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Tene ~unipace L NOTAS SOBRE @ teRMingLoGia Da Pheva, PAS. 203 -31B PRGANIIES . cen Ada Pellegrini Grinover ‘wi jor Nolson Nery Sinior Nicola Picard Nina Beats. | Paulo Hemique dos Sens Laoon Ped J Betoliro Roberto Omar Berizine Rontldo Porio Macedo Juro Sergio Bermmes Sergio Chiarloai Sergio La China Sidnei Agostinko Bencti Tales Castelo Braac ‘Teresa Auda Alvim Wasbier Vicenzo Vigor Zeimo Denati \ Organizagio: Flavio Luiz Yarshell ¢ Mauricio Zanoide de Moraes @ Notas sobre a terminologia da prova (reflexos no processo penal brasileiro) Antonio Magalhdes Gomes Filho Profesor titular de processo penel na Faculdade de Direite da Universidade de Sf0 Puulo. (roche, 2. Ae wires aopese do tea prove nga pre Beno d pro pov dien «rom nde 7 5 indi ore ‘sepeita & Argurzento de prova, 9, Prova dieta ceottprow, 1 Pots lipeas eatpas. 1 Objete de proms 1, Introdugio (0 tema da prova é dos mais importantes da dencia do processo, na medida em que acorreta verificagao dos fatos em que se assentam as pretensdes das partes épressuposto fundamental para a prolagio da decisdo justa Issovale, ainda mais, no ambito penal, 36 aprova cabal do fato criminoso capaz.de superar a presuncao de tnacéncia do acusado, ‘que representa a maior garantia do cidadao contra ouso arbitrério do poder punitivo, ‘Aomesmo tempo, nao € possivel Geixar de constatar que amatéria também desta- ca-se por sua complexidade: trata-se, dem lado, de capttulo de problema mais amplo, proprio da filosofia e da teoria cientifica, igado a busca do conhecimento verdad pelo homem. De outro, a prova vineulado.aconcepsoes e paradigmasesireitamente rl uma determinada sodedade; nao hist6riaou mesmo em ordename quetém como base pressupostos i a0 modo de ser decada grupo social’, lo studio del divi proceesuate comparato” Rivita rimeste dt dis © proce 2:3, Por tudoisso, o seu estudo abarca nio s6 os aspectosjuridicos, masenvolve funda- mentalmente questoes légicas e epistemolégicas, exigindo ainda incazs6es nos domi- nos éa psicologiae das ciéncias sodais. ‘Também dai decorre outra constatasao relevante: grande parte das dificuldaces encontradas pelos juristas no tretamento da matéria est no emprego, nem sempre adequado, de centas expresses proprias da linguagern comum, ca terminologis flos6fi- ca ecientifica ou mesmno elaboradas em outras culturas juridices, que nem sempre ser- ‘vem para esclarecer a natureza dos fendmenos jigados 4 prova judicidria, mas, ao contra rio, muito contribuem para incertezas, equuivocos econttadicées. Desde logo, ecomo exemplo, basta lembrarqueo nosso Cédigo de Proceso Peni, nes disposigbes gerais sobre o tema (arts. 155 nsque 157), emprega a expressao prove em tts sentidos diferentes: 0 ant. £552 utiliza como meio deprova,o ar:. 156, como resultado de prota e, finalmente, 0 smo conjunto dos elementos de prove’. Tastificsvel, assis, o interesse por uma breve incursio sobre o léxico probatério, ainda que sema pretensio de esgota: o exame dos vocibulos normalmenteempregaclos ‘os textos uridicos, nem de essentar conceitos definitives, mas com o propésite mais singclo de evidenciar os perigos da uilizagdoinconseqtienteou proméccva determos de uso mais freqitente Para tanto, pretende-se vessalta temo provi, indicando suas variadas a cacomo ne ciscursa de das para designar os vitios aspectos do fendmeno probat sificacbes mais freqtentes empregadas na linguagem do processo, con: urna mencio ao que se entende por objeto da prove Tudo sem perder ce vist refiexos de umaadequada terminologia da prova pata asolucio de questies fieqiientemente suscitadas na prética judicidria penal. Finalmente, mas nao menos importante, o presente estud manifestaro grande apreso e reconhecimento dem antigo orien: sua mestra, que — dente tantas ouitras virtudes — sempre transmitiu aseus alunos a constante preocupacio em utilizar as elaboragGes cientifices como instrumento para uma aplicacao do direito mais atenta as exigénciase transformagées da realidade social ecalu 2. As varias acepgées do termo prova em geral A ptimeira das dificuldades apontadas prende-se i propria natureza polissémicado vocébulo prove, que apresente varios significados néo s6 ne linguagem comum, mas também no discurso cientifico, em geral, ¢ n0 juridico, em particular. des, ves adunie, nomeres 4 ¢ 5 -304— vento deve ser aclarar esses diversas. com o propésito de evitar que as possiveis confuses decorrentes do emprego ‘quedo do pr6prio termo prova possam causat mal-entendidos, A palavra prova tem a mesma origem etimolégica de probe (do latim, probatio e robus), que tradu as idéias de aprovacio, confianga, corregio ete2e, naquiloqueaqui Tessa, relaciona-se como vasto campade operacées do intelectona busca ecomuni-