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Feito apenas em madeira e lã mineral de 25mm de espessura e alta
densidade (de vidro com 40 ou 45 kg/m3 ou rocha com 60kg/m3), podem
ser montados em qualquer oficina ou marcenaria e levados ao estúdio para
instalação posterior. Facilita assim, o reaproveitamento em caso de reforma
ou mudança de local.

A caixa é feita em compensado ou MDF de 10 mm. Pode ser revestida de


folha de madeira de lei e encerada ou envernizada. Também pode ser
pintada, não influi no resultado. Pode ser providenciada uma tela de tecido
leve (ortofônico) para sobrepor ao painel frontal, como numa caixa da som,
melhorando o acabamento.

Dentro da caixa, seis divisórias de compensado fino (ou até de papelão)


formando um engradado, colado no fundo da caixa. Serve para apoiar a lã e
ajuda um pouco na absorção dos graves.

O fundo (compensado 6 mm) pode ser alguns centímetros maior que a caixa
(em uma das dimensões) para facilitar a instalação (parafusado na parede).
Confira na figura.

O painel frontal (compensado 6mm) é a parte mais importante: Ao contrário


do que pode parecer, não se trata de um absorvedor de membrana,
portanto o painel não precisa vibrar. Deve estar firme, ligeiramente
pressionado contra a placa de lã mineral.
 

Trata-se de um absorvedor de painel perfurado, uma variante do ressonador


de Helmholtz, mas atuando numa faixa bastante ampla.

A frequência de ressonância ( , em Hertz) em que um absorvedor de painel


perfurado atua, pode ser calculada através da seguinte fórmula (para furos
circulares dispostos em matriz quadrada):
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A lã de vidro quando acrescentada, altera os valores teóricos calculados.

Na tabela abaixo temos os coeficientes típicos de absorção para o módulo da


figura acima, com três diferentes porcentagens de perfuração (furos
circulares): ë (maior absorção de graves);  (absorção em médio-
graves); e  ou mais (faixa ampla). Na última linha, uma variante (tipo
2) - caixa de apenas 5cm de profundidade, tendo painel de 6mm de
espessura com 0,5% de perfuração e 50mm de lã de vidro ou rocha (alta
densidade) preenchendo todo o espaço interno.

Esses valores devem ser usados no cálculo do tempo de reverberação do


ambiente tratado.
  ! " ë ëë "# # $% &#
25% 0,28 0,67 1,00 0,98 0,93 0,98 0,80 0,60
5% 0,60 0,69 0,82 0,90 0,49 0,30
0,5% 0,4 0,74 0,53 0,40 0,30 0,14 0,16 0,10
0,5% (tipo 2) 0,48 0,78 0,60 0,38 0,32 0,16
?

Obs:

1) Valores médios, pois as características do material e construção podem


variar consideravelemnte entre cada unidade.
2) Em módulos de faixa ampla com mais de 25% de perfuração (ou sem
painel), a absorção acima de 2k é praticamente estável (máxima).

3) O coeficiente em 62Hz é muito difícil de se medir, e em 8kHz pouco


importante, por isso nem sempre estão disponíveis.

O gráfico abaixo mostra melhor as diferenças entre os quatro módulos:

Os dados e fórmulas acima referem-se a módulos com furos circulares.


Também podemos fazê -los com fendas no painel tendo a mesma função,
montando tiras de madeira lado a lado, com pequenos espaços entre elas.
Porém, precisamos alterar ligeiramente a fórmula :

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++++
++++
++++
++/,,,,.++
++++

Xuanto mais estreitas as fendas, e/ou mais profunda a caixa, mais eficiente
será o absorvedor nas baixas frequências. A eficiência é semelhante aos
módulos com furos circulares, apenas o efeito visual é diferente, e é de
construção mais rápida. A lã de vidro interna tem o mesmo efeito que nos
outros módulos, alargando a faixa de atuação.

*

Devem-se usar mais de um tipo, pode -se equilibrar a resposta de uma sala.

Devem ser espalhados por todo o ambiente (e não apenas numa só


parede), alternando entre sí e áreas descobertas (não os ponha "colados"
lado a lado). E não deixe nenhuma parede nua, sem tratamento.

Em estúdios para voz, ponha módulos de médias e altas frequências (25%)


na altura da cabeça do locutor. Em cabines de bateria, esses mesmos
módulos (25%) devem ser instalados no teto.

Para maior eficiência, módulos para graves (0,5%) devem ser postos nos
cantos da sala, como os demais neste artigo.

Edu Silva

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†arato, é feito apenas em compensado ou MDF de 10 mm e lã mineral


(vidro ou rocha) com densidade entre 40 (vidro) e 60 kg/m3 (rocha) e 50
mm de espessura.
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As dimensões são aproximadas, vão depender da forma como as peças


serão montadas e principalmente da marca da lã. O padrão é 60x120 cm,
mas pode variar um pouco, de acordo com o fabricante. É melhor comprar a
lã primeiro, depois medir e cortar a maderia.

Dentro da caixa vai uma peça de lã mineral (manta flexível) com 60x120 ou
80x120 (essa largura de 80 cm é mais frequente em lã de rocha) dobrada
em "L" e colada com vedante de silicone. Pode usar duas peças de placa
resinada, se preferir.

Como painel frontal, fechando o conjunto, uma placa rígida (resinada) do


mesmo material, tambem com 50mm de espessura. Existem já revestidas
com tecido ou filme de PVC numa das faces, para melhor acabamento.

Notem que essa placa entra apertada, e provavelmente será preciso aparar
as bordas para um perfeito encaixe. É assim que deve ser, e ainda precisa
ser colada à caixa com silicone, evitando vazamentos de ar que podem
afetar a eficiência do absorvedor.

*

Devem ser postos nos cantos das salas, dois módulos em cada, superpostos
(altura total de 2,44m). Um total de oito deles, então, bastaria m para uma
sala de tamanho pequeno ou médio, mesmo com grandes problemas nas
baixas frequências. Para salas maiores, pode ser necessário dispor mais
alguns no teto (no ângulo com a parede do fundo, pelo menos).

Os cantos são os pontos onde se concentram a maior parte das ondas


sonoras de baixa frequencia, e é aí que devemos agir para controlá -las. Os
traps podem ser parafusados diretamente na parede ou simplesmente
encostados, de preferência apoiados no chão.

Apesar da semelhança, nada tem a ver com aquel es certos basstraps de


espuma fabricados no exterior. Esses módulos em fibra e madeira são bem
mais eficientes e baratos.

*+ 

O efeito de um bom basstrap é fantástico, a sala parece crescer. O som fica


muito mais limpo e claro. Serve perfeitamente p ara salas de gravação,
ensaio, auditórios, home theater, etc. Para salas de mixagem e
masterização (técnica), devido a algumas particularidades destas, seria
necessário um trap mais largo e profundo. Na impossibilidade (seria pouco
prático), devemos usar um maior número deles.

Dois traps empilhados (ou um grande, fechando do chão ao teto) absorvem


excepcionalmente bem entre 80 e 100Hz - teoricamente acima de 1 Sabine
(100%), devido ao efeito da dispersão. Abaixo dessa frequencia, a eficiência
tambem é alta (até cerca de uma oitava abaixo), mas muito dificil de
avaliar.

Em traps grandes como esse (do chão ao teto), o efeito da lã no fundo da


estrutura (peça em "L") é menor e pode ser até retirada, sem grandes
prejuízos. Melhor ainda, em traps grandes na téc nica, seria então usar esse
lã colada na outra (e não no fundo), de forma a aumentar a espessura total
do material, que ficaria em 10cm.

, 

Para o painel frontal, use uma placa rígida (resinada) com revestimento em
tecido ou véu de vidro, da linh a de construção civil (mais barata). Os
produtos da linha arquitetônica (decorativos), são mais caros e geralmente
mais finos (entre 15 e 25 mm de espessura). Para usá -los (não
recomendo), é preciso acrescentar outra camada de lã (pode ser manta
flexível) por dentro, colada a ela, completando os 50 mm. Mas leve em
conta uma coisa: o filme de PVC que costuma revistir esse material
(decorativo) reflete os agudos, e parte da eficiência do absorvedor é
perdida. Placas revestidas em papel Kraft ou aluminizado nã o servem.

A lã do fundo pode ser do mesmo tipo (placa rígida) ou manta flexível de


mesma densidade ou menor. Essa lã extra é mais necessária quando você
tem poucos cantos livres em seu estúdio e não pode usar muitos traps.
Tendo espaço de sobra, pode -se dispensar a lã no fundo, permanecendo
apenas a da frente.

Não encontrando esses produtos, ou desejando maior absorção também nas


altas frequências, pode usar placas simples sem revestimento (espessura e
densidades iguais), tipo Wallfelt WF -44, PSI-40, PSI-60 (Isover), PSE-64
(Rockfibras) ou PRR40 (Devidro). Outros produtos semelhantes servirão.

Faça um quadro em madeira com tecido ortofônico leve na cor preferida e


ponha sobre o painel, como numa caixa de som. A manta interna (colada no
fundo), deve ser do tipo sem revesimento, ou com papel kraft (voltado para
o fundo).
Veja que apesar de ser chamado "basstrap" (armadilha de graves), ele
absorve uma ampla gama de frequências.

Para mais informações, veja as mensagens recebidas sobre detalhes de


construção e uso:

FAX / acústica

Edu Silva

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.         

Uma placa ou manta de lã mineral de alta densidade, com 25mm de


espessura e 60cm de largura é colada com silicone em todo o canto da sala,
indo do chão
ao teto. Não
havendo
espaço pode-
se instalar o
absorvedor no
canto superior
entre teto e
uma parede, o
efeito é o
mesmo.

Uma folha de
compensado
fino (3 ou
4mm) com
cerca de 70cm de largura e comprimento igual ao pé direito da sala é posta
sobre a lã (sem encostar nela), pregada em pequenos sarrafos de perfil
triangular (ou algo que o valha), fechando todo o espaço de alto a baixo.
Vede todas as frestas com silicone ou semelhante.

Seu painel frontal vibra quando atingido por ondas sonoras, hav endo perda
de energia por fricção. Absoirve numa faixa de aproximadamente duas
oitavas em torno de 125Hz. Para o cálculo, usamos a seguinte fórmula:
 4  
 

onde:

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" "       $7 * 
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Seguindo as dimensões sugeridas, o painel estará a 36cm do vértice


(distância máxima). A distância média então será de 36/2 = 18cm.
Aplicando a fórmula, e utilizando um painel de 3mm, descobr iremos que sua
Fr será de aproximadamente 125Hz - e como a distância  não é constante,
esse absorvedor irá atuar sobre uma faixa relativamente larga, o que é bom.

Edu Silva

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O material é simples:

- Dois rolos de lã mineral (vidro ou rocha) flexível, do tipo usado para


isolamento termo-acustico em lajes e coberturas, com densidade superior a
20kg/m3 (ideal 30kg/m3). Praticamente qualquer tipo serve, mas
recomendo aqueles ensacados em PVC, o que evita coceiras. Por
exemplo,    ë (Isover),  ,
,
 (Rockfibras), 
 (Devidro). Deve ter 60 cm de largura e 50 mm de
espessura (se usar de 25 mm, compre o dobro de rolos). O comprimento
deve ser tal que o rolo todo tenha cerca de 50 cm de diâmetro (se superar
essa medida, enrole mais apertado).
- Dois discos de compensado 10 ou 15 mm, com 50 cm de diâmetro.

- Um cabo de madeira com 120 cm de comprimento. O diâmetro não é


critico, apenas alguns cm. Pode ter seção retangular, tambem.

- Tecido para acabamento, ou manta ac rilica (p/ matelassê).

- Pregos, cola p/madeira, fita adesiva larga, etc.

A montagem também é simples. Vejam o desenho, auto -explicativo.

- Depois de armar a estrutura em madeira (eixo + discos), enrole a lã (sem


tirar dos sacos plásticos) de modo que cada rolo tenha pouco menos de 50
cm de diâmetro. Caso os rolos já tenham vindo no diâmetro ideal, basta
passar o eixo por dentro deles, antes da montagem do ultimo disco.

- Cuide para que eles fiquem ligeriamente apertados entre os discos de


madeira (sem folgas), mas sem pressionar. O eixo central pode ser
ligeiramente reduzido em comprimento, para isso (meça antes).

- Dê duas ou tres voltas com a fita adesiva (dessas usadas em embalagens)


na união entre os dois rolos, para fixar melhor. Faça o mesmo no topo e
base do conjunto, evitando que os rolos "estufem".

- Dê o acabamento (opcional) com um tecido ortofônico preso com grampos


(de estofador) nos discos de madeira ou use a manta acrílica branca (ou de
nylon, poliéster...).

Pronto! Não é tão bonito e barato quanto o trap triangular já apresentado,


mas o desempenho é semelhante, e de construção mais fácil. O
acabamento é ligeiramente problemático, por isso deve ser avaliado cada
caso em particular.

Seu uso segue as regras para o modelo triangular já d escrito, devendo ser
posicionado nos cantos da sala.

Pode funcionar tambem como difusor, uma vez que o plástico que envolve a
manta reflete parte dos agudos em diversas direções. Não é bom absorver
muito dessas frequencias. A manta acrílica, se for usada, aumenta a
absorção nas altas, portanto deve ser usada com cautela (e onde exista a
necessidade dessa característica).

Vejam que não é um "tube trap", embora pareça. Esse vai ficar pra outra
ocasião...

Edu Silva


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São absorvedores modulares simples, feitos com madeira e lã de vidro ou de
rocha. Modulares porque são feitos como uma caixa, podendo ser
construídos fora do estúdio, e parafusados onde necessario, na quantidade
que se deseje. Podem também ser retirados e reutilizados em outro local,
algo importante para estúdios em crescimento.
> O primeiro trabalha na faixa (aproximada) entre 60 e 240Hz, bastante
problemática. Essas frequências não são precisas, pois dependem da
densidade do material utilizado, mas a faixa é essa (veja mais abaixo, como
calcular).

Deve ser colocado próximo aos cantos da sala, em número de dois, rentes à
parede. Havendo necessidade de mais módulos, serão postos ao longo das
paredes, a meio caminho entre um canto e outro.

> Os outros dois a seguir, operam em frequências superiores, preenchendo o


restante do espectro. A quantidade de caixas utilizadas vai depender do
tamanho da sala (e de seus problemas...). Melhor que fazer cálculos e mais
cálculos, é ir montando aos poucos (em grupos de quatro, por exemplo) e
instalando até obter o resultado esperado.

Esses devem ser colocados entre os módulos para graves, alternadamente,


e sempre com espaços vazios entre eles, isso melhora sensivelmente suas
caracteristicas de absorção. Como bônus, tal disposição ajuda na difusão das
ondas sonoras dentro do estúdio, devido às irregularidades causadas na
geometria da sala e ao efeito de difração das ondas nas bordas dos
módulos.

/ : (para todos os módulos)

- Deve ser usada lã de média/alta densidade (vidro 45kg/m3 ou rocha


60Kg/m3), para maior eficiência. As placas resinadas são encontradas com
120cm de comprimento, logo você precisará cortar e colar as peças. Para o
corte, use uma faca bem afiada. Cole com selante de silicone.

- Não pode haver nenhum vazamento na peça, isto é, todas as emendas


devem ser muito bem coladas e com silicone. No desenho, a parte superior
aparece aberta para visualizar seu interior, mas deve ser fechada, claro (em
cima e em baixo).

- O painel frontal (de compensado), deve estar preso apenas em suas


bordas (com cola e pregos sem cabeça), no quadro de madeira. Nada de
reforços internos!

- No desenho existe uma sugestão sobre como prender a caixa na


parede, usando 4 cantoneiras metálicas pequenas, compradas prontas. São
colocadas na parte superior (duas) e inferior (mais duas). Como o
absorvedor é bastante alto (2,2 m), elas não serao visíveis.

 

Os dois primeiros são absorvedores diafragmáticos. Seu painel frontal vibra


quando atingido por ondas sonoras, havendo perda de energia por fricção. A
faixa de frequências em que atua pode ser calculada pela seguinte fórmula:

 4  
 

onde:

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" "      $ 7 *
 "#     $

Por exemplo, no absorvedor de graves usando compensado leve de 6mm


com densidade superficial  de 2,5kg/m2 (>) e espaço de ar  igual a
10cm, temos:

 4  
*$! 
 4  
* 
 4  

 !*8


Essa é a frequência central do sistema, sendo que o absorvedor é efetivo


desde aproximadamente uma oitava abaixo até uma oitava acima - de 60 a
240Hz. Os valores são precisos para ondas que incidem perpendicularmente
ao painel, as que o atingem "de raspão" são afetadas de maneira diferente,
mas costuma-se ignorá-las no cálculo.

(>) Esse valor de densidade varia de acordo com o tipo de madeira, podendo
em alguns casos ser 50% maior, o que baixaria a Fr para cerca de 100Hz.
Para avaliar com segurança, basta pesar uma placa de 1m2. Ou pese o
painel inteiro, já cortado no tamanho do módulo, o que dá 1,38m 2. Por
exemplo, se o painel pesa 4Kg, sua densidade superficial será 4 / 1,38 =
2,9Kg/m2.

A adição da lã mineral (sempre no interior da caixa, nunca na frente do


painel) aumenta o coeficiente de absorção e reduz o X do sistema,
ampliando sua faixa útil. Não deve ser colada ao painel, ou afetará sua Fr.

A tabela e gráficos a seguir se referem ao absorvedor de médio-graves (5


cm de espessura total), com compensado de 4mm, com e sem lã. Os dados
da tabela devem ser levados em conta no cálculo do tempo de reverberação
do ambiente. No gráfico pode-se observar a influência do material
absorvente (lã mineral) no desempenho do módulo absorvedor.

Hertz " ë ëë "# # $%


sem lã 0,30 0,36 0,20 0,19 0,12 0,05
com lã 0,40 0,50 0,40 0,24 0,14 0,05
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A figura ao lado mostra outro tipo de absorvedor, feito apenas de material


absorvente, sem painel frontal enm fundo.

É um absorvedor de faixa ampla, bem simples de ser construido, que pode


ser pendurado no teto de salas de gravação.

É feito de duas camadas de diferentes materiais - uma de 25 mm de lã de


rocha, outra de 150 mm de lã de vidro (3 placas de 50 mm s uperpostas),
resinadas e de alta densidade (em torno de 45kg/m3 para a lã de vidro e
60kg/m3 para a lã de rocha). Cada módulo tem 60x120 cm de lado,
dimensões padrão das placas.

Existem placas de lã revestidas de tecido ou filme plástico que podem ser


usadas na face aparente (voltada para o estúdio), para melhor aspecto
visual.

Distribua pelo teto, a espaços regulares. Não se deve ocupar todo espaço
livre, deixe um vão entre cada módulo para melhor absorção e até aspecto
visual.

Porque no teto? Diferente dos anteriores, esses absorvedores precisam de


espaço para trabalhar. Um afastamento de 10 cm da parede,   sua
eficiência em baixas frequências, em relação ao que faria se estivesse
encostado nela. Sugiro uma distância de 15 a 20 cm, para absorver a p artir
de uns 100 Hz. Vejam que isso pode roubar espaço precioso na sala, se
forem usados nas paredes. No teto, o inconveniente é menor. Mas se
houver espaço na sala para usar nas paredes, então OK.

Atua numa faixa bem mais larga que os módulos descritos a cima e é muito
fácil de ser construído. Detalhes de acabamento e fixação ficam a cargo de
cada um, mas sugiro "enquadrar" cada módulo numa moldura de madeira
(compensado 10 mm) com 20 cm de profundidade e cobrir a face visivel
(voltada para dentro da sala) com uma tela de tecido bem leve, como uma
caixa de som doméstico (a outra face, voltada para o teto, fica nua). Os
módulos devem ser pendurados na horizontal, deitados (para uso no teto).

Se usar algum tipo de revestimento decorativo (tecido ortofônico o u o


revestimento que já vem em algumas placas), tenha em mente que ele
refletirá parte das altas frequências, perdendo um pouco da eficiência nessa
faixa. Mas nem sempre isso é problema, pois parte do material que já
existe num estúdio (tapetes, estofados, gente...) já absorve bem os
agudos.
?

Para mais eficiência na absorção de graves, pode -se usar a cofiguração ao


lado,+     , de cima a baixo com dois
módulos em cada (2,4 m de altura - complete se necessário, até chegar ao
teto). Será formado um triângulo retângulo, sendo dois lados as paredes, e
o terceiro, esses dois módulos.

Também podem ser colocados no alto, no ângulo entre teto e parede, onde
o efeito é semelhante.

Para melhor acabamento, pode -se desbastar as placas num ângulo de 45°
onde tocam na parede, num encaixe perfeito.

Com isso, pode não ser preciso mais nenhuma absorção, para não "matar"
a sala. Faça testes auditivos ("ouça" a sala) para determinar a real
necessidade.?