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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE HISTÓRIA – PROFHISTÓRIA


Memória, Violência e Trauma no Mundo Contemporâneo – 1º Semestre de 2019
Professores: Maria Paula Araújo e Michel Gherman

Apresentação do livro “Los Trabajos de La Memoria” - Elizabeth Jelin

Por Samuel de Almeida Henriques.

1-Sobre a autora:
 Licenciada en Sociologia, Universidad de Buenos Aires, 1962.
 Ph.D., Sociology, University of Texas at Austin, 1968.
 Trabalha com memória e trauma.
 Inicialmente com trabalhos voltados para economia.

2-Sobre o livro:
 O livro faz parte de um programa desenvolvido pelo Panel Regional de América Latina. Uma espécie de
grupo de estudos que tem como objetivo a investigação e formação de jovens investigadores sobre a
memória e repressão política no Cone Sul.

 Sua produção gira em torno de três questões básicas:


1ª A necessidade de gerar avanços teóricos e investigação que contribuam para enriquecer os
debates sobre a natureza das memórias e constituição de identidades com base nas lutas pela
memória sobre as práticas sociais e políticas nas sociedades de transição;
2ª Promover o desenvolvimento de uma nova geração de investigadores com uma formação teórica
e metodológica sólida, capazes de lidar com as variedades de questões que este tema fomenta;
3ª A criação de uma rede de intelectuais públicos da região, preocupados com o estudo da memória
social e temas relacionados a ela.

Na introdução a autora mostra a linha de pensamento que será conduzida pela escrita, Contribuir
para a encontrar algumas ferramentas para pensar e analisar o passado, a partir de três níveis: 1º
Entender as memórias como processos subjetivos, associados à experiências e em marcas
simbólicas e materiais; 2º Reconhecer as memórias como objeto de disputas, conflitos e lutas através
das relações de poder; 3º Historicizar as memórias, reconhecer que existe trocas e pontes históricas
em relação ao passado.

 O Livro está dividido em 7 capítulos relacionados à memória e algumas de suas variações.

1º A memória no mundo contemporâneo


Construção de uma cultura da memória, a demanda da sociedade e o culto à memória; A memória
como mecanismo cultural para fortalecer o sentido de pertencimento a grupos e comunidades; Como
o trauma interfere diretamente naquilo que o sujeito pode ou não lembrar.

 A temporalidade complexa
A ressignificação do passado a partir da visão do presente usando como referência Koselleck
“Espaços de experiência” e “Horizonte de expectativas”; A mudança de sentidos a partir da relação
com o outro, as “minhadades”; Os espaços em relação aos acontecimentos, aliados às expectativas,
podem ressignificar o passado e modificar as expectativas em relação ao futuro;

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 Os trabalhos da memória (trabalho como algo transformador, que agrega valor); Como algumas
vivências do passado podem causar efeitos em tempos posteriores, independente da vontade. Ex.
Traumas; O trabalho elaborativo: confrontar as memórias e analisá-las; No plano coletivo, o desafio
é superar as repercussões, superar os esquecimentos e os abusos políticos, tomar distância ao mesmo
tempo promover o debate e a reflexão ativa sobre esse passado e seu sentido no presente/futuro.

2º De que falamos quando falamos de memória?


Memória envolve recordações e esquecimentos, narrativas e ações, silêncios e gestos. Em jogo
saberes e emoções, lacunas e fraturas.
Questão: quem recorda? Sujeito individual ou coletivo?
O ato de recordar e esquecer é ativado por um presente em função de expectativas futuras.

 Tradições intelectuais, tradições disciplinares


A maior preocupação está naquilo que não é recordado; Os processos químicos, psíquicos e
psiquiátricos que levam ao esquecimento; Na psicanálise, o papel do inconsciente e das emoções;
O processo de recordar e esquecer é individual e intransferível; Halbwachs, os marcos sociais da
memória e a memória coletiva; Só lembro com o outro; A memória se mantém viva quando é
lembrada no coletivo; Toda memória é uma reconstrução; Segundo Halbwachs, as noções de tempo
e espaço são construções sociais; Para algumas sociedades o presente é uma repetição e reprodução
do passado. Isso se deve aos rituais e repetições; As repetições podem perder seus sentidos
ritualísticos pela distância da origem.

 Memória e identidade
Poder recordar e rememorar algo do próprio passado é o que sustenta a identidade; Períodos de
crises e calmos, relacionados à construção da identidade e memória.

 As memórias e os esquecimentos
Um acontecimento rememorado ou memorável será expresso em uma forma narrativa da maneira
como o sujeito constrói um sentido para o passado; O interesse pelas memórias narrativas; As
“memórias feridas” Paul Ricouer; O silêncio ocupa um lugar central. Toda narrativa do passado
implica uma seleção. A memória é seletiva. A memória total é impossível; O esquecimento seletivo
a partir da destruição de provas documentais; Toda política de conservação da memória, ao
selecionar as fontes para preservar, conservar e comemorar, tem implícita uma vontade de esquecer;
As dificuldades para recuperar as memórias individuais e torna-las coletivas, para validá-las diante
da sociedade; O esquecimento “evasivo” de Ricouer, que pode ferir; O silêncio imposto pela
ditadura; O silêncio como forma de não ferir o outro, que também sofre com as marcas desse
passado; Há outra lógica para o silêncio. Para relatar sofrimentos, é necessário encontrar do outro
lado a vontade de escutar; Todorov não se opõe à recuperação do passado, mas a sua utilização por
parte de diversos grupos com interesses próprios.

 Discursos e experiência
A memória com a função de dar sentido ao passado; O poder das palavras não está nas palavras por
si só, mas na autoridade que representam e nos processos ligados às instituições que as legitimam;
3º As lutas políticas pela memória
A investigação do tema não consiste em tratar os fatos sociais como coisas, mas como os fatos
sociais se tornam coisas. Se trata de estudar os processos e atores que interferem no trabalho de
construção e formação das memórias.

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 A confirmação de uma história nacional e uma história oficial
O vínculo com o poder é um ponto central na intencionalidade da construção da narrativa da nação;
Durante as ditaduras, os bons e os maus estão claros, a censura se faz presente, entretanto, no período
democrático no Brasil, não houve qualquer impedimento para que a memória positiva desse período
pudesse ser calada; No cenário político de troca do Estado, alguns autores sociais reclamam a
legitimidade de suas vozes, reclamando a verdade e a justiça.

 A conflituosa história das memórias


Muitos golpes se constituem a partir de uma narrativa de “salvação da pátria”; O exemplo da França
no pós II Guerra Mundial.

 Os agentes da memória e seus empreendimentos


Os “empreendedores da memória” têm a função de centrar na dinâmica dos conflitos ao redor da
memória pública;

 Algumas marcas da memória: comemorações e lugares


Os sentidos das festas mudam ao longo do tempo, na medida que as diferentes visões cristalizadas
e se institucionalizam, a medida que novas gerações e novos atores lhes conferem novos sentidos;
Exemplo o 24 de março na Argentina. A história “oficial” do governo ditatorial justificava suas
ações em nome do combate à subversão; Monumentos, placas de recordações e outras marcas são
as maneiras que os atores oficiais e não oficiais tratam de dar materialidade às memórias. Há
também a prática de apagar o lugar, com vistas para o apagamento de referencial e,
consequentemente, a memória; E quando a memória não pode ser materializada?; O passar do tempo
histórico, político e cultural necessariamente implica novos processos de significação do passado,
com novas interpretações. E então, surgem revisões, mudanças nas narrativas e novos conflitos; A
diferença dos referenciais de memória após a unificação alemã. O confronto de histórias e memórias
oficiais;

 Os usos e abusos da memória, a propriedade e s nossos sentidos


Todorov: os usos e desusos da memória. Distinção entre memória literal e memória exemplar.
Memória exemplar é aquela do provado para o público; Os conflitos da memória. Esses conflitos
podem ser resumidos no tema da propriedade e da apropriação da memória; Quem expressa a
verdadeira memória? Quando o Estado não desenvolve canais institucionais, oficiais e legítimos
que reconhecem abertamente os acontecimentos de violência do Estado e repressão passados, a luta
sobre a verdade e sobre as memórias apropriadas se desenvolvem na arena social; Quem pode falar
em nome de quem? Há aqui um duplo perigo histórico. O esquecimento e o vazio institucional por
um lado, que converte as memórias em memórias laterais de propriedade intransferíveis e
incompartilháveis. A criação de novos sentidos por parte dos militantes da memória.

4º História e memória social


Três possibilidades do pensar as relações entre passado.
1º A memória como recurso para investigação no processo de construção do passado;
2º O papel que a investigação histórica pode ter para corrigir memórias equivocadas ou falsas;
3º A memória como objeto de estudo e investigação; A preocupação com a subjetividade; A
memória-esquecimento, a comemoração e a recordação se tornam cruciais quando se vinculam a
acontecimentos e eventos traumáticos de repressão e aniquilação, quando se trata de profundas
catástrofes sociais e de situações de sofrimento coletivo; A reivindicação do trabalho da história
para com as memórias é, neste caso, um componente central do compromisso profissional do
historiador tanto como investigador, quanto como cidadão.

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 Catástrofe social, memória histórica e trauma
Os acontecimentos traumáticos são aqueles que por sua intensidade geram no sujeito uma
incapacidade de responder, provocando transtornos diversos em seu funcionamento social;

 Historicizar a memória
A construção da memória sobre o passado se converte então em um objeto de estudo da própria
história, o estudo histórico das memórias, que chama então a “historicizar a memória”; O dilema
entre o presentismo e o taxidermismo; O caso argentino; O tempo das memórias não é linear, não é
cronológico, ou racional; O evento traumático tem seu efeito maior e mais claramente injustificável
na vítima.

 Os espaços entre história e memória


Não há uma maneira de pleitear a relação entre história e memória. São múltiplos níveis e tipos de
relação.

5º Trauma, testemunho e memória


Quem pode contar o que viveu situações invisíveis?

 O testemunho depois de Auschwitz


Os sentidos ou não dos que contam e dos que ouvem; “Testigo” = quem viveu uma experiência e
pode narrá-la?;

 Quem escuta e para quem se testemunha?


O nascimento de uma nova verdade.

 O testemunho dos sem voz


O objetivo é dar voz a quem foi silenciado pelo poder. Não há lugar para a identificação a não ser
pelo diálogo. Pg 90. Rigoberta se apresenta como representante de um coletivo, como seu
testemunho tivesse um sujeito plural. O singular representa o plural. A relação entre eventos e
representações.

 Os testemunhos da repressão do Cone Sul


De maneira central, existe também um propósito político e educativo: transmitir experiências
coletivas da luta política, assim como os horrores da repressão, em um intento de indicar caminhos
desejáveis e marcar com força o “nunca mais”.

 Em síntese
O testemunho como construção de memórias implica multiplicidade de vozes, circulação de
múltiplas “verdades”, também de silêncios, coisas não ditas - como o livro de Marta Diana, onde as
mulheres entrevistadas nunca falam sobre sua participação ativa na luta armada. Pg. 96
O sofrimento traumático pode privar a vítima da linguagem, de sua comunicação, e isto pode
impedir o testemunho, ou permitir fazê-lo sem subjetividade. Pg 96
O testemunho pessoal, de quem sofreu diretamente começam a falar e narrar suas experiências e
sofrimentos. E ao mesmo tempo, uma fonte fundamental para recolher informações sobre o que
houve, um exercício de memória pessoal e social. Pg 96
Há momentos históricos aptos para escutar e outros não. Pg. 97
Devemos pleitear a urgência de historicizar, de incluir a temporalidade e a historicidade das
narrativas personalizadas e das possibilidades de escutar. Pg. 97
Há um processo de duelo e cura através da separação e aceitação da perda. Pg 97

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6º O gênero nas memórias
O lugar dos homens e mulheres na memória relacionada à ditadura. Exemplo de Pinochet apoio e
acusações. Pg 99

 A repressão tem gênero


As mulheres foram sequestradas e foram objeto de repressão por sua identidade familiar, por seu
vínculo com os homens - companheiros e maridos especialmente, também filhos - com a finalidade
de obter informações dobre atividades políticas de seus familiares. Pg 102
A identificação com a maternidade e seu lugar familiar, colocou as mulheres em um lugar muito
especial, o de responsáveis pelos “maus caminhos” e desvios de seus filhos e demais parentes. Pg.
102
E responsabilidade das mulheres em manter a família na ausência dos homens. Pg 105
Os efeitos das ditaduras limitaram a ampliação das redes e vínculos sociais. Pg 106

 Um nível diferente, mulheres e homens recordam


A experiência direta e a intuição indicam que mulheres e homens desenvolvem habilidades
diferentes no que concerne à memória. Pg 107
Existem algumas evidências qualitativas que indicam que as mulheres tendem a recordar eventos
com mais detalhes, enquanto que os homens tendem a serem mais resumidos em suas narrativas. Pg
108
Homens e mulheres desenvolvem práticas diferentes em quanto e como publicizar suas memórias.
Pg 109
Algumas evidencias de análises de sobreviventes de campos de concentração nazis indicam que as
mulheres resistiram “melhor” aos intentos de destruição da integridade pessoal, devido a seus egos
não estarem centrados em si mesmas, mas dirigidos ao que acontecia a seu entorno e aos outros que
as cercavam. Pg. 110
Às vezes as mulheres contam histórias diferentes das dos homens. Isso permite uma pluralidade de
pontos de vista. Pg 111

 O sistema de gênero e a memória


Na resistência à ditadura surgiram mulheres como sujeitos políticos ativos, e que muitas vezes sua
atuação implicou em um processo de masculinização para poder legitimar-se. Pg 115
As mulheres (mães, familiares, avós, viúvas etc.) têm aparecido na cena pública como portadoras
da memória social das violações dos direitos humanos. Pg. 115
Na expressão pública de memórias - em seus distintos gêneros e formas de manifestação - as visões
das mulheres têm um lugar central, como narradoras, como mediadoras, como analistas. Pg. 115

7º Transmissões, heranças e verdade


A dificuldade dos judeus (yiddishkeit) em transmitir seus códigos de comportamento e modos de
vida para as novas gerações. Pg 117
A produção dos livros de memória. Pg 117.
Os livros de memória se transformaram em cemitérios não visitados. Pg 117.
Questões: O que fazem outros jovens (tendo em vista que alguns comemoram a ditadura através de
manifestações artísticas de diversas formas)? Que sentido dão ao passado ditatorial? E o olhar
diferente sobre o passado? Quem os diferencia? Pg. 118

 A temporalidade social: gerações e cortes


As diferenças entre as gerações. Pg 120

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Que pegadas do passado se apagam de maneira irrecuperável? Quais estão ativas ou guardadas no
esquecimento, para serem eventualmente recuperadas? Como intervém os trabalhos dos
“empreendedores de memória” na renovação das recordações, e nos sentidos do passado? Pg 120
Há três processos de transformação que resultam da multiplicidade de temporalidades: 1º O
crescimento, amadurecimento e envelhecimento pessoal; 2º O tempo do devir da História; 3º A
sucessão e renovação geracional dos agentes históricos. Pg 121.

 As aprendizagens e apreensões do passado Pg 121


Se pode aprender a partir do passado? Qual é a dinâmica dessa aprendizagem? Quais são as lições
da história? Se trata de uma representação do passado ou de outros processos de apreensão da
experiência? Pg 121
“Recordar para não repetir” ou “nunca mais” Pg 121
“A aplicação das lições da história ocorre pelo menos com vinte anos de distância, quando uma
nova geração está chegando ao poder. Pg 122

 A memória como tradição e transmissão Pg 123


Só se pode esquecer os acontecimentos que viveu, não se pode esquecer aquilo que não foi vivido.
Pg 123
Quando dizemos que um povo recorda, na verdade dizemos primeiro que um passado foi
ativamente transmitido para as gerações contemporâneas, e que esse passado foi recebido
carregado de um sentido próprio. Pg 124
Um povo jamais pode esquecer aquilo que não recebeu. Pg 124
As instituições tradicionais - a igreja e a família, a classe social e a nação - foram, durante muito
tempo, os marcos sociais para a memória. Pg 124
A questão da transmissão se divide em três vias simultâneas: 1ª a inércia social dos processos de
transmissão de tradições e saberes sociais acumulados, 2ª a ação estratégica dos empreendedores
da memória, 3ª e os processos de transmissão geracionais. Pg 125

 As memórias ativas Pg 125


Quem tenta transmitir? A quem? Quem é deixado e quem incorpora os outros que irão transmitir?
Para transmitir os sentidos do passado, há pelo menos, dois requisitos: 1º Que haja bases para um
processo de identificação, para uma ampliação das nossas intergerações; 2º Deixar aberta a
possibilidade para quem receber, que possa dar seu próprio sentido, reinterpretando e
ressignificando - e que, quando repitam, memorizem. Pg 126
As reinterpretações e os currículos escolares. Pg 128
Se o conflito político não está resolvido, não se pode elaborar tal versão. O sistema educativo se
converte, então, em uma arena de luta entre diversos atores e versões. Pg 128

 Legados, resultados e sequelas Pg 130


Os atores sociais e as instituições podem expressar uma vontade de atuar (preservar, transmitir)
sobre as memórias. Pg 130.
Os fantasmas e sombras que rondam, duram muito tempo. Para muitos, os restos e sequelas de um
período autoritário não se superam facilmente, e permanecem nas práticas cotidianas como
reações irreflexivas, incorporadas como hábito: não sair sem documentos de identidade para a rua,
sentir ameaças, reagir com sobressaltos às sirenes e uniformes. Pg 132.
São entretanto, as gerações mais jovens que não viveram o período que deixaram pegadas, quem
questionam e põem em evidência esses restos. Pg. 132

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Na falta de palavras e símbolos para dar conta do passado, opta-se pelo silêncio. Pg. 132
Quando se fala de restos, de sombras, de pegadas ou sequelas, a referência é a outra face da
memória, o esquecimento e o silêncio. Pg. 133

 Considerações finais. Pg. 134


Não é através das tentativas de impor uma visão do passado ou de tentar construir um consenso
(geralmente mínimo) entre atores sociais, sendo que, possivelmente, a reflexão sobre a ordem
democrática requer a legitimidade dos espaços de disputa pelas memórias. Pg. 136/137
O ordenamento democrático implicará, então, no reconhecimento do conflito e a pluralidade, más
que buscar reconciliações, silêncios ou apagamentos. Pois esse reconhecimento do conflito requer
também uma base forte na lei e no direito. Pg. 137
A estratégia de incorporar o passado, então, exige a criação de múltiplos espaços de debate. O
sistema educativo e o âmbito cultural são alguns dos cenários de onde se pode levar adiante uma
estratégia de incorporação desse passado. Seu sentido, entretanto, estará marcado pela centralidade
da lei e da justiça. Como pergunta Yerushalmi: É possível que o antônimo de “esquecimento” naõ
seja “a memória” senão a justiça? Pg. 137