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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

SERGIO ALFREDO MACORE

A IMPORTÂNCIA DO PLANEAMENTO FINANCEIRO DE CURTO, MÉDIO E


LONGO PRAZO NAS PME’S E O SEU IMPACTO

MAPUTO, 2018

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SERGIO ALFREDO MACORE

A IMPORTÂNCIA DO PLANEAMENTO FINANCEIRO DE CURTO, MÉDIO E


LONGO PRAZO NAS PME’S E O SEU IMPACTO

Trabalho apresentado a disciplina de


Planeamento e Controlo Financeiro ao Instituto
Superior de Ciências e Educação a Distância
para obtenção de nota,
Tutora:

MAPUTO, 2018

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ÍNDICE

1.INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3
1.1.Objectivos .......................................................................................................... 4
1.1.1.Objectivo geral ............................................................................................. 4
1.1.2.Objectivos específicos ................................................................................. 4
2.Metodologia da Pesquisa ......................................................................................... 4
3.Revisão de literatura ................................................................................................ 5
3.1.Introdução ao planeamento e controle financeiro .............................................. 5
3.2.Planeamento de resultados ............................................................................... 5
3.3.Planeamento Financeiro .................................................................................... 6
3.3.1.Planeamento Financeiro como ferramenta na gestão financeira ................. 7
3.3.2.Planeamento financeiro de curto prazo ....................................................... 8
3.3.3.Políticas financeiras de curto prazo ............................................................. 8
3.4.Equilíbrio financeiro de curto prazo ................................................................ 9
4.Benefícios do planeamento financeiro em curto prazo ........................................... 10
5.Ferramentas para auxiliar o planeamento financeiro ............................................. 11
5.1.Fluxo de caixa .................................................................................................. 11
5.2.Orçamento ....................................................................................................... 11
6.A Pequena e Média Empresa Em Moçambique ..................................................... 12
6.1.Classificação de PME’s .................................................................................... 12
6.2.Tendências de Desenvolvimento da PME’s ..................................................... 12
6.3.Adopção do planeamento financeiro de curto prazo para as PME’s ................ 13
Conclusão ................................................................................................................. 14
Bibliografias ............................................................................................................... 15

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1.INTRODUÇÃO

O presente trabalho de pesquisa, tem como o tema ‘’Analisar a importância do


planeamento financeiro de curto médio e longo prazo nas PME`S e o seu
impacto’’. Como se pode ver pelo tema, pode se dizer que, diante de um mercado
cada vez mais competitivo e mutável, associado às crises económicas, a
sobrevivência das pequenas e médias empresas exigem uma reavaliação dos
processos de gestão em face das exigências de mercado, e sugere a adopção de
ferramentas de planeamento financeiro que auxiliam na tomada de decisões.

Dai que, decisões estas que devem ter como base informações precisas,
significativas e no tempo certo. No entanto, percebe-se que as das pequenas e
médias empresas utilizam poucas ferramentas que permitem avaliar a ‘saúde’
financeira da empresa. Os controlos existentes, na maioria das vezes inadequados,
não permitem uma administração financeira eficiente e eficaz no que se refere às
decisões de financiamentos e investimentos, colocando a empresa em constantes
desafios relacionados a problemas financeiros.

Neste contexto, o principal objectivo deste trabalho é fazer uma revisão teórica dos
conceitos de Planeamento e Controle financeiro e apresentar algumas ferramentas
básicas de controlo financeiro. Também serão apresentadas características e
práticas adoptadas por PME’s. A partir disso, pode-se fazer uma reflexão acerca de
práticas gerências apropriadas que permitem aos gestores tomadas de decisões
estratégicas, adequadas e oportunas ao negócio, com embasamento em
informações traduzidas de dados da realidade económico-financeira das pequenas e
médias empresas.

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1.1.Objectivos

1.1.1.Objectivo geral

O presente trabalho tem como objectivo geral:

 Analisar a importância do planeamento financeiro de curto médio e longo


prazo nas PME`S e o seu impacto

1.1.2.Objectivos específicos

Em termos de objectivos específicos, temos:

 Analisar o planeamento Financeiro como ferramenta na gestão financeira;


 Descrever as ferramentas para auxiliar o planeamento financeiro;
 Estudar as tendências de Desenvolvimento da PME’s;
 Falar da adopção do planeamento financeiro de curto prazo para as PME’s.

2.Metodologia da Pesquisa

Para a elaboração do presente trabalho foi aplicada a revisão bibliográfica, foi


consultado vários livros que abordam sobre o tema abordado.

Outro método aplicado foi a pesquisa na internet, vários conteúdos foram


apresentados e coube fazer a selecção do conteúdo importante a realização do
trabalho.

O trabalho é uma união de diversas fontes, conteúdos resumidos de uma forma


sintetizada, clara e perceptível.

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3.Revisão de literatura

3.1.Introdução ao planeamento e controle financeiro

O complexo mundo empresarial da actualidade vem sofrendo contínuas


modificações, às vezes com maior ou menor intensidade, propiciando pouca
estabilidade para as organizações.

Para enfrentar tais circunstâncias, existe a necessidade das empresas utilizarem


alguns conceitos e técnicas que auxiliem na decisão e execução correcta das
acções que todos os indivíduos e organizações buscam para garantir sua
sobrevivência e crescimento, valendo ressaltar que para uma boa decisão e
execução, faz-se necessária uma visão correcta e um autocontrole. Nesse sentido, é
imprescindível que as organizações dominem o processo de planeamento e controle
financeiro sobre todas as suas actividades empresariais.

A essência do planeamento e do controle sustenta-se na premissa de que os


gestores de uma empresa poderão planejar e controlar seu destino a curto e longo
prazo, por meio de um processo contínuo de tomada de decisão que sejam
convincentes. Figueiredo (2004, p.42) demonstra a existência de duas escolas de
pensamento conflituantes.

3.2.Planeamento de resultados

Planeamento é a mais básica de todas as funções gerências, consistindo na


primeira etapa de qualquer projecto que a empresa pretenda executar, procurando
considerar cuidadosamente todos os factores relevantes para que todo o processo
tenha coerência e sustentação, sendo orientado para tomada de decisão com vistas
no futuro. Sanvicente (2000, p.16) definiu o planeamento como o estabelecimento
prévio das acções a serem executadas, os recursos a serem utilizados e a definição
de responsabilidades, para um determinado período futuro, de modo que os
objectivos possam ser atingidos pela empresa.

Desta forma, pode-se afirmar que planeamento consiste na escolha da alternativa


mais adequada para definição de um estado futuro desejado e dos meios eficazes
para alcançá-los. Trata-se do estabelecimento antecipado dos objectivos que se

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deseja alcançar, levando em conta as condições internas e externas à empresa e
sua evolução esperada, quais as acções serão desenvolvidas, os recursos
existentes que serão utilizados para consecução destas actividades e prever as
consequências destas acções no futuro.

Conforme Mosimann (1999, p.44) os principais factores que comprometem a


responsabilidade social das pequenas e médias empresas são:

 As agressões ao sistema ecológico;


 A utilização indiscriminada de agro tóxicos;
 A utilização de sistemas informatizados para disseminação de vírus
electrónicos;
 O tratamento dispensado aos empregados como salários que não satisfaz às
necessidades básicas e condições insalubres;
 Desrespeito ao cliente como falta de qualidade dos produtos e propagandas
enganosas e;
 Agigantamento das organizações que passam a eliminar as culturas regionais
e os seus valores.

3.3.Planeamento Financeiro

O planeamento financeiro é uma ferramenta que vem para auxiliar estas empresas
em suas tomadas de decisões, de forma a oferecer um suporte para a cúpula
administrativa coordenara as diversas actividades da empresa da melhor maneira
possível, tomando sempre as decisões mais acertadas e em tempo hábil (BRAGA,
1989).

O planeamento financeiro pode ainda alem de auxiliar nas tomadas de decisão de


curto prazo, pode ser muito útil nas organizações, tanto para decisões de longo
como de médio prazo, diminuindo assim os riscos da empresa quanto a
possibilidade de tomar decisões infelizes, que possam trazer prejuízos ou até a
falência as organizações (BRAGA, 1989). O objectivo precípuo perseguido numa
projecção financeira não é acertar com precisão o valor futuro da variável
projectada; antes, o verdadeiro propósito dos instrumentos de análise prospectiva é

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fornecer elementos válidos de convicção para a tomada de decisão, no momento em
que se tem que decidir (ROXO, 1985, p.71).

O plano financeiro é ferramenta para se tentar quantificar os prováveis resultados


financeiros, baseados em objectivos, estratégias, planos e políticas período
determinado (TELÓ, 2001).

3.3.1.Planeamento Financeiro como ferramenta na gestão financeira

Inicialmente precisamos saber o que significa gestão. Para fazermos uso de seu
correcto emprego no contexto do planeamento. “O termo gestão vem do latim
gestione, que significa Gerir, Gerenciar, Administrar” (TEIXEIRA, 2001, p.35).

Administrar é planear, organizar, dirigir e controlar recursos, visando atingir


determinado objectivo (PEREZ, 1995, p.12). Porem dentre as pequenas e médias
empresas de pequeno porte os níveis de maturidade da gestão financeira são
baixíssimos, com consequência de pouca formalização e igualmente baixa
quantificação. Por isso acredita-se na formalização do planeamento financeiro como
meio para evitar uma possível perda do controle da empresa.

Mas nas pequenas empresas muitas vezes este planeamento encontra-se de forma
informal na cabeça dos empresários, o que dificulta posteriores controlo referente a
estes objectivos (ZDANOWICZ, 1998).

1. Planeamento Estratégico: em que as decisões a serem tomadas dizem


respeito principalmente a problemas externos da empresa, mais comummente
ás linhas de produtos e serviços e aos mercados atendidos.
2. Planeamento Tactico: No qual a preocupação volta-se para a melhor
estrutura possível dos recursos (humanos, físicos e financeiros). Neste caso
um projecto de desorganização de uma divisão ou departamento é exemplo
de actividade que, programada por dado período, estarão enquadradas nesta
categoria.
3. Planeamento Operacional: Aquele em que as actividades previstas buscam
a utilização dos recursos da empresa da maneira mais eficiente possível em
dado período.

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Essas acções devem estar em consonância com o que anteriormente foi planejado.
Desta forma o planeamento antecede as acções de execução.” (MOSIMAM e
FISCH, 1999, p.38).

3.3.2.Planeamento financeiro de curto prazo

O Planeamento financeiro de curto prazo preocupa-se fundamentalmente com a


gestão de activos e passivos de curta duração detidos numa empresa.

Engloba a gestão das disponibilidades, dos créditos e débitos comercias, das


existências e das negociações de créditos de curto prazo, tendo o gestor financeiro
o papel de regular os pagamentos e recebimentos da empresa, garantindo a liquidez
para que esta possa cumprir com as suas obrigações de curto prazo. As decisões
financeiras de curto prazo ocupam o quotidiano do gestor financeiro, centrando-se
na gestão da tesouraria e na gestão financeira. Caberá ao gestor financeiro no
horizonte de curto prazo, tomar decisões sobre o nível de crédito a conceder aos
seus clientes, os termos de pagamento, as políticas de cobrança, os montantes a
investir em existências, os níveis de disponibilidades a deter e os montantes a
investir em aplicações financeiras, bem como garantir a existência de fundos
suficientes para fazer face ao vencimento de empréstimos de curto prazo contraídos.

Por exemplo, a decisão de oferecer a clientes mais tempo para pagar as suas
compras reduz o saldo futuro de tesouraria, bem como a adopção do sistema just in
time para a encomenda de produtos permite libertar capital, pois opera-se com um
nível menor de existências.

3.3.3.Políticas financeiras de curto prazo

As políticas ou estratégias de gestão financeira de curto prazo representam


procedimentos que actuam sobre as NFM e a TL (Barros & Barros, 1998), sendo a
questão principal associada à tesouraria a de como assegurar a liquidez e a questão
central relacionada com as NFM, a de determinar o nível óptimo de FM.

Estas políticas estão relacionadas com as estratégias básicas de uma empresa


sobre os níveis-alvo para cada categoria de activos correntes e como estes serão
financiados.

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Segundo Ross, Westerfield e Jordan (2008), a política de financiamento de curto
prazo assumida por uma empresa espelha-se pelo menos de duas maneiras:

 O nível de investimento da empresa em activos correntes, medido em relação


ao nível das receitas operacionais totais da empresa.
 O financiamento do activo corrente, medido como a proporção entre a dívida
de curto prazo e a dívida de longo prazo empregue no financiamento do
activo de curto prazo.

O autor reconhece na sua obra duas política de gestão financeira de curto prazo
distintas. As políticas conservadoras (flexíveis) caracterizadas por uma maior
propensão à concessão de créditos a clientes, maior investimento em existências,
manutenção de um elevado saldo de caixa e títulos negociáveis, e por outro lado as
políticas agressivas (rígidas), caracterizadas por uma certa limitação à concessão de
créditos a clientes minimizando assim as contas a receber, manutenção de saldos
de caixa reduzidos e pouco investimento em títulos negociáveis, e manutenção de
um nível reduzido de existências, diminuindo assim o investimento nesta
componente dos activos correntes.

O alcance deste objectivo preconiza a previsão e o controlo sistemático dos fluxos


financeiros de exploração e extra exploração, o qual pressupõe uma primeira
configuração das políticas financeiras de curto prazo internas, para melhor prever os
fluxos financeiros, nomeadamente os pagamentos e recebimentos de exploração.

3.4.Equilíbrio financeiro de curto prazo

O conceito de equilíbrio financeiro é usado para estudar a adequação do


financiamento à estratégia de investimento e de gestão do ciclo de exploração das
empresas. Assim o equilíbrio financeiro atinge-se com uma adequada harmonização
entre os tempos de transformação dos activos em dinheiro e o ritmo de
transformação das dívidas em passivo circulante exigível (Neves, 2012).

Um dos objectivos da função financeira é assegurar que os fluxos monetários de


entrada e de saída não apresentem desequilíbrios, pois estes desequilíbrios quando
sistemáticos poderão colocar em causa a continuidade da empresa. Nesta linha
salienta Maness e Zietlow (2005) que as actividades operacionais geralmente geram
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cash flows dessincronizados e incertos, sendo fundamental a previsibilidade destes
fluxos de tesouraria.

Segundo Breia et al. (2014, p.73) «Uma empresa está em equilíbrio


(financeiramente) quando, de forma estável e continuada, os meios financeiros
disponíveis são suficientes para liquidar as dívidas que se vão vencendo».

Esta proposição pressupõe uma política de financiamento dentro da empresa


assente na constante adequação do grau de liquidez das aplicações ao grau de
exigibilidade dos fundos utilizados para o seu financiamento. Da mesma forma, a
aquisição de inventários por meio do recurso ao crédito de curto prazo é totalmente
justificável, pois espera-se que as receitas relativas à venda do respectivo activo
sejam angariadas a tempo de se proceder ao reembolso do crédito contraído
(Menezes, 2008).

4.Benefícios do planeamento financeiro em curto prazo

Actualmente, a economia vem sofrendo constantes variações e encontra-se


vulnerável a factores globais. A crescente complexidade do processo administrativo
faz com que os gestores busquem alternativas para superar os desafios encontrados
no seu dia-a-dia. A escassez de recursos financeiros e o elevado custo para sua
captação, juntamente com a falta de planeamento e controle, têm contribuído para
que muitas empresas encerrem suas actividades, principalmente as micro e
pequenas empresas.

O planeamento financeiro determina as directrizes de mudança numa empresa. É


necessário porque:

 Faz com que sejam estabelecidas as metas da empresa para motivar a


organização e gerar marcos de referência para a avaliação de desempenho;
 As decisões de investimento e financiamento da empresa não são
independentes, sendo necessário identificar sua interacção; e
 Num mundo incerto a empresa deve esperar mudanças de condições, bem
como surpresas.

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Desta forma, o planeamento financeiro é o processo formal que conduz o micro e
pequeno empresário a acompanhar as directrizes de mudanças e a rever, quando
necessário, as metas já estabelecidas. Assim, poderá a administração visualizar com
antecedência as possibilidades de investimento, o grau de endividamento e o
montante de dinheiro que considere necessário manter em caixa, visando seu
crescimento e sua rentabilidade.

5.Ferramentas para auxiliar o planeamento financeiro

Um planeamento financeiro efectivo reúne um conjunto de acções e controles,


desde acompanhar contas até preparar orçamentos, visando sempre o
monitoramento e melhor desempenho das finanças da empresa. São esses factores,
principalmente, que vão permitir que sejam desenhados roteiros de metas e
objectivos a serem conquistadas, além de compreender quais acções devem ser
tomadas para a execução desses propósitos.

5.1.Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta que ajuda a acompanhar todas as entradas e


saídas de dinheiro da empresa por determinado período de tempo, sendo
fundamental para um bom controlo financeiro.

A utilização do fluxo de caixa gera diversos benefícios para a empresa, além do


controle financeiro. Ele auxilia no processo de tomada de decisões ao fornecer
informações, como fonte das receitas e principais gastos, possibilitando que acções
sejam tomadas visando o ganho de eficiência.

5.2.Orçamento

Mais próximo da realidade de muitos empresários, o orçamento é outra excelente


ferramenta para controlar as finanças de forma descomplicada e auxiliar no
planeamento financeiro. Com ele, a empresa pode planejar os recursos disponíveis
para produtos, serviços, unidades, sectores, projectos ou processos específicos,
garantindo que suas equipas e gestores os utilizem com consciência e não
prejudiquem as finanças da empresa agindo de forma isolada.

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6.A Pequena e Média Empresa Em Moçambique

As PME’s vêm sofrendo com a falta de reacção rápida frente às mudanças que o
mundo dos negócios tem apresentado, principalmente a partir dos anos noventa. O
processo de abertura da economia Moçambicana trouxe consigo a concorrência e a
competitividade de produtos e políticas de resultados até então não praticadas.

6.1.Classificação de PME’s

A conceituação e definição de empresa caracterizam-se pela sua produção,


comercialização e oferta de bens e serviços, com finalidade de remuneração
excedente ao capital investido pelos proprietários. Essa visão de obtenção de lucro,
como objectivo exclusivo, altera quando se imagina que tais ofertas de bens e
serviços estão ligadas a factores sociais e relações com o ambiente em que se
encontra.

A visão sistémica também aplicada as PME’s é defendida por Kassai (1996, p. 40)
quando apregoa que “além da busca do lucro, através da produção de bens e
serviços, a empresa buscaria, igualmente, o atingimento de uma série de outros
objectivos, tratadas como objectivos indirectos, que se relacionam com as
necessidades da comunidade e com as finalidades sociais.”

Mas, para se diferenciar uma empresa quanto ao seu porte, não existe uma
definição exclusiva para o que denominou-se chamar de pequena e média empresa.
A conceituação mais utilizada baseia-se, principalmente, no número de empregados
ou no montante de faturamento anual. Os aspectos quantitativos e qualitativos são
conflituantes na conceituação de pequena ou média empresa.

6.2.Tendências de Desenvolvimento da PME’s

As empresas de pequeno e médio porte atravessam com mais dificuldades que as


demais as turbulências económicas, além de conviverem com suas dificuldades
internas. Com isso, cada vez mais as PME’s necessitam de geração de lucro
operacional, tornando-se mister a boa administração de seus recursos de forma a
atingir níveis satisfatórios de lucratividade, solvência e continuidade.

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Entre as expectativas que sintetizam as tendências das PME’s, em um futuro
próximo, alguns pontos podem ser destacados:

 Geração de empregos e ocupação: objectivar a criação de um programa


para atender o cidadão Moçambicano ora desempregado, com estímulo ao
micro e pequeno empresário para contratação de funcionários, com
participação de outras organizações sociais organizadas;
 Exportação: incremento à capacitação do pequeno empresário e da
qualidade de seu produto para aumento de participação no mercado
exportador. Actualmente tal presença é de 2% do total exportado;
 Tributação: buscar a absoluta simplificação e ampliação da base de
contribuintes, com redução de alíquotas;
 Qualificação do empresário: fomentar apoio aos organismos de capacitação
profissional do pequeno empresário, buscando a sinergia de actuação entre
as entidades de representação, de apoio e do governo;
 Crédito: ponto citado como fundamental para o desenvolvimento das PME’s,
a concessão do crédito deve ser de fácil acesso, de forma ágil e suportável,
em função do grau de produtividade e lucratividade dos empreendimentos.

6.3.Adopção do planeamento financeiro de curto prazo para as PME’s

A adaptação de um planeamento financeiro que seja singular e de fácil assimilação


e implantação para as PME’s é a proposta de simplicidade e objectividade do
modelo que auxilie a gestão financeira. Como modelo adoptou-se como elementos
comuns:

a) Orçamentos: o planeamento exige orçamentos nas áreas de vendas, custos


e despesas, não somente como peças importantes isoladamente, pois
servem para análises mais detalhadas, mas também como necessários para
projecções das demonstrações propostas;
b) Demonstrações Contabilísticas Projectadas: o plano financeiro deverá
conter o Orçamento de Caixa, o Demonstrativo de Resultado do Exercício
Projectado e o Balanço Patrimonial Projectado.

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Conclusão

Chegando o fim deste trabalho, conclui-se que as PME’s não dispõem de


informações tempestivas no que se refere às tendências de moda para as próximas
estações, se comparadas às grandes empresas do sector, elas possuem
flexibilidade e são ágeis para atender seu nicho de mercado, uma vez que estão sob
influências exercidas sobre os consumidores.

Dai que, o assunto abordado neste estudo refere-se a uma condição de fundamental
importância para a sustentabilidade de uma empresa no mercado. Sugere-se uma
reflexão sobre a administração profissional com utilização de ferramentas que
propiciem aos gestores identificar e até mesmo prever desvios em um negócio,
assim como flexibilizar caminhos de forma a eliminar ou contornar as dificuldades
encontradas, levando a um crescimento e desenvolvimento.

Porém, a utilização de ferramentas administrativas de planeamento e controle


financeiro não resolve por si só os problemas de uma empresa. Tornam-se
necessárias análises e discussões das estratégias para que se chegue a um senso
comum. É preciso quebrar paradigmas para almejar o desenvolvimento, deixando de
lado a intuição e improviso, ou seja, actuar de forma racional e técnica.

Contudo, o planeamento financeiro vem como a principal ferramenta para auxiliar as


empresas a manterem o alto nível de informações necessárias para que a gerência
possa tomar a decisões necessárias, com objectivo de diminuir riscos a maximizar
resultados. Para tanto o aperfeiçoamento nas técnicas e ferramentas do
planeamento financeiro é essencial.

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Bibliografias

1. ASSEF, R. Guia Prático de Administração Financeira: Pequenas e médias


Empresas. 2. Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
2. BERNHOEFT, Renato. Como Criar, Manter e Sair de uma Sociedade Familiar
- SENAC, 1996.
3. BRAGA, R., Fundamentos e Técnicas da Administração Financeira. São
Paulo: Atlas, 1989.
4. CHIAVENATO, I. Administração de Empresas: uma abordagem contingencial.
3. ed. São Paulo: Makron Books, 1994.
5. CRUZ JUNIOR, João Benjamim da. Século XXI: Ameaças e oportunidades
para a pequena empresa brasileira. Revista de Ciências da Administração,
Florianópolis, nº, p.87-94, Ago. 1998.
6. FALDINI, Roberto. A Governança Corporativa nas Empresas Familiares. Valor
Económico, 24/03/2004.
7. FIGUEIREDO, S. CAGGIANO, P. C., Controladoria, teoria e prática. 2.ed, São
Paulo: Atlas, 1997.
8. HALLRAN, J. W., Porque os Empreendedores Falham. Tradução Kátia
Aparecida, São Paulo: Makrom Books, 1994.
9. IBGE, As micros e pequenas empresas comerciais e de serviços no Brasil
2001, Rio de Janeiro, 2003.
10. LEITNER, Peter. Além dos números. HSM Management, São Paulo, n.14,
ano 3, p.14-120, Maio/Jun. 1999.
11. LEONE N. M., As especificações das pequenas e médias empresas. Revista
de Administração, São Paulo, p.91-94 Abr/Jun 1999.
12. LETHBRIDGE, Eric. Tendências da empresa familiar no mundo. Revista do
BNDES, nº7, Brasília, 1997.

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AUTOR DO TRABALHO
Nome. Sérgio Alfredo Macore
Nickname. Helldriver Rapper
Facebook. Sérgio Alfredo Macore ou Helldriver Rapper Rapper
Morada. Pemba – Cabo Delgado
Telefone. +258 846458829
E-mail. Sergio.macore@gmail.com

NB. Depois de baixar esse trabalho, não esqueça de ligar para mim e agradecer.
Também, faço trabalhos por encomenda.

BOA SORTE

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