferra. A senharc"l n~~~a faz n21.da, ta' de-scansada, porque levantou
agora, nem cafi nito tomou. Eu toa can-sada J,=~.'. Co:nec.-:.·i 6 horas.
São 8 ltor,"J.'fi, a 5enhora 11!/a fez nada. A senhora quer -saber de .r.una
coi-sa? Eu não friou ficar ~=~.qui Ulcti~ nifo, Pt!rque na{J ta' (/.::oc/D. ti
~;erviço é muita par-a mim. N,4~o dd. para ficar p[Jrque .:·a -::;~1. que s:.::
eu sair daqui €-'U vou .arrwn.ar outra que da' certa pra nrim" (.!2).

Né!. briga imaginada, e na briga real, com a di.ferenç:a dr.:: qut? liZ:t irr~<.u; ·
n~ria a patroa~ chamada de voe~. 2, na real, de senhora, o motivo e o desfE·-
cho final s~o os mesmos.
Aliás, ~ como se nesla interação '';:dnb<'ts" soubes<:;e~: que o cor·,ni~:o tu1
que ser contornado, evitando as brigas. Se estas ocorrem o final ~ in~vitaveJ-

mentE o ror.!pime·nto,, que é muito br::m expres<.:;o n;:~, frase de unF\ mulher, iF\ .::-·:.:•r:c:i-·
ç5a de empregada 2 que teria dito ~ patroa:

"1'1 rorf'a d,':{ ru.a J.'.:~ a serventi<:~. da c,<s,"<. /) cas.:..: d d~! :::'.'1:hcra,
e a rua é minha" (1'3).

Na briga que me foi narrada, a empregada ch~ma a atenç~a da ~~tro

J:rio, c apcntou a desigualdade social:

tê:J~;:;;s· c:<Jürpr,xifl ne~i:.ia ca::~a .. . t:heg . =J. na t.i.'O do mé:::; 17 dirdci'_:·ro (/. 'U
d:c/. Elas v!io aqui no L'::.:rrefou.•- c, 'aJ!,a, :F'!s!e/ hoie "i~.::.r,::
!ltl!e:; e n,~~o fiz nada!' E, cu? co:rr 2.56'~1 . •7.U6' ca 1-.::>;-::'? ,-
~que t?Lf n~(a sei onde conrr:r.rJ tanta r.oup.::;, (·a Jça;:_.fo. . E{-_t L,-.;(·~· ~-:;(;;F
;?:;5:J. :::;an.:izlii.::. fl(};-q.r..u~l f'oi í~Tin~t . -~. irtr.!J."' QLü:: ü:e .J•.fc.... u. . ..
H
H Um~t ~~ez e<.i fi.ti
trabalhar na t:-asa de unra patroa} ~ion.a ~.it~
uma imobiliária da cidade, e, ani.e-s de eu. entr.~.·- na C-"'5.:1 d·::o!a,
ela fez eu me desinfetar inteir:inh;:;.. Fez el( entrar f.'c::'la qarageg,
me deu álcoo·J-e fez ea me de'Eiinfecl'::n .itdt":irinh,':.i. t~Ii na gzu-.:~geNí
mestJa eu de i.'<·ei llrinha roupa - r.Tinha calça compr id:;" mir;/,a b I usa
e ela me deu um ::~venta! que p.~recia um avental d~::'' f>o<:;pital ~it-•
louca. D..t ve'Eiti aqÚele avenl<:xi, aquf!le tTeca na ~...-<:~be.;,"' e li:'[uel
a dia inteiro pra ela cozinhando. Eu fi.?: um~s sei-s ,{ualidade:~- r/2
comida diferente, porque eu sei cozinl1.ctr . .. Na hora de a lmoçz:r
ela falou. assim: agora você !1enta naquela mEsa l.::i. {ora, e a/mo-·
ça. Era pra eu sentar nwrra me~;;a la' fora, f!U. e w:.r.'l outra. 11/ ei!
falei 'par quê?'' Ela falou ~'Ei!:iÚIT: 'porctu,? a([ui errrpre_q.=J.Gi:'i e p.;::-
troa n.ro se misturam'. E.'lgraçada! f'ra gEnte faze1· t-uo'.-,. pr) c;',::~~;
é dia inteiro misturada; o dia inteiro coi/1 as r.'!Xa:• dz; g.enC-i: f:?.·-·
zendo tudo. Na hora de qualquer coisa é li fora.· .. al.ia··~:i :, e
só ela nâ'o ... só aqui que n.!io tem nada f.it:parado pon;.u:? !:J.r•iil,:,;;
não tem; sd {t'lrt um banheira nest . 7:f. casa} Pt7rcu.Je -:;en\4~o ia st:r s-e··M
parado t::urrbém. Dlha é dificil a p:draa q~ú? ·ralé' pras earerE[.::l.:.:-
das} 'você e
igual (.Urta da casa •. Na hora de l.;:w~•:- uma rDu,::• ;/ :;:. UN
tanque separada, um::.< b::::ci::.< separad..-:;.; mt:~::!lii-9. coh;.'' co;.~,:; ~;·l:Õ· .:.: ~.c,~,-
te túres·se !iiDS. É tudo assiifí . .4 múli'<a vid,.., inf:eir . :x - {2z t,:::u:~>
de f!@ anos •1ue eu trabalha C-Dii!O e;:rpreg,<da . . .. U,;:a ve.z, {:L,:I·,-
cinco anos que eu t.=.va n.~ cas-a de w:c::t Duli11':T c eu co.c.:I'rei U'''·'~
blas:.'nlla Hering igual a da m;:;:rrina dela e ve-;;ti. {i/ ela ch~'PD-'.i e
falou.: '{locé est~:/ ca1~ .:l blusa da ... l Eú f.'dei: 'Cu r,=,,~,, t'U con--·
prei, é min!1a' ... 'A blus .7. Ê iru.·n,~.:;., eu c:.-o.?if-'rei ·_ /i:/ E.!:< t'~;l(U.
'm~-=~s é igual a da ... '. Eu fa/.-::.•.i: 'al.! eu pDssc• í1 C.::r.I,:- is·ua{ "
el-ii.·, custa baratinho, e eu compre,· i Al f ai Últ_/o e e!.:~ ·-'•":hou .,,
blusa que t.Jt'a n.z{ c·as-a da .:."?;V{i, é'<~--! ...:;. ~ .·eicl pc.dir (fe:-~:.:·:ui'if..í.-:;~~- p·:t.r.~
t7im. Eu falei: 'a desculpa E.: .-;u.e \'OCt:!i vzu.' ficar ~IC!Z.:'nh . •;;. e e~r -16.o
voa ficar mai-;:; aqui n1.'~1. a
tempo de e~;çr ..'H't:} j.::/ er.:,;.. Cir.t:c ·."<·U.~',
dt: serviço_! Sai cD1!l wrra lirá'o na frerde . outra :dra:,:;-'(1'5).

.1'-h.s .. a l é m d '"· d 2 s i g u. 2. 1 d ~~- d c d 2 c o n d i (,:(5 e s , h 2. r e rc r &n c i a "'o t: u c t c i'i

Gente fina, gente da alta .:;ociedade p.J..s0'ou ::;or i-:::;·D que eu tô


pa-ssando ... efii C.'."S:a q·ue ea trabalhei. F~-:;,z [_'(}.:;,na::; qc,:_·· ;:·u trai•.:!·-
lho e eu coafH?:ço 1:-ruifo::> prab!ef[Ta5 dos ricos l,::,_' for:::. iJ I'Oc).'-.e
-s;ab~? f iiJ :..7 i r; t:: 1~~ : .}' Cf,~P ,i'<::.' f a I a> [$J::...:? o~-; ,~-i co n!tu} L::' 1::_:::--: }.f,?.' ,:::t ,:~·~~·~·~ -~ ,J

br.igas terrlvel, de tiull-rD c soz:·tJ. da rr.·ulhi'~'i" ;"ú::ar C7/i'! ,y:; 2,;;:,;1


rai;;·o... N{X hora que i:/-tega os -.'lm.igc~i' j bciil. ni1o r:'J-.:t c:·, h>:· i r'it:r<!
prd .l. ..\·. fls:. l~tJt-a qu~:-: sai ..:1 ~li-:;i{a ai t::·or.lr~;.:f:.,:.~ o· q.~·retJI . :t: ··· p~~~~.t ~fc t(G·-
'\'('' <if'n{rc} tft~ L~a~;.;1 • f?ttant.;-::~:; ve2·l?~; I':."U ~·::);?rv;·.' .•it:: r<~·pcirter 'r ..:~ ~::·it·· t:·
rra t?la! T!..t~iD f{tf.r::: i.. lc
1
.:·ir:ha t.(U.~? t"JlJr .e])-? .~·i'.;!n.~fa\<',:/ (;'(! f".:f./:_.::r ·.Oi".~{
ela . En {.:.~a f a i in:.:lo i -ta i "~·titio~ q.~..t(! cu ~r~:·J I C' i: 'l/ut, (-.) ,~~, J i~~ . .
b"ai c{t7':.tsa ca::ra po(~- cau:::;a t/,;_'~·srJ l·'t.71~,{u.e Elt:::';'/ t.:.'r:tr.E~s- ~:;~:r~..:".;~·/ ~J· hlu.-r.·~. ) . . 1

·;,tioleota:;· e der-·oi-::: t-<·nf:a que lic~~; .. {'<.;,l;.;;,J,_-; {':'}!" ;in{!''l r:.::'d: ..:~ 'k
:í.42

MiAr. rudo que e/e t:[l.l::?ria .{a/ar i:"l"d C0111i.ga par t:--Ja. ~1{~-: pr.:.-i ,'f.'itl
gar um ao outro era eu que f:inha d.-::.' f;~lar"(i6,1.

Por várias vezes o tETmo "obediênci.a" a-flora nas falas -- "obEdiênci2<


à patroa" - mas esta obediênda lem se:(s limites e arr<:\njos:

"Eu que desde que se L-rab.alh:~ conta errrpreg<:<da. 51?


per/50 de
obedecer a patroa. J-í que tr:1b~~!ha n.:~ c:.Ea dela. Deve-·~7e abed~"­
cer mas conforme. S'e isto me prejudica, f?U desobede:-:o. Eu, ge-
ralmente eu procuro nunca desobedecer as ordens, porque 5C ct em··
pregada é muita rebelde e desobedú::nte i pior pra e!<J., ~~;o!Jretud:
para aquelas qae nwrct.i:i na casa da-=; patrf/e~;. Um dia ela ,<~ode rn·;;:-
c:isar. ficar doente, det-'t::nder da patroa par::~ a I!:"Jr.urra coisa. t4~mra
-eu penso que !li ... pequen<.~s coisa5 que n~~o vao are prejadicar.
Então ea ·faça e:>sa~; pequ:::n,:xs coi5<>'5"(i7).

As falas colocam frequentem8nte quais s~o os polos fundamenta~: dcs-


tas interaç~o: mulheres. O que n~o necessariamente implic~ a auscnc: a 1l2 ou-
tras intera~5es e com outras personagens da família, mas 11ma frase s~nletiz~

bem o que constatei v~rias vezés:

Mas h~ casos em que, quando a inte~3ç~o entre r~troa 2 empreg~da tor-


·na-se difícil, um outro memb~o da fa~ília poderá decidir se~ eGpreg~da rcrru~-
nece ou n~o no trabalho, utilizando mecanismos afetivos ou
ou que e'

as Cfll!lre:;.Jd::l.s ::'\ <~H(-:rnab\'a ítncdiatamcnte opoc;ta ;:\n ;cu tr<:1.b<:dho é 0. ·~'-' opcr;:.--
r ia. (\ o p os i ç: ~;o d. p à 1.. :;! c c <Hl se n :: i c! o de . q u. c: n <:J. f 2.. fj ~- i c: 3 · h çí h u r <~r· i. CEi c c.; t ;; !.1 ;,~ J c c ·· · ·

dos~ rcspcit~m-se os dias Frri~djs, as e é OfrdC ':•'c: tOI"fi!Ul?-.l)J UL' " c:u···

_,.
c
"Te«r vantagens. Porque vace rdío l.,-aba n~1 lJS -!'criados, vo
não l"rabalha nas dias S3.ntos, voce· râo tr2b.~na nDs domingo'f..·
'...·'4-·Jce é paga ... 1/t1Cf:.'": recebê" horas e"<"tra5ú(i9}.

Has tem tamb~m desvantagens, quando se trata de uma ava1iaç5o estra-


tégica que tent:a ·adequar as condiçÕes de trabalho ao seu tempo e situaç:~{o de
disponibilidade rira o trabalho fora de casa:

"Eu decidi traba.lhar como e~rrpregada pela segu.iate: aa f'Jbrica


tem os hora'rios ·certos. Se \ 10Ce cotrre~a ~~s seis har::u;, voce {e,\•í
qae chegar às seis f,ora5. Se eu cheg.~r a(·,-asada, o atr;:;.so e des·-·
contado. Se eu falto r.•arque meu5 filhas est.!i'o doent~c'~'·· t=:u perco
o meu dotrrinqa. Se i ff:riado eu perco o dia do feriado.
Nifa d pos5lvel trabalhar efff fa'brica cnm criança·;;; re•-::ueo:::.·::. fi
llletw::; q,ue \'ace more com mJ.te ou CD.'tr sogra. Ãlyuma coi5a d:c'~;,'!-c f..t-
po. h:':J.s cofl'lo ef/'lpregad,'!! é isso ,'1z'. Se ea levo minha5 criai7;;·as f.•r.:.'
p,~rquinho, e volt·o, 58 eu c!-,ego llirra. hora .<.tr«5a.da, 2 p::U:To.;:; a~,
vezes rec lY.h'ia, trr{!.5 n.!i'o de5c:anla nada. E, se üfi.r dia .wt:eu ti l11D t'i-
C~!:!r doeate, eu \'OU e e:'(plica pra ela. fl-:J. f::lbrica d dura. E.1 ,:::1
não campreendeflí nad.1. t1gora a p.~tro<J. campreE'nde a gerde iF:.'lhor,
né?"(2r:,'i).

Mas, há também as
fábrica fossem trazidos para o trabalho dom~stico:

"Eu go:;taria dt=: ter fer).'<:uia5, V??rdad~;dr.:~.:-; t~~;,, . ia::;, hL.';~:;_/;~ i.:):·':
oito hor-:.1-s ou u&r rou•winho Nais de oita ... "(2i).

ut-1 prir:re:ira i."D.isa qUê, 12ll f..!f'tÍiria ·seri . l !..fr'N".:J rt:'(g·u]\7,Ptr.,:;{açj~:.7 d.:;~;
horas tr .:::.àalho. f'or'-~·u~? BU {Jenso ~::ae a emi:tre':J . ~:t/a ... ett}
<le pur
e;-~,·e11rr:•lo, eu não tenin; hor::lr.io. Eu trabalho de ,11ani,i .c~té 2 no/{>',
tt}dtJs 0-5 {fi35. Á 1'!r..?..ior par!.-t."" {r.:lbalha ~io cotfl2CO ~io ;:_;:·;::.:.~ at~-f ;t
nait'e. E ná'o gan.í-,ali/as· nada pei<J.s f,oras a .'ll.::.d·s •;;ue fd?!:<o'ff,'Cl::-;'·(;_::i:')

As empregadas elaboram suas rPivindicaç5Ps, e que sao decisiv?s ?ara

a aceitaç~o ou n5o dP um emprego Entret~nto, em Camrinas a id~i~ de um~ AssG-

quanto 11a prdxima São Paulo. Sobre a Associaç5a, algum~s diss~ram n~o sabrr

bora tenham, individualmente, suas rcivindicaç5cs, muitvs ~inda flc3m ~ espera


,.·
i.44

"Eu sei que e.'<·is{e sindit::at·o~;, éss-as· c:ais·ds·, r.·ra:;.,. n,~'o !"•" in
teress·o porque ... veja, eu ri!/o tenho vontade de §e in-t;crevPr. E<
trabalho do lado da minha cas<.L É um compromisso, i.u.lfa responsa·
bilidade, mas ... nifa é a minha prafi55~'io, 1rrinhas pz.,.{ro:<s :;empn
tiJram boa-:; comigo"(23J.

Se f,á e~pregadas que pensam que sci ~ma organiza~~o co1ctiva p~de:ia

ser eficaz para suas reivindicaG:Ões (como me disse uma deb~; "con1 um ;:;Ó boi o
carro não anda'') há as que afirmam a impossibilidade de um~ aç~o coletiva em
se tratando das empregadas dom~sticas:

"tH!lWllaS sio !?onestas, outras não. H~:::í. empreg::;.da.,;; ae toda ti-·


pa. Ha' a IIW!her seria, trabalhadora. E ha' aquela~::; LJUE ronLJ~~iii e
tem as dt~ canf.iam:a. Eu penso que p.::~r<1, se unir ... sd -::,,. e'.:c::;--
l/H2551? as líf.J.l'? seriaS. f'orc;Ue te/li' E.'iiíF'rEg,,d,"'.S . . . {;Ci/iU EU
televi~;"'!{o, supondo: eu trab::i.ll!a nesta cas;a, ~'DC2, voce 1t<.'=: .o/'-'t·"'rt-::."'~­
ce wn trab~lho áelha·r, eu saio daqui. Eu nao ache i-:;sc• /, ar· e~-·
l'o ... "(é'4J.

Mas uma empregada imaginou uma forma organi2ada de aç~o culet1va: ta-
das as dom~sticas de um mesmo prédio se r~uniriam 8 lutariam par seus dirc~-

tos. Consciente da extrema individualidade de sua prática de tr~balho ">


'.-.

vc:rtic::didade soc:i·al de su<.~s intE:T<?..ç:i5cs no ]oc<.d de tr:é,.b~l.?ho, c::13. viu Fíii li.ITI

pré cl i o · -· v <h- i as u n 1 da de s e 111 um <i só ·- a s o ] u ·.:~:\o r. o I e!~ i v a . F?.. z .::: n c1 o ~-,. b s f t ::,, ç:::: o '·' ~~.

ra as empregadas dom&sticas.

w~stica teria substituído a escrava.


,., .
Mas a refer~ncia ~ escravid~o é tamb?m metafdrica: ~ ;;u~::enc J :~~.

sa 1v.' r 10
. J Li J

escravo ser1a, fundam2ntalm~nte, o assalariamento, horas de tr~balho regulu-


di:IS,

sendu assalariada) caracterizariam estas cmprcgad~s com0:


"!Jesde . a idade de oito twos .:;ue eu lraba 1h o f/a r o~:·~; . . . e de.
Püii3 dissó, eu entrei em ca::;a de tandl ia pra. ser escrava de ri
co. Eu entrei em casa de fam/Iia eu tinl1a ... doze? rrezc? Oa:a
tarze anos.·. . " (25).

Enfim, a recorr~nc~a ~ escravid~o tamb~m inclui o significHdo de um


trabalho sem valor. O que nos far~ compreender porque esta rPfer~ncia c, ~~
vezes, estendida ao trabalho doméstico, tout court; e, princiralmenh:·, rorque
as Associaç6es Profissionais de Empregadas Dom6sticas t2m como seu horiZD!lte a
CLT, e o reconhecimento deste "serviç:o" como "tr~li:J0.1ho".
Caracterizando a escravid~o como um modele a recusar e o d~ ''traha-
lhadora livre" como um modelo<:~. conquist:::u- . muitas f'i!1Preg<:-\da~, e><rlicjt~.m ainda
a ideologia de um trabalho fetichizado co~o n~o trabalho, n~o rrofiss5o. tias
t<,mbém negocialil o valor deste trabalho, pois sabem que a e1r::var,:ão de ·:;eu cu~,to
poderia significar sua diminuição JlO mercado de tr2.balho ou me!;mo seu -l'ifn, e,
conscientemente ou n~o. q0erem resouard~-lo como uma possibilidade. As v2zes,
como Ja · · ob serve1,· as emrregacas r '
ram b em
• comparc1.1~m
' ·11 oca•1cy]o, que ruu1t~s · ra-
troas razt:m, de que o sal<=Í.rio real CÍC'I empreDada é de f<:d:o mu.Ho !iE;jur que se.;_;
sal<iri.o nomina.l se for considerado "casa, c:omüh., nJU.Pi:'.'3", r,: t:J.n;bér,• :-:.•.::3.'! i.<Hil
seu acesso a bens fundam~ntais -que, nesta sociedade, ~ restrito ~ pourcs: con-
. d ú: õe s p a r a c o mp r a r d é c <:< s a ou t e r r e n os e m3. t e r i a 1 d 2 c o n s t r u d{ o , ::1 t c' l d ;_ nr e n :: o
,médico melho1- qualificado, empréstü1o lnnc:\rio, compl-::\S a pre~~.t:::tç:;\o. e;.c .
. Mas, É: preciso t<OJ.mbém esc1an::cer ·:w.e n~ío .:::-:;tou. a.finr:Hiclo q•1.e \:o.~>."; :.:.s
empregudas 2 todas as patroas compartilham o mesmo código 2 a m2s~0s cilcula~.
O q,_tc, sim, e<;tou af'irmand-:1 É: que est<~s são ;-:tlg\J.m::,s d<~s po~ó':iibih·uclc::. i.de:dó··
gicas desta relaç~o.
A -fn\s(.:: "ser membro d:'i fardl:i.z:" ::::xpr·ess::i\ ;10\o un<:\ ti:\1">~; id·:;nto"Ji::\, n1:-·c-
um mecanismo idcoJó'g:ico ·Fur:d<urícnt<:•.l nc:,;ta rela(~;)·o. T;::.lvr:-:z nrni,u.nF:\ ci~:i.~; F<:.'T•:>=~i--·
ras, polares, desta interaçSo acredite no que esta frase afirme, mas ;1estc c2-
s n n ~;o se t r v. t a d c c n~ n ç a . E s t a <1 f i r m2 ç: ã o , o q w:::· i. d -~:o l o [{:i. c: ::i. iil e r. t: ,,, c l <:1 '~ ;,: p r '· s ~' 2-.
~ quc.:·, do L:~do d:::. p;-\troz:t, eL1 terna po~;sí·-.·e1 a ;:._cc:i.t<:\dto de un:<:t ~:·:;ci<:.in,;;:rlt>:
e~>tt<Miha comr;;u-tilh<HldO <1 sua c:a~;;::,, "'o cot:idi<;no dt: sua famíii.:,•.:.·::iei·:L~:. u.mv
j u ::, t ·j f i c a t i. v i'l. , e ;n. seu·; r r óp ,- i os t ermo,.; , q u. ;:;. s >:: c o P1o '·'· n1 ~-"~ E: s t r :_:~.i: i. <~'- d '·' ''c -r e l. !: c
ctdequ;:~,dor". E~;t~'· mcsn1a fr;~sc, do 1adq d<~. e11:pre9ad:.'., e><pre~'·""·'''rJ.a or..d:r::é'. c,;\:1"~:\té­
gia, ~-\de :3.br:i.r VictS de ;:,_r:p~;~-;0 que P.~;(:rutul·aJmerd:c ctifid<', l'·,c ;:!:- -feChddC. fÍ<<-:>,
claro que, c~ ju~:.ta.mente cont;-~ 1 e di.ê:"tl.o:T:tndo UJili, <·c;~:<:.. afirn'<!.ç:~iCJ, (c r; 'Fie •ó:·Li
€}{~>res•:.<:\) O,U2 ~;e colocam 25 (lSSOCÍ<iJ,:i:íc~; r·r·ofissic:n<\ÍS de [iTrP\'29(-I(i{:(S Dumé,;t:i.·-
cas.
F'~ir\::i.ndo ,::;empl-e d<, condiç:;.ío de c·~;cr2,v<:<. COfn•l contr<<PCiPi·o, ao ~:.:;,n·~>l:rct-:.l·
um dü:nJr~-;o l·ei.vi.nd:i.c,Hloc, c~;l:c i.:F:rêÍ. ~.o~IO hor-izord:e ;; Cf'i!Pl'Cij.'!.da doi;:r.'·<;i~JC<J co-
rrw u1r:::t "t;-;_,_b::.\lh~!!!or·;~ Ji,1 rc··, em ~;ua plenitude. (J<; cmpr.":~;<·.d<:\":, (12::, 9iii·,; ?!sso-
r:: J. ;~.~~;o c~:, 1 r r: i v i ~i d i c~:\ r ;J o : B h o 1 ~.~ ~; d 1. ;;\r i as de t r :~~h <). 1h o 1 t ~·-:"e -f ·i).~; J1 ; ·f:~: j i:,~--·- ~-. r:-~ ti c n·
dc!im:[\:a(i:.:,~. e prcvi:JITil?ni.c deFinidet~> . ;.\ ~-.cgur5d<·;c/c <.'.OL.t?.1, i'r:\r-ic<s 2 1.1~ri;\riO'

P<<~;O:í .• ?, C<-ülcfl'~.'. r•·o{i~;~:;Jnn;;~,l, indEni.c:.J.d3.n po;· i_ei:IPO ric ~:r:·.rvi.;::o r> nh;rrw i:·
sua pr6pria casa ap6s 8 horas de trabalho, ser incluida na Cunsolidaçâo d~s
leis de Trabalho, tambt{m ·.como um?, chtf:'fJOr ia. de tt-abalhad0ra.
Mas, se estas reivindicnç5cs s~o maGifcstadas claramente peJas empre-
gadas filiadas às Associações, t.· n<?.s sedes ou encontros da~; r:)s~.oci.aç:Ões, ·ws
discursos cotidianos, nesta- interaç~o, podemos d€tectar, em v~rias d2 suJs Fa·-
las a ambiguidade estrutural do trabalho domistico. E muitas das reivindica-
ç:Ões são di sp en sada s: emprega das c asad;7. s di 5P cn s am te r sua "c a r t: e ir a ass 1 na-·
da", alegando ",iá tenho o INF'S por c2.usa do meu marido"; e, soltt:.·ir<iS: "porque
não quero sujar a carteira".
Ao lado das reivindicaç5es que arrolei acima, h~ urna outra, e que e
de fundamenta) import&ncia para a sustentaç~o desta interação: a de que a pa-
troa seja uma "boa patroa". 11?-s, o que ·::.erL.1 uma "bo~1 p;;trüa"'' Si.ntdiz<=•.ndo
aspectos do que me foi falado eu poderia assim ~tingir esta dcfiniç~o:

Boa Po.troa seria. aquela que não tral::t a cmprcS~:c,ci::\ r.omo "empr.::·gacJ;~",

e, fundam2ntalmente,
"amig~\" seria: preocupar-se con: o~:; problema·,; C:<.\ empre~F<dú, t:n~;:i.n<~;--Jhe, ~'·'r

afdi.va (".tratar bem"), e presentc<:\r ;:, emprcg<.<d<:'.


c r e i. o J.
·mais tenta afinnar o compartilhar de um2. cond1c<:1o comw:1 E:nqU<i.nt:::; r;H.tthcre:;,

me~mo que tamb~m aponte para os o~lros elemPntos.

"Hi p;:. t roas que r:/fo ta l2tíi com :;·~la enrp rc9,-:-:.da . Trata ar C-'.)/JO f'a c
s~ qc.la/q(lt:'6r C{7isa. t:1...t, eJ.J .LJCStfJ 1:/~i.s patroa~~- q·tre con\.lt:·r:··;t~:r:t ~-:ul~·J--
!]0, qu.e 5-:;.be.rr falar co1.rr a gerd.s·, s .•:~be cu.ilC?
ài.ie a gente pos;;a l'alar de ncY;;;sos· r--rabl>::'m~'~' CD,o71 e!.1, co.·,.ro .::<:
1/'t:'C.€5 t::u {enha patrtJ:;.'5 que f'ala~n t"/.~ 5eu..;; Pl .. oblcm~s c.:Jtrr.~DOJ ~/f)::_.~:
Cúmp;-eentle? il!lo s-2t- UíH.:J. s·im·el;:::.J e~r~p~--~--ga~.i.;:} lltila coisa .d.:.:: r;··.if:.r;.eilt"t:.
1

d bonito s·t:.·r .;~.rrrig.::J. Se cu tenho uHr ::'nOJb!em:;' e eu pr,~·ci~~D pedir·

de precisar pedir >:.""Yff!t:<re::;tadü ... <llJi.lrd . . . -:;e d p.:d;aa E minh.:l


tl.trfiga, eu
·t.-;.;·nh.:; COI"di]t"f.<' e/é:_· //;e p::,·dir: "{!océ Pi.HftTJa fíl:::' e17!,Cres-·
tar? ~4 (lol-:tf Cüll:~{~:--een.-ie?··r(26)
• • •

Ufola 'inter<!.d~:o ~:ocial Cftl que i:\ POS~:}.bi."fich,de ,:;:-od_ii\lU\""-~:.1 de IJI:i<:~ ijCI!i:ícJ~ 1.dC·
"entre mulherr:':," -- ameaç<J.:"'i~~e Ui;l de·:; pu1Ds, P. fa.vor·2cc'õ~;;:: o ou.l:ro.
. J . v J., cI u os, porque Jlic<:, i:(tri.bui condir,(íc~;,
1nc J .-r·laçbc~ .•

Tr ;·,,I: <!.·-·•::c a 'lU i d c <:tp rct::ndc'r :i. n te r p r ct z.:.(;: i:ír:--<:; i.n d :i. v i. d u "-·i ·:•; d .':\~:; •.?><:r' ..:r i é:;n c: ·i ::~.•; •: · 11 <J.o

~.i :i.!:; :i. 1 :i d c.\ de~:; q C r ~i. Í 'õ , f CJ l" <\IH C O 11 i :i. J O~·; C ü 1'1! D Í l i<:; t r) l" :i. d d C '/ i. d: :l. , 1:1 <Oi •:; 1: <:. ) \-'C;:,: •:; :i \: 1..1, 'u ·· :; C'
-
mu:il:o m~:\i~:~ tt<.tciu:l1o qtt•:~ ~i(:~ d(·~~j.~~tn~:tri~·,_ cü:no ''stoi . ~f 1j_·FE-:''.ôo qut:_:~ ''i·~J.~:~tor:·.r "l.:i+~ . -:··

ou do "<:'PPi-o<·\ci\-::.· bio~Jrz,;_fjq~.i.\:·:"(27).. (J re'J<.i.tO dc·c;í::<·,. "<:;l:ur:.l J:ifl::" ·fc1:i

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:i. n t :i. !li :i d ;:1 d .,_.

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'..( lil 1 j li.·::: ;J i 1 ·:·, .Í.n':, ..··

EscoJi·,) rc:]~:.l:o~=; que p.:}den: :;r:1· cori·::;id·"'\"éídu~: il<:l.r;_;,di.uni;\t:i.(c·:; .:].·::·c.;t .• \ f·;<:·c···

r 1 ~:i: c :r. n.
., '
r c J. c\ •.: n :; :
lar;:l:\o, c prc·fer·c CIHPrcnad<:\·:; (.-'><pcrierll:e·;; c indE'PCilclcntE">. F<;\:c é um P<\driiu lil<:~:i.:c
ou lt1cno<-; consf:<u1te Cl'..lc\l!<:lo ~-,c l.:t:al:Cl., qtv~T de !J(''I"<\i,~bc<:; d:i.i\Tc:lii:(:~·~ qu.cr pr·J:t•.:l·

P<:l.lmcntc do ·fato d;:l. mu1Ler cst<.\1:. em C<'\~"'' CU!l'~t;úl(:cliii·:l,\:·''' ou \c:r :,lf:r:i.hti.:ii_.(;, .. , fu·

() <:;
. . (:cs ().' i-eJ<Jc;:i:io, é Pi-inc::ip~:l.ln!entc com a fi.ih<l que
l lfn:l v::!.li!i'i'i c-·nctJ/l(·r<:l.l 1..!.1:1:) r~).···

cnnt:i.nu.::::. ou cont:inuou <üé no:-:;so tÍ.1ti.nr:·) cnnt<:d:o, tr<:;.ba1h<uido CJJfiiCl emprc~_,,_.;.,, cío-

puliti7a sua condi~~u Li";···

DuI< i c'>·:; t :l c:,:_;_~~. , t e n t: <i. lido

L ' '
t: f:l.nlUCí:!

~~xpr..:rJ,Sncic.i. ~>oci;.·] pode ':iel- v:i.vc·nciad;_;, intcrprc·tad<i e lo'iíPl"r::''õ'><l pc1r:'; pr- ri.:-;~:;

·-~torc:.,

cref. o:;.
rido
bca·

por l~uf:: ~-:.·e a;; e 1,<:~ s· . : .~ g cn i" 1.? nf{o -:.i· a .i t:ffJ~~- a fa.:.-:~~.. ,.. !·?:·;· ~:/(:' r o{}. n d :f\~~ c,~~~-!·-~~·'
fi~:: l'at'. ~::r,. p ..-~~;;s·,::'r Cl:.:2·.inh.:~r} arrut,.r~·-~!r ~:' i.fia t:o~"f~J. t~e,:~t ,:·.::. . r~r(: :r.:~~.:.I:. .~ c·u
n,~!tJ eo::/er/.? -l'a.:~·-er rt,=:~~f.8. l~7ra ~~;:~-~~·jo, cotn·o co~j-{ttr._:_~r al!...UI!::-.:·~ -~:-J."JJ·~--i·~:~ e,

N~?et;-'{.ite Pl"'OJ.."':~tr~~i t~?r..:rrt:-g.z,!ú'-'if.. ( 1{Jr iruJic-1ç·l~:::J d·e .:.\t.it:ig~.::·;· o.r.: el..:{'re--·


!.7 a::f.:""J. ~:; tlt:.' .:~tnf :; a~;· . que b .:.:~ ( ~:-.1 /il na por f a n j'o .::.~~~~L'). ( t-1 ;
:..:.,~~.,·t.t r;::~{}".:~ tla ~;· ne ,·
acho ~;·e t-teV-t; 1
-:.~,.:_-~::!i{~-~ r. Arl.lnL·a se ~:,·.::J.be 1;_-t.te.··::,. !3:.: f" n;ro ·
~~;(. l-;{.1:_:.::;_· :~:a·
bt.:1 l~- s}::.'i ,~-:--; r-e·..-"cr~?nr·}·,:~~i ::·~·/{o t'~2'l .. o'.\;~<./t':'il··z..:s-. ,~..rurlt·~=:~ tamb.~~:r,rr ~·>:-.-.-{ 1 '·-.,~··::.·::;·e,,·.{.:? ...
t:~t.rrpt··t?:.7.:.~úr.!:~:-~; ({-.:: n~l,)rt!_;~}.·;_,;~;:, eo;··~-:rJJ~~· eu lenho ·.:<r::fn.:~:-:; ,:1-<.fe {.i::.--:.','.=_-~;:;. 1::-::~·:~;
~? n/{o ~~"iü·t:c.i·oliOU. ll~~'r: { 1()1- . :~n~)ncio::!· ~~/.~"1. J_.Ort,\·~-:/·~~.-. f"~:,,;·J/.;~/,.-,) :Jt','/./" 1 .' ·.. {.::-··-

nh{J -l'ac1: l it..'l::-~o'e tlt? ~~(_n::.~ont:" r-:--~r ~~{r:~·-! v~:~~; ~le .::un.rD;:_-~ s:.

A responsabilidade, <:i. 1i mp r:·<: <:i ,· er di l .. (' i (: u o .J ...


I!'-.:

"C:a;~'PI'C!:J . :_~tr:.~
ear . ::l m·/m.~ Urt[.:.~ .bo.;J. er:rprt:'FJ.:~~:/\~·~, o'f:'~lf.!- t\:..~~:.:·('l" -~-<-~·rc:.'J.to i''
· S8'1-\' i :..:~-~--J {{<.,;; tfe . /:::.'1 _,:· { D li rrp -~:; 1 ·st:.' ;- r c·-::__; r c·n : -,· . ~{v.:::·! t: o :7'i
c a s·a , ~- -~\:..: ~--~·-::' •1 • .-.~· ~--)- ..
'1~'.-f(:_:r rfi::er~ ·l'. :;:, . ';;'t?r
. o'ill"{:"l/{{;5 l,f{l-.:::r~·:._/J] cru n/to ,0'~':í'{('jl_;· ~-~·.s·no'{J. ,-. :::·t~·r c._;_.·,r:..-;--
flic·.~~ti;.:a CO;{;· {o[.to-::; (/~} t.::un.r.'li:P.1 gr . s~~; :::;t:'rr,· E'}~·aiJCron.

Quem ''{;:;.J.<'l.'' COíi! <:\ f:'li!Pl .. C9~:;d;::'.:

e e~~ . ~~
·i' /t.:: .,:_:

ag.u . :·n { ,::_~·~·l.:.A ·' v/;--l a c!, ~~;r _:_·!n tt'D pc r IJl'!i t t:1 .'.1 i'i':<~.:'.:J.
Ora, eu .'
\;·.,::~: ·::;ex.. cntt'(J pt--cl'it[} f-1··~~{(:~;-- C()/{r eZa ~::-'f-' l.rt)_'~7.r,a p._;!J-,:;~
e vi {:.,:r

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n c.·::; t r.· r mn ,,,,


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oA:~:í~:;· l' e :r: o~·:.,· (tru r(:- l ~~c/ tJn ~: ::'F(',r; f o no r ::r.::..~ I , ~;c t'l pa ~:-. ~:~·~·u·· tlo :;·
li t.~ ,_· {e~-;- .
Ela tJt{? coa{~~ co)_'s.Js (i,ifat,'{/o •.;l.tt:·r t:" t:ft.''f'{JJ·~~- cu nunc,::: ~~~.'.:t.~.-~t {(I(·~:J ,,~:..,
L~r.Ji~~-..:~~~ r~\=.:r~·-{icuJ,-:.:.rc·~:J· t/r/nh\:_.:~:-:·, fJi.'}nt:.·.:,_ t:~·cNJtei r~:cr\::.,s e;i;·r•r(:''!./,;_ ;, . ~·\
~;c a ge,.;{e dz( liUlif:--:.:! {reJa eot.~'o Ja' viu. (!!/DI"é: {ai'''~~<:.•

<-~rr-:.JtlJ.t' oü·t-ro er.t{.tr>:·!:to p._:_(r\~ el . ::.:.::i. . t.·.tt n,:. ,o !."enfttJ CDi d!.f{·.:·m· o'e r.t,:_!//<~·',:,.:r
t?l!l·br)ra~ !.7Crd/;7i'f:.'n{t~· ~-:;/to /noç,:_:::-:_; '-7t.Jt:."t t:/~~!rt:r~:::r.·, a•:ttf.i pt,1!" n!to (er.:;:r7 -/~,:_u:\'r. . ····
lia~:;· au .::;e f"eiil, r.ior.:u:r lor.'.~.
que ~unh:i,.ll" ouf'ro lugar p.;;:r,::;
qtle <ll~;a f!Tl.):;."N {r,:::!/J.:-:t..lhiNJ aq·ui </ur .=.{n{e 4 . ~!no~;- e t:"t~;·{u~..f~')tl i'l,.-~:·~·:··e {c ... ;··
r~a, ~1'. -:J.J:~ n-d~:; . ?.rru/,'t
. .:.-.:::'t·o~:; lll7r ..;::mprr·.~-~"-::) p.ara ~?I . ~~ n~~ l'.:_:.:..'bJ--.'·c,:_..:. f..:.-l.:~ a/.', ./,:! 1

lrn.Jrau f·t-Jtio~:i·L-o tuJ~~7- .~(;(e!7t:·~:;· ..:~{":/ ,":J lugnt- tf.W q·uar{-tJ nUtira }.·:·,:-.:~·:;._} /./c~~---~·c
(.~a5(.J} n!(o f?;··.:< ntf~:; q·ue n/j'o g:J~·,t.:J~::-~::;·t:·ttro~:~- <ltl ~:/cr\'iCJ.:J tl-:~·l,::~, \:.<o C(,,J·-~
{r.:/r.i{J} nJ3s- nog . ~! -lcic.oat·;-u:-::· .;: ~;· J. ~-1 e ê:cl~-~u.~{os· que nta:~~~ /' .' .. )·c~:-: e .t ,~,~
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higiene 0 introduzido:

nun c ..1 ~~·o n ~-; ~?gu / . {i.~:n·· 0J./~? { 1 o.:.~ -~~·mp r'?[.f.J~/.a. p . ::.~ r.:. ~ r.~.:}: .~r {.:::·r i .s! (~-r~· e t .~~.'r· r1.~'

POri<ie r a..._·:; !~t inh,-:J ~; e}-:."{1 {:'i~ {._:\f' i v;·::-;;, :::;\:_~:h 1..::0? E~ ~iet":~·r'· r e t:'u {.:~'In .t~ o {:· . ·
p/ it:/'ncia üU fJÚ{r;.~ ~:~{),<~7 ~.?,•:'/pr.·~---~]':::u:/._:;,. ran{o t/ q~·Jc 5~ g{:·n{c t,' ..-'_ -':.t ('~f·/{:
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Í'2rr:her.;_· t-:ior~'{Ue -:.;·c ,;:..'U n~~tci. vou ·{:azer a:; C:f)/-ç:_;::~·:·:; z./.-::.·1.::.~ ~--- que ·:~·uc ~ 1u
vo.::t ti~.:··,. .~ r ·F. :~·~:~·.::-~tn/o ·_;.. E·n t-Jt~·) .:.'l/ ·.t.:__~~ .r;:..· o { t.Jo'o p.:~ r.:_; D1 n t:'ii/!, ~~__,I,·:~ {._~:.~ .':!. (}
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c:ridn-~~-2-.. Uút,=.~: c r J.",:u~r·,:~, q·~l.!.:~ et~g.:.-~{ inh~:-~, prcci .:·.!-.::~ ;,/.:::· t-:h)::; l.:..'~ •,-:..o. llr,..r
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!]D!:,{o q·uc t/.::;·:--;Lr,:~tt:'J n-,:~:.,o D'O:?/f·o q·uc o.(to i/<.:7 ..-:~(.:-·:·.-·.~~::·/:rD, i{ta~·:~· ii,_~,·~ ."_!IJ~;-ft:'
•-1ue c.:_;~ r r c {U t c { .:.1 r.;·h~_~:;;..r n .5. c . b/~~ttJ gi..t~;· {L' ~~·u e i' i c:u e ;~. ()/J,· fi:>l.! i ta ~-.,r·:~. t ~-f t~~ /~ .:-~ .
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Lu· ... ~?U n/to ::i~?i e:·(r·!i(· . :;:r ~f_.~:·r·2if't! ... nr ..?~i . .:~ !i11~·Iua!?·<~.7 ;,~- r,~·(:·/· J.:_~; r:1~··
a b.::;:;,.·,:x .r.:..: 1;: -:?{t .:: \~x~] t:'u n.)'?..' {1 .~)~;·:-·~o r:/. . ~".. .'.'1tl ):· {- .:·; {· ~'";~· / ._:_ r.:.~;· .7
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qal~' ~=;· {.J t6'tvr~o in[t;_~irc cl.:.: ~:/.~~"'3-.::if:' ,jc)."{{t. {~in(/..:; L;.:::r;: c-:-ue E'l-.~~ ·~;·,·· ,~,::- .
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tfcnl'ro ií/Ch--::H ·i"1ic . =.1 .:.t~?i-:"':i·fn· ~---;}_::'Dt libt~·ro',::~~fc n~?nhu.'-ia.
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~::ah(:/r c.c;rri t:~·-~-l(:'Pt ~.~.:-.~.<- t;.~~ 1 -~.: ou~fe v.:_:~.f
quero :;ab~~·r a hor,:_~ ~~:ue v(.,:/_,.·--.:.:.
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lrf:-.:;~~- t: t.fni.,_--o c . :~~-l} qu~::· eu t-i\'t? ~Je ~;:·mr~r-:?gd~f=:-! ({<-.te ~~-ü~.·:ri . :·\ ,~· . =.~]_,,. {:'e
no;:te era i.J c\·.-~~-:;rJ tf<?:·~~~::;,=~ qu~:· tjcüu urn ,·;~-f:.~~:i. E. o::; •.:-~ ..:.ti~:; ~.:t'eí,:: ,·:_Y ..'r·,~~ . :-l
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g·n c· ~-;.:-:_:/u ~1-(..'I'J . =.~ gc:n{:<: 'i/(:.,r/ ,!J acn.t-c {[/.~· ~:~Jt.'!Jç·,:,~.r n,:~ {~).:-·._:::~r~) rr,··:u:,'.'e 1
p

entrar, toda c21.tit,1 '· abrir o partâ'o, entrar. E quandâ PET!:Wnt"<:c ··


t:ras como ela tinha ~;a/do, não {cve coragt=Ri de contar •:tat= {ú;k::
roub;;;1da a chave. F3.lou que puL.u-.:1 a muro do vizinho. Es~;a eu
Mande i etF:bor·a 1ogo. ".

N~o "dar a chave para a empregada'', tsr medo do roubo, denotam a des-
con t'ianç,:a, vis-à-vis à empregada, e que pode ser melhor compn:endido no
guint:e rel~1to sobre uma empregada c;U\'? roubou. Exponho todo o relato de Dea···
triz, mas antes, gostaria de lembrar que, a relaçâo, empregada/desconfiança d1'
roubo, tambim aparece na fala de L~cia, m~e de Beatriz.
Conta Beatriz:

. "O i..<fais c.~ato da cois·a é


a honestidade da
r;u,•:::.rr:o er/EP! .. t~'gat./.~.
' .
f'or~-zue quando ~" 1 gué.w ti fazendo bagunça, que V>:Jctf: v.:,• ,;rt[~'· C 1 !]/);~!-··
râncfa., porc[ue é porca, nunca teve e.'<periência, você
rat tHa·g a hora que a pessoa cor.Te~,-:a a ger desone:;t a CO!ií vo,:·e . ..
parque desone-sf.,=~. a aa.ior parte é 5abe":'' ffeate n.;x ~;ua cara oi=, ec
{.:;.ll"ei tmtetr!, por.-'[ue {iqut:.·.i doente·, CD,QI a maior car::: l<cH<::;u~
t:onta utrra.;; f,i.;;tória:s assim Uio ab~'iürdas. f(\5 terrr c.~Ji::;·a-5 qu,_:- i'DC<:
pa.;;sa por cima, porque você vtf que é a&ra ·doenç,;! d::J P€S':70a. lf:.F' ::
hora '{f.le coENe,: ..."?. a ifi'~ 1ar a~-; co.isa~; Para cas~?.~ a1' o negL-ic.t"o ~;.1c:~
f•rei'o. E'u f..ive W'ifa etrrpreg~"'.da .:1qui, ea t-inha até e.::;qw:·cid:..' d;:· di-
l!"er de:::;L'<. que eu t<Anbéüt despedi, qu.-?: ela ficou w:~ t:h2-::;. E"/ a l.:·c:;"'
Vi"l. et~r ca~;·,'L Eu t-inha esta'gio na époc.:::., tin!1a que ~;.=ür ;/s ?>, d.:.
·~:raíild/.- Eu ficava cofir a cf,aw::·. Eu dei.o.,·av,,. ela tran:~ada ._..._,~·io: '"·
({Uando o l{alil ~ 1 inha ele soltava ela. Todo dia. Uiiia iliCitl·..-,,."t c;~:c:
ll!.'ra as5im, eu f,'J.lav~1 'você l'olí .:;rue es/".:::.r ~"~o>IUi .~;; á::J,i1 h. i'·:.ir,,,
mim··sa.ir ~is 7 Ir.' tis 6:3~l h. ela fi es{a·;Ja L".'. Eu fc,.' t"inf:,::; co.•:c ..
çada a desconfiar porque quarufa eu perqufih:::i qr.u=..rda e la e;u:::T ,',''
ganh"'=(r ela diss·e, t;i{o ates:::.·s .;;.l:r·:d::;: A(c 1 ·l. (,l;;,~::_1J f::l<:."'.·. ~--~/ eLt ·t.=J.lEi,
J.r;,·'r@t.:,'f 1 {~tl n3.'o P05S<J pa_qar, pa-sso pagdr :~~tlt;}:,{:}f:}. ~)hJ {.-.::/ /~'t..: . :L L:.".!:~1.
pes.·_::;o.a que avalia f_!}(;it),(.}f:) seu trabalho come., •"Jf.h,' depois· ac-.:·f{::::
.7f}f:,l, (}(!"!:? Tinha re!enfnc.ia, telefonei pra rcler•7ncia, 0 '~:;se.'-" :
'ah, ela é 5obrioha d,:;_ tiíl.nha {.a:-án<:·ira.. Ficou PDacu {(:'m,.tJ ·"''~;//}
e: a n!fó po::;s·; ta 1 a r qu.:w {o ao t :·a h a l hD de:· la, trrt:. ~"i ,:t"~r:;~.n {o ,:; i: C":· c·:': ·
l-idade, olha é Wff,=~; f".<r:cel-=:nf.'e r'essoa '. Tudo !Jea, né . de ~i_Tv:ç~:.'
pele ,r;;::nos ~'<Jt~!} ni.ttJ p;7'rg<..tnt..::'"!; parqlle ::,;!n'::.~ ual·f.-cr:r Ui"llZi t:.. /-(t"-.:::cr.~~{:i--··
~/a .... pclrq!.il.? f{U.._~(nJ.:fo . ~.~liJ'"t..l::/rr: peo<e retert~nr:.i,?J. eu lalt7 as·s·.i,·:: c·-~-~ :·;J.:.·r·-~-
e

~1l.ça1 tia·~ hatle~?itia'. :u:.r?} m.g.s: rra mit;r! t-::alt\?.. t;f,~lito~ f ..:x/{·.2:~ fh'Jt.t~.·o~
falta tJ."it:.~~r a·vis· ...=<r. l)ou rt.tf2r:.?n.cia ü'ü rrue (.'if ~:!,'-<'ij>J da Er'J!('~r>.:,'g,~~~<-~!~..
ff~5 t:i!a ent!ro f'ú-:~~V:J trancada, meu r.·:arido que soJL:;::.rd, ~· el:; i.·
nha a.1ta .rJi::iponib::.'lio'.:ide de hora'ria úu::r/vel. ti-:.,· {h·c~;s,'" •(:::· i;_·-·
·t:..~r: -:;.:,{l;::/d'f) 1 \~-~f'l:~ j:.; -5 f,.; . ·tiC . i\~".3 . .;]{~~ .;.75 5 f~ .. {;reifl qut::c ::-:; . :::~:a{.~·--·
(lc7S~;'(; pt::: J i{fo a.~-~~~ J.':/.:.~~~,7··f li g·D t? 1.:5! t r.Jba llt.?~ \:a . F ..i,_-:-: i .:'1. o :"":6.'rv i~: c
1
.;; ,-::::··i:!.;
{Jt'!júr pJrc:o :. /J~~ ;J CU. t .iva i ·~?t/an<f::::. UNr ~....;i a c a <.:·/,t."1_uue .i_, c i/:;.~:· i P r a L ..~~­
bt:.~f· . ~;. dela ;:~""la. tav.c.: t-:-oe: {.ffir lr::.:n~-c P-.'i.re.;:~it/(} co1:r o ,·~\·J?f/. /:- ?'~~-:.t~: .:.;/~~
(:•."1.1 [·iti/4::.< C."h;;-"gao''o m·~:.;i~ .:.:·.~~d>J (:"!a. t:..7:V2~ .i~J ele· •:;,7;.:/da. {~~:Jrr:;·(i-S' c·;:.-._:;:,·1.; ~. ~t·\:;.
~·~-::u trr~~r:i.:J:.-::: t~.:~t":' a ge(~·tt-:_. n.:r2'} s· ..~«r cncon~-r·~ .. ~.::;, t;.:' ::-..-. :.:'.:!,~~.
s~{7.1 !:·.:.:v.:) c.r.~:,
Olhei b~:.~~:~lj r.
::.l ~ :.7.1~~ t . ~J ,r a: 1J :JU:.·?~ r;;"(o ::·ab.~.'a r7Uf·' o !;:.~·n);:·t) (-~~v . . ~ (/ . ~-~
~ç:a 1~.-t::f t <!.. r~..=:.·.~~~]~ln ~-f.:· i : Lt:.'n i t .:;: J df·' ~Ut;· {({ ~..} e s (-e l en f":.}? ' r:!" a
I {.:.:/c~~(
.

"i! <lu~1ndo fu.i procarar o !enço 11..:.1 gaveta, a lenço t f;J/1,'-l


meu".
suiltida. E .ela nunca .IIai~- ~"lr-'~\i·eceu COil! o Ienf·o. Det~oi-:;, l.mr b~Jo
di.a., ela cki::gou E'lli" casa, era sibadu. E'la· fumava. Eu. vivia pedit~­
do para ela n~~·o fumar, detdro d~:, ca::a. Podia fwYB.r nil 'iUint.a.r,
na quarta dela., no b;:;.nheiro dela, lil!Ei n!ia denf.'ro de c.:~s.'<. k{ ela
chegou, dis5,::' que queria camr•rar rig~~rro. Tinha v:z.'ndo da rua ...
ela enrolou w1r pmuwin!:o li - eu guard<:<\'d a c=i.rt"t:.·ira em cima d::~.
estante e .::r.aa'ado ela saia, Joga dCI'Ois cu des1.-:ontici. {l!hei a
dinheiro que tinha aa carteira 1::' o que f ir1ha. na car{e/ro do ,i{,;·--
! i!. E fui ver a bol5a dela Lti.it? ela dei:·<'ava iW •{Uart"o dei;~. ,~bri
.'t bolsa e l-ava la' turra carteirinha Nuito antiga irrinha, •:rut:· eu U-
nha trazida da Europa, ea e::;tim::.H'a muito a c,c1rteira. NXc usava,
sá guardava com documenta-:: meus def';{ro da gavPL~. /1/nha c=nteira
est~H'a Já Cüill todos os documentos· dela ... e n,~"o é wna carteira
connwr, é uma carfeira '-rue eu t·t·oaHe de H.:J.rrnco=~. •luer di.Ú::r, e
ditlcil ela ter, alem de >-;ae tinha ~'inda nuc:a divis~~-o c:fh' acho
que ela nefil tioha visto, dacurrrcntos Meus.Ãl, acordei o Kêxl.il an·-
tes dela voUar. Eu .ja' lava com a carteira na màá, lal::.·.i pra .-::la
de onde ela tinha tirado aquela c,'J;r{eira. Ela di-sse '):IE .~inhJ.
t ir:ada a carteira, ;rras qae era sd a L"arteira 4Uf.' t:in/~,? {ir~"(./o.
tlz' f a I e i, t . .t}C. ~~" nre de::;culp::.;:; tal, mas eu nitü vou p<.\b'ar pra voe~;
~?rJL1f.t ..5!nl-t' n.t(a apaí··t';:.t:ft- a~~·-~t.i ta<itJ q·ue ~/t:"1cê tir:.../.~f. t.. u ta·,,.a J·og.::!nJ.io
verde pra colher ilt."Jduro, p:Jro:rue eu n.ito sabia o ·~uc •(ue tinha ti..:.
r,~dD. Parque n.;•qi.tela corn:ria que eu tava r;,!{~J tinl1a noç/io i/o o::a"
tinfta ida. Ent/ro, !lace nao traoca n::.1d::!, E cu (in/i:.{ (;'!/}(Ov.al.
fJ<'NJ.rda-roup,::< cheio de em<i.N::.l, pr.::.·-s:::nU::s. E tudo t/e<;;'Tai;,-:.:~L{O
Ela falou 'nli:o, {Di sd iss;o '. F.:.<.lei, 'oh, Ni!z.=: ,;.Yo v:u.;oo~'i 1fi::;cz.' ..
{ir mais, voe..? v:=~i C1T:bor.:1, qu,=wdo voe~ c;uizer U'.'.•::2/•-:..T, v~~,c~· pas·-
·sa al;ui·'. Eu t-.av.::~ coa a cart>:::ira dela, ttDc~-: p,::;c:;sa a•wi t·'I"J. L~rar
S!.la ~..-:a. r te i r a. Á l e! ..-:;_ t.t~-::cJI.J mui t D -::;.enr graça, {.o f t~\~1!/, o~~-.::.~ . /~i) e~!
Cf:>!rrec.·.~~.. i tler a·.;· c:tJisas .q.ue ela me levou ... ela l-2~/t7l.-: :.;rra·~<~t ..?: }fo
meu. m:J.rido, .ela levou pe.;-:as dt:: en}·(ü\-'.::'1:1, calças coi!rpr.~·da c~inha~;,
caneta hic,. tudo . . ~h, t:' ~uando eu ,coergl..lntgi (Jiiife eL! t~inh.:'! :':los{.·!
metls ü(t)Cf.!.tnt:...n ( .JS q·tfe e~; t ~:~ v.a/J ;:fcn t' r o tia .c a ;-te i r\::~ J e la ft..,ri e :_~b r .fu
to·f?.s t:.Tirihas gav,=:t::J.s ..;.: ::'nclt!~;;:v.:? a .:!nica gavct." que fie~,_,, ...;{ t~r::w-~
c.;:;.da, onde teN coisas dtJ g·alil, lir.=i•'l:uin.:-:1. lof-,:.'gr,:tt.ica, {uJ::;<. Cl.::'
abriu tad.:15, me .v·ia r-ra procur:ar aç; docwrrento~; que e!~~ tir:l,:~ >::'!.:
condido. Ou.ando o f(,:.tlil via isso·- porqu.::.·.a ci1,"iV(" ficava e!:i' cJu:·
ela es·t3.nt·E( -· elt:."' ficou. branco. E falece: ''~/ai er:Jbrn~a) .5t_gen{.:::~ f'ir.:
toilos a-:; Dl.l. t r.(is ~.1'o;:.·u.r.rf:.'1n {~}::; p rct f./O~-~~,:?: ..rt.:x ;;· fl'f~~n~f~::z ~:.:rrr/J.~J ;-.'], dc:·l,7-} '(:ez
que eu nJ[o qui'?!"O ver ela Nf'i(2tido". ha::;, llle:·(endo comD Se' f'c:-;~~e
delat Com a maior c ..'!ra de Pi'I.U, f'u.{::·ando em LudcJ! 14i cu f1hii.:o·.:::·i ~'t'r·­
hora. /lepais el:;;~ vaU:ou., n!/u Me i.:ror.o<"c aada do que ::.inh.:.; !cv,T:io.
Eu ~~'alei: "ol!ta eu tt.'nhc; um tiD que é inve:;;/:ig.Jdor", ~·.=~.!~::.:, es·s1:.
11f:~7dcfo de ctr:,redr~·yn{.;r'? "·~1 üc:..:'i, por. favt.}r; ::1D; volL-~~. -~Lf.tii, r;·a:.·:, s·c
·~'ultf! aqui corrr a~; minh:h coisas ~;eo.Iu maádD .::1 Pu! ú·:/a n<Z :~ua ~~a ...
S'ZL Tr;;.;"::; di<<S dcpoi-;; eL~ ~:pareci:'!(, >{!f..•" ~·.inha •;uc vi,u'3r ;::ra r.~··­
C.ê~r ~..~~·:Jrn -:.1
ir:;7. .44. t~~~l~"' ia t.t.'1r a luz c· erec.i-:~·~-:'~/~::~ cl,:.: ~::·art~?J..rJ. {'l ..... )/i·s ...
s·ian.al. l/o f'úrt fJ'w.utn: ,::o:r. dd, devclo:.'': a :·z..rtc.r':·a c aind:.-: e.~~:·'J!(''.i.
tf~?..s~ tii 55~::: ~·N;_· l,?..] J. r;.tJ/" {.a vai-, rt .~!'cJ a' f~ fl.!<? u t (' l ~-? ·.'..Dr~·~·· p .!··a n
pr;.~ re{t:::r/..~nc·ia.. "'.
O r c J ;:, \: u d o r· u u l1 , 1 , li <1 V c.l.lit • 'li;.' C.' i.'' U.I!L"t 1· 1.: • ·r· 1..·:'.· •:: n ...

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i ..-t! pr~-~ te; r,=.~: () t ~. p r,~ .:J .'"~~ <.:/~~- t~· l,=;: ia. F:,~Ih) flor.· . -::..~. L~:....-: 1 -.:-.;: ri.·.::.·} '..:.' },~,: . , "(_i,_t J >':'/.:'
~s~ '!i t ~-:v .r~ P .:< ~;:· :·r·.:\ o . j o . -:;· .::, ! i /. E: cu ~\{-t.i;··.:..:n:..:i'c', l:~·~:-~:1 ·.:~{J,:·~t,1 i."/D c.(~~-:<_i1:'(:·: r. e~:~~-;·{~·
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{,r~?io {cl~f~=.~~ ,•Tf .•:_,_ :-:f',:.·,:.: o(/~) (/r f c lct~~· í .c· . s; l-~: . =~ .:·.~ r·r.e!_;r"::~_c . ==~-~·/.

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JOD'D ;·

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lfi, n ..S(o, t~ in(f::.v n/(o. /r~u1;,·/e .:-~· i.:~n f' ~-\=(r} r,~.d. i:::·~~~ f>-,\·.;-.:=·_·çt.-u \::.: ( 1·r c f(~~

r.:?<::~~·,~::·:·-~- n e~·;{·~·;: c .:::::·:· , .J J (~>:.~·,::~ Dt.. . ({.j i r i 1,'o . li~-' s F' D-r .P r oh i e fi/ ..:.:~; r ( · ~~ :--, <·~·::J / ·:· e::t
(lOff ~~~air. !:); /.::./._=}~'I~.-(. i (<tt::: voo :·;~·7/: .. ~"/{·~;{/..:-:: r::. ·.:~i ,.-·o, ~.:.:.:;· ··;·~-:·.--;/.o;~._:_,~
t':{U i .:!.·-~:j r r e{::',- /::n c f\:·.·~,. L e .r;;{ o f· e l c·/'{ lr. e !.:}' 1 ~. _fJ'â ,·{·u e r__,._· .~i
rr,-.i~? (·/,~ .:• .i r· .._'}' '::~;

4/t . f·,·.~ l e/ ~~<1.<·: ;;:_'~~-.:i ;· t;.:ttO:J ::/},i, 1 C l e()!" ~'{UC ~1h t~/:'.::i .( \·:··;·.~· n f o :1 U .. '· :''i J f-t"'
.........

{JO.::··/:' (..f!}(/cr· ..:.,/ ;;·.:;,ir c~::~l' .:.;'h' ...~..~/ r:í.:~ :JI.:·"·~:;·e LIUJ:.? ._~,~~j>Ç;')../. 1 / n:~/(i ~~(: . . r·.l, .<:-(~:;·
"trr.r:.: C!~·; / O<i~·; c,:.-z~·;·o n,:-, ~;·;"'.l·,;uuf._:::--· -te./ r,_~( ldZ::' t~~:1 íe-l'ci/,~~, i~~~ . ::· ~J~~~ ;"-· . . ' 1
·J { /··
Lro ~=·~n(t!JCJíJI ~~·uc·rtJ ,s.r:·rovcit.-~=:<r t:·::~·f"e (tf;,.en(f/··.:~ . n,}, {..'.'nl?~:.~ -~~.r·,·-~r(·..::/(/a
stJ ~.lua :·i,~. ~·~ /.,. ;1,:.~ ~:·;e!J~l.·Jn'. :.t e ld .=~e,:_,~ ~ .. ~::c·éu e.:-\ r\=.~ {·r· ..=:~{,~ . =.': Z1: ,~.\r J 1- ,~~~ f r\·,(/.~..:~·
//:.:lf,'f/0 ._:;,~{f:•~ h~-}~~·'u

d::t, i\ü tHUitclri ~;oc:);\1 d:e~ f<\itiJ~1i'~ onde c1i\ tr<ltl<t.l.llZ\r:,:~. }<,:l.u c·c:\;·vc n<'. ;'<.t.(i'. ,;, I.1.Í.

I!\e d;~r rour>:.:':;; \:''O;t::.\r<.Í. em fi!Ui.t:o<:; ' nu<:;


c i<o:.} z~.r,J..'nc lo~=; c~

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d.zt. minltE!. nrie. Ela '--; . ~iLt


. de'5t . ~. c~s-a .-:tltandu ~~·::"? c . .~·.:;o::t. Parqf.!l:.:: r.rinha ur,~·e
ca~-;oa l!Ulita nova, com i5 anos.E .:r.u-õ<.ndo ·2Ia CüillC:;:ou a L·ra:':i~'-1.!/1<-n· dt? dc,-
mé!-:;t ica. era· muita mais nova do que quando ,zu. cor;;eçei, e co.:'h-:.;.-ou ~~otr.o
pajem. H2a f.'~•i lrabt~IIu:Jl.i eifl \'a'rios lugare'5. (iuandc ele conhecPu minha
mãe ele er.:l g:an:on. Tra.b~"4lhou em trell!; em usina, em -:;/tia. E L;uando
ele 52 ca50l.!, ele continuou, foi cozinheiro de hotel, em Lins, cnd<:
ele ficou u.m .ano. Depois mudaram pra Ribeir~~o Preto e a/ loram rr~l
fazenda. t1z' mea r~~i começou a trabalhar na roça, ande ele loi etT-"rei·-
teú·o, plantador de ca!i a meia, pros outros. Er:lim, fez de tudo na
vid:J., né, plantador de amendoim. ~~té ter a terra. dele. (hwodo ele
comtJrou essa propriedade no55a, a cl~~-ic.ara, eu f.-1.nha Ç' meses. Tudo .r;;-··
so é minha mJte que !ala.
Na ro!i" ...~ 1 co.<No na c idade :;e \'Oce não sabe 1 ida:· t":"O,QT !Lida voce n!:(:l
patrâ~J também. Embora eu ache que sen'ú:o de ,Jthnést ica é m~<is
ll'iais cativo. Porque na roça a dia ·~ue voce n~~Ú quer tr- . ~b<:ilh::.:•·
\'O C e não vai. Se voce n!fo quer trabalhar ao:; sa'iJados vcce nHa V2l.
Von? trabalha no que é seu e trabalha por d.ia. Eot/fa nl:to t/ Dbrig:;u:/:;
a .ir~ vace \'ai par•rue voce quer. Se \'OCe ti-ab.=x.Jha no •;ue é s·eu, í/cc:
tra!Jal!?a no que voce qaer, né? é clara que ~'Ol:e {em ;,.--onf:a.de de prodc'
· zir m:;.i-:;. Os qae tr::..ba!l,:am para os autrt~s, as pe:;!;oas ~;ue {~·:ab2df:.:-;~:1
de bô.ia-fria ou pe~1.a por empreita, oa por dia. Eu trab:=,Jf,ei r.'~t.ri/o. ,c,
~'oce v~'?.i trabalhar com. ~"'lgod!fo \'oce p,-:;·ga por arrS/i;.~ . <.d ,<:f.ai'-; voce 1>.J···
a?ha mai-:; voce ganha.· Quanto m~::;.is voce f.ê.1z lilt:lh> \'ace t-a' g.anha"'1fc 1:/i···
nheira. · Nito é có12a aqai que voce :-;abe qae 50 v.:.<i ganh~<r qu~w,/o vc;:cer
o mês, e~::...: aqtiilo sd. tiioh3.. .vr...4Je g.z~nha 6~f cri.tzeir~/5 pa;- (:/ia ia'j e~(;,:-;·
n~ {em serviçó dia'ria. Porque qaanda aJúJ tem t~:'t.rrate pr2. ph::-ii'a:·, t·::·,.;;
anrentl~'Jim, ·?fl.anta-io. num tetfl ..~.:.mentfoirrr tetrr caft:..:, tehl' . ;.lgoc/ilo. E' ~:.~'~J coi-?::z:.~:
que não dj'a tudo nw;'ia epoca "50. Se nwrr teríi vai cortar c.:;,c-io, vai cor
-- . .-:.· .t<:~.r c~<na,_ oa ent·~!fo L!.l..i.:u1do nHa t:ea1 na.da 1m:.·s:vo v,:;i e~ccUn:.'r ce~/'c' <"~·"'~;
triquinas. EnUio, gerd.lifíente, tem sempre serviço.
~ gente trabafh;:;. rrrais . qw:: como dorrréstfcct. ~~;:xs e f'T.::~ú;· <'.lvert' .~.·::.lo.
Por que voce t:e.~r con{,=do C01Tí o pa\'a. {Ieee brioc:.:;, v.o;oce con{ . ?'
{toce tl"'ilr m~<is folg.~ porq_u,:: no nreio do di~ voce (./e~;c<:~n5,'J. r.·:a.··s,
f.'cllf11er1te 5t? a gente para pra' aliirOÇ~~r 3D i!íBlO df.:1, L:~' .:í'iU:"'jC
gentt: fica· ~'i.t.o:/ um~1 hora, dua::; hora~. dorii,'indo, descans:1.n1.fc.
f/Gcf..~ Cfh17·~:·,;a, \,.;oce tira aquele atr.~::ia. 1'/á.."o ~::: CLt.~~·!D {ioglt'/5ti.~:- . :<~ t1:'tx> {·o.:__--·;.>
aquele horário. {!occ l2v::J.nf:a /ír,~is f:edo . clara n.-.-:/, por·~··:~e \'I.JC<': fr·.w ;{tu:
- .•••. -- y ~
,-:( '-(1...-'\.: .! ..-

turt;7.3 fft=? gentt:.~. tt:..,,Çt~ ~tia C[iü-:


1
~?!l tenha ~:,·au;,..--l::;.~:t~? tfB~"''!il~:;?/8 {t~tt!PO. ()!_-[~:? . .!?r..:::

m<.ü-:; gostosa. Encontrav:J. ,~quela turma d2 colc"r;::::fa. Dep:.Ji'.i·o-=· {,=u·di',


todo mundo can.!.'ando todD mund::' brincB.I1-'''U. Todo !lrun.:fo -:ójf..(J'o, ,:;;.·:'
n..:l, né~., Pur~c:. t21T.ct, mas tava brincandD poi-•7U-::i 5ZJ.bia .:{uc c:~.·r.h<'
urif dia muito berrr .!]aniiü., e che!]ga em c.:.L-,;2 d,'<' . ."'i:;uelf' ~inúlfo, .:;•
briaca, t-udo. r1 gt:nte num seáte Pé'SD, <~ !]Eilt~e ~cntt,· u<rr.~ f-1-'':.':"i:~--~Jê:: 11vre:. '.
sabe? .~e .~~ranh.it V(lC.>:-:' n.;:~-~:; 1·lLr2r ir, 1.-'oce n~~"'D ~·,.-~~i. /Viro (~etrr obrig.:.:ç.~{a. i.
Ct),\·~uJ -dar:::.~!sti<-::a nirt7, t.::."'t~t ..1t1-U<.?l,?i obri::;ac,b,J~?. {-·'O~-<-~ f.·~:::·?r ..:;u . .: lev\':J:,;t.J.! >.~--t:~<fc
porque t CRi .:l qa.e 1-~i obr ifJctC"~-~ro. E' p-et.r~;-.:~a~fo b:_?rJi} c.or:··.~-~a.r~-~r,;_io a ~~u-:·) e {(:·,r,.·rrr..::~
CZUt:.' eu t-ra.balh::.1va oa nJç<', ~:u aes<.:~w::;o menO.'i. Porque Ia' cu Iev,;:nt~"v:~
~ie tt!!l.l.if't{g.?.~fa l:s{ 1 ma-:-i· t":i:~=:i.'O!f '5.-:::i:l /:ror~~;· ch~.~~q.~v-.=< tEIY C-.:~~~.-a _, (:·.'{7r-:;:v._::.: l1anf('·))
tl ~::":ütirü J::/ '~'ir! t:-ctsa ~J servi~;-;{:; .t:~r..._1 {o~fa i./il-/.t.,.fi~fü; C-.~~.ti::J. :::IJ..?i~{-:~na ~ut:',=~ }.rr:."--~
C"'-li.c/a~ta r;-(2. Jantai t:..'nh . l :;er.t:7.n.:x t.(Uf.~ eu tonr. .~iva f:an/,o .~" proi.~t.·u. fJ_:.~~o /.x··~
f:asa nós somD~:; sd d:.ias que trabalh,=~. coaro doméstica. Nds ~;omos mrJU'::;
irm,~-:;, taas ~.d dLL=l.s, eu e minha irm,~' •iUe mora em .s,:{o f'zwla, é que t-rz.···
b,'1.lbaiiras como do,-ytistica. Na roça l"etf! mal!; libi:-rdade •iU€ {rabalho de
dotrré-stica. D«bora as empregadas, ea por t''.'<"emplo, qa,'J.ndo morava no zr.-
l"erior tH..tnca r:rorei no t:í.'lPrega. Horário pra ir etrrbara, hor,={rio pra en·-·
tl··ar hora'rio pra c;air. N.tro é co:fi>:J aqui. 1qqu.i é ,wais c~-stigado. Pelo
mena::; eu, no serviço que eu pegusi. As minhas irml{s não tr:aba lh.J.r:,' de
domésti,_-a_, de Jeito .:rue eu n!fo -:;into nada modi-ficado o trabalho, s,'?:-
be?·
Na iaterior eu tive un~; ciru::o ou seú; empre~:ros, de dt}f:;,/::;t ica.
Co.wecei ganhando 4, f:)él . . . i-:;so era enr 62. Naqueh~ tempo era wrr grande
dioheiro. E t:1N cid::;.de de int12rior era bastaot~e. ,~/ 5~'<-l d~~L:ü~"le, pulei
pro oatro. G~=<.nhando 6,f:hl. ,'1i ~-;ai de5s·e, .:u' foi gubindo. Eu ~:;a~· ..l ,oor-·
•iU€ . . . bom L={, dependendo i COtilO aqui, né, é muito sentiço ·~·ai?~~ pes-
~o~ faz t~=<.lrrbétrf. Ber.'o.ú; l/ai fic'lndo tr:ai-:; ecacinf..a ... Al, aos- quator2.":'
il:riO;> eu l?ntrei pra um,~ Pcrtro~=<., fiquei l.ftlr ano, g,=tnhando J], ~},'! ,.-:oor r:;oes.
t:d ror diante: teve -servú-:o de f?}, de 12, de 15. rd !oi -subindo, "'-'11-
trou pra ~~inl"e e chegou !W5 3t:.l, é,ltt C!,Uando eu s-..u' de la'.
L.a' no interior go-:;tei d~: t..urra patroa sd, cha,?Fa L,lar;.·-::;c>E. ,v:ta ,c·
betil na minf,.g, cidade n,'{o, era perto. Uma cidadezinh;:l.. L<x' liquef am an.·J
e l"r<?s ff!J.!:.~se~. l1~:':1.s t~a n~~.,]_J mor3~.la no e.wpreg{J, eu n:or-:.1i/a t--:OtY t.o;;·a {i::} rr:.i···
nl~a, e t r aba 1f..;::~; '>'<1 m~ü s pra mir1r, ~-:;abe? Era :;;ui to a..-niga, ,r;u i i: o ,,,. 1. t~'C<':T,'I.
Elct me· d€i~'<"ava ir to'-~fo {i:u 1.i~ st:~irranct pra ;..:·..:.1Sct ~/a .winha il,ritc. z--:Ie-:j {..r..·~.,
nhacr padaria, ela m,=xndava (/1'/,'.:X por~,~-ó de coi~-:;as pt·a mir:!Ja l:l§<''. :~:',!' 1:-.9.··
tro<-1 t{Ue faz diferença, cof/'1 a fa.milia ti,". do::Te~;t;;.ca, ;,~,,,; co::r 1í!ln/:,, . nS,
não. ~~ cfJ.Yl{J ;;e -/'t?-:;s·e trlrh1. pe-;;s·aa ~.fa c ...~s-a. E"la tinha cleas fil/;·.:.'.:1 t:ru:;\iS;
w:ra da mioh.a idade, outra filais nava. ,·15 .~r·:::nin<-7.-::,· n.?.'o la:>:ia d/{.:"ren-;.",:.:
comigo. Tem pe-ssoa5 que faz dilerença pelo auti-,_."! s.:.?r dé? cor, ,:: o ou·
t·r.a.~ 1-:~o,,-q!it'"' (:;: ettrprf:·;;.:<!.i\:< ·l~=c?: ~.iifflreru;.- . .-:x. Rlllli e&r Catui:~in.5:s~ 2 ·;ia~r)·as ::::.i···
~1..:;.~-fc~ tf!;N i~;;::.:;fJ. f:-la~; .'1-wq~,_..,; tos:.;-2 pra ir a i.ll[; bail~:· cor:.:igo cl.?.:.J i.:;r,:f·,
"5~:.""' foss''"'' pr,:J. ir a iu:~l Pl"·é'.·· comiao ef..i:-:; s.:::.iaff!, -:;e lo-s~=;e pra 1:;-irc.• us .=u
<..ima rlJilPa delas eu us2v·~~-' :.:;·2 ·l"'o~;:1t~ pr,.:\ U!;·._;~r roLt(:-. . .~ 1ninl{a J?l-2·.::; c·::·a~/-Jri.
tltffi[_, fazi ..~rn ~tif~?"E'E:O~~-.::~ c:orf/ig~}. Elas trre {l·.::~t ..S!~/.;~f\f D-t~.. lrrenin-:.~ _;;es~J-:'.! c .."0~:;~:t~
"EP.:J.bet~r? todcl rru.tn<ia. Et? t if'a t l ES n3.'t7 -ta:=: iat~.r :.fi fert:... n ·'t-: a ne(;h.:·_t;r . ~ co"~r.i ':.}!J . . .
E:f1tra~/a -.:s8tB hu_r.;:.:; e s·~fa ,7 h~_Jra-;:; tia ntJ.i{e· . .C},::. e.a!]av..:;. ,~-<)~-:-(-!a :r:;~-­
ra t.",a·i/ar {:'ora, t? t~la rneSill..;! f .;.,!,?..·.i ..~ f..-on!itl..:·z. E~1'1tito €i.l 1r3;~~i:~ fa,{(;.·n.J ~f-J L-~3-­
t;a e p.z(ssa~J'a rO{lP....-:t e arrl..<r;r-:i.i/.;.-~. . .~ r:ttP.ilJha. h~_:t.s· la' -::.=:r.._~ qos·ro~;(); f~·t~· I..1 L>s··-
tav.~. Fi:Ji Wil,] das· boas pai.~rO.J5 'Ui€ ê(í (·ive .. riléfl! t-!JE pre:'i<7n{,'!.r :~r.stan·­
te, r;wito a/Íriga, ,c)ç;. u2::.:.:c=s n.Ho era o do,.;'lin::.TO de RU ir pr.;:;. (~,=hz: d.;t, ·~ri-"
lll"?a IJ.i(er tnas· 5 . .~ u mari~io t/ela ~:·st.i~.IB::-J5t? int.-lol pf;rque t~l<::· ia Ci~)(·.Y ,~~ r~:: ..-
rua ·entregar bi-sco.Ucs, .é'.5.'o, el:;;. {.?:J.ava pra mim "v..;;i tiT2f1lil2, ,oor'w"~
a.5s:im 1/oce nãt7 pr~,:.'"';::,f·=j·a pa:.7-':.~r pass . .?gerN..,. f..i..t (/ei,'i'.:J.Va a pi.:~ :.."..oa' . -:;. rz:'p[(_--_:{~}
de I ot.tça ~ t.? la cu(~~ ;_:~ -~ lli!'D::;:.0 e/;r f a 2·e r .• e e la l:re ar. .?.n~..fa v·:~ i f- r r.::< c\:? ~-~a ·i:_~
Nlana mire. S'o valt-"1\'.i n.;;. 2a. tcir<J.. rd.tilbi;iií podia vo!t;,r 9 l:G·r:'''' nlto
t· inf1a prob 1ení2 .
.'Jt.1 5d.{ ~:/ç""'S::;a ~;{alr.:'J!.-J (J.J_;rr."!_[fJ.:;_• min/,a f·i~ t:U..úio~·/ v.4 € /.:~{ er·a {jj'o r\:J_[lO :..~·
t!1 :lnha f!f.á.J€ n./:{ü <fB i,l(J:JU ~?u til-:-~ r ~~r a .i s·. t\-;'J~ . .{ue tNi nha ;lr/{e nlt.o <5iUP ·'-"-" t· t. -.7-: ';:~r~-r-·­
pr:egada. trrorando no ,:'fi"ff.'r.:::'!]C, eL." n.h'o gos{a, ela .:?.ch<' ((U<"" d mui!:o c;•s··
f i !..7..:~ n'.::~ . ,q. p .~ t 1-oa .J p r(.:<~/.!~ i t .:~ t:.rtJ i to {(.< b on ((._~_.:/e ~la .t? /ífP r ~?g a/la _ f.-/,? nu:~ c . )
IJ-Of'(JU J?.~r {·::1/rpre·y.(J ncr.r qo;;.;/:a l:t-.;gs <1>~~ Ct'<"CtJJt:Jl<l. l:'"l.z:. '[./i.:: . ~-u2 . . :.-: g:..::-rJt'-e tr:if.J.J .. ··
li't..:7. t~rais. El..:::. {fi:-J.:: f;_"-;1/(/ h~_;r:dr:.· . . . ., mialr-'1 ·(;. 11~~;7., s.';? voct.:..· o:i'o u!J):-..:; n.:"J
t:· /f!f."'rt:;gt'J
1
Vih::·.:~ tr . .:;ttou t':.[Lf€ sai ::;:....:··is· .~·-or,:l~-; i·/ ~-:~~:·i~:~:. hura~·-J '"7.t..ú: f/<-:7,.:-( ~:::Ji. ~:;;·-:~
1

~'0.:::--t-=:e {ra{~J/.f ..~~~; -.:;;_~'tJ.?, <./ j;:~ ,;:'(Jw. E VO(~r:_ que ff!Ord n ..:toJ ~:-:/ R;~:fi.-1 C--~~-.-J[ J."~~-l·-·
..

rafroa num quer ter .l-tara' r i o pr~=~. janf..:<. Te;rr "todo~;; e5-:;2s rroà I em/nhas
com aquel~'i.s Llfle mora e aquelas que n·~:to mora. E1as l"t::hT'f horar.•o pr~<
jant<.<r ror que sa.be que eiirpregad~?. ~'ai embora·.
h~'t5 a/ {iq:uci w1s vinte di::xs na cas~< d,z-;;ta patroa, ('Oi.~S·Jndo, até
ela arn.uilar out-ra. Era ma.i-:; divertida ainda, eu go~:dava mais, porqu~;:
e:u ficava mais tempo com ela. tloltei pra minl-"la casa, tinha 1? anos.
{faltei um.~ seman.::.. e na outra entrei pra. l"rab~""\1/;ar de Pmpreg;;da tWNí'l
outra casa, de uma mulher de nome Lidia. Ela era maio;; ou mcr:o;;. Ela
tinh,~ sido P<:J..troa da minha irttúf nwitos at.'05, de~-:;sa. irmá' que ta' em SX"J.
f'~~ulo. Ela era bo:~ mas era wra mulflrn· que alem de ter bJ1s{a.nle filho;;
na c~'(S"a ela dava pensionato pra prof'e~~sotas. Ouer dizer tenda diia 5
fil!?~~5 nroças, dois filflo-:; fi!OÇ05, tudo l'et.'! hor<:irio pr~< comer, e/.?, o
marido, Wlla menina, outro menina, anra nwça de criaç.!io e aind.J dava
pan5.!io pra duas profes::;aras. Porque a l.i ll<-~ de 1a era prale~1-:::or a. Era
ewita gente pr<J. w:la 5ozinha. Ela cozin/,<J:va. Sabe, n/i'a dava {emro de
l.'lFar- roupa: Cê vê, 1 a.' n//o tem ma' quina, nito é CONIO a •wi, que PHB rou·-
f'tl na. maquina, ·f~cci!ita. Ul n/fo, é fuda lavao'o n~?. .rda e tudo Fervido
sab;:,:? th;uele mente ele roupa, faz a canta de quant<:~. gente, tinha é/'f.u'
trocar roup<:~. de c:urra. Ela era ba.-:J. p.:;ra. miffr irrss t ir.ha. dia que !?<: en fe-
za~'a, e tin/;a wrras di5CLi5~-;Õe5 cqm ela. Lembro de uma discu~-::~1.?:o: //,''
noite da dia anterior t ioha. ventado nwito, e como e:-..71 ca::;a 5en lor:·:.J,
e!!rpoeiroa -:.1 C.:.!S~ toda, E como tin/1~=< faUado força na cioadt.' <.' ea íllo-·
rava na c.~~:icara, era :rru.i{o longe pra ir -:;ozinha, eu p;-a n!.to s,~fr r;u_u.···
to [·arde deú:-ci a cozinha da j.OJ.nt~=<. pro .outro di.:~. E aqui tE.i'i um? f".? ..
cilidade, porque l:i no" interior filest:io n2'' casas de;;;s2s ,Dt-·s::;oa:' it:rpor--
t~lnte;; 11!/0 e
tod<J.-;:; qr!e ftõfli pia. rem pia 1"18. COpa 1YfdS 2 fOI.i(:2 ,-j'-' Cu2:i-
nna ..'I gentP arr:. ur::a fura, sE:be?' E." ef:g, l.:iflha dif.o {-'ia m.irí: a-:;s.itii: • olha
lsa.bel a'!íanf,á voce laz a c . :::-J\c:!, lava a :.;uint-ai, p(fe o iJ:-r:o a.? rua, ar·
·t-(l.rtlct a c;o~?.inha ~:? l . .~"g.a. u fL:rra. /";\(Jd.e ~ic!.·~t·:·._=!.'- as ~::arrt..:.1.·s 'i{le .::t Z::..~·/i/7/ra.
'lHt::.t é a mocinha fl.Lú:? çia ~:ria) de i4 anos .... arrtliii.:?. C n.flc ,t.1 ~~e,-:i~:; . ~. ,:;r-
rtttrrar a {:-asa'. ft~1s·atrar'alltOi..l qtu:: c/-;·Of/(?!.l muit-o, t?;:rtporct}::J o t:u~·tifal)
([UE.'.r (ii2:t'r J·a perdi m.:J.is t~.:.::1 fFf'D no qainlal e ..:xirH.ia tinha 8 c:c.~z/nh.:{ p. ~··-
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raiv,:;( danad~z. E taJ,;i ;:.ira '.=:la a~:J~"iÚil: "ollrd, n.f/u L."guei o ferro a.úw,''
nfJ.."~J. t.-il nlia Stli.l t:.'~ldt-ri;.~- . ~. c1 ~"i{=.tnf1ora J~::-var;f'{Jl.i a!_:;.·ora>r; . ~;~í
. le;_~ n-.~<~/:::-: E.-u
COi7Teçei ueu serviço, {o;_( [,-rabalhdr:do de~:;ó;,· j!i· 6 hor.=~., d.=>. r1ranl..:;·. ~~ ~~'::'-·
nhara quer ia quo:: ti ve,,~i'e a tT.~i ...r;w'o a co::inha, {i r::.ido o pd d~::· tudo. r
po:;ta o lixo na rua, e t·ei- Ligado o lerro. fi 5enhora n!io fez fí::J..:fa, t.:i
descan iiada ,.,ar .:{<.li? I ev;w t ou agora, ne1rr c,:;: -fé nf.i'a t O!twu. Eu to L~•n s.::i.;:':.:
~ia'. ;,~'iJrJf..~t.:ei ti hóra~:;. t/!:t~.J f:~ lu.)/"':}-:;; ~ a ~;enfu. .ird. n.~.4o .Pt:"-:;· o..:-:u~l<~. ~~ :-j·er:hor.:;
quer ~iaber de 1.urr:;_ <.:oisa·.-:" E;__· nXo vou {ic."r aqui mais oito por.::-'I':: nXc t.~;
di!.n,fa. I""
iJ st:r(_lfÇ~} ·<::: f!-!fi}.'{(} f-',~J-:!:1 (nim. f,{jt_y ~f:~{ lo;-a f'iL~31- roJ-L!U·.~ cu ~i)::?f
~.;ue S<": f::t.< vou ::;·air >/::~qui eu vou drrurr.ar m.ttro .:1ue d,;~.· ,_..:,··rto 1-'!·a t.7irrr '.
Ela ;Jenú'a que ~::u {-pv.::.' cc:m m·.. ra1v.a, iaiou ·'.r;raic; t.5n,f,:c' a
t/ersa '~ f~.:;is t .=l!·c/E'.1 i:?l~:-;,_ ~/eif·~ E' lal.:.!fl q~.tf.' rf."~~-Dnh~:·cf.::.~ ~~.J~={ írttit"u
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lava l'a, cn,\·i_!f!,=. ~! ,.__. \ •• enct:-.···a va r:oiJ e~J·cot",:~·'o a qu~:: 1a <-~·a~~. ,~.~ eot":~.~~,;.;·.:.~. t.··u {}_.i:/~.~,

(l vi.nd,;~. ''"'l.<:l. ur:;:J. c::i.d.:·,\dc 9l""~tl\ilc:

f/e c i ~ia ~f~::.~ . ,r...(,' r ü.~ :::· .t i ~~.-J · t') ~::· ~:;~:;~}a l .-;7.e ti,
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t-inha r;;·~-~/~:~; ci~ance pr ..=-t. ~-;:sl~·r:/.]r·? {{=.~~;·
s.abc·) t:tf ac{o ·t{:*i:) . ~\~·-· /,(·.··:(·in.: {·,lo
.in t :::r .i ctr tla l!rin:\ .:.~ c . ~· !...·{a~/~?: :·.j :>~:a l t,.{!e.I} l_, \) , .. :;. ~.7/~o {\·_:tJ lo f:' -/'.;:.'c~=.\ r:· :-:·c}::~- ·.',·(·
.~-.;e~-i . ~;·.:::•f.t:: ,;~rr::~'!:i~?s,, l.ft1 ":~fi(.~, ff~=fiOi~; {ar o'~:· vo/{..::.t. E·u tt'.r.gD era ,;,./t",: t:;.:··.t·,·(.Jl .::.

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na o f:[ l/c:· r i a (:a c -~ u v 1 .e:-~:~~~--~::· . !/t-~',t:~r s·. i r. /? a :l._•.;~\: ~~..-~:~ {J .i~~-~ .
iru:{o cr~:-::)c,r.:-.7.. S\. ~ n./{o <:1-s~r cer-Co .:::·u (. .rot{(}; .-:<7·.--:
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·:?iO.,>/.'ir.,=:.~; -:=:,;;·bor.z,! :.i\~~n/c,~r~·(./0 t7!f'nos u.

Enf!1'o, nc.'.1l :;(::.' c.:Jtnp.:.~:r.~~ ~:.:•r::~í·: rf.?.q . :J(f.:A t{~:;,~.~,r(.~~;{-j(: . =.i (fo inl:-~~~r-ior cc.:tl ,:·:•r:--if'f'e:.·!.:~I.. :.
(/.:_.:.:,'C 1 . r·l,) r i'[UC' .~·~ ..:'/[') r~~·!J :J..da 1 . :/ ~icv~:.-· { '-:l a {in .C' /n ~/o . =?,t:or.:-1 ·f·(! (f f. ru,~ e./ r o. I: 1,:/
:i I' :i.

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m·as· ttelllD!~{:u . Cf~\ v/: . ..'j;e ..:} ~~~,~~·tr'r(·':Jad.~.: .:~r:·.~::trh...f.t ~:.;·o.P.~ .... ·:~ í...'al .:.~cio'(·n{ ::: . . ~·:·t.={,:~(o
..:; '!.0.:: ,"ia{' .'-i.},:.~~~: t::'tft:· {à/.: C(-'0 ~.:·.:.·: i/~~n.::· J· . .=.~ b :~Ja} . .~:'/.~rtJ 01··,:·~ ~-~~c <.\ ).' n ~/~~~· f c,·i /~ .J p . ::1. 1 ·t.:/.=--' s· 1:·

bt./a ~:: t'or J. :i 1 ~~, l ~~ pap . :~ . l~<Ji '-{:le l.: t:':.1 p ~:(f: r o . ;:~;· que t1/i'<:/ paga .l"i\// \t; .~>:,:~ :-:; !'-'·-~ .':;· :·~

e !tJ.
,., ',,,
f1<lO, Ho /11 t . :.·r i o 1 · :._:·or,.:o,
!Jan!~a nr~:no ~:;· J ,.y/,:·t ~;· ~:.: m·.::(j ~; r·/ i\ . ..::, r i' i cfo t i.'(N~/t'a rdn ~/n C{JiN i~. -. o, ~;~'!..( !}-~}~-~ (~-~v,·.·! .-~.,,-_-_.:.i:~:
t:'m/·.~or a !Jan h~in~it-j. rl~?no~;. l~1 ~~-~-t f -l' i co rgt.( f {f} ~ifJ'":Tin/1 ..:::, n /to t cn/ro c·.J I.::..·_,; ..-~ n . . ~~) J

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1 i~'7;p,:: \-'·.] u\~t"a t'·.:< r { J.:' ~ia ~~-d :::: ,:. ~ L,~{ ~::~u
!:;ás· (a-~'·.:.<,
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~~:; tH-~:\~~J·na~; q~·.le ,e;-.;} aco:-:;·{rtli-~·.:.~fi.~~ i-u.~f;.'.i dli)' ,:~.ç; ve.?·e~?; td'-/a l-' 1 -_:..;~:_~,_,.:· •.~::n.-...;_-: .~·-c~"

· /"~i.~.-::a i/._:;t} t in/(,:} :~.:que l <..=:.· b.:-: n({.~~J. t-:f..1. ._:_\c h,} {,..a en !...i ,'-..:_~~..~·\·.~(/t;, a in (/3 t:!·.::. }. ~:?· r('" --~ru··;
na ,-u.r:-: 1;:~ l'[l..:J ..:.; l.~·} _p ..:.~ r ece q.:·.f;? 1:; r.:.z t U-'~l~~} cDn {-rol a('/c~, f' o o'o PT·~.hT·.:/.~-~ \··c:·, f . ':· ,:~ f: f.

<:-: ..~~~)';":J'it:r,
n~:/?' r::ntJ,:~'o c:or;;:..;_;'i.::··ci .?.i .L}O:--;{..:.~IH. l'titt/t'-:.: (. 1..-.'<trD-.:- t;-o I

c1..:-Jrtec<:r ~:tu,:.JnJ../c Cl: (-r E i t:•.f ~:~ r~ e.r,,~)~ an LDU. ({!__..:}?:' nü>nc r~::r e~{ u~·,._:} ~/.;,~ . t~-l..-t. /',·-~. 1 .:. ·o, :~·.-t:.·
a . :.:c ':.ier~.~i r ~-:.~ ..::~v;.:'tt{.:.~l (/.:.: o·u·t-,~._:.:.: e/.~\'r:_::;n~=-·~-~i~:-!, titr::\ r.-~-~~~71 . =.~/J a~:· co,.._::~~- 1 ro (/~}Lf'J!

ro~tr'tí (-/(:. ,·:~!~."'.:,\; ;,.-;-u/t-o .~-~ t',.j1Jf.',·~;;;1 e; f!U{r.~ /t<.:7~· .. a .c.::-.~.!\>:·~::! .'/t-:·ti((~ ,~·:f.l:_?,l~(.=-; F>.:·
n..:.~o .t.JO:·~~. t:~."! t.nc~: L· o ti:. .....~.;:~·.:·.:r~ .~.~:.' .7:o r;:..-.."::/r.\7 t. ('t,~r.c:·c _l}o:·-;·{e. E(.,! ;,/o:·i·Cc. {/.e un·
.}-.~·/C0{0.Z ;.-t:-::;;;"'~:·) etJ ct~··~./::·c. r:o (O/iiC/ r.Al:v~:; :./.::.:::;(n ...\:·.·h=~ t."[u ..::· (·:-){_{· \:.~!)(i.' ....:.:
c mp r r,·~~ o d u !li\·~·~; C:1 c..:'· 1ta ci d

c:eo~~-a ,:.:;.t~,/.:_(r ~~l-'!":.· t)n}.'/:u~.~; el,'t t:· . :.:~:.:t;~irl;~:::i.l ,·~z' ·ti . ::~.: .::~ci,:.:·;}11e cu.·:-7 tun ..-.~ lNc~.- Jn,··-.~~ r"[/.:·-:~
·,~:--~·ór,:.~·v.:~ c.·;~ {r·~:.. n{~:.' (/-:·:ç ('{.~:j·,:.: c/,~< tr:·{r~'ha c:~·.lnh . =_;:o'n.. F:.- t::la t in/;<·~ f~.\113:. :·r ql.-:'~-: .!...

t-ra.(~,::~Jr . ~.!v~::~. no {'~~:·-:{~;;'l.C1 • t/:~ ~.{i ..=-.!, ntfs.: ({f..:-a~;· s·,:_\i;7;(;~; ,:.;.r,:..~ J,,-- t-.ir·3.J'" c-?.t /-_,:·_·}·,.--..:.~

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\' .. , -··--
~...'!J~.i.

~~· '5 { . ~~ .~::;·cn f u .:.~ { i r.::::.'- ·a p f" f-'·/' i~:; !7 .i ~:'n . .;· I t:"' na \/O l r.- . .~~ p .:.~~i::·, .3//r[}~;- ,.. ;: a c .~~ ~-;·a <.).•·, ,__,...~:· E r,:_~:
a ~-:;.~~~rvf-~;:·.~.~ t . <:~ .ir-cc/{ (l(_:~l,:_::_. r~1' ..=:;, ,J.:< ••~~{r·tJ.~ tiel\=.~ . tU~(-a <.:'/·f.Cf:.'2et.<' e r'~1.f:l"(í~=.~:.! :..~·'Dtt::.:'

l t-il r,! tfo c o.::.·· f·! a t.<: ;:fi ~.>::~·e ;~·lJe .·7re ~:}t:·hch( U/ir._:,\: :-~;f i_:;<pa { J. a} ~~H.l.-·· .=J~~-):~; { o:·.t (~ -:-:\ . .::} ::-:
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ofta, ~·~·.::.!b.:~~·? {!_( !1-:.1Jo pr.;:lci~;~:-~{ 1a t-·-~~\'-,1 ~!-::~r () '~l/1.:;' Cü (in{;5! "~·ue {\:_.~z-:~('r. r··u /'.:-~ .:-_ .~.·,;-:',
-ff?ir . ~_:; .dtc:. .~s· \ 1~...~~::.?.'8'::7 r!O( -::;f:t,}Z4f1J. 1 f:'lt-::~·1· 9"(1 ~:·;{ ..:-.~v.;:u,t~ <J. :.x ~~·l.t..'oh,=·~ co,.:;·icr,:./. /~u _~";"t'~.{~~~ ....
• ~/:-=1 c/c 1::/ \/.it.(. E"u ~:f..7~ v a o .:. : ll,·~·<:~(-·f.i ..~ :·-:: f l i~~7r . =?. ~:~·} c ,_)_~.·~:,:; -~·;··e ~- 7· ~/n .·;>J ~<:_·~ \. ·._:.,.
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p.• .. i::. no'.i.:·! tl.:e:.t c: . ;:.{)c)o. h/to ~-:;ci ::ie por·:~·ue ela tu.{·n·(·.::.: t-eve till{t.~~~:J c)~~-:
1
~~r.::::
aui/:u .::r:.:""Jr•J::.:a s,:1he?
til' p ..-:;.~::;:-;i(/U ç_,:l,<' {·c,m·t~1 0 (~ f.lti(,":_'i. i r;rr~:~· ~'/..:;! :';lf~·;::1a p.;~{· f'(}d qu.:? tf~:' 1/( r:-~· ;-'t."[

do ca{J',::: ;,;}pi)J..~· ..:; ur~r


.irri;/{o. {':·:.:.t:~_; al ela Vf:'io pr .=i tnor,:_{f". L~ a.r
t:·itl.(,{_:. :~l·f~ f-u.tlt; c.f;:.re r';'finh .:;! pa{;·o.? .!!:':~' t.:f..:;.v .::;:J tuor.-:J qu.~:· ei\·.~ ~"''i,~:.
~-=-a~; t/,.:.:: {:1 tL~z-::.:Jv\:.~:lJ {f.ú/o l}t.re c·la ·vi . ::r ~~?1..:~ pergur,~tav.::·~ ('Cltú..':'·;: ~i~~'{l/:- (' 1\':.'l/-.1 -,;_·--·.~
~.ic c.{.'f.ft.t(:';:;. f..:- co:.~r..: ,~~ pr.e:-~;·k~~nc . .:} -.lclt!. trtinh.:!. P-.~i·trD . =:t. qu;::· i\:/ v ./._r.:.:v~.~ i:,:u·J.(o
(';!\-~ ~~·;·iüU .D; v .f . :.cf.:~u · t;~· .=.\ / :-;· pa r·,'{:.t~~- .::. .>:' t!:·l l ,7... (.;.' t~-.:.< v a ~/c t: u,•,.-;,:. . :.~:nl~ i a (·r . ~; r.._.:.:·.·· ,.. r· i",:·~
11,-::rcl·. r..· ~u.· el,"i {J."c.:J:va d::wdc 1:1/ l e ur-r,'; ord.:::n~-;. EL~ 1/.'~~J /:.•.c:/.:~ r,·.,,-/_::··
a f/f) l..:.~ v..:.~ ~.1~1 \:~ r(JUt.'n a'.·::· [..:1 1 fl(·"'f.7 .;.{ ~·1' {:t eç._::c :.: ; /n t f i.';·.:f ~7. ro:·:;,·; ~_;a /,1 ,~:~n/,~),. f. ' '" 1: :, -·
tudo r.'::>lh,'idO d<:'n(ro do h:wf,:·-'ir·o. Ei. ! f".in/~.:., qee -::·..-''!"\·ir c.::{c;-,ir~:' t·r-.'1

t·o i~~,:.-_... . {;:t; e~"f o~.t u /;·.; r· o r:{' o f1r:_;.·~:~ J:.·' ~f n /(o ::.- . :~ /.; /,::
t<(.(.:~ o:/ ::1·e i.7~;-a oc~(J··,·{. t':'J( ioi :.:·~·:<t'Lt e~i {\;< /( 1
):

''
"

•..

ceiçãa. El'.a. é irm!i' da -::enl,ara, eu sei •iiU? ~~ ·::;enhora r.rc· •:ru~ r bem. Ec
também •wera muito beiii a. -:;enhora. Foi das minlla.~; melhores patroa5. E;,·
sei que nXo vai· dar certo, ~~ senhora arrwn~:;: l."nttra '. E depa.ú:; pr.1 <';!Ue
pa.gar empregada, tinha vindo ainda outr.'il irm§, uma vúlv.'J., fic.~va um
mante de gente deni. ra da. c as.-<. Niifll tinha ncces·sidad.::: t .:wrbéa: de: pa']<t.!
empregada. E ficava tudo dando ordem. Bana l"erezinha dt? manf~á' /alava:
'[~-;abel quero isso 1'?isso e i.-:;so pro al.'lraço~. L.a' v.inha a Brao~·a, irmr
dela, e dizia "ah, é melhor fazer isto, <d1-:ho •-m.::· a Tereza n/j'o (a' bo·
Jando ber:r", 'ih, carne outra vez, faz: tal coisa'. Ficava mil e tur.:;
gente dando ardem f'ra mim ... ' Falei, 'ai!, não \'ai dar certc1 :n.;:~i,.,, ,
s::mhara arru.wa Wi'f-.'1 outra'. 'E foi quando surgiu o assunto de eir:preg,<--
da domd-ç:;tica regisf:rar, el.a conoJrdava. ma-:; ao mes·11w L-empa parcci::.1 ~:rue
ná~' concordava, "'que era II'Wib..-, que tinha c;ue f','"!Jar, •;üe o rEgisfro i.:;
pesar wr.- pouco pra. ela. E surgiu t-odas essas coisinh.:J:s sabe·? .-'1/ s.:;./.
ffeu irrrt.f{o . falou "oh, n.tto e-:;q:uenta sua cab-2ça n~~Jo, tica desc~".n5,'::nd<:
uma porção de dias, depois ct.'; arruma ou.t ros, tem chance. 11/t-·rr:· eeg3
qualquer serviço, ni{D. Tem níuií·as patroas boas ai e tem pa(·,·o.é;; car-
rasc'is?. ftas eu n~~·a gi"Jsta muito de ficar parada, ainda mal~; es .ca~:~-''
de cunhada".

"Nesse tel!iPO eu Ja' conhec j.g_ !Ire l hor a cfd,;de' CDtlíPI"ef iti'rna )' r !"'3: '.-':21 ;
nd? fll pa~;sou um:;. '"ieirrana, vi ne~-::se jorn:::.!l que f.·~lv,;! preci:;:.w:fu ne:;sc
t~~l lUl!ar al, f.leiri conheci::J. m-t.utos lugares ainda, cu~-;(c.i -2 :::cf;,-:;,r. D·d
·-.·:·''
no . f:3.steJo .. Ela ~we rect.. bel.l} í-a\ . .a e·speran1io nên:::.~ na..ipac.:..~. El.·" {\:\lf.il~
pra· mia: 'tenho co."?.·inheira, tenha dois filhas, tou e-sp(:.T~"<:-I:~'o '"'A:':' •"'
t:Jial~a (:'l·{preg~da saiu fll e}-f{J 1 iC.Ç}fl o Si:.. r,/ iça pr.~ /!,'".>.• lTl. F';_~:.·'r;:rar:{. ~· . u.
1
l. rer"<{
I

relerência, cê j:;{ tr,~balhau e1!í algum Iug2r ·. Fa./{-..'.i, t-rab.'J!/;.~·f !'''~ Ld


lagar, ~'~s~;i,w, a!-;~;im. Ela falo!.i: 'Tém t-elelc-ne '. r:·aiEi, 'tPt:i '. ~~/ela.
falotf: '·,lo(.l telefonar I~''. ~;~l e~Ja faltltf qtr~~n{o ea ganh:xv..:--;:, {\:~1. f.~i
el<.~ tele-fonou. hzwdau eu s~:.nta.r, ::;ente,:. t'-ii ela de1Horou UN p;;~.il.'>.~' /;i
el,< telefonou Li. i'finfi:J E.'.'(-p.:=J.t:roa. n.H'o estava, meu p:ltr.itD •:ci.u:: <':·:!~,~~.:.~.
Ela contou I:i que ele falar.>: q·ue í'U era muita boa, tal L;:Ut? f'.=x:~·u.: "etc,r·n
.:Iue f:~U trab . :::~:lh .=;.~~a cora ele~~-:~. ff1' ~-;al. Oaan::fo f::.::i n . \. é.\:... f;~:·ir.~~( c::: ci~<::::·-
,gl.lei~ f:h(.'!J·E)ndo nt.~. [~ ganh:~.r fl ne;;~qlfJ ~;al':irio tt't:" ctuan(/o eu:::.:~_:,.- ~:ru·:jt~·-
. ., . , . t.~., ~., r· r ., . - ., -J· .. ,.:xn
..,i .• m,~'::f-· ~::rJ . ~ ' , ..,(+ 'Í ·-'~ I ,,. ,, ......
t ro; . ibU,tr~·. ' '' f ....
··c'll:l Pie.
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/2./'ou aas- ce d ..o.12 Ul10 -=< ra.,el,. ~~ ..'?<~c. ~o 11:·:::; (1~::~,~. ~.""'1."' <l . c. 1..-:.. :o,·., <-..
1 . .f 1 - - - ' !:: .... .., - ... "I" .... r ., ........ , ... ·1

~ertt.iço era bem .•·ep.::lrt ido, cfaV:"i: {empo deu t'5.2.:er {:fti;..7 e t.inh\:.~. lu}'q..:1 ...
Ela falou 'ti le:F'J.] ', eu p:1~-ro ltlr:.l, e::.>, se eu fiiC o'er bert! .c:.::-Jr t ·c c•:::- ,. --:f~:-·

vace ga5tar da ser~.'.r'co d::;. ·mihlra casa eu ,·uwea{o ~J or(!er~.;J..::/o pr.~ vo-.:e ··.
11l, Ba. feira, e:u c_h,:,:·~nndo ... s.:'fcolinf<::< de rour'a . . Eu n:1n<~·!
...!;! !fr..::~Ja tod..=A 1 lev,=ltt.:J. :.;iJ EtfF{ par~quin;~~~; tfc: r~apa r.:t7rqu~.~ s>.:· n/(o tf~::.~:::;-::1:
ct~i-t'J."J eu J,i. pinicav.:i do lado, ne? ttl cht.:'guez, hn .c; lJ.J.rc;:.' :.;_1..,c a{-,~._:·n-
"

dia depois da a l moro voe<?' terrr roup2 t":IZ</","1 p,:g·5,~r, a coz.infuc:i r a I:.~ /a
todas a-s dias, eni:Xo tem rout:>a todo~;; os· dia.;:;". Só que el,'l C':::calou ,;ue
de'f:u'iaava o .len~-a S::.it). Ha~=; acontece que eu me atrapalhava {od,>., iluo-..
ca d ..'H'3.. Nem ~~ei :ii:' é pDr<-tih:' eu ~;ou vagaro-.;;a. Bi.c. ela que as oatra:c;
tertflinavaf.<r à5 4 horas m,õi5 é que ante5 n.ito t inl?a a nênt:~. lwmerdou m-21./5
wv para pc;ssar a rrwpa. Ela falou pra rrritrr 'ol.~a voce de-;;! úJa o !'erro
s· hor~~s, 5 e meia, toma banho, p/fe a roupa liapinha e a hora l{Ue a
!Jirce ::;;v: (a lJirce ::;ai 6 horas, 6:30} voce acofirpanha ela a.L-é a porta
do lado. Dê tia.u, tran•J.Ue a porta e já lica deotro da coz:ifiha. Se n;:lo
teor nada par~~ voce fazt-.T voce le.ia uma Fevi:;J..<a, "Sentada .;u;u.i dent: o
da cazinh3. •. l.;so no inicio ... bü;Ti, nra.~ eu Ja' desligava o ferro m.a:·.,;
tarde rarque eu me atrabalho toda, eu. ~-;ou tlíaü; vagarosa P<J.ra f.las~;.::w
roup ...':.l. IJcpoi.,; "Surgiu es-se monte de fraldas pra p.Js':.'iar, f..'S!õf..' nront~'! 1Je
cuein:.h-; pra pa~sar, eu oio tava vencendo, né? /íz' peguei, dan . ?i pta
acol!rpa.nhar a [Jirce no ponto o'a âniba!c;, esticar pro port-.~Ja, do. port i/o
pas-se i pro ponta do ân ibu:-;. E! a -ficava { it ica, fic1va doida. Ela J<)
n!./a tava gostando. Eu ficava la' 110 qu,:·u-to lendo, nes:;;a época au a:.'nc·.]
fl5o tinha ra'dio, nr.::u; na cozinha eu não ficava ... Ficar -;:,;er-d;;.w'. 'Y. dentro
da cozinha . .. nrea patrão chega >'a, às- vezes che!Ja com· um ~~migo, e c:u
ali, feito Wi'ra ést.:.-ltua., ser1tada, fazeodo o que·? F'ens.=~. be111 t:e voce
fosse t.urra doméstica, vai .,;ervir o jantar 5ete, sete<::' fltE'.i,'9. e voce
fica desde 6 f:o;-;?s· seutad;;. dentro de u;;'h"'. cozinha, de br,õ'l.ç:o ~:ru:..<~:.ic,
ou ent!/o fazendo o é(Ue? Ficava. .a/TWl."andc• raur:r.:< , mlnh,=: i,:/ {ora,
consert:ando roupa minha, fazendo a lgu,:r bord.Jdin/-ro m";u, coú;ir•!~.:,-:,;
minf?a~ . .. eu n,~·o fit:av:1 . .. ent./ia o dia que eu não { inft.:.i f;· i tura cu 12
lffaú; tarde, sabia o flordrio, né? EntãD ela taloa p/".'l mim c,'ú<? o j.:.uit,:;r
era seis e 1/le):a. ·De cameco eu pa~-;·::;ei a eiltrar pra dent-ro sei:'' e ,;\:,·i.:;.
!Jepoi5 t.ava vendo que eu ·.~ica\'a ,r:•,Jr ~li, l~vav.::~ _uns parws ,c•ra bo!'·d.,:u·
.defltro da cas-a e nad..., dD :wtar ... 21 !a!e.r com1go 'cé rr.rc; ;:..:~g.;.~, riu·;:
vou ficar' ~i passei a u!.to {icar, ai e/,=1 ia' n-1.Jo {a.v:o• go5Lan.ci.~:;. ,•'i
gente ~íe desen t endei.i va'r'i..'l s ve ze:-;, ,c, a;- cau~;a do hora'r i o dD c a{) ,_-;cl
tr:anhJi', por c dU5a do honir i o (fe eu en t r zu· 5egunda -·fe f. r .=~. . Por .:;.:Je ez.1 po ·-
sava na O:iem,-:,na int.ç:ir~"'' e no s::{b,-w'o eu ia embora. F :";o dorr:ins::1 .:.:·(;e ,:·u
t.inh,:.! que trabalh'J.r eu vcJ!L::.va. Ela f'..=riou pra t:liflr qae na ~h'.'uund,~ {!:'i
ra ea p,Jdfa entrar af:é 5ef:e e rrreia. E" sei la', eu cheg;:,:;/a n.i{o i1úra-;:,.
outra ~•et'e e mei.:~. em poal:o. !] di.::; que .:::·a che'.ia\'\~ <h·· f) horas,;_:-/..::; vi:liH
ch<:~m.;u- minha at'ençj'o. 1'ít- é ,·we w;r di . :>: eu. ta I e i, 'o}'!,.;;~. <"-' s L'..=; s- f, .c! i"'-':::; ,:;~1 ·"
,:_!fi c:h;;;:gD 2 t r 2~s..:1f/2 nutrr <.la i -ta.?:e r -fa I t ..:~ nenhtllH-.J. par ct.U:.::.' c:~~·::.:·._:,;,-;:; h ar .7 s· '"::u .: .
cu fico mais à noite, porc;ae qu.:J.ndo tT~•tamos a· 5enhora t.'·a{.:!u ·~/~,; j.c:;,r: ..
t~'<r 6:3r:,<, t.l j.,:~n{.::wdo se{e horas. auer dizer da' 1:•ra pagar De> iSo:·.:.·--
;-..:·{,5:""~ . .~7~] s12~i •·7iU? (J di,~~ q~:J..s' f?U cfu.?(J.:!.i/..~~ ilrai-;; f.<:.!rd~: -~ gf:a{,~· h-,:.~{ia /J.~·:,(~··J
ct que l-t~" ff i a 1 e 1a (f i;?: ia J:fU.e a t- /....:.'! sa \ 1a ~J s·i~ .'-v iça 1 qae ::1c t:·h;.:.:"g . ~ ~?i:J1.:.1 ~:.t . u.::. ·~.r.:.· ·
-sil'z; a sala ia' dJ?veri,3. estar lir:if-'3.. DaLi à pouco t-fnha. outro de,;·.::;r-
{.~~nfllt:rrenta. Tr·atattn.7s dt; L7f(,.1n~...i;:; er.l p;-e·cfs . ~~- ~-;.]z'r d!2.. .i,~(ar a ,_:·o . ~~i:-:h.:::~ pr:::
1

autro d.ia ... t:Ja car!u::çou ,~ ni/o go-:;t-ar muiico. H:;s 5(.! l.inf,,-,_ (-!·.:if.<do is-
.so. T.:iabénr sobre o calé d.:! man/,3'. Nd,: {/nl~,~~rrros {r,;d,'J.do deu /,'<2.e;· .J
~:~;!ft/. [J dia que ef..f. ac,·ln-_~.fava 111ai~; f~..:...~rtleJ i~;t.-o .:).Con{cc.::- CO!f! qua!:.:;r;~~:"·­
r.aegs·c.,a, é·l.:i ti<..-:-.-:;,va dt-: ar.Ju. hJ.·l:torJ .d(:z ~=-ar.:;· lei::-J.. l~~uf~(u m·e c-/?.3./ft.:-:;_v..: ;~ ateo-·
~;ft~.J., t::~l -tt..t:i !JU.ettfaotf;,_~j) f-/'U-~?rl{ . .-:~:ncl~J, t.'r\=::..s -fJ..'cana\1 cot.'! t::~iio. f ..u le\l.;,it{,·:i·;:·.·.~
sei=; hora-:;, !':' qaando ~;·ei~>.c 35, st'is e vinte ia pra Ctlzinh:;. Por ,.J;.-·
.a~:; cri3.n~~-:.75 Sf~i,_:; ,;;~ rr~cfa" :fc.r·~·:; 1::": .:j\:·7 l~:.:·vant-~~~'-/. .:.~a' pra tonrar ~=·a·r{·~. L/t,; tf;~·.
1

e(( ,:.: {r ap.~ !In:.' i" { i o!;~:.? ::J-\.1..'.' ~l~~}, J.:/(· i t'-- :-.t.c!/:i ,;·ra i~:~· {a r zit:', ~~t-: i
r.jr~? ,:~,te ~~:·ua n {, 7
.;~~:·aro'f::.i ,.:_·r.~ ó:/lO. t~{i:.~ {r(;.,__-::a!- (/\~· rotJ.pa, tu~f:.7 1 ':i·"2. 1
/ qtlJ..=."'" entt-ei t'f-\~: ô:;:~:;:·.
t:l .:.: fa\/.r"J.. dJ:.::: ruau·-!tüii.'<:Jr.! ll7e..'? c:::ha,7t::N/ ,:~fJft::~n~~--:i{oJ ttf.:·'a! ll-0.'~·<-/r/J:; \·.,e:ir{ in/~ o'.
1.76

(alou. P.l falei: '~i·uer ,;aher de ama Cin·~;a, -~e eu fa:~:er ih1f;P c:.1{::/ vou
ganftar esse ordcn~;.do, se cu nlió fizer c;;;te c:afé vou gaahar c~;te orde·..
nado'. Naqu-ela êpaca eu g::m/1ava i=:4f!.l cru.:>.eiro:::,·. E falei pra ela '<lu?:.'/"
-saber de um~~ cai:?í<x, a :it:nhora pega e f.?J.z! f'or.-::ue \'ai cal!?.~r da -senh,_:•-·
ra t,~mbem perder .a hora, nem eu oem a senhora vai lazer_ Vou começ:..r
todo di:;. às sete hDr::;~.s·, entro direto pra cozinha nt.wr voa fazer ·. 1~/
f.•as-sei a nffo fazer mais. f'as~:;ei mestna, a nXa f.=~.zer mal-:;_ He::;r.ro no~-;
dia.5 .::ue ela ta\'3. na maior apErto, eu pas~-;ava dur:;, nem a mesa pi_mha.
E az' ela vivia reclamando, pra-s at11iga-s dela-s, pra Dirce. D./zi.~ que
nl{o tinha dormido direita eor•r:.íe a t:ri.:w~-:a chorara a nait€, ·~ue o ma--
rido chegara tarde, que e L;. ficara de pé j no.it~:: va.'ria·;;; f1oras _ t:'ast i--
gue.i bastante t-earpo, e ela reclamando . .4/ foi Wlí dia, pa:-:;:;ei a fazEr
outr ...-:J.. \'f.'Z . . . Ha-s fale.i comigo: 'ad!7 s-e vim com· gozac/fo, co11r qu~1.lq1Hr
coisinha, eu l.<n:;o outra vez'. Az' nunca mais ela /'alou nada. Se t:u
toa errada, façn, nra-s querer d:::.r uma ~.Jc yosto-:;a par cima da IJ·"-':If.e. H.l
eu n.=?ch.J.mo .. Fazer coi-f;a..-; ·~üe nlto foi t-r,'ilta fazer, perd<?r nora_ Eu. -l,:;~.·­
la sim .•'-1 Dirce n!io, ficz. quieta. ft~i.5 nc~~~-e servú-:o eu acho que ela
gosta mal-f; da Dirce que d€ [[[ilfl. Ent!.ío qa~:::-i- ~:fizer ·we eu tou se~Npre
_por bai:·<'IJ, -::7-abe? K"'5 na.r11 -:;ei :?e é porque a Din::t:· mur.-- rt-..::;porufB .J:~. >:-:ol-
sas na hora cert-a~ .. 2nUi'o num· vai dizer que ela nXo fala âa Dirce per
trá5. Fala s·im, iil-15 t::la baiula müit"a 1lf-i1Ú:i a Dirce do ::.;ue eu. EiltHo eu
50U semp:·c pior de tudo, ent.Xo tanta taz eu n:.·s,oonder carrro 11Eo re::,:--
ponder é a fiTt:'SlJía coisa. D.i Ja' n,~'ci tenho mt::u gênio, near pacibi,__--L.: dt:.'
-ficar quieta ... 11~~-:; ela também m-udou bastaaf:e. Es:?i~" Hwlht.:Tzln/,.:' .:..T,, w1r
demá'nio quando ea ent-rei a.-:.;ui. Era nwit-a .'<':::ret-a, mu.ito ch-3tli.'/;a, t:r<ll-
to importante, quer ia dar mil .-:-_· Wif-1 orden :::; . E l/i v i-?. t:-:,::·erufa CJ:'.Hi--:' ·"r a·-
çlio ~.:·orrr a enrpregad.::. t1<J5 aut'i··o:::J: Jque a empl-~?g._~::.la ~...ie lülana :;;3 talt . ~
Pt::gar a patrCJct no cala; •iae fa~: .i-s5a pr.=t patroa} q.u~::· ·ta~:: .~qu;:/ . ~), sa·-
-be, fa:=tia_ cótrrpar,·u,-:Ho carrr au{r.a u;rpre~r.u/a, que er~~ e~;p,:=·!·f'.:~, eí i/m pe
de: boi". [):::~ qual graça::; a IJcu-:; ela n-~Jo faz rrrai~1 cof.'íf'Z-:r-::u~Xo. eu n:..::J
saa pd de boi n/fo, nem quero ser, EU nl-(u m-:;;.t.-e i tnet..-' p,"! i ..=:~ 5-cY:o . .. tu'
tfi>.•e também, a estd;·ia do carro. Ela queri-:1 L;ue eu L::;,.-.c~-;;;s,- o c:u-ro
dela. Eu !.av:~v.::< .:::! t>.?rraço na •:{UillL'~~-- .. i'eir<z,. n6':::;sc:· d.i ."' .ela pu. ·" o c2r--
ro li t" f<J.lav.i 'lava a C2!TO prfm,__:oinJ pr.::~ mim·_ P:cf.o ,~,ue '"'éf !:;v~,-.:i
lU!ía.S dU..J.5 ÔU q-uaf.TO V<?2.'e5. rai (O/Ti-:'3.!/::ÍO birr.:•, ac/,e.f .::;uc 11Jo er.'.' ,:_.:b;·i--
gaç~fo minha. Cu perdia a tarde int-eir.J, n.Jro p.::~s::;av.::: roup.:r, e Ufi' di:<
r':[fi€' {1.;.,~.~0 f,1.;.7.':i5d rO!.fP-2 i ~?i<.-f 'i/Cnc/o er.:l 1.:.:rt:.""r . .. /~i' parei.
úuando ela .:;;::;_i a noi{e, eu t'/UI? l.ico . i·hs ela a.::: p,=:.;:r:''-· N:rc '-' liJ(:.--
ta n>:::m pouco. D dia L{í.íii' ela dJ na telha 1::'!.-:; a\~· t-rini__·.:!, out-ro ;:;r.ia--
renta, quanrl::..J el.:J. {~' c·ot~r .=: lzl.:< boa ;..i:d . )r}.
. f~~?.s .::~~f et-c{e;-j,~ iT~~~·s:":'t'D eJ'-a
dormir. G'u.ando .;~ g,:;-r;(e tratoa <':'la qt.tase nHo -:;,"ia irf7.S .::<oo:·.:: ,:c-Ia s-J:J
mai-;;:;. Á l1irt::fi r;re.ç;mo J:4 r.ep..:.~rt;;u i~J-:;a 1:'?. d:l~:::·~-e qut:: 'ela Z!:Jor;:.,: com·t:.çt)u :~
1 1

entrar r:r.':f.is na sociaffade, L'-<ntes era m-ais f!luth=::l·a,Jo. Depci:c· COfiié:·ço_r_.r ni,
melhara.r de ~~ida al, ,:~ -socieo':s.de ... C pra. ,wifF! n,~·o t-:./ r!lõ'!flcJ!-.:i:<d:: n.)!_;·a,
t·a' E: pior·an<it.J. Ouer diz:f:.""'r ~~la t.d trrelitorantlt} n~f} f'.:~ssott a d.~r .:i-~·?n.fa;­
em citn~-.:J. ~ie ..f.?n{.ctrf-::'':..1, ctl!rra~·os~ lanchin/~o:_-:;, f:" atr.;;ren{.. ..:.~n-~:'D;;; ~;·crí.·'f(~o t -:7t.r} 1

&Eitr.. f'orqu,::_· ~:i .t-enho que lú::ar Lo.vando Iouç:;~ __ l hora d . :: r;Janh.':i', E ho-
ras teu la•/:::wdo louç:::, porquE a lhrce vai ew/;ara. E' nt.i outro dla "Jel·ei
hora-:.; tenho que lev::.wliir. tbor,=? e· la le,•,c;,n{d m<.u' :> Lu-de, C{U'Uíd-:: ,J n J
meio de dia f.'orn-7. . ; deitar- de:~-cdn:';!clr DonHc, e :~ind..=~ t><'tf;? Pi"-J .n.,_:l_; la-

•illt:.-e? r·l a ti tie f.~ ..:~ ~-ne e D :7i 5:.) e eu? ~i ou d·~::... _q.::.:·:··.; s D, ~f(:' ~~~~J ; .. ; .. 1) :7 (),f,,·.~;·· ~_./}_· 2"i·· r~
'-{lte eu n.fta s· in t 1..7 c,:r.n :·;e i i- .:..7.? {:") ,:.~ ·i g.:. ~ r a ü;E J/} oro1.~ 1 c r.:t ít"~ú f { ~-.~ c h~~·! ( . ~; ·' ,1 /-.._-~ ·-

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ta . Ou c n n {c(~; c l t~ ~:{~::~v.:~ J ,·ui r· h i n/. o f 1 : .. \:·! ~.:/ a rn / f,r .=.~ ~~· .:_·~~·=i f?.: . ) . ~:1. /'{:~ ~:1· ~ft" ·,,. <.,.i~-~· co· 1

t-:eçou .·::-~~·:·i._:.~ ·to 1i tx . r·l d t . ~.!~:~· co.',:~·~· a r aç/(o. l/~'1/J · \-.<1/r.l l} -~~ ~:/(.·/ ,:{ ~~~e r v~:· f,:.; u \ .·:, {\·:, l
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cot:;D ~~·tt.e (:~a p,c;~;~_;·o ir? {\ra u . ~.~- b .=?...t'l,:.? ~ia' pr.:x ir·, eor~.-·u.:-:' t"·om:::·.·.~-2 ..-.,~:~}·~~~ /',;:.·~
tle . lt';~ ~.i e a r r (tl.·~.::{ r o c . :_~{~,~-' lo, (ft.~lr I.~ . l~ l" a t . =.'.J l.~~ ''"ta . . ~- ü.t~ ll ,] no ,_f~.-: r..t}.· r· · --~ . -:-.J ~:_:
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ol.f\:.in.do

L:.. i.:;,,.;:
tiO -:..• h a r r;,:) r~?~~ .d1~· c,::::;·<! l \4. (~' l) i:-~=--::.:· :~f·e C(}rt { o.:l ((::~ ur;,• ..:-t ..::· ;" ru:.~.<.·· ;,/)~-::)..r.:-'
ttE t . :/ -:~'"' c;f.r.~? f.:::~;/.,:-\v.:.~ . :~~:-; :.u;:i!:r-.::.:•; -~:'~~<.r:? ela (1 ,,·o.:-.. lJitt ;):::; !:.:<:;,/n.)~-i .~/('
la~ ff;.'.:.~~.:::ti;:/() •.~!fi.'( .;.< {:.:~~~~·,:_:.~ D·J.-:.:1.:.:: r:· ·:. 1 t~ . /.:,r~/.:"Ni. (;·qu·i eu. -ti.:.'.U ::.~:_i_· r
1
so.
{\(,ii''t.":'.i-:··? .:.:.~u ~·;·.~:Ju ~.:·/,a( . ~ l'.'~.-::i;·.;·:::o (. 1 ;-.~ :.~,?·er .:..ítí.r.J:,::_J~-~~··.:::~J
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J . :~' {.~~:v.:.\:· {'!{5: l"lj,). L'i',~·! l{_'{[f:·r.>.' ..~l f:.o ..:;:{er· r.::!('D Ccr,:,:~·.r..(/;,.1 f.:/ ..:.~~:; ~~;{:ft.:'
pu::-/·..:< \l~~-~flt~~! .:-.:l.'n(/.5:. //et.r . ~:~(ÍJ.· . .·..:n{.;..j F._::.,:~·er ,:u~.r/,-::·. .·"J.t"i'J.~-~ .:: {):".-.: t'l,:_,~ ..~r",
~~·~HZ .~'o:·lc: .. :-1,:. :/r :-':~t~í_,·,. t? ::.,· . :·.' ·/;.:,tr !::.r~:~ cl.J~,· virc;:i . } ~:/,)r; . :~ n
~.,. ;) :.:~· -~ ::~ /~~ X.~Jt·~: ('{::r n -~ /t" ). :<.-::: r .-1 .: :o e o:.·~· r a r- l ,:.x tJ f'/ (·;!·r i <"i . =t , .:::· J .~:
{105~::·0 f.i.;:~}ú:;'f"' ~:_:[,·} {l.!~f<J,, fhzt~::; ~~-::;:~;,1.:/t ~] ~·;·er·v}.'.(O i~'!}("t::\:·~ l. h~:-~~-j" ( 1 f'l/{(\-,~-~~'Ci/"",:."~ ~ ~~-:::··"'
t't:{tx~~-;~ !7.:xv·~·:tt.-:J.t/.-:! gt.tar·ff,~~·-·rou{:c.:.~ t/ ei:.-~ .·;·r·:.·::;nr,~~ qu(· ,::u··,~fu.~.r,~~- r~."l ,·;·t} _:_rr~'::\1/> o
~/..=.:r.~:i ~:-r.~-\.'.:.~n<;:·.:_~'f"..:. E.. ~":tt.t.~~ .... ü'a a~!· i"(.:'U(l-:~~~:i litfr; t'-:A~.;·~~;~~~ o,-;· ~~~ar;,:_~/".::J'-:; . . .

1'1 r o !: in <) :

rol' f na ! . ~./ . .. brrt-:-r . .. .:4 f u.d.:.J igu,:.~ l . . n,. _o { et,·


b\it7·-t . .. iJin,t\a {·lia
f,_:• r.:':'fl ( ~''. :'~cordo ó ho:-·,:.~~~~~ enl·,:-o . ~:Fíf;T, t!j:-.3~). r·~:~fi:O c .:!/(:) r·on/;o ,.r··

sâ, volto prt' r,;: e a qu.;.~ r to. l7 t{i;, '-~tu.:~' eu· ,ia' l c v.:..:r~ { :_::; }... ~ (etf f . .~'/. (i;_) ,-:·,::..,·r,:_::
t·u~11 fJ bl!-?i:~·. {J f/(.:1 ;.t_'(h?· (;._.·::~(; d·cü· t~~·~,·:·:·o (:'ú. 'i/Olt~-:r nu !·.·:·.~·-.:_,,~- {.':.'_,
..::~rru/,:;·~:; . :~ c·~~,~;;.~~~ pcr.1 f,~::/f} o .catu:::lo. {\(Jf"'1't.ú::~ t~::·t~\1 ~-(;:· ...:~ ft. ··e r?.:i v~~_,\·. : -·~ ......~·~:'' ..
c\;~ {e' o -l.-or . :/ r f-t.t { . .::/ ,~ ·~ /. .;:n~:~ .:.~ l/~) \f._:-./ n /ft? (~<:~~ t- e.r::i::i~J. -v~~~ J .( u, t:- or.1 t.- tf .~..; ~· :.: ., -~-, .= / :

{;'tl -:.~/ot:/l(~i t-::r . :7 Ll.,:·r~:l..~, q!.:<~· (.;,./ l..'-/~{??_~~.....~nt'/i.J. t~"on{{) f) ~·;-.!~:o::u·,·l.) '~l~·Je t:·.. U ~-:.-.!.·;.;.:::'.X

.:
I·• f··\.\ .
t:ff/o:--er~J- . ~~.·t;Jo::r eJ . :.~ !'.::{ J,:_,~t_t..::-·.n~'/o r . ')up._:_, ~ cu {.-uu /i{-.:.'n{c,=.-~r.:J..":1·-~:,·· ,_:·r'L{ c-.=:~·-
t-t.~/ ft-J{!c.o ..
l!el{J1 p,:..~:·::;·,::.:r,;::J.o
;;::,cu . .::!~/t:"tn~-..a J. !l/.i'o ~~ {~Jlg.::::. t1 gcn{ e (/c.'/,~(d. .=.\ {-·~)l··{· ..:-.: -:--:·,··c.::~~:~~;
f·\:.~.~-,\~~ l-~c~r· J:~-~t,_::, ela n . ~'o ~:~q~:; {a tie e"::-;cu {'.:_{r a gen {e co/H_ . ·<·:· i'· :·-!·,:_~n ~:lo. .(.'/ :: //.:.·_:.:~ I:_:c c'
..~\~ .(Yf·~n{e ,~-!~:·:....n-~/,~~ -ei . :11 co.r;,'·,=;:; <--tJn\,~-:""r~~!··-~~- .i~/ Ci.-! ·t.~~· .._._~l1-~/ ,~: ( 1 !_)r{ ..:~ ~".:~·.r:::i.1 ':/.'; ~~-.·.-:>~~~r.::-:­
i~Ot,·t ~:;f' ~-~l:::f~-.U~1 F ~fc.)~· . ::~ l/lC que :··:;~~~ (1 .:..~~:.:~;ou: o'(:.·r:!of~;; ~Tt..!'{:~ .:~ .:.?fr-ce {:..-;/ ::·?,.-,·/; ·; ,:_~.

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lJSffi{,.·~ t 1 / \ ·•.;/j( ..:~·-_. /1 C-.:_:;/.1 ~:::f ({_Jff_. { . :{ ·!.:f,:."!/7{{0 r·:·,~:·! [;f:f ..()'. i<c_{ .:?nJ_:f"()J {~._:--,·.. /1 ~~-,-.-~ ' '
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v . :,~u pra ~~·~:~} . ":"J .::t~_:· u.t'~-;.it.:;~-::;·J ::;e (;.?l:? -Flor {r(.~~-:o \~~:·: .:/.'.::f..·~·,:_~:--j· tf~,~:-1 ·/f/<-.;,--··

i~:;:·:~·o; Dlh~.}} ~.-t;'\; J.:f...::J. f.l~.:_, .. n f'.2.'c::::.r 5('fd v .::;rrcr .::::;:,'-:'.J;_.'le (/ ..r.'-:7.. (:'O.)~:· __;_.'- . .'}
()(f(/0. t.-::u (.lZL...;:-:;:::; .~:~;i"f•fr,7i(/or tU.T~'::~~·:; i? OU ~i Vt::.~·.:~·:~· PCI" -:,·~--:~,~_r_:JF'~:.,! -~.:' V,:_~rru
~no r ~-J·t.:.:,~·;:._:_.ln . :_~. !.7 mf='i".i in:."J ::;·u f.:'.::. 7:TU }.. to d (·a~:~-.:~ (' f->1 -~-~ /,'/i'D q(,: .:~.- ( ~-·f._,"=·· \:=

I it11~-:7, ucr c· i~.,- q·a iol~ o rl;c! f:·;,, j·~}. ('L')" . .:~
n :::--cr:·~j ~;·i.:~···~·=, .•../e l.r~: .. ~·.-r.·l<-< f~:~·.~·.>.·_:) ,·!f/C
p,~~::;·~~;:.~r -::~::-;pir-:x~for {()tio tl::.' . :x, t~;·'·.:"t~I t.:'.(.t c·o(;~ :·c.,! o. /:;/ vou p.• .. cJ~;· q·u,:.u··{u\ .. "(.'d.
·t:::-·lrd t:: ~:lia (./,·.:: !."r~..'lc~:~r r~~~~t:.r.:.-: ~:/;~' i.·,:1rna. l7 f:)· t:iU-.~~ri .•',i ct_u~.:~ eu ·{';:,~~~o t:"/
r~rc,n.>'tlo:·; Tir.~J l'{JU{-"a;:J o'J::.' ~-,~-u,-;.:.~" !)l.<ar~:/;;i {o,:..:f.~'J-:._ o~·;: ~:,· . :_,:( 1 -:.~to~:i .:::·~:~t~.::::rr·,.-!t::,-~<"lo~-,· 1
p.i.'J . :.u,f.t.:.::, (~~~t:,._:o:·~:.:._:~ ~;.~..rj::_< ~'lU~::· ;_:···;;.,:_,_}~·-· . ~;(tu:( nf· .:""l!."ntitt_I)0 1 ~:.;/.. or{. E{·/ ,·:r.~ . =.-• i-:/~.~, c,:_..: l·
~:... ::.:r/!.'.'··~·, tu./o. t~O!''~"{U::· c,:_:{c/.:.~ q':l/·~r·{~-; qu(:' 1.-·u uJ..·.;u tc.~1 ~:/uJ:·;', r-r,:·~--~ 1··-·,.:re o'~
~J~:r~a(o;;· f.·r._:~ ."fU,~.-1 1 (r~~~'"· /-'~;r~/·./ p}·:·J"~}~U({.:-~!" ,~~ J))_'rcf:') 1::I..:;::• ,)··.'-! ~/{?,}.(':~.i ;:·u t,(,~.~r_r,.~'
t:~ l .) r r\·.~: vJ:;' ,-. r~.\:N -~~(· -~~ Le 1.1 ftiOO {o~:· i r a n tJ ~--h:.:~ 'ci . .:.~;(... {~-~>~·,·:~r .c; ~i i._·;: l: n c~ ) r·,_;, -~·i
dia inteiro fica no chão. ~-~rru.wa 2s cam:;;,s. Ponha a roupa íW correaar.
f'as!ia pro QUarto da rrw~a, guardo toda a roup:J.. esparrar.rada qac c la e:;-
f.laiT~"''IlTOli. Eu perco 11wito tempo pra catar, eu -:;ou v.:.garosa. f(~-:; eu
perco muita tempo, quer dizer, cZ~h:a. nes5e c~bic/e, t-:l~inela nt::=-;ta ga-
v'"·ta, sapata na outra !!-'H'e{a, bob5 élétricos P.esta gaveta, secador d:::
cabelo noutra aaveta, até ea iantar tudo i5so, 5epar<::r fado isso.
Coi:l~~ de piatura pra ca', i-:;so aqui iEW , que a mt::ni..-Ja Ja fala ne,
'n/fo pÕe em tal lugar assirTT, assilíí. Caderno no cfr/i'o até >2t1 catar tu-·
do, gastei quase m>:?ia hora catando {raoqueira. ~rrwrra a cama.
{) lugar das coisas QU~indo eu entrei, ela ensinou o r,;;~wlatnenro.
etc;!; tem que !>eguir o regulamento, nu:nca mais €S•=lU€C€. Bom, 58.ÍO d..:xli,
entro pro quarto de I a. Quando e I a da' na 1.-el!ta ela arrurTTaa c,:;;ma, quan-
do ela cis1rra conr a mão ela ~~rrwrra. Ela também· deúca roupa no ch~~'o. E
roupa no chita, é sapato, é sanda'!ia. Eu tenho tr.io::;(ez.a, principa!.'F!,.,.n-
te qaando ela saia w.rra noite. Ela descol·a um monte de coleçj'o de =;,1-
pato, pra escolher qual el<J. V<:!i por. E depDi::; eia nXa p,J'€ no l'ugdr,
dei,•f~ c ...~da unr no lt.tg.:.~r. El.t tenhJ..I L.~f.te por caif._~ UI!F na c:ai,~.;.·.g,} ~;·ah,~·; . . q{t"al'
~ cai,'<·a desse, qual a cai:·i.'a daquele. For:ho tudo eD;pllf,ado nD ,:;.r,qra,-ro
fmde ter~ho que guardar. Se ela d12i:-.:a a roupa espaiT::J.fií.:üla EU tenho ~uc
peasar sabe, ela vai par ou ela não vai por. rico pen':J,=wdo s.c: eu
gaa r do ou se eu nXfa gu<1 r do. O di a C{i.U:: cu ,_::·i 5(1fO ca,;r: a fló'o eu pon;,o,
pra !<J.var, outra dia eu gu.ardo. S.:;patc do ilíarido, piJ:.wr~ da m,;_ru!o.
Duan.fo tudo na gaveta, cada Wir teíir wna gaveta. rroco c/,;:: c:;Jira, PO<Ita
na corredor t1l, pego ·a roupa toda ':;uer pa-::; no corn::dor poni,o Li for.:.:
aa l<J.vanderi:i . . {1i7U:a pra dentro. {loa pro banheiro de/a. T'iro f:r..ii;.,c;,:·
toalhas de banho, de ro-;;to, ponho no co!Tel.·for. rira o t<J.pc/c do i!:;·-
aheira, pega o ce-:;to, embrulho o l.i.'(ü no Jm-nal, •:;e tem revi<Jt-a no
. cflito cato, ponho no luaar c·erto, os gr::.u:ípos, iJo!Js. d r:_wp::~ •TUo' e.'.J.
dei:-<:a liraihad.J dentro da pia. Eu soa l/,:xg,:<ros-a 1Ttas c:::~f.:ar fs-(o ec: F'Ei .. C(J
nu.lil-o {·eíiipo. Demora tltu.ito. Bo{.:;,r tudo na lugar, o jarn:.~/ ~~<to .-:/ da::w·:·
é da sala, eu tenho que levar pra s::.il,:<, r.c,-v.t'-:;ta n.i:to é d"7.,:;ui .:::: r:í ,J,:.,
est:ctnte, tenho que levar. O sap:.do dela n//o é do arr11.:-/ria ,fo banh:::.'Ú'O,
c/ da artlr~=:lrio a1a cor~'-t:.'clat~. F'ega ~..!tTTa b .:;:c:it:. . ... eu;-,~[ue Ia'~-: à:':i:J.il/r, t:·/·c;-
•tuer que l.a'vc .];:;· peç,g,s· do b,':iJ/!1f:iro [odo dia. NB:ê'I do ·~ual ..;:·u n.:'i'o f.::~co.
Se eu for f'z;.zer ú:;{,.7 ga~t.::~ ilí'U.i.{o t"t='t,'íf.'(}, el:.~ n!ro 5-?.be c;ue eu nHo L;i,'•='
l'ado dia. Eu l2wJ dEnt-ro m:J.s a5 peç.::~~:; eu nj~o l..=t~ 10. D.1 pa5s·o w.'r P~!tD
com a'Jco>JJ. Pool>o pfnho ~-:;o!, enf'ifl q.~r?.l':uer co."·s.:! ·7~tc d::::jir1feta.. F'::.::--·
'50 pano i'IO cnf:{o, f impo 3. b.::Wileira ('Drqae J.a' tudo 0::.~ C01li b.''<tihe/r;, .. f:.-n-
.';,'Ug::J, ela gosL=i que eni·<"L/ga pr . :s. n.io -ficar ef!u';of.or.:;.do. Lavo ii ('/a, llr:r-·
po todo5 a~; perfurr,'P~>. Bom {<?ll/'iin·-; o banh.:.·i,,-o, troco as t'o . :~lh.:E-·. Po..-,ho
toalhas· l iarpa·s la' pro nt..~riclo, et7nho a t)_-:.: . =1Zha tfe r1:}5t/'J etlt ca.(fa L-.an/:.::·i--
ro, ela gasta assim.
E:st-,"i !?ora ela esl·i n.il 1"ua, ou e·:;-{ud.and~_; piano, ou ec;tud. '?.ndo ·via-·
):/{o. Ou I-a' costw .. 2ndo.
Terrline.i o btJJ!heiro de:la., vou pro do corr<"'dor. T~-...:.•1!Jém é a rrte~-1Tí:3.
c.oz.-:;.:}. L.:lt'ü a f·J.a, (J.::-:-.-::~ir~fc:t~J . .~:; eeças. /~s- t 1 e-ras la.l ,;:/ t:..<.ft.fo t/c ._;:;-c.='/ j

~l{[f<.<r~:·lini< ..'i.s, entJo nj"o pode :;á lavar, au a/€2c<i" 1:-'7111 h::~rr.!:1ri/ ou <.'n[.i/a
Cuf/J' S,;},rdlfo. En.'<'U9é~ <:''=i péça5. !] chXo tudo "'i de r.:,:;'rcro:-e, t::rc1 ,::c,·.. '·'"n•:t., .
1·-:-::r. Ent-.:'to cu Pd~:;so enceradeira. Ela L!Ue:· que f.'dc'i:!:=· todc.:, O'i d1.:::-:,
~'7'!~ s· J:::.""'U rJa fj p -'!..·!~~~-;o E't.( p 5! :.-:;:-::o u trr d.t.' . -:t:. s .i a<~ zu;t a'!..~ n /it.'o . [-.la n ..;.~. .~) :~; . .-: b t:.-· r:·,: r--
t.:.:u c t~.. a l t. a .::u_.J. e ~~ ~; v~?.:·~~-; ::; r<~ ~~; : ;· o o (f i ,:.-< ~~7~~r.-? .e 1..-~ { .::_~· e ,:7 c,) :=i· a . . . f/. :; ~(.
.J

1ti 't:'U f.:i;:::·f'r [:.l::fo i:_,~:D ~:.r::..<he·? {\!o ).Jnheiro o'J.·~· crfan(·a:~· ::.:/ r·
COl.~ii'".. té roripa d:., i:7ocin!,a, ela dei:(d. no írmf-r,c.:ilo lik·:;'f,to, u f..'Cf•Jnf,.ir
e/.:";!. .:ft"~"i/(~\ zlentr;.] {>(D Diti:.F. 1-1 ~;~;cova ~ft? ;_-ft~··n!.-t:··~;- fica ~}J3;,"'nti"(] O~~~ r;f;:~ trf.:.·~~--·
{o dele, ~:·;,:,,:,((().(,'3 lli<"'iiina, lev,:; r•ro quarta II·,la.
{ t=::rm ina~/o o~~~ banhe i r o:::;, pa ~-;se! . ={ ~;·p .i r . =}~ /o r no~·-:: {f'(;·~·; qt...-..:·J rl ~ ,1.
lí ...r' .n ~... I

L-orlHetlot~. {it.iar~f::} o a~--;t:t.x·r . :{fftlr. ~~e n!./o ey;():l ~~\·u.~·ro ~-:ru.~·(, .~J.=.~·:,{o .f(·. ,\·;,J:.·.(-<-~-~~.:·
a e . =~ ~J. ::! ..:.~r a :~;e i r.:.~ ~:ror C/Tt L- ;~o'. =.1. t(tr.a r f· o, r't:Jr ·~·uc { 1:_;lm 'H!e r-:o :\.-,-~:-h::! r { . =_,-..: .. :'~·::·..-.!,r ,.: .:···
{ 1 ·.=:~ r
b~..:.i~'"<.·o t/.. :.: ca,7ra, troc . ~r o m·clvf~i~·-i· t{~J lu~~-aJ"_, o ::ffi.:.~r(o e' ~;!··.:.~n~/c . .:". ·-.-~J 1

(e. t-1/ dcr'of.!:. {iro a ,0d. lv:á corredor tiro ,=L p.:~;::,~~;<u:ieir,:<, p,::;~:,·:.o ü.,... ;:< .·;•·
ff.'O ll:<;:do.

tlt~" l.i l:·I:. (::··.:::·,:~ .' :...~ u .:z r o'o \=-} v a ~i'':'J ~..}Li.'"·.~:-: , )',.-;_ ~./D o . =.x v.~·:·it ( d l r• o r~:: u ~··· ~::· .:.' .=:~ !./ ~-:·::·,L :
l~~Va O ~~\t'C;'}{,0.f {o~/0 ~"fia. ,·-~~:i \-~'C~~Te~; 8(.( it~::;o ~/()/:-:i t'/i . :J..~:/. r<·;·,·:·d} /~~\~/:·:,·}~:_~,, 'n
b'::t lf.i\,uit.'ho pra -:;ervir fJ Jantar,.;;' no oü·f.t··o .o'ia vo-iLo .,:.' ~~~~~~-.t.J:· ~--;
er~ us·~::·f /~~~·:.• ~/ia at1fc!Ki~J,'··.
l-~ ~~~.-~ \.-'e:·:·~t:s qu,~~n~/~.) ea i.l~Ju n.:x tf.·l{;,:.~~ en;.·r.::.r.~/;{-o {t.1 :'J ,_._:)-;/_:.:.r..-o·:·.- ~:_,_.. f')·
n(>S') .,:_;~l)." l'.'t} {anf~i.~·-~:.~~ ~"~U-e ~i pt::.c-(c1 ~:(~:: co2·il''!l;~~ ·-· -':.·?t.l td~~o ~";·~~--~:'~::·/· . :~;'c·./('._,_,·_~::
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t.:1 1;?, ···'}.·,:~, t~'Jr({i..ú? f.'t:'/,:r ~·:lia qUC·' J:~:u ('::.!·q-u._~"'C.i ,_---/.::~ f"J_';-·ar D PD ~-{{:~~li;;· ,~\ [.<..·.;;-.(.._~·
~t.:~ ca~.:·~--~. ,P;_~/~·n.:·}_.pa lt.i::·ent-~-:.:' ela ~::\=-~! l,;i {./t~· i~~~f!{.:.u- f!i}f"C[tn? 1.:/.~::' i:/_:_·~n{.._.;.:· .•.-:-.;-:'.~/)·~ e í . :.~
~,t..:~f {(>(·,:\!- ,r.~i\~:r<o ~:~ -~~/ ~::u tt./!'o vc~.: Z.:../ t.lcar ./u:·J(o co.r:; el.;;, n.~.:~·:· r~·t.-.o./,·.:.r(1 ; •. . . J .

Se. ,,:;-·ç.;; r.::"' { ic . .:x .) ~:-,=.: l . =~ ,/o J . :.r.n (,:_·{r ;::~r,:( f· r a' s: por t:{:.r~:-.T 1....-JU, ~·::- l :.,~ t.· .J c :i c i--::: ~..-t:'o ~:/.~-,r ,' .'.-.'.~
t..7e~-;a~ ou { . :xl cst.utian~/o vlt/l:.:;'o o-:.< {:t:i,=~Of.). ~~/ t:·u. ~tc:'i.'-..-o, ~"J~~:'i·''~~}<j· ü~~~ ,:_,:r·_::,~~-::·/J,
c::; { u_.;'. ~r

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{iCz) lt':'flú'i.7 1 a:·; V(t ->, t~ :·i,
,,

eu d~r janta pro trrenino. E CD!íW ele gosf:·a di! co.wer aa sala de teli-vi-·
são ,':!.proveito e fico vendo um pouco de; felevi~;,,~·a. Agora o dia •we tem
fritara, eu ja' f'.ico {a:.>.·en~:/o. En.::;u.anto l':'les .fa.nt::;!il, eu ja' vou limp,c,nda
a fog!io, lavando a~• f.•.:ct'!eld-:;, ·.frigideira c;uf? {ritou. flté que E:!e:> L-a-
c.:Mr o bendito s-ino I a' era tira r a. m2sa. t'~z' eu tira e vou l.:J.vando a
Iouç~. 1'1'as geralliíentf:· •iUancio eu taü tirando a mesa ta' dando 8 horas,
8:êf}. Da/ ~:::u ranho 2 :;obl"eme5a e coi'ditu..w lavando a louça. T€fli dia
que antes de tirar a sobreme-:;a ea Janto, qus.ndo t.={ . :rwito tarde. Oa·-
tros d.ias, eu tira "~ -:;obre-mesa e -:;d depoi-:; eu Jan{o.
À5 vezes, •:toando eu tou l.a~'ando J louça, na caziof:a, ou ela .in-
teJTOiiTPil pr:1 f~~zer w:ra per:;;un/.':1, a.z' tenf~~:J que dar atenç,?."o; ou ela vem
fazer a!gwrra coiiia, por e.'i.'i?ilíPlD lavar a t:rzwr..:.;deira do menino. ~~i ela
ta' file atrapalhando porque é wrra pia sd, e era quer lic"~.r na pia, e eu
t~qmbém.
~l,
vou f'~~ r ..., o meu qa~-:.u-{o. Se licoa roupa 'l'UC eu n!io passei, ,;:;:~-·
bora ela nXo pode neM -:;aber, parqu.e €la nia f10:;;{a, ea pa,_:;-:;o. {Ja..·:>o5
supor-, qae eu não passei lt?nçol hoJe. HoJe te.r;r doi.,;, atll3.nfl.~' te,;rr qua ..
tras quer dizer vai .::-u.wentando. EnUlo ea pa-sso -ª na;·{e, até u ..:1a.s dE:::."
!taras·.
Ten-:a-feira, é a me~;r,Ta coisa de é'a.
dnic,:l c.oú,; . :~ que ,,·1uda, é na qu.irda-{eira. O dia da t,'f.xi:'I.J. P:"Jr--
~
•iUe ela paga uaa fa,'-'.:ineir3, que velii' na q:uinta-leff·:.<, p.r-~=< lazer o ~;er­
vú-:o de fora da casa. c?uando eu f;y_Jo, teta a Llirce, eu e uma f..'l.'<·ineir."i
parece ·>{ae i falg~c.da, ni?. H<~5 n.!fo é, .;.t c.-::sa-é muito grande. 1-1 ta.'-fi ..
neir~ lifilpa o:; ~·idros·do terr~1.~-:o é o qi.u: