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ADVOCACIA­GERAL DA UNIÃO

PROCURADORIA­GERAL FEDERAL
DEPARTAMENTO DE CONSULTORIA

 
NOTA n. 00036/2015/DEPCONSU/PGF/AGU
 
NUP: 48400.001366/2014­23
INTERESSADOS: DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL ­ DNPM
ASSUNTOS: PRORROGAÇÃO DE CESSÃO
 
 
 
EMENTA:
I  –  REQUISIÇÃO  DE  SERVIDORA.  CARTÓRIO  ELEITORAL.  TRIBUNAL
REGIONAL ELEITORAL DO CEARÁ – TRE/CE. CONTROVÉRSIA QUANTO AO
PRAZO DE PRORROGAÇÃO. 
II  –INTERPRETAÇÃO  SISTEMÁTICA  À  LEI  Nº  6.999/1982;  DECRETO  Nº
4.050/2001;
III  ­  PARECER  Nº  15/2012/AACF/DEPCONSU/PGF/AGU  e  NOTA  nº
07/2014/DEPCONSU/PGF/AGU.  INTERPRETAÇÃO  RESTRITIVA  AO  ART.  2º,
INCISO I, DA Lei Nº 6.999, DE 1982.
IV  ­  O  PRAZO  PARA  REQUISIÇÃO  DE  SERVIDORES  DO  EXECUTIVO  À
JUSTIÇA  ELEITORAL  É  DE  1  (UM)  ANO,  PRORROGÁVEL  POR  MAIS  1  (UM
ANO), COMPROVADA A MANUTENÇÃO DA NECESSIDADE DE REQUISIÇÃO.
V – PELA DEVOLUÇÃO DA SERVIDORA AO ÓRGÃO DE ORIGEM.
 
 
 
 
Senhor Diretor do Departamento de Consultoria,
 
1.    Trata­se  do  Ofício  nº  3358/2014,  encaminhado  ao  Diretor­Geral  do  Departamento  Nacional
de  Produção  Mineral  –  DNPM,  pela  Juíza  Auxiliar  da  Presidência  do  Tribunal  Regional  Eleitoral  do  Ceará,
reportando­se  ao  Ofício  nº  423/2014­GM­MME,  de  21/7/2014,  que  se  refere  à  prorrogação  da  requisição  da
servidora  Elisabete  Valverde  Araújo  Alves  daquele  Departamento,  que  se  encontra  prestando  serviço  no
Cartório da 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza, oportunidade na qual “esclarece” que:
 
“(...) a requisição de servidores para o serviço eleitoral – ao contrário do instituto da
cessão  –  constitui  ato  de  império  desta  Justiça  Especializada,  revestido  de  caráter
irrecusável,  de  acordo  com  o  art.  1º,  inciso  I,  do  Decreto  Federal  nº  4.050/2001
transcrito a seguir, e de competência privativa dos Tribunais Regionais Eleitorais, nos
termos do art. 30, inciso XIV, da Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral), e do art. 6º § 2º,
da Resolução TSE nº  23.255/2010, sendo prescindível, portanto, a anuência do órgão
de origem.”
 
2. Referido ofício, afirma ainda, no tocante ao prazo de permanência de servidores requisitados,
que  com  vistas  a  regulamentar  as  recomendações  contidas  nos  Acórdãos  do  Tribunal  de  Contas  da  União,  nº
199/2011,  1551/2012  e  2314/2012,  o  TRE/CE  editou  a  Resolução  TRE/CE    nº  506,  de  2012,  estabelecendo,  de
acordo  com  os  comandos  da  Corte  de  Contas,  o  prazo  máximo  de  10  (dez)  anos  para  a  permanência  de
requisitados  nas  zonas  eleitorais,  sendo  que  com  relação  à  servidora  em  questão  foi  verificado  que  a  última
prorrogação de sua requisição ocorreu em 17/9/2013, para o período de 10 de outubro de 2013 à 9 de outubro
de 2014, correspondendo assim ao segundo ano de sua permanência no âmbito da Justiça Eleitoral do Ceará, de
acordo com o art. 16 do citado regulamento.
 
3.  Ocorre  que  às  fls.  04  segue  Despacho  (Ref.  nº  9827­2014­PAD),  que  cuida  do  Ofício  nº
423/2014­GM­MME,  de  21.7.2014,  subscrito  pelo  Chefe  de  Gabinete  do  Ministro  de  Estado  das  Minas  e
Energia,  encaminhando  cópia  do  despacho  exarado  pelo  Diretor­Geral  do  DNPM,  comunicando  o
indeferimento  do  pedido  de  prorrogação  da  requisição  da  referida  servidora,  em  razão  do  significativo
tempo  de  serviço  prestado  pela  mesma  à  Justiça  Especializada,  além  do  reduzido  quadro  de  pessoal  da
Autarquia,  posto  que  a  “Seção  de  Normas  e  Jurisprudência  de  Pessoal  (SENOP)  informou  que  a
serventuária  presta  serviços  à  Justiça  Eleitoral  desde  10.10.2003, sendo  sua  requisição  fundamentada  na
Lei nº 6.999/1982, no Decreto nº 4.050/2001, na Resolução TSE nº 23.255/2010 e na Resolução TRE/CE nº
506/2012.”  
 
4.  Na  sequência,  pelo  Ofício  nº  3425/2014  (fl.  09),  o  TRE/CE  comunica  ao  Ministro  de  Estado
das Minas e Energia que na sessão de 20/8/2014, resolveu, nos termos do art. 30, inciso XIII, combinado com o
art.  365  do  Código  Eleitoral,  e  da  Lei  nº  6.999/82  autorizar  a  renovação  da  servidora,  datilógrafa  do  DNPM,
lotada  na  Superintendência  do  Ceará,  a  fim  de  continuar  prestando  serviço  junto  ao  Cartório  da  3ª  Zona
Eleitoral  de  Fortaleza,  no  período  de  10  de  outubro  de  2014  a  9  de  outubro  de  2015.  Na  oportunidade
ressaltou o disposto no art. 365 do Código Eleitoral e art. 9º da Lei nº 6.999/82, que estabelecem:
 
"Art. 365 ­ O serviço eleitoral prefere a qualquer outro, é obrigatório e não interrompe
o interstício de promoção dos funcionários para ele requisitados.
 
Art. 9º ­ O servidor requisitado para o serviço eleitoral conservará os direitos e
vantagens inerentes ao exercício de seu cargo ou emprego." 
 
5. Por fim, referido documento determina “seja expedido ofício ao Departamento Nacional de
Produção Mineral, bem como ao Ministério de Minas e Energia, ratificando a legalidade da renovação de
requisição em comento, com remessa de cópia deste despacho”.
  
6. Em seguida os autos foram encaminhados ao Sr. Diretor de Gestão Administrativa Substituto
do DPNM, nos termos do Mem. nº 800/2014 – DIRE/APOIO/DNPM/SEDE, para ciência e devidas providências
em  vistas  a  atender  a  solicitação  do  Ministério  de  Minas  e  Energia/MME.  Este  por  sua  vez,  encaminha  o
processo  ao  Diretor­Geral  do  DNPM,  nos  termos  do  Ofício  nº  536/2014­GM­MME,  solicitando  o  obséquio  de
observar o teor do Ofício nº 3359/TRE/CE, bem como os dispositivos legais considerados pelo TRE/CE para a
permanência de servidores requisitados, bem como o estrito cumprimento da norma geral para a prática desses
atos no âmbito da Administração Pública Federal.
 
7. Às fls. 17, segue o DESPACHO Nº 1862/2014/SGCB/CRH/CGA/DGADM, da Diretoria de
Gestão  Administrativa,  ao  analisar  a  prorrogação,  sugere  o  encaminhamento  dos  autos  à  PROJUR  para  a
análise da juridicidade da prorrogação, especialmente quanto ao princípio da separação dos poderes, tendo
em vista que o assunto é recorrente no âmbito do DNPM e considerando a manifestação do TRE/CE deixar claro
que  a  requisição  prescindiria  de  anuência  do  DNPM,  tendo  sido  o  prazo  máximo  para  a  prorrogação
estabelecido unilateralmente por aquele Tribunal. Desta feita, os autos foram encaminhados à Procuradoria
Jurídica, pelo DESPACHO 1628/2014­DGADM, fls. 18, para conhecimento e manifestação.
 
8. Em conclusão, o PARECER/PROGE Nº 508/2014­dsp (fls. 20 à 30), abordando a solicitação
da  renovação  da  requisição  da  servidora  e  embasando  a  controvérsia  das  disposições  na  Lei  nº  6.999,  de  7  de
junho de 1982, com entendimentos do Tribunal de Contas da União e da Procuradoria­Geral Federal, cita Nota
deste  Departamento  de  Consultoria  ­  DEPCONSU,  qual  seja,  Nota  nº  07/2014/DEPCONSU/PGF/AGU,
sugerindo  o  encaminhamento  dos  autos  a  este  DEPCONSU,  com  sugestão  de  submissão  à  Câmara  de
Conciliação e Arbitragem da Administração Federal – CCAF.
 
9. É o relatório.
 
10.  Retorna  à  este  Departamento  de  Consultoria  controvérsia  jurídica  envolvendo  o  alcance  da
limitação  temporal  imposta  pelo  art.  2º  da  Lei  nº  6.999,  de  1982,  em  se  tratando  de  afastamento  de  servidores
públicos  da  União,  dos  Estados,  do  Distrito  Federal  e  dos  Municípios  para  prestar  serviços  à  Justiça  Eleitoral,
mais precisamente a Cartório Eleitoral.
 
11. Conforme muito bem explicitado pela Nota nº 07/2014/DEPCONSU/PGF/AGU a requisição
é  medida  excepcional,  que  visa  suprir  deficiências  temporárias  de  pessoal  da  Justiça  Eleitoral  decorrente  do
aumento circunstancial do trabalho (“ano de eleição”), exigindo assim aplicação cuidadosa.
 
12.  Por  esse  motivo,  não  é  aconselhável  que  ocorram  prorrogações  ilimitadas,  posto  que
distorcem  o  instituto  e  os  propósitos  da  Lei  nº  6.999,  de  1982,  com  ofensa  aos  princípios  constitucionais  da
legalidade, da impessoalidade, da eficiência e do acesso a cargos públicos via concurso público (art. 37, caput e
inciso II, da Constituição Federal).
 
13. Vejamos o disposto na Lei:
 
“LEI Nº 6.999, DE 7 DE JUNHO DE 1982.
O  PRESIDENTE  DA  REPÚBLICA,  faço  saber  que  o  CONGRESSO  NACIONAL
decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art  .  1º  ­  O  afastamento  de  servidores  públicos  da  União,  dos  Estados,  do  Distrito
Federal,  dos  Territórios,  dos  Municípios  e  das  autarquias,  para  prestar  serviços  à
Justiça Eleitoral, dar­se­á na forma estabelecias por esta Lei.
Art . 2º ­ As requisições para os Cartórios Eleitorais deverão recair em servidor lotado
na área de jurisdição do respectivo Juízo Eleitoral, salvo em casos especiais, a critério
do Tribunal Superior Eleitoral.
§  1º  ­  As  requisições  serão  feitas  pelo  prazo  de  1  (um)  ano,  prorrogável,  e  não
excederão a 1 (um) servidor por 10.000 (dez mil) ou fração superior a 5.000 (cinco mil)
eleitores inscritos na Zona Eleitoral.
§ 2º ­ Independentemente da proporção prevista no, parágrafo anterior, admitir­se­á a
requisição de 1 (um) servidor.” (grifamos)
Art . 3º ­ No caso de acúmulo ocasional de serviço na Zona Eleitoral  e  observado  o
disposto  no  art.  2º  e  seus  parágrafos  desta  Lei,  poderão  ser  requisitados  outros
servidores pelo prazo máximo e improrrogável de 6 (seis) meses.
§  1º  ­  Os  limites  estabelecidos  nos  parágrafos  do  artigo  anterior  só  poderão  ser
excedidos em casos excepcionais, a juízo do Tribunal Superior Eleitoral.
§ 2º ­ Esgotado o prazo de 6 (seis) meses, o servidor será desligado automaticamente da
Justiça Eleitoral, retomando a sua repartição de origem.
§  3º  ­  Na  hipótese  prevista  neste  artigo,  somente  após  decorrido  1  (um)  ano  poderá
haver nova requisição do mesmo servidor.
Art . 4º ­ Exceto no caso de nomeação para cargo em comissão, as requisições para as
Secretarias dos Tribunais Eleitorais, serão feitas por prazo certo, não excedente de 1
(um) ano.
Parágrafo único ­ Esgotado o prazo fixado neste artigo, proceder­se­á na forma dos §§
2º e 3º do artigo anterior.
Art  .  5º  ­  Os  servidores  atualmente  requisitados  para  as  Secretarias  dos  Tribunais
Eleitorais poderão ter suas requisições renovadas anualmente.
Art  .  6º  ­  Os  servidores  atualmente  requisitados  para  os  Cartórios  Eleitorais,  em
número excedente ao fixado nos limites estabelecidos no art. 2º desta Lei, deverão ser
desligados pelos respectivos Tribunais, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data da
publicação desta Lei, retornando as suas repartições de origem.
Art  .  7º  ­  Ressalvada  a  hipótese  do  artigo  anterior,  os  prazos  de  requisição  dos
servidores  atualmente  a  disposição  da  Justiça  Eleitoral  consideram­se  iniciados  na
data da entrada em vigor desta Lei.
Art  .  8º  ­  Salvo  na  hipótese  de  nomeação  para  cargo  em  comissão,  não  serão
requisitados  ocupantes  de  cargos  isolados,  de  cargos  ou  empregos  técnicos  ou
científicos,  e  de  quaisquer  cargos  ou  empregos  do  magistério  federal,  estadual  ou
municipal.
Art  .  9º  ­  O  servidor  requisitado  para  o  serviço  eleitoral  conservará  os  direitos  e
vantagens inerentes ao exercício de seu cargo ou emprego.(...)” (grifamos)
 
14.  Verifica­se  que  o  legislador  separou  as  requisições  em  dois  grupos:  1)  referentes  aos
Cartórios Eleitorais que, embora tenham prazos delimitados, podem ser prorrogadas; 2) as das Secretarias dos
Tribunais Eleitorais, com tempo de duração fixo que não pode ser ampliado; sendo que para qualquer tipo de
requisição  deve  ocorrer  um  interstício  de  pelo  menos  um  ano  para  um  mesmo  servidor  retornar  ao  Tribunal
Regional Eleitoral no qual já prestou serviços. 
 
15.  Por  Zona  Eleitoral  entende­se  a  região  geograficamente  delimitada  dentro  de  um  estado,
gerenciada  pelo  Cartório  Eleitoral,  que  centraliza  e  coordena  os  eleitores  domiciliados  na  localidade.  Pode  ser
composta  por  mais  de  um  município  ou  apenas  por  parte  dele,  seguindo  em  regra  a  divisão  de  comarcas  da
Justiça Estadual – limite territorial de competência de cada juízo.
 
16.  Vale  ainda  mencionar  que  o  Projeto  de  Lei  nº  5.330,  de  1981  (nº  118  no  Senado  Federal)  ­
atual  Lei  nº  6.999,  de  1982  ­  foi  vetado  nos  termos  dos  artigos  59,  parágrafo  1º  e  81,  item  IV  da  Constituição
Federal anterior, conforme a mensagem de Veto nº 235, posto que previa a possibilidade do funcionário de outros
órgãos  que  prestassem  serviços  aos  Tribunais  Regionais  Eleitorais  concorrerem  a  transposição  ou  a
transformação  de  cargo,  o  que  naquela  altura  já  contrariava  a  previsão  constitucional  de  admissão  mediante
concurso público, vejamos:
 
                                               Mensagem de Veto nº 235:
 
“Art.  10  –  Os  funcionários  federais,  estaduais  e  municipais,  pertencentes  a  outros
órgãos da Administração Pública e que presentemente estiverem prestando serviços aos
Tribunais Regionais Eleitorais, poderão concorrer à transposição ou à transformação
dos respectivos cargos dos Quadros Permanentes dos Tribunais”.
 
Com  efeito,  o  art.  108  §  2º  da  Constituição,  prescreve  que  os  Tribunais  federais
“somente poderão admitir servidores mediante concurso público de provas, ou provas e
títulos, após a criação dos cargos respectivos, por lei aprovada pela maioria absoluta
dos membros das casas legislativas competentes.
 
A  única  forma  de  se  proceder  à  integração  dos  funcionários  requisitados  nas
secretarias  dos  Tribunais  é  sua  investidura  em  cargos  disponíveis,  previstos  nos
respectivos quadros permanentes. Esses cargos não prescindem de criação por lei, cuja
tramitação no Congresso nacional deve obediência a rito especial, previsto no art. 108,
§ 2º, retrocitado.
 
17.  O  ato  ressalta  ainda  a  impropriedade  na  redação  do  dispositivo  vetado  ao  tratar  de
“transformação ou transposição” de cargos públicos, não se comportando no sistema federativo que prima pela
autonomia dos Estados e Municípios, bem como a afronta ao art. 65 § 1º, da Constituição, uma vez que muitos
funcionários  requisitados  percebem  seus  vencimentos  dos  erários  estaduais  ou  municipais  e,  ao  passar  aos
quadros permanentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, seriam pagos pela União, o que importaria aumento da
despesa:
 
Além disso, há impropriedade na redação do dispositivo ora vetado, quando trata de
“transformação ou transposição” de cargos públicos estaduais e municipais em cargos
públicos  federais.  Tal  não  se  comporta  no  sistema  federativo,  que  prima  pela
autonomia dos Estados e Municípios (Arts. 13 e 15 da Constituição).
 
Há,  ainda,  afronta  ao  art.  65,  §  1º,  da  Carta,  uma  vez  que  muitos  funcionários
requisitados  percebem  seus  vencimentos  dos  erários  estaduais  ou  municipais  e,
passando aos quadros permanentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, seriam pagos
pela União, o que importa aumento da despesa.
 
São estas as razões que me levaram a vetar, parcialmente, o projeto em causa, as quais
ora submeto a elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.
 
18. O Decreto nº 4.050, de 2001, que regulamenta o art. 93 da Lei nº 8.112, de 1990 (cessão de
servidores  de  órgãos  e  entidades  da  Administração  Pública  Federal,  direta,  autárquica  e  fundacional  e  outras
providências), dispõe em seu artigo 1º que a requisição é revestida de caráter irrecusável, sendo prescindível a
anuência do órgão de origem, sem prejuízo da remuneração ou salários permanentes, inclusive encargos sociais,
gratificação natalina, férias e adicional de um terço, vejamos:
 
Art. 1º ­ Para fins deste Decreto considera­se: 
      I ­ requisição: ato irrecusável, que implica a transferência do exercício do servidor
ou  empregado,  sem  alteração  da  lotação  no  órgão  de  origem  e  sem  prejuízo  da
remuneração  ou  salário  permanentes,  inclusive  encargos  sociais,  abono  pecuniário,
gratificação natalina, férias e adicional de um terço;       II ­ cessão: ato autorizativo
para  o  exercício  de  cargo  em  comissão  ou  função  de  confiança,  ou  para  atender
situações  previstas  em  leis  específicas,  em  outro  órgão  ou  entidade  dos  Poderes  da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem alteração da lotação no
órgão de origem;       III ­ reembolso: pagamento referente a parcelas da remuneração
ou salário permanentes, já incorporadas à remuneração do cedido, inclusive encargos
sociais,  abono  pecuniário,  gratificação  natalina,  férias  e  adicional  de  um  terço  de
férias,  excluídas  as  relativas  ao  exercício  de  cargos  comissionados  ou  função  de
confiança e chefia no órgão ou entidade de origem;       IV ­ órgão cessionário: o órgão
onde o servidor irá exercer suas atividades;  e
      V ­ órgão cedente: o órgão de origem e lotação do servidor cedido. 
 
Art.  2º    O  servidor  da  Administração  Pública  Federal  direta,  suas  autarquias  e
fundações  poderá  ser  cedido  a  outro  órgão  ou  entidade  dos  Poderes  da  União,  dos
Estados,  do  Distrito  Federal  e  dos  Municípios,  incluindo  as  empresas  públicas  e
sociedades  de  economia  mista,  para  o  exercício  de  cargo  em  comissão  ou  função  de
confiança e, ainda, para atender a situações previstas em leis específicas. 
      Parágrafo único. Ressalvadas as cessões no âmbito do Poder Executivo e os casos
previstos  em  leis  específicas,  a  cessão  será  concedida  pelo  prazo  de  até  um  ano,
podendo  ser  prorrogado  no  interesse  dos  órgãos  ou  das  entidades  cedentes  e
cessionários.      Art. 3º Ressalvada a hipótese contida no § 4º do art. 93 da Lei nº 8.112,
de 11 de dezembro de 1990, a cessão obedecerá aos seguintes procedimentos: 
      I ­ quando ocorrer no âmbito do Poder Executivo, será autorizada pelo Ministro de
Estado ou autoridade competente de órgão integrante da Presidência da República a
que pertencer o servidor; e 
      II ­ quando ocorrer para órgão ou entidade dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios  ou  de  outro  Poder  da  União,  será  autorizada  pelo  Órgão  Central  do
Sistema  de  Pessoal  Civil  ­  SIPEC,  ficando  condicionada  à  anuência  do  Ministro  de
Estado ou autoridade competente de órgão integrante da Presidência da República ao
qual o servidor estiver lotado.      Art. 4º  Na hipótese do inciso II do art. 3º , quando a
cessão ocorrer para os Poderes dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, o
ônus da remuneração do servidor cedido, acrescido dos respectivos encargos sociais,
será do órgão ou da entidade cessionária. 
 
19.  Sabemos  ainda  que  as  requisições  de  servidores  e  suas  respectivas  prorrogações  são
disciplinada pela Lei nº 4.737, de 1965, o Código Eleitoral, que por sua vez estabelece:
 
 
Art. 23. Compete, ainda, privativamente, ao Tribunal Superior:
XVI  –  requisitar  funcionários  da  União  e  do  Distrito  Federal  quando  o  exigir  o
acúmulo ocasional do serviço de sua Secretaria;
 
Art. 30. Compete, ainda, privativamente, aos Tribunais Regionais:
XIV – requisitar funcionários da União e, ainda, no Distrito Federal e em cada Estado
ou  Território,  funcionários  dos  respectivos  quadros  administrativos,  no  caso  de
acúmulo ocasional de serviço de suas Secretarias;
 
20.  Fica  claro  portanto  que  o  que  justifica  a  requisição  de  servidores,  de  qualquer  forma,  é
situação excepcional envolvendo acúmulo ocasional de trabalho, de caráter restritivo, ou seja, não comportando
a finalidade de eternizar o vínculo, mediante prorrogações consecutivas e ilimitadas.
 
21. Acrescente­se ainda que a Resolução TRE/CE nº 506, citada inicialmente nos autos, sofreu
alterações  significativas  com  o  advento  das  Resoluções  nº  517,  de  20.3.2013  e  nº  585/2015.  Vejamos  o  que
dispõe quanto ao prazo de prorrogação:
 
“Art. 11. As  requisições  poderão  ser  prorrogadas  a  critério  deste  Tribunal,  mediante
avaliação anual de necessidades, procedendo­se o exame caso a caso. (Resolução TSE
nº 23.255/2010, art. 6º § 2º).
 
Art. 12. Os servidores requisitados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará poderão
exercer suas atividades nos Cartórios Eleitorais pelos seguintes períodos:
 
I – 6 (seis) anos, na hipótese de servidor oriundo da Administração Pública Federal,
considerando­se, nesse lapso, 1 (um) ano de requisição inicial e até 5 (cinco) anos de
prorrogação) (inciso acrescentado pela Resolução nº 585/2015)
 
II  –  8  (oito)  anos,  na  hipótese  de  servidor  oriundo  da  Administração  Estadual  ou
Municipal, considerando­se, nesse lapso, 1 (um) ano de requisição inicial e até 7 (sete)
anos de prorrogação.  (inciso acrescentado pela Resolução nº 585/2015)
 
§  1º  Esgotados  os  prazos  estabelecidos  neste  artigo,  os  servidores  serão  devolvidos
automaticamente  aos  seus  respectivos  órgãos  públicos  de  origem  e  somente  poderão
ser novamente requisitados pela Justiça Eleitoral após o decurso de 1 (um) ano. (nova
redação dada pela Resolução nº 585/2015)
 
 
§ 2º Para fins de contagem do prazo de requisição, considerar­se­á como data inicial o
dia  em  que  o  servidor  comparecer  ao  Cartório  Eleitoral  em  que  desempenhará  suas
funções. (nova redação dada pela Resolução nº 585/2015)”
 
22.  O  Tribunal  Superior  Eleitoral,  regulamentou  a  matéria  através  da  Resolução  TSE  nº
23255/10, de 29 de abril de 2010, que dispõe sobre a requisição de servidores públicos pela Justiça Federal, de
que  trata  a  Lei  nº  6.999  de  7  de  junho  de  1982.  Tal  Resolução  deixa  claro  ainda,  em  seu  artigo  3º,  que  a
requisição deve ocorrer dentro da mesma unidade da Federação:
 
“Art.  1°  Os  servidores  públicos  da  União,  dos  Estados,  do  Distrito  Federal,  dos
Territórios,  dos  Municípios  e  das  autarquias  podem  ser  requisitados  para  prestar
serviços  à  Justiça  Eleitoral,  com  ônus  para  o  órgão  de  origem,  regendo­se  o
afastamento na forma destas instruções, sempre no interesse da Justiça Eleitoral.
 
Art.  2°  Não  podem  ser  requisitados  ocupantes  de  cargos  isolados,  de  cargos  ou
empregos  técnicos  ou  científicos,  e  de  quaisquer  cargos  ou  empregos  do  magistério
federal,  estadual  ou  municipal,  salvo  na  hipótese  de  nomeação  para  cargo  em
comissão.
 
Art. 3° A requisição deve ocorrer dentro da mesma unidade da Federação.” (grifamos)
 
23.  Além  disso,  a  Resolução  TSE  nº  23255/10  diferencia  a  requisição  para  os  Cartórios
Eleitorais (Seção II), da requisição para as Secretarias dos Tribunais Eleitorais (Seção III), estabelecendo ainda
uma terceira modalidade, qual seja, a cessão de servidores à Justiça Eleitoral para ocupar cargo em comissão ou
exercer função de confiança com base no art. 93, inciso I, da Lei nº 8.112, de 1990, artigo 10:
 
Seção II
 
Da Requisição para os Cartórios Eleitorais
 
Art.  6°  Compete  aos  tribunais  regionais  eleitorais  requisitar  servidores  lotados  no
âmbito de sua jurisdição para auxiliarem os cartórios das zonas eleitorais, observada a
correlação  entre  as  atividades  desenvolvidas  pelo  servidor  no  órgão  de  origem  e
aquelas a serem desenvolvidas no serviço eleitoral.
 
§  1°  Os  juízes  eleitorais  podem,  a  critério  do  respectivo  tribunal  regional,  requisitar
servidores para auxiliar os cartórios das zonas eleitorais do interior, no âmbito de sua
jurisdição, devendo encaminhar ao tribunal regional os dados cadastrais do servidor.
 
§2° As requisições são feitas pelo prazo de um ano, podendo ser prorrogadas a critério
dos tribunais regionais, mediante avaliação anual de necessidades, caso a caso.
 
§ 3° As requisições não podem exceder a um servidor por dez mil ou fração superior a
cinco mil eleitores inscritos na zona eleitoral.
 
§ 4° Nas zonas eleitorais com até dez mil eleitores inscritos, admite­se a requisição de
apenas um servidor.
 
§ 5° O limite quantitativo estabelecido no § 3° deste artigo somente pode ser excedido
em  casos  excepcionais,  a  juízo  do  TSE,  mediante  solicitação  dos  tribunais  regionais,
instruída com as justificativas pertinentes.
 
Art. 7° No caso de acúmulo ocasional de serviço na zona eleitoral podem ser excedidos
os limites estabelecidos no art. 6° e requisitados outros servidores, pelo prazo máximo e
improrrogável de seis meses, desde que autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
 
§  1°  Esgotado  o  prazo  da  requisição,  o  servidor  é  desligado  automaticamente  da
Justiça Eleitoral, retornando ao órgão de origem.
 
§ 2° Na hipótese prevista neste artigo, somente depois de decorrido um ano pode haver
nova requisição do mesmo servidor.
 
Seção III
Da Requisição para as Secretarias dos Tribunais Eleitorais
 
Art.  8°  Compete  aos  tribunais  eleitorais,  por  ato  de  seu  presidente,  requisitar
servidores, quando houver acúmulo ocasional do serviço de sua secretaria.
 
Parágrafo único. O quantitativo de servidores requisitados não pode exceder a cinco
por cento do número de cargos efetivos do quadro de pessoal permanente do tribunal,
com lotação na respectiva secretaria.
 
Art. 9° As requisições para as secretarias dos tribunais eleitorais são feitas por prazo
certo, não excedente a um ano. Parágrafo único. Esgotado o prazo fixado neste artigo,
o  servidor  é  desligado  automaticamente  e  deve  retornar  ao  órgão  de  origem,  só
podendo ser novamente requisitado após o decurso de um ano.
 
Seção IV
Disposições Finais
 
Art. 10. A cessão de servidores à Justiça Eleitoral para ocupar cargo em comissão ou
exercer função de confiança se dá com base no art. 93, inciso I, da Lei nº 8.112, de 11
de dezembro de 1990, e cessa automaticamente em caso de exoneração ou dispensa.
 
Parágrafo  único.  À  cessão  prevista  no  art.  94­A,  inciso  li,  da  Lei  nº  9.504,  de  30  de
setembro de 1997, aplica­se o disposto no art. 7°, caput.
 
Art. 11. Não serão admitidas outras formas de requisição ou cessão de servidores para
a Justiça Eleitoral que não sejam as previstas nesta resolução.
(...)”
 
24. Assim, vale transcrever parte da  Nota nº 07/2014/DEPCONSU/PGF/AGU, exarada no dia
28 de março de 2014, que ao analisar controvérsia idêntica, envolvendo a limitação temporal imposta pelo art. 2º
§  1º  da  Lei  nº  6.999,  de  1982,  concluiu  pela  aplicação  de  interpretação  restritiva  ao  normativo,  devendo  a
requisição de servidor para prestar serviço a Cartório Eleitoral obedecer o prazo de 1 (um) ano, prorrogável,
uma única vez, por igual período, vejamos:
 
“32. Por derradeiro, não se vislumbra, data venia, a pertinência de submeter o caso à
CCAF/AGU (vide fls. 43 e 47), por não se tratar de controvérsia de interesse adstrito ao
IBGE  e  ao  TRE/RN.  Na  verdade,  o  presente  processo  é  representativo  de  uma
controvérsia mais ampla, de interesse de diversos órgãos e
entidades  da  Administração  Federal.  Pelo  esse  motivo,  evidencia­se  interessante
considerar  a  possibilidade  de  alteração  legislativa,  conferindo  nova  e  inequívoca
redação ao §1 do art. 2º. da Lei nº 6.999, de 1982, sem prejuízo de outras medidas que
por ventura venham a ser reputadas cabíveis pela Advocacia­Geral da União (remessa
de  cópia  dos  autos  ao  TCU,  para  conhecimento,  inclusive  no  tocante  à  eventual
inobservância pelo TRE/RN das determinações contidas no Acórdão nº 199/2011­TCU­
Plenário, diálogo com o Presidente do TSE, dentre outras.
199/2011­TCU­Plenário, diálogo com o Presidente do TSE, dentre outras). “ (grifamos)
 
“ CONCLUSÃO:
 
33. Diante do exposto, opina­se pelo acolhimento do entendimento exposto no Parecer
DCA/COACON/PF/IBGE nº 110/2011, da Procuradoria Federal junto ao IBGE, que se
encontra  alinhado  ao  posicionamento  adotado  no  Parecer  nº  1.309­
3.17/2011/AGU/CONJUR/MP, da Consultoria Jurídica do Ministério do Planejamento
Orçamento e Gestão, e no Acórdão nº 199/TCU ­ Plenário, do Tribunal de Contas da
União,  bem  como  precedentes  do  Supremo  Tribunal  Federal  (fls.  23/32  e  34/42),  no
sentido  de  que  se  deve  conferir  uma  interpretação  restritiva  ao  art.  2º,  I,  da  Lei  nº
  6.999,  de  1982,  pela  possibilidade  de  requisição  de  servidor  para  prestar  serviço  a
Cartório Eleitoral por um ano, prorrogável uma única vez por igual período.
34. Ante a divergência verificada quanto ao tema entre a Justiça Eleitoral (TRE/RN e
TSE) e órgãos da Administração Federal, representados e orientados pela PGF/AGU,
sugere­se  a  remessa  do  feito  à  Consultoria­Geral  da  União  para  conhecimento  da
questão e análise da pertinência das medidas cogitadas no item 32.
 
25.  Desta  forma,  vê­se  que  a  prorrogação  sucessiva  e  ilimitada  do  servidor  requisitado  não
possui o necessário amparo no ordenamento jurídico, prorrogações ilimitadas distorcem o instituto e o propósito
da  Lei  nº  6.999,  de  7  de  julho  de  1982,  com  ofensa  aos  princípios  constitucionais  de  legalidade,  da
impessoalidade, da eficiência e do acesso a cargos públicos via concurso público.
 
26.  Pelo  princípio  da  Legalidade,  toda  e  qualquer  atividade  administrativa  deve  ser  autorizada
por lei, motivo pelo qual o administrador público só pode atuar onde a lei autoriza. Por sua vez, de acordo com o
princípio da Impessoalidade, o administrador público não pode contratar quem quiser, mas somente os aprovados
em  concurso  público,  respeitando  ainda  a  ordem  de  classificação,  mantendo  assim  posição  de  neutralidade  em
relação  aos  administrados,  sendo  vedada  discriminações  gratuitas.  Portanto,  só  é  possível  que  se  faça
discriminações que se justifiquem em razão do interesse coletivo, pois as gratuitas caracterizam abuso de poder
e desvio de finalidade, que são espécies do gênero ilegalidade.
 
27.  Acrescente­se  que  considerando  que  as  vagas  de  cada  órgão  são  dimensionadas  em  função
das necessidades de tal órgão, a requisição deve seguir o prazo estritamente necessário para o cumprimento dos
processos eleitorais.
 
28.  Vale  citar  a  existência  da    Nota  Técnica  Consolidada  nº
02/2014/CGNOR/DENOP/SEGEP/MP no mesmo sentido da manifestação já exarada por esse Departamento:
 
a) Em interpretação sistemática à Lei nº 6.999, de 1982; ao Decreto nº 4.050, de 2001; ao
Acórdão  nº  199/2011­  Plenário  do  Tribunal  de  Contas  da  União  e  ao  PARECER  Nº
15/2012/AACF/DEPCONSU/PGF/AGU,  o  prazo  para  a  requisição  de  servidores  do
Poder Executivo à Justiça Eleitoral é de 1 (um) ano, prorrogável por mais 1 (um) ano,
desde que comprovada a manutenção da necessidade da requisição;
 
29.  Por  fim,  conforme  a  referida  Nota  Técnica  ao  analisar  as  requisições  para  a  Justiça
Eleitoral,  deve­se  observar  a  regularidade  do  ato  e  da  sua  adequação  aos  princípios  administrativos,
especialmente  o  da  impessoalidade,  bem  como  se  a  autorização  não  prejudicará  as  atividades  finalísticas  do
órgão  requisitado  e,  ainda,  caso  tiverem  servidores  requisitados  pela  Justiça  Federal  há  mais  de  1  (um)  ano
poderão solicitar o retorno desses servidores aos seus quadros, devendo observar ainda que:
 
I.  vencido  o  prazo  máximo  de  permanência  do  servidor  ou  empregado  público  no
âmbito da justiça eleitoral – incluindo­se aí o prazo de prorrogação de 1 (um) ano ­ o
órgão deverá adotar as providências necessárias ao seu retorno ao órgão de origem e,
caso necessário e em comum acordo, poderá haver a indicação de novo servidor, desde
que atendidos os critérios necessários à efetivação do ato de requisição; e
 
II.  caso  o  prazo  de  permanência  do  servidor  no  âmbito  da  justiça  federal  já  esteja
extrapolado, o órgão deverá notificar o respectivo tribunal para que este providencie o
seu retorno imediato, cabendo, em todo caso, negociação quanto ao prazo de retorno
visando  não  causar  prejuízos  de  descontinuidade  às  atividades  desenvolvidas  pelo
Tribunal, sugerindo que este não ultrapasse 6 (seis) meses.
 
30.  Assim,  entendemos  que  a  requisição  da  servidora  Elisabete  Valverde  Araújo  Alves  do
DNPM,  pelo  Cartório  da  3ª  Zona  Eleitoral  de  Fortaleza  já  extrapolou  o  prazo  razoável  de  prorrogação,  o  que
pode gerar risco a efetividade e a imparcialidade imprescindíveis a administração da Justiça Eleitoral.
 
 
CONCLUSÃO:
 
31.  Ante  o  exposto,  somos  pela  ratificação  do  entendimento  adotado  no  PARECER  Nº
15/2012/AACF/DEPCONSU/PGF/AGU  e  NOTA  nº  07/2014/DEPCONSU/PGF/AGU,  e  assim  sendo,  pela
impossibilidade  de  nova  prorrogação  da  requisição  da  servidora  Elisabete  Valverde  Araújo  Alvesantono  do
DNPM pelo Cartório da 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza, devendo a servidora retornar ao órgão de origem para o
exercício regular de suas funções.
 
32. Por fim, sugere­se que seja diligenciado junto ao MPOG­TSE para que avalie a possibilidade
de alteração da resolução com expressa limitação de prorrogação.
 
33.                  É o parecer. À superior consideração.
 
 
                                               Brasília, 31 de julho de 2015.
 
 
               ANA CRISTINA VELLOSO CRUZ
Procuradora Federal
 
Leonardo Vogel
Estagiário de Direito
 
 
 
                                   De acordo. Encaminhe­se conforme sugerido.
      
 
Brasília,        de                   de 2015.
 
 
 
ANTONIO CARLOS SOARES MARTINS
Diretor do Departamento de Consultoria/PGF
 
 
Aprovo.
 
 
Brasília,      de                 de 2015
 
 
 
 

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