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ESCOLA ESTADUAL “P REFEITO V IRMONDES A FONSO ”

Criação: Portaria nº 83/2004 SEE/MG de 14/02/04


Mudança de Denominação Lei nº 16325/06 MG: 05/09/06
Rua Dr. João Afonso Sobrinho, 480 – Bairro Cruzeiro
CEP: 38170-000 – PERDIZES – MINAS GERAIS
CNPJ: 07.845.526/0001-11 || escola.326704@educacao.mg.gov.br

Avaliação Língua Portuguesa 6º Ano 1º Bimestre


Nome: ___________________________________________________________________________Data: ____________
Professora: Anísia Luzia de Morais Valor: 6.0

TEXTO I
A criança que trabalhava
Brincar na rua era coisa natural até uns tempos atrás. Não havia tanta gente, tantos carros, as cidades eram sossegadas. A criança
jogava bola de gude, amarelinha, pulava corda. Hoje, os veículos viraram donos das ruas, as famílias das cidades grandes foram morar em
prédios e, mesmo nas vilas afastadas, rua não é mais lugar de criança. As ruas ficaram perigosas. Os pais procuram áreas fechadas para os
filhos brincarem.
As crianças pobres nem têm essa sorte. Os pais, com medo das ruas e não tendo onde deixar os filhos, logo os põem para trabalhar.
Isso também acontece porque a família precisa do dinheirinho que suas crianças trazem para casa.
Na roça, desde cedo, as crianças ajudam os pais a plantar e colher. Como os pais não estudaram, muitas delas encontram uma
dificuldade a mais para ir à escola, pois os pais nem sempre acham importante ter estudo.
E quando acham, a escola fica longe. Ou então nem existe escola na região. Essas crianças acabam crescendo sem estudo, trabalham
desde cedo e se sujeitam a mexer com veneno, levar picada de cobra ou enfrentar as mais duras tarefas – como os fornos de fazer carvão,
onde o ar é irrespirável. Nas cidades, muitos adolescentes precisam trabalhar de dia e estudar à noite. Fazendo isso, todos eles prejudicam seu
futuro, pois à noite, cansados, não conseguem aprender direito.
Isso acontece no Brasil e em muitos outros países do mundo, infelizmente.
Claro que a grande maioria dos pais sabe que suas crianças têm direito de estudar e brincar, ter assistência médica, alimentação
correta, boa formação. Não é por maldade que põem os filhos para trabalhar. É por necessidade.
No Brasil, há leis que proíbem a criança com menos de 14 anos de trabalhar. O Estatuto da Criança e do
Adolescente, por exemplo, garante o direito à criança de ser criança.
Muitos cidadãos têm se organizado para fazer com que essas leis sejam respeitadas por todos nós. Eles exigem que o governo faça a
sua parte: construa escola para todos, forneça assistência médica gratuita, espaços para lazer, garanta salário decente para os pais e mães de
família. No Brasil, sindicatos, entidades preocupadas com a criança, órgãos do governo e muitos grupos particulares criaram o Fórum Nacional
de
Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, que tem lutado bastante para impedir que as crianças comecem a trabalhar muito cedo
e deixem de se preparar para o futuro, brincando e estudando.
(In: Jô Azevedo et alii. Serafina e a criança que trabalha. São Paulo: Ática,1997. p. 2-3).
01) O narrador afirma que “Brincar na rua era coisa natural até uns tempos atrás” e que atualmente “rua não é maislugar de criança”.
Comprove por meio de elementos do texto os motivos que provocaram essa mudança.
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02) Explique por que o adolescente que trabalha de dia e estuda à noite pode vir a prejudicar o seu futuro.
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03) De acordo com o texto I, assinale a única alternativa que não é um direito da criança.
a.( ) Estudar b.( ) Alimentar-se c. ( ) Ter saúde d.( ) Trabalhar desde cedo para ajudar a família

04) Segundo o texto I, muitos pais põem os filhos para trabalhar não por maldade, mas por necessidade. Explique essa
afirmativa.
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05) Escreva sobre a afirmação: “Criança tem o direito de ser criança.”
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TEXTO II
Problema Social Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão Se eu pudesse eu tocava em meu destino
Nem o bom menino que vendeu limão Hoje eu seria alguém
Trabalhou na feira para comprar seu pão Seria um intelectual
Não aprendia as maldades que essa vida tem Mas como não tive a chance de ter estudado em colégio legal
mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém Muitos me chamam de pivete
Juro que nem conhecia a famosa Funabem Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social Seu Jorge

06) De acordo com a leitura do texto II, julgue os itens em (C) certo ou (E) errado.
a) ( ) O texto deixa claro que, apesar de ser um problema social, “o pivete” da canção é um trabalhador.
b) ( ) A voz do poema representa uma criança que reflete sobre sua condição social desprivilegiada, sem enxergar saídas para
sua difícil vida.
c) ( )O garoto representado no poema sente-se incapaz de mudar sua própria vida, quando afirma que, se pudesse, tocava seu
destino.
d) ( ) Apesar de ter recebido apoio moral, o garoto do texto se tornou um problema social.
e) ( )Após a leitura da canção, é possível concluir que, apesar de passar fome, o garoto nunca precisou roubar ninguém.

Texto III

07) Assinale a alternativa que melhor representa a crítica expressa na tirinha.


a.( ) Os pobrezinhos não tem o que comer, mas desejam degustar banquetes, lagosta, leitão etc.
b.( ) A personagem, amiga da Mafalda, quer se autopromover em nome da pobreza alheia.
c.( ) As personagens presentes na tira só pensam em ajudar os pobres acima de qualquer outro interesse.
d.( ) A sociedade, como um todo, deseja sempre ajudar a quem precisa, mas não sabe o que fazer.

08) A fala da personagem do quadrinho girava em torno


a.( ) da busca de soluções para um mundo melhor.
b.( ) do sonho alimentado, pela personagem, de mudar o mundo quando chegasse à vida adulta.
c.( ) da possível ajuda que ela daria às crianças pobres, quando fosse adulta, mas sem esquecer de seus próprios prazeres.
d.( ) da percepção de que os problemas sociais só aumentariam com o passar dos anos.

Leia o texto abaixo. A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer. Só


O CADERNO peço a você um favor, se puder.
Sou eu que vou seguir você Não me esqueça num canto qualquer.
Do primeiro rabisco até o be-a-bá. Toquinho
Em todos os desenhos coloridos vou estar.
A casa, a montanha, duas nuvens no céu 09) A expressão “A vida segue sempre: em frente” indica
E um sol a sorrir no papel.
O que está escrito em mim a) tudo acaba. B) passamos por fases.
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer.
C) tudo passa. D) nada acaba.

10) O que provoca humor na tirinha é o fato de:


A) Cascão querer tomar banho. C) A menina querer namorar com ele.
B) A menina que vai estar velha. D) A menina não querer tomar banho.

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