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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade De Gestão de Turismo e Informática

Sistema De Controle de Pagamento de Inscrição, Matricula e Propina Online no


ISEG

Sérgio Alfredo Macore

Pemba, Julho de 2016


Universidade Católica de Moçambique

Faculdade De Gestão de Turismo e Informática

Sistema de Controlo de Pagamento de Inscrição, Matricula e Propina Online no


ISEG

(SCPIMP-ISEG)

Monografia apresentada como exigência


parcial para obtenção do título de Licenciado
em Tecnologias de Informação pela
Faculdade de Gestão de Turismo e
Informática da Universidade Católica de
Moçambique.

Sérgio Alfredo Macore

Supervisor: Msc. António Metuca

Pemba, Julho de 2016


PÁGINA DE ACEITAÇÃO

________________________________________

Presidente da Mesa de Júri

_________________________________________

Orientador

_________________________________________

Oponente
Cidade e data:
Índice
Declaração De Autenticidade ...................................................................................................... i

Agradecimentos ..........................................................................................................................ii

Citações .....................................................................................................................................iii

Resumo ...................................................................................................................................... iv

Abstract ....................................................................................................................................... v

Lista de Imagens ....................................................................... Error! Bookmark not defined.

Lista de Tabelas ........................................................................................................................vii

Lista de Acrónimos e Siglas ....................................................................................................viii

CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO ................................................................................................ 1

1.1. Introdução .................................................................................................................... 1

1.2. Problematização ........................................................................................................... 2

1.3. Justificativa .................................................................................................................. 2

1.4. Objectivos .................................................................................................................... 2

1.4.1. Objectivo Geral..................................................................................................... 2

1.4.2. Objectivos Específicos ......................................................................................... 2

CAPITULO II- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ......................................................................... 4

2.1. Revisão Bibliográfica....................................................................................................... 4

2.2. Padrões da Web ............................................................................................................... 4

2.3. Tecnologias WEB ............................................................................................................ 5

2.3.1. Navegador ................................................................................................................. 5

2.4. Linguagem de Programação Java, Aplicações Corporativas e MVC .............................. 5

2.5. MVC-Model View Controller ou Modelo Vista Contralador ......................................... 7

2.6. Base de Dados, SQL e Servidor MySQL ........................................................................ 8

2.7. Sistema de Gestão de Base de Dados - SGBD ................................................................ 8

2.8. Modelo de Base de Dados ............................................................................................... 8

2.8.1. Modelo conceitual ..................................................................................................... 9


2.8.2. Modelo lógico ........................................................................................................... 9

Imagem 1.Modelo Conceitual ............................................................................................. 9

2.9. SQL- StructuredQueryLanguage ................................................................................... 10

2.10. MySQL ........................................................................................................................ 10

2.10.1. História .................................................................................................................. 11

2.10.2. Características ....................................................................................................... 11

2.10.3. Vantagens .............................................................................................................. 11

2.11. Fluxo de Trabalho ........................................................................................................ 14

CAPÍTULO III – METODOLOGIA ........................................................................................ 14

3.1. Metodologia Cientifica .................................................................................................. 14

3.2. Tipo de Pesquisa ............................................................................................................ 16

3.2.1. Quanto a abordagem................................................................................................ 16

3.2.2. Pesquisa Qualitativa ................................................................................................ 16

3.2.3. Pesquisa Quantitativa .............................................................................................. 18

CAPITULO IV - ANALISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS .......................................... 20

4.1. Analise E Interpretação De Dados ................................................................................. 20

4.2. Procedimento actual para pagamento de Matricula, inscrição e propinas na ISEG. ..... 20

4.3.2. Vantagens do Sistema de Inscrições, Matricula e Propinas ........................................ 20

CAPITULO V-DISCUSSÃO DE RESULTADOS.................................................................. 22

5.1. Discussão De Resultados ............................................................................................... 22

5.2. Estatísticas ..................................................................................................................... 22

5.3. Resultados ...................................................................................................................... 22

5.4. Regras de Funcionamento .............................................................................................. 22

5.4.1. UML ........................................................................................................................ 22

5.4.2. Modelo de Casos de Uso ......................................................................................... 23

CAPITULO VI - CONCLUSÃO ............................................................................................. 31

6.1. Conclusão....................................................................................................................... 31
6.2. Referencias Bibliográficas ............................................................................................. 32

Questionário ............................................................................................................................. 34
Declaração De Autenticidade

Eu, Sérgio Alfredo Macore, declaro, por minha honra, que esta Monografia de Fim de Curso
é resultado de uma investigação pessoal de carácter original, e nunca foi apresentada como tal
nesta Instituição Superior ou em nenhuma outra instituição de ensino superior, estando
referenciadas no texto e nas Referências Bibliográficas as fontes utilizadas.

Pemba, Junho de 2016

O Estudante

________________________________________________
(Sérgio Alfredo Macore,)

________________________________________________
(António Metuca)

i
Agradecimentos

Agradeço a ALLAH (DEUS), aquele que concedeu vida, saúde, harmonia, paciência e todos
os recursos que me permitem ou me possibilitam a exercer as tarefas nesta vida mundana.

Agradeço a UCM-FGTI, em especial aos docentes do Curso de Informática pelo


conhecimento que comigo partilharam e fez de mim o profissional que hoje sou.

Agradeço a minha Mãe e minha noiva que tem demonstrado muito interesse em me ver
formado, meu Pai que sempre me apoio com palavras encorajadoras.

Por último, agradecer a vocês, familiares e amigos, que com palavras e acções garantiram que
durante o curso, muita coisa desse certo (contribuindo monetariamente e/ presencialmente).

OBRIGADO!

ii
Citações

“A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos.”

(Platão)

“É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras.”

(William Shakespeare)

“Vale mais ser honesto e humilde que viver de aparências.”

(Autor Desconhecido)

“É melhor ser rei do teu silêncio do que escravo das tuas palavras.”

(William Shakespeare)

“Não corra atrás do sucesso mas sim da excelência, enquanto fores excelente sempre terás
sucesso ”

(Autor Desconhecido)

iii
Resumo

O Projecto em epígrafe, tem como proposta a criação de um Sistema de Pagamento de


Inscrição, Matricula e Propinas On-line usando o cartão de débito ou crédito, pretendendo
melhorar alguns casos negativos verificados na nossa sociedade no âmbito da formação
académica - ISEG. A motivação que leva a concretização deste trabalho, verificou-se no
âmbito dos pagamentos mensais a falha de sistema dos bancos da praça nos dias em que se
pretendia efectuar os créditos na conta da universidade. Entrevistas foram feitas no sentido de
adquirir meios e possibilidades de sistematizar os pagamentos, garantindo maior comodidade
e segurança para ambas as partes. No entanto, a análise do sistema e a geração de
documentação, da base de dados foram realizadas com recurso e ferramentas adequadas a
diversos processos, bem como a analisar e justificar as tecnologias utilizadas com maior
enfoque para a tecnologia JSP e o modo de implementação do sistema, fez-se a escolha da
arquitectura MVC e as ferramentas de código livre como IDE NetBeans e na modelação dos
seus diagramas UML, para a base de dados, foi possível através do MySQL. Futuramente,
poder-se-á concatenar com os serviços oferecidos pelas instituições Bancárias (Netshop).

Palavras-chave: Aplicação web, Pagamentos, ISEG, Linguagem Java.

iv
Abstract

The project title, HAS How A proposal to Creation Application Payment System, Enrollment
and Tuition fees online using Debit Card OR credit, intending to improve Some negative
cases observed in our society not Scope of Academic-ISEG.
Motivation what takes one embodiment of this work, it was in the scope of Monthly Payments
one of Banks System Failure In Days Square in May was intended to Make OS credits in the
university account. Interviews Were Made without SENSE Acquire Media and possibilities of
systematizing OS payments, ensuring Greater convenience and security Parboth so
contradictory. However, a system analysis and documentation generation, the Were data base
performed using and appropriate tools to Various processes, as well as to analyze and justify
how Greater paragraph approach with used technologies JSP Technology and System
Implementation Mode , There was a CHOICE MVC architecture and how free source tools
such as NetBeans IDE and modeling of ITS UML diagrams, paragraph a data base, through
possible was to MySQL in the future SE concatenate WITH Services will be POWER make
Bank (Netshop).

Keywords: Web Application, Payment, ISEG, Java language.

v
Lista de Imagens
Imagem 1.0: A Figura 1 Detalhes de uma visão simplificada da arquitectura Java EE. Dividida em
quatro camadas: cliente, web, lógica de negócio e dados. ..................................................................... 7

Figura 1.1: Modelo Conceitual .................................................................................................. 9

Imagem RUP ........................................................................................................................... 14

Imagem1.2: UML- caso de uso ............................................................................................... 23

Imagem 1.3:Layout de página de lista de dados do sistema ................................................................ 24

Imagem 2:Layout de página de formulários de dados do sistema ........................................... 24

Imagem 3: Layout de menu de acessos do sistema. ................................................................. 25

vi
Lista de Tabelas
Tabela 1: Comparação dos aspectos da pesquisa qualitativa com os da pesquisa quantitativa .......... 27

Tabela 1.2: Comparação entre o método quantitativo e o método qualitativo ....................... 28

Tabela 1.3: Apresentação de Dados do Questionário ............................................................. 29

vii
Lista de Acrónimos e Siglas
APIs- Application Programming Interface

DAO- Data Access Object

HTTP - Hypertext Transfer Protocol.

HTML - Hypetext Markup Language.

IDE - Integrated Development Environment

ISEG- Instituto Superior de Economia e Gestão

JAVA EE- Java Enterprise Edition

JDK- Java Development Kit.

JSP- Java Server Page

JVM- Java Virtual Machine

MVC-Model View Controller

SCPIPM- Sistema de Controle de Pagamento de Inscrição, Matricula e Propina

SGBD Sistema de Gestão de Bases de Dados.

SQL- StruturedQueryLanguage

URL - Uniform Resource Locator.

UML Unified Modeling Language.

XML– Extensible Markup Language

WEB - World Wide Web.

WWW – World Wide Web

viii
CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO
1.1. Introdução
Actualmente em Moçambique verifica-se avanços em termos tecnológicos em particular a
Província de Cabo Delgado. Pemba sendo a capital da Província, encontra-se numa fase de
desenvolvimento amplo, existem cidadãos a residirem em distritos e bairros que se encontram
distantes das instituições Bancárias, uma página de pagamento de inscrições, matricula e
propinas online pode ajudar bastante no desenvolvimento da cidade, facilitando o avanço das
tecnologias de informação, na deslocação e minimizando fichas nos balcões das instituições
bancárias e nas devidas faculdades que pretendem efectuar os pagamentos.

A Proposta tem como finalidade, ajudar aos que residem distante das Instituições bancárias e
Faculdades, residentes que por certas razões não conseguem deslocar-se ate as instituições
Bancárias para efectuarem os pagamentos das inscrições, matricula, propinas e em posterior
apresentar os comprovativos nas instalações da devida Faculdades.

Uma das vantagens é de permitir efectuar pagamentos online, havendo a possibilidade de não
deslocamento do estudante ou encarregado de educação, o website irá oferecer maior
comodidade e segurança, visto que actualmente no nosso país poucas ou mesmo nenhuma
universidade oferece estes serviços.

1
1.2. Problematização
Actualmente na faculdade verifica-se inúmeros casos de estudantes com problemas de
identificação do recibo de pagamento (talão de depósito) porque não apresenta o nome do
estudante e ou o operador do sistema bancário errou no nome, portanto, nota-se também
extrema necessidade em resolver ou minimizar os enchentes nas instituições bancárias e a
distância que muitas pessoas da nossa sociedade (Pais/ encarregados de educação e próprios
estudantes) se deparam quando pretendem fazer pagamentos de inscrições, matriculas e
propinas na ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão).

O atraso no pagamento de algumas taxas exigidas pela faculdade influência na demora do


processo de publicação das pautas ou realizações de exames de recorrência, pois a faculdade
deve usar um tempo para aguardar a reflexão do pagamento com o comprovativo fornecido
pelo Banco usando métodos pouco automatizados.

Ate que ponto este sistema vai interferir no Pagamento de Inscrição, Matricula e Propina
Online no ISEG?

1.3. Justificativa
A proposta acima, tem como referencia factos ou acontecimentos vividos no nosso
quotidiano, melhorias serão as descobertas e as facilidades, principalmente aos que residem
distante da cidade ou da Província.

Focalizando na proposta ou na aplicação em curso, verificar-se á certas vantagens pois não só


se vai tratar de minimização de enchentes nos balcões das instituições bancárias mas também
um certo avanço no desenvolvimento do uso da E-commerce que automaticamente minimiza
o tempo da operação, a distância, concede uma eficiência, eficácia, comodidade e garantindo
ao usuário a melhor segurança possível na própria transacção pois ira ser operada pelo
estudante ou encarregado consoante a necessidade.

1.4. Objectivos

1.4.1. Objectivo Geral


Desenhar uma aplicação Web para efectuar pagamentos de Inscrição, Matricula e propina
online no ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão em Pemba;

1.4.2. Objectivos Específicos


Minimizar os enchentes nos balcões das Instituições bancários;
2
Eliminar o processo anterior usado na faculdade, que congestionava os estudantes na
secretaria para emissão do comprovativo do pagamento;
Ter o acesso ao pagamento 24h disponível.
Disponibilizar a interface gráfica para o utilizador, definindo privilégios para o registo de
estudantes e funcionários.

3
CAPITULO II- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1. Revisão Bibliográfica
AWorld Wide Web (WEB) é um sistema constituído por documentos interligados e que são
executados na Internet. Esses documentos podem ser vídeos, sons, hipertextos e figuras. Para
visualizar estas informações, usa-se programas denominados browser ou navegadores para
descarregar informações dos servidores web e apresentá-los no ecrã do utilizador. O utilizador
pode seguir as hiperligações nas páginas para outros documentos ou mesmo enviar
informações de volta para o servidor interagindo com este. (Tanenbaum 2003).

Os Browsers possibilitam, portanto, utilizar na sua globalidade, todos os recursos da Internet,


da consulta dos websites ao envio de emails, da transferência de ficheiros à comunicação em
tempo real. (Vaz 2002).

Na actualidade existe dezenas de navegadores Web (Web browser), entre as quais se destacam
a Internet Explorer, a Firefox, Opera, Google chrome, Konqueror, Netscape e entre outros.

2.2. Padrões da Web


A funcionalidade da Web é baseada em três padrões:

 Uniform Resource Locator (URL), um sistema que especifica como cada página de
informação recebe um endereço onde pode ser encontrada.
 Hypertext Transfer Protocol (HTTP), um protocolo que especifica como o navegador
e o servidor web comunicam entre si.
 Hypetext Markup Language (HTML), uma linguagem de marcação para codificar a
informação de modo que possa ser exibida em uma grande quantidade de dispositivos.
Esse padrão é definido em HTML 1, RFC 1866 (HTML 2.0), HTML 3.2, HTML 4.01
e XHTML.

A tecnologia Web é definida por Júnior (2003) como um conjunto de Padrões de


endereçamento onde todos os recursos da Web possuem um endereço electrónico único e
podem ser localizados de qualquer lugar-ponto da Internet, designado de URL (Uniform
Resourse Locator); também como um conjunto de Padrão de comunicação onde a tecnologia
utiliza um protocolo de comunicação que permite a solicitação e a obtenção de recursos da
Web, chamado de HTTP (Hypertext Transfer Protocol); e também um conjunto de Padrão de
estruturação das informações, em que o padrão da Tecnologia Web para apresentação das
informações está baseado numa linguagem de marcação chamada HTML (Hypertext Markup

4
Language). Essa linguagem define os elementos para a visualização de informações. Com a
evolução da Tecnologia Web foi criada uma metalinguagem chamada Extensible Markup
Language (XML) que permite definir de forma extensível como uma informação pode ser
estruturada e trocada entre sistemas de informações, directamente pela Internet.

2.3. Tecnologias WEB

2.3.1. Navegador
O navegador é um programa de computador usado para visualizar recursos da Web, como
páginas, imagens e vídeos. Também é possível comunicar com o servidor web a fim de
receber ou enviar informações. O primeiro navegador desenvolvido no CERN foi a World
Wide Web, pelo próprio TIM Berners Lee, para plataforma NeXTSTEP em 1990. Mas, mais
adiante surgiram outros navegadores como o Viola, da Pei Wei (1992). A National Center for
Supercomputing Applications (NCSA) lançou um navegador chamado "Mosaic para X" em
1993 tendo causado um grande aumento na popularidade da Web entre utilizadores novos.
Características como conteúdo dinâmico, música e animação são encontrados em navegadores
modernos.

2.4. Linguagem de Programação Java, Aplicações Corporativas e MVC


Java é uma linguagem orientada á objecto desenvolvida pela Sun Microsystems, inicialmente
concebida para ser simples, de pequeno porte e independente de sistemas operativos. (Lemay
& Perkins, 1996).

Segundo Bell & Parr (2002), Java é uma das melhores linguagens de programação do século
21 pelos seguintes motivos:

 É Leve e Elegante.
 É Orientada a Objectos.
 Tem suporte a Internet.
 Generalidade.
 Plataforma Independente com capacidade de portabilidade.
 Robusta.
 Tem bibliotecas poderosas.

A portabilidade da linguagem Java é possível devido ao seu método de execução, sendo em


uma JVM4 que já é instalada no momento de instalação do JDK. O código java é interpretado
em bytecodes, que é a fase intermediária entre o código escrito na linguagem e as classes
5
geradas para a percepção do sistema operativo. Tratando-se este de um projecto que ira tratar
de uma solução corporativa, esta foi a melhor plataforma disponível encontrada.

Objecto de acesso a dados (ou simplesmente DAO, acrónimo de Data Access Object), é
um padrão para persistência de dados que permite separar regras de negócio das regras de
acesso a banco de dados. Numa aplicação que utilize a arquitectura MVC, todas as
funcionalidades de bancos de dados, tais como obter as conexões, mapear objectos Java para
tipos de dados SQL ou executar comandos SQL, devem ser feitas por classes DAO. (Alur,
Crupi & Malks, 2003).

O Java Server Pages - JSP é um arquivo baseado em HTML, com a extensão. jsp. Dentro de
um arquivo JSP podemos escrever também código Java, para que possamos adicionar
comportamento dinâmico em nossas páginas, como declaração de variáveis, condicionais (if),
loops (for, while) entre outros. (Serrão & Marques, 2001).

Java Server Pages (JSP) é uma tecnologia de programação do lado do servidor que permite a
criação de dinâmica, método independente de plataforma para criação de aplicativos baseados
na Web. JSP têm acesso a toda a família de JavaAPIs , incluindo a API JDBC para aceder
bancos de dados corporativos. (Serrão & Marques, 2001).

A Java Enterprise Edition é um conjunto de especificações construídas sobre a plataforma


básica de Java, a Java Standard Edition. Dessa forma, Java EE herda todas as características
de Java, como a linguagem de programação orientada a objectos, as APIs (bibliotecas), e a
máquina virtual Java (JVM). O principal objectivo de Java EE é fornecer um conjunto de
recursos para o desenvolvimento de sistemas baseados no modelo multicamadas,
denominados de aplicações corporativas. (Martins n.d).

A arquitectura da plataforma Java EE segue o estilo arquitectural chamado Camadas,


organizado em pelo menos três camadas fundamentais em uma aplicação corporativa,
apresentação, negócio e acesso a dados. Esse estilo é um modelo de referência, adoptado para
a construção de sistemas computacionais complexos, pois permite o isolamento das
funcionalidades em módulos, com redução do grau de acoplamento entre os componentes,
duas das principais características de um software com qualidade.

6
A Figura 1 Detalhes de uma visão simplificada da arquitectura Java EE. Dividida em quatro
camadas: cliente, web, lógica de negócio e dados.

FONTE:http://heim.ifi.uio.no/~trygver/themes/mvc/mvc-index.html

2.5. MVC-Model View Controller ou Modelo Vista Contralador


Generalizando o modelo acima, podemos dar nomes a cada uma das partes dessa nossa
arquitectura.

Quem é responsável por apresentar os resultados na página web é chamado de Apresentação


(View-Vista).

A servlet (e auxiliares) que faz os dispatches (dispacho) para quem deve executar determinada
tarefa é chamada de Controladora (Controller-Controlador).

As classes que representam suas entidades e as que te ajudam a armazenarem e buscar os


dados são chamadas de Modelo (Model).

Esses três formam um padrão arquitectural chamado de MVC, ou Model View Controller.
Ele pode sofrer variações de diversas maneiras. O que o MVC garante é a separação de
tarefas, facilitando assim a reescrita de alguma parte, e a manutenção do código.

O famoso Struts ajuda você a implementar o MVC, pois tem uma controladora já pronta, com
uma série de ferramentas para te auxiliar. O Hibernate pode ser usado como Model, por
exemplo. E como View você não precisa usar só JSP, pode usar a ferramenta Velocity, por
exemplo. (Torronto, 1977).

7
2.6. Base de Dados, SQL e Servidor MySQL
Base de dados são colecções organizadas de dados que se relacionam de forma a criar algum
sentido (Informação) e dar mais eficiência durante uma pesquisa ou estudo, são operados
pelos Sistemas de Gestão de Base de Dados (SGBD), que surgiram na década de 70 antes
destes, as aplicações usavam sistemas de arquivos do sistema operacional para armazenar suas
informações, Na década 80, a tecnologia de SGBD relacional passou a dominar o mercado, e
actualmente utiliza-se praticamente apenas ela. Outro tipo notável é o SGBD Orientado a
Objectos, para quando sua estrutura ou as aplicações que o utilizam mudam constantemente.

Dados são um conjunto de informações (quantitativas, qualitativas, categóricas ou


indefinidas) podendo ser organizadas ou não, também, dado é a menor informação fornecida
ou processada por um computador, logo, dados são um conjunto de informações. (Rezende,
2003).

Informação é a resultante do processamento, manipulação e organização de dados, de tal


forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do
sistema (humano, animal ou máquina) que a recebe. (Serra, 2007).

Segundo (Heuser, 1998) Base de Dados é o conjunto de dados integrados que tem por
objectivo atender a uma comunidade de usuários.

A partilha de dados tem reflexos na estrutura do software, a estrutura interna dos arquivos
passa a ser mais complexa, pois estes devem ser construídos de forma a atender às
necessidades dos diferentes sistemas. Para contornar este problema, usa-se um sistema de
gerência de banco de dados, conforme descrito na seguinte secção.

2.7. Sistema de Gestão de Base de Dados - SGBD


Sistema de gerência de banco de dados é o software que incorpora as funções de definição,
recuperação e alteração de dados em um banco de dados.
Essa modularização de programas tem várias vantagens, a manutenção de programas torna-se
mais simples, pois uma separação clara de funções torna programas mais facilmente
compreensíveis, a produtividade de programadores também aumenta, já que os programas
ficam menores, pois usam funções já construídas. (Heuser, 1998).

2.8. Modelo de Base de Dados


Um Modelo de (banco de) dados é uma descrição dos tipos de informações que estão
armazenadas em um banco de dados ou a descrição formal da estrutura de um banco de dados.

8
No projecto de banco de dados, normalmente são considerados dois níveis de abstracção de
modelo de dados, o do modelo conceitual e o do modelo lógico.

2.8.1. Modelo conceitual


Um modelo conceitual é uma descrição do banco de dados de forma independente de
implementação em um SGBD. O modelo conceitual regista que dados podem aparecer no
banco de dados, mas não regista como estes dados estão armazenados a nível de SGBD.
Modelo conceitual é um modelo de dados abstracto, que descreve a estrutura de um banco de
dados de forma independente de um SGBD particular. (Heuser, 1998).

2.8.2. Modelo lógico


Um modelo lógico é uma descrição de um banco de dados no nível de abstracção visto pelo
usuário do SGBD. Assim, o modelo lógico é dependente do tipo particular de SGBD que está
sendo usado. (Loureiro, 2015)

Imagem 1.Modelo Conceitual

Fonte: Autor

O Modelo lógico descreve a estrutura do banco de dados, conforme vista pelo usuário do
SGBD. Detalhes de armazenamento interno de informações, que não tem influência sobre a
programação de aplicações no SGBD, mas podem influenciar a performance da aplicação (por
exemplo, as estruturas de arquivos usadas no acesso as informações) não fazem parte do
modelo lógico. (Heuser, 1998).
Nas tecnologias de Informação, existem vários servidores e sistemas de gestão de dados em
SQL, para este projecto será usado o servidor de dados MySQL e sistemas de gestão de base

9
de dados baseados nele, nomeadamente: NaviCat, MySQL Query Browser, MySQL
Administrator.

2.9. SQL- StructuredQueryLanguage


Structured Query Language, ou Linguagem de Consulta Estruturada ou SQL, é a linguagem
de pesquisa declarativa padrão para a base de dados relacional (base de dados relacional).
(McGrath, 2005).

Muitas das características originais do SQL foram inspiradas na álgebra relacional, foi
desenvolvido originalmente no início dos anos 70 nos laboratórios da IBM (International
Business Machines) em San José, dentro do projecto System R, que tinha por objectivo
demonstrar a viabilidade da implementação do modelo relacional proposto por E. F. Codd. O
nome original da linguagem era SEQUEL, acrónimo para "Structured English Query
Language" (Linguagem de Consulta Estruturada, em Inglês). (McGrath, 2005).

A linguagem é um grande padrão de base de dados, decorre da sua simplicidade e facilidade


de uso. Ela se diferencia de outras linguagens de consulta, uma consulta SQL especifica a
forma do resultado e não o caminho para chegar a ele. Ela é uma linguagem declarativa em
oposição a outras linguagens procedurais. Isto reduz o ciclo de aprendizado daqueles que se
iniciam na linguagem. (McGrath, 2005).

2.10. MySQL
Desenvolvido originalmente para lidar com base de dados muito grandes de maneira muito
mais rápida que as soluções existentes e tem sido usado em ambientes de produção de alta
demanda por diversos anos de maneira bem-sucedida.

O MySQL é um Sistema de Gestão de Base de Dados (SGBD), que utiliza a linguagem SQL
(Structured Query Language - Linguagem de Consulta Estruturada) como interface. É
actualmente um dos bancos de dados mais populares, com mais de 10 milhões de instalações
pelo mundo.

Entre os utilizadores do base de dados MySQL estão: NASA, Friendster, Banco Bradesco,
Dataprev, HP, Nokia, Sony, Lufthansa, U.S Army, US. Federal Reserve Bank, Associated
Press, Alcatel, Slashdot, Cisco Systems e outros. ( Pedro etal., 2005).

10
2.10.1. História
O MySQL foi criado na Suécia por dois suecos e um finlandês: David Axmark, AllanLarsson
e Michael "Monty" Widenius, que têm trabalhado juntos desde a década de 1980. Hoje seu
desenvolvimento e manutenção empregam aproximadamente 70 profissionais no mundo
inteiro, e mais de mil contribuem testando o software, integrando-o a outros produtos, e
escrevendo a respeito dele.

O sucesso do MySQL deve-se em grande medida à fácil integração com o PHP incluído,
quase que obrigatoriamente, nos pacotes de hospedagem de websites da Internet oferecidos
actualmente. Empresas como Yahoo! Finance, MP3.com, Motorola, NASA, Silicon Graphics
e Texas Instruments usam o MySQL em aplicações de missão crítica. A Wikipédia é um
exemplo de utilização do MySQL em sítios de grande audiência. (McGrath, 2005).

O MySQL hoje suporta Unicode, FullText Indexes, replicação, Hot Backup, GIS, OLAP e
muitos outros recursos.

O MySQL faz parte da empresa Sun Microsystems que "criou" o Java. A Sun pagou uma
quantia de 1 bilhão de dólares a empresa de Software MySQL, sendo que foram 800 milhões
em dinheiro e 200 milhões em acções da Sun. E ainda o CEO do MySQL Marten Mickos,
entra na empresa, participando de outros projectos. (caelum, n.d).

2.10.2. Características
Portabilidade (suporta praticamente qualquer plataforma actual);

Suporte a vários tipos de tabelas (como MyISAM, InnoDB e Maria), cada um específico para
um fim;

Faltam alguns recursos quando comparados como outros bancos de dados, como o
PostgreSQL. (caelum, n.d).

2.10.3. Vantagens
A grande vantagem é de ter código aberto e funcionar em grande número de sistemas
operacionais: Windows, Linux, FreeBSD, BSDI, Solaris, Mac OS X, SunOS, SGI, etc.

Reconhecido pelo seu desempenho e robustez e também por ser multi-tarefa e multi-
utilizador. A própria Wikipédia, usando o programa MediaWiki, utiliza o MySQL para gerir
seu banco de dados, demonstrando que é possível utilizá-lo em sistemas de produção de alta
exigência e em aplicações sofisticadas (Neves & Ruas, 2005).

11
Anteriormente, não possuía funcionalidades consideradas essenciais em muitas áreas, como
stored procedures, two-phasecommit, subselects, foreignkeys ou integridade referencial, era
frequentemente considerado um sistema mais leve e para aplicações menos exigentes, sendo
preterido por outros sistemas como o PostgreSQL.

O MySQL a partir da versão 4.1 adicionou suporte a Transacções, SubSelects, ForeignKeys e


Integridade Referêncial. Esse suporte foi graças à data base engine InnoDB.

Com a versão 5.0, o MySQL incorporou mais recursos avançados ao sistema, incluindo views
,triggers, storedprocedures e transacções XA. (McGrath, 2005).

Imagem 2: Modelo Clássico ou Cascata

Fonte:https://www.google.co.mz/search?q=:+Modelo+Cl%C3%A1ssico+ou+Cascata&source
=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjTwJnMzZLOAhXOhRoKHVxVAq0Q_AUICCgB
&biw=1280&bih=665#imgrc=Ju8aCelJLLP4HM%3A

12
Em paralelo da UML está o RUP, que constitui uma metodologia padrão utilizada para
análises, implementação e documentação de sistemas orientados a objectos. (Jacobson, 2000).

O Processo Unificado Relacional (RUP) vem sendo muito usadas devidas as suas inúmeras
vantagens, neste projecto a sua empregabilidade se baseia nos factores a seguir:

Gestão de Requisitos - Descreve como documentar funcionalidades, restrições de sistema,


restrições de projecto e requisitos de funcionamento duma empresa/instituição.

Arquitectura baseada em componentes - Cria um sistema que pode ser facilmente extensível,
promovendo a reutilização de software e um entendimento intuitivo. Um componente
normalmente se relaciona com um objecto.

Uso de Software de Modelos Visuais - Ao abstrair a programação do seu código e representá-


la utilizando blocos de construção gráfica, o RUP consegue uma maneira efectiva de se ter
uma visão geral de uma solução.

Verificação da Qualidade do Software - RUP visa auxiliar no controle do planeamento da


qualidade, verificando-a na construção de todo o processo e envolvendo todos os membros da
equipe de desenvolvimento.

Gestão e Controle de Mudanças do Software – o RUP define métodos para controlar e


monitorização de mudanças. Como uma pequena mudança pode afectar aplicações de formas
inteiramente imprevisíveis, o controle de mudanças é essencial para o sucesso de um projecto.

13
CAPÍTULO III – METODOLOGIA
A pesquisa é uma das actividades primordiais para a elaboração dos trabalhos realizados com
base na metodologia científica. É a fase da investigação e da colecta de dados sobre o tema a
ser estudado. Este capítulo explicara detalhadamente a metodologia usada para recolha de
dados e obtenção de resultados que respondem as necessidades do capítulo de introdução.
Serão apresentados os tipos, métodos e formas de pesquisa utilizados.

Para Fonseca (2002), methodos significa organização, e logos, estudo sistemático, pesquisa,
investigação; ou seja, metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a serem
percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se fazer ciência.
Etimologicamente, significa o estudo dos caminhos, dos instrumentos utilizados para fazer
uma pesquisa científica

3.1. Metodologia Cientifica


Segundo Gil (2007) A Metodologia científica aborda as principais regras para uma produção
científica, fornecendo as técnicas, os instrumentos e os objectivos para um melhor
desempenho e qualidade de um trabalho científico.

A metodologia da pesquisa é o conjunto de etapas, métodos ou técnicas científicas usadas


numa pesquisa de modo a encontrar uma solução ou objectivo” (Prodanov & Freitas, 2013, p.
14)

É um conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para formular e


resolver problemas de aquisição objectiva do conhecimento, de uma maneira sistemática.
Também, é o estudo dos métodos ou dos instrumentos necessários para a elaboração de um
trabalho científico. (William, 2007)

É o conjunto de técnicas e processos empregados para a pesquisa e a formulação de uma


produção científica.

No decorrer do trabalho, aplicaremos a pesquisa mista em que o pesquisador combina a


pesquisa qualitativa e quantitativa durante todo estudo, sendo mais complexo de triangulação,
por vezes difícil de se aplicar devido a base de paradigmas das pesquisas qualitativa e
quantitativa podem entrar em conflito em alguma das fases, impossibilitando o estudo.

3.2. Metodologia Tecnológica


Requisitos - Esta parte compreende na análise do problema, na compreensão das
necessidades dos envolvidos, define-se o sistema (definição de fronteiras), a gestão dos
14
requisitos variáveis. Esta fase é fundamental pois oferece suporte ao analista através de
artefactos importantes, alguns indispensáveis para o processo.

“Requisitos são desejos para um produto.” (Larman, 1997).

A identificação dos requisitos é de tamanha importância devido a delimitação do sistema, ou


seja, é através dos requisitos que é possível controlar as necessidades de um sistema e ou
software.

Os requisitos podem ser divididos em dois tipos, os Funcionais e os Não funcionais.

Requisitos funcionais especificam todos os casos de uso do sistema, descrevendo os fluxos de


eventos, prioridades, atores, entradas e saídas de cada caso de uso a ser implementado, isto é,
as funções que o sistema será capaz de realizar.

Requisitos não funcionais especificam todos os requisitos necessários mas que não fazem
parte do sistema, divididos em requisitos de usabilidade, confiabilidade, desempenho,
segurança, distribuição, adequação a padrões e requisitos de hardware e software.

Análises - Aqui dá se foco no entendimento do problema, uma visão do projecto idealizado


assim como o comportamento e estrutura do sistema muitas vezes são representados em forma
de modelos simples. O modelo de análise contém as realizações de casos de uso.

Desenho - Aqui desenvolve-se a proposta de solução do problema a resolver, o refinamento


da realização dos casos de uso, requisitos em operações das classes.

Implementação - Nesta parte implementam-se as classes do modelo do projecto em termos


de componentes (código fonte, executável, etc.), fazem-se testes dos componentes como
unidades, a integração dos componentes desenvolvidos em uma versão executável, é também
efectuado o processo de correcção de defeitos.

Testes - Fazem -se os testes do produto final da iteração corrente.

Implantação - É a fase de entrega do produto final contendo parte das funcionalidades


anteriores e as implementadas nessa iteração.

15
Imagem 3: RUP

Fonte:https://www.google.co.mz/search?q=Rup&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved
=0ahUKEwih0uXxzJLOAhVHK8AKHUqtChUQsAQILw&biw=1280&bih=665#imgrc=6yA
IP2C7eOj6TM%3ª.
3.3. Tipo de Pesquisa

3.3.1. Quanto a abordagem


Quanto a abordagem, iremos nos inteirar na Pesquisa Mista, na concepção de diferentes
autores trata-se de uma abordagem que mistura técnicas de pesquisa qualitativa com
quantitativa. Esse interesse em combinar diferentes formas de recolher dados inicia-se na
década de 1950, nos anos 70 houve um crescimento no número de pesquisas que misturavam
dados qualitativos e quantitativos. Na década de 80 cresce o interesse quanto aos
procedimentos que caracterizam estudos mistos e, finalmente, nos anos 90, surgem obras
escritas sobre metodologia mista. (Goldenberg, 1997, p. 34).

Para a realização do trabalho, será necessário a escolha de um método de recolha de dados


que posteriormente serão necessários em diferentes partes do estudo, neste sentido, serão
usados questionários para a realização da pesquisa, que serão distribuídos em todos os grupos
envolvidos com o processo em estudo. Através do questionário, poderá ser possível obter
respostas que ajudarão na criação e desenvolvimento da solução para o problema em questão.
Usando regras pré-estabelecidas, será possível retirar do questionário requisitos que
fundamentarão o software proposto neste trabalho.

3.3.2. Pesquisa Qualitativa


A pesquisa qualitativa não se preocupa com representatividade numérica, mas, sim, com o
aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização, os pesquisadores

16
que adoptam a abordagem qualitativa opõem-se ao pressuposto que defende um modelo único
de pesquisa para todas as ciências, já que as ciências sociais têm sua especificidade, o que
pressupõe uma metodologia própria. Assim, os pesquisadores qualitativos recusam o modelo
positivista aplicado ao estudo da vida social, uma vez que o pesquisador não pode fazer
julgamentos nem permitir que seus preconceitos e crenças contaminem a pesquisa.
(Goldenberg, 1997, p. 34).

Na pesquisa qualitativa, o cientista é ao mesmo tempo o sujeito e o objecto de suas pesquisas.


O desenvolvimento da pesquisa é imprevisível. O conhecimento do pesquisador é parcial e
limitado. O objectivo da amostra é de produzir informações aprofundadas e ilustrativas: seja
ela pequena ou grande, o que importa é que ela seja capaz de produzir novas informações.
(Deslauriers, 1991, p. 58).

Para este trabalho, será utilizada a técnica ou método de recolha de dados por parte de
questionários que serão distribuídos em ambas as partes (Estudantes, docentes, funcionários
da instituição, encarregado de educação e mais utilizadores), com base nas respostas obtidas
nos questionários verificar-se-á o resultado de indivíduos ou utentes com o intuito de
melhoria e possibilidade de construção do software em curso.

A amostra por sua vez será a “Amostra Probabilista”, referindo-se a procedimentos que
utilizam alguma forma de selecção aleatória dos seus membros.

A investigação mista é actualmente considerado o terceiro maior paradigma de investigação.


É uma abordagem ao conhecimento (teórica e prática) que tem o objectivo de considerar
pontos de vista e perspectivas múltiplas.

Os estudos resultantes de processos de investigação mista são caracterizados por se


orientarem de acordo com os seguintes raciocínios ou objectivos:

Triangulação procura de convergência e corroboração através de diferentes estratégias;

Complementaridade procura de elaboração, ilustração e clarificação dos resultados de uma


metodologia para outra;

Desenvolvimento usar os resultados de uma metodologia para informar outras;

Iniciação descobrir paradoxos e contradições que levam a um reenquadramento da questão


de investigação, e

17
Expansão procurar expandir o alcance e a diversidade da investigação através do uso de
diferentes métodos para diferentes componentes da pesquisa.

Toda a investigação é interpretativa, e há uma multiplicidade de métodos adequados para


diferentes tipos de abordagens. Assim, as formas tradicionais que nos definirmos como
investigadores, alinhando-nos com um conjunto específico de métodos (ou sendo definido
pelo nosso departamento ou unidade de investigação como um/a investigador/a qualitativo/a
ou quantitativo/a) já não é muito útil. Tal distinção está a tornar-se obsoleta. (Schwandt
& Johnson, 2007).

Para Minayo (2001), a pesquisa qualitativa trabalha com o universo de significados, motivos,
aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das
relações, dos processos e dos fenómenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de
variáveis. Aplicada inicialmente em estudos de Antropologia e Sociologia, como contraponto
à pesquisa quantitativa dominante, tem alargado seu campo de actuação a áreas como a
Psicologia e a Educação. A pesquisa qualitativa é criticada por seu empirismo, pela
subjectividade e pelo envolvimento emocional do pesquisador.

3.3.3. Pesquisa Quantitativa


Esclarece Fonseca (2002), diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa
quantitativa podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e
consideradas representativas da população, os resultados são tomados como se constituíssem
um retracto real de toda a população alvo da pesquisa. A pesquisa quantitativa se centra na
objectividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser
compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos como auxílio de instrumentos
padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para
descrever as causas de um fenómeno, as relações entre variáveis. A utilização conjunta da
pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia
conseguir isoladamente.

A pesquisa quantitativa, que tem suas raízes no pensamento positivista lógico, tende a
enfatizar o raciocínio dedutivo, as regras da lógica e os atributos mensuráveis da experiência
humana. Por outro lado, a pesquisa qualitativa tende a salientar os aspectos dinâmicos,
holísticos e individuais da experiência humana, para apreendera totalidade no contexto
daqueles que estão vivenciando o fenómeno (Polit, 2004).

18
Tabela 1:Comparação dos aspectos da pesquisa qualitativa com os da pesquisa
quantitativa

Aspectos Pesquisa Pesquisa


Quantitativa Qualitativa
Enfoque na interpretação do Objecto Menor Maior
Importância do contexto do objecto Menor Maior
Pesquisado
Proximidade do pesquisador em relação Menor Maior
aos fenómenos estudados
Alcance do estudo no tempo Instantâneo Intervalo maior
Quantidade de fontes de dados Uma Varias
Ponto de vista do pesquisador Externo à Interno à
organização organização
Quadro teórico e hipóteses Definidas Menos estruturadas
rigorosamente
Fonte: (Fonseca, 2002).

Tabela 1.2: Comparação entre o método quantitativo e o método qualitativo.

Pesquisa Quantitativa Pesquisa Qualitativa


Focaliza uma quantidade pequena de Tenta compreender a totalidade do fenómeno, mais
conceitos do que focalizar conceitos específicos
Inicia com ideias preconcebidas do modo Possui poucas ideias preconcebidas e salienta a
pelo qual os conceitos estão relacionados importância das interpretações dos eventos mais do
que a interpretação do pesquisador
Utiliza procedimentos estruturados e Coleta dados sem instrumentos formais e
instrumentos formais para colecta de dados estruturados
Coleta os dados mediante condições de Não tenta controlar o contexto da pesquisa, e, sim,
controle. captar o contexto na totalidade.
Enfatiza a objectividade, na colecta e análise Enfatiza o subjectivo como meio de compreender e
dos dados interpretar as experiências
Analisa os dados numéricos através de Analisa as informações narradas de uma forma
procedimentos estatísticos organizada, mas intuitiva.
FONTE:( Polit etal., 2004).
19
CAPITULO IV - ANALISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS
4.1. Analise E Interpretação De Dados
Dentro das perspectivas do capítulo em epígrafe, levaremos em conta a pesquisa feita com o
propósito de recolher dados que validam a hipótese levantada e os requisitos para o
desenvolvimento do sistema informatizado.

4.2. Procedimento actual para pagamento de Matricula, inscrição e propinas na ISEG.


Actualmente os estudantes da ISEG, efectuam os respectivos pagamentos de inscrições,
matricula e propina via depósitos numerário nas instituições bancárias (Millennium Bim e
Standard Bank).

Após os pagamentos, os estudantes apresentam o comprovativo a faculdade para a emissão do


recibo. Dificuldades têm existido no âmbito do pagamento ao encarar bichas (enchentes no
banco) por vezes falta de comunicações (Sistema) o que causa certo atraso ao estudante nas
vésperas dos exames ou testes pois deve se fazer presente com o comprovativo de pagamento
para os devidos efeitos.

4.3.2. Vantagens do Sistema de Inscrições, Matricula e Propinas


O sistema em curso, visa em ultrapassar, minimizar ou eliminar os procedimentos anteriores
acima indicados, aplicando métodos sistemáticos e possibilitando um controle nos
pagamentos para a liberação de certas penalizações consideradas inerentes aos estudantes da
ISEG.

O sistema ira garantir uma segurança nos cartões dos usuários, porque ira interagir
directamente com a plataforma de validações de cartões do banco.

A comodidade será o prato habitual para os usuários desta aplicação, ira fornecer ferramentas
com habilidades informativas (eventualmente “translator, acesso a outros links educativos e
interacção online com a ISEG”).

Fácil de usar, capacidade de aceder mesmo aos iniciantes, principal vantagem sem sombra de
dúvidas é a facilidade no acessos, em qualquer local você pode facilmente aceder as
informações contidas na aplicação, possibilita também ao acesso a aplicação sem a
necessidade de instalar nada no computador, somente utilizando um browser você acede a
aplicação;

20
Tabela 1.3:Apresentação de Dados do Questionário

Questionários Realizados
Encarregados Nulos Validos Subtotais
Estudantes 4 153 157
Funcionários 1 16 17
Amigos 6 26 32
Total 11 195 216
Fonte: Autor.

21
CAPITULO V-DISCUSSÃO DE RESULTADOS
5.1. Discussão De Resultados
Com base nos resultados dos questionários feitos, constatou-se na análise uma certa
persistência devido ao volume de questionários validos pois existe essa possibilidade de
compor a aplicação/ software.

5.2. Estatísticas
Considerando a margem de estatística obtida, 5.093% de questionários nulos e 90.28% de
questionários validos, nota-se aceitação na aderência da existência do Sistema de Gestão de
controle de Pagamentos de Inscrição, Matricula e Propina tendo em conta os estudos que
revelam uma média de 48.85% usuários de internet em Moçambique (o equivalente a
10132250 usuários).

5.3. Resultados
Chegado a estes extremos, verifica-se a possibilidade líquida na obtenção e concatenação dos
resultados obtidos para um final lógico e palpável do desenvolvimento da aplicação em curso,
revelando resultados satisfatórios não só para a faculdade que se vai beneficiar de uma
organização segura e eficiente mas sim para os usuários estudantes e os demais utilizadores.

5.4. Regras de Funcionamento

5.4.1. UML
Na UML o desenvolvimento de um software segue um ciclo de vida. Este projecto usara o
ciclo de vida Clássico ou Cascata, que segundo Bezerra (2002), é caracterizado pela
progressão sequencial entre as fases. Eventualmente pode haver uma retro alimentação de
uma fase para outra anterior, mas não sendo comum quando visto na perspectiva macro. Pela
extensão do projecto é necessário testar cada fase, cada actualização e implementação,
justificando assim o modelo de desenvolvimento proposto.

UML – (Unified Modeling Language) é uma linguagem de modelagem que permite


representar um sistema de forma padronizada, mas ela lhe auxilia a visualizar seu desenho e a
comunicação entre os objectos, permite que desenvolvedores visualizem os produtos de seus
trabalhos em diagramas padronizados. Junto com uma notação gráfica, a UML também
especifica significados, isto é, semântica. (OMG 2005).

Apresentação do software para o Sistema de Gestão de Pagamento de Inscrição, Matricula e


Propina inteira-se a UML pois sintetiza os principais métodos existentes por meio de seus
22
diagramas é possível representar sistemas de softwares sob diversas perspectivas de
visualização. Facilita a comunicação de todas as pessoas envolvidas no processo de
desenvolvimento de um sistema - gerentes, coordenadores, analistas, desenvolvedores - por
apresentar um vocabulário de fácil entendimento (OMG 2005).

5.4.2. Modelo de Casos de Uso


Caso de uso é um tipo de classificador representando uma unidade funcional coerente
provida pelo sistema, subsistema, ou classe manifestada por sequências de mensagens
intercambiáveis entre os sistemas e um ou mais atores., podemos dizer que um caso de uso é
um documento narrativo que descreve a sequência de eventos de um actor que usa um sistema
para completar um processo. (Ivan Jacobson n.d).

Imagem1.2 - UML- caso de uso

Fonte: Autor.

23
Imagem 1.3:Layout de página de lista de dados do sistema.

Fonte: Autor.

Imagem 2:Layout de página de formulários de dados do sistema.

Fonte: Autor.

24
Imagem 3:Layout de menu de acessos do sistema.

Fonte: Autor.

25
Diagrama de Caso de Uso

Fonte: Autor.

26
Diagrama de Base de Dados

Fonte: Autor.

27
Pacotes Beans

Fonte: Autor.

28
Fonte: Autor.

29
Diagrama de Sequencias (Servlet inserir para Estudante)

Fonte: Autor.
30
CAPITULO VI - CONCLUSÃO
6.1. Conclusão
O Sistema de Controle de Pagamento de Inscrição, Matricula e Propina exige passos
simulares ao modelo actual incorrido pela universidade (ISEG) apesar do mesmo inverter-se
sistematizado, notar-se vai no âmbito de envio do ficheiro ou lista da comprovação dos
pagamentos efectuados durante o dia. Devido a imposição da comodidade e flexibilidade por
parte do sistema, far-se-á presente a opção de uso.

Para o seu desenvolvimento foi usada a metodologia de trabalhos científicos que melhor se
enquadra com o tipo de trabalho, que ajudou na organização do conteúdo presente no mesmo.
Com o auxílio dessa metodologia, foi possível criar bases de pesquisas que fundamentam os
recursos usados no trabalho, dando mais enfoque as referências bibliográficas, em livros e
artigos físicos e virtuais.

É uma aplicação de implementação relativamente de custo baixo se comparada com a


aquisição de aplicações de terceiros para fazer a mesma gestão, o que torna o projecto útil e
usual.

Durante a realização deste trabalho várias foram as dificuldades, nomeadamente a


convivência e a familiarização com as novas tecnologia opensource, mas que esta a ser muito
divulgada mundialmente e que vem facilitando muito na troca de informações, aplicativos
como (Neatbeans) ”interacção de novos métodos que possibilitam o desenvolvimento do
software em curso”, aos mais diversos níveis. Foi uma experiência muito boa, proporcionando
o aprofundamento dos conhecimentos em vários aspectos utilizando varia ferramentas, como
Navecat, Ustah, instalação e configuração de servidores de base de dados MySQL, servidores
de web IIS, Apache e muitas outras ferramentas que auxiliaram no desenvolvimento desse
trabalho.

31
6.2. Referencias Bibliográficas
Alur J.& Malks D. (2003).Core j2ee patterns: best practices and design strategies. Prentice
Hall Professional.

Cruz O. (2002). O trabalho de campo como descoberta e criação.

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Benjamin/Cummings, Redwood City: California.

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Gil C. (2007) Métodos e técnicas de pesquisa social. 4. ed. São Paulo: Atlas 2007, Como
elaborar projectos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas.

Goldenberg M. (1997). A arte de pesquisar. Rio de Janeiro: Record.

Heuser C. (1998) Projecto de Banco de Dados, 4 ª edição.

Júnior F. (2000). Programando para WEB COM PHP/MySQL.

Júnior, L. (2003). Sistemas de informação baseados na tecnologia web: um estudo sobre seu
desenvolvimento.

KorthH. & Silberschatz(1994) A. Sistemas de Bancos de Dados.2ª edição, Makron Books.

Loureiro H. (2015). C#6.0 com Visual Studio curso completo, FCA-Editora de Informática

McGrath M. (2005). SQL-in easy steps, Editora Computer Step.

Marina L. (203). Fundamentos da metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas.

Minayo S. (2002). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 21. ed. Petrópolis: Vozes.

Minayo C. (2007). O desafio do conhecimento. 10. ed. São Paulo: HUCITEC.

Minayo S. (2001.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes.


Martins, C. (n.d.). Aplicações corporativas multicamadas – Parte 2 - Revista Java.

Polit F. etal (2004). Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e


utilização. Trad. de Ana Thorell. 5. ed. Porto Alegre:Artmed.

Rezende S. (2003). Sistemas Inteligentes, Manole Barueri São Paulo.


32
Serrão C. & Marques J.(2001). Programação com Php 4, Editora FCA.

Serra J. (2007). Manual de Teoria da Comunicação, Livros Labcom).

Tanenbaum A. (2003) Computer Networks, 4ª edição Editora CAMPOS.

Toronto C. (1977). First published in the 1977 IFIP Proceedings.

Vaz, I. (2002). Utilizar a Internet. 5ª Edição, Lisboa, ISBN-972-722-290-0, FCA: Editora de


Informática, Lda.

Disponível em http://apostilas.fok.com.br/attachments/036_programando-para-web-com-php-
e-MySQL.pdf, consultado em Maio 2016.

Disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12139/tde-14082003-104928/ ,
consultado em Agosto de 2016.

33
Questionário
Questionário sobre Sistema de Controlo de Pagamento de Inscrição, Matricula e Propina
Online no ISEG
Sou Sérgio Alfredo Macore, finalista do curso de Licenciatura em tecnologias de
informação pela Faculdade de Gestão de Turismo e Informática da Universidade
Católica de Moçambique.
Como finalidade para obtenção do grau de licenciatura em Tecnologias de Informação,
estou a desenvolver um projecto que propõe os pagamentos de Propinas, Inscrições e
Matriculas online nomeadamente (SCPIMP-ISEG) Sistema de Controlo de Pagamento
de Inscrição, Matricula e Propina Online no ISEG, para que a eficácia esteja
integrada, necessita-se o contributo de cada um dos futuros utilizadores no
preenchimento do questionário que posteriormente servirão de base para a
criação do mesmo.

1. Qual é o mecanismo usado para efectuar o pagamento das propinas, inscrições e


matricula?
Transferências Bancárias/Interbancárias _____ Deposito _________ Cash
Directo_______ Numerário______
2. Como comprovam o pagamento á Faculdade?
Disponibilidade Imediata no sistema da faculdade_______ Entrega do Talão de
deposito______ Recibo de ATM_______ Borderoux______
3. Como a secretaria Identifica a pessoa que esta a pagar?
Através de uma carta______ Assinatura no Recibo________
4. Como o estudante certifica de que já não deve a faculdade?
Através da listagem dos devedores na vitrina__________ Recebe
email______ recebe um SMS______ recibo de pagamento______
5. Como os estudantes fazem as inscrições e matrículas?
Através de formulários_____ Carta do estudante______ Email_____
Através de uma chamada ______
6. Qual tem sido o critério ou norma que a faculdade aplica para estudantes com
pagamentos em atraso com exames de recorrência por fazer?

34
Só depois do comprovativo de pagamento faz exame_______ faz o exame e
depois regulariza a situação das taxas_______ Desde que seja primeira
situação carece de ser ponderado______

35