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SEMINÁRIO TEOLÓGICO PENTECOSTAL DO BRASIL

Rua Alabastro, 639, Jardim Estádio, Santo André – SP


Fone: (11) 2759-5086 | www.teologiapentecostal

PLANO DE CURSO/EMENTA

Disciplina: Protestantismo Brasileiro Carga Horária: 40 Horas/Aula


Semestre: 1º Sem. 2019. Data/Hora: Quinta-feira, 19h30-22h30
Professor: Me. Guilherme de Figueiredo Cavalheri

DESCRIÇÃO DA DISCIPLINA

Estudo da inserção do protestantismo no Brasil, sua origem nos movimentos missionários dos
Estados Unidos e por meio do processo de migração europeia no país. A disciplina objetiva
analisar o contexto sóciocultural brasileiro que possibilitou o ingresso e instalação de igrejas
protestantes no país, além de questões relacionadas à visão de mundo e doutrinas desses grupos.
A disciplina também visa a análise das dinâmicas de relação entre grupos protestantes
tradicionais e a espera públic-a (de modo especial, a política) e os desdobramentos desta para
a reafirmação ou revisão de suas posturas religiosas. Por fim, o curso pretende analisar as
primeiras manifestações pentecostais em comunidades protestantes, bem como algumas
possibilidades de interpretação do fenômeno.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Primeiras experiências protestantes no Brasil (séc. XVI-XIX)


1.1. “França Antártica” e os mártires calvinistas no Rio de Janeiro (1558).
1.2. Protestantismo Indígena: A “Igreja Reformada Potiguara” no Brasil Holandês.
2. Protestantismo de Missão no Brasil (séc. XIX-XX)
1.1. Contexto histórico-social da inserção da missão protestante no Brasil.
1.2. Juntas missionárias protestantes: presbiterianos, metodistas, congregacionais e
batistas.
1.3. Uma experiência local: o protestantismo rural.
3. Protestantismo, cultura e sociedade no Brasil (séc. XX)
3.1. Avivalismo e origens do “protestantismo evangelical” no Brasil.
3.2. Fundamentalismo e negação da cultura na teologia protestante brasileira.
3.3. Protestantismo e ditadura: cooperação e resistência (1964-1985).
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4. A volta do “Sagrado Selvagem”: Protestantismo e experiências místicas
4.1. Os “movimentos pentecostais” no presbiterianismo brasileiro.
4.2. Protestantismo frente à marginalização e a tradição religiosa popular.

METODOLOGIA

A disciplina será dada a partir de aulas expositivas, realizadas a partir de leituras prévias de
textos disponibilizados aos alunos e alunas. As aulas contarão com conteúdo multimídia
(vídeos, slides, áudios) e participação dos discentes nas discussões a respeito dos textos
previamente estudados.

AVALIAÇÃO

As avaliações principais serão feitas a partir da leitura e produção de relatórios de textos


selecionados (destacados no cronograma de textos abaixo). Além de uma avaliação a ser
realizada pelos alunos, para ser entregue em data definida entre professor e discentes. Será
levada em consideração a participação dos discentes em sala de aula.
1. Dois relatórios de leitura (valor: 5,0 cada).
2. Avaliação sobre os conteúdos da disciplina (aulas + textos) (valor: 10,0).

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

HAHN, Carl Joseph. História do Culto Protestante no Brasil. 2ª Ed. São Paulo: Aste, 2011.
LEONARD, Émile. O Protestantismo Brasileiro: Estudo de eclesiologia e história social. 3ª
Ed. São Paulo: ASTE, 2002.
MENDONÇA, Antônio Gouvêa; VELÁSQUES FILHO, Prócoro. Introdução ao
Protestantismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 1990.
MENDONÇA, Antônio Gouvêa. O Celeste Porvir. A inserção do protestantismo no Brasil. 3ª
Ed. São Paulo: Edusp, 2008.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
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ALENCAR, Gedeon Freire de. Protestantismo Tupiniquim. Hipóteses sobre a (não)
contribuição evangélica à cultura brasileira. São Paulo: Arte Editorial, 2005.
ALVES, Rubem. Religião e Repressão. São Paulo: Loyola, 2005.
ARAÚJO, João Dias de. Inquisição sem Fogueiras. São Paulo: Fonte Editorial, 2010.
BONINO, José Míguez. Rostos do Protestantismo Latino-Americano. São Leopoldo:
Sinodal; EST, 2003.
CRESPIN, Jean. A Tragédia da Guanabara. A história dos primeiros mártires do cristianismo
no Brasil. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
CYMBALISTA, Renato. Os Mártires e a Cristianização do Território na América Portuguesa,
Séculos XVI e XVII. Anais do Museu Paulista. São Paulo. v. 18. n. 1. p. 43-82. jan.-jun. 2010.
FERREIRA, João Cesário Leonel. (Org.). Novas Perspectivas sobre o Protestantismo
Brasileiro. São Paulo: Fonte Editorial; Paulinas, 2008.
GUITÉRREZ, Benjamin; CAMPOS, Leonildo Silveira. (Ed.). Na Força do Espírito. Os
pentecostais na América Latina: um desafio às igrejas históricas. São Paulo: Pendão Real;
AIPRAL; Ciências da Religião, 1999.
MENDONÇA, Antônio Gouvêa. Protestantes, Pentecostais & Ecumênicos. O campo
religioso e seus personagens. 2ª Ed. São Bernardo do Campo: Umesp, 2008.
RIBEIRO, Lídice Meyer Pinto. Protestantismo Rural: magia e religião convivendo pela fé.
São Paulo: Editora Reflexão, 2014.
SOUZA, Jaquelini. A Primeira Igreja Protestante do Brasil: Igreja Reformada Potiguara
(1625-1692). São Paulo: Editora Mackenzie, 2015.
SOUZA, Silas Luiz de. Pensamento Social e Político no Protestantismo Brasileiro. São
Paulo: Editora Mackenzie, 2005.
VIRAÇÃO, Jaquelini Souza. A IGREJA POTIGUARA: A saga dos índios protestantes no
Brasil Holandês. Revista Historiador. Ano II. n. 1. p. 8-26. (2010).
WIRTH, Lauri Emílio. Protestantismo e etnia: sobre a preservação da identidade étnica no
protestantismo de imigração. Estudos Teológicos. v. 38, n. 2, p. 156-172, 1998.

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CRONOGRAMA DE AULAS / LEITURAS

Aulas Temas Textos


26/03 Aula 1 – A vida religiosa no Brasil antes de 1810 e a HAHN, 2011, p. 58-72. /
saga da Igreja Reformada Potiguara. VIRAÇÃO, 2010, p. 8-26.
28/03 Aula 2 – O catolicismo brasileiro na visão do MENDONÇA, 2008, p.
protestantismo tradicional e educação como 121-156.
estratégia missionária.
11/04 Aula 3 – Uma experiência rural: o protestantismo MENDONÇA, 2008, p.
caipira. 179-216.
18/04 Aula 4 – Emoção e negação da cultura: VELÁSQUES FILHO;
evangelicalismo e fundamentalismo no MENDONÇA, 1990, p.
protestantismo brasileiro. 81-110.
25/04 Aula 5 – Inversões do princípio protestante: VELÁSQUES FILHO;
moralidade, disciplina e coerção comunitária. MENDONÇA, 1990, p.
205-232.
02/05 Aula 6 – Protestantismo e política no Brasil
09/05 Aula 7 – Protestantismo brasileiro e o movimento VELÁSQUES FILHO;
pentecostal: relações e causas. MENDONÇA, 1990, p.
233-247.