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Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Artes, Departamento de

Teoria da Arte e Música, Licenciatura em Música, Filosofia da Arte, Professor


Gaspar Paz
“Leitura de Arte” de Gerd Bornhein, Cap. 4, 6p.
Por Tayna Batista Lorenção

Ler uma obra de arte não é simplesmente olhar para ela, e sim enxerga-la
além de sua forma estática, lhe dando vida. No passado essa leitura
acontecia de forma natural e espontânea, no entanto essa comunicação
entre o espectador e a obra de arte mudou e dificultou-se com a evolução do
pensamento estético.
A estética é a “ciência do belo”, “ciência das sensações”, é o mundo
sensível. Na antiguidade esse pensamento acabava sendo negligenciado
muita das vezes pois existia uma competição com o campo teórico, racional
e cientifico, assim acabou que muitos filósofos e poetas gregos foram
expulsos da cidade por “corromper a juventude” antes da estética ser
considerada e entendida como ciência.
A leitura da arte acontecia de forma natural pois só existia um significado
de estética, a representação da natureza e de deuses que eram
considerados o “esplendor da verdade”, estabilizando-a em uma única forma
artística. Esta forma de arte era chamada de mimesis, uma imitação do
imaginário do artista ou da realidade que imita o divino, que desperta nos
espectadores sentimentos comuns e universais.
Já nos tempos modernos a arte parte para novas experiências e volta-se
para um lado mais subjetivo, para o interior do artista, onde não há mais
exclusividade a certos critérios estéticos, abrindo espaço para um material
empírico, gerando assim diferentes interpretações de cada espectador, um
particular. Desta forma a arte passa a ser caraterizada pelos tempos a partir
do que ela avançou, o que determina o caráter de uma época, onde no
nosso século, ela já se tornou um aglomerado de diferentes linguagens e
manifestações estéticas.
Para realizar a leitura de uma obra de arte é necessário analisar certos
fatores, como sua forma, cores, símbolos, título, conteúdo, o autor e contexto
histórico em que ela foi produzida, a interpretação pessoal e a interpretação
de outros indivíduos também. Foi por esses aspectos que a interpretação da
arte se dificultou, e artistas estão trabalhando para desvendar o que mais
pode ser feito e mostrado.